João promove maior ato da campanha de Lula
A vinda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Pernambuco, ontem, na reta final da corrida eleitoral, produziu um efeito que ultrapassa a dimensão de um simples ato de campanha. Ao colocar Lula no centro do Recife, ao lado de João Campos (PSB), a Frente Popular transformou a visita em uma demonstração pública de força política e, sobretudo, em uma demonstração de unidade entre Lula, o PSB e o PT num dos estados mais simbólicos da trajetória política do chefe da Nação.
A caminhada partiu do Cais de Santa Rita, em direção ao Marco Zero e reuniu, segundo a organização, mais de 80 mil pessoas espalhadas pelo percurso, incluindo a Avenida Alfredo Lisboa, a Ponte Giratória e o entorno do Cais de Santa Rita. No palco, Lula reforçou explicitamente seu apoio a João Campos e associou sua candidatura à do socialista.
Leia maisMais do que o número estimado de participantes, o significado político das imagens é o principal dado a ser observado. A multidão ocupando o Centro do Recife oferece à campanha de Lula uma demonstração concreta de capacidade de mobilização justamente em um momento em que a disputa presidencial se tornou mais competitiva.
Na semana da visita, a campanha petista vinha ampliando os atos de rua e buscando maior contato direto com o eleitorado. E é aí que entra João Campos. Desde a pré-campanha, o socialista defendia a presença de Lula em Pernambuco. A insistência tinha uma lógica política evidente: transformar a histórica relação do presidente com o Estado em uma conexão eleitoral direta com sua candidatura ao Governo de Pernambuco.
O resultado foi uma fotografia que interessa aos dois lados. Lula entregou ao candidato do PSB o principal ativo eleitoral que possui no Estado. João Campos, por sua vez, ofereceu ao presidente uma das maiores demonstrações de mobilização de sua campanha até o momento.
A dimensão simbólica também importa. Pernambuco é o Estado natal de Lula, berço de sua formação política e território no qual sua presença possui um peso que vai além da disputa presidencial. Ao decidir vir ao Recife e subir ao palanque de João, Lula deixou de lado a expectativa de uma neutralidade estadual que havia sido discutida nos bastidores e assumiu publicamente a aliança com a Frente Popular.
A própria imprensa registrou que a estratégia inicialmente considerada envolvia preservar uma posição mais neutra diante da governadora Raquel Lyra, que mantém interlocução com Lula, mas também possui apoio relevante entre eleitores bolsonaristas.
Para João, o ato tem uma dimensão que não se resume à transferência automática de votos. Seu principal efeito pode estar na redução da distância entre a imagem do candidato e a do presidente junto ao eleitorado que ainda não associa diretamente os dois projetos. Em uma eleição apertada, uma demonstração pública dessa magnitude funciona como mensagem política: o candidato do PSB não apenas declara ser o nome apoiado por Lula; ele aparece ao lado do próprio presidente, em seu Estado natal, diante de uma multidão.
SENADO – O mesmo raciocínio vale para Humberto Costa (PT) e Marília Arraes. Os dois candidatos ao Senado dividiram o palanque com Lula e João Campos, reforçando a lógica de uma chapa que pretende transformar a aliança entre PT, PSB e demais partidos da Frente Popular em voto combinado. O presidente, ao pedir votos para seus aliados, ajudou a dar unidade visual e política à chapa.

Repercussão nacional – Há, ainda, um aspecto nacional. A campanha de Lula tem procurado ampliar a presença do presidente nas ruas justamente na reta final, em uma tentativa de aumentar a mobilização e o engajamento. Nesse contexto, a imagem de uma grande manifestação no Recife pode ser explorada nacionalmente como demonstração da capacidade de mobilização do petismo no Nordeste — região historicamente importante para Lula, mas que não pode ser tratada como um eleitorado automaticamente garantido em uma disputa presidencial competitiva.
Vaias para o neodireitista – Se o ato produziu ganhos políticos evidentes para Lula e João Campos, também expôs uma dificuldade estratégica para Raquel Lyra (PSD). A governadora decidiu não participar da mobilização e manteve uma agenda própria, incluindo compromissos em Jaboatão dos Guararapes e no Sertão do Araripe. O candidato ao Senado Túlio Gadêlha, por sua vez, confirmou presença, mas informou que acompanharia o percurso fora do palanque oficial. E, num ambiente que não lhe cabia, acabou passando por constrangimento, inclusive vaiado.
Raquel com o bolsonarismo – A ausência de Raquel não foi, por si só, uma ruptura com Lula. A governadora tem reiterado publicamente as parcerias entre seu governo e a União e já declarou que agradece ao presidente pelas ações realizadas em Pernambuco. Ao mesmo tempo, sua estratégia eleitoral tem buscado preservar espaço junto ao eleitorado bolsonarista, o que ajuda a explicar a cautela em uma aproximação eleitoral explícita com Lula.

Lula é João, João é Lula – O problema político para Raquel é que essa posição intermediária ganha outra dimensão quando Lula desembarca em Pernambuco justamente para apoiar seu principal adversário. A imagem produzida no Centro do Recife foi de um palanque claramente definido: Lula de um lado, João Campos do outro – e, entre os dois, uma multidão que serviu de cenário para a aliança. A governadora, que poderia reivindicar uma relação institucional com o presidente, ficou fora da fotografia política mais importante da passagem dele pelo estado. Isso ajuda a explicar por que a visita de Lula representa mais do que um evento eleitoral. Ela reorganiza visualmente o campo político pernambucano. De um lado, a Frente Popular consegue apresentar uma aliança nacional e estadual coerente, com Lula, PT, PSB e seus candidatos ao Senado no mesmo palanque. Do outro, Raquel precisa administrar uma posição mais ambígua: governadora que reconhece as parcerias com Lula, mas candidata que não pode ignorar a parcela bolsonarista de sua base.
CURTAS
APROXIMAÇÃO – Em uma campanha marcada por pesquisas que mostram uma disputa apertada entre Raquel Lyra e João Campos, a política das imagens ganha peso especial. O Datafolha divulgado nesta semana mostrou Raquel com 47% e João com 42%, dentro da margem de erro, enquanto outros levantamentos recentes também apontaram aproximação entre os dois. Nesse cenário, o ato de Lula não deve ser interpretado como garantia de transferência de votos. O eleitorado não funciona como uma equação automática em que o apoio de um líder nacional se converte integralmente em votos para seu aliado estadual. O que a mobilização oferece é outra coisa: exposição, associação de imagens, demonstração de força, ativação de militância e uma mensagem clara para o eleitor sobre quem está no campo político de quem.
CONTRAPONTO – É justamente por isso que o ato pode ter importância maior do que sua duração. Na reta final, campanhas disputam não apenas votos, mas também a narrativa sobre o momento da eleição. A imagem de João Campos caminhando ao lado de Lula, diante de dezenas de milhares de pessoas, chega à disputa como um poderoso contraponto à narrativa de equilíbrio que vinha marcando os levantamentos.
QUANTO VALE? – No fim, o grande dado político da visita de Lula a Pernambuco talvez não esteja apenas nos 80 mil participantes anunciados pela organização. Está na fotografia. Lula precisava mostrar força em uma eleição presidencial mais competitiva; João Campos precisava consolidar sua associação com o presidente justamente quando a disputa estadual se estreitou. O ato serviu aos dois objetivos simultaneamente. E deixou uma pergunta política inevitável para os próximos dias: em uma eleição tão apertada, quanto vale uma imagem capaz de transformar uma aliança política em uma demonstração pública de força?
Perguntar não ofende: É verdade que Raquel teria tentado uma foto com Lula?
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Para uma plateia de empresários a nove dias da eleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) falou que é preciso escolher “entre o regime democrático ou a barbárie”, disse que tem feito um governo com responsabilidade fiscal e prometeu fazer uma reforma política e do Judiciário se for eleito para um quarto mandato. O presidente evitou em se comprometer com medidas para a redução dos juros ou para redução dos gastos públicos, anseios do mercado, criticou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e pediu “seriedade” dos empresários.
— Quem de vocês se lembra quando a economia brasileira voltou a crescer acima de 3%? Cresceu em 2010 e quando eu voltei agora para presidente da República. Eu peguei esse país com duas crises. Primeiro, quando eu ganhei a eleição em 2002, os economistas mostravam a dívida externa, nós acabamos com isso. Por uma questão simples: não é respeitoso um país que não sabe tomar conta das suas contas. A minha professora de economia foi a Dona Lindu, não faça dívida que você não pode pagar, e é assim que a gente vem tocando esse Brasil todos estes anos — falou, citando sua mãe. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisO evento foi realizado em São Paulo, organizado pelo Esfera Brasil e pelo Grupo Prerrogativas, e na lista de convidados havia cerca de 500 empresários, advogados e representantes de entidades da sociedade civil. Entre os empresários presentes, estão nomes como Joesley Batista, da JBS, Gustavo Pimenta, presidente da Vale, Marcos Almeida, da Brookfield, Sérgio Zimerman, da Petz, Gustavo Furtado, da Centauro, Diego Barreto, do iFood, Silvia Penna, da Uber.
O petista citou como crises seguintes a de 2008, que atingiu sobretudo os Estados Unidos, e a guerra do Irã, no mandato atual, que aumentou o preço do petróleo em todo o mundo, para ressaltar medidas que ele tomou para reduzir os impactos para a economia do país. Em seu discurso, ainda falou que sonha em ter “um país de classe média”, e que não se contenta “com um salário de R$ 2 mil”, acrescentando que é preciso ter “responsabilidade social junto com a responsabilidade fiscal”.
— E vocês empresários precisam entender que quanto mais eles ganharem, vocês vão ganhar mais. Nós, em apenas 12 anos, encontramos de volta 33 milhões de pessoas que estavam passando fome, ou seja, se a gente não tem responsabilidade social junto com a responsabilidade fiscal, a gente não resolve o problema do país. Então a gente tem que decidir que país que a gente quer, um país que seja governado apenas para 35% da população, ou para 100% da população. E vocês sabem quem são os candidatos e sabem quantos têm condição de governar esse país. Vocês estão olhando para o cara que governou o estado mais rico do país por 13 anos, e o presidente que já governou por 12 anos. Qual é a escolha? — indagou.
Em diversos momentos, o chefe do Executivo mencionou que o pleito deste ano não definirá apenas o novo governante, mas o tamanho da influência dos Estados Unidos no país.
— Eu quero dizer para vocês o que está em jogo: é se a gente vai querer fortalecer o regime democrático ou fazer a barbárie no nosso país — disse — É importante que vocês tenham seriedade. Ou vocês votam em alguém que quer ser brasileiro ou votam em alguém que vai beijar a bandeira americana todo dia. Faltam dez dias para vocês escolherem o que vocês querem, e vocês sabem o que pode acontecer nesse país, sabem que o Trump está fazendo aposta que ele vai ser dono da América Latina. E eu quero dizer que, enquanto eu for presidente, o dono disso aqui se chama povo brasileiro e ninguém vai interferir. Isso vale para os empresários brasileiros, porque um país que se preza tem uma indústria muito forte.
Antes do encontro, Lula assinou uma Medida Provisória (MP) para proibir as bets e sites de apostas no geral no Brasil. Além da MP, o presidente apresentará ao Congresso Nacional um projeto de lei para criminalizar as bets e seus operadores. A medida provisória tem vigência imediata e precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional em até 120 dias para seguir valendo. Já o projeto de lei só entra em vigor após ser avaliado pelos parlamentares.
Este foi o segundo encontro do presidente com empresários durante a campanha eleitoral. Em 31 de agosto, o petista recebeu um grupo de empresários e banqueiros no Palácio da Alvorada, mas foi um encontro mais reservado, que reuniu 16 pessoas. Na ocasião, houve queixas dos participantes sobre a alta taxa de juros do país (hoje a Selic está em 13,75% ao ano) e sobre os gastos públicos.
Minerais críticos e taxas de juros
Alguns empresários se dirigiram a Lula e fizeram apelos de seus setores para o governo. O presidente da Vale falou da importância do Brasil explorar mais as terras raras, onde há minerais críticos que poderiam ajudar na “transição verde”, inclusive importante insumos que são essenciais para diversos segmentos no mundo inteiro.
— Uma reflexão que a gente tem feito na indústria é que a gente tem uma oportunidade única de liderar essa transição verde na oferta dos minerais críticos — disse.
Jorge Cury, presidente do Secovi-SP, entidade que representa o mercado imobiliário do estado, agradeceu ao presidente e à Caixa Econômica pelo aumento nos lançamentos de imóveis nos últimos anos, mas reclamou da taxa de juros, que impacta no valor dos financiamentos de imóveis. Atualmente, a taxa Selic está em 13,75% ao ano.
— Eu pergunto se nós vamos ter ao longo desses próximos quatro anos alguma chance de reduzir os juros para permitir que a classe média possa ter acesso ao imóvel. O grande motor desse país foi sempre a classe média. E a gente precisa recuperar isso, eu sei do seu pragmatismo e sua sabedoria, vai achar o caminho para que a gente tenha uma redução de alguma maneira desses juros, fica o pedido — falou .
Nesta sexta, Lula estava acompanhado de vários integrantes do governo, como o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), e os ministros Dario Durigan (Fazenda), Márcio Elias Rosa (Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), Miriam Belchior (Casa Civil), Esther Dweck (Gestão e Inovação), além dos presidentes da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira, do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, e do BNDES, Aloizio Mercadante. Os ex-ministros da Fazenda Fernando Haddad (PT) e do Planejamento, Simone Tebet (PSB), também participaram.
Ministros acenam ao mercado
Integrantes do governo Lula reforçaram os resultados do governo na área econômica, e acenaram para os representantes de diversos segmentos em suas falas. Alckmin destacou feitos do governo e falou sobre “o que vem pela frente”, mencionando desafios do país como a energia para possibilidade o avanço da inteligência artificial e a reserva de “minerais raros estratégicos” para o carro elétrico e a energia eólica. Na sua fala, também se dirigiu a Bia Cardoso, filha do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, e elogiou a atuação do tucano na economia.
— Temos desafios pela frente e oportunidades, com a (exploração na) Margem Equatorial, o Brasil já é o sétimo maior produtor do mundo de petróleo, e vamos avançar. Tem candidato querendo adiar a Reforma Tributária. Ela desonera a exportação, pode aumentar em 17% a exportação, então o nosso desafio é implementá-la já a partir de 1º de janeiro. Temos a questão fiscal. Precisamos unir os outros poderes. Não é possível salários de R$ 300 mil, R$ 400 mil, isso é pago pelos assalariados. Tem estado que um deputado tem 146 cargos comissionados. O Senado paga seguro-saúde a seus senadores, 46 vezes o que paga o SUS. Temos que nos indignar perante o que está errado, e o presidente Lula é o homem vocacionado para fazer o pacto entre Legislativo e Judiciário — falou.
O ministro da Fazenda Dario Durigan mencionou três desafios que o governo federal tem que enfrentar: segurança pública, institucionalidade e taxa de juros. Ele citou a Operação Carbono Oculto, realizada em conjunto pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP), Receita Federal e outros órgãos, e cuja terceira fase foi deflagrada na última quinta-feira (24), mirando empresas que lavam dinheiro para o crime organizado no setor de combustíveis. Ele prometeu que, “para o futuro, a União vai entrar mais na segurança pública”, com a “inteligência financeira do Ministério da Fazenda” para “moralizar” o mercado de fundos e “alguns poucos integrantes do sistema financeiro”.
— Já o tema das contas públicas, é importante fazer uma distinção entre o que nós fizemos, que foi muito, e o que precisa ser feito. Quando a gente olha para o resultado do governo anterior, do que a gente pegou, tinha muita coisa errada — falou. — Não teve nenhum projeto enviado pelo governo e aprovado pelo Congresso sem a previsão de receita ou adequação orçamentária. Diferente do governo, que agora se diz liberal, fez no passado. As poucas medidas que foram aprovadas pelo Congresso (sem previsão orçamentária), nós fomos ao STF exigir a responsabilidade fiscal. A responsabilidade fiscal é do Executivo, mas também do Congresso e do Judiciário e, nesse precedente da desoneração da folha, o STF disse com todas as letras que o Congresso não pode aprovar medidas sem previsão orçamentária — falou.
Durigan disse que vai fazer “revisão periódica” de isenções fiscais para empresas, e “estabelecer um limite”. Já para os juros, admitiu que a taxa está alta, mas que essa mudança deve ser feita “de modo estruturado”
– Esse esforço envolve sim uma melhoria fiscal. O discurso fiscal tem que ser feito na política do dia a dia, com transparência e com espírito republicano e, com isso, vamos seguir numa trajetória de melhorar as contas públicas. Temos que seguir dando eficiência para o gasto público, isso tem que se intensificar. Dinheiro público tem que ser gasto com austeridade, temos que revisar política pública, que seja pago para quem precisa, e não para dar privilégio e penduricalho. Com justiça social e combate a privilégios — afirmou Durigan.
O ministro Márcio Elias Rosa destacou resultados do governo Lula na área econômica, especialmente no comércio internacional, afirmando que “o Brasil com protagonismo e não um mero coadjuvante no desenvolvimento”. Ele ainda lembrou da taxação que os Estados Unidos implementou sobre os produtos brasileiros.
— Frente ao tarifaço, o Brasil respondeu com o Brasil Soberano. Nós respondemos ao tarifaço com a diversificação do mercado e com a negociação, sem se afastar jamais dos interesses dos brasileiros – falou.
O presidente da Caixa, Carlos Vieira, ressaltou a importância do banco para a área imobiliária, com os financiamentos de imóveis, sobretudo no âmbito do Minha Casa Minha Vida. A presidente do Banco do Brasil, por sua vez, lembrou que foi a primeira mulher a presidir a instituição em mais de 200 anos, e comparou os créditos disponibilizados ao agronegócio do país pelo governo atual e pela gestão anterior, de Jair Bolsonaro (PL), por meio do Plano Safra, e falou das operações do banco voltadas para a indústria, sobretudo para aqueles que exportam, e endereçou indiretamente as preocupações do mercado com a responsabilidade fiscal do governo Lula.
— Voltamos a fazer o papel que um banco público precisava fazer. Em nenhum momento o desenvolvimento do pequeno empreendedor até a agroindústria, de uma pequena empresa até uma multinacional, deixou de ser feito. Há muito a ser feito, com responsabilidade. A gente entende que há questões a serem corrigidas e nós temos um presidente que sabe todos os números, de cada setor da economia brasileira, e que exige de nós o cuidado, carinho e a responsabilidade com a gestão das nossas empresas — falou Tarciana.
O advogado Marco Aurélio Carvalho, do grupo Prerrogativas, que ajudou a organizar o evento, fez um dos discursos mais duros contra Flávio Bolsonaro, chamou ele de “miliciano” e reconheceu que “muitas das pessoas da plateia têm diferenças” com Lula, mas disse que “não há no país nenhuma condição de ter um país seguro e previsível” se não for “pelas mãos desse homem”.
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O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) reafirmou, durante uma carreata em Arcoverde, no Sertão pernambucano, na noite desta sexta-feira (25), a proposta de zerar o IPVA de motocicletas de até 180 cilindradas. Segundo a campanha, a medida poderá beneficiar cerca de 1,4 milhão de proprietários no estado. A mobilização marcou o início da agenda do candidato pelo Sertão neste fim de semana, após um ato com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Marco Zero do Recife.
“Mais de um milhão de pernambucanos vão ter o IPVA zerado para motos de até 180 cilindradas. A maioria das pessoas utiliza a moto para trabalhar. Então, quando a gente tira imposto, sobra mais dinheiro, e quando sobra mais dinheiro, as famílias podem ter uma renda maior. Isso é fazer o que é justo e vai ajudar na renda das pessoas”, afirmou João Campos.
A carreata percorreu ruas de Arcoverde e reuniu apoiadores e lideranças políticas. Participaram do ato o candidato a deputado federal Luciano Pacheco (MDB), o deputado estadual e candidato à reeleição Diogo Moraes (PSB) e o candidato a deputado estadual Rosinaldo Manoel Veras, conhecido como “Já Morreu” (PSB).
Diante de comentários nas redes sociais de que teria uma suposta pretenção de acabar com a condição de Nossa Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil, o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) publicou na noite desta quinta-feira (24) um vídeo em que nega qualquer possibilidade nesse sentido.
“Estamos aqui na correria de agenda em Minas Gerais e sou surpreendido com uma mentira, uma fake news daquela, pra variar, que a milícia do PT está inventando na internet: que eu iria tirar a padroeira do Brasil. Isso é uma grande mentira. Não tem pé nem cabeça. Não existe esse projeto. Então vamos lá, até o final, o PT só sabe fazer isso: mentir. Chegou no poder pela mentira, mas a gente vai tirar ele com a verdade”, disse Flávio no vídeo. As informações são da CNN.
Leia maisPostagens utilizam um trecho de um jornal televisivo para afirmar que Flávio estaria com planos de tirar ou apoiar a retirada da condição de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil. Há postagens que falam ser um “ataque” aos católicos. No entanto, não houve comentário do candidato neste sentido.
Inclusive, diante da situação, a legenda do vídeo postado por Flávio nesta quinta também diz: “Respeito todas as religiões e também quem não tem religião! Diferente do Lula, que quer se meter até nas regras da Igreja Católica. Deus no comando sempre!”
Na citação, Flávio se refere à fala de Lula em favor do fim do celibato na Igreja Católica.
A CNN apurou que a campanha de Flávio recebeu a notícia dos boatos com “incredulidade”. Integrantes da equipe criticaram duramente o que consideram uma tentativa de se criar “uma guerra religiosa” entre católicos e evangélicos. Também falam que isso demonstra o nível de “desespero” por parte da concorrência.
Agora, a equipe jurídica da campanha de Flávio avalia acionar o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sobre o caso e já busca identificar perfis responsáveis pela origem da fake news.
Flávio Bolsonaro costuma fazer menções a Deus e tem até reforçado falas sobre sua fé em agendas de campanha. Na campanha, ele adotou o costume de frequentar cultos e missas, sem entrar no mérito de religiões ou denominações.
Na pré-campanha, por exemplo, Flávio chegou a participar de uma romaria católica de Goiânia para Trindade, em Goiás, ao lado de aliados.
Em café com jornalistas na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) nesta quarta (23), o presidente da entidade, Dom Jaime Spengler, disse que a Igreja Católica não se manifesta sobre questões político-partidárias nem declara preferência por qualquer candidato.
No café, sem citar nomes, ele criticou a mistura de religião e política ao ser questionado pela reportagem sobre a intersecção de ambas. Dom Jaime Spengler ressaltou que, quando isso aconteceu na história, “o resultado não foi positivo”.
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A governadora Raquel Lyra chega a Petrolina neste sábado e encontrará uma pergunta que não pode ser respondida com discurso, promessa ou fotografia: onde está a solução para os pacientes que precisam de tomografia e continuam esperando?
O Ministério da Saúde destinou R$ 6,7 milhões para ampliar a oferta de tomografias em Petrolina. O recurso chegou a Pernambuco, mas, segundo as informações disponíveis, o Governo do Estado ainda não contratou o hospital credenciado para colocar o serviço efetivamente à disposição da população.
Enquanto isso, pacientes continuam enfrentando dificuldades para realizar um exame essencial e, em determinados casos, precisam se deslocar para Recife.
Leia maisE não é uma questão burocrática qualquer. O próprio Ministério da Saúde reconheceu, ao levar uma carreta de exames para Petrolina, que existe uma demanda urgente por tomografias na região. A pasta também alertou que, quando o exame não é realizado no momento necessário, o cuidado do paciente pode ser atrasado.
A situação é ainda mais delicada para quem está investigando ou acompanhando um câncer. Diagnóstico e tratamento dependem de tempo. Não se pode transformar a espera por um exame em mais uma barreira para quem já está enfrentando uma doença.
É por isso que a visita de Raquel Lyra a Petrolina precisa ser acompanhada de uma resposta objetiva:
Se o dinheiro está disponível, por que o serviço ainda não está funcionando?
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O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) percorreu as ruas de Arcoverde, no Sertão do Estado, durante uma grande carreata realizada na noite desta sexta-feira (25). A mobilização reuniu apoiadores e contou com a presença de Luciano Pacheco (MDB), Diogo Moraes (PSB) e Rosinaldo Manoel Veras, conhecido como “Já Morreu” (PSB).
Foto: Rafael Ribeiro Neves
Vídeo: Karina Noé
Em registro feito durante a carreata desta sexta-feira (25), em Arcoverde, no Sertão de Pernambuco, o candidato ao Governo do Estado João Campos (PSB) aparece no carro ao lado do candidato a deputado federal Luciano Pacheco (MDB), do deputado estadual e candidato à reeleição Diogo Moraes (PSB) e do candidato a deputado estadual Rosinaldo Manoel Veras, conhecido como “Já Morreu” (PSB).
O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) participou, na noite desta sexta-feira (25), de uma carreata pelas ruas de Arcoverde, no Sertão. Ele esteve acompanhado do candidato a deputado federal Luciano Pacheco (MDB), do deputado estadual e candidato à reeleição Diogo Moraes (PSB) e do candidato a deputado estadual Rosinaldo Manoel Veras, conhecido como “Já Morreu” (PSB). A mobilização reuniu lideranças locais, apoiadores e moradores e integrou a agenda de campanha de João pelo Sertão pernambucano. Com informações do Blog do Mário Flávio.
O POVO
Ciro Gomes (PSDB) e Elmano de Freitas (PT) estão, pela primeira vez na série de pesquisas Datafolha, tecnicamente empatados na eleição para Governador do Ceará. Ciro oscilou 3 pontos percentuais para baixo, no limite da margem de erro, e tem agora 44%. Elmano oscilou 3 pontos para cima e foi a 43%. A pesquisa foi contratada pelo O POVO.
A vantagem de Ciro sobre Elmano vem caindo ao longo da campanha e passou de 19 pontos percentuais, em agosto, para 1 ponto percentual agora. Uma semana atrás, a distância era de 7 pontos e caiu 6.
Leia maisCiro Gomes registrou o índice de intenção de votos mais baixo na série do Datafolha, enquanto Elmano teve o mais alto.
Pesquisa Datafolha Ceará estimulada
Se a eleição para governador do Estado do Ceará fosse hoje e os candidatos fossem estes, em quem você votaria?
A candidata Vera Lúcia (Novo) aparece com 1%. Delegado Huggo (Missão) tem também 1%.
Danilo Soares (Democrata), Zé Batista (PSTU) e Serley Leal (UP) foram citados, mas não chegaram a 1%. Ieri Braga (PCO) não foi citado.
Os entrevistados que disseram votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos são 6%, mesmo índice da pesquisa anterior.
Indecisos são 5%, 2 pontos a mais que no levantamento anterior.
Na pesquisa de agosto, Vera Lúcia não estava incluída. No registro da pesquisa, o candidato do partido era Pedro Brito (Novo), que renunciou e foi substituído por ela. Também não havia sido incluído Ieri Braga (PCO), que ainda não havia sido registrado.
O Datafolha entrevistou 1.204 eleitores em 59 municípios do Estado do Ceará entre 22 e 24 de setembro. A margem de erro máxima para o total da amostra é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%.
A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com os números CE-00198/2026 e BR-03296/2026.
A pesquisa é quantitativa, por amostragem, feita com abordagem presencial aos entrevistados em pontos de fluxo populacional.
Votos válidos
Em votos válidos, Ciro tem 49% (tinha 52%) e Elmano, 48% (tinha 44%). O cenário é de indefinição sobre haver 2º turno ou não. Para vencer no 1º turno, um candidato precisa ter mais de 50% dos votos.
Vera Lúcia, Delegado Huggo e Danilo Soares têm 1% dos votos válicos, cada. Zé Batista e Serley Leal não alcançaram 1% e Ieri Braga não foi citado.
A contabilidade de votos válidos exclui votos brancos, nulos e indecisos.
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Após participar da caminhada ao lado de Lula, o ex-prefeito do Recife e candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) chegou a Arcoverde, no Sertão de Pernambuco, na noite desta sexta-feira (25), para participar de uma carreata pelas ruas da cidade.
Por Larissa Rodrigues – Efeito Político
A passagem do presidente Lula (PT) pelo Recife, nesta sexta-feira (25), não deixou dúvidas de que o petista quer o candidato da Frente Popular ao Governo do Estado, João Campos (PSB), eleito e comandando Pernambuco a partir de 2027.
Em várias ocasiões, o presidente reforçou o pedido de votos para João, diante de um Marco Zero lotado “no pingo do meio dia”, como se diz no Nordeste. Nesta reta final de campanha, Lula entendeu que precisa de João Campos tanto quanto João Campos precisa do presidente.
Se a vinda de Lula ao Recife pode ser o impulso final que João necessita para virar de vez as intenções de voto, que já vem crescendo há três rodadas de pesquisas, Lula, por sua vez, sairá ganhando com a eleição do ex-prefeito, porque a tendência na eleição nacional é de um segundo turno entre ele e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Sendo assim, vai ser fundamental que o petista tenha em Pernambuco um governador que vai trabalhar para eleger Lula para seu quarto mandato.
Leia maisA governadora Raquel Lyra (PSD) nitidamente, por sua própria decisão, não é essa pessoa. Faz pouco caso da disputa nacional e insiste em se omitir afirmando ser “pernambuquista”, como se Pernambuco fosse uma ilha isolada do Brasil e como se não fizesse diferença para o Estado um presidente comprometido com o Nordeste, ou um filho de Jair Bolsonaro, cuja a história com o Nordeste diapensa explicações. Em caso de vitória de Raquel Lyra, Lula ficará sem palanque em Pernambuco no segundo turno, porque a gestora nunca pediu voto para ele, nem em 2022 e nem agora, além de abrigar em seu palanque todos os aliados de Flávio Bolsonaro no Estado.
João Campos, por sua vez, fez questão de ressaltar, no evento desta sexta-feira, a pouco mais de uma semana para o primeiro turno: “Muita gente vai votar no senhor nesta eleição, mas a sua vitória vai vir do quintal da roça de dona Lindu (mãe de Lula), que é de Pernambuco”, demosntrando, assim, seu compromisso com a reeleição do presidente.
Além de reforçar o pedido de votos para João Campos, o presidente disse estar convencido de que o ex-prefeito será eleito pela maioria do voto das mulheres. Não se sabe se a certeza de Lula vem do desgaste de Raquel Lyra com o segmento feminino, depois de defender uma laqueadura sem consentimento em uma paciente da rede pública.
A certeza que o presidente deixou no Estado foi a do desejo no voto casado do PT e do PSB. “Quem gosta da educação vota no Lula. Quem gosta de saúde vota no Lula e vota no João. Quem quer Pernambuco melhor e o Brasil melhor vota no 13 e vota no 40”, enfatizou.
O pedido se estendeu aos senadores da chapa da Frente Popular, Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT). Lula sabe que também precisa da dupla na campanha de segundo turno e mais ainda se vencer, porque o plano bolsonarista é boicotar um eventual quarto mandato dele no Senado.
Mulheres
Diante dos escândalos envolvendo políticos e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) com o ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro, que comprava apoio político e proteção por meio de viagens, festas com muitas mulheres e mimos para homens com acesso ao poder, existe uma discussão nacional de que é necessário colocar mais mulheres na política, porque elas não estão envolvidas em vexames regados a bebidas caras e garotas de programa suíças, como o presidente do Senado, por exemplo, Davi Alcolumbre (UB).
Por essa razão, o presidente Lula destacou, no Recife, a importância do voto em mulheres para renovar o Congresso Nacional. O petista não deixou dúvidas quanto a essa questão na sua fala. “As mulheres são maioria. Se as mulheres tiverem consciência e votarem em mulher, um dia a gente pode ter uma maioria congressual de mulheres e não de homens”, defendeu, referindo-se ao Congresso.
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A deputada estadual Roberta Arraes acusou o ex-prefeito de Araripina e candidato a deputado estadual Raimundo Pimentel de tê-la agredido durante uma visita ao Hospital do Câncer do Sertão do Araripe, em Araripina. Em publicação nas redes sociais, a parlamentar afirmou que o episódio ocorreu no fim da visita e classificou a suposta agressão como violência política de gênero. Roberta registrou um boletim de ocorrência e informou que solicitará uma medida protetiva.
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Segundo Roberta, Pimentel teria gritado com ela durante o evento. “Ele gritou muito, ele gritava e, com muita raiva, eu não entendo que raiva é essa”, relatou. A deputada não detalhou, na publicação, se houve contato físico. “Nenhuma divergência justifica agressividade, desrespeito ou qualquer tentativa de intimidação”, escreveu.
Pimentel utilizou as redes sociais para negar a acusação e apresentar sua versão do episódio. Segundo ele, os dois estavam na sala de tomografia do hospital, na presença da governadora Raquel Lyra e de outras pessoas, quando Roberta teria arrancado do peito de uma pessoa um adesivo com os nomes dele e de sua esposa, Socorro Pimentel, deputada estadual e candidata a deputada federal. O ex-prefeito afirmou que a parlamentar amassou o adesivo e o jogou no chão e que sua única reação foi perguntar: “Por que essa raiva?”. “Em nenhum momento houve qualquer contato físico entre eu e a ex-deputada Roberta Arraes”, declarou. Pimentel classificou a denúncia como uma tentativa de criar um fato político durante o período eleitoral.
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