Por Mônica Moraes – especial para o Blog
Apesar de não ser candidato nas eleições deste ano, Adilson Gomes, pessebista histórico e fortemente ligado às famílias Arraes e Campos, foi ovacionado, há pouco, na convenção do PSB. Atualmente, ele está como secretário-geral do partido em Pernambuco e articulador político, dedicando-se somente à coordenação de campanhas e à direção partidária.
Em sua breve fala, Adilson fez duras críticas à gestão de Raquel Lyra (PSD) e reforçou o compromisso em seguir trabalhando para mudar a gestão do Estado.
Por Mônica Moraes – especial para o Blog
O presidente estadual do PSB, deputado Sileno Guedes, abriu, há pouco, oficialmente, a convenção da Frente Popular de Pernambuco, no Clube Internacional do Recife. O congresso partidário, que segue até amanhã (2), reúne lideranças dos nove partidos da coligação para deliberar sobre as candidaturas majoritárias e proporcionais rumo às eleições de outubro.
À frente do diretório estadual do PSB desde 2011 e articulador histórico da Frente Popular, Sileno fez o anúncio dos nomes que compõem a chapa única da coligação e o público aguarda a fala dos candidatos da majoritária.
O Republicanos confirmou a candidatura de Tarcísio de Freitas ao governo de São Paulo. A decisão foi tomada durante convenção realizada neste sábado (1º), em São Paulo. O evento teve a participação do candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL), do prefeito de São Paulo, Ricardo Nones (MDB), e de outros aliados.
Tarcísio é o atual governador de São Paulo e vai tentar a reeleição depois de descartar a corrida pela Presidência da República. Ele foi ministro da Infraestrutura de Jair Bolsonaro e trabalhou como secretário de Coordenação da Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos durante os governos de Dilma Rousseff e Michel Temer. As informações são do g1.
Leia maisTambém foram aprovadas as candidaturas de Felício Ramuth (MDB), para vice-governador, e André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP) para o Senado. O Republicanos faz coligação no estado com MDB, PL, PSD, União Brasil, PP, Podemos, PSDB, Cidadania, Solidariedade, PRD, Avante e Novo.
Tarcísio cita saneamento, Cracolândia e obras
O governador Tarcísio de Freitas agradeceu pessoalmente à mulher, Cristiane Freitas, e lembrou da batalha dele contra o câncer. Ele também recordou o início da carreira política ao lado de Jair Bolsonaro. “Eu amo o seu pai. Eu amo Jair Messias Bolsonaro”, disse a Flávio Bolsonaro, que estava no palanque.
Na sequência, Tarcísio citou a longa lista de aliados no estado e passou a destacar realizações de sua gestão. Mencionou investimentos em saneamento básico e o combate à Cracolândia. A região do Centro de São Paulo que concentrava o fluxo de usuários de drogas foi dispersada durante seu governo, apesar das críticas de que os dependentes acabaram espalhados por outros pontos da cidade.
O governador também falou sobre obras para melhorar a distribuição de água, um problema recorrente no estado, que atualmente enfrenta baixos níveis no Sistema Cantareira.
Sem citar Fernando Haddad, Tarcísio afirmou que “tem pessoa que administrou a cidade, prometeu tudo e entregou nada”. Em seguida, criticou o governo federal, dizendo que a gestão apenas aumentou impostos, e declarou que São Paulo é um estado grande porque nunca foi governado pelo PT. Disse ainda que ele e seus aliados não deixarão que isso aconteça.
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Por Mônica Moraes – especial para o Blog
A foto exposta na entrada do espaço onde acontece a convenção da Frente Popular para confirmar o nome de João Campos (PSB) como candidato ao Governo de Pernambuco, hoje, tem muito mais estratégia do que parece. A opção de identidade não foi estética e sim tática.
Como a pesquisa Genial/Quaest revela um descompasso entre a aprovação de Lula (55%) e o conhecimento do eleitor sobre o apoio dele a Campos (44%), a Frente Popular usa a convenção como vitrine para nacionalizar a disputa: ao colocar Lula literalmente no mesmo plano de Campos, e não como coadjuvante, a coligação tenta transformar a força eleitoral do presidente em Pernambuco em transferência direta de voto.
A governadora Raquel Lyra (PSD) se dobrou às pressões para apoiar Eduardo da Fonte e não Miguel Coelho ao Senado porque perdeu o tempo de TV da federação Solidariedade e PRD, segundo o blog apurou. Também pesou o fundo eleitoral da federação União Progressista. Mas a governadora precisa convencer três personagens que não atende mais aos telefonemas deles: o presidente do UB, Antônio Rueda, o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, e o presidente do Senado, David Alcolumbre.
Decepcionados com o não cumprimento do acordo com Miguel Coelho, esses três líderes do UB, partido de Miguel, querem ouvir da governadora uma explicação convincente, mas ela não tem atendido ligações nem sequer respondido mensagens.
O blog apurou que Alcolumbre, Rueda e ACM Neto estão profundamente decepcionados com a governadora.
Por Mônica Moraes – especial para o Blog
Quem passa pelas imediações do Clube Internacional, no bairro da Madalena, área central do Recife, já percebe o movimento diferente. Mesmo com a convenção da Frente Popular prevista somente para começar às 13h40, o fluxo de veículos na região já começou a aumentar, reflexo da operação especial montada pela CTTU desde as 6h, para reforçar a fiscalização contra estacionamento irregular.
A dica é redobrar a atenção — e a paciência — se precisar circular pelo local ao longo do dia. Conforme o público for chegando para a convenção que confirma o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), como candidato ao governo de Pernambuco, a CTTU pode ampliar os bloqueios e desvios na área.
Da Revista Algomais
O planejamento urbano de longo prazo foi o tema central de um encontro promovido pela plataforma Paulista Centenária, na tarde da última quinta-feira (30), no auditório da Uninassau Paulista. A palestra foi ministrada pelo arquiteto e urbanista Francisco Cunha como parte das comemorações pelos 21 anos do Movimento Pró-Museu, entidade dedicada à preservação do patrimônio histórico do município.
A abertura do evento contou com mediação do consultor Fernando Cunha e reuniu representantes de instituições culturais, históricas e do poder público, entre eles Ricardo Andrade, coordenador do Paulista Centenária e presidente do Instituto Histórico do Paulista (IHGAAP); José Ricardo, coordenador do Movimento Pró-Museu; o padre Renato Maia; e o secretário de Desenvolvimento Econômico de Paulista, Raimundo Lopes. Também participaram representantes da Prefeitura, do Conselho Municipal de Cultura, da Academia de Letras e Artes do Paulista e de entidades ligadas à preservação da história regional.
Durante a palestra, Francisco Cunha destacou a importância do planejamento nas políticas públicas e apresentou experiências como o projeto Recife 500 Anos, a iniciativa Recife Cidade Parque e ações voltadas à proteção dos baobás. O encontro faz parte de uma série de debates promovidos pelo Paulista Centenária para estimular reflexões sobre o desenvolvimento da cidade em médio e longo prazo, em preparação para o centenário de Paulista, que será celebrado em 2035.
“O Paulista Centenária ouviu as sugestões de Francisco Cunha, que elogiou nossa articulação enquanto sociedade civil e disse que devemos nos espelhar na experiência do “Recife, 500 anos”, onde ele preside o Conselho, unindo a academia e o poder local, somando forças. Eu havia dito na abertura, que no início bebemos da fonte do Recife, 500 anos e fomos lá pessoalmente por diversas vezes, em conversas com a Presidente e alguns diretores”, afirmou o historiador Ricardo Andrade.
Por Betânia Santana
Do Blog da Folha
O pré-candidato ao governo de Pernambuco João Campos (PSB) afirma ter consolidado a maior frente de oposição da história do estado. A declaração foi dada na manhã deste sábado em Boa Viagem. Nos últimos dias, ele reforçou a base de apoio com as Federações PRD-Solidariedade e PSDB-Cidadania. Antes da convenção do PSB, que acontece na tarde deste sábado no Clube Internacional do Recife, ele prestigiou o evento do PRD-Solidariedade, em Boa Viagem, Zona Sul do Recife.
“Estou muito animado muito feliz. Hoje talvez seja um dos dias mais importantes, mais felizes dessa caminhada, porque a gente tem a nossa grande convenção agora à tarde no Internacional e a gente tem também hoje a convenção do PRD-Solidariedade”, ressaltou. Ele agradeceu o apoio do presidente do Solidariedade, Edinazio Silva, e do presidente do PRD Josafá Almeida, prefeito de São Caetano.
“A gente consolida com isso a maior frente de oposição da história de uma eleição em Pernambuco. São mais de dez partidos reunidos para poder construir um tempo de mais oportunidade, de mais conquista para o nosso estado”, enfatizou.
João Campos chegou com o prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB), e encontrou no local do evento o candidato a vice-governador, Carlos Costa (Republicanos).
Por Anthony Santana
Do Blog da Folha
A sede do Partido Progressista, no bairro do Pina, está recebendo os últimos preparativos para a convenção que vai indicar o nome do deputado federal Eduardo da Fonte para concorrer ao Senado na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD).
O encontro ganhou novo clima após o fim da disputa entre Da Fonte e o presidente do União Brasil e ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, que retirou a candidatura ao Senado depois de uma conversa privada com a governadora na noite de ontem (31).
São esperados prefeitos de vários municípios, além da bancada de deputados estaduais, a maior da Assembleia Legislativa de Pernambuco, e os outros três deputados federais do partido.
Apesar de ter o nome indicado na convenção do PP, Eduardo da Fonte ainda terá que conquistar a aprovação na convenção da Federação União Progressista, marcada para 5 de agosto.
Por Marcelo Tognozzi
Colunista do Poder360
Houve um tempo, nem tão distante, em que os ícones da esquerda latino-americana eram conhecidos por suas atitudes e princípios morais. Essa foi sua marca registrada durante décadas. Pepe Mujica andando de Fusca e recusando o palácio presidencial para seguir vivendo numa chácara nos arredores de Montevidéu. A coragem do prêmio Nobel Adolfo Pérez Esquivel em defender os direitos humanos quando a Argentina vivia sob o jugo da sangrenta ditadura de Videla.
O poeta Pablo Neruda, outro prêmio Nobel, foi candidato a presidente do Chile em 1969. Salvador Allende, eleito naquele pleito e deposto por um golpe militar, morreu com a Constituição debaixo do braço e um Kalashnikov na mão dentro do palácio bombardeado. Muito antes, veio Jorge Eliécer Gaitán, cujo assassinato, em 1948, incendiou Bogotá. Para milhões de colombianos pobres, ele era uma promessa da política sem os vícios da oligarquia. Essa esquerda vendia um ativo moral valioso: a ideia de que a honestidade era essencial ao projeto de poder.
Leia maisEstamos assistindo ao enterro desse ativo. Nos últimos meses, quase simultaneamente, governantes da esquerda latino-americana deixaram o poder carregando processos, prisões e escândalos que, em conjunto, formam um quadro, no mínimo, deplorável. É como se a esquerda tivesse perdido a bússola.
Gustavo Petro encerra o mandato colombiano durante investigação do Ministério Público sobre a rede de tráfico de influência liderada por Juliana Guerrero, linda e sexy aliada de 23 anos. O próprio Petro a apresentou durante reunião de governo como futura vice-ministra da Juventude. Juliana, que Andrea Petro, filha do ex-presidente, trata como uma espécie de sugar baby, virou uma usina de encrencas. Não pôde ser nomeada vice-ministra, porque apresentou diploma falso, mas mesmo assim continuou sendo a querida do velho Gustavão.
Ele mantinha affair simultâneo com a influencer Gabriela Muñoz, 20 anos, do mesmo naipe de Juliana, acusada de tráfico de influência na Aerocivil, a Anac colombiana. Petro sairá da Casa de Nariño para a decrepitude. Até o candidato Ivan Cepeda, por ele apoiado na eleição presidencial, reconheceu publicamente nas redes sociais o enrosco do ex-presidente.
Cristina Kirchner cumpre prisão domiciliar, condenada em última instância pela Justiça argentina no caso Vialidad, depois de mais de uma década sendo protegida por foros, prescrições e adiamentos que sua militância transformou em narrativa de perseguição judicial.
O boliviano Evo Morales, processado por manter relação com adolescente de 14 anos, por ele engravidada quando ainda era presidente, foi premiado com mandado de prisão na quarta-feira (29). É acusado de terrorismo e insurreição armada, depois de liderar bloqueios de estradas paralisando o país por quase dois meses, com único objetivo de derrubar o presidente Rodrigo Paz. Está foragido.
No Peru, Pedro Castillo segue preso, condenado por tentar fechar o Congresso e governar por decreto, partindo para o chamado golpe de Estado de manual, depois de assumir prometendo romper com “a velha política”.
No Chile, Gabriel Boric encerrou o mandato em março debaixo de críticas de quem o ajudou a se eleger. Sindicalistas, ambientalistas, o movimento mapuche e feministas o acusam de ter administrado o Estado sem cumprir promessas de ruptura que fizeram dele, em 2022, o rosto da nova esquerda latino-americana. O escândalo envolvendo seu ex-subsecretário do Interior, Manuel Monsalve, preso por abuso sexual, e as acusações que o presidente enfrentou de desvios de verbas envolvendo ONGs, mostram não só desgaste, mas decadência.
Mas isso não nos dá o direito de dizer que a esquerda se tornou igual à direita que combateu nos anos 1960 e 1970. As ditaduras de direita daquele período praticaram terrorismo de Estado, sumiço e extermínio de opositores. Eram governos exercidos unicamente pela força.
Confundir corrupção administrativa, nepotismo político ou mesmo tentativas de golpe com o aparato de morte de Pinochet, Videla ou Banzer é uma simplificação que mais serve às narrativas das redes sociais do que à História. Tudo considerado, a distinção não absolve. Só dribla o erro de medir tudo pela mesma régua.
O que de fato parece estar em curso é outra coisa, talvez mais banal e, por isso, preocupante: o esgotamento do capital moral que sustentou a esquerda latino-americana desde os tempos dos anarquistas no fim do século 19 e início do 20. Salvador Allende, Gaitán ou Esquivel operavam em contextos de escassez de poder, quando a esquerda era essencialmente oposição perseguida, e honestidade pessoal, condição de sobrevivência política. A geração de Hugo Chávez, Nicolás Maduro, Miguel Díaz-Canel, Daniel Ortega, Petro, os Kirchner ou Evo Morales, administrou Estados por anos ou décadas, e o poder prolongado, como costume, criou clientelismo, dependência de operadores de conveniência e convicção de que os fins justificam os meios.
Num delírio, Petro virou sugar daddy da influencer de 20 anos e da assessora sexy de 23 anos, dona de diploma falso. Enquanto Morales, depois de engravidar a menina de 14 anos, fez dos movimentos sociais genuínos arma para retomar o poder. Cristina Kirchner usou e abusou do poder e acabou condenada. Cada um com seu pecado, todos são variações do mesmo padrão de escolha do caminho oposto ao dos fundamentos de Mujica, Allende, Neruda ou Esquivel.
A esquerda do passado produziu intelectuais, poetas, advogados de direitos humanos, políticos acima de qualquer suspeita e até mártires. A atual produz operadores. Os escândalos de 2026 estão recheados de assessoras de conduta duvidosa, esquemas de tráfico de influência, desvios de dinheiro e prisões preventivas.
Nada disso significa que a direita latino-americana herdará automaticamente a autoridade moral que a esquerda perdeu. Historicamente, ela também produziu seus próprios escândalos e cumplicidades. Por isso, nunca é demais lembrar da sabedoria de Pepe Mujica ao analisar a crise da velha esquerda em pleno século 21:
“A esquerda errou, permaneceu estagnada no tempo e presa na literatura de uma época em um mundo que mudou. Esquerda é empatia, é solidariedade e é preocupação com a desigualdade. É sonhar com o mundo um pouco mais justo e com a humanidade mais nobre. É o que a esquerda tem de mais bonito”. A essência daquele sonho perdido.
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Por Tarsila Castro
Do Blog da Folha
A Federação Renovação Solidária, composta pelo Solidariedade e pelo PRD, realiza convenção partidária neste sábado (1º) com a presença do pré-candidato ao governo de Pernambuco João Campos (PSB). O ato político formaliza o apoio da federação à candidatura do ex-prefeito do Recife.
Recentemente, a federação anunciou que retornou à Frente Popular de Pernambuco, deixando de apoiar a reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD).
A decisão foi anunciada após uma reunião entre João Campos e o presidente estadual do Solidariedade, Edinazio Silva e também contou com o apoio do prefeito de São Caetano e presidente estadual do PRD, Josafá Almeida.
