O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou no Flow Podcast que o Brasil buscou ampliar relações comerciais com outros países após o tarifaço imposto pelo governo de Donald Trump. Segundo Lula, as medidas americanas reduziram o comércio bilateral, enquanto as vendas brasileiras cresceram em outros mercados. “Ao invés de ficar chorando com o Trump, eu fui procurar parceiro. Eu fui vender minhas coisas”, disse.
Lula afirmou ainda que mantém negociações com o presidente dos Estados Unidos e citou os minerais críticos como um dos pontos estratégicos da relação entre os dois países. “Eu estou negociando com o Trump. […] O Trump sabe que nós temos coisa estratégica que ele precisa”, declarou. O petista disse também que o Brasil ainda não aplicou a Lei da Reciprocidade e mencionou a posição brasileira na produção de nióbio. Nesta semana, representantes dos dois governos voltaram a discutir o tarifaço, mas a expectativa no governo brasileiro é de que uma proposta mais concreta dos EUA seja apresentada apenas após as eleições.
Durante entrevista ao Flow Podcast, o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que não interfere nas decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), mesmo entre ministros indicados por ele. A declaração ocorreu após ser questionado sobre Flávio Dino, que pediu vista no julgamento em que a Corte discutia como conduzir a análise de uma possível investigação sobre a relação do ministro Alexandre de Moraes com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. O mérito das suspeitas contra Moraes não chegou a ser julgado. Supremo Tribunal Federal notícias “Eu não indico ninguém para fazer favor para mim. Ninguém. […] Nunca liguei para ninguém para pedir um favor pessoal”, afirmou Lula.
O petista elogiou Dino, a quem chamou de “extraordinário ministro”, mas afirmou que o presidente da República deve respeitar a autonomia da Corte. Lula também disse considerar que os conflitos recentes vêm provocando desgaste na imagem do STF e contou ter conversado três vezes com o presidente do tribunal, Edson Fachin, durante a crise. “O presidente não pode nada na Suprema Corte. O presidente da República, se ele quiser governar com tranquilidade, precisa respeitar primeiro a autonomia de cada Poder”, declarou.
O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, durante entrevista ao Flow Podcast, que pretende ampliar a formação de jovens em áreas ligadas à tecnologia, inteligência artificial, engenharia e pesquisa em um eventual novo mandato. Segundo ele, o objetivo é preparar mão de obra para setores estratégicos e reduzir a dependência externa. “Nós queremos formar milhares de jovens na questão desse mundo digital. O Brasil não vai ficar vendendo nada a ninguém sobre inteligência artificial”, disse.
Lula também relacionou a política educacional à exploração de minerais críticos e afirmou que o país deve agregar valor antes de exportar esses recursos. “A gente quer fazer uma revolução na formação de engenheiros, de pesquisadores, de engenheiros físicos, para a gente explorar a terra rara e minerais críticos. A gente não vai deixar mais exportar o nosso minério. O que nós queremos é transformar aqui no Brasil”, afirmou.
O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez críticas duras a Flávio Bolsonaro (PL) durante entrevista ao Flow Podcast nesta quinta-feira (1º). Ao falar sobre a disputa presidencial, Lula afirmou que o adversário é “desqualificado” para o cargo e atacou sua trajetória política. “Ele não tem passado, não tem presente e não tem futuro. Esse rapaz nunca trabalhou na vida”, disse. Em outro momento, questionou: “Eu fico analisando por que alguém votaria no Flávio Bolsonaro. O que ele tem para oferecer?”.
Lula também disse que parte do apoio a Flávio se explica pelo sentimento “anti-Lula” e “anti-esquerda” e voltou a atacar a qualificação do adversário. “Do ponto de vista da qualificação, o meu adversário não tem nenhuma, nenhuma para ser síndico de prédio”, afirmou. O petista ainda disse acreditar em uma vitória no primeiro turno: “Eu sinceramente acho que eu vou ganhar essa eleição em um primeiro turno. Se não for, paciência”.
Na abertura do Flow Podcast, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) explicou sua ausência no debate da TV Globo, que aconteceria na noite desta quinta-feira (1) e que foi cancelado pela emissora carioca, após o petista e Flávio Bolsonaro (PL) anunciarem que não compareceriam.
“Eu tenho questionado os debates da Globo. Eu fui em todos, em 1989, em 1994 não teve debate porque a Globo defendia a eleição do Fernando Henrique Cardoso e não teve debate, assim como 1998. Quando você tem debate com cinco ou seis candidatos, você fala um minuto e espera dez. Esses debates são infrutíferos e não produzem nada. Aí, o pessoal começa a fazer gracinha e quando você está num debate pela presidência da República, você está discutindo o país, é sério”, explicou Lula. As informações são do Brasil de Fato.
Leia mais“Então, eu estava decidido a não ir no debate, o pessoal já me conhece demais”, contou o presidente, que anunciou na última quarta-feira (30) que não participaria do encontro promovido pela Globo.
A emissora já tinha convidado o candidato Romeu Zema (Novo), que conseguiu uma liminar concedida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que obrigava a Globo a colocá-lo no debate. Duas horas antes do debate, Flávio Bolsonaro anunciou que não participaria do encontro.
Em seguida, outra decisão judicial obrigou a Globo a convidar Renan Santos (Missão), que chegou a publicar um vídeo indo para os estúdios da emissora. No entanto, menos de uma hora antes do encontro, a Globo cancelou o evento.
Leia menos
A Globo recebeu há pouco, na noite desta quinta-feira (1º), duas intimações judiciais relacionadas à realização do debate presidencial programado para esta noite.
A primeira é assinada pela ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e atende a um pedido da coligação da candidatura de Lula, do PT, à Presidência da República.
A decisão torna inválido o item das regras do debate que trata de candidatos ausentes. As informações são do g1.
Leia maisA ata com as regras, assinada por todos os partidos, inclusive o PT, determina que em caso de ausência do candidato, o púlpito reservado a ele seja mantido vazio no cenário com uma placa que o identifique. E que numa das rodadas de tema livre, os candidatos presentes que assim desejarem formulem em trinta segundos a pergunta que fariam ao candidato que não compareceu.
A decisão da ministra Estela Aranha proíbe o púlpito com o nome de Lula e a formulação das perguntas que seriam feitas a ele.
A segunda intimação recebida pela Globo esta noite é de uma decisão proferida pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, e atende a um pedido feito pelo partido Solidariedade a respeito da participação no debate de Renan Santos, do Missão.
As regras que estabelecem que candidatos devem ser obrigatoriamente convidados para debates em rádio e TV são determinadas por lei e reguladas por portaria do Tribunal Superior Eleitoral.
Devem ser convidados obrigatoriamente os candidatos de partidos com representação de pelo menos cinco parlamentares no Congresso Nacional.
Em atendimento a essa regra, a Globo convidou para o debate os candidatos Augusto Cury (Avante), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Lula (PT).
Uma outra decisão, essa da última terça-feira (29), do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, alterou entendimento do próprio TSE sobre contagem de parlamentares no Congresso para fins de debate e decidiu que Romeu Zema, do Novo, teria direito de participar.
A decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo, proferida há pouco, determinou a participação do candidato Renan Santos, mesmo o Missão, partido de Renan, tendo apenas um parlamentar no Congresso Nacional.
A Globo tem longa tradição na organização de debates eleitorais. Nosso propósito é promover a discussão de ideias para o Brasil. Oferecer aos eleitores a oportunidade de comparar projetos. Nosso dever é o de promover a democracia.
Mas as sucessivas decisões judiciais tomadas momentos antes da realização do debate causam insegurança jurídica e representam uma interferência indevida na liberdade que os veículos de imprensa tem de organizar os debates eleitorais.
Por essa razão, a Globo decidiu cancelar o debate desta noite.
A Globo agradece aos demais candidatos e faz esses esclarecimentos em respeito aos eleitores e ao público que esperavam ter a oportunidade de ouvir propostas para o futuro do país.
Leia menos
O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participa, nesta quinta-feira (1º), de uma entrevista ao vivo no Flow Podcast, com início previsto para as 20h45.
Assista à entrevista ao vivo:
O presidente do Sinpol, Áureo Cisneiros, contestou, em publicação no Instagram, uma fala da governadora Raquel Lyra sobre investimentos na segurança pública. Segundo ele, é falsa a afirmação de que os policiais civis de Pernambuco só agora passaram a receber coletes individuais.
“Desde o Pacto pela Vida (2008), os profissionais recebem coletes, pistolas, distintivo e algemas individuais”, escreveu.
Áureo afirmou que o debate sobre investimentos também precisa considerar a remuneração e as condições de trabalho da categoria. Segundo o dirigente, os policiais civis de Pernambuco recebem o pior salário entre as polícias civis do Brasil e aguardam, há quase quatro anos, um reajuste do PJES.
Leia maisEle também apontou o déficit de efetivo e relatou que, em várias delegacias, os servidores precisam fazer cotas para pagar internet, água mineral e material de expediente. Ao final da publicação, criticou a falta de diálogo do governo com os policiais civis.
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, na noite de quinta-feira, 1º de outubro, que a TV Globo inclua o candidato do Missão à Presidência, Renan Santos, no debate presidencial a ser realizado a partir das 21h30.
Às 19h24 após a Folha de S.Paulo ter antecipado a decisão de Mendes e de o próprio Renan Santos ter afirmado que estava no Rio de Janeiro a postos para ir ao debate, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato do PL, afirmou em suas redes sociais que não iria mais ao evento. As informações são da Revista Exame.
Leia maisEm sua postagem, Flávio justificou a mudança de ideia por uma decisão da ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que determinou que a TV Globo não exibisse o púlpito vazio de Lula no debate.
No caso de Renan Santos, Gilmar concedeu uma tutela de urgência e reverteu uma decisão do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, que havia negado a participação de Renan com o argumento de que a emissora não era obrigada, pela legislação eleitoral, a convidá-lo (o Missão não tem os cinco deputados necessários para garantir presença obrigatória em debates).
O ministro Gilmar Mendes determinou que o candidato do Missão ocupe a vaga aberta pela desistência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nas mesmas condições de tempo, perguntas e posição dos demais participantes.
A controvérsia surgiu porque as regras apresentadas pela Globo previam que, em caso de desistência, a emissora poderia convidar o candidato mais bem colocado na pesquisa Quaest de 28 de setembro que não tivesse participação assegurada pela legislação eleitoral. Renan tinha 3% no levantamento e era o mais bem colocado nessa situação.
Para Gilmar, embora a emissora tenha autonomia para organizar o debate, essa prerrogativa não representa um poder “discricionário absoluto”.
O ministro afirmou que os critérios para participação precisam respeitar a imparcialidade, a isonomia, o pluralismo político e o direito dos eleitores à informação.
Na decisão, Gilmar afirmou que, uma vez estabelecido pela própria Globo um critério objetivo para substituir candidatos que desistissem, Renan preenchia o requisito e não poderia ser excluído “ao talante da emissora”. O ministro também lembrou que Romeu Zema, que tinha 1% na mesma pesquisa Quaest, já havia obtido do TSE o direito de participar do debate com base no critério de representação parlamentar.
Gilmar determinou que a Globo e o TSE fossem comunicados imediatamente, “pelo meio mais célere e eficaz disponível”, para que a ordem fosse cumprida antes do início do debate.
Leia menos
Por Andréia Sadi – G1
A Advocacia-Geral da União (AGU) protocolou nesta quinta (1), junto à Polícia Federal e ao Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, um pedido de investigação sobre o eventual uso de dinheiro público dos EUA no financiamento de organizações e grupos que operam em território brasileiro.
O requerimento tem como base uma matéria do jornal britânico The Guardian, publicada na quarta (30), segundo a qual o Departamento de Estado dos EUA teria repassado US$ 1 milhão a entidades e grupos envolvidos na mobilização de ações contra instituições do país — em especial o Supremo Tribunal Federal (STF) — sob a justificativa de combater supostos excessos judiciais e práticas de censura.
Leia maisSegundo consta na notícia-crime apresentada pela AGU, com base na reportagem, a verba repassada pelo governo dos EUA teria como “objetivo explícito o financiamento e a sustentação financeira de entidades e grupos da sociedade civil focados em desestabilizar e atentar contra a institucionalidade do Poder Judiciário brasileiro”.
Os repasses do Departamento de Estado norte-americano teriam sido feitos pelo ‘Human Rights and Democracy Fund’ (HRDF) ao programa “Countering Lawfare and Censorship in Brazil”, que supostamente combateria supostos excessos judiciais e práticas de censura no país.
Ao final do documento, a AGU pede a imediata apuração dos fatos narrados na reportagem, ressaltando a gravidade das informações apresentadas pelo jornal britânico. O documento é assinado pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, e outros três membros da instituição.
Leia menos
Por Andreza Matais – Metrópoles
O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, desistiu de ir ao debate da TV Globo na noite desta quinta-feira (1º/10).
Segundo a coluna apurou, Flávio não se sujeitaria a participar de um debate onde as regras são ditadas pelo Poder Judiciário. O entendimento da campanha é de que a interferência do Judiciário equivale à censura.
Leia maisNa tarde desta quinta-feira, uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral, TSE, determinou que a TV Globo não mostre um púlpito vazio com o nome do presidente Lula. Já no STF, o ministro Gilmar Mendes deve atender a um pedido de Renan Santos e obrigar a TV Globo a incluí-lo no debate, como revelou a coluna.
As duas decisões pioraram o cenário do debate da Globo para Flávio Bolsonaro. Renan Santos deve ser mais agressivo que os outros participantes com relação a Flávio. Ao mesmo tempo, sem o púlpito vazio de Lula, o candidato do PL perde uma oportunidade de criticar seu concorrente do PT.
Leia menos
O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) aparece com 49% dos votos válidos na disputa ao Governo de Minas Gerais, mostra pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (1º).
Por esse critério, o ex-prefeito de Belo Horizonte Patrus Ananias (PT) registra 20% dos votos válidos, enquanto Alexandre Kalil (PDT), que também já governou a capital mineira, marca 13%. As informações são da Folha de S. Paulo.
Os votos válidos são calculados excluindo brancos, nulos e indecisos. O procedimento é comparável ao utilizado pela Justiça Eleitoral para contabilizar e divulgar o resultado oficial da eleição. Para vencer em primeiro turno, o candidato precisa de 50% dos válidos mais um voto.
Leia maisO Datafolha ouviu presencialmente 1.204 eleitores com 16 anos ou mais em 55 municípios do estado de Minas Gerais de segunda (28) até esta quinta. A margem de erro máxima para é de três pontos percentuais. O nível de confiança é de 95%.
Flávio Roscoe (PL) e Mateus Simões (PSD) têm 5% cada um. Gabriel Azevedo (MDB) marca 3%, e Ben Mendes (Missão), 2% —também no cálculo de votos válidos.
Têm 1% cada Tulio Lopes (PCB), Rafael Duda (PSTU), Indira Xavier (UP) e Henrique Áreas (PCO).
O levantamento foi contratado pela pela Folha e pela Globo e protocolado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob os números MG-09729/2026.
Em votos totais, Cleitinho mantém a liderança, com 40%. Patrus tem 16%, e Kalil, 11%.
Há uma semana, Cleitinho apresentava 40% das intenções de voto totais no primeiro turno na pesquisa Datafolha, ante 15% de Patrus e 9% de Kalil.
Flávio Roscoe e Simões registram cada um 4% em votos totais, e Gabriel, 2%, enquanto Ben Mendes, Túlio Lopes, Rafael Duda, Indira Xavier e Henrique Áreas aparecem com 1% cada um.
Brancos e nulos são 9%; indecisos, 8%.
Na simulação de segundo turno entre Cleitinho e Patrus, o senador venceria o petista por 60% a 24%. Já se o adversário fosse Kalil, o candidato do Republicanos marcaria 56%, ante 27% do pedetista.
Na pesquisa de voto espontânea, quando os nomes dos candidatos não são previamente a presentados aos eleitores, Cleitinho marca 27%, ante 10% de Patrus e 5% de Kalil.
Aparecem com 1% cada um Simões, o ex-governador do estado e presidenciável, Romeu Zema (Novo), Flávio Roscoe, Gabriel e menções ao “candidato do PT”.
Outras respostas somam 7%. Brancos ou nulos são 5%, e indecisos, 41%.
No quesito rejeição, 32% dizem que não votariam de jeito nenhum no primeiro turno em Patrus. Na sequência, aparecem Kalil, com 23% das menções, Flávio Roscoe, com 19%, e Simões, com 16%.
Cleitinho tem 15% de rejeição, Ben Mendes, 14%, e Gabriel e Rafael Duda, 12% cada um. Marcam 11% cada Henrique Áreas, Indira Xavier e Túlio Lopes.
Outros 5% votariam em qualquer um, 4% rejeitam todos os candidatos e 15% não opinam.
Leia menos