A Academia Brasileira de Ciências, Artes, História e Literatura (ABRASCI) realiza, amanhã, das 18h às 20h, no Auditório Roberto Régnier (Senac Recife), a solenidade de posse de novos Acadêmicos Imortais e a entrega de comendas e medalhas a personalidades e instituições que se destacam por suas contribuições à sociedade.
A cerimônia reunirá expoentes das áreas da cultura, artes, educação, ciência, história, literatura, Justiça, gestão pública, iniciativa privada e responsabilidade social. Mantendo a tradição de valorização da história e das contribuições sociais, a edição deste ano destaca grandes nomes da cena pernambucana e nacional. São eles: o ex-ministro de Estado, José Jorge; o artista plástico Roberto Botelho; o desembargador e presidente do TRE-PE, Fernando Cerqueira; o jornalista Aldo Vilela e o ex-reitor da Universidade de Pernambuco (UPE), Pedro Falcão.
O Polo Gesseiro do Araripe, maior produtor de gesso do Brasil e responsável por cerca de 90% de toda a produção nacional, vive um momento de reorganização estratégica. Pressionado pela concorrência desleal do gesso importado – sobretudo o espanhol, que chega ao mercado brasileiro com preços consideravelmente mais baixos –, o setor passou a articular, de forma conjunta, um pacote de incentivos fiscais junto ao Governo de Pernambuco.
A mobilização reúne três importantes entidades: a Agência de Desenvolvimento Econômico e Social do Araripe (Adesa), o Sindicato da Indústria do Gesso do Estado de Pernambuco (Sindusgesso) e a Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), por meio de sua representação regional no Araripe. Juntas, elas preparam um documento formal com as propostas que será entregue à Secretaria da Fazenda de Pernambuco (Sefaz-PE). As informações são do blog PernambucoPE.
Leia maisO que está em jogo
Não se trata de uma reivindicação qualquer. A atividade gesseira é uma das principais locomotivas econômicas do sertão pernambucano, concentrada nos municípios de Araripina, Bodocó, Exú, Ipubi, Ouricuri e Trindade, e gera milhares de empregos diretos e indiretos na região. Dados do Sindusgesso apontam que, para cada posto de trabalho direto criado no setor, outros cinco são gerados de forma indireta, numa proporção de 1 para 5.
As propostas
Segundo o presidente da Adesa, Daniel Torres, a proposta toma como referência mecanismos já utilizados em outros estados para apoiar setores exportadores. Torres cita como inspiração o modelo aplicado à indústria calçadista do Rio Grande do Sul, onde o benefício corresponde a 3%.
Olho no mercado externo
A estratégia, no entanto, vai além dos incentivos fiscais. Ao reduzir os custos da cadeia produtiva, as empresas esperam recuperar canais de exportação que perderam espaço nos últimos anos diante da concorrência do gesso espanhol. Para isso, o setor vem trabalhando em articulações com a Câmara de Comércio, Desenvolvimento & Integração Brazil–ECOWAS (CCBE), entidade voltada à aproximação empresarial entre o Brasil e os países da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), em busca da abertura de um novo mercado consumidor.
O contexto não é novo. Audiência pública na Câmara dos Deputados, em 2023, já apontava que as importações de gipsita haviam causado ao polo pernambucano uma perda de receita estimada em mais de R 77 milhões somente na comercialização do minério entre 2018 e 2023, além de prejuízos milionários no frete e na cadeia logística regional. Na ocasião, o setor chegou a pleitear a elevação do Imposto de Importação para até 32% e a isenção da CFEM (Compensação Financeira pela Exploração Mineral).
Próximos passos
As entidades devem apresentar o documento final durante a ExpoGesso, feira anual do setor, que será realizada em Trindade, no Araripe, entre os dias 29 e 31 de outubro. Após o evento, o pleito será formalmente encaminhado ao Governo de Pernambuco.
Não é a primeira vez que o Estado reconhece a importância do setor. Em 2018, o governo pernambucano já havia editado decreto instituindo a Sistemática Especial de Tributação para Gipsita, Gesso e Derivados, com prazos diferenciados de recolhimento do ICMS, crédito presumido e benefícios no transporte rodoviário interestadual. Pernambuco detém as maiores e mais puras reservas de gipsita do país, com teor de pureza de cerca de 97%.
A expectativa dos empresários é que a nova rodada de incentivos dê fôlego ao polo – e que o Araripe volte a disputar de igual para igual não apenas o mercado interno, mas também o externo.
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A prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado (PT), saiu em defesa dos direitos das mulheres e fez duras críticas a fala da governadora Raquel Lyra (PSD). Durante ato político, na noite de ontem, a prefeita declarou que “o que mais dói é saber que uma mulher está desmerecendo e maltratando outra mulher”. Confira!
A candidata a deputada estadual Delegada Natasha Dolci (MDB) protocolou uma representação no Ministério Público de Pernambuco (MPPE) para pedir a apuração do aumento no número de laqueaduras e de possíveis irregularidades nos procedimentos.
Segundo dados do Ministério da Saúde levantados por Natasha, o número de laqueaduras passou de 4.518, em 2022, para 13.154, em 2025, um aumento de 191%, durante o governo de Raquel Lyra.
Leia maisA representação também relaciona os dados à declaração da governadora Raquel Lyra, registrada em vídeo durante uma conversa sobre uma paciente grávida, em maio de 2025. Na gravação, a governadora diz: “faz sem ela saber.”
A Lei nº 9.263/1996 exige manifestação expressa e por escrito da mulher para a esterilização cirúrgica e criminaliza a indução ou o instigamento à prática. Se o crime for cometido contra a coletividade, a própria Lei caracteriza como genocídio.
Para Natasha, a combinação entre a declaração da governadora e o aumento expressivo dos procedimentos levanta dúvidas que precisam ser esclarecidas. “Foi só uma fala infeliz? Ou realmente aconteceram esterilizações irregulares?”, questiona Natasha.
Ela também pergunta se houve mulheres que autorizaram a laqueadura sem saber e conclui que o caso “precisa ser investigado”. A representação pede ao Ministério Público que apure os dados e eventuais violações dos direitos das mulheres.
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A candidata a deputada federal Cássia do Moinho (MDB) demonstrou expressiva força política em seu principal reduto eleitoral, na cidade de Lagoa de Itaenga, na Mata Norte. Ela liderou uma ampla carreata ao lado do candidato ao governo de Pernambuco, João Campos (PSB), e da candidata ao Senado, Marília Arraes (PDT).
O ato contou com a presença do deputado estadual Sileno Guedes (PSB), do candidato a deputado estadual Manuel Botafogo (Republicanos), dos ex-prefeitos Carlinhos e Graça do Moinho, além de outras lideranças que compõem a Frente Popular de Pernambuco.
“O que vimos nas ruas de Lagoa de Itaenga não foi apenas uma carreata, foi a demonstração viva da força e da esperança do nosso povo. Nossa terra deu o recado e mostrou que o sentimento de virada está nas ruas. Não tenho dúvidas de que João Campos será o nosso próximo governador para cuidar de Pernambuco de verdade, caminhando junto com a nossa gente da Mata Norte”, afirmou Cássia do Moinho.
O candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), fez, hoje, um porta a porta na comunidade de Entra Apulso, em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. Durante a caminhada, conversou com moradores e relembrou ações realizadas na área quando comandava a Prefeitura, entre elas a construção da nova sede da Escola Municipal Abílio Gomes, uma antiga reivindicação da comunidade.
“Aqui a gente teve a oportunidade, enquanto prefeito, de realizar um sonho antigo da comunidade, que é a Escola Abílio Gomes. Conseguimos fazer um novo prédio, com uma estrutura muito boa. Tivemos um compromisso permanente e agora vamos ter a oportunidade, como governador do Estado, de continuar cuidando, trazendo segurança, mais infraestrutura e melhorando o transporte”, afirmou.
Leia maisA nova sede da Abílio Gomes foi entregue em 2024. João citou a obra ao comparar a presença da Prefeitura no Recife durante sua gestão com a atuação do Governo do Estado na capital nos últimos anos.
“Quem é do Recife viu muitas obras e muitas entregas enquanto eu fui prefeito. E eu pergunto aos recifenses: quais foram as obras entregues e as realizações que vocês viram do Governo do Estado nesses últimos anos? Não tem uma grande entrega, não tem uma grande ação, não tem uma grande obra. Não tem presença na cidade como a Prefeitura teve na nossa gestão. Então, serei um governador que vai trabalhar muito pelo Recife”, disse.
A mobilidade foi outro tema abordado durante a agenda. João voltou a defender a recuperação do Metrô do Recife em parceria com o Governo Federal e disse que, além de recuperar a estrutura atual, é preciso preparar a expansão do sistema.
“Recuperar o metrô é fundamental. Ao lado do presidente Lula, nós vamos fazer isso e preparar a expansão, com projetos executivos. Inclusive de Afogados ao Bairro do Recife, com uma linha de VLT que precisa ter o seu projeto feito”, declarou.
O candidato da Frente Popular associou a proposta à triplicação do trecho metropolitano da BR-101, outro projeto que pretende tocar em parceria com o Governo Federal. A ideia, segundo ele, é integrar o novo corredor viário às estações do metrô. “A triplicação da BR-101 vai ajudar nesse novo corredor, integrado às estações de metrô”, acrescentou.
O líder da Frente Popular falou ainda sobre a chegada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Recife nesta sexta-feira (25). Os dois participarão de uma caminhada entre o Cais de Santa Rita e o Marco Zero, no Bairro do Recife.
“A expectativa é muito grande. A gente vai fazer uma belíssima caminhada. Quero, inclusive, convidar quem está nos assistindo. Vamos sair do Cais de Santa Rita e seguir até o Marco Zero, ao lado do presidente Lula, que vem aqui mais uma vez reforçar o seu compromisso com Pernambuco”, afirmou.
João destacou ainda o apoio do presidente à sua candidatura ao Governo do Estado. “Eu fico muito feliz de poder disputar a eleição para o Governo de Pernambuco contando com o apoio do presidente. Tenho fé em Deus que a gente vai ter uma vitória em Pernambuco e uma vitória no Brasil”, completou.
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Pesquisa IP Sensus, divulgada hoje, sobre a disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte mostra Allyson Bezerra (União Brasil) com 29% das intenções de voto no cenário estimulado. Álvaro Dias (PL) aparece com 26,1% e Cadu de Lula (PT), com 22,9%.
Os eleitores que não sabem ou não responderam somam 9,2%, enquanto 8,2% afirmaram que votariam em branco ou nulo. Os demais candidatos incluídos no levantamento registraram menos de 2% cada.
A pesquisa ouviu 1.200 eleitores entre os dias 18 e 22 de setembro. A margem de erro é de 2,83 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número RN-07423/2026.
O advogado Pedro Josephi, autor da Ação Popular que questiona o pagamento de R$ 60 mil à governadora Raquel Lyra, juntou um novo parecer ao processo. Desta vez, o documento é assinado pelo jurista Napoleão Nunes Maia Filho, que foi ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) por 14 anos.
No parecer, o ex-ministro sustenta que a governadora não poderia ter encaminhado um projeto de lei destinado a alterar a própria remuneração, apontando impedimentos constitucionais para esse tipo de iniciativa.
Leia maisNapoleão Maia também considera inconstitucional o dispositivo da legislação que permite à governadora optar pela remuneração do cargo de procuradora do Estado.
Segundo o parecer, o artigo 6º da lei entra em conflito com a Constituição Federal ao permitir que Raquel Lyra escolha receber o salário correspondente ao cargo efetivo que ocupava antes de assumir o Governo de Pernambuco.
O novo documento se soma a outro parecer jurídico já apresentado na ação e reforça os argumentos utilizados por Pedro Josephi para questionar, na Justiça, a legalidade da remuneração recebida pela governadora.
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Por Flávio Cesário*
A Reforma Tributária promete transformar a estrutura do consumo no Brasil, a partir de 2027, com a chegada do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). Para impedir que essa nova mecânica estrangule as parcelas mais vulneráveis do país, o legislador criou a figura do nano-empreendedor, oferecendo isenção total e desburocratização. Contudo, a omissão do Poder Executivo em regulamentar a medida ameaça converter o avanço social em uma promessa vazia, mantendo milhões de trabalhadores em um perigoso limbo jurídico.
O modelo aprovado é, em tese, irretocável ao garantir isenção total de IBS e CBS, além de dispensar a abertura de CNPJ, a emissão de nota fiscal eletrônica e o envio de obrigações acessórias. O benefício destina-se a quem fatura até R$ 40,5 mil por ano – metade do teto do MEI. Segundo estudo recente conduzido pelo economista Fernando Blumenschein, a medida alcança nada menos que 19 milhões de brasileiros que atuam na economia de subsistência, como manicures, costureiras, entregadores, motoristas de aplicativo e ambulantes.
Leia maisA criação dessa regra era indispensável. O modelo de Imposto sobre Valor Agregado (IVA) introduzido pela Reforma exige uma apuração rígida de créditos ao longo de toda a cadeia. Exigir emissão de nota eletrônica e controle fiscal de quem vive do trabalho informal diário inviabilizaria a sobrevivência de grande parte da população. O nano-empreendedor surge, portanto, como uma trava de proteção social essencial para impedir que a modernização do Fisco penalize as famílias de baixa renda.
A grande contradição reside na inércia estatal. Embora a lei declare a proteção desse contingente, o Governo ainda não editou as normas operacionais para que a isenção funcione de fato. Até o momento, não existe qualquer regulamentação estabelecendo como esse trabalhador irá se identificar perante a Receita Federal, instituições bancárias ou parceiros comerciais – seja por CPF, autodeclaração em portal específico ou outro mecanismo. Sem essa definição do Executivo, a validação da isenção e o controle de faturamento continuam em um absoluto vácuo prático.
Esse hiato regulatório é alarmante quando observamos o perfil desse grupo. Dos 19 milhões de beneficiários, 15,5 milhões atuam na informalidade total, o que representa cerca de 60% dos informais do país. Dentre eles, 81,5% vivem com até dois salários-mínimos e 31,5% não concluíram o ensino fundamental. O recorte regional expõe desigualdades ainda mais profundas, já que no Norte e no Nordeste os nano-empreendedores sem CNPJ chegam a impressionantes 93% e 89,8%, respectivamente.
Como se não bastasse a omissão regulatória, a nova categoria traz um ponto cego no mercado corporativo (B2B). Como o nano-empreendedor não recolhe IBS e CBS, ele não gera créditos tributários para as empresas contratantes. Se nas vendas diretas ao consumidor final (B2C) isso não causa impacto, nas transações com outras pessoas jurídicas o nano-empreendedor perde competitividade direta frente ao MEI ou às microempresas do Simples Nacional.
A situação no ambiente de negócios é agravada pela questão previdenciária. Ao contratar os serviços de um nano-empreendedor, a empresa pagadora é obrigada a recolher 20% de INSS patronal sobre o valor contratado – um encargo do qual estaria isenta ao contratar um MEI ou uma empresa do Simples. Essa conta simplesmente não fecha para o comprador corporativo, empurrando o nano-empreendedor para a margem das oportunidades comerciais mais estruturadas.
Entre a falta de diretrizes operacionais do Governo e as desvantagens competitivas no mercado B2B, a salvaguarda projetada para a baixa renda corre o risco real de permanecer engavetada. Não basta criar proteções no papel; cabe ao Poder Executivo agir com urgência para regulamentar a matéria, dando segurança jurídica e viabilidade prática a quem mais precisa trabalhar.
*Contador e mestre em Ciências Contábeis
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Fontes ligadas ao Palácio do Campo das Princesas revelam que a gravação do vídeo de Raquel Lyra sobre uma laqueadura em uma mulher com sete filhos, sem a devida autorização, teria gerado um verdadeiro racha na sua equipe de comunicação. O pedido de desculpa, feito no último domingo (20), teria sido motivado pelo pedido de nota do portal Metrópoles. Temendo a repercussão, a assessora de imprensa Dani Brito se antecipou e recomendou que o conteúdo fosse rapidamente veiculado nas redes sociais.
A coordenação de marketing da campanha, dirigida por Igor Paulin, teria sido contra a medida. Isso pode ajudar a explicar a mudança no discurso de Lyra, que optou por falar em descontextualização em seu guia eleitoral apenas quatro dias depois de ter assumido a autoria da frase. Pesquisa divulgada pela Quaest, exibida pela TV Globo, mostra que a candidata vem perdendo de densidade eleitoral, assistindo ao crescimento de João Campos, que reduziu a distância de 6 pontos percentuais para apenas dois pontos.
O caso teria mexido no coração da comunicação da campanha, que agora enfrenta uma grave crise. Já se fala em mudança de postura em debates e até em medidas mais agressivas contra a candidatura adversária. Ainda não se sabe se isso pode gerar mudanças na condução, mas o clima de tem sido de acirramento permanente entre o chamado “time mais próximo de Raquel” e o “núcleo de marketing” da campanha. Agora é aguardar a cena dos próximos capítulos.
Por Antonio Magalhães*
O diabo existe, no entender da Igreja Católica. E usa vermelho, como registra o senso comum dos cristãos. Sua estratégia de convencimento é fingir que não existe para ninguém se preocupar com suas artimanhas. O comunismo no Brasil usa processo semelhante para ter menos visibilidade pública e mais penetração no meio social com outra roupagem e discurso mais leve, como o do PT, de satélites da extrema esquerda e de partidos de centro-esquerda.
O discurso político do PT é o mais visível no universo da Esquerda, numa atitude criptocomunista – que oculta sua verdadeira opção -. Ele pouco revela dos objetivos finais do comunismo que é uma sociedade sem classes, anti meritocracia, apátrida, baseada na propriedade comum dos meios de produção e na negação da propriedade privada. Uma proposta igualitária que não deu certo na pátria-mãe União Soviética e muito menos nos satélites-ditaduras como Cuba, Venezuela e Coréia do Norte.
Leia maisEmbora os fins definidos pelo PT sejam os pregados por Marx e Lênin, os meios ou a forma de alcançá-los foram embaraçados pelo poder do dinheiro público disponível, legal e ilegalmente; pela crescente estatização dos meios de produção, contrariando os ditames comunistas; pelo fortalecimento do empresariado privado e dos banqueiros. Aos pobres e minorias foram concedidas migalhas dos recursos públicos. A intenção dos petistas sempre foi permanecer no poder de forma hegemônica sem dar qualquer chance de contestação aos adversários.
É o caso do “parece, mas não é”. O PT intramuros se acha comunista, por ter sido formulador do Fórum de São Paulo, que abriga esquerdistas da América do Sul, hoje a maioria fora do poder. Mas, na prática, se diferenciou do que pregava a teoria elaborada por Karl Marx e aperfeiçoada por Lênin.
Para um estudioso pernambucano do marxismo-leninismo, a ação política e administrativa do PT jamais chegaria ao comunismo por conta dos desvios de rota da teoria. O mesmo que dizem todos os fundamentalistas do comunismo para livrar a cara da teoria ortodoxa e ultrapassada.
Segundo este contestador do PT, Lula da Silva, condenado na Justiça por corrupção e lavagem de dinheiro, e sua seita petista mal chegaram à fase do socialismo que precede o comunismo. E pelas atitudes do petista ele registrou com suas palavras: “Lula é um homem de Direita”.
Frase que emendei… pode-se dizer que “Lula é da Direita Caviar”, por sua vida pessoal abastada, com bens imóveis valiosos, uma gorda poupança de milhões de reais, amigos ricos, mordomias oficiais e outras benesses? O marxista-leninista calou-se diante da observação, não sei se concordando com a qualificação ou temeroso do patrulhamento ideológico. É isso.
*Jornalista
P.S. Trechos de um artigo publicado neste Blog do Magno em 25 de dezembro de 2019. O candidato do PT à reeleição continua querendo enganar o povo brasileiro.
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O senador Humberto Costa (PT) foi homenageado durante a 6ª Jornada Metropolitana do Samu Recife, realizada no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda. A cerimônia marcou os 25 anos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) Metropolitano e reconheceu profissionais e gestores que contribuíram para a implantação e a consolidação do serviço na Rede de Atenção às Urgências.
O evento reuniu profissionais que atuam no Samu, entre médicos, enfermeiros, condutores, gestores e representantes de instituições parceiras. Humberto foi reconhecido pela participação direta na criação e implementação do serviço. Como secretário de Saúde do Recife, durante a gestão do então prefeito João Paulo (PT), em 2001, ele implantou o Samu na capital pernambucana. Dois anos depois, ao assumir o Ministério da Saúde no primeiro governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, levou a experiência para o âmbito nacional, contribuindo para a implantação do serviço em todo o país.
Leia maisDurante seu discurso, o senador destacou o orgulho e a satisfação de ter participado da construção de uma política pública que se tornou referência no atendimento de urgência e emergência. “Dá muita alegria e orgulho falar do Samu. Tem um significado muito importante porque implementamos o serviço na cidade e discutimos uma política pública de urgência e emergência no Recife. Desde o primeiro momento, teve muita aceitação da população”, afirmou Humberto Costa.
O parlamentar também lembrou que, ao ser convidado por Lula para assumir o Ministério da Saúde, levou ao presidente a proposta de ampliar o modelo para todo o Brasil. “Quando fui convidado pelo presidente Lula para ser ministro da Saúde, sugeri que levássemos o Samu para todo o país. Hoje, é uma das políticas mais bem avaliadas do Governo Federal e uma referência para outros sistemas de atendimento pré-hospitalar”, declarou.
Ao longo de 25 anos, o Samu se consolidou como uma das principais políticas públicas de atendimento pré-hospitalar de urgência e emergência do país. Atualmente, o serviço atende cerca de 190 milhões de brasileiros em mais de 4,1 mil municípios, alcançando aproximadamente 90% da população nacional.
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