
Por Gastão Cerquinha Neto*
Clima global
O que acontece no clima global influencia diretamente o nosso dia a dia, mesmo quando ocorre a milhares de quilômetros de distância. Alterações na temperatura dos oceanos, na circulação dos ventos, nas correntes marítimas e na atuação de sistemas meteorológicos modificam a forma de distribuição da chuva e a temperatura em diferentes partes do planeta.
Quanto mais compreendemos esses processos, maior é nossa capacidade de antecipar tendências climáticas e nos preparar para seus impactos. Afinal, podemos passar por secas severas, comprometendo o abastecimento de água nas cidades; perdas na agricultura devido à redução das chuvas; ondas de calor mais frequentes e intensas, especialmente em regiões mais populosas; aumento do risco de incêndios florestais; ocorrência de chuvas extremas em algumas regiões; além de impactos sobre a geração de energia hidrelétrica, e outras atividades que dependem dos recursos hídricos.
Leia maisAquecimento do oceano
O El Niño é um fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento acima da média nas águas do Oceano Pacífico Equatorial. Seus efeitos se propagam pela atmosfera e alteram a circulação dos ventos, influenciando o clima em diferentes partes do mundo, inclusive no Nordeste brasileiro. No Brasil, geralmente provoca o aumento das chuvas na Região Sul e a redução nas regiões Norte e Nordeste.
Para o Nordeste, isso significa uma maior probabilidade de estações chuvosas mais fracas, estiagens prolongadas e temperaturas mais elevadas, especialmente entre o verão e o outono, período que concentra grande parte das chuvas na região.
No entanto, é importante destacar que o El Niño não determina exatamente como será o clima em um determinado local. O fenômeno aumenta a chance de seca no Nordeste, mas não impede que ocorram episódios de chuva intensa. Esses eventos continuam sendo possíveis, embora tendam a ser menos frequentes do que em anos sem a influência do El Niño.
Impacto não é uniforme
Embora exista uma tendência geral de redução das chuvas, os impactos não são uniformes. No sertão, o El Niño costuma provocar secas mais intensas. Já no litoral, o comportamento é mais complexo, uma vez que as chuvas dependem também de sistemas meteorológicos locais, como as ondas de leste.
Assim, mesmo em anos de El Niño, episódios de chuva intensa podem ocorrer na faixa costeira. Ou seja, o fenômeno reduz a chuva em média, mas não elimina o risco de eventos extremos, permanecendo a atenção para a possibilidade de ocorrência de alagamentos, inundações e deslizamentos.
Super El Niño
Cientistas usam o termo Super El Niño quando as temperaturas da superfície do mar ultrapassa 2 ºC acima da média histórica. Para este ano, os modelos climáticos indicam a possibilidade de que as anomalias cheguem próximas de 3 °C, o que colocaria este evento entre os mais intensos já registrados.
Os últimos grandes episódios classificados como Super El Niño deixaram impactos marcantes no Brasil. Em 1982–1983, a seca severa a excepcional chegou a atingir 17,8% do território nacional, concentrando-se sobretudo no Nordeste e em partes da Região Norte. Já em 2015–2016, no semiárido nordestino: no trimestre de setembro a novembro de 2015, 19,2% do país encontrava-se sob seca severa a excepcional, com redução das chuvas, pressão sobre os reservatórios e prejuízos para a agricultura.
Em 2016, o Maranhão chegou a registrar 26 ondas de calor ao longo do ano, ilustrando como esses eventos podem combinar déficit hídrico e temperaturas extremas. Na região Norte, o evento de 1997–1998 também esteve associado a uma das grandes secas registradas na Amazônia, além do aumento das ondas de calor em diferentes estados.
Atuação dos governos
Diante dessa previsão, os governos podem se preparar de forma antecipada para reduzir os impactos do El Niño. Entre as principais medidas estão o reforço do monitoramento, garantindo o pleno funcionamento de radares, pluviômetros e estações hidrológicas operadas por instituições especializadas; a utilização de previsões para subsidiar o planejamento e a tomada de decisões; a ampliação dos estudos e do mapeamento de áreas de risco sujeitas a enchentes, secas e deslizamentos; e o fortalecimento da integração entre os órgãos de meteorologia, recursos hídricos e Defesa Civil.
Também é importante preparar planos de contingência para o abastecimento de água, a agricultura, a saúde e a resposta a desastres, além de investir na melhoria da infraestrutura de abastecimento, permitindo o acesso a diferentes fontes de água.
Paralelamente, campanhas de orientação à população podem contribuir para evitar queimadas, reforçar os cuidados durante períodos de calor intenso, informar moradores de áreas sujeitas a enchentes ou deslizamentos sobre rotas de evacuação e orientações da Defesa Civil, bem como orientar produtores rurais na adaptação dos calendários agrícolas e no planejamento do uso racional da água.
*Engenheiro civil, doutor em Recursos Hídricos pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Atualmente, é tecnologista do Cemaden (MCTI) em São José dos Campos (SP).
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O Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH) anunciou ter acionado a Organização das Nações Unidas (ONU) e a FIFA formalmente para denunciar episódios de racismo, discriminação racial e discurso de ódio registrados durante a Copa do Mundo de 2026. De acordo com a pasta, foram analisadas mais de seis milhões de publicações, das quais cerca de 89 mil continham conteúdo abusivo, sendo 11% destes de caráter racial.
A representação foi encaminhada ao Comitê de Direitos Humanos da ONU (CCPR), à Relatoria Especial da ONU sobre Formas Contemporâneas de Racismo, ao Grupo de Trabalho da ONU sobre Empresas e Direitos Humanos e ao canal oficial de denúncias da FIFA. As informações são do jornal O Globo.
Leia maisNa manifestação encaminhada à ONU, o conselho sustenta que os três países sede — Estados Unidos, Canadá e México —, e os demais Estados possuem obrigações previstas em tratados internacionais de direitos humanos para prevenir, investigar e responsabilizar autores de manifestações de ódio ocorridas sob sua jurisdição. Sobre a FIFA, o documento solicita análise da atuação da organização a partir dos Princípios Orientadores das Nações Unidas sobre Empresas e Direitos Humanos.
Entre os episódios citados na representação estão manifestações consideradas racistas direcionadas a atletas durante a competição, incluindo declarações de autoridades públicas e ataques registrados em plataformas digitais.
Segundo o CNDH, o objetivo é solicitar que a ONU avalie os casos para reforçar a adoção de medidas de prevenção, investigação, responsabilização e reparação de violações de direitos humanos relacionadas ao torneio. “Os dados reforçam a necessidade de os Estados adotarem medidas efetivas de prevenção, responsabilização e proteção das vítimas”, avalia a presidente da pasta, Ivana Leal.
O relator da instituição, Carlos Nicodemos, afirma que os casos ultrapassam o âmbito esportivo e demandam resposta coordenada dos organismos internacionais. “O futebol reflete dinâmicas sociais e os episódios registrados durante a Copa evidenciam a necessidade de fortalecer mecanismos de proteção aos direitos humanos”.
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O pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), cumpriu agenda neste sábado (18) em Palmares, na Mata Sul, onde voltou a defender a expansão da área de influência do Porto de Suape e a descentralização de investimentos para a região. A proposta já havia sido apresentada durante a edição local do evento Chega Junto Pernambuco, realizada no fim de junho.
“Estou aqui hoje para reafirmar meu compromisso com a Mata Sul e dizer a vocês que a gente está desenhando um grande plano sobre o futuro dessa região, sobre as oportunidades, sobre o que a gente vai fazer para que as pessoas tenham uma oportunidade de emprego, de renda, de formação, de educação, para gerar um tempo em que as pessoas sejam cuidadas”, afirmou, citando também a intenção de, eleito governador, trabalhar pela abertura de uma nova frente de trabalho na implantação da ferrovia Transnordestina, iniciando pela Mata Sul.
João Campos também visitou a feira de Palmares e concedeu entrevistas a rádios locais. A agenda foi acompanhada pelo pré-candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos), pela pré-candidata ao Senado Marília Arraes (PDT), pelos deputados Pedro Campos (PSB) e Rodrigo Farias (PSB), de lideranças de Palmares, como Dgerson Melo e Felipe de Chiquinho, além dos prefeitos Carrapicho (Tamandaré) e Flávio Gadelha (Abreu e Lima) e de ex-prefeitos, vereadores e apoiadores de municípios como Ribeirão, Catende, Jaqueira, Rio Formoso, Água Preta e Joaquim Nabuco.
Ainda na Mata Sul, João Campos esteve na Usina de Arte, parque artístico-botânico e museu a céu aberto localizado na antiga Usina Santa Terezinha, em Água Preta. No local, conheceu o projeto e os planos de expansão do empreendimento. A programação deste sábado (18) será encerrada em Quipapá, onde participa de um encontro com lideranças políticas.
O jornalista Darcio Rabelo promoveu, na Rádio Independente de Arcoverde, um debate sobre as eleições de 2026 com minha participação e a da vereadora Célia Galindo (Podemos), líder do governo Zeca Cavalcanti na Câmara Municipal.
Confira o debate abaixo!
Deixei minha choupana em Arcoverde e vim abraçar meu amigo Totonho Valadares, o melhor prefeito de Afogados da Ingazeira, minha terra natal, na foto tragando um cubano ao lado do filho e herdeiro político Daniel Valadares, vice-prefeito de Afogados da Ingazeira.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), inviabilizou neste sábado (18) a visita do presidente da Argentina, Javier Milei, ao ex-presidente Jair Bolsonaro durante a viagem que o chefe de Estado argentino fará ao Brasil na próxima semana.
Em despacho assinado nesta manhã, o ministro considerou prejudicado o pedido apresentado pela defesa de Bolsonaro para autorizar a realização da visita, por entender que a solicitação perdeu o objeto após a decisão proferida ontem, quando endureceu as regras da prisão domiciliar e suspendeu, por 30 dias, todas as visitas sociais ao ex-presidente. As informações são do jornal O Globo.
Leia maisO requerimento havia sido protocolado pelos advogados de Bolsonaro diante da expectativa de encontro com Milei, um dos principais aliados internacionais do bolsonarismo. O presidente argentino confirmou presença na convenção nacional do PL, marcada para o próximo dia 25, em São Paulo, quando será oficializada a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Além de participar do evento partidário, Milei afirmou, em entrevista à rádio argentina Now, que pretendia seguir para Brasília para “cumprimentar” o ex-presidente.
Ao analisar a petição, Moraes afirmou que não havia mais o que decidir, uma vez que a nova decisão sobre o cumprimento da pena já restringe o acesso à residência onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar. Pelo despacho, permanecem autorizadas apenas as visitas de médicos, fisioterapeutas e advogados.
“Em virtude do item 1 de decisão proferida em 17/7/2026, julgo prejudicado o pedido, uma vez que, salvo as visitas permanentes médicas, fisioterapêuticas e dos advogados, as demais visitas estão suspensas pelo prazo de 30 dias”, escreveu o ministro.
A decisão deste sábado é um desdobramento das novas medidas impostas por Moraes na noite de ontem. Embora tenha mantido a prisão domiciliar humanitária de Bolsonaro, o ministro concluiu que o ex-presidente descumpriu as medidas cautelares ao produzir uma carta de apoio à pré-candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro, posteriormente lida pelo senador durante um ato político e divulgada nas redes sociais.
Ao acolher parcialmente parecer da Procuradoria-Geral da República, Moraes entendeu que o episódio não justificava o retorno imediato de Bolsonaro ao regime fechado, mas considerou necessário endurecer as restrições para impedir que o ex-presidente continue influenciando o processo eleitoral deste ano. Segundo o ministro, a carta tinha conteúdo claramente político-eleitoral e foi produzida para ser divulgada ao público, contrariando as determinações já impostas pelo Supremo.
Além de suspender por 30 dias todas as visitas sociais, preservando apenas atendimentos médicos, fisioterapêuticos e encontros com advogados, Moraes proibiu Bolsonaro de participar de reuniões com finalidade político-eleitoral até o fim das eleições. Também vedou a divulgação de manifestos políticos ou eleitorais produzidos pelo ex-presidente, inclusive por intermédio de terceiros, independentemente do meio utilizado.
Na decisão de ontem, Moraes rejeitou o argumento da defesa de que Bolsonaro desconhecia que a carta seria tornada pública. Para o ministro, a alegação é incompatível com o próprio teor do documento, dirigido “aos brasileiros” e no qual o ex-presidente apresenta Flávio como seu “porta-voz” e conclama apoiadores a se engajarem em sua pré-candidatura.
O relator também ressaltou que Bolsonaro já estava proibido, desde julho de 2025, de utilizar redes sociais direta ou indiretamente e que o Supremo havia esclarecido, na ocasião, que a vedação abrangia também a divulgação de materiais produzidos previamente para circulação por terceiros. Apesar de reconhecer o descumprimento das medidas cautelares, Moraes entendeu que, por se tratar da primeira infração desde o início da execução definitiva da pena, a manutenção da prisão domiciliar, acompanhada de novas restrições, era suficiente e proporcional.
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Do Poder360
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, esteve presente em 19 das 47 viagens internacionais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao longo do 3º mandato. Ao todo, o chefe da PF ficou 81 dias em viagens junto da comitiva presidencial e visitou 20 países diferentes. O levantamento do Poder360 foi feito com base em informações obtidas via LAI (Lei de Acesso à Informação).
O diretor-geral esteve em 46% das viagens internacionais do presidente da República. O prestígio do chefe da PF na comitiva presidencial supera o de ministros da Esplanada. O diretor da Polícia Federal acompanhou Lula nas reuniões da cúpula do G7, em junho, e até na primeira viagem de Estado a Washington sob a gestão de Donald Trump. Andrei tem mais prestígio com Lula do que a maioria dos 38 ministros da administração petista.
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Em nota, a Polícia Federal afirmou que, além de acompanhar Lula nos compromissos internacionais, Andrei também busca estabelecer uma agenda institucional própria com reuniões bilaterais com dirigentes de forças policiais e organizações internacionais.
A corporação disse que, nas 19 missões oficiais, o diretor-geral assinou 7 instrumentos de cooperação internacional, 3 memorandos de entendimento, 4 cartas de intenção para intercâmbio de informações e capacitação de agentes.
“As agendas oficiais foram amplamente divulgadas, à época de sua realização, nos canais institucionais da Polícia Federal, em observância ao princípio da transparência. Em razão das restrições de comunicação aplicáveis durante o período de defeso eleitoral, parte desse conteúdo encontra-se temporariamente indisponível para consulta pública nos canais oficiais”, declarou a corporação em nota.
A Polícia Federal apresentou uma explicação individualizada de cada uma das viagens do diretor-geral, que pode ser lida ao final do texto.
As viagens com Lula
A proximidade entre Lula e Andrei é histórica. O atual chefe da PF comandou a segurança do petista na campanha de 2022. Também foi secretário extraordinário de Segurança para Grandes Eventos durante a Copa de 2014 e as Olimpíadas do Rio (2016), por indicação de Dilma Rousseff (PT). Andrei também havia coordenado a segurança da petista na eleição de 2010.
Andrei atua como chefe da Polícia Federal desde o início do 3º mandato do petista. Ao longo de três anos e meio, o diretor-geral viu três diferentes ministros da Justiça e Segurança Pública: Flávio Dino, Ricardo Lewandowski e Wellington César Lima e Silva (atual ministro).
Lula e Andrei mantêm uma interlocução direta e contínua. Essa regra se aplica também nas viagens internacionais. Em 2023, o diretor-geral esteve em 23 das 62 viagens internacionais do presidente. Agora, em 2026, Andrei acompanhou o petista em 20 das 21 viagens internacionais da comitiva presidencial.
O presidente e o chefe da PF mantêm contato direto, inclusive para tratar de temas diversos. A relação ganha relevância no momento em que a Polícia Federal conduz investigações de forte impacto político, como os inquéritos sobre o Banco Master e as fraudes no INSS, que citam Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha — embora o filho do presidente ainda não tenha sido indiciado no último relatório da PF.

Eis a explicação que a PF enviou ao Poder360 sobre as viagens internacionais do diretor-geral Andrei Rodrigues:
• 9 de fevereiro de 2023 a 11 de fevereiro de 2023 (Washington, nos EUA) – “Reunião com a cúpula do FBI (Federal Bureau of Investigation) para reforçar a cooperação entre a Polícia Federal e o FBI, especialmente no compartilhamento de informações sobre alvos da Justiça brasileira localizados nos Estados Unidos e outros temas de cooperação policial internacional”;
• 11 de abril de 2023 a 16 de abril de 2023 (Pequim e Xangai, na China) – “Reunião oficial na sede do Ministério da Segurança Pública chinês com autoridades da área de segurança pública da China para fortalecimento da cooperação policial bilateral, intercâmbio de informações e tratar da possibilidade de criação de uma Adidância da PF na China, com a assinatura de Carta de Intenções entre a Polícia Federal do Brasil e o Ministério da Segurança Pública da China, firmada com o vice-ministro chinês Liu Zhau. Também houve visita à Universidade de Segurança Pública da China, onde o DG se reuniu com o reitor Cao Shiquan a assinou Memorando de Entendimento entre a Polícia Federal do Brasil e a Universidade de Segurança Pública do Povo da China, voltado à capacitação e ao treinamento policial”;
• 17 de maio de 2023 a 23 de maio de 2023 (Hiroshima e Tóquio, no Japão) – “Cúpula ampliada do G7 em Hiroshima, reunião com a Agência Nacional de Polícia do Japão (NPA), em Tóquio, para discutir mecanismos de cooperação policial internacional entre as forças policiais, além da possibilidade de instalação de uma Adidância da PF no Japão. Foi assinada Carta de Intenções entre a Polícia Federal da República Federativa do Brasil e a Agência Nacional de Polícia do Japão. Além disso, houve a visita Oficial ao Major General Tran Minh Tien, Diretor-Geral do Escritório da Agência de Polícia Investigativa do Vietnã (OIPA);
• 15 de julho de 2023 a 19 de julho de 2023 (Bruxelas, na Bélgica) – “3ª Cúpula União Europeia-CELAC e assinatura de Carta de Intenções entre a Polícia Federal da República Federativa do Brasil e a Polícia Federal da Bélgica para incrementar a Cooperação Policial”;
• 30 de novembro de 2023 a 6 de dezembro de 2023 (Dubai, nos Emirados Árabes, e Berlim, na Alemanha) – “O Diretor-Geral da PF participou de painel sobre cooperação internacional e integração no combate aos crimes na Amazônia, promovido durante a conferência climática COP 28, em Dubai. Também houve uma visita à Sede Geral da Polícia de Dubai e ao SPS (Smart Police Station) Center. Na Alemanha, houve reunião com o Vice-Presidente do BND – Serviço Federal de Informações da Alemanha (Bundesnachrichtendienst), Dr Ole Diehl, e com o Presidente da BKA – Polícia Federal Criminal da Alemanha (Bundeskriminalamt), Dr Holger Münch;
• 16 de abril de 2024 a 18 de abril de 2024 (Bogotá, na Colômbia) – “Reunião com a Polícia Nacional da Colômbia, com a assinatura de Carta de Intenções com o objetivo de fortalecer a cooperação no combate ao garimpo ilegal de ouro, demonstrando o interesse mútuo de ingresso da Polícia Nacional da Colômbia no Programa Ouro Alvo da PF. Também houve reunião na Ameripol com oficiais de ligação sediados em Bogotá. Estiveram presentes representantes policiais da Argentina, Brasil, Colômbia, Chile, Equador, Peru, República Dominicana e Itália (observadora)”;
• 8 de julho de 2024 a 10 de julho de 2024 (Assunção, no Paraguai, e Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia) – “64ª Cúpula do Mercosul e Estados Associados, em Assunção. Reunião de chefes de Estado em que foi formalizada a entrada da Bolívia no Mercosul como membro pleno, em Santa Cruz de la Sierra”;
• 4 de agosto de 2024 a 6 de agosto de 2024 (Santiago, no Chile) – “Reunião com o Diretor da Policía de Investigaciones de Chile (PDI), Eduardo Cerna, que tratou sobre cooperação policial, combate aos crimes transnacionais e integração decorrente do Corredor Bioceânico”;
• 29 de setembro de 2024 a 1º de outubro de 2024 (Cidade do México) – “Reuniões com autoridades policiais mexicanas para fortalecimento da cooperação policial e do combate ao crime transnacional”;
• 5 de dezembro de 2024 a 6 de dezembro de 2024 (Montevidéu, no Uruguai) – “Reunião com o subdiretor da Polícia Nacional do Uruguai, Jhonny Diego Sosa, para tratar de iniciativas conjuntas de cooperação internacional. Reunião com o embaixador Marcos Leal Raposo Lopes, na qual foram debatidas estratégias para ampliar a integração entre os organismos de segurança dos dois países”;
• 22 de março de 2025 a 30 de março de 2025 (Tóquio, no Japão, e Hanói, no Vietnã) – “Tratativas para a abertura da adidância no Japão”;
• 8 de maio de 2025 a 15 de maio de 2025 (Moscou, na Rússia, e Pequim, na China) – “Tratativas para a abertura da adidância na China. Reunião com Sun Maoli, vice-ministro do Ministério da Segurança Pública da China, para tratar sobre o combate ao cibercrime, ampliação da cooperação criminalística e intercâmbio de informações e capacidades técnicas. Visita ao Beijing AI Unmanned Driving Control Center, onde conheceu inovações tecnológicas aplicáveis ao trabalho policial”;
• 3 de junho de 2025 a 10 de junho de 2025 (Paris, na França) – “Assinatura do Memorando de Entendimento com a Gendarmerie Nationale, sobre o combate à mineração ilegal de ouro em áreas de interesse protegidas ou de interesse patrimonial; e reuniões com a Police Nationale e com a Direção Geral de Segurança Interna (DGSI)”;
• 21 de agosto de 2025 a 22 de agosto de 2025 (Bogotá, na Colômbia) – “5ª Cúpula de Presidentes dos Estados Partes do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA)”;
• 22 de outubro de 2025 a 28 de outubro de 2025 (Hanói, no Vietnã, e Kuala Lumpur, na Malásia) – “Assinatura da Convenção das Nações Unidas contra o Crime Cibernético (Convenção de Hanói)”;
• 17 de fevereiro de 2026 a 25 de fevereiro de 2026 (Nova Délhi, na Índia, e Seul, na Coreia do Sul) – “2ª Cúpula de Impacto da Inteligência Artificial; reunião com o Diretor Geral do CBI (Escritório Central de Investigação), Sr. Praveen Sood; e tratativas para a abertura da adidância na Índia; assinatura do Memorando de Entendimento entre a Polícia Federal do Brasil e a Agência Nacional de Polícia da República da Coreia para o Fortalecimento da Cooperação Policial”;
• 16 de abril de 2026 a 22 de abril de 2026 (Barcelona, na Espanha, Hannover, na Alemanha, e Lisboa, em Portugal) – “Reunião Plenária da 1ª Cúpula Brasil–Espanha; reunião com o Cônsul-Geral do Brasil em Barcelona, Embaixador Pedro Henrique Lopes Borio; e reunião com o Diretor Nacional da Polícia Judiciária de Portugal, Carlos Manuel Antão Cabreiro”;
• 6 de maio de 2026 a 9 de maio de 2026 (Washington D.C., nos EUA) – “Visita bilateral com o POTUS”;
• 14 de junho de 2026 a 18 de junho de 2026 (Évian, na França) – “52ª Cúpula do G7”.
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Participei, há pouco, na rádio Independente, de Arcoverde, de um debate sobre as eleições 2026, com a líder do Governo Zeca Cavalcanti na Câmara, Célia Galindo (Podemos), sob a coordenação do jornalista Darcio Rabelo, que ao final produziu o vídeo abaixo.
O pré-candidato ao Senado e presidente da Federação União Progressista em Pernambuco, deputado federal Eduardo da Fonte (PP/UP), acompanhou, ao lado da governadora Raquel Lyra (PSD), do prefeito de Pesqueira, Cacique Marcos Xukuru, e dos deputados federais Lula da Fonte e Túlio Gadelha, a abertura da 3ª edição do Festival Pernambuco Meu País, em Pesqueira, no Agreste Central.
O deputado destacou as ações destinadas à cidade, entre elas a parceria com o deputado federal Lula da Fonte (PP/UP), para a implantação da Casa Azul de Pesqueira, que já está em pleno funcionamento. O centro de referência oferece atendimento especializado a crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
“É uma alegria ver Pesqueira recebendo um evento que valoriza nossa cultura, fortalece o turismo e movimenta a economia. Acompanhar mais uma edição do Festival Pernambuco Meu País, ao lado da governadora Raquel Lyra e desse grande time, só fortalece a nossa missão de continuar transformando Pernambuco”, afirmou Eduardo da Fonte.
Do jornal O Globo
A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de manter a prisão domiciliar humanitária de Jair Bolsonaro endureceu as restrições impostas ao ex-presidente. Bolsonaro descumpriu as medidas cautelares ao produzir uma carta de apoio à pré-candidatura presidencial de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro.
Entre as medidas, Moraes:
Suspende por 30 dias todas as visitas sociais ao ex-presidente, preservando apenas os atendimentos médicos, fisioterapêuticos e as visitas de advogados;
Leia maisProíbe visitas com finalidade político-eleitoral até o fim das eleições gerais de 2026;
Veda a divulgação de manifestos políticos ou eleitorais produzidos por Bolsonaro, inclusive por intermédio de terceiros, independentemente do meio utilizado;
Flávio Bolsonaro continuará proibido de visitar o pai por 90 dias
Na decisão, o ministro do Supremo acolheu o entendimento da Procuradoria-Geral da República de que o episódio da carta não justifica o retorno imediato de Bolsonaro ao regime fechado, mas determinou novas restrições para impedir qualquer interferência do ex-presidente no processo eleitoral de 2026.
Na decisão, Moraes rejeita a alegação da defesa de que Bolsonaro desconhecia que a carta seria divulgada publicamente. Para o ministro, a versão é incompatível com o próprio conteúdo do documento, dirigido “aos brasileiros”, no qual o ex-presidente apresenta Flávio Bolsonaro como seu “porta-voz” e conclama apoiadores a se engajarem em sua pré-candidatura presidencial.
O relator lembra ainda que, desde julho de 2025, Bolsonaro já estava submetido à proibição de utilizar redes sociais, direta ou indiretamente, e que o Supremo havia esclarecido, à época, que também seria vedada a utilização de “material pré-fabricado” destinado à divulgação por terceiros. Segundo Moraes, tanto Bolsonaro quanto Flávio tinham pleno conhecimento da extensão da restrição e das consequências de seu descumprimento.
Apesar de reconhecer o descumprimento da medida cautelar, Moraes considerou que este foi o primeiro episódio desde o início da execução definitiva da pena e concluiu que sua gravidade não justifica a revogação da prisão domiciliar humanitária. Na avaliação do ministro, a suspensão temporária das visitas e a fixação de novas restrições são sanções proporcionais para prevenir novas tentativas de utilização da imagem de Bolsonaro durante a campanha eleitoral.
A decisão também rebate a argumentação apresentada pela OAB e pela defesa de Flávio Bolsonaro de que a suspensão das visitas comprometeria o exercício da advocacia. Moraes afirma que Bolsonaro já recebeu 185 visitas desde o início da prisão domiciliar, incluindo 64 encontros com advogados, e que é representado por uma equipe de 30 defensores, o que, segundo ele, demonstra que o direito de defesa permanece integralmente preservado.
Na decisão, o ministro do STF afirma ainda que a situação de Bolsonaro é “incomparavelmente mais benéfica” do que a das 705.872 pessoas privadas de liberdade em unidades prisionais do país, das quais 384.586 cumprem pena em regime fechado.
Segundo o ministro, os benefícios concedidos ao ex-presidente em razão de sua condição de saúde “não podem acarretar odiosos privilégios contrários à legislação e autorizar flagrante desobediência às decisões judiciais, inclusive por seus advogados”.
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O ex-vereador Joselito Nogueira aproveitou a visita da governadora Raquel Lyra (PSD) a Belém do São Francisco, neste sábado (18), para pedir a autorização do asfaltamento integral da PE-460, rodovia que liga o município a Salgueiro. Segundo ele, a obra é considerada estratégica para o desenvolvimento da região e beneficiaria um trecho de aproximadamente 42 quilômetros, passando pelo distrito de Riacho Pequeno.
Em seu apelo, Joselito destacou a importância histórica da estrada, lembrando que a área corresponde à antiga BR-116, construída na década de 1940 durante o governo de Getúlio Vargas para conectar o Nordeste ao Sul do país. De acordo com o ex-vereador, o projeto executivo da obra já está concluído, restando apenas a realização da licitação e a emissão da ordem de serviço. “Não podemos perder o bonde da história. Essa estrada faz parte da identidade do nosso povo e foi construída para encurtar distâncias, impulsionando o desenvolvimento da região”, pontuou Joselito.
O possível uso de um avião de socorro aeromédico do Governo de Pernambuco para transportar a governadora Raquel Lyra (PSD) a agendas de cunho político já motivou representações a pelo menos seis órgãos policiais e de controle nas esferas federal e estadual. As informações do caso já estão nas mãos da Polícia Federal (PF), do Tribunal de Contas da União (TCU), da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), do Ministério Público Federal (MPF), do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que devem se manifestar em breve sobre o teor das denúncias.
O caso, conhecido como “Escândalo do Aeroquel”, aponta indícios de desvio de finalidade no emprego da aeronave King Air 260, prefixo PS-GEP, sob gestão da Secretaria de Defesa Social (SDS). Embora o avião tenha sido adquirido em 2025 para fazer o transporte de pacientes e de órgãos para transplante, passou a ser usado pela governadora em agendas políticas. Em dezembro, por exemplo, enquanto o veículo estava à disposição de Raquel em Brasília, o governo precisou alugar um táxi aéreo por R$ 100 mil para socorrer um paciente, gerando um gasto em duplicidade e desnecessário para os cofres públicos.
A denúncia indica que já houve o mapeamento de 55 voos ligados a compromissos políticos feitos em aeronaves do Governo do Estado que deveriam servir a demandas de segurança ou de saúde pública. Órgãos como a PF, a STN e o TCU também estão com informações que indicam um possível desvio de finalidade no uso de recursos de uma operação de crédito de R$ 1,097 bilhão para adquirir o avião usado por Raquel, já que a lei autorizativa da operação só deu aval para investimentos em infraestrutura, para a construção de um complexo de Polícia Científica e para a implantação de uma maternidade.
