O engenheiro e compesiano Anderson Quadros afirmou, em vídeo publicado nas redes sociais, que um estudo preliminar apresentado na reunião do Conselho de Administração da companhia, realizada na última segunda-feira (26), aponta um déficit de R$ 3 bilhões no caixa da estatal ao término da concessão dos serviços de água e esgoto. Segundo ele, o levantamento, elaborado por uma consultoria contratada pela própria Compesa, indica ainda um valor presente líquido negativo de R$ 800 milhões. “O governo tornou, com esse projeto, a Compesa uma empresa inviável”, declarou.
Quadros também questionou a ausência de definições sobre a reestruturação da companhia e afirmou que o plano de investimentos apresentado prevê R$ 3 bilhões, metade dos R$ 6 bilhões que, segundo ele, seriam de responsabilidade do Governo de Pernambuco. O engenheiro informou que articula reuniões com representantes dos trabalhadores e cobrou esclarecimentos da direção da Compesa e do governo estadual, sob possibilidade de novas denúncias aos órgãos de controle.
A Polícia Federal afirmou, em nota divulgada nesta quarta-feira (28), que a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre passaportes e a proibição de deixar o país não autorizava a prisão, a vigilância permanente ou outras medidas cautelares contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Esta foi a primeira manifestação oficial da corporação após a confirmação de que o parlamentar fugiu do Brasil depois de ser derrotado na eleição presidencial. As informações são do g1.
Leia mais“A existência de restrições relacionadas a documentos de viagem, por si só, não caracteriza a condição de foragido nem autoriza a realização de prisão, vigilância permanente ou outras medidas cautelares”, diz o comunicado da PF.
Segundo a nota, a PF acionou o STF no domingo (25), dia do segundo turno das eleições, após identificar o risco iminente de o senador deixar o território nacional. Pelo comunicado, a Polícia Federal não solicitou a Moraes a prisão de Flávio.
A solicitação de medidas contra o senador se deu na apuração em que Flávio e o advogado Willer Tomaz são investigados por suposta lavagem de dinheiro. Segundo a nota desta quarta, entre os pedidos apresentados pela PF ao Supremo, estavam:
Após a decisão de Moraes que acolheu os pedidos da PF, a corporação afirmou que cancelou os passaportes comum e diplomático de Flávio Bolsonaro emitidos pelas autoridades brasileiras e incluiu um alerta migratório no sistema SONAR, responsável pelo controle de fronteiras.
Segundo a PF, o senador foi formalmente intimado na manhã de segunda-feira (26), para entregar eventuais passaportes de outras nacionalidades em até 24 horas. O prazo se esgotou sem que os documentos fossem entregues.
A PF destacou ainda que não há registro oficial de saída do senador pelos postos formais de controle migratório do Brasil.
E afirmou que investiga as circunstâncias do descumprimento das ordens judiciais por parte do investigado.
Leia menos
O senador Flávio Bolsonaro se disse “presidente eleito” do Brasil após fugir para os Estados Unidos nesta quarta-feira (28), segundo carta divulgada por seus aliados e atribuída ao candidato do PL derrotado nas urnas para Lula (PT) no último domingo (25).
“Dirijo-me ao povo brasileiro e à comunidade internacional como o verdadeiro presidente eleito do Brasil”, afirmou, segundo comunicado distribuído oficialmente por aliados da família Bolsonaro nos EUA, entre eles o comentarista político Paulo Figueiredo e o ex-policial militar André Porciuncula. As informações são da Folha de S. Paulo.
Em uma primeira versão, a carta foi divulgada com o antigo brasão do Brasil, vigente entre 1889 e 1968. Na sequência, aliados compartilharam um novo documento com o brasão correto.
Leia maisSegundo a carta, o senador anuncia que pretende liderar a oposição brasileira do exterior e volta a dizer, sem provas, que houve fraude na eleição de domingo, além de criticar o STF (Supremo Tribunal Federal) e agradecer ao presidente americano, Donald Trump, por acolher sua família no país.
Flávio desembarcou em Miami nesta quarta após deixar o Brasil pela fronteira com a Argentina e embarcar em um avião privado que fez escala no Equador. A viagem ocorreu depois de o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinar a entrega de seus passaportes no âmbito de uma investigação por suspeita de lavagem de dinheiro. O senador nega irregularidades.
A declaração golpista representa uma reviravolta, já que o senador afirmou, na véspera, que desistiria de anular a eleição e que não iria fugir do país. Integrantes da cúpula da campanha afirmam que tentaram convencê-lo, na segunda, a recuar da declaração do domingo, de que não aceitaria a derrota nas urnas.
Aparentemente, na segunda, Flávio havia seguido o conselho dos aliados mais moderados, que se disseram surpresos com a fuga para os Estados Unidos.
No pronunciamento, o senador afirmou que não pretendia deixar o país, mas que decidiu viajar para escapar do que descreveu como uma perseguição política. “Quero deixar claro: não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil, saí de um regime de exceção para poder ser o líder que o meu povo merece”, disse.
Ele confirmou que está acompanhado da família nos Estados Unidos e agradeceu a Trump e ao governo americano por oferecerem, segundo suas palavras, uma segurança jurídica que não existe mais no Brasil.
“Diante da instrumentalização política da Justiça no Brasil, trouxe minha família para os Estados Unidos, onde estamos em segurança”, afirmou.
O presidente americano disse na noite de terça-feira (27) que aprovaria a entrada do senador nos Estados Unidos, apesar de afirmar que não sabia seu paradeiro. Uma autoridade do Departamento de Estado confirmou à Folha que o governo americano concederia vistos a Flávio e seus familiares.
O candidato derrotado também agradeceu ao presidente argentino, Javier Milei, pela “coragem, senso de justiça e legalidade”. O senador passou pela Argentina antes de seguir para os Estados Unidos.
Ao contestar novamente o resultado das urnas, Flávio concentrou suas críticas na decisão judicial que permitiu a ampliação do horário de votação no segundo turno. Ele acusou o STF de interferir nas competências do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e afirmou que a mudança teria beneficiado Lula.
“A atuação ilegítima e ilegal do ex-advogado do Lula permitiu que uma impossibilidade matemática se concretizasse e Lula acrescentasse mais de 10 milhões de votos do primeiro para o segundo turno”, declarou.
O crescimento do número de votos recebidos por um candidato entre dois turnos, porém, não configura, evidência de fraude eleitoral.
Flávio também acusou a campanha de Lula de abuso de poder político e econômico, além de utilização da máquina pública em favor da reeleição, e afirmou que essas supostas irregularidades justificariam a cassação da chapa Lula-Alckmin. Ele não apresentou provas das acusações no pronunciamento.
O senador dedicou parte do discurso a atacar o Judiciário, que acusou de atuar para silenciar a oposição. Sem citar nominalmente Alexandre de Moraes, fez referências ao magistrado e afirmou que as medidas judiciais adotadas contra ele fazem parte de um suposto plano de perseguição política.
“Para deixar claro, não existe nenhum mandado de prisão contra mim, porque eu não cometi nenhum crime. O que existe é uma caça às bruxas politicamente motivada”, afirmou.
Flávio disse acreditar que a apreensão de seus passaportes seria apenas o primeiro passo de uma sequência de medidas que poderia incluir tornozeleira eletrônica, prisão domiciliar e condenação judicial.
A decisão de Moraes determinou a entrega dos documentos em uma investigação que envolve a relação do senador com o advogado Willer Tomaz. A medida não equivale a uma ordem de prisão.
Ao justificar sua decisão de permanecer fora do Brasil, Flávio estabeleceu paralelos com personalidades históricas e líderes políticos que atuaram no exílio, entre eles Rui Barbosa, Charles de Gaulle, José Martí e os opositores venezuelanos Juan Guaidó e Edmundo González.
O senador também afirmou que pretende assumir a liderança da oposição brasileira a partir dos Estados Unidos e fez um apelo direto a parlamentares e governadores aliados, com menção especial ao senador Rogério Marinho (PL-RN), a quem chamou de seu candidato à presidência do Senado.
“Aos senadores, deputados e governadores que ajudei a eleger, e em especial ao meu candidato à presidência do Senado, Rogério Marinho: sei que hoje vocês não têm a liberdade necessária para o pleno exercício da atividade política. Por isso, liderarei a oposição daqui. Direi o que vocês, aí, não podem dizer, e assumirei os riscos que vocês não podem correr”, afirmou.
O discurso indica que Flávio pretende manter uma atuação política ativa mesmo fora do território brasileiro, com pronunciamentos regulares e articulação de aliados.
“Nos próximos dias, vou me dirigir regularmente ao povo brasileiro, e apresentaremos uma estratégia para mobilizar a oposição e o imenso apoio popular que temos, por todos os meios pacíficos e legítimos”, disse.
O senador não detalhou quais seriam as medidas dessa estratégia nem esclareceu se pretende solicitar asilo político aos Estados Unidos. Também não estabeleceu uma previsão de retorno ao Brasil.
No encerramento, afirmou que sua saída do país não representa o fim de sua atuação política.
“Saí do Brasil, mas não abandonei os brasileiros. Esta luta não terminou no dia 25 de outubro. Ela só termina quando o Brasil voltar a ser um país livre.”
Leia menos
O deputado federal Lula da Fonte (PP-PE), segundo-secretário da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, assinou as emendas constitucionais que encerram a escala de trabalho 6×1 e estabelecem aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e de combate às endemias. As medidas foram promulgadas pelo Congresso Nacional após aprovação nas duas Casas, e o parlamentar informou ter votado favoravelmente às duas propostas durante a tramitação.
A mudança na jornada prevê a transição para dois dias de descanso semanal remunerado, enquanto a outra emenda estabelece regras diferenciadas de aposentadoria para agentes de saúde e de combate às endemias. Segundo Lula da Fonte, a assinatura integra a etapa final do rito legislativo necessário para que propostas de emenda à Constituição passem a produzir efeitos.
A ex-vice-prefeita do Recife, Isabella de Roldão (PDT), anunciou, nesta quarta-feira (28), a saída da vida política após 16 anos de atuação. Mediante um vídeo, publicado nas redes sociais, Roldão afirmou que a decisão foi tomada há algum tempo. Na publicação, ela também agradeceu quem acompanhou em sua trajetória.
No vídeo, Isabella também anunciou a sua saída da Secretaria de Trabalho e Qualificação Profissional do Recife, sendo o último dia na pasta nesta quinta-feira (29). Ela ocupava o comando da secretaria desde 2025. “Saio desse ciclo diferente de quando entrei. Mais madura, mais consciente, com tantas histórias para contar e a certeza de que cada experiência vivida ajudou a moldar a mulher que sou hoje”, escreveu a vice-prefeita. As informações são do Diario de Pernambuco.
Leia mais
Trajetória
Advogada de formação, Isabella de Roldão foi a primeira mulher eleita vice-prefeita do Recife, exercendo o cargo de 2021 a 2024 ao lado de João Campos (PSB). Filiada ao PDT, ela foi eleita vereadora da capital pernambucana em 2012. Entre fevereiro de 2019 e abril de 2020, Isabella esteve à frente da Secretaria de Habitação do Recife.
Em 2020, foi eleita vice-prefeita durante o primeiro mandato de João Campos. Na segunda gestão do socialista, Roldão assumiu a Secretaria Municipal de Trabalho e Qualificação Profissional. No mesmo ano lançou seu primeiro livro autoral, o Diário de uma mulher no mundo.
Leia menos
O senador Flávio Bolsonaro (PL) utilizou seu passaporte diplomático cancelado para entrar nos Estados Unidos, hoje, segundo aponta consulta ao sistema U.S. Customs and Border Protection (Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos). Flávio, sua esposa e as filhas do casal pousaram em um aeroporto de Miami nesta manhã.
A Polícia Federal informou, hoje, que os passaportes comum e diplomático de Flávio foram cancelados após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), emitida no último domingo (25). A PF também esclareceu que o senador foi intimado na manhã de segunda (26) a entregar eventuais passaportes de outras nacionalidades no prazo de 24 horas, o que não ocorreu.
Flávio Bolsonaro tem passaporte italiano, concedido a ele em 2023, durante o governo da primeira-ministra Giorgia Meloni. Foi esse documento que ele utilizou para deixar a Argentina, segundo mostra o plano de voo do jatinho. Em uma operação secreta, Flávio Bolsonaro, derrotado nas eleições de domingo, deixou o Brasil após descumprir a ordem do STF.
Aliado de primeira hora do senador e ex-ministro Camilo Santana (PT-CE), o jornalista cearense Chagas Vieira surgiu, nos bastidores, como um dos nomes cotados para assumir a Secretaria de Comunicação Social (Secom) no quarto mandato do presidente Lula.
A indicação de Chagas seria articulada por Camilo, que integra o núcleo duro de aliados mais próximos com quem Lula tem conversado desde a vitória. Também fazem parte dessas conversas nomes como Rafael Fonteles (PT), Rui Costa (PT) e Fernando Haddad (PT). As informações são do portal Metrópoles.
Leia maisChagas é um nome de confiança de Camilo e tem longa trajetória ao lado do petista. Jornalista, atuou na comunicação de seus governos no Ceará. Na gestão Elmano de Freitas (PT), governador reeleito do estado; Chagas chegou a assumir a Casa Civil estadual.
O jornalista atuou no time de comunicação da campanha de Lula no segundo turno a convite de Camilo Santana. Antes, trabalhou na campanha vitoriosa do governador Elmano de Freitas, reeleito ainda no primeiro turno.
Auxiliares de Lula disseram à coluna que as conversas sobre os ministérios do novo mandato só devem ganhar força na próxima semana. Chagas está viajando para a Europa com a família e só deve voltar ao Brasil no fim de semana.
Leia menos
Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã
Considerada uma das mais argutas raposas políticas em atividade, não se pode dizer nestas eleições que o presidente do PSD, Gilberto Kassab, tenha feito as apostas mais acertadas. Kassab apostou na construção de uma terceira via à polarização entre o lulismo e o bolsonarismo. Não deu nada certo. Candidato a vice na chapa do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, os dois ficaram apenas em quinto lugar ao final do primeiro turno.
Caiado obteve 2,18% do total, ou 2,6 milhões de votos. Ficou atrás de Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão). Antes, algumas pesquisas chegaram a dar Caiado liderando no estado que governou. Mas ele acabou vítima do voto útil de direita em Flávio. Terminou em Goiás em terceiro, recebendo ali 12,29% dos votos, enquanto Flávio ficou com 53,61%. Certamente muito disso tudo se deve ao próprio perfil de Caiado: um político de direita.
Leia maisPortanto não exatamente alguém que pudesse aparecer como alternativa pelo centro à polarização. Muito menos com o perfil que sempre teve o PSD. A forma que Kassab optou para a escolha também foi meio controversa. Estimulou uma disputa interna de Caiado com os governadores do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e do Paraná, Ratinho Jr., com uma clara preferência por Ratinho. Quando Ratinho desistiu, optou por Caiado, escanteando Leite. Caiado não convenceu a quase ninguém como alternativa.
Porém, seria um erro considerar que o PSD seja carta fora do baralho político. É o partido com mais prefeitos no país. É a quarta bancada na Câmara, com 43 deputados, um a mais do que elegeu em 2022. Terá quatro senadores. Perdeu uma aposta importante com Eduardo Paes, no Rio de Janeiro. Mas foi o partido que mais elegeu governadores, com Raquel Lyra em Pernambuco, Omar Aziz no Amazonas, Dr. Furlan no Amapá, Eduardo Braide no Maranhão e Fabio Mitidieri em Sergipe.
Terá, assim, um papel importante na recomposição que o Centrão já ensaia para se contrapor ao avanço da direita representado pelo PL. Ao participar nesta terça-feira (27) do evento “Brasil Quadriênio 2027/2030 – O que esperar dos eleitos?”, promovido pelo Dominiun Group, Kassab apresentou sua carta: a defesa do voto distrital misto no país como ponto principal de uma reforma política.
Ainda que tenha dito ser uma proposta difícil de avançar, no fundo o caminho pode ser outro junto aos políticos tradicionais do Centrão. Mais e mais, eles têm perdido espaço para os “políticos Tik Tokers”, a turma que ganha espaço nas redes sociais, obtendo votos dispersos nos estados. A ideia concentra os votos nas bases eleitorais.
Kassab disse isso claramente no evento. Para ele, o atual sistema favorece candidatos que conquistam votos em várias cidades dispersas sem manter vínculos com os eleitores. Para o presidente do PSD, isso gera o que se vê quase todo dia no Congresso: uma turma gravando selfies para construir cortes para as redes em vez de discutir o país.
A disposição de Kassab é tão grande que, pela primeira vez, ele resolveu que fechará questão sobre o tema, ameaçando mesmo de expulsão aqueles que ficarem contra a ideia do voto distrital misto. “É uma decisão que a gente tomou pelo bem do Brasil”, afirmou. “Podemos ficar até com um parlamentar, com dois, mas é irreversível”.
Tal ideia já vinha em discussão. E chegou até a ser defendida pelo ministro do STF Alexandre de Moraes e pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos). No voto distrital misto, parte dos deputados é eleita por distritos (seções dos estados), e parte pelo modelo tradicional, como é hoje. O sistema distrital puro é adotado nos EUA.
Os estados, então, seriam divididos em vários distritos. E, em cada um desses distritos, seria eleito o candidato com mais votos. Digamos que os distritais sejam a metade. Na outra metade, a bancada seria eleita pelo sistema proporcional. São Paulo, por exemplo, tem 70 deputados: 35 seriam no modelo distrital e outros 35 no proporcional.
Esse seria, na posição de Kassab, o primeiro passo de uma profunda reforma política. E essa seria a agenda principal do PSD para o ano que vem. A segunda agenda seria a reforma do Judiciário, que também parece algo inevitável a partir do próximo ano. Ela chegou a ser defendida pelo próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva, agora reeleito.
Leia menos
Com uma saudação especial a democracia e a liberdade de expressão, o prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB), abriu, há pouco, o primeiro Festival Nacional de Jornalismo no Recife, no auditório da OAB. O evento já é um sucesso. O auditório está lotado por estudantes de jornalismo de Pernambuco e Paraíba, público ao qual é direcionado.

A iniciativa reúne 15 palestrantes de primeiro nível, entre os grandes nomes da comunicação em Pernambuco, dos quais este blogueiro, que participa de um painel sobre o futuro do jornalismo em Pernambuco. Entre os jornalistas que atuam no eixo Rio, São Paulo e Basília, Basília Rodrigues, Breno Pires, Rodrigo Rangel, Eldo Gomes e Patrícia Blanco. A conferência magna será realizada por Chico José.
Nesta edição, o Festival de Jornalismo Recife tem o patrocínio do Banco do Nordeste, do Governo do Brasil, da Fiepe, da Alepe e o apoio da Prefeitura do Recife, do Instituto Palavra Aberta, da RXZ, do Jornalistas&Cia e da OAB-PE. A programação se estende até às 20h.
Por João Vicente Goulart*
Flávio Bolsonaro fugiu do Brasil. A pusilanimidade da milícia chega aos Estados Unidos da América e vai implorar asilo político ao presidente Trump. Realmente patético, adjetivo que serve sempre aos covardes.
O abandono de seus seguidores tal vez mostre, de vez, uma direita política que almeje não continuar com o DNA bolsonarista.
Leia maisNesta altura dos acontecimentos pós-eleitorais no Brasil, onde o mundo olha com atenção a vitória magnânima ocorrida com o despertar das ruas, em uma virada democrática, onde a grande maioria do povo brasileiro conheceu a ficha corrida do candidato Flavio Bolsonaro, muitos mudando de voto, entendendo a gravidade de um retrocesso democrático, será muito difícil ao governo americano, diante da opinião pública mundial outorgar refúgio, com status político de “exílio”, a este delinquente que alega perseguição, dois dias depois de haver, livremente, concorrido ao maior posto da administração pública, a presidência da República.
Se assim o fizerem, os Estados Unidos da América, estarão banalizando o estatuto do exílio, como uma grande vergonha a ser pautada no mundo livre.
A Convenção de Genebra de 1951 e seu protocolo de 1967 são muito explícitos, no que se refere à concessão de refúgio, através do EXÍLIO.
A motivação deve ser a perseguição motivada por raça, religião, etnia ou por perseguição política. Como alegar perseguição política se ele acaba de receber milhões de votos e disputar com toda a liberdade a presidência da República.
Ainda nas normas de outorga não terão o direito de refúgio/exílio, aqueles que em processos legítimos respondam por CRIMES DE DIREITO COMUM (crimes não políticos).
Este fugitivo, que se diz perseguido, acaba de disputar a PRESIDÊNCIA DA REPÙBLICA, tendo a desfaçatez de dizer que no Brasil não existe liberdade. Não cumpriu a ordem judicial de entregar o passaporte e saiu por Puerto Iguazú, na Argentina, com a conivência, sem dúvidas, daquele governo fascista de Milei. Esta conivência está explícita, pois a Polícia Federal não registrou a saída de Flávio e, na Argentina, já o esperava um jato de matrícula LV, vindo de Buenos Aires para levá-lo direto aos Estados Unidos da América.
No Brasil, no golpe de 1964, muitos brasileiros exilaram-se, pois estavam sendo perseguidos pelo Exército, Marinha e Aeronáutica. Mas todos que assim procederam se protegeram em embaixadas e de lá foram concedidos os asilos políticos. Ou outros, comprovadamente, estavam em listas de cassações por atos institucionais, o que internacionalmente constitui um ato ditatorial e, portanto, plenamente justificável diante da ONU e diante da opinião pública mundial.
A direita brasileira tem agora um caminho para sua reconstrução, tem o dever de trabalhar pela manutenção e aperfeiçoamento de nossa democracia, tem o dever de pensar no Brasil.
O progressismo lamenta o miliciano haver escapado da Justiça brasileira, ao contrário do que seria papel dos homens, que como Lula enfrentou as decisões judiciais e não fugiu delas.
Mas agora é hora de trabalhar, a democracia venceu!
*Presidente do Instituto Presidente João Goulart (IPG)
Leia menos
Por Rinaldo Remígio*
As eleições passam, mas a vida continua. Depois dos debates, das manifestações e das expectativas em torno dos resultados, a cidade desperta com suas necessidades de todos os dias. Há gente precisando de atendimento médico, famílias esperando melhorias em seus bairros e trabalhadores que saem cedo de casa, desejando encontrar, no serviço público, o apoio de que necessitam.
É nessa vida cotidiana que uma administração revela o sentido de seu trabalho. Independentemente dos resultados das urnas, governar exige continuidade, responsabilidade e atenção às pessoas. Em Petrolina, esse compromisso precisa chegar a cada comunidade, especialmente àquelas em que uma obra pública representa uma mudança concreta na rotina das famílias.
Leia maisA construção da Unidade Básica de Saúde do bairro Pedro Raimundo ajuda a compreender essa importância. Com investimento de R$ 2,9 milhões e previsão de beneficiar 5.390 moradores, o equipamento representa uma perspectiva de atendimento mais próximo para a comunidade. A praça também integra esse cenário de melhorias, oferecendo espaço de convivência e de encontro entre os moradores.
Por trás dos números, existem histórias. Há a mãe que precisa acompanhar a saúde do filho, o idoso que depende de atendimento regular e o trabalhador que procura conciliar o cuidado com a própria saúde e as exigências do sustento familiar. Para essas pessoas, a distância até uma unidade de saúde pode significar despesas, cansaço e dificuldades que nem sempre aparecem nos relatórios.
Em conversa com Orlando Tolentino, assessor especial da Prefeitura de Petrolina, ouvi uma observação que merece registro: “Simão está sempre disposto a oferecer à população petrolinense saúde e dignidade!” Segundo o assessor, esse compromisso orienta a construção das Unidades Básicas de Saúde: aproximar os equipamentos públicos das pessoas que mais necessitam.
A fala nos leva a refletir sobre o significado da presença do poder público nos bairros. Uma unidade de saúde perto de casa pode tornar menos difícil a busca por atendimento. Pode facilitar o acompanhamento de uma gestação, a vacinação de uma criança e o cuidado contínuo de quem convive com uma doença. É no acesso ao serviço que a obra ganha seu sentido mais importante.
O planejamento de 15 unidades amplia a dimensão desse compromisso. Cada uma delas carrega a expectativa de uma comunidade que deseja ser atendida com respeito. E essa expectativa exige, além da estrutura física, profissionais, organização e condições adequadas de funcionamento. A dignidade mencionada pelo assessor se concretiza quando o cidadão encontra acolhimento e resposta à sua necessidade.
Nesse esforço, cabe reconhecer a responsabilidade do prefeito Simão Durando e de sua equipe. Uma cidade é administrada por muitas mãos. Há quem planeje, quem acompanhe a execução das obras e quem receba a população na ponta do serviço. O resultado desse trabalho conjunto aparece na experiência de cada pessoa que procura atendimento.
Como alguém que escolheu Petrolina para viver e construir sua história, acompanho com interesse as transformações da cidade. Seu crescimento desperta orgulho, mas também aumenta as responsabilidades de quem governa. Quanto mais Petrolina se expande, mais necessário se torna fazer os serviços chegarem aos bairros e às famílias que vivem longe das áreas mais estruturadas.
A liderança regional de Petrolina precisa se expressar também nessa capacidade de cuidar. O desenvolvimento ganha profundidade quando alcança a vida cotidiana: quando encurta uma distância, melhora um atendimento, oferece um espaço de convivência e permite que o cidadão se sinta respeitado no lugar onde mora.
As divergências políticas fazem parte da democracia. Fiscalizar, cobrar e reconhecer realizações são atitudes que podem caminhar juntas. A população tem o direito de acompanhar os investimentos e de esperar que os compromissos anunciados se transformem em serviços de qualidade.
Passado o movimento das eleições, permanecem as necessidades da cidade. A criança continua precisando de vacina; o idoso, de acompanhamento; a família, de acolhimento. É por essas pessoas que o trabalho deve prosseguir.
As urnas silenciam, Petrolina segue em frente. E cada passo ganha mais valor quando leva saúde e dignidade para mais perto de quem precisa.
*Professor universitário aposentado e cidadão petrolinense
Leia menos
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu, hoje, que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorize uma visita do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, a ele, “em razão da necessidade de diálogo direto”.
O pedido foi feito após Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência derrotado nas urnas no último domingo (28), deixar o país sem entregar seus passaportes conforme determinado por Moraes. Bolsonaro cumpre prisão domiciliar em Brasília pela condenação a 27 anos e três meses de prisão por tramar um golpe de Estado no país.
Leia maisEm julho, Moraes proibiu visitas com finalidade político eleitoral até o fim das eleições. A medida foi adotada após Flávio Bolsonaro divulgar uma carta do pai nas redes sociais, sendo que uma das medidas cautelares impostas a ele proíbe a utilização de plataformas, inclusive por meio de terceiros.
Moraes já negou pedidos de visitas de Valdemar sob argumento de que o presidente do PL ainda continua investigado na trama golpista. Ontem, Valdemar recebeu a senadora eleita Michelle Bolsonaro (PL). Em uma postagem numa rede social, o chefe do PL afirmou que trataram do futuro e desafios da legenda.
“Recebi hoje a senadora eleita Michelle Bolsonaro para uma conversa sobre o futuro do nosso partido e os desafios que temos pela frente. Seguimos unidos, com diálogo, responsabilidade e compromisso com o Brasil”, diz o texto.
Leia menos