O candidato ao governo de São Paulo pelo PT (Partido dos Trabalhadores), Fernando Haddad, comentou nesta quinta-feira (6) as recentes aberturas de três inquéritos contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em conversa com jornalistas, o ex-ministro da Fazenda defendeu a investigação contra o empresário e afirmou que a resolução do caso e transparência “é fundamental”. As informações são da CNN.
“Eu acho que todos nós temos que nos colocar à disposição com transparência sobre a nossa vida pessoal. Isso é de interesse público, toda transparência é fundamental”, declarou em evento em Iguape, no litoral sul paulista.
Leia maisNa última quinta-feira (30), o presidente também defendeu as investigações em entrevista ao podcast Inteligência Ltda.
Haddad argumentou em favor da independência da PF (Polícia Federal) no curso das investigações e garantiu que o presidente não irá interferir na atuação do órgão. Segundo ele, o posicionamento de Lula se dá porque “interessa a verdade, qualquer que seja”.
Petistas têm apostado em comparar a postura do presidente com a do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ao citar o caso que gerou o pedido de demissão de Sérgio Moro (PL-PR) do Ministério da Justiça durante o governo anterior.
A saída de Moro ocorreu após Bolsonaro trocar o diretor-geral da PF, Maurício Valeixo, indiciado pelo então ministro.
“O Lula vai deixar a Polícia Federal trabalhar porque a nós interessa a verdade, qualquer que seja. A verdade tem que ser conhecida […] Então, os filhos dos políticos, isso vale pro meu, vale pro filho do Tarcísio [de Freitas], vale pro filho do Lula, eles têm que saber que não é porque são filhos de pessoas que têm influência que essas pessoas vão usar a influência pra proteger quem quer que seja”, declarou Haddad.
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Um dia depois de encerrar meses de procura por uma mulher para a vice com a escolha do deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), o senador Flávio Bolsonaro (PL) atribuiu aos partidos que decidiram não aderir à sua candidatura a responsabilidade pelo desfecho da composição. O presidenciável afirmou nesta quinta-feira que manteve a preferência por uma mulher ao longo das negociações, mas disse que, embora os principais quadros das legendas tenham se aproximado de sua campanha, os “caciques” partidários não autorizaram as alianças.
— Todas as mulheres que foram cogitadas para serem minha vice estão do meu lado. Sem exceção. Todas elas estão participando de alguma forma dessa pré-campanha, colaborando com ideias e dando opiniões. Estou ouvindo todo mundo. Os principais quadros de todos os partidos vieram para nós. Não apenas quem estava sendo cogitado para vice. Quem não veio foram os caciques, os partidos — afirmou Flávio ao podcast Market Makers. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisA declaração ocorre após uma busca pela vice que combinou dois objetivos da campanha: colocar uma mulher na chapa, numa tentativa de ampliar a interlocução de Flávio com o eleitorado feminino, e atrair uma nova legenda para aumentar o tempo de propaganda eleitoral e a capilaridade da candidatura. Ao final, nenhum dos dois movimentos prosperou. O escolhido foi Gaspar, um homem filiado ao PL.
O próprio presidenciável reconheceu que a tentativa de atrair outras siglas tinha como um dos objetivos melhorar as condições eleitorais da chapa.
— Não digo que fui traído. Acho que cada um tem seus motivos. Claro que queria que tivesse esses partidos na minha chapa, me daria mais tempo de televisão e mais capilaridade, mas o importante é que os principais quadros estão com a gente.
A primeira opção da campanha foi a senadora Tereza Cristina (PP-MS). Ela manifestou disposição para integrar a chapa, mas a direção do PP decidiu manter a neutralidade na disputa presidencial após consultar seus diretórios estaduais. A maioria se posicionou contra a adesão à candidatura de Flávio, e o partido não autorizou a composição.
Depois, Flávio investiu na economista Daniella Marques, ex-presidente da Caixa e recém-filiada ao Republicanos. Ela também aceitou a possibilidade de ser vice, mas o Republicanos resistiu a transformar a escolha individual de Daniella numa adesão formal à candidatura do PL.
Nesta quinta-feira, Flávio relatou que disse a Marques que ela deveria ter se filiado ao PL.
— Eu sempre falei da minha preferência por ter uma vice mulher, não só por ser mulher. Dani era uma. Ela escolheu o Republicanos e eu disse para ela se filiar ao PL — afirmou, aos risos.
As duas negativas frustraram a tentativa do PL de ampliar a coligação. O coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), também reconheceu nesta quinta que União Progressista e Republicanos foram os dois principais alvos das negociações.
— Nós tentamos atrair partidos, notadamente a Federação União Brasil e Progressistas e o Republicanos. Infelizmente não tivemos êxito — afirmou.
Sem o apoio das duas legendas, a campanha passou a procurar uma solução dentro do próprio PL. Flávio afirmou que havia diferentes mulheres consideradas, mas argumentou que os principais nomes já estavam comprometidos com outros projetos eleitorais.
— Dentro do PL temos grandes quadros, a própria Michelle, Júlia Zanatta, Bia Kicis, tinham grandes nomes, mas todo mundo já decidida a concorrer a alguma coisa. Foi quando veio a possibilidade do Alfredo Gaspar. Também é uma pessoa com requisitos extraordinários.
Flávio também voltou a rebater questionamentos sobre sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro e afirmou que há uma “guerra psicológica” para associá-lo a irregularidades. O presidenciável sustentou que seu contato com o empresário ocorreu exclusivamente nas tratativas para buscar financiamento privado para um filme sobre Jair Bolsonaro e negou ter cometido qualquer ilegalidade.
— A relação que eu tive foi simplesmente por conta do filme. Um filme querendo investimento privado para o filme do meu pai. Foi me apresentado a ele. Eu assinei CPIs pedindo investigação do Banco Master, diferente da esquerda, que se mobilizou para que não tivesse — afirmou.
Flávio disse ainda que defendia que pessoas ligadas ao Banco Master fossem ouvidas no Senado para esclarecer as relações do grupo tanto com ele quanto com integrantes do governo Lula.
— Eu queria que Augusto Lima fosse lá no Senado para perguntar qual a relação dele com Flávio Bolsonaro. E depois perguntar qual a relação com Lula.
Ao ser questionado sobre a possibilidade de surgirem novos episódios envolvendo seu nome durante a campanha, o senador afirmou que estaria sendo cobrado por fatos que sequer ocorreram.
— Eu fico impressionado que estamos sendo punidos por um futuro que ninguém sabe. Não tem nada que eu tenha feito de errado. Estamos competindo com alguém que joga sujo, um governo que colocou pessoas no STF alinhadas à causa dele. Hoje o Moraes virou articulador do Lula — disse.
Na sequência, Flávio classificou o movimento como uma tentativa de equipará-lo politicamente ao presidente.
— É uma guerra psicológica que está acontecendo. Tem Lula, que foi condenado em todas as instâncias. Querem me colocar no mesmo patamar que este cara. Hoje tem zero investigações contra mim.
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O prefeito do Cabo de Santo Agostinho, Lula Cabral (PDT), e o prefeito de Surubim, Cléber Chaparral (União Brasil), selaram um acordo político que une duas importantes lideranças do estado na eleição deste ano.
Pelo entendimento, a candidata a deputada federal Juliana de Chaparral (União Brasil), esposa de Cléber Chaparral, fará dobradinha com o candidato a deputado estadual Batista Cabral (PSB). A parceria será construída tanto em Surubim, principal reduto político de Chaparral, quanto no Cabo de Santo Agostinho, base eleitoral comandada por Lula Cabral. As informações são do Blog Ponto de Vista.
A composição fortalece os dois grupos políticos e amplia o alcance das candidaturas, unindo a força eleitoral do Agreste à influência do Cabo, na Região Metropolitana do Recife.
O Podemos definiu, nesta quinta-feira (6), apoio às candidaturas de Eduardo da Fonte (PP) e Mendonça Filho (PL) ao Senado. O presidente estadual da legenda, Marcelo Gouveia, e o vice-presidente, Ricardo Teobaldo, oficializaram primeiro a adesão a Eduardo e, horas depois, participaram do anúncio em favor de Mendonça.
Com a decisão, o partido rifou Túlio Gadelha, que integra a chapa oficial da governadora Raquel Lyra ao lado de Eduardo da Fonte. Embora permaneça na base governista, o Podemos escolheu, para as duas vagas ao Senado, um nome da chapa de Raquel e outro de fora da composição majoritária. A própria governadora reafirmou, nesta quinta, que seus candidatos são Eduardo e Túlio, rejeitando publicamente Mendonça.
“Estou muito feliz em oficializar o apoio à candidatura de Eduardo da Fonte ao Senado Federal. É um projeto coletivo que fortalece a reeleição da governadora Raquel Lyra”, afirmou Marcelo Gouveia. Mendonça agradeceu a adesão nas redes sociais: “O apoio do Podemos reforça a união de forças em torno da nossa candidatura ao Senado Federal. Obrigado, Marcelo Gouveia e todo o time do Podemos Pernambuco. Este é um momento importante na nossa caminhada”.
O presidente de honra do Cidadania, Roberto Freire, criticou o encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, realizado na noite da última terça-feira (4), na casa do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. A reunião, que também contou com o ministro Cristiano Zanin, marcou uma tentativa de reaproximação entre Lula e Alcolumbre após meses de rompimento. Questionado sobre a conversa, o senador limitou-se a dizer que o conteúdo era “segredo”.
Em publicação no X, antigo Twitter, Freire afirmou que negociações reservadas entre representantes dos Três Poderes contrariam os princípios democráticos. “Articulações políticas em jantares no lusco-fusco e com sussurros e segredos entre representantes dos Três Poderes, ao arrepio das leis e liturgias, são incompatíveis com a democracia. A independência dos Poderes exige transparência e nunca acordos de bastidores”, escreveu.
Articulações políticas em jantares no lusco fusco e com sussuros e segredos entre representantes dos Três Poderes, ao arrepio das leis e liturgias, são incompatíveis com a democracia.
— Roberto Freire (@freire_roberto) August 6, 2026
A independência dos poderes exige transparência e nunca acordos de bastidores. https://t.co/FrOn1qLNIE
A federação PSDB/Cidadania decidiu declarar neutralidade nas eleições para o Governo de Pernambuco e desembarcou do palanque de Raquel Lyra (PSD). A medida representa mais um revés para a governadora, que, em uma semana, viu quatro partidos deixarem sua base de apoio e enfraquecerem seu projeto de reeleição. Já seu principal adversário, João Campos (PSB), atraiu essas siglas e formou a maior frente de oposição da história do estado.
A decisão pela neutralidade foi tomada pelo presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, que interveio na direção local do partido, destituindo nomes ligados a Raquel. Com isso, a convenção realizada pelo grupo governista em 31 de julho foi invalidada por uma nova reunião promovida na última quarta (5) pelos interventores designados pela Executiva nacional. O desembarque do PSDB e do Cidadania faz Raquel perder ainda mais tempo de guia eleitoral e vê sua base reduzida a cinco partidos: PSD, PP, União Brasil, Avante e Podemos.
Embora a federação liderada pelo PSDB não vá coligar com nenhuma candidatura a governador, o Cidadania tem uma direção alinhada a João Campos e já declarou apoio ao candidato. Desde a semana passada, outras quatro siglas deixaram o palanque de Raquel e se juntaram à Frente Popular de Pernambuco. Foi o caso da federação Renovação Solidária (PRD/Solidariedade), do Mobiliza e da Democracia Cristã, que se incorporam a um grupo formado por PSB, Republicanos, federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV), PDT, MDB e Agir, totalizando 12 partidos.
Com esse conjunto político, João Campos se consolida como o maior vitorioso dos últimos dias do período pré-eleitoral. Quando a campanha começar, ele terá cerca de 60% do tempo de inserções partidárias e de guia eleitoral, massificando sua presença junto ao eleitorado.
A Polícia Federal (PF) concluiu nesta quinta-feira (6/8), um novo inquérito sobre fraudes em aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e indiciou seis pessoas pelos crimes de inserção de dados falsos em sistema de informações e organização criminosa. A informação foi confirmada pelo Metrópoles.
Entre os indiciados estão o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto; o ex-procurador-geral do órgão Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho; e o ex-diretor de Benefícios André Paulo Félix Fidelis. As informações são do Metrópoles.
Segundo a investigação, o grupo é suspeito de manipular informações nos sistemas do INSS para viabilizar a concessão irregular de benefícios previdenciários em favor da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag). As alterações teriam permitido a liberação de aposentadorias com base em dados falsificados.
O relatório foi entregue ao ministro André Mendonça, relator do inquérito da Farra do INSS. O caso foi revelado em uma série de reportagens do Metrópoles.
De acordo com os investigadores, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) alertou a PF sobre a saída de R$ 26.457.531,95 das contas da confederação para 15 pessoas físicas e jurídicas ligadas aos setores de turismo, alimentação e eventos, além de federações estaduais vinculadas à Contag.
O que chamou a atenção foi o fato de as movimentações terem sido realizadas de forma fracionada, em uma suposta tentativa de dificultar o rastreamento dos recursos. Ainda assim, o modus operandi despertou suspeitas no Coaf, que acionou a PF. Com a entrega do relatório, caberá ao ministro André Mendonça encaminhar o caso para manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Este é o segundo relatório final da PF envolvendo integrantes da cúpula do INSS. Em 14 de julho, a corporação concluiu outro relatório e indiciou 47 pessoas, entre elas o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.
O ex-prefeito de Petrolina e presidente estadual do União Brasil, Miguel Coelho, anunciou, nesta quinta-feira (6), que disputará uma vaga na Câmara dos Deputados e integrará o palanque da governadora Raquel Lyra na campanha pela reeleição. “Quero atender a esse chamado, caminhar ao lado da governadora Raquel Lyra e trabalhar em Brasília para gerar mais empregos, fortalecer a economia e garantir mais investimentos para Pernambuco”, afirmou.
A defesa de Anderson Gustavo Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, protocolou nesta quinta-feira (6/8), no Supremo Tribunal Federal, uma Revisão Criminal contra a condenação que lhe impôs 24 anos de prisão na Ação Penal 2.668, o processo que julgou o chamado “Núcleo 1” da trama golpista de 2022-2023. Eles pedem que o ex-ministro seja absolvido por falta de provas.
A peça, assinada pelos advogados Eumar Roberto Novacki e Raphael Vianna de Menezes, pede a distribuição por dependência ao ministro Nunes Marques, relator da revisão criminal movida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, sob o argumento de que os dois casos foram julgados com base no mesmo conjunto de provas e acusações do chamado “Núcleo 1”.
Leia mais“O que estamos pedindo é a soltura imediata, o julgamento de procedência da revisão criminal, desconstituindo a condenação e absolvendo Torres. Se isso não for possível, que o Tribunal reconheça nosso pedido de desclassificação dos crimes, além da redução da pena ao mínimo legal”, explicou o advogado Eumar Novacki.
Torres foi condenado pela Primeira Turma do STF, por maioria, sob a tese de que teria aderido ao plano de ruptura institucional usando os cargos que ocupou. A acusação se apoiou em quatro pilares: suposta instrumentalização da Polícia Rodoviária Federal no segundo turno das eleições de 2022; participação em reuniões e manifestações associadas ao projeto golpista; posse, em sua casa, de uma minuta de decreto de estado de defesa; e omissão deliberada diante dos atos de 8 de janeiro de 2023, apesar de sua posição de garantidor da segurança pública no DF.
O ministro Luiz Fux divergiu e votou pela absolvição, por entender que as provas não demonstravam, além de dúvida razoável, adesão do então secretário ao plano golpista. Depois do trânsito em julgado, a prisão foi cumprida em 25 de novembro de 2025; Torres está preso no 19º Batalhão da Polícia Militar do DF, a Papudinha.
A Revisão Criminal nº 6.197, com 124 páginas, questiona a condenação em várias frentes:
Caso o STF rejeite a absolvição, a defesa pede, alternativamente, a revisão da dosimetria da pena de 24 anos. O argumento é que a pena-base foi fixada acima do mínimo legal sem fundamentação individualizada suficiente, que não foi reconhecida a atenuante do art. 65, III, “b”, do Código Penal e que a punição refletiria a “gravidade histórica” do 8 de janeiro, em vez da culpabilidade concreta e individual de Torres, o que violaria o princípio constitucional da individualização da pena.
O ponto mais urgente da petição é o pedido de tutela cautelar: a defesa quer a suspensão liminar de todos os efeitos da condenação, penais e extrapenais, com a expedição imediata de alvará de soltura, antes mesmo do julgamento de mérito da revisão.
Os advogados argumentam que o tempo de prisão é “irrestituível” e que danos à carreira e à reputação de Torres não poderiam ser plenamente reparados apenas com eventual decisão futura favorável. Citam precedentes do próprio STF (RvC 5.474/SC e RvC 5.508/RO) para sustentar que a Corte já admitiu, em casos excepcionais, conceder liminar em revisões criminais.
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O presidente do Conselho Distrital de Fernando de Noronha, Milton Luna, recebeu, nesta quinta-feira (6), a Medalha do Mérito Eleitoral Frei Caneca, no grau Comendador. A honraria foi entregue durante solenidade na Escola Judicial de Pernambuco, no Recife, pelo presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco, Fernando Cerqueira, e pelo vice-presidente e corregedor regional eleitoral, Erik Simões.
A medalha é concedida pelo TRE-PE a pessoas e instituições que prestaram serviços à Justiça Eleitoral e à sociedade pernambucana. Milton Luna exerce atualmente o oitavo mandato como conselheiro distrital de Fernando de Noronha e disputa a reeleição para o nono mandato.
Em documentos apresentados nesta quinta-feira, a defesa do candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL), deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o Supremo Tribunal Federal (STF) e colocou seu material genético à disposição para a realização de um exame de DNA, como forma de rebater a acusação de estupro de vulnerável apresentada por parlamentares. No Supremo, os advogados pediram ao ministro Gilmar Mendes que a comparação genética seja realizada em até 72 horas. Gaspar nega ter cometido o crime e afirma que o teste comprovará sua inocência. As informações são do jornal O GLOBO.
As duas iniciativas buscam acelerar uma definição sobre o caso. À PGR, a defesa pediu que seja feita a comparação genética, que seja estabelecido um prazo curto para a conclusão do procedimento preliminar e que, caso seja descartado o vínculo genético e não surjam outros elementos, o caso seja arquivado. Ao STF, Gaspar autorizou o compartilhamento do material genético que já está sob guarda da Justiça e pediu que Gilmar determine a realização do exame em até 72 horas.
Leia maisGaspar afirma que amostras de seu material genético já foram coletadas há cerca de cinco meses no âmbito de uma ação de produção antecipada de provas proposta por ele próprio. Segundo a defesa, o DNA foi extraído sob supervisão do Judiciário, de perito oficial, da Polícia Federal e do Ministério Público e permanece sob a guarda de órgãos oficiais. Na petição ao Supremo, o deputado autorizou expressamente que esse material seja compartilhado para utilização no procedimento relatado por Gilmar.
Caso a amostra não seja considerada suficiente, o deputado se dispõe a passar imediatamente por uma nova coleta. No pedido ao STF, a defesa solicita que, nessa hipótese, Gilmar determine também em até 72 horas a realização de nova coleta, no local e nas condições estabelecidas pelas autoridades.
— Estou implorando para que haja um DNA. O meu material está à disposição há cinco meses da Justiça. A minha verdade não interessa, interessa a verdade científica — afirmou Gaspar nesta quinta-feira, durante conversa com jornalistas.
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Pressionada pela crise provocada na montagem da própria chapa majoritária, a governadora Raquel Lyra foi obrigada a fazer uma declaração que, na prática, desautoriza Mendonça Filho: afirmou publicamente que ele não é seu candidato ao Senado. A fala expõe o tamanho do impasse político criado após a entrada de Eduardo da Fonte na chapa governista e a candidatura de Mendonça pelo PL.
O movimento é contraditório. Nos últimos dias, Raquel reposicionou Túlio Gadelha no campo da direita e consolidou Eduardo da Fonte como o nome oficial de sua aliança para o Senado. Ao mesmo tempo, vê com satisfação o avanço da candidatura de Mendonça Filho, que disputa o mesmo eleitorado e pode ajudar a fragmentar os votos do campo adversário. Mas, para evitar um terremoto político dentro da própria base, precisou estabelecer um limite público: deixou claro que Mendonça não integra sua chapa nem representa a candidatura oficial do governo.
Na prática, Raquel tenta fazer um delicado jogo de equilíbrio: beneficia-se da presença de Mendonça na disputa, mas não pode assumir esse apoio sem colocar em risco a unidade da própria coligação e criar um conflito aberto com seus aliados. É um malabarismo político que revela o grau de complexidade da engenharia eleitoral construída às pressas para 2026.
