A sucessão de pesquisas de intenção de voto tem escancarado a polarização brasileira, com o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) tecnicamente empatados em diversos levantamentos. Apesar disso, o petista é visto como “imbatível” pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, ela acredita que o Brasil está dividido, mas o petista é favorito para um quarto mandato à frente do Palácio do Planalto.
“A sociedade é sempre dividida, isso é cíclico na história, mas temos avanços e conquistas. O presidente Lula tem se tornado cada vez mais um líder mundial. Ele é um ser político muito amado, respeitado, mesmo entre quem está na oposição. O presidente vai fazer uma bela campanha, ele não tem nenhum compromisso com a mentira e jamais vai colocar seu nome em risco, porque tem uma história para zelar. Não tenho dúvida de que ele é imbatível. Pesquisas vêm e voltam, mas teremos que saber levar nosso discurso. O governo tem tudo para apresentar e vai dar a resposta que o povo brasileiro quer, que é ter esperança, participação e uma vida plena”, reforçou Márcia Lopes.
Leia maisTodavia, a ministra reconhece que a volta do bolsonarismo é um “risco”, expresso nas pesquisas e discursos da oposição. “Sempre é um risco. Temos que lembrar que nós adoecemos naquele período do governo Jair Bolsonaro. O PT tinha realizado muita coisa no governo federal. O Brasil saiu do mapa da fome, voltou a ter relação com o mundo, voltou a ser respeitado. Com o golpe, em 2016, tudo desabou, não só do ponto de vista orçamentário, mas também da destruição das políticas públicas, uma irresponsabilidade absurda. Na pandemia, mais de 700 mil pessoas morreram, banalizou-se a vacinação, foi trágico. Foi um tempo de muito retrocesso, um tempo que não queremos mais viver. Deveria passar uma borracha para nunca mais voltar”, disparou.
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A proximidade de grupos bolsonaristas com a governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) pode “complicar de vez” a relação da gestora com o PT. É como avalia a ministra das Mulheres, Márcia Lopes. A auxiliar do presidente Lula (PT) esteve recentemente com a governadora, a quem teceu diversos elogios durante entrevista ao podcast Direto de Brasília. Embora tenha evitado cravar o posicionamento do partido localmente, ressaltou que é importante avaliar a questão dos aliados nos palanques.
“Na verdade, eu não posso me manifestar. Claro que temos um grupo político no governo que tem discutido, o presidente Lula é um político responsável, que tem sensibilidade e respeita muito as pessoas. Tem afinidades e proximidades, e na política não é simples. O ideal seria que pessoas do mesmo campo estivessem juntas, mas isso não é sempre possível. É um processo em que temos que respeitar as forças locais. Não é Brasília que tem que definir a vida dos eleitores de Pernambuco. O que vale é participar do processo eleitoral, ver a candidatura que está assumindo compromisso com a democracia, quem vai apoiar Lula. É um processo que ainda tem muito chão. Há manifestação em relação ao apoio a João Campos (PSB), principalmente se o outro lado estiver junto com a governadora. Aí complica de vez para nós”, analisou Márcia.
Leia maisA ministra destacou ainda parcerias feitas com universidades e entidades no estado. “Liberamos recursos em Pernambuco para formação das mulheres, temos obras e estamos implantando o Sistema Nacional de Política para as Mulheres, e estimulando que todos os municípios tenham um órgão gestor das políticas para as mulheres. Se isso acontece, claro que os resultados vêm. O Nordeste, diferente do que muitos conservadores que o discriminam, é um lugar incrível, de potencialidades, de desenvolvimento. Essa é nossa orientação: estamos para trabalhar com governos e municípios”, completou.
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Se o leitor não conseguiu assistir a exibição ao vivo do podcast ‘Direto de Brasília’ com a ministra das Mulheres, Márcia Lopes (PT), clique no link abaixo e confira. Está imperdível!
A ministra das Mulheres, Márcia Lopes (PT), é a convidada de hoje do meu podcast em parceria com a Folha de Pernambuco, o Direto de Brasília. No programa, ela irá comentar as ações recentes da pasta, com foco no enfrentamento à violência de gênero, especialmente no combate ao feminicídio, além de iniciativas voltadas à proteção e garantia de direitos das mulheres.
A Prefeitura de Brejo da Madre de Deus divulgou o resultado do Programa de Auxílio ao Transporte Universitário, após análise realizada pela Comissão de Processo de Análise (CPA). Ao todo, 330 estudantes se inscreveram, sendo 223 considerados aptos após a verificação da documentação. Os candidatos contemplados estão matriculados em instituições de ensino técnico e superior em cidades como Caruaru, Belo Jardim e outros municípios da região.
Segundo a CPA, o processo seguiu critérios baseados nos princípios da administração pública, como impessoalidade, moralidade, publicidade e transparência. O programa tem como objetivo apoiar o deslocamento dos estudantes, contribuindo para o acesso e a permanência no ensino técnico e superior. A lista completa está disponível no site oficial da prefeitura.
A Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho venceu o 13º Prêmio Sebrae Prefeitura Empreendedora, na categoria Gestão Inovadora, durante evento realizado no Recife Expo Center. O reconhecimento foi concedido ao programa “Saúde em Casa”, iniciativa implantada em 2025 para entrega domiciliar de medicamentos a pacientes com fibromialgia e crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) de até cinco anos. Com o resultado, o município avança para a etapa nacional da premiação.

O sistema utiliza tecnologia de georreferenciamento e confirmação de entrega, com controle do envio dos medicamentos aos beneficiários. Além da conquista na área de inovação, o Cabo também foi finalista na categoria Empreendedorismo Rural com o projeto “Feira do Peixe Vivo”. “Receber este prêmio do Sebrae é a prova de que governar com inovação é, antes de tudo, governar com sensibilidade”, afirmou o prefeito Lula Cabral.
O prefeito de São Caetano, Josafá Almeida (PRD), participou nesta terça-feira (28) do 9º Congresso Pernambucano de Municípios, promovido pela Amupe, no Recife, onde, ao lado dos prefeitos de Agrestina, Josué Mendes (PSB), e de Altinho, Marivaldo Pena (PSB), realizou a entrega simbólica ao presidente da entidade, Pedro Freitas, de um cheque de R$ 2.844.645.363,70, referente à parcela da outorga da Compesa destinada ao Estado; durante a agenda, ele destacou a divisão dos recursos entre Estado, municípios e a própria companhia.
Segundo o gestor, 60% do valor da outorga ficou com o Estado, enquanto 40% foram distribuídos entre os municípios. Ele também citou que, do total, cerca de R$ 1,4 bilhão corresponde à parte dos municípios e aproximadamente R$ 12,8 bilhões ficaram com o Governo do Estado. “Não é nenhuma benevolência o dinheiro que está sendo entregue aos municípios. Esse dinheiro é dos municípios”, afirmou, ao defender que a aplicação dos recursos seja acompanhada com “vigilância e transparência”, inclusive por parte do Estado.
O deputado federal Waldemar Oliveira (Avante) parabenizou a vereadora Lívia de Zé de Benga (Avante), de Cedro, pela posse como presidente em exercício da União dos Vereadores de Pernambuco (UVP). A mudança ocorre após o licenciamento de Léo do Ar, fazendo com que Lívia se torne a primeira mulher a assumir o comando da entidade que representa os legislativos municipais do estado.
Ao comentar a nomeação, Waldemar destacou o perfil da vereadora. “Lívia representa uma nova geração da política pernambucana, com coragem, compromisso e capacidade de diálogo. É uma alegria ver a filha de Zé de Benga fazer história como a primeira mulher a assumir a presidência da UVP”, afirmou.
Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã
Na sua mesmice com relação aos números anteriores, a pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (27) traz um dado importante. A estagnação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já aparecia em pesquisas anteriores. Agora, porém, a Nexus mostra também uma estagnação do principal opositor de Lula, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Os últimos levantamentos mostravam o filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro, num viés de subida. Flávio parou de subir. Se antes a estagnação de Lula e a subida de Flávio aconteciam mais pelos erros de Lula do que por eventuais acertos de Flávio, agora parece acontecer o contrário: é Flávio quem erra. E o maior erro está na estratégia limitada do PL, que não amplia alianças.
Carlos quer “corrigir” apoios no PL
Na semana passada, o filho 02, Carlos Bolsonaro, postou nas suas redes sociais que quer “corrigir” os apoios àqueles que não declararem publicamente estar com Flávio Bolsonaro na disputa presidencial. De fato, esse apoio às vezes parece tímido. Mas pode ser improvável corrigi-lo com ameaças. Porque isso acontece justamente por conta da estratégia que limitou a possibilidade de alianças com outros partidos nos estados.
Leia maisRecados de Santa Catarina
Carlos começou a atacar Nikolas | Foto: Instagram/@nikolasferreiraadm
A começar pelo próprio caso de Carlos, que, ao se mudar para Santa Catarina, escanteou o senador Esperidião Amin (PP), que migrou para outra chapa e não fará campanha para Flávio Bolsonaro. Curioso que foi também de Santa Catarina que vieram recados para a governadora do DF, Celina Leão. O senador Jorge Seif (PL-SC) cobrou de Celina não ter visto “nenhuma postagem” nas redes dela de apoio a Flávio. A estreiteza nas alianças embute um outro receio do clã Bolsonaro: perder o protagonismo no comando da direita.
Daí, fogo amigo com Nikolas
É daí que parte o fogo amigo em Nikolas Ferreira (PL-MG). A possibilidade de que o deputado venha a crescer politicamente pela força que tem nas redes sociais parece incomodar fortemente Carlos Bolsonaro, especialmente. Carlos tem chamado Nikolas de “traidor” e o atacado com frequência. E Nikolas responde na mesma moeda, mantendo a tensão.
“Toupeira”
Nessa briga, Nikolas chegou a dizer que Carlos tem a “capacidade cognitiva de uma toupeira cega”. Celina entrou no alvo depois que disse, numa entrevista, que Flávio Bolsonaro deveria pedir “perdão” a Michelle Bolsonaro pelas brigas entre os dois. Michelle, diga-se também, não morre de amores por Flávio.
Agressividade
No fundo, o comportamento agora do clã Bolsonaro replica um pouco o que fez Lula em outros momentos, quando tratou também de ofuscar qualquer arroubo na esquerda de alternativa política a ele. A diferença é que Lula sempre fez isso com maior sutileza. O clã, nessa tarefa, é muito mais agressivo.
Lula
Independentemente das chances que poderiam ter ou se era somente pretensão, nomes como Luiza Erundina, Eduardo Suplicy e Cristovam Buarque se viram no passado escanteados por Lula. O presidente só admitia que essa condução de eventuais sucessores acontecesse sob seu comando.
Dirceu
Em 2002, na sua primeira eleição como presidente, o plano de Lula era abrir o caminho para que seu sucessor fosse seu ministro da Casa Civil, José Dirceu. Mas o mensalão atrapalhou os planos. Dirceu acabou tendo o mandato cassado (juntamente com Roberto Jefferson) e terminou condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e preso.
Palocci
Após a reeleição de Lula, cogitou-se o nome do então ministro da Fazenda, Antonio Palocci. Mas Palocci acabou atingido também, agora pela Lava Jato. Partiu para um desastrado acordo de delação premiada, que acabou não sendo comprovado. Caiu em desgraça quando as condenações de Lula foram anuladas.
Pela direita
O resultado é que Lula não formou sucessores. Fez Dilma Rousseff. Que acabou sofrendo processo de impeachment. Agora, é o clã Bolsonaro quem tenta definir um processo semelhante pela direita. Pode acabar pagando um preço alto. A vida nem sempre segue o roteiro que desejamos para ela.
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Um abaixo-assinado foi lançado para sugerir que a nova ponte em construção entre os bairros do Cordeiro e Casa Forte, no Recife, receba o nome do engenheiro Joaquim Correia (1934–2018). A iniciativa é liderada pela Tecomat Engenharia e pelo Instituto Engenheiro Joaquim Correia. A obra, com investimento de R$ 218 milhões, terá 380 metros de extensão e previsão de entrega para maio de 2029, com estimativa de reduzir em 63% o tempo de deslocamento entre as zonas Norte e Oeste da capital.
A proposta conta com apoio institucional do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Pernambuco (Crea-PE), da Mútua e da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), onde Joaquim Correia atuou como professor. Segundo José Neto, diretor-geral do instituto, a homenagem busca reconhecer a contribuição do engenheiro para projetos como o Metrô do Recife, a Via Mangue e a duplicação da BR-232. “Batizar uma obra dessa magnitude com o nome de Joaquim Correia é uma forma de imortalizar um legado que impactou diretamente a infraestrutura e a economia regional”, afirmou.
O abaixo-assinado pode ser acessado através do link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScCw3QbaDF0VPM9InpbtDGrRkF8Y93X8ktWcg4v0l3oWWUIVg/viewform.
O advogado-geral da União, Jorge Messias, será sabatinado na quarta-feira (29) pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado e terá que enfrentar temas sensíveis levantados pelos congressistas. A CNN ouviu de senadores que o indicado ao STF (Supremo Tribunal Federal) deve ser submetido a perguntas relativas ao caso do Banco Master, prisões do 8 de Janeiro e aborto.
Por ser um indicado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), os questionamentos mais críticos devem partir da oposição. Apesar do otimismo do governo, senadores da direita ainda articulam o veto a Messias e mantêm um discurso público de que ainda é possível barrar a indicação no plenário. Messias precisa do apoio de, ao menos, 41 senadores para ser aprovado. As informações são da CNN.
Leia maisUm dos temas abordados será o caso do Banco Master. Senadores opositores explorarão a atual relação entre ministros do Supremo e a teia da instituição financeira.
O caso mais emblemático é o de Dias Toffoli. A relação com o banqueiro Daniel Vorcaro ficou exposta depois de reportagens mostrando que o magistrado viajou no avião de uma empresa ligada ao ex-dono no Master.
Os senadores devem questionar justamente a conduta dos ministros e concentrar esforços no código de ética. Messias nunca se manifestou sobre o tema, mas em julho de 2025 assinou uma portaria criando um código de ética na AGU pela primeira vez.
Outro assunto que deverá ser debatido pelos senadores é a condenação das pessoas que participaram da tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro de 2023. Os congressistas de direita entendem que houve abusos do Supremo e aprovaram o PL da Dosimetria para reduzir as penas de quem esteve na Esplanada. Messias será questionado sobre a atuação do STF nesse momento.
Messias já disse em entrevista ter pedido pessoalmente a prisão dos envolvidos no 8 de Janeiro. De acordo com ele, a AGU foi a primeira instituição a formalizar o pedido de punição daqueles que estiveram na Esplanada.
Um outro assunto levantado pelos congressistas e que deve ser tratado na sabatina será o aborto. Senadores da direita entendem que há uma grande contradição no fato de Messias ser evangélico e defender questões relacionadas ao aborto legal no Brasil.
Enquanto esteve à frente da AGU, o órgão enviou ao STF um parecer pela inconstitucionalidade da resolução aprovada pelo CFM (Conselho Federal de Medicina) para proibir a assistolia fetal para interrupção de gravidez. O procedimento é usado nos casos de abortos previstos em lei, como o caso de estupro.
O governo também tem em Messias um nome de interlocução com os evangélicos. O AGU é um dos nomes mais representativos da Igreja Batista no primeiro-escalão de Brasília e esse contato tem sido tratado como diferencial pelo governo não só para a aprovação no Senado, como também mirando as eleições presidenciais de 2026.
Durante a sabatina, os congressistas também vão explorar a forma que o STF tem lidado com as redes sociais. A direita tem chamado de “censura” a forma como o Supremo atua para regular ataques nas plataformas. Na semana passada, a Corte abriu um edital de licitação para contratar uma empresa para acompanhar às menções ao Tribunal.
Os senadores também devem lembrar do episódio envolvendo o indicado e a ex-presidente Dilma Rousseff. Em um grampo telefônico divulgado pela imprensa em 2016, ela diz a Lula que Messias levaria um “termo de posse” para que o atual mandatário fosse nomeado ministro-chefe da Casa Civil. Na ocasião, Messias era subchefe de assuntos jurídicos da Casa Civil.
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