O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a guerra contra o Irã contribuiu para a derroda do partido Republicano nas midterms, eleições de meio de mandato que definem a Câmara e parte do Senado. A declaração foi dada em conversa com jornalistas nesta quarta-feira (4).
O presidente dos EUA concordou com seu vice, J.D. Vance, sobre a culpa do conflito no resultado das eleições. “Bem, acho que isso é em grande parte verdade, porque fez a gasolina subir um pouco no curto prazo, e provavelmente é verdade. Mas, ao mesmo tempo, se eu tivesse que fazer de novo, eu teria que fazer de novo, porque, a longo prazo, é a única resposta. Não se pode deixar o Irã ter uma arma nuclear”. As informações são do g1.
Leia maisQuestionado se o ataque ao Irã valeu a pena, respondeu que sim. “Bem, não há escolha… Tem que ser feito. Não se pode deixar o Irã ter uma arma nuclear, ou tudo o que vocês veem aqui pode, um dia, deixar de existir.”
Trump também afirmou que “provavelmente se dará bem” com os democratas, mas lembrou que possui poder de veto.
“Provavelmente vou me dar bem com os democratas, a menos que queiram ser destrutivos, mas nós temos poder de veto. Então, se não gostarmos do que estão fazendo…”, declarou Trump. “Eles já ligaram e querem conversar sobre as coisas, e tudo bem”.
O Partido Democrata, que faz oposição a Trump, conquistou maioria na Câmara e no Senado.
Após os primeiros resultados negativos para seu partido, Trump publicou a foto de um boné vermelho com a palavra “veto”. Dias antes, o presidente antecipou como agiria caso os democratas vencessem as eleições.
“Acho que vou me tornar o Sr. Veto”, disse o presidente ao podcast “Pod Force One”, do “New York Post”. “Eles vão enviar algumas coisas. Você veta. E, eventualmente, depois de um ou dois meses sendo vetados, eles só estão perdendo tempo, vêm até nós e fazemos um acordo.”
Na conversa com jornalistas, Trump voltou a insistir que, se seu nome estivesse nas cédulas, ele teria ganhado. “Vocês viram as pessoas, lotando os comícios, milhares e milhares de pessoas em todos os comícios.”
Essa foi a primeira aparição pública de Trump depois dos resultados das midterms. Segundo a Reuters, o presidente convocou a imprensa ao canteiro de obras da Casa Branca para falar sobre o salão de baile que encomendou.
“Será o salão de baile mais bonito, eu acho, de qualquer lugar do mundo”, disse Trump de pé diante da última viga de aço do projeto, que havia sido assinada pelos operários da obra. Depois de falar, Trump também assinou a viga.
Leia menos
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) participou remotamente, nesta terça-feira, da votação da PEC da Segurança Pública. Ele registrou presença na sessão e aproveitou a possibilidade de votar à distância, uma semana depois de fugir para os Estados Unidos. Derrotado na eleição presidencial, ele descumpriu ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) para entregar seus passaportes.
Foi a primeira vez que o senador marcou presença na Casa legislativa desde que deixou o país. A participação de Flávio foi possível porque a sessão da PEC, em específico, foi semipresencial — a possibilidade de votar à distância depende do formato estabelecido para cada discussão. No caso desta terça, os senadores podiam acompanhar os debates e votar in loco ou de fora do plenário. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisPara votar remotamente, os senadores utilizam um aplicativo específico, o Senado Digital. O sistema foi implementado durante a pandemia de Covid-19. Uma norma de 2023 prevê que, antes de votar pelo app, o senador registre presença física na Casa. No entanto, há sessões em que os parlamentares podem participar à distância, como a realizada para a PEC da Segurança. Situações desse tipo ganharam destaque no debate público em junho, quando o senador Romário (Sem partido-RJ) participou de sessões enquanto atuava como comentarista da Copa do Mundo, nos Estados Unidos.
Flávio Bolsonaro votou a favor da PEC da Segurança em dois turnos, mas se posicionou contra os requerimentos que separaram do texto as emendas sobre redução da maioridade penal, uma das bandeiras de sua campanha ao Palácio do Planalto.
Apesar do voto contrário de Flávio, os requerimentos foram aprovados por 38 votos a 36. A decisão determinou que as emendas sobre maioridade penal tramitem como propostas independentes e tornou prejudicado o destaque apresentado pela oposição para tentar incluir a mudança na PEC. O texto principal, que amplia as atribuições das forças policiais e estabelece medidas de combate ao crime organizado, foi aprovado.
Flávio deixou o Brasil em 27 de outubro, dois dias depois de perder o segundo turno para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A saída ocorreu após o senador se recusar a reconhecer o resultado da eleição e descumprir a determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF, para que entregasse seus passaportes. O parlamentar cruzou a fronteira pela Argentina, voou ate o Equador e depois seguiu para Miami.
Desde então, a permanência do senador no exterior abriu uma discussão sobre o exercício de seu mandato. Flávio não comunicou a viagem à Presidência do Senado nem apresentou pedido de licença, e sua ausência já havia sido registrada pela Casa.
Segundo o líder do PL na Casa, Carlos Portinho (RJ), Flávio trocou de número de telefone e habilitou o aparelho para participar remotamente das sessões, após uma chamada de vídeo.
A redução da maioridade penal foi uma das propostas defendidas por Flávio na reta final da campanha presidencial. A emenda apresentada pelo líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), que coordenou sua campanha, prevê a responsabilização criminal a partir dos 16 anos como regra geral e dos 14 em determinados crimes graves, como tráfico de drogas e participação em organizações criminosas.
A iniciativa buscava pressionar o governo Lula a se posicionar sobre o tema, que provocou divergências entre integrantes do PT. Em resposta, o líder petista no Senado, Camilo Santana (CE), apresentou uma alternativa para reduzir a maioridade penal a 16 anos apenas em casos de crimes hediondos.
Nesta terça-feira, o relator da PEC da Segurança, Rogério Carvalho (PT-SE), propôs que as duas emendas tramitassem separadamente, encaminhamento aprovado pelo plenário. Com isso, a redução da maioridade penal ficou fora do texto principal, embora as propostas possam continuar sendo discutidas pelo Congresso.
A PEC da Segurança é uma das principais apostas do governo Lula para o enfrentamento do crime organizado. A proposta estabelece regras mais rigorosas para integrantes de facções e milícias, amplia as atribuições da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal, autoriza a criação de polícias municipais e prevê mecanismos de financiamento da segurança pública.
A PEC seguirá para promulgação pelo Congresso Nacional.
Leia menos
O prefeito de Vicência, Éder Waltter (PSD), declarou apoio ao deputado federal Waldemar Oliveira (Avante), o Dema, que busca a reeleição à Câmara dos Deputados. A adesão amplia a base política do parlamentar na Mata Norte de Pernambuco. E
O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), disse nesta quarta-feira (4) que ainda não há uma decisão para que a redução da maioridade penal seja debatida no plenário nesta tarde.
Em entrevista a jornalistas antes de comandar a sessão, o presidente do Senado afirmou que a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que tramita em comissão especial na Câmara dos Deputados “saiu na frente”, e que deve discutir com os demais colegas senadores sobre a possibilidade de votar a redução da maioridade ainda hoje. As informações são da CNN.
Leia mais“Alguns colegas estão preocupados com a celeridade das emendas apresentadas ontem. Tenho que ouvir a percepção de todos, mas conversei com [Hugo] Motta e preciso reconhecer que a Câmara saiu a frente da PEC. Lá que foi destacado esse tema. Conversei com ele e não tenho uma posição formada para votar hoje ou não. Quero perceber e sentir a boa relação com a Câmara. Toda hora há cobranças quanto a propostas que votamos aqui e não lá. Vou tomar uma decisão logo mais. Motta não pediu para eu não votar. Ele ponderou que está tratando a mais tempo. Preciso ter responsabilidade institucional. Às vezes meus colegas senadores precisam ter essa percepção”, disse Alcolumbre.
O senador amapaense diz respeito às duas emendas apresentadas pelo governo e pela oposição para tratar da redução da maioridade. Tal impasse foi o que “empurrou” a PEC da Segurança Pública, aprovada na última terça-feira (3), para depois das eleições presidenciais.
Eis a diferença entre as propostas:
Senadores argumentaram que a redução da maioridade seria um “objeto estranho” dentro da PEC que tratava da maior responsabilidade da União sobre a segurança pública e combate ao crime organizado. O relator do texto propôs que ambas as emendas fossem votadas em separado, como PECs avulsas, liberando caminho para que a proposta do Executivo que cria o Ministério da Segurança Pública pudesse passar pelo Senado.
O objetivo agora, porém, é apresentar na quarta-feira (4) um pedido de calendário especial para acelerar a tramitação da proposta e viabilizar a votação do texto ainda nesta semana. A sugestão é do líder do MDB no Senado, Eduardo Braga, com acordo firmado junto ao Governo Federal.
Leia menos
O prefeito de Terra Nova, Dinha Mororó (Avante), também está em Brasília desde ontem em audiências com os senadores e deputados de Pernambuco para assegurar emendas no orçamento da União para obras no exercício do ano que vem. Foi recebido pelos três senadores – Humberto Costa (PT), Fernando Dueire (MDB) e Teresa Leitão (PT), lider do Governo no Congresso.
Integrante do grupo político do deputado Valdemar Oliveira (Avante), o Dema, com quem almoçou, Dinha também esteve em ministérios, para tentar destravar recursos para a área hídrica, devido ao agravamento da seca em consequência do fenômeno El Nino.
Blog do Mário Flávio
Depois de Olinda, chegou a vez de Caruaru debater o resultado das eleições 2026. A discussão, saudável, salutar e oportuna, está marcada para amanhã, a partir das 20 horas, na Câmara de Vereadores. “Vamos ampliar esse debate, que é necessário”, disse o presidente da Câmara, Bruno Lambreta (PSDB), que me fez o convite em nome dos demais colegas da Casa.
O debate será precedido de uma palestra do jornalista Magno Martins na qual apresenta um diagnóstico dos votos que saíram das urnas. Como ficou a composição do Congresso? Quais os partidos que elegeram maior número de senadores e deputados? Nos Estados, quais os partidos que emplacaram o maior número de governadores? Lula governa com o novo Congresso, de perfil extremamente conservador e de centro direita?
“Estamos na expectativa de um grande debate. O País saiu de uma eleição surpreendente marcadas pelos erros das pesquisas, que no primeiro turno apontavam Lula como o mais votado e no segundo Flávio. Se deu justamente o contrário”, disse o presidente da Câmara de Caruaru, Bruno Lambreta (PSDB). O evento é aberto ao público, da mesma forma que se deu na Câmara de Olinda.
O prefeito de Chã Grande, Sandro Advogado (Avante), cumpriu agenda em Brasília nos últimos dois dias para articular emendas parlamentares destinadas ao município no exercício de 2027. Entre os compromissos, o gestor esteve com o senador Humberto Costa (PT) e almoçou com o deputado federal Waldemar Oliveira (Avante), além de buscar apoio dos senadores Teresa Leitão (PT) e Fernando Dueire (MDB).
A principal pauta apresentada pelo prefeito foi o anteprojeto para construção de um novo hospital em Chã Grande. Segundo Sandro, a intenção é captar recursos por meio das emendas de 2027 para viabilizar a obra.
Por Thaís Araújo – Especial para o blog
A Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) terá uma nova configuração a partir de fevereiro de 2027. Com a chegada de novos parlamentares e a permanência de nomes já conhecidos da política estadual, a eleição de 2026 redesenhou a distribuição das forças partidárias e abriu caminho para uma das primeiras grandes articulações da próxima legislatura: a escolha de quem estará à frente do Legislativo pernambucano.
Dos 49 deputados eleitos, as maiores bancadas serão divididas entre PSD e PSB, com nove cadeiras cada. Ao todo, 13 partidos terão representação na Casa, o que demonstra a diversidade de forças políticas que passarão a conviver no plenário. Na sequência aparecem o Progressistas (PP), com sete deputados, e o Podemos, com seis.
Leia maisAntes mesmo de começar oficialmente o próximo mandato, os deputados terão uma decisão importante pela frente: escolher o presidente da Assembleia e os demais integrantes da Mesa Diretora, responsáveis pela condução dos trabalhos legislativos e pela organização administrativa da Casa.
A eleição está prevista para 1º de fevereiro de 2027, mesma data da posse dos novos parlamentares. Até lá, as conversas entre partidos e deputados devem ganhar espaço nos bastidores. Afinal, ocupar a presidência da Alepe significa assumir uma posição central na condução do Legislativo estadual, com responsabilidades que envolvem desde a organização das sessões até a direção dos trabalhos parlamentares.
Mas a disputa não se resume apenas à escolha de um presidente. A Mesa Diretora também é formada por dois vice-presidentes e quatro secretários, além de sete suplentes. Entre os nomes que já aparecem nas conversas para concorrer à presidência estão: Antônio Moraes (PSD), Gustavo Gouveia (Podemos) e Francismar Pontes (PSB). As articulações, no entanto, ainda estão em andamento, e a definição dependerá das negociações entre as bancadas e dos apoios que cada nome conseguir reunir.
Um dos pontos importantes dessa sucessão é a impossibilidade de recondução do atual presidente, Álvaro Porto (MDB), para um terceiro mandato consecutivo no mesmo cargo. A restrição está prevista na Constituição de Pernambuco, que estabelece o limite de dois mandatos consecutivos para a mesma função na Mesa Diretora, mesmo quando a eleição ocorre de uma legislatura para outra.
Leia menos
A conta de água e esgoto dos pernambucanos ficará 8,85% mais cara. A Agência de Regulação de Pernambuco (ARPE) homologou, nesta terça-feira (3), reajuste de 14,58% nas tarifas dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário operados pela BASA Saneamento Ambiental S.A. (AQUA Pernambuco). Com a aplicação do desconto contratual de 5%, o aumento efetivo será de 8,85%.
A resolução entrou em vigor na data de sua publicação. O reajuste ocorre antes mesmo do início da operação da concessionária privada, que deveria ter começado em 26 de outubro, mas teve o início dos serviços adiado em quatro semanas, com nova previsão de início em 23 de novembro.
Leia maisO deputado federal Pedro Campos (PSB-PE), empregado público concursado da Compesa, criticou a medida e afirmou que o aumento confirma alertas feitos durante todo o processo de privatização.
“A gente alertou e a conta chegou mais cara para o povo pagar. A tarifa aumenta quase 9%, mas a empresa privada nem começou a trabalhar. A população não pode pagar por decisões mal planejadas pelo Governo do Estado, com uma privatização que encarece a conta sem garantir melhorias no serviço”, afirmou Pedro Campos.
Pedro Campos afirmou que continuará fiscalizando a execução do contrato e cobrando explicações do Governo de Pernambuco e da Compesa. “Não vamos permitir que essa privatização represente dinheiro no bolso das empresas privadas, prejuízo para o patrimônio público e uma conta cada vez mais cara para o povo pernambucano. A população precisa de água de qualidade, tarifa justa e respeito”, concluiu.
Leia menos
Em um acordo fechado de última hora no plenário, após a aprovação da proposta de emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), acertou a tentativa de votação nesta quarta-feira (4) de uma PEC para reduzir a maioridade penal.
A ideia é que os senadores Camilo Santana (PT-CE), líder do PT, e Rogério Marinho (PL-RN) cheguem a um acordo em torno de um texto de consenso. As informações são do g1.
A iniciativa é um aceno de Alcolumbre à direita, onde busca votos para garantir sua recondução à presidência do Senado.
Leia maisNesta terça (3), os governistas conseguiram evitar que duas emendas que tratavam da redução da maioridade penal fossem votadas junto com a PEC da Segurança Pública.
Por um placar apertado, de 38 a 36, o plenário decidiu retirar o tema do texto e transformá-lo em propostas separadas.
O resultado mostrou que a direita não tinha, naquele momento, votos suficientes para aprovar uma PEC. Uma emenda constitucional precisa do apoio de pelo menos 49 dos 81 senadores, em dois turnos de votação.
Não interessa a Alcolumbre, porém, impor uma derrota definitiva à direita, onde busca apoio para garantir sua recondução à presidência do Senado. O acordo prevê acelerar a tramitação da PEC para tentar votá-la diretamente no plenário.
A tentativa de aproximação com a direita ocorre em meio à campanha de Alcolumbre para continuar na presidência do Senado a partir de 2027.
O senador tenta construir uma maioria que inclua parlamentares da oposição e tem como uma de suas principais estratégias dividir a bancada do PL.
O partido terá a maior bancada do Senado e discute lançar Rogério Marinho (PL-RN) contra Alcolumbre.
Nas últimas semanas, o presidente do Senado também vinha discutindo pautas de interesse da direita na tentativa de ampliar seu apoio nesse campo
Na saída do plenário, Alcolumbre confirmou ao blog que vai tentar votar nesta quarta a redução da maioridade penal.
As propostas em discussão têm diferenças. O texto defendido pelo PL reduz a maioridade penal para 16 anos em crimes de menor gravidade e para 14 anos em crimes hediondos.
Já a proposta de Camilo Santana reduz a maioridade para 16 anos apenas nos crimes hediondos, mantendo a regra atual para os demais delitos.
Durante o segundo turno da eleição presidencial, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concordou, pela primeira vez, com a redução da maioridade penal para 16 anos nos casos de crimes hediondos.
A proposta foi defendida por Camilo Santana, que atuou como um dos coordenadores da campanha de Lula na etapa final da eleição.
Leia menos
O pernambucano Danillo “Dan” Sena foi reeleito deputado estadual em Massachusetts, nos Estados Unidos, nas eleições de meio de mandato realizadas nesta terça-feira (3). Natural de Timbaúba, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, ele é – segundo informações do seu site – o primeiro imigrante brasileiro eleito para a Assembleia Legislativa do estado e representa o 37º distrito de Middlesex desde junho de 2020.
A trajetória de Dan nos Estados Unidos começou em 2001, quando, aos 14 anos, deixou Pernambuco para morar com a mãe, Eronides, na cidade de Acton, que integra o distrito pelo qual foi eleito. Durante a juventude, conciliou dois ou três empregos para ajudar a custear os estudos. Frequentou a Acton-Boxborough Regional High School e, posteriormente, o Middlesex Community College e a Universidade de Massachusetts Amherst (UMass Amherst). As informações são do Blog da Folha.
Leia maisO parlamentar também foi beneficiário do DACA (Ação Diferida para Chegadas na Infância), programa federal criado durante o governo do então presidente Barack Obama para oferecer proteção temporária contra a deportação e autorização de trabalho a imigrantes que chegaram aos Estados Unidos ainda crianças e atendem aos critérios estabelecidos. Dan obteve o green card e se tornou cidadão americano em 2018, aos 31 anos.
Antes de ingressar no Legislativo, o pernambucano construiu sua trajetória na política como integrante da equipe do senador estadual Jamie Eldridge. Ele chegou ao gabinete em 2013, como estagiário, e passou a trabalhar em tempo integral no ano seguinte. Durante seis anos, atuou como diretor distrital, acompanhando demandas relacionadas ao transporte público, aos direitos dos imigrantes, à ampliação dos serviços sociais e à assistência à população idosa.
A chegada à Assembleia Legislativa ocorreu em 2020, após a então deputada Jen Benson deixar o cargo. Com a convocação de uma eleição especial para o 37º distrito de Middlesex, Dan apresentou sua candidatura e foi eleito para a vaga. Desde então, mantém atuação em pautas como direitos dos imigrantes, acesso à saúde, justiça racial e questões climáticas.
Na Assembleia Legislativa, Dan também integra o Caucus Legislativo Negro e Latino de Massachusetts e já copatrocinou projetos de lei relacionados às áreas em que atua.
Fora da política, o pernambucano é casado com Melinda Yim, refugiada cambojana que conheceu durante os estudos no Middlesex Community College. Os dois vivem em Acton com os três filhos: Juliana, Leonardo e Matteo.
Outros brasileiros eleitos
Além de Dan, mais seis brasileiros foram eleitos deputados nas eleições estadunidenses. São eles: Felipe Sousa-Lazaballet, de 40 anos, natural de Duque de Caxias (RJ), eleito na Flórida; Priscila Sousa, de 38 anos, natural de Ipatinga (MG), eleita em Massachusetts; Rita Mendes, de 42 anos, natural de Conselheiro Pena (MG), eleita em Massachusetts; Lorena Betts, natural de Mato Grosso, eleita em Massachusetts; Farley Santos, eleito em Connecticut; e Elaine Marzola, natural do Rio de Janeiro, eleita em Nevada.
Leia menos
O senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) declarou, nesta quarta-feira (4), apoio à candidatura de Rogério Marinho (PL-RN) à Presidência do Senado para o biênio 2027-2028. Durante o lançamento da candidatura, em Brasília, Pontes defendeu a união dos parlamentares em torno de pautas como o equilíbrio entre os Poderes, a anistia e a análise de pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). “Agora nós temos essa possibilidade. Mas, para isso, vamos precisar trabalhar juntos”, afirmou. Candidato à Presidência da Casa em 2025, Pontes também disse confiar na capacidade de Marinho para comandar o Senado e declarou: “O Rogério tem todas as condições de fazer o que precisa ser feito”.
