O cientista político Rubens Figueiredo é o convidado do meu podcast em parceria com a Folha de Pernambuco, o Direto de Brasília, da próxima terça-feira (27). Dois dias após o segundo turno da eleição presidencial entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), ele fará uma análise dos resultados das urnas, da nova conjuntura política nacional e dos desafios que se apresentam para o país. Entre os assuntos previstos estão a configuração das forças políticas após a disputa, o comportamento do eleitorado, a polarização e as perspectivas para as relações entre o Executivo e o Congresso Nacional.
Formado em Ciências Sociais e pós-graduado em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (USP), Figueiredo é diretor do Centro de Pesquisa e Comunicação (Cepac), empresa especializada em pesquisas e consultoria política. Com experiência na análise de cenários eleitorais e da opinião pública, também atua como consultor da Fundação Espaço Democrático, ligada ao PSD, e integra o Conselho Superior de Estudos Avançados da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
Leia maisAo longo da carreira, integrou o Conselho de Comunicação da Presidência da República durante o governo Michel Temer e produziu, em parceria com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, um estudo sobre as relações entre capitalismo e democracia no Brasil, apresentado em seminário internacional na Itália. É autor de livros sobre política e comportamento social, entre eles Sofrendo Feliz da Vida – Alegria e Angústia de Ser Brasileiro, lançado em 2025, no qual aborda contradições da sociedade brasileira.
Em parceria com a Folha de Pernambuco, o podcast Direto de Brasília vai ao ar na próxima terça-feira, das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, e mais 165 emissoras de rádio no Nordeste.
Retransmitem a Rede Nordeste de Rádio, a Rede Mais Rádios, da Paraíba; a Rede ANC, no Ceará; a revista Mais Nordeste, em Fortaleza; e a TV LW, em Arcoverde.
Entram como parceiros na mídia institucional a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
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O Sextou de hoje traz Vannick Belchior, filha do cantor e compositor cearense Antônio Carlos Belchior. Se estivesse ainda entre nós, Belchior faria 80 anos. A herdeira musical do cantor roda o Brasil com um belíssimo show em homenagem ao pai.
A cantora, de apenas 29 anos, segue o legado musical do pai. Batizado de “Meu Nome É Cem”, o projeto celebra os 80 anos de Belchior. No show, Vannick interpreta os grandes sucessos do pai, com destaque para os 50 anos do icônico álbum Alucinação.
Leia maisNascida em Fortaleza, Vannick iniciou a carreira musical em 2021, depois de estudar Direito. No projeto Meu Nome É Cem, a artista também resgata composições menos conhecidas do repertório de Belchior e conta com a colaboração de músicos que trabalharam com o pai, como Rick Ferreira e Sergio Zurawski. Entre as canções que integram o espetáculo estão Como Nossos Pais, Sujeito de Sorte e Notícia de Terra Civilizada.
O Sextou vai ao ar das 18h às 19h, pela Rede Nordeste de Rádio, que reúne 48 emissoras em Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Bahia, tendo como cabeça de rede a Rádio Folha 96,7 FM, no Recife. Para ouvir pela internet, acesse o link do Frente a Frente no topo desta página ou baixe o aplicativo da Rede Nordeste de Rádio na Play Store.
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Engajamento do petista no Instagram salta 121% no 2º turno, enquanto o adversário praticamente estaciona
Por Dante Peixoto*
Duas semanas bastaram para redesenhar o mapa digital do segundo turno. O placar da mobilização já tem dono. O engajamento dos dois presidenciáveis disparou, mas em velocidades bem diferentes. As pesquisas eleitorais seguem em empate técnico, o resultado continua imprevisível, mas nas redes já dá pra ver quem está puxando mais gente.
No Instagram, o volume diário de interações de Lula mais que dobrou desde o primeiro turno: saiu de uma média de 3,96 milhões por dia para 8,73 milhões, alta de 121%. Flávio mal se moveu, de 2,90 milhões para 2,98 milhões, alta de apenas 3%. No X, o padrão se repete: Lula subiu 213%, Flávio, 70%.
Leia maisLula também passou a liderar em volume absoluto: no dia 21 de outubro, mesma data do índice abaixo, ele gerou 7,3 milhões de interações no Instagram em 24 horas, mais do triplo de Flávio. É um dos fatores que explicam o placar do Índice de Força Digital do Radar EVAG, que soma audiência, engajamento, mídia e buscas: 73,8 pontos para Lula, 49,2 para Flávio.
Pra entender esse movimento, vale trocar a metáfora da bolha pela do sistema solar. Cada campo se organiza em torno de um núcleo (candidato e lideranças) cercado de órbitas: militantes próximos, simpatizantes e um público de ligação fraca que segue por afinidade parcial. A diferença é que essas órbitas não são fechadas. Um corpo fracamente ligado a um núcleo pode ser capturado pela gravidade do outro, se ela for mais forte.
É o que parece acontecer com o público do MBL/Missão, de Renan Santos: antipetista histórico, mas distante do bolsonarismo. Suas lideranças orientaram voto nulo. A orientação não segurou o eleitorado. Na AtlasIntel, a intenção de voto em Flávio caiu de 40,3% para 33,5% em dez dias, e a de Lula subiu de 28,1% para 31,9%.
Numa análise de 1.272 respostas a essas lideranças no X, os ataques a Lula despencaram de 12% para 3,8% depois do debate. É sinal de que o núcleo lulista, ao impor a pauta do sigilo bancário e da corrupção, deslocou parte de um público que orbitava o adversário.
Outro dado desmente a força aparente das grandes páginas: contas institucionais como Mídia Ninja, Jovem Pan e Revista Oeste alcançam só 3% a 5% dos próprios seguidores por vídeo. Já as vozes individuais extrapolam a audiência própria: o vídeo típico de Janones chega a 114% dos seguidores, o de Nikolas Ferreira, 121%. Mensagem pessoal atravessa órbita melhor que comunicação institucional.
Os temas, hoje, também divergem. Lula fala de infraestrutura, em tom institucional. Flávio ataca (citou Lula seis vezes em 15 tweets), mas paga caro: a penalidade reputacional por associações à “rachadinha” tirou 17,6 pontos do seu índice.
Os números apontam uma virada em curso nas redes. Desde que o Radar EVAG passou a monitorar lado a lado as redes de esquerda e de direita nesta eleição, nunca um movimento assim tinha aparecido nos dados.
A dúvida que resta não é mais se o cenário digital mudou. É quem consegue produzir a última onda capaz de transformar esse avanço em votos antes do fim do segundo turno.
Faltam poucos dias de campanha. O próximo debate carrega um peso sem precedentes para os dois lados, não só pelo que pode render de audiência, mas pela pauta que um núcleo mais forte consegue impor e fazer vazar para as órbitas do adversário.
*Dante Peixoto é diretor da EVAG Comunicação e Tecnologia Política, especialista em mapear o Índice de Força Digital de candidaturas e campanhas na web.
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O deputado estadual Coronel Alberto Feitosa participou, na noite passada (22), do Bloquinho do 22, realizado em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, em apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência. O ato teve concentração na Pracinha de Boa Viagem e seguiu até o Parque Dona Lindu, com a participação do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e de outras lideranças políticas. (Portal CBN Recife)
Durante a mobilização, Feitosa fez críticas ao presidente Lula (PT). O ato integrou uma série de mobilizações promovidas por apoiadores de Flávio Bolsonaro na reta final do segundo turno, marcado para este domingo (25).
O ministro Marco Aurélio Bellizze, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), determinou a remoção de uma publicação do canal de WhatsApp “Tropa do Flávio”, gerida pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que reúne cerca de 2,1 milhão de seguidores.
Bellizze considerou que houve uso de inteligência artificial sem o aviso exigido pela legislação, além da divulgação de informações descontextualizadas. A decisão, liminar, atendeu em parte a um pedido da coligação do presidente Lula (PT). As informações são da CNN.
Leia maisA publicação, feita em 14 de outubro, era um vídeo de 1min17s e já foi retirada pelo canal. O vídeo mostrava um homem com a aparência de Lula de costas, diante de uma bandeira do Brasil tomada por fumaça vermelha, correntes e destroços.
Na sequência, a gravação apresenta dados sem fonte, como o de que 83% da população estaria endividada, 53% não saberia como colocar comida na mesa e mais de 5 milhões de empresas teriam quebrado em três anos.
Segundo a coligação do petista, a imagem de abertura foi criada por IA para criticar Lula, sem informar que o conteúdo era feito por inteligência artificial.
Em análise preliminar, o ministro afirmou haver plausibilidade na alegação de uso de conteúdo sintético sem identificação. Disse ainda que o vídeo tem caráter ofensivo e veicula desinformação. Apontou risco de dano pela circulação na reta final do segundo turno e mandou a campanha de Flávio tirar a peça do ar.
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Metrópoles
O ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Sidônio Palmeira, disse, hoje, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) irá tratar de propostas durante o debate da TV Globo e que a campanha “não vai aceitar” o que chamou de “provocações e agressões” do adversário, Flávio Bolsonaro (PL).
O petista e o senador se enfrentam no último debate antes do segundo turno das eleições na noite desta sexta em um momento em que o Datafolha, divulgado na quinta (22/10), mostrou uma disputa muito acirrada. Nos votos válidos, onde são excluídos nulos, brancos e indecisos, Flávio tem 50,54% e Lula aparece com 49,46%.
Leia maisLula aparece com 49,46%.
“A gente quer um debate propositivo diferentemente que o outro candidato o Flávio Bolsonaro, que vir com agressões com provocações. Nós não vamos aceitar esse tipo de coisa. O presidente está pronto pra dialogar com o povo brasileiro o objetivo de um debate é você falar com o povo”, disse.
No primeiro debate, realizado pela TV Bandeirantes no domingo (18/10), Lula e Flávio protagonizaram provocações e troca de acusações no confronto direto. Em alguns momentos, incluindo as suas considerações finais, o senador ficou atrás de Lula gesticulando com as mãos, irritando o petista e a campanha. A postura também não foi totalmente aceita pela campanha bolsonarista, que orientou uma abordagem mais amena no confronto na TV Globo.
A transmissora também colocou regras mais rígidas de circulação dos candidatos no palco, limitando a livre movimentação no local em somente um dos três blocos. Ambas as campanhas aceitaram as normas.
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O ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), decidiu, hoje, que o canal de WhatsApp “Exército do Lula” não poderá voltar a ser suspenso por uma decisão administrativa da Presidência da Corte. As informações são do portal G1.
Com isso, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, não poderá usar as atribuições administrativas da Presidência para tirar o canal do ar ou limitar seu funcionamento. Uma eventual nova restrição, no entanto, ainda poderá ser determinada em um processo judicial.
Leia mais“Defiro ainda a liminar para os fins de determinar que a Presidência se abstenha de exercer sua competência administrativa […] para determinar a suspensão, retirada ou restrição o funcionamento do Canal designado “Exército de Lula” até que sobrevenha alguma decisão de Plenário em sede jurisdicional que emita decisão neste sentido”, diz um trecho do documento. Dessa forma, a medida vale até que haja uma decisão do plenário do TSE, em processo judicial, sobre o funcionamento do canal.
Floriano de Azevedo Marques concedeu parcialmente o pedido apresentado em mandado de segurança e suspendeu os efeitos de ordens da Presidência do TSE que possam resultar na suspensão, indisponibilização ou restrição do alcance ou das funcionalidades do “Exército do Lula”.
O ministro também determinou que a Presidência não use sua atribuição administrativa de fiscalização das plataformas digitais para adotar esse tipo de medida contra o canal.
A discussão sobre o funcionamento do “Exército do Lula” já provocou uma série de decisões divergentes dentro do TSE e também é analisada em uma ação de investigação judicial eleitoral que tramita na Corregedoria da Corte.
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Ontem, o município de Serra Talhada, no Sertão, realizou uma cerimônia em homenagem a mulheres que se destacam pela atuação profissional e pela contribuição a diferentes segmentos da sociedade. Entre as homenageadas esteve Rocksana Príncipe Patriota, professora, psicóloga e profissional com cinco pós-graduações, que atualmente ocupa o cargo de diretora da Rede Brasil de Comunicações. Ela também é esposa do ex-deputado federal Gonzaga Patriota.
À frente da rede, Rocksana acompanha as operações das rádios Petrolina FM, Rajada FM, Lagoa Grande FM, Santa Maria FM, Salgueiro FM, Moxotó FM e Sertânia FM. A homenagem integrou o prêmio Mulheres de Sucesso, iniciativa que busca reconhecer trajetórias femininas marcadas pela determinação e pela contribuição à sociedade, além de incentivar outras mulheres a desenvolverem seu potencial e transformarem suas comunidades.
A Câmara Municipal de Garanhuns realizou, hoje, a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027–2028. O vereador Johny Albino (PSB) foi reeleito presidente da Casa Legislativa. A nova composição conta ainda com Erivan Pita (PSB), como vice-presidente; Luizinho Roldão (PSB), como 1º secretário; e Fabiana Zoobi (PSB), como 2ª secretária.
Reeleito, Johny Albino reafirma o compromisso com o diálogo, a transparência e o fortalecimento do Poder Legislativo, dando continuidade ao trabalho desenvolvido em favor de Garanhuns e da sua população. A nova Mesa Diretora assume suas funções em janeiro de 2027, com mandato até dezembro de 2028.
Com muita honra, serei um dos participantes do Festival Nacional de Jornalismo, que chega ao Recife, na próxima quarta-feira, em sua primeira edição no Nordeste. O encontro será realizado no auditório da OAB-PE e reunirá profissionais da imprensa, professores, pesquisadores e representantes do setor para discutir a formação jornalística, a ética, o combate à desinformação e os desafios da profissão.
Ao lado de nomes como Francisco José, Patrícia Blanco, Carol Monteiro, Fernando Rêgo Barros, Laurindo Ferreira, Leusa Santos e Eduardo Scolese, vou integrar a programação do evento, criado em Brasília por iniciativa da jornalista Kátia Cubel.
A procura por inscrições já é expressiva, mas ainda há vagas disponíveis. A participação é gratuita, e os interessados podem se inscrever pelo site www.festivaldejornalismorecife.com.br.
No último dia de propaganda eleitoral gratuita na TV, hoje, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, afirmou que o Brasil está melhor do que quando assumiu e defendeu a continuidade de seu projeto. Já o senador Flávio Bolsonaro (PL) se apresentou como a opção de mudança e pediu aos apoiadores que mobilizassem familiares e amigos para votar.
A campanha de Lula também retomou críticas ao histórico do adversário e apontou riscos de cortes em programas sociais. “Ele não diz onde, mas a gente sabe que vai implicar salário, aposentadoria e programas sociais como Farmácia Popular e o Bolsa Família”, afirmou a narração do programa de Lula sobre a proposta de corte de gastos de Flávio Bolsonaro.
Leia maisFlávio Bolsonaro, por sua vez, não citou o petista pelo nome e encerrou sua propaganda com uma oração do Pai-Nosso. “Enfim, você vai escolher se tá na hora de mudar ou continuar nesse velho sistema que ninguém aguenta mais. Do jeito que tá não dá mais. Ninguém aguenta”, afirmou.
Esta sexta-feira marca o encerramento da propaganda eleitoral gratuita do segundo turno no rádio e na TV, conforme o calendário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A votação será neste domingo (25).
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Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã
Lá no século 18, Montesquieu lançou a ideia do sistema de freios e contrapesos entre os poderes. Estabeleceu um modelo no qual cada um dos poderes serve de barreira para os outros, estabelecendo um equilíbrio entre eles. Já discutimos por aqui que, no Brasil de hoje, os poderes da República estão desequilibrados.
Nesse sentido, o cientista político André Cesar e o advogado Alvaro Maimoni, da Hold Assessoria, começam a observar que pode estar se ensaiando um movimento de criação de um sistema de freios e contrapesos dentro de um só dos poderes, o Legislativo. Diante do grande avanço eleitoral da direita, mais especificamente, do PL, o Centrão ensaia esse movimento de contenção absoluta desse grupo. O Centrão vem comandando o Congresso desde que Eduardo Cunha se elegeu presidente da Câmara em 2015. “O Centrão não há de querer ser fagocitado pela direita”, observa André.
Leia maisA biologia explica que a fagocitose é um processo pelo qual a membrana da célula vai absorvendo dentro dela outras partículas. Trazendo para o campo da política, seria agora a direita absorver para si esse campo do Centrão. O problema é que isso daria poder demais à direita que acabaria por expelir o Centrão das estruturas de decisão no Congresso. “A disputa pelo comando das duas Casas revela o esforço dos partidos do Centrão para preservar seus espaços de poder”, escrevem André Cesar e Maimoni.
André Cesar relembra um momento importante: a eleição de Severino Cavalcanti (PP-PE) como presidente da Câmara em 2005. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva estava na metade do seu primeiro mandato, experimentando forte poder. O PT tinha forte hegemonia, 90 deputados na bancada. Certo da sua forma, permitiu uma disputa pelo comando da Câmara, com dois candidatos à Presidência, Luiz Eduardo Greenhalgh (SP), e Virgílio Guimarães (MG). A divisão dos votos entre os dois petistas acabou elegendo Severino Cavalcanti.
Agora, a direita começa a ensaiar disputa tanto no Senado quanto na Câmara. No Senado, o coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), Rogério Marinho (PL-RN), disputa as pretensões com Tereza Cristina (PP-MS). Na Câmara, têm pretensões de comandar os deputados o atual vice-presidente Altineu Côrtes (PL-RJ) e o líder do PL, Sóstenes Cavalcante. André Cesar observa essa disputa.
Na avaliação do cientista político, essas disputas podem acabar beneficiando os projetos de continuidade dos atuais presidentes do Senado e da Câmara, Davi Alcolumbre (União-AP) e Hugo Motta (Republicanos-PB). A partir do risco de perda de poder, o Centrão pode se unir à esquerda para mantê-los, mantendo espaços de negociação.
A essa altura, Alcolumbre tem de administrar certo excesso de esperteza. É o responsável por uma derrota histórica de Lula, quando trabalhou para rejeitar Jorge Messias como ministro do STF. Por outro lado, ajudou Lula a aprovar o fim da escala 6×1. No fim, pode ser um problema: não ter a essa altura a confiança nem de um lado nem do outro.
“Importante dizer que, apesar de contar com as maiores bancadas nas duas Casas legislativas, o PL não terá força suficiente para impor sozinho sua agenda. No Senado, a situação é mais favorável. Com 28 senadores, supera o mínimo de 27 assinaturas para apresentar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC)”, observam André e Maimoni.
“Na Câmara, por sua vez, são necessárias 171 assinaturas, número superior aos 121 deputados que integrarão sua bancada”, continuam sobre os eleitos deputados pelo PL. “Em ambos os casos, contudo, a aprovação de uma PEC exige três quintos dos votos de cada Casa, em dois turnos, o que torna indispensável e obrigatória a negociação”.
Assim, Hugo Motta se mexe para tentar se manter no comando, ainda que ele seja uma figura mais controversa na Câmara, mais criticada, que Alcolumbre no Senado. Um movimento importante nos últimos dias favoreceu Motta. Ele recebeu o apoio público de 12 partidos para continuar à frente da Presdiência da Câmara.
E é em grande parte exatamente uma manifestação vinda pelo centro: a federação União Progressista, o MDB, a federação PSDB/Cidadania, o PSD, com legendas mais à esquerda como o PSB e o PDT. Essas eleições no comando do Congresso só se definirão em fevereiro do ano que vem. E, claro, vão depender do que acontecerá no domingo (25).
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