Apontada pela Polícia Federal (PF) como lobista, a empresária Roberta Luchsinger tem uma ficha extensa de processos na Justiça por conta de dívidas que não foram pagas. As informações são do portal G1.
A lista de credores inclui tapeceiro, escola da filha, loja de roupas, inquilinos, agência de marketing eleitoral, babá, empregada doméstica, além da União e da Prefeitura de São Paulo. As duas empresas de Roberta deixaram de pagar mais de R$ 1 milhão em impostos.
As dívidas e o histórico na Justiça contrastam com a vida exposta por ela nas redes sociais, com uma rotina de viagens frequentes, em hotéis de luxo e jantares em restaurantes regados a vinhos com rótulos prestigiados.
A reportagem analisou nove processos contra Roberta nas Justiças de São Paulo e de Minas Gerais. A análise dos documentos mostra que a empresária, além de não pagar seus compromissos, descumpriu sucessivamente acordos para quitar os débitos.
Em vários casos, a Justiça não conseguiu localizá-la nos endereços ligados a ela e também não encontrou dinheiro nas contas, nem bens associados à empresária. Em dois processos, Roberta chegou a alegar pobreza para não arcar com as custas processuais.
Dívida de R$ 1 milhão em impostos
A empresária é proprietária da RL Consultoria e Intermediações S.A e da produtora Elephant 2 Produções Ltda. Segundo informações da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, a empresa de consultoria possui uma dívida de R$ 821.090,57 em impostos federais que não foram pagos ao longo dos anos.
A empresa também deve R$ 199.713,99 de Imposto Sobre Serviços (ISS). A Prefeitura de São Paulo moveu um processo contra a empresa para cobrar o valor. A RL Consultoria e Intermediações não paga o ISS ao município há cerca de cinco anos.
Já a Elephant 2 tem uma dívida de R$ 54.746,42 com a União e de R$ 27.857,68 com a Prefeitura de São Paulo também por falta de pagamento de ISS. Somadas, as dívidas com impostos das duas empresas de Roberta é de R$ 1,1 milhão.
Roberta é investigada pela Polícia Federal (PF) por suspeita de tráfico de influência e corrupção.
O jornalista Carlos Monforte morreu, hoje, aos 77 anos. Com uma carreira de mais de quatro décadas, ele foi um dos pioneiros do modelo de âncora no telejornalismo brasileiro e teve passagens por alguns dos principais noticiários da Globo. Monforte estava em tratamento contra um câncer. Detalhes sobre a causa e o sepultamento ainda não foram divulgados.
Nascido em Santos, Monforte começou a trabalhar como repórter no jornal A Tribuna antes mesmo de concluir a faculdade de Jornalismo. Formado em 1972, passou pela Secretaria de Obras do Estado de São Paulo e, entre 1973 e 1978, foi repórter especial de O Estado de S. Paulo. Nesse período, fez cursos de aperfeiçoamento na Universidade de Navarra, na Espanha, e na Fundação Beauve Marie, na França.
O candidato ao Governo de Pernambuco e líder da Frente Popular, João Campos (PSB), encerrou, ontem, em Escada, na Mata Sul, a agenda do fim de semana pela região. Recebido por uma multidão de apoiadores, o candidato participou de uma caminhada pelas ruas do município ao lado da prefeita Mary Gouveia, do candidato a vice-governador Carlos Costa e da candidata ao Senado Marília Arraes. Durante o ato, João defendeu a expansão da atuação de Suape para beneficiar os municípios da Mata Sul e ampliar a atração de empresas e investimentos para a região.
“Suape vai expandir seu território para toda a Mata Sul, e nós vamos fazer a gestão dos distritos junto com os municípios para ajudar na captação de grandes empresas”, afirmou.
A proposta prevê ampliar a atuação do complexo portuário e industrial para além de sua área atual, articulando a gestão dos distritos com os municípios da Mata Sul para facilitar a instalação de novos empreendimentos. Para João, a medida será um instrumento para descentralizar oportunidades e levar para o interior investimentos que hoje estão mais concentrados no litoral.
“A partir do ano que vem, vai ter um governador que vai trabalhar para fazer o Estado crescer e trazer as oportunidades de fábrica e indústria para cá. Vamos mandar essas oportunidades para a Mata Sul”, disse.
Outro compromisso apresentado pelo candidato foi com o abastecimento de água. João afirmou que pretende executar 94 obras de segurança hídrica em Pernambuco e defendeu a proposta de que os consumidores não paguem pela conta quando não houver fornecimento.
“Não dá para pagar por água que não recebe. Se não receber água, também não recebe a conta. Nós vamos trabalhar para fazer a água chegar à casa do povo de Escada e de Pernambuco”, afirmou.
A prefeita Mary Gouveia agradeceu a presença do candidato e destacou a necessidade de novos investimentos em infraestrutura no município. “Queremos sua ajuda para levar mais obras para nossas principais vias e para nossos bairros”, afirmou.
Também participaram do ato o presidente da Câmara Municipal de Escada, Zé Amaro do Alvorada, e o candidato à reeleição para deputado estadual Sileno Guedes.
O candidato ao Senado e deputado federal Eduardo da Fonte (PP) participou, ontem, de uma caminhada em Palmares, na Mata Sul do Estado, ao lado da governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD), do deputado federal e candidato à reeleição Lula da Fonte (PP) e do candidato à reeleição para deputado estadual France Hacker. A mobilização contou ainda com a presença do prefeito Júnior de Beto e reuniu moradores, lideranças e apoiadores na Praça de Santa Luzia, fortalecendo a presença das lideranças na região.
A agenda levou Raquel Lyra, Eduardo da Fonte, Lula da Fonte e France Hacker às ruas de Palmares para conversar com a população e conhecer de perto as demandas do município. A presença das lideranças reforçou a mobilização no interior e a disposição do grupo político em percorrer diferentes regiões de Pernambuco durante a campanha.
Ao lado de Raquel, Eduardo destacou a importância de manter a proximidade com a população e fortalecer as parcerias com os municípios. “É uma alegria estar em Palmares, caminhar ao lado do prefeito Júnior de Beto e encontrar tantos amigos que acreditam no nosso projeto. Quero levar essa força para o Senado e trabalhar ainda mais pelos municípios pernambucanos, buscando investimentos, fortalecendo a saúde, a infraestrutura e criando novas oportunidades para a nossa população. Essa caminhada é feita de perto, ouvindo as pessoas e trabalhando para transformar suas necessidades em ações”, afirmou o progressista.
Por José Adalbertovsky Ribeiro*
MONTANHAS DA JAQUEIRA – Amanhã será outro dia, vírgula. Nem sempre amanhã será outro dia. Vareia. Poderá ser ontem ou trasanteontem. O ano 2022 foi um ano que não acabou. Ficou petrificado no ar por conta da polarização. Os candidatos de 2022 e 2026 são os mesmos: o guru da seita vermelha, que continua na cena do crime junto com o Doutor Chuchu, e do outro lado Bolsonaro. Flávio é apenas um candidato papel de parece. O candidato de fato, não se direito, é Jair.
O legado nefasto da polarização foi a transformação de adversários em inimigos. Sem noção do conceito ideológico da palavra, as esquerdas acusam os adversários de “fascistas”. Lembra a maldição atribuída a Lênin: Acuse os outros daquilo que você é. Os direitistas e conservadores retribuem a gentileza rotulando seus opositores de “corruptos”. Quem veio do Petrolão e do Mensalão não pode tirar onda de inocente.
Se as lindas palavras do Doutor Chuchu sobre a volta do guru vermelho à cena do crime forem usadas na campanha, haverá um sísmico nas placas tectônicas do cordão encarnado.
As esquerdas diziam noutro tempo: “1968 foi um ano que não acabou” por conta do famigerado AI-5. O ano 1968 acabou por etapas: a partir de 1979 com a anistia e depois da campanha das diretas já em 1983/1984. Foi um ano muito sofrido. Este ano 2026 é um ano de sofrências. Ainda mais agora que o lobisomem pretende perpetuar-se no poder.
Aprendi com meu guru Nelson Rodrigues que só os profetas enxergam o óbvio. Lá vou eu. Lanço as minhas profecias aqui do alto das montanhas da Jaqueira.
Profecia número 1 – Nas décadas de 2030 e 2040 haverá novos escândalos bilionários de corrupção com o envolvimento de aiatolás da República. Os grandes goelas, tamanho GG, serão absolvidos por falta de provas e quem ousar denunciar as mega mutretas será condenado à prisão perpétua mais multa de 129 milhões de denários.
Nos anos de 2030 até 2050, o PIB nacional irá crescer na média histórica de 1.5 %, será engolido pela corrupção e pelo crescimento vegetativo da população.
Número 2 – O desfile do bloco carnavalesco galináceo da madrugada no ano 2030 irá atrair 5.235. 729 brincantes e a multidão irá se concentrar desde a Av Guararapes até as fronteiras com a Parahyba e Alagoas e as pontes do Rio São Francisco em Petrolina. Durante o desfile os gatunos irão roubar 235 mil smartphones para tomar umas cervejinhas e aspirar pedras de alcaloides.
Profecia de Ouro — No dia 5 de outubro do ano 2050, precisamente às 12h15 min P.M. Post Meridien, o guru vermelho, já bem velhinho, quase com a idade do Diario de Pernambuco, será proclamado Imperador Perpétuo do Reino de Bruzundangas. Em momento solene, diante do Conselho de Sábios do Pastoril do Cordão Encarnado, irá lançar o programa Corrupção Zero para ser implementado até o final do século XXI.
Quem duvidar das minhas profecias levante a mão. Ninguém. Minhas profecias são iniludíveis. Assim seremos todos felizes!
*Periodista, escritor e quase poeta
O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) determinou, na noite de ontem, a retirada de publicações que associam o candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) e seu grupo político à produção e distribuição de panfletos apócrifos contra a governadora Raquel Lyra (PSD). A decisão, assinada pelo desembargador Luiz Gustavo Mendonça de Araújo, alcança o candidato ao Senado Mendonça Filho (PL), o candidato a deputado estadual Ni do Badoque (PSD) e o blogueiro Ricardo Antunes.
A liminar foi concedida após ação apresentada pela Frente Popular de Pernambuco, que apontou que os conteúdos responsabilizavam João Campos e o PSB pelo episódio mesmo sem qualquer comprovação sobre a autoria dos materiais. Segundo a coligação, embora não se saiba quem produziu ou distribuiu os panfletos, os representados passaram a atribuir publicamente a responsabilidade ao grupo político do candidato.
Em uma das publicações questionadas, Ricardo Antunes afirmou no próprio título que o “grupo de João Campos” teria espalhado os panfletos e classificou o episódio como “O novo jogo sujo do PSB”. Ao analisar o conteúdo, o desembargador destacou que a postagem ultrapassou os limites da mera informação ou manifestação de opinião ao imputar diretamente a responsabilidade pelo material.
“Verifica-se que a publicação não se limita a noticiar a existência dos cartazes ou a manifestar opinião acerca de seu conteúdo. Há atribuição direta e categórica ao ‘Grupo de João Campos’ da conduta de espalhar os panfletos, além da vinculação do episódio ao PSB mediante a expressão ‘O novo jogo sujo do PSB’”, registrou o magistrado na decisão.
Diante disso, o desembargador concedeu a liminar requerida pela Frente Popular e determinou que a Meta, responsável pelo Instagram e Facebook, retire as publicações indicadas no processo no prazo de até duas horas após a notificação. Mendonça Filho, Ni do Badoque e Ricardo Antunes também deverão excluir os respectivos conteúdos, sob pena de multa individual de R$ 25 mil em caso de descumprimento.
A decisão ainda determina que os representados se abstenham de republicar os conteúdos ou realizar novas manifestações ofensivas relacionadas ao episódio. A medida judicial ocorre no mesmo dia em que a Frente Popular anunciou ter acionado o Ministério Público Eleitoral para que seja investigada a verdadeira autoria e a divulgação dos panfletos apócrifos.
Mendonça cria escola do bolsonarismo oportunista
Mendonça Filho, que trocou de última hora o União Brasil pelo PL, calculou meticulosamente sua candidatura ao Senado. A projeção se deu a partir do instante em que a governadora Raquel Lyra (PSD) rifou, literalmente, o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, optando pelo presidente da federação União Progressista, Eduardo da Fonte.
Pelos seus cálculos, com Miguel no páreo, não teria a menor chance correndo por fora. Mas com Eduardo, imagina que sim. Mendonça está iludido. E a ilusão da política é pior do que a do amor, como disse Agamenon Magalhães. Eduardo da Fonte é competentíssimo, tem serviços prestados ao Estado, sobretudo na saúde, onde equipou hospitais do SUS para o povão ter acesso a tratamento digno em enfermidades graves, como câncer.
Leia maisMendonça também acha que conquistará o eleitorado de direita e, principalmente, os bolsonaristas. Outro ledo engano. Mendonça é de direita e ultraconservador, mas nunca foi bolsonarista. Aliás, desconheço qualquer vínculo dele com Bolsonaro, que não quis sua continuidade no Ministério da Educação, pasta que ocupou na gestão Temer.
Quando relator da PEC da Segurança Pública, Mendonça flertou com a esquerda, não fez concessões aos bolsonaristas, nem ao Centrão, tampouco à direita. Gerou resistências entre governadores devido a preocupações com a perda de autonomia dos estados e o controle sobre as forças de segurança. Governadores e setores da oposição viram risco de centralização ou interferência na gestão das polícias estaduais.
Mendonça acha que repete o fenômeno Gilson Machado nas eleições de 2022, que teve 1,3 milhão de votos, 30% dos votos úteis. Mas Mendonça está sonhando. Ainda não acordou para uma dura realidade: não tem — e nunca teve — identidade com o eleitorado bolsonarista. Gilson, sim. Sempre foi e continuará sendo o político legitimamente mais identificado com o ex-presidente Bolsonaro em Pernambuco.
Virar bolsonarista de última hora atende pelo nome oportunismo. Político oportunista é aquele que muda de lado, de discurso ou de alianças apenas para obter vantagens pessoais ou manter o poder, sem se importar com ética, moral ou com o bem da população.
REMOÇÃO DAS REDES – O Tribunal Regional Eleitoral determinou, em decisão liminar proferida pelo desembargador Luiz Gustavo de Mendonça, a remoção de publicações nas redes sociais que atribuíam ao governo de Raquel Lyra (PSD) a operação de um suposto “gabinete do ódio” contra o candidato adversário João Campos (PSB). Segundo a petição, perfis nas redes sociais usaram um trecho de reportagem exibida pela TV Record para afirmar, de forma categórica, que a matéria comprovaria a existência de um “gabinete do ódio” financiado pelo governo estadual para atacar João.

O “banho” do Ceará em Pernambuco – Saiu, ontem, o ranking de competitividade dos Estados brasileiros feito por uma instituição do Governo Federal e Pernambuco tomou um “banho” do Ceará, governado por Elmano Freitas (PT), que ficou em primeiro lugar no Nordeste e décimo-primeiro no País. Na gestão de Raquel, Pernambuco ficou em quinto no Nordeste, perdendo até para a Paraíba. O Ceará aparece em primeiro lugar em competitividade no NE (indicador geral), em Capital Humano, em Educação e em Eficiência da Máquina Pública. Também em primeiro lugar em Investimento Público do Nordeste, o terceiro do País.
Evolução da espécie – Flávio Bolsonaro deu uma nova contribuição à teoria de Darwin. Mostrou-se mais assertivo que o pai ao mentir, distorcer e renegar o que já disse. É a evolução da espécie, segundo descreveu o jornalista Bernardo Mello Franco. Em entrevista à TV Globo, o candidato do PL fingiu desconhecer os fatos que levaram o capitão à cadeia. Descreveu como “golpe da Disney” a conspiração que destruiu as sedes dos Três Poderes e quase arrastou o país para uma nova ditadura. O senador ainda chamou de petista o ex-comandante da Aeronáutica que, depois de votar em Jair Bolsonaro, recusou-se a manchar a farda para impedir a alternância de poder.
Polarização refletida para o Senado – As primeiras pesquisas de intenção de voto para o Senado nesta largada de campanha eleitoral apontam uma tendência de aumento da polarização na Casa em que 54 cadeiras, duas por Estado, estão em disputa este ano. Considerando os 27 parlamentares em metade de mandato e os candidatos numericamente à frente nos levantamentos, os partidos do Centrão perderiam espaço, mas o bolsonarismo e a esquerda ainda estariam distantes de formar maioria para aprovar projetos de seu interesse que dependem de quórum qualificado. O Partido Liberal (PL), do presidenciável Flávio Bolsonaro, foi a legenda que mais lançou candidatos a senador: são 33 postulantes a uma vaga em 25 Estados — só não há representantes no Amapá e em Alagoas, onde o partido apoia Arthur Lira (PP), ex-presidente da Câmara dos Deputados.

Lula e Flávio empatados – Pesquisa do Vox Brasil aponta empate entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) em uma eventual disputa de 2º turno pela Presidência. O congressista tem 45,1% das intenções de voto, ante 44,5% do petista. A pesquisa Vox Brasil ouviu 2.100 eleitores em todo o território nacional, de 25 a 27 de agosto de 2026. A margem de erro é de 2,15 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-05519/2026.
CURTAS
SOLIDARIEDADE – O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), postou um vídeo em suas redes de solidariedade ao candidato ao governo de Pernambuco, João Campos (PSB), após a divulgação de denúncias envolvendo uma suposta estrutura organizada para promover ataques ao socialista. Alckmin afirmou que está ao lado de João Campos e defendeu uma disputa eleitoral sem práticas de perseguição ou ataques coordenados.
COM A MÃE – A governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), levou a mãe Mercia Lyra para agenda de campanha na comunidade do Bode, sábado passado. Ao lado da mãe, Raquel lembrou que aprendeu a fazer campanha de rua com a genitora ainda aos 12 anos de idade e listou os aprendizados.
PODCAST – No podcast Direto de Brasília de amanhã, o cientista de dados, publicitário, empresário e pesquisador Alek Maracajá vai falar sobre o impacto das pesquisas eleitorais, se elas influenciam o eleitor, se a multiplicidade de institutos e levantamentos causam algum tipo de confusão na cabeça do eleitor e o impacto que recorte de pesquisas estão causando nas redes sociais.
Perguntar não ofende: Agamenon Magalhães foi um sábio ao afirmar que a ilusão da política é pior do que a do amor?
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Do Poder360
A abundância de sol, espaço e minerais críticos não basta para que o Brasil produza internamente os equipamentos necessários para gerar energia solar. O país depende de uma cadeia global amplamente controlada pela China. O gigante asiático é a origem de 99% dos painéis solares importados pelo Brasil.
A participação é de 62% nos kits completos de geradores fotovoltaicos e de 95% nas células solares. As compras atendem empresas que montam painéis e que revendem sistemas prontos no mercado doméstico.
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A cadeia dos painéis começa com o beneficiamento do quartzo e a produção do silício metalúrgico. O material precisa ser purificado até atingir o chamado grau solar e, depois, transformado em lingotes. Só cinco países têm capacidade industrial para alcançar o nível de pureza necessário. Nenhum em escala comparável à chinesa. De acordo com dados da AIE (Agência Internacional de Energia), a China concentra aproximadamente 86% da capacidade de produção do chamado polissilício.

Os lingotes são cortados em lâminas finas, chamadas wafers, que passam por tratamentos químicos para se transformar em células fotovoltaicas. Essas células são conectadas, encapsuladas e montadas em vidro e estruturas de alumínio, dando origem aos módulos ou painéis solares. A concentração chinesa chega a 97% na fabricação de wafers, 84% nas células e 78% nos módulos.
Alemanha, Estados Unidos e Japão lideraram o desenvolvimento inicial da tecnologia fotovoltaica, mas a China passou a integrar os diferentes elos da cadeia com incentivos governamentais, ganhos de escala e redução de custos. Hoje, 8 das 10 maiores fabricantes mundiais de módulos são chinesas. As exceções são a canadense Canadian Solar e a norte-americana First Solar. Malásia, Vietnã, Tailândia, Coreia do Sul, Índia, Taiwan e Singapura também participam de etapas específicas da produção, mas sem a mesma escala chinesa.
No Brasil, a energia solar ocupa hoje parcela relevante da matriz elétrica. Dados do ONS (Operador Nacional do Sistema) mostram que as grandes usinas fotovoltaicas representam 8% da capacidade instalada de geração do país. Separadamente, a micro e a minigeração distribuídas — painéis instalados em residências, comércios e plantas industriais — respondem, junto com a geração eólica de pequeno porte, por 21%.
Dependência brasileira
No Brasil, a energia solar começou a ganhar escala depois que a Aneel editou, em 2012, as primeiras regras para conectar a micro e a minigeração distribuídas às redes das concessionárias. A regulamentação permitiu que residências, comércios e indústrias produzissem eletricidade e convertessem o excedente injetado na rede em créditos na conta de luz. A ampliação desse sistema de compensação e os incentivos tributários adotados a partir de 2015 reduziram o custo e a burocracia para a instalação dos painéis, estimulando a expansão desse mercado.
A geração centralizada avançou por outro caminho. Em 2014, o governo realizou o 1º leilão federal específico para contratar energia de grandes usinas solares. Como os contratos asseguravam demanda de longo prazo, os projetos puderam obter financiamento e atrair fornecedores. O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento) aproveitou esse poder de indução e condicionou seu crédito à incorporação progressiva de componentes nacionais. A expectativa era começar pela montagem dos módulos e pelas estruturas e avançar, gradualmente, até elos mais complexos, como células e inversores.
Essa articulação, contudo, perdeu força quando os leilões se tornaram menos frequentes e o mercado livre e a geração distribuída assumiram a liderança da expansão. No mercado livre, os geradores negociam diretamente com grandes consumidores e procuram reduzir ao máximo o custo dos projetos. Na geração distribuída, as instalações são pulverizadas e frequentemente financiadas por bancos privados, sem as exigências de conteúdo local associadas ao crédito do BNDES. Nos dois casos, o preço baixo dos equipamentos importados passou a pesar mais do que sua origem.
As próprias regras do BNDES também foram flexibilizadas. Em 2017, o banco retirou a exigência futura de fabricação nacional das células solares. Em 2020, passou a permitir o financiamento de sistemas com módulos importados, desde que incorporassem componentes nacionais, como inversores, rastreadores, estruturas metálicas ou cabos. Com juros mais altos no financiamento público e painéis chineses cada vez mais baratos, tornou-se mais vantajoso importar os módulos e agregar no Brasil apenas os componentes periféricos.


Posição do setor
Em entrevista ao Poder360, o CEO da Absolar — entidade que representa empresas do setor —, Rodrigo Sauaia, disse que há atualmente dois fabricantes nacionais de módulos com produção limitada, que atendem menos de 2% a 3% da demanda interna. No caso de componentes periféricos, como rastreadores, estruturas de suporte e materiais elétricos, a maior parte da fabricação é nacional.
A Absolar afirma que o fortalecimento da cadeia depende de três pilares: demanda, crédito e política industrial. A entidade defende leilões recorrentes para dar previsibilidade ao mercado, compras públicas de equipamentos produzidos no país e redução dos impostos sobre matérias-primas e máquinas utilizadas pelas fábricas.
“Nós recomendamos linhas de financiamento com condições diferenciadas para fabricantes nacionais. Isso significa dizer taxas de juros mais baixas, prazos mais longos, carências maiores, garantias menores”, afirmou Sauaia.
Segundo ele, o incentivo poderia ser oferecido pelo BNDES e por outros bancos públicos tanto aos fabricantes quanto aos consumidores que adquirirem equipamentos nacionais. A associação, no entanto, rejeita o aumento de tarifas sobre os produtos estrangeiros como forma de proteger os fabricantes brasileiros. “O que nós somos contra atualmente é aumento de impostos para criar barreiras artificiais. Medidas desse tipo, que são protecionistas, acabam por onerar o consumidor”, declarou.
Para Sauaia, a elevação do imposto de importação aumenta o preço dos equipamentos e da energia solar sem assegurar uma indústria competitiva.
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Por Fábio Zanini e Gabriela Echenique
Da Folha de S.Paulo
A PF (Polícia Federal) investiga a existência de um “gabinete do ódio” ligado à governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), candidata à reeleição. Segundo fontes do órgão, a apuração teve início no final de 2025 após uma denúncia enviada à corporação por um aliado do ex-prefeito do Recife João Campos (PSB), que polariza a disputa com ela.
A acusação foi enviada à PF pelo deputado estadual Rodrigo Farias (PSB) em outubro do ano passado. A peça sustenta que há uma rede com publicações de conteúdos difamatórios e caluniosos que começaram ainda em 2024, na pré-campanha municipal, quando Campos foi reeleito prefeito da capital.
Leia maisSegundo a denúncia, o objetivo era impactar o processo eleitoral e desqualificar a figura dele. “Os perfis coordenam uma extensa rede de publicações sincronizadas para potencializar o alcance de suas postagens, direcionando verdadeiras mensagens de ódio em face dos opositores da governadora”, diz.
Ela também cita supostas irregularidades em uma licitação feita pelo governo para prestação de serviço de publicidade institucional. A acusação é de favorecimento a empresas ligadas aos familiares da governadora. A denúncia lista as postagens feitas ao longo dos últimos e afirma que a maioria delas teve como objetivo antecipar as eleições de 2026 numa tentativa de desconstrução da figura de Campos.
A acusação é de que os executores da rede têm relação próxima com o governo de Pernambuco, seja com a ocupação de cargos comissionados ou distribuição de verbas por meio dos contratos de publicidade.
Outro lado
A governadora de Pernambuco afirmou, em nota, que faz campanha às claras e não em “estruturas ocultas” e que tem compromisso com um debate pautado pela verdade. “Chama atenção que a acusação venha justamente de quem já foi alcançado pela Justiça Eleitoral: o TRE-PE determinou medidas contra uma rede coordenada de perfis falsos usados para atacar a governadora”, disse.
A campanha afirmou que diante de uma acusação grave, sem nome e sem provas, a governadora acionou a Justiça para que João Campos identificasse a quem se referia ao falar em milícia digital. “Quem acusa tem o dever de dizer a quem”, afirmou.
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Do Blog da Folha
A Prefeitura de João Alfredo, no Agreste de Pernambuco, confirmou, neste domingo (30), em nota publicada nas redes sociais, a morte do ex-prefeito do município Sebastião Manoel dos Santos, conhecido como Sebastião Mendes. O velório ocorrerá amanhã (31), no Ginásio Poliesportivo Djair Santos. O sepultamento está marcado para às 16h.
Sebastião Mendes exerceu o cargo de prefeito do município por quatro mandatos e também foi vereador. Segundo a prefeitura, Mendes deixou uma importante contribuição para a história e o desenvolvimento do município.
De acordo com a nota, em razão da trajetória política e dos serviços prestados à população, o atual prefeito de João Alfredo, Zé Martins, decretou luto oficial de três dias na cidade.
“Neste momento de dor e consternação, a Prefeitura de João Alfredo se solidariza com sua esposa, Graça, seus filhos, Alexandre, Virgínia, Anna Amélia e Anna Paula, seu sobrinho, o vereador Tato Mendes, demais familiares, amigos e todos que tiveram a oportunidade de conviver com Sebastião Mendes. Que Deus conforte o coração de todos e conceda força à família neste momento de profunda tristeza”, finalizou a nota.
A Globo anunciou que a jornalista Renata Lo Prete é quem vai conduzir as sabatinas com os candidatos à Presidência caso haja segundo turno nas eleições 2026. Ela substituirá César Tralli e Renata Vasconcellos, os responsáveis pela primeira rodada de entrevistas.
O anúncio foi feito pelo repórter Pedro Bassan e a decisão não está relacionada ao desempenho da dupla de jornalistas nas seis sabatinas iniciais, que tiveram como convidados os candidatos mais bem colocados nas pesquisas: Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão), Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Augusto Cury (Avante).
A mudança na condução das entrevistas já estava programada desde o início do ano, quando a emissora anunciou o formato do programa. As sabatinas eram realizadas dentro do Jornal Nacional até 2022, e passaram a ser exibidas após o jornalístico e antes da novela das nove. A informação foi publicada em fevereiro pela coluna Outro Canal. O segundo turno das eleições está marcado para o dia 25 de outubro.
O candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), realizou, neste domingo (30), uma carreata no distrito de Batateiras, em Belém de Maria, na Mata Sul do Estado. Ao lado de lideranças políticas e apoiadores, João percorreu as ruas da comunidade.
Durante o ato, o candidato destacou a proposta de isenção do IPVA para motocicletas de até 180 cilindradas. Ao observar a presença de motociclistas na mobilização, João lembrou que, a partir do próximo ano, os proprietários desses veículos não precisarão pagar o imposto.
“Estou muito feliz e animado porque a gente está construindo um projeto em favor do povo de Pernambuco. Estou vendo muita moto aqui. Já podem fazer a conta que, a partir do ano que vem, o IPVA vai ser zerado por esse governador. Nós estamos do lado de quem precisa e de quem pode fazer muito mais”, afirmou.
Também participaram da mobilização o candidato à reeleição para deputado estadual Sileno Guedes, o candidato a vice-governador Carlos Costa e Alexandre Neto, importante liderança política da oposição em Belém de Maria.
