A ex-ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (PSB), é a entrevistada no meu podcast em parceria com a Folha de Pernambuco, o Direto de Brasília, de hoje. Recém-filiada ao PSB e pré-candidata ao Senado por São Paulo, Tebet vai falar sobre os rumos da política nacional, o cenário eleitoral para 2026 e os movimentos que marcaram sua trajetória nos últimos anos, desde a candidatura à Presidência da República até sua passagem pelo governo Lula.
Simone Tebet deixou o Ministério do Planejamento para disputar uma vaga no Senado e tem ocupado espaço no debate político nacional com críticas à polarização ideológica. Em entrevistas recentes, defendeu que o Brasil se afaste da “lacração das redes sociais” e concentre esforços em medidas concretas para enfrentar problemas estruturais. Também chamou atenção ao criticar o que classificou como “agro do mal”, diferenciando produtores rurais de grupos envolvidos com crimes ambientais, invasões de terras e grilagem.
Leia maisAdvogada e professora, Tebet construiu sua carreira política em Mato Grosso do Sul. Foi deputada estadual, prefeita de Três Lagoas por dois mandatos, vice-governadora, senadora da República e candidata à Presidência da República em 2022. Após terminar a disputa em terceiro lugar, tornou-se uma das principais apoiadoras de Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno e passou a integrar a equipe de transição do governo eleito, assumindo posteriormente o Ministério do Planejamento e Orçamento.
Nos últimos anos, Tebet consolidou-se como uma das principais vozes do centro político brasileiro, defendendo pautas ligadas à responsabilidade fiscal, ao desenvolvimento sustentável e à modernização da gestão pública. Sua filiação ao PSB e a pré-candidatura ao Senado por São Paulo estão entre os movimentos políticos mais observados do cenário nacional para as eleições de 2026.
O Direto de Brasília vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, incluindo também cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste.
Retransmitem o programa a Gazeta News, do Grupo Collor, em Alagoas, a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras, na Paraíba, e a Mais-TV, do mesmo grupo, sob o comando do jornalista Heron Cid. Ainda a Rede ANC, do Ceará, formada por mais de 50 emissoras naquele Estado, além da LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são o Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
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Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, que será excepcionalmente transmitida amanhã, o governador do Ceará, Elmano Freitas (PT), negou que tenha afastado os delegados investigados por atuação no episódio da Fazenda da Maconha. O caso, denunciado pelo deputado federal André Fernandes (PL), envolve a apreensão de 290 mil pés de maconha no município de Acopiara, no final de junho. Ontem (6), os delegados Vicente de Paula Rodrigues e Marcos Sandro Nazaré de Lira foram exonerados dos cargos.
Elmano negou que tenha atuado para retirar os policiais. “Primeiro, no Ceará o governador não afastou ninguém. Quem afastou foi o processo de apuração. No Ceará, nossa Controladoria Geral de segurança tem uma previsão de que, na medida em que a comissão que está apurando avalia que tem indício de alguma irregularidade, automaticamente essa comissão tem o poder de determinar o afastamento. A comissão tem autonomia e independência”, afirmou Elmano, sucessor do ex-governador e ex-ministro Camilo Santana (PT).
Leia mais“Foi o que eu disse que ia fazer. Eu disse tem que ter firmeza para não passar a mão na cabeça, e serenidade para não ter injustiça, e muito menos interferência política. Tem que ter celeridade e serenidade. E a comissão tem plena autonomia para apurar e afastar para garantir mais tranquilidade na apuração. E eu estou aguardando o que é que essa Comissão vai ao final definir o que de fato vai ser apurado”, completou Elmano.
O caso da Fazenda da Maconha envolve a descoberta de uma das maiores plantações ilegais da história do Ceará, localizada na zona rural de Acopiara. No fim de junho, a Polícia Civil localizou uma megaestrutura de produção com cerca de 290 mil pés de maconha – equivalentes a cinco toneladas da droga – distribuídos por uma área de quase três hectares. A operação rapidamente se transformou em um escândalo político e administrativo após denúncias de André Fernandes. O parlamentar foi até o local e gravou vídeos afirmando que a polícia havia abandonado a área sem vigilância adequada, deixando provas para trás e enterrando parte da droga em vez de incinerá-la totalmente. Elmano de Freitas também visitou a fazenda e prometeu rigor na apuração.
O podcast Direto de Brasília com o governador do Ceará vai ao ar excepcionalmente nesta quarta-feira, das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, incluindo também cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste.
Retransmitem o programa a Gazeta News, do Grupo Collor, em Alagoas, a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras, na Paraíba, e a Mais-TV, do mesmo grupo, sob o comando do jornalista Heron Cid. Ainda a Rede ANC, do Ceará, formada por mais de 50 emissoras naquele Estado, além da LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são o Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, preste depoimento à Polícia Federal (PF) no âmbito das investigações por crime de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Flávio fez uma postagem no X em 3 de janeiro de 2026 atribuindo crimes como os de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro ao presidente. O senador também associou imagens de Lula ao ex-líder da Venezuela, Nicolás Maduro, acompanhadas de um texto afirmando que o presidente brasileiro “será delatado”. As informações são do portal G1.
Leia maisA oitiva terá de ocorrer no prazo de até 10 dias, conforme a determinação do ministro do Supremo. Moraes acolheu a manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que defendeu que a PF ouça o senador sobre o caso. A PF afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que Flávio fez uma falsa imputação de crime a Lula.
Em 13 de abril de 2026, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou a abertura de uma investigação – atendendo um pedido da PF com parecer favorável da PGR – para apurar se Flávio cometeu crime com a postagem. Ao concluir o caso, a PF pediu que o STF adotasse as providências necessárias. Depois disso, Moraes encaminhou o relatório da PF para análise da PGR, que se manifestou a favor da oitiva.
Postagem de Flávio Bolsonaro
Na publicação, o parlamentar atribuiu a Lula a prática de diversos crimes, incluindo:
O senador também associou imagens de Lula ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acompanhadas de um texto afirmando que o presidente brasileiro “será delatado”.
“Tendo em vista o teor da postagem associando a imagem do Presidente Lula ao do ex-Presidente Maduro, que acabara de ser preso, acusado pelos EUA de envolvimento com o tráfico de drogas, alegando que o primeiro seria delatado, fica claro que o Senador afirma que a delação seria feita por Nicolas Maduro, e que, no entendimento do Senador, os crimes pelos quais o Presidente Lula seria delatado estão listados na sequência da postagem, quais sejam, tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras e eleições fraudadas”, afirmou a PF.
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O pré-candidato ao Governo de Pernambuco pelo PSB, João Campos, foi recebido com entusiasmo durante caminhada na Feira de Cavaleiro, em Jaboatão dos Guararapes, hoje. Ao lado do pré-candidato a vice-governador, Carlos Costa (Republicanos), e da pré-candidata ao Senado, Marília Arraes (PDT), o líder da Frente Popular percorreu a feira, conversou com feirantes e moradores e ouviu demandas da população para a região.
O senador Flávio Bolsonaro (RJ), pré-candidato do PL à Presidência, afirmou, hoje, durante audiência nos Estados Unidos que debate a possível aplicação de novas tarifas contra produtos brasileiros, que a medida beneficiaria Lula em um ano eleitoral.
Durante pronunciamento feito em inglês na audiência, Flávio repetiu argumentos que apresentou em uma manifestação enviada ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) na semana passada. As informações são do portal G1.
Nesse documento, o presidenciável do PL pediu o adiamento do tarifaço para depois das eleições e disse que Lula se fortalecia politicamente com o embate com os Estados Unidos.
O pré-candidato a governador João Campos (PSB) voltou ao Litoral Norte em mais um dia de agendas em espaços de grande circulação popular. Neste sábado (4), em Igarassu, ao lado do deputado estadual e ex-prefeito Mário Ricardo (Podemos), ele visitou a feira livre, conversou com comerciantes e frequentadores e deu entrevistas a rádios locais. Já em Itapissuma, João prestigiou o lançamento de um memorial em homenagem ao ex-prefeito e pré-candidato a deputado federal Yves Ribeiro (MDB) e apreciou a caldeirada que é símbolo da cidade.
Durante as agendas, João se comprometeu a destravar demandas históricas da região, como a mobilidade urbana. “A BR-101 é o principal corredor de mobilidade da Região Metropolitana e é fundamental desafogá-la. A construção do Arco Metropolitano é decisiva não apenas para o trecho sul, mas principalmente para o trecho norte, que é o maior gargalo. Se for mais ao norte, é mais rápido sair de João Pessoa para Goiana do que sair do Recife, por conta do trânsito urbano na BR. Nós vamos fazer o trecho norte. A gente não pode titubear. Vocês têm o meu compromisso. Vamos chamar todo mundo e buscar um consenso”, prometeu.
Leia maisAcompanharam a agenda o pré-candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos), o senador e pré-candidato à reeleição Humberto Costa (PT), a pré-candidata a senadora Marília Arraes (PDT), a deputada federal Maria Arraes (PSB), a deputada estadual Dani Portela (PT), a vereadora do Recife e pré-candidata a deputada federal Liana Cirne (PT) e outras lideranças com atuação política em Igarassu.
Em seguida, já em Itapissuma, João Campos participou do lançamento da pedra fundamental do Memorial Yves Ribeiro. O espaço reúne fotos, quadros, documentos e outros registros dos mais de 50 anos de vida pública do político, que é recordista brasileiro pelos sete mandatos que teve à frente da prefeitura daquele município e também de Igarassu e Paulista, na mesma região. O ato também foi prestigiado pelos prefeitos Flávio Gadelha (PSB), de Abreu e Lima, e Paulo Roberto Arruda (MDB), de Vitória de Santo Antão, pelos ex-prefeitos Mário Ricardo (Igarassu) e Paulo Batista (Itamaracá) e pelo presidente estadual do MDB, Raul Henry.
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Por Luiz Queiroz – Capital Digital
Depois de quase quatro anos dedicados à reconstrução das políticas públicas de ciência, tecnologia, inovação e indústria, um eventual quarto governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende inaugurar uma nova etapa do desenvolvimento brasileiro.
Se o terceiro mandato foi marcado pela recuperação da capacidade de planejamento do Estado, pela recomposição dos instrumentos de financiamento e pela retomada da política industrial, as diretrizes reunidas no documento “Plano Participativo pelo Brasil pelos Brasileiros – Diretrizes para o Plano de Governo 2027-2030” mostram que a estratégia para um eventual quarto mandato amplia significativamente essa agenda.
Leia maisO texto, que o blog obteve com exclusividade, propõe transformar a soberania científica, tecnológica, digital e industrial em eixo estruturante da política econômica brasileira, amplia o papel do Estado na coordenação das cadeias produtivas, cria novos instrumentos permanentes de financiamento e defesa da indústria nacional e aproxima a política econômica dos conceitos de segurança nacional hoje adotados por diversas potências industriais. Em cinco capítulos o blog fará um diagnóstico do que o PT e os demais partidos aliados esperam de um eventual quarto mandato de Lula.
Temas como cibersegurança, infraestrutura de redes e inclusão digital não estão detalhados no plano. O que não quer dizer que não possam estar inseridos em outros documentos que tragam propostas para um quarto mandato de Lula. Porém, é curioso que não estejam claramente definidas as metas futuras para esses setores, já que na questão do incremento das redes de comunicação e a inclusão digital o Governo Lula 3 resgatou uma dívida histórica com as áreas menos favorecidas do país, praticamente permitindo a excursão de milhões de brasileiros que habitam em áreas remotas.
O documento não apresenta, por exemplo, uma política específica para o setor de telecomunicações, tampouco discute temas regulatórios como concessões, espectro, 5G ou o papel da Anatel. Em vez disso, as redes de comunicação aparecem como infraestrutura indispensável para sustentar a soberania digital, a transformação produtiva e a inclusão social. Já a cibersegurança é citada apenas como um componente da estratégia de soberania tecnológica e de defesa nacional. E não como um capítulo autônomo com um conjunto detalhado de políticas.
O documento ainda poderá sofrer alterações, à medida que ele for apresentado para as diversas instâncias do governo e dos partidos que compõem a frente de apoio à reeleição do presidente Lula. Ele foi elaborado pelo “Grupo de Trabalho Brasil Moderno”, que contou com os seguintes integrantes: Nelson Akio Fujimoto (coordenador do GT), Daniela Carvalho (coordenadora do GT), Luiz Antonio Elias (relatoria), Renata Mielli (relatoria), James Görgen (relatoria), Lucas Mazoti (relatoria), Joao Cassino (relatoria), Felipe Machado (relatoria), Mauro Borges, Andreia Michele, Handerson Leite, Neide Freitas, Ricardo Bimbo, Tica Moreno, Iago Montalvão, Gabriel Medina, Ana Paula Bernardes, Jorge Bittar, Miriam Chaves, Rodrigo Assumpção, Uallace Moreira Lima, Beatriz Vasconcelos, Marcelo Lopes e Júlia Cruz.
Mais do que uma atualização do programa de governo apresentado em 2022, o documento representa uma mudança de patamar. Em vez de concentrar esforços na reconstrução institucional promovida desde o início do atual mandato, a proposta parte do pressuposto de que essa etapa foi concluída e que o país reúne condições para avançar para um novo ciclo de desenvolvimento. Ao longo de suas 15 páginas, praticamente todas as políticas públicas voltadas para ciência, tecnologia, inovação, infraestrutura digital, mineração, indústria, comércio exterior, defesa, saúde e energia passam a ser organizadas em torno de um conceito central: soberania nacional. Essa soberania, entretanto, deixa de ser entendida apenas como controle político do território ou da economia e passa a incorporar dimensões científicas, tecnológicas, digitais e industriais consideradas indispensáveis para a competitividade brasileira nas próximas décadas.
A lógica do documento difere daquela que orientou o terceiro mandato de Lula. Em 2023, o governo alegou que encontrou um conjunto de instituições fragilizadas, fundos públicos contingenciados, programas industriais descontinuados e forte redução da capacidade de investimento do Estado em ciência e inovação. A resposta foi a reconstrução dessas estruturas. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços voltou a existir, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial foi reativado, o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) voltou a operar plenamente, programas de inovação foram retomados e uma nova política industrial passou a orientar a atuação dos bancos públicos e das agências de fomento BNDES e Finep. O documento considera que essa etapa foi bem-sucedida e a utiliza como ponto de partida para propor uma ampliação do papel do Estado na economia.
O texto faz questão de registrar os principais resultados alcançados desde 2023. Um dos exemplos destacados é a liberação integral dos recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). Segundo o documento, a decisão permitiu realizar aproximadamente R$ 30 bilhões em investimentos ao longo de três anos, configurando o maior ciclo recente de financiamento público à ciência brasileira. Os autores sustentam que a recomposição do fundo restabeleceu a capacidade do Estado de financiar projetos estruturantes em pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação, interrompendo um período marcado por contingenciamentos e cortes orçamentários.
Também recebe destaque o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O documento informa que R$ 12,1 bilhões foram destinados à infraestrutura científica, contemplando projetos considerados estratégicos para a capacidade tecnológica nacional. Entre eles estão o Projeto Orion, responsável pela construção do laboratório NB4 de máxima contenção biológica, a expansão da fonte de luz síncrotron Sirius, o Reator Multipropósito Brasileiro, voltado à produção de radioisótopos e pesquisas nucleares, e a aquisição do supercomputador que servirá de base para a infraestrutura computacional do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial. Esses investimentos são apresentados como exemplos da retomada do planejamento estatal em áreas de alta complexidade tecnológica.
Na área da formação de recursos humanos, o documento destaca a recomposição das bolsas de pesquisa. Os reajustes concedidos às bolsas de iniciação científica, mestrado, doutorado e pós-doutorado variaram entre 40% e 75%, acompanhados da ampliação do número de bolsas financiadas pelo governo federal. Segundo os autores, a medida buscou enfrentar o processo de desvalorização da carreira científica ocorrido nos anos anteriores e recuperar a capacidade de formação de pesquisadores em áreas estratégicas para o desenvolvimento nacional.
Outro ponto considerado fundamental foi a expansão da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa. O documento afirma que a RNP ampliou significativamente sua presença nas regiões Norte e Nordeste, alcançando cerca de 1.700 unidades acadêmicas. Essa expansão é apresentada não apenas como política de conectividade, mas como parte da infraestrutura nacional de ciência, educação superior e transformação digital, reforçando o papel das redes acadêmicas como elemento estruturante do desenvolvimento tecnológico brasileiro.
No campo industrial, o balanço do Governo Lula 3 é igualmente utilizado como fundamento para as novas propostas. A recriação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e a reativação do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial aparecem como símbolos da retomada da política industrial brasileira. Segundo o documento, essas decisões permitiram construir de forma participativa a Nova Indústria Brasil, apresentada como a principal política de desenvolvimento produtivo do país. Diferentemente das estratégias industriais tradicionais, concentradas apenas em determinados segmentos econômicos, a NIB foi organizada em torno de grandes missões nacionais relacionadas à saúde, segurança alimentar, transformação digital, sustentabilidade ambiental, infraestrutura, defesa e aumento da produtividade.
Para financiar essa estratégia, o governo reorganizou a atuação dos bancos públicos. O Plano Mais Produção tornou-se o principal braço financeiro da Nova Indústria Brasil e, segundo o documento, deverá mobilizar R$ 713 bilhões até o final de 2026. Os recursos são provenientes de diferentes instituições financeiras públicas e destinam-se ao financiamento de investimentos privados alinhados às prioridades da política industrial. Ao mesmo tempo, o governo criou novos instrumentos de financiamento, como a Letra de Crédito do Desenvolvimento, fortaleceu o Fundo Clima, retomou a atuação do BNDESPar em fundos de participação e passou a utilizar a Taxa Referencial (TR) em linhas específicas destinadas à inovação e à transformação digital das empresas brasileiras.
O documento também apresenta um amplo inventário dos programas setoriais implantados ou retomados durante o terceiro mandato. Entre eles estão o Programa Mobilidade Verde e Inovação, com previsão de R$ 19,3 bilhões, a renovação do Regime Especial da Indústria Química, estimada em R$ 7,2 bilhões, o Programa Especial de Sustentabilidade da Indústria Química, de R$ 15 bilhões, a renovação da Lei de Informática e do PADIS/Brasil Semicon, com aproximadamente R$ 35 bilhões, além do Marco Legal do Hidrogênio de Baixo Carbono, que prevê R$ 18,3 bilhões em incentivos. Também são lembrados os Planos Brasil Soberano 1 e 2, voltados ao apoio de empresas exportadoras diante das instabilidades internacionais, que somam R$ 45 bilhões em crédito.
Na área digital, o documento informa a consolidação do GOV.BR, hoje com mais de 175 milhões de usuários e cerca de 4.600 serviços públicos integrados, que é apresentada como demonstração da capacidade do Estado brasileiro de operar grandes plataformas digitais. O mesmo ocorre com o PIX, descrito como exemplo internacional de infraestrutura pública de pagamentos desenvolvida sob coordenação estatal. Essas experiências servem de base para justificar uma ampliação da presença do Estado na economia digital durante o próximo ciclo de governo.
Outro marco destacado é a transformação da antiga Estratégia Brasileira de Inteligência Artificial no Plano Brasileiro de Inteligência Artificial. O documento registra que o PBIA reúne R$ 23 bilhões em investimentos distribuídos ao longo de quatro anos e prevê a construção de infraestrutura computacional soberana, aquisição de supercomputadores, desenvolvimento de modelos de linguagem em português treinados com bases nacionais e implantação de uma arquitetura nacional de processamento de dados. Ao citar essas iniciativas, o texto deixa claro que considera encerrada a fase de formulação das políticas públicas para inteligência artificial e propõe avançar para uma etapa voltada à consolidação da autonomia tecnológica brasileira.
É justamente nesse ponto que surge a principal diferença entre o Lula 3 e o plano elaborado para 2027-2030. Ao longo do terceiro mandato, o governo concentrou esforços na reconstrução das capacidades do Estado. Recuperou ministérios, reativou conselhos, recompôs fundos públicos, reorganizou linhas de crédito, fortaleceu bancos de desenvolvimento, ampliou investimentos em pesquisa e voltou a utilizar a política industrial como instrumento de desenvolvimento. O documento parte desse diagnóstico para defender uma mudança de escala. Em vez de continuar apenas reconstruindo instituições, propõe utilizar essa arquitetura para reorganizar a economia brasileira em torno de setores considerados estratégicos para a soberania nacional.
Essa mudança fica evidente na própria concepção do Estado. Durante o Lula 3, o governo atuou principalmente como financiador, articulador institucional e indutor do investimento privado. No plano para um eventual Lula 4, essas funções permanecem, mas passam a ser acompanhadas de novas atribuições.
O Estado assume explicitamente o papel de coordenador das cadeias produtivas, planejador de longo prazo, formulador de políticas industriais permanentes, organizador da infraestrutura digital nacional e, em alguns setores específicos, potencial operador direto da atividade econômica. É essa transformação que orientará todas as propostas apresentadas nos capítulos seguintes do documento, dedicados à política industrial, aos minerais críticos, à soberania digital, à inteligência artificial, à ciência e ao comércio exterior.
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Diário de Pernambuco
Entre janeiro e junho deste ano, a Região Metropolitana do Recife registrou o maior crescimento no número de pessoas baleadas durante assaltos, de acordo com o levantamento do Instituto Fogo Cruzado, publicado ontem.
Conforme o Instituto, foram 52 vítimas de disparos de arma de fogo, o equivalente a uma média de 8,6 pessoas baleadas por mês, praticamente nove vítimas mensais ou cerca de duas por semana.
Leia maisDo total de baleados, 24 morreram e 28 ficaram feridos. Em comparação com o primeiro semestre de 2025, quando foram contabilizadas 28 vítimas, sendo nove mortas e 19 feridas. Pernambuco apresentou um aumento de quase 86% dos casos, o maior percentual entre os estados acompanhados pelo instituto.
Entre as vítimas está o motorista de aplicativo João Valdemir da Silva, de 57 anos, que foi baleado e morto durante uma tentativa de assalto em maio deste ano. O caso aconteceu no bairro do Bongi, na Zona Oeste do Recife.
O crime aconteceu quando o motorista aguardava uma passageira. Nesse momento, o suspeito, que estava de bicicleta, se aproximou do carro e ao anunciar o assalto o motorista por aplicativo tentou fugir, arrancando com o carro. Mas, o assaltante segue o veículo e atira contra João Valdemir, que acabou batendo o carro mais à frente.
No dia seguinte, o criminoso foi localizado e preso pela Polícia Civil de Pernambuco. O caso de João Valdemir foi o décimo envolvendo mortes de motoristas por aplicativo em 2026.
Os dados sobre assaltos fazem parte de um levantamento do Instituto Fogo Cruzado sobre a violência nas regiões metropolitanas do Recife, Rio de Janeiro, Salvador e Belém.
No conjunto das quatro localidades, 259 pessoas foram baleadas entre janeiro e junho de 2026, o equivalente a quase dez vítimas por semana. Desse total, 123 morreram e 136 sobreviveram aos ferimentos. Em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados 240 baleados, houve aumento de 8%.
Embora a Região Metropolitana do Rio de Janeiro concentre o maior número absoluto de vítimas, com 147 baleados no semestre, foi Pernambuco quem apresentou a maior aceleração nos registros. Enquanto o Rio teve alta de 40%, Salvador e região metropolitana registraram redução de 51% nos casos, e a Região Metropolitana de Belém apresentou queda de 32%.
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O futuro da medicina reprodutiva se encontrará no Recife com o 30º Congresso Brasileiro de Reprodução Assistida (CBRA), o maior evento do segmento da América Latina, que acontecerá na capital pernambucana entre os dias 9 e 12 de setembro.
O Brasil, como se sabe, não possui uma lei específica aprovada pelo Congresso Nacional que regulamente a reprodução assistida. A prática é orientada por resoluções do Conselho Federal de Medicina (CFM) – atualmente, a Resolução CFM nº 2.320/2022 – e por normas da Anvisa. Embora existam projetos de lei em tramitação, o Código de Ética Médica preenche a lacuna regulatória existente.
Leia maisQuestões como quem pode utilizar a reprodução assistida, idade-limite para os procedimentos, gestação, doação de gametas, “barriga solidária”, destino e descarte de embriões, entre outras, geram polêmicas e dilemas, inclusive de natureza religiosa. É para aprofundar essas discussões e promover a troca de conhecimentos sobre os avanços científicos que o CBRA 2026 reunirá palestras, debates, painéis, cursos, workshops, apresentações de trabalhos científicos e mesas-redondas com renomados especialistas brasileiros, além de um grupo de 13 palestrantes de diversos países da Europa, dos Estados Unidos e da América Latina, já confirmados para compartilhar experiências e conhecimentos.
Na programação, destaca-se uma parceria para cursos exclusivos sobre infertilidade masculina, com Gilberto Almodin. O médico paraense fez história ao ampliar seus estudos após o nascimento do primeiro bebê de proveta, em 1978. Em 1986, obteve sua primeira gestação por fertilização in vitro com uma equipe totalmente brasileira. Também é o criador de uma técnica inédita no mundo, capaz de devolver a fertilidade a mulheres jovens que se tornaram estéreis após tratamentos oncológicos.
“Teremos essas referências mundiais do segmento para enriquecer o debate sobre o que há de mais avançado na fronteira da ciência. A programação acompanha a evolução da medicina reprodutiva nas últimas décadas e dialoga com a medicina dos quatro ‘P’: preditiva, preventiva, personalizada e participativa, em que o cuidado reprodutivo passa a considerar o paciente de forma integral”, explica a médica pernambucana Altina Castelo Branco, referência na área e presidente do congresso.
Segundo Altina Castelo Branco, a escolha do Recife como sede do congresso reforça o protagonismo de Pernambuco na medicina reprodutiva das regiões Norte e Nordeste. O Estado concentra grande parte da infraestrutura especializada da região e abriga clínicas de referência nacional, consolidando-se como um importante polo de atendimento em reprodução assistida. Ao mesmo tempo, especialistas destacam que o acesso aos tratamentos de alta complexidade ainda representa um grande desafio no país. A maior parte dos serviços de reprodução assistida está concentrada na rede privada, enquanto a oferta pelo Sistema Único de Saúde (SUS) permanece limitada a poucos centros especializados.
As inscrições para o CBRA podem ser realizadas por meio do site oficial do evento.
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Pesquisa eleitoral divulgada ontem, pelo instituto Brasmarket, sobre as intenções de voto para governador do Rio Grande do Sul mostrou o deputado federal Luciano Zucco (PL) à frente da ex-deputada estadual Juliana Brizola (PDT) nos cenários de 1º e 2º turno.
No cenário estimulado, quando uma lista de possíveis candidatos é apresentada aos entrevistados, Zucco tem 39% no 1º turno, contra 20,4% de Juliana. As informações são do portal R7 Notícias. Veja:
Leia maisA pesquisa foi realizada entre os dias 1 e 3 de julho, com as entrevistas de 1.200 pessoas. O nível de confiança é de 95%, com margem de erro de 2,84 pontos percentuais. O levantamento foi registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número RS-09741/2026.
Cenários de 2º turno
O instituto fez três cenários de 2º turno. Veja a seguir.
Zucco x Juliana Brizola
Zucco x Gabriel Souza
Juliana Brizola x Gabriel Souza
Senado
O Brasmarket também mediu as intenções de voto para o Senado. Veja os números:
O Senado Federal pode votar, na próxima semana, a proposta de Emenda à Constituição (PEC) que cria aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e de combate a endemias, considerada uma “pauta-bomba” pelo Executivo.
Apesar do gesto feito ao governo de adiar a votação da proposta na semana passada, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), manteve o tema em pauta e pelo cronograma, o assunto deve estar pronto para votação na próxima semana, antes do início do recesso legislativo, que começa em 18 de julho.
Na prática, uma pauta-bomba é um projeto de lei ou uma proposta legislativa que cria despesas elevadas para o governo, pressionando os cofres públicos ou reduzindo a arrecadação.
A proposta precisa passar por cinco sessões de debate antes de ser votada.
A proposta também determina a regularização do vínculo funcional desses agentes, proibindo contratações temporárias ou terceirizadas, exceto em situações de emergência em saúde pública. Uma projeção da Previdência Social indica impacto fiscal de R$ 30 bilhões em dez anos.
Alcolumbre anunciou, na terça-feira passada (30), em plenário, que a tramitação da PEC respeitará o rito constitucional com o prazo de cinco sessões antes da deliberação do texto em primeiro turno. Até então, era ventilada a possibilidade de aceleração no trâmite com a votação na semana passada.
“Estou deixando claro o rito processual que vou adotar: primeiro, não vou tirar a proposta de deliberação; segundo, não vou votar o calendário especial para a gente quebrar o interstício. Não vou fazer isso. Eu vou ouvir cinco sessões; quando eu ouvir cinco sessões, vou botar em votação o requerimento do calendário especial para a gente suprimir as outras três, fazer a votação do segundo turno e marcar a sessão de promulgação”, declarou Alcolumbre, garantindo que após o prazo o tema será votado.
De acordo com o regimento interno do Senado Federal, que norteia as diretrizes das tramitações da casa, uma PEC deve ser votada, em primeiro turno, após cinco sessões deliberativas de debate. A primeira delas aconteceu na última terça-feira (30).
Assim, de acordo com o cronograma informado pelo Senado, existem sessões agendadas para esta terça (7), quarta (8) e quinta (9), cada uma com uma sessão para debate sobre o tema.
Concluída essa semana, restará apenas mais uma sessão para que o assunto seja votado em primeiro turno, o que pode acontecer na próxima terça-feira (14).
A corridinha diária de 8 km, hoje, foi no lindo, espaçoso e maravilhoso calçadão da praia de Iracema, em Fortaleza, onde gravo, daqui a pouco, o podcast ‘Direto de Brasília’ com o governador Elmano de Freitas (PT), no seu gabinete, no Palácio da Abolição, sede oficial do Governo do Estado do Ceará.
Inaugurado em 1970 e projetado por Sérgio Bernardes, o complexo abriga o Palácio, a residência oficial e a Galeria da Liberdade, espaço cultural inaugurado para destacar a história, a arte e a resistência negra. Fica localizado na Av. Barão de Studart, no quadrilátero com as ruas Silva Paulet, Tenente Benévolo e Deputado Moreira da Rocha.
A nova orla de Fortaleza ficou fantástica. Tem 125 mil m² de área modernizada e virou o principal cartão-postal da capital cearense. O projeto conta com calçadão ampliado, ciclovia contínua, uma faixa de areia expandida (engorda), quiosques padronizados, quadras esportivas, pista de cooper, o Skate Park, o Jardim Japonês e a Feirinha de Artesanato.
