Da CNN Brasil – Blog da Julliana Lopes
O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) mandou retirar do ar parte das publicações sobre as conversas entre o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e Daniel Vorcaro. A decisão foi tomada neste domingo (6), e os conteúdos indicados deverão ser removidos em até 24 horas.
A ordem atinge publicações que afirmavam que Nikolas chamou Vorcaro de “lindão”. Já a informação de que o deputado procurou o ex-banqueiro para tratar de uma pendência envolvendo um ativo de minério foi mantida. Para o juiz Jair Francisco dos Santos, não há, neste momento, elementos para considerar esse trecho falso.
Leia maisO caso chegou chegou à justiça depois da divulgação, pelo ICL Notícias, de um áudio enviado por Nikolas a Vorcaro em março de 2025. Na mensagem, o deputado tenta aproximar o ex-banqueiro de um amigo e ex-assessor que tinha uma pendência ligada a um ativo minerário.
A CNN confirmou a autenticidade do áudio, e Nikolas reconheceu que falou com Vorcaro. À emissora, o deputado disse que teve alguns contatos com o ex-dono do Banco Master, mas negou proximidade com ele e afirmou que a tentativa de ajudar o amigo não avançou.
A defesa de Nikolas acionou a Justiça Eleitoral alegando que as publicações distorceram o conteúdo das conversas e sugeriram uma relação de intimidade entre os dois.
O pedido de direito de resposta ainda será analisado.
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Pesquisa Badra divulgada neste domingo (6) mostra João Campos (PSB) na liderança da corrida ao Governo de Pernambuco, com 48,3% das intenções de voto. O candidato oscilou positivamente em relação ao levantamento do mesmo instituto divulgado em 30 de julho, quando tinha 44,6%. Já a governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) passou de 37,2% para 40,2%.
Ainda na pesquisa estimulada, quando os nomes dos candidatos são elencados aos entrevistados, Renan Hallais (Missão) teve 1,5%, Victor Assis (PCO), 1,2%, Ivan Moraes (PSOL), 0,7%, Professora Camila (UP), 0,4%, Guilherme Fonseca (PSTU), 0,3%, e Jeremias do Banco (Democrata), 0,1%. Brancos e nulos foram 4,6%. Não soube dizer, 1,2%, e não pretende votar em nenhum, 1,6%.
O instituto coletou respostas de 1,5 mil eleitores entre os dias 31 de agosto e 2 de setembro. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado na Justiça Eleitoral com o código PE-07979/2026.
Por Paulo Silva Pinto
Do Poder360
Palácio do Planalto, políticos aliados de Lula e uma ala do Supremo Tribunal Federal estão colocando em prática um acordo para preservar ao máximo o ministro Alexandre de Moraes, vice-presidente da Corte, de ser investigado sobre as suspeitas que pesam contra ele a respeito de possível relacionamento impróprio e ilegal com o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro.
O grupo no STF que inclui Gilmar Mendes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Moraes tem por objetivo evitar que a atual crise modifique a correlação de forças na maior Corte do país. Caso o presidente do STF, Edson Fachin, autorize as investigações contra Moraes, ficará irreversível a fragilização do magistrado. Há muitos indícios de ilegalidade na relação entre o ministro e Vorcaro.
Leia maisNa hipótese de confirmação de que Moraes atuou a favor de Vorcaro, pode se configurar que o ministro cometeu um crime. Trata-se da maior crise institucional do Supremo em toda a sua história.
Em 6 de março de 2026, a Secretaria de Comunicação do STF publicou uma nota de Moraes negando ter recebido mensagens do fundador do Master. Em suma, Moraes negou por escrito ser o destinatário. Se agora se comprovar que mentiu, sua situação se agrava ainda mais.
Investigações
O ministro André Mendonça tornou público na terça-feira (1º) o conteúdo das investigações sobre o Master. Há 52 mensagens de Vorcaro para o celular de Moraes. Estavam no bloco de notas do celular do fundador do Master. As respostas de Moraes não aparecem.
Moraes incluiu Mendonça na quinta-feira (3) no inquérito das fake news, que está aberto há sete anos. Fachin tirou Mendonça da investigação na sexta-feira (4). Determinou que a inclusão dele ou não será analisada.
Fachin afirmou em discurso no Planalto na sexta-feira que haverá resposta “firme” sobre a situação de Moraes. É incomum presidentes do STF discursarem em cerimônias na sede do Poder Executivo. As declarações são, em teoria, uma resposta assertiva à crise inédita em que a Corte está imersa. Ocorre que, na prática, Fachin fez exatamente o contrário do que disse e atrasou as decisões até 22 de setembro.
No caso das investigações contra Moraes, os prazos para manifestações vão até a próxima sexta-feira (11) para ele, Mendonça, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A decisão só poderá ser depois de 14 de setembro.
Grupos no STF
Fachin tem demonstrado alinhamento com os interesses do grupo que inclui Moraes. Do outro lado estão Mendonça, Nunes Marques e Luiz Fux. Cármen Lúcia transita entre os dois grupos e poderia decidir a favor de um ou de outro. Dias Toffoli se declarou impedido de decidir no caso Master em 11 de março de 2026.
A demonstração de que se prepara um acordo para poupar Moraes está no fato de que Dino defendeu em postagem no Instagram neste domingo (6) decisões monocráticas do STF. Também disse que cabe ao STF decidir se a tramitação deve terminar ou não. “E quem decide o que é ‘tramitação longa’? Opiniões pessoais? Ou critérios legais e regimentais?”, disse o ministro.
Dois cenários
O grupo que negocia a postergação da decisão sobre Moraes tem como cenário mais provável a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição. Caso isso se dê, Lula poderá indicar quatro ministros do STF em seu 4º mandato presidencial.
É dado como certo que, a partir da vitória de Lula, haveria um movimento forte para tirar Mendonça da relatoria dos casos sobre o Master e sobre o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) — no caso do INSS está incluído Fábio Luís Lula da Silva, filho mais velho do presidente da República e sobre quem pesam várias suspeitas sobre ter cometido tráfico de influência.
Mendonça como alvo
O fortalecimento do grupo hegemônico no Supremo poderia levar a ações que resultem na saída de Mendonça do STF. Se isso se der, Lula poderá indicar cinco ministros do STF no eventual 4º mandato.
O outro cenário é de vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na eleição presidencial. Nesse caso, ficará muito difícil evitar que o STF autorize investigações sobre a conduta de Moraes no caso Master.
Ocorre que o grupo político de Lula pretende apresentar um arsenal de suspeitas de ilegalidades contra Flávio quando faltarem ao menos 20 dias para o 1º turno. Pela Lei 9.504 de 1997, a substituição de candidatos em caso de desistência deve ser requerida até 20 dias antes do pleito, salvo em caso de morte.
Uma parte das suspeitas a serem divulgadas são indícios de que as doações de Vorcaro ao filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro, foram, na realidade, direcionadas a integrantes da família Bolsonaro.
Os indícios de desvio nas doações ao filme estão em delação do empresário Antonio Carlos Freixo Júnior. Quem recebeu a proposta de delação premiada foi o procurador-geral da Repúbica, Paulo Gonet — que, por sua vez, está citado em mensagens de Daniel Vorcaro. Gonet é próximo de Gilmar Mendes, do grupo que defende Moraes e se opõe a Mendonça.
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O presidente da Câmara de Vereadores de Arcoverde e candidato a deputado federal, Luciano Pacheco (MDB), participou, na noite de ontem (5), da Itaíba Agroshow, em Itaíba, no Sertão do Moxotó. Segundo a organização, a expectativa é de que a feira movimente R$ 15 milhões em negócios, com impacto nos setores de comércio, serviços, hospedagem, alimentação, transporte e agropecuária.
Durante a visita, Luciano destacou o tamanho da estrutura e o movimento nos estandes. “Para você ter uma ideia, na primeira noite, o evento recebeu um público de 40 mil pessoas. Quer dizer, 40 mil pessoas passaram por aqui. É um evento que veio para ficar. Desde quando estive aqui, no ano passado, parabenizei o prefeito Pedro Pilota, parabenizei Arnon e a própria Regina, porque a gente sabe que tudo começou com essa iniciativa dela. Também parabenizei a todos porque a nossa região merecia um evento desse porte. Isso não é uma simples exposição de leite nem um torneio leiteiro. Isso é um megaevento”, disse Luciano.
O candidato também mencionou a movimentação comercial durante a feira e associou o evento à geração de negócios na região. “A estrutura da Itaíba Agroshow supera a de qualquer outro evento que já visitei. Em termos de oportunidades de negócios, já passei pelos estandes das máquinas e muitas foram negociadas aqui. O nome disso é desenvolvimento econômico”, concluiu.
Quatro nomes ligados à política de Cupira recebem, juntos, R$ 43.090,54 por mês em cargos no Governo de Pernambuco, segundo dados disponíveis no Portal da Transparência do Estado. Entre eles estão o ex-vereador Fábio Lessa, o ex-prefeito Zé Maria, o ex-candidato a prefeito Ramom da Funerária e Fernando Paulino, que atuou na comunicação da gestão municipal anterior.
De acordo com os registros, Fábio Lessa recebe R$ 20.821,68 mensais. Zé Maria, que ocupa o cargo de assessor especial, tem remuneração de R$ 10.174,76. Ramom da Funerária aparece com vencimentos de R$ 6.474,86, enquanto Fernando Paulino recebe R$ 5.619,24. As informações são do Cupira Notícias.
Considerando os valores informados, a despesa anual com os quatro chega a aproximadamente R$ 517 mil. Em quatro anos, mantidas as mesmas remunerações, o montante ultrapassaria R$ 2 milhões. Os dados se referem às remunerações registradas atualmente no Portal da Transparência e podem sofrer alterações conforme mudanças nos cargos e nas folhas de pagamento.
A existência dos vínculos funcionais, por si só, não indica irregularidade. Para avaliar eventuais questionamentos sobre os cargos, seria necessário verificar as atribuições, a jornada e as atividades desempenhadas por cada servidor. A reportagem pode ainda ouvir o Governo de Pernambuco e os citados sobre as nomeações e as funções exercidas.




Por Nickson Monteiro*
Até quando os policiais penais de Pernambuco vão esperar por respostas? O SinpolPen deveria ter como prioridade absoluta a defesa da categoria. No entanto, sua direção tem participado de agendas e manifestações públicas de apoio político, enquanto questões fundamentais dos policiais penais continuam sendo cobradas.
A pergunta é simples: o que os policiais penais ganharam com toda essa aproximação política? Houve valorização salarial? O problema do PCV foi resolvido? A assistência à saúde melhorou ou o governo faliu (O SASSEPE)? A carreira foi efetivamente valorizada?
Leia maisSe essa estratégia de aproximação com o Governo está trazendo resultados, que eles sejam apresentados à categoria. Ou o resultado é só para Márcia?
Também cabe perguntar: os policiais penais foram consultados antes de o sindicato assumir posições políticas tão explícitas ou a presidenta está fazendo a revelia da categoria? Dirigentes têm direito às suas preferências pessoais. Mas sindicato representa uma categoria inteira e precisa preservar sua independência.
E fica outra pergunta que merece resposta: quem está ganhando com essa aproximação política — a direção do SinpolPen ou os policiais penais? Dialogar e negociar com qualquer governo faz parte da atividade sindical. Mas diálogo não pode substituir cobrança, mobilização e defesa dos trabalhadores.
Os policiais penais querem salário digno, solução para o PCV, assistência à saúde (o nosso SASSEPE de volta), valorização profissional e respeito. Chega de palanque. Queremos valorização. Chega de fotografia. Queremos resultado. Chega de promessa. Queremos conquistas.
Então fica a pergunta, simples e direta: quem está ganhando com toda essa aproximação política? Porque, até agora, os policiais penais não estão. O SinpolPen precisa ser independente e estar a serviço dos policiais penais.
*Policial penal
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O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), liberou neste domingo (6) o caso que envolve o ministro Alexandre de Moraes com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro para julgamento no plenário da Suprema Corte.
Com a liberação, cabe agora ao ministro Edson Fachin, presidente do STF, pautar o caso. Ainda não há data estabelecida. O plenário deve decidir se será aberta uma investigação contra o magistrado. As informações são da CNN Brasil.
Leia maisMesmo com a liberação de Mendonça, a tendência é que Fachin aguarde as manifestações dentro do prazo de cinco dias dado por ele aos envolvidos para pautar o caso para análise do plenário.
Um relatório da PF foi tornado público por André Mendonça na terça-feira (1º) e mostra indícios de que Vorcaro e Moraes mantinham uma relação muito próxima, e que o dono do Master teria pedido a orientação do ministro no auge da crise do banco, liquidado em novembro de 2025 pelo Banco Central em meio a investigações de fraudes bilionárias.
O relatório, que teve o sigilo levantado na terça, reúne mensagens trocadas entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. Segundo Mendonça, a análise pelo colegiado ocorrerá independentemente da manifestação que vier a ser apresentada pela PGR (Procuradoria-Geral da República).
Mendonça afirmou ainda que a deliberação deverá ocorrer de forma “pública e transparente, em sessão presencial”, em data a ser definida pelo presidente do STF, Edson Fachin.
O despacho foi proferido na ação aberta após a PF encaminhar um relatório com dados extraídos do celular de Vorcaro. O material reúne mensagens e outros elementos envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e pessoas citadas nas comunicações do banqueiro.
A PF identificou, entre outros pontos, que Vorcaro produzia anotações em seu celular e, segundos depois, enviava mensagens a um número salvo como “Alexandre de Moraes BRASILIA”.
Em uma das notas, Vorcaro afirmou ter recebido “informações informais e em confidencia de turma do banco central” e escreveu ser “importante reforçar com Andrei e Paulo” para evitar uma medida que pudesse prejudicá-lo. A PF aponta que as referências podem ser ao diretor-geral da instituição, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Após receber o relatório, Mendonça determinou que os novos elementos fossem retirados da investigação original e reunidos em uma petição autônoma no Supremo. O ministro também abriu vista à PGR para manifestação.
Mendonça decidiu ainda levantar o sigilo do processo. Segundo ele, diante da previsão de análise pelo plenário, o interesse público nas informações justificava que o caso passasse a tramitar de forma aberta.
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Do Correio Braziliense
Senadores de partidos que integram a base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) engrossaram a lista de parlamentares que assinaram um novo pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Jorge Kajuru (PSB-GO) e Leila Barros (PDT-DF) estão entre os 20 signatários da denúncia protocolada pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE).
O movimento leva o pedido para além do campo da oposição, que tradicionalmente concentra as iniciativas contra Moraes no Senado. PSB e PDT integram a base de sustentação do governo Lula. Além de Kajuru e Leila, a representação reúne nomes como Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Damares Alves (Republicanos-DF), Tereza Cristina (PP-MS), Carlos Portinho (PL-RJ), Marcos Pontes (PL-SP) e Wilder Morais (PL-GO).
Leia maisA denúncia aponta suposta prática de crime de responsabilidade e pede que o Senado investigue possíveis conflitos de interesses relacionados ao caso Banco Master. Entre os elementos apresentados está a relação profissional entre o escritório Barci de Moraes, comandado por Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, e o banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo o documento, um contrato firmado em janeiro de 2024 previa pagamentos de R$ 3 milhões líquidos mensais durante 36 meses, com valor bruto superior a R$ 131 milhões.
O pedido também cita registros de metadados que, segundo os autores, indicariam que Moraes acessou versões do contrato antes da assinatura, além de mensagens e registros encontrados no telefone de Vorcaro.
Vieira reconheceu a dificuldade para que a iniciativa avance sob a presidência de Davi Alcolumbre (União-AP), a quem cabe dar andamento a pedidos dessa natureza. “Mesmo sabendo da enorme dificuldade política imposta pelo presidente Davi Alcolumbre, entendo ser necessário persistir, apresentando um pedido de impeachment sóbrio e técnico”, afirmou. O senador já havia apresentado, em abril de 2019, outro pedido de afastamento de Moraes.
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Por Leonardo Sakamoto
Do UOL
Após ser aprovada na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, a proposta que acaba com a escala 6×1 de trabalho foi colocada na gaveta pelo presidente Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) até o final das eleições. Acatou a defesa do senador Flávio Bolsonaro e aliados de que a votação da matéria agora iria desequilibrar o pleito. Contudo, é exatamente o contrário.
De acordo com a última pesquisa disponível, a do Instituto Locomotiva, divulgada na semana que passou, 78% dos brasileiros são a favor do fim da escala 6×1, com a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas e sem redução de salário, conforme prevê a proposta. Desses, 61% se consideram de direita, ou seja, a pauta está acima de ideologias — o que é raro por aqui.
Leia maisEleitoreiro é, portanto, ignorar uma pauta que se coloca como o desejo de oito entre cada dez brasileiros para evitar que Lula (que passou a patrocinar a mudança) seja potencialmente beneficiado com sua aprovação diante de Flávio Bolsonaro (que vem lutando contra ela).
O senador poderia, desde o começo, ter abraçado a proposta, tornando-a um ponto de união nacional. Preferiu a posição de parte dos empresários. E, agora, para defender a escolha que Flávio fez, a presidência do Senado ignora o desejo de quase 80% da população.
A manobra de Alcolumbre põe em risco a aprovação da proposta de emenda à Constituição, uma vez que o fato de que dois terços do Senado estão em disputa nesta eleição é o maior incentivo para que parlamentares apoiem a proposta. O mesmo processo ocorreu na Câmara, onde 472 dos 513 deputados deram aval à mudança, apoiada mesmo entre aqueles que a criticaram por meses.
Após a eleição, a pressão dos trabalhadores sobre os senadores desaba e volta a reinar a influência do cascalho grosso. Os que são contra o fim da escala perfazem 9%, enquanto outros 13% dizem não ser a favor nem contra. Entre as mulheres, o apoio é de 83%. E, na geração Z (com jovens até 29 anos), 86%.
Adiar a votação, portanto, não é proteger o processo eleitoral de uma pauta oportunista. É proteger uma escolha política do julgamento das urnas. Se o Congresso representa a população, poucas matérias chegam ao plenário com tamanho respaldo social.
Ao engavetar a proposta justamente quando os senadores estão mais expostos à cobrança popular, Alcolumbre não retira a influência da escala 6×1 da eleição. Faz o contrário: transforma sua manutenção em decisão eleitoral.
E deixa ainda mais nítido quem, diante de uma escolha entre o desejo de oito em cada dez brasileiros e a pressão de grupos econômicos, manda de verdade no Brasil.
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O prefeito Lula Cabral ampliou, ontem (5), a capacidade de atuação da Guarda Civil Municipal (GCM) do Cabo de Santo Agostinho com a entrega de 17 novas viaturas. Apresentada à população, a frota saiu em comitiva pelas ruas de Ponte dos Carvalhos, reforçando a prioridade do investimento da gestão na presença dos agentes nos bairros e comunidades.
São sete carros, quatro motocicletas, quatro quadriciclos, uma van e uma base móvel de monitoramento. Equipada com câmeras, monitores, visão noturna e radiocomunicação, a unidade permitirá acompanhar operações em tempo real. “São 17 novos veículos, mais tecnologia e melhores condições de trabalho para os nossos guardas. Queremos nossos agentes cada vez mais preparados, presentes nos bairros e próximos das pessoas. Estamos investindo para cuidar da população e avançar ainda mais”, afirmou Lula Cabral.
Os veículos serão distribuídos entre a GCM, a Ronda Ostensiva Municipal (ROMU), a Patrulha Escolar, a Guarda Ambiental e a Ronda Patrimonial. Os quatro quadriciclos também ampliarão o patrulhamento no litoral, especialmente durante o verão.
A candidata ao Senado Marília Arraes (PDT) percorreu cinco municípios do Agreste ontem (5), ao lado de integrantes da chapa majoritária da Frente Popular. A agenda começou em Lagoa dos Gatos, passou por Vertentes, Toritama e Belo Jardim e terminou em Correntes, onde participou de um ato promovido pelo prefeito Edimilson da Bahia (PT).
Edmilson declarou apoio à candidatura de Marília ao Senado e levou seu grupo político ao ato. Durante discurso, a candidata destacou a importância econômica da região. “O Agreste é uma das grandes forças de Pernambuco. É uma região que empreende, produz, gera emprego e renda e mostra todos os dias a capacidade do nosso povo de vencer desafios. Do Polo de Confecções à agricultura, passando pelo comércio e pela indústria, há uma economia pulsante que precisa de mais investimentos e oportunidades. Quero estar no Senado para ajudar a trazer recursos, fortalecer quem produz e transformar essa força do Agreste em ainda mais desenvolvimento e qualidade de vida para a população”, afirmou.
Horas antes, em Belo Jardim, Marília participou, ao lado dos candidatos a governador, João Campos (PSB); a vice-governador, Carlos Costa (Republicanos) e o senador Humberto Costa, que disputa à reeleição, da inauguração do comitê de campanha do candidato a deputado federal Zé Guri (Republicanos). Vereador no terceiro mandato e ex-presidente da Câmara Municipal, Zé Guri é um dos principais articuladores da Frente Popular na cidade. Na cidade, o candidato a deputado estadual Jobson Almeida (Republicanos), se juntou a comitiva.
Em Toritama, Marília participou da inauguração do comitê da candidata a deputada estadual Heloysa Ferreira (Republicanos). Em Vertentes, caminhou pela feira livre e participou de uma mini-carreata organizada pelo presidente municipal do PSB, Zito Barros. Já em Lagoa dos Gatos, visitou a feira livre ao lado de Boró, liderança política local.
Da CNN Brasil
O ministro aposentado do STF (Supremo Tribunal Federal) Marco Aurélio Mello disse, em entrevista à CNN ontem (5), que “se arrependimento matasse não estaria aqui” sobre ter apoiado o nome do ministro Alexandre de Moraes à Suprema Corte. A fala ocorre após terem sido tornadas públicas trocas de mensagens entre o Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo dono do extinto Banco Master.
“Os fatos que vieram à balha são seríssimos. Quando caiu o avião e morreu o ministro Teori Zavasck, […] eu disse que o presidente Temer tinha um homem talhado para o cargo: professor universitário, membro do Ministério Público, secretário de segurança do prefeito Kassab, secretário de governo do governador Geraldo Alckmin, ministro da justiça. […] Se arrependimento matasse eu não estaria aqui hoje conversando com vocês”, afirmou Mello.
Leia maisO magistrado aposentado ainda comentou que o ministro “vem errando a mão e isso é muito ruim”. A troca de mensagens entre Vorcaro e Moraes consta em um relatório da PF (Polícia Federal), que teve o sigilo derrubado pelo ministro do STF André Mendonça, acusado por Moraes de atuar fora do regimento jurídico.
À CNN, Marco Aurélio Mello saiu em defesa da condução de André Mendonça no caso e avaliou que o atual momento da Corte representa uma “inversão de valores”. “Eu penso que está havendo uma inversão de valores. O ministro André Mendonça se defrontou com um relatório da PF (Polícia Federal) e procedeu como deveria, encaminhando à PGR (Procuradoria-Geral da República)”, declarou.
O relatório da PF mapeou uma série de encontros que ocorreram entre fevereiro de 2024 e agosto de 2025. Segundo o material, o primeiro contato foi intermediado ainda em 2023 por Fábio Faria, ex-ministro das Comunicações no governo de Jair Bolsonaro (PL), que encaminhou a Vorcaro o número de telefone de Moraes.
Em 2 de fevereiro de 2024, segundo as mensagens analisadas, ocorreu um jantar entre Moraes e Vorcaro, com a presença das respectivas esposas. Em novembro de 2024, ocorreram vários outros encontros. Em março de 2025, Vorcaro informou à esposa que estava com Moraes e, posteriormente, repetiu a mesma informação a um diretor do Banco Central. Em abril de 2025, ele disse que estava indo encontrar Moraes “perto de casa”.
Moraes ainda não se pronunciou oficialmente sobre as citações. Já a PGR (Procuradoria-Geral da República) pediu nulidade do relatório da PF em parecer. Segundo Paulo Gonet, que também foi citado no relatório, a investigação não poderia ter avançado da forma como foi conduzida sem provocação do Ministério Público. A PGR também questionou o tratamento dado a informações envolvendo autoridades com foro no Supremo.
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