O Ministério da Saúde lança neste sábado (13), no Cabo de Santo Agostinho, a carreta de saúde da mulher do programa Agora Tem Especialistas. O anúncio será feito pelo secretário de Atenção Especializada da pasta, Mozart Sales. A unidade móvel ficará instalada no estacionamento da Prefeitura do Cabo e será destinada ao atendimento de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) encaminhadas pela rede municipal.
A carreta oferecerá consultas ginecológicas especializadas, mamografias, ultrassonografias pélvicas e transvaginais, além de biópsias, com foco no diagnóstico precoce do câncer de mama e do colo do útero. Segundo o Ministério da Saúde, a estrutura conta com equipamentos, insumos e equipe multiprofissional para a realização dos atendimentos.
De acordo com a pasta, as unidades móveis de saúde da mulher, oftalmológicas e de exames de imagem vêm sendo utilizadas para ampliar a oferta de serviços especializados em municípios de diferentes regiões do país. “As unidades móveis já passaram por mais de 2,9 mil municípios, atendendo pacientes do SUS em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal”, informou o ministério.
Por André Guerra – Diario de Pernambuco
Frequentadores de espetáculos, shows, exposições e, sobretudo, sessões especiais de cinema no Recife muito provavelmente já esbarraram em Zenaide e Fátima de Souza. As duas marcam presença em todo tipo de movimento cultural da cidade há mais de 30 anos e já estão sendo carinhosamente apelidadas de “irmãs evento” por onde passam. A referência do nome é feita aos “irmãos evento” — Joel e Abrahão Datz, figuras lendárias da capital pernambucana, famosos pela participação em praticamente todas as atividades culturais da cidade.
Porém, diferentemente da dupla já falecida de irmãos judeus, Zenaide e Fátima sempre conciliaram seus trabalhos formais com a constância em espaços culturais. Atualmente com 70 anos, Zenaide está aposentada da carreira de pedagoga e professora. Já Fátima, de 62 anos, aposentou-se da profissão de contadora. Ao todo, seus pais tiveram oito filhos (três mulheres e cinco homens), mas apenas elas se destacaram pelo gosto por eventos. Sempre com um sorriso no rosto e generosidade para compartilhar suas histórias, as duas não sabem o que é viver longe uma da outra.
Leia mais“Sempre moramos juntas, desde jovens. Nunca nos casamos nem tivemos filhos. Nossa vida se tornou cada vez mais dedicada ao consumo da cultura. A companhia uma da outra é indispensável”, afirma Zenaide em conversa com o Diario. “Nunca tivemos vontade de trabalhar com isso. Vamos porque gostamos e estamos sempre encontrando as mesmas pessoas, que já nos tratam como celebridades e, às vezes, pedem para tirar fotos”, completa Fátima.
Ao longo dos anos, elas guardaram dezenas de cadernos com colagens de fotos de artistas e celebridades que encontraram nos eventos e têm o sonho de publicar esse material. “Nosso desejo é fazer um livro. Provavelmente com tudo o que temos do Cine PE, que é certamente o evento ao qual mais fomos em toda a vida”, diz Zenaide. “Temos várias histórias incríveis com tantos atores e figuras que encontramos pelo caminho, o suficiente para render mais de uma exposição”, reforça Fátima, mostrando as matérias recortadas dos jornais e as fotografias reveladas.
O amor pelo cinema brasileiro é tão grande que as irmãs já deixaram de ir a aniversários de amigos e a shows de artistas célebres. “Quando o assunto é filme, e principalmente filme nacional, a gente perde tudo o que precisar perder. Pegamos o carro e chegamos cedo todas as vezes em que eles entram em cartaz”, garante Zenaide.
Elas narram ao Diario sessões históricas de filmes que tiveram a oportunidade de ver nascer, como “A Ostra e o Vento”, “Central do Brasil”, “Zuzu Angel” e, mais recentemente, “O Agente Secreto”. “Ter passado a vida toda assistindo a tantos filmes e anotando observações sobre todos eles se tornou ainda mais especial quando pudemos ver, na tela grande, os cenários que cercam tantos dos lugares que frequentamos. Todas as artes são mágicas, mas o cinema tem essa característica especial de unir todo mundo para viver, ao mesmo tempo, uma mesma experiência”, exalta Fátima.
Já mais velhas, elas ganharam a companhia da saudosa Célia, amiga que passou a frequentar especialmente sessões de cinema junto com a dupla. Durante a histórica 30ª edição do Cine PE, festival que frequentaram assiduamente ao longo de todos esses anos, as irmãs receberam uma homenagem de Sandra Bertini, diretora do evento. “Há muitos anos nossa equipe dizia: ‘Gente, precisamos homenagear Zenaide e Fátima e trazê-las para o palco’. Elas sempre foram as primeiras da fila, em todas as edições. E guardam recordações de cada uma delas com tanto carinho. Algo assim não tem preço para nós”, contou a diretora à plateia, que ovacionou a dupla.
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O prefeito de Buíque, Túlio Monteiro, lançou nesta quinta-feira (11) os programas Nascer Bem Buíque e Buíque Coberto de Amor, além de apresentar novas etapas do programa Moradia Legal. O evento foi realizado na Escola Técnica Estadual CYL Gallindo e reuniu gestantes, famílias beneficiadas, autoridades e representantes da sociedade civil. Durante a solenidade, foram entregues simbolicamente kits maternidade e mantas que serão distribuídos por meio das iniciativas.
Segundo a prefeitura, o programa Nascer Bem Buíque prevê a entrega de kits com itens destinados aos primeiros cuidados com os recém-nascidos. Já o Buíque Coberto de Amor, vinculado à Campanha de Inverno 2026, realizará a distribuição de mantas e lençóis para famílias em situação de vulnerabilidade social durante o período de temperaturas mais baixas.
“Estamos investindo em ações que cuidam das pessoas e fortalecem a proteção social em nosso município. Esses programas representam acolhimento, dignidade e compromisso com quem mais precisa”, afirmou Túlio Monteiro. A programação também incluiu a apresentação de novas ações do Moradia Legal, iniciativa voltada à regularização fundiária no município.
Pernambuco avançou no processo de reconhecimento de produtos tradicionais por meio de Indicações Geográficas (IGs). Nesta semana, o Sebrae Pernambuco e a Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (Adepe) protocolaram junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) pedidos de registro para o artesanato em barro do Alto do Moura, em Caruaru, o artesanato em madeira de Sertânia e a renda renascença de Poção. A expectativa é que os processos sejam analisados em até 18 meses.
Segundo as instituições, as certificações buscam reconhecer produtos que possuem características, reputação e identidade vinculadas aos seus territórios de origem. “Ao avançarmos com essas solicitações, reafirmamos o nosso compromisso com o desenvolvimento econômico sustentável, a geração de oportunidades e a ampliação da competitividade dos nossos produtos”, afirmou o superintendente do Sebrae/PE, Murilo Guerra.
Após o protocolo, os pedidos serão publicados na Revista da Propriedade Industrial e passarão por exame técnico do INPI, que poderá solicitar complementações, analisar eventuais contestações e decidir pela concessão ou não do registro. “As Indicações Geográficas são a validação do que estamos construindo para impulsionar o potencial econômico das nossas raízes, nossa cultura e nossas tradições”, declarou a diretora-presidente interina da Adepe, Roberta Andrade.
Além dos três pedidos protocolados, Pernambuco possui outros 13 produtos em processo de obtenção da certificação, entre eles o abacaxi de Pombos, o artesanato em barro de Tracunhaém, os bolos de rolo e Souza Leão, os cafés de Taquaritinga do Norte e Triunfo, o queijo coalho do Araripe e a carne ovina do Sertão do São Francisco. A expectativa é que novos pedidos sejam formalizados ainda este ano.
Por Mauro Souza*
Em junho de 2026, o mercado de infraestrutura do Brasil foi marcado por uma das maiores transações do setor: a assunção da ope1radora portuária CLI (Corredor Logística e Infraestrutura) pelo AD Ports Group, um conglomerado de Abu Dhabi controlado pelo fundo soberano ADQ. A transação foi fechada por US$ 835 milhões. O acordo garante ao grupo árabe 100% das ações da CLI Norte (Porto de Itaqui, MA) e 80% da CLI Sul (Porto de Santos, SP).
A CLI atua com foco na exportação de commodities agrícolas, e se faz crucial para o agronegócio brasileiro. Em 2025, ela movimentou 17 milhões de toneladas de grãos e açúcar. A compra tem, por pano de fundo, a criação de um corredor logístico capaz de integrar o fluxo agrícola do Brasil diretamente ao Abu Dhabi Food Hub, nos Emirados Árabes Unidos (EAU). Este megaprojeto foi concebido para se tornar o maior mercado atacadista global de alimentos, e o principal ecossistema do gênero no Oriente Médio.
Leia maisNo setor portuário brasileiro, as alterações de controle não são meros atos societários privados; elas dependem de avais regulatórios rígidos, que avaliam a capacidade técnica do novo operador.
No transcorrer do processo de aquisição da CLI pelo AD Ports Group, por exemplo, a ANTAQ (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) se fez presente como o órgão regulador de Estado. As atribuições da agência iniciaram quando da análise prévia (habilitação) e do julgamento (aprovação), continuando com a fiscalização no pós-fechamento.
Desta feita, mesmo após a aprovação da transferência de controle, não se extinguem as obrigações contratuais assumidas junto ao poder concedente. Em casos de falha da nova gestão em manter o desempenho operacional é facultada, à ANTAQ, a aplicação de sanções que variam de multas, à abertura de processo de caducidade do arrendamento.
A posição de vanguarda brasileira no agro, e no setor de minerais estratégicos, facilita prognosticar um interesse crescente de investidores internacionais na infraestrutura portuária do país. Ou seja, o ocorrido com a CLI tende a proliferar, descortinando uma janela de oportunidade ímpar.
No entanto, Investidores de longo prazo exigem previsibilidade sobre o fluxo de caixa futuro. O cipoal burocrático brasileiro, acrescido das mudanças frequentes com o “jogo” em andamento, afastam o capital internacional para outras paragens.
Os contratos de arrendamento demandam revisões, pedidos de reequilíbrio econômico-financeiro ou prorrogações antecipadas de prazo. Quando mal fundamentados ou fora dos critérios técnicos, geram atraso, travando investimentos essenciais.
Por mais que se discuta a desregulamentação, ela leva tempo e exige negociações as mais variadas, algumas vezes envolvendo tratativas entre os Poderes Executivo e Legislativo. A janela de oportunidade para o setor portuário é um fato, mas o tempo, senhor de todos os destinos, não se constitui em aliado.
Como solução paralela, o que se observa em sociedades mais maduras é a proliferação do uso de tecnologias de IA, para contornar os custos da burocracia regulatória. No setor portuário mundial, e no Brasil em especial, a adoção de IA Regulatória tende a se constituir em diferencial competitivo para os investidores.
Uma IA regulatória tem o poder de transformar o gerenciamento de riscos de reativo (remediar multas e intimações após o recebimento), para proativo. Ao estudar o histórico técnico sobre pedidos de reequilíbrio e renovação contratual, os controladores sabem exatamente quais dados e métricas adotar.
A viabilidade de uso de uma IA Regulatória tem o poder de contornar os entraves burocráticos brasileiros. Com essa aliada, o país da segurança alimentar e da diversidade mineral tem potencial para captar investimentos bilionários junto a fundos soberanos e de Venture Capital, inaugurando um ciclo de prosperidade e de geração de riquezas para o seu povo.
Mauro Souza
Mauro Souza é engenheiro elétrico com pós-graduação em robótica e mestrado em telecomunicações.
Atuou como gestor do SERPRO (Serviço Federal de Processamento de Dados), diretor de tecnologia no STJ (Superior Tribunal de Justiça) e no STF (Supremo Tribunal Federal) e diretor de tecnologia na Presidência da República.
Foi presidente do Conselho de Modernização dos Correios, e diretor executivo de empresas nacionais e multinacionais. No momento é sócio fundador e CEO da Quantum Tecnologia, sócio e CEO da BX Analytics, CEO da JX Tecnologia e IA e diretor da Regional Brasília da FUNCEX (Fundação de Comércio Exterior e Relações Internacionais).
Autor do livro “Política de Tecnologia da Informação no Brasil: um Caminho para o Século XXI”, foi professor de pós-graduação da Universidade Católica de Brasília e eleito IT Leader pelo International Data Group.
Foi membro do Comitê Executivo do Governo Eletrônico (destinado a instituir a política de tecnologia da informação do Governo Brasileiro) e membro do Comitê Executivo para a Política de Segurança das Informações do Governo Federal.
*Engenheiro elétrico, mestre em telecomunicações e especialista em tecnologia da informação. Foi diretor de tecnologia do STF, STJ e da Presidência da República. Atualmente é CEO da JX Tecnologia e IA e atua na área de inovação e transformação digital.
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O prefeito de João Pessoa, Leo Bezerra (PSB), é o convidado do meu podcast em parceria com a Folha de Pernambuco, o Direto de Brasília, da próxima terça-feira. Empossado no cargo após a renúncia de Cícero Lucena (MDB), que deixou a Prefeitura para disputar o Governo da Paraíba, Bezerra vai falar sobre os desafios da nova gestão, os avanços da capital paraibana e as prioridades para os próximos anos.
Natural de João Pessoa, Leo Bezerra é formado em Gestão Pública e bacharel em Direito. Iniciou sua trajetória política como vereador da capital paraibana, tornando-se o mais votado da cidade nas eleições de 2016. Em 2020, foi eleito vice-prefeito na chapa de Cícero Lucena e reeleito para a mesma função em 2024, assumindo agora o comando da Prefeitura para concluir o mandato até 2028.
Leia maisDesde que assumiu a gestão municipal, Leo Bezerra tem defendido a continuidade das ações iniciadas em 2021 e prometido acelerar projetos nas áreas de infraestrutura, educação, saúde e inclusão social. Em seu discurso de posse, afirmou que pretende manter o ritmo de crescimento da capital paraibana e trabalhar para fazer “a melhor gestão da história de João Pessoa”. Também destacou como prioridades a atenção às pessoas com deficiência e a ampliação de políticas de acolhimento social.
O Direto de Brasília vai ao ar das 18h às 19h com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, incluindo também cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste.
Retransmitem o programa a Gazeta News, do Grupo Collor, em Alagoas, a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras, na Paraíba, e a Mais-TV, do mesmo grupo, sob o comando do jornalista Heron Cid. Ainda a Rede ANC, do Ceará, formada por mais de 50 emissoras naquele Estado, além da LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são o Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
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Por problemas logísticos relacionados à distribuição e envio dos livros, a noite de autógrafos de “Paradise Supernova”, segundo romance do escritor Bruno Lago, teve que ser adiada. A sessão estava prevista para segunda-feira, a partir das 19h, no Bar Beirute, em Brasília. A nova data da noite de autógrafos será comunicada em breve.
Publicitário com especialização em redes sociais, o autor tem se dedicado à produção de obras de ficção distópica, gênero que explora cenários futuros a partir de questões presentes na sociedade contemporânea.
Em Paradise Supernova, Bruno Lago apresenta um planeta marcado pela escassez de água e por temperaturas extremas, onde a população enfrenta os efeitos da crise hídrica enquanto o governante local ignora alertas e questiona soluções apontadas pela ciência. A trama também acompanha o relacionamento entre duas protagonistas em meio ao cenário retratado. O livro sucede O Descobrimento da Terra, romance em que o autor utilizou a chegada de seres alados ao planeta para abordar temas relacionados à idolatria e à liderança.
A 3ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania de Garanhuns instaurou procedimento administrativo para apurar e coibir a exposição de crianças e adolescentes a conteúdos de erotização e adultização em eventos culturais realizados no município. A medida foi adotada após relatos encaminhados pelo Conselho Tutelar sobre ocorrências registradas durante o Festival de Inverno de 2025 e abrange eventos como o Viva Garanhuns e futuras edições do festival.
Entre os fundamentos citados pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE) está a Lei Estadual nº 18.897/2025, de autoria do deputado estadual Coronel Alberto Feitosa (PL), que proíbe a produção, exibição, promoção ou patrocínio de conteúdos que envolvam erotização infantil ou adultização de menores, inclusive em eventos públicos. A legislação também veda a realização ou apoio a atividades que estimulem condutas sexuais envolvendo crianças e adolescentes.
Durante pronunciamento na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), Feitosa comentou a utilização da norma pelo MPPE. “Quero parabenizar a senhora promotora que se valeu de uma lei bem jovem, mas muito atual, e que por demais será acionada, sempre que necessária, em defesa de nossas crianças e adolescentes”, afirmou. A lei prevê multas de R$ 1 mil a R$ 10 mil para infrações, além da possibilidade de cassação de alvará de funcionamento.
O presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), deputado estadual Álvaro Porto (MDB), e o ex-prefeito de Quipapá Alvinho Porto afirmaram, em entrevista à Rádio Quipapá FM nesta quinta-feira (11), que o rompimento político com o prefeito Genivaldo Pité (Republicanos) ocorreu após divergências relacionadas a compromissos firmados entre as partes. Segundo Álvaro Porto, o prefeito descumpriu acordos políticos e se afastou do grupo que apoiou sua eleição. “Em política, não há espaço para descumprimento de palavra, traição e ingratidão. E tudo o que foi acertado, ele descumpriu”, declarou.
De acordo com os Porto, após assumir a prefeitura em 2024, Pité teria solicitado o apoio do grupo para disputar a reeleição, compromisso que incluiria o apoio aos projetos eleitorais de Álvaro Porto e de Gabriel Porto em 2026. Segundo eles, o prefeito passou posteriormente a apoiar outros nomes e a fazer críticas à gestão anterior. Na entrevista, Alvinho Porto também contestou declarações sobre sua administração e destacou ações realizadas durante o período em que esteve à frente da prefeitura, citando investimentos em infraestrutura, saúde e regularização de débitos do município.
Os dois também criticaram a condução política da atual gestão e afirmaram que a população acompanha o cenário político local. Alvinho Porto rebateu acusações relacionadas às contas de sua administração e destacou que suas prestações de contas foram aprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE). “É importante afirmar que todas as minhas contas foram aprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado”, disse o ex-prefeito.
Por Antonio Magalhães*
Algumas Copas do Mundo de Futebol humilharam a seleção brasileira e a “Pátria de Chuteiras”. Foi assim na final infeliz do Maracanã contra o time do Uruguai em 1950 e na derrota de 7 x 1 para a Alemanha em 2014, no estádio Mineirão. O escrete nacional não se deu bem na sua terra. Mas em terras estrangeiras conseguiu ser Penta Campeão.
A vitória na Suécia em 1958 foi a mudança de chave do futebol brasileiro, ocasião em que o dramaturgo e jornalista Nélson Rodrigues (1912-1980) explicitou: a conquista foi o marco histórico que enterrou o “complexo de vira-latas” do Brasil – termo por ele cunhado para definir a mania crônica do brasileiro de se sentir inferior aos estrangeiros. Nas suas crônicas, ele apontava que, até 1958, o brasileiro entrava em campo “babando de humildade”. Com o triunfo, essa alma submissa foi extinta e substituída por uma autoestima inabalável.
Leia maisNélson Rodrigues consolidou a ideia de que o futebol transcendia o esporte e unificava o país de forma visceral. Ele afirmava que, durante o mundial, o Brasil inteiro encarnava nos jogadores e a nação tornava-se uma “Pátria de Chuteiras”. Hoje é uma pátria parcialmente unida. Embora haja convergência de torcidas diferenciadas a favor do time brasileiro, a questão ideológica cresceu de importância a ponto de interferir até na convocação do escrete para esta copa em três países da América do Norte.
O caso exemplar foi o veto sugerido à convocação do atacante Neymar por um determinado campo político, que radicalizou a divisão nacional por ele ter se posicionado em 2022 a favor do então candidato presidencial Jair Bolsonaro. No entanto, as pressões de setores políticos e da imprensa amestrada deram em nada e o craque foi chamado pelo técnico Ancelotti para compor o time.
E não foi a primeira vez que a ideologia mexeu com a seleção de futebol. Em 1970, quando o Brasil se sagrou Tricampeão Mundial, o país vivia o momento mais duro do regime militar com o então presidente Médici. Contraditoriamente, o chefe do governo autorizou a contratação do comunista de carteirinha João Saldanha para comandar nosso time na Copa do México.
Durante a preparação dos jogadores, divergências políticas do treinador com os cartolas levaram à saída de Saldanha, principalmente quando ele recusou convocar o atacante Dario, preferido do presidente. Destemido, o treinador respondeu a Médici: “o senhor seleciona seus ministros e eu convoco o meu time”.
Na prisão, no mesmo período, os envolvidos na luta armada contra o regime militar, inclusive um dos filhos de Nélson Rodrigues, fizeram uma reunião plenária para saber se torceriam ou não pela seleção na Copa do México. Ganhou a rejeição ao time nacional, mas ela só durou até o início dos jogos e o desempenho positivo do time. Os condenados pela Lei de Segurança Nacional comemoram como todo brasileiro a conquista da taça Jules Rimet.
Nelson Rodrigues (1912-1980) revolucionou a forma como se escrevia sobre futebol. Passou a usar elementos da literatura e dramaturgia para dar vida às suas crônicas sobre o futebol, tido por ele como “o maior drama e paixão nacional”. Ele acompanhou presencialmente apenas a Copa de 1950, no Brasil. As demais coberturas (1958, 1962, 1966 e 1970) foram feitas à distância a partir do Rio de Janeiro.
Em 1950, o dramaturgo e jornalista cunhou frases históricas sobre o nosso “complexo de “vira-latas” e o “narciso às avessas” para descrever a tendência do brasileiro da época. A cura do complexo veio em 1958. Nélson foi o primeiro a coroar Pelé como “Rei”, escrevendo sobre o garoto de 17 anos com um deslumbramento apaixonado, profetizando que ele não tremeria diante de nenhum adversário.
A Copa do Mundo de 1962, no Chile, ganha pelo Brasil, foi a Consagração dos Heróis. Com o bicampeonato, Nélson consolidou de vez o heroísmo dos jogadores. Ele tratava craques como Garrincha e Didi não apenas como atletas, mas como deuses intocáveis de uma epopeia. Já a Copa do Mundo de 1966, na Inglaterra, foi um fracasso. A eliminação precoce do Brasil foi vista com a dramaticidade que lhe era peculiar. Ele criticou o excesso de “humildade” pregado por parte da imprensa e defendeu a soberba e a autoconfiança do verdadeiro futebol brasileiro.
Em 1970, na visão de Nelson, a conquista do tricampeonato no México representou a apoteose do futebol-arte brasileiro. Ele descreveu os jogadores comandados por Zagallo como seres mitológicos que traziam alegria e grandeza ao Brasil. Os heróis da bola descansaram 24 anos para chegar ao tetracampeonato, que Nélson não viu. E muito menos o penta na Ásia.
Nesta Copa do Mundo nos Estados Unidos, Canadá e México, o jejum da seleção brasileira de futebol completa 24 anos depois do penta, um período semelhante à abstinência entre o tri e o tetra. O time tem jogadores de grande qualidade, alguns excepcionais como Neymar e outros promissores com grande talento, como Endrick. No comando, um técnico conceituado e experiente para entrosar a equipe dentro e fora do campo, assegurando a garra inabalável para vencer o torneio com o apoio da formidável torcida nacional.
Por isso, Nelson Rodrigues escreveu, com razão, numa das suas crônicas antigas em O Globo, que “no futebol, o pior cego é o que só vê a bola”. Tudo conta. É isso.
*Jornalista
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A deputada estadual Simone Santana recebe o Título de Cidadã Nazarena em cerimônia marcada para as 19h de hoje, na Câmara Municipal de Nazaré da Mata. A iniciativa é do vereador e presidente da Casa, Edson Ferreira, e reconhece os serviços prestados pela parlamentar ao município.
A relação de Simone com a cidade começou ainda no início de seu primeiro mandato e se manteve ao longo de três legislaturas, com foco na saúde pública, na estruturação de serviços e no atendimento à população.
Leia maisEntre os recursos destinados ao município estão R$ 60 mil em equipamentos de proteção individual para o Hospital Ermírio Coutinho durante a covid-19, R$ 100 mil para o laboratório de análises clínicas e R$ 200 mil para equipar as unidades de saúde. Soma-se a isso R$ 150 mil para uma Unidade de Saúde Odontológica e R$ 150 mil para a compra de uma ambulância.
No mandato desde 2014, Simone Santana tem pautado sua atuação pela saúde, pela defesa das mulheres, pela primeira infância e pelo fortalecimento dos municípios pernambucanos.
“Para mim é uma honra enorme. Nazaré da Mata sempre me recebeu de braços abertos, e todas as conquistas que conseguimos trazer pra cidade foram fruto dessa parceria. Esse título, pra mim, é um combustível para continuar trabalhando pela população nazarena”, declarou
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O deputado federal e pré-candidato ao Senado, Eduardo da Fonte (PP/UP), participou, hoje, da confraternização junina promovida pelo Sindicato dos Taxistas de Pernambuco, ao lado do presidente da entidade, Flávio Fortunato, reunindo profissionais da categoria.
Durante o encontro, foram destacadas conquistas articuladas por Eduardo da Fonte em defesa da categoria, como a isenção da taxa de verificação metrológica do Inmetro para taxistas e o apoio ao programa Move Brasil, iniciativa do Governo Federal voltada para taxistas e motoristas de aplicativo, que oferece linhas de crédito para aquisição de veículos novos de até R$ 150 mil.
Na ocasião, Flávio Fortunato ressaltou a atuação do parlamentar em benefício dos profissionais do setor. “Eduardo da Fonte é o nosso senador porque sempre esteve ao nosso lado, lutando pelos direitos dos taxistas e conhece a realidade da categoria”, afirmou.

