O deputado federal Coronel Meira (PL) apresentou um balanço das ações desenvolvidas durante o mandato na Câmara dos Deputados, destacando a atuação em defesa da segurança pública e das forças policiais. Atual presidente da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, o parlamentar afirma ter concentrado esforços na aprovação de projetos voltados ao endurecimento da legislação penal, na valorização dos profissionais da área e na destinação de recursos para o reaparelhamento das corporações em Pernambuco. Segundo o relatório, mais de R$ 53 milhões foram destinados ao setor, incluindo a aquisição de viaturas, armamentos e equipamentos para polícias e guardas municipais.
Entre as principais iniciativas do mandato estão as relatorias de projetos que tratam da carga horária de policiais e bombeiros militares, da gratuidade no transporte público para agentes de segurança, da assistência jurídica à categoria, do ressarcimento por atuações durante as folgas e do fortalecimento do combate ao crime organizado. Coronel Meira também foi autor e coautor de propostas como a PEC que transforma guardas municipais em polícias municipais, a criação de um piso salarial nacional para policiais e bombeiros militares, além de projetos que regulamentam o uso da força policial, ampliam a participação da segurança pública em órgãos nacionais e fortalecem as carreiras da área.
Leia maisO balanço ainda destaca o desempenho parlamentar de Coronel Meira, apontado como o único deputado cinco estrelas do Nordeste por dois anos consecutivos no Índice Legisla Brasil e reconhecido como o parlamentar mais produtivo de Pernambuco. O documento também registra a presidência da Comissão Especial para alteração do Código de Trânsito Brasileiro, da Subcomissão Especial dos presos dos atos de 8 de janeiro, da Frente Parlamentar de Combate à Corrupção e a atuação como diretor de segurança no campo da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). Em números, o mandato contabiliza 59 projetos de lei apresentados, 75 relatorias, 29 propostas de emenda à Constituição, 145 discursos em plenário, recursos destinados a 61 municípios e a entrega de 18 viaturas e 490 armas de incapacitação elétrica para guardas municipais.
Ao comentar os resultados do mandato, o deputado afirmou que a prioridade foi garantir melhores condições de trabalho às forças de segurança. “A segurança pública não pode ser tratada com improviso. Nosso foco em Brasília foi aprovar proposições que garantissem ferramentas necessárias para quem está trabalhando na ponta, protegendo o cidadão de bem”, declarou. Meira acrescentou que “cada viatura nas ruas e cada projeto aprovado representa menos impunidade e mais paz para as famílias”. O balanço completo das atividades, incluindo investimentos nas áreas de saúde, educação e infraestrutura, está disponível no site oficial do parlamentar.
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Portal CNN
Imigrantes vindos do Marrocos romperam cercas e entraram em Ceuta, enclave espanhol no norte da África, hoje, após superarem a polícia no quebra-mar da cidade, informou a Guarda Civil da Espanha. A emissora estatal TVE noticiou, há pouco, que entre 2.000 e 3.000 pessoas haviam realizado a travessia. A Reuters não conseguiu confirmar essas informações de imediato.
Imagens mostram alguns imigrantes chegando a nado pelo lado marroquino. Muitos utilizavam câmaras de ar infláveis e outros dispositivos de flutuação, enquanto outros rompiam um portão na cerca e corriam para dentro da cidade. A cena se assemelha à travessia ocorrida em maio de 2021, quando cerca de 10 mil pessoas vindas do Marrocos e da África subsaariana entraram no enclave em poucos dias.
Leia maisUm porta-voz da Guarda Civil afirmou que os imigrantes estavam “entrando em massa pelo mar”, através do quebra-mar de Tarajal, mas não pôde fornecer estimativas de quantas pessoas passaram. Algumas das pessoas gritavam “Viva a Espanha” ao entrar no território.
Ceuta, juntamente com Melilla, outra cidade autônoma espanhola situada no norte da África, representa a única fronteira terrestre da União Europeia com a África. Ambas as cidades registram periodicamente picos de tentativas de travessia por parte de imigrantes que buscam chegar à Europa.
Governo quer declarar estado de emergência
O governo da Espanha se destaca por sua postura favorável aos imigrantes, tendo lançado recentemente um programa para conceder status legal a cerca de 500 mil imigrantes sem documentos, gerando uma enorme demanda por solicitações.
Alguns partidos criticaram a iniciativa, argumentando que ela atrairia mais imigrantes para a Espanha. Eles culparam o primeiro-ministro Pedro Sánchez por permitir que a situação em Ceuta atingisse proporções de crise.
Alberto Núñez Feijóo, líder do Partido Popular, de oposição, afirmou em uma publicação na rede social X que “a situação em Ceuta é desesperadora. O governo não pode ignorar o problema… pois estamos diante de uma crise de segurança nacional”.
Mais cedo nesta quinta-feira, o líder de Ceuta, Juan Jesús Vivas, pediu ao governo nacional que declare estado de emergência devido às chegadas em massa. O governo regional de Ceuta solicitou, em mensagem no X, que Madri mobilizasse o Exército para garantir a segurança e fechar a fronteira com o Marrocos. O Ministério da Defesa informou que não havia planos imediatos para mobilizar o Exército.
No início deste mês, a Suprema Corte da Espanha decidiu que imigrantes interceptados no mar ao tentarem chegar a Ceuta ou Melilla não podem ser enviados de volta sumariamente sob o regime especial de rejeição na fronteira vigente nesses enclaves. “O fluxo vinha sendo lento desde a decisão da Suprema Corte, mas hoje houve uma explosão”, disse à Reuters um porta-voz da Guarda Civil.
O Ministério do Interior afirmou estar trabalhando em estreita colaboração com o Marrocos para lidar com o aumento das chegadas irregulares, tendo impedido a entrada ilegal de milhares de migrantes em Ceuta nos últimos dias.
O órgão prometeu deportar imediatamente aqueles que entrarem ilegalmente, atribuindo a redes de tráfico de pessoas a exploração da decisão da Suprema Corte para incentivar a migração sem documentos.
O Ministério do Interior do Marrocos não respondeu de imediato a um pedido de comentário. O ativista pelos direitos dos imigrantes Zakaria Zarroqui disse que as pessoas continuavam saindo da cidade marroquina de Fnideq na tentativa de cruzar a fronteira para Ceuta. “A situação permanece fora de controle neste exato momento”, relatou Zarroqui.
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O senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República, não deve participar de debates televisivos que não contem com a presença de seu principal antagonista, o presidente Lula (PT). A tendência foi confirmada à coluna por pessoas próximas a Flávio Bolsonaro.
Tradicionalmente, o primeiro debate televisivo da corrida presidencial é o da TV Band. Este ano, o veículo adiou o encontro entre os candidatos para 23 de agosto. A avaliação desses interlocutores é que Flávio tem pouco a ganhar em um debate do qual Lula não participe. As informações são do portal Metrópoles.
Leia maisNessa situação, ele se tornaria o alvo preferencial de seus adversários no campo da direita, principalmente Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD). Nos últimos dias, Caiado aumentou o volume das críticas a Flávio. Renan Santos sempre foi crítico contundente do senador.
Já Lula, na condição de favorito na corrida eleitoral, tem poucos incentivos para participar de debates. A última pesquisa AtlasIntel, divulgada ontem, mostra o petista com 49,2% das intenções de voto, ante 42,9% de Flávio Bolsonaro no segundo turno. Em entrevista recente, o ministro Guilherme Boulos (Secretaria-Geral da Presidência) disse que Lula não deve participar de debates que não discutam propostas.
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O deputado federal Eriberto Medeiros (PSB) anunciou, hoje, que não disputará a reeleição para a Câmara dos Deputados em 2026. A decisão foi comunicada por meio de um vídeo nas redes sociais, na qual o parlamentar afirmou que, após uma trajetória de mais de duas décadas na vida pública, decidiu encerrar seu ciclo eleitoral para priorizar os cuidados com a saúde e a vida.
Ao relembrar sua trajetória, Eriberto citou os dois mandatos como vereador do Recife, os quatro como deputado estadual, as três vezes em que presidiu a Assembleia Legislativa de Pernambuco e o atual mandato como deputado federal. Apesar de deixar as disputas eleitorais, o parlamentar afirmou que sua atuação política terá continuidade por meio dos filhos. O vereador do Recife, Eriberto Rafael, segue no mandato, enquanto Eriberto Filho é pré-candidato a deputado estadual e buscará a renovação do mandato na Assembleia Legislativa. Confira!
Do G1/PE
Cinco servidores do Departamento Estadual de Trânsito de Pernambuco (Detran-PE) foram alvo de uma operação da Polícia Civil que investiga um esquema de fraude no primeiro emplacamento de veículos. Na ação, um homem foi preso preventivamente. Segundo as investigações, carros que ainda não tinham sido comercializados eram registrados de forma irregular a partir de documentos falsos. A Operação Dupla Identidade foi deflagrada na terça-feira (28), mas as investigações começaram no início de 2025.
Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão e um de prisão preventiva, além de quatro medidas cautelares diferentes da prisão. Os quatro servidores que não foram presos foram afastados das funções e passaram a ser monitorados eletronicamente. Segundo a Polícia Civil, os investigados atuavam em Circunscrições Regionais de Trânsito (Ciretrans) no Cabo de Santo Agostinho e em Paulista, no Grande Recife.
Leia maisA investigação apura a atuação de uma organização criminosa especializada em inserir dados falsos em sistemas informatizados da administração pública. O esquema tinha como foco o primeiro emplacamento, que é o registro inicial de um veículo junto ao órgão de trânsito. Segundo a polícia, o grupo utilizava documentos falsificados, como notas fiscais e procurações, contendo números de chassi de veículos que ainda não tinham sido vendidos e permaneciam em concessionárias ou até nas montadoras.
Para concluir o primeiro emplacamento, o processo passava por dois servidores: um atendente e outro responsável pelo controle de qualidade da documentação. Em entrevista, o delegado Júlio César Pinheiro, adjunto da 1ª Delegacia de Combate à Corrupção (1ª Deccor), explicou que o atendente funcionava como porta de entrada do esquema. Ele recebia a documentação, fazia uma checagem preliminar e inseria no sistema os dados do veículo e uma nota fiscal falsa.
Depois, o procedimento era encaminhado ao servidor responsável pelo controle de qualidade, que deveria revisar a documentação e verificar sua autenticidade. Segundo a investigação, essa etapa era burlada pelos envolvidos. “Uma falsificação até tosca, meio grosseira. A partir desse momento ele encaminhava o processo para o revisor, o controle de qualidade, que chancelava sem seguir o manual do Detran, que prevê uma série de etapas para checar a autenticidade daquela documentação. E assim eles conseguiam emplacar aquele carro de maneira fraudulenta”, disse o delegado.
A polícia apura também para que eram utilizados os veículos registrados de forma fraudulenta. Segundo Júlio César, um emplacamento irregular poderia servir para diferentes tipos de crime. “Esse é um tipo de crime que abre uma gama de diversas possibilidades. Desde esquentar um carro fruto de receptação, furto, roubo, ou até mesmo criar ficticiamente um carro para que seja vendido através de estelionato virtual com a documentação em teoria válida, mas que era simulada”, afirmou.
Entre os procedimentos que, segundo a investigação, deixavam de ser realizados, estavam a conferência dos documentos originais apresentados pelos compradores e a validação das procurações utilizadas. Com isso, veículos que ainda não tinham sido vendidos podiam aparecer no sistema nacional como se já tivessem passado pelo primeiro emplacamento em Pernambuco. A Polícia Civil também investiga também como o grupo conseguia obter os números dos chassis antes da comercialização dos veículos.
Segundo a Polícia Civil, os efeitos das fraudes foram identificados em pelo menos oito estados e atingiram pessoas físicas, empresas e órgãos públicos. Os problemas apareciam quando o proprietário legítimo comprava o veículo e tentava fazer o primeiro emplacamento, mas descobria que aquele chassi já constava no sistema como registrado anteriormente em Pernambuco. “Pessoas tanto jurídicas quanto físicas, inclusive prefeituras de oito estados da federação, tiveram prejuízos por conta desse tipo de fraude”, afirmou Júlio César.
Um dos primeiros casos que chamaram a atenção para o esquema envolveu uma prefeitura do Acre. Segundo a polícia, o órgão público adquiriu um veículo por meio de licitação e, ao tentar registrá-lo, descobriu que ele já constava como emplacado em Pernambuco. “O sistema nacional já acusava que aquele carro teria sido emplacado aqui”, contou o delegado.
Após perícias, segundo a Polícia Civil, ficou comprovado que o veículo verdadeiro estava em outro estado e que o registro feito em Pernambuco havia sido realizado mediante fraude documental e inserção de informações falsas. A partir desse e de outros casos, boletins de ocorrência foram encaminhados à Corregedoria do Detran, que compartilhou os procedimentos com a Polícia Civil. “Conseguimos identificar um modus operandi, um procedimento padrão e nomes recorrentes”, disse Júlio César.
Segundo o delegado, os mesmos servidores apareciam repetidamente nas etapas de atendimento, controle de qualidade e validação dos processos fraudulentos. Os veículos identificados nesta etapa da investigação eram de alto valor. Segundo o delegado, custavam, em média, mais de R$ 250 mil. O único alvo preso preventivamente responde a mais de 18 processos relacionados ao mesmo tipo de fraude, segundo a Polícia Civil.
As investigações apontam ainda que ele exercia irregularmente duas funções no processo de emplacamento: atuava tanto como atendente quanto como responsável pelo controle de qualidade, apesar de as normas internas preverem a separação das etapas.
Os outros quatro servidores foram afastados cautelarmente das funções públicas e submetidos a monitoramento eletrônico. Segundo a Polícia Civil, as medidas também impedem que os investigados se aproximem de unidades do Detran e de Circunscrições Regionais de Trânsito (Ciretrans).
De acordo com Júlio César, a prioridade desta fase da investigação foi interromper a atuação dos servidores que tinham acesso ao sistema. “A estratégia principal dessa operação, da deflagração, foi estancar esse esquema fraudulento, que já se opera há alguns anos, por esses servidores. Então o primeiro passo foi identificar e focar nesses servidores”, afirmou.
A Polícia Civil também investiga se os servidores recebiam dinheiro para realizar os emplacamentos fraudulentos e apura possíveis crimes de corrupção ativa e passiva. Segundo Júlio César, informações obtidas durante a investigação apontam para pagamentos por cada registro irregular, mas essa parte da apuração ainda não foi concluída.
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Coluna do Estadão
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro retirou nesta quinta-feira, 30, da área de destaque em seu Instagram os dois vídeos do mês passado em que afirmou ter sido “maltratada, humilhada e desrespeitada” pelo candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro. Os posts ficaram no topo do perfil de Michelle por uma semana depois que ela disse aceitar as desculpas do enteado.
Flávio e Michelle devem aparecer juntos pela primeira vez desde o início da crise no próximo domingo, 1º, na convenção do PL do Distrito Federal. O evento deve lançar a ex-primeira-dama como candidata ao Senado. Aliados do presidenciável pretendem explorar o encontro para mostrar que a ex-primeira-dama atuará na campanha do enteado.
Leia maisNo último dia 23, Michelle gravou um vídeo curto, em tom sério, em que aceitou o pedido de desculpas de Flávio Bolsonaro. “Aceito seu pedido, eu te desculpo. Vamos sentar, conversar, ajustar os detalhes e juntos vamos reunir um grande exército de pessoas de bem para resgatarmos o nosso Brasil. Façamos isso pelo nosso maior líder, Jair Bolsonaro”, disse.
Como mostrou a Coluna, enteado e madrasta nem sequer se reuniram para alinhar a divulgação do comunicado. O texto foi negociado “a muitas mãos”, com diversas idas e vindas intermediadas por interlocutores.
Dois dias depois, no sábado, 25, ela gravou outra mensagem, desta vez para ser reproduzida na convenção nacional do PL que oficializou a candidatura de Flávio à Presidência. Apenas no fim da gravação Michelle se dirigiu ao presidenciável: “Que Deus abençoe e proteja a sua candidatura, que ele te dê sabedoria, coragem e força a você e a sua família para cumprir essa missão com a lealdade e a verdade que o nosso povo merece”.
‘Me desrespeitou e me maltratou ao telefone’
Com filmagem profissional e ares de pronunciamento oficial, os dois longos vídeos foram publicados pela ex-primeira-dama em 24 de junho. “Ele (Flávio) foi muito ríspido, me desrespeitou e me maltratou ao telefone. E eu não tinha feito nada contra ele. Ele disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política”.
A ex-primeira-dama encerrou o vídeo com a frase, publicada na legenda em letras garrafais: “Falei QUASE tudo o que precisava ser dito”.
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A Caixa Econômica Federal deposita, amanhã, nas contas dos trabalhadores os R$ 13,04 bilhões relativos ao lucro do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) em 2025 a 138,2 milhões de trabalhadores com saldo em conta vinculada. As informações são do portal G1.
A decisão sobre o pagamento foi formalizada durante reunião nesta terça-feira (28) do Conselho Curador do FGTS. O Conselho é formado por representantes do governo, dos patrões e dos trabalhadores. No ano passado, o FGTS registrou resultado positivo de cerca de R$ 14,65 bilhões. O valor a ser distribuído representa 89% do lucro registrado no período.
Leia maisCom a distribuição do lucro, a rentabilidade total das contas, em 2025, atingirá 6,90% – o que representa um ganho real (acima da inflação) de 2,53 pontos percentuais. No ano passado, o IPCA, a inflação oficial do país, somou 4,26%.
Pela proposta, o crédito será equivalente a um acréscimo de 1,87% na rentabilidade de cada conta, proporcional ao saldo individual. Se um trabalhador tiver um saldo R$ 1 mil, por exemplo, terá um crédito, em sua conta vinculada, de R$ 18,68, e assim por diante. De acordo com decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), a remuneração do FGTS deve garantir, no mínimo, a correção pelo IPCA em todos os anos.
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Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã
Na semana passada, pesquisa Real Time Big Data deu algum alento ao candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado, ao colocá-lo à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um eventual segundo turno, embora dentro da margem de erro: 44% a 43%. Para vir a esboçar isso, no entanto, Caiado tem um grande problema anterior: ele precisa chegar no segundo turno.
Caiado começa então a ensaiar um discurso de “voto útil”: a direita devia votar nele, e não no candidato do PL, Flávio Bolsonaro, porque ele seria alguém com maior possibilidade de vencer Lula no segundo turno. Caiado repete, assim, o discurso e a estratégia utilizada por Ciro Gomes, então no PDT, na disputa presidencial de 2018 contra Jair Bolsonaro, do PSL, e Fernando Haddad, do PT. Como sabemos, essa estratégia não deu resultado para Ciro naquela eleição. E de alguma forma pode ter ajudado Bolsonaro na sua vitória.
Leia maisEm 2018, quando pesquisas começaram a apontar para a hipótese de Ciro talvez agregar mais votos que Haddad num eventual segundo turno contra Bolsonaro, a ideia do voto útil foi cogitada. E ela acabou fazendo com que os eleitores de cada uma dessas opções – Ciro e Haddad – começassem a se atacar em vez de se unirem no combate a Bolsonaro. Alguns perfis que se iniciaram unidos foram o exemplo claro disso. Como o grupo Mulheres contra Bolsonaro.
No início, o grupo tinha como foco explorar o aspecto machista do então candidato do PSL – meso aspecto que hoje tem a candidatura de Flávio Bolsonaro. À medida que a eleição avançou, eleitoras de Ciro e de Haddad, no entanto, começaram mais a discutir no grupo que se unirem contra Bolsonaro. O mesmo tipo de comportamento foi se disseminando entre os eleitores. Ao final, Ciro, mercurial como sempre, embarcou para Paris no segundo turno e não deu apoio nem a Haddad nem a Bolsonaro, que acabou vencendo.
No caminho a seguir, Ciro afastou-se da esquerda. Deixou o PDT, que agora apoia a reeleição de Lula. Voltou para o PSDB, e sai agora candidato a governador do Ceará com o apoio do PL de Flávio. É improvável que Caiado faça um caminho no sentido contrário. Afinal, ele meio ocupa o posto de político de direita mais antigo do país. Mas a estratégia de voto útil pode ter o efeito oposto de dividir eleitores de direita.
A ideia do voto útil em Caiado no momento cresce especialmente no interior de São Paulo, entre eleitores ligados ao agronegócio, grupo com quem o ex-governador de Goiás tem mais proximidade. Pesa no caso também a ação do vice de Caiado, Gilberto Kassab, presidente do PSD, que tem bom transito com o setor no estado.
A ideia se dissemina também no eleitorado do agro que Caiado já tinha mais aproximação, na região Centro-Oeste, especialmente no estado que ele governou, Goiás. O problema para Caiado com relação a essa estratégia é que outras pesquisas não confirmaram a Real Time Big Data. Caiado ou empatou ou perdeu para Lula no segundo turno.
Na pesquisa Atlas/Bloomberg que foi divulgada nesta quarta-feira, Caiado está 32,7 pontos percentuais atrás de Flávio Bolsonaro no cenário estimulado de primeiro turno. O candidato do PL tem 35,8%, e ele aparece com 3,1%, atrás de Renan Santos (Missão), com 7,8%. Lula lidera o primeiro turno com 44,9%. Caiado está 41,8 pontos atrás.
Pelo menos nessa Atlas/Bloomberg, a ideia de que Caiado é alguém com potencial maior de vencer Lula no segundo turno não se verificou. Nesse levantamento, Caiado aparece com performance até pior que a de Romeu Zema, o candidato do Novo. E Flávio é quem aparece com o melhor desempenho contra Lula no segundo turno.
Contra Flávio, Lula teria no segundo turno 49,2%. Flávio ficaria com 42,9%. No caso, Lula subiu um pouco com relação à rodada anterior, quando tinha 48,8%. Mas Flávio Bolsonaro subiu também. Antes tinha 42,3%. Ou seja, Flávio vai demonstrando uma resiliência. Embora não vença Lula, segue bem à frente dos demais como adversário.
Na simulação com Caiado, Lula aparece no segundo turno com 48,2%, percentual menor do que com Flávio. Em contrapartida, Caiado fica somente com 38,9%. Contra Zema, Lula tem 48,6%. E Zema aparece 39,6%. O problema para Lula é que todos os seus principais adversários são de direita. Mas, se eles brigarem forte, será que se unem depois?
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Por Antonio Magalhães*
Uma parcela do eleitorado brasileiro está disposta a levar o País a uma situação mais desastrosa. Quer manter no poder um cidadão que foi condenado em três instâncias do Judiciário por corrupção e lavagem de dinheiro. Quer levar a Nação pelo caminho da insensatez já anunciada pelo dito cujo para “fazer mais do que fez” nos períodos anteriores que governou pessoalmente e em outros virtualmente com uma preposta. O resultado todos conhecem.
Este homem e seu insensato pessoal veem, sem dor na consciência, o estrago que foi feito até agora. E continuam desejando estar no poder contra todas as evidências de má gestão. O livro ‘A Marcha da Insensatez’ da historiadora norte-americana Barbara Tuchman, duas vezes vencedora do Pulitzer, trata de um dos grandes paradoxos da humanidade: a insistência dos governos em adotarem políticas contrárias aos próprios interesses.
Leia maisA obra cobre quatro conflitos históricos em que decisões erradas daqueles que estavam em posições de liderança tiveram consequências catastróficas: a Guerra de Troia; a Reforma Protestante; a Independência dos Estados Unidos; e a Guerra do Vietnã. “A reflexão mais interessante, eu diria até assustadora, é a completa incapacidade de governantes (e governados) enxergarem quando estão repetindo exatamente os mesmos erros trágicos do passado — muitas vezes, um passado bem próximo”, avalia o resenhista do Meio e Mensagem, Marcos Caetano.
“Se os homens pudessem aprender da História, que lições nos poderiam dar”, lamentou-se o ensaísta inglês Samuel Coliridge (1772-1834), citado por Barbara Tuchman no seu excelente livro. “Mas a paixão cega nossos olhos e a luz que a experiência nos dá é a de uma lanterna na popa, que ilumina apenas as ondas que deixamos para trás”, completa o gringo.
E é isso que se vê nesta campanha eleitoral para a Presidência da República. A insensata busca dos petistas por um passado controverso que não volta mais. O chefão já não distribui migalhas ou pão com mortadela para o eleitor, como no passado. Agora não há mais a prometida picanha, nem a inclusão do pobre no orçamento da Nação. O que foi dito na campanha eleitoral anterior desfez-se no tempo. Das promessas restaram dívidas para 70 por cento das famílias brasileiras.
Cresceram os gastos desnecessários ou descontrolados, com viagens do casal presidencial, com cartões corporativos e suas contas sigilosas por 100 anos. As críticas atuais focam no crescimento da despesa acima da receita, nos R$ 300 bilhões fora das metas fiscais. E com elas crescendo num ritmo quase duas vezes maior que o aumento da arrecadação, que, mesmo com o aumento de impostos – só nestes 4 anos foram 37 iniciativas de novas taxas e tributos – não cobriu o rombo das contas públicas.
O Brasil é hoje um país com os Poderes da Nação desequilibrados, descumprindo a Constituição Federal. Onde são caçados opositores e dissidentes do regime PT-STF-Velha Mídia, exilam jornalistas e políticos. Prendem milhares de pessoas comuns acusadas e condenadas por um crime inexistente. E nem mesmo com os R$ 255,3 milhões investidos pelo governo petista na propaganda governamental, vai ser possível encobrir o atual desmantelo político e econômico do Brasil e muito menos o caos do próximo ano já anunciado.
E não se podem esquecer os escândalos de corrupção que envolveram altas autoridades e parentes como “correntistas” do Banco Master de Vorcaro ou “amigos da onça” dos velhinhos aposentados do INSS. Desvios de bilhões de reais. Toda a grana roubada poderia ter sido usada em benefício dos brasileiros, lamentam os paisanos.
Neste momento, o palanque governista já se enche de discursos roucos e raivosos, encaminhando propostas e programas marqueteiros. Isso depois do fracasso de gestão de empresas públicas, antes superavitárias, que só serviram nesta gestão do PT para dar emprego à sua turma e facilitar o uso do caixa. Voltou, como se viu, o trem da alegria de militantes e apaniguados, também a censura à imprensa não aparelhada e às redes sociais, onde a população vem conseguindo minimamente se expressar contra o estabelecimento pautas de comportamento social em desacordo com que pensam os brasileiros sensatos.
Esta parcela governista pode estar pavimentando o caminho para a marcha da insensatez, uma expressão política difundida no livro de Barbara Tuchman. O candidato do PT não quer ver aonde podemos chegar com sua administração. Basta observar a devastação da vizinhança na América Latina governada no passado recente pela esquerda do Fórum de São Paulo, que só agora se recupera como nações livres. Caso seja reeleito o atual mandatário, o prenúncio é de um amanhã de tristezas com o cheque de despesas estouradas. É isso.
*Jornalista
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Por Houldine Nascimento – Poder360
O pré-candidato do PSB ao governo de Pernambuco, João Campos, afirmou, ontem, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai ao Estado no 1º turno das eleições. A participação do petista na campanha de Campos frustra a expectativa da equipe de Raquel Lyra (PSD), que apostava em um acordo com o ex-ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), para que Lula não fosse ao palanque do adversário.
“O presidente vai a Pernambuco. Claro, a gente vai marcar a agenda a partir do dia 16, quando começa a campanha. O presidente vai ter uma agenda muito intensa no Estado de São Paulo, em Minas. Vai passar pelo Nordeste também”, declarou a jornalistas.
Leia maisCampos falou sobre o tema depois da Convenção Nacional do PSB, em Brasília. O ato oficializou o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) como candidato a vice na chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os 2 vão reeditar a aliança vitoriosa de 2022. Ao ser questionado sobre a disputa acirrada no Estado, o ex-prefeito do Recife reconheceu o cenário equilibrado, mas projetou uma vitória baseada no seu “legado” enquanto administrou a capital pernambucana.
“Vejo um cenário de equilíbrio na eleição de Pernambuco, mas tenho absoluta convicção da nossa vitória. É uma eleição disputada, equilibrada e que será vitoriosa. Uma eleição onde a gente vai ter as melhores propostas, um legado para mostrar tudo o que eu tive a oportunidade de fazer enquanto gestor. Uma aliança política clara, nítida, dentro do campo que a gente representa”, disse.
Campos também falou sobre a aliança entre PT e PSB, exaltando a parceria entre Lula e Alckmin. “O jogo está sendo jogado da forma certa, defendendo um projeto de país”, acrescentou. João Campos também é presidente nacional do PSB e projetou dobrar a bancada da sigla na Câmara. Dessa forma, passaria a ter até 36 deputados federais.
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A Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe) realizará, na próxima segunda-feira (03), uma Assembleia Extraordinária com os prefeitos e prefeitas dos municípios filiados. O encontro acontecerá das 9h às 13h, na sede da entidade, reunindo gestores municipais para discutir pautas estratégicas de interesse do municipalismo pernambucano.
Entre os principais temas da reunião estarão os impactos do Tema 1.308 do STF sobre o piso do magistério para contratados e a aposentadoria especial dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias (ACE). A pauta contará com apresentações do presidente da Amupe, Pedro Freitas, e do consultor da CNM, Eduardo Stranz.
Leia maisTambém será debatida a Transnordestina, abordando as oportunidades e os desafios para os municípios pernambucanos, com apresentação do superintendente da Sudene, Francisco Ferreira Alexandre.
Durante a Assembleia, os gestores ainda receberão informes sobre o novo prazo e plano de aplicação dos recursos da Compesa, a parceria Amupe/CPRH para licenciamento ambiental, o convênio Amupe/TJPE sobre o ISS dos cartórios e as ações do programa Amupe Capacita.
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