Quatro carros pretos, conhecidos por serem utilizados por pessoas ligadas ao senador Flávio Bolsonaro (PL), deixaram a residência do parlamentar, no Lago Sul, em Brasília, por volta das 19h40 da última segunda-feira (27/10). A movimentação chamou a atenção das equipes de reportagem que acompanhavam o local.
O comboio saiu rapidamente da residência, localizado no Residencial Ouro Branco, no Lago Sul, em Brasília. No primeiro veículo, que liderava o grupo, não havia ninguém no banco traseiro. Em um dos dois carros que vinham na sequência, jornalistas conseguiram visualizar Fernanda Bolsonaro, mulher do senador. As informações são do Metrópoles.
Leia maisApesar da movimentação, as equipes de reportagem não conseguiram identificar Flávio Bolsonaro entre os ocupantes dos veículos que deixaram a residência.
Após a saída do comboio, uma das equipes de reportagem passou a acompanhar os carros. Na altura da Ponte JK, no entanto, o grupo se dividiu, com parte dos veículos seguindo pela região da ponte, enquanto os demais tomaram outro caminho, dificultando o acompanhamento da imprensa.
Até o momento, não foi possível confirmar se o senador estava em algum dos veículos que deixaram o imóvel.
Depois do segundo turno do pleito, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a apreensão dos passaportes do senador, além da proibição de Flávio deixar o Brasil. A ordem foi assinada pelo ministro Alexandre de Moraes.
A medida foi tomada com base em investigação sobre lavagem de dinheiro e evasão de divisas que envolve Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz.
A expectativa, conforme antecipou o Metrópoles, na coluna Igor Gadelha, é de que o senador brasileiro solicite asilo político ao governo Donald Trump.
Conforme revelou o jornal argentino Infobae, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro teria deixado o Brasil após cruzar a fronteira com a Argentina. De lá, o senador teria pegado um voo privado da companhia aérea Baires Fly S.A.
Flávio fugiu do país após ser derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais deste ano.
Conforme aliados de Donald Trump, Flávio já teria desembarcado nos Estados Unidos.
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A imprensa internacional repercute nesta terça-feira (27) a fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil após a derrota para Lula (PT) na eleição presidencial e a ordem emitida pelo ministro do STF Alexandre de Moraes para que entregasse o seu passaporte.
Investigado em ações criminais, Flávio viaja aos Estados Unidos com a ciência do presidente Donald Trump, de acordo com aliados da família Bolsonaro. O senador teria partido com a mulher, Fernanda, e as duas filhas.
Veículos de imprensa de vários países repercutem reportagem da Folha, segundo a qual aliados do político confirmaram a viagem. Veja, abaixo, algumas das repercussões. As informações são da Folha de S. Paulo.
Leia maisO jornal argentino La Nacion destacou a fuga de Flávio apesar de proibição judicial imposta após a sua derrota eleitoral. A publicação mencionou que o senador deixou o Brasil numa operação sigilosa.
O caminho exato do ex-candidato é incerto. Na versão de alguns aliados do parlamentar, Flávio viajou a partir da Argentina. Outras pessoas negaram a informação.

O jornal britânico The Guardian mencionou que Flávio não foi visto nesta terça e que ele não entregou o passaporte à Polícia Federal no prazo estabelecido pelo ministro do STF Alexandre de Moraes.
A publicação citou também pedidos feitos por parlamentares do PT para que o STF ordene a prisão do ex-presidenciável, além de solicitações para que seu nome seja incluído na lista de foragidos da Interpol, organização que facilita a cooperação entre as forças policiais de diferentes países.
A publicação citou também pedidos feitos por parlamentares do PT para que o STF ordene a prisão do ex-presidenciável, além de solicitações para que seu nome seja incluído na lista de foragidos da Interpol, organização que facilita a cooperação entre as forças policiais de diferentes países.

O El País, da Espanha, repercutiu reportagem da Folha segundo a qual aliados de Flávio afirmaram que ele estava a caminho dos EUA.
Segundo a versão desses aliados, a decisão foi tomada na segunda (26), após Alexandre de Moraes mandar recolher os passaportes brasileiros e o italiano do senador, que tem cidadania do país europeu.

A CNN americana, mencionando um interlocutor no Brasil, afirmou que Flávio Bolsonaro temia ser preso. A publicação mencionou investigação conduzida pela Suprema Corte contra ele por supostos atos de corrupção, lavagem de dinheiro e sonegação.

O americano The Washington Post disse que brasileiros questionaram o paradeiro de Flávio. A publicação afirmou que o senador costumava ser muito ativo nas redes sociais, mas que silenciou após a derrota para Lula no último domingo.

A federação partidária formada pelo PT, PV e PC do B anunciou nesta terça-feira (27) que vai apoiar a reeleição do deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) para a presidência da Câmara dos Deputados.
Com isso, o grupo de apoio a Motta chega a 15 partidos. Motta também recebeu apoio do PSB, PDT, da federação de União Brasil e PP, PSD, MDB, Podemos; federação formada por PSDB e Cidadania, a federação formada por Solidariedade e PRD e o Republicanos, partido de Motta. As informações são do g1.
Leia maisO PT já havia apoiado Motta na eleição de 2025. O partido integrou o bloco de apoio ao paraibano e hoje ocupa a mesa diretora da Casa, ocupando o cargo da primeira secretaria.
O anúncio veio depois de uma reunião da bancada dos partidos na manhã desta terça-feira (27) e de um rápido encontro com Motta na Câmara.
Além de integrar o comando da Câmara, os deputados do PT buscam isolar o PL da definição de cargos da Mesa Diretora e da presidência das comissões.
O PT não quer que o partido do senador Flávio Bolsonaro (PL) participe do bloco partidário que será formado para a reeleição de Motta, principalmente depois da vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Caso a estratégia dê certo, o PL perderia a preferência na escolha de comissões para presidir, o que pode diminuir a capacidade do partido de pautar as votações da Casa.
Integrantes do PL ainda não definiram posição sobre a eleição na Câmara. Inicialmente, o partido queria concorrer ao comando da Casa em um cenário com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) presidente.
A eleição para a presidência da Câmara será realizada em fevereiro de 2027. O deputado eleito comandará a Câmara pelos próximos dois anos.
Caso o bloco de Motta se confirme com 17 partidos pelo menos, os 15 primeiros pedidos para presidir comissões seriam do PT ou de partidos do Centrão, segundo projeções feitas por técnicos do Congresso.
Neste cálculo, o PL ficaria apenas com a 16ª escolha de comissão, e não mais com as três primeiras, o que poderia jogá-lo para colegiados menos prestigiados. Apesar disso, o partido manteria sete comissões na Casa.
A simulação feita por esses técnicos considera o apoio do PSD, Republicanos, MDB, Podemos, PSB, PDT e as federações PT-PCdoB-PV, União Brasil-PP, PSDB-Cidadania e do PRD-Solidariedade, já confirmadas, além da federação PSOL-Rede, que ainda não foi formalizada.
A federação PSOL-Rede não tomou uma decisão e pretende reunir a bancada na próxima semana. Segundo integrantes do PSOL, o apoio a Motta – e a entrada ou não no bloco – deve considerar alguns fatores.
Por exemplo, se haverá um acordo para mudança no sistema eleitoral. O Centrão articula com Motta a alteração do atual sistema proporcional para o distrital misto – uma forma de enfraquecer a direita nos próximos anos.
O PSOL é contra a alteração, pois analisa que seria prejudicado em alguns estados.
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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), recebeu nesta terça (27) o apoio formal de União Brasil e PP à reeleição para o comando da Casa, num movimento para esvaziar a candidatura da senadora Tereza Cristina (PP-MS).
A iniciativa, no entanto, rachou as bancadas, e parte delas não concorda com a adesão. A votação é individual e secreta. Tereza manteve a candidatura e, em nota, afirmou que a eleição só será decidida em fevereiro, “pelo voto livre, soberano e secreto de cada um dos 81 senadores”. “Como líder veterana, estarei aqui para receber meus colegas, especialmente as 12 novas integrantes da bancada feminina”, disse.
Dentro do PP, além de Tereza, há senadores como Guilherme Derrite (SP), eleito com apoio da direita e publicamente contrário à reeleição do presidente do Senado, e dr. Hiran (RR), que representa um estado onde o bolsonarismo é muito forte. As informações são da Folha de S. Paulo.
Leia maisA direita fez campanha criticando Alcolumbre por travar processos de impeachment de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).
A estratégia de Alcolumbre é esvaziar os adversários. A oposição está dividida entre Tereza e o senador Rogério Marinho (PL-RN), que coordenou a campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência. A senadora é vista com maior potencial para obter votos ao centro, de partidos que devem compor a base do governo Lula (PT). Já Marinho aposta na maioria de direita eleita na próxima legislatura. “[A posição de PP e União Brasil] Não vai refletir a posição da bancada”, disse Marinho.
Alcolumbre procurou os presidentes do PP, senador Ciro Nogueira (PI), e do União Brasil, Antônio Rueda, para construir a candidatura desde a vitória do presidente Lula (PT). O argumento é de que é preciso fortalecer o centro político, para que essas siglas parem de perder espaço para grupos mais à direita, como o PL, que terá a maior bancada do Senado ganhando cadeiras em cima dos partidos do centrão.
“Entendemos que a continuidade dessa aliança representa a estabilidade institucional e o equilíbrio político de que o Brasil precisa para seguir avançando nas pautas de interesse da população”, diz a nota, assinada por Nogueira e Rueda.
A vitória de Lula deu novo fôlego ao presidente do Senado, com a mobilização do governo a favor dele. Flávio Bolsonaro descartava uma aliança e pressionava pelo impeachment de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), principalmente Alexandre de Moraes, aliado do presidente do Senado. Cabe ao chefe do Legislativo dar início ao processo de afastamento dos ministros.
Ciro Nogueira declarou o apoio à revelia de Tereza e de outros congressistas do PP. A ideia é que a adesão seja do partido, e que a bancada se manifeste num segundo momento. Procurado pela reportagem, ele não comentou. Os senadores eleitos pelo partido devem se encontrar com Alcolumbre na tarde desta quarta-feira (28) para ouvi-lo.
Tereza Cristina fez campanha para Flávio Bolsonaro e, por isso, se enfraqueceu no centrão como alternativa. Ela era a favorita do grupo num cenário com o candidato do PL eleito presidente. Com o resultado do 2º turno, porém, lideranças passaram a considerar que Alcolumbre seria o melhor nome para unir a Casa e ainda manter diálogo com Lula.
Um dos movimentos que ocorre paralelamente é o do ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL), que foi eleito para o Senado. Segundo aliados, ele almeja presidir a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) no próximo biênio. É a comissão mais importante da Casa.
No caso de Nogueira, integrantes do PP afirmam que a aliança com Alcolumbre é uma forma de se preservar e buscar um aliado com influência para ajudá-lo, já que ele ficará sem mandato a partir de fevereiro –ele perdeu a reeleição. O presidente do PP virou alvo da Polícia Federal pelas relações com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Alcolumbre conta com apoio do PT, MDB e PSD para disputar a reeleição, e receberá a adesão formal de União Brasil e PP, mas o cenário é difícil, reconhecem aliados. Por serem “donos” dos seus mandatos, senadores costumam negociar individualmente seus votos, tendo mais liberdade para divergir da ordem dos seus partidos.
O PL terá 29 senadores, somados aos 3 do Novo. Os outros dois senadores do Amapá, de PSD e Podemos, não votarão nele. PP e Republicanos também possuem senadores mais à direita e com eleições próximas.
Nas contas do presidente do Senado, é possível chegar a 48 votos, contando com defecções e traições dentro do PL, possibilitadas pelo voto secreto. Aliados indicam que ele teria um piso de 43 apoios. Para ser eleito, são necessários 41 votos. Marinho diz a aliados contar também com 48 votos.
Senadores que preferem Tereza ou Marinho dizem que os colegas podem apoiá-los por temer represália política. Parte da plataforma que levou a direita a conquistar mais cadeiras no Senado foi a campanha anti-STF. Já aliados de Alcolumbre destacam que a crise no Supremo tende a arrefecer até a próxima eleição e descartam represálias porque a votação para a presidência do Senado é secreta.
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O blog adere à campanha para ajudar Adriano Fernandes de Andrade a custear duas cirurgias do filho, marcadas para o próximo dia 8 de novembro. Para arrecadar os recursos necessários ao procedimento, a família organizou uma rifa beneficente.
Cada número custa R$ 20, e a meta informada é de R$ 7 mil. O sorteio será realizado no dia 12 de dezembro e terá como prêmios uma tela pintada e um jogo de sousplat de crochê artesanal. “Venho recebendo muita ajuda, muita colaboração de cada um de vocês. Só tenho a agradecer”, afirmou Adriano.
Quem quiser colaborar pode adquirir um número da rifa ou fazer uma contribuição pela chave Pix (87) 99933-6150, em nome de Adriano Fernandes de Andrade, pelo Banco do Brasil.
Por Houldine Nascimento – Poder 360
O assessor especial da Presidência da República e principal conselheiro de política externa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Celso Amorim, disse nesta terça-feira (27) não haver “necessidade” de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (republicano), se pronunciar sobre a vitória eleitoral do petista. A declaração foi feita ao Poder360.
“Esse negócio de se pronunciar é uma questão de bons modos, de tradição, mas não há necessidade disso. Os Estados existem, coexistem e convivem entre si e nós esperamos que isso possa transcorrer normalmente, porque tivemos uma bela eleição com ampla participação popular e uma vitória incontestável, de modo que não há o que falar sobre isso“, declarou.
Amorim participou de uma comemoração do aniversário de 81 anos do presidente, no Palácio da Alvorada. Também foi questionado por este jornal digital sobre a possível saída de Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil. “É assunto da Polícia Federal”, disse. No domingo (25), Lula foi eleito para seu 4º mandato à frente da Presidência da República. O petista desbancou Flávio. É o 1º político escolhido 4 vezes pelo voto direto para comandar o país.
O chamado “pacote de bondades” anunciado pelo presidente Lula (PT) durante o segundo turno das eleições será difícil de cumprir. Para o cientista político Rubens Figueiredo, diretor do Centro de Pesquisa e Comunicação (Cepac), empresa especializada em pesquisas e consultoria política, a conta é alta, chega a R$ 260 bilhões e pode agravar o endividamento público brasileiro.
“A trajetória da nossa dívida pública é muito ruim. Além de termos cerca de 84% do PIB como nossa dívida, o financiamento dela é com juros muito altos, os maiores do mundo. Isso não é sustentável ao longo do tempo. Lula costuma falar que os Estados Unidos devem 125% do PIB, só que lá o financiamento da dívida é muito mais barato, os juros são menos da metade do que a gente paga aqui no Brasil”, afirmou Figueiredo.
“Então você tem uma contradição entre aquilo que o presidente Lula propôs para a sociedade, e que foi a ideia vencedora, de aumentar o Bolsa Família, o salário mínimo acima da inflação, aumentar as aposentadorias. Tudo isso tem um custo. Quando você aumenta o salário mínimo acima da inflação, você cria mais déficit, e déficit gera juros maiores. Em algum momento essa cadeia tem que ser quebrada, mas Lula acha, fala, reverbera e reafirma que gasto é vida. Então é essa equação que precisa ser resolvida”, disparou o cientista político.
A vitória do presidente Lula (PT) no segundo turno, neste domingo (25), foi tão surpreendente quanto a de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno, três semanas atrás. Essa é a avaliação do cientista político Rubens Figueiredo, diretor do Centro de Pesquisa e Comunicação (Cepac), empresa especializada em pesquisas e consultoria política. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, ele atribuiu a virada do petista ao excesso de confiança da campanha adversária e à forte mobilização da esquerda no segundo turno.
“O primeiro turno já foi uma surpresa, aquela vitória de Flávio não era esperada. Agora, o que aconteceu foi que Flávio subiu no salto, achou que aquela tendência verificada no resultado do primeiro turno iria se confirmar naturalmente. E por outro lado, Lula e o PT foram para a guerra. Então isso criou uma mobilização muito grande da esquerda, que tem uma capacidade de mobilização institucional maior do que a direita, mobilizam estudantes, sindicatos, associações e eles foram para a luta. Esse foi um ponto. Outro ponto é que foi muito ruim a estratégia de Flávio nos dois debates, que tiveram uma audiência fantástica, além da repercussão nas redes sociais. Ele foi ouvir Pablo Marçal, ficou fazendo micagens para evitar cortes quando Lula falava, e foi desrespeitoso com um senhor de 80 anos zombando de uma deficiência física de Lula. Então ele realmente foi muito mal e não pareceu um candidato preparado para ser presidente da República”, detalhou Figueiredo.
O cientista político ressaltou ainda o papel do “Exército do Janones”, em alusão ao movimento digital comandado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). “Foi um fenômeno, algo espetacular, que realmente deu outra dinâmica à campanha. E aquela série de bondades que Lula veio fazendo com o dinheiro público, que alcançou, segundo alguns cálculos, cerca de R$ 260 bilhões. Então esse conjunto de fatores fez com que o resultado fosse o que assistimos, além da capacidade que o PT e Lula tiveram de levar para votar no segundo turno grande parte dos eleitores que não foram no primeiro”, concluiu.
O presidente Lula (PT) chamou de “vergonhosa” a fuga de Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil e disse que o adversário deveria ter entregado o passaporte às autoridades, em cumprimento à ordem do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes. As declarações foram dadas durante celebração de seu aniversário de 81 anos, nesta terça-feira (27).
“Estou dizendo a vocês: quem não deve, não teme. E ele teme alguma coisa. E não vá dizer lá fora que o Brasil não tem democracia, porque, se não tivesse, um miliciano não poderia ter sido candidato à Presidência da República”, afirmou Lula. As informações são da Folha de S. Paulo.
Leia maisA aliados, no entanto, o presidente manifestou preocupação com a decisão de Moraes de reter o passaporte do adversário. Para Lula, a medida pode ser usada para alimentar o discurso de perseguição política.
O presidente voltou a dizer que, quando foi acusado pela Justiça, também teve a oportunidade de sair do país, mas decidiu se entregar para a Polícia Federal e provar sua inocência.
“Lamento que ele tenha saído do Brasil, porque ele poderia ficar aqui e provar que as acusações contra ele não são verdadeiras. Eu tentei fazer ele provar que é inocente, abrindo o meu sigilo”, disse.
A fala do petista faz referência ao “desafio” que ele fez a Flávio Bolsonaro antes do fim da campanha. No debate promovido pela Band, em 18 de outubro, Lula propôs ao senador que os dois abrissem seus sigilos bancário, fiscal e telefônico e os de integrantes de suas famílias.
Em resposta, o senador apresentou uma lista de 19 condições para abrir os sigilos. Lula aceitou as exigências e, em 22 de outubro, representantes de ambos foram ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para assinar o acordo de quebra mútua de sigilos. A campanha de Flávio, contudo, afirmou que só mostraria os documentos do candidato após checar os do petista.
A celebração pelo aniversário de 81 anos reuniu aliados, ministros e uma multidão de militantes em frente ao Palácio da Alvorada, em Brasília. A festa contou com trio elétrico e bolo.
Lula cantou parabéns ao lado da primeira-dama da República, Janja, do vice-presidente, Geraldo Alckmin, e de Lu Alckmin.
O presidente raramente usa o espaço externo do palácio para eventos. A exceção desta terça ocorre dois dias após o petista sair vitorioso da disputa pela Presidência, com mais de 4 milhões de votos de diferença em relação à votação obtida por Flávio.
Os apoiadores foram mobilizados pelo PT do Distrito Federal. Para entrar, era necessário passar por detector de metais e revista.
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Reeleito para o quarto mandato no último domingo (25), o presidente Lula (PT) teria adotado alguns movimentos considerados equivocados após a vitória nas urnas, na avaliação do cientista político Rubens Figueiredo, diretor do Centro de Pesquisa e Comunicação (Cepac), empresa especializada em pesquisas e consultoria política. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, ele criticou o discurso da vitória do petista e ressaltou a importância de apostar na “pacificação e na conciliação”.
“Os primeiros movimentos não foram dos melhores. Se analisar o discurso de vitória de Lula, foi um discurso revanchista. Ele chamou Flávio (Bolsonaro, do PL) de miliciano outra vez, falou mal da imprensa, disse que vai fazer um governo que vai prescindir dos jornalistas, falou em jornalistas de má-fé. Então não foi um discurso de conciliação, de pacificação, foi mais do mesmo, daquilo que Lula mostrou durante a campanha. E ele deve estar absolutamente convencido de que está certo, porque afinal das contas ele ganhou a eleição”, afirmou Figueiredo.
Leia mais“Quando você vai analisar os índices de rejeição, quase metade do Brasil rejeita Lula. Ele tem 46% de rejeição, segundo a maioria das pesquisas. É muita gente contra, e a sociedade mostrou que é contra quando elegeu deputados e senadores majoritariamente oposicionistas. Mais do que nunca, Lula vai ter que provar sua capacidade de negociação e ter uma visão mais de estadista e menos de palanquista. Você não faz política com esse grau de dificuldade que ele vai enfrentar como se estivesse em um palanque”, completou o cientista político.
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Por André Gustavo Vieira*
A história do Brasil é marcada por momentos difíceis, de ditadura, perseguição política e exílio. Mas também é repleta de exemplos de coragem, de homens públicos que, mesmo diante das maiores adversidades, não abriram mão de seus princípios.
Pernambuco tem um dos exemplos mais emblemáticos dessa história: Miguel Arraes. Governador do estado em 1964, Arraes foi preso após o golpe militar e, posteriormente, exilado por 16 anos. Viveu longe do país, ao lado da família, enfrentou humilhações e perseguições, mas não renunciou às suas convicções nem abandonou sua trajetória política.
Leia maisArraes voltou ao Brasil e voltou a governar Pernambuco. Sua história ajudou a projetar lideranças como Eduardo Campos, João Campos e Marília Arraes, que deram continuidade ao legado político do PSB. Mais do que cargos ou mandatos, Arraes deixou um exemplo de resistência e coerência que permanece vivo na política pernambucana.
O Brasil também conheceu outros exemplos de homens e mulheres que enfrentaram perseguições sem abandonar suas responsabilidades. É justamente por isso que determinadas atitudes causam tanta indignação.
O que se viu nesta eleição foi uma demonstração de como a ambição pessoal pode se sobrepor aos compromissos coletivos. Em vez de enfrentar as dificuldades ao lado de sua própria tropa, houve quem optasse por abandonar uma mobilização política inteira, colocando interesses particulares acima de um projeto que envolvia milhares de pessoas.
O Brasil de hoje não é o de ontem. As instituições mudaram, os instrumentos de defesa democrática são outros e os caminhos para enfrentar adversidades também. Mas existe algo que não deveria mudar: a responsabilidade de quem assume compromissos públicos e a coragem necessária para sustentá-los nos momentos difíceis.
O próprio Lula, perseguido politicamente, não fugiu do país. Foi preso, enfrentou as consequências de sua trajetória e recorreu às instâncias institucionais para buscar seus direitos. Independentemente das avaliações que se façam sobre sua história, é inegável que voltou ao cenário político e chegou novamente à Presidência da República.
A diferença entre essas trajetórias não está na ausência de dificuldades, mas na maneira como cada um decide enfrentá-las.
A história não julga apenas as vitórias. Julga, sobretudo, a postura de cada um diante das derrotas e das adversidades. Há quem enfrente a perseguição, pague o preço por suas convicções e preserve a dignidade. E há quem, diante do primeiro grande obstáculo, abandone seus compromissos e deixe para trás aqueles que confiaram em sua liderança.
No fim, a política passa, os mandatos terminam e as circunstâncias mudam. O que permanece é a história que cada um constrói. E, nela, coragem e covardia jamais ocuparão o mesmo lugar.
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Se o leitor não conseguiu assistir à exibição ao vivo do podcast Direto de Brasília com o cientista político Rubens Figueiredo, clique no link abaixo e confira. Está imperdível!
