Apoiadores do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) se concentram na manhã deste sábado (24) na Praça da Liberdade, na capital mineira, para um dos últimos atos de campanha antes do segundo turno, que já é neste domingo (25). Outro grupo de bolsonaristas foi para a Praça do Papa, também em BH, de onde parte uma motociata em apoio a Flávio. Além de um dos últimos atos da campanha, essa é a primeira aparição pública de Flávio após o debate contra Lula (PT) na Globo na noite de ontem (23). As informações são do Metrópoles.
Com Flávio em BH estarão governadores eleitos ou reeleitos, como Tarcísio de Freitas, de São Paulo, e Cleitinho Azevedo, de Minas, ambos do Republicanos. Será a primeira vez na campanha que Cleitinho, eleito governador em primeiro turno com 55% dos votos, subirá com Flávio em um palanque.
Principal cabo eleitoral de Flávio ao longo dessa campanha, tanto nas redes quanto nas ruas, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), reeleito com mais de 3 milhões de votos, também é presença garantida tanto em BH quanto no ato final de campanha de Flávio, no Rio.
Às 14h, o candidato do PL à presidência fecha a campanha na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. O ato acaba em frente ao condomínio onde o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pai de Flávio, tem uma casa.
Do Portal Folha de Pernambuco
A Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) anunciou, ontem (23), o adiamento do início da concessão parcial dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário em Pernambuco. A transição, originalmente marcada para a próxima segunda-feira (26), foi transferida para 23 de novembro.
A alteração do calendário adia a transferência formal da gestão operacional da Compesa para o setor privado nas regiões contempladas pelo leilão. O acordo foi assinado em abril deste ano, e previa um limite de seis meses — que vence em outubro — até a transição.
Leia maisA partir de 23 de novembro, a responsabilidade pela distribuição de água e pelas etapas de coleta e tratamento de esgoto passa para a iniciativa privada.
A AQUA Pernambuco assumirá a distribuição de água e coleta de esgoto do Litoral até parte do Sertão do estado. Já a VITA Sertão irá operar os serviços em 24 municípios do Sertão, incluindo Petrolina.
Em nota enviada à Folha de Pernambuco, a Compesa informou que a nova data vai garantir que os usuários não passem por transtornos por causa da mudança. Confira o comunicado na íntegra:
“A Compesa, em conjunto com as concessionárias AQUA Pernambuco e VITA Sertão, definiu o dia 23 de novembro como nova data para o início da operação plena dos serviços de distribuição de água e esgotamento sanitário pelas concessionárias. A nova data permitirá concluir a integração dos sistemas comerciais, de atendimento e os fluxos de trabalho, garantindo que a mudança ocorra sem qualquer interrupção ou transtorno para os usuários. Até lá, o atendimento, o pagamento das contas e a solicitação de serviços seguem normalmente pelos canais da Compesa.”
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Do Poder360
O Brasil vive uma das disputas presidenciais mais disputadas da sua história. No 1º turno, a diferença de votos entre os dois candidatos que passaram para o 2º turno foi a menor já registrada. Flávio Bolsonaro (PL) teve apenas 2,2 milhões de votos a mais que Luiz Inácio Lula da Silva (PT), uma diferença de 1,87 ponto percentual.
Os levantamentos de intenção de voto vinham mostrando o grau de equilíbrio nos últimos cenários de intenção de voto. A maior parte das empresas que fazem pesquisas indicava um cenário de empate técnico entre Lula e Flávio na disputa do 1º turno.
Leia maisEsse cenário é o pesadelo para as empresas que fazem estudos de intenção de voto. Uma variação percentual mínima em determinado sentido é capaz de inverter o resultado e apontar outro vencedor mesmo estando dentro das margens de erro dos levantamentos.
Foi o que aconteceu no 1º turno da eleição presidencial de 2026, em que o cenário de empate técnico indicado pelas pesquisas trazia, em muitos casos, Lula numericamente à frente, mas com uma distância que aceitava o cenário inverso dentro das próprias margens de erro.
O “voto útil”
Alguns fatores concorrem para dificultar a medição da intenção de voto da população mesmo às vésperas da votação nas urnas. E justamente esses fatores podem ser decisivos para determinar o vencedor numa eleição presidencial tão apertada quanto vem sendo esta de 2026 — cujo desfecho se dará no 2º turno no domingo (25).
Um desses fatores já se fez presente e foi o voto útil, muito comum nas retas finais de 1º turno, quando as intenções de voto migram de candidatos que não se mostraram competitivos para os líderes da corrida eleitoral.
Esse fenômeno foi bem captado pelas pesquisas nas últimas semanas antes do pleito, mas sua velocidade e escala final só aparece na apuração dos resultados.
Na pesquisa Poderdata divulgada em 10 de setembro, cerca de 1 mês antes do 1º turno, os candidatos que não foram para o 2º turno somavam 19% das intenções de voto. Duas semanas depois, em 24 de setembro, a soma era de 15%. Na véspera da eleição, era de 10%. Nas urnas, foi de 7,8%.
A maior parte desses votos abasteceu diretamente o crescimento de Flávio Bolsonaro nas últimas pesquisas e seu resultado da urna. O volume de eleitores que poderia ter deixado para fazer esse movimento no 2º turno, mas antecipou sua decisão para a primeira votação, foi um dos diferenciais entre o que apareceu nos levantamentos e o resultado apurado pelo TSE.
Mas fora esse movimento que as pesquisas conseguem captar parcialmente, numa escala muitas vezes diferente da que se materializa nas urnas, há outros mistérios que as intenções de voto têm dificuldade em revelar.
A massa silenciosa
As pesquisas em geral, com suas diferentes metodologias, conseguem medir bem as opiniões da maior parte da sociedade, mas alguns grupos menos politicamente engajados participam menos do debate público, do processo eleitoral e, naturalmente, não costumam responder pesquisas de opinião pública. Na discussão técnica, esse grupo apresenta o chamado “viés de não-resposta” das pesquisas.
Essa massa silenciosa é muito difícil de ser quantificada e tem poder decisivo em eleições muito apertadas com vêm sendo as últimas disputas presidenciais no Brasil. Ao mesmo tempo em que há dois campos políticos com eleitorado bem definido, ativo e com seus votos “cristalizados” nos dois principais candidatos, a decisão do vencedor deve vir desse grupo de difícil acompanhamento que aparece ou de forma fragmentada ou sequer aparece nas pesquisas.
Uma parte desse eleitorado participa do processo eleitoral comparecendo só na hora do voto, muitas vezes decidindo seus candidatos no último minuto.
Pense num cidadão que vai jogar na Mega-Sena, a loteria estatal comandada pela Caixa Econômica Federal. Muitos decidem previamente em quais números pretendem jogar –de forma alegórica, esses jogadores podem ser comparados aos eleitores que têm candidato definido. Mas há também aquele cidadão que de maneira fortuita passa na frente de uma lotérica, entra e só decide os números que vai marcar quando está com o volante do jogo e a caneta na mão. Pode parecer incrível e até triste, mas muitos eleitores também fazem isso numa eleição.
As pesquisas apontam um percentual de indecisos raramente acima de 5%. É razoável assumir que esse grupo esteja subrepresentado e que aqueles que decidem seus votos em cima da hora tenham impacto superior a esse na votação.
A comparação do resultado das urnas com o das últimas pesquisas antes de cada uma das últimas três eleições (2018, 2022 e 1º turno de 2026) mostra um subdimensionamento do candidato de direita em relação à média das principais pesquisas. Foi assim agora em 2026, embora o crescimento Flávio tenha sido detectado. O mesmo fenômeno aconteceu nos Estados Unidos nas duas eleições em que Donald Trump saiu vitorioso, com resultado superior ao que as pesquisas de véspera indicavam.
Isso fundamenta a hipótese de que esse grupo silencioso tenda a votar mais alinhado com Flávio Bolsonaro em 2026 e pode ajudar a explicar a vitória do candidato no 1º turno. Mas é só uma hipótese, que estimula as empresas de pesquisa a quebrarem a cabeça em busca de meios de calibrar melhor suas metodologias.
Peso da abstenção
Outro grupo sistematicamente subrepresentado e quase insondável pelas pesquisas é o da abstenção. Na última pesquisa PoderData, divulgada na 5ª feira (22), só 10% dos entrevistados disseram que não votaram no 1º turno e apenas 1% afirmou que não vai votar no próximo domingo (mais 1% que não sabem ainda e 3% que podem votar, mas não têm certeza).
Ocorre que a taxa de abstenção no 1º turno foi de 21,08%, um percentual que vem crescendo consistentemente nos últimos pleitos. Em suma: muitos eleitores ao serem entrevistados simplesmente não dizem a verdade.
Essa discrepância entre quem faltou no 1º turno e quem diz ter votado é talvez a maior evidência concreta do viés de não-resposta das pesquisas eleitorais. Pessoas que não se envolvem muito no processo eleitoral tendem a não responder pesquisas. Ou simplesmente, mentem sobre o que pensam ao serem abordadas. É por essa razão que pesquisas têm margem de erro – e não margem de acerto.
Mas esse grupo da abstenção tem peso de mudar o resultado da eleição. A campanha do presidente Lula tem feito forte apelo para quem não votou no 1º turno comparecer às urnas no 2º turno, na esperança de fortalecer sua votação.
É uma estratégia difícil de implementar com sucesso. O Poder360 já mostrou que os Estados que deram vantagem a Lula no 1º turno já são os que registram menor taxa de abstenção. É difícil reduzir ainda mais a abstenção no Nordeste (foi de 18,4% no 1º turno, a menor entre todas as regiões do país), sobretudo porque muitos Estados nem têm mais disputas de 2º turno para governador, o que tende a desmobilizar o eleitorado. Já no Sudeste, onde Flávio venceu, a taxa de abstenção foi a mais alta entre todas as demais (de 22,7%) e, se cair, a tendência é ajudar mais o candidato PL do que o do PT.
Um estudo feito pelo banco BTG Pactual mostra que a redução da abstenção em geral pode ajudar o presidente Lula, mas não seria suficiente para a virada no resultado da eleição –exceto se houvesse uma queda nunca antes vista no percentual de pessoas que não vota.
O natural é que as taxas de abstenção costumam aumentar no 2º turno em relação ao 1º. A exceção foi 2022, quando inclusive a queda da abstenção no 2º turno pode ter contribuído para sustentar a vitória apertada de Lula sobre Jair Bolsonaro (PL).
A esperança de Lula em relação à abstenção, na realidade, deveria se concentrar na desmobilização do eleitorado do seu adversário e das pessoas que votaram em outros candidatos, mas rejeitam o petista. É mais fácil torcer pelo aumento da abstenção em Estados em que Flávio Bolsonaro venceu.
Há fatores que podem pesar para esse resultado. Um deles é o número recorde de eleições para governador decididas no 1º turno. Sem o peso de outra decisão local, os eleitores podem ficar menos motivados a irem às urnas votar só para presidente. Também ficam menos energizados pelos cabos eleitorais, que estão livres da obrigação de pedir e conquistar votos de seus afiliados locais.
Mas tudo isso, é claro, contando que a distribuição dos votos daqueles que se abstiveram espelhe em maior medida o próprio resultado das urnas nesses locais.
2º turno
A boa notícia para todos que querem entender com mais precisão os movimentos da reta final antes da votação é que para os levantamentos de 2º turno, as pesquisas são auxiliadas pelo melhor parâmetro possível para calibrar suas amostras e ponderações: os resultados das urnas no 1º turno.
O uso dessa variável pela maior parte das empresas é uma das razões pelas quais os resultados das pesquisas no 2º turno costumam convergir mais do que no 1º.
As estimativas, em geral, também ficam mais precisas porque o mistério do voto dos indecisos já foi resolvido em parte pelo movimento do “voto útil” antecipado no 1º turno.
Ainda resta saber, naturalmente, para que lado vão os votos daqueles que escolheram candidatos que não foram para o 2º turno. Neste ano, o alinhamento ideológico e o resultado das pesquisas até agora indicam uma tendência maior de migração desses votos para Flávio Bolsonaro. Só que um percentual desses eleitores pode simplesmente votar em branco, nulo ou se abster — e esse é mais um fator decisivo no dia 25 de outubro.
Eleição indefinida
Tudo considerado, o resultado da eleição presidencial ainda é uma incógnita pela proximidade dos 2 finalistas nas pesquisas de intenção de voto. Os últimos levantamento indicam empate técnico, com Flávio Bolsonaro numericamente à frente na maior parte dos estudos.
A última PoderData indica 49% de intenções de voto para o candidato do PL contra 48% para Lula, além de 3% de brancos/nulos e 1% de indecisos.
Além da vantagem mínima das pesquisas, o senador carrega uma vantagem concreta de 2,2 milhões no 1º turno e a marca de que nunca houve uma virada nas eleições presidenciais em 2º turno no Brasil.
Há um fato incontornável sobre a mesa: Flávio teve 47,03% dos votos válidos (56.104.503 votos) contra 45,16% (53.879.538 votos) dos obtidos por Lula. O mais provável é que ambos tenham, no mínimo, esse mesmo número de votos no 2º turno. Dito de outra forma, Flávio precisa obter 2,97% + 1 voto (cerca de 3,54 milhões de votos, considerando o total os válidos do 1º turno), pelo menos para vencer. Lula busca 4,84% + 1 dos votos (cerca de 5,77 milhões de votos, considerando o total os válidos do 1º turno).
Mas há milhões de votos quase inescrutáveis ainda em jogo no 2º turno. A vitória ou a derrota podem vir de onde mal se pode ver.
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O Ministério Público (MP) Eleitoral defendeu a extinção do processo que envolve a abertura de sigilos bancários, fiscais e telefônicos dos candidatos à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). O chamado “Desafio dos sigilos” foi proposto pelo candidato do PT, durante o debate da TV Bandeirantes, no último domingo (17).
A manifestação ocorre após Lula ter enviado, na última terça-feira (20), ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um requerimento autorizando o levantamento de seus sigilos e dos de seus familiares, incluindo seu filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Na ocasião, o presidente desafiou Flávio Bolsonaro a fazer o mesmo. Com informações do Metrópoles e da Agência Brasil.
Leia maisNo dia seguinte, Flávio enviou à Corte Eleitoral uma autorização para o levantamento de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos, condicionada à ampliação do alcance das medidas por Lula. Entre as exigências, estavam a divulgação de dados de Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete do presidente, dos registros de entrada da empresária Roberta Luchsinger no Palácio do Planalto e dos sigilos de José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão de Lula. Logo depois, a coordenação da campanha de Lula afirmou que o candidato havia aceitado as condições do adversário.
No parecer, o vice-procurador-geral Eleitoral, Alexandre Espinosa, argumenta que não há, na ação, elementos que justifiquem a intervenção da Justiça Eleitoral, “sobretudo porque não há matéria estritamente eleitoral a ser equacionada”.
O documento destaca que o sigilo dos dados é garantido pela Constituição, em decorrência do direito à intimidade e à privacidade. Também ressalta que a legislação busca proteger o cidadão da “indevida devassa de terceiros em relação a dados bancários, fiscais ou telefônicos que se inserem como expressão do direito de personalidade”.
O MP Eleitoral pontua, ainda, que não há impedimento para que o titular divulgue suas informações de forma voluntária. A manifestação está alinhada à decisão do ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que afirmou que os candidatos podem divulgar seus dados sem aval da Justiça.
“Em síntese, a inexistência de pretensão resistida traduz a ausência de interesse jurídico de buscar a tutela jurisdicional. Como bem apontado pelo Ministro Relator, ‘não cabe à Justiça Eleitoral definir o que cada candidato quer ou não divulgar. O que se quiser divulgar é escolha de cada um, e avaliar essa escolha cabe ao eleitor’”, diz a manifestação do MP Eleitoral.
Ao final, o vice-procurador-geral pede a extinção do processo sem a resolução do mérito.
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Um ato em apoio a Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, reúne eleitores na Praça do Papa, no bairro Mangabeiras, na Região Sul de Belo Horizonte, na manhã deste sábado (24), véspera da votação de segundo turno. A concentração começou a partir das 9h. A motociata estava marcada para 10h. O ato deve seguir pela Avenida Brasil até a Praça da Liberdade, na região Centro-Sul da capital mineira. Com informações do g1.
Mais informações em instantes.
O presidente Lula (PT) chegou em Copacabana, no Rio, por volta das 9h40 de hoje para o seu penúltimo ato da campanha presidencial de 2026.
Às vésperas do segundo turno da eleição, Lula reúne apoiadores no reduto eleitoral do seu rival no pleito, o senador Flávio Bolsonaro (PL). A concentração para a caminhada organizada pela campanha petista começou por volta das 8h no Posto 5, na avenida Atlântica.
O candidato à reeleição deve fazer discursos breves, de cima do carro de som em movimento. Isso porque o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) proíbe a realização de comícios eleitorais nos dias que antecedem a votação.
Mobilização promovida nas redes sociais deu um gás na campanha na reta final. Comandado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), o canal “Exército do Lula”, no WhatsApp, reúne hoje mais de 10,6 milhões de seguidores. Por lá, são organizados atos e dadas “missões” para os apoiadores. As informações são do UOL.
O presidente do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência de Olinda (CMDO), Geziel Bezerra, manifesta repúdio à declaração feita pelo senador Flávio Bolsonaro durante o debate presidencial promovido pela TV Globo, na noite de ontem, 23 de outubro.
Durante o confronto com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, Flávio Bolsonaro utilizou a expressão “nove dedos” ao criticar o adversário político. A fala gerou reação de Lula, que perdeu um dedo da mão esquerda em um acidente de trabalho aos 17 anos, quando trabalhava como metalúrgico. Posteriormente, Flávio pediu desculpas pela declaração.
Leia maisPara Geziel Bezerra, o episódio levanta uma reflexão necessária sobre o capacitismo e a responsabilidade de lideranças políticas na construção de uma sociedade que respeite as diferenças e a dignidade humana.
“Como pessoa com deficiência e militante histórico da luta pelos direitos das pessoas com deficiência, considero inaceitável que uma característica física seja utilizada para desqualificar alguém no debate político. A deficiência não pode ser motivo de deboche, constrangimento ou humilhação. Respeito não deve depender de posição política, partido ou ideologia”, destaca Geziel.
O presidente do CMDO ressalta que o capacitismo se manifesta por meio de atitudes, expressões e comportamentos que inferiorizam ou discriminam pessoas com deficiência. Para ele, o combate a esse tipo de preconceito deve ser uma responsabilidade de toda a sociedade, especialmente daqueles que ocupam espaços de poder e influência pública.
Geziel também chama a atenção das pessoas com deficiência, familiares, amigos e militantes da causa para a importância de acompanhar e avaliar o compromisso de candidatos e representantes públicos com os direitos humanos, a inclusão e a igualdade de oportunidades.
“Nosso compromisso é com a dignidade humana, o respeito às diferenças e a defesa dos direitos de milhões de brasileiros com deficiência. O voto é livre e consciente, mas precisamos refletir sobre as atitudes e as palavras de quem pretende governar o país. Não podemos naturalizar expressões que transformem características físicas em instrumentos de ataque”, afirma.
A manifestação reforça a necessidade de um debate político responsável, democrático e respeitoso, no qual as divergências sejam enfrentadas com argumentos e propostas, sem reproduzir preconceitos contra qualquer pessoa ou grupo social.
“Capacitismo não é brincadeira. Respeito não é favor, é direito!”
Olinda, 24 de outubro de 2026
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Por Karina Matias e Mônica Bergamo
Da Folha de S.Paulo
O corregedor do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Ricardo Villas Bôas Cueva, determinou na noite de ontem (23) que a Meta entregue a cada seis horas relatórios detalhados de alcance e distribuição de novas postagens do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e do influenciador Pablo Marçal. A medida é válida durante a véspera e o dia da eleição.
Os documentos deverão informar visualizações, origem da audiência e mecanismos de recomendação. Na mesma decisão, o ministro salientou que a Meta deve aplicar sua regra geral e não recomendar proativamente a não seguidores as publicações do deputado e do influenciador que mencionem candidatos, partidos ou a eleição até o fim do segundo turno, no domingo (25).
Ordenou ainda que a empresa não pode realizar qualquer intervenção manual ou ajuste algorítmico para amplificar de forma artificial os conteúdos dos dois investigados. O corregedor fixou multa de R$ 500 mil em caso de descumprimento. As medidas foram determinadas também para a plataforma X.
A decisão foi tomada após pedido de investigação judicial eleitoral (aije) da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que aponta o que vê como favorecimento do algoritmo da Meta ao perfil de Nikolas.
O ministro determinou ainda que Marçal e Nikolas não podem até o fim do segundo turno no domingo (25) divulgar ou promover em suas redes conteúdos com inteligência artificial proibida pela norma eleitoral, além de posts fabricados ou manipulados e com fatos sabidamente inverídicos. Ele fixou multa de R$ 100 mil por publicação que descumpra a norma, após verificação judicial.
Segundo ele, a medida não se trata de “censura prévia, tampouco se destina a restringir a liberdade de expressão, de comunicação ou o exercício regular do debate político-eleitoral”.
“Sua finalidade é estritamente preventiva e circunscrita à proteção da normalidade e da legitimidade das eleições, no âmbito da investigação prevista no art. 22 da LC 64/90, mediante a contenção de condutas concretamente enquadráveis nas vedações da legislação eleitoral. Não alcança, portanto, manifestações políticas lícitas, críticas, opiniões ou a divulgação regular de informações, ainda que desfavoráveis a candidatos ou partidos”, explica.
O corregedor destacou também que o TSE já havia determinado, em menos de três semanas, a retirada de pelo menos seis conteúdos relacionados aos investigados que apresentavam irregularidades. A decisão será submetida ao referendo do plenário da corte.
Cueva negou o pedido da coligação de Lula para a exclusão integral dos mecanismos de recomendação dos perfis e a proibição antecipada do vídeo anunciado por Marçal para este sábado (24).
O ministro disse que os dados apresentados pela Meta não comprovam favorecimento irregular pelos algoritmos, mas ainda são insuficientes para esclarecer a distribuição das postagens. “A exclusão indistinta das superfícies de recomendação alcançaria também conteúdos lícitos, independentemente de sua natureza, contexto ou vinculação com as irregularidades apontadas, com repercussões relevantes sobre a liberdade de expressão e a circulação de informações no período eleitoral”, afirmou ele na decisão.
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Por Marcelo Tognozzi
Colunista do Poder360
Os maiores vencedores desta eleição são jovens, mineiros, nasceram pobres, venceram pelo próprio talento e se tornaram símbolo da nova política. Nikolas Ferreira, 30 anos, nasceu na favela Pai Tomaz, em Belo Horizonte. André Janones, 42 anos, é de Ituiutaba, no Pontal do Triângulo Mineiro, com pai cadeirante e mãe empregada doméstica. Seu primeiro emprego foi como cobrador de ônibus. Brilharam neste 2º turno, dando aula de comunicação eficiente. Algo raro e bonito de se ver.
Colocaram em prática as lições de Claude Shannon (sim, a IA da Anthropic se chama Claude por causa dele), que há quase 80 anos publicou sua Teoria Matemática da Comunicação. Shannon (1916-2001), iria se deliciar vendo Nikolas trabalhar para Flávio Bolsonaro e Janones para Lula.
Leia maisO que eles fizeram neste 2º turno não foi improviso, mas a aplicação, consciente ou intuitivamente, da tese deste engenheiro norte-americano do MIT que nunca fez política, muito menos pisou num palanque, e tudo o que queria saber era como fazer a mensagem ir de um ponto a outro sem se perder no caminho. Nikolas e Janones souberam fazer isso.
A Teoria Matemática da Comunicação de Shannon tem três ideias simples: 1) informação é surpresa. A mensagem vale mais quanto menos previsível for, porque o que todos já esperam nada informa; 2) todo canal tem ruído e ruído destrói mensagens; 3) vencer o ruído falando com muita clareza, produzindo redundância capaz de fazer a mensagem sobreviver mesmo se parte dela se perder. Surpresa para capturar a atenção, redundância para resistir ao ruído. Cada deputado dominou uma metade dessa equação.
Nikolas Ferreira é produtor de surpresas em escala industrial. Seu vídeo “O Nordeste que foi esquecido“, publicado em 20 de outubro, passou de 100 milhões de visualizações em 8 horas. “Nikolas não precisa impulsionar. Sua audiência é tão grande que o próprio algoritmo do Instagram se encarrega de dar relevância aos seus conteúdos”, explica o cientista de dados Alek Maracajá da Ativaweb.
O segredo está no improvável. O jovem bolsonarista mineiro ouvindo eleitores baianos num reduto lulista é exatamente o tipo de mensagem que ninguém espera, e, por isso, carrega muita informação, exatamente como observou Shannon lá nos idos de 1948. O formato também surpreende pelo enfoque humano: pessoas falando da sua própria realidade, do tempo que passou e a vida não mudou.
Nikolas sofisticou ao transformar ruído em sinal. Quando o áudio do vídeo foi cortado por questões de direitos autorais, ele converteu o silêncio em mensagem. O mote “não calem os nordestinos” bateu recordes entre os assuntos mais comentados na internet. O piá soube fazer do limão uma limonada.
Se Nikolas é a surpresa, André Janones é o canal. Seu “Exército do Lula“, criado no WhatsApp em 5 de outubro, 24 horas depois do 1º turno, tem mais de 10 milhões de seguidores, muito maior que a “Tropa do Flávio” montada por Nikolas. Janones não precisa de mensagens brilhantes. Quer eficiência, fazendo com que as mensagens sejam repetidas por milhões de pessoas, em milhões de grupos, chegando ao destino no melhor estilo empacota e manda.
É o que Shannon chamou de redundância aplicada. A mesma ordem, “compartilhem“, replicada em cascata, faz a mensagem sobreviver às perdas pelo caminho. A grande vantagem estratégica é a mensagem partir de um canal fechado, tanto que a campanha de Flávio admitiu não conseguir controlar o que circulava no Exército do Lula.
A prova de robustez e resiliência do canal de Janones veio do forte ruído provocado pela Justiça Eleitoral. O “Exército” foi suspenso, restabelecido e suspenso novamente em poucos dias. Voltou a operar normalmente em 14 de outubro, com Janones comemorando a chegada de novos milhões de seguidores. Nem o piripaque provocado pelo estresse e a internação de Janones na UTI, depois do debate da Band, fez a máquina perder tração.
Qualquer que seja o vencedor da eleição, Flávio ou Lula, o certo é que Nikolas e Janones sairão maiores do que entraram. De acordo com Alek Maracajá, o engajamento de Nikolas cresceu mais de 514% depois do 1º turno, e o de Janones, quase 272%. No ecossistema evangélico, Nikolas somou 50,7 milhões de interações, mais do que o próprio Flávio. Janones concentrou quase metade das interações de todo o campo governista.
Nikolas foi o rosto da campanha de Flávio nas ruas e nas telas, levando os “bloquinhos” de Minas para o Nordeste. Janones, que mal apareceu no 1º turno, virou o sistema nervoso da militância lulista. Se Janones tivesse criado seu “exército” no 1º turno, certamente não teria só 78.780 votos, mas rivalizaria com os mais de 3 milhões de Nikolas.
A relevância da ação política dos mineiros pode ser medida pelas ações contra ambos no TSE, fazendo valer o velho ditado segundo o qual ninguém chuta cachorro morto. Se Flávio vencer, dividirá a vitória com Nikolas. Igual Lula terá de fazer com Janones. Mesmo na derrota, continuarão sendo ativos valiosos para a próxima eleição.
O fato de trabalharem com competência e eficiência não faz deles anjinhos ou demônios. Só políticos em busca de votos para vencer a eleição. Como ensinou Shannon, mensagens verdadeiras ou falsas valem o mesmo, desde que cheguem intactas ao destino. A Justiça Eleitoral mandou Nikolas remover conteúdo considerado desinformação, e a campanha de Flávio diz que o canal de Janones distribui links enganosos. O bom resultado de ambos esbarra nessa zona cinzenta.
Nunca é demais lembrar que visualizações medem transmissão, não convencimento, já que mensagem bem entregue não necessariamente muda a opinião de quem a recebe.
Na disputa pela atenção, maior valor da eleição moderna, o resultado já está dado. Nikolas aprendeu ser imprevisível, Janones a ser indestrutível. Nenhum deles virou vencedor por acaso.
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Por Igor Gielow
Da Folha de S.Paulo
Como já lembrava Sigmund Freud em “Totem e Tabu” (1913), nada como um pouco de regras para tornar uma sociedade civilizada. O mesmo se aplica a debates.
A opção pelo vale-tudo de saída no primeiro encontro entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) na Band, domingo passado (18), levou a um desastre de escopo ainda insondável na intenção de voto dos líderes da disputa presidencial brasileira deste ano.
Leia maisNa noite de ontem (23) na TV Globo, o formato adotado enquadrou os dois candidatos e ofereceu um vislumbre de embate de ideias para os vitais pontos percentuais a serem pescados entre eleitores indecisos e pendulares na disputa.
Sem a gritaria e a ausência de respostas do confronto anterior, Lula levou vantagem sobre o senador fluminense. Não saiu, contudo, sem arranhões. Já no primeiro bloco, o presidente deixou o candidato do PL desconfortável ao questioná-lo sobre o valor do salário mínimo, um truque tão velho quanto a política. Flávio aparentou nervosismo, retomando algum controle quando o tema era a produção do agro no Centro-Oeste.
O filho de Jair Bolsonaro ainda escorregou ao citar os nove dedos da mão de Lula, remetendo às conversas dos hoje governador e senador eleitos pelo Paraná Sergio Moro e Deltan Dallagnol, soldados do bolsonarismo paranaense.
Foi um dos momentos em que Flávio afetou preconceito, como quando sugeriu que Lula estava surdo — no debate anterior, o etarismo foi ainda mais explícito. O petista ainda faturou em cima com um direito de resposta, mas deixou o rival enfileirar outros “pedidos de desculpa”.
Ao entrar na árida seara das contas públicas, provavelmente o ponto mais frágil da gestão de Lula 3, o senador conseguiu deixar Lula contra a parede.
Ao questionar a questão da evolução da dívida pública, o senador ouviu do presidente uma questão sobre a necessidade de ter o Banco Central independente. Levantou a bola: o BC autônomo serve para segurar abusos do Executivo na área fiscal, evitando escaladas inflacionárias.
Ao buscar faturar em cima do momento, Flávio voltou ao tema controverso do congelamento de dívidas das famílias, o que remonta ao ruinoso Plano Collor.
O melhor para Lula veio depois: a segurança pública. A campanha de Lula trouxe a mãe da menina Ana Clara, cujo assassino foi um policial defendido por Flávio como advogado, para o debate.
A carta foi sacada no terceiro bloco, quando o presidente trouxe o caso pessoal do senador com a menina, engatando com a lembrança das relações de Flávio com milicianos do Rio. O presidenciável do PL perdeu o rumo, repetindo clichês.
Ao final do encontro, Flávio saiu-se ainda pior. O senador voltou à prática de não responder a questões, prática do debate na Band, quando foi questionado sobre o caso da ilha que o jogador Richarlison disse ter sido tomada pelo senador.
“Eu sinceramente cansei de fazer perguntas para esse rapaz”, reagiu o presidente, quando Flávio ainda citou um uísque de “meio milhão de reais”, algo que parece algo bastante ilusório, que teria sido dado pelo mesmo Daniel Vorcaro (Banco Master) a quem o senador pediu R$ 134 milhões para supostamente financiar o filme hagiográfico do pai.
O presidente ainda lembrou do passeio de barco com lobistas de vacinas e garotas de programa, caso revelado pela revista piauí. O desafio dos sigilos foi reforçado, com Lula tentando colar o rótulo de ladrão no rival. Já Flávio pareceu perdido na repetição de críticas passadas, mal aproveitando o caso Lulinha, apenas ao final da noite.
Se a troca de acusações teve seus momentos acalorados e o impacto do debate sobre os indecisos e pendulares é incerto, é possível dizer que Lula saiu vencedor por pontos — nocaute é algo que está distante desse tipo de encontro.
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Levantamento do Instituto França, divulgado neste sábado (24), mostra que o senador Flávio Bolsonaro (PL) tem 51,4% das intenções de voto contra 48,6% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste 2º turno da eleição, considerando os votos válidos.
Como a margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, os candidatos estão tecnicamente empatados. Nesse cenário, a pesquisa desconsidera os votos brancos e nulos.
A pesquisa ouviu 1.537 eleitores brasileiros de 21 a 23 de outubro de 2026. O grau de confiança é de 95%. Está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-04863/2026. O estudo custou R$ 50.000, pagos com recursos próprios. As informações são do Poder360.

Veja na íntegra aqui:
Lula subestimou Flávio e a força do bolsonarismo
Há 40 anos no jornalismo político, com atuação concentrada em Brasília, nunca cobri e presenciei uma disputa presidencial de resultado tão acirrado e imprevisível, numa escuridão sem lamparina. Ao longo desta semana, a última da campanha de segundo turno, houve uma enxurrada de pesquisas dos mais variados institutos, 98% delas com Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente de Lula (PT).
Mas nada que nos garanta que o filho de Bolsonaro sairá eleito das urnas. Se as pesquisas chegam recheadas de todos os sabores, os palpites de jornalistas, cientistas políticos e estudiosos da matéria são muito mais díspares, verdadeiros chutômetros. Ninguém diz nada com nada, porque os percentuais de Lula e Flávio são muito próximos, às vezes empates técnicos, outras vezes empates numéricos.
Leia maisO achismo virou lugar comum e ninguém tem certeza se Lula se reelege ou se perde para Flávio. Se na política houvesse lógica, a eleição seria de Flávio. Por quê? Por região, o herdeiro de Bolsonaro só não ganhou no Nordeste, santuário eleitoral do lulismo. Há um referencial histórico que diz que o candidato que ganha em Minas, segundo maior colégio eleitoral do País, se elege.
Flávio ganhou em Minas, São Paulo e no Rio, os três maiores colégios eleitorais. Ganhou no Sul, entre os evangélicos e nas classes C e D, além dos jovens. Mas do primeiro para o segundo turno houve uma reação de Lula, daí o imponderável. Quem ganhar será por um mínimo de votos, algo entre 1 e 2 milhões de diferença, no máximo.
Isso é o elementar, o que se ouve até entre os neófitos em política. Na verdade, Lula, que se achava imbatível, subestimou Flávio e até torceu para ser o seu adversário, achando que seria o mais fácil de ser batido. O tempo, as pesquisas e os prognósticos se encarregaram de mostrar que ele estava errado.
EXÉRCITO MANTIDO – O ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral, atendeu a um pedido da coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e vetou novas decisões que determinem a suspensão do canal de WhatsApp “Exército do Lula”. “Defiro parcialmente o pedido de liminar, a fim de suspender os efeitos das decisões proferidas, ou das que venham a ser proferidas, exclusivamente nas partes em que os respectivos resultados práticos sejam a suspensão, a indisponibilização, a restrição de alcance ou de funcionalidade, ou qualquer “medida em nível de canal”, do canal cognominado “Exército do Lula”, até o julgamento do mandado de segurança ou determinação diversa”, afirmou o ministro.

Discurso do ódio – O ex-prefeito João Campos (PSB) rebateu o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) após o parlamentar realizar um ato político em Boa Viagem, na noite de quinta-feira passada, e ironizar a derrota dele para Raquel. Em resposta, afirmou que o Nordeste precisa de pessoas dispostas a trabalhar e acusou o adversário político de disseminar desinformação e discurso de ódio na região. “Quem nunca trabalhou na vida resolveu passear aqui no Nordeste e desrespeitar a nossa região. Nikolas, o Nordeste precisa de gente que trabalhe de verdade, não de quem vem de jatinho aqui de quatro em quatro anos trazer discurso de ódio, desinformação e mentira.”
Mais bondades – O presidente Lula (PT) deve enviar ao Congresso Nacional um projeto de lei para perdoar dívidas de empresas do setor de eventos, como casas de show, bares e restaurantes, enquadradas no Simples Nacional, nos mesmos moldes do que fez com os MEIs (microempreendedores individuais). Em outra frente, empresas de pequeno porte poderão acessar uma linha de crédito com juros reduzidos e subsidiados. Operada pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), a linha deverá ser lançada nos próximos dias para aplacar eventuais impactos da redução da escala de trabalho. Com o fim da 6×1, todos os empregados formais passam a ter duas folgas semanais remuneradas a partir de dezembro.
Ameaça de bomba em voo – Uma ameaça de bomba levou ao cancelamento do voo LA3045 da Latam, que partiria do Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, para Congonhas, em São Paulo, na noite da última quinta-feira. Mais de 170 passageiros tiveram a viagem interrompida. Após os procedimentos de segurança, a Polícia Federal informou que nenhuma ameaça foi encontrada e que não houve elementos que justificassem prisões. O voo estava programado para decolar às 20h25 e seria realizado pelo Airbus A320neo de matrícula PR-XBX. Segundo informações publicadas pelo jornal mineiro O Tempo, a ocorrência começou depois que funcionários localizaram, no banheiro da aeronave, uma carta com ameaça de ataque à bomba.

Fim do guia eleitoral – No último dia de propaganda eleitoral gratuita na TV, ontem, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, afirmou que o Brasil está melhor do que quando assumiu e defendeu a continuidade de seu projeto. Já o senador Flávio Bolsonaro (PL) se apresentou como a opção de mudança e pediu aos apoiadores que mobilizassem familiares e amigos para votar. A campanha de Lula também retomou críticas ao histórico do adversário e apontou riscos de cortes em programas sociais. Flávio Bolsonaro, por sua vez, não citou o petista pelo nome e encerrou sua propaganda com uma oração do Pai-Nosso.
CURTAS
SEM VOTAR – Em comunidades indígenas do Pará, a seca dos rios, as longas distâncias e a falta de transporte dificultam o acesso às urnas. Na Terra Indígena Paquiçamba, famílias ficaram sem votar no primeiro turno, mesmo após moradores organizarem viagens em carros particulares. Em outras comunidades, indígenas fazem campanhas para arrecadar dinheiro e custear o deslocamento até os locais de votação.
STF BARRA GRATUIDADE – A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, negou, ontem, um pedido apresentado pela campanha de Lula que buscava estender a gratuidade do transporte público para o sistema interestadual de passageiros no segundo turno das eleições de 2026. A coligação defendia que a decisão do STF que determinou a obrigatoriedade de transporte público gratuito nas zonas urbanas em dias de eleição deveria abranger também as linhas que atravessam divisas estaduais, incluindo linhas semiurbanas entre municípios vizinhos de estados diferentes.
PODCAST – O primeiro podcast pós-eleição, na próxima terça, traz o cientista político Rubens Figueiredo, que fará uma análise dos resultados das urnas, da nova conjuntura política nacional e dos desafios que se apresentam para o país. Entre os assuntos previstos estão a configuração das forças políticas após a disputa, o comportamento do eleitorado, a polarização e as perspectivas para as relações entre o Executivo e o Congresso Nacional.
Perguntar não ofende: Quem vai ganhar a eleição amanhã?
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