A coligação “Juntos para Mudar, Coragem para Reconstruir” afirmou nesta quinta-feira que vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir a realização do segundo turno das eleições para o governo do Rio. O grupo político de Eduardo Paes (PSD) contesta a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que, pouco antes, decidiu indeferir o registro de candidatura de Anthony Garotinho (Republicanos) e determinou a recontagem de votos válidos do primeiro turno, o que abriu caminho para a vitória do presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Douglas Ruas (PL), no primeiro turno.
Em nota, a coligação de Paes cita votos divergentes no TSE, que barrou Garotinho e anulou os votos do ex-governador por maioria, com placar de 5 a 2. A nota cita a defesa do respeito à soberania popular e a “exigência constitucional de maioria absoluta para a eleição de governador”. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia mais“A coligação entrará com pedido de medida cautelar para garantir a realização do segundo turno da eleição para governador do Estado do Rio de Janeiro, conforme a vontade manifestada pela maioria dos eleitores fluminenses nas urnas no último domingo”, destaca a nota.
Correligionários de Paes disseram ao GLOBO que veem a manobra como uma “última esperança” no pleito. Apesar disso, o desânimo já toma conta das fileiras da coligação.
Garotinho ficou inelegível depois de uma condenação por improbidade administrativa, mas conseguiu se manter na disputa por causa do andamento de recursos. No dia seguinte ao primeiro turno, porém, anunciou que desistiria de tentar reverter o caso na Justiça. O grupo político de Paes passou a alegar que o ex-governador estaria fechado com Ruas e contestar o movimento sob o argumento de que a presença de Garotinho nas urnas, na propaganda eleitoral e em debates televisivos ludibriou o eleitor, que teria achado que a candidatura era para valer. Disse que anular os votos seria “desrespeitar as urnas” e cobrou respeito ao resultado, o que adiaria a decisão final para 25 de outubro.
Após a votação, nesta quinta, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, proclamou o resultado do julgamento determinando uma imediata recontagem dos percentuais dos demais candidatos. Esta recontagem dispensaria segundo turno de Ruas contra Eduardo Paes, o segundo mais votado.
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O Senado Federal encerrou, nesta quinta-feira (8), a terceira sessão de discussão da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que acaba com a escala 6×1. A sessão teve quórum de 52 senadores, com maioria de governistas e baixa presença da oposição pelo terceiro dia seguido. Os debates serão retomados na próxima semana, com as duas últimas sessões antes da votação em primeiro turno, também semipresenciais.
A sessão desta quinta foi curta. Aberta por volta das 16h30, a ordem do dia terminou perto das 17h. Apenas o senador Paulo Paim (PT-RS) discursou, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), encerrou os trabalhos na sequência. As informações são da CNN.
Em conversa com jornalistas no plenário, Alcolumbre voltou a dizer que ainda não recebeu nenhum requerimento da base do governo para acelerar a análise da proposta. Segundo o senador, são necessários 54 votos para apresentar o pedido. Ele ponderou, porém, que já houve casos em que foi apresentado com número menor de assinaturas.
Leia maisO calendário especial é o instrumento que o governo pretende usar para encurtar a tramitação. O objetivo é reduzir o intervalo previsto no regimento entre os dois turnos de votação da PEC. Sem esse atalho não há tempo hábil para aprovar a proposta antes do segundo turno das eleições.
O regimento do Senado estabelece cinco sessões de discussão antes da votação em primeiro turno e três antes do segundo, com prazo de cinco dias úteis entre as duas votações. O próprio regimento, porém, permite quebrá-lo, de modo que os dois turnos sejam realizados na mesma sessão. É essa brecha que o Executivo pretende usar.
A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), disse que “quem tem prazo não tem pressa”. Ela afirmou que o governo vai esperar o momento oportuno para apresentar o requerimento. A senadora disse que está colhendo assinaturas, mas não revelou quantas já tem nem quantas faltam.
Enquanto isso, a oposição, liderada pelo PL, busca empurrar a votação para depois do pleito.
O líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), que também coordena a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, disse nessa quarta-feira (7) que não faz bem ao país votar um tema dessa gravidade em pleno período eleitoral. Ele classificou a discussão neste momento como oportunista e disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está “desesperado” para se reconectar com o eleitorado.
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A primeira pesquisa Datafolha do 2º turno mostra que Flávio Bolsonaro (PL) tem 49% das intenções de voto, contra 45% de Lula (PT). Em votos válidos, Flávio Bolsonaro tem 52%, contra 48% de Lula. O levantamento foi encomendado pela Globo e pela Folha de S. Paulo. A margem de erro é de dois pontos percentuais. As informações são do g1.
Votos totais:
O Datafolha divulgou também os resultados que consideram apenas os votos válidos. Para chegar a esses números, o instituto exclui da conta quem declara voto nulo ou em branco e os indecisos. O número de votos válidos é o que a Justiça Eleitoral usa para determinar os resultados das eleições. Nesse cenário, Flávio Bolsonaro aparece com 52% dos votos válidos, contra 48% de Lula.
Alguns destaques da pesquisa:
Segundo a pesquisa, 94% dos eleitores dizem estar totalmente decididos sobre o voto e 6% afirmam que ainda pode mudar.
Segundo o Datafolha, 76% dos eleitores entrevistados afirmam que vão votar no seu candidato porque acham que ele é a melhor opção. Outros 19% afirmam que vão votar para derrotar o adversário. Os índices são diferentes entre eleitores de Flávio Bolsonaro e Lula.
Eleitores de Flávio Bolsonaro
Eleitores de Lula
Na pesquisa espontânea, em que os entrevistados respondem sem ver antes os nomes dos candidatos, 46% citaram Flávio Bolsonaro, 44% apontaram Lula como candidato, 5% declararam voto em branco, nulo ou nenhum e 4% estão indecisos.
Conforme os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Flávio Bolsonaro terminou o 1º turno com 47,03% dos votos, contra 45,16% de Lula. A diferença entre eles foi de cerca de 2,2 milhões de votos.
O Datafolha ouviu 2.520 pessoas de 16 anos, entre os dias 6 e 7 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro da pesquisa na Justiça Eleitoral é BR-0949/2026.
A pesquisa é a primeira divulgada pelo Datafolha no período de 2º turno da eleição presidencial.
Conforme os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Flávio Bolsonaro terminou o 1º turno com 47,03% dos votos, contra 45,16% de Lula. A diferença entre eles foi de cerca de 2,2 milhões de votos. Veja os dados completos da apuração.
O primeiro levantamento do Datafolha feito após a definição da disputa de segundo turno da eleição presidencial mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 52% em votos válidos e o presidente Lula (PT) com 48%.
Os votos válidos excluem brancos, nulos e indecisos e são a métrica do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para contabilizar o placar final no dia do pleito. As informações são da Folha de S. Paulo.
Em votos totais, Flávio fica com 49% e Lula, com 45%. A margem de erro é de dois pontos para mais ou menos. Indecisos, ponto focal de uma corrida que pode ser definida nos detalhes, somam 1%. Já dizem que vão votar em branco ou anular outros 5%.
Leia maisNo primeiro turno, realizado no domingo passado (4), o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro ganhou 47,03% dos válidos, ante 45,16% do petista.
O Datafolha foi às ruas na terça-feira (6) e na quarta (7), em um trabalho encomendado pela Folha e pela TV Globo registrado com o código BR-02949/2026 no TSE. Foram entrevistados 2.520 eleitores.
A aferição dos pesquisadores ocorreu em meio a momentos díspares das campanhas que polarizaram toda a disputa até aqui.
Flávio surfa o otimismo do resultado expressivo da direita no primeiro turno e o fato de que acabou à frente de Lula, após estar atrás ou empatado com o presidente nas pesquisas até a véspera —ainda que os levantamentos sejam instantâneos da disputa, não previsões.
Na véspera do voto, o Datafolha fotografou Lula com os mesmos 45% dos válidos da quinta (1º) e Flávio oscilando dois pontos para cima, chegando a 42%. Na urna, só o senador ficou acima do rival —dentro da margem de erro, se fosse uma pesquisa.
Seja como for, o senador vendeu a partir da segunda (6) uma imagem de virada irrefreável, que temperou ao colher apoio de partidos como o PP e Republicanos e rivais como Ronaldo Caiado, cujo PSD, entretanto, não se alinhou a ninguém.
O presidenciável tem falado como eleito, e já delineou planos que antes não eram ouvidos em público, como o de mudanças constitucionais no sistema político e no Judiciário, uma obsessão do clã Bolsonaro no embate com o Supremo Tribunal Federal que viu o patriarca por fim preso.
Também prometeu suspender a reforma tributária, que passará a valer em etapas a partir de 2027, propor o fim da reeleição e a eventual extensão de mandatos do Executivo. Se isso estava perdido em linhas de seu programa de governo enviado ao TSE, nunca foi enunciado claramente por Flávio.
Do lado de Lula, além do desânimo natural para uma equipe que parecia otimista em excesso, há o problema da abstenção, que no primeiro turno atingiu recordistas 21,08%. Foram 33,4 milhões de eleitores, numa disputa em que o presidente ficou 2,2 milhões de votos atrás de Flávio.
O petista tem melhor intenção de voto em grupos que costumam faltar mais, com os menos escolarizados. Fazer esse eleitor ir às urnas foi foco do presidente no seu discurso admitindo o revés, na noite do domingo.
Depois sobrevieram as usuais acusações sobre de quem foi a culpa, se do governo com má avaliação ou da campanha, criticada por aliados e pelo próprio Lula.
O presidente disse nesta quarta (7) que sua jornada foi a “mais desorganizada” das sete eleições ao Planalto que disputou desde 1989.
Enquanto isso, a lavagem de roupa suja entre seus coordenadores e balões de ensaio, como postar o vice Geraldo Alckmin (PSB) na Fazenda em caso de vitória, começaram a ser soltos. O petista também conta com a votação do fim da escala 6×1, pauta popular que o opõe a Flávio, no Senado na semana que vem.
Ainda falta uma tática clara ao petista, que tem escasso tempo e também tenta mirar o público das redes sociais: o horário eleitoral começa já nesta sexta (9), e o segundo turno será daqui a três domingos, no dia 25.
Desde a redemocratização, nenhum candidato que ficou em segundo lugar no primeiro turno acabou vencedor. No pleito passado, quando enfrentou em 2022 o pai de Flávio, Lula iniciou a disputa do tira-teima marcando 53% a 47% sobre Bolsonaro nos válidos. Acabou vencendo por 1,8 ponto percentual.
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Gilson Machado e Gilson Machado Filho acionaram o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Ministério Público Eleitoral contra publicações do deputado federal eleito Jones Manoel e de páginas nas redes sociais que relacionaram o incêndio na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) à campanha de Flávio Bolsonaro (PL). Segundo eles, as postagens teriam utilizado o episódio para prejudicar o candidato à Presidência. As medidas pedem a remoção dos conteúdos, aplicação de multas, identificação dos responsáveis e apuração de eventual divulgação de informações falsas durante o período eleitoral.
Os dois também citaram uma informação atribuída ao Diretório Central dos Estudantes (DCE), segundo a qual o incêndio teria sido provocado por um aparelho de ar-condicionado. “A esquerda é acostumada com a mentira, enganando as pessoas. Agora, não! […] Serão todos responsabilizados e a verdade retornará”, afirmaram. Gilson e Gilson Filho disseram ainda que acompanharão o caso e cobrarão a responsabilização de quem tiver cometido irregularidades.
Vereadores de Sertânia que integram o grupo governista formalizaram apoio à candidatura de Junhão Lins (PSD) para a Presidência da Câmara Municipal no biênio 2027/2028. Um documento assinado por parlamentares apresenta a composição da chapa, com Junhão como presidente, Luiz Abel de Albuquerque Arruda como 1º vice-presidente, Dodô Chaves como 2º vice-presidente, Patrícia da Conceição Silva como 1ª secretária e Niltinho Sousa como 2º secretário.
Também aparecem entre os signatários os vereadores Damião Silva e José Rielson Macário. Segundo o grupo, o acordo foi construído anteriormente com a previsão de alternância no comando da Casa após o mandato do atual presidente, Vando do Caroá (PL).

O presidente da Câmara Municipal de Sertânia, Vando do Caroá, reafirmou nesta quinta-feira (8) que permanece candidato à reeleição para o comando da Casa. A manifestação ocorreu após informações sobre a disputa pela próxima Mesa Diretora do Legislativo municipal.
Segundo Vando, não houve comunicação da prefeita Pollyanna Abreu indicando apoio à candidatura de Junhão Lins. Ele afirmou que, desde o início da atual gestão, ficou estabelecido que a definição sobre o segundo biênio seria discutida posteriormente entre os vereadores.
Vando disse ainda que considera precipitado tratar a eleição como definida antes da votação. A Câmara de Sertânia é formada por 13 vereadores, e o atual presidente afirmou que seguirá dialogando com os parlamentares em busca de apoio para permanecer no cargo.
O Partido Liberal (PL) em Petrolina acionou, nesta quinta-feira (8), a Justiça Eleitoral para questionar a realização de um ato de natureza político-eleitoral previsto para ocorrer às 18h nas dependências da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), no campus Petrolina. Na representação, o partido sustenta que o uso de uma universidade pública para promoção de candidatura durante o período eleitoral pode contrariar a legislação e pede que a Justiça avalie a regularidade do evento.
Segundo o PL, a medida busca garantir a aplicação das regras eleitorais sobre o uso de espaços e bens públicos durante a campanha. O partido afirma que eventual providência caberá à Justiça Eleitoral, após análise dos fatos apresentados na representação.
O documento é assinado pelo presidente do PL em Petrolina, Carlos Britto.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o início do cumprimento da pena do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, condenado a 4 anos e 2 meses de prisão, em regime inicial semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo.
Moraes também mandou expedir um mandado de prisão contra o ex-parlamentar, que seja destinado à Polícia Federal, e também incluí-lo no banco de mandados de prisão.
“Expeça-se o mandado de prisão, destinado à Polícia Federal, bem como a inclusão do mandado no Banco Nacional de Monitoramento de Prisões (BNMP)”, diz um trecho do documento. As informações são do g1.
Leia maisSegundo a decisão, assinada nesta quarta (7), a condenação transitou em julgado em 3 de outubro, o que significa que o processo chegou ao fim e a pena pode começar a ser executada.
A certificação do trânsito em julgado foi feita pela Secretaria Judiciária do STF em 5 de outubro.
Transitado em julgado é quando não há mais recurso naquele processo e a condenação se torna definitiva, permitindo o início da execução da pena.
Outra medida tomada pelo ministro foi a de determinar o cancelamento de todos os passaportes brasileiros emitidos em nome de Eduardo Bolsonaro, tornando os documentos sem efeito.
Eduardo vive nos Estados Unidos desde 2025.
Condenação se tornou definitiva
A Primeira Turma do STF condenou Eduardo Bolsonaro, por unanimidade, em junho.
Os ministros concluíram que ele cometeu o crime de coação no curso do processo ao atuar para interferir no julgamento do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no processo sobre a trama golpista.
Segundo a decisão condenatória, Eduardo utilizou o cargo de deputado federal para buscar sanções de um país estrangeiro contra autoridades brasileiras, incluindo ministros do STF e o procurador-geral da República, com a finalidade de constranger autoridades e dificultar o julgamento do pai.
Em setembro, a Primeira Turma rejeitou por unanimidade os embargos de declaração apresentados pela defesa. O voto de Moraes foi acompanhado pelos ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.
O acórdão sobre esse recurso foi publicado em 22 de setembro. Segundo a nova decisão de Moraes, não houve novos recursos dentro do prazo e o caso transitou em julgado em 3 de outubro.
Passaportes cancelados e direitos políticos suspensos
Além do mandado de prisão e do cancelamento dos passaportes, Moraes determinou a abertura do procedimento de execução penal e o envio à Procuradoria-Geral da República da documentação necessária para a cobrança da multa imposta na condenação, de 50 dias-multa, cada um equivalente a dois salários mínimos.
O ministro também determinou que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) seja comunicado. Conforme a decisão, os direitos políticos de Eduardo ficarão suspensos enquanto durarem os efeitos da condenação criminal transitada em julgado.
A decisão manda ainda comunicar o diretor-geral da Polícia Federal para providências relacionadas à perda do cargo de escrivão da PF, efeito previsto na condenação.
Por que Eduardo foi condenado
A acusação da Procuradoria-Geral da República sustentou que Eduardo atuou nos Estados Unidos para promover retaliações contra o Brasil e integrantes do Judiciário com o objetivo de impedir a condenação do pai na ação da trama golpista.
Na condenação, o STF afirmou que documentos, registros digitais e manifestações públicas comprovaram autoria e materialidade do crime.
O acórdão também considerou que a articulação e o incentivo à adoção de sanções contra autoridades, com o objetivo de influenciar decisões judiciais, configuraram grave ameaça.
A Defensoria Pública da União (DPU), responsável pela defesa de Eduardo no processo, pediu sua absolvição e sustentou, entre outros argumentos, que as manifestações estavam protegidas pela liberdade de expressão.
Depois da condenação, a DPU apresentou embargos de declaração, rejeitados por unanimidade em setembro.
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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, compartilhou com colegas sua preocupação com o recorde de senadores e deputados federais eleitos com pauta anti-STF.
Em conversas, o presidente do tribunal mostrou apreensão e surpresa sobre a composição do Legislativo, que terá uma maioria de expoentes da direita e extrema-direita a partir de 2027.
Um fato que chamou a atenção de Fachin e que ele compartilhou com interlocutores foi o deputado federal mais votado de seu estado, o Paraná: o advogado Jeffrey Chiquini (Novo-PR). As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisChiquini esteve envolvido em um episódio que culminou em ataques verbais e cusparadas contra Melina Fachin, filha do presidente do STF, no ano passado. O advogado e marido de Melina, Marcos Gonçalves, denunciou o que chamou de “agressão covarde” em comunicado nas redes sociais.
Gonçalves vinculou o episódio a um momento de tensão ocorrido na Universidade Federal do Paraná (UFPR), na qual Melina é professora. Na ocasião, estudantes bloquearam o acesso ao prédio do Direito da UFPR, que receberia o evento “Como o STF tem alterado a interpretação constitucional?”. O painel havia sido organizado por apoiadores de Jair Bolsonaro em meio ao julgamento sobre a trama golpista.
A universidade cancelou o encontro, mas o vereador Guilherme Kilter (Novo-PR) e o advogado Jeffrey Chiquini, hoje deputado federal eleito, teriam tentado entrar no local. “Provocação, tumulto e desrespeito às instituições”, citou Gonçalves.
Guilherme Kilter foi o segundo mais votado no estado.
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O presidente Lula (PT), candidato à reeleição, fará seu primeiro ato de campanha de segundo turno na sexta-feira (9), no Distrito Federal. Será uma caminhada em Ceilândia, a maior cidade-satélite de Brasília. Depois, provavelmente no sábado (10), o petista deverá promover outro ato em Natal (RN).
Esses são os primeiros atos públicos de campanha do petista depois do primeiro turno, quando teve menos votos que o principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O presidente teve 45% contra 47% do candidato bolsonarista. As informações são da Folha de S. Paulo.
Leia maisLula passou os primeiros dias após o resultado do primeiro turno, disputado no domingo (4), tendo reuniões com aliados para reorganizar sua campanha e reformular seu discurso. Paralelamente, Flávio Bolsonaro recebeu o apoio de partidos e de políticos como o candidato derrotado a presidente Ronaldo Caiado (PSD).
O chefe do governo está agregando à sua equipe de campanha aliados que foram vitoriosos nas eleições estaduais. Também passou a dar mais atenção às redes sociais, meio em que resistiu a entrar nos últimos meses e anos.
As novas peças em vídeo passaram a ter produção mais ágil, com menos edição do que os conteúdos feitos para campanha na televisão. A estética é mais adaptada às redes sociais.
Lula buscou ouvir aliados que têm boa presença digital, como a deputada federal eleita por Minas Gerais Ana Elisa (PT).
O petista também passou a dar declarações mais fortes sobre a relação entre o STF (Supremo Tribunal Federal) e o antigo Banco Master, protagonista de um escândalo de fraude financeira. Além disso, endureceu o discurso sobre segurança pública.
Lula tenta uma virada sem precedentes nas eleições presidenciais. Desde a redemocratização, nunca um candidato que terminou o primeiro turno na segunda colocação conseguiu vencer na etapa final.
Os atos de rua realizados pelo petista nas últimas semanas de campanha do primeiro turno foram considerados bem-sucedidos por seus aliados por causa da quantidade de eleitores que foi atraída.
O tamanho das manifestações em cidades como Belém, Salvador e São Paulo fez com que o grupo político de Lula chegasse empolgado para o primeiro turno no domingo da eleição. Isso aumentou o baque sentido por aliados do presidente por causa do resultado das urnas.
O presidente da República busca demonstrar animação e confiança, tanto publicamente quanto em reuniões internas. O petista quer evitar que seu grupo político se desmobilize, o que tornaria ainda mais difícil o esforço para virar a eleição. Em conversas reservadas, petistas avaliam ser pouco provável que o presidente saia vitorioso.
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Um site de venda de criptomoedas lançou na terça-feira (6) um esquema que distribui “tokens” para usuários que compartilharem a mensagem B22 e conteúdos como vídeos que incentivam o voto em Flávio Bolsonaro.
O site está sendo divulgado em um perfil do Instagram com 12,9 milhões de seguidores, o hyperskidsafrica, que arrecada recursos para construir casas para crianças em Uganda, na África. As informações são da Folha de S. Paulo.
Um vídeo das crianças africanas dançando com camisetas amarelas com os dizeres B22 token, cantando “vota, vota e confirma, 22 é Bolsonaro” já teve 1,2 milhão de visualizações. Segundo o site, parte das vendas da criptomoeda B22 irão financiar projetos para as crianças em Uganda.
Leia maisNo vídeo, as crianças incentivam as pessoas a comprar e compartilhar B22. “Por favor, confiem em Nikolas Ferreira, Flávio Bolsonaro, Pablo Marçal”, dizem as crianças. “O propósito do novo token é ajudar o Brasil. Dê uma chance, vote diferente”.
O site de criptomoedas informa que as pessoas podem ganhar seus tokens (que resultam em benefícios financeiros pela valorização) caso “compartilhem o projeto –faça uma publicação em rede social mostrando que você participa da comunidade B22”.
Segundo o advogado eleitoral Hélio Silveira, que liderou a equipe jurídica da então candidata à Prefeitura de São Paulo Tabata Amaral, em 2024, o esquema segue as mesmas linhas dos campeonatos de cortes de vídeos do então candidato Pablo Marçal.
“Trata-se da mesma lógica e estrutura do que Marçal fazia –oferece incentivos financeiros para as pessoas divulgarem a campanha e o candidato”, diz Silveira. Além disso, segundo o advogado, potencialmente trata-se de uma doação de uma pessoa jurídica, a empresa de criptomoedas, à campanha de Flávio Bolsonaro, ao usar sua estrutura e incentivos financeiros para fazer propaganda do voto no 22, número do senador na disputa à Presidência da República.
Marçal foi condenado pela Justiça Eleitoral por abuso de poder econômico por causa dos campeonatos de cortes, em que os participantes que conseguissem mais visualizações concorriam a prêmios em dinheiro.
A Justiça Eleitoral entendeu que os campeonatos realizados pelo então candidato, com oferta de prêmios e com a hashtag #prefeitomarçal, feriram a legislação, que veda a concessão de vantagem econômica a pessoas para a veiculação de propaganda eleitoral na internet.
Em dezembro de 2025, o TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo) manteve a inelegibilidade por oito anos de Marçal na ação sobre concurso de cortes feito pelo então candidato à prefeitura.
Procurada, a campanha de Flávio Bolsonaro afirmou que responderia ao questionamento da reportagem nesta quinta-feira (7).
O site B22 afirma ser “um movimento que une apoio ao voto 22 e a proposta de ajudar as HypersKids a concluir sua casa em Kampala”. Ainda segundo o site da empresa, “O Brasil 22 Token defende o voto 22 por acreditar nessa proposta para um Brasil melhor. Essa é a posição do movimento, apresentada ao público geral.”
O site faz a ressalva de que a distribuição de tokens é “independente de voto, preferência eleitoral ou divulgação de propaganda eleitoral” e diz que o projeto “não é oficial, não é endossado nem tem vínculo com nenhum político, partido, candidatura ou campanha eleitoral, e não é forma de doação eleitoral.”
Em repositórios, o registro do site aparece como privado e protegido por sigilo. A reportagem da Folha enviou mensagem ao email listado.
No X e no Instagram, perfis de Kevim Flores têm feito publicações divulgando atualizações e lançamento do site, com videos sobre as criptomoedas B22, o apoio a Flávio Bolsonaro e a ajuda às crianças africanas. Mas Flores não se identifica claramente como dono do site. A reportagem entrou em contato com o usuário por mensagem no X e no Instagram.
Em publicações no X, Flores usa imagens de urnas com o número 22 e a marca da criptomoeda B22. Ele também fala na valorização que a criptomoeda terá até uma possível vitória de Flávio Bolsonaro no segundo turno. “Acabaram as Bets no Brasil. Viciado tá como, com dinheiro sobrando e louco pra ver 100x. Normal. Quem não gosta de uma valorização absurda de um ativo? Até o @FlavioBolsonaro ser eleito no dia 25/08, teremos mais de 3.000% de valorização nesse meme histórico e legítimo”, diz.
“Vemos é uma operação complexa que envolve uso de cripto, trabalho humanitário, visibilidade em redes sociais e campanha eleitoral. É um esquema extremamente complexo e ilegal”, diz Nina Santos, pesquisadora no Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Democracia Digital.
“Primeiro que uma pessoa jurídica não pode fazer campanha eleitoral, então isso por si só já deveria ser proibido”, diz. “Além disso, essa operação, por mais que, supostamente, leve dinheiro para crianças africanas, atrela isso a um aumento de visibilidade de materiais que estão claramente pedindo votos a um dos candidatos. Ou seja, quanto mais o vídeo é compartilhado e quanto mais a tal moeda (que em si já é propaganda política) vende, mais dinheiro, supostamente as crianças ganham.
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