Ao lado do ex-prefeito e ex-deputado Tony Gel e do empresário Tonynho, o presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco e candidato à reeleição, deputado Álvaro Porto (MDB), e o candidato a deputado federal Gabriel Porto (PSB), cumpriram agenda de campanha, hoje, na tradicional Feira de Caruaru, no Agreste.

Patrimônio cultural imaterial do Brasil, a feira que “tem tudo que há no mundo”, dispõe de artesanato, roupas, ervas medicinais, utensílios para casa e alimentos, e, principalmente, atrai milhares de pessoas diariamente. Acompanhados de apoiadores, os candidatos realizaram corpo a corpo com o eleitor, percorrendo ruas, bancas, boxes e quiosques, cumprimentando e conversando com comerciantes, artesãos e consumidores.
Ainda neste sábado, Álvaro e Gabriel participam de adesivaço e ato de campanha no centro de Brejão (também no Agreste), onde serão recepcionados, no comitê, pelo prefeito Saulo Maruim (PP) e lideranças de seu grupo político. Já neste domingo (23), às 13h, os candidatos inauguram comitê conjunto de campanha no Recife, na Avenida Abdias de Carvalho, no bairro do Prado.
Soube, há pouco, da morte do jornalista Homero Fonseca, aos 77 anos, que perdeu a luta contra um câncer de pâncreas. Trabalhei com ele no Diário de Pernambuco e na Folha de Pernambuco. Um jornalista notável, talentoso e autor do livro “Tapacurá, viagem ao planeta dos boatos”.
A aproximação do prefeito Carlos Santana (Republicanos) com a governadora Raquel Lyra (PSD) está movimentando os bastidores políticos de Ipojuca e chamou atenção principalmente pelo momento e pelas circunstâncias em que acontece.
Carlos tem um histórico político ligado ao campo do PSB e, na última eleição municipal, contou inclusive com o apoio de João Campos em sua campanha para prefeito de Ipojuca. Agora, muda de posição justamente quando Raquel aparece em primeiro lugar no município na disputa pelo Governo de Pernambuco.
Leia maisA liderança da governadora em Ipojuca foi construída em um cenário no qual Carlos estava no campo adversário. Desde 2022, Célia Sales e o deputado Romero Sales Filho mantêm aliança com Raquel e participaram da articulação de importantes investimentos estaduais no município.
A relação política entre Raquel e os Sales se estreitou ainda mais para 2026. Célia e Romero foram convidados pela própria governadora a integrar seu partido, tendo Romero candidato a reeleição como deputado estadual e a ex-prefeita Célia Sales candidata a deputada federal dentro do projeto político de Raquel.
A chegada de Carlos ao mesmo campo político contrasta com o histórico recente da Prefeitura que protagonizou entraves a algumas ações do Governo do Estado no município de Ipojuca.
A Escola Técnica não avançou diante das pendências relacionadas ao terreno que deveria ser disponibilizado pelo município. As creches de Nossa Senhora do Ó e Camela encontraram dificuldades nas licenças e providências municipais necessárias para as obras.
O CEU da Cultura também ficou pelo caminho. Uma área havia sido disponibilizada durante a gestão Célia Sales, mas, já na administração de Carlos Santana, o terreno foi retirado. A Prefeitura informou que apresentaria uma nova área, mas o projeto segue parado.
Na saúde, o episódio foi ainda mais direto: o Governo de Pernambuco disponibilizou para Ipojuca uma UTI móvel do programa Colo de Mãe, mas a Prefeitura se recusou a receber o equipamento.
Mais recentemente, a Carreta da Mulher, serviço estadual que leva exames e atendimentos especializados às mulheres, também enfrentou resistência para chegar ao município.
São episódios que tornam a nova composição política inevitavelmente curiosa.
Ao mesmo tempo, a relação construída entre Raquel e os Sales no município ajudou a viabilizar mais de R$ 200 milhões em investimentos estaduais em Ipojuca, incluindo o saneamento de Porto de Galinhas, requalificação de estradas, contenção de encostas e outras intervenções.
Agora, Carlos Santana, que há pouco tempo contava com o apoio de João Campos em seu palanque para disputar a Prefeitura, passa a se aproximar de Raquel em um cenário no qual a governadora já aparece liderando em Ipojuca.
Diante desse histórico, fica a pergunta: a aproximação de Carlos Santana com Raquel Lyra é uma mudança de convicção ou uma escolha por conveniência diante do atual cenário eleitoral?
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, hoje, que, se for reeleito, vai retirar as facções criminosas e devolver os territórios do Rio de Janeiro ao povo do estado. O petista deu a declaração durante um ato de campanha no estádio do Bangu, na Zona Oeste da capital fluminense.
O candidato lembrou que enviou ao Congresso uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que amplia a participação da União na segurança pública, que atualmente é uma atribuição dos estados. Ele voltou a dizer que – se o texto, que já passou pela Câmara, for aprovado também pelo Senado, – vai recriar o Ministério da Segurança Pública e ampliará a preparação das polícias Federal (PF) e Rodoviária Federal (PRF).
Leia mais“Quero olhar na cara desse povo aqui da Região Oeste do Rio. Nós vamos tirar os bandidos do território de vocês. E vamos devolver o território para o povo do Rio de Janeiro. Não vamos fazer Carnaval, pirotecnia, matar 100 ou 200 [criminosos]. Nós vamos prendê-los. Vamos falar a vila é do povo, a escola é do povo, a padaria é do povo. Não é dos bandidos. Isso vamos fazer”, afirmou.
O desempenho do governo Lula na área de segurança pública é mal avaliado pela população, conforme pesquisas de opinião, o que tem sido explorado por adversários, sobretudo, pelo candidato do PL, Flávio Bolsonaro (RJ). O tema também é uma das principais preocupações da campanha petista nas eleições deste ano.
O evento na Zona Oeste do Rio neste sábado contou com apresentações musicais e a participação de candidatos apoiados por Lula na eleição estadual, como Eduardo Paes (PSD), candidato ao governo fluminense; e Benedita da Silva (PT) e Pedro Paulo (PSD), candidatos ao Senado.
A primeira-dama, Janja da Silva, discursou e cantou um jingle gospel com o pastor evangélico Kleber Lucas. Lula, que recheou o discurso com citações a Deus, também tenta melhorar sua popularidade nesse segmento da população.
Este foi o terceiro comício que o petista participou nesta semana após o lançamento oficial da campanha à reeleição, que ocorreu no último domingo (16), em São Bernardo do Campo (SP).
Em um momento do discurso, Lula alfinetou o adversário Flávio Bolsonaro, dizendo que os eleitores vão ter de escolher um nome entre o atual presidente e um candidato que “quer vender praias”.
A fala foi uma referência a uma PEC, relatada por Flávio no Senado, que prevê a autorização para a venda de terrenos de marinha, ou seja, à beira-mar, a empresas e pessoas que já estejam ocupando as áreas. O candidato do PL nega que a intenção do texto seja privatizar o acesso a praias.
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Na manhã de hoje, a deputada federal e candidata a deputada estadual Maria Arraes (PSB) cumpriu agenda na Mata Sul de Pernambuco. Em Catende, acompanhada por lideranças locais e pela vereadora do Recife e candidata a deputada federal Liana Cirne (PT), Maria visitou a feira livre da cidade.
Em seguida, a parlamentar foi recebida por lideranças de diversos engenhos em Palmares, onde participou de um café da manhã organizado pelo suplente de vereador Adelmo Henrique. Para encerrar o giro pela região, Maria participou de um adesivaço de sua campanha em Barreiros, promovido por José Claudio, conhecido como Cláudio da Cooates.
A candidata ao Senado Marília Arraes (PDT) recebeu, hoje, mais um importante apoio à sua candidatura no Agreste pernambucano. O prefeito de São Caetano, Josafá Almeida (PRD), confirmou que estará ao lado da pedetista nas eleições deste ano, levando para o palanque de Marília todo o seu grupo político, que inclui o irmão Jobson Almeida (Republicanos), candidato a deputado estadual.
Presidente do Consórcio Público Intermunicipal do Agreste Pernambucano e Fronteiras, Josafá é uma liderança com forte atuação política na região e inserção em municípios das Matas e do Sertão. Marília destacou que a aliança é resultado de uma relação política construída ao longo dos últimos anos e da convergência em torno de uma agenda que fortaleça os municípios e amplie os investimentos no interior de Pernambuco.
Leia mais“Recebo com muita alegria o apoio de Josafá, de Jobson e de todo o grupo político de São Caetano. Essa é uma parceria que vem sendo construída há muito tempo, baseada na confiança e, principalmente, no compromisso com a população. Josafá sabe da importância de termos no Senado uma voz que conheça a realidade dos municípios e esteja presente para ajudar a trazer investimentos e oportunidades para o Agreste e para todo Pernambuco”, afirmou Marília.
Ao confirmar o apoio, Josafá ressaltou a confiança na candidatura da pedetista. “Estamos aqui reafirmando o nosso apoio à futura senadora Marília Arraes. É um compromisso nosso. O nosso elo já vem desde a eleição passada e eu reafirmo meu apoio juntamente com todo o nosso grupo político. Junto ao nosso time de São Caetano vamos levar Marília Arraes ao Senado”, destacou.
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Um ato político da governadora Raquel Lyra (PSD), candidata à reeleição em Pernambuco, realizado hoje, em Camaragibe, na Região Metropolitana do Recife, foi marcado pela baixa presença de público. O porta a porta no centro comercial da cidade, que fazia parte da agenda eleitoral da governadora, teve participação considerada muito abaixo das expectativas de mobilização para um ato de campanha, “flopando”.
Imagens registradas durante a atividade mostram espaços com pouca ocupação e uma presença bastante reduzida de apoiadores. Nas redes sociais, já circula com o resultado negativo da caminhada da atual governadora. O esvaziamento chama atenção em meio à disputa pelo Governo de Pernambuco, que começa a ganhar intensidade. Raquel Lyra busca ampliar sua presença política na Região Metropolitana, considerada estratégica para ela, já que o candidato João Campos é majoritário na área.
Candidato a deputado estadual nas eleições de 2026, Zé Queiroz (MDB) cumpriu, hoje, agenda de campanha ao lado de Iza Arruda (MDB), com quem forma dobradinha na disputa para a Câmara Federal. Queiroz e Iza iniciaram a manhã na Feira de Caruaru, no Parque 18 de Maio, onde percorreram corredores, cumprimentaram feirantes e visitantes e conversaram com a população.
Durante a passagem pela feira, os candidatos ouviram reclamações sobre as condições do espaço e também manifestações contrárias à transferência da Feira do Paraguai, anunciada pela Prefeitura de Caruaru. De lá, seguiram para o centro da cidade, onde deram continuidade à agenda, conversando com comerciantes, trabalhadores e eleitores.
Leia mais“Tenho feito um apelo ao povo de Caruaru para que a gente possa ampliar os votos. Em cada cidade que vou, escuto as demandas da população e vou anotando. Na Alepe, quero defender os interesses de Pernambuco, mas com uma atenção especial para Caruaru, que é a minha cidade, a terra que eu amo. Sou um cara vital, tenho energia, faço musculação, cuido da minha saúde. Estou pronto para a luta”, destacou Zé Queiroz.
Entusiasmada com a receptividade da população nas ruas, Iza Arruda destacou que, já em seu primeiro mandato, destinou recursos para Caruaru e ressaltou a parceria com Zé Queiroz. “Hoje, temos a oportunidade de estar aqui com Zé Queiroz, que foi um grande prefeito e fez tanto pelo município. Tendo Wolney Queiroz lá no ministério, a gente vai trabalhar muito. Se já fizemos em nosso primeiro mandato, em pouco menos de quatro anos, imagine agora, com essa grande dobradinha”, afirmou.
Desde o último domingo (16), quando teve início oficialmente a campanha eleitoral, Zé Queiroz tem ampliado sua presença nas ruas, dialogando com as pessoas e ouvindo reivindicações e sugestões da população. O candidato também vem cumprindo agendas em outros municípios de Pernambuco, onde conta com apoios políticos e lideranças que integram o projeto de seu retorno à Assembleia Legislativa em 2027.
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As eleições gerais no Brasil foram um dos temas da conversa do presidente Lula com Donald Trump por telefone, ontem. Segundo fontes do governo brasileiro ouvidas sob reserva, o líder americano perguntou a Lula sobre como estava o cenário eleitoral no País. As informações são do colunista Igor Gadelha, do portal Metrópoles.
Novo embate comercial entre Brasil e Estados Unidos reacende discussões sobre tarifas e leva governo e Congresso a avaliarem estratégias de reação à proposta norte-americana de taxar produtos brasileiros O mandatário brasileiro, então, respondeu que há vários candidatos na disputa e ressaltou que o sistema eleitoral brasileiro é “muito confiável”.
Leia maisUm dos pontos altos da conversa, contudo, foi quando Trump disse a Lula que os Estados Unidos não irão se envolver nas eleições no Brasil. A afirmação de Trump foi confirmada à coluna por pelo menos duas fontes do governo brasileiro. Uma delas acompanhou a ligação entre os presidentes.
Outros bastidores
O telefonema, como a coluna noticiou mais cedo, foi feito por Lula diretamente do Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República. Na conversa, como a coluna noticiou mais cedo, Lula brincou com Trump e afirmou que os dois se gostam e, por isso, não precisam de intermediários.
O presidente brasileiro estava acompanhado de ao menos quatro auxiliares:
A iniciativa da ligação partiu de Lula para tratar de três temas: o tarifaço sobre produtos brasileiros, o combate ao crime organizado e os conflitos globais. Na avaliação de interlocutores de Lula, a conversa, que teve uma hora e 20 minutos de duração, “reabriu o contato de alto nível” entre os dois presidentes.
Auxiliares de Lula afirmam que a ligação não teve como objetivo contrapor os ataques do Departamento de Estado dos Estados Unidos ao Brasil. De acordo com os relatos, Lula solicitou a ligação diante da escalada de conflitos globais, os quais, na avaliação do presidente brasileiro, afetam todos os países.
Lula já havia conversado com os presidentes da China, Xi Jinping, e da Rússia, Vladimir Putin, que, assim como Trump, lideram países que integram o Conselho de Segurança da ONU.
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O Secretário Nacional de Inclusão Socioprodutiva, Artesanato e Microempreendedor Individual, Danilo Cabral, se reuniu, ontem, com a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luciana Santos, para discutir uma parceria para alavancar o desenvolvimento do artesanato brasileiro.
No encontro, foi debatido o investimento em projetos para fortalecer o Programa do Artesanato Brasileiro (PAB), coordenado pela secretaria do Ministério do Empreendedorismo (MEMP), e o desenvolvimento tecnológico em Pernambuco.
Leia maisDanilo Cabral destaca que, entre as ações planejadas pelo MEMP, está a realização de um amplo mapeamento de todo o artesanato no Brasil, o que permitirá implementar políticas públicas mais eficientes e ampliar a formalização dos artesãos. “Nosso objetivo é fortalecer a integração do programa com a inovação”, destaca o secretário.
O outro projeto, voltado para Pernambuco, visa promover a inovação socioambiental e territorial no Vale do Catimbau e modernizar o setor têxtil no Agreste pernambucano. A execução das ações ficaria a cargo do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), referência em subsidiar a formulação de políticas públicas e a tomada de decisão por meio de estudos estratégicos e prospectivos.
“Avançamos muito em nosso encontro, e a ministra destacou a importância dessa parceria e dos objetivos das ações do MEMP,” assinala Danilo Cabral. “A articulação com o MCTI e com o CGEE é fundamental para viabilizarmos essas iniciativas”.
Antes de ser ministra, Luciana Santos relatou, como deputada federal, o Projeto de Lei 7755/2010, na Comissão de Cultura da Câmara, que resultou na regulamentação oficial da profissão de artesão no Brasil. A proposta foi sancionada como a Lei n° 13.180/2015.
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Folha de Pernambuco
O futuro da matriz energética brasileira, seus desafios e as oportunidades que se abrem a partir da energia limpa e dos biocombustíveis estarão no centro dos debates da quarta edição da Revista Folha Energia, que será lançada nesta segunda-feira (24), a partir das 8h30, no Mar Hotel Conventions, no Recife.
Com o tema “Matriz de Oportunidades”, o evento, realizado pela Folha de Pernambuco e pelo Grupo EQM, reunirá representantes do setor público, da indústria, do agronegócio, da bioenergia, da navegação e do setor portuário para discutir os caminhos e desafios da transição energética.
Leia maisA programação contará com três painéis temáticos, que terão o etanol e os biocombustíveis como elementos centrais das discussões.
Os debates vão abordar desde a utilização do etanol no processo de transição energética da navegação até as possibilidades de expansão do combustível e do biometano, além do mercado de motores estacionários movidos a etanol.
Para a vice-presidente da Folha de Pernambuco, Mariana Costa, a iniciativa está alinhada ao papel do veículo de comunicação de colocar em discussão temas estratégicos para o desenvolvimento de Pernambuco, do Nordeste e do Brasil.
“Quando a gente fala em energia, a gente está falando de futuro, de sustentabilidade e de impacto direto para as próximas gerações. A Folha entende que tem um papel importante em ampliar essa discussão, reunindo o setor produtivo, empresarial, o poder público e especialistas para entender quais são os desafios e, principalmente, quais são as oportunidades”, afirma.
Segundo Mariana, a proposta do evento também é transformar informação e debate em conexões capazes de produzir resultados para a sociedade. “A Folha, como veículo de comunicação, contribui por meio do jornalismo e dos eventos que promove, ouvindo especialistas, o setor público e o setor produtivo e traduzindo essas discussões para que a sociedade conheça e para que elas possam gerar impacto efetivo na vida das pessoas”, acrescenta.
Painéis
O primeiro painel, “Transição energética da navegação: desafios e oportunidades para o etanol brasileiro”, será mediado pelo presidente e CEO da Datagro Consultoria, Plínio Nastari, e reunirá representantes da Maersk, Unica, Bioenergia Brasil, Sindaçúcar-AL e Sindaçúcar-PE.
Na sequência, o painel “Versatilidade do etanol e biometano” terá mediação do presidente do Sifaeg-GO, André Rocha, e participação de representantes da Marinha do Brasil, Grupo EQM, Ministério de Minas e Energia, Wartsila e Copersucar.
O terceiro debate, sobre o “Mercado de motores estacionários com uso de etanol”, será mediado pelo vice-presidente do Conselho Superior do Agronegócio do COSAG/FIESP, Jacyr Costa Filho, e reunirá representantes de Suape, UDOP, Unica, Porto do Recife e Energética Suape II.
Como apoio técnico da Folha Energia, o presidente Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado de Pernambuco (Sindaçúcar-PE), Renato Cunha, destaca que a entidade acompanha a construção da agenda de sustentabilidade da Folha desde as primeiras discussões sobre o tema. Segundo ele, a contribuição do setor sucroenergético é oferecer subsídios técnicos, reunir especialistas e aproximar diferentes atores para construir caminhos para a transição energética.
“O nosso papel é de mentoria técnica, de subsidiar e construir alternativas para a questão da sustentabilidade, inserindo o etanol do Nordeste nessa pauta por meio da Folha de Pernambuco e do Grupo EQM”, afirma. Para Cunha, a discussão precisa avançar para além do diagnóstico e resultar em ações articuladas, com metas e prazos capazes de estimular investimentos e dar maior consistência à agenda ambiental.
A quarta edição da Revista Folha Energia tem o patrocínio de Banco do Nordeste, Copersucar, Copergás, Fertine, Maersk e Suape Energia. O evento conta com apoio da Prefeitura do Recife e da NovaBio.
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Por Marcelo Tognozzi*
O Brasil parece estar eternamente numa marcha da insensatez e os fatos às vezes parecem ficção. No meio da semana passada, o mercado assustou. A Justiça do Trabalho determinou a suspensão das demissões nas Casas Bahia, empresa que pediu recuperação judicial e tem dívida de R$ 17,3 bilhões. Para continuar operando, precisa fechar 298 lojas e demitir de 1.900 e 2.000 empregados. A Justiça aplicou o entendimento do Supremo Tribunal Federal, determinando que demissões em massa devem passar por uma negociação com os sindicatos.
O problema é muito maior do que se imagina. Se a empresa está derretendo, precisa tomar medidas duras e amargas para sobreviver. Impor o retorno dos demitidos sem que sejam obrigados a devolver as indenizações recebidas, não vai salvar o emprego de ninguém. Morrerão todos abraçados, empresa e trabalhadores.
Leia maisNão se atrapalha quem tenta sobreviver. Principalmente no cenário deste ano eleitoral, com a economia enfrentando muitos problemas, o governo gastando mais do que poderia e os impostos crescendo mais do que deveriam. De janeiro a abril deste ano, 602 empresas entraram em recuperação judicial e outras 234 faliram. No início deste segundo semestre havia 6.341 empresas em recuperação judicial no Brasil, aumento de 65,8% sobre igual período de 2023, nos primeiros meses de Lula 3.
Os trabalhadores sabem que o grosso dos empregos são criados pela iniciativa privada e que quanto menos empresas, a oferta de postos de trabalho cai e menos dinheiro circulará na economia. A crise chega em ondas, até se estabelecer de vez como foi no Dilma 2. Quem leu “Anantomia de um Desastre”, livro escrito pelos jornalistas Cláudia Safatle, João Borges e Ribamar Oliveira, sabe os detalhes e os bastidores de um dos piores momentos do Brasil.
A crise dissecada no livro foi edificada a partir de intervenção desastrosa na economia, cujas consequências todos nós conhecemos bem no bolso e no lombo. O que está acontecendo agora não é muito diferente do que vivemos no passado recente, porque a crise foi se instalando ao longo dos últimos 3 anos e trouxe para o centro do palco atores políticos que antes não coexistiam sob os mesmos holofotes, como é o caso do Poder Judiciário.
A crise do governo Dilma, ficou restrita ao Executivo e ao Legislativo, terminando em impeachment com o Supremo negociando para aliviar Dilma que, diferentemente de Fernando Collor, não perdeu os direitos políticos e se candidatou ao Senado por Minas em 2018.
Desta vez, a crise está escalando num volume jamais visto. O custo do dinheiro reduziu drasticamente a margem dos produtores rurais, que vivem um paradoxo. Colherão safra recorde de 354 milhões de toneladas, mas, ao mesmo tempo, devem muito. Há até R$ 100 bilhões em operações ligadas ao agro que podem entrar em renegociação. Parte disso, R$ 36,7 bilhões, são créditos inadimplentes, enquanto R$ 63,5 bilhões correspondem a operações prorrogadas ou renegociadas. Até 113 mil tomadores podem ser alcançados.
No agro, como no comércio, as recuperações judiciais estão explodindo. Só este ano já foram 517 pedidos de recuperação judicial, 33% a mais do que no mesmo período de 2025. Num cenário em que temos aumento dos preços dos fertilizantes provocado pela guerra no Irã e na Ucrânia, o custo para produzir alimentos tenderá a subir ainda mais em 2027.
O cenário geopolítico promete ser mais hostil em 2027, com os Estados Unidos e seus aliados latino-americanos batendo bumbo em volta do Brasil, acirramento da polarização na Europa, onde a direita está crescendo sustentada pelo discurso anti-imigração. Na Inglaterra, o conservador e garoto propaganda do Brexit Nigel Farage, do Reform UK, voltou ao Parlamento com a narrativa de independência.
Farage dificilmente será inquilino do número 10 de Downing Street, mas pode empurrar o eleitorado para a opção mais conservadora ou desequilibrar o jogo dos Trabalhistas no Parlamento. Na França, Marine Le Pen lidera as pesquisas com mais de 30% dos votos para as presidenciais de abril de 2027. Claro que tudo isso pode mudar, como mudou na última eleição, mas esta é a tendência do momento. A França, junto com a Irlanda, são os maiores adversários do acordo Mercosul-UE.
Na Espanha, as pesquisas indicam que a direita e centro-direita até agora são as preferidas do eleitorado nas eleições do ano que vem, com chances de levarem 186 cadeiras no Parlamento, ficando com 10 a mais que o necessário para a maioria. Todo este cenário exigirá do Brasil uma atenção redobrada não apenas à diplomacia formal do Itamaraty, mas especialmente à diplomacia empresarial que tem na JBS e na Embraer seus maiores expoentes.
Se temos uma economia com risco cada vez maior de repetir a crise econômica de 10 anos atrás, vamos precisar de muita negociação e muita paciência diante do quadro político-institucional que teremos pela frente. Não adianta encurralar empresas, aumentar impostos e algemá-las, porque corremos o risco de perder capital e cérebros para nossos vizinhos, como já vem acontecendo com o Paraguai. E isso não acontece só aqui.
No início de agosto, a Câmara de Comércio da Flórida lançou uma campanha de agradecimento do prefeito socialista de Nova York, Zohran Mamdani, chamando-o de maior incentivador da economia do Estado, tantas foram as empresas que saíram da cidade rumo ao Sul dos Estados Unidos. Um outdoor foi erguido na Times Square em “homenagem” ao prefeito. “Nós queremos agradecer a ele pelos postos de trabalho, as empresas, as pessoas que ele empurrou para fora de Nova York e muitas delas vieram para a Flórida”, disse Mark Wilson, CEO da Câmara de Comércio numa reportagem publicada no New York Post.
O Brasil precisa muito das empresas e empreendedores. Ninguém segura emprego na marra. Quem acorda cedo todo dia para trabalhar sabe que sem economia sadia a vida vira um inferno. Aumenta a violência e a pobreza e todos perdem. Quando você se deparar com uma medida que faz empresários e trabalhadores morrerem abraçados, lembre do professor Mário Henrique Simonsen. Ele dizia que “os pobres ficam ainda mais pobres quando têm de sustentar os burocratas nomeados para supostamente enriquecê-los”.
*Jornalista e consultor independente. Fez MBA em gerenciamento de campanhas políticas na Graduate School Of Political Management – The George Washington University e pós-graduação em inteligência econômica na Universidad de Comillas, em Madri.
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