O pré-candidato a governador João Campos (PSB) recebeu, ontem (5), o título de cidadão de São Bento do Una. A entrega da honraria ocorreu na Câmara Municipal, em cerimônia prestigiada pelo prefeito Alexandre Batité (MDB), por vereadores, ex-prefeitos e outras lideranças da região. Durante o evento, também foram agraciados a pré-candidata a senadora Marília Arraes (PDT) e o deputado Diogo Moraes (PSB).
Em seu discurso, João Campos agradeceu ao vereador André Valença (MDB), autor da proposição, e ao conjunto de parlamentares que aprovaram a homenagem. O pré-candidato disse que o título de cidadão aumenta sua responsabilidade e seu compromisso com a população de São Bento do Una, elencando a luta contra a falta de água como uma prioridade para o consumo humano e para aumentar o potencial das atividades econômicas da região. “O maior desafio que a gente tem nessa região é trazer uma solução hídrica definitiva para o consumo das pessoas, que é prioridade absoluta, e para poder criar um novo ciclo de desenvolvimento e expansão da atividade da avicultura”, declarou.
Leia maisJoão também disse que está colocando seu nome à disposição do povo pernambucano para “fazer aquilo que ainda não foi feito, para fazer melhor do que o que foi feito”, mas tendo a mesma referência dos ex-governadores Miguel Arraes e Eduardo Campos.
“São Bento do Una viu o que é um homem do povo vencer o dinheiro, o poder, a estrutura. São Bento do Una viu que não tem quem possa com a força de Deus e do povo. E por que eu sou o homem mais feliz do mundo, certo e seguro com o nosso futuro? Porque, mais uma vez, ninguém vai vencer a força de Deus e a força do povo”, discursou.
Também estiveram na cerimônia o pré-candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos), o senador Humberto Costa (PT), e o presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), deputado Álvaro Porto (MDB), entre outras autoridades. Mais cedo, ainda na cidade, João Campos deu entrevista a uma rádio local e se reuniu com apoiadores.
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Ao lado da governadora Raquel Lyra, o prefeito de Arcoverde, Zeca Cavalcanti, foi uma das principais lideranças políticas presentes no lançamento das pré-candidaturas de Gustavo Gouveia para deputado estadual e Marcelo Gouveia para deputado federal, realizado na noite de ontem (5), em São Severino do Ramos, no município de Paudalho.
Em discurso, Zeca destacou a importância da parceria política construída com os irmãos Gouveia e com a governadora Raquel Lyra. “Foi uma noite memorável. Temos feito obras e ações importantes na saúde, educação, infraestrutura e desenvolvimento graças a uma parceria séria com Gustavo Gouveia, Marcelo Gouveia e a governadora Raquel Lyra. Arcoverde precisa de representantes comprometidos, que tenham força política e trabalhem para trazer resultados concretos para nossa população”, afirmou.
Leia maisAcompanhado da primeira-dama e secretária de Turismo, Nerianny Cavalcanti; dos vereadores Rodrigo Roa, Heriberto do Sacolão, João Taxista, João Marcos, Sg. Brito, Paulinho, Luiza Margarida e o vice-prefeito Siqueirinha, Zeca Cavalcanti destacou a unidade do seu grupo político e a força que as pré-candidaturas de Gustavo e Marcelo tem para Pernambuco e para Arcoverde.
Segundo o prefeito, a presença expressiva de lideranças de todas as regiões de Pernambuco demonstrou a força do projeto político liderado pelos Gouveia e pela governadora Raquel Lyra, que busca a reeleição.
“Quem conhece a política sabe que ninguém constrói grandes conquistas sozinho. É através das parcerias que conseguimos avançar. E Arcoverde continuará buscando apoios importantes para garantir mais obras, investimentos e oportunidades para nossa gente; e esses apoios passam por Marcelo em Brasília, Gustavo na Alepe e Raquel Lyra governadora”, ressaltou.
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Por Edson Mota
Do Blog da Folha
Com duas vagas abertas para a próxima legislatura do Senado, a disputa começa a esquentar com a proximidade das convenções partidárias, previstas para começarem no dia 20 de julho e encerrarem no dia 5 de agosto. Do lado dos aliados da governadora Raquel Lyra (PSD), os espaços seguem abertos e a corrida pelos espaços foi intensificada na última semana. Enquanto isso, a Frente Popular já definiu os nomes do senador Humberto Costa (PT) e da ex-deputada Marília Arraes (PDT) como companheiros da chapa do pré-candidato ao governo, João Campos (PSB).
Nos corredores do Palácio das Princesas, quatro pré-candidatos disputam as vagas: o senador Fernando Dueire (PSD), os deputados federais Eduardo da Fonte (PP) e Túlio Gadêlha (PSD), além do ex-prefeito Miguel Coelho (União Brasil). Enquanto a definição dos nomes não aparece, os interessados deixam claro que a escolha ficará sob responsabilidade da governadora Raquel Lyra, que tem dito repetidamente que ainda não é o tempo certo para tal decisão.
Leia maisEstratégia
Em agenda ontem (5), a governadora repetiu que seu foco segue nas entregas administrativas e que questões eleitorais vão seguir o prazo da legislação eleitoral. “Se cuidarmos da eleição e descuidarmos do serviço, perdemos o prumo de fazer de Pernambuco um estado cada vez mais seguro”, afirmou. Na mesma linha da chefe do Executivo estadual, Fernando Dueire destacou que a definição será feita no prazo eleitoral e defendeu a estratégia da aliada. “Nós temos um calendário e tudo será decidido de forma efetiva sob a liderança dela”, continuou.
Um aliado de peso na definição da governadora também será a federação União Progressista. Na última semana, líderes do projeto se manifestaram após Miguel Coelho admitir a possibilidade de lançar uma candidatura avulso ao Senado. Em reação, progressistas se manifestaram contra a proposta. A defesa da tese foi mantida por Miguel. “Se não houver a possibilidade, que haja a chance de termos candidaturas independentes”, disse, em entrevista à Rádio TMC, ontem.
Em meio ao impasse, um movimento chamou atenção na base da governadora. Túlio Gadêlha e Eduardo da Fonte participariam de reunião da Comissão de Desenvolvimento do Agreste Meridional (Codeam) em Garanhuns, ontem. O ato foi visto como sinalização de uma dobradinha. Contudo, Gadêlha acabou não participando do evento. Sem a presença do pessedista, Da Fonte recebeu no ato manifestações de apoio de lideranças do Agreste Meridional.
Aliança
Com a chapa da Frente Popular definida, Marília Arraes e Humberto Costa costumam ser presenças constantes ao lado de João Campos nas agendas pelo interior. A estratégia das lideranças está explícita nas ruas e nas redes: passar a mensagem ao eleitor de que ele deve fechar voto em todos os nomes da chapa. Neste projeto, o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é fundamental.
Com o gestor federal pontuando com 56% da preferência do eleitorado na disputa presidencial, segundo a última pesquisa Datafolha, divulgada no mês passado, os líderes políticos costumam divulgar o slogan “time de Lula” para fixar a ideia no eleitorado pernambucano. Desde a última quinta-feira (4), Humberto e Marília cumprem agendas ao lado de João Campos. Os aliados seguem juntos em compromissos no Agreste e Sertão até a próxima segunda-feira.
“A gente tá falando de um time que vai jogar entrosado. É como aquele time em época de Copa do Mundo que entra em campo entrosado, sabendo jogar organizado na política. A gente tem coerência, a gente sabe onde está nacionalmente. É um time que todo mundo tem relação direta com o presidente Lula”, destacou João Campos em entrevista à uma rádio, ontem, em São Bento do Una.
Análise
O cientista político Alex Ribeiro destaca que a eleição para o Senado tem uma dinâmica própria. Ao contrário do embate pelo governo do estado entre Raquel Lyra e João Campos que já está ponto, a disputa pelo Senado tem cadência própria. “Neste momento, faltando 5 meses para a eleição, ainda está sendo definindo chapas e o eleitorado também não está focado nisso. Enquanto os nomes dos pré-candidatos ao governo estão em evidência, os senadores acabam ficando em segundo plano. Normalmente, a disputa pelo Senado costuma ser definida na reta final.”
Por isso, Ribeiro pondera que a disputa segue indefinida. “Humberto e Marília aparecem em vantagem nas pesquisas porque são os nomes mais conhecidos no momento, mas isso não caracteriza sucesso eleitoral. A disputa pelo governo costuma influenciar a eleição de, pelo menos, um senador. São muitos fatores em jogo: estratégia, rumo da campanha, discurso, prefeitos. Tudo isso vai pesar.”
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Por Marcelo Tognozzi
Colunista do Poder360
Provavelmente você nunca ouviu falar de Harold Lasswell (1902-1978). Mas ele foi um dos mais importantes pensadores políticos do século 20. Aos 34 anos publicou “Politics: Who gets what, when, how (1936)” (“Política: quem ganha o quê, quando, como”) e definiu política como sendo a disputa sobre “quem recebe o quê, quando e como”.
Raymundo Faoro (1925-2003) publicou o clássico “Os donos do poder” aos 32 anos e foi mais fundo. No Brasil, a questão não se resume apenas a quem recebe, mas a quem controla a máquina do poder. Ambos oferecem uma percepção interessante para o momento que o país atravessa.
Leia maisLula está desconfortável. Não é hipótese abstrata, mas leitura minuciosa dos sinais emitidos pelo próprio presidente nas últimas semanas, com intensidade que contrasta com o estilo de quem se considera imbatível.
O primeiro sinal é o tom. Lula 1 e 2 tinham a característica de uma retórica mais inteligente e eficiente, mesmo diante de dificuldades enfrentadas logo no início do primeiro mandato, como a crise do vídeo no qual o assessor do então ministro José Dirceu, Waldomiro Diniz, pede dinheiro ao bicheiro Carlinhos Cachoeira. Naquele momento, tínhamos Lula mais confiante, capaz de reagir com altivez no debate em que o então candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, hoje seu vice, exigiu explicações sobre escândalos de corrupção na campanha de 2006. Superou tudo e foi reeleito.
Mas o clima mudou. O Lula do silêncio calculado e o Lula jogador de poker saíram de cena. Do alto dos seus 80 anos (ele completará 81 em outubro), adota discursos cada vez mais inflamados. Sobe o tom quando desata a falar nos palanques e eventos do governo, usa linguagem de campanha em pronunciamentos institucionais e faz ataques nominais aos desafetos.
Quem está na frente não precisa gritar. Quem grita e xinga, geralmente, está tentando convencer a si mesmo. Lula costuma andar de um lado para outro quando discursa, revelando ansiedade do velho que quer parecer moço, o que inspirou o presidente Trump a defini-lo como “dinâmico”. Poucos entenderam a ironia.
O segundo sinal é mais revelador ainda: a disputa pelo Pix. O presidente sempre falou da “herança maldita” de Bolsonaro. Agora, passou a defender abertamente uma das marcas mais populares da gestão anterior: o Pix. Podem dizer que foram os técnicos do Banco Central os criadores e que desde a época de Dilma o assunto era discutido, mas quem botou de pé e fez funcionar foi Jair Bolsonaro. Essa guinada estratégica, não ideológica, tem marcado a campanha lulista.
Lasswell mostra que quando um ator político abandona posições anteriores para apropriar-se do capital simbólico do adversário, sinaliza que o adversário acumulou valor que ele não pode mais ignorar. É a política da distribuição funcionando às avessas. Em vez de distribuir benefícios para conquistar apoio, trata-se de redistribuir narrativas para não perder o que já tem.
O terceiro sinal: ele vestiu a camisa. Lula convocou a militância a usar o uniforme verde e amarelo da seleção, marca registrada da oposição bolsonarista ao longo dos últimos 10 anos. E o fez declarando que “isso não é exclusividade do genocida”, revelando as dores de uma batalha simbólica que o PT perdeu no campo e agora tenta recuperar no discurso. Mas há ironia cruel nesse movimento: ao reivindicar a camisa da seleção, Lula reconhece implicitamente que a perdeu. Ninguém briga por território que já ocupa.
O quarto sinal é o mais grave. Durante evento em Goiás, Lula comparou os filhos de Jair Bolsonaro ao delator da Inconfidência Mineira e perguntou à plateia o que mereceriam os traidores, numa referência ao enforcamento de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. Mas cometeu o ato falho de confundir o mártir com o delator Joaquim Silvério dos Reis, personagem deste meu artigo de 2024. Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência e principal adversário eleitoral de Lula, acionou o STF, por considerar a fala do presidente uma ameaça e incitação ao crime.
A cena merece ser vista também sob o ponto de vista de Faoro. O estamento burocrático que “Os Donos do Poder” descreve não se define só por ocupar o Estado, mas por tratar o Estado como extensão de si mesmo, por confundir poder público com poder pessoal. Quando o presidente sugere em evento governamental, ainda que por metáfora histórica torta, que seu adversário merece a forca, não estamos diante de um excesso retórico qualquer.
Não é por causa do encontro entre Trump e Flávio na Casa Branca, muito menos pelas tarifas de 25% sobre certos produtos brasileiros. É um ato típico de quem sente escapar das mãos o controle da máquina. Quando um poderoso se sente ameaçado, arreganha os dentes antes de mostrar os argumentos.
Há uma diferença fundamental entre o Lula de 2002 e o Lula de 2026. Era desafiante, nada tinha a perder e tudo a ganhar. Hoje, é incumbente. E incumbente quando adota comportamento de desafiante, se tornando agressivo, territorial, disposto a jogar fora o protocolo, geralmente o faz pela simples razão de perceber que a incumbência em si não é mais a grande vantagem.
Lasswell diria que Lula luta para manter valores que acumulou, como poder, prestígio, capacidade de influenciar quem recebe o quê. Faoro seria mais ácido: é o momento em que o estamento percebe que o controle da máquina pode mudar de mãos, reagindo com os instrumentos disponíveis, legais ou não, elegantes ou não.
Aplicada ao Brasil de 2026, a síntese dos 2 pensadores indica insegurança tremenda. Lula vê nossos vizinhos trocarem a esquerda pela direita, como em Chile, Argentina, Paraguai, Peru, Equador e agora deve se repetir na Colômbia. A Venezuela está sob controle norte-americano e Cuba foi engolida pela própria decadência. E há a pressão de Trump.
Lula sabe que vivemos o fim de um ciclo. Tudo muda rápido e sem controle. As pesquisas podem mostrar empate ou vantagem. Mas não mostram o que se passa no âmago do presidente. Outro dia num evento, ele foi chamado de “velhinho barbudinho”, reagiu bem, mas aquilo desceu arranhando.
Muita coisa pode acontecer até 4 de outubro. O medo de perder poderá passar, mas ninguém duvida de que os nervos permanecerão à flor da pele.
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Evangélicos no centro da disputa
A Marcha para Jesus, um dos maiores eventos religiosos do país, voltou a evidenciar como a fé e a política caminham lado a lado no Brasil contemporâneo. Realizada em São Paulo, a edição deste ano reuniu autoridades de diferentes espectros ideológicos, expondo não apenas divergências políticas, mas também a crescente disputa pelo eleitorado evangélico, considerado estratégico em qualquer eleição nacional.
O episódio envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o advogado-geral da União, Jorge Messias, e o ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça revelou os cuidados adotados por figuras públicas ao participar de manifestações religiosas em um ambiente altamente polarizado. Apesar de dividirem o mesmo trio elétrico em determinados momentos, os três evitaram aproximações numa demonstração de que a presença no evento tinha significado político tão relevante quanto o religioso.
Leia maisA cena ilustra uma transformação observada nas últimas décadas. Inicialmente concebida como uma celebração de fé, a Marcha para Jesus passou a ocupar espaço privilegiado no calendário político brasileiro. Governadores, prefeitos, parlamentares, ministros e pré-candidatos costumam marcar presença no evento em busca de visibilidade junto ao segmento evangélico, que representa uma parcela cada vez maior da população e exerce influência crescente nas urnas.
A disputa por esse público, entretanto, deixou de ser exclusividade de lideranças conservadoras. Se durante muitos anos a direita teve maior identificação com o movimento evangélico, hoje, representantes de governos de esquerda e centro também investem na aproximação com o setor. A participação de Jorge Messias, enviado pelo presidente Lula (PT), simboliza essa estratégia de diálogo adotada pelo Palácio do Planalto para ampliar sua interlocução com as igrejas e os seus fiéis.
Embora a presença de autoridades seja cada vez mais comum, permanece o debate sobre os limites entre manifestação religiosa e utilização política desses espaços. Na prática, a Marcha para Jesus consolidou-se como um dos principais termômetros da relação entre religião e poder no Brasil, atraindo candidatos e governantes de todas as correntes ideológicas em busca de legitimidade e conexão com um eleitorado decisivo.
Público se incomodou com tom político – A Marcha teve 53,4% de menções negativas nas redes sociais, segundo levantamento da AP Exata. A análise da consultoria aponta que a rejeição se concentrou no que foi visto como uso eleitoral do evento religioso e protagonismo concedido a lideranças políticas. Do total de menções, 28,9% foram positivas e 17,7% neutras. A consultoria analisou 200 mil mensagens publicadas no Instagram e no X entre os dias 3 e 5 de junho – ou seja, o levantamento teve início um dia antes do evento ocorrer. “Os dados mostram que houve um incômodo do público devido ao aproveitamento político de um evento voltado à fé cristã”, afirmou Sérgio Denicoli, CEO da AP Exata.

Interpol no encalço – A Polícia Federal prepara uma ofensiva internacional para rastrear o patrimônio do banqueiro Daniel Vorcaro. Investigadores estudam acionar a chamada difusão prateada da Interpol, mecanismo voltado à localização e ao bloqueio de bens de investigados no exterior. A medida pode alcançar recursos vinculados ao financiamento do filme Dark Horse, que retrata a campanha de Jair Bolsonaro (PL) em 2018. A PF também aguarda desdobramentos da negociação de delação premiada de Vorcaro e quer mapear ativos ainda não identificados fora do Brasil. Nos bastidores, investigadores avaliam que parte desses recursos poderá ser usada para ressarcir prejuízos atribuídos ao Banco Master.
Cada um por si – O ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) descartou uma composição eleitoral com o ex-governador Romeu Zema (Novo) para a disputa presidencial e afirmou que ambos manterão suas candidaturas. Segundo Caiado, o entendimento entre os dois é evitar conflitos internos e preservar a unidade do campo de centro-direita para um eventual segundo turno. A declaração contrasta com sinalizações recentes sobre a possibilidade de uma chapa conjunta ainda na primeira fase da disputa. Apesar disso, Caiado voltou a defender convergência futura entre sua candidatura, a de Zema e a do senador Flávio Bolsonaro (PL) contra o PT.
Renovação automática – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou a lei que torna permanente a renovação automática da CNH para motoristas enquadrados como bons condutores. O benefício vale para quem não registrou infrações nem pontos na carteira nos últimos 12 meses e integra o Cadastro Positivo de Condutores. O Congresso, porém, manteve a exigência dos exames de aptidão física e mental, retirando a dispensa prevista originalmente pelo governo. A nova legislação também flexibiliza o processo de obtenção da primeira habilitação, reduzindo exigências de carga horária e ampliando alternativas às autoescolas tradicionais.

Soluços aumentam – Relatório médico encaminhado ao Supremo Tribunal Federal informou que Jair Bolsonaro (PL) apresentou aumento na frequência das crises de soluço ao longo da última semana. Segundo o cardiologista Brasil Ramos Caiado, o ex-presidente permanece sob medicação em doses elevadas e dieta controlada para reduzir os sintomas. O boletim afirma que Bolsonaro está estável do ponto de vista cardiológico, com pressão arterial controlada, embora relate cansaço leve, fadiga e dificuldades relacionadas ao equilíbrio corporal. Condenado por tentativa de golpe de Estado, ele cumpre prisão domiciliar desde março por decisão do ministro Alexandre de Moraes.
CURTAS
Federação em disputa – A governadora Raquel Lyra (PSD) tem evitado arbitrar, por enquanto, a disputa entre Miguel Coelho (União Brasil) e Eduardo da Fonte (PP) pela vaga ao Senado na chapa governista. Nos bastidores, a avaliação é que antecipar uma escolha poderia gerar desgaste dentro da própria Federação União Progressista. A sinalização do Palácio é de que o espaço pertence ao bloco, mas a definição do nome ainda ficará para mais adiante.
Dudu à frente – A última pesquisa Datafolha colocou o deputado federal Eduardo da Fonte (PP) numericamente à frente do ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil) na corrida pelo Senado. Em um dos cenários, Dudu apareceu com 22%, contra 19% de Miguel. Em outro, marcou 21%, enquanto o ex-prefeito registrou 16%. Os números fortalecem o discurso dos aliados do progressista, mas ainda não encerram a disputa dentro da federação.
Ainda tem Túlio – Enquanto Miguel Coelho (União Brasil) e Eduardo da Fonte (PP) disputam espaço na Federação União Progressista, aliados de Raquel Lyra (PSD) lembram que a composição da chapa passa também por Túlio Gadêlha (PSD). Nos bastidores, o deputado é visto como um ativo importante para ampliar o diálogo com setores próximos ao presidente Lula (PT) e equilibrar o perfil político da aliança.
Perguntar não ofende: A Marcha para Jesus virou palanque antecipado?
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O desejo por renovação segue vivo entre eleitores independentes, mas convive com a crença de que a disputa presidencial deste ano será, inevitavelmente, pautada pela polarização entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
É o que mostram duas pesquisas qualitativas realizadas pela Genial/Quaest em maio, às quais o Estadão teve acesso com exclusividade. Uma delas acompanha, desde agosto do ano passado, os mesmos 20 eleitores independentes, que não se consideram nem lulistas nem bolsonaristas. A outra reúne cinco grupos focais das diferentes regiões brasileiras, com o mesmo perfil. As informações são do Estadão.
Leia mais“Embora exista um forte desejo por renovação, o eleitor se sente encurralado por uma polarização que percebe como inevitável”, diz Luciana Andrade, coordenadora de pesquisas qualitativas da Quaest. “A gente percebe nesse grupo de eleitores um clima de apreensão pela falta de uma liderança fora da polarização com chances reais de vitória. O que eles dizem é: ”por mais que eu queira uma alternativa, não acho que ninguém hoje vai ter força suficiente para tirar Lula ou Flávio do segundo turno”.”
Segundo a especialista, muitos desses eleitores afirmam que acabarão votando no candidato que consideram o “menos pior”. Outros dizem que sequer irão às urnas.
Nos grupos focais da Quaest, tanto Lula quanto Flávio carregam fragilidades importantes junto ao eleitorado independente.
Lula sofre com o desgaste fiscal e de imagem e já não desperta a mesma empolgação do passado. O senador, por sua vez, passa por desgaste por conta do caso Master e enfrenta a percepção de que uma eventual gestão sua seria uma continuidade do governo de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Mesmo nesse cenário, uma candidatura de terceira via segue sem conseguir se viabilizar. Os principais entraves são o baixo conhecimento do eleitorado sobre esses nomes e a percepção de que eles não têm chances reais de vitória.
Como o eleitor independente enxerga a terceira via
Entre os independentes, Ronaldo Caiado, pré-candidato do PSD ao Planalto, é visto como um “político tradicional, firme e experiente”, mas prevalece a percepção de que sua candidatura tem poucas chances de ganhar tração.
A principal credencial de Caiado junto a esse segmento é a melhora dos indicadores de segurança pública em Goiás, tema que mobiliza parte importante do eleitorado. Em contrapartida, pesam contra ele o baixo grau de conhecimento fora do Centro-Oeste e a associação com a elite econômica, por conta da sua ligação com o agronegócio.
“Ele é da área mais agro. Vai trabalhar para os grandes agricultores, para o povo rico mesmo”, disse um eleitor do Sul sobre Caiado.
O ex-governador mineiro Romeu Zema (Novo) tem sua capacidade de gestão reconhecida pelos eleitores independentes, mas também há dúvidas sobre sua viabilidade eleitoral. Entre os pontos negativos citados estão o baixo grau de conhecimento fora do Sudeste, a percepção de frieza administrativa e a falta de empatia.
Segundo a coordenadora de pesquisas qualitativas da Quaest, eleitores costumam citar nas dinâmicas de grupos frases polêmicas do mineiro, como a que ele diz que criança vai poder trabalhar se for eleito presidente.
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“Sei que ele é um candidato forte da direita no eixo São Paulo – Minas, mas só isso que sei”, afirmou um eleitor do Sul sobre o ex-governador mineiro.
O pré-candidato da Missão, Renan Santos, ainda é pouco conhecido, mas, segundo a especialista da Quaest, foi o nome de fora da polarização que mais se beneficiou da crise envolvendo Flávio e o banqueiro Daniel Vorcaro. Depois das revelações, parte dos eleitores independentes que vinham se aproximando de Flávio passou a enxergá-lo como uma alternativa.
Apesar disso, sua candidatura ainda enfrenta obstáculos: os entrevistados não conseguem associá-lo a realizações concretas e não o veem como um nome competitivo. Também pesa contra ele a percepção de que governaria mais para “as elites” do que para a população em geral.
“O Renan Santos lembra muito o Cleitinho (senador por Minas). Ele é visto como alguém que denuncia e enfrenta o sistema”, diz Luciana.
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O prefeito de Primavera, Jeyson Falcão, oficializou sua filiação ao Partido Social Democrático (PSD), a maior legenda de Pernambuco.
A adesão reforça o movimento de convergência de lideranças municipais em torno da governadora Raquel Lyra, presidente estadual do partido, e eleva para 79 o número de prefeitos filiados à sigla em todo o estado. As informações são do Blog da Folha.
Leia maisRaquel Lyra celebrou a chegada do gestor municipal ao grupo político, destacando a importância de tê-lo ao seu lado.
Raquel Lyra celebrou a chegada do gestor municipal ao grupo político, destacando a importância de tê-lo ao seu lado.
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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou recorrência “acima da média” dos quadros de soluço nos últimos sete dias. A informação consta no relatório médico semanal apresentado ao STF (Supremo Tribunal Federal), nesta sexta-feira (5).
No documento, o cardiologista Brasil Ramos Caiado informa que, por conta disso, manteve “doses elevadas das medicações específicas e rigorosa dieta com baixo teor de acidez”. As informações são da CNN.
Apesar da situação, o relatório afirma que o ex-presidente não apresenta instabilidades cardiológicas e que sua pressão arterial permanece controlada.
Leia mais“O paciente encontra-se estável do ponto de vista cardiológico, queixando-se apenas de cansaço leve e fadiga, aos médios esforços, e desconforto aos movimentos de flexão e abdução do ombro direito. Pressão Arterial controlada, mantendo instabilidade crônica do equilíbrio corporal e medidas preventivas para redução de risco de quedas”, escreveu o médico.
Condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, Jair Bolsonaro cumpre a pena em casa desde o dia 27 de março — data em que recebeu alta do hospital depois de tratar uma broncopneumonia.
A medida, de caráter humanitário, tem prazo determinado de 90 dias e foi concedida pelo ministro Alexandre de Moraes.
A decisão determina que a prisão deverá ser cumprida integralmente no endereço residencial de Bolsonaro, com o uso de tornozeleira eletrônica.
Autoriza ainda visitas permanentes de seus filhos e advogados, nas mesmas condições legais do estabelecimento prisional, além de visitas médicas permanentes, sem necessidade de prévia comunicação, observadas as determinações legais e judiciais anteriormente fixadas.
Bolsonaro está proibido de usar celular, telefone ou qualquer outro meio de comunicação externa, direta ou indiretamente, por intermédio de terceiros.
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O senador Flávio Bolsonaro (RJ), pré-candidato do PL à Presidência, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que declare que o ministro Alexandre de Moraes é suspeito para processar e julgar fatos relacionados a Daniel Vorcaro e o Banco Master.
Segundo a defesa do senador do PL, o impedimento se justifica pela suposta relação entre Moraes e o empresário, que está preso em Brasília e negocia uma delação premiada com autoridades. As informações são do g1.
Leia maisDados da Receita Federal mostram que o Master pagou R$ 80 milhões ao escritório da esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes, pela prestação de serviços advocatícios.
Os advogados afirmam que não estão fazendo qualquer juízo de valor sobre a relação entre os dois, mas tentando garantir a observância das regras processuais e regimentais.
A ação de Flávio Bolsonaro foi apresentada após Moraes enviar para manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) um pedido do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ).
O petista solicitou que sejam apuradas supostas ligações entre Daniel Vorcaro e o senador, no que diz respeito ao financiamento, pelo banqueiro, da cinebiografia de Jair Bolsonaro, intitulada “Dark Horse”.
Trocas de mensagens entre Flávio e Vorcaro, mostram o político do PL cobrando do banqueiro a destinação de recursos para a produção do filme.
A defesa de Flávio quer que o pedido de Lindbergh seja redirecionado para relatoria do ministro André Mendonça.
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Por Betânia Santana – Blog da Folha
Na estratégia de visitar as bases ou construí-las, os principais pré-candidatos ao governo de Pernambuco fazem movimento semelhante esta semana.
Tanto a governadora Raquel Lyra (PSD), pré-candidata natural à reeleição, quanto o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) têm na agenda a previsão de compromissos com pré-candidatos proporcionais. Paudalho.
Leia maisNesta sexta-feira (5), a governadora é esperada no lançamento das pré-candidaturas de Marcelo Gouveia a deputado federal e Gustavo Gouveia a estadual.
O evento está marcado para as 19h, no estacionamento privado de São Severino do Ramos, em Paudalho, Zona da Mata Norte.
Peça-chave
Marcelo Gouveia é peça-chave na base de apoio à governadora. Ex-prefeito de Paudalho, presidiu a Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe).
Ajudou a chefe do Executivo na proposta de redistribuição do ICMS aos municípios e também contribuiu nas discussões sobre a concessão da Compesa.
Partido
Marcelo Gouveia comanda o Podemos no estado e tem apoio irrestrito da presidente nacional do partido, Renata Abreu.
Vem consolidando a legenda e formando chapa competitiva para o Legislativo. A sigla pretende ter, pelo menos, três representantes na Câmara Federal.
Com a janela partidária, construiu uma bancada na Assembleia Legislativa. São sete parlamentares, cinco apoiam a gestora.
Capilaridade
Gouveia fez a sucessora em Paudalho, Paulinha da Educação, e tem inserção em vários municípios, ampliando o leque de apoio em outras regiões.
O lançamento das pré-candidaturas deve reunir prefeitos, vereadores, apoiadores e líderes políticos de diversas regiões do estado.
Sertão
Enquanto Raquel Lyra estará na Zona da Mata, na noite desta sexta, João Campos volta ao Sertão no sábado (6). E também está na agenda dele participar do lançamento de pré-candidatura proporcional.
Ele estará em Petrolândia, no Sertão de Itaparica, para oficializar o nome do médico Bruno Marques (PSB) como virtual candidato à Assembleia Legislativa.
O evento será realizado na Casa de Shows Velho Chico, a partir das 18h, e deve, segundo organizadores, reunir líderes políticos de 45 municípios pernambucanos.
Herança
Bruno Marques é filho do prefeito de Petrolândia, Fabiano Marques (Republicanos).O pré-candidato a vice-governador, Carlos Costa, é do mesmo partido e já garantiu presença.
A pré-candidata ao Senado Marília Arraes (PDT) também. Não é a primeira vez que João Campos faz esse movimento.
Participação
Desde que saiu da Prefeitura do Recife e começou a percorrer o estado, João Campos participou do lançamento de pré-candidaturas como a de Josimara Cavalcanti, ex-prefeita de Dormentes, e que pretende disputar uma vaga para estadual.
Também marcou presença no lançamento dos nomes de Eliane Soares, quatro vezes prefeita de Santa Cruz, para federal; do vereador de Limoeiro Fagner Russo e do vereador do Recife Aderaldo Pinto, ambos para estadual.
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A decisão dos Estados Unidos de classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas passa a valer nesta sexta-feira (5) e acendeu um alerta no governo brasileiro.
Nos bastidores, diplomatas e integrantes da área de segurança ouvidos pelo blog monitoram os próximos passos da administração Trump e trabalham com três cenários possíveis. As informações são do g1.
Leia maisO primeiro é o mais brando: a medida ter um efeito mais político e simbólico, funcionando como um gesto para a torcida, sem desdobramentos práticos relevantes.
O segundo cenário tem como referência a Venezuela. Integrantes do governo lembram que, em outros casos, a administração Trump escalou o enfrentamento ao narcotráfico com apreensão de ativos, bloqueios e até ações contra embarcações apontadas pelos americanos como ligadas ao crime organizado.
O terceiro cenário é o que mais preocupa parte do governo brasileiro.
A preocupação é com a repetição do modelo adotado contra instituições financeiras mexicanas. Naquele caso, os Estados Unidos aplicaram sanções contra bancos acusados de facilitar operações de lavagem de dinheiro para cartéis do narcotráfico.
O temor é que a classificação abra caminho para medidas financeiras contra pessoas físicas, empresas ou estruturas suspeitas de dar suporte econômico a organizações criminosas.
Um diplomata resumiu a preocupação da seguinte forma: “O receio não é a decisão de hoje. O receio é o que ela pode autorizar amanhã.”
Para integrantes do governo, são “perigos parecidos com a aplicação da Lei Magnitsky” a autoridades brasileiras.
Por isso, o governo brasileiro intensificou a interlocução com autoridades americanas e busca canais de diálogo para entender quais serão os efeitos concretos da medida.
Mauro Vieira diz que argumentos dos EUA para aplicar tarifas ao Brasil ‘não são legítimos’.
A avaliação é que, diferentemente da guerra tarifária, esse é um tema que envolve segurança, sistema financeiro e soberania nacional e, por isso, tem potencial de produzir consequências muito mais complexas.
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Estão abertas até o dia 30 de junho as inscrições para a edição 2026 do Prêmio Banco do Nordeste de Jornalismo em Desenvolvimento Regional. A premiação é destinada a jornalistas profissionais e estudantes universitários e distribuirá R$ 290 mil em prêmios, com valores que variam de R$ 3 mil a R$ 38 mil. Podem concorrer trabalhos inéditos produzidos em todo o país e publicados entre 1º de janeiro de 2025 e 30 de junho de 2026, desde que abordem ações realizadas na área de atuação do Banco do Nordeste, que inclui os estados nordestinos e parte de Minas Gerais e do Espírito Santo.
O Grande Prêmio Nacional terá como tema o microcrédito rural e concederá R$ 38 mil ao vencedor. Além dessa categoria, serão premiados trabalhos relacionados ao desenvolvimento regional em áreas como expansão de crédito, empreendedorismo urbano e rural, geração de emprego e renda, tecnologia e inovação, infraestrutura, responsabilidade socioambiental e manifestações culturais. Os materiais inscritos devem se enquadrar nas categorias texto, fotografia, áudio, audiovisual ou projetos multimídia.
A premiação também contará com categorias estaduais, contemplando dois vencedores por unidade da federação da área de atuação do Banco do Nordeste: um jornalista profissional e um estudante universitário. O regulamento completo e as inscrições estão disponíveis no portal do Banco do Nordeste.

