Em vídeo publicado nas redes sociais neste domingo (26), o pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) afirmou que tem um plano: privatizar completamente empresas de economia mista sob controle do governo, como a Petrobras e o Banco do Brasil. Adiante, Zema ataca o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao afirmar que o presidente gasta mais do que arrecada. “Eu vou privatizar a Petrobras, eu vou privatizar o Banco do Brasil e vou passar a faca nos supersalários, mordomias e esquemas que sustentam os intocáveis de Brasília”, disse.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino voltou a defender neste domingo (26) um endurecimento das regras para punir corrupção no sistema de Justiça, com aumento de penas, afastamento imediato de investigados e perda automática de cargos após condenação definitiva.
As propostas foram apresentadas no artigo “Como punir a corrupção na Justiça?”, publicado hoje no Correio Braziliense. No texto, Dino afirma que os mecanismos atuais de controle e punição “seguem sendo importantes”, mas têm se mostrado insuficientes diante do aumento e da gravidade dos casos. As informações são do jornal da Globo.
Leia maisEntre os pontos destacados está a criação de punições mais severas para crimes como corrupção, peculato, prevaricação e tráfico de influência quando praticados por juízes, promotores, advogados e servidores. Para o ministro, essas condutas exigem tratamento mais rigoroso por atingirem diretamente a credibilidade do sistema responsável por aplicar a lei.
Dino também propõe mudanças nas regras de responsabilização funcional. Pela sugestão, o recebimento de denúncia já levaria ao afastamento imediato do cargo, enquanto a condenação definitiva implicaria perda automática da função, independentemente da pena aplicada.
Outro eixo da proposta é a ampliação da responsabilização por obstrução à Justiça. A ideia é tipificar de forma mais abrangente condutas que impeçam, atrasem ou interfiram no andamento de investigações e processos.
O ministro argumenta que, quando decisões judiciais passam a ter “valor econômico”, a corrupção deixa de atingir interesses individuais e passa a comprometer o interesse público.
“Quando o exercício da jurisdição, um parecer ou um indiciamento, por exemplo, passam a ter valor econômico e é possível utilizar o capital para obter posicionamento num sentido ou em outro, a corrupção elimina o interesse público. É nessa conjuntura que se mostra necessário e urgente se perguntar ‘Como punir a corrupção na Justiça?’. Contudo, mais que se perguntar, é igualmente necessário e urgente buscar saídas que carreguem soluções eficazes”, diz trecho do artigo.
A pressão por mudanças no Judiciário aumentou nos últimos meses, depois de casos que levantaram dúvidas sobre a capacidade do sistema de punir irregularidades com rapidez e clareza. O principal exemplo recente é o caso Master, que começou como um problema no sistema financeiro, mas acabou envolvendo decisões judiciais e ampliando o debate sobre o funcionamento da Justiça.
As investigações sobre suspeitas de fraudes bilionárias trouxeram desgaste para o sistema e reforçaram a percepção, em Brasília, de que processos demorados e decisões divergentes podem gerar insegurança — não só no Judiciário, mas também na economia, ao afetar bancos e a confiança de investidores.
Diante desse cenário, a discussão sobre uma reforma do Judiciário ganhou força. Dino já havia defendido uma reforma estrutural do sistema, incluindo o fim da aposentadoria compulsória como punição e o combate a benefícios considerados excessivos.
Além disso, o próprio Supremo Tribunal Federal (STF) discute a criação de um Código de Conduta para os ministros, proposta defendida pelo presidente da Corte, Edson Fachin. A ideia é estabelecer regras mais claras de atuação e reforçar a confiança nas decisões do tribunal.
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Por Flávio Chaves*
Ela chegou no apartamento às nove e quinze, tirou os sapatos de salto como quem tira uma máscara, e ficou ali, descalça sobre o piso frio da cozinha, olhando para a chaleira. Não tinha lágrimas, não tinha sorriso. Tinha apenas um cansaço que não morava nos músculos, morava num lugar mais antigo, mais fundo, naquela região imprecisa onde a gente guarda o que não consegue nomear.
O dia fora normal. Reuniões, prazos, um colega que desabou na mesa ao lado, dizendo que não aguentava mais, e ela, prontamente, ofereceu o ombro e as palavras certas. “Vai passar”, disse. “Você é mais forte do que imagina.” E acreditou no que dizia, como sempre acreditava. O problema não é a mentira, o problema é quando a mentira vira hábito, e o hábito vira armadura, e a armadura vira pele.
Leia maisAliás, quem inventou que ser forte é virtude sem custo? A força que se vê, essa que estufa o peito e sustenta os outros, quase sempre vem acompanhada de uma fatura silenciosa que ninguém pergunta se podemos pagar. Pagamos. Parcelamos em noites mal dormidas, em gargantas que aprendem a engolir o choro antes que ele desça, em ombros que se curvam sozinhos quando ninguém está olhando. Ser forte é ofício de anônimos.
Ela pensou na vizinha do terceiro andar, viúva há dois anos, que todas as manhãs desce com o lixo e um sorriso impecável. Pensou no amigo que riu na festa enquanto o casamento se desfazia em silêncio dentro do bolso do paletó. Pensou no pai, que nunca disse “estou cansado” num país onde homens da idade dele não podem dizer isso sem que algo neles se quebre de vez. Pensou em si mesma.
A chaleira apitou. O gesto de fazer chá é quase uma prece leiga, água, folhas, espera. Ela preparou a caneca, sentou-se à mesa da cozinha, e deixou que o silêncio ocupasse o lugar das palavras que costumava fabricar para os outros. Foi então que aconteceu: um soluço. Não veio dos olhos, veio do peito, como se dentro dela houvesse uma corda há muito esticada que enfim se partia. E ela não fez nada para impedir. Pela primeira vez em semanas, não se chamou de fraca. Apenas deixou.
Porque há um cansaço que não se resolve com café, com frases de autoajuda ou com uma semana de praia. Há um cansaço que é existencial, que nasce da contradição entre o que sentimos e o que mostramos, entre o que precisamos e o que oferecemos, entre a fragilidade que somos e a força que o mundo nos cobra como se fosse calçamento. Estamos exaustos de sustentar o inexaurível.
Ela terminou o chá, lavou a caneca, foi para o banho. A água quente demorou a descer pelas costas, precisou ensinar os músculos a desarmarem. Depois, já na cama, pegou o telefone e escreveu para a amiga distante: “Estou cansada. Não de fazer coisas. Cansada de ter que parecer inteira quando por dentro sou só retalho.” Enviou antes que a coragem fosse embora. A resposta chegou três minutos depois: “Eu também. Sempre achei que era só comigo.”
Ali repousa o paradoxo mais humano: sofremos a solidão da força escondida, quando a verdade é que quase ninguém está inteiro — quase todo mundo só aprendeu a disfarçar melhor. O grande medo não é o desabamento; é descobrir que desabar, às vezes, é o movimento mais honesto do corpo.
Ela dormiu sem travesseiro, de lado, como quem se permite, enfim, o peso que sempre carregou. E no escuro do quarto, antes que o sono chegasse, pensou que talvez a coragem não esteja em nunca cair, mas em deixar que o chão nos receba quando cairmos. Pensou que ser forte, às vezes, é justamente parar de tentar ser forte. Pensou que o descanso não é para os fracos: o descanso é para os que já correram demais.
Lá fora, a noite seguia indiferente. Dentro dela, algo pequeno e novo começava, não a força antiga, mas uma trégua. Uma permissão. Um lembrete de que a alma também tem fadiga, e que a fadiga, quando bem ouvida, vira sabedoria. Ela sorriu no escuro. Não era um sorriso de vencedora. Era melhor: era um sorriso de quem, finalmente, baixou a guarda e descobriu que ainda assim, miraculosa e absurdamente, continuava em pé.
Há uma beleza no cansaço que ninguém avisa. A beleza de parar de representar. A beleza de, por um instante, ser apenas água que não precisa correr para lugar nenhum.
*Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras
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Morreu ontem (25), aos 102 anos, o ex-deputado federal pelo Rio de Janeiro José Frejat, pai do cantor Roberto Frejat. A informação foi confirmada pela equipe do líder da banda Barão Vermelho, mas a causa da morte não foi divulgada. José Frejat estava hospitalizado. Nem o nome do hospital onde o político estava internado nem a cidade onde se localiza foram informados. As informações são do UOL.
Filiado ao PDT na época, José Frejat foi deputado federal pelo Rio de Janeiro entre 1979 e 1987. Ele também foi vereador no Rio entre 1977 e 1979. Em 2018, tentou disputar a eleição para deputado estadual pela Rede Sustentabilidade, mas teve a candidatura indeferida pela Justiça Eleitoral.
O político nasceu em março de 1924 em Cururupu, no interior do Maranhão. Ele se formou em direito na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e foi presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes) em 1950. Também foi fundador e secretário-geral do MNB (Movimento Nacionalista Brasileiro).
José Frejat fez oposição ao regime militar. Durante o processo de redemocratização, na Câmara dos Deputados, votou a favor da Emenda Dante de Oliveira, que defendia eleições diretas para presidente da República.
Minha amiga Branca Góes, cerimonialista top e parceira deste blog desde a sua fundação, não poderia estar de fora das comemorações dos 20 anos, emprestando seu talento, experiência e competência.
Ao lado da minha Nayla, Branca dá o tom e o ritmo do primeiro evento em comemoração às duas décadas de fundação do blog: o jantar de adesão, marcado para o próximo dia 18, a partir das 19 horas, no restaurante Sal e Brasa Jardins, na Rui Barbosa. O segundo será em Arcoverde e o terceiro em Brasília.
O jantar de adesão, start das comemorações, será uma noite inesquecível! Já estão confirmados os cantores Alcymar Monteiro, Maciel Melo, Petrúcio Amorim, Almir Rouche, Josildo Sá, André Rio, Fabiana Pimentinha, Cristina Amaral, Irah Caldeira e Walquiria Mendes.
Branca também está coordenando a entrega das 300 pulseiras de acesso ao evento. Para receber sua pulseira comprada antecipadamente, favor deixar mensagem no telefone 81 99973 6095.
O presidente do PT, Edinho Silva, afirmou que o partido precisa ter humildade para se aproximar da juventude evangélica e dos motoristas de aplicativo para entender porque esses segmentos da sociedade têm resistência à legenda. No discurso de encerramento do 8º Congresso Nacional do PT, o dirigente afirmou que integrantes da sigla não podem ficar “irritados” quando perderem votos na periferia, mas precisam entender onde estão errando.
O mea-culpa foi feito em meio a aprovação do manifesto do partido que faz acenos ao centro e cita a necessidade de uma “concertação social” para reeleger o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As informações são do jornal O Globo.
Leia mais“Não podemos ser reativos quando juventude evangélica diz que não quer conversar conosco, temos que ter humildade e perguntar por que a juventude evangélica não quer conversar conosco. O PT não pode ficar irritado com as periferias quando perdemos votos. Quando a nova classe trabalhadora, os motoristas de aplicativo, se revoltam conosco, evidente que gera indignação, mas temos que ter humildade e perguntar onde estamos errando, se queremos representá-los”, disse Edinho.
Edinho Silva citou a necessidade de o partido ouvir a sociedade, especialmente com aqueles que “não conversam” com o PT. O presidente da legenda afirmou ser preciso a legenda voltar a ter presença de base e organização popular:
“É inegável que a conjuntura está difícil. Mas como a conjuntura está difícil se temos governo mais exitoso da história, com maior volume de obras? Como que esse governo tão exitoso não é reconhecido pelo povo brasileiro? Talvez as respostas sejam diversas, mas a ação é uma só e é conversarmos com o povo brasileiro, não há outra saída.”
Diante do escândalo do banco Master, que tem alimentado sentimento antissistema no país devido as denúncias de corrupção, e respingado negativamente na popularidade do presidente Lula, Edinho fez uma crítica à postura “recuada” do PT e afirmou que a resposta rejeição ao establishment está na esquerda:
“Como pode a gente estar vivendo ambiente de antissistema e o PT ficar recuado politicamente? O PT ficar acuado e não ir para a sociedade dizer que se tem antissistema a resposta do antissistema está na esquerda, não está na direita e não está no fascismo. A resposta ao antissistema está conosco e o manifesto diz isso”, disse o dirigente.
Edinho citou ainda que a o PT precisa influenciar a sociedade a votar em um projeto, não em um indivíduo e criticou o modelo político de emendas parlamentares impositivas, que reduz a autonomia do orçamento do governo federal:
“Queremos que a sociedade vote em projeto, não em indivíduo e não em influencer, que vive de lacração e que se você for debater não tem proposta para educação e para saúde”, afirmou. “Não queremos esse modelo político que está aí, não podemos ser a favor da emendas impositivas que usurpam o direito do presidencialismo”, concluiu.
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O PT aprovou hoje (26) um manifesto que propõe reformas política, eleitoral e no Judiciário. Deixou de fora sugestões de mudanças no sistema financeiro, após o escândalo do banco Master.
Versão aprovada do documento retirou proposta de “reforma do sistema financeiro”. O texto que vinha sendo discutido nos últimos dias defendia a ideia, em meio ao escândalo do extinto Banco Master. O manifesto “Construindo o Futuro” foi aprovado no encerramento do 8º Congresso do PT, que discute neste fim de semana, em Brasília, estratégias para as eleições deste ano. As informações são do UOL.
Leia maisNo documento original, o PT defendia seis reformas, incluindo a do sistema financeiro. Na versão final ficaram sete, mas sem a do sistema financeiro: 1) reforma política e eleitoral; 2) reforma tributária; 3) reforma tecnológica; 4) reforma do Poder Judiciário, 5) reforma administrativa, 6) reforma agrária e 7) reforma da comunicação — as duas últimas foram incluídas de última hora.
O texto é aceno ao campo político do centro para eleição, disse o ministro das Relações Institucionais. “O manifesto, na minha opinião, a centralidade dele é falar para o país e chamar o centro para compor com o Lula”, afirmou José Guimarães (PT) a jornalistas.
A reforma do Judiciário visa “mecanismos de autocorreção”. Segundo o texto, a medida é necessária também para “democratização” e “fortalecimento do Estado democrático de Direito”. A proposta vem em meio à crise de imagem que atinge o STF (Supremo Tribunal Federal), detonada pela proximidade de ministros como Dias Toffoli e Alexandre de Moraes com Daniel Vorcaro, dono do Master.
O partido propõe mudanças no modelo de distribuição de emendas parlamentares. A medida integra a proposta de reforma política e eleitoral da sigla para “democratizar o poder e restituir a soberania popular”. A sigla não detalha, no entanto, como seriam estas reformas.
Manifesto reforça prioridade da pauta do fim da escala 6×1, que está em tramitação na Câmara dos Deputados, como um dos elementos do “núcleo” de um projeto de país soberano, defendido pelo partido. A aprovação do fim da atual jornada de trabalho está entre as prioridades de Lula para a eleição deste ano.
Manifesto também traz proposta de renovação no partido. O texto defende limite no número de mandatos (no máximo dois no mesmo cargo e três no total de participação na mesma instância) e estabelece “no mínimo 50% de mulheres nos espaços de deliberação”, para garantir “permanente transição geracional”.
Ainda, texto fala em necessidade de construção de um “bloco democrático popular”. Objetivo seria reunir trabalhadores, movimentos sociais e empresariado para dar continuidade às propostas reformas e políticas iniciadas na gestão Lula, como a reforma tributária. Documento também defende a reforma administrativa e uma “reforma tecnológica”.
Sem a presença de Lula, evento de hoje reproduziu fala dele da semana passada. Durante o evento, foi exibido em telão o discurso do presidente em encontro de lideranças progressistas, em Barcelona.
Presidente não participou por motivos de saúde. Ele realizou um procedimento cirúrgico recente na cabeça para retirar uma lesão provocada por câncer de pele e, apesar de estar bem, ainda não havia voltado para Brasília por recomendações médicas.
Táticas do PT serão encaminhadas para campanha de Lula. Expectativa é de que presidente analise o material em conjunto com outros partidos com os quais deve compor chapa para a eleição deste ano para elaboração do plano de campanha.
Terras raras e reeleição de Lula
Documento trata reeleição de Lula como “decisiva para o futuro do Brasil” e da democracia no mundo. “Seu papel [do Brasil] é decisivo no desenvolvimento global, o que exige a reafirmação da soberania e da democracia”, diz trecho do manifesto.
Nesse contexto, PT defende que minerais raros sejam explorados dentro do Brasil. “É imperativo que o Brasil assuma o protagonismo sobre suas reservas de terras raras. O Brasil detém uma das maiores reservas do planeta e não pode aceitar o papel de mero exportador de minério bruto”, destaca o texto. Além disso, o manifesto propõe regulamentação das redes sociais.
Texto exalta números da gestão Lula. O documento menciona dados como a saída do Brasil do Mapa da Fome, a valorização do salário mínimo, investimentos em programas como o Minha Casa, Minha Vida e o Bolsa Família, além do crescimento do PIB (Produto Interno Bruto).
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Pré-candidato ao governo de São Paulo, o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad citou neste domingo (26) três ex-colegas de Esplanada como possíveis vices em sua chapa: Marina Silva (Rede), Simone Tebet (PSB) e Márcio França (PSB). Haddad disse que tem conversado com os três e que não há “problema de calendário” para a escolha.
“Temos quatro ex-ministros do presidente Lula disponíveis para compor a chapa majoritária e isso não é um problema. Estamos com bons nomes, mas vou fazer isso (escolher o vice) depois de conversar com todos eles”, afirmou o petista. “Acabei de conversar com a Marina e combinei de me encontrar com ela essa semana. As coisas vão caminhar naturalmente e não temos nenhum problema de calendário, temos tempo e vamos usar o tempo da melhor maneira possível”, disse Haddad no final do 8º Congresso Nacional do PT em Brasília. As informações são do jornal O Globo.
Leia maisO quebra-cabeça de São Paulo também envolve a composição para as chapas ao Senado, onde PT espera eleger pelo menos um nome. Além dos ex-ministros, seguem no páreo o ex-prefeito de Araraquara Marcelo Barbieri (PDT) e a ex-presidente da Sociedade Rural Brasileira Teresa Vendramini.
Haddad esteve em Brasília para participar no último dia do encontro nacional do PT e discursou a pedido de Lula, que não foi ao evento. O ex-ministro disse a militância que é preciso “trabalhar dia e noite, de segunda a segunda, até outubro, pela reeleição do presidente” e criticou Flavio Bolsonaro (PL), principal adversário de Lula:
“Não temos direito de descansar até vemos essa realidade confirmada nas urnas”, afirmou. “Não podemos de maneira nenhuma considerar a hipótese de um retrocesso em outubro, a reeleição de Lula é um imperativo do nosso futuro. Lula vai concorrer com o Bolsonarinho, com filho do Jair Bolsonaro, família que só entregou caos para esse país. Eles se vendem como antissistema e há 30 anos fazem a pior política desse país, das rachadinhas ao genocídio da pandemia, estão sempre do lado da destruição. E nós somos antídoto a isso, somos a resposta a isso”, afirmou.
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Fundador e ex-presidente da Associação Comercial e Industrial de Toritama (ACIT), Edilson Tavares recebeu homenagem da entidade ontem (25), no encerramento do Festival do Jeans de Toritama. Ex-prefeito por dois mandatos e pré-candidato a deputado federal, ele foi reconhecido pela atuação no comércio local e no Polo de Confecções.
Segundo a entidade, a homenagem destaca o papel de Edilson na organização do setor empresarial no município, que se consolidou como um dos principais polos de produção de jeans do país. Ao entregar a homenagem, o presidente da ACIT, Luan Leitão, afirmou que Edilson foi o primeiro dirigente da entidade e participou da criação do festival. “Edilson é uma inspiração para todos nós”, disse.
Edilson agradeceu o reconhecimento e afirmou que a trajetória foi construída ao longo do tempo. “Dar o primeiro passo é essencial, mas não basta. É preciso ter coragem para continuar e compromisso para construir algo que permaneça”, disse. Ele acrescentou que a homenagem tem significado especial por acontecer no Festival de Jeans. “É a certeza de que nossa história, construída com trabalho e dedicação, continua inspirando o desenvolvimento da nossa terra e do Polo das Confecções”, afirmou.
O empresário do cantor Anderson Neiff, Thiago Gravações, informou nas redes sociais que a cirurgia do artista foi bem-sucedida. O artista passou por uma procedimento cirúrgico após ser baleado na madrugada deste domingo (26). “A cirurgia foi um sucesso, graças a Deus. Sucesso total, ocorreu tudo certinho”, disse em vídeo publicado nos stories do Instagram.
O artista pernambucano voltava de um show e já estava próximo ao hotel onde estava hospedado quando criminosos em motos atiraram contra o veículo, em São Paulo. O cantor foi atingido no ombro e socorrido para o Hospital Sírio-Libanês. As informações são da Folha de Pernambuco.
Leia maisUm vídeo que circula nas redes sociais e foi compartilhado com a reportagem mostra o estado da van do cantor pernambucano Anderson Neiff. Nas imagens, é possível ver dois buracos deixados no vidro traseiro do veículo após os tiros. Veja abaixo:
Polícia investiga o caso
Em nota à Folha de Pernambuco, a Polícia Civil de São Paulo informou que já investiga a tentativa de homicídio contra o cantor. De acordo com a corporação, o crime aconteceu na Av. Nove de Julho, zona oeste da capital.
“No local, os PMs apuraram que a vítima estava em uma van com demais integrantes de um grupo musical, quando suspeitos em motos se aproximaram e atiraram. Eles fugiram na sequência”, afirmou a polícia. A corporação confirmou ainda que Neiff foi atingido no ombro e socorrido para o Hospital Sírio Libanês. “A perícia foi acionada e o caso foi registrado no 14° DP (Pinheiros)”, completou.
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A pré-candidata ao Senado Marília Arraes (PDT) negou, em comunicado enviado ao blog, a informação de que teria definido Arlen Pereira como seu suplente. Segundo ela, a notícia não procede e foi recebida com estranheza. Marília garantiu que a definição sobre suplências deve ser discutida adiante, priorizando, por ora, a construção de propostas.
Por Marlos Porto*
O presidente Lula, num evento da Embrapa em Planaltina (DF), na última quarta-feira (23), cometeu um deslize grave. Disse, com toda a pompa de quem acredita estar iluminando o mundo, que enquanto outros querem “fazer guerra”, ele quer “ensinar o povo africano a fazer paz”. Ensinar paz? Quem ele pensa que é?
A frase é reveladora. Não fala em “levar uma mensagem”, em “dialogar”, em “aprender com a sabedoria ancestral”. Não. É ensinar — verbo que carrega assimetria e hierarquia. Pressupõe que o mestre tem o que ensinar. Mas o mestre, neste caso, é um Brasil que mal consegue resolver o drama de suas próprias favelas, em grande parte dominadas por traficantes e milícias, e que, ironicamente, não tem grandes lições de paz para oferecer.
Leia maisOlhemos para nossa própria história. Tivemos a Guerra do Paraguai (1864-1870) — conflito brutal que terminou com o massacre de uma nação inteira, sem qualquer negociação de paz. Tivemos Canudos (1896-1897), nossa guerra civil mais grave, imortalizada por Euclides da Cunha, que também foi encerrada pela força das armas, com o arrasamento total do arraial. Não houve acordos, não houve mediação. Houve extermínio. Portanto, o Brasil não está em posição de dar aula de pacificação.
Isso não significa que o Brasil não tenha exemplos positivos, mas Lula, infelizmente, não está aprendendo com eles. Tivemos a grandeza de homens como o Barão do Rio Branco, que resolveu questões de fronteiras com nossos vizinhos de forma pacífica, pela via diplomática. Tivemos, no processo de redemocratização (1979-1985), figuras como Petrônio Portela, Tancredo Neves, Teotônio Vilela, Fernando Lyra e Marco Maciel, e é preciso reconhecer que até mesmo os generais Geisel e Figueiredo, por mais que se desgoste do regime militar que representavam, tiveram a grandeza — ou a inteligência — de buscar a abertura política, de não acirrar os ânimos, de costurar uma transição negociada que evitou um banho de sangue. Isso foi paz construída.
Lula, hoje, faz o oposto. Ridiculariza, estigmatiza, fecha portas para qualquer processo que possa culminar em pacificação genuína, inclusive por meio de anistia ou reconciliação nacional. Ele não olha no espelho. Não aprende com as próprias lições do passado brasileiro.
E, em vez disso, resolveu escolher a África como alvo de sua arrogância professoral. A África, ao contrário do que parece imaginar, sabe fazer paz. Sozinha, sem mediação europeia, sem ONU. Fez e faz. E os três exemplos abaixo são apenas a ponta do iceberg — casos que desmascaram essa retórica subalterna.
O fim do apartheid na África do Sul (década de 1990) não veio de uma invasão estrangeira nem de um acordo imposto por potências brancas. Veio de negociações lideradas por Nelson Mandela e Frederik de Klerk — ambos africanos —, que desmantelaram o regime racista por dentro. A Comissão da Verdade e Reconciliação, inspirada para o mundo inteiro, foi uma invenção sul-africana. Quem ensinou quem?
No Quênia, em 2008, após a explosão de violência pós-eleição que matou mais de mil pessoas, o continente não chamou Hillary Clinton nem o Conselho de Segurança. Chamou um painel de personalidades africanas liderado por Kofi Annan (ganês). Em semanas, um acordo de coalizão foi costurado. Sem tanques, sem tutela. Somente política africana.
Na Etiópia, a guerra no Tigray (2020-2022) matou centenas de milhares. A solução não veio de Genebra ou Washington. Veio da União Africana, com mediação da África do Sul. O Acordo de Pretória, assinado em 2022, foi inteiramente negociado e garantido por africanos. O cessar-fogo se mantém. Ninguém precisou de “aula brasileira”.
A África não é uma tela em branco para o Brasil. É um continente com instituições, pacificadores e sabedoria própria. Quando Lula diz “ensinar”, ele coloca o Brasil numa posição de superioridade que não tem — e que contrasta com sua própria incapacidade de aprender com os exemplos pacificadores da história brasileira, de Rio Branco à abertura política. Antes de tentar ensinar alguém, que cuide das lições não aprendidas em casa.
Observação: elaborado com auxílio do Deepseek IA.
*Analista político
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