Pré-candidato do PSD à Presidência da República, o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, volta ao meu podcast ‘Direto de Brasília’, em parceria com a Folha de Pernambuco, com transmissão para 165 emissoras do Nordeste, hoje. Na pauta, a crise instalada na direita, especialmente no PL e no núcleo bolsonarista, com o envolvimento do senador Flávio Bolsonaro no escândalo do Banco Master.
Recentemente, Caiado afirmou que o Brasil vive uma “desordem institucional” e disse que o atual modelo político não pode mais ser chamado de presidencialismo. Ele criticou o peso das negociações envolvendo emendas parlamentares e votações no Congresso.
Leia maisSegundo Caiado, o centro de poder foi deslocado do Palácio do Planalto, gerando uma “deformidade” no sistema político. O pré-candidato também defendeu uma reforma política e afirmou que o STF deveria responder a questionamentos envolvendo ministros da Corte. Caiado disse ainda que a pauta do impeachment de ministros deve ganhar força nas eleições de 2026 para o Senado.
Médico ortopedista formado pela Escola de Medicina e Cirurgia/RJ, Caiado é natural de Anápolis (GO) e vem de uma família tradicional de produtores rurais. Foi deputado federal por vários mandatos, senador da República e ex-governador de Goiás – eleito em 2018 e reeleito em 2022.
O podcast Direto de Brasília vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, incluindo também cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem o programa a Gazeta News, do Grupo Collor, em Alagoas; a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras na Paraíba; a Mais-TV, do mesmo grupo, sob o comando do jornalista Heron Cid; a Rede ANC, do Ceará, formada por mais de 50 emissoras naquele Estado; além da LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são o Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
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Uma comitiva formada por prefeitos, empresários e lideranças políticas do Agreste se reuniu, ontem, no Palácio do Campo das Princesas, para debater ações urgentes de fortalecimento do Polo de Confecções. O encontro, que contou com protagonismo do prefeito de Toritama, Sérgio Colin (PP), e do pré-candidato a deputado federal Edilson Tavares (PP), teve como pauta central o combate aos impactos da Medida Provisória 1357 e a garantia de investimentos estruturais para o setor têxtil do estado.
Durante a reunião, o prefeito Sérgio Colin fez uma defesa contundente das costureiras e do comércio local, criticando duramente a concorrência desleal promovida por incentivos fiscais externos. “Não sei o que seria do Agreste se não tivesse a senhora governando para o nosso povo. Precisamos focar na emenda do senador Fernando Dueire contra essa MP 1357, que eu nem chamo de ‘taxa das blusinhas’, e sim de ‘benefício chinês’. Isso prejudica nossas costureiras que celebram o seu dia hoje, baixa a produção nas feiras e gera desemprego em uma região que vive em pleno emprego e representa o país da melhor maneira possível”, discursou Colin.
Leia maisA governadora garantiu que o Estado está empenhado em proteger os pequenos e grandes produtores do Agreste, anunciando um volume de investimentos históricos em infraestrutura viária, inovação e incentivos fiscais. “O nosso Polo de Confecções não é só um dos motores da economia pernambucana; ele representa o suor, a coragem e o trabalho de milhares de famílias. Estamos trazendo investimentos que o setor nunca viu e nem recebeu em qualificação e inovação para garantir condições mais justas para que o empreendedor continue competitivo. Defendendo o Polo, defendemos milhares de empregos”, afirmou a governadora.
O pré-candidato a deputado federal Edilson Tavares, apontado como uma das principais vozes na articulação econômica da região, reforçou que a união política é o caminho para blindar o setor têxtil contra crises nacionais. “Essa grande mobilização que trouxemos ao Palácio mostra que o Agreste não vai assistir passivamente a nenhuma ameaça ao seu desenvolvimento. O que construímos aqui hoje, ao lado da governadora e de Sérgio Colin, é um pacto de sobrevivência e expansão da nossa economia, garantindo que as estradas continuem avançando para escoar nossa produção e que o mercado nacional continue valorizando o que é fabricado dentro de Pernambuco”, concluiu Edilson.
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As festividades alusivas aos 20 anos de fundação deste blog continuam. Após o sucesso do jantar de adesão realizado no Recife, com mais de 500 convidados, a próxima etapa está prevista para o próximo dia 13: o 1º Forró do Magno, em Arcoverde, a partir de meio-dia, com a Super Oara, Maciel Melo, Paulinho Leite e Assum Preto, ex-vocalista do grupo Brasas do Forró, que segue agora em carreira solo. Será no salão de eventos Persone, com capacidade para 600 pessoas.
Haverá outras surpresas musicais a serem confirmadas nos próximos dias. Diferente do Recife, o evento em Arcoverde é dançante, para entrar no clima e ritmo junino. Como está marcado para o dia da estreia do Brasil na Copa, haverá um telão no palco para acompanhar o jogo, previsto para as 19 horas.
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Trata-se do primeiro evento festivo do blog no interior do Estado, um gesto de minha parte em reconhecimento ao grande universo do público-leitor das diversas regiões do Estado. Arcoverde foi escolhida pela sua localização geográfica: está a apenas 250 km do Recife, próxima de mais 40 municípios do Sertão e Agreste e parada obrigatória a caminho de outras regiões, como os sertões Central, do Araripe, Itaparica e São Francisco.
Há um detalhe também muito especial: Arcoverde é a terra adotiva e de coração da minha Nayla, onde temos uma choupana e escolhemos o dia 13 em comemoração ao primeiro aniversário do nosso casamento.
O ingresso de acesso custa R$ 250, com direito a almoço. Há 75 mesas disponíveis com espaço para oito pessoas, no valor de R$ 2 mil, saindo ao mesmo preço unitário de R$ 250 para o grupo que deseje dividir o espaço. O mote da festa é animação, alto astral e relax.
O terceiro e último evento festivo está marcado para 11 de agosto em Brasília: um jantar de adesão com a colônia pernambucana no DF, arrastando também deputados, senadores, ministros e outras autoridades, sob a coordenação do embaixador da colônia de PE na capital federal, Aristeu Plácido Júnior.
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Após entregar 106 escrituras da 2ª etapa da Regularização Fundiária Urbana (REURB) do Núcleo Habitacional Deputado José Antônio Liberato, ontem, o prefeito de Caruaru, Rodrigo Pinheiro, acompanhou, ao lado da governadora Raquel Lyra, o anúncio de um pacote de investimentos do Governo de Pernambuco voltado à ampliação da infraestrutura urbana, do saneamento básico e da mobilidade da Capital do Agreste.
O pacote reúne obras de pavimentação, recapeamento asfáltico, sinalização e elaboração de novos projetos estruturadores para 126 ruas da cidade, além de investimentos em abastecimento de água e esgotamento sanitário. As ações contemplam intervenções em corredores de mobilidade urbana, ampliação da rede de saneamento e melhorias na Estação de Tratamento de Água do Salgado. Ainda, ao longo da solenidade, famílias de núcleos habitacionais no bairro Rendeiras também foram beneficiadas com a entrega de 534 títulos de regularização fundiária, garantindo mais segurança jurídica para os moradores. A agenda contou também com a inauguração do 17º Centro de Referência da Mulher do Estado, entregue na atual gestão.
Rodrigo Pinheiro destacou a parceria entre a Prefeitura de Caruaru e o Governo do Estado para garantir avanços estruturais no município. “Caruaru vive um momento importante de desenvolvimento e isso acontece graças às parcerias e ao olhar diferenciado da governadora Raquel Lyra para nossa cidade. São investimentos que chegam para melhorar a vida das pessoas, levando infraestrutura, dignidade e mais qualidade de vida para os bairros e para a zona rural”, afirmou o prefeito.
A poucas semanas do início do São João de Arcoverde 2026, o município já registra movimentação relacionada aos preparativos de um dos maiores e mais tradicionais festejos juninos do Nordeste. Ontem, moradores já puderam perceber a intensa movimentação no Pátio de Eventos, com a estrutura começando a ganhar forma e equipes trabalhando em ritmo acelerado para preparar os espaços que irão receber milhares de pessoas durante os 16 dias de programação.
Com o tema “Causos e Contos”, a edição deste ano reforça a valorização da cultura popular e das tradições nordestinas que transformaram o São João de Arcoverde em referência cultural em Pernambuco. A expectativa cresce não apenas em torno do palco principal, mas também dos polos culturais espalhados pela cidade, responsáveis por manter vivas as manifestações culturais do município.
Leia maisAlém disso, a Prefeitura divulgou a primeira programação oficial de um dos polos culturais do São João 2026. O tradicional Polo Raízes do Coco – Lula Calixto integrará a programação cultural do evento, reunindo artistas locais, nomes da música nordestina e grupos tradicionais de samba de coco entre os dias 19 e 24 de junho.
A expectativa é que, nos próximos dias, novas grades dos demais polos também sejam divulgadas, aumentando ainda mais a expectativa da população e dos turistas para o início da festa.
Outra novidade que movimentou as redes sociais foi a abertura do credenciamento de imprensa para os veículos de comunicação interessados em realizar a cobertura do evento. O cadastro já pode ser feito por meio do formulário oficial disponibilizado pela Prefeitura até o dia 31 de maio de 2026.
A cidade de Arcoverde se prepara para mais uma edição que deve gerar impacto nos setores de cultura, turismo e economia, reafirmando o município como um dos destinos juninos mais procurados de Pernambuco.
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O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro é alvo de nova operação da Polícia Federal (PF) sobre aportes bilionários do RioPrevidência no Banco Master. Nesta terça-feira (26/5), policiais cumpriram 10 mandados de busca e apreensão no Rio e no Distrito Federal em operação autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A PF apura aplicações de cerca de R$ 970 milhões feitas pelo fundo previdenciário dos servidores estaduais em letras financeiras emitidas pelo Banco Master, instituição que posteriormente entrou em colapso e foi liquidada pelo Banco Central. As informações são do portal Metrópoles.
Os investigadores querem esclarecer quem autorizou os investimentos, quais critérios técnicos foram usados e se recursos ligados a aposentadorias e pensões de servidores foram expostos a operações consideradas de alto risco.
Enfim, redução da jornada avança
O presidente Lula (PT) começou o seu dia, ontem, tratando da redução da jornada de trabalho 6×1 num encontro com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). O Governo tem pressa em aprovar a matéria por se tratar de mais um aceno ao trabalhador em ano eleitoral.
O impasse está na regulamentação do projeto e no ano da sua entrada em vigor. O Governo quer pra já, mas o empresariado exige um período para adaptação e nada de imediato, porque a medida onera as empresas e não há contrapartida do Governo para aliviar o impacto no caixa das empresas.
Segundo o presidente da Câmara, a redução de 44 horas para 40 horas semanais de trabalho prevista na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da escala 6×1 será aplicada em até um ano. Os dois dias de folga por semana passarão a valer 60 dias após a promulgação.
Leia maisNa prática, em 60 dias após a promulgação do texto, na Câmara e no Senado, haverá uma redução imediata de duas horas e, em até 12 meses, mais duas horas serão reduzidas da jornada. A PEC estabelece o fim da escala 6×1 e garante dois dias de folga semanais a todos os trabalhadores mediante redução da jornada máxima de 44 para 40 horas, com manutenção do salário atual.
As duas folgas semanais, que não precisarão ser consecutivas, serão aplicadas já este ano. A PEC será votada ainda nesta semana na comissão especial e, na sequência, seguirá para análise do plenário da Câmara, também com previsão de votação nesta semana.
SENADO SEM PREVISÃO – No Senado, ainda não há definição sobre o calendário de tramitação. Mas o governo tenta votar a proposta antes das eleições. Se os senadores mudarem o texto, a proposta volta para a Câmara. Motta tratou com Lula de medidas para mitigar impactos da mudança sobre o mercado de trabalho. Segundo ele, a ideia é facilitar contratações por microempreendedores individuais.

Boulos só atrapalha – O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), se queixou a integrantes do Palácio do Planalto e ao próprio presidente Lula da postura do ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência. A avaliação, compartilhada também por um grupo de líderes da Câmara, é que o ministro tensiona o debate e busca desgastar politicamente os parlamentares diante da opinião pública. Motta também se queixou de Boulos a integrantes do governo que acompanham as negociações em torno do fim da 6×1. Segundo relatos, ele reforçou essas críticas aos ministros José Guimarães (Secretaria de Relações Institucionais) e Luiz Marinho (Trabalho), além de parlamentares do PT.
Os deputados pernambucanos do contra – Cinco deputados da bancada pernambucana no Congresso assinaram a emenda do deputado Sérgio Turra (PP-RS), que prevê a possibilidade de trabalhadores brasileiros cumprirem até 52 horas semanais: Pastor Eurico (PSDB), Clarissa Tércio (PP), Coronel Meira (PL), Fernando Coelho Filho (União Brasil) e Augusto Coutinho (Republicanos). O texto também adia para 2036 o início das mudanças na carga horária e vem enfrentando pressão popular e retirada de apoios em outros estados.
Lula na radioterapia – O presidente Lula iniciou, ontem, um tratamento de radioterapia por causa de um câncer no couro cabeludo retirado há cerca de um mês. O tratamento não foi informado inicialmente pelo Palácio do Planalto e só foi divulgado após a primeira sessão do presidente no Hospital Sírio-Libanês, em Brasília. Em nota, o hospital afirmou que “após a retirada de lesão basocelular em 24/04/26, optou-se por tratamento complementar com radioterapia superficial preventiva no couro cabeludo, que teve início nesta segunda-feira”.

Nova desembargadora – O Pleno do Tribunal de Justiça de Pernambuco elegeu, ontem, por aclamação, a juíza Virgínia Gondim Dantas como nova desembargadora da Corte. Titular da 34ª Vara Cível da Capital, a magistrada ocupará a vaga deixada pelo desembargador Antenor Cardoso Soares Júnior, aposentado recentemente. A posse está marcada para hoje, às 11h, no Salão Nobre do Palácio da Justiça. A escolha ocorreu por meio do edital de promoção ao cargo de desembargadora pelo critério de merecimento feminino.
CURTAS
CENTRO – Do deputado Antônio Moraes (PP), em entrevista ontem na Rádio Folha: “A força de Lula no interior de Pernambuco é uma coisa impressionante. E o que João tentou fazer nesse mapa político foi jogar Raquel como uma candidata da direita radical. Então, o papel de Túlio (na chapa) é mostrar que ela é uma pessoa de centro, não é de esquerda, mas quer governar, e não quer fazer política por política”.
CASEIRA – Alexandre Oltramari, apresentado ontem como o novo marqueteiro da campanha de Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL ao Planalto, foi uma solução caseira para resolver o problema da saída de Marcello Lopes, o Marcellão, na semana passada. Ele já estava na equipe da pré-campanha.
+Dois novos quadros de jornalistas reforçam hoje com perguntas ao pré-candidato do PSD ao Planalto, Ronaldo Caiado, o meu podcast Direto de Brasília em parceria com a Folha de Pernambuco: Eliane Cantanhede, ex-GloboNews Brasília, e Fernando Rêgo Barros, diretor de jornalismo da TV Tribuna.
Perguntar não ofende: Por que nem Túlio Gadelha a governadora confirma como candidato ao Senado na sua chapa?
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Por Igor Maciel – JC
A decisão de Anderson Ferreira (PL) de sair da disputa pelo Senado e caminhar para uma candidatura à Câmara Federal, revelada pela jornalista Terezinha Nunes, do Blog Dellas, no JC, tem sentido claro de autopreservação política.
Anderson estava no jogo como o nome mais claramente identificado com o bolsonarismo na disputa majoritária em Pernambuco. Essa posição dava a ele uma marca eleitoral nítida, mas carregava um risco concreto em um estado de maioria lulista. O voto de direita bolsonarista e não bolsonarista alcança 30% em Pernambuco, mas os outros 70% se concentram na esquerda.
A depender do desenho da eleição, Anderson poderia receber uma votação expressiva, mobilizar o eleitorado de direita e, ainda assim, terminar fora das duas vagas ao Senado. Para um político que já está sem mandato desde 2022, esse tipo de derrota teria custo alto demais. Ficar sem mandato é caro para o capital político.
Leia maisAnderson se desincompatibilizou em abril de 2022 da Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes para disputar o Governo de Pernambuco. Deixou no cargo o vice e aliado Mano Medeiros. A política, porém, não preserva espaço vazio por gratidão. Com o tempo, Mano formou seu próprio grupo na cidade, disputou a reeleição, venceu e consolidou uma base própria em Jaboatão.
Anderson, derrotado na eleição estadual de 2022, ficou sem mandato e viu seu principal território político deixar de ser apenas extensão de sua liderança pessoal. Um político precisa ter onde colocar seu grupo para continuar trabalhando por seu nome. Mantê-los sem estrutura de um mandato vai ficando custoso e cada novo ciclo eleitoral passa a ser um fardo mais pesado.
Esse é o ponto central da decisão. Uma candidatura ao Senado poderia recolocar Anderson em evidência e ampliar sua fragilidade com uma derrota. Perder uma eleição proporcional é diferente de perder uma disputa majoritária depois de anos fora do poder. Na eleição para deputado federal, ele volta a disputar um mandato com base conhecida, marca partidária forte e estrutura familiar no PL.
Na eleição para o Senado, enfrentaria uma disputa mais larga, mais cara, mais plebiscitária e com menor margem para erro. Se perdesse, passaria mais quatro anos sem mandato. Para qualquer político profissional, esse é um horizonte perigoso. Para alguém que já perdeu espaço em sua principal base municipal, o perigo é ainda maior.
Anderson era visto como o candidato bolsonarista mais natural ao Senado em Pernambuco depois que Gilson Machado foi para o Podemos e anunciou candidatura à Câmara Federal.
O eleitorado de direita existe, é competitivo e pode ser decisivo em uma das vagas. Ainda assim, não tem maioria automática no estado. Anderson poderia concentrar o voto mais à direita e ficar preso a um teto eleitoral insuficiente para conquistar a vaga. A decisão de não enfrentar a disputa indica a percepção de que uma grande votação não necessariamente bastaria.
As consequências mais relevantes da desistência aparecem no palanque de Raquel Lyra (PSD). Sem Anderson na disputa, o campo governista passa a ter espaço para organizar uma vaga mais competitiva ao Senado no centro ou na centro-direita. O tabuleiro geral começa a se desenhar com três nomes de perfil lulista ou próximos ao campo de Lula: Túlio Gadêlha (PSD), Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT). A quarta posição de maior potencial fica aberta para um nome com capacidade de concentrar votos do eleitorado à direita ou distante do lulismo.
É nesse ponto que crescem as pressões entre Dudu da Fonte (PP) e Miguel Coelho (União). Com Anderson fora da disputa, a votação conservadora, liberal ou simplesmente anti-lulista tende a procurar uma candidatura viável e encontrará o ocupante dessa vaga.
Dudu e Miguel passam a disputar um espaço mais valioso do que antes. O prêmio político aumentou.O custo da divisão também. Quanto mais os dois avançarem sobre o mesmo eleitorado, maior será a tensão dentro da própria base da governadora.
Carlos Sant’Anna (Novo), com candidatura avulsa e sem vinculação oficial à chapa de um candidato ao governo, também passa a ter papel na reorganização desse voto. Ele pode captar parte do segundo voto de eleitores mais à direita que não se sintam representados integralmente pelos nomes acomodados nas chapas majoritárias. Uma candidatura fora do centro institucional da disputa também interfere no cálculo.
A saída de Anderson Ferreira, portanto, não esvazia a direita. Ela muda o endereço provável desse eleitorado. A decisão também mostra que, para ele, a volta à Câmara Federal oferece uma rota menos arriscada para recompor força política, recuperar mandato e reorganizar influência dentro do PL. O Senado oferecia uma vitrine maior e carregava o risco de produzir uma derrota mais danosa.
A Câmara entrega um caminho mais seguro para quem precisa voltar ao jogo antes de tentar voos mais altos.
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Trabalhadores terceirizados ligados à montagem do São João, São Pedro e da Festa da Emancipação Política de Sirinhaém afirmam que ainda não receberam pelos serviços prestados nos eventos realizados no município no ano passado. Em vídeos divulgados nas redes sociais, profissionais vinculados à Balla Produções cobram esclarecimentos da Prefeitura de Sirinhaém e relatam que a empresa responsável pelas contratações teria informado que também não recebeu os valores da gestão municipal. “O São João que a gente fez ano passado, a gente não recebeu ainda”, afirmou um dos trabalhadores nas publicações.
As cobranças ocorrem em meio a questionamentos sobre processos licitatórios no município. Um documento publicado no Portal da Transparência de Sirinhaém mostra que os três primeiros colocados em uma concorrência eletrônica para obras de pavimentação apresentaram diferença mínima de valores, incluindo uma variação de apenas um centavo entre propostas. Nos vídeos, os trabalhadores também pedem atenção do Ministério Público e questionam a realização de novos eventos sem a quitação dos serviços anteriores. “Quem trabalhou merece receber”, diz uma das publicações compartilhadas nas redes sociais. Até o momento desta publicação, a gestão do município não havia se manifestado sobre as cobranças. O espaço segue aberto.
O deputado Mauricio Marcon (PL-RS) pediu vista nesta segunda-feira (25) e adiou a votação da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) do fim da escala de trabalho 6×1 na comissão especial. Com o tempo para a análise, a votação do projeto será retomada na próxima sessão.
De acordo com o relator Leo Prates (Republicanos-BA) e com o presidente da comissão, Alencar Santana (PT-SP), a tendência é que a votação seja retomada quarta-feira (27) e quinta-feira chegue ao plenário da Casa. As informações são da CNN.
Leia maisNatural em processos de tramitação no Congresso Nacional, o pedido de vista consiste no adiamento da discussão ou votação do projeto para a sessão seguinte. O intervalo de tempo deve servir para a base governista convencer os parlamentares que faltam para consolidar a aprovação da PEC na comissão e no plenário da Casa.
O desejo do presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), é que o texto final de Prates seja votado em plenário ainda nesta semana. Com o aval da Câmara, o texto segue para o Senado Federal.
Para voltar à discussão na comissão especial, é preciso esperar suas sessões no plenário da Câmara. Motta sinalizou que deve marcar uma sessão para esta terça e uma outra para a manhã de quarta.
Com isso, o texto poderia ser votado na noite da própria quarta no plenário ou na quinta pela manhã.
Para voltar à discussão na comissão especial, é preciso esperar suas sessões no plenário da Câmara. Motta sinalizou que deve marcar uma sessão para esta terça e uma outra para a manhã de quarta.
Com isso, o texto poderia ser votado na noite da própria quarta no plenário ou na quinta pela manhã.
Em reunião nesta manhã com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi acordada uma redução de duas horas na carga horária semanal após 60 dias da promulgação da nova regra. Depois, após 12 meses, deverá ser implementada a jornada máxima de 40 horas.
A Constituição prevê atualmente uma jornada semanal máxima de 44 horas. O relator sustenta, no entanto, que após os 60 dias da promulgação, ao garantir as duas folgas, o trabalhador já terá direito a uma escala 5×2.
“A jornada é o total que você pode trabalhar em uma semana. Escala é como você arruma esse tempo. A [redução da] escala será feita em 60 dias [após a promulgação], que foi o mote que mobilizou o Brasil”, afirmou Prates a jornalistas.
Com isso, no período em que a escala esteja em 42 horas, os trabalhadores terão uma jornada diária de 8 horas e 24 minutos.
O texto também fala da intenção de incluir no parecer uma sugestão, que já tinha sido levantada na semana passada, para trazer mais funcionários para a CLT. Para isso, uma das ferramentas seria flexibilizar a alocação da jornada de trabalho para quem ganha mais de R$ 23 mil e esteja registrado.
A ideia seria ter um teto de 160 horas mensais que poderiam ser alocadas de acordo com a negociação entre o empregador e o funcionário. Segundo Prates, os trabalhadores que recebem acima desse valor e são contratados como PJ (pessoa jurídica) já não são submetidos a escalas de trabalho definidas.
Para o relator, isso tornaria mais atraente a conversão de trabalhadores em regime PJ para o CLT por justamente permitir às empresas que tenham uma flexibilidade parecida entre os trabalhadores que são registrado e os que são informais.
Segundo Prates, o cronograma ideal estima cerca de 30 dias para o Senado analisar o texto após a aprovação na Câmara.
O pedido de vista, no entanto, foi visto como “esperado” pelo relator. Prates disse que isso já era calculado.
“É um direito legítimo o período de vista. Eu respeito. Fizemos o máximo, tem sugestões que vieram de críticas que vieram da oposição. Estou tranquilo. Meu norte seria um texto médio, a gente tentou. Estamos há mais de uma ano nesse trabalho. O parlamento representa visões diferentes, então é natural não só o pedido de vista como a posição contrária”, disse.
Na reunião com Lula, Hugo Motta afirmou ter tratado sobre o caso dos MEIs (microempreendedores individuais). Para mitigar impactos no mercado de trabalho, medidas específicas serão tratados via projeto de lei, como a atualização do limite de faturamento para se enquadrar na categoria e a possibilidade de contratação de mais de uma pessoa.
Regras para servidores públicos também deverão ser tratadas por meio de projeto de lei. Em acordo com o governo, os casos mais específicos serão tratados por meio do projeto enviado pelo Executivo. Essa matéria deverá trazer as nuances infraconstitucionais e as previsões direcionadas a setores com jornadas diferenciadas.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou para a próxima semana uma reunião ministerial para acertar as ações dos novos titulares das pastas. O encontro está marcado para quarta-feira, véspera do feriado de Corpus Christi.
Essa será a segunda reunião ministerial do ano. A primeira aconteceu em 31 de março e serviu para marcar as trocas nos comandos das pastas com as saídas de ministros que vão disputar a eleição deste ano. Houve mudanças no comando de 18 ministérios. As informações são do jornal O GLOBO.
Agora, Lula convocou o novo encontro para alinhar ações de olho nas eleições de outubro. Pela lei, o presidente só pode, por exemplo, participar de inaugurações de obras até 4 de julho
Leia maisCom as mudanças do começo de abril, o governo passou a ser composto em grande parte por nomes de menor expressão política e rostos menos conhecidos. Os antigos secretários executivos foram promovidos a titular na maioria dos ministérios em que houve trocas. Esse tipo de substituição aconteceu, por exemplo, na Fazenda e na Casa Civil, com as promoções de Dario Durigan e Mirian Belchior para os lugares de Fernando Haddad e Rui Costa, respectivamente.
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O Supremo Tribunal Federal (STF), a Advocacia-Geral da União (AGU) e o Ministério da Justiça passaram a discutir uma resposta institucional do Brasil à decisão da Justiça dos Estados Unidos que autorizou a notificação do ministro Alexandre de Moraes em uma ação movida em território norte-americano. A informação foi revelada pelo G1 e confirmada por O GLOBO.
O advogado americano Martin De Luca, que representa a plataforma de vídeos Rumble e a Trump Media & Technology Group, afirmou nesta segunda-feira que Moraes foi formalmente comunicado sobre o processo por e-mail. As informações são do jornal O GLOBO.
As empresas acionaram a Justiça americana na tentativa de barrar ordens de bloqueio e restrição determinadas pelo magistrado brasileiro. As companhias alegam que as decisões configuram censura e violam garantias previstas na Constituição dos EUA.
Leia maisAs conversas entre STF, AGU e Ministério da Justiça avaliam quais instrumentos jurídicos e diplomáticos podem ser acionados diante do caso. O assunto é tratado de forma reservada. Na AGU, o Departamento de Assuntos Internacionais foi escalado para dialogar com o STF. O ministro Jorge Messias não tratou do tema pois retornou de férias nesta segunda-feira. De acordo com integrantes do governo envolvidos nas discussões, as conversas estão em fase preliminar.
Pela legislação brasileira, magistrados só podem ser responsabilizados em situações excepcionais, como fraude, dolo ou omissão deliberada no exercício da função. A Constituição, por outro lado, estabelece a responsabilidade objetiva do Estado por danos causados por agentes públicos.
Em março, a Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em julgamento sob sigilo, rejeitou o cumprimento de uma carta rogatória enviada pela Justiça americana para intimar Moraes.
Dessa forma, a notificação por e-mail autorizada por uma corte da Flórida e enviada nesta segunda-feira foi interpretada por integrantes do Judiciário brasileiro como uma medida fora do rito tradicional, que normalmente ocorre por vias diplomáticas.
A Justiça americana acolheu o argumento das plataformas de que os mecanismos formais de cooperação estariam travados no Brasil. Na prática, o envio da notificação eletrônica busca permitir o avanço da ação nos Estados Unidos.
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