Um vídeo enviado ao blog mostra as condições de abandono de um trecho da PE-499, no Sertão de Pernambuco. Nas imagens, é possível ver diversos buracos e pontos de desgaste no asfalto ao longo da pista.
Conhecida como Estrada da Cebola, a PE-499 teve um trecho de 31,96 quilômetros, entre Terra Nova e Cabrobó, pavimentado pelo Governo Raquel Lyra e entregue em maio de 2024. A obra recebeu investimento de R$ 41,1 milhões e incluiu serviços de terraplenagem, pavimentação, drenagem e sinalização.
Pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (8) mostra como está a disputa pelo Senado em Pernambuco. O levantamento foi encomendado pela Globo.
Em 2026, serão eleitos dois senadores em cada estado e no Distrito Federal, para renovar 54 das 81 cadeiras. Por isso, cada eleitor precisa votar em dois candidatos diferentes. Não é possível escolher o mesmo nome duas vezes. As informações são do g1.
Leia maisNa pesquisa espontânea da Quaest, em que os nomes não são mostrados aos eleitores entrevistados, 78% estão indecisos (eram 80%), porque não souberam citar um candidato.
Já na pesquisa estimulada, a lista de candidatos é mostrada, e cada entrevistado precisa responder duas vezes em quem pretende votar: para a primeira vaga e, depois, para a segunda vaga.
Os resultados da pesquisa para o Senado consideram as menções para a primeira e a segunda vagas em um total que soma 100% das intenções de voto e mantém a proporção entre candidatos, brancos/nulos e indecisos. Veja os números abaixo:
Combinação – votos totais
Contratada pela Globo, a Quaest entrevistou 1.302 pessoas de 16 anos ou mais em todo o país, entre os dias 4 e 7 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PE-00285/2026.
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O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, é o convidado de hoje do meu podcast em parceria com a Folha de Pernambuco, o ‘Direto de Brasília’. Na pauta, os 40 anos da histórica eleição de 1986, na qual perdeu a disputa para o Governo de Pernambuco para Miguel Arraes. O ministro, com apenas 38 anos na época, tinha sido vice-prefeito de Rio Formoso e depois fora eleito prefeito, mas optou por presidir a Celpe e na gestão de Roberto Magalhães foi secretário de Transporte entre 1982 e 1985.
Franco favorito, Arraes, então com 70 anos de idade, era tido como o novo, foi o candidato dos jovens e da esquerda na época, enquanto Múcio era tido como o candidato dos velhos. Essa inversão de valores mostrava o quanto Miguel Arraes era uma figura icônica e porquê ele cravou seu nome na história de Pernambuco.
A campanha, de alto nível, vale salientar, não teve muitas surpresas para o governo, uma vez que Arraes confirmou seu favoritismo, enquanto Múcio entrou para a história como o derrotado mais vitorioso da história de Pernambuco. A partir dali, ele viria a ser cinco vezes deputado federal, ministro das Relações Institucionais de Lula, presidente do Tribunal de Contas da União e agora ministro da Defesa.
Engenheiro civil formado pela Escola Politécnica da Universidade de Pernambuco, José Múcio cumpriu mandatos eletivos como prefeito de Rio Formoso (1982 a 1983) e deputado federal (1991 a 2011). Entre as principais atividades parlamentares, foi presidente nacional do PFL (1992 a 1993); líder do PTB na Câmara dos Deputados; e líder do Governo, de 7 de março de 2007 a 30 de novembro de 2007.
Na carreira pública, ele foi presidente da Companhia Energética de Pernambuco (Celpe), secretário dos Transportes, Comunicações e Energia do Estado de Pernambuco, secretário municipal de Planejamento, Urbanismo e Meio Ambiente de Recife, ministro de Estado Chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, ministro do Tribunal de Contas da União e presidente do TCU.
O ‘Direto de Brasília’ vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, incluindo também cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste.
Retransmitem o programa a Gazeta News, do Grupo Collor, em Alagoas, a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras, na Paraíba, e a Mais-TV, do mesmo grupo, sob o comando do jornalista Heron Cid. Ainda a Rede ANC, do Ceará, formada por mais de 50 emissoras naquele Estado, além da LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são o Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
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Pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (8) mostra como está o cenário da eleição estadual, a menos de um mês do 1º turno — que acontecerá em 4 de outubro.
Veja os números da pesquisa estimulada, em que a Quaest mostra aos eleitores entrevistados os nomes dos candidatos. Entre parênteses, o resultado da pesquisa anterior, do dia 25 de agosto.
Leia maisPara 76% dos eleitores (eram 72%), a escolha do candidato é definitiva. Outros 23% (eram 27%) dizem que ainda podem mudar o voto até o dia da eleição, em 4 de outubro.
Contratada pela Globo, a Quaest entrevistou 1.302 pessoas de 16 anos ou mais em todo o país, entre os dias 4 e 7 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PE-00285/2026.
Na pesquisa espontânea, em que a Quaest não mostra aos eleitores os nomes dos candidatos, a disputa está assim:
A Quaest consultou os eleitores sobre cada um dos candidatos em disputa: se eles conhecem e votariam, se não conhecem ou se conhecem e não votariam. Os candidatos mais rejeitados (maiores índices de “conhece e não votaria”) são, respectivamente, de João Campos e Raquel Lyra.
João Campos
Raquel Lyra
Ivan Moraes
Renan Hallais
Guilherme Fonseca
Professor Jeremias do Banco
Professora Camila
Victor Assis
Blog da Malu Gaspar – O GLOBO
Em seu acordo de colaboração premiada, o operador do mercado financeiro Antonio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro”, confirmou à Procuradoria-Geral da República (PGR) ter realizado ao longo do ano passado sete transferências bancárias para o fundo Havengate que totalizam US$ 12,3 milhões (cerca de R$ 69 milhões no câmbio da época) a pedido do banqueiro Daniel Vorcaro.
O fundo, sediado nos Estados Unidos, é administrado pelo advogado de imigração Paulo Calixto, próximo do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), e foi usado para o financiamento do polêmico longa-metragem “Dark Horse”. O filme sobre a trajetória política de Jair Bolsonaro, que aborda a campanha política de 2018, com destaque para a facada no ex-presidente, só vai estrear nos cinemas depois das eleições deste ano, conforme antecipou o blog.
Leia maisNa tarde desta terça-feira (8), a defesa de Mineiro teve uma audiência de aproximadamente 20 minutos com um juiz auxiliar do gabinete do relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, para confirmar aspectos do seu acordo de colaboração, como a voluntariedade, a regularidade e a legalidade da negociação. É uma etapa prevista na lei e que antecede a decisão do ministro de homologar o acordo.
As transferências bancárias ao Havengate, em tese, seriam destinadas à produção de “Dark Horse”, mas uma das linhas de investigação da PF e da PGR é verificar se os repasses também não serviram para financiar o autoexílio de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
O filho 03 de Bolsonaro se mudou para o Texas em fevereiro de 2025. sob a alegação de estar sofrendo perseguição política no Brasil. As parcelas ao Havengate foram efetuadas entre fevereiro e setembro de 2025 – o sétimo pagamento, de US$ 1,66 milhão (cerca de R$ 9 milhões à época), foi revelado pela revista Piauí.
Além das transferências bancárias para o Havengate, Mineiro relatou aos investigadores ter efetuado uma série de entregas em dinheiro vivo, inclusive em malas, para terceiros indicados por Vorcaro. Mas o delator alegou que não sabia para que finalidade seriam os repasses.
“Dark Horse” abriu uma crise na campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República após o site Intercept Brasil publicar mensagens do senador cobrando dinheiro do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, supostamente para o financiamento da produção.
Após o episódio vir à tona e afetar o seu desempenho nas pesquisas eleitorais, Flávio havia prometido apresentar em detalhes as contas do filme, mas depois mudou o discurso, tentou se desvencilhar do caso e vem alegando que o assunto é “página virada”.
De acordo com uma perícia privada contratada pela Go Up Entertainment, produtora de “Dark Horse”, das cinco fases de realização do projeto, apenas uma (as filmagens) ocorreu no Brasil. As demais foram feitas nos Estados Unidos. A Go Up nunca lançou nenhum filme nos cinemas brasileiros.
A perícia também apontou que 72% dos gastos com o filme ocorreram nos Estados Unidos e apenas 28% no Brasil. Ao todo, “Dark Horse” teria custado US$ 13,39 milhões, o equivalente a R$ 75,18 milhões na cotação de câmbio utilizada pelo perito Anísio Costa Castelo Branco.
Os gastos nos EUA incluem não apenas a pré-produção (US$ 2,66 milhões) e a pós-produção do filme (US$ 1,96 milhão), mas também a produção (US$ 1,97 milhão), além de despesas com o desenvolvimento do projeto (US$ 383,2 mil) e a fase chamada de “soft production” (US$ 2,69 milhões), focada em questões logísticas e administrativas, anterior à pré-produção.
Segundo cinco produtores do mercado audiovisual brasileiro ouvidos reservadamente pelo blog, os gastos com as etapas iniciais do filme foram estratosféricos. Eles chamam atenção para o fato de que, segundo a perícia, os gastos na “soft produção” (uma fase embrionária de definição de questões conceituais do filme) de US$ 2,68 milhões representam 20% do orçamento total de US$ 13,39 milhões.
Em média, um filme reserva entre 3% a 5% do seu orçamento para essa etapa.
Na “soft pré”, como é chamada no mercado, são realizadas reuniões preparatórias apenas com o núcleo duro da produção, nas quais começam a ser definidas as principais diretrizes criativas e técnicas do filme, como a escolha de atores e locações, definição sobre fotografia (como os tipos de câmeras que vão ser usadas para as filmagens), além de conceitos de figurinos, por exemplo.
Já a pré-produção de “Dark Horse” custou US$ 2,66 milhões, ligeiramente menos que a soft, de acordo com o documento elaborado pelo perito Castelo Branco. Isso também provocou estranhamento, já que essa segunda etapa envolve a mobilização das diversas equipes de cada área, com a elaboração de figurinos, viagens de preparação técnica para as filmagens e ensaios com o elenco escolhido.
No mês passado, a PF cobrou da Go Up esclarecimentos sobre “aspectos financeiros, contratuais e operacionais” do filme. A resposta foi encaminhada na última sexta-feira (4).
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A candidata ao Senado Marília Arraes (PDT) defendeu, nesta terça-feira (8), investimentos em infraestrutura, logística e qualificação profissional durante sabatina promovida pela Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe). Entre as propostas apresentadas, estão a conclusão do ramal Salgueiro-Suape da Transnordestina, investimentos nos aeroportos do interior e a ampliação das fontes de energia renovável e da infraestrutura de gás natural no estado.
Marília também defendeu a interiorização do desenvolvimento a partir das atividades econômicas de cada região, citando o polo gesseiro do Araripe, a fruticultura do Vale do São Francisco, o polo de confecções do Agreste e o complexo industrial e portuário da Região Metropolitana. Ao tratar da reforma tributária, afirmou ser favorável ao fortalecimento da Sudene, à manutenção de incentivos ao desenvolvimento regional, à revisão do Pacto Federativo e a condições tributárias voltadas aos pequenos e médios empreendedores. “Pernambuco precisa ter infraestrutura, crédito, energia, formação profissional e condições tributárias para atrair investimentos, produzir e competir”, afirmou.
Questionada sobre o fim da escala 6×1, a candidata manteve posição favorável à mudança e argumentou que a redução da jornada pode melhorar as condições de saúde e a qualidade de vida dos trabalhadores. Marília afirmou ainda que pretende manter diálogo com o setor produtivo caso seja eleita. “Tenho lado, tenho posições políticas muito claras, mas sei dialogar e construir com quem pensa diferente. No Senado, meu lado será Pernambuco”, declarou.
Em uma demonstração de força e articulação política na Mata Norte, a candidata a deputada federal Cássia do Moinho (MDB) e o ex-prefeito de Carpina e candidato a deputado estadual, Botafogo (Republicanos), comandaram, ao lado do candidato a governador de Pernambuco, João Campos (PSB), um dos maiores atos públicos da campanha em Carpina.
A inauguração do Espaço 40, comitê central da Frente Popular no município, reuniu uma multidão e transformou as ruas da cidade em um verdadeiro mar amarelo, chancelando o peso da aliança no palanque do candidato ao Governo de Pernambuco.
“Estar ao lado de Botafogo nessa caminhada ao lado de João Campos reforça o nosso compromisso com Carpina. Nós dois conhecemos de perto as dores da nossa cidade e sabemos que João é o nome certo e preparado para transformar Pernambuco. É uma parceria de trabalho, pé no chão e muita vontade de fazer mais pelo nosso estado”, afirmou Cássia do Moinho. “Com João liderando Pernambuco e o nosso grupo unido aqui na base, tenho certeza de que a Mata Norte vai avançar como nunca e ter os investimentos que sempre mereceu”, completou Botafogo.
O presidente da Câmara de Vereadores de Arcoverde e candidato a deputado federal, Luciano Pacheco (MDB), participou, ontem, de uma homenagem ao maestro Egerton Verçosa Amaral, conhecido como Beto da Oara, que completou 94 anos. O encontro aconteceu na Travessa Padre Roma, no Centro de Arcoverde, em frente à residência do homenageado.
Referência da história musical e cultural do município, Beto da Oara recebeu a homenagem da Filarmônica Joaquim Belarmino Duarte. Um dos momentos mais simbólicos da celebração ocorreu quando o maestro assumiu, por alguns instantes, a regência dos músicos, reafirmando sua profunda ligação com a música e emocionando os presentes.
Leia maisPara Luciano Pacheco, a trajetória de Beto ultrapassa as fronteiras de Arcoverde e ocupa um lugar de destaque na cultura pernambucana. “Beto da Oara é um patrimônio vivo não apenas da cultura arcoverdense, mas também da música de Pernambuco. Há mais de 60 anos, ele fez história ao criar a Orquestra de Ritmos Arcoverdenses Super Oara e levou o nome de Arcoverde para o mundo. É uma vida inteira dedicada à música e nós sempre estaremos aqui aplaudindo de pé esse grande artista e amigo”, destacou Luciano Pacheco.
A homenagem também integrou as comemorações da Filarmônica Joaquim Belarmino Duarte, que completa 98 anos no próximo dia 11 de setembro. Após o encontro, os músicos seguiram para a Praça da Bandeira, onde participaram da Alvorada Festiva em celebração ao Dia da Independência.
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A situação da PE-422, que liga a BR-316 ao município de Itacuruba, no Sertão de Itaparica, tem gerado revolta entre moradores. No trecho de cerca de 4 quilômetros, entre Belém e a região do Porto da Barra, a obra está paralisada e a aplicação de pó de brita, sem a devida umidificação, tem provocado muita poeira e transtornos para quem precisa trafegar pela estrada. Em julho deste ano, a governadora Raquel Lyra (PSD) prometeu a requalificação da rodovia, mas, até o momento, nada foi feito. O vídeo mostra a precariedade do trecho e a indignação da população.
Onze diretores da Polícia Federal manifestaram, por meio de uma nota, seu “total apoio” ao diretor-geral afastado Andrei Rodrigues e colocaram seus cargos à disposição para o delegado William Marcel Murad, diretor-geral substituto. O comunicado foi divulgado nesta terça-feira (8), algumas horas depois da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça que determinou o afastamento preventivo de Rodrigues e de Leandro Almada, da Diretoria de Inteligência do órgão.
“Para que fique absolutamente claro, repudiamos toda e qualquer tentativa de imputar a eles ou à Polícia Federal uma atuação não republicana. Tais acusações, desprovidas de fundamento, afrontam a história, a credibilidade e o compromisso institucional que sempre pautaram suas condutas. Neste ato, colocamos nossos cargos à disposição do Diretor-Geral substituto”. As informações são do portal G1.
Leia maisAssinam a nota:
Ao todo, a corporação tem 15 diretorias. Entre os integrantes da cúpula, não assinam o documento o próprio Andrei e o diretor de Inteligência, Leandro Almada da Costa, ambos afastados, além da corregedora-geral, Aletea Vega Marona Kunde. Também não consta entre os signatários o diretor-executivo, William Marcel Murad, número 2 da corporação, que assumiu o comando no lugar de Andrei após seu afastamento.
Leia a íntegra do comunicado:
Os Diretores da Polícia Federal vêm a público expressar seu total apoio ao Diretor-Geral, Delegado de Polícia Federal Dr. Andrei Rodrigues, e ao seu Diretor de Inteligência, Delegado de Polícia Federal Dr. Leandro Almada, diante dos injustificados ataques sofridos pela Polícia Federal na data de hoje.
Da mesma forma como a Instituição Polícia Federal tem, em sua história e feitos, a razão de sólida admiração dos brasileiros, o Dr. Andrei também conta com um percurso profissional dedicado à defesa da PF, com atuação técnica, isenta e responsável.
Narrativas marcadamente influenciadas por interesses político-eleitorais não têm o poder de apagar a história, a reputação e a trajetória profissional de quem quer que seja.
Assim, cumprindo nosso dever de defender a Instituição de ataques e tentativas de usurpação de funções, e assegurando o interesse público na manutenção de uma Polícia Federal capaz de promover justiça e assegurar o Estado Democrático de Direito, tornamos público nosso apoio aos diretores.
Para que fique absolutamente claro, repudiamos toda e qualquer tentativa de imputar a eles ou à Polícia Federal uma atuação não republicana. Tais acusações, desprovidas de fundamento, afrontam a história, a credibilidade e o compromisso institucional que sempre pautaram suas condutas. Neste ato, colocamos nossos cargos à disposição do Diretor-Geral substituto.
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Por Luiz Queiroz – Capital Digital
A Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) deu o passo final para transformar em ferramenta institucional do Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin) um aplicativo desenvolvido pelo próprio Estado para comunicações seguras. O “msg gov”, concebido como alternativa ao uso de mensageiros comerciais como o WhatsApp nas comunicações governamentais sensíveis, passa a ter regras específicas de segurança, acesso e utilização pelos órgãos que integram o sistema de inteligência brasileiro.
A decisão amplia a institucionalização de um projeto que vinha sendo desenvolvido pela ABIN em parceria com a Universidade Federal do Ceará (UFC) e o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro).
Leia maisA mudança foi estabelecida pela Portaria GAB/DG/ABIN/CC/PR nº 4.628/2026, assinada pelo diretor-geral da ABIN, Luiz Fernando Corrêa. O regulamento determina que os órgãos e entidades integrantes do Sisbin incorporem as regras de utilização do msg gov aos seus próprios normativos e procedimentos internos.
A intenção de criar uma alternativa aos aplicativos comerciais aparece desde a origem do projeto. Ao relatar publicamente como surgiu a iniciativa, o professor José Macêdo, coordenador do Insight Data Science Lab da UFC, resumiu a demanda apresentada pela ABIN: “vamos construir um aplicativo para substituir o WhatsApp dentro do governo”.
A própria UFC apresentou posteriormente o msg gov como uma alternativa às plataformas comerciais estrangeiras para comunicações oficiais. O projeto ganhou importância num momento em que o governo passou a colocar soberania e autonomia tecnológica entre os objetivos de sua política digital.
Criptografia
O diferencial do msg gov está principalmente na tecnologia usada para proteger as comunicações. Segundo informações divulgadas pela ABIN, o aplicativo utiliza duas camadas de criptografia, combinando criptografia comercial com tecnologia criptográfica desenvolvida pelo próprio Estado brasileiro. A criptografia estatal é produzida pelo Centro de Pesquisa e Desenvolvimento para Segurança das Comunicações (CEPESC), unidade da ABIN responsável pelo desenvolvimento de tecnologias destinadas à proteção de informações sensíveis do governo.
O regulamento publicado pela Agência define o msg gov como um “recurso criptográfico baseado em algoritmo de Estado”. Pela legislação brasileira, algoritmo de Estado é uma função matemática de cifração e decifração desenvolvida pelo poder público para utilização exclusiva em interesse do serviço de órgãos e entidades federais. Essa característica faz com que o aplicativo receba tratamento diferente de um mensageiro convencional.
A própria Portaria determina que o msg gov seja considerado material de acesso restrito e fique submetido a procedimentos especiais de controle para acesso, manutenção, armazenamento, transferência, trânsito e descarte. Os termos oficiais de utilização do serviço também estabelecem que seu código-fonte é de acesso restrito e não possui licença de código aberto.
Na prática, o governo procura controlar diferentes partes da cadeia: o software, a tecnologia criptográfica e a infraestrutura utilizada para sua operação.
A regulamentação mostra também a preocupação da inteligência brasileira com o equipamento no qual o mensageiro será instalado. A orientação é para que o msg gov seja utilizado em dispositivo móvel corporativo de uso exclusivamente funcional sempre que esse equipamento for fornecido pelo órgão público.
O uso em celulares particulares não foi proibido, mas passou a depender de avaliação de risco e de autorização da alta administração de cada integrante do Sisbin. A norma reconhece expressamente que instalar o aplicativo em aparelho particular ou de uso misto representa “risco adicional à segurança da informação estatal”.
Nesse caso, o órgão terá de verificar se o smartphone atende aos padrões corporativos de software e aos controles previstos em sua política de segurança. A preocupação se estende às viagens internacionais. Para utilizar o msg gov no exterior a serviço, a ABIN recomenda autorização da alta administração, comunicação ao gestor de segurança da informação e medidas que garantam o controle físico do aparelho.
Sisbin
A transformação do aplicativo em instrumento do Sisbin aumenta significativamente o alcance potencial da plataforma. O Sistema Brasileiro de Inteligência não é formado apenas pela ABIN. Ele reúne órgãos federais responsáveis por diferentes áreas estratégicas do Estado e vem ampliando sua articulação com estruturas estaduais e outras instituições.
Essa expansão ajuda a explicar por que a Portaria não se limita a regulamentar o uso interno pela Agência. Ela determina que cada órgão ou entidade integrante do Sisbin adote providências para incorporar as regras do msg gov aos seus próprios procedimentos.
O Decreto nº 11.693/2023 já havia atribuído à ABIN, como órgão central do Sistema, a responsabilidade de disponibilizar ferramentas de comunicação segura e plataformas digitais destinadas ao compartilhamento de dados, informações e conhecimentos entre seus integrantes. A nova Portaria transforma essa atribuição genérica em regras concretas para utilização do msg gov.
A ABIN também vem incorporando novas instituições e estruturas locais ao ambiente do Sisbin. Em 2026 foram formalizados movimentos de integração envolvendo diferentes governos estaduais, enquanto instituições como o Banco do Brasil passaram a participar de estruturas temáticas do Sistema. O potencial de utilização do mensageiro, portanto, ultrapassa os servidores da própria Agência.
Serpro
Embora seja uma ferramenta vinculada à ABIN, a construção tecnológica envolve outras instituições públicas. A UFC participa da pesquisa e do desenvolvimento do aplicativo, enquanto o Serpro aparece nos documentos oficiais como responsável pela sustentação tecnológica do serviço e como operador de dados pessoais tratados pela plataforma.
A arquitetura cria uma combinação pouco comum na infraestrutura digital federal: a inteligência brasileira desenvolve a tecnologia criptográfica, uma universidade pública participa da pesquisa e desenvolvimento e a estatal federal de tecnologia sustenta a infraestrutura necessária à operação.
Em maio de 2026, essa estrutura ganhou ainda a participação do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Uma carta-acordo envolvendo UFC, ABIN, Serpro, Fundação Cearense de Pesquisa e Cultura e PNUD abriu uma nova etapa de desenvolvimento do projeto. A UFC informou que o trabalho inclui o desenvolvimento de um novo módulo voltado ao Sisbin com financiamento do PNUD.
Evolução
O msg gov vem recebendo novas funcionalidades rapidamente. Além das mensagens individuais, versões recentes incorporaram QR Code, canais e listas de transmissão. Uma nova versão apresentada em maio passou a incluir chamadas de voz e vídeo em grupo, ferramentas de auditoria e painel de gerenciamento.
A inclusão de recursos de auditoria e administração institucional ajuda a diferenciar o projeto de aplicativos utilizados individualmente pelos servidores. A proposta deixa de ser apenas oferecer um mensageiro criptografado e passa a incluir mecanismos para sua administração dentro das estruturas do Estado.
A regulamentação também estabelece responsabilidades individuais. Os usuários respondem pelos atos realizados com suas credenciais, devem utilizar o aplicativo exclusivamente para fins institucionais e precisam possuir credencial de segurança ou, excepcionalmente, assinar Termo de Compromisso de Manutenção de Sigilo.
A institucionalização do msg gov acrescenta uma nova peça à estratégia do governo de reduzir dependências tecnológicas em áreas consideradas críticas.
Enquanto serviços convencionais de mensageria dependem de plataformas, infraestrutura e tecnologias controladas por empresas privadas, muitas delas estrangeiras, o modelo adotado pelo msg gov procura manter sob controle estatal justamente o elemento mais sensível: a criptografia utilizada para proteger as comunicações.
Isso não significa que WhatsApp e outros mensageiros deixarão de ser usados pelo funcionalismo público. A Portaria não estabelece uma proibição geral dessas plataformas nem determina sua substituição em toda a administração federal.
A mudança ocorre inicialmente dentro de um universo específico: o Sistema Brasileiro de Inteligência. Mas é justamente nesse ambiente que comunicações governamentais podem envolver algumas das informações mais sensíveis do Estado.
O projeto que começou com a ideia de construir um aplicativo capaz de substituir o WhatsApp dentro do governo entra, assim, em uma nova fase. Com a regulamentação publicada pela ABIN, o msg gov deixa de ser apenas uma solução tecnológica em desenvolvimento e passa a integrar formalmente a arquitetura de comunicação segura da inteligência brasileira.
Leia menos
O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, avalia que a crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) está perto do fim. “Porque não pode piorar”, disparou ele, em entrevista ao podcast ‘Direto de Brasília’, que vai ao ar logo mais, às 18h. “Essa é uma crise nunca vista na história do Brasil, com o agravante de ocorrer a 20 dias do primeiro turno”, acrescentou.
Para ele, existe uma série de acusações que precisam ser esclarecidas, porque a sociedade exige isso. “Mas precisamos ter cuidado para, no calor eleitoral, não partidarizar a crise na Justiça”, ponderou.
“Ainda estamos sob a égide da notícia, não sabemos as motivações, os argumentos, mas é uma coisa única. Um ministro do Supremo pediu o afastamento do chefe da Polícia Federal e já soubemos que outro ministro pediu vistas, que outros não concordaram. Então vamos ter uma semana importante, acho que vamos evoluir nisso”, completou o ministro da Defesa.
“Isso é muito ruim, porque envolve todo mundo, envolve pessoas. Lamento porque isso estimula a descrença da população, e você vê o resultado nas pesquisas. Nunca tivemos uma coisa tão disputada no Brasil, em função da polarização”, concluiu.
