O poeta, músico, cantor e compositor paraibano Ton Oliveira é a atração de hoje do Sextou. Ton absorveu o gosto pelas raízes culturais nordestinas através do seu pai, o poeta, repentista e compositor Juvenal de Oliveira. Aos 14 anos, ele já acompanhava conjuntos musicais, tocando triângulo e cantarolando músicas de Luiz Gonzaga, Trio Nordestino e Jackson do Pandeiro.
Em 1991, lançou seu primeiro disco, “Forró pra derreter”, no qual gravou músicas de sua autoria, de seu pai e de outros compositores. A partir de então, ficou conhecido por músicas como: “Falta um boi vaqueiro”, “Morar no Cabaré”, “Locadora de mulher”, “As três coisas da vida”, “O prefeito” e “Paraíba Joia Rara”.
Leia maisConsiderado um dos nomes mais importantes da música paraibana, Ton Oliveira é aclamado pela sua composição “Paraíba Joia Rara”, considerada por muitos como o hino da Paraíba. “O que mais me emociona é porque a música tem algo de amor pelo estado, de orgulho e de positivo”, diz o cantor.
O Sextou vai ao ar das 18 às 19 horas, pela Rede Nordeste de Rádio, formada por 48 emissoras em Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Bahia, tendo como cabeça de rede a Rádio Folha 96,7 FM, no Recife. Se você deseja ouvir o Sextou pela internet, clique no link do Frente a Frente no alto da página deste blog ou baixe o aplicativo da Rede Nordeste de Rádio na play store.
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comparecimento eleitoral é válido para a verificação no processo de Prova de Vida no INSS. O procedimento de revisão anual, focado em identificar se o titular do benefício previdenciário ou assistencial continua vivo para garantir a manutenção de pagamentos, abrange atualmente cerca de 40 milhões de beneficiários ativos, entre aposentadorias, pensões e benefícios assistenciais.
“A Prova de Vida pode se dar por meio do comparecimento eleitoral. Então, se você for votar no dia das eleições, você já terá a prova de vida realizada. O INSS recebe esses dados e já computa como prova de vida”, explica o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, destacando a praticidade da medida.
A Prova de Vida passou por modificações para reduzir filas, custos e transtornos que o antigo modelo presencial gerava, especialmente para idosos e pessoas com mobilidade reduzida. A partir da Lei nº 13.846/2019, o comparecimento presencial deixou de ser a regra, estabelecendo que o próprio Estado deve buscar, de forma proativa, dados que confirmem a vivacidade do cidadão perante a administração pública. Já a Portaria INSS nº 1.408/2022 estabelece a votação nas eleições como um dos critérios de comprovação de vida.
Leia maisO exercício do voto no dia do pleito atende a essa diretriz, dispensando o beneficiário que votou de realizar outras formas de comprovação. “Além de simplificar a Prova de Vida a milhões de segurados, a medida também traz segurança ao pagamento de benefícios da Previdência Social”, aponta a presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Ana Cristina Silveira.
Cruzamento de dados e sistema automático
Para os casos em que o cidadão não comparecer ao pleito eleitoral, o INSS continua utilizando o sistema SIRIS, que coleta diversas fontes de dados do governo em busca de outros eventos comprobatórios, como a emissão de documentos, movimentações registradas ou atendimentos realizados. O segurado só é convocado a regularizar a situação quando não é encontrada nenhuma fonte que confirme a sua vivacidade.
Números do cruzamento eleitoral
A base de dados do TSE teve contribuição significativa para a Prova de Vida em 2024. Nesse período, foram registrados eventos eleitorais para 20.957.288 beneficiários, resultando na atualização de aproximadamente 5 milhões de Provas de Vida.
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A Frente Popular de Pernambuco, coligação liderada pelo candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB), ingressou, nesta quinta-feira (17), com uma notícia de fato junto ao Ministério Público Eleitoral de Pernambuco (MPE-PE) para cobrar a investigação sobre um suposto envolvimento do policial civil Uberdan de Menezes Matos Júnior com a campanha da governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD).
O nome de Uberdan veio à tona após o episódio de um suposto roubo de bandeiras da campanha de Raquel para serem utilizadas no ato do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), realizado nesta quarta-feira (16) no Bairro do Recife. Na ocasião, o policial abordou um suposto autor do ato criminoso e chegou a disparar contra o homem, que foi detido pela Polícia Militar. As informações são do Diario de Pernambuco.
Leia maisDe acordo com o documento apresentado, Uberdan possui ligação com a empresa Rede de Negócios e Produção de Eventos Ltda., que consta em plataformas oficiais da Justiça Eleitoral como a principal fornecedora da campanha de Raquel Lyra.
A notícia-crime diz que o servidor público constava como sócio-administrador do empreendimento até setembro deste ano, quando a função passou a ser ocupada por Sandra Nazaré Chagas do Amaral, mãe do policial.
A coligação pede a apuração de “interposição de pessoa para ocultar a continuidade do vínculo societário do policial, além de apropriação de recursos de campanha e possível lavagem de dinheiro”.
A coligação também alega que a Rede de Negócios e Produção de Eventos estaria inapta para contratações e que, com base na Lei 8.112/90, servidores públicos não poderiam ser administradores de empresas privadas.
Em coletiva na tarde desta quinta (17), o advogado Edgar Moury, representante jurídico da campanha de Raquel, negou a ligação da candidata com Uberdan e afirmou que não se pode “aceitar que narrativas desviem o foco do que aconteceu”, ao defender que o fato mais relevante seria o suposto roubo de bandeiras.
Já a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS-PE) afirmou em nota que a Corregedoria Geral do órgão instaurou um inquérito para apurar a atuação do policial civil no caso.
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O ex-ministro do STF e ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski concluiu, em parecer jurídico assinado nesta sexta-feira (18), que é inconstitucional a aplicação da lei de Pernambuco que permite a um servidor eleito governador optar pela remuneração do cargo de origem em vez do subsídio do mandato.
O parecer reforça a tese da ação popular movida pelo advogado e professor Pedro Josephi, que questiona a opção remuneratória adotada pela governadora Raquel Lyra. A Justiça já determinou que a governadora se manifeste sobre o pedido de liminar. O prazo concedido foi de cinco dias.
Agora, Josephi está peticionando o parecer de Lewandowski para que o documento seja incorporado ao processo. Na ação, ele pede o reconhecimento da inconstitucionalidade da aplicação do artigo 6º da Lei Estadual nº 18.139/2023 ao cargo de governador e a limitação da remuneração ao subsídio previsto para o mandato.
Leia maisLewandowski sustenta que a Constituição permite a opção pela remuneração do cargo de origem apenas para prefeitos e, em determinadas situações, vereadores. Para governador, segundo o parecer, deve prevalecer exclusivamente o subsídio do mandato, fixado em parcela única.
A conclusão do parecer não equivale a uma decisão judicial. A constitucionalidade da regra e os pedidos apresentados por Josephi ainda serão analisados pela Justiça.
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O deputado federal e candidato ao Senado Eduardo da Fonte (PP/UP) defende a proibição de contas em redes sociais para menores de 14 anos no Brasil. A proposta está no Projeto de Lei nº 5.316/2026, apresentado com o deputado federal Lula da Fonte (PP/UP), que altera o ECA Digital e obriga as plataformas a adotar mecanismos de verificação de idade. O texto também prevê que, a partir dos 14 anos, as contas permaneçam vinculadas a um responsável legal.
O debate ganhou novo impulso após a Comissão Europeia apresentar, nesta quinta-feira (17), o EU KIDS Act, que proíbe o acesso de menores de 13 anos às redes sociais e estabelece 15 anos como idade mínima para a criação de contas próprias, com regras intermediárias para adolescentes de 13 e 14 anos. “Estamos propondo estabelecer uma idade mínima para as contas e responsabilizar as plataformas pela verificação, sem impedir que crianças continuem tendo acesso à internet para estudar, aprender e buscar informação”, afirmou Eduardo.
O ex-procurador-geral da República, Augusto Aras foi aprovado, nesta quinta-feira (17/09), na Faculdade de Direito da Universidade de Brasília (UnB) como professor titular da carreira do magistério superior. O título alcançado é resultado de uma carreira iniciada em 1989 na Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia (UFBA), onde Aras lecionou por 17 anos antes de ingressar na UnB em 2007.
Com quase 40 anos de magistério superior, o professor Aras teve uma trajetória marcada por grandes teses, sobretudo nas áreas do Direito empresarial, eleitoral e constitucional, nascidas da intersecção entre a docência, a pesquisa e a atuação institucional no Ministério Público Federal (MPF).
Na UnB, ele ministrou disciplinas de Direito Comercial, Direito Societário e Direito Eleitoral na graduação, além de cursos em Direito Constitucional Eleitoral na pós-graduação. Ao todo, conforme informações da universidade, foram 20 semestres letivos, 40 turmas e aproximadamente 2.400 horas-aula ministradas entre 2007 e 2019, quando se afastou temporariamente para exercer o cargo de Procurador-Geral da República.
Produção acadêmica
A produção intelectual de Aras é um dos pilares de sua trajetória. Ele é autor de quatro livros com temas inéditos e de autoria exclusiva sobre Direito Eleitoral e sistemas partidários. Dentre os quais, sobre o tema fidelidade partidária. Além disso, Aras também desenvolveu, como pesquisador, projetos nas áreas de Direito Processual Eleitoral, Reforma Política, Direitos Coletivos e Ética na Pesquisa.
Graduado em Direito pela Universidade Católica do Salvador (UCSAL), o professor Aras é mestre em Direito Econômico pela UFBA, com dissertação sobre “A Causa e os Contratos”, e doutor em Direito Constitucional pela PUC-SP. Também é membro do Instituto dos Advogados Brasileiros e Titular da Academia Brasiliense de Direito, na Cadeira nº 5.
Sobre a aprovação, ele divulgou nota enfatizando que chega “a esta etapa da vida acadêmica com muitas lembranças e gratidão aos professores e amigos, aos então alunos e hoje colegas professores, aos servidores e colaboradores que de forma abnegada vêm servindo esta nobre instituição de ensino”.
Por Joel de Hollanda*
“Não se pode ter justiça social sem a participação ativa das mulheres.”
— Wangari Maathai
(Primeira mulher africana a ganhar o Prêmio Nobel da Paz.)
“Quando uma mulher entra na política, muda a mulher, quando muitas mulheres entram na política, muda a política.”
— Michelle Bachelet
Outubro se aproxima. E, com ele, o sempre agitado encontro do cidadão com a urna.
Mais de 158 milhões de brasileiros estarão aptos a votar. Entre eles, 83,8 milhões de mulheres. São maioria. 52,84% do eleitorado nacional.
Os números impressionam. Mas também provocam uma pergunta:
Leia maisSe são maioria entre aqueles que escolhem, por que ainda são tão poucas entre os escolhidos?
Somente duas mulheres foram eleitas governadoras em 2022. Na Câmara dos Deputados, ocupam apenas 17,7% dos assentos. No Senado, cerca de 18%.
A distância entre a presença feminina diante da urna e nos espaços de poder ainda é enorme.
E nem sempre elas puderam estar sequer diante dela.
Houve um Brasil em que política era coisa de homem. À mulher cabiam a casa, os filhos, o recato. E o silêncio. Constrangedor silêncio.
Foi contra esse tempo que se insurgiu uma pernambucana.
Martha de Hollanda Cavalcanti.
Nascida em Vitória de Santo Antão, em 1903, foi escritora, poetisa, jornalista e pioneira no ativismo político. Mas, sobretudo, uma mulher com a coragem de se antecipar ao próprio tempo.
Em 1928, quatro anos antes do reconhecimento do voto feminino no Brasil, requereu seu alistamento eleitoral. Argumentava que a Constituição de 1891 não excluía expressamente as mulheres da cidadania política.
Ganhou em primeira instância.
Depois, perdeu.
Mas não se calou.
Há derrotas que encerram caminhos. Outras os inauguram.
Martha continuou.
Escreveu. Fez conferências. Ocupou jornais e microfones. Em 1931, fundou a Cruzada Feminista Brasileira.
Em 1932, o Código Eleitoral reconheceu o voto feminino.
Uma porta começava a se abrir.
Martha atravessou-a.
Em 1933, conquistou sua inscrição eleitoral. Tornou-se a primeira mulher em Pernambuco a obter esse direito. Depois, ao lado de Edwiges de Sá Pereira, esteve entre as primeiras pernambucanas a disputar uma eleição.
Não foi eleita.
Pouco importa.
Há candidaturas que não conquistam mandatos. Conquistam páginas na História.
Quase um século se passou.
Hoje, a mulher vota. Escolhe. Governa. Legisla. Mas sua presença na política ainda não corresponde à força que possui no eleitorado.
Por isso, outubro deve ser também um chamado.
Que as mulheres compareçam às urnas. Escolham com discernimento. Votem com consciência e convicção no seu importante papel em nossa “democracia relativa” (descarado argumento para esconder uma democracia desrespeitada e violentada, inclusive por aqueles que a deviam defender).
E participem da política.
Ocupem partidos, debates, palanques e parlamentos. Não entreguem a outros o direito de decidir, sozinhos, o seu futuro. O de suas famílias. E o do seu País.
São as mulheres que sentem na pele, e dentro de casa, as terríveis consequências da corrupção. Do desrespeito ao dinheiro público. Da demagogia que enoja. Da promessa que engana, mas não enche panela. Da esmola que humilha ou vicia. Da educação que falta ou deseduca. Da carência de oportunidades. Do emprego que nunca chega. E do roubo da esperança, já fatigada pelo adiamento para tantos amanhãs.
Em outubro, milhões de brasileiras apertarão as teclas de uma urna.
Um gesto simples.
Solitário e silencioso.
Mas nele ecoam as vozes das mulheres que precisaram gritar para conquistar esse direito.
Entre elas, a voz de uma pernambucana.
Martha de Hollanda.
Tentaram fechar-lhe a porta da cidadania.
Martha insistiu.
Sua luta ajudou a abri-la.
Hoje, cabe às brasileiras atravessá-la. Ocupar os espaços de decisão. Fazer da maioria nas urnas uma presença maior no poder.
Porque a democracia será sempre incompleta enquanto a voz das mulheres for maior nas filas de votação do que nas decisões do País.
Dedico este artigo à minha irmã, Clélia de Hollanda Cordeiro Ramalho, grande admiradora da trajetória de Martha de Hollanda, nossa prima, e que me instou a escrever estas desajeitadas linhas.
*Economista
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Gordinho Bolado, cantor e produtor de brega funk responsável pelo jingle “Raquel é ProMax”, usado pela campanha de Raquel Lyra (PSD), declarou apoio a João Campos (PSB) nesta sexta-feira (18). Ao lado do candidato e de Anderson Neiff, o artista apresentou uma nova versão da música, com o refrão “40 é ProMax, ProMax”.
Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã
A ministra Cármen Lúcia talvez tivesse o biotipo para fazer a versão clássica da Tia May, que cria o Homem-Aranha. Mas mesmo ela a essa altura talvez não compreendesse bem o ensinamento do tio do personagem das histórias em quadrinhos e dos filmes de super-heróis: “Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades”. A crise por que passa o Supremo Tribunal Federal (STF) decorre do fato de os ministros não terem sido capazes de entender as responsabilidades que vinham com os grandes poderes que obtiveram.
Da Corte atualmente com dez ministros, quatro estão mencionados de alguma forma nos documentos decorrentes das investigações do caso Master. Talvez devessem se considerar impedidos de julgar a si mesmos. Mas aí talvez não houvesse o quórum mínimo para o julgamento. Segundo o Regimento Interno, o quórum mínimo são seis ministros.
Leia maisPor que dissemos acima que talvez nem Cármen Lúcia tenha compreendido totalmente o ensinamento do tio do Homem-Aranha? Porque, para alguns, e talvez mesmo para ela mesma quando, ao pedir desculpas, disse que deveria ter atuado de maneira mais firme para evitar a escalada da crise, há quem avalie que ela, de certa forma, tirou o corpo fora. Até agora, o saldo no STF foi uma sessão de baixarias para não chegar a lugar nenhum, após o pedido de vista feito por Flávio Dino.
Ao pedir vista, Flávio Dino claramente teve o propósito de congelar a crise. O passo seguinte, o adiamento da segunda sessão de UFC que estava marcada para o octógono do STF na próxima quarta-feira, já era previsível. Se ele pediu vista quando se julgava a questão de ordem de Gilmar Mendes quanto a fazer ou não um julgamento conjunto dos casos de Alexandre de Moraes e André Mendonça, era óbvio que, ao final, a sessão sobre Mendonça fosse também adiada. O pedido de vista pode se estender por 90 dias.
Dino, assim, evitou nova sessão de pugilato na categoria peso toga antes das eleições presidenciais. Dino, porém, conseguiu com isso congelar a crise? O analista político e advogado que atua nas Cortes superiores, Melillo Dinis, a quem o Correio Político tem recorrido para entender essa crise, crê que qualquer movimento agora é importante numa eleição que, segundo ele, será definida por “um beiço de pulga”.
Na edição de quinta-feira (17), mostramos aqui, a partir de pesquisa Indexa, que o caso Master não estava no foco da atenção da maioria do eleitor. Somente 22% dizia estar acompanhando a crise no STF com atenção. “Mas é um percentual mais do que suficiente para definir para que lado vai a eleição deste ano”, observa Melillo.
“Se em 2022 tivemos uma eleição definida por menos de 2%, agora talvez tenhamos uma definida por 0,5%”, conclui o analista e advogado. Nesse ponto, torna-se importante, então, observar um outro indicador: o comportamento das redes sociais em torno da crise. Para isso, o Correio Político obteve um relatório feito pelo DSC Lab.
De acordo com o Relatório Brasil, do DSC Lab, na terça-feira, dia da sessão do STF, as menções ao caso Master/STF cresceram 526% nas redes sociais. Foram 4,7 bilhões de visualizações relacionadas ao tema. Elas impactam não somente a reputação dos ministros do Supremo diretamente envolvidos, mas as eleições deste ano.
O relatório mostra que aconteceram oscilações quanto à percepção dos principais envolvidos no rolo. Sem surpresa, Alexandre de Moraes foi o que teve maior exposição. E maior exposição adversa também. André Mendonça veio em segundo. Mas, alvo da maior parte dos ataques durante a sessão, também acabou tendo exposição adversa.
Antes da sessão, Mendonça tinha assumido maior visibilidade nas redes. Moraes a recuperou na terça-feira. Ele apareceu em 72,8% das publicações. Acusações, cobranças ou contestações preencheram 7.124 textos, quase oito vezes mais do que no dia anterior. Assim, 58% da exposição de Moraes nas redes foi adversa.
André Mendonça foi o centro de 7.124 publicações, das quais 1.524 tiveram exposição adversa. As críticas na sessão fizeram com que 19,9% das menções a ele fossem contraposições. “A contagem inclui cobranças, acusações e contestações reconhecidas no texto; uma defesa pode estar presente na mesma publicação”, explica Tiago Falqueiro.
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O celular do ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, foi clonado, e golpistas passaram a enviar mensagens em nome dele a contatos do ministro nesta sexta-feira (18). Na abordagem, escrita com diversos erros de português, os criminosos anunciam um suposto evento em apoio ao Criança Esperança, pedem contribuições de R$ 5 mil e fornecem o contato de um homem apresentado como sobrinho de José Múcio. Pessoas próximas já estão sendo alertadas sobre o ocorrido e orientadas a ignorar qualquer mensagem desse tipo.
Vorcaro foi preso pela segunda vez há mais seis meses e atualmente ocupa uma cela no 19º Batalhão da Polícia Militar no Distrito Federal, conhecido como Papudinha.
A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master, pediu nesta sexta-feira (18) a revogação da prisão preventiva dele decretada no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura uma rede de crimes envolvendo a instituição financeira. As informações são do g1.
Segundo a Polícia Federal, o ex-banqueiro seria o líder de uma organização criminosa para captação de recursos ilícitos e teria montado uma rede de monitoramento e influência, com potencial infiltração nas mais elevadas instâncias de diversas instituições da República.
Leia maisNo pedido, os advogados alegam ao Supremo que o prazo de 90 dias para reavaliação dos elementos para a prisão, como determina o Código de Processo Penal, venceu no fim de agosto e não houve análise pelo tribunal os critérios para a manutenção da medida permanecem válidos.
A defesa alega ainda que Vorcaro tem tentado cooperar com as investigações e com a Justiça.
As propostas de delação d banqueiro foram rejeitadas pela Polícia Federal (PF) e pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por serem consideradas insuficientes. Os advogados, no entanto, tentam reabrir as negociações.
“As oportunidades de se manifestar verbalmente foram escassas, mas em todas elas o peticionário [Vorcaro] se colocou à disposição das autoridades e reiterou o desejo de colaborar formalmente, oferecendo-se para relatar os fatos de que tem conhecimento, inclusive para otimização das investigações”.
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O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, em transmissão ao vivo nesta quinta-feira (17), que não autorizou o deputado federal Zé Trovão (PL-SC), seu aliado, a acionar a Justiça Eleitoral contra o reajuste de 15% do Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Quero dizer que houve um deputado que acionou a Justiça para tentar barrar esse reajuste. Não foi com a minha autorização. Não concordo com isso. Ele não deveria ter entrado com a ação, mas entrou. Fez isso por conta própria. Não fui eu que pedi que ele fizesse isso”, afirmou. As informações são do g1.
Leia maisO presidente Lula anunciou um reajuste de 15,04% no benefício. Com isso, o piso do programa passa de R$ 600 para R$ 691. A medida foi classificada como eleitoreira pela oposição. Lula é candidato à reeleição para a Presidência da República.
Sorteado relator, o ministro André Mendonça rejeitou a ação protocolada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele citou decisões anteriores segundo as quais um candidato a deputado federal não tem legitimidade para apresentar uma ação contra um candidato à Presidência, uma vez que os cargos são disputados em circunscrições eleitorais diferentes.
Mendonça ressaltou que a rejeição não representa uma análise sobre a legalidade do aumento nem sobre uma eventual violação da legislação eleitoral.
“Ressalto que o reconhecimento da ilegitimidade ativa não importa pronunciamento acerca da legalidade ou da constitucionalidade do reajuste do Programa Bolsa Família, tampouco acerca de sua eventual subsunção ao art. 73, § 10, da Lei nº 9.504/1997”, afirmou o ministro na decisão.
Críticas a Lula
Apesar de discordar da ação apresentada por Zé Trovão, Flávio criticou o reajuste anunciado pelo governo e acusou Lula de tentar conquistar votos com o aumento do benefício.
O candidato do PL também comparou o impacto da medida nas contas públicas ao resultado das empresas estatais.
“Essa merreca? Você não tem vergonha na cara?”, questionou Flávio, dirigindo-se ao presidente. “Lula está achando que vai comprar o voto do pobre dando mais R$ 90 por mês. Você acha que R$ 90 vão proporcionar uma vida melhor ao pobre? Que ele vai poder voltar a sonhar?”
Mais cedo, em uma agenda na Bahia, o candidato já havia feito críticas ao governo por causa do anúncio.
“Não caiam em mais uma falsa promessa da picanha, porque o Lula, num ato de desespero, acabou de fazer um decreto mesmo sabendo que é ilegal e que é proibido durante as eleições”, afirmou.
Com o aumento anunciado pelo governo, o piso do programa passará de R$ 600 para R$ 691. O novo valor começará a ser pago em 19 de outubro, entre o primeiro e o segundo turnos da eleição presidencial, caso haja segundo turno.
O Ministério da Fazenda afirmou que a medida apenas recompõe as perdas inflacionárias acumuladas nos últimos anos e, por isso, não representaria um aumento real do benefício. O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, negou que o reajuste tenha relação com as eleições.
De acordo com a Advocacia-Geral da União (AGU), a lei que instituiu o novo Bolsa Família, em 2023, autoriza o Poder Executivo a “corrigir os valores dos benefícios e proíbe sua redução”.
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