O ministro dos Transportes, George Santoro, inaugura nesta quinta-feira (23), às 17h, a obra de duplicação e requalificação de um trecho da BR-104, em Pernambuco. A entrega abrange o segmento entre o entroncamento com a PE-160, em Pão de Açúcar, e o km 33, em Vila Canaã, no município de Toritama.
O projeto inclui 13,2 quilômetros de duplicação, 16 quilômetros de restauração da pista e a implantação de um viaduto no entroncamento com a PE-160. A intervenção faz parte de ações voltadas à infraestrutura rodoviária na região.
A obra foi retomada em setembro de 2023, após período de paralisação, e concluída pelo Governo Federal em parceria com o Governo de Pernambuco. A expectativa é de melhoria nas condições de tráfego no trecho.
A Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) inaugurou, nesta quinta-feira (23), uma sala de vacinação aberta ao público, localizada no Edifício Joaquim Francisco, na Rua da União, no Centro do Recife. O espaço é fruto de parceria entre a Alepe, o Governo de Pernambuco e a Prefeitura do Recife, e funcionará de segunda a quinta, das 8h às 17h, e às sextas, das 8h às 13h, mediante apresentação de documento de identificação.
Durante a cerimônia, o presidente da Casa, deputado Álvaro Porto (MDB), destacou o alcance da iniciativa. “É de uma importância muito grande essa sala de vacinação aqui na Alepe, localizada no centro do Recife, que vai facilitar a vida de muitas pessoas que circulam diariamente por essa área”, afirmou. O primeiro-secretário, deputado Francismar Pontes (PSB), também ressaltou o serviço. “Qualquer cidadão que precisar tomar uma vacina sem burocracia pode vir aqui”, disse.
Segundo o superintendente de Saúde da Alepe, Wildy Ferreira, o local disponibiliza todas as vacinas ofertadas pelo SUS, sem necessidade de agendamento. A inauguração contou ainda com a presença de parlamentares e gestores da Casa, que participaram do ato e utilizaram o serviço.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, abriu um prazo de 15 dias para que a Procuradoria-Geral da República e a defesa do ex-deputado Eduardo Bolsonaro apresentem seus últimos argumentos no caso que pode levar a condenação do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro por coação no curso do processo.
Com a decisão, foi aberta a última fase do processo de Eduardo, o de alegações finais. Depois, caberá ao ministro liberar o caso para julgamento e então poderá ser marcada a data para a discussão do caso pelo STF. Não há prazo para que isso ocorra. As informações são do jornal O GLOBO.
Na semana passada, o ex-deputado faltou ao interrogatório da ação. Com isso, abriu mão, pela segunda vez, de se defender no âmbito do processo. Na audiência, foi aberta a possibilidade de a defesa e a PGR pedirem diligências adicionais, mas não foram apresentadas quaisquer solicitações a Moraes.
Leia maisO ex-deputado é acusado de articular sanções contra autoridades brasileiras — incluindo tarifas de exportação, suspensão de vistos e até a aplicação da Lei Magnitsky — em um esforço para pressionar e intimidar o STF às vésperas do julgamento que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.
Foi neste processo que, em fevereiro, Moraes determinou a citação por edital do ex-deputado, em razão de ele se encontrar, “de forma transitória, fora do território nacional”. Eduardo Bolsonaro, no entanto, não apresentou a defesa prévia nem constituiu advogados para representá-lo. Por essa razão, a Defensoria Pública da União passou a defender o ex-parlamentar.
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O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, informou ao blog, em primeira mão, que recebeu alta hospitalar após 11 dias de internação no Recife, incluindo três dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Segundo Wolney, o quadro foi causado por uma colangite, inflamação nos dutos biliares, sem causa específica identificada.
Na semana passada, ele estava internado no Hospital Memorial Star, onde realizava tratamento com antibióticos. “O importante é que já desinflamou, desinfeccionou, já estou a zero quilômetro”, disse.
Uma missão técnica do Banco Mundial visitou a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), no Recife, nesta quinta-feira (23), para avançar nas tratativas de um aporte de até US$ 300 milhões ao Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE). O recurso integra um pacote mais amplo que pode chegar a US$ 500 milhões destinados a superintendências regionais, com expectativa de liberação inicial ainda em 2026.
Durante a agenda, técnicos da Sudene apresentaram projetos prioritários nas áreas de infraestrutura, saneamento, transição energética, bioeconomia e conservação ambiental. “Estamos construindo uma parceria sólida com o Banco Mundial que amplia significativamente a capacidade de investimento da Sudene”, afirmou o superintendente do órgão, Francisco Alexandre.
Segundo a Sudene, o objetivo da negociação é fortalecer o financiamento de projetos estruturantes na região. A captação depende de etapas técnicas, além de autorização do Senado, e será operacionalizada pelo Tesouro Nacional, com posterior repasse ao FDNE. O fundo é utilizado no financiamento de empreendimentos como a Ferrovia Transnordestina e o polo automotivo de Goiana.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (23) que pediu ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, para chamar delegados que estão fora da Polícia Federal e delegados ou agentes que estão “fingindo trabalhar” para combater o crime organizado.
“Ontem [quarta-feira], eu mandei o ministro da Justiça fazer uma nota convidando todos os delegados da Polícia Federal que estão fora da Polícia Federal. Só vai ficar fora aqueles que forem secretários de Estado”, afirmou. As informações são do g1.
Leia mais“Mas, aqueles agentes ou delegados que estão aí, em outro lugar, fingindo que estão trabalhando e não estão trabalhando, todos vão ter que voltar, porque nós vamos derrotar o crime organizado”, prosseguiu.
Segundo Lula, a ideia é que todos os cargos da corporação sejam ocupados por servidores, com o objetivo de prender criminosos.
Mais cedo, Lula afirmou que vai levar jabuticaba para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na tentativa de acalmá-lo.
“Agora, quando eu viajar, eu vou tentar levar um pé de jabuticaba para o Xi Jinping, vou tentar levar um para o Trump para acalmar ele. Dizer para ele que jabuticaba é calmante. Levar maracujá. Por que sabe o que acontece? O Brasil tem um potencial extraordinário, mas, muitas vezes, nós não sabemos aproveitar”, afirmou.
A relação bilateral entre Brasil e Estados Unidos atravessa um momento de tensão após o retorno de um delegado da Polícia Federal, que colaborava com o governo americano, ao Brasil e a adoção de medidas recíprocas pelo governo brasileiro.
A declaração de Lula foi dada no primeiro evento público dele após o retorno de uma agenda por países da Europa. O presidente participou da Feira Brasil na Mesa, realizada pela Embrapa, em Planaltina, no Distrito Federal.
Na ocasião, o presidente falava sobre o potencial frutífero do Brasil, da importância da catalogação dos exemplares, de compartilhar esse potencial internamente e não apenas com o mundo.
“Nós, brasileiros, ficamos muito preocupados em exportar os nossos produtos, mas muitas vezes a gente esquece que a gente tem um mercado extraordinário no país. Ou seja, um estado como São Paulo é muito maior que muitos países na Europa (…). Sós temos um mercado com uma classe média muito diversa, que pode consumir tudo aquilo que a gente pensa em vender para os europeus, para os chineses, para os americanos”, argumentou.
“O que acontece é que, muitas vezes, nós não fazemos propaganda daquilo que a gente produz. Às vezes, a gente esconde aquilo que a gente tem”, emendou.
Feira da Embrapa
Durante a Feira Brasil na Mesa, a Embrapa apresentou tecnologias voltadas especialmente ao fortalecimento da produção de pequenos produtores rurais, com soluções práticas que aumentam a produtividade, reduzem perdas e melhoram a qualidade dos alimentos.
Acompanhado por pesquisadores, Lula visitou o pomar da ciência, com cultivos de baunilha, açaí, pitaya, maracujá e outras espécies.
A iniciativa aproxima ciência e campo ao difundir inovações acessíveis, como técnicas de cultivo, manejo e pós-colheita, permitindo que agricultores familiares ampliem sua renda e ganhem mais autonomia na produção.
Lula tem reforçado a agricultura familiar como eixo estratégico no combate à fome no país. Em seu terceiro mandato, a valorização dos pequenos produtores aparece como caminho para garantir alimentos saudáveis na mesa da população, ao mesmo tempo em que gera renda no campo.
Programas de incentivo à produção, ampliação do crédito rural e políticas de compra pública de alimentos tem fortalecido a pequena agricultura.
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Por Alex Fonseca – Blog da Folha
Em entrevista à Rede Pernambuco de Rádios, a governadora Raquel Lyra (PSD) agradeceu, nesta quinta-feira (23), o gesto do presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), Álvaro Porto (MDB), de ter pautado o projeto que restabelece o remanejamento de 20% sobre o orçamento estadual. Raquel também agracedeu o empenho da base governista na casa legislativa e também a oposição, uma vez que o projeto foi aprovado por unanimidade.
“Acho importante (a aprovação), porque o entendimento foi feito com situação e oposição. O orçamento vai para além de mim. (…) Agradeço o gesto tanto do presidente (Álvaro Porto) como da oposição na Assembleia. Demorou para votar, são 140 dias desde que a gente protocolou o projeto de lei. Nunca se demorou tanto história de Pernambuco, porém nós estamos aqui para fazer o que o povo nos elegeu para fazer, que é trabalhar sério”, declarou.
Leia maisRaquel Lyra também enfatizou que o texto deveria ser aprovado para garantir a continuidade de serviços públicos no estado. Ela ressaltou que a importância da matéria ia além dos interesses do Executivo estadual.
“A gente, hoje, tem uma vitória para Pernambuco e para o povo pernambucano, porque não se trata de situação, oposição, bandeira partidária, presidente ou governadora. Trata-se dos mais altos interesses do nosso povo, que quer que os serviços andem e que as ações cheguem. Foi para isso que eu fui eleita”, disse Raquel.
A chefe do Executivo estadual mencionou, ainda, o empenho da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe). Na quarta (22), a entidade reuniu-se de forma extraordinária para debater o impasse sobre o remanejamento da LOA e chegou a ter uma reunião com o presidente Álvaro Porto. Após o encontro, Álvaro ligou para Raquel para dizer que ela enviasse o projeto, que a Alepe votaria nesta quinta-feira (23), como foi feito.
“Hoje foi por unanimidade (a aprovação do projeto) e quero agradecer muito a todos os deputados e deputadas, agradecer aos prefeitos e prefeitas de Pernambuco, que estiveram na Assembleia Legislativa também pressionando pela votação (do remanejamento) da LOA. Cumprimento o presidente da Amupe, Pedro Freitas, e todos aqueles também que sabem da importância do que é a gente trabalhar em parceria, construindo pontes e dialogando com transparência”, declarou.
Meses de espera
O remanejamento de 20% na Lei Orçamentária Anual (LOA) foi aprovado nesta quinta-feira (23) após meses de impasse na Assembleia Legislativa. O texto, aprovado por unamidade, foi levado a plenário após um telefonema na quarta (22) entre a governadora e o presidente da Alepe.
Após a aprovação do projeto de ajuste na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, que aumentou o limite de remanejamento para 20%, o presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), deputado Álvaro Porto (MDB), negou que o acordo pelo envio e votação de um novo projeto tenha sido resultado de pressão dos prefeitos da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe).
Porto lembrou que todos os projetos que foram apreciados nas comissões foram levados a votação em plenário. Ele voltou a provocar a governadora Raquel Lyra (PSD), ao dizer que espera que sejam feitos convênios com as prefeituras e que não haja mais desculpas. As informações são do Blog da Folha.
Leia mais“Que não tenha mais desculpas, seja feito convênio com as prefeituras, seja repassada a verba que os municípios precisam. E, como diz a história, já que Pernambuco tem pressa, não tem desculpa nenhuma para que não seja feito convênios com municípios e repassadas as verbas e inclusive as emendas parlamentares”, declarou.
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O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, participa nesta sexta-feira (24) da edição do programa Governo do Brasil na Rua, no Recife. A ação reúne órgãos federais para oferecer serviços à população e ocorre na Escola Técnica Estadual Miguel Batista, no bairro da Macaxeira, também no sábado (25).
Durante o evento, a Previdência Social disponibiliza atendimentos como perícia médica e análise de benefícios do INSS sem necessidade de agendamento. Para ser atendido, é necessário apresentar documentos pessoais, como CPF, além de documentação médica e social relacionada ao serviço solicitado.
Por Mariana Araújo – Movimento Econômico
No Agreste pernambucano, uma iniciativa pioneira começa a redesenhar a vocação econômica da região. Localizada em Buíque, porta de entrada para o Vale do Catimbau, a Vinícola Rupestre se apresenta como um projeto que combina inovação agrícola, valorização territorial e estratégia turística. A proposta vai além da produção de vinhos e busca inserir o Catimbau no mapa do enoturismo, ampliando a permanência dos visitantes e gerando novas oportunidades de renda.
A história da vinícola tem raízes familiares e um olhar de longo prazo sobre o território. “Minha família é entusiasta do Vale. A gente tem terra lá desde o início dos anos 2000 e sempre quis empreender na região”, conta a sócia da vinícola, Maria Cecília Peixoto. A virada veio há cerca de seis anos, quando surgiu a percepção de que as características naturais do Catimbau, como altitude e amplitude térmica, poderiam favorecer a produção de vinhos de qualidade.
Leia mais“Meu padrasto teve esse olhar e enxergou o potencial para vinhos finos. Desde então, começamos a estudar esse novo terroir”, explica. A implantação do projeto exigiu tempo, pesquisa e adaptação. O plantio teve início em setembro de 2021, e a primeira safra produtiva ocorreu em 2023, ainda em fase experimental. Somente em 2024 a vinícola lançou seu primeiro rótulo comercial, marcando oficialmente a entrada do Vale do Catimbau na vitivinicultura brasileira.
Um terroir em construção no Catimbau
Com 14 hectares já plantados e mais de 18 variedades de uvas viníferas em teste, o projeto da Vinícola Rupestre ainda está em fase de consolidação técnica. A diversidade de castas é estratégica, pois permite avaliar quais variedades melhor se adaptam às condições climáticas do Agreste.
“Somos os primeiros a plantar uva para vinho no Catimbau. Então, existe um trabalho muito forte de estudo para entender o que funciona, o que não funciona e por quê”, afirma Cecília.
Segundo ela, algumas variedades apresentam desafios iniciais, como o Chardonnay, que teve desempenho insatisfatório na primeira safra. “Mas é uma uva com grande potencial. Fizemos novos testes de manejo e vamos replantar com ajustes”, acrescenta.
O processo conta com suporte técnico especializado, incluindo um enólogo português, João Costeira, que acompanha as etapas mais críticas da produção, como colheita e vinificação. No campo, uma equipe de quase 30 trabalhadores atua diretamente no cultivo, além do acompanhamento de um engenheiro agrônomo trazido do Vale do São Francisco.
A produção regional é valorizada do início ao fim da produção. O envase dos vinhos é realizado em uma indústria no município de Belo Jardim.
Produção crescente e mercado regional do vinho
A vinícola opera atualmente com uma safra anual e já projeta expansão significativa. Em 2026, a estimativa é de envase de 60 mil garrafas, com a meta de atingir 100 mil por ano até 2027. Apesar da demanda crescente de outros estados, a estratégia inicial tem sido consolidar a presença no mercado pernambucano.
“A gente tem priorizado Pernambuco, com vendas concentradas para restaurantes no Recife, em Fernando de Noronha e também no Agreste, como Buíque, Arcoverde e Belo Jardim”, explica Cecília. A escolha não é casual. Além de facilitar a logística, permite fortalecer a identidade regional do produto e criar uma conexão direta com o território de origem.
Os rótulos também seguem essa lógica de valorização local. A linha “Vinhos do Catimbau” homenageia pontos turísticos da região, com imagens que remetem a ícones como a Igrejinha e o Santuário. “Cada vinho traz um cartão-postal do Catimbau. É uma forma de contar a história do lugar através da garrafa”, afirma.
Enoturismo como estratégia de desenvolvimento
A Vinícola Rupestre também aposta no enoturismo. A empresa prepara a abertura de um espaço para visitantes, prevista para junho, com proposta que integra degustação, cultura local e experiências imersivas.
“A ideia é que a pessoa vá além do vinho. Queremos trazer artistas da região, exposições, informações sobre trilhas e pinturas rupestres. Um espaço que funcione como ponto de apoio ao visitante”, detalha Cecília.
A estratégia dialoga com uma lacuna identificada no Catimbau, de baixa permanência dos turistas. Hoje, muitos visitantes fazem passeios rápidos, focados em trilhas e paisagens, sem explorar outras possibilidades.
“Falta ampliar a experiência. O turista vem, faz uma trilha e vai embora. A gente quer que ele fique mais tempo”, diz.
Outras culturas em estudo
A partir da experiência exitosa com o vinho, a família pretende expandir o plantio para outras culturas. Na fazenda já existe uma área dedicada à criação de gado nelore para corte e outra para plantação de figos, que são aproveitados para doces e geleias.
O próximo passo é testar o cultivo de café especial, uma cultura que já existiu na região e pode ser resgatada como atrativo adicional. “Estamos analisando solo e clima para entender essa viabilidade. O café pode ser mais uma experiência para o visitante”, afirma.
Outra aposta da família é no cultivo de oliveiras, onde o desafio é maior. “É uma planta que precisa de um período de frio prolongado por ano, o que não temos nessa região. Mas estamos apostando”, relata Cecília.
Potencial subexplorado
Apesar da beleza cênica e do valor histórico, o Vale do Catimbau ainda é pouco explorado turisticamente, inclusive pelos próprios pernambucanos. A estimativa é de menos de 2 mil visitantes por ano.
“É um destino pouco conhecido até por quem mora em Pernambuco. Isso precisa mudar”, defende Cecília. Para ela, o desenvolvimento do turismo na região passa por uma articulação mais ampla, envolvendo infraestrutura, promoção e integração de atividades econômicas.
A experiência da família no setor turístico, especialmente em Fernando de Noronha, onde administram quatro pousadas, tem servido como referência para o projeto no Catimbau. “A gente já trabalha com turismo há muitos anos. E estamos trazendo esse know-how para ajudar a estruturar melhor a experiência no Agreste”, afirma .
Impacto local e perspectivas
Além do potencial turístico, a vinícola já começa a gerar impactos diretos na economia local, com a criação de empregos e a valorização da região. Segundo Cecília, a iniciativa tem despertado entusiasmo entre moradores e guias turísticos.
“As pessoas enxergam a vinícola como algo que pode trazer renda, visibilidade e desenvolvimento. Existe um sentimento de expectativa muito positivo”, relata.
A longo prazo, a proposta é que o empreendimento funcione como catalisador de outras iniciativas, estimulando cadeias produtivas complementares, como artesanato, gastronomia e agricultura familiar.
“Existem muitas frentes que podem ser desenvolvidas. A vinícola é só uma parte. O importante é integrar essas potencialidades e criar um destino mais completo”, conclui.
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Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã
Houve muita comemoração no Palácio do Planalto com o alto comparecimento de parlamentares do Centrão na posse de José Guimarães na Secretaria de Relações Institucionais da Presidência. Inclusive com a presença dos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), ambos, inclusive, com muitos elogios ao novo ministro. Mas, para além do otimismo do governo, há uma expectativa de que tanto Motta quanto Alcolumbre atuem na condução das duas Casas do Congresso dando uma no cravo, outra na ferradura. A verdade é que ambos, assim como seus liderados do Centrão, hoje observam as pesquisas e enxergam uma eleição aberta.
Há 6×1 e há dosimetria
Nessa linha, governo e oposição jogam as suas fichas. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou na quarta-feira (22) a constitucionalidade da PEC que acaba com a escala 6×1 de trabalho. Ainda não é uma discussão de mérito. Mas a verdade é que o governo já dá o tema como ganho. Isso, porém, não significa que o governo recuperou o controle do Congresso. Ganha na 6×1 e deve perder na dosimetria.
Aliados envolvidos na dosimetria
Se o governo estima que a oposição jogou a toalha quanto ao fim da escala 6×1, já sinaliza também ter, de certa forma, jogado a toalha quanto ao PL da Dosimetria. A oposição deverá derrubar o veto integral que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez ao projeto que reduz as penas dos envolvidos na tentativa de golpe. No caso, os partidos que compõem o governo farão seus posicionamentos, ficarão contra, mas não deverão ter força para evitar. Até porque há aliados que se envolveram diretamente na construção do projeto.
Pacheco: oposição só queria anistia
O primeiro é o próprio Davi Alcolumbre, outro o senador Rodrigo Pacheco (PSB), que Lula quer disputando o governo de Minas Gerais. Pacheco envolveu-se na primeira proposta, que depois teve como relator final o deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP). Pacheco gosta de lembrar, inclusive, que no começo a oposição era totalmente contrária a qualquer solução intermediária.
Duelo
De qualquer modo, deve se intensificar um duelo entre oposição e governo no Congresso em torno da aprovação das pautas de seu interesse. O que as pesquisas hoje mostram é que o elemento definidor das eleições deste ano é para onde caminhará o eleitor de centro. E é ele que se tenta conquistar.
Agenda
No caso do governo, prepara-se, para os próximos dias, uma intensa agenda de viagens de Lula pelo país. O caminho, como já dissemos por aqui, é atrair o centro a partir dos parlamentares do Centrão, integrando-os a essa agenda que o presidente fará, inaugurando obras e participando de eventos.
Obras
Como tínhamos adiantado aqui no Correio Político, começaram desde a semana passada a ser veiculados anúncios na TV e outros meios que mostram que muitas obras nos estados e no Distrito Federal que tinham a aparência de serem dos governos estaduais são obras federais.
DF
Como exemplo, no caso do Distrito Federal, a propaganda mostra que as obras viárias que estão sendo feitas, com a construção de diversos viadutos e corredores exclusivos para ônibus, são do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), e não do GDF. Nos outros estados, propagandas semelhantes estão sendo veiculadas.
Emendas
Apesar de toda a controvérsia pela suspeita de desvios em muitos casos, muitas dessas obras foram irrigadas com recursos de emendas parlamentares ao orçamento. Assim, onde essa utilização do recurso orçamentário foi legítima, a ideia é envolver o parlamentar responsável pela emenda no anúncio.
Oposição
O governo se mexe, mas a oposição não fica parada. No caso da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), além da aprovação das suas pautas no Congresso, o próximo passo estará na escolha do seu candidato a vice. Até o momento, Flávio tem tido um problema: o PL estreita a possibilidade de alianças.
A ministra das Mulheres, Márcia Lopes (PT), é a convidada do meu podcast em parceria com a Folha de Pernambuco, o Direto de Brasília, da próxima terça-feira (28). No programa, ela deve comentar as ações recentes da pasta, com foco no enfrentamento à violência de gênero, especialmente no combate ao feminicídio, além de iniciativas voltadas à proteção e garantia de direitos das mulheres.
À frente do Ministério das Mulheres, Márcia Lopes tem defendido a ampliação de políticas públicas de prevenção à violência, o fortalecimento da rede de atendimento e a articulação com estados e municípios para ampliar o alcance dessas ações. A ministra também tem participado de campanhas e mobilizações nacionais voltadas à proteção das mulheres e à promoção da igualdade de gênero.
Leia maisAssistente social de formação, Márcia Lopes é natural de Londrina, no Paraná, e tem longa trajetória na gestão pública e nas políticas sociais. Foi ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome em 2010, no segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de ter atuado como secretária-executiva da pasta e secretária nacional de Assistência Social.
Também coordenou o grupo interministerial do programa Fome Zero e integrou conselhos nacionais nas áreas de segurança alimentar, assistência social e direitos da criança e do adolescente.
Filiada ao PT desde 1982, foi vereadora em Londrina entre 2001 e 2004 e secretária municipal de Assistência Social. Ao longo da carreira, atuou na formulação de políticas para mulheres e na articulação de redes de proteção social no Brasil e na América Latina. Em maio de 2025, retornou ao governo federal como ministra das Mulheres.
O Direto de Brasília vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, e também em cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem o programa a Gazeta News, do Grupo Collor, em Alagoas; a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras na Paraíba; a Mais-TV, do mesmo grupo, sob o comando do jornalista Heron Cid; a Rede ANC, do Ceará, formada por mais de 50 emissoras naquele Estado; além da LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são o Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
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