REVISTA VEJA
O Tribunal de Contas de Pernambuco determinou a abertura de uma auditoria para investigar um contrato para a manutenção de escolas firmado entre o governo do estado e uma construtora que estaria impedida de prestar serviços ao poder público e que, ainda assim, teria tido a contratação determinada por meios supostamente irregulares. O caso aponta também para indícios de superfaturamento da empresa em um contrato que, ao todo, supera os 185 milhões de reais.
A Cetus Construtora, que estava sancionada como inidônea no cadastro da Controladoria-Geral da União, por conta de um contrato com a prefeitura de Belo Horizonte, estava impedida de prestar serviços ao poder público de março de 2025 a março de 2026, mas foi contratada pelo governo de Raquel Lyra (PSD) em 11 de junho de 2025. Segundo a denúncia, o contrato ainda foi assinado sem análise prévia da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), contrariando normas estaduais.
Leia maisOutro ponto que chama a atenção é que a Cetus também oferecia seu serviço com preço média acima de uma concorrente, indicando que a escolha licitatória não teria seguido parâmetros legais pela proposta menos onerosa.
Há ainda uma série de outras suspeitas de irregularidades, como assinatura de contrato por uma pessoa que não possuía vínculo formal com a empresa, ou ainda a execução de serviços de obra, reforma ou ampliação sob o rótulo de “manutenção”, o que é mais caro e desvirtua o contrato. A Cetus Construtora teria sido contratada para fazer serviços de manutenção em prédios de escolas municipais do estado.
A decisão de abrir uma investigação, tomada pelo conselheiro Rodrigo Novaes, foi publicada com base em um pedido do deputado estadual Romero Albuquerque, que é filiado ao PSB do ex-prefeito do Recife João Campos, hoje maior oposição ao governo estadual de Raquel Lyra (PSD).
O texto aponta doze possíveis irregularidades para serem investigadas:
A VEJA questionou o governo Raquel Lyra sobre a auditoria do Tribunal de Contas e a relação com a Cetus Construtora e aguarda retorno.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta sexta-feira (29), que o governo brasileiro pretende combater internamente o crime organizado e que não vai aceitar intervenções internacionais, após o anúncio dos Estados Unidos de classificar facções criminosas como organizações terroristas estrangeiras.
Nessa quinta-feira (28), o Departamento de Estado dos EUA, chefiado por Marco Rubio, anunciou que vai classificar as facções brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como terroristas. As informações são do g1.Minutos antes da fala, o Planalto divulgou uma nota em que reforça as ações do governo no combate ao crime organizado. As informações são do g1.
Leia maisO texto afirma que é “deplorável” que “mais uma vez integrantes da família Bolsonaro viajem aos Estados Unidos para defender intervenção estrangeira no Brasil”, como já fizeram com o tarifaço.
O presidente está em Sergipe nesta sexta para anúncios de investimentos na Petrobras e visitas a hospitais. Durante seu discurso, ele tocou no assunto afirmando que estava muito “decepcionado” por conta do anúncio norte-americano.
“Estou muito triste hoje, com a notícia de que o Secretário dos Estados Unidos, da América do Norte, um tal de Marco Rubio disse que os nossos criminosos aqui são terroristas e que os americanos podem fazer intervenção”, afirmou o petista.
Segundo Lula, o CV e o PCC são, de fato, terroristas para cidadãos que moram em regiões de periferia, porque incomodam famílias, bairros e cidades. Por isso, serão combatidos internamente.
“Nós aprovamos uma Lei Antifacção, e aprovamos a lei para combater o crime organizado, e vamos combater. Eles não são os terroristas que o Trump quer, o Trump quer o Osama Bin Laden… e nós queremos os terroristas brasileiros que estão lá”, prosseguiu.
“Porque as armas importadas que estão contrabandeadas pro Brasil vêm dos Estados Unidos. A Polícia Federal entregou um documento para o Trump. O Brasil está disposto a trabalhar para combater o crime organizado, e vamos começar pelo seu estado de Delaware, que tem lavagem de dinheiro de brasileiros”.
A fala de Delaware tem a ver com um monitoramento feito pelo governo sobre lavagem de dinheiro e fraudes tributárias. Segundo a PF, a Receita e o Ministério da Fazenda, criminosos usam o estado americano como paraíso fiscal para tirar ilegalmente dinheiro do país, sem a devida declaração, e depois trazê-lo de volta “lavado”.
Em seguida, Lula citou o caso do ex-deputado federal Alexandre Ramagem, foragido após ser condenado, junto ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por tramar um golpe de Estado no país. Ele mora em território americano enquanto aguarda um pedido de asilo.
Esta foi a primeira vez que Lula comentou o tema. Em discurso durante um evento em Sergipe, o petista defendeu a soberania do país. Ele disse: “Não aceitamos ser tratados como moleques”, ou como uma “republiqueta”.
Ramagem chegou a ser preso em abril e liberado dois dias depois. O Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) dos EUA disse à PF que ele poderá aguardar em liberdade nos EUA a conclusão de um processo de pedido de asilo.
“Vamos começar entregando o Ramagem, que está escondido lá. Começar entregando o maior contrabandista de combustíveis do país, o Ricardo Magro [dono da Refit], a PF e a Receita apreenderam R$ 250 milhões de combustível que eles estão contrabandeando e ele está morando em Miami. Eu entreguei para o Trump o nome dele e a fotografia da casa dele. Quer combater o crime organizado? Me entregue os nossos que estão lá nos Estados Unidos”.
O advogado e empresário Ricardo Magro, que comanda o Grupo Refit, dono da Refinaria de Manguinhos, no Rio de Janeiro, foi alvo de operação da PF e está foragido. O grupo é considerado um dos maiores devedores de impostos do país.
Lula então afirmou: “Não aceitamos ser tratados como moleques. Não aceitamos ser tratados como se fôssemos uma republiqueta”, destacou.
Viagem de Flávio aos EUA
Lula também citou a viagem do senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência, para os Estados Unidos para um encontro com Donald Trump.
Trump e Flávio se encontraram nesta terça-feira (26) em Washington. Os dois posaram para foto após a reunião na Casa Branca. No dia seguinte, ele foi recebido por Marco Rubio.
Na quinta, o Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou que classificou as duas facções como organizações terroristas.
“Eu tive três horas com o presidente Trump, entreguei quatro documentos a ele. O sr. Marco Rubio não estava lá, possivelmente porque ele estava preparado a ajudar um filho de bolsonarista que é candidato à eleição no país, que não tem vergonha na cara de trair a nossa pátria, de ir nos Estados Unidos pedir intervenção americana no Brasil”, afirmou.
Defesa da soberania
Lula, então, falou que o Brasil não é “um país qualquer”. Ele defendeu a soberania afirmando a preocupação com o interesse norte-americano na reserva de minerais críticos e terras raras localizadas em território brasileiro.
O Brasil abriga a segunda maior reserva de terras raras do mundo, atrás apenas da China. São insumos fundamentais para a indústria de ciência e tecnologia, e para a produção de produtos como smartphones, computadores e outros dispositivos.
“Eu tenho preocupação, porque temos muitos minerais críticos, terras raras, muitos minérios e ainda temos muito ouro, ainda temos muito ouro, ainda temos miuto diamante, temos a maior floresta tropical do mundo”, afirmou.
“Daqui a pouco vão dizer: a Amazônia é nossa. Não”, prosseguiu.
O petista então disse: “Eu não falo grosso com a Bolívia e fino com os Estados Unidos. Eu falo educadamente com os dois porque eu quero respeito e preciso ter respeito para respeitá-los. Então, não brinquem, não brinquem com a soberania desse país, não brinquem com a nossa democracia e não duvidem das coisas que nós fazemos aqui nesse país”.
Nota do Planalto
A declaração de Lula seguiu a mesma linha de uma nota publicada pelo Palácio do Planalto momentos antes das declarações.
No texto, o governo afirma que “medidas unilaterais, não negociadas, podem enfraquecer o combate aos criminosos e gerar ações que colocam em risco a vida das pessoas que nada têm a ver com o crime”.
Além disso, “podem reduzir a capacidade de compartilhamento de informações entre as polícias. Podem afetar nosso sistema financeiro e inovações nacionais como o PIX, que incomodam interesses estrangeiros”.
“Em resumo, trata-se de possível retrocesso no combate ao crime, risco à vida das pessoas e prejuízos econômicos ao país”, prossegue o texto.
“A soberania nacional é inegociável. O Brasil rejeita qualquer forma de interferência externa em seus assuntos internos. Quem define como o crime é classificado e combatido dentro do Brasil são os brasileiros, com suas instituições, suas leis e suas forças de segurança”, conclui.
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presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que pretende indicar novamente o advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), após a rejeição de seu nome pelo Senado. Em discurso, Lula disse ter ficado “triste” com a derrota da indicação e argumentou que a decisão não ocorreu por falta de competência jurídica ou por questionamentos à conduta pessoal do indicado, mas por motivos políticos.
Ao defender uma nova indicação de Messias, o presidente afirmou que o Senado tem o direito de rejeitar nomes que não possuam qualificação técnica ou apresentem irregularidades, mas criticou uma eventual rejeição sem justificativa dessa natureza. “Eu vou mandar o Messias outra vez. E vou mandar por respeito à função presidencial”, declarou. Lula também defendeu a convivência democrática entre diferentes posições políticas e disse que decisões dessa natureza devem ser fundamentadas para preservar a civilidade institucional no país.
O Sextou, programa musical que ancoro às sextas-feiras no lugar do Frente a Frente, faz hoje um tributo ao cantor e compositor paraibano Vital Farias, um dos nomes mais importantes da música nordestina e da MPB. Dono de uma obra marcada pela poesia e pelo regionalismo, Vital ficou conhecido por canções que atravessaram gerações, muitas delas eternizadas nas vozes de outros artistas.
É comum encontrar quem não reconheça imediatamente o nome de Vital Farias, mas saiba cantar de cor sucessos como Ai Que Saudade D’Ocê, composta por ele e transformada em clássico da música brasileira. O artista também é autor de canções como Veja, Margarida, Caso Você Case, Canção em Dois Tempos, Sete Cantigas para Voar e Saga da Amazônia, obras que marcaram a música popular nordestina com forte conteúdo poético e social.
No programa, serão relembradas histórias e músicas que fizeram parte da trajetória de Vital Farias, entre elas Ai Que Saudade D’Ocê, Sete Cantigas para Voar e Saga da Amazônia. O tributo contará ainda com a participação do poeta Jessier Quirino, conterrâneo e admirador da obra do compositor paraibano.
O Sextou vai ao ar das 18h às 19h, pela Rede Nordeste de Rádio, que reúne 48 emissoras em Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Bahia, tendo como cabeça de rede a Rádio Folha 96,7 FM, no Recife. Para ouvir pela internet, acesse o link do Frente a Frente no topo desta página ou baixe o aplicativo da Rede Nordeste de Rádio na Play Store.
O Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) concedeu medida cautelar suspendendo todos os pagamentos relacionados ao Contrato nº 185/2025, firmado entre a Secretaria de Educação de Pernambuco e a CETUS Construtora Ltda., que alcança R$ 185,2 milhões após aditivo contratual. A decisão do conselheiro Rodrigo Novaes foi motivada por indícios de irregularidades na contratação e na execução dos serviços de manutenção predial da rede estadual de ensino.
Entre os pontos destacados pelo TCE estão a ausência de análise jurídica prévia da adesão à ata de registro de preços utilizada para a contratação, a falta de documentação de planejamento que justificasse os quantitativos contratados e fortes indícios de pagamentos em duplicidade, irregularidades nas medições e divergências entre valores medidos, liquidados e pagos. O relator também registrou que parte das falhas apontadas na representação apresentada pelo deputado estadual Romero Albuquerque foi confirmada por parecer da Procuradoria-Geral do Estado (PGE).
Leia maisNa decisão, o tribunal determinou que a Secretaria de Educação apresente informações detalhadas sobre a execução contratual, os pagamentos realizados e as correções adotadas. O TCE também abriu uma Auditoria Especial para aprofundar a investigação sobre a adesão à ata de registro de preços e a execução do contrato com a CETUS Construtora, enquanto os pagamentos permanecem suspensos até nova deliberação da Corte.
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REVISTA EXAME
A Digiteam, empresa de Brasília especializada em gestão de equipes externas e automação de processos em campo, projeta crescer mais de 30% em 2026. A empresa desenvolve softwares usados por companhias de setores como energia, saneamento, telecomunicações e indústria para organizar operações externas, monitorar atividades em tempo real e reduzir falhas operacionais.
Após registrar uma receita operacional líquida de R$ 15 milhões em 2024, entrou no ranking EXAME Negócios em Expansão 2025. No ano passado, faturou R$ 16,2 milhões. Atendendo 12 clientes de médio e grande porte no Brasil, Chile e Argentina, a expectativa é alcançar R$ 22 milhões neste ano.
O fundador e CEO, Julio de la Guardia, nasceu em Cuba e chegou ao Brasil em 11 de setembro de 2001 para trabalhar em um projeto da antiga Embratel. Formado em engenharia da informática por uma universidade politécnica cubana, atuava no setor de telecomunicações em seu país de origem e desembarcou aqui inicialmente para um trabalho temporário.
Leia maisO projeto terminou, mas ele decidiu ficar. Casado com uma brasileira do Mato Grosso, que conheceu durante uma viagem de avião, Julio tem uma filha e se naturalizou brasileiro em 2011.
“Quem reclama daqui é só brasileiro. Sou supergrato, é um país que me recebeu muito bem”, afirma Julio, que visita Cuba todos os anos para rever familiares e diz ser fã do Brasil.
Depois de passar por Ribeirão Preto, o empreendedor se mudou para Brasília, onde trabalhou na antiga Brasil Telecom, empresa posteriormente incorporada pela Oi. Foi nesse período, durante o avanço inicial da telefonia móvel no Brasil, que começou a enxergar oportunidades ligadas a aplicativos móveis e serviços de campo.
A Digiteam foi fundada em 2005 e, nos primeiros anos, atuava desenvolvendo softwares sob encomenda e aplicativos móveis para diferentes empresas. O modelo de negócio começou a mudar por volta de 2015, quando deixou de operar apenas como uma “fábrica de software” para investir em um produto próprio no modelo SaaS, em que o cliente paga pelo uso contínuo da plataforma.
A mudança aconteceu após um projeto desenvolvido para a Monsanto. Durante esse trabalho, Julio identificou uma demanda pouco atendida no mercado de gestão de equipes externas. A partir disso, criou uma plataforma voltada para field service, área responsável por organizar operações de campo de empresas que possuem técnicos, equipes de manutenção, fiscais ou prestadores de serviço trabalhando fora do escritório.
Como a empresa cresceu
Quando conquistou o primeiro grande contrato, em 2017, a Digiteam tinha apenas quatro pessoas e freelancers que atuavam diretamente de Cuba. Atualmente, possui dois produtos. O primeiro deles é o Digiteam FSM, sigla para field service management. A plataforma funciona como um sistema para organizar e acompanhar equipes que trabalham fora do escritório, como técnicos de manutenção, instaladores, fiscais e prestadores de serviço.
O software centraliza tarefas como abertura de ordens de serviço, distribuição de equipes, definição de rotas, acompanhamento em tempo real e coleta de informações em campo. A ideia é garantir que o profissional certo chegue ao local correto, no horário adequado e com todas as informações necessárias para executar o trabalho. A plataforma também permite monitorar deslocamentos, registrar o tempo gasto em cada atendimento, controlar materiais utilizados e acompanhar o status das operações.
A digitalização desses processos reduz erros operacionais, melhora a produtividade e acelera o atendimento ao cliente. O sistema também gera dados sobre as atividades realizadas em campo, permitindo que as empresas identifiquem gargalos, planejem recursos e tomem decisões operacionais com mais precisão.
O segundo produto é o Digiteam FPA, ou field process automation. Diferentemente do FSM, o foco não está em serviços técnicos de manutenção ou instalação, mas em processos externos que exigem fiscalização, inspeção, auditoria ou coleta de dados em campo.
A ferramenta é utilizada, por exemplo, em projetos ligados à Caixa Econômica Federal para acompanhamento de obras financiadas pelo banco. Nesse caso, a plataforma é usada para atividades de fiscalização de obras, vistorias e coleta de informações em campo. O Digiteam FPA foi desenvolvido para operações de grande escala, permitindo gerenciar milhares de usuários, inspeções e projetos simultaneamente. A proposta é reduzir retrabalho, aumentar o controle das informações e dar mais rastreabilidade e governança aos processos realizados fora das empresas.
Embora tenha começado focada em utilities, a empresa ampliou a atuação nos últimos anos, e também atende clientes dos setores de indústria, saúde e financeiro. A empresa conta com 53 funcionários distribuídos entre a sede em Brasília e equipes alocadas em Salvador (BA) e Belo Horizonte (MG). Além de cubanos, emprega um venezuelano, um afegão e um britânico que se mudou recentemente para o Brasil.
Os desafios à frente
O quadro societário é formado por três sócios. Júlio atua como CEO e lidera a área comercial. Daniel Borroto, cofundador cubano, responde pela engenharia e desenvolvimento tecnológico da empresa. Já Breno Oliveira entrou na sociedade em 2017, após investir na Digiteam em 2017, quando a empresa conquistou seu primeiro grande contrato e precisava de capital para executá-lo.
Mesmo em crescimento, a Digiteam enfrenta desafios típicos de empresas de tecnologia em fase de consolidação. O principal deles, conta Julio, é decidir até que ponto deve escalar sem perder capacidade Outro desafio envolve profissionalizar processos internos. Com o aumento do número de funcionários e operações em diferentes cidades e países, a empresa passou a investir mais em comunicação, cultura organizacional, segurança da informação e padronização operacional. “O cenário é bastante diferente da fase inicial, quando toda a equipe trabalhava na mesma sala”, diz.
A empresa também disputa espaço com gigantes globais do setor de field service management, como Salesforce e Oracle. Segundo o fundador, a principal vantagem competitiva da Digiteam está na capacidade de adaptação do software às necessidades específicas de cada cliente, algo que considera mais difícil em plataformas globais mais padronizadas.
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A prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado, participou nesta sexta-feira (29) da entrega de veículos e equipamentos do Novo PAC Saúde e do programa Agora Tem Especialistas, promovida pelo Ministério da Saúde no município. O evento contou com a presença do pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos, do pré-candidato a deputado estadual Breno Araújo, além de lideranças políticas e representantes da área da saúde. Serra Talhada foi escolhida pelo Ministério da Saúde para sediar a entrega de 39 micro-ônibus do programa Caminhos da Saúde, 11 vans do Agora Tem Especialistas e 25 Unidades Odontológicas Móveis.
Durante o evento, Márcia Conrado afirmou que a escolha do município reflete os avanços registrados nos últimos anos em diversas áreas da gestão pública, especialmente na saúde. “Serra Talhada foi escolhida porque avançou. Porque trabalha. Porque acredita no seu povo. Hoje, nossa cidade é reconhecida pelos resultados que entrega diariamente à população”, declarou. Entre os destaques citados pela prefeita estão a Policlínica Municipal João César da Cunha, inaugurada em 2024, o Centro de Parto Normal Humanizado da Caxixola, a ampliação do Transporte Fora de Domicílio (TFD), o atendimento noturno nas unidades de saúde e investimentos superiores a R$ 1,6 milhão em equipamentos para a rede municipal.
A gestora também destacou resultados em outras áreas, como educação, desenvolvimento econômico, assistência social e sustentabilidade. Segundo a prefeitura, o município alcançou o primeiro lugar no Idepe para o 5º ano do Ensino Fundamental, conquistou o Selo Ouro do Ministério da Educação no Índice Criança Alfabetizada e o Selo Unicef. Márcia ainda citou ações como a entrega do Residencial Vanete Almeida, o programa Minha Casa Legal e o Recicla+, além da geração de empregos e da liberação de mais de R$ 25 milhões em microcrédito por meio da Sala do Empreendedor. “Serra Talhada vive o tempo das entregas, dos recordes e dos prêmios, mas principalmente o tempo de cuidar das pessoas”, afirmou.
O pré-candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, criticou a atuação do governo federal no combate ao crime organizado durante palestra na Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC Caxias), na Serra Gaúcha, hoje
As declarações ocorreram em resposta ao anúncio dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. As informações são do portal G1.
Leia maisA decisão do Departamento de Estado norte-americano, que motivou o debate, designa o PCC e o CV como terroristas globais com efeito imediato. A inclusão definitiva na lista de organizações terroristas estrangeiras deve ocorrer em 5 de junho. O governo dos EUA aponta que os grupos estão entre os mais violentos do Brasil e são responsáveis por ataques contra policiais, autoridades públicas e civis.
Durante o evento com o tema “Segurança: devolver o Brasil aos brasileiros de bem”, Caiado rebateu o discurso do governo federal sobre soberania e cobrou ações mais rápidas. “Nós sabemos que esta situação já deveria ter sido tomada mais cedo pelo próprio governo e não criar uma situação extremamente desconfortável, que ela mora para os 120 milhões de brasileiros assistindo a essas ações”, disse.
O político questionou o controle territorial do país. “Agora, a tônica do governo vai ser focar, dizer: ‘olha, é a soberania’. Que soberania tem 50 milhões de brasileiros que vivem sob o comando do ‘Estado do crime’? Que soberania tem a Amazônia brasileira, que é comandada pelo narcotráfico mexicano, venezuelano e colombiano?”, declarou.
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Conservadores vêm reiterando que esta eleição é para fazer um acerto de contas com a governadora Raquel Lyra (PSD), que foi eleita há pouco mais de três anos com voto bolsonarista. Hoje, ela tem se portado de forma a ser aliada de Lula e, ao mesmo tempo, tentar cooptar novamente votos da direita. Os bolsonaristas lembram que, quando era prefeita de Caruaru, ela e o então vice, hoje prefeito da cidade, Rodrigo Pinheiro, se negaram a receber Bolsonaro em Caruaru.
Além disso, na época, também foram cobrados pela falta de posição sobre a atuação do governo federal em relação a COVID. O que muitos avaliam é que essa postura de “corda bamba” pode custar caro nesta eleição, porque, de um lado, há muita gente incomodada na direita e, do outro, a esquerda também observa seus movimentos com desconfiança. Isso significa dizer que ela vai acabar perdendo credibilidade em ambos os lados.
Ontem, foi entregue ao município de Arcoverde um novo micro-ônibus adaptado para reforçar a frota da saúde municipal. O veículo, no valor de R$ 584.600,00, foi entregue na cidade de Serra Talhada e será utilizado exclusivamente no transporte de pacientes em deslocamentos regulados pelo SUS.
A conquista foi formalizada por meio do Termo de Doação nº 1844/2026 e é resultado da participação ativa de Arcoverde na consolidação da Política Nacional de Atenção Especializada em Saúde, seguindo as diretrizes estabelecidas pelo Ministério da Saúde, especialmente por meio da Portaria GM/MS nº 3.492/2024.
Leia maisO município atendeu aos critérios técnicos exigidos pelo Programa Nacional de Expansão e Qualificação da Atenção Ambulatorial Especializada – Mais Acesso a Especialistas, o que garantiu a liberação do veículo por parte da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde, sem destinação parlamentar.
A doação também reconhece o trabalho desenvolvido por Arcoverde na elaboração e pactuação do Plano de Ação Regional (PAR), construído de forma colaborativa nas Comissões Intergestores Regionais (CIR) e Bipartites (CIB).
Com mais esse investimento, Arcoverde amplia o acesso da população aos serviços especializados do SUS, oferecendo mais conforto, acessibilidade e segurança no transporte de pacientes, fortalecendo cada vez mais a saúde do município.
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Por Zé Américo Silva*
Existe um padrão histórico no Brasil: toda vez que trabalhadores conquistam algum direito, setores da elite econômica entram em desespero. Foi assim na abolição da escravidão. Foi assim na criação das leis trabalhistas, da carteira de trabalho, do salário mínimo e das férias. E está sendo exatamente assim agora no debate sobre o fim da escala 6×1.
Os argumentos mudam de roupa, mas o conteúdo é sempre o mesmo. Dizem que o país vai quebrar, que haverá desemprego, inflação e colapso econômico. Ontem eram os barões do café afirmando que o Brasil não sobreviveria sem trabalho escravo. Décadas depois, empresários acusavam Getúlio Vargas de destruir a economia ao criar direitos trabalhistas. Agora, representantes das federações empresariais aparecem na televisão anunciando o caos porque trabalhadores querem apenas mais tempo para viver. O curioso é que nenhuma dessas previsões catastróficas se confirmou.
Leia maisA escravidão acabou e o país continuou existindo. A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) foi criada e o Brasil se industrializou. O salário mínimo não destruiu a economia. As férias não faliram empresas. Mas parte da elite brasileira parece condenada a repetir o mesmo teatro do medo sempre que os trabalhadores avançam.
A reação contra a redução da jornada 6×1 é simbólica. De um lado, milhões de brasileiros submetidos a uma rotina brutal, trabalhando seis dias para descansar apenas um, sem tempo para a família, para estudar, descansar ou cuidar da saúde. Do outro, empresários milionários afirmando que oferecer um pouco mais de dignidade ao trabalhador “enfraquece as forças produtivas”.
Na prática, o recado é simples: o lucro continua sendo mais importante do que a vida humana. E é justamente aí que aparece a grande hipocrisia.
Os mesmos setores que condenam direitos trabalhistas são os maiores beneficiários do Estado brasileiro. Criticam o Bolsa Família, falam em “gastos excessivos” e dizem que o governo não pode sustentar programas sociais. Mas silenciam diante dos bilhões que recebem em incentivos fiscais, renúncias tributárias e subsídios públicos. O contraste é brutal.
Enquanto o Bolsa Família custa cerca de 60 bilhões de reais por ano para atender milhões de famílias pobres, o chamado “setor produtivo” recebe aproximadamente 830 bilhões anuais em benefícios fiscais do Governo Federal. Ou seja: quando o dinheiro vai para os pobres, chamam de desperdício. Quando vai para empresários, chamam de incentivo ao desenvolvimento.
No fundo, parte da elite brasileira nunca deixou de enxergar o trabalhador apenas como ferramenta de produção. Mudaram os discursos, mas permanece uma mentalidade profundamente colonial: trabalhar muito, reclamar pouco e agradecer pelo emprego.
Por isso, o debate sobre a jornada de trabalho também revela claramente a divisão política do país. Neste momento, a esquerda – leia-se Lula – defende a redução da jornada, melhores condições de trabalho e mais qualidade de vida. Já a direita – leia-se Flávio Bolsonaro – se posiciona majoritariamente contra, alinhada ao discurso das federações empresariais e repetindo previsões apocalípticas que a própria história já desmentiu inúmeras vezes.
Países desenvolvidos já discutem semana de quatro dias, produtividade inteligente e saúde mental. Enquanto isso, setores atrasados da elite brasileira ainda agem como se descanso fosse preguiça e dignidade fosse ameaça.
A verdade é simples: trabalhador descansado produz melhor. Trabalhador valorizado adoece menos. Trabalhador com tempo para viver movimenta a economia e melhora sua qualidade de vida.
Nenhum direito social surgiu sem resistência dos privilegiados. Nenhum. Todos foram tratados como ameaça antes de se tornarem conquistas civilizatórias.
A redução da jornada 6×1 apenas entrou para essa lista.
*Jornalista e consultor de marketing político
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Ao discursar, há pouco, em Triunfo, num congresso de vereadores sem praticamente representantes da categoria, mas uma claque de servidores comissionados mobilizados por prefeitos aliados, a governadora Raquel Lyra (PSD) passou recibo aos opositores. Em resposta as denúncias da oposição, de que seu governo é uma grande maquiagem, especialmente na saúde, onde tetos de hospitais reformados desabam, afirmou que a única maquiagem que faz é no seu rosto. “Não sou adepta de maquiagem. A única maquiagem que aceito é da minha maquiadora no meu rosto”, afirmou.
Raquel repetiu a mania de discursar em cima de bancos, como tem feito em suas últimas agendas, ao subir em uma cadeira na tribuna de honra. Em seguida, acusou a oposição de pregar mentiras, afirmando que, “enquanto eles plantam mentira a gente pisa no acelerador”. “O Hospital da Restauração não via uma reforma há 70 anos, porque os que governaram antes da gente nunca tiveram compromisso com a saúde”, completou.
Leia maisRaquel falou para uma plateia esvaziada de vereadores. A maioria foi embora ao saber que João Campos (PSB) não iria mais comparecer. Num determinado instante, o plenário do recinto ficou completamente esvaziado. Para não falar as paredes, a governadora contou com a ajuda de prefeitos aliados, que levaram várias delegações de servidores comissionados para fazer número.
A governadora chegou acompanhada de quatro postulantes ao Senado – Túlio Gadelha (PSD), Dudu da Fonte (PP), Miguel Coelho (UB) e Fernando Dueire (PSD). Aproveitou o evento para fazer uma longa prestação da sua gestão e bombardear seus adversários. “Eles tentaram nos atrapalhar e até reduzir o nosso mandato com uma CPI, uma CPI para impor medo, mas Pernambuco me conhece e sabe que ninguém me impõe medo”, afirmou.
Raquel repetiu a ladainha de que recebeu um Estado arrasado. “Me entregaram um Estado sem dinheiro, quebrado. Tive que arrochar nas contas e passei os dois primeiros anos da minha gestão dizendo não a prefeitos que me procuravam para fazer obras”, desabafou.
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