UOL
Documentos do governo de Donald Trump e do Congresso americano, obtidos pelo UOL, citam o lobby feito pelo ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) junto a autoridades dos Estados Unidos por sanções ao ministro Alexandre de Moraes e revelam detalhes do fundo secreto de US$ 1 milhão (o equivalente a R$ 5 milhões na cotação de ontem) liberado por Washington para financiar ações contra o STF (Supremo Tribunal Federal).
Batizado de “Countering Lawfare and Censorship in Brazil” (algo como “Enfrentando o lawfare e a censura no Brasil”), o programa foi patrocinado pelo Departamento de Estado e os recursos liberados no último dia 30, cinco dias antes do primeiro turno da eleição presidencial no Brasil. Irmão de Eduardo, o senador Flávio Bolsonaro (PL) disputará o segundo turno contra o presidente Lula (PT).
Leia maisProcurado pelo UOL, o Departamento de Estado não respondeu à reportagem sobre quem são os destinatários finais dos recursos. A reportagem apurou que a identidade dos beneficiários — que já teriam sido definidos — é mantida sob sigilo até de membros do Congresso dos EUA e de servidores públicos que normalmente têm acesso a esse tipo de informação.
Informações contidas nos documentos descrevem o fundo como uma ferramenta para “apoiar a sociedade civil para combater o ativismo judicial excessivo e a censura no Brasil”. Ambos mencionam o valor de US$ 1 milhão.
Ao explicar o projeto, um dos documentos afirma que “o prêmio visa mirar o Supremo Tribunal Federal do Brasil (STF) e a percepção de que a Corte está atacando a liberdade de expressão nos EUA”. Ele menciona ordens para “remoção de uma publicação sobre Trump” nas redes sociais, em possível referência às decisões judiciais do inquérito das fake news, relatado pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, e que atingiram residentes dos EUA.
Na sequência, o documento cita nominalmente a atuação de Eduardo Bolsonaro nos EUA contra Moraes. “O deputado brasileiro Eduardo Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro, está fazendo lobby junto ao governo dos EUA para que sanções sejam impostas ao ministro Moraes”, diz.
Nos documentos a que a reportagem teve acesso, não há confirmação de que Eduardo tenha recebido os recursos. O ex-deputado foi procurado para comentar o assunto por mensagem e telefonema e não se manifestou até a publicação da reportagem. O espaço segue aberto.
Eduardo se mudou para o Texas em fevereiro de 2025 e, desde então, liderou uma campanha junto a autoridades americanas por punições a autoridades brasileiras, especialmente a Moraes. O objetivo seria forçar algum tipo de anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a mais de 27 anos de prisão no inquérito da trama golpista.
Moraes chegou a ser alvo da sanção da Lei Global Magnitsky e outros ministros do STF foram incluídos em uma lista de restrição de vistos aos EUA pelo governo Trump. Por causa dessa atuação, Eduardo foi condenado no STF a 4 anos e 2 meses de prisão por coação no curso do processo.
Em um dos documentos, o fundo é descrito como de “concorrência aberta”, ou seja, com um chamamento público a todo e qualquer indivíduo ou entidade interessada em prestar o serviço. Ao Departamento de Estado caberia escolher a melhor proposta.
No outro documento a que o UOL teve acesso, porem, há uma mudança nos termos da competição. O fundo destinado ao Brasil passa a ser de “concorrência restrita”, ou seja, direcionada a alguns poucos indivíduos ou entidades.
“Uma concorrência restrita e necessária porque a divulgação publica do programa comprometeria sua eficácia, prejudicaria os interesses diplomáticos dos EUA no Brasil e exporia os executores ao risco de ações judiciais”, diz o documento, sem explicar quem seriam os executores, quais seriam as ações e por que elas estariam sujeitas a consequências legais no Brasil.
O fundo foi revelado na semana passada pelo jornal britânico The Guardian e faz parte de uma lista de 43 prêmios que somam quase US$ 177 milhões de recursos para direitos humanos do órgão diplomático dos EUA – a qual o UOL também teve acesso.
No último dia 1°, a Advocacia Geral da União (AGU) pediu investigação à Procuradoria Geral da Republica e a Policia Federal sobre possível
aporte de recursos públicos dos EUA para interferir no debate politico e institucional brasileiro.
Entre as iniciativas, há um repasse de US$ 40 milhões para um fundo anticomunista, apoio de US$ 1 milhão a um grupo que defende os direitos dos africâneres brancos na África do Sul, e US$ 2 milhões a programas destinados a recompensar aliados ideológicos na Europa que protegem as “normas civilizacionais ocidentais”.
Em conversas reservadas, nenhum bolsonarista nos EUA ouvido pelo UOL admitiu ter recebido qualquer recurso. Um deles disse que o valor
do fundo secreto representa “muito menos que os US$ 30 milhões que a Usaid colocou no Brasil em 2022”, em referencia a extinta Agencia de
Assistência Internacional dos EUA.
Os bolsonaristas impulsionam o discurso de Mike Benz, ex-funcionário do Departamento de Estado dos Estados Unidos durante o primeiro mandato de Donald Trump, que acusa a agencia de ter financiado a oposição a Bolsonaro. Em entrevista ao podcast War Room do estrategista politico e ex-assessor de Donald Trump Steve Bannon, ele afirmou que “se a Usaid não existisse, Bolsonaro ainda seria o presidente do Brasil”.
Em 2022, a Usaid destinou ao Brasil mais de US$ 29,2 milhões em investimentos a projetos como o Fundo Amazônia e o Instituto Chico
Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) declarou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da disputa presidencial contra Lula (PT). Os dois se reuniram em Goiânia e fizeram o anúncio ao lado dos governadores de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e de Goiás, Daniel Vilela (MDB), ambos reeleitos no último domingo (4).
Caiado fez diversas críticas a Flávio ao longo da campanha e o chamou de “um dos maiores assaltantes do Brasil”. Na propaganda eleitoral, o ex-governador afirmou que “tanto faz roubar com a mão esquerda ou a direita: quem rouba é ladrão”. Também falou sobre a ligação do senador com o caso “Dark Horse” e Banco Master em publicações nas redes sociais. As informações são do UOL.
Leia maisApós o anúncio, Flávio prometeu adotar propostas de Caiado para a segurança pública, defendeu a castração química de estupradores e a redução da maioridade penal, afirmando que menores que cometerem crime vão “pagar como adultos”. “A gente vai arregaçar com vagabundo”, disse o candidato à Presidência.
“O que nós queremos é que você devolva o Brasil aos brasileiros. Vou entrar de corpo inteiro, por convicção”, disse Caiado. Ao ouvir os gritos de “ministro”, ele respondeu: “Nesse assunto, precisamos respeitar o presidente da República”. Tem sido especulada a possibilidade de Caiado assumir um ministério na eventual gestão Flávio.
Em seu discurso, o ex-governador de Goiás assegurou que sua mulher, a senadora eleita Gracinha Caiado (União), votaria a favor das medidas de Flávio caso ele seja eleito. “Gracinha estará no Senado para lhe ajudar a aprovar todas as matérias”, disse.
O senador do PL também afirmou que o Brasil elegeu no domingo um Congresso muito mais à direita e que tem maioria para eleger os presidentes da Câmara e do Senado e fazer mudanças na Constituição, sem detalhar quais.
O filho do ex-presidente saiu na frente no primeiro turno da disputa presidencial, com 47,03% dos votos, enquanto Lula teve 45,16%. Caiado terminou na 5ª posição com 2,18% dos votos, atrás de Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão).
Mesmo com o apoio de Caiado, o PSD manteve neutralidade e liberou os filiados para apoiarem quem quiserem no segundo turno. Em comunicado, o presidente da sigla, Gilberto Kassab, disse que “diante da diversidade de cenários eleitorais que tivemos nos Estados, em que as instâncias estaduais do PSD tiveram liberdade para construir suas alianças, a direção nacional entende como natural manter esta diretriz”.
A federação formada por PP e União Brasil, que também adotou neutralidade no primeiro turno, também declarou apoio a Flávio na segunda etapa da eleição. Ele também negocia com o Republicanos, partido de Tarcísio.
Leia menos
A liderança de Flávio Bolsonaro (PL) nas urnas no primeiro turno, diferentemente do que era previsto nas pesquisas, fez surgir a ideia de que o liberal poderia não ir aos debates na segunda etapa. Para o ex-ministro e deputado federal eleito Gilson Machado (Podemos), isso não deve acontecer, e o aliado estará presente nos encontros com o presidente e candidato à reeleição Lula (PT).
“Flávio nunca se negou a ir, tanto que não foi no debate da Globo porque uma juíza nomeada por Lula decidiu interferir até em briga de galo. Ela esculhambou tanto que o debate foi cancelado pela própria Globo, que se sentiu insegura. Não tem nenhum problema em ir, acho que Flávio irá. Mas espero que se ele for e Lula não for, o púlpito fique vazio e ele possa citar o nome de Lula. Houve quebras de regras assinadas, que não são normais na democracia”, disparou Gilson, em entrevista ao podcast Direto de Brasília.
“A gente é diferente da esquerda, queremos transparência, imprensa livre, não queremos jornalista tendo sigilo de fonte quebrado. A imprensa foi massacrada nesse governo Lula, houve sigilo da fonte quebrado a mando do ministro Flávio Dino, fotógrafo que tirou foto de Alexandre de Moraes fazendo gestos obscenos e que acabou demitido. Nós somos diferentes, somos sempre a favor da imprensa livre e que mostre tudo. Então, claro que a gente vai aos debates”, completou o futuro parlamentar.
A OAB Pernambuco (OAB-PE) divulgou, nesta terça-feira (6), o resultado da eleição que definiu os seis nomes da advocacia pernambucana para a lista sêxtupla do Quinto Constitucional do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). Foram eleitos Janielly Nunes, com 6.829 votos; Leonardo Oliveira, com 5.460; Diana Câmara, com 5.359; Isabela Lessa, com 4.759; Henrique Seixas, com 4.561; e Eliel Gomes, com 2.036. Ao todo, 14.836 advogados e advogadas participaram da votação, realizada de forma totalmente on-line.
“Foi um processo limpo, justo, que contou com a participação de 14.836 advogados e advogadas do Cais ao Sertão de Pernambuco”, afirmou a presidente da OAB-PE, Ingrid Zanella. O presidente da Comissão Eleitoral do Quinto Constitucional, Bruno Baptista, destacou que esta foi a primeira vez que a votação ocorreu integralmente pela internet. “Pela primeira vez na história da OAB Pernambuco, a votação foi 100% on-line, reforçando o alcance por todo o estado”, disse.
A lista sêxtupla ainda será homologada em sessão extraordinária do Conselho Pleno da OAB-PE antes de ser encaminhada ao TJPE. Caberá ao tribunal escolher três nomes entre os seis eleitos e formar a lista tríplice, que será enviada à governadora Raquel Lyra, responsável pela escolha e nomeação do novo desembargador ou desembargadora.
Um incêndio em vegetação foi registrado no fim da tarde desta terça-feira (6), em uma área de mata nos fundos da Escola Cívico-Militar, no bairro Cidade Jardim, em Arcoverde. Imagens do local mostram chamas altas, densa fumaça e muita fuligem atingindo a vegetação. Moradores relataram que o fogo teria começado após a queima irregular de resíduos e lixo e se alastrado rapidamente, favorecido pela vegetação seca e pelo vento. Com informações da Rádio Itapuama FM.
Equipes do 9º Grupamento do Corpo de Bombeiros de Pernambuco (CBMPE) foram acionadas e atuam no controle e combate às chamas. Por volta das 18h40, as guarnições ainda permaneciam no local extinguindo o fogo. Em breve, mais informações.
O deputado federal eleito Gilson Machado Neto (Podemos) avalia que a próxima legislatura no Congresso Nacional será de muitas reformas, inclusive na Constituição Federal. Homologada em 1988, a Carta Magna completará 40 anos no meio do próximo mandato e deverá receber diversas alterações, segundo o futuro parlamentar.
“Participei da Constituinte de 1988, eu era assessor de meu tio, o ex-deputado constituinte Gilson Machado. Acho que a nossa Constituição já passou do prazo de validade. Ela foi feita na época do sistema analógico, na época era jornal. Hoje tem as redes sociais, tem muita coisa para ser ajustada, não apenas na parte de tecnologias, de licenciamento ambiental superando o interesse social. Tem várias coisas que precisamos peitar, como também modernizar no Brasil, como as relações de trabalho, como é no mundo todo. O brasileiro hoje quer trabalhar nos Estados Unidos, mas vê se tem americano querendo ser CLT? Acho que uma nova Constituição seria muito salutar nessa época agora”, disse Gilson, em entrevista ao podcast Direto de Brasília.
As mudanças já devem começar no próprio comando das Casas Legislativas, hoje a cargo do senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) e do deputado federal Hugo Motta (Republicanos-PB). “A gente tem que conversar. O Congresso hoje tem 283 cadeiras de direita, ou seja, mais de 55%, outras 123 cadeiras de centro e apenas 107 de esquerda. Das 513, a grande maioria é de pessoas comprometidas com a livre iniciativa. Temos que sentar. Flávio Bolsonaro (PL) tem condições de articular com toda a equipe uma conversa para que tenhamos um presidente da Câmara que bote a toque de caixa o que tem que ser feito”, completou.
Começam a surgir detalhes de como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acompanhou as notícias e os resultados da apuração dos votos do 1º turno, em 4 de outubro de 2026. O petista reuniu alguns políticos mais próximos e amigos numa sala do hotel Renaissance, que fica na esquina da alameda Santos com a rua Augusta, em São Paulo. As informações são do Poder 360.
Havia cerca de 40 pessoas junto com Lula no domingo passado. A sala tinha duas TVs disponíveis e algo chamou a atenção de todos: os 2 aparelhos ficaram o tempo todo desligados, mesmo quando passava de 17h e a apuração dos votos estava sendo transmitida por vários canais.
Alguns dos presentes saíam da sala para saber como estava a apuração dos votos. Outros, olhavam no celular, mas eram repreendidos por Lula, que demonstra irritação quando conversa com alguém e o interlocutor checa alguma coisa no telefone.
Leia maisNão está claro se Lula ou a primeira-dama, Janja Lula da Silva, foram os que determinaram que as TVs na sala VIP do Renaissance ficassem desligadas. Janja não estava com o seu tom efusivo mais comum e havia um certo desânimo na sala. Exceto Lula, que em todas as rodinhas de conversas repetia, com convicção, que logo mais estaria eleito no 1º turno para ser presidente da República pela quarta vez. No final, o petista teve 45,16% dos votos válidos contra 47,03% de Flávio Bolsonaro (PL).
No início da noite, Lula saiu da sala VIP e foi para a suíte do hotel Renaissance que estava reservada para ele se preparar para o pronunciamento que faria em seguida.
Há algum tempo os eventos com Lula tem 3 compartimentos. Há uma sala geral para a mídia e outras pessoas. Há uma sala reservada para convidados. E também sempre há um local super VIP, que é onde ficam Lula e os autorizados a entrar, que precisam de chancela da Presidência da República, mas, sobretudo, de Janja. A primeira-dama decide, inclusive, quem pode ou não subir em carros de som quando o presidente está nas ruas em campanha.
Na sala super VIP em que Lula recebeu seus convidados com as TVs desligadas no domingo, estavam pelo menos estas pessoas: Alexandre Padilha (ministro da Saúde), Aloizio Mercadante (presidente do BNDES), Dilma Rousseff (ex-presidente da República), Edinho Silva (presidente do PT), Emídio de Souza (deputado estadual pelo PT de São Paulo), Gilberto Carvalho (amigo de Lula e um dos coordenadores da campanha), Guilherme Boulos (ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República), Ludhmila Hajjar (médica), Luiz Cláudio Lula da Silva (filho de Lula), Marco Aurélio Carvalho (advogado do Grupo Prerrogativas e amigo de Lula), Roberto Kalil Filho (médico de Lula), Sandro Luis Lula da Silva (filho de Lula) e Sidônio Palmeira (marqueteiro de Lula).
Leia menos
Por Heron Cid – Mais PB
O ex-ministro do turismo e deputado federal eleito por Pernambuco, Gilson Machado (PODE), observou, nesta terça-feira (6), que a votação de Lula no Nordeste tem diminuindo.
Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, do jornalista Magno Martins em parceria com a Rede Mais Rádio encabeçada pela Pop Fm, em João Pessoa, Gilson Machado afirmou que região “está mudando” e deixado de ser tornar uma ‘ilha da esquerda’.
Dessa forma ele acredita que a direita tem conquistado espaços, mesmo sabendo que isso “não será da noite para o dia”.
Leia maisEle citou o caso de Alagoas, onde foram eleitos Henrique Caldas (PSDB), para o governo, e Arthur Lira (PP) e Marina JHC para o Senado.
“O Nordeste cada vez mais tá diminuindo a quantidade que Lula tem. Cada vez mais as pessoas estão ficando mais conscientes, principalmente os mais jovens que têm acesso as redes sociais. A tendência e o Nordeste se tornar em um local onde a competência tenha validade”, destacou.
Leia menos
Ex-ministro do governo Bolsonaro, Gilson Machado (Podemos) se elegeu deputado federal no último domingo (4) e já mira a disputa presidencial do segundo turno. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, ele avaliou que o PT subestimou o adversário, Flávio Bolsonaro (PL), e calcula que seu aliado vencerá no segundo turno com 57%.
“A previsão é em torno de 57% para Flávio. O Brasil estava querendo uma mudança, porque não aguenta mais essa ditadura do Judiciário, da qual fui vítima. Fui preso por uma denúncia anônima, passei um ano preso antes de ser julgado. Me levaram para um presídio horroroso em Pernambuco, minha família sofreu, tentaram me desonrar, mas não conseguiram. E não acharam nada. É uma coisa tão absurda que o brasileiro está com isso entalado, a gente não aguenta mais essas ações que vão de encontro a uma democracia normal. Foi o motivo maior dessa vitória acachapante que tivemos no Congresso Nacional, fizemos uma grande maioria no Senado, uma grande maioria de parlamentares conservadores e de centro na Câmara, que botarão a nossa democracia no rumo que ela merece”, afirmou Gilson.
Leia maisA avaliação do ex-ministro é que o presidente Lula “não ganhou tão bem como da outra vez” no Nordeste. “O volume de votos dele em Pernambuco não foi igual ao de 2022, em Alagoas ele perdeu, em várias cidades ele perdeu. Perdeu em São Paulo, perdeu por sete pontos em Minas Gerais, os maiores colégios do Brasil. O Nordeste talvez vá dar uma vitória localizada a Lula, mas no geral a ‘lapada vai ser sustenta’. Eles já sabem disso”, disparou.
“Todas as pesquisas no primeiro turno indicavam que o PT sairia na frente com 1,5% a 2%. Nenhuma das grandes pesquisas dava esse cenário de Flávio já na frente no primeiro turno. Cheguei a pensar no começo da apuração que poderia ser vitória nossa no primeiro turno, quando Flávio chegou a 52%. A vitória não é apenas do conservadorismo, mas do povo brasileiro. Foi uma vitória acachapante em cima de um PT que, junto com o STF, tentou impor a governança do Brasil. E o brasileiro não engoliu de goela abaixo”, completou Machado.
Leia menos
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta terça-feira que pretende usar a nova composição do Congresso para promover mudanças na Constituição. Durante ato em Goiânia ao lado do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), que declarou apoio à sua candidatura no segundo turno, Flávio disse que terá maioria no Senado e na Câmara para “mudar a Constituição” e “redemocratizar o país”.
— Temos maioria no Senado e na Câmara para a gente mudar a Constituição, para a gente redemocratizar o país — afirmou.
Flávio não deu detalhes sobre quais mudanças pretende fazer no texto constitucional nem quais propostas seriam apresentadas caso seja eleito. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisFlávio terminou o primeiro turno à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% do petista. O segundo turno está marcado para o dia 25 de outubro.
A declaração ocorre após uma forte expansão da direita no Congresso nas eleições de domingo. O PL, partido de Flávio, terá as maiores bancadas nas duas Casas a partir de 2027. Serão 121 deputados, contra os 99 atuais, e 28 senadores, quase o dobro dos 15 que a sigla tem hoje.
O resultado abre espaço para que o candidato, caso vença o segundo turno, forme uma base mais ampla para aprovar propostas de interesse de sua campanha. Na Câmara, o PL, somado ao Novo, que declarou apoio a Flávio, parte de um bloco de 131 deputados. Para aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), no entanto, são necessários 308 votos, o equivalente a três quintos da Casa em dois turnos.
A avaliação entre parlamentares é que Flávio precisaria atrair uma parcela significativa das bancadas de partidos de centro e do Centrão para alcançar esse número. Entre as siglas que podem ser alvo dessa articulação estão União-PP, Republicanos, PSD, MDB e Podemos, além de partidos menores como PSDB, PRD, Solidariedade e Avante.
No Senado, a correlação de forças é mais favorável à oposição de direita. A nova composição da Casa terá 28 senadores do PL, além de parlamentares de outras siglas que adotaram pautas alinhadas ao bolsonarismo. A expectativa entre integrantes desse campo político é de que exista uma maioria suficiente para aprovar mudanças constitucionais.
A eleição também ampliou a chamada bancada do impeachment, que reúne senadores favoráveis à abertura de processos contra ministros do Supremo Tribunal Federal. O grupo deve chegar a 49 integrantes, segundo levantamento publicado pelo GLOBO. O número, porém, ainda fica abaixo dos 54 votos necessários para aprovar o impeachment de um ministro do STF, conforme decisão liminar do ministro Gilmar Mendes.
A ampliação da bancada do PL também terá impacto na disputa pelo comando do Congresso. A legenda pretende lançar um candidato próprio à Presidência do Senado contra Davi Alcolumbre (União-AP). O nome mais cotado é o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da campanha de Flávio e apontado pelo presidente do partido, Valdemar Costa Neto, como candidato da sigla.
Na Câmara, a expansão da direita também deve influenciar a disputa pela sucessão de Hugo Motta (Republicanos-PB). A composição da Casa deverá aumentar a pressão para que os partidos de centro negociem com o grupo político de Flávio.
Leia menos
Se o leitor não conseguiu assistir à exibição ao vivo do podcast Direto de Brasília com o ex-ministro do Turismo da era Bolsonaro e agora deputado federal Gilson Machado Neto (Podemos), clique no link abaixo e confira. Está imperdível!
No podcast ‘Direto de Brasília’ de hoje, parceria deste blog com a Folha de Pernambuco, a temática será a reinserção do bolsonarismo no mapa político-eleitoral do País, com a votação surpreendente do candidato do PL ao Planalto, Flávio Bolsonaro. Convidamos o ex-ministro do Turismo da era Bolsonaro, o agora deputado federal Gilson Machado Neto (Podemos), o sétimo mais votado em Pernambuco, alcançando a marca de 156.754 votos.
Além da expressiva votação, Gilson elegeu o filho, Gilson Filho, deputado estadual pelo Podemos, também superando a casa dos 100 mil votos – exatos 132.322 votos, o segundo mais votado entre os 49 deputados eleitos para a Assembleia Legislativa de Pernambuco. No podcast, o ex-ministro mais fiel de Bolsonaro vai falar sobre o resultado da eleição, sua expectativa em relação ao segundo turno entre Lula (PT) e Flávio, confronto marcado para o próximo dia 25.
Gilson vai falar ainda da possibilidade do novo Senado, formado por maioria expressiva de representantes da direita, do conservadorismo e do bolsonarismo retomar a pauta do impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal e da liberdade do ex-presidente Jair Bolsonaro, caso Flávio venha a vencer Lula.
Em parceria com a Folha de Pernambuco, o podcast ‘Direto de Brasília’ vai ao ar logo mais, das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, e mais 165 emissoras de rádio no Nordeste.
Retransmitem a Rede Nordeste de Rádio, a Rede Mais Rádios, da Paraíba; a Rede ANC, no Ceará; a revista Mais Nordeste, em Fortaleza; e a TV LW, em Arcoverde.
Entram como parceiros na mídia institucional a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
Leia menos