Por Alex Fonseca – Blog da Folha
O senador Fernando Dueire (PSD) avalia como naturais as tensões envolvendo a escolha do pré-candidato ao Senado na União Progressista. O congressista, que esteve na reabertura da Igreja de São Pedro, em Olinda, na manhã desta terça-feira (30) ao lado da governadora Raquel Lyra (PSD), ressaltou que, apesar dessa impressão dele, trata-se de um assunto interno da federação.
“É legítimo que os partidos que fazem parte dessa federação queiram apresentar candidato para que seja protagonista no próximo processo eleitoral. (…) Acredito que a governadora, com serenidade, aguarda essa definição para poder, a partir da definição adotada, tomar a decisão que fizer melhor juízo para ela”, declarou.
Leia maisDueire avaliou, ainda, que a chefe do Executivo estadual não irá se antecipar em relação à escolha, dado que “isso ainda está restrito ao território da Federação”.
Na manhã de ontem, a executiva estadual da União Progressista reuniu-se na sede da federação, no bairro do Pina, para definir o pré-candidato ao Senado. No encontro, foi escolhido o deputado federal e presidente estadual da federação, Eduardo da Fonte (PP).
Essa decisão, contudo, parece estar longe de ser definitiva, já que, no âmbito estadual, o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil), ainda se coloca como pré-candidato ao Senado.
Soma-se a isso o fato de o presidente nacional da União Progressista, Antonio Rueda (presidente também do União Brasil), ter desautorizado, em nota, a decisão de ontem, enquanto Ciro Nogueira (senador e presidente do PP) vê os efeitos como válidos.
Prioridade
O senador sustenta que, no momento, a prioridade deve ser oferecer à governadora tranquilidade e calma para montar uma chapa competitiva para a reeleição dela.
Ele, ao ser questionado se as tensões envolvendo a federação o colocariam mais próximo de ser o nome escolhido por Raquel para disputar uma das vagas do Senado, Dueire enfatizou que, na verdade, o fato de ser candidato natural à reeleição é que o colocaria bem posiocionado.
“Sou incumbente, estou no cargo de senador da República. (…) Sou um dos postulantes. Ela (Raquel) vai definir isso com serenidade quando todas as informações estiverem na mesa dela. Hoje ainda não estão”, apontou.
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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro disse a parlamentares aliados que desistiu de concorrer ao Senado. A ameaça de abadono da corrida eleitoral, segundo relatos de quem esteve com Michelle nos últimos dias, foi feita porque ela se sente “esgotada” e está preocupada com a repercussão que a briga pública entre ela e o pré-candidato do PL a presidente, Flávio Bolsonaro.
O entorno de Michelle diz que vai tentar articular para que ela reveja a intenção. As informações são do jornal O GLOBO.
Na quarta-feira da semana passada, Michelle publicou dois vídeos nas redes sociais em que fez uma série de críticas a Flávio. Ela disse que foi “maltratada e desrespeitada” pelo senador do PL e que ele foi ríspido com ela.
Leia maisA desavença foi motivada por uma queda de braço sobre a posição do PL no Ceará. Flávio e a maior parte da cúpula do partido desejam apoiar Ciro Gomes (PSDB) para governador, enquanto Michelle é contra.
De acordo com aliados de Michelle, a briga pública entre ela e Flávio e a repercussão nas redes sociais, fizeram ela tomar a decisão de não concorrer ao Senado.
Aliados de Flávio têm criticado a ex-primeira-dama pelos vídeos, como o ex-deputados Eduardo Bolsonaro (PL-SP), irmão de Flávio, Alexandre Ramagem (PL-RJ) e o influenciador Paulo Figueiredo.
A aliados, a ex-primeira dama tem relatado preocupação sobre como as filhas dela vão receber toda a repercussão da briga nas redes sociais. Michelle também disse que está desmotivada a participar do pleito e que focaria em cuidar do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar após ser condenado pelo caso da trama golpista.
Apesar das críticas de aliados, Flávio Bolsonaro tenta fazer com que Michelle participe de um evento de sua pré-campanha voltado para mulheres, marcado para esta quarta-feira, mas ela ainda não sinalizou se vai estar presente.
Da mesma forma, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, tem uma reunião com a ex-primeira-dama nesta terça e tenta aparar as arestas entre ela e Flávio.
O PL havia decidido que Michelle seria candidata ao Senado pelo Distrito Federal, em uma chapa que também contaria com a participação da deputada Bia Kicis (PL-DF) na outra vaga do Senado e de Celina Leão (PP) na disputa pelo governo do DF.
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A governadora Raquel Lyra, apesar de ter tirado Magno da solidão ao levar para o Palácio do Campo das Princesas uma nova moradora, uma cadelinha pela qual demonstrou muito carinho e afeto, também revelou um lado humano e cuidadoso. Ao mesmo tempo, porém, tomou uma decisão que pode render boas brincadeiras nos bastidores: mandou castrar Magno. Mas a vida é assim mesmo. Não se pode ter tudo.
A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia votou nesta terça-feira (30) e consolidou a maioria de votos a favor da liberação de parte dos chamados “penduricalhos”.
Em março, o STF havia estabelecido critérios para o pagamento das verbas indenizatórias pagas a magistrados, procuradores e promotores, o fixando em 35% do teto constitucional, que corresponde ao valor da remuneração dos ministros do Supremo – atualmente em R$ 46.366,19. As informações são do g1.
Segundo esse entendimento, os penduricalhos ficaram limitados a até R$ 16.228,16.
Leia maisCom o desfecho de hoje, esse limite ainda precisa ser respeitado, mas deixam de valer restrições que haviam sido impostas a algumas verbas indenizatórias pelo próprio STF.
Passou a ser permitido, por exemplo, o pagamento em dinheiro de férias, licenças-prêmio e plantões acumulados antes do julgamento (entenda abaixo).
Cármen Lúcia acompanhou os relatores, Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Cristiano Zanin, que se posicionaram em conjunto, assim como o presidente da Corte, Luiz Edson Fachin, a favor da liberação dos pagamentos com uma abrangência menor.
Por outro lado, os ministros Luiz Fux, Nunes Marques, André Mendonça e Dias Toffoli propuseram uma liberação mais ampla, que acabou vencida. Com isso, o placar do julgamento ficou em 6×4.
Ou seja: os ministros se manifestaram de forma unânime pela liberação dos pagamentos. No entanto, se dividiram em duas correntes, com abrangência distinta. Venceu a versão mais restrita.
No voto, a ministra fez uma ressalva. Ela disse que o Supremo resolve o caso concreto, mas que cabe ao Congresso aprovar uma lei para organizar de forma definitiva as regras sobre salários, indenizações e demais verbas pagas aos servidores públicos.
Para Cármen Lúcia, isso daria mais transparência sobre os gastos públicos e evitaria dúvidas sobre quais pagamentos são permitidos.
Os ministros analisaram recursos da Procuradoria-Geral da República (PGR) e das entidades de juízes e integrantes do Ministério Público contra a decisão do STF de março, que limitou o pagamento dos penduricalhos.
A maioria fixou duas regras para o pagamento de parte dos penduricalhos como licença-prêmio, férias e plantões judiciais: precisam ter sido adquiridos até março de 2026 e o pagamento ainda precisa respeitar o limite de 35% do teto constitucional.
O julgamento dos recursos começou na sexta-feira (26), quando os relatores Alexandre de Moraes, Flavio Dino, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin apresentaram um voto conjunto propondo a liberação de pagamento de verbas que tenham sido adquiridas até março de 2026 e validadas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e Conselho Nacional do MP.
Isso valeria, por exemplo, para férias, licença-prêmio e plantões judiciais. O presidente do STF, Edson Fachin, acompanhou o voto dos relatores, assim como a ministra Cármen Lúcia, última a votar.
A outra corrente, liderada por Fux, entende que o pagamento dos penduricalhos reconhecidos e validados deve ser pago na integralidade para evitar o enriquecimento irregular da Administração Pública e sem integrar o limite de 35%.
Nunes Marques seguiu a divergência aberta pelo ministro Luiz Fux, que concorda com parte do voto conjunto dos relatores, mas propõe não fixar um marco temporal para a liberação dessas verbas e o pagamento integral.
Os relatores, por sua vez, defendem o pagamento somente das verbas adquiridas até março de 2026 e validadas pelo Conselho Nacional de Justiça e Conselho Nacional do MP.
Kassio Nunes Marques afirmou que o modelo para o pagamento deve ser discutido, mas ressaltou que as verbas são legítimas.
“Tais verbas constituem direitos legitimamente adquiridos, que não foram usufruídos por absoluta necessidade do serviço. Na medida em que a Administração reconheceu que férias, licenças-prêmio, plantões ou outros direitos funcionais deixaram de ser fruídos exclusivamente por necessidade da Administração, motivada pela Supremacia do Interesse Público, correspondente indenização deixa de constituir vantagem nova”, afirmou.
O ministro defende ainda que seja liberado, para magistradas e magistrados que tenham filhos menores de cinco anos, o direito de receber em dinheiro o auxílio-creche ou pré-escolar, nos locais em que não for oferecida a prestação do serviço, conforme regulamentação do CNJ ou do CNMP.
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Os rumos do Brasil atual poderiam ter sido diferentes se as reformas de base tocadas na gestão do ex-presidente João Goulart tivessem sido concluídas. Essa é a visão do neto dele, Christopher Goulart, nascido dois meses antes da morte do ex-mandatário do país, em 1976. Lançando um livro em que conta e analisa momentos da vida do Brasil, Christopher avalia que as circunstâncias da época, entre elas governar em um mandato parlamentarista, criaram muitas dificuldades que originariam a deposição de Jango e o golpe militar de 1964.
“O Brasil hoje seria outro se o Jango tivesse dado continuidade às reformas de base. Vale lembrar que, mesmo em um regime presidencialista, ele somente governou o país por um ano e dois meses. Antes governava no regime parlamentarista. Quando ele assumiu, os generais não permitiram que ele fosse nomeado ou ingressasse no cargo que lhe era de direito, pela Constituição de 1947. Aí você vê o delírio, vê o que tem algo de podre. Ele foi eleito vice-presidente democraticamente, quando os votos eram separados. Jânio renunciou, a consequência era o presidente assumir. E três lunáticos que representavam as Forças Armadas e setores conservadores disseram que ele não podia assumir. A voz deles era mais importante que a Constituição da República? E, quando ele avançou nas reformas de base que já estavam acontecendo, foi deposto. Não porque era fraco. E a ideia dele era levar isso para a população”, contou Christopher Goulart, em entrevista ao podcast Direto de Brasília.
“Getúlio Vargas para mim é a maior figura pública de toda a história e ninguém chega perto. Jango é um herdeiro de Vargas. E é muito pouco definir Getúlio unicamente como ditador, porque ele não é. Vargas é um revolucionário que depois foi eleito em 1951. E vale dizer que a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) se deu exatamente no período do Estado Novo. Com Vargas, o Estado deixou de ser oligárquico, deixou de ser do café com leite e passou a ter as bases que hoje governam o país”, completou.
Lideranças nacionais com trajetórias marcantes, o ex-presidente João Goulart (1919-1976) e o ex-governador Leonel Brizola (1922-2004) eram cunhados, gaúchos e donos de personalidades bem distintas. O advogado e escritor Christopher Goulart, neto do ex-presidente, ressalta a importância de ambos para a história da democracia brasileira e destaca o papel do avô para evitar conflitos armados no Brasil nos anos 1960.
“Sempre digo que é preciso pontuar os contextos. Jango (João Goulart) era um líder nacional; a caneta dele pesava mais. Brizola era um grande líder, que tinha sua representação muito vinculada ao Rio Grande do Sul. Quando se tem uma responsabilidade maior, o buraco é mais embaixo. Tenho orgulho de dizer que meu avô evitou duas guerras civis no Brasil, por exemplo”, destacou Christopher, em entrevista ao podcast Direto de Brasília.
“Jango não aceitou um brasileiro morto em função da manutenção dele no cargo de presidente. Esses são os detalhes que precisam ser exaltados da pessoa dele. Ele podia ter ficado mais tempo no poder, mas levaria o país a uma guerra e ele não quis isso. Meu avô tinha muito mais informações que o Brizola, sabia dos movimentos. O Brizola muitas vezes jogava para a torcida. Não é bem assim que funciona a coisa. Eles eram estilos diferentes. Brizola era mais aguerrido e meu avô mais conciliador, mais do diálogo. Eram dois grandes líderes que disputavam espaço na época; havia os janguistas e os brizolistas. Enfim, eram estilos muito diferentes”, completou o neto de Jango, que recentemente lançou o livro E Manchado de Sangue Terás que Crescer: Uma Vida de Lutas.
Embora tenha crescido em um ambiente de desestruturação familiar, como o próprio define, o neto do ex-presidente João Goulart, o advogado e escritor Christopher Goulart, procura olhar para a frente. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília por ocasião do lançamento de seu livro E Manchado de Sangue Terás que Crescer: Uma Vida de Lutas, ele avalia que a caminhada não foi fácil, em função do exílio do avô, mas projeta que os desafios fortaleceram a todos.
“Cada um carrega sua cruz. O preço maior para ele foi ter ficado o tempo todo fora do país. Obviamente, o golpe de Estado destruiu minha família, não só politicamente, mas as bases familiares. Meu avô morreu cedo por causa disso. Ele era bem-sucedido financeiramente e perdeu todos os bens. Mas eu procuro pegar tudo isso e aposto em dobro. Não gosto de vestir roupa da vitimização. Tudo isso nos fortaleceu. Eu tenho muito orgulho hoje de andar em qualquer lugar de cabeça erguida, porque, na verdade, o que tentaram fazer nos deu muito mais valor. Até para agredir alguém, tem que ter cuidado. Então procuro trazer tudo isso como forma de gratidão e muitas vezes me sinto incompreendido”, desabafou Christopher Goulart.
Leia mais“Meu avô sabia que era vigiado o tempo inteiro. Muita gente se engana a esse respeito. Acham que, depois de 1964, meu avô passou a ter vida tranquila. Ele foi perseguido até o último dia pelas ditaduras de outros países. Teve que sair do Uruguai porque teve golpe lá, depois foi para a Argentina e lá também houve golpe. A perseguição foi implacável todos os dias. Evidente que ele queria voltar ao Brasil. É muito cruel alguém que deixou tudo pela pátria ser o único ex-presidente a morrer no exílio. Aí vêm as contradições. Aqueles que muito querem matar porque são medíocres, na verdade, acabam imortalizando a pessoa. Porque quem é pequeno não sabe o tamanho da grandeza de espírito. E Jango está no panteão dos líderes brasileiros para toda a eternidade”, destacou.
Ele afirmou que a família segue lutando para reabrir as investigações quanto à morte de Jango, pois sempre houve suspeitas de que ele teria sido envenenado, o que teria causado o infarto, causa oficial de seu falecimento. As recentes atualizações sobre a morte do ex-presidente Juscelino Kubitscheck também levantam essa tese.
“Como advogado, apurei junto ao Ministério Público Federal no Rio Grande do Sul as circunstâncias da morte de meu avô. Lá existe procedimento ainda aberto hoje. Sempre digo que com certeza ele foi assassinado. Mesmo que essa hipótese do envenenamento não seja verdadeira, o assassinato dele foi muito pior do que se tivesse levado um tiro, uma facada ou um remédio. Ele foi jogado ao exílio por doze anos sem poder voltar ao Brasil. Um idealista que amava o seu país. Isso é um assassinato muito mais cruel”, concluiu Christopher.
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Se o leitor não conseguiu assistir a exibição ao vivo do podcast ‘Direto de Brasília’ com o advogado Chistopher Goulart, neto do ex-presidente João Goulart, clique no link abaixo e confira. Está imperdível!
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou nesta terça-feira (30) ter tido uma conversa “muito boa” com a nova líder do governo na Casa, senadora Teresa Leitão (PT-PE). Ele afirmou que a parlamentar tem papel “muito importante” na interlocução dos poderes.
“Reconheço a sua capacidade de articulação. Quero dizer a V. Exa. [Teresa Leitão] e ao Brasil que fiquei muito feliz com a reunião que tivemos na manhã de hoje. Tenho convicção absoluta de que compreendeu absolutamente o papel do chefe de Poder e presidente do Congresso Nacional. E, nesta condição, V. Exa. tem uma missão muito importante nesta interlocução”, disse em plenário nesta tarde. As informações são da CNN.
A reunião foi a primeira desde que a parlamentar foi indicada pelo governo na semana passada para assumir o cargo no lugar do senador Jaques Wagner (PT-BA), alvo de operação da Polícia Federal sobre o caso do Banco Master. O encontro desta manhã também contou com a presença do ministro da Secretaria das Relações Institucionais, José Guimarães, responsável pela articulação do Planalto com o Congresso Nacional.
Leia maisDurante a sessão, Teresa agradeceu Alcolumbre pela conversa e fez compromissos. Ela afirmou que pretende exercer a função tendo o diálogo como “método permanente” e que quer “construir pontes” com todas as bancadas da Casa. Também disse que manterá “relação de cooperação institucional, respeito recíproco e busca permanente de entendimentos em torno de matérias de interesse nacional” com Alcolumbre.
“Agradeço o tom da reunião, a sinceridade da reunião, o que construímos e desejo que esta seja a primeira de muitas que virão para construirmos as nossas pautas de acordo com a nossa missão aqui no Senado, de acordo com os interesses do Governo, que eu represento, mas também respeitando o papel de presidente de Poder”, disse na tribuna.
A senadora foi indicada para o cargo na última quinta-feira (25) após conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na segunda-feira (29), a congressista teve reunião com o chefe do Executivo e com Guimarães sobre as pautas prioritárias do governo.
O fim da escala de trabalho 6×1 é a maior prioridade do Planalto e destravar a proposta é visto como uma “missão” de Teresa no cargo. A senadora deve participar de novo encontro com Alcolumbre e parlamentares na quarta-feira (1º) para falar da matéria.
A reunião deve incluir o senador Paulo Paim (PT-RS) e os deputados Reginaldo Lopes (PT-MG) e Erika Hilton (PSOL-SP), autores de propostas sobre a redução da jornada de trabalho. Após o encontro, o fim da 6×1 será discutido em sessão de debate temático no plenário do Senado.
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O pré-candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) voltou a defender, nesta terça-feira (30), a proposta de isenção do IPVA para motocicletas utilizadas por trabalhadores rurais. Durante agenda em Afogados da Ingazeira, no Sertão do Pajeú, ele afirmou que a medida busca reduzir custos para esse público e será acompanhada da oferta gratuita da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) por meio do programa Moto Rural, Moto Legal. “A gente não está falando de uma medida absurda, mas de uma medida que é 100% possível de ser feita”, declarou em entrevista a uma rádio local.
A proposta, anunciada no fim de semana durante plenária em Palmares, foi reforçada em mais uma etapa da pré-campanha no Sertão. Em Afogados da Ingazeira, João Campos participou de uma rodada do projeto de escuta popular “Anota Aí!”, ao lado do pré-candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos), da pré-candidata ao Senado Marília Arraes (PDT) e do prefeito Sandrinho Palmeira (PSB). Durante a atividade, ouviu demandas da população relacionadas ao abastecimento de água, saúde e educação.
Também participaram da agenda o deputado federal Pedro Campos (PSB), o presidente estadual do PT, deputado Carlos Veras, a prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado, os prefeitos Berg Gomes (Carnaíba) e Luciano Torres (Ingazeira), além de ex-prefeitos e outras lideranças da região. A programação de João Campos no Sertão do Pajeú inclui ainda visitas aos municípios de Solidão, Brejinho, Itapetim e São José do Egito.
O presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), Álvaro Porto (MDB), apresentou, nesta terça-feira (30), um balanço das atividades desenvolvidas pela Casa no primeiro semestre de 2026. Durante o pronunciamento, o parlamentar afirmou que a Assembleia manterá o funcionamento legislativo no segundo semestre, conciliando as atividades parlamentares com as agendas eleitorais. “Temos certeza que a Assembleia seguirá trabalhando, legislando e fiscalizando, sem prejuízo para as votações e atribuições legislativas”, disse.
Segundo dados apresentados por Porto, entre 1º de fevereiro e 30 de junho a Alepe realizou 107 reuniões entre sessões ordinárias, extraordinárias e solenes. No período, foram aprovadas 148 proposições, além de 478 requerimentos e 1.778 indicações. O presidente também destacou ações como o programa Alepe Cuida, que realizou mais de 22,7 mil atendimentos no semestre, e a quarta edição do Alepe Mulher, que contabilizou mais de 12 mil atendimentos.
Durante o discurso, Álvaro Porto também ressaltou a atuação institucional da Assembleia e defendeu a manutenção da independência entre os Poderes. Segundo ele, o diálogo deve permanecer como base da relação institucional, preservando as atribuições constitucionais de cada ente. A Alepe entra em recesso parlamentar entre os dias 1º e 30 de julho, período em que as sessões plenárias ficam suspensas, enquanto as atividades administrativas seguem normalmente.
A 21ª edição da Festa Literária Internacional de Pernambuco (Fliporto) terá uma programação distribuída entre dois espaços no Recife. Além da Fliporto Arte, que será realizada no Espaço Janete Costa, no Parque Dona Lindu, em Boa Viagem, o festival levará sua programação literária e a livraria oficial para o Centro da cidade, integrando-se às atividades do REC’n’Play, promovido pelo Porto Digital. Os dois eventos acontecerão simultaneamente, em novembro.
No Centro do Recife, a programação reunirá escritores, pesquisadores, artistas, editores e especialistas para debates sobre literatura, inteligência artificial, transformação digital, mercado editorial e os desafios da criação literária. Já a Fliporto Arte permanecerá no Parque Dona Lindu com exposições e atividades voltadas às artes visuais. A edição de 2026 homenageará a literatura latino-americana e caribenha e terá como tema a literatura na era digital e da inteligência artificial.
Segundo o coordenador da Fliporto, Antônio Campos, a coincidência das datas permitiu aproximar o festival do ecossistema de inovação da cidade. “A programação literária da Fliporto e a nossa livraria estarão no Centro do Recife, inseridas no ecossistema do Porto Digital e dialogando com a programação do REC’n’Play. Já a Fliporto Arte permanece no Espaço Janete Costa, no Parque Dona Lindu, valorizando as artes visuais”, afirmou.
