Inelegível, o ex-governador do Distrito Federal (DF), José Roberto Arruda (PSD), declarou R$ 830,1 mil em bens ao TSE neste sábado (15), último dia de registro de candidaturas. O patrimônio informado inclui quatro imóveis, participação em empresa, um carro e aplicações financeiras.
Segundo a declaração entregue à Justiça Eleitoral, o maior patrimônio está em uma participação no capital social de uma empresa, avaliada em R$ 198 mil. Entre os imóveis, Arruda declarou um apartamento em Brasília, avaliado em R$ 195 mil, e uma casa em Itajubá (MG), sua cidade natal, de R$ 194 mil. Também aparecem dois apartamentos no município mineiro, avaliados em R$ 66,9 mil e R$ 19,4 mil. O único veículo informado é um Volkswagen Gol 2010/2011, declarado por R$ 30.990. As informações são do jornal Brasília Capital.
Nos ativos financeiros, o ex-governador declarou R$ 30.355,97 em conta corrente, R$ 49.459,20 e R$ 4.730,58 em duas cadernetas de poupança, além de R$ 40 mil em “crédito em empresa”.
Arruda está inelegível após condenações decorrentes da Operação Caixa de Pandora, que relevou um esquema de corrupção e pagamento de propinas na gestão do ex-governador. Apesar do registro formal, a situação dele será analisada pela Justiça Eleitoral, que poderá apreciar eventual pedido de impugnação por descumprir critérios da Lei da Ficha Limpa.
Em Serra Talhada, os irmãos Ednaldo Ferreira e Nivaldo Ferreira morreram hoje após um episódio de violência que chocou Serra Talhada. As informações são do blog do Nill Júnior.
A princípio, a informação é de que eles teriam sido vítimas de uma ação criminosa praticada por um homem armado, que chegou atirando na loja de Ednaldo, na Rua Joaquim Conrado de Lorena e Sá. Um dos irmãos, Nivaldo, teria reagido em legítima defesa e os dois acabaram alvejados. Um morreu no local e outro no Hospam. O atirador também foi morto.
O caso gerou uma onda de comoção na cidade. Por conta da ExpoSerra, vários políticos tinham atos programados na cidade, como o grupo de Sebastião e Waldemar Oliveira, de Luciano e Miguel Duque e o candidato ao Governo João Campos, com a prefeita Márcia Conrado. Todos cancelaram os atos em solidariedade.
A própria ExpoSerra está com suas atividades em xeque. As vítimas são irmãs do presidente da CDL, Gilvanilson Ferreira da Silva, conhecido como Maninho Ferreira.
O prefeito de São José do Egito, Fredson Brito (Republicanos), escolhido para assumir a coordenação regional da campanha governista, está no centro de mais um episódio que chama atenção para os cuidados elementares exigidos pela legislação eleitoral às vésperas da abertura oficial das campanhas. A escolha da governadora Raquel Lyra (PSD) para coordenar sua campanha à reeleição no Pajeú já produz questionamentos antes mesmo do início oficial da propaganda eleitoral, marcado para amanhã (16).
Neste sábado (15), um carro de som circula pelas ruas de São José do Egito divulgando a chamada “Caravana da Esperança”. A vinheta atribui expressamente o convite ao prefeito, vereadores e lideranças políticas e convoca a população para o evento.
Leia maisO que significa dizer que, em São José do Egito, a campanha governista teria queimado a largada na corrida eleitoral. A legislação admite diversos atos de pré-campanha, inclusive menção a pretensas candidaturas, encontros políticos e divulgação de posicionamentos. Há, contudo, limites para a forma como essa comunicação pode ocorrer. No episódio de São José do Egito, um elemento chama especialmente a atenção: o carro de som.
A legislação eleitoral restringe a utilização de carros de som e minitrios. Mesmo durante o período oficial de propaganda, esses equipamentos não estão simplesmente liberados para circular isoladamente pelas cidades veiculando propaganda eleitoral. Seu uso é admitido em situações específicas, como carreatas, caminhadas, passeatas, reuniões e comícios. Na pré-campanha, não é apenas o conteúdo da mensagem que importa: o meio usado para divulgá-la também pode ser considerado irregular. Assim, mesmo sem pedido explícito de voto, o uso de um meio proibido pode caracterizar propaganda eleitoral antecipada. Eventual irregularidade deverá ser analisada pela Justiça Eleitoral.
“CASA DE MAINHA”
O episódio deste sábado (15) não é o primeiro a chamar atenção em São José do Egito às vésperas da campanha. Dias antes, a fachada da chamada “Casa de Mainha”, espaço ligado ao grupo político de Fredson Brito, apareceu pintada com referências visuais a Pernambuco e, em grandes caracteres, o número 55.
A repercussão foi registrada pelo comunicador Cláudio Viana, conhecido na região pelo estilo irreverente e sarcástico no jornalismo e no radialismo. Nas redes sociais, ele publicou uma montagem com fotografias do antes e depois da fachada. Na primeira imagem, aparecia a inscrição “Casa de mainha 55”. Na segunda, o número já havia sido apagado. Viana ironizou a mudança ao se autointitular, em tom de brincadeira, “juiz eleitoral Dr. Cláudio Viana” e agradecer à “turma do coração roxo” por ter “atendido” a ele e retirado o número.

A publicação foi uma sátira do comunicador, e não resultado de qualquer decisão ou intervenção da Justiça Eleitoral. O Judiciário não foi provocado e não houve determinação judicial para a retirada do número.
Coordenar uma campanha para o Governo de Pernambuco não significa apenas reunir prefeitos, vereadores e lideranças, organizar agendas ou montar palanques. Também exige atenção à legislação eleitoral, orientação dos aliados e cuidado com a comunicação política, para evitar que a candidatura que se pretende fortalecer seja exposta a questionamentos desnecessários.
Por isso, a pergunta também precisa ser dirigida à governadora: que critério Raquel Lyra utilizou para entregar a coordenação de sua campanha no Pajeú a uma liderança que, antes mesmo do primeiro dia oficial de propaganda, já aparece envolvida em dois episódios de repercussão no terreno eleitoral?
Por fim, Fredson Brito está longe de ser um estreante em eleições. Disputou a Prefeitura de São José do Egito, venceu o pleito e hoje exerce o mandato de prefeito. Agora, assume uma responsabilidade ainda maior: coordenar regionalmente uma campanha para o Governo do Estado. A função exige, portanto, o mesmo cuidado que se espera de quem está à frente de uma operação política dessa dimensão.
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O podcast ‘Direto de Brasília’ da próxima semana será excepcionalmente na quarta-feira, ao invés da terça, por causa da concorrida agenda do jornalista e escritor Xico Sá. O programa é uma parceria deste blog com a Folha de Pernambuco, com transmissão para 165 emissoras de rádio no Nordeste.
Xico vai falar da sua mais recente obra, o livro ‘O Tesoureiro: o esquema de corrupção, a fuga espetacular e a morte de PC Farias’. A obra mistura perfil, reportagem e memórias que revisitam a trajetória de Paulo César Farias, o PC Farias, tesoureiro da campanha presidencial de Fernando Collor de Mello.
Leia maisNa época em que o escândalo envolvendo PC Farias estourou, Xico Sá já trabalhava como repórter de política da Folha de S.Paulo e foi o primeiro jornalista a revelar o paradeiro internacional do tesoureiro, após ele ter a prisão decretada e fugir do País.
O livro foca também nos bastidores da investigação da fuga cinematográfica de PC Farias Paraguai, Caribe e Europa, além de revisitar o assassinato dele e de sua namorada Suzana Marcolino em junho de 1996, na praia de Guaxuma, em Maceió, crime cercado de mistérios e sem culpados formalmente apontados pela Justiça.
Francisco Reginaldo de Sá Menezes, o Xico Sá, é natural do Crato, no Ceará, e já ganhou importantes prêmios do jornalismo, como o Esso, Folha, Abril e Comunique-se. Começou a carreira no Recife e foi colunista do jornal Folha de S.Paulo, no qual mantinha um blog diário em seu site até 2014.
Fez parte da bancada do programa esportivo Cartão Verde da TV Cultura, junto com o jornalista Victor Birner, o apresentador Vladir Lemos e o ex-futebolista Sócrates. Integrou também parte da bancada do Saia Justa, programa exibido pelo canal a cabo GNT e capitaneado por Mônica Waldvogel. Também participou do programa Amor e Sexo da Rede Globo.
Faz parte do programa Papo de Segunda, no GNT, com Marcelo Tas, João Vicente de Castro e Leo Jaime, além de contribuir semanalmente com uma coluna na edição brasileira do jornal El Pais. Desde 2021, tem uma coluna no Diário do Nordeste. Desde maio de 2022 é comentarista e apresentador eventual do programa jornalístico independente ICL Notícias, dividiu a bancada com a jornalista Vivian Mesquita e com o economista Eduardo Moreira.
O Direto de Brasília vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, incluindo também cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste.
Retransmitem o programa a Gazeta News, do Grupo Collor, em Alagoas, a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras, na Paraíba, e a Mais-TV, do mesmo grupo, sob o comando do jornalista Heron Cid. Ainda a Rede ANC, do Ceará, formada por mais de 50 emissoras naquele Estado, além da LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são o Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
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O jornalista Francisco José relembrou a demissão da Globo, em 2021, durante participação no Canapé Podcast. Aos 77 anos à época, e com 46 de emissora, o repórter contou detalhes da conversa com a direção que antecedeu seu desligamento. “Você tem consciência de que o seu salário é irreal, não é?”, ouviu. Francisco José respondeu que tinha consciência de que suas reportagens davam audiência e lembrou o tempo de casa. “Agora, tenho consciência também de que um ator trabalhar numa novela e depois ficar dois anos sem pisar aqui não é real”, afirmou.
A Comunidade do Pilar, situada no Bairro do Recife, será beneficiada com a construção de mais um conjunto habitacional, com 128 apartamentos. A obra será executada na Quadra 60, em mais uma parceria entre a Prefeitura do Recife e o Governo Federal, com investimentos previstos de R$ 22,5 milhões, dentro do Programa Minha Casa Minha Vida-FAR. O empreendimento representa a última etapa do projeto de habitação popular para a área, que totaliza 560 unidades. O edital de chamamento público para viabilizar a intervenção foi publicado, neste sábado (15), no Diário Oficial do Município.
O novo habitacional ficará na Rua do Brum, com a tipologia térreo mais três andares, ocupando um terreno de 3.148,63 m². O secretário de Habitação do Recife, Felipe Cury, explica que o chamamento público seleciona a empresa responsável pela elaboração e aprovação do projeto, licenciamento do empreendimento e execução das obras. “Com isso, vamos atender a demanda por moradia digna na Comunidade do Pilar, realizando um sonho antigo dos moradores. Transformamos o Recife em um verdadeiro canteiro de obras do Minha Casa, Minha Vida, o que reafirma nosso compromisso com a dignidade e o direito à moradia em todas as regiões da cidade”, afirma Cury.
Os novos residenciais representam mais uma etapa importante do processo de transformação social da comunidade, onde já foram entregues 320 unidades habitacionais (incluindo o conjunto Papa Francisco, no ano passado) uma creche-escola, uma escola de tempo integral, uma Upinha e uma praça. Estão em andamento as obras de ampliação da escola e da creche, que se transformarão no quarto Complexo Educacional do Recife. O habitacional da Quadra 55 será erguido na Rua de São Jorge, com 112 apartamentos, com investimento em torno de R$ 20 milhões, também dentro do Minha Casa, Minha Vida-FAR.
Na Quadra 60, será feito também o escoramento e o restauro das ruínas remanescentes, bem como uma nova etapa do trabalho de pesquisa arqueológica, que já encontrou e catalogou cerca de 40 mil fragmentos (como porcelanas, vidros, projéteis e ossadas humanas do século XVII), além das bases do Forte de São Jorge, nas proximidades da Igreja do Pilar. O sítio arqueológico da área é considerado o maior em área urbana do Brasil. O trabalho é uma parceria entre a Autarquia de Urbanização do Recife (URB) e a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), por meio da Fundação Apolônio Salles de Desenvolvimento Educacional.
Do blog Dantas Barreto
A candidatura do comunicador Ivan Moraes (Psol) ao Governo do Estado será retirada pela Federação Psol-Rede, neste sábado (14), conforme informações recebidas pelo dantasbarreto.com. O anúncio será às 14h, durante reunião com a presença da presidente nacional do Psol, Paula Coradi. A decisão foi tomada a pedido do presidente nacional do PSB e candidato a governador, João Campos.
A pressão para a saída de Ivan vinha desde o início da semana, mas tanto ele quanto a direção estadual do Psol vinham resistindo. Ivan estava aparecendo nas pesquisas de intenção de votos com até 3%.
A governadora Raquel Lyra (PSD) lidera a disputa, com João Campos em segundo lugar, porém com índices que apontam empate técnico. Com a saída de Ivan Moraes da corrida eleitoral, o candidato do PSB espera herdar os votos por ser o representante da esquerda melhor posicionado.
O início oficial da campanha está marcado para amanhã e Ivan Moraes já tinha a agenda programada. A chapa majoritária também é composta por Alice Gabino (Rede) para vice e Paulo Rubem Santiago (Rede) concorrendo ao Senado, e tem apoio do PCB.
Representante do Polo de Confecções do Agreste na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Diogo Moraes (PSB) participou, na noite da última quinta-feira (13), de uma roda de diálogo com lideranças políticas de Vertentes. O encontro reuniu o líder político Zito Barros, os vereadores Marcone Moral, Saara Siqueira, Nem Cavalcanti, além de suplentes e ex-vereadores do município.
Durante a conversa, Diogo Moraes destacou a importância de Vertentes fortalecer e manter a presença de um representante do Legislativo estadual, capaz de levar as demandas do município a Recife e garantir a continuidade de parcerias em benefício da população local.
“Um dos meus maiores compromissos é poder estar presente aqui com meu trabalho. Estamos num momento chave e quero muito continuar a trabalhar pelo povo de Vertentes. É essa presença que garante parcerias, que traz recursos e que transforma demandas em soluções concretas para o nosso povo”, afirmou o deputado.
Durante o encontro, Zito Barros destacou a parceria forte com Diogo Moraes e a importância de o grupo seguir unidos com as candidaturas majoritárias de João Campos para o Governo de Pernambuco, e Humberto Costa e Marília Arraes para o Senado Federal.
O Conselho Deliberativo da Sudene aprovou, ontem (14), as diretrizes e prioridades para aplicação dos recursos dos fundos regionais em operações de crédito contratadas a partir de 2027. A principal mudança está no Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), que terá a lista de atividades econômicas prioritárias ampliada de 258 para 329.
A inclusão de 71 novas atividades ocorreu após consulta aos estados que integram a área de atuação da Sudene. Entre os setores contemplados estão infraestrutura, transportes, telecomunicações, indústria, construção, agropecuária, pesca, turismo, cultura, economia criativa, tecnologia da informação, pesquisa e desenvolvimento científico e educação.
Leia maisSegundo o secretário executivo do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, Valder Ribeiro, a ampliação deve contribuir para aumentar o financiamento de projetos nos estados nordestinos e fortalecer segmentos importantes da economia regional, incluindo os microempreendedores.
As diretrizes também estabelecem critérios territoriais para orientar a aplicação dos recursos do FNE, priorizando, entre outros, municípios do Semiárido, áreas de baixa renda e regiões consideradas estratégicas para o desenvolvimento industrial.
O colegiado aprovou ainda a possibilidade de financiamento do prêmio do seguro prestamista nas operações do FNE. A contratação do seguro, no entanto, será facultativa e não poderá ser exigida como condição para concessão do crédito.
A aprovação das diretrizes antecede a definição da programação dos recursos para 2027. No caso do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), está previsto aporte de R$ 2,2 bilhões para capitalização, com recursos destinados a projetos de infraestrutura, transição energética, gestão sustentável, saúde e educação.
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Do Poder360
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez uma declaração que ganhou pouco destaque numa entrevista que deu ao podcast Inteligência Ltda., em 30 de julho de 2026. O petista contou que foi contra e fez críticas ao Plano Real, em 1994, por razões eleitorais e para se contrapor ao principal adversário à época, Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que venceu a corrida pelo Planalto no 1º turno.
Eis o que disse Lula ao Inteligência Ltda.: “O Plano Real foi um sucesso extraordinário. Estabilizou a inflação, ele estabilizou o preço. E aí o Fernando Henrique Cardoso… Também eu era sozinho. Era só o PT e o PC do B contra o mundo. E eu ainda tinha que falar mal do Real [Mas você era contra ou era a favor?]. Eu era contra [Por que tinha que ser ou…?] Porque eu achava que o Real não resolvia o problema. Porque, se eu fosse favorável, por que ser candidato? Então eu tinha que ser contra, pô”.
O Plano Real foi um programa de estabilização econômica implementado em 1994. O presidente da República era Itamar Franco e coube ao então ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, comandar a equipe que elaborou o processo. O objetivo principal foi o combate bem-sucedido à hiperinflação que estava próxima de 5.000% ao ano. A moeda, o Real, foi lançada oficialmente em 1º de julho de 1994.
Lula era candidato a presidente pela 2ª vez em 1994 e chegou a liderar as pesquisas de intenção de votos até meados de março, pontuando na casa dos 40%. FHC, com o lançamento do Plano Real, acabou ultrapassando o petista e foi eleito.
Por Anthony Santana
Do Blog da Folha
Os postulantes ao governo de Pernambuco terão estratégias distintas no primeiro dia permitido para pedir votos e entregar o folheto com o número a ser inserido na urna.
A governadora Raquel Lyra (PSD), que busca a reeleição pela coligação Pernambuco de Coração, vai apostar em agendas nos principais polos do estado, com passagens pela Região Metropolitana, Agreste e Sertão.
Leia maisAo mesmo tempo, o candidato da Frente Popular de Pernambuco, João Campos (PSB), terá agendas marcadas por caminhadas, pedaladas e adesivaços no Recife e Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana.
Já o ex-vereador do Recife, Ivan Moraes (Psol), inicia a corrida pelo comando do estado participando de lançamentos de candidaturas e mobilizações pelas ruas da capital pernambucana.
A agenda de Raquel Lyra inicia no Recife, com adesivaços nos comitês da Zona Sul, no bairro do Pina, e Zona Norte, na avenida João de Barros, bairro da Soledade. Logo depois, a gestora segue para Caruaru, no Agreste, e, em seguida, para Petrolina, no Sertão.
Além de realizar adesivaços nas duas cidades, a candidata encerra o primeiro dia de campanha no ato político do presidente estadual do União Brasil, candidato a deputado federal, Miguel Coelho (UB), em Petrolina.
Hoje, ela deve gravar para o guia eleitoral e se reunir com a equipe de campanha. “Vamos comparar, mostrar como Pernambuco estava quando assumimos, quando era governada pelo PSB, e como está agora, voltando a liderar nosso Nordeste. O futuro que a gente sempre sonhou já começou a ser construído com muito trabalho.”, ressaltou a governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra.
João Campos inicia o primeiro dia de campanha já nos primeiros minutos deste domingo (16), com um adesivaço no comitê central da campanha, no bairro do Poço da Panela, no Recife, às 00h30.
Mais tarde, às 8h, o candidato tem na agenda uma pedalada que vai partir do Parque Urbano da Macaxeira indo até o Mercado Público de Casa Amarela. Às 10h30, o compromisso é no Cabo de Santo Agostinho, onde está programada uma caminhada.
No período da tarde, Campos retorna ao Recife para mais uma caminhada, desta vez no bairro de Brasília Teimosa, na Zona Sul. Ele encerra o primeiro dia de campanha na área central do Recife, com a inauguração do comitê do presidente estadual do PT, deputado federal Carlos Veras, que pleiteia a reeleição. Antes, neste sábado, ele deve ir ao Santuário de Nossa Senhora da Conceição, às 23h30.
Em agenda de gravações com o presidente Lula (PT) ontem, João Campos falou sobre a participação do petista na eleição dele no estado. “Ele deve ir a Pernambuco, isso já está sendo construído com a coordenação da campanha. Pernambuco é o estado natal dele. Em todas as eleições presidenciais, ele sempre foi a Pernambuco e eu tenho certeza que ele vai ser muito bem recebido”, declarou Campos em entrevista coletiva.
O primeiro ato de campanha de Ivan Moraes está previsto para o meio-dia, com participação no lançamento de campanha de candidatos proporcionais da Federação Psol/Rede. Às 16h, o candidato participa da “Pedalada para o Brilho” e, após participar do lançamento de mais candidaturas proporcionais, encerra a programação no ensaio do Maracatu Acabralada, no bairro do Recife.
“Estamos com tudo pronto e encaminhado. Equipe entrosada, material gráfico, agendas do início ao fim e muita, muita gente chegando pra participar. Vou colocar nosso programa ousado na rua com muita alegria. Tô animado e confiante de que vamos crescer à medida que as pessoas entenderem que Pernambuco tem alternativa aos herdeiros da velha política”, declarou Moraes.
Análise
O cientista político Felipe Ferreira Lima aponta que a governadora deve reforçar estratégias territoriais distintas para Raquel Lyra e João Campos. Segundo ele, Raquel tende a começar pelos grandes centros, reforçando sua presença em Recife, Caruaru e Petrolina, antes de avançar para municípios menores e retornar às cidades mais populosas na reta final.
João, por sua vez, deve concentrar esforços inicialmente no Recife e no cinturão da Região Metropolitana, especialmente em cidades onde seus aliados tiveram dificuldades na última eleição municipal, e depois ampliar a campanha para o Agreste e o Sertão, regiões onde busca construir apoios e recuperar a influência política associada à imagem de Miguel Arraes.
“Raquel deve começar pelos grandes centros, depois fatiar a campanha pelos municípios menores e, na reta final, reforçar novamente sua presença nas cidades maiores. Já João deve manter o Recife, mas reforçar o cinturão da Região Metropolitana, como Jaboatão, Paulista e Olinda, e fazer uma campanha mais robusta no Agreste e no Sertão, onde precisa construir apoios”, avaliou.
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Por Marcelo Tognozzi
Colunista do Poder360
Você já se deu conta: se for até a padaria da esquina, não conseguirá comprar pão, leite e manteiga se tiver só uma nota de R$ 100 no bolso. A pessoa do caixa dirá que não tem troco, sugerirá um Pix ou pagamento com cartão. Se não puder pagar eletronicamente, voltará para casa de mãos abanando.
A escassez de papel-moeda significa que a vida de cada cidadão é controlada pelo Estado de forma nunca vista. Você recebe a declaração de renda pré-preenchida pela Receita Federal e ali estão gastos que passaram despercebidos, como o pagamento do professor particular do seu filho ou aquela acupuntura que curou sua dor nas costas. O Estado conhece muito seus hábitos, costumes, preferências, doenças e momentos de dor ou prazer.
Leia maisIsso não ocorre só no Brasil, mas também em China, Noruega, Reino Unido e Suécia. Uma tendência mundial. O Estado não concentra mais só a força e o poder de punir ou sancionar. Agora tem, além da força, uma quantidade incalculável de informação, impossível a qualquer governante do passado, seja rei absolutista, democrata ou ditador.
Assistimos passivamente à consolidação no Brasil de uma espécie de Leviatã tupiniquim, concentrando no Estado o poder de saber tudo em tempo real sobre qualquer cidadão. O Pix e os pagamentos eletrônicos com cartão ou celular permitem o combate às fraudes e uma arrecadação de impostos mais eficiente, porém informam instantaneamente renda, patrimônio, deslocamentos, relações econômicas, hábitos de consumo ou preferência política. Antigamente, investigar alguém exigia homens, tempo, informantes e documentos. A partir do ano que vem, a parte do Leão sairá direto cada vez que a empresa emitir nota.
Nestes anos 2020 do século 21, a tecnologia permite ao Estado entrar na vida do cidadão sem cerimônia e reunir e cruzar uma quantidade extraordinária de informações. O poder público fez acordo tácito com a população, que entrega seus dados e sua intimidade em troca de eficiência e conveniência. Não há nada de ilegítimo nisso.
Mas há algo que merece reflexão e remete ao livro “Vigiar e Punir“, de Michel Foucault. A sociedade moderna vem substituindo progressivamente formas ostensivas de coerção por mecanismos de disciplina, e a China é o maior exemplo. Se o cidadão sabe que é vigiado, começa a autocensurar seu comportamento. Virou o novo normal na nossa sociedade digital, num mundo de intimidades já devassadas pelas redes sociais.
Os algoritmos mostram as inconsistências e excepcionalidades, e a repressão é cirúrgica: informação, cruzamento, anomalia e suspeita. Diferentemente da sociedade analógica, agora as investigações nascem sem que o cidadão tenha dado razão para tal.
Um pouco do que Alexis de Tocqueville chamou de despotismo suave. O Estado não proíbe; age por você. Preenche sua declaração de Imposto de Renda (a maioria detesta fazer declaração), incentiva pagamentos instantâneos, os documentos são digitalizados, os comprovantes estão no sistema do governo e quando alguém precisa assinar qualquer coisa, faz isso digitalmente usando o gov.br.
Veja a mudança. Durante séculos, pessoas compravam livros, pagavam almoço, davam dinheiro aos filhos ou ajudavam alguém sem produzir registro permanente. Não faziam nada de errado, só viviam num tempo em que grande parte da vida privada simplesmente não dizia respeito ao Estado.
Uma nota de R$ 100 é uma tecnologia rudimentar, mas tem propriedades políticas extraordinárias. Não conhece o CPF de seu proprietário. Não registra onde esteve. Não pergunta o que está sendo comprado. Não depende de internet, eletricidade, banco ou servidor. Não precisa da autorização de algoritmo para mudar de mãos.
O Brasil não precisou decretar a morte do papel-moeda. Ele está morrendo silenciosa e espontaneamente. A nota de R$ 100 continua existindo, mas muitas vezes a padaria não tem troco, o taxista pede Pix e o restaurante, idem. A conveniência dita o fim do dinheiro e, em troca, participamos voluntariamente da produção dos dados que nos tornam transparentes.
Carregamos celulares, utilizamos GPS, fazemos pagamentos eletrônicos, entregamos informações a aplicativos e aceitamos sistemas de identificação, porque tudo isso facilita a vida. O Leviatã tupiniquim não é bruto, mas sutil e conveniente. O poder do Estado é pura informação.
O problema começa quando a mesma infraestrutura capaz de identificar lavagem de dinheiro passa a identificar adversários, críticos do regime ou jornalistas inconvenientes. A mesma integração de dados capaz de descobrir fraudes mostra a vida econômica de qualquer pessoa. O algoritmo capaz de bloquear recursos de criminosos pode, se os controles institucionais falharem, bloquear recursos de dissidentes. O banco exige aviso prévio de no mínimo 3 dias úteis para liberar saques de R$ 50.000.
A tecnologia não determina o uso político que será feito dela. Mas cria a possibilidade, que só poderá ser evitada se o sistema de pesos e contrapesos funcionar plenamente entre os Três Poderes. A separação entre eles existe para prevenir abusos. Está funcionando?
Para o bem ou para o mal, até onde podemos chegar é uma incógnita. Há o risco permanente da interferência indevida do poder público na vida do cidadão, a não ser que optemos pelo caminho da União Europeia, distinto do chinês e, até aqui, do brasileiro. O projeto do euro digital estabelece proteção ao dinheiro vivo. Em 19 de dezembro de 2025, o Conselho da União Europeia decidiu pela convivência entre o dinheiro digital e o papel-moeda para assegurar as liberdades individuais.
O Banco Central Europeu deixa claro que moeda digital deve complementar o dinheiro físico, não o substituir. E as normas para os pagamentos on-line devem ter privacidade equivalente à do dinheiro físico. Não há debate público sobre isso no Brasil, mas deveria, porque existe o risco de a digitalização e a vigilância andarem de mãos dadas.
Houve um tempo em que as pessoas acreditavam que o preço da liberdade era a eterna vigilância. Mas o excesso de vigilância virou o algoz do livre arbítrio. Numa sociedade verdadeiramente livre, privacidade é direito sagrado, e existem coisas que, dentro da lei, o Estado não precisa saber.
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