O juiz Felipe Mota Pimentel, da 23ª Vara Federal em Garanhuns, condenou a ex-prefeita do município de Brejão, Beta Cadengue, a devolver R$ 764.012,37 aos cofres públicos do município por uso irregular das verbas do Precatório do antigo FUNDEF.
Segundo a sentença da Justiça Federal, o vultuoso recurso é referente a verba do Precatório do antigo FUNDEF, empregada irregularmente na construção de três quadras poliesportivas na zona rural do município, demonstrando um flagrante desvio de finalidade na execução das verbas, visto que, deveriam ter sido direcionadas ao desenvolvimento da educação básica do Município de Brejão.
Leia maisA sentença atende a Ação Popular Nº 0801006-07.2024.4.05.8305, ajuizada no final do ano de 2024, por professores da rede municipal de ensino, que, ao perceberem os gastos indevidos no final da gestão da ex-prefeita, se reuniram e judicializaram a questão no intuito de resguardar à utilização dos precatórios do antigo Fundef em favor da educação municipal.
Em sua longa análise do mérito da ação, o juiz declarou que a construção das três quadras poliesportivas objeto do Contrato Administrativo PMB nº 011-02/2024 caracteriza despesa enquadrável como obra de infraestrutura, não se inserindo no conceito jurídico de manutenção e desenvolvimento do ensino para fins de aplicação dos recursos constitucionalmente vinculados do antigo FUNDEF.
Diante disso, dentre os pontos destacados na sentença, o juiz Felipe Mota Pimentel, condenou, nos termos dos arts. 11 e 14 da Lei nº 4.717/1965, Elisabeth Barros de Santana pelos atos administrativos impugnados, observadas as respectivas responsabilidades apuradas no processo, ao ressarcimento integral dos danos causados ao patrimônio público, correspondentes aos valores dos recursos do antigo FUNDEF indevidamente empregados na execução do Contrato Administrativo PMB nº 011-02/2024 (R$ 764.012,37), acrescidos de atualização monetária e juros de mora, desde cada desembolso indevido, montante que deverá ser apurado em liquidação de sentença, caso necessário;
O município de Brejão, através da Procuradoria Geral, em manifestação à Ação Popular, pontuou que, “diversas outras necessidades da rede municipal de ensino poderiam ter sido atendidas mediante utilização regular dessas verbas, circunstância que evidencia a repercussão concreta do desvio de finalidade constatado”. A sentença cabe recurso.
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Blog da Folha
Após definir os nomes do presidente estadual do União Brasil (UB), Miguel Coelho, e do deputado federal Túlio Gadêlha (PSD) como pré-candidatos ao Senado Federal, a governadora Raquel Lyra (PSD) participou de agenda na cidade de Vicência, Mata Norte de Pernambuco, ao lado dos aliados.
O evento marcou o lançamento da pré-candidatura do ex-prefeito do município, Guiga Nunes (Podemos), à Câmara dos Deputados, reunindo prefeitos, vereadores e líderes políticos da região. No evento, Miguel Coelho reforçou a corrida pelo Senado e elogiou a gestão da aliada.
Leia mais“Pernambuco voltou a acreditar na política com o trabalho dessa mulher incansável, Raquel Lyra, que está fazendo grandes entregas em todo o Estado. O nosso objetivo é chegar ao Senado para buscar mais recursos para a saúde, a segurança pública e as grandes obras que Pernambuco precisa”, afirmou.
Antes, Miguel lançou nas redes sociais o mote da pré-campanha. No Instagram, ele divulgou a própria foto com a imagem do Recife ao fundo e a frase “Miguel Coelho, a força do trabalho”. Na legenda, o pré-candidato escreveu “Começou”, indicando que iniciou a corrida por uma das vagas de Pernambuco na Casa Alta.
Coelho foi escolhido após disputar a indicação da Federação União Progressista (UP) com o deputado federal Eduardo da Fonte, presidente estadual do Partido Progressistas. A informação sobre a decisão da governadora foi divulgada em primeira mão nesta quarta-feira (15), na coluna Folha Política, assinada pela jornalista Betânia Santana, da Folha de Pernambuco.
Da Fonte chegou a ser indicado pelo grupo político, mas a governadora manifestou, em reunião com os líderes nacionais da federação, preferência por Miguel Coelho.
Ao justificar a rejeição ao nome do parlamentar, Raquel Lyra alegou que ofereceu a vaga de candidato ao Senado e recebeu negativas dele por duas vezes. A relação entre os dois chegou a ser rompida após o líder progressista abrir canal de negociação com o opositor, o pré-candidato ao governo estadual, João Campos (PSB).
Espera
Já o deputado federal Eduardo da Fonte, que preside a federação em Pernambuco, manteve a pré-candidatura ao Senado. Em entrevista à Rádio Polo FM, de Santa Cruz do Capibaribe, o parlamentar reconheceu apenas a indicação de Túlio Gadêlha, com quem disse ter boa relação, e afirmou que aguarda que a governadora finalize as negociações para a composição da chapa.
“A gente vai aguardar com toda tranquilidade o desfecho que a governadora vai tomar pra gente poder concluir essa chapa, para que seja uma chapa que mostra a Pernambuco as transformações, que leve pra Pernambuco a viabilidade de conquistas pra vida das pessoas”, frisou.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convocou ministros, há pouco, para discutir a posição do governo sobre a decisão dos Estados Unidos de impor uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, o que vem sendo chamado de novo “tarifaço”.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior e o chanceler Mauro Vieira estão reunidos no Planalto para discutir o tema com o presidente. O governo anunciou que fará um pronunciamento à imprensa sobre o tema durante a tarde.
Numa agenda marcada por reencontros e conversas com aliados, o presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, deputado Álvaro Porto (MDB), participou, ontem, ao lado do prefeito de São José do Belmonte, Vinícius Marques (PSB), da festa de Nossa Senhora do Carmo, no distrito do Carmo, naquele município.
“É sempre uma satisfação retornar a Belmonte, rever amigos e, juntamente com o prefeito Vinícius Marques, poder fortalecer parcerias em favor da população”, disse Porto. “Neste momento de celebração religiosa, podemos acompanhar de perto as manifestações da fé e da alegria do povo belmontense. Parabéns ao prefeito, aos servidores municipais, ao vereador Ronaldo da Manga, aos demais vereadores e aos moradores por promoverem uma festa que mantém a tradição e a reverência à Nossa Senhora do Carmo”, completou.
Leia maisA aliança entre o deputado e o prefeito foi selada há cerca de três meses e fez parte de costuras políticas que reforçaram o palanque do ex-prefeito do Recife e pré-candidato ao governo João Campos (PSB) no Sertão Central.
Neste tempo, o presidente da Alepe tem cumprido agendas em São José do Belmonte. Inclusive, marcou presença, durante três dias, nas comemorações relativas à 32ª Cavalgada da Pedra do Reino, em maio, e anunciou a destinação de R$ 600 mil de recursos de emendas para a saúde e associações rurais do município. Nas celebrações em homenagem à Nossa Senhora do Carmo esteve acompanhado da esposa, prefeita de Canhotinho, Sandra Paes (Republicanos).
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O advogado Antônio Campos protocolou, hoje, na 2ª Vara Federal da Seção Judiciária de Pernambuco, uma manifestação com pedido de tutela de urgência incidental na Ação Popular que discute o futuro da Ferrovia Transnordestina no Estado, que já se encontra em trâmite e que teve um recurso julgado pelo TRF, parcialmente procedente.
O objetivo é obter uma liminar que determine à União e à Infra S.A. o imediato prosseguimento de todas as providências administrativas e preparatórias relacionadas ao trecho Salgueiro–Suape que não estejam expressamente suspensas pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Ele também fará uma representação ao Ministério Público de Contas pedindo atenção e providências quanto ao caso.
Leia maisA petição foi apresentada após a deliberação do Plenário do TCU, ocorrida em 15 de julho, que esclareceu o alcance da decisão anterior sobre a ferrovia. Segundo Antônio Campos, a Corte de Contas deixou claro que apenas o início de novas frentes de execução física permanece suspenso, estando autorizada a continuidade de estudos técnicos, projetos de engenharia, procedimentos licitatórios, gestão contratual e demais atos preparatórios.
Na manifestação, o autor sustenta que não existe fundamento jurídico para que a União mantenha a paralisação administrativa do trecho pernambucano, sob pena de transformar uma medida cautelar do TCU em verdadeiro abandono do projeto.
“O próprio Tribunal de Contas delimitou que a suspensão não alcança os estudos, projetos e demais providências administrativas. O que se busca é impedir que a inércia administrativa inviabilize definitivamente a Transnordestina em Pernambuco”, afirma a petição.
Estudo da Sudene reforça viabilidade
A manifestação também destaca como fato superveniente a apresentação, pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), de estudo técnico elaborado para atender às exigências formuladas pelo próprio TCU.
Segundo o documento, o trecho Salgueiro–Suape apresenta Valor Social Presente Líquido (VSPL) positivo de R$ 4,76 bilhões e Taxa de Retorno Econômico de 15,53%, indicadores que, segundo o autor da ação, demonstram a viabilidade socioeconômica do empreendimento e afastam a tese de inviabilidade do ramal pernambucano.
A petição sustenta ainda que a ferrovia possui caráter estruturante para o desenvolvimento regional, ampliando a competitividade do Complexo Industrial Portuário de Suape, reduzindo custos logísticos, fortalecendo cadeias produtivas e contribuindo para a redução das desigualdades regionais previstas na Constituição Federal.
Pedido de liminar
No pedido de tutela de urgência, Antônio Campos requer que a Justiça Federal determine, entre outras medidas:
O autor também pede que União e Infra S.A. sejam intimadas a informar, em até 72 horas, o atual estágio do empreendimento, bem como as providências adotadas após a recente decisão do TCU, além da expedição de ofícios ao próprio Tribunal de Contas da União e à Sudene para encaminhamento dos estudos e documentos técnicos utilizados nas deliberações.
Defesa do trecho pernambucano
Na ação popular, Antônio Campos argumenta que a continuidade das indefinições em relação ao trecho pernambucano compromete o planejamento logístico nacional, enfraquece o Porto de Suape e amplia as desigualdades regionais, enquanto o ramal direcionado ao Porto do Pecém, no Ceará, continua avançando.
Para o advogado, a decisão do TCU não representa um obstáculo à continuidade do planejamento da ferrovia, mas, ao contrário, fornece as condições necessárias para que os órgãos federais avancem na preparação do empreendimento até que sejam cumpridas ou analisadas todas as exigências técnicas para a retomada das obras.
A ação popular tramita na Justiça Federal de Pernambuco sob o nº 0804040-39.2023.4.05.8300, na segunda vara federal. O pedido já foi protocolado e despachado.
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Poder360
Levantamento do PoderData/Aya, divulgado hoje, mostra que 17% dos eleitores brasileiros só escolhem um candidato na disputa presidencial por rejeitarem os demais. Para 61%, o voto é definido pelas propostas apresentadas pelas candidaturas. O PoderData/Aya fez a seguinte pergunta: “Sobre sua opção de voto no 1º turno, qual é o motivo principal que o leva a escolher seu candidato?”.
Os dados são de pesquisa realizada de 12 a 15 de julho. O estudo mostra empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em um eventual 2º turno nas eleições de outubro.
Leia maisOs 17% dos eleitores que escolhem um candidato por exclusão – por rejeitarem todos os demais – são o público mais desejado por todos que estão na corrida pelo Planalto. Numa disputa apertada entre os 2 líderes das pesquisas (Lula e Flávio), reduzir um pouco a própria rejeição e pescar votos nesse grupo pode ser vital em outubro.
Quando se analisa a lista de candidatos que pontuam no 2º pelotão da pesquisa, todos estão posicionados no espectro político do centro para a direita. Os eleitores nesse grupo escolheram Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD, Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante). Somam juntos 17%. Se são de centro-direita ou de direita, por que esses eleitores escolhem candidatos com poucas chances de vitória, quando há um nesse mesmo grupo ideológico (Flávio) mais competitivo? Possivelmente porque esses eleitores rejeitam tanto Lula como Flávio.
É pequena a possibilidade de Lula conquistar o voto de um eleitor de centro-direita ou de direita que vota em Renan, Caiado ou Zema. Para Flávio, tampouco é uma tarefa trivial, mas pelo menos está no mesmo campo ideológico. O desafio para o candidato do PL é encontrar uma forma de reduzir a rejeição ao seu nome nesse universo da direita que rejeita escolhê-lo para ser o próximo presidente.
O infográfico a seguir mostra o percentual de eleitores que escolheu cada candidato só por rejeitar todos os demais. Esses são os brasileiros que serão disputados por Lula e Flávio até o dia da eleição, em 4 de outubro. Clique aqui e confira a matéria completa.
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Do G1
O jornalista Renato Machado, ex-apresentador do Bom Dia Brasil, morreu, na manhã de hoje, aos 83 anos, na Clínica São Vicente, na Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro. A causa da morte não foi divulgada. Ainda não há informações sobre o velório e enterro do jornalista.
Um dos grandes nomes do telejornalismo brasileiro, Renato Machado teve uma carreira de mais de quatro décadas na TV Globo, onde marcou gerações de telespectadores. Foi apresentador do Bom Dia Brasil, do Jornal da Globo e do RJTV, integrou a bancada do Jornal Nacional, trabalhou como correspondente internacional e repórter especial e recebeu indicação ao Emmy Internacional.
Entre 1996 e 2010, ele foi apresentador e editor-chefe do Bom Dia Brasil, período em que ajudou a reformular o telejornal. Ao lado de Leilane Neubarth e, posteriormente, de Renata Vasconcellos, adotou um formato mais dinâmico, com maior interação entre os apresentadores, entradas ao vivo de repórteres e comentaristas e um uso mais amplo do estúdio.
O Sextou de amanhã traz um emocionante tributo ao cantor e compositor Waldick Soriano, um dos maiores ícones da música romântica popular brasileira. Ex-garimpeiro e caminhoneiro, notabilizou-se pelo visual de terno preto e óculos escuros, compondo clássicos como “Eu Não Sou Cachorro, Não” e “Tortura de Amor”.
Quem vai falar sobre a trajetória do cantor baiano de Caetité é o gabaritado escritor Paulo César de Araújo, autor do livro “Eu não sou cachorro não”, uma profunda e estimulante pesquisa sobre a carreira do artista. Um dos mais importantes escritores da temática MPB, Paulo César de Araújo também é autor de outras obras, como a biografia não autorizada, e depois liberada, do rei Roberto Carlos.
Leia maisO Sextou vai ao ar amanhã, das 18 às 19 horas, pela Rede Nordeste de Rádio, formada por 48 emissoras em Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Bahia, tendo como cabeça de rede a Rádio Folha 96,7 FM, no Recife. Se você deseja ouvir pela internet, clique no link do Frente a Frente acima ou baixe o aplicativo da Rede Nordeste de Rádio na play store.
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No dia seguinte ao anúncio da tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, confirmado pelos Estados Unidos, assessores presidenciais classificaram, hoje, o tarifaço norte-americano como “ideológico” e “político” e uma tentativa equivocada de ajudar Flávio Bolsonaro (PL). As informações são do portal G1.
Integrantes do governo também rebatem as declarações de que o Brasil não negociou as tarifas. Entendem ainda que a decisão já estava tomada desde o ano passado, quando o presidente Donald Trump publicou uma carta endereçada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Leia maisO anúncio aconteceu ontem, último dia de prazo dado pelo governo americano para que os dois países chegassem a um consenso nas negociações. Em resposta, o Brasil chamou a decisão de lastimável e afirmou que iniciará “imediatamente” os trâmites para acionar os instrumentos previstos da Lei de Reciprocidade.
Na avaliação da equipe presidencial, o governo Trump agiu de má-fé e está criando “fake news”, de que o Brasil não negociou tarifas, para fazer um discurso alinhado com o do pré-candidato do PL, Flávio Bolsonaro. O filho do ex-presidente da República já deu declarações, após o anúncio das tarifas, que Lula não quis negociar e trabalhou contra os interesses do Brasil.
O entendimento da diplomacia brasileira é que, diante de um cenário em que a Suprema Corte americana impôs limite à imposição de tarifas por meio de anúncios, a Casa Branca se movimentou para encontrar um instrumento juridicamente legal que permitisse a imposição de tarifas (Seção 301), ainda que com argumentos considerados injustos e sem base técnica pelo Brasil.
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Meu amigo Roberto Murilo, talentoso jornalista, conterrâneo das barrancas do Pajeú, passou uma longa temporada em São Paulo. Foi assessor do cantor Moacyr Franco e trabalhou na produção de programas e telejornais do SBT.
Fez amizades com muita gente famosa, como o próprio Moacyr Franco, que ontem não deixou o aniversário de Murilo passar em branco. Da capital paulista, mandou uma mensagem bem-humorada e divertida para o amigo, que está de volta ao Pajeú, agora como âncora da rádio Cultura, em São José do Egito.
Marcelo Camargo, filho da saudosa Hebe Camargo, a rainha da TV brasileira, também mandou um carinhoso vídeo para Roberto Murilo, além de outros jornalistas e artistas do SBT em Sampa. Confira!
Por Antônio Campos
Confesso que me preocupa ver, mais uma vez, Pernambuco tendo que provar o óbvio. A decisão do Tribunal de Contas da União de manter o veto ao início das obras físicas da Transnordestina, mesmo liberando licitações e contratos, parte de uma premissa que merece ser questionada: será que o problema é realmente a viabilidade da ferrovia ou a incapacidade de enxergar seu papel estratégico para o desenvolvimento do Estado?
Faço essa pergunta porque os próprios estudos apresentados pela Sudene desmontam a tese da inviabilidade. O levantamento aponta Valor Social Presente Líquido positivo de R$ 4,76 bilhões e Taxa de Retorno Econômico de 15,53%. Além disso, estima movimentação entre 18 e 24 milhões de toneladas de cargas por ano, geração de milhares de empregos e impactos positivos para mais de 400 municípios nordestinos. Se esses números não demonstram viabilidade, o que mais será necessário?
A impressão que fica é que Pernambuco está sendo submetido a um rigor que não se vê em outras grandes obras de infraestrutura. Nenhuma ferrovia estruturante nasce com toda a demanda consolidada. Ela existe justamente para criar desenvolvimento, atrair empresas, reduzir custos logísticos e gerar novos fluxos econômicos. É assim no mundo inteiro.
A pergunta que faço é simples: se aplicássemos esse mesmo critério a Suape, ele teria sido construído? E a Transamazônica? E tantas rodovias federais que abriram novas fronteiras econômicas? Obras estruturadoras não podem ser avaliadas apenas pela fotografia do presente. Elas precisam ser julgadas pelo futuro que ajudam a construir.
Outro aspecto me chama atenção. Enquanto Pernambuco ainda discute estudos, o Ceará avança rapidamente com seu trecho da Transnordestina. O Porto do Pecém ganha investimentos, amplia sua competitividade e atrai novos negócios. Já Suape, um dos maiores ativos econômicos de Pernambuco, continua esperando que Brasília decida se merece ou não estar conectado à principal ferrovia do Nordeste.
Não consigo aceitar a ideia de que a ferrovia seria limitada ao transporte de gesso ou grãos. O novo estudo demonstra exatamente o contrário. Combustíveis, fertilizantes, cimento, contêineres, cargas industriais e mercadorias destinadas ao mercado consumidor nordestino passam a integrar a matriz logística do projeto. Isso fortalece Suape, reduz custos para empresas e amplia a competitividade da economia pernambucana.
Também me pergunto onde está a mobilização política de Pernambuco. Onde estão as vozes unidas da bancada federal, do setor produtivo, das universidades e da sociedade civil? Um projeto dessa dimensão não pode depender apenas de pareceres técnicos. Precisa de liderança política, de articulação institucional e de defesa firme dos interesses do Estado.
Não podemos aceitar que Pernambuco continue perdendo protagonismo para outros estados por falta de capacidade de defender seus projetos estratégicos. A Transnordestina não é apenas uma ferrovia. Ela representa integração regional, geração de empregos, desenvolvimento do Semiárido, fortalecimento de Suape e redução das desigualdades.
Insistir em tratar essa obra apenas como uma equação financeira é um erro histórico. O verdadeiro risco não é construir a Transnordestina. O verdadeiro risco é Pernambuco continuar esperando enquanto os trilhos do desenvolvimento seguem, mais uma vez, em direção a outros estados.
Poder360
Levantamento PoderData/Aya, divulgado hoje, mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 40% das intenções de voto contra 34% do senador Flávio Bolsonaro (PL) no cenário de 1º turno para a eleição presidencial de outubro. O resultado amplia a vantagem do petista sobre o adversário e os afasta de um empate técnico pela margem de erro de 2 pontos do levantamento.
Na sequência, aparecem os pré-candidatos Renan Santos (Missão), com 6%, seguido por Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), com 4% cada um. Augusto Cury (Avante) tem 3%. Todos estão tecnicamente empatados dentro da margem de erro.
Os dados foram coletados de 12 a 15 de julho de 2026, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.400 entrevistas em 685 municípios das 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. O intervalo de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o nº BR-00059/2026.
