A nomeação de um secretário de Educação em Belém do São Francisco, após 51 dias de completo vazio administrativo, não resolve o principal problema: o estrago já foi feito. Durante esse período de abandono da pasta, o município perdeu o acesso ao VAR (Valor Aluno Resultado), recurso fundamental para ampliar investimentos educacionais.
O resultado é concreto e grave: menos dinheiro para a Educação em 2026.
A Educação ficou sem liderança por quase dois meses. Sem comando, sem planejamento, sem decisões estratégicas. E enquanto a prefeitura adiava uma nomeação básica, recursos foram perdidos! A conta agora cai no colo dos alunos, professores e famílias.
Leia maisA perda do VAR representa menos estrutura nas escolas, menos investimento pedagógico, menos apoio à rede e menos condições de melhorar o aprendizado.
Nomear um ‘novo’ secretário depois do dano não apaga a irresponsabilidade anterior. Educação não admite vácuo administrativo. Não aceita improviso. Não espera conveniência política.
O episódio escancara uma realidade incômoda: a Educação não foi tratada como prioridade pela gestão municipal. Se fosse, não teria ficado 51 dias sem comando — e não teria perdido recursos estratégicos.
A pergunta que Belém do São Francisco precisa encarar é direta e incômoda:
Quanto custou essa demora? E quem vai responder pelo prejuízo deixado na Educação do município?
Porque, quando uma gestão falha com a Educação, ela falha com o futuro. E esse é um erro que nenhuma cidade pode se dar ao luxo de cometer.
Fica a dica, prefeito!
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