O presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, deputado Álvaro Porto, afirmou que encaminhará ofício ao governo estadual solicitando a retomada do fornecimento de refeições aos estudantes de Medicina da Universidade de Pernambuco que cumprem estágio curricular obrigatório no Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (Cisam-UPE). A suspensão da alimentação ocorreu na última segunda-feira (26), segundo a comunidade acadêmica, por decisão tomada após orientação da Controladoria-Geral do Estado.
De acordo com o Diretório Acadêmico do curso, a medida foi adotada de forma unilateral e encerrou o último ponto de oferta de alimentação gratuita no Complexo Hospitalar da UPE, afetando a permanência estudantil e a segurança alimentar de parte dos alunos. Na avaliação do parlamentar, a decisão pode comprometer a continuidade do estágio para estudantes que cumprem carga média de 40 horas semanais sem remuneração. “A medida é excludente, já que parte dos estudantes não tem condições de assumir este gasto a mais, além de transporte e acomodação”, afirmou.
Levantamento do Diretório Acadêmico aponta que uma refeição no entorno das unidades hospitalares custa, em média, R$ 23, o que representa cerca de R$ 506 por mês. Em nota, a entidade destacou que “a retirada do almoço aprofunda a insegurança alimentar e expõe os discentes a jornadas extensas sem condições mínimas de manutenção física e mental”. Diante do impasse, os estudantes aprovaram, em assembleia realizada na quarta-feira (28), a deflagração de paralisação por tempo indeterminado a partir desta sexta-feira (30), e programaram nova assembleia para o dia 2 de fevereiro.















