A onda em favor de Lula, protagonizada por parte de tucanos, intelectuais e economistas ligados a partidos de centro, vem acoplada de um aviso ao PT: o mesmo apoio que se precisa para vencer deve ser usado para administrar, especialmente no quesito programa de governo. Logo, os petistas, diante de uma possível vitória do ex-presidente, não poderão levar a ferro e fogo um projeto que não se sustente sob o ponto de vista econômico e financeiro.
A dois dias das eleições, porém, não há tempo e muito menos disposição por parte do PT para clarear o programa de governo. Nesse sentido, não são poucos os recém-chegados que, entre quatro paredes, dizem estar preocupados com a perspectiva de os petistas desprezarem itens do programa de governo dos aliados, em caso de vitória no primeiro turno.
O que preocupa o PT– Com os números do Datafolha que deram 50% dos votos válidos em favor de Lula, a euforia tomou conta dos militantes petistas. No caso de o ex-presidente não fechar a eleição no primeiro turno, o risco de o partido ir para o embate final com ares de derrota é grande. As informações são do Blog da Denise Rothenburg.
Com reeleição ameaçada, Raquel anda com os nervos à flor da pele
Quem convive com Raquel Lyra (PSD) tem percebido uma governadora à flor da pele. Um revés atrás do outro em sua gestão, junto à pressão de diversos setores da sociedade, vem gerando um visível clima de desânimo na gestora e em sua tropa a apenas seis meses do encontro com as urnas.
O episódio de ontem no Hospital Otávio de Freitas, em que ela fez cara de paisagem para um paciente que clamava por melhorias na unidade, demonstrou como o clima no governo anda péssimo.
Segundos antes de ignorar o usuário do hospital, Raquel recebeu uma notícia ruim: a construção de uma emergência anexa, antes com conclusão prevista para julho, vai atrasar. Se o cronograma inicial tivesse sido mantido, Raquel poderia faturar com a entrega.
Se ficar para setembro, como apontam as previsões mais otimistas, a governadora já não poderá estar presente devido à legislação eleitoral. A questão é que, pela expressão dela, ontem, nem nesse prazo o prédio deve estar em funcionamento. “Não gostei, não. Eu quero ver subindo parede”, disse, ao avistar apenas um monte de terra revirada.
O clima ruim vem pesando há dias. Na sexta (20), Raquel viu João Campos (PSB), seu adversário nas eleições deste ano, lançar a pré-candidatura em um evento superlotado de lideranças, enquanto ela, que deveria exercer uma força centrípeta na política local, vem penando para atrair nomes competitivos para sua chapa.
João deu uma aula de articulação em Brasília ao se reunir com dirigentes de vários partidos, enquanto Raquel ficou até mais tempo na capital federal e voltou de mãos vazias. No mesmo dia em que seu oponente assumia a pré-candidatura, a governadora ainda tentou criar um fato sob medida para ofuscar o evento do PSB nas redes sociais, deixando-se ser fotografada enquanto deitava sobre o asfalto de uma rodovia requalificada em Itamaracá.
A repercussão, porém, foi tão esquecível quanto a entrega de uma creche na mesma ocasião. A unidade foi a terceira entre 250 que ela prometeu até o fim deste ano, outra meta matematicamente impossível de ser batida.
Ainda na semana passada, Raquel sofreu pressão de várias categorias de servidores públicos. Os auditores fiscais chegaram a ameaçar uma greve. Já os professores da rede estadual de ensino promoveram paralisações para cobrar a implantação do piso nacional do magistério no estado. A mobilização mais ruidosa, contudo, foi a dos policiais civis, que acamparam em frente ao Palácio do Campo das Princesas na tentativa de apresentar reivindicações.
A governadora não os recebeu no Recife e acabou sendo alvo de um protesto durante agenda oficial em Vicência. “Raquel prometeu e não cumpriu”, gritaram.
Diferentemente de João Campos, que terá que se desincompatibilizar do cargo de prefeito do Recife até o início de abril para concorrer ao governo estadual, Raquel poderá disputar sem sair da cadeira. No entanto, o que deveria ser vantagem pode virar um peso.
Raquel pode ter que passar os próximos meses apagando tantos incêndios que mal terá tempo de se dedicar à própria reeleição, o que é uma má notícia para ela e os pré-candidatos proporcionais que dependem de seu impulso. Vivendo um inferno astral num ano decisivo para seu futuro político, a governadora parece ter mesmo razão para estar à flor da pele.
RENÚNCIA PREVISTA – O governador Cláudio Castro (PL-RJ) renunciou, ontem, ao comando do Executivo de Estado. A saída do cargo foi comunicada a aliados em uma cerimônia no Palácio da Guanabara, sede do governo, e aconteceu na véspera da retomada do julgamento do caso Ceperj pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Castro, que corre risco de ficar inelegível neste julgamento, deseja se candidatar ao Senado e, por isso, precisaria deixar o governo até o início de abril. A renúncia antes do prazo derradeiro, segundo interlocutores, é uma tentativa de esvaziar o processo no TSE e escapar da cassação do mandato.
Traidor e ingrato – O prefeito de Tabira, Flávio Marques (PT), caiu em desgraça junto à cúpula do PT. Está sendo chamado de traidor depois que declarou apoio à reeleição da governadora. Marques, aliás, recebeu Raquel recentemente em Tabira, infringindo a lei eleitoral quando desfilou em carro aberto com a gestora. Marques também está sendo classificado de ingrato. Quando precisou escapar de um processo de impugnação da sua candidatura em 2024, quem pagou a conta do seu advogado foi o PT nacional, segundo revelou um parlamentar petista em Brasília.
Ratinho Júnior joga a toalha – O governador do Paraná, Ratinho Jr., jogou a toalha. Anunciou ontem que desistiu de disputar a Presidência da República. Em nota enviada pela Secretaria de Comunicação de sua gestão, o político disse que tomou a decisão no domingo à noite. Na nota, informou que, ao encerrar em dezembro sua missão no Paraná, pretende voltar ao setor privado e presidir o Grupo de Comunicação criado pelo pai, o apresentador Ratinho.
Bolsonaro a caminho de casa – Após a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestar pela primeira vez a favor da concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro, uma ala do Supremo Tribunal Federal (STF) vê o ministro Alexandre de Moraes mais inclinado a atender ao pedido da defesa do antigo mandatário e transferi-lo do 19º Batalhão da Polícia Militar, a Papudinha. Ministros próximos a Moraes e auxiliares da Corte avaliam que o relator da ação que levou à condenação de Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado tem mais elementos agora que fundamentam a necessidade da concessão da prisão humanitária para o ex-presidente.
Candidato só se levar o MDB – Ao exibir em suas redes com maior frequência a presença do senador Fernando Dueire (MDB) em sua agenda administrativa, a governadora Raquel Lyra sinaliza que ele já é um dos nomes escolhidos para a chapa de senador. Mas colocou uma imposição a Dueire: levar o MDB junto, o que parece impossível diante do controle do partido no Estado pelo grupo do presidente Raul Henry, fechado com a candidatura de João Campos. E o pior é que Dueire, chamado de senador biônico, não tem alternativas partidárias.
CURTAS
ALTA – O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e foi transferido para um quarto no Hospital DF Star, em Brasília. A informação foi confirmada pelo médico de Bolsonaro, doutor Brasil Caiado. A transferência ocorreu por volta das 17h30.
PRORROGAÇÃO – O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu determinar ao Congresso Nacional a prorrogação da CPI do INSS. Mendonça é o relator das investigações envolvendo o escândalo na Corte. A liminar será analisada pelo plenário virtual da Segunda Turma do STF entre os dias 3 e 13 de abril.
ENTRA CAIADO – Após a desistência do governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), da disputa interna do partido pela Presidência da República, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), deve ser o favorito para representar a sigla. Caiado lidera nas pesquisas, e o terceiro nome na disputa, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), já acenou com a possibilidade de disputar o Senado como plano B.
Perguntar não ofende: Quando Raquel anuncia, enfim, a sua chapa?
Quatro meses depois de anunciar seu escolhido, o presidente Lula (PT) avisou a pessoas próximas que pretende mandar ao Senado nesta semana a mensagem com a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o STF (Supremo Tribunal Federal).
A decisão de enviar a documentação já está tomada, mas, antes, Lula gostaria de conversar mais uma vez com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Segundo relatos, Alcolumbre disse a Lula que seria melhor esperar as eleições para fazer a sabatina. As informações são da Folha de S. Paulo.
Na avaliação de articuladores do governo no Congresso, o ambiente está mais favorável a Messias hoje do que em novembro passado, quando foi escolhido.
Ministros do próprio Supremo entraram na campanha em prol de Messias nos últimos meses, inclusive os dois indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), André Mendonça e Kassio Nunes Marques. O decano da corte, Gilmar Mendes, e o ministro Cristiano Zanin também defenderam Messias, segundo relatos.
O diagnóstico otimista contrasta com a projeção de pessoas próximas do presidente do Senado. Na condição de anonimato, aliados de Alcolumbre afirmam que, diferentemente do termômetro governista, a resistência ao indicado de Lula cresceu na medida em que avançaram as investigações do esquema do Banco Master, com a revelação de envolvimento de dirigentes do centrão no escândalo.
Defensor do nome do amigo Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a vaga, Alcolumbre sugeriu a Lula que enviasse a mensagem ao Senado só depois das eleições de outubro —o que submeteria seu indicado a um ano de espera.
Desde a indicação de Messias, Lula tenta, sem sucesso, sensibilizar Alcolumbre em favor de seu escolhido. Fracassadas as tentativas, o presidente decidiu dar seguimento ao processo. Ao longo das negociações, aliados de Lula argumentaram que a indicação para o STF é uma prerrogativa do presidente, da qual ele não abre mão.
Aliados do petista atentam para a necessidade de votação até maio, antes do recesso informal que marca os anos eleitorais. O próprio Messias também afirmou a pessoas próximas que gostaria de enfrentar a votação para encerrar esse ciclo.
Lula tratou do tema com o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), e o presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), Otto Alencar (PSD-BA), em um almoço na quarta-feira (18). Segundo relatos, Otto disse ao presidente que Messias tem boas chances de ser aprovado.
O presidente do Senado chegou a marcar a sabatina de Messias logo após o anúncio de Lula, mas foi obrigado a cancelar a data porque o governo não tinha enviado os documentos necessários para o processo —um artifício usado por Lula para ganhar tempo e tentar obter mais apoio.
O nome de Messias ao STF já havia sido cotado na época da aposentadoria de Rosa Weber, em 2023. No entanto, a cadeira acabou ficando com o então ministro da Justiça, Flávio Dino.
Apesar de não ter sido escolhido para o Supremo naquela época, seu prestígio junto ao presidente cresceu no vácuo deixado com a saída de Dino do Ministério da Justiça. Messias se tornou o principal consultor jurídico de Lula e passou a ser chamado a opinar inclusive em temas políticos.
Além de exaltar a competência e lealdade do ministro, Lula costuma afirmar que Messias está maduro para a vaga, aberta com a aposentadoria antecipada do ministro Luís Roberto Barroso, em outubro.
Procurador da Fazenda Nacional desde 2007, Messias também foi consultor jurídico dos ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação, sob o comando de Aloizio Mercadante, sendo ainda secretário de Regulação e Supervisão da Educação Superior. Ganhou confiança pelo trabalho iniciado como consultor jurídico de ministérios.
No governo Dilma (PT), foi subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil —função que o tornou conhecido nacionalmente como “Bessias”, no episódio da divulgação em 2016 de uma escuta telefônica da Lava Jato, autorizada pelo então juiz Sergio Moro (União Brasil-PR), hoje senador.
Apesar de não haver irregularidades na conduta do ex-auxiliar, o áudio remete a um dos momentos de maior dificuldade dos governos petistas.
Durante o governo Bolsonaro, Messias ocupou a chefia de gabinete de Wagner no Senado. Até então sem muita proximidade com Lula, o AGU passou a conquistar reconhecimento do presidente já na montagem do governo. No papel de coordenador jurídico da transição, atuou na redação de decretos de reestruturação da Esplanada, incluindo a definição do Orçamento para 2023.
A Polícia Federal transferiu nesta segunda-feira (23) o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para as mesmas instalações que receberam o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Superintendência da PF em Brasília.
Vorcaro está na Superintendência da PF desde a última quinta-feira (19), quando foi transferido da Penitenciária Federal de Brasília. As informações são do g1.
As duas transferências foram autorizadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator do caso Master na corte, e atenderam a pedidos da defesa.
O dono do banco Master é investigado por crimes financeiros, além de envolvimento em pagamentos indevidos a agentes públicos e na montagem de uma espécie de milícia privada para monitorar autoridades e perseguir jornalistas.
O “quarto” é formado por uma sala com mesa, cadeira e cama de solteiro e um banheiro privativo. O espaço tem ar-condicionado, janela, armário e um frigobar.
Até a última atualização deste texto, a PF não tinha informado se pretende manter no espaço equipamentos como televisão e frigobar.
Sequência de transferências Na semana passada, os advogados tinham pedido o envio de Vorcaro para a prisão domiciliar – segundo apurou a TV Globo, como parte das tratativas iniciais de um acordo de delação premiada.
Mendonça negou a domiciliar, mas autorizou a ida para a Superintendência, onde as regras de detenção são menos rígidas.
Inicialmente, chegou a ser cogitado que Vorcaro ocuparia a mesma “sala de Estado” ocupada por Bolsonaro. O espaço, por lei, é reservado para autoridades como presidentes da República e outras altas figuras públicas.
A avaliação da PF naquele momento, no entanto, era de que Vorcaro não poderia receber o mesmo tratamento dado a um ex-presidente da República.
O banqueiro, então, foi detido em uma sala menor e com menos “recursos”. A defesa de Daniel Vorcaro recorreu dessa decisão – e, nesta segunda, Mendonça determinou a alocação do banqueiro em um espaço maior.
O caso Master tramita em sigilo no STF e as decisões de Mendonça não foram divulgadas.
Transferência e rumor de delação Na semana passada, a TV Globo apurou que o advogado de Vorcaro, José Luís Oliveira Lima, procurou a PF para informar sobre o interesse do banqueiro em firmar um acordo de delação premiada.
Questionado pela TV Globo, o advogado de Vorcaro afirmou que não vai comentar o caso neste momento. Segundo ele, a decisão se deve à “sensibilidade do caso”.
Daniel Vorcaro foi preso no início do mês durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal.
No dia 6 de março, ele foi transferido do Complexo Penitenciário de Potim (SP), no interior paulista, para a Penitenciária Federal em Brasília.
No dia 17, a nova defesa de Vorcaro também se reuniu com o ministro André Mendonça, que é o relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF).
O encontrou tratou dos desdobramentos do caso. E, de acordo com relatos, os advogados apontaram ao ministro que uma das possibilidades avaliadas por Vorcaro é uma delação premiada.
Vorcaro é investigado no caso que apura suspeitas de fraudes financeiras ligado ao Master. Uma eventual colaboração poderia trazer novos elementos para o andamento das investigações.
Em investigações anteriores, como as da operação Lava Jato, a transferência de presos que negociavam uma delação premiada foi usada como “sinal de boa vontade” das autoridades.
O senador e pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que um jingle que diz que “o centrão vai cair do cavalo” desmerece partidos importantes, não passou pelo crivo da assessoria dele e que o PL terá mais cautela nos próximos eventos.
A música foi usada pelo senador no ato de sábado (21), em Natal (RN), que marcou o início de sua pré-campanha pelo Nordeste, região onde enfrenta a maior rejeição. A letra diz que “o centrão vai cair do cavalo” e que o eleitorado não quer um “terceira via sequelado”. As informações são do jornal O GLOBO.
Em nota enviada ao Painel nesta segunda-feira (23), a assessoria de imprensa de Flávio disse desaprovar a letra.
“O detalhe da música não passou pelo crivo da assessoria do senador que, se tivesse conhecimento prévio não concordaria com a letra. Ela desmerece partidos importantes para o resgate do Brasil das mãos sujas do PT. O PL terá mais cautela nos próximos eventos”, afirmou.
“O PL fez o maior movimento político dos últimos tempos no Rio Grande do Norte, com a presença gigantesca do povo potiguar e lideranças políticas de vários partidos”, completou.
Flávio tenta o apoio dos partidos do chamado centrão, como o União Brasil, o PP e o Republicanos, desde que anunciou ter sido escolhido pelo pai, Jair Bolsonaro (PL), para a disputa à Presidência, em dezembro, no lugar do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Além da alfinetada ao centrão, o jingle reforça a polarização entre ele e Lula (PT) ao criticar candidatos alternativos: “Em 2026, Flávio Bolsonaro. Não queremos terceira via sequelado. Chega de PT, não chorem jumentada. Em 2026, são os dois lados na parada”.
Se colocam como alternativas ao filho mais velho de Bolsonaro o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), e Romeu Zema (Novo), agora ex-governador de Minas Gerais.
O governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), anunciou nesta segunda que não será candidato a presidente e ficará no Governo do Paraná até o fim do mandato, em dezembro.
O prefeito de Toritama, Sérgio Colin (PP), anunciou nesta segunda-feira (23), em Brasília, a conquista do Selo Ouro do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada. Ele esteve acompanhado do secretário de Educação, Áureo Falcão, e da secretária executiva de Educação, Joseilda, durante a agenda na capital federal.
Em publicação nas redes sociais, o gestor destacou a certificação. “Direto de Brasília, com muito orgulho! Recebemos o Selo Ouro Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, uma conquista que é de todos nós”, afirmou. Segundo ele, o reconhecimento envolve a atuação da rede municipal de ensino. “Parabéns aos nossos professores, servidores e alunos que fazem a educação de Toritama avançar todos os dias”, disse.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu 48 horas para que o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), leia o requerimento de prorrogação da CPMI do INSS. Na prática, a leitura do requerimento é o suficiente para prorrogar os trabalhos do colegiado.
“Que a Mesa Diretora e a Presidência do Congresso Nacional, autoridades apontadas como coatoras, adotem todas as providências necessárias para, no prazo de 48 horas, receber, via sistema interno, o requerimento e promover, nesse mesmo prazo de 48 horas, a leitura desse mesmo requerimento que visa prorrogar a duração da ‘CPMI do INSS’, de acordo com os seus próprios termos”, afirmou Mendonça. As informações são do g1.
Caso não fosse prorrogada, a CPMI deveria encerrar os trabalhos até sábado (28). Este era o prazo final para depoimentos, pedidos de informações e votação do relatório final da comissão. O novo prazo será definido pelos parlamentares na própria CPMI.
Caso o presidente do Congresso não se pronuncie neste prazo, a decisão de Mendonça autoriza o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG) prorrogue os trabalhos da CPMI.
“Em caso de inércia quanto ao cumprimento do prazo de 48 horas […] a Presidência da CPMI-INSS estará imediatamente autorizada a prorrogar o funcionamento regular da CPMI e referida prorrogação se dará pelo prazo que a minoria parlamentar de 1/3 entender, em deliberação específica na arena própria da CPMI-INSS, que seja o necessário para o encerramento das investigações na seara parlamentar, observando-se a regra contida no art. 76, § 4º, do Regimento Interno do Senado Federal”, escreveu o ministro.
O ministro decidiu em resposta a um mandado de segurança apresentado por parlamentares. Os deputados e senadores alegam que Davi Alcolumbre ainda não tinha realizado a leitura do requerimento mesmo o documento ter sido assinado por mais de um terço dos membros da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, requisito mínimo para a prorrogação.
“O reconhecimento do direito da minoria parlamentar de instalar uma CPMI, sem que a maioria ou a direção do parlamento crie obstáculos desprovidos de um alicerce constitucional, produz efeitos significativos no plano jurídico. Ele impõe, por decorrência lógica, a aceitação da conclusão de que a mesma minoria também possui o direito de decidir se haverá ou não prorrogação do funcionamento da citada comissão. O que é válido para o mais, deve necessariamente prevalecer para o menos”, argumentou o ministro.
A decisão do Mendonça sobre a prorrogação da ser analisada pelo plenário do STF, a pedido do próprio ministro.
Alcolumbre avalia recorrer Alcolumbre avalia recorrer da decisão de Mendonça, mas vai esperar a comunicação formal da decisão do ministro do STF para decidir o que fazer.
Contrário a estender a CPMI, Alcolumbre deixou claro aos parlamentares, se dependesse dele, o colegiado encerraria os trabalhos no próximo sábado.
O presidente do Senado avalia possíveis medidas para evitar a continuidade dos trabalhos da CPMI, mas garante que cumprirá as decisões do Supremo.
Alcolumbre tem boa relação com muitos ministros da Suprema Corte, mas não é próximo de Mendonça. Em 2021, ele segurou por mais de quatro meses a sabatina do ministro.
Ao participar de um evento da OAB na última sexta-feira (20), Mendonça lembrou o período em que “enfrentou gente poderosa”.
“Tinha gente poderosa, mais poderosa do que eu, que não queria que eu avançasse […] tracei como estrategia, se eu aumentar força antes da marcação da sabatina, ia aumentar a carga contra mim. Só depois de marcada iria demonstrar força pq se eu fosse brigar so pelo lado da força seria derrotado. Saiba o momento certo de agir”, declarou Mendonça.
A jornalista Andréia Sadi, no Estúdio I da GloboNews, pediu desculpas, nesta segunda-feira (23), ao público pela exibição de um PowerPoint sobre o caso Master. O material foi apresentado ao público na última sexta-feira (20) e associava, sem provas, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao escândalo envolvendo o ex-dono da instituição financeira, Daniel Vorcaro.
Segundo Sadi, “o material estava errado e incompleto e também não deixou claro o critério que foi usado para a seleção das informações”. Ela explicou que a apresentação acabou misturando contatos institucionais com nomes que Vorcaro menciona como tendo relação contratual ou pessoal, além de incluir outros nomes que ainda estão sob análise da Polícia Federal ou que, segundo as informações apuradas até o momento, podem ser considerados não republicanos.
A jornalista também ressaltou que a arte exibida não trouxe todos os envolvidos já tornados públicos. “Não foram incluídos nomes que já se tornaram públicos por envolvimento com o caso Master, como ministros do Supremo e políticos, nem ex-diretores do Banco Central, que estão sob escrutínio da polícia por suspeita de corrupção na relação com o banqueiro”, afirmou.
Diante da apresentação incompleta, Sadi afirmou que a GloboNews segue comprometida com os princípios editoriais do canal e pediu desculpas ao público. “Diante de um material incompleto e em desacordo com os nossos princípios editoriais, a gente pede desculpas”, concluiu.
O gráfico exibido no telão colocava Lula e o PT no centro do esquema, enquanto nomes do Centrão, entre outros notavelmente envolvidos nos crimes, apareciam de forma secundária. Outros nem sequer foram mencionados.
A apresentação gerou forte reação nas redes sociais e também críticas de jornalistas. A ex-repórter especial da Globo Neide Duarte afirmou que a imagem lembrava “um programa de culto pentecostal que resolveu fazer um jornalzinho para atacar o Lula” e ironizou a forma como o diagrama foi montado.
Ela também questionou a ausência de figuras ligadas à direita, como Roberto Campos Neto, Tarcísio de Freitas, Jair Bolsonaro, Ibaneis Rocha e Cláudio Castro. Neide chamou de “Dia da vergonha” para a GloboNews e é um dos episódios mais constrangedores recentes da cobertura sobre o escândalo envolvendo o Banco Master.
Após o governador do Paraná Ratinho Jr. desistir de se lançar candidato à Presidência da República pelo PSD, o presidente da sigla, Gilberto Kassab, afirmou que a escolha do nome do partido deve ocorrer até o fim do mês de março. Ratinho anunciou a desistência nesta segunda-feira.
Em uma publicação nas redes sociais, Kassab citou os governadores Eduardo Leite (PSD-RS) e Ronaldo Caiado (PSD-GO). Ambos almejam ser o nome do partido para a disputa presidencial. Segundo o colunista do GLOBO Lauro Jardim, o favorito para a vaga é o governador de Goiás.
“Eduardo Leite e Ronaldo Caiado são governadores muito bem avaliados, com inúmeras realizações ao longo de suas vidas públicas. Ambos têm apresentado seus projetos para o Brasil, que nortearão o plano de governo do candidato do PSD. A escolha, como afirmado anteriormente, deve ocorrer até o fim deste mês de março”, diz a nota divulgada por Kassab.
Na nota, o presidente do PSD elogiou a gestão de Ratinho no governo do Paraná e afirmou que o partido “se mantém firme em sua decisão de apresentar aos brasileiros uma candidatura a presidente da República, que com certeza será a ‘melhor via'”. Segundo Kassab, vai contrapor-se a “polarização de propostas radicais que em nada contribuem para o que o Brasil precisa”.
A desistência de Ratinho Jr. foi anunciada dias após o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato a presidente da República pela PL, endossar a campanha do senador Sergio Moro (União) ao cargo. O ex-juiz da Lava Jato deve se filiar ao PL em breve.
Ratinho Junior (PSD) informou, nesta segunda-feira (23), que desistiu da pré-candidatura à Presidência do Brasil e vai concluir o segundo mandato no governo do Paraná até dezembro de 2026.
O governador era um dos três possíveis candidatos à Presidência do PSD. Com a desistência, os nomes cotados pelo partido são Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, e Ronaldo Caiado, governador de Goiás. O movimento também impacta na sucessão no Paraná. As informações são do g1.
Ratinho Junior era o pré-candidato do PSD com melhor desempenho nas pesquisas para as eleições presidenciais deste ano. Na Quaest mais recente, de março, ele aparecia com 7% das intenções de voto nos cenários de primeiro turno, contra 4% de Ronaldo Caiado e 3% de Eduardo Leite.
No cenário de segundo turno, Ratinho aparecia com 33%, nove pontos atrás de Lula, que tinha 42%. A vantagem do presidente é maior contra Caiado (12 pontos) e Eduardo Leite (16 pontos).
O governador apresentava sua pré-candidatura como alternativa à polaridade política, ao mesmo tempo em que defendia o PL da Anistia, que prevê anistia “ampla e irrestrita” aos condenados pelo 8 de janeiro.
Há menos de duas semanas, o senador Rogério Marinho (PL), coordenador de campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), se encontrou com o governador do Paraná e pediu que ele desistisse da campanha e apoiasse o filho do ex-presidente no pleito.
Segundo comunicado divulgado pela assessoria de imprensa de Ratinho Junior, a desistência foi decidida na noite de domingo (22) “após profunda reflexão com a família”. A decisão foi levada ao conhecimento do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, nesta segunda. (Leia, na íntegra, ao final do texto)
O comunicado afirma ainda que o governador do Paraná continuará à disposição do PSD “para ajudar o Brasil a virar a página do atraso, criar perspectivas mais otimistas para os jovens, ser destravado com menos burocracia, endurecimento de leis criminais e tenha o agronegócio brasileiro como trunfo na competição global entre nações”.
Segundo o comunicado, depois que encerrar o mandato, Ratinho Junior pretende voltar ao setor privado e presidir o Grupo de Comunicação criado pelo pai, o apresentador Ratinho. Ele não pode concorrer como governador do Paraná em 2026, uma vez que está no segundo mandato consecutivo no cargo.
Disputa para o governo do Paraná Ratinho Junior ainda não anunciou oficialmente quem apoiará na eleição para o governo do Paraná. Entre os nomes cotados nas discussões internas do partido estão Alexandre Curi (PSD), deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa e Guto Silva (PSD), secretário de Cidades.
Outro nome que fazia parte das articulações era o do secretário de Desenvolvimento Sustentável, Rafael Greca. O ex-prefeito de Curitiba deixou o PSD e anunciou na última quinta-feira (19) que se filiou ao MDB. O anúncio foi feito por meio de um vídeo publicado nas redes sociais em que Greca anuncia também a pré-candidatura ao governo do estado pelo novo partido.
Na última semana, o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência pelo PL, afirmou que o senador Sergio Moro deve deixar o União Brasil e se filiar ao PL para disputar o governo do Paraná. Caso confirme a candidatura, Moro deve enfrentar o grupo de Ratinho Junior na eleição.
“É uma grande alegria estar aqui com meu amigo Sergio Moro. Ele é o nosso pré-candidato a governador do Paraná. Uma pessoa que compartilha das mesmas pautas e entende o momento que o Brasil passa”, afirmou o senador Flávio Bolsonaro (RJ).
Leia a íntegra do comunicado:
“O governador Ratinho Junior decidiu concluir seu mandato no Paraná até dezembro deste ano. Portanto, ele deixa de participar da discussão interna do PSD (Partido Social Democrático), que escolherá um candidato disposto a concorrer às eleições presidenciais deste ano.
A decisão foi tomada na noite deste domingo, 22, após profunda reflexão com sua família. O fato foi levado ao conhecimento do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, nesta segunda, 23.
Ratinho está convicto que deve manter o compromisso selado com os paranaenses nas eleições de 2018 e não pode interromper o projeto que tem garantido o ciclo de crescimento econômico do Paraná. Sob a gestão de Ratinho Junior, que alcançou 85% de aprovação, o Estado se consolidou como a melhor educação do Brasil, obteve os menores índices criminais dos últimos 20 anos, o maior investimento em infraestrutura da história, e conquistou, por quatro vezes consecutivas, a excelência em sustentabilidade no Brasil.
O governador do Paraná continuará à disposição do PSD para ajudar o Brasil virar a página do atraso, criar perspectivas mais otimistas para os jovens, ser destravado com menos burocracia, endurecimento de leis criminais e tenha o agronegócio brasileiro como trunfo na competição global entre nações.
Eleito com quase 70% dos votos válidos em 2022, Ratinho permanecerá pautando a sua vida para ajudar o Brasil a partir do Paraná, ao defender um estado menor e mais eficiente, que tem a educação como instrumento para melhorar a vida de jovens e apostando na pacificação e no diálogo como alicerces do Estado Democrático de Direito.
Carlos Massa Ratinho Junior nasceu numa família humilde em Jandaia do Sul. Mudou para Curitiba ainda criança, onde o pai chegou desempregado na década de 80. A trajetória simples do governador permitiu que ele jamais fosse contaminado pelas benesses do Poder.
Ao encerrar em dezembro essa fase de sua vida, Ratinho Junior pretende voltar ao setor privado e presidir o Grupo de Comunicação criado pelo pai, o apresentador Ratinho.”
Policiais militares de Pernambuco relatam atraso no pagamento do Programa de Jornada Extra de Segurança (PJES) referente ao serviço da Patrulha Escolar, com valores ainda pendentes dos meses de janeiro e fevereiro. A atividade é realizada por agentes que atuam em seus períodos de folga, em ações preventivas voltadas às escolas da rede estadual.
De acordo com relatos da categoria, não há previsão informada pelo governo estadual para a regularização dos pagamentos. Os profissionais apontam dificuldades para cumprir compromissos financeiros diante dos atrasos e destacam que a situação já teria ocorrido em outras ocasiões.
O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e foi transferido para um quarto no Hospital DF Star, em Brasília, nesta segunda-feira. A infomarção foi confirmada pelo médico de Bolsonaro, doutor Brasil Caiado. A transferência ocorreu por volta das 17h30.
Boletim médico divulgado nesta segunda-feira aponta que Bolsonaro apresenta evolução clínica favorável. As informações são do jornal O GLOBO.
Internado desde o dia 13, após passar mal enquanto estava preso, Bolsonaro segue em tratamento contra uma pneumonia bacteriana bilateral decorrente de broncoaspiração. De acordo com a equipe médica, ele permanece em uso de antibioticoterapia endovenosa, com resposta considerada positiva, mas ainda depende de suporte clínico intensivo, além de fisioterapia respiratória e motora.
“O ex-presidente mantém evolução satisfatória, sem intercorrências, em uso de antibioticoterapia endovenosa. Segue com suporte clínico intensivo e fisioterapia respiratória e motora e deverá receber alta da UTI nas próximas 24 horas”, informou o boletim.
A broncoaspiração, que deu origem à infecção, ocorre quando conteúdo do estômago ou secreções entram nas vias respiratórias, podendo evoluir para um quadro infeccioso pulmonar com impacto na oxigenação. Bolsonaro foi internado após apresentar febre, vômitos e queda na saturação.
Desde a internação, a evolução tem sido descrita como gradual. Apesar da melhora dos indicadores clínicos, a permanência na UTI até aqui foi mantida por cautela, diante da necessidade de monitoramento constante, fisioterapia respiratória e prevenção de complicações, comuns em quadros desse tipo.
A situação de saúde do ex-presidente passou a ter impacto direto nas discussões jurídicas sobre o regime de cumprimento da pena. A Procuradoria-Geral da República (PGR) já se manifestou favoravelmente à concessão de prisão domiciliar, e a expectativa entre aliados é de que, com a melhora do quadro clínico, Bolsonaro possa cumprir a pena em casa.
A equipe médica trabalha com a previsão de que o período total de internação deve chegar a cerca de 14 dias, a depender da resposta ao tratamento.
Anotações dos advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro têm menções à delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid
O pré-candidato a deputado federal Gabriel Porto se filia ao PSB nesta quinta-feira (26), em ato marcado para as 20h30 na sede do partido, no Recife. O ingresso ocorre a convite do prefeito do Recife e presidente nacional da legenda, João Campos, que confirmou recentemente sua pré-candidatura ao Governo de Pernambuco.
Gabriel é filho do presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), deputado estadual Álvaro Porto, que deixou o PSDB e se filiou ao MDB neste mês, em meio às articulações políticas no estado. Aliado de João Campos e integrante da oposição à governadora Raquel Lyra, Álvaro afirmou que a mudança partidária também considerou o cenário eleitoral para viabilizar a candidatura do filho à Câmara Federal.
“Recebemos o convite de João como um aval ao trabalho que temos feito para construir a nossa pré-candidatura. Temos dialogado com lideranças políticas e com a população em diversas regiões do estado”, afirmou Gabriel. “Chegar a um partido com a história do PSB é a certeza de que estamos em sintonia com o projeto de João Campos”, completou.