Integrantes do PT no Tocantins pediram à direção nacional do partido ontem (4) que a filiação da ex-ministra e ex-senadora Kátia Abreu seja invalidada. A solicitação foi feita por um grupo minoritário do partido, a Articulação de Esquerda. Segundo interlocutores, no entanto, a direção nacional não deve acolher o pedido e a filiação tende a ser confirmada.
Kátia Abreu foi ministra da Agricultura da ex-presidente Dilma Rousseff e oficializou a filiação ao PT no Tocantins ontem. Antes, ela estava no PP. Em vídeo publicado nas redes sociais, ela disse que o convite para a mudança de partido foi reforçado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As informações são do jornal O Globo.
Leia mais“E agradecer ao presidente Lula, que também reforça esse convite para que eu me filie ao PT do Tocantins. Estaremos juntos nessa luta pela democracia e pela reeleição do presidente Lula”, disse Kátia Abreu, ao lado dos presidentes da sigla no Tocantins, Nile William, e em Palmas, Rosimar Mendes.
De acordo com documento obtido pelo O Globo, a solicitação de integrantes da Articulação de Esquerda cita que o diretório estadual do PT no Tocantins não se reuniram para deliberar sobre a filiação e que a prática política de Abreu “não demonstra compromisso” com artigos do estatuto do partido.
“O Partido dos Trabalhadores (PT) é uma associação voluntária de cidadãos e cidadãs que se propõem a lutar por democracia, pluralidade, solidariedade, transformações políticas, sociais, institucionais, econômicas, jurídicas e culturais, destinadas a eliminar a exploração, a dominação, a opressão, a desigualdade, a injustiça e a miséria, com o objetivo de construir o socialismo democrático”, diz um trecho do estatuto citado no pedido.
A solicitação, realizada por Fabiano Kenji Nohama, Heloísa Lias da Silva, Hílton Faria da Silva, Jozafá Ribeiro Maciel e Maria da Penha da Silva, diz ainda que Kátia Abreu “sempre foi representante dos latifundiários e das multinacionais do agronegócio”, posicionando-se contra a reforma agrária e as organizações dos trabalhadores rurais.
“Viemos, por meio deste, impugnar a filiação de Kátia Regina Abreu ao PT pelos motivos acima expostos. O PT não é o partido do latifúndio, do trabalho escravo e nem da burguesia”, argumentam. “O PT é o partido da classe trabalhadora que luta por uma sociedade de igualdade e justiça, pela reforma agrária e reforma urbana, pela liberdade de organização dos trabalhadores e trabalhadoras, pelo socialismo”, completam.
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