O líder da Oposição na Câmara, deputado federal Luciano Zucco (PL-RS), disse, hoje, que a ida de deputados aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao Supremo Tribunal Federal para acompanhar a análise da denúncia da Procuradoria Geral República se dá porque o grupo tem “um suspiro de esperança” na Justiça. A 1ª Turma da Corte decidirá até amanhã se torna réus o ex-presidente e outros 7 por golpe de Estado.
“Estamos aqui porque a gente ainda tem um suspiro de esperança que a Justiça prevaleça […]. São crimes de colarinho branco. Traficantes e homicidas que não estão tendo o tratamento que nós da direita e o presidente Bolsonaro estamos tendo. Este, sim, está sendo condenado previamente”, declarou.
Os deputados chegaram depois do início da sessão e foram orientados a acompanhar da 2ª Turma, mas depois foram liberados. A negativa foi alvo de críticas de alguns dos presentes, que deixaram o Supremo, como foi o caso de Carlos Jordy (PL-RJ) e Capitão Alden (PL-BA). Além de Zucco, estão presentes Sanderson (PL-RS), Mario Frias (PL-SP), Paulo Bylinskyj (PL-SP), Caveira (PL-PA), Zé Trovão (PL-SC) e Evair de Melo (PP-ES).
Em nota, Zucco disse que haveria ao menos 20 poltronas vazias e disse repudiar a decisão de barrar integrantes da oposição. Bolsonaro desembarcou em Brasília mais cedo. No aeroporto, disse que está “bem” e que espera por Justiça. Voltou a negar as acusações e disse que é alvo de um inquérito “parcial” feito pela Polícia Federal. Depois, seguiu para a sede do PL onde reuniu-se com seus advogados.
Em um 1º momento, Bolsonaro iria assistir ao julgamento na casa de Zucco. No entanto, mudou de rota e optou por assistir ao 1º dia de julgamento in loco no Supremo. Os congressistas aliados de Bolsonaro saíram às pressas dos apartamentos funcionais localizados na Asa Norte, em Brasília, rumo à Praça dos Três Poderes.
O prefeito de Aracoiaba (CE), Wellington Silva de Oliveira, conhecido como Edim Oliveira, foi afastado do cargo após o Ministério Público Eleitoral (MPE) pedir à Câmara Municipal a extinção de seu mandato. O político é irmão do cantor Wesley Safadão.
A decisão foi tomada depois da confirmação de que o gestor teve os direitos políticos suspensos em razão de uma condenação criminal definitiva por estelionato. Com o afastamento, a vice-prefeita Selma Bezerra assumiu interinamente o comando da prefeitura.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, a parlamentar afirmou que a Constituição determina que, em caso de vacância do cargo de prefeito, o vice deve assumir. Selma também garantiu que a administração municipal seguirá funcionando normalmente.
“Quero tranquilizar toda a população e dizer que as coisas irão continuar normalmente, com dedicação e planejamento. Não haverá desconfianças nem conflitos. Todos me conhecem e sabem do meu caráter”, declarou.
Segundo o Ministério Público, a suspensão dos direitos políticos foi confirmada após consulta a sistemas judiciais, o que inviabiliza a permanência de Edim Oliveira no exercício do mandato. O órgão sustenta que, diante da situação jurídica do gestor, a Câmara deve formalizar a perda do cargo.
Edim se manifestou por meio de vídeo e disse que o processo que resultou na condenação é anterior à sua gestão como prefeito e não tem relação com a administração municipal. Ele afirmou ainda que já acionou sua equipe jurídica para tentar reverter a situação.
“Não envolve em nada a atual gestão municipal. E recebo qualquer manifestação com respeito institucional. Já acionei minha equipe jurídica, e tudo será devidamente esclarecido”, afirmou.
Empresário, Edim Oliveira declarou mais de R$ 3 milhões em bens nas últimas eleições, incluindo terrenos, apartamentos e veículos. Ele também possui participação na WS Shows Ltda, empresa que gerencia a carreira do cantor Wesley Safadão, seu irmão.
Selma Bezerra tem longa trajetória política no município. Foi vereadora entre 2005 e 2016 e novamente entre 2021 e 2024, além de ter exercido o cargo de vice-prefeita no período de 2017 a 2020. A situação de Edim Oliveira ainda deve ser analisada pela Câmara Municipal, enquanto sua defesa tenta reverter os efeitos da condenação na Justiça.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu, hoje, que o Supremo Tribunal Federal (STF) condene os cinco réus acusados de planejar e matar a vereadora Marielle Franco, em março de 2018, no Rio de Janeiro. Na ação, também foi assassinado o motorista Anderson Gomes. O caso está sendo analisado pela Primeira Turma do Supremo.
São acusados:
Domingos Inácio Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do RJ;
João Francisco Inácio Brazão, deputado cassado;
Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior, delegado e ex-chefe da Polícia Civil do RJ;
Ronald Paulo Alves Pereira, major da Polícia Militar;
Robson Calixto Fonseca, policial militar e ex-assessor de Domingos Brazão.
O vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand, defendeu que há provas suficientes contra os réus, que indicam a participação direta nos crimes.
Em sua exposição, a PGR argumentou que os irmãos Brazão comandavam uma organização criminosa que se caracterizava pela ocupação de terras, com “marcas claras de atividades de grilagem”.
A acusação diz que Marielle realizou reuniões em áreas da zona oeste do Rio de Janeiro de domínio da organização criminosa e era vista como um risco aos negócios dos irmãos.
“Fartos dos confrontos com Psol e com Marielle, os irmão Brazão decidiram pelo homicídio de Marielle Franco. Com a intensificação de Marielle em áreas de milícias, a vereadora se tornou o alvo alternativo da organização criminosa”, afirmou a Procuradoria, que sustentou que o ex-deputado e atual presidente da Embratur, Marcelo Freixo (Psol-RJ), era o alvo preferencial dos milicianos.
Chateaubriand ressaltou que a versão apresentada pelo delator do caso, Ronnie Lessa, se mostrou “amplamente demonstrada” e que Marielle se tornou o alvo dos milicianos por impor obstáculos à organização, inclusive à tramitação de projetos de lei que interessavam os criminosos.
“Marielle ameaçou os currais eleitorais dos irmãos e apresentou uma perspectiva de revogação fundiária que contrariava o já consolidado padrão de poder territorial das milícias por meio de grilagem”.
O ex-ministro do Turismo no Governo Bolsonaro, Gilson Machado, rebateu, ontem, as declarações do presidente estadual do PL, Anderson Ferreira, de que seria um “desertor de Flávio Bolsonaro” por deixar a sigla e filiar-se ao Podemos em nome de um projeto pessoal.
De acordo com Gilson, Anderson o acusa do que costuma ele mesmo praticar: “Às vezes ele tenta me medir pela mesma régua dele”, ironizou. O ex-ministro ainda acusou Anderson de fazer do PL um PF: “Partido dos Ferreira”. As informações são do blog da Renata Gondim.
O presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Leandro Grass, é o convidado do meu podcast Direto de Brasília, em parceria com a Folha de Pernambuco, hoje. Na pauta, sua pré-candidatura ao Governo do Distrito Federal pelo PT e os principais projetos de preservação do patrimônio cultural brasileiro, além da conjuntura política nacional.
Formado em Sociologia pela Universidade de Brasília (UnB), com mestrado em Desenvolvimento Sustentável pelo Centro de Desenvolvimento Sustentável da UnB e formação em gestão cultural pela Organização dos Estados Ibero-Americanos, Grass é professor e pesquisador nas áreas de sociologia, políticas públicas e participação social. Foi deputado distrital entre 2019 e 2022, período em que foi autor de diversas leis nas áreas de educação, desenvolvimento sustentável e direitos das mulheres.
O Direto de Brasília vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, e também em cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem o programa a Gazeta News (Grupo Collor) em Alagoas; a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras na Paraíba; a Mais-TV (sob o comando do jornalista Heron Cid); a Rede ANC, no Ceará, com mais de 50 emissoras; e a LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são: Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, Autoviação Progresso, Grupo Antonio Ferreira Souza, Água Santa Joana, Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
À medida que o calendário eleitoral avança e o ambiente político começa a se movimentar, surge uma dúvida recorrente entre agentes públicos, pré-candidatos e assessores: afinal, o que já é possível fazer antes do registro formal de candidatura? A resposta exige análise técnica, pois a linha que separa a legítima manifestação política da propaganda eleitoral antecipada continua sendo um dos pontos mais sensíveis do Direito Eleitoral, sobretudo em um cenário marcado pela comunicação digital permanente e pelo uso estratégico das redes sociais.
A legislação brasileira, especialmente a partir das alterações promovidas nos últimos anos, ampliou o espaço de liberdade na chamada pré-campanha. O art. 36-A da Lei nº 9.504/1997 estabelece que determinadas condutas não configuram propaganda eleitoral antecipada, desde que não haja pedido explícito de voto. Esse é o núcleo da regra. Pode haver manifestação política, pode haver exposição de ideias, pode haver construção de posicionamento público; o que não se admite, antes de 15 de agosto do ano da eleição, é o pedido direto e inequívoco de voto.
O Tribunal Superior Eleitoral consolidou entendimento no sentido de que somente o pedido explícito de voto caracteriza, em regra, a propaganda antecipada. Expressões como “vote em mim”, “peço seu voto” ou “conto com seu apoio nas urnas” são exemplos clássicos de conduta vedada quando praticadas antes do período legal. Por outro lado, a jurisprudência admite a exaltação de qualidades pessoais, a divulgação de posicionamentos políticos, a menção à futura candidatura, a crítica a adversários e a defesa de projetos e propostas. O critério adotado é objetivo, mas não ingênuo: a Justiça Eleitoral também considera o contexto e a intenção evidente de influenciar o eleitorado quando a comunicação, ainda que sem fórmula explícita, revele inequívoco caráter eleitoral.
Um dos pontos mais sensíveis para 2026 envolve o impulsionamento de conteúdo nas redes sociais. O TSE tem admitido o impulsionamento na pré-campanha, desde que o conteúdo esteja dentro dos limites do art. 36-A e não contenha pedido explícito de voto. Contudo, a análise deixa de ser meramente formal quando se verifica investimento elevado, estratégia massiva de alcance ou construção de narrativa claramente voltada à captação antecipada do eleitorado. Nesses casos, pode surgir discussão não apenas sobre propaganda antecipada, mas também sobre eventual abuso de poder econômico, a depender da dimensão e do impacto da conduta.
No mesmo sentido, entrevistas, participações em debates, lives e manifestações em redes sociais são admitidas pela legislação e pela jurisprudência. O simples fato de mencionar uma possível candidatura futura não configura irregularidade. O cuidado, entretanto, deve recair sobre a linguagem utilizada, a adoção de slogans típicos de campanha, a estrutura profissional de marketing já organizada com evidente finalidade eleitoral e a repetição sistemática de mensagens que ultrapassem a mera exposição de ideias para se aproximarem de verdadeiro pedido de voto disfarçado.
Também é legítima a participação em eventos partidários, congressos, encontros com apoiadores e reuniões políticas internas. A irregularidade pode surgir quando tais eventos assumem formato de comício antecipado ou quando há convocação direta do eleitorado com pedido explícito de apoio eleitoral. Mais uma vez, a análise é contextual e exige prudência estratégica.
O que se observa, portanto, é que a pré-campanha tornou-se um espaço juridicamente reconhecido de construção de imagem política e de debate público. A legislação atual prestigia a liberdade de expressão e o direito ao posicionamento político, mas impõe limites claros. A Justiça Eleitoral costuma observar três elementos centrais: a existência de pedido explícito de voto, o contexto e a intenção eleitoral manifesta e o potencial desequilíbrio na disputa.
Em 2026, com a intensificação da comunicação digital, do marketing político estruturado e do uso de tecnologias cada vez mais sofisticadas, a fiscalização tende a ser ainda mais rigorosa. A pré-campanha não é território livre, mas tampouco é zona proibida. Trata-se de um espaço de liberdade responsável, em que estratégia política e segurança jurídica precisam caminhar juntas. Ignorar esses limites pode resultar em multa por propaganda antecipada, representações eleitorais e, em hipóteses mais graves, discussões sobre abuso de poder.
Mais do que nunca, o cenário que se desenha exige planejamento técnico e consciência jurídica. A disputa eleitoral começa antes do registro, mas não pode começar fora da lei.
Em agenda no Recife, ontem, o prefeito Simão Durando e o deputado estadual Antonio Coelho se reuniram com o secretário de Defesa Social de Pernambuco, Alessandro Carvalho. A pauta do encontro foi o aumento de homicídios em Petrolina nas últimas semanas. O prefeito pediu apoio do governo do Estado para fortalecer a segurança e sufocar a atuação de criminosos no Vale do São Francisco.
A visita ao secretário estadual ocorreu após Simão ligar, no último sábado, para a governadora Raquel Lyra. O prefeito relatou o registro de homicídios em série nas semanas, que tem trazido preocupação para a população. Só nos primeiros 50 dias de 2025, foram registrados 44 homicídios, quase o dobro do mesmo período do ano passado.
O prefeito reivindicou a criação de mais uma delegacia distrital. Também foi solicitada a ampliação do número de policiais militares e civis para um volume compatível com a nova realidade de Petrolina, município que teve o maior crescimento populacional no estado. Além disso, o Simão Durando pediu a implantação de câmeras de monitoramento, entre outras ferramentas de inteligência e prevenção ao crime.
O prefeito defendeu a atuação integrada das forças de segurança do estado, governo federal e prefeitura. “Petrolina cresceu muito, já somos a maior cidade do interior e vamos crescer muito mais. É urgente que o efetivo da polícia e a estrutura de segurança acompanhem esse desenvolvimento. Conversei com a governadora no sábado e agora com o secretário de segurança para que seja dada uma resposta urgente. Precisamos trabalhar integrados para combater a atuação de criminosos em nossa região”, relatou o prefeito após a reunião na Secretaria de Defesa Social.
A promotora de Justiça Henriqueta de Belli Leite de Albuquerque, da Central de Inquéritos da Capital, solicitou à Polícia Civil que inicie uma investigação contra o jornalista Manoel Medeiros pela prática de calúnia contra quatro auxiliares do prefeito do Recife, João Campos (PSB). O encaminhamento se baseia em queixa-crime apresentada ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE) após o blogueiro atribuir ao grupo, sem provas, a prática de lavagem de capitais e falsidade ideológica.
A solicitação foi remetida à Coordenação de Procedimentos Policiais, responsável pela gestão de trâmites investigativos na Polícia Civil. No documento, a promotora de Justiça pede a instauração de um inquérito policial e que Medeiros seja ouvido, na condição de investigado, sobre a “ausência de verificação da veracidade dos fatos antes da publicação”. Também foi requerida a escuta de testemunhas apresentadas pelas vítimas da calúnia. Por fim, foi solicitada a análise técnica do material coletado para “consubstanciar os elementos que indicam o animus caluniandi, extrapolando o limite da crítica jornalística”.
A série de postagens atribuindo crimes aos auxiliares do prefeito João Campos começou em 16 de janeiro e teve como alvos os secretários municipais Gustavo Monteiro (Articulação Política e Social), Antônio Limeira (Assessoria Especial do Prefeito), Luciano Temporal (executivo de Ordem Pública e Segurança) e o presidente da Autarquia de Manutenção e Limpeza Urbana (Emlurb), Daniel Saboya, além do empresário Bruno Delgado. A prática ocorreu no blog e nas redes sociais do jornalista.
A medida é mais um revés para Medeiros, que no início do mês já havia recebido determinação da Justiça para remover os conteúdos ofensivos e sido proibido de fazer novas postagens atribuindo, sem provas, crimes às vítimas. O blogueiro é ex-assessor da governadora Raquel Lyra (PSD) e da vice-governadora Priscila Krause (PSD). Ele teve que deixar o governo em agosto do ano passado, após ser apontado por deputados de oposição como membro de uma suposta estrutura paralela voltada ao financiamento de ataques contra adversários da gestão estadual nas redes sociais com uso de recursos públicos.
A prefeitura de Juiz de Fora, em Minas Gerais, confirmou que, até o momento, 14 pessoas morreram por conta das fortes chuvas que atingiram a cidade na madrugada de hoje. Em nota oficial, a prefeitura, em articulação com a Defesa Civil Estadual e com o Corpo de Bombeiros, manifestou pesar pelos óbitos.
As mortes foram registradas nos seguintes endereços da cidade:
quatro óbitos na Rua Natalino José de Paula, no bairro JK;
quatro óbitos na Rua Orville Derby Dutra, no bairro Santa Rita.
dois óbitos na Rua João Luís Alves, Vila Ideal;
um óbito na Rua José Francisco Garcia, no bairro Lourdes;
um óbito na Rua Eurico Viana, na Vila Alpina;
um óbito na Estrada Athos Branco da Rosa, no bairro São Benedito;
um óbito na Rua Jacinto Marcelino, Vila Olavo Costa.
A prefeitura decretou Estado de Calamidade Pública na madrugad após a tempestade que atingiu a cidade ter acumulado 584 milímetros de volume pluviométrico entre 22 e 24 de fevereiro.
De acordo com a administração municipal, fevereiro é o mês mais chuvoso já registrado na história do município, superando quatro vez a média de chuvas comum para essa época.
O alto volume de chuvas já provocou alagamentos, transbordamento de córregos, deslizamentos de terra e desabamentos. Houve pelo menos 20 soterramentos, principalmente na região sudeste da cidade.
Diversos moradores ficaram ilhados e precisaram ser retirados de casa por risco de vida. As aulas em toda a cidade foram suspensas nesta terça. O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais atua nas operações de resgate e buscas.
Faleceu, na noite de ontem, em João Pessoa, Verinha Veras, aos 65 anos, ex-primeira-dama do município de Iguaracy. Era casada com o ex-prefeito Dessoles Monteiro. As informações são da Rádio Serra FM.
A cerca de 40 dias, Verinha teve um quadro de infecção urinária. Infelizmente, a doença evoluiu para septicemia e o quadro foi piorando até o registro de infecções secundárias como pneumonia e, por fim, falência de órgãos. Ainda não há ainda informações sobre velório e sepultamento.
Nas redes sociais, o prefeito de Iguaracy, Pedro Alves, lamentou seu falecimento. “Recebemos com profunda tristeza a notícia do falecimento de Verônica Veras (Verinha de Dessoles), ex-primeira-dama de Iguaracy e ex-secretária de Assistência Social do nosso município. Neste momento de dor, nos solidarizamos com todos os familiares, amigos e com toda a população que sente essa perda. Pedimos a Deus que conceda conforto aos corações enlutados e força para atravessar esse momento tão difícil”, afirmou.
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, ontem, que verbas de caráter indenizatório, os chamados penduricalhos, somente podem ser pagas a integrantes do Poder Judiciário e do Ministério Público quando estiverem previstas em lei aprovada pelo Congresso Nacional.
A decisão também define que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) devem se restringir à regulamentação do que já estiver previsto em lei, com indicação clara da base de cálculo, do percentual aplicado e do limite máximo do benefício. As informações são do portal G1.
Por meio de liminar, o ministro firmou um prazo de 60 dias para que tribunais e Ministérios Públicos estaduais interrompam o pagamento dos penduricalhos com fundamento em leis estaduais.
Também deu 45 dias para que sejam suspensos os pagamentos instituídos por decisões administrativas ou por atos normativos secundários.
“O pagamento de quaisquer verbas, após os prazos acima assinalados, em desconformidade com a presente decisão consubstanciará ato atentatório à dignidade da justiça e deverá ser apurado no âmbito administrativo-disciplinar e penal, sem prejuízo do dever de devolução de tais valores”, afirmou.
Ainda na decisão, Mendes aponta um “enorme desequilíbrio” nos “penduricalhos”.
Ele lembra que a Constituição determina que os magistrados recebam 90% do subsídio dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que é o teto do funcionalismo público. Por isso, quando há aumento no salário dos ministros da Corte, esse reajuste impacta automaticamente a remuneração dos juízes.
De acordo com o relator, essa regra foi criada para garantir a independência do Judiciário, evitando que a definição dos salários da magistratura dependa de decisões políticas tomadas nos estados.
Nesse contexto, o ministro argumenta que não é compatível com o caráter nacional e com o princípio da isonomia do Judiciário permitir que cada tribunal crie, por decisão administrativa, ato interno ou projeto de lei estadual, novas verbas indenizatórias para seus membros.
Mendes também destacou a dificuldade em fiscalizar a criação dessas verbas, o que, na avaliação dele, reforça a necessidade de uma regra única em todo o país.
A decisão de Mendes segue a mesma linha dos atos do ministro Flávio Dino. No início de fevereiro, Dino determinou que os Três Poderes revisem e suspendam os “penduricalhos” ilegais do serviço público, isto é, sem fundamento legal específico.
Nesta quinta (19), Dino determinou proibiu da publicação de atos ou novas leis na tentativa de garantir os “penduricalhos”.
Considerado uma promessa em 2020, o então deputado federal mais votado da história de Pernambuco precisou vencer o debate sobre experiência com trabalho. João Campos (PSB) foi eleito prefeito sob a névoa do principiante e dobrou a aposta: juntou capacidade de trabalho com inovação, superando nomes como Jarbas Vasconcelos, Joaquim Francisco e João Paulo ao atingir a maior vitória já concedida pela população do Recife
Foi já maduro, com quase seis anos à frente do cargo, e na condição de presidente nacional do seu único partido — que Campos subiu ao altar ao lado da deputada federal e hoje sua esposa, Tabata Amaral. Mais do que um “sim”, João vem demonstrando postura de uma liderança com longevidade, pronto para os novos passos que se apresentam na sua trajetória política.
Com forte repercussão nacional, não deixou dúvidas sobre a sua candidatura ao Governo de Pernambuco, hasteando no Carnaval a bandeira do Estado ao som de ninguém menos que Alceu Valença entoando “tu vens, eu já escuto os teus sinais”. Aliados comentam que essa postura do prefeito, pronto para seguir com a sua família, carrega traços de alguém que não abre mão de inovar, de pensar grande, mas sem perder o cuidado com o detalhe.
Assim como pai, o ex-governador Eduardo Campos, João é um obcecado pelo trabalho e pelas reuniões de monitoramento. Monitora e acompanha, mas entendendo que a condição do líder não é a da centralização absoluta, nem da perseguição — consiste em extrair o melhor de quem está ao lado. Tudo isso, sem perder o brilho no olho, nem a alegria de quem gosta do que faz.
Campos dá novos passos em direção ao futuro. Pelas felicitações nas redes sociais, e pelos comentários de personalidades de todo o país, faz isso muito bem acompanhado, ao lado da sua Tábata. Agora deve ter pouco mais de um mês à frente da Prefeitura do Recife. Já refutou a lua-de-mel remunerada. E segue pronto para avançar com a experiência que segue crescendo pelo trabalho.
GUERRA ENTRE FACÇÕES – A onda de homicídios na última semana em Petrolina é resultado da guerra entre duas das principais facções que atuam no País: o Comando Vermelho, com origem no Rio de Janeiro, e o Bonde do Maluco, a principal da Bahia, que disputam o domínio do tráfico de drogas na cidade. Segundo o JC, ambas as facções já atuam em Petrolina, mas a guerra entre elas se intensificou logo após o Carnaval, com mais de dez registros oficiais de mortes nos últimos dias. Além delas, outros grupos criminosos tentam ocupar territórios, ampliando a violência no município.
Guerra em 14 municípios – Um mapeamento da Secretaria de Defesa Social, ainda segundo o JC, revela que 57% das mortes violentas intencionais em Pernambuco ocorreram em apenas 14 municípios. Os dados, referentes a 2025, reforçam a necessidade de intensificação das ações policiais nesses territórios, além da participação das prefeituras em iniciativas de prevenção cidadã. Oficialmente, 3.132 mortes foram contabilizadas pela polícia no ano passado. A taxa foi de 32,76 vidas perdidas por 100 mil habitantes, a menor da série histórica iniciada em 2004.
Concessão da Compesa – A concessão da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) deve ser assinada no próximo dia 27 de março. O presidente da estatal, Douglas Nóbrega, revelou ao DP que a transição das operações de abastecimento hídrico e saneamento básico para as empresas vencedoras do leilão de concessão parcial da corporação, em dezembro de 2025, deve acontecer em seis meses. As empresas estão divididas em dois lotes: um da Região Metropolitana e um do Sertão. As corporações ficarão responsáveis pelos serviços de distribuição de água tratada e esgotamento sanitário de dois blocos: MRAE Sertão, que reúne 24 cidades, e RMR Pajeú, com 150 municípios, além de Fernando de Noronha.
A conta cara da redução da jornada – A redução da jornada de trabalho no Brasil pode impor um custo de R$ 122 bilhões ao comércio e de R$ 235 bilhões ao setor de serviços, segundo estudo da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo). A proposta que está em debate no Congresso altera o regime 6 x 1 e limita a carga semanal, hoje em 44 horas, a 40 horas. Para a entidade, a mudança tende a pressionar os preços e o emprego formal. O economista-chefe da CNC, Fábio Bentes, apresentou os dados, ontem, em Brasília. Segundo ele, a medida pode elevar os preços em até 13% e reduzir até 638 mil vagas formais, conforme simulações que incluem estudos da FGV (Fundação Getúlio Vargas).
Estilo Marco Maciel – O presidente estadual da federação PP-União Brasil, Eduardo da Fonte, é ninja no jogo da política. Pressionado pela governadora, para que antecipe o apoio do PP à sua reeleição, Dudu, como é mais conhecido, esticou a corda. Como tem até 4 de abril, prazo final do troca-troca partidário, para sinalizar o que deseja em relação ao alinhamento com uma das candidaturas a governador, por enquanto vai exercitando a máxima de Marco Maciel: quem tem prazo, não tem pressa.
CURTAS
AFASTADO – Um dos fenômenos eleitorais do pleito proporcional de 2022, o deputado estadual Gilmar Júnior (PV), que teve mais de 68 mil votos, grande parte da classe dos enfermeiros, categoria que honra em seu mandato, se distanciou do deputado federal Clodoaldo Magalhães. E com razão: Magalhães tem fama de não cumprir acordos.
MADRUGADOR – O deputado João Paulo (PT) não tem fama de madrugador por acaso: quem o procura para agendar encontros toma um susto: chega ao seu gabinete na Assembleia Legislativa por volta das 7 da matina, depois, claro, de levitar na sua meditação transcendental.
PODCAST – O presidente do Iphan, Leandro Grass, deve confirmar, hoje, no meu podcast Direto de Brasília, em parceria com a Folha de Pernambuco, a sua pré-candidatura a governador do Distrito Federal pelo Partido dos Trabalhadores. Grass vai falar também das políticas que vem tocando na manutenção da preservação dos monumentos brasileiros.
Perguntar não ofende: Quem sabe mexer melhor o tabuleiro da política do que Dudu da Fonte?
O município de São José do Egito recebeu, nesta segunda-feira (23), o Título Honorífico de Capital Pernambucana da Terra da Poesia, concedido pela Assembleia Legislativa de Pernambuco. A honraria é resultado do Projeto de Resolução nº 3364/2025, de autoria do deputado estadual Gustavo Gouveia. A cerimônia contou com a presença de autoridades, representantes culturais, poetas, repentistas e lideranças do Sertão do Pajeú.
Durante o evento, o deputado destacou o reconhecimento oficial à tradição cultural do município. “São José do Egito é um símbolo da resistência e da riqueza cultural do nosso Sertão. Reconhecer oficialmente essa vocação é reafirmar o compromisso com a preservação da nossa história e da nossa identidade”, afirmou Gustavo Gouveia.
Conhecida como “Terra da Poesia”, a cidade é referência na cantoria de viola, na literatura de cordel e na realização de festivais culturais. Ao longo dos anos, revelou nomes importantes da poesia popular e consolidou sua posição como um dos principais polos culturais do Nordeste, tendo sua tradição agora formalizada por meio do título estadual.