A Advocacia-geral da União (AGU) entrou com dez ações no Supremo Tribunal Federal (STF) contra sete estados e um município que têm leis que facilitam o acesso a armas de fogo.
As ações que pedem que as leis questionadas sejam declaradas inconstitucionais são assinadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo Advogado-geral da União, Jorge Messias.
A AGU afirma que não há uma autorização para que estados e municípios estabeleçam requisitos para concessão de porte de armas de fogo ou que tratem de atividades e situações nas quais o porte de arma seja admitido de maneira excepcional. As ações sustentam que as leis estaduais e municipais questionadas apresentam risco de “suprimir indevidamente a competência da Polícia Federal para averiguar a comprovação, pelo interessado, da efetiva necessidade do porte de arma de fogo de uso permitido”.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formou maioria para rejeitar a candidatura do ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) e tornar nulos os 274.411 votos dados a ele no domingo. A decisão abre caminho para a eleição de Douglas Ruas em primeiro turno. Votaram neste sentido quatro ministros: : Floriano Azevedo, relator do caso; Estela Aranha; André Mendonça; e Dias Toffoli. Os ministros Ricardo Cueva e Sebastião Reis divergiram e defenderam que os votos sejam considerados válidos e haja segundo turno.
A decisão será comunicada ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), que vai retotalizar os votos. As informações são do jornal O GLOBO.
O primeiro a se manifestar foi Azevedo. Ele afirmou que os votos dados ao ex-governador devem ser considerados nulos pelo fato de ele não preencher condições para estar elegível e disse que o TRE-RJ deve ser comunicado para as “providências cabíveis”.
O ministro foi acompanhado em seguida por Estela, que destacou os efeitos da decisão para o pleito deste ano: deverá haver uma retotalização dos votos e assim não haverá segundo turno para o governo do Rio de Janeiro.
Ao acompanhar o posicionamento, o ministro André Mendonça afirmou que a retotalização dos votos do primeiro turno no Rio de Janeiro “não é providência excepcional, mas consequência expressamente prevista no regime jurídico das candidaturas sob judice”.
— A nova totalização deve refletir a situação jurídica do atual momento — afirmou Mendonça, indicando que os votos de Garotinho deverão ser exlcuídos do cálculo do primeiro turno.
Em seguida, Toffoli afirmou que a candidatura de Garotinho “é inexistente” e, por isso, os votos são nulos.
— Não há como computar esses votos como votos válidos. Esses votos são inexistentes, não são nem anulados ou nulos, porque aquele candidato não tinha condição de elegibilidade. A candidatura dele é inexistente, insisto nesse ponto — disse Toffoli.
Os ministros negaram ainda o pedido de desistência do processo, apresentado por Garotinho após o primeiro turno. Durante o julgamento nesta manhã, a defesa do ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), classificou a desistência como “abusiva, oportunista e emulativa”.
— É absurdo que uma pessoa sozinha decida o destino do Rio de Janeiro — afirmou o advogado José Roberto Castro Neves, depois de ponderar que, com a desistência, Garotinho visa “transferir” seus votos a Douglas Ruas (PL) para que ele vença a eleição já no primeiro turno.
Nunes Marques pede celeridade
Na abertura do julgamento, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, fez um alerta de que a Corte precisa ter uma definição sobre a realização de segundo turno “em qualquer unidade da federação” até o dia 8 de outubro, ou seja, esta quinta-feira, sob risco de afetar a logística de preparação das urnas eletrônicas para o segundo turno presidencial.
Isso porque as urnas, antes de serem enviadas aos locais de votação, são preparadas pelo TSE com os cargos para os quais os eleitores terão que votar.
— Caso contrário, qualquer dia de atraso afetará a logística dos Tribunais Regionais Eleitorais (…) no transporte dessas urnas até o local de votação — afirmou Nunes Marques.
A Procuradoria-Geral Eleitoral abriu o julgamento se manifestando favoravelmente à possibilidade de Garotinho de desistir do recurso. De forma alternativa, caso o TSE entenda que Garotinho não pode mais desistir, a posição do Ministério Público é para que a candidatura seja indeferida, o que levaria, portanto, à anulação dos votos.
O advogado de Garotinho, Admar Gonzaga, reafirmou que o ex-governador desistiu do recurso e, por isso, optou por não se posicionar sobre o mérito da candidatura.
Em seguida, o advogado José Roberto de Castro Neves, representando a coligação do candidato Eduardo Paes (PSD), sustentou perante o TSE que uma eventual anulação dos votos de Garotinho que leve à “retotalização” — isto é, a um novo cálculo — dos percentuais dos outros candidatos seria uma interferência na vontade do eleitorado.
— Ruas não obteve a maioria dos votos naquele dia. A regra da Constituição, portanto, é de haver segundo turno — afirmou Neves.
Entenda a disputa
O julgamento desta manhã no TSE girou em torno dos votos recebidos pelo ex-governador Anthony Garotinho no primeiro turno da eleição para o governo do Rio de Janeiro e dos efeitos que uma eventual anulação dos votos poderia provocar no resultado da disputa entre Ruas e Paes.
Garotinho concorreu ao governo com o registro de candidatura questionado na Justiça Eleitoral. Após ter o registro negado, o ex-governador apresentou um recurso ao TSE para tentar reverter a decisão. Os votos recebidos por ele ficaram, portanto, na condição de anulados sub judice, ou seja, dependentes de uma decisão definitiva da Justiça Eleitoral para serem considerados válidos.
O impasse ganhou uma nova dimensão depois do primeiro turno, quando Garotinho apresentou um pedido de desistência do recurso. A medida poderia encerrar a discussão sobre a validade de sua candidatura.
Quem é Douglas Ruas
Filho do prefeito de São Gonçalo, Capitão Nelson (PL), Ruas chegou à disputa pelo Palácio Guanabara durante seu primeiro mandato como deputado estadual. Policial civil concursado, construiu sua trajetória na administração pública com passagens pela prefeitura comandada pelo pai e pelo governo Cláudio Castro (PL), no qual ocupou a Secretaria das Cidades.
Na apuração inicial, Ruas recebeu 4.271.199 votos, equivalentes a 49,27% na contagem que incluía os votos de Garotinho. O ex-governador disputou a eleição enquanto recorria do indeferimento de seu registro de candidatura. A exclusão de seus votos reduziu o total considerado válido e permitiu a vitória do candidato do PL sem segundo turno.
De São Gonçalo à política estadual
Nascido em São Gonçalo em 17 de janeiro de 1989, Douglas Ruas dos Santos é formado em Direito pela Universidade Estácio de Sá e pós-graduado em Gestão Pública pela mesma instituição. É casado com Mariana Barbosa e pai de Miguel.
Antes de conquistar um mandato, ocupou cargos nos governos municipal e estadual. Foi subsecretário de Trabalho de São Gonçalo entre 2017 e 2018 e superintendente regional do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) entre 2019 e 2020. Em 2021, na gestão do pai, assumiu a Secretaria municipal de Gestão Integrada e Projetos Especiais.
Na prefeitura, trabalhou na elaboração de projetos e na articulação com os governos estadual e federal para captar recursos. Em 2022, disputou sua primeira eleição e conquistou uma cadeira na Alerj com 175.977 votos, a segunda maior votação para deputado estadual naquele ano.
Secretário de Cláudio Castro
A passagem inicial pelo Legislativo foi interrompida em setembro de 2023, quando Ruas se licenciou do mandato para assumir a Secretaria estadual das Cidades, a convite de Castro. Na pasta, responsável por investimentos em infraestrutura urbana em parceria com prefeituras, permaneceu até março de 2026.
Durante esse período, atuou em projetos de pavimentação, drenagem, construção e recuperação de pontes, mobilidade e requalificação de espaços públicos. A secretaria lhe deu atuação em municípios de diferentes regiões do estado, ampliando sua presença para além da base eleitoral em São Gonçalo.
Presidência da Alerj antes da eleição
De volta à Assembleia, Ruas chegou à presidência da Casa em meio à crise política aberta pela renúncia de Castro ao governo e pela cassação do mandato de Rodrigo Bacellar, que comandava o Legislativo. Uma primeira votação, em 26 de março, foi anulada pela Justiça porque ocorreu antes da retotalização dos votos de 2022, necessária para definir a nova composição da Alerj.
Em 17 de abril, o deputado foi eleito novamente, em uma sessão esvaziada pela oposição. O comando da Assembleia se tornou mais uma etapa de sua ascensão política no ano em que disputou o governo estadual pelo PL.
Na corrida pelo Palácio Guanabara, Ruas concorreu pela coligação Rio Real, formada por PL, Mobiliza, Agir e Avante. Sua companheira de chapa, Fernanda Louback, também do PL, foi eleita vice-governadora.
O Podemos confirmou nesta quinta-feira (8) o apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial. A legenda, presidida pela deputada reeleita Renata Abreu (SP), é a quinta a apoiar oficialmente o candidato do PL.
O Podemos foi um dos destaques da eleição para a Câmara. No último domingo (4), o partido elegeu 27 deputados, tornando-se a sétima maior força da Casa. Em 2022, a sigla tinha elegido apenas 12 representantes. As informações são da Folha de S. Paulo.
“O Brasil quer mudança, os brasileiros querem voltar a sonhar com o Brasil. O empreendedor quer voltar a investir. Os problemas são reais e distantes das promessas que vem acontecendo”, declarou Renata.
“Estamos aqui assumindo mais que um.apoio politico, mas um compromisso de responsabilidade com o futuro do nosso país […]. Por isso hoje o Podemos declara apoio oficial ao candidato Flávio Bolsonaro.”
O anúncio do apoio do Podemos a Flávio Bolsonaro ocorreu após reunião da bancada do partido com o candidato, no QG de campanha do PL, em Brasília. Participaram nomes como o ex-ministro do Turismo do governo Bolsonaro Gilson Machado, eleito deputado por Pernambuco.
O governador reeleito de São Paulo, Tarcisio de Freitas (Republicanos), também participou da reunião. O Podemos elegeu seis deputados no estado e faz parte da sua base de apoio.
A oficialização do apoio do Podemos deve encerrar o ciclo de adesões a Flávio Bolsonaro. O senador já recebeu os apoios da federação União Progressista, formada pelo União Brasil e PP, além do Republicanos e Novo.
A presidente do Podemos, Renata Abreu, afirmou que o partido não fechou questão. Isso significa que a legenda não vai punir filiados que fizerem campanha para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Para o centrão, Flávio Bolsonaro se tornou o franco favorito na disputa. Ele terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos, enquanto Lula teve 45,16%. Dessa forma, partidos começaram uma corrida de apoios visando melhores termos de negociação com o PL.
A corrida de apoios a Flávio acontece com expectativa de contrapartida. As siglas esperam que o gesto seja contemplado na divisão de forças no Congresso e também na partilha da Esplanada num eventual governo bolsonarista.
O conjunto de apoios recebido por Flávio Bolsonaro no segundo turno inclui ainda os candidatos derrotados Ronaldo Caiado (PSD), apesar da neutralidade de seu partido, e Romeu Zema (Novo), que aderiu junto com seu partido.
Flávio Bolsonaro não conseguiu o apoio formal do PSD, apesar da adesão de Caiado, e enfrenta dificuldades com o MDB. O presidente nacional da sigla, o deputado reeleito Baleia Rossi (SP), tem resistido aos apelos da ala bolsonarista do partido, que é majoritária. A tendência é liberação dos filiados.
Três dias antes do primeiro turno, o Correio Político ouviu o diretor do Instituto Indexa, Arilton Freres, que, na ocasião, disse: “A eleição será decidida por um detalhe”. Nem Arilton nem o Correio Político têm bola de cristal, nem se arvoram nesse sentido. Mas, de fato, a eleição foi decidida por “um detalhe”. Flávio Bolsonaro (PL) saiu à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com uma vantagem de apenas 1,8 ponto percentual. Em 2022, Lula saiu à frente de Jair Bolsonaro no primeiro turno com 5,23 pontos.
Ao final, venceu com uma diferença de menos de dois pontos percentuais. Assim, Arilton repetiu à coluna o que dissera três dias antes do primeiro turno: “De novo, esse segundo turno será decidido por um detalhe”. Na ocasião, embora sua última pesquisa indicasse vantagem de Lula, o diretor do Indexa já observava – e a coluna registrou – um movimento de voto útil em favor de Flávio.
“Esse movimento tendia a acontecer mais no segundo turno. Mas se acelerou e fez Flávio ultrapassar Lula”, observa Arilton Freres. Para o diretor do Indexa, esse é o primeiro ponto a ser observado. A essa altura, há ainda margem de migração dos eleitores desses outros candidatos à Presidência para Flávio? Até onde esse fenômeno já se esgotou no primeiro turno? O que marcava a escolha desses eleitores em outros candidatos? Que resistências têm a Flávio? Que resistências têm a Lula?
Lula terá de acenar ao centro
“O grande desafio de ambos é agora buscar esse contingente, que é muito pequeno”, diz Arilton. No caso de Lula, Arilton Freres observa a possibilidade de dois movimentos obrigatórios. “Lula precisará agora ir mais para o centro”, começa ele. É um movimento complicado, porque os principais líderes do centro a essa altura estão aderindo a Flávio. Mas isso não significa necessariamente os eleitores. O outro movimento, que Arilton Freres observa que Lula já iniciou, é alimentar o “medo” de um retorno do bolsonarismo.
O “medo” será explorado por ambos
“Há aí, porém, um ponto: o ‘medo’ da manutenção de Lula também é o sentimento explorado por Flávio”, continua o diretor do Instituto Indexa. No caso de Lula, seria principalmente a exploração do trauma da covid-19. Não há quem não tenha perdido amigo ou parente na pandemia. No caso de Flávio, colar em Lula o medo com a repetição de escândalos não evitados, ainda que nem todos se relacionem a ele.
Classe média
Há outro grande problema para Lula enfrentar: encontrar um discurso para a classe média. Especialmente para a classe média que passou a viver de forma autônoma: os pequenos empresários, os motoristas de aplicativo e outros que ascenderam nos últimos anos sem um emprego formal. Lula perdeu muitos votos nesse segmento.
Dificuldade
“O PT sempre teve muita dificuldade de compreender esse movimento na classe média”, considera Arilton Freres. Ele lembra a primeira proposta feita pelo governo Lula para regulamentar motoristas de aplicativo, aproximando-os das regras da CLT. Era tudo o que esses motoristas menos queriam. Estava estabelecida a desconfiança.
Médias e pequenas
Essa dificuldade com a nova classe média acentuou-se especialmente nas pequenas e médias cidades. E aí, há de novo um problema observado: nessas localidades, a militância petista é menor e menos organizada do que acontece nos grandes centros. Atingir, portanto, os eleitores dessas cidades e construir um discurso é o desafio.
Desânimo
Outro desafio grande de Lula é contornar o desânimo inicial diante de um resultado que ninguém no seu campo previa. Os primeiros dias na campanha do PT têm sido de bateção de cabeça, avaliação de erros, dedos apontados para responsáveis, possibilidade de troca de comandos e reorganização de rumos e de estratégias.
Salto alto
Do outro lado, porém, o risco observado é o “salto alto”. Arilton observa: “É curioso como se percebia há algumas semanas certo desânimo da campanha de Flávio, algo que não se justificava porque ele sempre foi competitivo”. Isso explica talvez certa soberba de Lula em avaliar, com isso, que poderia até vencer no primeiro turno.
Soberba
Agora, o risco da soberba muda de lado. No início da semana, grupos de Flávio já discutiam ministérios. “Precisam da mesma forma ter cuidado para não cair do salto”, conclui Arilton Freres. A constatação dos novos movimentos só virá com as primeiras pesquisas. O Indexa deve começar a recolher dados no fim da semana ou no início da outra.
Quem é o patrão de Daniel Vorcaro? Quem manda no empresário e banqueiro do extinto Banco Master, responsável, quem sabe, como “laranja”, pela maior fraude bancária do país com desvios de até agora R$ 40 bilhões? O foco na extinção desta casa bancária pelo Banco Central pode ser, na verdade, uma manobra diversionista para distrair o público sobre o real interesse dos patrocinadores ou patrões do ex-banqueiro. É o efeito “mágico” de uma conspiração internacional de uma potência de olhos puxados com muito dinheiro e interesses no Brasil.
Pois é inconcebível que qualquer empreendedor ou financista distribua do seu dinheiro tantas propinas, faça pagamentos por serviços jurídicos não prestados, compre imóveis milionários em dólares para uso de “amigos” e promova eventos com as figuras mais notórias da República, sejam elas altas autoridades e personalidades, com o mero propósito de proteger seus negócios de futuros contratempos legais e financeiros.
Acreditar nessa balela é só enxergar o que se pode mostrar por conveniência. O já revelado pelas informações contidas nos aparelhos celulares de Vorcaro mexe com os Três Poderes do país. Apontar as vantagens distribuídas pelo ex-banqueiro a parentes de integrantes da mais alta Corte desmoraliza a Justiça. Incluir como beneficiários dos “brindes” vorcarianos membros do Legislativo é um atentado contra o povo brasileiro que deu crédito de confiança a seus representantes. E quando a cúpula do Executivo se vê inscrita no livro-caixa de Vorcaro, a nefasta tríade republicana se fecha.
Os mais notórios personagens alugados por Daniel Vorcaro já são de conhecimento público. As compras extravagantes de imóveis no Brasil e no Exterior já foram listadas pela imprensa, como também suas namoradas louras. Os eventos promovidos pelo ex-banqueiro, aqui e lá fora, foram notícias há meses. E até de suas famosas festas para homens do poder e garotas de programa que não entendem português já foram vazadas parcialmente em vídeos.
Registros apontam que Vorcaro desembolsou pelo menos R$ 390 milhões especificamente em festas e viagens de luxo, chegando a quase R$ 900 milhões em roteiros internacionais e eventos gerais entre 2021 e 2024. Os eventos para autoridades, por sua vez, geraram gastos de cerca de R$ 12 milhões em festas e jantares em Nova York para convidar e influenciar autoridades, além de eventos em Londres, Lisboa e São Paulo.
Mas qual é a intenção de um sujeito tido como muito esperto de manter nos celulares gravações de diálogos acertando negócios com parceiros e autoridades e não proteger digitalmente vídeos comprometedores das movimentações nas suas festas? Este manancial de informações de risco certamente não foi só para a proteção empresarial. Os brasileiros acompanharam as denúncias escabrosas contidas nos aparelhos que foram acessados sem grande dificuldade pela Polícia Federal, a ponto de descartar uma delação premiada do malfeitor.
É possível que por detrás das inconveniências descobertas e da corrupção ilimitada, Vorcaro, um economista mineiro de 43 anos que “enriqueceu” de forma rápida e desmedida em pouco tempo a partir de uma pequena empresa familiar, esteja, na verdade, apadrinhado por quem realmente tem dinheiro para os gastos extravagantes do superlobista. E que pode ser grana alta de uma potência estrangeira.
Vorcaro, contudo, não precisou estar presencialmente no país do Dragão Vermelho, para cadastrar o Master como o primeiro banco brasileiro a operar no CIPS, sistema de pagamentos da China em yuan (moeda chinesa). Com esta iniciativa, ele tentava atrair investidores árabes usando a rota chinesa para realizar transações blindadas às sanções dos Estados Unidos, o que significaria operar fora do sistema financeiro ocidental. O uso desse sistema em yuan a partir de meados de 2025 e a dispersão de recursos em regiões do Oriente, como a China, são apontados por autoridades brasileiras como fatores que dificultam o rastreamento e a repatriação de valores nas investigações contra o ex-banqueiro.
Os acertos financeiros com os chineses podem ter resultado na montagem de uma rede de espionagem para gravar fulanos e fulanas em situações constrangedoras para futura chantagem ou extorsão, oferecendo pequenas e grandes vantagens a altas autoridades, patrocinando eventos milionários, emprestando casas com sistemas de gravações para os “amigos”, enfim, comprometendo a cúpula governamental, políticos, artistas e gestores de estatais para viabilizar cobranças de favores adiante. Prática mafiosa.
E essa atividade valeu o investimento dos patrões no “laranja” Vorcaro. Uma potência estrangeira com posse desses dados pode usufruir da desestabilização institucional para avançar no controle do campo político e econômico de um país como o Brasil, com grandes oportunidades de negócios em minerais, no setor energético, portos, ferrovias e no controle da produção de alimentos, foco do nosso maior parceiro comercial.
A divulgação pela mídia de vazamentos das investigações da Polícia Federal sem qualquer incômodo da Suprema Corte não é apenas um grande gesto de transparência. Apesar de apontar corretamente os corruptos desta conspiração internacional, a iniciativa também deixa muito mal as instituições do país. Abala a credibilidade nelas e o país fica com poucas referências positivas. Assim, viramos uma verdadeira República de Bananas, onde pode prevalecer a vontade do patrão e financiador do “laranja” Daniel Vorcaro. Temos que mudar muita coisa nesse Brasil. É isso.
A senadora eleita pelo DF, Michelle Bolsonaro (PL), vai percorrer o país no segundo turno para fazer campanha pelo enteado, Flávio Bolsonaro (PL). A ex-primeira-dama se reuniu nesta quarta-feira com mulheres eleitas pelo partido para definir os próximos passos e deve escolher quatro ou cinco capitais onde concentrará sua atuação. Manaus está entre os destinos em preparação.
Um dos critérios determinantes para a escolha dos destinos é a possibilidade de ir e voltar no mesmo dia. A ex-primeira-dama pretende evitar ficar muito tempo longe de Brasília por causa de Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar na capital. A ideia é conciliar a atuação na campanha de Flávio com a necessidade de permanecer próxima do marido. As informações são do jornal O GLOBO.
Para isso, as viagens deverão ser organizadas de acordo com os horários disponíveis de voos de carreira, de forma a permitir deslocamentos rápidos e o retorno a Brasília no mesmo dia. Segundo interlocutores da ex-primeira-dama, seria possível montar esse tipo de agenda, por exemplo, para Salvador e João Pessoa. Outro destino que vem sendo aventado é o Amapá.
A ideia é que Michelle faça uma agenda própria, sem integrar a comitiva de Flávio, mas participe de atos pontuais ao lado do candidato. Ela também deve viajar em alguns compromissos acompanhada da senadora eleita Damares Alves (Republicanos-DF), numa estratégia de mobilização do eleitorado feminino e evangélico.
A decisão de ampliar sua participação na campanha teve o incentivo de Jair Bolsonaro. Segundo aliados, o ex-presidente estimulou a esposa a entrar de maneira mais efetiva na disputa e pedir votos para o filho. Impedido de participar diretamente das atividades eleitorais, Bolsonaro tem orientado familiares e aliados a reforçarem a mobilização em torno de Flávio.
Nesta quarta-feira, Michelle participou de uma reunião de Flávio com a bancada eleita do PL, em Brasília, e anunciou que pretende intensificar sua atuação na reta final. Ao discursar, fez um apelo pela mobilização das mulheres e afirmou que Jair gostaria de estar nas ruas durante a campanha.
A ex-primeira-dama também confirmou uma carreata em Formosa (GO), no sábado. A agenda deve marcar o início dessa nova fase de sua participação na campanha.
Manaus é um dos destinos que Michelle já manifestou interesse em visitar. A viagem deve servir também para reforçar a campanha da Professora Maria do Carmo (PL), que disputa o segundo turno pelo governo do Amazonas contra o senador Omar Aziz (PSD).
Além da capital amazonense, a equipe de Michelle deve definir outras três ou quatro cidades para receber agendas durante o segundo turno. A escolha levará em conta a presença de aliados e candidaturas do campo bolsonarista, além da possibilidade de mobilização de mulheres.
O desenho da campanha representa uma mudança em relação ao primeiro turno. Michelle concentrou esforços na própria candidatura ao Senado pelo Distrito Federal e não participou de atos de rua ao lado de Flávio. Os dois haviam aparecido juntos pela última vez em agosto, durante uma gravação para o horário eleitoral.
Com a eleição ao Senado já definida, Michelle terá mais disponibilidade para viajar nas próximas semanas. Aliados avaliam que a ex-primeira-dama poderá usar a estrutura que construiu nos últimos anos, especialmente por meio do PL Mulher e de sua rede de lideranças femininas, para ampliar a presença da campanha de Flávio nos estados.
A previsão é que Michelle mantenha seu próprio roteiro, separado da agenda oficial do candidato. O encontro entre os dois deverá ocorrer em ocasiões específicas, sobretudo em atos considerados estratégicos pela campanha.
A atuação conjunta com Damares também deve ser usada para reforçar a mobilização de mulheres e evangélicos. As duas mantêm uma relação política construída durante o governo Jair Bolsonaro e devem dividir palanques em parte das viagens previstas para o segundo turno.
O movimento ocorre enquanto Flávio amplia sua articulação política com partidos, governadores e lideranças regionais. Desde o fim do primeiro turno, o candidato recebeu o apoio de PP, União Brasil, Republicanos, Novo, além de governadores como Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo).
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou que a votação antecipada da PEC 221/2019, que acaba com a escala 6×1, depende da apresentação de um requerimento. Segundo ele, ainda não há requerimento para antecipar a votação. Caso seja apresentado, Davi afirmou que levará a matéria à deliberação do Plenário, como já fez em situações semelhantes.
O ex-senador por Pernambuco e ex-ministro José Jorge receberá, no peóximo dia 20 de outubro, às 19h, o título de Doutor Honoris Causa do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), em cerimônia no IDP Norte, em Brasília. A honraria, considerada a mais alta distinção acadêmica concedida pela instituição, reconhece a trajetória pública de José Jorge, que também foi ministro de Minas e Energia e ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), além de suas contribuições ao fortalecimento das instituições e ao desenvolvimento do país.
O reitor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Alfredo Gomes, afirmou nesta quinta-feira (8) que ainda não se sabe o que provocou o incêndio que atingiu, na noite de quarta-feira (7), o prédio da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo da instituição, no Recife. A declaração ocorre após ganhar forte repercussão nas redes sociais a informação de que estudantes teriam recebido, horas antes do incêndio, mensagens com ameaças contra setores da universidade, incluindo menção a “explodir o departamento” em nome do senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL). Até o momento, não há confirmação de que as ameaças tenham relação com o incêndio.
Segundo Alfredo Gomes, a UFPE acionou o Corpo de Bombeiros, as instâncias internas responsáveis pela apuração e a Polícia Federal. A universidade informou que a definição sobre a origem das chamas dependerá do trabalho pericial. O incêndio atingiu uma área que abrigava laboratórios das áreas de fármacos, informática e genética, provocando danos a equipamentos, amostras e pesquisas. O incidente não deixou vítimas.
Entre as manifestações sobre o caso está a do deputado federal eleito Jones Manoel (PSOL), que divulgou as mensagens e pediu investigação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. “A sequência dos fatos é gravíssima e precisa ser esclarecida com urgência”, escreveu.
Diz um provérbio antigo que “em casa onde falta pão todos brigam e ninguém tem razão”. Neste segundo turno, poderia ser adaptado para “campanha em que faltam votos…” Este é o espírito que tem dominado o comando da corrida do presidente Lula à reeleição: acusações mútuas, muita lavação de roupa suja e um fratricídio político típico de quem não esperava um resultado tão ruim como foi o primeiro turno. O maior alvo das críticas é o presidente do PT, Edinho Silva, seguido da primeira-dama, Janja. E não faltam também críticas ao próprio candidato.
É neste clima pesado que Lula convocou três novos coordenadores, o que vai, na prática, diminuir o poder de Edinho na campanha. O UOL apurou que o ex-ministro Camilo Santana vai assumir a coordenação política e o ex-ministro Rui Costa, a agenda. O governador Rafael Fonteles também entrará em campo, assumindo a comunicação.
Lula não tem poupado Edinho. Em reunião com deputados nesta quarta-feira (7), afirmou que reclamou com o dirigente de que esta foi a campanha mais desorganizada desde que ele concorreu pela primeira vez ao Planalto, em 1989, e que estava “aquém” de sua possibilidade. Foi uma crítica dura, que Edinho teve de ouvir diante de todos, ao lado do presidente.
Se a mudança na coordenação pode aplacar a guerra interna no comando da campanha, outra queixa será ignorada por Lula: o protagonismo de Janja nos palanques e nos bastidores. A insatisfação foi verbalizada pela ex-ministra Katia Abreu, mas tem apoio de grande parte dos dirigentes petistas. Segundo “O Globo”, Janja afirmou à ex-ministra que sua participação na campanha ocorre a pedido de seu marido, o presidente.
“A fala de Janja sobre Nikolas (Ferreira) ser um ‘piá de bosta’ rendeu os votos de cinco deputados para o PL em Minas”, queixou-se uma pessoa da direção à coluna, referindo-se aos mais de três milhões de votos do deputado no estado. Até o fato de a primeira-dama cantar um jingle de teor evangélico nos comícios tem incomodado os dirigentes, que acreditam que essa atuação piora o relacionamento de Lula com religiosos.
Mas o presidente está longe de declinar da participação de Janja. Ontem, pediu desculpas a ela por não ter aceitado antes a ideia de fazer vídeos em estilo selfie para a campanha. Esse tipo de conteúdo não era pedido apenas por ela, mas pelo QG de marketing. Mas o fato é que o presidente, agora com os apelos dos deputados mais jovens eleitos no domingo, começará a fazer esse tipo de vídeo, o que vai mudar um pouco a cara da campanha nas redes sociais.
Nesse tiroteio, não têm faltado críticas ao próprio presidente. A coluna ouviu reservadamente dirigentes que consideraram que o petista começou a campanha do primeiro turno de “salto alto” e subestimou o adversário. Além disso, impôs que a propaganda falasse mais de seu legado e não do futuro, contrariando a proposta do ministro Sidônio Palmeira e do marqueteiro Rui Rabelo.
Agora, Lula parece querer assumir as rédeas: desde segunda-feira tem se reunido com dirigentes, parlamentares, candidatos de todo o país derrotados ou vencedores, numa clara mudança de postura. Tem sido mais agressivo em relação a Flávio Bolsonaro e faz críticas mais incisivas aos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). Deixou o tema da soberania nacional e abraçou o da segurança pública. E está fazendo do fim da escala 6×1 um diferencial entre petistas e bolsonaristas.
Sobre segurança pública, arriscou um slogan nesta quarta-feira, dizendo que seu eventual quarto mandato protegeria os trabalhadores e mandaria os criminosos para a cadeia. Ainda neste tema, tanto o presidente quanto os líderes lulistas têm afirmado que Flávio não teria condições de combater o crime organizado e teria ligação com as milícias.
Pesquisa PoderData/Aya divulgada nesta quinta-feira (8) mostra que 54% dos eleitores acreditam que Flávio Bolsonaro (PL) tem mais chance de vencer o 2º turno da eleição presidencial. Outros 37% apontam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto 9% não sabem responder.
Em relação à rodada anterior, realizada de 30 de setembro a 2 de outubro, a expectativa de vitória do senador subiu 9 pontos percentuais, de 45% para 54%. No mesmo período, a taxa do petista caiu 11 pontos, de 48% para 37%. As informações são do Poder 360.
É o 1º levantamento do PoderData/Aya depois do 1º turno. Antes da votação, Lula era numericamente o mais citado como provável vencedor, com 3 pontos de vantagem sobre Flávio. Agora, o senador está 17 pontos à frente do presidente nesse indicador.
O levantamento perguntou: “No 2º turno da eleição para presidente, quem você acha que tem mais chance de vencer?”. As respostas medem a expectativa sobre o resultado da eleição. Não correspondem à intenção de voto dos entrevistados.
CONFIANÇA ENTRE OS ELEITORES Entre os entrevistados que declaram ter votado em Flávio no 1º turno, 92% acreditam que o senador tem mais chance de vencer o confronto. Outros 6% apontam Lula, e 2% não sabem.
No grupo que afirma ter votado no petista, 76% consideram o presidente o provável vencedor. Já 14% dizem que Flávio tem mais chance de ganhar, enquanto 9% não sabem responder.
Flávio também é o mais citado entre os que declaram ter votado em Augusto Cury, Renan Santos, Ronaldo Caiado e Romeu Zema no 1º turno. As taxas dos que acreditam na vitória do senador nesses grupos são de 71%, 62%, 66% e 81%, respectivamente.
Pesquisa PoderData/Aya, divulgada nesta quinta-feira (8), mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) à frente na disputa de 2º turno à Presidência da República, marcada para 25 de outubro. No embate com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o congressista tem 53% dos votos válidos, ante 47% do petista.
É a 1ª pesquisa depois do 1º turno das eleições, em que Flávio teve 47,03% dos votos e Lula, 45,16%. A vantagem do senador sobre o petista havia sido de 1,87 ponto percentual nas urnas. Agora, a dianteira é de 6 pontos. As informações são do Poder 360.
O levantamento, realizado de 5 a 7 de outubro, mostra uma mudança no cenário em relação à rodada anterior. Em uma semana, a taxa de Lula recuou 3 pontos percentuais, enquanto a de Flávio avançou na mesma proporção. A diferença, que era zero a 2 dias do 1º turno, passou a ser de 6 pontos percentuais.
O resultado consolida a vantagem numérica de Flávio sobre Lula na disputa pelo Planalto. No 1º turno, o senador recebeu 56.104.503 votos válidos (47,03%), enquanto o petista teve 53.879.538 (45,16%). Os votos válidos, pela legislação brasileira, são só os dados aos candidatos –desconsideram-se votos brancos e nulos.
O resultado consolida a vantagem numérica de Flávio sobre Lula na disputa pelo Planalto. No 1º turno, o senador recebeu 56.104.503 votos válidos (47,03%), enquanto o petista teve 53.879.538 (45,16%). Os votos válidos, pela legislação brasileira, são só os dados aos candidatos –desconsideram-se votos brancos e nulos.
A pesquisa foi realizada pelo PoderData, empresa do grupo Poder360 Jornalismo, com recursos próprios. O levantamento teve parceria de divulgação com o Aya Bancah, a maior e mais completa banca digital do Brasil.
Os dados foram coletados por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 3.000 entrevistas em 705 municípios das 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual. O intervalo de confiança é de 95%. Está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o nº BR-08134/2026.
Para chegar a 3.000 entrevistas que preencham proporcionalmente (conforme aparecem na sociedade) os grupos por sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, o PoderData/Aya faz dezenas de milhares de telefonemas. Muitas vezes, são mais de 100 mil ligações até que sejam encontrados os entrevistados que representem de forma fiel o conjunto da população.
DEMOGRAFIA NO 2º TURNO Lula preserva a preferência em segmentos estratégicos do eleitorado. Entre as mulheres, o presidente registra 50% das intenções de voto, contra 42% do senador do PL. Flávio vai melhor no Centro-Oeste (54%), no Sudeste (51%) e no Sul (58%) e entre os que cursaram o ensino médio (55%).
VENCEDOR DO 2º TURNO
O levantamento PoderData/Aya ainda fez a seguinte pergunta aos entrevistados: “No 2º turno da eleição para presidente, quem você acha que tem mais chance de vencer?“.
A pergunta mede a expectativa de vitória, e não a intenção de voto. Entre os entrevistados, 54% avaliam que Flávio tem mais chances de vencer a eleição, enquanto 37% consideram Lula o candidato com maior probabilidade de vitória. Outros 9% não souberam responder.
Em uma semana, a expectativa de vitória de Flávio cresceu 9 pontos percentuais. No mesmo período, a de Lula recuou 11 pontos. Na rodada anterior, realizada antes de Flávio terminar o 1º turno numericamente à frente do petista, 45% apostavam na vitória do senador, ante 48% que esperavam a reeleição de Lula.
A pesquisa mostra ainda um sentimento de derrota maior entre os eleitores de Lula que os de Flávio. Os que declaram ter votado em Flávio no 1º turno, 92% confiam que o senador será eleito. No grupo lulista, a taxa de confiança no seu candidato cai para 76%. Entre os eleitores que declaram voto em outros candidatos no 1º turno, Flávio é mais citado que o petista como provável vencedor do confronto.
ANÁLISE O resultado das urnas deu “momentum” a Flávio Bolsonaro. A 1ª pesquisa PoderData/Aya depois do 1º turno indica que esse impulso cresceu: o senador lidera a corrida presidencial além da margem de erro. Tem 53% dos votos válidos contra 47% de Lula.
A urna parece ter alterado não só a intenção de voto, mas também a expectativa sobre o resultado. Antes do 1º turno, 48% diziam que Lula tinha mais chance de vencer, contra 45% que apontavam Flávio. Agora, são 54% para Flávio e 37% para Lula. Em poucos dias, o presidente passou de uma vantagem de 3 p.p. para uma desvantagem de 17 p.p. nessa pergunta. O desânimo do eleitor é péssimo para quem precisa de uma virada.
Lula tem pouco mais de duas semanas para tentar mudar esse ambiente. Nunca houve, desde a redemocratização, uma eleição presidencial em que o 2º colocado no 1º turno tenha terminado vencedor no 2º. Isso não determina o resultado de 2026, mas dimensiona o tamanho da tarefa do petista. Este Poder360 escreveu em editorial publicado na 3ª feira (6.out.2026) que Flávio passara a jogar com as brancas, como no xadrez. A 1ª pesquisa depois das urnas indica que, por enquanto, essa vantagem permanece.
REJEIÇÃO O avanço de Flávio entre o eleitorado acompanha uma queda na rejeição ao candidato. Na nova rodada do PoderData/Aya, 43% dos entrevistados dizem que não votariam “de jeito nenhum” no congressista. A taxa recuou 3 pontos percentuais em 7 dias. Entre os que rejeitam Lula, a taxa oscilou 1 ponto percentual para baixo, de 47% para 46%.
A rejeição ganha ainda mais peso no 2º turno, quando os eleitores dos candidatos que ficaram fora da disputa precisam escolher entre os 2 nomes que seguem na corrida pelo Planalto.
AVALIAÇÃO DO GOVERNO A pouco mais de duas semanas do 2º turno, 49% dos eleitores desaprovam o trabalho de Lula, enquanto 44% aprovam. Outros 7% não souberam responder.
A avaliação do governo também é negativa: 50% desaprovam a administração petista, ante 44% que a aprovam. Outros 6% não souberam responder.
Já na avaliação geral do governo, 37% dos entrevistados classificam o trabalho de Lula como “ótimo” ou “bom”, 14% o consideram “regular” e 46% o avaliam como “ruim” ou “péssimo”. Há ainda 3% que não souberam responder.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), atendeu a um pedido da Receita Federal e determinou, nesta quarta-feira (7), que o ex-presidente Jair Bolsonaro seja intimado sobre uma cobrança por infração fiscal no caso das joias sauditas que recebeu durante seu mandato.
Moraes autorizou a intimação de Bolsonaro, que está preso em regime domiciliar há pouco mais de um ano por determinação do ministro.
O ex-presidente foi preso após ser condenado por tentativa de abolição do Estado democrático de direito e outros cinco crimes. As informações são da CNN.
Em julho deste ano, Moraes determinou a transferência da custódia das joias sauditas dadas de presente pela Arábia Saudita ao ex-presidente e à ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro.
O ministro atendeu a um pedido da Receita e acatou a um parecer favorável da PGR (Procuradoria-Geral da República), decidindo arbitrar pelo envio dos itens de uma agência da Caixa Econômica Federal para a Alfândega do Aeroporto de São Paulo.
Entenda o caso A Polícia Federal indiciou Bolsonaro, em 2024, pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e apropriação de bens públicos por tentar vender as joias sauditas dadas ao governo brasileiro nos Estados Unidos. Segundo o relatório da corporação, a venda dos itens teria como objetivo o enriquecimento ilícito do ex-presidente. O valor da operação é estimado em cerca de R$ 6,8 milhões.
Em março, porém, a PGR pediu o arquivamento da investigação, argumentando que não há uma legislação clara que regulamente esse tipo de situação. Para o órgão, não é possível responsabilizar criminalmente alguém com base em cenários marcados por lacunas legislativas ou por forte divergência interpretativa sobre o que é lícito ou ilícito.
Gonet ressaltou, no entanto, que sua análise se limita à esfera penal e não impede a apuração de eventuais responsabilidades em outras áreas, como na esfera civil ou administrativa.
Ainda no mesmo mês, o TCU (Tribunal de Contas da União) decidiu que presentes de uso pessoal, recebidos por presidentes e vice-presidentes, não são patrimônios públicos e podem continuar com os políticos ao saírem do cargo.