A Acadêmicos de Niterói, que homenageou a trajetória do presidente Lula em desfile na Sapucaí, ficou em último lugar na apuração do carnaval do RJ e foi rebaixada do Grupo Especial. A escola retorna, assim, para a Série Ouro.
No enredo deste ano, a agremiação levou para a Avenida o enredo “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”. Na apuração desta quarta-feira (18), a escola perdeu pontos em praticamente todos os quesitos. Apenas na categoria samba-enredo ganhou nota 10. Com informações do jornal O Globo e do blog Dantas Barreto.
Leia maisO desfile da Acadêmicos de Niterói foi repleto de polêmicas, pois utilizou na letra o jingle de campanha de Lula, o 13 do PT e temas que são mote de discursos do presidente. Além disso, fez encenações sobre o golpe que a ex-presidente Dilma Rousseff sofreu com participação do seu então vice Michel Temer.
Durante a apresentação, o ex-presidente Jair Bolsonaro foi interpretado por palhaços em carros alegóricos. Outra crítica que a Acadêmicos recebeu foi em relação à ala onde imagens de famílias conservadoras apareciam em latas de conserva.
A oposição repudiou a atitude da escola de samba e denunciou campanha eleitoral antecipada com uso de recursos da Embratur. Cada escola de samba do Rio de Janeiro recebeu R$ 1 milhão neste ano.
O presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, disse que o partido entrará com uma ação para cassar o registro da candidatura do presidente Lula por abuso de poder político e econômico em razão da homenagem na Sapucaí. Já o pré-candidato à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), também anunciou que tomará medidas judiciais.
Segundo o Partido dos Trabalhadores a homenagem foi uma manifestação artística autônoma da escola de samba, sem participação, financiamento ou coordenação do partido ou do próprio presidente. A legenda sustenta que a apresentação está protegida pela liberdade de expressão artística garantida pela Constituição, respaldada pela jurisprudência do STF e do TSE, que reconhece manifestações culturais espontâneas como legítimas, inclusive em contextos políticos.
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