A repercussão do blog do Magno no Interior é fantástica

Por Paulo Edson*

Na vastidão do sertão pernambucano, onde o sol castiga a terra e forja homens e mulheres de fibra, nasceu Magno Martins. De lá, ele trouxe a garra e a determinação que marcaram sua trajetória como jornalista.

Seu blog, que hoje comemora 18 anos, é prova viva de que a verdade, quando dita com coragem, encontra sempre um caminho para se fazer ouvir. Mais do que isso, é um veículo poderoso e extremamente influente também no Interior do Estado, da RMR ao Sertão mais longínquo.

Veja outras postagens

A candidatura de Marília Arraes (PDT) ao Senado ganha um novo reforço no Agreste pernambucano. Prefeito de Cupira e principal liderança de seu grupo político no município, Duda Lira (União) declarou apoio à pedetista e passa a integrar a crescente frente de lideranças municipais que vem se formando em torno de seu nome. A adesão fortalece a presença de Marília na região e evidencia sua capacidade de construir alianças para além das fronteiras partidárias.

A movimentação em Cupira acontece em meio a uma sequência de importantes adesões conquistadas por Marília nos últimos dias. Nesta segunda-feira, a prefeita de Escada, Mary Gouveia, e o ex-prefeito Jandelson Gouveia e todo seu grupo político, anunciaram apoio à candidata. Também passaram a integrar o palanque da pedetista, nos últimos dias, o prefeito de Tamandaré, Carrapicho (Republicanos); o prefeito de São Caetano, Josafá Almeida (PRD), e seu irmão, o candidato a deputado estadual Jobson Almeida (Republicanos); a vice-prefeita de Camaragibe, Comandante Débora (PT); e o prefeito de Bonito, Dr Ruy (PSB).

Do G1/PE

Um homem de 38 anos, internado no Hospital da Restauração (HR), no Derby, na área central do Recife, encontrou larvas de moscas, conhecidas popularmente como “tapurus”, dentro de uma ferida na perna esquerda. A ferida fica no entorno do fixador externo circular, como é chamado tecnicamente o aparelho de Ilizarov, estrutura metálica usada para estabilizar fraturas complexas.

Ele foi internado na unidade pela quarta vez em 13 de agosto, para aguardar uma cirurgia que, até esta segunda-feira (24), ainda não tem previsão para acontecer.

Jaboatão dos Guararapes - Trabalho em todo lugar 2026

Por Eduardo Romero Marques de Carvalho*

Faz tempo que não escuto um neologismo tão sem graça, perigoso e pernóstico quanto o recém-dito pela governadora de Pernambuco, para tentar escapar do “Ser ou não ser? Eis a Questão… do Sempre” – de tradução minha e o pertinente adendo, também. Declarando-se “pernambuquista”, pôs graves holofotes iluminando a política administrativa mesquinha do seu “em si mesmado governo”.  

Pior. Ao declarar-se “pernambuquista” a governadora defende o isolacionismo político-administrativo do nosso Estado. O descalabro miliciano-obscurantista a ser reimposto ao resto dos brasileiros, caso um bolsonarista volte ao Planalto, não nos dizem nem dirão respeito. Para a pernambuquista, desde que Pernambuco seja poupado, a entourage bolsonarista pode voltar ao comando do Brasil. E, o resto que se fo… deixa pra lá.

Caruaru - Transparência 2026

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, é o convidado do meu podcast em parceria com a Folha de Pernambuco, o Direto de Brasília, de amanhã. Excepcionalmente, o programa será transmitido na quarta-feira, em função da agenda do ministro. Sucessor de Fernando Haddad no comando da pasta, Durigan vai falar sobre os desafios das contas públicas, juros, dívida, reforma tributária e as medidas que o governo pretende levar adiante no Congresso.

Entre os assuntos em destaque está a chamada “taxa das blusinhas”. Durigan anunciou que o governo vai concentrar esforços no Congresso para aprovar a medida provisória que acaba com a alíquota federal de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50. A MP precisa ser aprovada até 8 de setembro para não perder a validade.

Ipojuca - Na palma da sua mão

Por Antônio Campos*

A economia é o grande assunto de 2026 e deverá ocupar o centro da eleição presidencial, o restante é narrativa menor. Há outros temas relevantes no debate público, mas nenhum deles terá tanta capacidade de influenciar diretamente o cotidiano das pessoas, a confiança dos investidores e o futuro do país quanto a situação econômica brasileira.

O Brasil vive um quadro fiscal que exige atenção e responsabilidade imediatas. Não se pode adiar indefinidamente o enfrentamento do desequilíbrio das contas públicas. O país precisa iniciar um processo consistente de ajuste, com controle das despesas, definição de prioridades e recuperação da credibilidade fiscal. Caso contrário, estaremos alimentando uma trajetória perigosa de crescimento da dívida, aumento do custo de financiamento do Estado e perda de confiança.

Olinda - Trabalhando para superar desafios

O Globo

Em Pernambuco, Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB) exibem parcerias com o presidente Lula (PT), mas enquanto a governadora que superou desvantagem nas pesquisas evita nacionalizar para se reeleger, o ex-prefeito de Recife invoca presidente para virar o jogo. Abaixo, uma entrevista realizada com o ex-prefeito do Recife e candidato ao governo no Estado.

O senhor passou a evocar muito mais o apoio de Lula depois que a governadora cresceu nas pesquisas. É mero senso de necessidade?

Isso é parte de uma aliança nacional e local, além de ter um componente de história e de futuro. A aliança entre Lula e Geraldo Alckmin (PSB) resultou na vitória de 2022. Estou pronto para ganhar ao lado do presidente e governar ao lado dele, filho da nossa terra.

Palmares - Forró Mares 2026

Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã

Na entrevista que deu ao Correio da Manhã na semana passada, o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) concordou que a democracia brasileira corre risco. Na avaliação dele, não pelo risco de uma ameaça golpista. Mas porque o pacto entre os poderes estabelecido na Constituição de 1988 esgarçou-se. Hoje, avalia Mourão, os três poderes brasileiros estão desequilibrados. Competindo entre si.

É essa a situação que gera riscos à democracia brasileira, na opinião do senador gaúcho. Na linha da análise feita por Mourão, o Correio Político ouviu um dos principais líderes do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), o ex-juiz eleitoral Márlon Reis, criador da Lei da Ficha Limpa. Márlon concorda que existe hoje, sim, um desequilíbrio entre os poderes. Para ele, por “imaturidade institucional”. Aparente falta de vontade real de resolver o problema.

Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

O Globo

Em Pernambuco, Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB) exibem parcerias com o presidente Lula (PT), mas enquanto a governadora que superou desvantagem nas pesquisas evita nacionalizar para se reeleger, o ex-prefeito de Recife invoca presidente para virar o jogo. Abaixo, uma entrevista realizada com a chefe do Executivo Estadual.

A senhora tem feito acenos a Lula desde o início do ano passado, apesar do apoio dele a João Campos (PSB). Espera uma postura mais neutra do presidente no estado?

O que temos construído desde o início do mandato são parcerias. Pedi que qualquer eventual disputa eleitoral não atrapalhasse o que poderíamos construir pelo estado, e ele deixou claro que trabalharia conosco. Pernambuco sofre muito em governos anteriores ao brigar com presidentes. Essa relação que construímos se tornou de confiança.

Lula colocou à disposição seus ministros e tivemos entregas reais na vida da população.

Camaragibe - IPTU Verde 2026

Quem te viu e quem te vê. Essa é uma expressão que cai como uma luva para definir o neo-direitista Túlio Gadelha (PSD), candidato da chapa governista da governadora Raquel Lyra (PSD) ao Senado em Pernambuco.

Sem conseguir pontuar nas pesquisas, sem demonstrar viabilidade eleitoral e muito menos entusiasmo depois do lançamento da candidatura de Mendonça Filho, Túlio, que se desvinculou da esquerda em busca do eleitorado de direita, acabou descobrindo que a direita também não o abraçou. Mendonça resgatou um eleitorado que jamais se identificaria com Túlio, enquanto ele, ao se afastar da esquerda, perdeu justamente a base com a qual tinha alguma identidade.

O senador Flávio Bolsonaro (PL) desembarca, hoje, em Alagoas, em sua primeira viagem ao Nordeste desde o início oficial da campanha presidencial sem a expectativa de ter ao seu lado dois dos principais nomes que esperava agregar ao palanque no estado. O candidato ao governo JHC (PSDB) e o ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL), que disputa o Senado, não devem participar dos compromissos do presidenciável em Maceió e Arapiraca.

No caso de Lira, a distância deve ficar ainda mais evidente no segundo dia da passagem de Flávio. O deputado confirmou presença na quarta-feira, às 14h, em uma agenda eleitoral própria no município de Feliz Deserto, enquanto o presidenciável ainda estará em Alagoas. Material de divulgação do encontro anuncia Lira ao lado de lideranças políticas locais. Procurado, o ex-presidente da Câmara não se manifestou. As informações são do portal O Globo.

O desenho da viagem expõe uma dificuldade que acompanha Flávio em sua primeira incursão pelo Nordeste: transformar alianças estaduais que incluem o PL em apoio à candidatura presidencial. Embora tenha escolhido para a estreia justamente o estado de seu candidato a vice, Alfredo Gaspar (PL), o senador chega a Alagoas sem a perspectiva, até agora, de reunir em torno de si os principais nomes da chapa local.

A cautela ocorre na região em que Flávio enfrenta sua maior desvantagem eleitoral. No recorte do Nordeste da última pesquisa Datafolha para o primeiro turno, Lula aparece com 53% das intenções de voto, contra 25% do candidato do PL, uma diferença de 28 pontos. O desempenho do petista pesa no cálculo de políticos envolvidos em disputas locais sobre o grau de envolvimento na campanha nacional e dificulta a tentativa de Flávio de reproduzir na região o movimento de aproximação com aliados que busca construir em outros estados.

Flávio inicia a programação nesta terça-feira em Maceió. Depois de desembarcar no Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares, participa de uma carreata de cerca de oito quilômetros. À tarde, encontra empresários do setor produtivo na Associação Comercial e, à noite, participa da convenção que comemora os 111 anos da Assembleia de Deus em Alagoas. A viagem prossegue na quarta-feira, com compromissos em Arapiraca.

A ausência esperada de JHC chama atenção porque o PL integra a aliança que sustenta sua candidatura ao governo de Alagoas. O ex-prefeito de Maceió, porém, deixou o partido em março e migrou para o PSDB, que adotou neutralidade na disputa pelo Planalto. A assessoria do candidato informou que não há previsão de que ele participe dos compromissos de Flávio.

JHC também manteve interlocução com o governo federal nos últimos anos. Em 2025, quando ainda comandava a prefeitura de Maceió, atuou em Brasília pela indicação de sua tia, Marluce Caldas, ao Superior Tribunal de Justiça. A nomeação aproximou o então prefeito de setores do governo Lula.

Marina Candia (PSDB), mulher de JHC e candidata ao Senado, deve seguir a estratégia eleitoral do marido e também evitar uma vinculação mais direta à campanha presidencial. Embora dispute uma das vagas em uma aliança que inclui o PL, ela é filiada ao PSDB e sua candidatura está diretamente ligada ao projeto do marido para o governo.

A postura contrasta com a expectativa manifestada pelo próprio Flávio. Em uma de suas lives, o senador citou JHC ao falar do palanque que esperava ter em Alagoas e mencionou também Marina e Lira entre os nomes dos quais esperava apoio no estado.

Lira é outra peça importante desse desenho. Além de candidato ao Senado, o ex-presidente da Câmara é uma das principais lideranças políticas de Alagoas e mantém influência sobre prefeitos e parlamentares. Até agora, porém, não há previsão de que acompanhe Flávio nos compromissos da viagem, e sua agenda própria na quarta-feira reforça a distância entre as duas campanhas.

Essa distância já havia aparecido nos bastidores da campanha. Neste mês, Lira passou pela sede do QG do presidenciável em Brasília, mas saiu sem conversar ou gravar com Flávio. Segundo interlocutores, havia dado carona a um vereador de Maceió que tinha gravações previstas para a campanha e aproveitou a passagem para tentar resolver assuntos relacionados a Alagoas e procurar Gaspar, que não estava no local.

Lira permaneceu algum tempo na sede, conversou com integrantes da campanha e parlamentares e depois saiu para cumprir uma audiência. Flávio estava no andar de cima, dedicado a uma sequência de gravações, e os dois não chegaram a se encontrar.

O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) julga, amanhã, os recursos contra a cassação do prefeito de Cabrobó, Elioenai Dias Santos Filho, e da vice-prefeita Georgia Fernanda Torres de Oliveira. A análise do memorial apresentado pelo advogado eleitoral Delmiro Campos, que defende a manutenção das sentenças, aponta um cenário de difícil reversão da condenação, embora a decisão caiba ao plenário do Tribunal.

Em primeira instância, a Justiça Eleitoral determinou a cassação dos diplomas, inelegibilidade por oito anos e multa relacionada ao artigo 41-A da Lei das Eleições. A Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) também opinou pelo não provimento dos recursos.

Provas materiais pesam no julgamento

O principal argumento pela manutenção da sentença é a existência de um conjunto de provas materiais, periciais e digitais.

Durante investigação sobre abastecimentos ocorridos no dia de uma carreata da campanha de 2024, foram apreendidos R$ 55.548,58 em vales-combustível, além de celulares e HDs. Segundo o memorial, a perícia da Polícia Federal identificou diálogos nos quais o irmão do prefeito negociava os vales e o pai realizava pagamentos. O documento destaca ainda movimentação de R$ 126.352,51 no caixa de um dos postos, muito superior aos dias anteriores.

Outro obstáculo para os recursos é que o próprio TRE-PE já analisou questionamento sobre a legalidade da busca, apreensão e acesso aos dados, ao julgar habeas corpus relacionado ao caso. O memorial sustenta, por isso, que essa discussão já estaria superada na Corte.

Parecer da PRE reforça sentença

A Procuradoria Regional Eleitoral produziu parecer de 26 páginas e 118 itens, posicionando-se pela manutenção das condenações. Para a PRE, conforme reproduzido nos memoriais, o conjunto probatório seria robusto e suficiente para demonstrar a participação dos envolvidos.

O documento também cita precedente recente do TSE envolvendo Cachoeira Alta (GO), no qual foram mantidas sanções contra prefeito e vice em caso relacionado à distribuição massiva de combustível. Para os autores do memorial, o julgamento apresenta semelhanças relevantes com o processo de Cabrobó.

Reversão exigiria superar vários fundamentos

O cenário é considerado difícil porque a defesa precisaria superar simultaneamente a sentença condenatória, o conjunto de provas materiais e periciais, o parecer da PRE e questões sobre a licitude das provas já enfrentadas pelo próprio TRE-PE.

Isso não significa resultado antecipado. Caberá aos desembargadores avaliar os argumentos apresentados pelas partes.

Os recursos nº 0600397-53.2024.6.17.0077 e 0600398-38.2024.6.17.0077, sob relatoria do desembargador Washington Luís Macedo de Amorim, estão indicados para julgamento nesta quarta-feira (26), às 14h.

O julgamento poderá definir um novo capítulo na situação política de Cabrobó e esclarecer se o TRE-PE manterá ou reformará as decisões proferidas pela 77ª Zona Eleitoral.

O candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) afirmou que o vazamento de informações sigilosas pode acabar comprometendo a investigação que envolve Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A declaração foi dada enquanto Haddad comentava as críticas feitas pelo advogado de Lulinha, Marco Aurélio Carvalho, sobre a divulgação de informações relacionadas ao inquérito da Polícia Federal que apura suspeitas de corrupção e tráfico de influência envolvendo o filho do presidente. As informações são do portal Metrópoles.

Questionado sobre o assunto, Haddad destacou que a investigação precisa seguir os procedimentos legais para que eventuais irregularidades não prejudiquem o próprio processo. Segundo ele, uma quebra irregular de sigilo pode gerar consequências posteriormente e até colocar em risco o resultado da investigação.

“Se você quiser se valer da sua autoridade para quebrar um sigilo definido pela Justiça, você vai acabar incidindo num erro”, avaliou.

A defesa de Lulinha pediu que os vazamentos fossem investigados e, após o pedido, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça determinou que a Polícia Federal apure como informações sigilosas do caso chegaram a público. Para Haddad, o problema é que uma irregularidade cometida durante a investigação pode, no futuro, abrir espaço para questionamentos sobre a validade do processo.

“Você pode ter até dividendos políticos de curto prazo, mas não vai fazer justiça no médio e longo prazo”, disse.

O candidato ressaltou ainda que o governo federal não deve interferir no trabalho das autoridades responsáveis pela apuração. Segundo ele, ministros, superintendentes e delegados devem ter liberdade para conduzir as investigações. Haddad defendeu que o caso siga normalmente e que uma eventual condenação ou absolvição seja definida com base nas provas reunidas durante a investigação e no processo.

No fim, Haddad disse que, para ele, o resultado da investigação deve ser aceito independentemente de quem seja beneficiado ou prejudicado.

“O que importa é fazer justiça. Doa a quem doer, seja qual for o resultado”, declarou.