Na vastidão do sertão pernambucano, onde o sol castiga a terra e forja homens e mulheres de fibra, nasceu Magno Martins. De lá, ele trouxe a garra e a determinação que marcaram sua trajetória como jornalista.
Seu blog, que hoje comemora 18 anos, é prova viva de que a verdade, quando dita com coragem, encontra sempre um caminho para se fazer ouvir. Mais do que isso, é um veículo poderoso e extremamente influente também no Interior do Estado, da RMR ao Sertão mais longínquo.
Magno encara os desafios de frente, não se intimida com as ameaças dos poderosos. Matuto do Pajeú, traz em suas palavras a força de quem conhece a terra e a gente que a cultiva. Desde o início, foi um cabra determinado, destemido, que não baixa a guarda diante dos coronéis da política, sejam eles de calça ou de saia.
Com uma caneta afiada e um olhar atento, ele é o cronista do cotidiano político, o relator das mudanças que moldam nosso Estado e nosso País. Em cada texto, imprime sua marca: a de um jornalista que não teme a verdade, que não se cala diante das injustiças.
Seu blog não é apenas uma fonte de informação; é um espelho que reflete as verdades mais profundas do nosso cotidiano político. Com coragem e integridade, Magno conquistou a confiança de seus leitores, transformando-se em uma voz indispensável no cenário jornalístico.
Cada notícia, cada crônica, cada denúncia é fruto de um compromisso inabalável com a verdade. O blog do Magno Martins é, assim, uma janela aberta para a realidade. Um espaço onde a política é desnudada, onde as transformações são registradas com precisão e onde as revelações vêm à tona sem filtros.
Ao celebrar esses 18 anos, homenageamos não apenas o blog, mas o homem por trás dele. Magno Martins, com sua determinação e seu talento, sua paixão pelas suas origens nas terras de vidas secas, nos ensinou que o jornalismo é, acima de tudo, um ato de coragem.
Que venham muitos mais anos de sucesso, de luta e de histórias bem contadas. Parabéns, Magno! Que seu caminho continue iluminado pela verdade e pela justiça.
*Jornalista, publicitário, ex-secretário de Comunicação de Arcoverde
O senador e candidato à reeleição Humberto Costa (PT) participou, nesta quarta-feira (30), de um encontro da Frente Popular com representantes do setor de educação, no Recife. O evento reuniu também o candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB), o candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos), a candidata ao Senado Marília Arraes (PDT), a senadora Teresa Leitão (PT), os deputados Pedro Campos (PSB) e Rosa Amorim (PT) e a presidente da Fundação Joaquim Nabuco, Márcia Angela Aguiar. Durante o ato, Humberto defendeu políticas de permanência escolar e citou programas como ProUni, Fies e Pé-de-Meia. “O ProUni e o Fies promoveram um processo de inclusão gigantesco, e agora temos novas políticas, como o Pé-de-Meia, para enfrentar a evasão escolar e melhorar o nível de aprendizado dos nossos jovens”, afirmou.
Humberto também defendeu a reeleição do presidente Lula e criticou a condução da educação durante o governo Michel Temer. Para um novo mandato, o senador propõe a criação de um programa nacional de permanência escolar complementar ao Pé-de-Meia, com apoio ao transporte de estudantes do interior, além da ampliação de investimentos em educação tecnológica, formação digital, robótica, inovação e qualificação profissional. Segundo as informações apresentadas por sua campanha, seis novos institutos federais foram instalados em Pernambuco ao longo de sua atuação política, com a abertura de mais de 8,4 mil vagas.
Na reta final da campanha para o Governo de Pernambuco, os candidatos João Campos (PSB), Raquel Lyra (PSD) e Ivan Moraes (PSOL) se encontram, na quinta-feira (1º), para o último debate antes da votação do primeiro turno das eleições 2026.
Promovido pelo Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (SJCC), o encontro começa às 10h45, no Estúdio 1 da TV Jornal, no bairro de Santo Amaro, área central do Recife. As informações são do JC.
Onde assistir O debate terá transmissão ao vivo pela TV Jornal/SBT Recife e Interior, além do JC PE e do Portal NE10. Também será possível acompanhar o encontro pelas páginas do Sistema Jornal do Commercio no Instagram, Facebook e páginas do YouTube.
O debate será apresentado pela jornalista Anne Barretto e terá quatro blocos. A dinâmica foi organizada para alternar momentos de apresentação, perguntas entre os candidatos sobre temas livres e uma rodada dedicada a assuntos específicos. O programa termina com as considerações finais dos três candidatos.
“A gente está convocando aqui para o último confronto de ideias dos três candidatos antes da eleição. A expectativa é muito grande, porque depois desse debate não haverá nenhum outro. É o último momento em que os candidatos vão poder se confrontar, confrontar as ideias e, evidentemente, um momento muito importante para o eleitor fazer a sua escolha”, disse Laurindo Ferreira, diretor de Jornalismo do SJCC.
A votação acontece três dias depois, no domingo (4). De acordo com o calendário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 1º de outubro é o último dia para a realização de debates no rádio e na televisão.
“É um debate que não ficará restrito à TV Jornal este ano, tem uma novidade grande. Todas as emissoras do e todas as mídias do Sistema Jornal do Commercio vão transmitir ao vivo. Então, o telespectador, o internauta ou o ouvinte vai fazer a sua escolha. Se ele quer assistir na televisão, se ele quer assistir na rádio, se ele quer ir para o YouTube, se ele quer acompanhar nas redes sociais”, completou Laurindo Ferreira.
A passagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo Recife no fim da semana passada foi marcada por uma saia-justa provocada pela presença da governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), no hotel em que o petista se hospedou.
Lula foi à capital pernambucana para participar de um ato com o candidato a governador João Campos (PSB), adversário de Raquel. Apesar de apoiar o ex-prefeito do Recife, o petista tem evitado criticar a atual governadora, que, por sua vez, faz uma campanha desvinculada da disputa presidencial e vinha fazendo gestos ao chefe do Executivo. As informações são do jornal O GLOBO.
Em Pernambuco, o apoio de Lula é considerado um fator importante para quem quer sair vitorioso —em 2022, ele teve 66,93% dos votos válidos no segundo turno, ante 33,07% de Jair Bolsonaro (PL).
Ao longo de seu mandato, Raquel Lyra manteve uma boa relação com o Palácio do Planalto. O ex-ministro da Casa Civil Rui Costa defendia, inclusive, que Lula deveria optar por ter dois palanques em Pernambuco, tese rechaçada pelo grupo de João Campos.
Logo após o início oficial da campanha, Lula gravou um vídeo de apoio para o ex-prefeito usar no horário eleitoral, após cobranças incisivas do aliado. Mas a ideia inicial da campanha presidencial era evitar a ida ao estado, justamente para não causar mal-estar com Raquel Lyra e impedir que um descontentamento a levasse a fazer algum gesto em direção a Flávio Bolsonaro (PL). Diante de uma eleição acirrada, aliados do petista dizem que ele não pode prescindir de apoios.
Mas conforme as pesquisas mostravam um cenário apertado na disputa pelo governo pernambucano, o ex-prefeito, que também é presidente nacional do PSB —maior partido aliado do PT na eleição nacional—, intensificou as pressões sobre a coordenação para que o presidente fosse ao estado. Lula então aceitou ir ao Recife.
A viagem foi planejada em detalhes pelo comando da campanha petista para evitar ruídos com a governadora. Eles afirmaram a Raquel que não haveria ataques a ela tampouco à sua gestão. Na noite de quinta-feira, véspera do ato de Lula com João Campos, porém, os esforços quase caíram por terra.
Integrantes da campanha de Lula dizem que o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que cuida da segurança do presidente da República, detectou a presença de Raquel no Novo Hotel, localizado no bairro do Recife antigo, onde o presidente ficaria hospedado. O coordenador-geral da candidatura e presidente do PT, Edinho Silva, estava em Maceió acompanhando comício com Lula quando foi avisado e acionou Gilberto Carvalho, ex-ministro e responsável pela agenda do presidente na campanha.
Horas antes, Carvalho já havia tido uma conversa com a governadora para explicar os motivos da ida de Lula ao estado. Segundo relatos, foi um telefonema tenso, com Raquel irritada e demonstrando contrariedade com a presença do presidente em Pernambuco.
No início da campanha, Raquel aparecia à frente com folga nas pesquisas de intenção de voto, mas o cenário mudou: pesquisa Quaest divulgada nesta terça mostra os dois empatados numericamente em 42%. Nas últimas semanas, a campanha da governadora ficou pressionada após vir à tona um vídeo, de maio de 2025, em que ela sugere a realização de uma laqueadura em uma mulher sem que ela soubesse da cirurgia.
Quando Gilberto Carvalho foi alertado que a candidata à reeleição estava no hotel onde Lula se hospedaria, o responsável pela organização da agenda da campanha do petista voltou a conversar com a governadora. Disse que o presidente não queria enfrentar o constrangimento de encontrá-la e que, se ela insistisse em permanecer no local, Lula dormiria em Maceió e só viajaria no dia seguinte para a capital de Pernambuco.
Ainda segundo relatos, Raquel se ofendeu, negou a Gilberto Carvalho que tivesse a intenção de forçar um encontro com o presidente e disse que usa espaços daquele hotel como ponto de suporte de sua campanha. A interlocutores, não escondeu o descontentamento com o episódio, disse ter ficado chateada e destacou a boa relação que mantém com o entorno do presidente da República. Procurada, via assessoria de imprensa, a governadora não respondeu.
Um interlocutor da candidata diz que há cerca de duas semanas ela frequenta o local e tem à sua disposição uma sala de conferências e um quarto para se preparar, principalmente, para debates eleitorais. Esse aliado de Raquel acusa a campanha de João Campos de criar o que classifica como narrativa mentirosa de que ela buscaria um encontro com o petista para gerar um mal-estar e prejudicar a candidata.
Após os esclarecimentos, Lula manteve o plano de passar a noite no Recife e não se encontrou com a governadora no hotel. Ele foi recebido na base aérea por João Campos e os candidatos ao Senado que têm seu apoio, Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT). O registro foi publicado nas redes sociais do ex-prefeito.
Já Raquel Lyra não estava no hotel quando o presidente chegou. Ela gravou um vídeo, de sua casa, naquela noite para defender o fim das bets no país e elogiar a postura do petista no enfrentamento a esse tema. “Combater as bets exige coragem, firmeza e decisão política. É um problema que vai muito além das diferenças partidárias e precisa ser enfrentado de frente. Essa é a nossa escolha, assim como a do presidente Lula. Podem contar comigo nessa luta”.
O candidato ao governo de Pernambuco João Campos (PSB) afirmou, nesta quarta-feira (30), durante encontro com o segmento da educação, no Comitê da Frente Popular, na Zona Norte do Recife, que a atual gestão estadual trabalha contra a educação pública.
“Vocês sabem que hoje, infelizmente, Pernambuco é liderado por um conjunto político que trabalha contra a educação pública de qualidade, enfrentando o funcionalismo, brigando com as categorias e construindo retrocessos”, disparou.
No discurso, o socialista ainda afirmou que a gestão atual não inaugurou nenhuma Escola Técnica Estadual (ETE), não entregou as 250 creches prometidas e não construiu nenhum Campus da UPE.
Em vídeo publicado na tarde desta quarta-feira (30) em suas redes sociais, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro prometeu fazer “uma faxina” no Itamaraty caso seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), vença a eleição.
Aumentando temores de que haveria uma “caça às bruxas” no Ministério das Relações Exteriores em um governo de Flávio, Eduardo afirmou que “mapeou” todos os embaixadores que saíram e entraram em postos no governo Lula e que estará “na cola” dos servidores que “sabotaram” o governo de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. As informações são da Folha de S. Paulo.
“Então, meu caro servidor do Itamaraty, se você ajudou a sabotar o governo Bolsonaro, preocupe-se de verdade, porque eu vou estar na sua cola”, diz Eduardo no vídeo. “Se você não fez isso, parabéns, você fará parte do time que vai resgatar a credibilidade do Itamaraty, que vai virar a página, de serem servidores de corruptos e filhos de corruptos para passar a servir o povo brasileiro”.
O ex-deputado inicia o vídeo mostrando um áudio de uma suposta mensagem de um diplomata brasileiro oferecendo ajuda da embaixada do Brasil na Espanha para encontrar uma escola para os filhos de Lulinha, que se mudou para Madri, em 2025.
“Eu não tive recepção de embaixador, de diplomata, nem nada [quando mudei para os EUA]”, diz Eduardo. “O dinheiro do brasileiro não é para proteger filho do presidente”.
Ele prometeu retaliação contra o embaixador do Brasil na Espanha. Na época do áudio, o cargo era ocupado pelo embaixador Orlando Ribeiro. O atual embaixador é o ex-chanceler Luiz Alberto Figueiredo. “Flávio Bolsonaro sendo eleito, certamente um dos primeiros a sair do posto será o embaixador do Brasil na Espanha para dar o exemplo de que isso não acontecerá”.
Eduardo vive nos EUA desde março de 2025, quando deixou o Brasil afirmando que o Supremo Tribunal Federal (STF) recolheria seu passaporte para impedir sua articulação internacional contra o julgamento do pai no caso da trama golpista.
Naquele momento, licenciou-se por quatro meses do mandato de deputado e, encerrado o afastamento, permaneceu no exterior e passou a acumular faltas na Câmara. Em dezembro, perdeu seu mandato por excesso de ausências.
Já em junho deste ano, o STF o condenou a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo, por articular nos EUA medidas de pressão contra autoridades brasileiras para interferir no processo contra o pai. Em setembro, ainda perdeu seu cargo de escrivão da PF por abandono de cargo.
Como mostrou reportagem da Folha, em caso de vitória de Flávio, há uma avaliação de que Eduardo sairia muito fortalecido, após o lobby por medidas de Trump contra o governo Lula, e seria difícil negar o comando do Itamaraty se ele quiser. Mas uma alternativa em discussão seria Eduardo assumir a Embaixada do Brasil em Washington.
No vídeo, Eduardo afirma que houve uma “sabotagem” ao governo Bolsonaro por parte dos diplomatas e que “eles ficaram tão à vontade que colocaram isso na matéria do Jamil Chade de maneira heroica”.
A reportagem do então colunista do UOL relata a existência de uma rede clandestina de diplomatas do Itamaraty que, durante o governo Jair Bolsonaro, teria atuado para conter ou contornar diretrizes da política externa do governo.
“[A faxina] é para evitar esse tipo de coisa e relembrar que diplomatas, embaixadores e qualquer cargo dentro do Itamaraty são de servidores públicos, que servem ao público, não a seus próprios gostos, inclusive isso configura o crime de prevaricação”.
Em conversas fechadas, Marcos Degaut, braço direito de Eduardo em política externa, afirmou que há o plano de implementar o “Marco Rubio overhaul” (reforma do Marco Rubio), uma ampla reestruturação das carreiras no Itamaraty.
Os diplomatas passariam a estar focados em regiões geográficas e temas específicos e teriam de cumprir metas de exportação, investimentos e inserção comercial, entre outras. Haveria também uma reforma total do sistema de promoções, fonte de insatisfação disseminada no Itamaraty hoje.
No Departamento de Estado, o “overhaul” de Rubio levou à eliminação de 1.300 vagas, fechamento de departamentos e postos, estabelecimento de metas quantitativas e qualitativas (com critérios como fidelidade à agenda de Donald Trump).
Rubio decretou que mérito seria o principal critério para promoções, não tempo de carreira. Sob seu comando, o Departamento de Estado atingiu número recorde de indicados políticos em substituição a funcionários de carreira —apenas 9% dos embaixadores vêm do serviço diplomático. Durante os 50 anos anteriores, esse percentual variou de 57% a 74%.
Degaut afirmou a interlocutores ouvidos pela Folha que haveria necessidade de atribuir funções a algumas pessoas de fora do Itamaraty. Mas disse que não haverá uma caça às bruxas com perseguição por motivos políticos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou a biografia de seu principal adversário na corrida presidencial deste ano, o senador Flávio Bolsonaro (PL). Lula disse que Flávio nunca trabalhou na vida e se tornou vereador com 21 anos de idade “apoiado pelo crime organizado”. As declarações foram feitas durante entrevista a influenciadores de esquerda exibida no canal do YouTube Cosmo Política. O espaço segue em aberto. As informações são do Estadão.
“Qual o compromisso com qualquer seriedade que esse cara [Flávio] tem? Nenhuma, ele não tem biografia, nunca trabalhou na vida. Ele foi eleito vereador com 21 anos de idade, já apoiado pelo crime organizado do Rio de Janeiro, pelos milicianos, e nunca mais parou”, disse. O Estadão procurou a campanha de Flávio e não teve retorno até a públicação desta matéria.
Lula atacou ainda o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) ao afirmar que ele está conspirando contra o Brasil, sendo sustentado com o dinheiro enviado pelo banqueiro do Master, Daniel Vorcaro, que seria utilizado para produzir o filme “Dark Horse”.
“Tem um filho conspirando contra o Brasil, um deputado, que recebe dinheiro do Vorcaro. Aquele famoso dinheiro do filme é o dinheiro que ele pegava do Vorcaro para poder mandar para a sobrevivência do Eduardo lá”, disse Lula.
Neste mês, a Polícia Federal afirmou que o ex-deputado federal teria orientado como os recursos para o filme “Dark Horse” seriam geridos nos Estados Unidos.
O presidente também declarou, sem provas, que a família do ex-presidente Jair Bolsonaroteria ido a Israel tentar encontrar formas de impedir uma derrota na eleição presidencial. “O mundo está ficando mais complicado. Por exemplo agora: o cara de um país quer interferir nas eleições de outro país pela internet. A família Bolsonaro foi para Israel para tentar ver como podem ajudar eles a não perder as eleições”, declarou o presidente.
Lula também disparou contra o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). “Tem um tal de deputado Nikolas, que eu nem conheço, que é um imbecil de marca maior. Passa o tempo inteiro fazendo fake news sem se preocupar com a educação que está passando para a juventude”, declarou. Procurado, Nikolas ainda não se manifestou, mas o espaço segue aberto.
Nesta quarta-feira, o TSE determinou que o deputado apague post que associa fala de Lula à violência contra crianças. A decisão considerou que a publicação retirou de contexto uma declaração de Lula sobre procedimentos médicos e a relacionou a crime sexual contra crianças e adolescentes. Procurado, o deputado não respondeu.
Após decidir que não participará do debate presidencial realizado pela TV Globo nesta quinta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve sua presença no Flow podcast confirmada no mesmo horário do último encontro entre os candidatos à Presidência antes do primeiro turno das eleições.
O canal divulgou em suas redes sociais que Lula será recebido para uma conversa sobre o futuro do Brasil a partir das 20h45 no YouTube. As informações são do jornal O GLOBO.
O aviso da ausência de Lula no debate foi feito à emissora pela assessoria do petista, segundo o portal g1. Desde o fim da semana passada, aliados do presidente diziam que a tendência era que ele não comparecesse, mas havia integrantes da campanha que ainda tentavam convencê-lo a participar.
A participação no debate dividia o entorno do petista. A avaliação de quem advogava pela ida dele é que, diante de um cenário eleitoral acirrado, com pesquisas de intenção de votos mostrando empate dele com Flávio Bolsonaro (PL) num eventual segundo turno, seria importante a participação do petista para fazer esse enfrentamento cara a cara com o adversário. Eles enxergavam também como uma chance de expor fragilidade do filho de Jair Bolsonaro (PL) na disputa pelo voto de indecisos.
Um dos argumentos citados no entorno presidencial para a ausência, por sua vez, era o receio do petista em se tornar alvo principal dos demais adversários, já que ele é o único candidato do campo da esquerda. Além disso, aliados criticaram o formato do debate, dizendo que o confronto direto dele com Flávio ficaria comprometido pela participação dos demais presidenciáveis.
Nesta quinta-feira, Lula terá agenda no Complexo da Maré. Na manhã de sexta-feira, o petista também está confirmado em um evento na Calendária.
Lula já havia se recusado a participar de outros debates televisivos antes do primeiro turno, como o da Record, que foi cancelado em virtude da ausência do presidente e deo senador Flávio Bolsonaro.
O prefeito de Ipojuca, Carlos Santana, inaugurou, nesta quarta-feira (30), a Escola Municipal em Tempo Integral Bela Vista. A unidade atenderá inicialmente cerca de 150 estudantes da Educação Infantil e dos anos iniciais do Ensino Fundamental, do 1º ao 5º ano. Com a abertura, crianças da comunidade que antes precisavam se deslocar até o Centro de Ipojuca poderão estudar mais perto de casa. “Aqui em Bela Vista, estamos entregando uma escola nova, em tempo integral, com três refeições por dia e uma estrutura que oferece melhores condições para nossas crianças aprenderem”, afirmou o prefeito.
A escola conta com seis salas de aula, biblioteca com laboratório maker, quadra esportiva com piso modular, Sala de Atendimento Educacional Especializado, banheiros, sala dos professores e secretaria escolar. Com a nova unidade, Ipojuca passa a ter 12 escolas municipais em tempo integral. A primeira nesse modelo foi implantada em 2016, durante outra gestão de Carlos Santana, na Escola Municipal Eduardo Campos, em Nossa Senhora do Ó.
A deputada federal e candidata a deputada estadual Maria Arraes (PSB) chega à reta final da campanha como um dos nomes de destaque da chapa socialista para a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Atualmente no primeiro mandato na Câmara dos Deputados, Maria ocupa desde 2023 a vice-liderança do Governo Federal na Casa e tenta agora transferir sua atuação política em Brasília para a disputa estadual.
Neta do ex-governador Miguel Arraes, a candidata tem concentrado a campanha na experiência acumulada no Congresso Nacional e em pautas ligadas, entre outras áreas, à saúde e aos direitos das mulheres. Na atual legislatura, apresentou dezenas de proposições e integrou comissões como a de Defesa dos Direitos da Mulher e a de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Depois de militantes entrarem em conflito na porta de uma emissora de rádio em Caruaru, de hostilidades envolvendo ocupantes de cargos comissionados em Camaragibe e de gritos de guerra em semáforos e mercados públicos do Recife, a disputa entre as campanhas de Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB) pode ganhar um novo palco: os shoppings.
A coligação da governadora, por exemplo, estaria programando para quinta (1º), sexta (2) e sábado (3) mobilizações nas praças de alimentação dos shoppings Tacaruna, Recife, RioMar e Boa Vista. A previsão é de uso de trompetes, megafones, gritos de guerra e até caixas de som durante as ações, em uma ação performática conhecida como flashmob.
Um suposto convite atribuído à campanha de Raquel já circula em grupos de WhatsApp. O material orienta os participantes a realizar uma ação com aparência de espontaneidade, simulando uma manifestação de apoio que não deixaria evidente, à primeira vista, a presença de militantes organizados.
“O trompetista vai se posicionar no meio da praça e vai puxar a música ‘A mulher disparou’. Trecho da música: ‘A mulher disparou, não para, não, mainha’. E cantamos simultaneamente. Após isso, todo mundo segue a vida normal, se dispersando. O ideal é que todos que vão participar fiquem em grupinhos separados, espalhados pela praça, sentados ou não, almoçando ou não, para que se torne um ato natural”, diz um texto que vem circulando em meio à militância de Raquel.
Como forma de reação, militantes de João Campos também já se mobilizam para fazer frente a essas movimentações. O clima anda tão acirrado que, nos últimos dias, a Polícia Militar tem sido chamada para designar espaços diferentes para os grupos de cada candidato em frente a emissoras de televisão e outros locais onde Raquel e João se encontram.
A efeméride que marca os 50 anos do trágico acidente automobilístico que tirou a vida de Juscelino Kubitschek, ocorrido em 22 de agosto de 1976, funciona hoje como uma ruidosa caixa de ressonância para uma velha teoria da conspiração. A especulação sobre o possível assassinato do ex-presidente pelas mãos do regime militar ressurge como uma daquelas historinhas de almanaque, feita sob medida para inflamar o maniqueísmo político em oportunos períodos de campanha eleitoral. As homenagens dedicadas à memória de JK estendem-se por este mês de setembro, mês de seu nascimento (12 de setembro de 1902, em Diamantina, Minas Gerais), chancelando o uso oportunista e instrumental de sua imagem para distorcer a verdade e apagar as complexas engrenagens que realmente moveram a abertura política da época.
Tive o duvidoso privilégio de ouvir, tempos atrás, uma entrevista de rádio na CBN, emissora que pertence ao Grupo Globo, na qual uma suposta sumidade da historiografia nacional alardeava um livro “bombástico”, jurando de pés juntos, sob o manto de alegadas provas definitivas, que o criador de Brasília fora executado por encomenda da ditadura. Ora, há muito as ondas do rádio não transmitiam tamanha densidade de sandices por segundo quadrado no debate público brasileiro. Na hora do aperto da sabatina, quando interpelada com o mínimo de critério técnico sobre quais seriam os reais motivos estratégicos que teriam levado os generais a eliminar o ex-presidente na antessala da transição, a autora respondeu com uma tocante inocência: “Inveja. Estariam incomodados com o sucesso dos anos JK”.
Não se trata de uma piada de botequim; eis o cerne de um livro que se pretende acadêmico. Um delírio completo que só serve para obnubilar o debate histórico sério e, por ironia, aliviar a barra dos verdadeiros erros e excessos da ditadura fardada. Para devolver o bom senso aos fatos diante desse monumento à futilidade intelectual, impõe-se a fixação dos pingos nos “is”:
1 – Juscelino jamais figurou como uma ameaça existencial ou um inimigo ideológico intransigente das Forças Armadas. Egresso do PSD, agremiação pragmática de centro que posteriormente estruturaria as bases do MDB, o ex-presidente posicionava-se na ala da oposição institucional e programática, em simetria com líderes políticos como Tancredo Neves (1910-1985) e Ulysses Guimarães (1916-1992). O estopim de sua cassação residiu em suas ambições eleitorais de disputar o pleito presidencial programado para 1966 –projeto conhecido e compartilhado por Carlos Lacerda (1914-1977), líder da UDN e artífice civil de 1ª hora do golpe de 1964. Visando a mitigar os riscos de desidratação do regime autocrático nas urnas, o presidente Humberto Castelo Branco (1897-1967) suspendeu os direitos políticos de ambos. No caso de Juscelino, o decreto fundamentou-se em alegações de corrupção passiva e desvio de erário durante a edificação de Brasília, ato punitivo que precipitou o ex-presidente em severa crise financeira.
2 – Em regime de autoexílio na República portuguesa, Juscelino assumiu a presidência executiva da empresa de engenharia civil pertencente uma amiga e empresária, com a finalidade de adimplir seus passivos financeiros. O descontentamento com a condição de subordinado corporativo motivou seu pedido de demissão em um trimestre. Ao retornar ao território nacional, estabeleceu sua residência em isolamento voluntário na Fazenda Gameleira, em Luziânia, município goiano situado no entorno da capital federal.
3 – Em 1969, sob a vigência do Ato Institucional nº 5 (AI-5) –que encerrou a fase de transição jurisprudencial para consolidar o aparato repressivo do Estado–, Juscelino realizou uma incursão velada a Brasília. Conduzido em um jipe por seu motorista particular, Geraldo Ribeiro, o ex-presidente utilizou as condições de baixa visibilidade climática para circular de forma anônima pela malha urbana que idealizara. O registro de sua paragem e pranto na Praça dos Três Poderes foi transmitido por sua confidente, Vera Brant (1927-2014), ao jornalista Carlos Chagas (1937-2017), cuja crônica subsequente no periódico O Estado de S. Paulo deflagrou comoção nos círculos políticos da capital.
4 – O episódio repercutiu no oficialato do regime militar, inclusive nos quadros vinculados à chamada linha-dura. Como desdobramento, o Palácio do Planalto emitiu uma salvaguarda informal a Juscelino: sua circulação em Brasília seria tolerada sem o monitoramento do SNI (Serviço Nacional de Informações), desde que restrita estritamente à agenda social e privada, vedando-se manifestações em palanques. O arranjo foi testado empiricamente quando o ex-presidente compareceu a uma recepção no Iate Clube de Brasília. Sua entrada no recinto resultou na interrupção do protocolo e na execução espontânea, por parte dos presentes, da tradicional canção “Peixe Vivo”, causando forte impacto emocional no homenageado.
5 – Estabelecida a coexistência diplomática com as autoridades, Juscelino fixou residência no Bloco F da Superquadra Sul 208 (SQS 208), edifício que atualmente exibe seu busto memorial em bronze. Ao longo de um septênio, a rotina do ex-chefe de Estado pautou-se por intensa inserção na vida social da capital, mantendo estrita neutralidade partidária e abstendo-se de manifestações de palanque até o ano de sua morte, em 1976. Praticamente todas as noites alguma família de prestígio oferecia uma recepção em sua homenagem, e não raro o velho timoneiro amanhecia conversando nos pilotis dos blocos, ao som de velhas canções.
6 – No limiar de 1976, a conjuntura político-militar apresentava mutações estruturais: as organizações de guerrilha urbana e rural haviam sido neutralizadas pelo aparato estatal. O foco operacional das agências de repressão deslocou-se para os quadros intelectuais do PCB (Partido Comunista Brasileiro) que, a despeito de sua atuação pacífica, sofreu severa investida ao longo de 1975. É nesse interregno de autonomização da violência burocrática que ocorrem os óbitos do jornalista Vladimir Herzog (1937-1975) e do operário Manoel Fiel Filho (1927-1976) nas dependências do DOI-CODI em São Paulo. A crise institucional decorrente da morte de Fiel Filho conferiu ao presidente Ernesto Geisel (1907-1996) o capital político necessário para intervir na chefia do 2º Exército e consolidar o projeto de abertura política, por ele classificado como “lenta, segura e gradual”.
7 – Até o encerramento do 1º biênio da década de 1970, o governo militar sustentava legitimidade econômica perante a opinião pública por meio do fenômeno denominado milagre econômico, no período de 1968 a 1973 e caracterizado por taxas de expansão do PIB (produto interno bruto) às vezes de até 14% ao ano. Esse desempenho macroeconômico elevou o Brasil da 47ª para a 7ª posição no ranking das economias globais, superando as taxas de crescimento da gestão desenvolvimentista de Juscelino. A partir de 1974, entretanto, surgiram os sinais de esgarçamento estrutural, com a desaceleração do PIB e o recrudescimento dos índices inflacionários, culminando na vitória eleitoral expressiva do MDB sobre a Arena no pleito legislativo de 1974.
8 – No front da oposição civil, articulava-se em 1976 a reorganização da Frente Ampla, coalizão política destinada a unificar os legados de Juscelino, Carlos Lacerda e João Goulart. O projeto foi interrompido pelo falecimento sucessivo dos 3 líderes em um curto intervalo temporal. João Goulart (1919-1976), em exílio no Uruguai, sofreu uma parada cardíaca fulminante; Juscelino foi vítima de sinistro rodoviário; e Lacerda morreu no ano subsequente por complicações médicas. A simultaneidade dos óbitos motivou um artigo analítico do escritor Carlos Heitor Cony (1926-2018). Décadas mais tarde, no escopo das investigações promovidas pela Comissão Nacional da Verdade, instituída sob a Presidência de Dilma Rousseff (PT), o colegiado nacional ratificou tecnicamente a tese de acidente de trânsito, enquanto a comissão homóloga do Estado de São Paulo dissentiu do veredicto técnico, inclinando-se pela tese de homicídio político.
9 – O exame empírico do sinistro automobilístico que vitimou Juscelino e seu condutor Geraldo Ribeiro reconduz à análise dos fatos daquela noite. O ex-presidente, em trânsito por São Paulo, optou por se deslocar em caráter de urgência rodoviária em direção à capital fluminense. Recomendações de assessores e do próprio motorista para adiar a viagem face aos alertas de tempestade severa na rodovia Presidente Dutra (BR-116) foram desconsideradas pelo ex-mandatário.
10 – Na altura do quilômetro 328, no município fluminense de Resende, sob condições severas de precipitação pluviométrica e visibilidade nula, um coletivo da Viação Cometa atingiu a seção traseira do veículo Chevrolet Opala de Juscelino. O impacto projetou o automóvel através do canteiro central em direção à pista oposta, colidindo frontalmente com um caminhão de carga pesada e sendo arrastado pelo impacto por mais de 100 metros. Em depoimento formal registrado no ano de 2013, o condutor do coletivo, Josias Nunes de Oliveira, explicitou que o Opala trafegava na faixa da direita e o ônibus na esquerda. Ao iniciarem uma conversão à direita, o motorista do automóvel, Geraldo Ribeiro, obscurecido pela cortina d’água, manteve trajetória retilínea, interceptando a rota do ônibus e desencadeando a colisão que o arremessou contra o veículo de carga pesada que vinha em sentido contrário.
11 – No plano da lógica pura, a tese do complô desmorona diante dos próprios métodos operacionais da época. De 1968 ao início de 1976, os órgãos de repressão do Estado haviam eliminado de 350 a 400 opositores categorizados como guerrilheiros. O aparato de inteligência dispunha de métodos cirúrgicos para despachar alvos sem deixar rastros ruidosos na imprensa, incluindo o uso de substâncias químicas inoculadas discretamente em locais de grande aglomeração, capazes de simular paradas cardíacas indetectáveis. O principal alvo na lista de preocupações de segurança do regime era Leonel Brizola (1922-2004) –que chegou a entrar na mira de uma operação conjunta com a polícia política portuguesa, a Pide, abortada de última hora por determinação expressa de um oficial-general brasileiro, chefe do Serviço de Informações. Juscelino, por sua vez, não ostentava o status de perigo iminente; era visto como um adversário tradicional, pacificado e integrado à rotina social de Brasília. Enfim, o núcleo militar central liderado por Ernesto Geisel e Golbery do Couto e Silva (1911-1987) já desenhava a devolução controlada do poder civil quando a tragédia de Resende aconteceu.
12 – Diante de tais evidências, é preciso um exercício monumental de imaginação para crer que, ao invés de recorrerem a um método discreto e controlado, os generais teriam arquitetado o plano mais mirabolante e impreciso da história da espionagem mundial para eliminar o ex-presidente. Os agentes da ditadura precisariam ter adivinhado que Juscelino decidiria, por impulso de última hora, desafiar um temporal severo na Rodovia Presidente Dutra. Precisariam ter previsto o ponto exato em que o Opala desviaria a trajetória para frente do ônibus em meio à escuridão. E, num prodígio de sincronismo cinnematográfico, teriam infiltrado um agente secreto na cabine de um caminhão de carga para postar-se no milésimo de segundo exato no sentido oposto, esperando que o ônibus empurrasse o carro de Juscelino contra suas rodas. Tudo isso sem nenhuma margem de erro. Esses analistas de inteligência da caserna fardada deviam ser, de fato, verdadeiros titãs da física quântica e do cálculo estocástico. Só continua hermeticamente difícil compreender como cientistas tão brilhantes, capazes de coordenar uma carambola automobilística milimétrica sob uma tempestade torrencial para executar o crime perfeito, conseguiram a proeza de perder o poder para um grupo político que ostenta, em suas vanguardas intelectuais, pretensas historiadoras que juram, em rede nacional de rádio, que os generais decidiram orquestrar um plano digno de Hollywood simplesmente porque sofriam de um terrível, incontrolável e infantil ataque de inveja. Diante de tamanha genialidade metodológica, resta só reconhecer que a ficção militante sempre dá um banho na realidade factual.
O coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), senador Rogério Marinho (PL-RN), pediu uma reunião com o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin. Até o momento, segundo Marinho, o pedido feito no final da semana passada não foi respondido, informou à reportagem.
A intenção dele é reforçar que, se eleito ao Planalto, Flávio pretende preservar o diálogo institucional com a Corte, sem ataques à instituição em si, embora faça duras críticas aos ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino. As informações são da CNN.
Flávio, por exemplo, afirma que o STF como Poder não deve ser atacado, mas sempre reforça a vontade de promover impeachment contra Moraes e Dino.
Foi com objetivo semelhante de afirmar que procura zelar por um bom relacionamento e respeito institucional que Marinho já fez movimentações para conversas com outros, como o decano do Supremo, Gilmar Mendes.
No entanto, decisões recentes de ministros do Supremo não devem passar batido se a audiência entre Marinho e Fachin realmente acontecer, diante da crise interna da Corte.
A campanha de Flávio Bolsonaro considera que algumas decisões beneficiam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Por exemplo, uma decisão de Dino que liberou postagem nas redes sociais sobre Nossa Senhora Aparecida com crítica indireta a Flávio, em meio à fake news envolvendo o candidato e a santa.
A equipe jurídica de Flávio recorreu a Luiz Fux, que sustou a decisão de Dino. Com isso, voltam a valer as determinações de André Mendonça, no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), com as ressalvas que elas já continham.
A campanha também enxerga com preocupação as divergências que tomaram conta de Moraes e Mendonça, relator do caso Master no STF e indicado à Corte por Jair Bolsonaro (PL).
Nesta semana, aliados de Flávio ainda fizeram duras críticas à postura de Lula de ligar ao telefone para Flávio Dino no meio de uma agenda de governo por conta de um projeto proposto por ele em 2024, quando ainda era senador, que foi sancionado — o ministro inicialmente parece ter atendido a chamada, mas não chegou a conversar com o presidente, que disse estar ao vivo e diante de uma plateia, e a ligação supostamente caiu.
Para o grupo de Flávio, a iniciativa de segunda (28) demonstrou publicamente o quão próximo Dino segue do presidente da República, que o indicou à Suprema Corte.