Na vastidão do sertão pernambucano, onde o sol castiga a terra e forja homens e mulheres de fibra, nasceu Magno Martins. De lá, ele trouxe a garra e a determinação que marcaram sua trajetória como jornalista.
Seu blog, que hoje comemora 18 anos, é prova viva de que a verdade, quando dita com coragem, encontra sempre um caminho para se fazer ouvir. Mais do que isso, é um veículo poderoso e extremamente influente também no Interior do Estado, da RMR ao Sertão mais longínquo.
Magno encara os desafios de frente, não se intimida com as ameaças dos poderosos. Matuto do Pajeú, traz em suas palavras a força de quem conhece a terra e a gente que a cultiva. Desde o início, foi um cabra determinado, destemido, que não baixa a guarda diante dos coronéis da política, sejam eles de calça ou de saia.
Com uma caneta afiada e um olhar atento, ele é o cronista do cotidiano político, o relator das mudanças que moldam nosso Estado e nosso País. Em cada texto, imprime sua marca: a de um jornalista que não teme a verdade, que não se cala diante das injustiças.
Seu blog não é apenas uma fonte de informação; é um espelho que reflete as verdades mais profundas do nosso cotidiano político. Com coragem e integridade, Magno conquistou a confiança de seus leitores, transformando-se em uma voz indispensável no cenário jornalístico.
Cada notícia, cada crônica, cada denúncia é fruto de um compromisso inabalável com a verdade. O blog do Magno Martins é, assim, uma janela aberta para a realidade. Um espaço onde a política é desnudada, onde as transformações são registradas com precisão e onde as revelações vêm à tona sem filtros.
Ao celebrar esses 18 anos, homenageamos não apenas o blog, mas o homem por trás dele. Magno Martins, com sua determinação e seu talento, sua paixão pelas suas origens nas terras de vidas secas, nos ensinou que o jornalismo é, acima de tudo, um ato de coragem.
Que venham muitos mais anos de sucesso, de luta e de histórias bem contadas. Parabéns, Magno! Que seu caminho continue iluminado pela verdade e pela justiça.
*Jornalista, publicitário, ex-secretário de Comunicação de Arcoverde
Se as eleições para governador de Pernambuco fossem hoje, o pré-candidato do PSB, João Campos, seria eleito no primeiro turno com 48,4% dos votos, 13 pontos a frente da governadora Raquel Lyra (PSD), que aparece com 35,5% das intenções de voto. Ivan Moraes, do PSOL, se situa com apenas 2,3%. Brancos e nulos somam 5,8% e indecisos 8,1%.
Nos votos válidos, quando se excluem os percentuais de brancos e nulos, além de indecisos, João lidera com 56,1% das intenções de voto e Raquel aparece com 41,2%, totalizando uma vantagem de 14,9 pontos para o ex-prefeito.
Na espontânea, modelo pelo qual o eleitor é obrigado a lembrar o nome do seu candidato sem a lista dos concorrentes, João desponta com 29,5% e Raquel com 27,1% das intenções de voto. Brancos e nulos somam 4,5% e indecisos sobem para 38,1%. A pesquisa foi registrada na justiça eleitoral com o protocolo de número PE-02951/2026.
Em rejeição, o campeão é Ivan Moraes. Entre os eleitores entrevistados, 26,2% disseram que não votariam nele de jeito nenhum. Em seguida, aparece a governadora Raquel Lyra, com 23% dos entrevistados que disseram que não votariam nela de jeito nenhum. Em último, João com 16,8% dos entrevistados que afirmaram não votar nele em hipótese alguma.
Estratificando o levantamento, João aparece melhor situado entre os eleitores na faixa etária acima de 60 anos (51%), entre os eleitores com grau de instrução até o nono ano (48,4%) e com renda familiar até dois salários mínimos (52,2%). Por sexo, as mulheres são maioria entre os eleitores do socialista — 51,4%, enquanto 44,6% são homens.
Na estratificação por região, a maior vantagem de João ante Raquel está na Região Metropolitana, onde aparece com 32 pontos na frente — 57% a 25,7%, respectivamente. Na Zona da Mata, João tem 45% e Raquel 43,2%. Já no Agreste, Raquel aparece na frente de João com 43,4%, enquanto o ex-prefeito tem 40,1%.
No Sertão, João está na frente com 44,4% dos votos e Raquel aparece com 40,9%. No Sertão do Francisco, João também está liderando com 40% dos votos e Raquel tem 38,7% das intenções de voto. Em indecisos, o Sertão tem o maior percentual — 11,3%, enquanto o menor número de indecisos está na Mata — 5%. Na Região Metropolitana, os indecisos somam 8,1%.
O levantamento foi a campo entre os dias 14 a 17 de abril, sendo aplicados dois mil questionários em 80 municípios. O intervalo de confiança é de 95% e a margem de erro de 2.2 pontos percentuais para mais ou para menos. A modalidade da pesquisa envolveu a técnica de survey, que consiste na aplicação de questionários de forma presencial.
O reajuste do diesel anunciado pela Petrobras, motivado pela defasagem em relação ao mercado internacional e à variação do câmbio, provocou uma alta média de 14,7% no preço do combustível em todo o país em apenas um mês. Os dados são do Radar de Preços do Mercado de Combustíveis, tecnologia desenvolvida pela Gestran e disponibilizada ao mercado, que acompanha a variação do diesel por estado e região. A ferramenta comparou os valores antes e depois do reajuste, com base em abastecimentos realizados entre fevereiro e março de 2026.
A solução monitora os preços em tempo real, a partir de dados reais coletados nos postos, permitindo análises detalhadas por estado, cidade e até por tipo de combustível. Na média nacional, o diesel passou de R$ 5,7467 por litro em fevereiro para R$ 6,5940 em março — um aumento de R$ 0,85 por litro. O levantamento considerou 3,51 milhões de litros de diesel S10 registrados em 622 postos distribuídos pelo país. Os dados refletem transações reais de abastecimento, com nota fiscal vinculada, captando o impacto direto do reajuste na operação das transportadoras. O reajuste foi sentido de forma uniforme no território nacional. Contudo, o Nordeste liderou o ranking de alta, com +15,57%, puxado por Pernambuco (+18,32%), Tocantins (+18,30%) e Bahia (+17,78%). O Norte, amortecido pelo Amapá — único estado que manteve preço estável em R$ 6,90 — registrou o menor avanço, mas ainda assim expressivo: +12,20%.
Segundo Paulo Raymundi, CEO da Gestran, o impacto é considerado significativo. Isso porque um caminhão semipesado com tanque de 300 litros, que abastecia por R$ 1.724,01 em fevereiro, passou a gastar R$ 1.978,20 em março — uma diferença de R$ 254,19 por operação. Em frotas maiores, esse aumento ganha escala rapidamente. Por exemplo: em uma frota de 20 veículos, com dois abastecimentos semanais, o impacto supera R$ 198 mil ao ano, apenas considerando o reajuste de março.
Os dados indicam que muitas empresas anteciparam o abastecimento após o anúncio do reajuste. Em São Paulo, maior mercado da base, com 363 mil litros em fevereiro, o volume caiu para 248 mil litros em março — redução de 32%. Em Minas Gerais, a queda foi de 23%, e no Pará, de 38%. “O padrão sugere uma antecipação de abastecimentos no fim de fevereiro, antes da entrada em vigor do reajuste — comportamento típico de frotas com gestão ativa de custos”, explica Paulo.
O Nordeste apresenta o fenômeno mais intrigante da base de dados da Gestran: é simultaneamente a região com maior variação percentual (+15,57%) e aquela que abriga o estado de menor preço absoluto em março (Maranhão, R$ 5,89). A explicação está na heterogeneidade interna da região: enquanto Maranhão e Ceará mantiveram aumentos abaixo de 8%, Pernambuco (+18,32%), Paraíba (+17,05%) e Bahia (+17,78%) registraram os maiores reajustes do país.
Nova Frontier será híbrida plug-in – A picape totalmente nova Nissan Frontier Pro híbrida plug-in (PHEV) será exportada para diversos mercados globais da marca. As vendas começarão pela América Latina, sendo o México o primeiro mercado a receber o modelo, seguido por outras regiões. A Frontier marca a primeira vez que uma picape da Nissan oferece uma motorização eletrificada.
O modelo combina décadas de expertise e legado japonês da Nissan no segmento de picapes com a mais recente tecnologia de motorização do principal mercado mundial de veículos de nova energia, a China. A picape de cinco lugares, com proposta de uso duplo, foi projetada para famílias que buscam um veículo capaz de atender com conforto e eficiência tanto à condução urbana diária quanto às aventuras do fim de semana, além dos limites da cidade. A incorporação da picape ao portfólio da Nissan faz parte da estratégia futura e do amplo plano da marca para impulsionar uma vantagem competitiva sustentável em tecnologias de próxima geração.
Ela foi concebida a partir do conceito “Rugged Tech”, com um design exterior moderno que complementa um interior espaçoso e refinado. Para atender às exigências de desempenho dos clientes globais de picapes, o sistema PHEV combina um motor de quatro cilindros a combustão equipado com turbocompressor e um motor elétrico de alta potência integrado à transmissão.
Os detalhes técnicos completos serão confirmados posteriormente em cada mercado. O sistema híbrido plug-in oferece um equilíbrio atraente entre desempenho e eficiência. A análise de mercado para definir a motorização e as especificações mais adequadas para cada região ainda está em andamento. A Nissan Frontier Pro híbrida plug-in (PHEV) representa um novo passo na força da manufatura global da Nissan.
Vem aí o Sonic, primeiro SUV cupê da Chevrolet – A Chevrolet vem, há tempos, perdendo mercado. Hoje, embora seja a terceira colocada no ranking das montadoras brasileiras, ficando atrás da Fiat e da Volkswagen, ela tem uma participação de somente 10%. Agora, para tentar reverter essa situação, ela trará — a partir da primeira quinzena de maio — o Chevrolet Sonic. O modelo, por sinal, estreará mundialmente o logotipo atualizado da Chevrolet, com a gravata ligeiramente mais horizontalizada e o preto como cor predominante em todas as versões. A apresentação à imprensa será dia 7. O primeiro SUV cupê compacto da marca está sendo produzido em Gravataí, no Rio Grande do Sul. O Sonic virá para concorrer com o VW Tera, principalmente.
RAV4 híbrido full custará a partir dos R$ 317 mil – A Toyota acaba de relevar quanto cobrará pelo novo RAV4, cuja pré-venda começa em maio: a S e SX custarão, respectivamente, R$ 317 mil e R$ 349.290. Ambas as versões são híbridas, construídas sobre uma estrutura monobloco que teve reforços adicionais para reduzir vibrações. A motorização combinada gera 239cv de potência. O sistema híbrido full da Toyota é composto por um motor 2.5 de quatro cilindros que atua em conjunto com o motor elétrico principal por meio de uma transmissão continuamente variável para garantir respostas rápidas e desempenho consistente.
O veículo tem mais dois motores elétricos: o MG1, que também contribui para a recarga da bateria de íons de lítio, e o MGR, no eixo traseiro, responsável pela tração integral elétrica (AWD) e pela distribuição dinâmica de torque entre os eixos. A marca também divulgou que, segundo medição do Inmetro, o novo RAV4 registra médias de consumo de 15,3 km/l na cidade e 14,1 km/l na estrada, sempre com gasolina, o que garante as classificações A em eficiência energética e emissões.
O modelo conta com freios eletrônicos que trabalham em conjunto com o sistema regenerativo, equilibrando a frenagem hidráulica e elétrica para maximizar a recuperação de energia para a bateria, o que contribui diretamente para a eficiência do conjunto. O novo RAV4 conta com quadro de instrumentos digital de 12,3 polegadas, que oferece diferentes layouts personalizáveis, integrado às informações da central multimídia de até 12,9 polegadas na versão SX.
Em termos de segurança, a Toyota destaca o novo sistema de freios com controle eletrônico (AHB-C) e o sistema de controle cooperativo de direção, que sincroniza os movimentos de rolagem e inclinação da carroceria durante as curvas, melhorando a estabilidade e a resposta em mudanças de direção e contribuindo para segurança.
Nissan revela o elétrico Juke – A Nissan revelou o totalmente novo e totalmente elétrico Juke no Japão, mas focando na Europa. À medida que o mercado de veículos elétricos no Velho Continente continua a crescer, a Nissan baseia-se em seus 15 anos de liderança no segmento para atender a uma variedade de necessidades dos clientes enquanto navega por um ambiente complexo e competitivo.
Ágil e compacto, este primeiro Juke elétrico faz parte da estratégia mais ampla da Nissan de oferecer um trem de força eletrificado para cada tipo de cliente. Desde o seu lançamento, em 2010, o Juke capturou 1,5 milhão de clientes em toda a Europa, reformulando o segmento de crossovers compactos com seu design ousado e não convencional. O novo Juke mantém esse caráter ao mesmo tempo em que introduz um trem de força totalmente elétrico, apoiando a jornada da Nissan em direção à mobilidade de zero emissões.
Frota de elétricos muda a lógica do seguro – O mercado de veículos eletrificados no Brasil atingiu um novo nível em março de 2026. Segundo dados da Fenabrave, a federação que reúne dos distribuidores de veículos, o segmento de automóveis e comerciais leves elétricos e híbridos somou 40.009 emplacamentos no mês, representando uma alta de 42,48% em relação a fevereiro. No acumulado do primeiro trimestre, o volume chegou a 95.469 unidades, quase o dobro do registrado no mesmo período de 2025.
Para Hamilton Sobrinho, diretor da Regional Norte e Nordeste da Lojacorr Seguros, esse cenário traz transformações profundas para o cotidiano do corretor, especialmente no que diz respeito à aceitação de novas tecnologias e à precificação do risco. Um dos destaques do relatório é o domínio da empresa chinesa fabricante de veículos BYD, que detém 70,38% de participação no mercado acumulado de carros elétricos puros em 2026.
Sobrinho observa que a percepção das seguradoras sobre a fabricante chinesa mudou drasticamente. “A aceitação da BYD pelas companhias de seguro evoluiu muito rápido, de uma postura cautelosa para uma integração plena. Hoje, ela já não é mais vista como uma ‘marca entrante’, mas como líder absoluta”, afirma o diretor.
Apesar da consolidação, Sobrinho ressalta que a logística de reposição de peças ainda gera atenção no setor, embora a perspectiva seja otimista com a nova fábrica na Bahia e o ganho de escala nas vendas. Contrariando a expectativa de que o aumento da frota traria uma queda imediata nos preços, o cenário atual aponta para a manutenção ou elevação do ticket médio dos seguros.
O diretor da empresa elenca os fatores determinantes.
● Custo de reparação: a tecnologia especializada e o preço elevado das peças impulsionam os valores.
● Mão de obra: a necessidade de técnicos qualificados para lidar com sistemas de alta voltagem reflete diretamente no custo do seguro.
● Frequência de sinistros: o aumento nas taxas de colisão e roubos nas principais regiões do país pressiona a sinistralidade das carteiras.
Oportunidade para o corretor – Com os SUVs eletrificados representando agora 56,68% do subsegmento de utilitários em março de 2026, o papel do corretor torna-se ainda mais consultivo. Entender as particularidades de motorização (que no caso dos autos híbridos já representam 13.233 unidades da Toyota e 11.276 da GWM no acumulado do ano) é essencial para garantir a melhor cobertura e suporte ao cliente em um mercado que não para de crescer.
Linha 2026 do C3 – A Citroën, pertencente ao grupo Stellantis, apresenta boas novidades na linha 2026 do compacto C3. O hatch pequeno mais acessível do país passa a ser oferecido em versões que ganharam novos nomes: Live Go, Live Plus e Feel Plus, além de manter a topo de gama 1.0 MT XTR e a Turbo 200 AT YOU!. Entre os principais destaques na atualização está o investimento realizado pela marca nas três versões iniciais.
Os modelos passam a adotar pneus tecnológicos com menor resistência ao rolamento, desenvolvidos com nova composição de borracha, capaz de reduzir o atrito, gerando para o motorista uma melhoria no consumo de combustível, além de uma redução nas emissões e menor ruído de rodagem. Como resultado da mudança, as centrais de motor e freio também receberam nova calibração, garantindo um desempenho ainda melhor ao novo conjunto técnico. As alterações possibilitaram a entrada dos modelos Citroën C3 Live Go, Citroën C3 Live Plus e Citroën C3 Feel Plus no programa Carro Sustentável, criado dentro do programa Mover (Mobilidade Verde e Inovação) do governo federal. Com este avanço, Citroën C3 Live Go, Citroën C3 Live Plus e Citroën C3 Feel Plus obtêm a isenção de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).
“As versões Live Plus e Feel Plus passam a contar com conteúdos adicionais, enquanto a Live Go estreia com valor de R$ 76.990, mais de R$ 9 mil de desconto, posicionando-se inclusive com preço inferior ao já praticado até então”, destaca Pedro Silva, Head da Citroën para a América do Sul. O Citroën C3 Feel Plus agora conta com o painel de instrumentos digital em TFT de 7”, igualando este conteúdo em todas as versões Feel das três gamas da marca.
Para um conforto maior, a Feel Plus passa a ter como opcional o banco em tecido premium. Além dos pneus verdes, elas passam a contar com rodas diamantadas pintadas de 15” em preto. “A C3 Feel Plus, com os novos conteúdos, deve se tornar ainda mais estratégica na composição do mix na gama e ter uma boa performance, assim como ocorreu com a versão especial XTR, que hoje é a mais vendida dentro do portfólio”, reforça Pedro Silva. A versão Citroën C3 Live Plus passa a contar com barras longitudinais no teto, novidade que reforça o visual externo e confere uma proposta mais robusta ao modelo. Além disso, é oferecida a R$ 86.990, valor R$ 6.600 menor que o de tabela do modelo vigente até então.
Já a versão de entrada Live Go torna-se ainda mais acessível, com uma oferta especial no mês de lançamento, também R$ 9.600 menor que o valor de tabela, que a posiciona no valor de R$ 76.990. As três novas versões mantêm a motorização 1.0 Firefly com até 75 cv de potência, reconhecido na região graças à sua eficiência e economia comprovadas por milhões de quilômetros rodados a bordo de diferentes produtos da Stellantis.
Confira os preços da nova linha Citroën C3 2026
Citroën C3 Live Go – R$ 76.990
Citroën C3 Live Plus – R$ 86.990
Citroën C3 Feel Plus – R$ 90.590
Citroën C3 XTR – R$ 92.590
Citroën C3 YOU! – R$ 109.590
Mercado de motos bate recorde histórico – A Abraciclo, a associação que reúne os fabricantes de motos e similares, está festejando mais do que os 50 anos de existência. Celebra principalmente o fato que as vendas no primeiro trimestre de 2026 cresceram 20,6% e atingiram 571.728 unidades, recorde para o período na história do setor. A produção no Polo Industrial de Manaus (AM) chegou a 561.448 unidades, expansão de 12,1% em relação ao mesmo período do ano passado.
É o segundo melhor trimestre da série histórica, perdendo apenas para 2008. Tanto em produção quanto em vendas, foi o melhor março da indústria de motos. Foram produzidas 212.716 unidades e licenciadas 221.618 no mês, o que representa altas expressivas de 33,5% em relação ao mesmo mês de 2025 e de 29,2% em relação a fevereiro. Apesar dos números positivos do período e do mês, o executivo prefere ser cauteloso com relação a 2026, um ano que será marcado por Copa do Mundo e eleições, além de questões externas que no momento afetam a economia mundial.
“Estamos mantendo a meta de atingir produção de 2.070.000, um número já bastante expressivo”, explicou. Também as exportações estão em alta este ano. Foram 11,4 mil embarques no primeiro trimestre, crescimento de 18,6%. A meta do ano é a de também crescer na faixa de 4%, atingindo perto de 45 mil unidades.
Ex-motoristas criam app de transporte – Cansados das altas comissões cobradas por aplicativos de transporte, dois ex-motoristas decidiram criar, em 2019, uma alternativa própria. Surgiu o Rota77, que adota um modelo de mensalidade fixa: o motorista paga um valor mensal e fica com o restante das corridas. Plataformas como Uber e 99 cobram uma porcentagem sobre cada viagem. Hoje, o aplicativo está presente em mais de 130 cidades, reúne mais de 9,7 mil motoristas e realiza mais de 1,5 milhão de corridas por mês. O valor da assinatura varia de acordo com o porte da cidade, indo de R$ 105 em mercados menores até R$ 460 em operações mais maduras.
“Se o motorista faz 10 ou 500 corridas, paga o mesmo valor. O que muda é o quanto ele aproveita”, explica Oséias Santana, cofundador da plataforma. Para ele, o modelo oferece maior previsibilidade de ganhos e mais autonomia para quem depende da atividade como principal fonte de renda. A ideia nasceu da experiência direta dos fundadores. Oséias trabalhava como operador de máquinas em plantações de eucalipto, enquanto Carlos Henrique de Araújo era metalúrgico. Ambos começaram a dirigir para complementar a renda e logo perceberam as limitações do modelo tradicional. A decisão de empreender veio em Nova Mutum, no Mato Grosso, com poucos recursos e uma operação enxuta.
O crescimento do Rota77 foi orgânico, impulsionado por indicações e parcerias locais. A primeira expansão ocorreu em 2020, quando Carlos levou o aplicativo para São Borja, no Rio Grande do Sul. Hoje, cada cidade conta com um gestor local responsável por desenvolver a operação, atrair motoristas e adaptar o serviço às características da região. “No interior, as pessoas querem saber quem está por trás. Querem proximidade e confiança”, afirma Oséias.
O resultado é um crescimento consistente. Em 2025, a plataforma realizou mais de 15 milhões de corridas, um aumento de 61,48% em relação ao ano anterior. Diferentemente de modelos de franquia tradicionais, a empresa não foca na venda de unidades, mas no fortalecimento das operações locais. O investimento inicial para adquirir uma licença é a partir de R$ 900. O investimento direcionado a marketing e atração de usuários é responsabilidade do licenciado, que não é obrigado a investir um valor mínimo. Os ganhos dos licenciados vêm das mensalidades pagas pelos motoristas.
Aditivos automotivos: mitos e verdades – Presentes nas prateleiras de postos de combustíveis e lojas especializadas, os aditivos automotivos desempenham papel relevante na proteção dos sistemas do veículo. Quando utilizados corretamente, contribuem para melhorar o desempenho e prolongar a vida útil do motor. Ainda assim, o uso desses produtos segue cercado por dúvidas e informações equivocadas entre consumidores. Parte dos motoristas questiona a eficácia dos aditivos ou teme possíveis danos ao motor, o que reforça a importância de esclarecer como funcionam e em quais situações são indicados.
O papel deles – Para esclarecer essas questões, Arley Silva, gerente de Engenharia e Sucesso do Cliente da Promax Bardahl, marca especializada no desenvolvimento de aditivos e lubrificantes automotivos, explica pontos centrais sobre o tema e destaca o papel dos aditivos como aliados da manutenção preventiva. “Um dos mitos mais comuns é a crença de que o aditivo de combustível, por exemplo, serve apenas para corrigir problemas já existentes, como falhas na aceleração ou perda de potência. Na prática, sua principal função é preventiva. O produto atua na preservação do sistema de alimentação, evitando a carbonização em válvulas e bicos injetores, além de combater a oxidação do combustível e a corrosão interna”, afirma.
Mesma função? – Outra percepção recorrente é a de que todos os aditivos possuem a mesma função. No entanto, há produtos desenvolvidos para aplicações específicas, como a limpeza do sistema de combustível, a proteção do sistema de arrefecimento e a melhoria das propriedades do óleo lubrificante. A escolha adequada é determinante para garantir a eficácia do produto e evitar impactos no desempenho do veículo.
Aditivos de frasco – Também é comum ter dúvidas sobre a necessidade de utilizar aditivos de frasco quando o abastecimento já é feito com gasolina aditivada. “Embora o combustível aditivado contenha agentes de limpeza, a concentração presente nos produtos de prateleira, famoso aditivo de “frasquinho”, é mais elevada e formulada para promover uma limpeza mais profunda e contínua, contribuindo para que o motor opere no seu nível máximo de eficiência”, informa.
Estratégia econômica – Segundo o especialista, o uso regular desses produtos deve ser encarado como estratégia de economia no longo prazo. “Existe um mito de que o aditivo pode ‘soltar sujeira’ e provocar entupimentos. Na verdade, isso pode ocorrer somente em casos muito críticos e em motores que passaram longos períodos sem manutenção adequada”, pontua.
Arrefecimento e óleo lubrificante – Além do sistema de combustível, a manutenção preventiva envolve também o sistema de arrefecimento e o óleo lubrificante. “Aditivos para radiador são essenciais para evitar que a água ferva ou o líquido congele em ambientes muito frios, além de prevenir a corrosão. Já os aditivos para óleo reduzem o atrito entre as peças, contribuindo para maior durabilidade, especialmente no momento da partida, quando o desgaste tende a ser mais intenso”. Para finalizar, Arley ressalta que, “antes de utilizar qualquer produto automotivo, a recomendação é buscar orientação técnica e seguir as instruções do fabricante. Esse cuidado é essencial para garantir que os aditivos cumpram sua função de forma eficaz e segura”, conclui.
Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.
O Supremo Tribunal Federal (STF) incluiu na pauta do dia 28 de abril o julgamento de denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o pastor Silas Malafaia. Ele é acusado de injúria, calúnia e difamação por falas sobre generais do Exército durante manifestação bolsonarista.
O caso será analisado pela Primeira Turma da Corte em sessão presencial, após o ministro Cristiano Zanin retirar o processo do plenário virtual ao pedir destaque. Na prática, o julgamento vai recomeçar, permitindo discussão direta entre os ministros.
A acusação foi formalizada em dezembro do ano passado, com base em falas de Malafaia durante manifestação na Avenida Paulista, em abril. Na ocasião, o pastor se referiu a generais de quatro estrelas como “cambada de frouxos”, “omissos” e “covardes”.
Segundo a PGR, as declarações configuram os crimes de injúria, calúnia e difamação, com o agravante de terem sido dirigidas a autoridades públicas e amplamente divulgadas nas redes sociais. A denúncia teve origem em representação apresentada pelo comandante do Exército, general Tomás Paiva.
Em ato por anistia dos condenados pelo 8 de Janeiro, Malafaia afirmou: “Cadê esses generais de quatro estrelas, do Alto Comando do Exército? Cambada de frouxos, cambada de covardes, cambada de omissos. Vocês não honram a farda que vestem. Não é para dar golpe, não, é para marcar posição”.
Relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes já havia se manifestado a favor do recebimento da denúncia no plenário virtual. No entanto, o pedido de destaque zera o placar e reinicia o debate. No dia 28, o Supremo avalia apenas se há elementos suficientes para abertura de ação penal, sem entrar no mérito da culpa ou inocência do acusado. Caso a maioria acompanhe esse entendimento, Malafaia passará a responder como réu no processo
A defesa do pastor no processo pede a rejeição da denúncia ou, alternativamente, o reconhecimento da incompetência do STF para julgar o processo, com o envio do caso à primeira instância. Os advogados sustentam que Malafaia não citou nominalmente o general Tomás Paiva ou outro oficial, o que afastaria a configuração dos crimes contra a honra. O argumento é de que as declarações foram genéricas e proferidas no exercício do direito de crítica e da liberdade de expressão.
A defesa também sustenta que não há previsão constitucional para que uma pessoa sem cargo público seja processada originariamente no STF apenas por ter como suposta vítima uma autoridade militar
Ao Estadão, Malafaia havia classificado o processo como uma perseguição política e criticado o procurador-geral da República, Paulo Gonet, por denunciá-lo ao Supremo.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse neste sábado (18) que as pessoas não precisam ter medo de defender suas posições desde que sejam respeitadas as regras do jogo democrático. “Ninguém precisa ter vergonha de ser progressista ou de ser de esquerda. Ninguém precisa ter medo, no mundo democrático, de ser o que é e falar o que precisa falar, desde que se respeitem regras do jogo democrático estabelecidos pela própria sociedade”, pontuou.
Lula ainda elogiou o primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez por, segundo ele, ter tido a coragem de não ter permitido que aviões de guerra dos Estados Unidos saíssem da Espanha para atacar o Irã. As informações são do g1.
No mês passado, Sánchez foi pressionado pelo governo do presidente norte-americano Donald Trump a colaborar com a investida militar americana na região. O governo espanhol, contudo, se negou a autorizar o uso de bases militares americanas no país para atuar no conflito. Trump chegou a ameaçar cortar relações comerciais com o país europeu.
A declaração do petista foi feita durante a 1ª Reunião Mobilização Progressista Global, em Barcelona, na Espanha.
Extrema-direita e ‘mea culpa’
Em discurso inflamado, Lula fez críticas ao extremismo, mas também a ala progressista que, segundo ele, se “transformou no sistema”. Lula destacou avanços feitos pelos progressistas e reações contrárias, mas afirmou que esse segmento não conseguiu superar o pensamento econômico dominante.
“O projeto neoliberal prometeu prosperidade e entregou fome, desigualdade e insegurança. Provocou crise atrás de crise. Ainda assim nós sucumbimos à ortodoxia. Temos sido os gerentes das mazelas do neoliberalismo”, argumentou.
Lula citou também que governos de esquerda têm sido eleitos com discurso de ódio e praticam austeridade — política econômica que prioriza cortes de gastos públicos e contenção de despesas para equilibrar as contas. “Abrem mão de políticas públicas em nome da governabilidade. Nós nos tornamos o sistema. Não me surpreende agora que o outro lado se apresente como antissistema”, prosseguiu.
Lula acrescentou que os progressistas precisam ter como objetivo a coerência e que não podem falar “uma coisa e implementar outra” ou, ainda, “trair a população”. Em vários momentos, ele foi aplaudido pela plateia.
Segundo o presidente brasileiro, a extrema-direita soube capitalizar o mal-estar das promessas não cumpridas do neoliberalismo. “Canalizou a frustração das pessoas inventando mentiras e mais mentiras”, justificou. O petista afirmou, contudo, que, mesmo assim, é preciso, por parte da ala progressista, apontar o dedo para os verdadeiros culpados. Nesse contexto, Lula criticou bilionários e a meritocracia.
Ele salientou o risco do avanço da extrema-direita à democracia e citou o episódio no Brasil com a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro. “Nosso papel é desmascarar essas forças, desmascarar aqueles que dizem estar do lado do povo, mas governam para os mais ricos, que dizem ser patriotas, mas põem a soberania à venda e pede sanções para o seu próprio país”, justificou.
Antes de participar do fórum, Lula discursou na 4ª Reunião de Alto Nível do Fórum Democracia Sempre, quando criticou guerras e invasões promovidas por líderes mundiais. O presidente faz um giro pela Europa, que inclui além da agenda na Espanha, visitas a Alemanha e a Portugal.
O Irã anunciou neste sábado (18) que voltou a fechar o Estreito de Ormuz, após acusar os Estados Unidos de violações e do que chamou de “atos de pirataria e roubo marítimo”. A decisão representa uma nova escalada nas tensões no Oriente Médio, em um momento crítico para as negociações de cessar-fogo na região.
Um porta-voz da Guarda Revolucionária do Irã afirmou que o controle da passagem voltou ao estado anterior, fazendo referência ao bloqueio imposto por Donald Trump a portos iranianos no Golfo Pérsico. Teheran reforçou que o fechamento de Hormuz permanecerá até que Washington retire as restrições sobre a movimentação de navios que entram e saem do país.
A tensão aumentou ainda mais após lanchas armadas da Guarda Revolucionária do Irã abrirem fogo contra um navio petroleiro no Estreito de Hormuz. A informação foi divulgada pela Organização de Tráfego Marítimo do Reino Unido, que teria recebido um alerta do próprio capitão da embarcação atacada. Segundo relatos, os disparos aconteceram a partir de duas lanchas de ataque a cerca de 30 quilômetros da costa de Oman, sem nenhum aviso por rádio antes dos tiros. A organização informou que o navio e a tripulação estão em segurança.
Impacto no comércio global e negociações em andamento
O Estreito de Ormuz é uma via de navegação vital para o comércio global, por onde passa aproximadamente 20% do combustível de aviação mundial, sendo 69% destinado à Europa. O fechamento da passagem já está causando impactos significativos no tráfego marítimo da região, com navios petroleiros alterando suas rotas e muitos dando meia-volta, conforme observado em sistemas de monitoramento de navegação.
As tensões acontecem em um momento de expectativa para que Irã e Estados Unidos voltem à mesa de negociações antes do término do cessar-fogo, previsto para a próxima terça-feira. Donald Trump, em declarações recentes durante um evento na Casa Branca, afirmou que o diálogo com o Irã continua progredindo e que “boas conversas estão acontecendo”. O presidente americano também disse que o Irã “ficou um pouco fofo” nas negociações e garantiu que os iranianos “nunca mais irão usar o estreito como arma contra a economia mundial”.
A situação já começa a gerar preocupações além do setor petroleiro. Um consórcio com mais de 300 empresas do setor aéreo alertou que companhias aéreas podem ter que começar a cancelar voos europeus no final de maio por causa da escassez de combustível de aviação. Em comunicado, o grupo aconselhou que os governos preparem um plano para o caso de os aeroportos precisarem racionar o combustível. A Agência Internacional de Energia já havia apontado que a Europa tinha combustível de aviação suficiente para apenas cerca de seis semanas.
O deputado estadual e pré-candidato a deputado federal Izaias Régis (PSD) reafirmou, durante agenda em Terezinha, o compromisso com o desenvolvimento da cidade onde nasceu. Ao lado do prefeito Arnóbio Gomes (Republicanos), destacou a parceria e se colocou à disposição para contribuir com ações no município.
“Arnóbio, estou à sua disposição, para quando você quiser. O que eu puder fazer para participar do desenvolvimento da minha terra natal, que nunca neguei que sou daqui”, afirmou. Régis também mencionou a governadora Raquel Lyra (PSD), defendendo parceria para ajudar no desenvolvimento da cidade.
Nas redes sociais, Izaias reforçou o vínculo com a cidade e relembrou a trajetória do pai, Antônio Régis, ex-prefeito do município. “Voltar a Terezinha é voltar às minhas raízes, à minha história e ao legado que carrego com orgulho no coração. Foi aqui que meu pai, Antônio Régis, fez história como o primeiro prefeito”
O presidente estadual do PL em Pernambuco, Anderson Ferreira, participou de agenda em Xexéu durante a inauguração da Escola João Pereira Sobrinho e o anúncio de novos investimentos do Governo do Estado no município com a presença da governadora Raquel Lyra, do prefeito Thiago de Miel e do deputado federal André Ferreira, além de outras lideranças políticas. As informações são do Blog da Folha.
Durante o evento, Thiago de Miel anunciou seu retorno à base do governo estadual e declarou apoio à reeleição da governadora, em um movimento que reforça a nova configuração política no município.
Na ocasião, Anderson destacou a relação construída ao longo dos anos com Xexéu e com a atual gestão municipal, além de reconhecer a importância dos novos aportes anunciados pela governadora para a cidade. “O prefeito de Thiago de Mie e o povo de Xexéu conhecem de perto a nossa caminhada e sabe do compromisso que eu e André sempre tivemos com o município. Ficamos felizes em ver novos investimentos do governo do estado chegando, porque quem ganha com isso é a população, que espera por obras, estrutura e mais oportunidades”, afirmou Anderson Ferreira.
O clima de São João já começa a tomar conta de Caruaru. E para integrar a programação de ensaios juninos, o cantor, compositor e poeta pernambucano Flávio Leandro se apresenta no dia 29 de maio, a partir das 21h, no Espaço de Eventos Difusora. O show contará ainda com Josildo Sá e convidados. Os ingressos estão disponíveis através do site da Bilheteria Digital ou pelo telefone (81) 9 9198-2555.
Natural de Bodocó, Sertão do Estado, Flávio Leandro começou a compor ainda jovem, aos 13 anos. Em 1985, participou do festival “Sementes da Terra”, onde apresentou músicas autorais. Na década de 1990, integrou a Banda Raio Laser como vocalista. Seu primeiro álbum, “Travessuras”, foi lançado em 1997, seguido por “Brasilidade” (2000), que mescla elementos do forró pé-de-serra, além de outros trabalhos como “Forró Iluminado”. Suas composições já foram gravadas por nomes como Elba Ramalho, Alcymar Monteiro, Flávio José e Jorge de Altinho.
Manter ou não manter a chamada “taxa das blusinhas”? Eis a grande questão para o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em ano eleitoral. O que era um assunto tratado de maneira sutil passou a ser discutido abertamente no Planalto nos últimos dias.
O momento preocupa o governo. A menos de 6 meses do 1⁰ turno, Lula vê sua popularidade ruir enquanto o pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, aparece à frente em algumas pesquisas.
Ao instituir um imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 em agosto de 2024, o governo se desgastou com as classes C e D, que são as que mais consomem produtos nesta faixa de preço. Os produtos com valores de US$ 50,01 a US$ 3.000 são taxados em 60%, com uma dedução fixa de US$ 20 no valor total do imposto.
Além da cobrança federal, há a incidência de pelo menos 17% de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), de competência estadual. Essa tributação passou a ser feita em cima do e-commerce estrangeiro depois de muita pressão do varejo brasileiro, que argumentou haver uma concorrência desleal e acumular prejuízo com a isenção de produtos de fora.
A taxação criada com um caráter regulatório e para proteger a indústria nacional passou a ter um viés arrecadatório. Em 2025, o governo obteve R$ 5 bilhões com o imposto de importação sobre as comprinhas. Em 2026, a equipe econômica projeta superavit de R$ 3,5 bilhões. A eventual retirada da taxa impacta as contas públicas.
Divergência no governo
A ala política faz cálculos eleitorais. Os ministros José Guimarães (Relações Instituições) e Guilherme Boulos (Secretaria Geral da Presidência) abriram espaço para a revogação do tributo. Na última quinta-feira (16), Guimarães disse que seria “uma boa” acabar com o imposto.
No mesmo dia, o presidente interino, Geraldo Alckmin (PSB), voltou a defender a taxa ao dizer que ela é “necessária”. Na sua avaliação, a cobrança ajuda a preservar o emprego e a renda de trabalhadores brasileiros. A equipe econômica também é favorável à manutenção. Soma-se a isso a alta dependência do crescimento de receita para o governo fechar as contas.
O bate-cabeça sobre retirar ou manter a “taxa das blusinhas” é sinal do dilema vivido por Lula digno de uma tragédia shakespeariana. Qualquer decisão desagradará parte da sociedade e alguém levará a pior nessa história: seja o consumidor, seja o empresariado brasileiro.
A morte de um cinegrafista e uma repórter da equipe da Band em Minas Gerais, nesta semana, expõe riscos do acúmulo de função e da precarização do jornalismo, defenderam em nota a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais (SJPMG).
Na última quarta-feira (15), o repórter cinematográfico Rodrigo Lapa e a repórter Alice Ribeiro foram vítimas de um acidente de carro na rodovia BR-381, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, enquanto voltavam de uma pauta jornalística. Quem dirigia o carro era o próprio cinegrafista, o que configura acúmulo e desvio de função, na avaliação das entidades. Rodrigo morreu ainda no local e Alice teve morte cerebral confirmada na quinta-feira (16). Ela era mãe de um bebê de 9 meses.
“Profissionais responsáveis pela captação de imagens jornalísticas vêm sendo sobrecarregados com tarefas que não lhes cabem, como a condução de veículos, o que amplia significativamente os riscos, especialmente em rodovias perigosas e em jornadas exaustivas”, diz trecho da nota.
As entidades da categoria manifestaram pesar pelas mortes e prestaram solidariedade com familiares, amigos e colegas de trabalho. Porém, ressaltaram que o acontecimento acende alerta sobre as condições de trabalho no setor.
De acordo com a nota, apesar de os motivos do acidente ainda estarem sendo investigados, é importante destacar a constante situação de vulnerabilidade e risco em que os trabalhadores da área de jornalismo se encontram. A redução de equipes e a imposição da multifunção contribuem para esse cenário.
Fenaj e o SJPMG cobram a atuação do Ministério Público do Trabalho (MPT) para investigar as condições de trabalho nas empresas de comunicação. Também exigem medidas para garantir equipes completas e condições seguras para o exercício da atividade jornalística. “A defesa do jornalismo passa, necessariamente, pela valorização e proteção de quem o exerce”, encerra a nota.
Procurada pela reportagem da Agência Brasil, a Band ainda não se manifestou sobre as críticas das entidades. O espaço continua aberto a manifestações da empresa.
Logo mais, exatamente à meia-noite, este blog traz a primeira de uma série de pesquisas de intenção de voto para o Governo de Pernambuco encomendadas ao instituto Opinião, de Campina Grande. Foram aplicados dois mil questionários em 82 municípios das mais diversas regiões do Estado. Na segunda-feira, também à meia-noite, saem os números para as duas vagas ao Senado.
Agora é só aguardar e dormir um pouquinho mais tarde neste sabadão!
O ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) avaliará a possibilidade de ser candidato à Presidência da República de olho em pesquisas de intenção de voto e nas possibilidades de aliança que venham a ser costuradas pelo PSDB no âmbito nacional. Ciro esteve em Brasília nesta semana, onde recebeu a proposta do presidente do PSDB, deputado Aécio Neves (MG), para ser o candidato tucano ao Palácio do Planalto.
O anúncio teve o objetivo de incluir Ciro na disputa nacional, ou seja, fazer com que o nome de Ciro passe a figurar nas pesquisas que estão sendo feitas sobre a corrida presidencial. Segundo aliados próximos de Ciro, ele não descarta a possibilidade, mas a tendência, a contar pela atual conjuntura, é que ele permaneça no estado e se candidate ao governo em uma aliança com a direita. As informações são do PlatôBR.
Um dado que anima o entorno de Ciro é que grande parte dos eleitores pesquisados não se mostra refratária a mudar sua intenção de voto. Nesse caso, Ciro vê uma oportunidade de enfrentar a polarização entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tentará a reeleição a uma quarto mandato, e Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que foi lançado com o apoio do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ). Pesquisa da Genial/Quaest desta quarta-feira, 15, indicou que 43% das pessoas que optaram por votar em um ou outro candidato admitem que podem mudar de opção na urna.
Outro fator que também pode beneficiar Ciro é que, após ter participado de disputas nacionais, contra Lula e contra Bolsonaro, seu nome é o mais associado à chamada terceira via.
Outro fator que Ciro quer observar é o leque de alianças que sustentariam sua candidatura. Partidos como o PDT e o PSB, por onde ele passou, hoje estão no arco de alianças de Lula. Legendas como o União Brasil e Republicanos podem aderir à candidatura de Flávio Bolsonaro, representante da direita. E o PSD tem como candidato Ronaldo Caiado, ex-governador de Goiás.
Siglas como o MDB e o Podemos, que ainda se mantém neutras no cenário atual, seriam opção de busca para os tucanos. Será uma tarefa difícil conciliar os interesses regionais desses partidos com uma aliança nacional.