Na vastidão do sertão pernambucano, onde o sol castiga a terra e forja homens e mulheres de fibra, nasceu Magno Martins. De lá, ele trouxe a garra e a determinação que marcaram sua trajetória como jornalista.
Seu blog, que hoje comemora 18 anos, é prova viva de que a verdade, quando dita com coragem, encontra sempre um caminho para se fazer ouvir. Mais do que isso, é um veículo poderoso e extremamente influente também no Interior do Estado, da RMR ao Sertão mais longínquo.
Magno encara os desafios de frente, não se intimida com as ameaças dos poderosos. Matuto do Pajeú, traz em suas palavras a força de quem conhece a terra e a gente que a cultiva. Desde o início, foi um cabra determinado, destemido, que não baixa a guarda diante dos coronéis da política, sejam eles de calça ou de saia.
Com uma caneta afiada e um olhar atento, ele é o cronista do cotidiano político, o relator das mudanças que moldam nosso Estado e nosso País. Em cada texto, imprime sua marca: a de um jornalista que não teme a verdade, que não se cala diante das injustiças.
Seu blog não é apenas uma fonte de informação; é um espelho que reflete as verdades mais profundas do nosso cotidiano político. Com coragem e integridade, Magno conquistou a confiança de seus leitores, transformando-se em uma voz indispensável no cenário jornalístico.
Cada notícia, cada crônica, cada denúncia é fruto de um compromisso inabalável com a verdade. O blog do Magno Martins é, assim, uma janela aberta para a realidade. Um espaço onde a política é desnudada, onde as transformações são registradas com precisão e onde as revelações vêm à tona sem filtros.
Ao celebrar esses 18 anos, homenageamos não apenas o blog, mas o homem por trás dele. Magno Martins, com sua determinação e seu talento, sua paixão pelas suas origens nas terras de vidas secas, nos ensinou que o jornalismo é, acima de tudo, um ato de coragem.
Que venham muitos mais anos de sucesso, de luta e de histórias bem contadas. Parabéns, Magno! Que seu caminho continue iluminado pela verdade e pela justiça.
*Jornalista, publicitário, ex-secretário de Comunicação de Arcoverde
Faleceu, na madrugada desta segunda-feira (12), o poeta, filósofo e cineasta pernambucano Jomard Muniz de Britto, aos 89 anos. O velório de Jomard Muniz de Britto será realizado a partir das 10h, na capela do Cemitério de Santo Amaro, no Centro do Recife. O enterro está marcado para às 16h. As informações são do Diário de Pernambuco.
Jomard Muniz de Britto nasceu em 8 de abril de 1937, no bairro de São José, no Recife. O diretor e autor é conhecido por seu trabalho em obras como ‘O Palhaço Degolado’ e ‘Inventário de um Feudalismo Cultural’.
Filho da pernambucana Maria Celeste Amorim, Jomard era o primogênito e o único vivo entre cinco irmãos. Estudou estética com Ariano Suassuna, com quem posteriormente teve divergências intelectuais, e, ao longo da carreira, lecionou disciplinas como introdução à filosofia, teoria do conhecimento e estética.
No início dos anos 1960, se aproximou do cineasta baiano Glauber Rocha, que o convidou para passar uma temporada em Salvador. À Glauber, Jomard atribuía o despertar de seu interesse pela realização cultural. Em Pernambuco, passou a se destacar pela circulação entre diferentes áreas, como filosofia, cinema, literatura e música, além de desenvolver atividades como agitador cultural no estado.
O feriado nacional de Nossa Senhora Aparecida, celebrado nesta segunda-feira (12), reúne fiéis em missas, procissões e outras manifestações de fé em homenagem à padroeira do Brasil.
Em Pernambuco, as comemorações incluem atividades religiosas e culturais, com programações especiais nas paróquias do Recife, de outras cidades da Região Metropolitana (RMR) e da Mata Sul.
Na Arquidiocese de Olinda e Recife (AOR), cinco paróquias são dedicadas a Nossa Senhora da Conceição Aparecida: no bairro do Ipsep, na Zona Sul do Recife; em Bela Vista, em Vitória de Santo Antão; no Parque Capibaribe, em São Lourenço da Mata; no Janga, em Paulista; e em Vila Rica, em Jaboatão dos Guararapes.
Além dessas localidades citadas, no distrito de Juçaral, no Cabo de Santo Agostinho, também existe um santuário dedicado à santa padroeira nacional.
Confira os horários e as celebrações divulgados pelas paróquias para esta segunda-feira, de acordo com a programação disponibilizada.
Ipsep, Recife
5h – Missa presidida pelo padre José Amaro Neto 6h – Café da manhã paroquial 7h – Missa presidida pelo padre Adilson, dos Arautos do Evangelho 9h – Missa presidida pelo padre João Carlos Magalhães, com bênção das crianças 12h – Missa presidida pelo padre Kaio Duarte 15h – Missa presidida pelo padre Charles Araújo 16h30 – Grande procissão pelas ruas do bairro 18h – Missa de encerramento, presidida por dom Josivaldo Bezerra, bispo auxiliar da Arquidiocese de Olinda e Recife 20h – Programação cultural
Janga, Paulista
6h30 – Ofício e Ladainha 8h – Celebração eucarística com as crianças, presidida pelo padre Joelmir José 16h – Recitação do Santo Terço, com a participação da Paróquia de Santo Amaro 16h30 – Procissão com saída da Igreja Matriz de Santo Amaro 18h – Celebração eucarística presidida por dom Paulo Jackson
Vila Rica, Jaboatão dos Guararapes
9h – Missa 15h30 – Carreata com saída da Paróquia Nossa Senhora do Ó até a Capela da Conceição dos Médicos Em seguida – Procissão até a matriz, com encerramento em celebração eucarística
Parque Capibaribe, São Lourenço da Mata
7h – Celebração eucarística presidida pelo padre Deonilson Nogueira, da Paróquia São Lourenço Mártir, em São Lourenço da Mata 10h – Celebração eucarística presidida pelo padre Leandro, salesiano e reitor do Oratório do Horto, em Juazeiro do Norte (CE) 18h – Celebração eucarística presidida pelo padre Damião Silva, da Paróquia São Frei Pedro Gonçalves, no Marco Zero, no Recife Ao longo do dia – Alvorada, recitação do Ofício e procissão com a imagem de Nossa Senhora Aparecida Concentração na Capela de Nossa Senhora de Guadalupe, às margens do Rio Capibaribe
Juçaral, Cabo de Santo Agostinho 4h30 – Caminhada da Fé, com saída do Sítio Jaboatãozinho 7h – Cerimônia de bênção do novo manto de Nossa Senhora 8h – Café partilhado Durante todo o dia – Praça de alimentação e feira de artesanato 9h – Adoração ao Santíssimo Sacramento e recitação do Terço Mariano 10h – Missa Solene presidida por dom Fernando Saburido, arcebispo emérito de Olinda e Recife 12h – Almoço, com venda de refeições 13h30 – Caminho de Maria, com subida à Pedra do Arroz em oração 15h30 – Concentração e procissão pelas ruas de Juçaral 17h30 – Missa da chegada, presidida pelo padre Taciano Nascimento 19h – Show católico
Bela Vista, Vitória de Santo Antão
Alvorada festiva 6h – Saída dos romeiros da Capela de São Pedro em direção à matriz 7h – Santa Missa, presidida pelo padre Antônio Rendon, da Ordem dos Oblatos de Maria Imaculada (OMI) 10h – Missa Solene presidida por dom Josivaldo Bezerra, com bênção das crianças 16h – Santa Missa, presidida pelo padre Herbesson Luiz, da OMI Em seguida – Procissão com a imagem de Nossa Senhora Aparecida, seguida da bênção do Santíssimo Sacramento Encerramento – Apresentação musical de Beto e Companhia
A cidade de Jaqueira, na Mata Sul de Pernambuco, há 147 km do Recife, inaugura, nesta segunda-feira (12), dia de Nossa Senhora Aparecida, um santuário em homenagem a padroeira do Brasil e do município. No Alto da Boa Vista, acima da capela, está uma imagem de 13 metros de altura da santa, mas todo santuário chega a 16 metros.
Segundo a gestão municipal, a estrutura gigante durou cerca de um ano para ficar pronta, e agora, passa a ser destaque como ponto de fé e devoção para a comunidade católica na região. A imagem foi produzida em Petrolina, no Sertão do estado, sob a coordenação do escultor Ranilson Viana. Cerca de 20 pessoas trabalharam na construção, desde os estudos iniciais e a modelagem até a execução da estrutura metálica, o revestimento, o acabamento e a pintura, além do transporte, montagem e finalização no local.
Nesta segunda-feira (12), dia que marca a inauguração do santuário, uma programação religiosa será realizada no local. Às 16h, uma procissão com uma imagem de Nossa Senhora Aparecida sairá da Igreja Matriz, no centro do município, em direção ao santuário, que fica na Rua Projetada, s/n, no Alto da Boa Vista. Às 17h, haverá a missa de encerramento, seguida pela benção da imagem e inauguração do mirante e santuário. As informações são da CBN Recife.
Advogados especialistas em direito eleitoral avaliam que o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Kassio Nunes Marques não poderia ter derrubado a lista de transmissão no WhatsApp criada por André Janones (Rede-MG). Pouco depois, o corregedor-geral eleitoral Ricardo Villas Bôas Cueva, relator de ação, restabeleceu o canal.
Na avaliação dos juristas Fernando Neisser e Alberto Rollo, a decisão de Nunes Marques de derrubar todo o canal configurou censura prévia. Além disso, segundo Neisser, o ministro utilizou um procedimento administrativo, e não judicial, para tomar a medida, o que não seria adequado.
O presidente do TSE mandou suspender o “Exército de Lula” através de um processo administrativo no qual as plataformas digitais assinaram um plano de conformidade — uma lista de boas práticas que elas se comprometeriam a respeitar para evitar desinformação — para as eleições brasileiras.
“O plano de conformidade não diz respeito a condutas ou a episódios individuais. Esse é um processo administrativo ligado à necessidade de cumprimento de regras pelas plataformas. Para fazer uma comparação: é como se um juiz determinasse a apreensão do carro de uma pessoa dentro de um processo entre a Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT) e as empresas que possuem a concessão das estradas”, explicou Neisser, que é professor de direito eleitoral da FGV/SP.
O presidente do TSE reconheceu, no despacho, que o ‘Exército de Lula’ era tema de outro processo em curso na Corte e sob relatoria do corregedor-geral da Justiça eleitoral. Nunes Marques determinou a remessa da cópia do pedido de Flávio Bolsonaro e de sua decisão a Cueva “para as providências que entender cabíveis”.
Já Cueva, na decisão em que restabeleceu o funcionamento da lista de transmissão, defendeu que “a prudência institucional recomenda que a atuação administrativa não antecipe a solução” depois que uma ação é submetida “à apreciação jurisdicional do órgão competente”.
Outro problema apontado pelo advogado eleitoral Alberto Rollo foi de que a suspensão de todo o canal de transmissão foi um exagero por parte do magistrado. “O que o ministro falou na decisão é que o canal estava sendo utilizado para colocação de notícias sabidamente inverídicas. Então, o remédio que a resolução dá é tirar de circulação a determinada postagem. Não tudo. A suspensão do canal é censura”, diz.
Segundo Nunes Marques, a suspensão atinge a estrutura que Janones descreve como um “exército de ‘soldados’ que executam o que lhes é ordenado ‘sem examinar'”. O presidente do TSE também entendeu que o canal “se converteu em vetor de disseminação, em escala nacional, de conteúdos que esta Corte já reconheceu como desprovidos de lastro mínimo”.
“O que se afasta não é a mobilização de apoiadores, nem a crítica política contundente, nem o uso das redes sociais para pedir votos. É a utilização de estrutura de transmissão a milhões de pessoas, sob comando único, para replicar conteúdos que esta Corte já reconheceu como inverídicos, com instruções expressas para contornar as salvaguardas que o próprio provedor declarou adotar e a sua eventual atuação efetiva no caso concreto”, afirmou o ministro em seu despacho.
O caso, na avaliação dos juristas, precisa ser resolvido em plenário. O advogado eleitoral Eduardo Damian Duarte afirma que o Brasil tem visto um excesso de procedimentos judiciais com objetivos idênticos. “Isso acaba levando a parte a escolher o juiz da causa em detrimento da manifestação do plenário do tribunal. Esse é um problema que temos visto no Supremo Tribunal Federal também (STF)”, avalia.
Já Rollo aponta que a atuação do TSE e do STF nas eleições de 2026 está politizada “de parte a parte”. “Aquela decisão da ministra Estela Aranha de proibir a cadeira vazia no debate do primeiro turno da TV Globo também me pareceu exagerada. Ou seja, estão havendo decisões políticas dos dois lados”, defendeu o jurista que também defende que a suspensão da lista de transmissão de Janones deve ser analisada pelo plenário do TSE.
Raquel teve mais de 1 milhão de votos casados com Lula
Numa postagem de fim de semana, joguei uma nuvem de suspeitas sobre a postura de lealdade do PT e, principalmente, do senador reeleito Humberto Costa, com João Campos (PSB), derrotado pela governadora Raquel Lyra no primeiro turno. Ontem, recebi de um leitor números que comprovam que houve, verdadeiramente, uma baita traição.
Vamos aos números: na totalização pelo TSE, Raquel teve 2.805.438 votos e Flávio Bolsonaro 1.738.043 votos. Para sair vitoriosa, a governadora obteve 1.067.395 votos agregados aos votos de Lula, ou seja, essa legião de leitores casou o voto dado a Raquel com Lula e não com João, o que, na prática, põe abaixo o esforço do então candidato do PSB a governador em fazer uma campanha 100% dobrada com Lula.
Traduzindo: o apelo do candidato do PSB pelo voto casado com Lula só beneficiou o presidente e candidato à reeleição, porque o PT em Pernambuco fingiu que fez campanha para João. Humberto, o senador mais votado, saiu das urnas com mais votos do que João.
Recebeu 2.531.389 votos ante 2.360.469 votos, 170.920 votos a mais. Com exceção de Teresa Leitão, candidata à Casa Alta na chapa de Danilo Cabral em 2022, graças ao efeito Lula, em Pernambuco nunca um candidato a governador perdeu a eleição e seus senadores foram eleitos. Humberto chegou a ter mais votos do que Marília Arraes (PDT), que liderou todas as pesquisas até às vésperas da eleição.
Por que tal fenômeno? Humberto era o candidato não oficial de Raquel. Teve o apoio declarado em propaganda de 40 prefeitos leais a governadora, a começar por Rodrigo Pinheiro (PDT), de Caruaru, município que Raquel governou por dois mandatos. Humberto chegou a fazer campanha nesses municípios sem João. O que é isso se não traição?
Em Tabira, município governado pelo PT, seara do deputado federal reeleito Carlos Veras, também petista e integrante do grupo de Humberto, Raquel teve quase 12 mil votos e João pouco mais de mil votos. Já em Jurema, no Agreste, também de prefeito petista, Raquel teve 57% dos votos e João 42%. A mesma coisa Granito, também no Sertão, onde Raquel teve 60% e João 39%.
A política ama a traição e odeia o traidor, como dizia o saudoso Leonel Brizola.
RECIFE FALHOU – Dos 14 municípios que compõem a Região Metropolitana do Recife, João Campos venceu em apenas três: Recife, Olinda e São Lourenço da Mata. O desempenho na região ganhou peso na apuração por se tratar da principal área de influência política de João no Estado. No Recife, onde construiu sua trajetória política e administrou a cidade por cinco anos, o socialista buscava uma votação capaz de sustentar a candidatura estadual. O resultado, porém, ficou abaixo da força demonstrada em eleições anteriores para cargos disputados na capital, resultando em 49,94% dos votos ante 46,07% de Raquel.
Lula só bombou Raquel – Um dos principais elementos da campanha de João foi a associação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O apoio do presidente foi utilizado pelo socialista como uma das marcas da candidatura e ganhou ainda mais espaço na reta final da disputa. Em 25 de setembro, Lula participou de um ato de campanha em Pernambuco ao lado de João e a chapa da Frente Popular, o “time de Lula” no Estado. A presença do presidente ocorreu pouco mais de uma semana antes da votação, em uma tentativa de reforçar a candidatura na reta final, porém, não foi suficiente para alterar o resultado da disputa. Raquel acabou tendo mais de 1 milhão de votos casados com Lula.
Prefeitos aprovados transferem votos – Gestões bem-sucedidas são comprovadas em votos nas urnas. É o caso de Garanhuns, onde João bateu Raquel com 53% dos votos ante 44%, graças ao prefeito Sivaldo Albino (PSB), que goza de altíssima popularidade no município. Também é o caso de Araripina, capital do Ararípe. Ali, João teve 65% dos votos porque o prefeito Evilásio Mateus (PDT) tem um governo bem aprovado, em sintonia com os anseios da população.
Prefeito ruim puxa para baixo – No oposto, prefeito rejeitado pela população resulta em retumbante derrota a quem se alia. É o caso, por exemplo, do prefeito de Belém do São Francisco, Calby Carvalho (Republicanos). Ex-prefeito e já liderando as pesquisas para voltar em 2028, o socialista Gustavo Caribé deu 51% dos votos a João, mesmo enfrentando a máquina municipal. Cabrobó, no São Francisco, também reproduziu nas urnas o desgaste do prefeito, saindo João vitorioso no município com quase 50% dos votos.
No Pajeú, Itapetim e Carnaíba dão as maiores vitórias a João – Em Itapetim, a prefeita Aline Karina (PSB) deu a maior vitória a João Campos no Sertão do Pajeú: 63% dos votos. A gestora dá sequência a um projeto administrativo exitoso no município iniciado pelo ex-prefeito Adelmo Moura, que já governou o município por quatro mandatos. Berço imortal da poesia no Pajeú, Itapetim é, também, uma ilha de excelência em gestão pública. Karina foi secretária de Adelmo e se revelou também no comando do Governo Municipal. Itapetim bateu Carnaíba, terra também de uma gestão super competente, do socialista Berg Gomes, que sucedeu Anchieta Patriota, também extremamente aprovado em suas passagens pela Prefeitura.
CURTAS
SANHARÓ – Em Sanharó, no Agreste, o prefeito César Freitas (PCdoB) também mostrou sintonia com a população: deu a João 57,8% dos votos. Na campanha, resistiu a todo tipo de pressão para se alinhar ao projeto de reeleição da governadora. Mas Freitas, além de bom gestor, não conjunta o verbo trair.
ANGELIM – Outro prefeito extremamente correto e competente é Caíque, o Galeguinho (PSB), de Angelim, no Agreste Meridional. Proporcionou a João uma das vitórias mais retumbantes na região: 64% dos votos. O resultado é fruto da gestão por excelência que o município tem hoje depois de desastrosas experiências antes de Caíque chegar ao poder.
PETROLÂNDIA – Em Petrolândia, o prefeito Fabiano Marques (Republicanos) deu a maior vitória a João no Sertão de Itaparica: 55% dos votos. Fabiano teve outra expressiva e comemorada vitória: a chegada do seu filho Bruno à Assembleia Legislativa. Em Itaparica, João ganhou também em Floresta, com 55% dos votos.
Perguntar não ofende: Foi só atropelo de agenda o motivo para a Record cancelar o debate de ontem entre Lula e Flávio?
Uma declaração de Pablo Marçal dá a dimensão do que pode estar em jogo caso Flávio Bolsonaro (PL) vença a eleição presidencial no segundo turno. No domingo (4), durante a exibição do programa da BNTV Brasil, ao comentar o resultado do primeiro turno, o empresário, influenciador e aliado de Flávio afirmou que aceitaria até uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) em um eventual governo do senador e disse que, se fosse escolhido, iria “tocar o terror” na Corte.
“O que o Flávio falar, eu estou na guerra. Se o Flávio quiser me pôr de ministro do STF, eu também tenho o meu diploma de Direito, eu vou tocar o terror lá no STF”, afirmou.
A declaração ocorre poucos dias depois de Flávio convidar Marçal para integrar um eventual governo. Em 29 de setembro, o candidato afirmou que o influenciador poderia atuar nas áreas de empreendedorismo e mobilidade social e disse que os dois estavam “unindo forças” em uma coalizão. A informação foi confirmada pela assessoria de Flávio ao SBT News.
A indicação de um ministro do STF, no entanto, não depende apenas da vontade do presidente. O nome escolhido precisa ser submetido à sabatina e aprovado pelo Senado antes da nomeação. Embora Marçal tenha citado seu diploma de Direito ao se oferecer para uma vaga no STF, a Constituição exige que o indicado tenha entre 35 e 70 anos, notável saber jurídico e reputação ilibada.
Marçal, por sua vez, teve o registro de candidatura à Presidência indeferido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em setembro e foi declarado inelegível até 2032. Ele foi condenado pela Justiça Eleitoral de São Paulo por ofertar gravações de vídeos para vereadores e prefeitos em troca de doações em dinheiro durante as eleições municipais de 2024.
Além disso, o Ministério Público Federal (MPF), que pediu ao TSE o indeferimento da candidatura, apontou que Marçal não estava filiado ao PRTB em abril de 2026, quando terminou o prazo legal para a definição partidária. Segundo o MPF, ele ainda estava filiado ao União Brasil. Marçal diz aceitar “qualquer coisa”
Na mesma participação na BNTV Brasil, Marçal afirmou que está disposto a assumir diferentes funções em um eventual governo de Flávio. Ao citar a possibilidade de comandar uma estrutura de “Superinteligência”, disse: “Se ele quiser me colocar para ser o ministro da ‘Superinteligência’, se quiser me colocar para qualquer coisa eu estou dentro.”
A declaração reforça a disposição de Marçal de participar da administração caso Flávio seja eleito. A vaga no STF, porém, foi citada pelo próprio empresário como uma possibilidade, condicionada à vontade do candidato.
O que está em jogo no STF
A fala de Marçal acontece enquanto o entorno de Flávio discute abertamente mudanças na relação entre o governo e o Supremo.
Na última terça-feira (6), a jornalista Daniela Lima informou que integrantes da campanha de Flávio tratam o impeachment de ministro do STF como um possível marco de um eventual governo. A informação foi divulgada no programa Pulso Político, do UOL.
O coordenador da campanha, Rogério Marinho (PL-RN), também vem defendendo mudanças na atuação do Senado em relação a eventuais processos contra ministros da Corte. Nesta terça, após reunião com Edson Fachin, disse que o Senado não se omitirá diante de possíveis crimes de responsabilidade cometidos por integrantes do Supremo.
A composição futura do tribunal também está em disputa. O próximo presidente poderá preencher quatro vagas no STF ao longo do mandato.
A plataforma Meta – que controla Facebook, Instagram e Whatsapp – alegou que “problemas técnicos” foram responsáveis pela redução do alcance de postagens ligadas à campanha do candidato à presidência da república Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Ao mesmo tempo, a plataforma sediada nos Estados Unidos (EUA) afirma que são falsas as alegações da campanha de Lula que sustenta que a Meta estaria beneficiando as postagens do candidato Flávio Bolsonaro (PL) nas redes sociais.
“As alegações são simplesmente falsas e não encontram respaldo nos fatos. Muitos dos problemas técnicos mencionados não afetaram exclusivamente o Brasil ou contas específicas nas nossas plataformas. Cumprimos com as normas eleitorais e estamos comprometidos com a isonomia do uso das nossas plataformas por todos”, diz nota da Meta.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a Agência Nacional de Proteção de dados (ANPD) foram acionadas pela campanha do PT, que alega “fortes suspeitas de tentativa de interferência no processo eleitoral brasileiro em benefício da candidatura de Flávio Bolsonaro”.
“A empresa alega que essa ‘falha’ afetou outros anunciantes e mercados, mas não trouxe qualquer evidência disso, muito menos de que esse problema tenha afetado também outros candidatos no Brasil. Mais uma vez, afirma a META, foi um ‘problema técnico’”, diz o comunicado da campanha.
O TSE deu prazo de 48 horas para a Meta explicar as acusações da campanha de Lula. Levantamento da Secretaria Nacional de Comunicação do PT aponta que a página do senador Flávio Bolsonaro tinha, em média, 2,96 vezes mais engajamento que a de Lula, mesmo tendo 17,2% de seguidores a menos.
“Procurada, a Meta reconheceu a falha e, outra vez, apontou ‘problemas técnicos’ como motivo”, diz a nota do PT, acrescentando que “essas ações interferem diretamente em avanços como o fim das BETs, da escala 6×1, além do chamado “tesouraço” contra programas sociais”.
Meta e Trump
Após o presidente dos Estados Unidos (EUA) Donald Trump assumir novo mandato na Casa Branca, em janeiro de 2025, o dono da Meta, Mark Zuckerberg, anunciou que trabalharia ao lado do político republicano contra países ou governos que defendessem alguma regulação das redes sociais.
O uso ou manipulação de plataformas digitais para direcionar conteúdos e informações durante processos eleitorais tem sido alvo de processos judiciais e debates em todo o mundo.Um dos casos mais famosos envolveu a empresa Cambridge Analytica, que colheu dados de dezenas de milhões de usuários do Facebook, para direcionar informação de campanha durante as eleições presidenciais dos EUA de 2016, quando Trump foi eleito a primeira vez, assim como a favor da campanha do Bretix, no Reino Unido.
Em março de 2018, o Facebook Inc., atual Meta, reconheceu “falhas” no sistema que permitiram a coleta em massa de informação usada pela Cambridge Analytica nas campanhas.Em julho de 2019, a Meta (na época, ainda Facebook Inc), foi obrigada a pagar uma multa de US$ 5 bilhões imposta pela Comissão Federal de Comércio (FTC, na sigla em inglês) dos EUA por supostamente “enganar” usuários sobre a capacidade de controlar a privacidade das informações.
Um tutorial ensinando a ampliar o alcance de um post. Um pedido para que a militância não desanimasse depois do primeiro turno. Um vídeo gravado com Lula. E muitos convites para trazer mais gente.
Foi isso que a reportagem encontrou no Exército do Lula, canal de WhatsApp criado pelo deputado André Janones (Rede-MG), antes de ele sair do ar neste domingo (11). Do outro lado da tela, 3,3 milhões de pessoas. Atores, cantores, influenciadores, professores, aposentados, eleitores que queriam ajudar na campanha de Lula e buscavam instruções.
Para a campanha de Flávio Bolsonaro (PL), essas pessoas agiam como robôs. É o que diz o pedido entregue ao Tribunal Superior Eleitoral. Segundo ele, os inscritos eram orientados a replicar mensagens em massa, “como robôs”.
A acusação parte de uma ideia curiosa sobre o eleitor. Supõe que 3,3 milhões de brasileiros receberiam qualquer mensagem e a espalhariam sem ler, sem ouvir, sem questionar, como máquinas. É subestimar a capacidade de milhões de pessoas de pensar por conta própria. O presidente do tribunal, Kassio Nunes Marques, primeira indicação de Jair Bolsonaro ao Supremo, aceitou a tese e mandou a Meta desligar o canal em três horas.
A campanha acusava o canal de espalhar boatos contra Flávio e de distribuir “missões” de compartilhamento em massa. As missões estavam lá, mas tinham outro objetivo. Pediam aos seguidores que chamassem mais gente para o canal. Os boatos, a reportagem não encontrou. A campanha afirma que foram apagados.
O canal ainda estava em formação. Janones avisava que só a partir desta segunda-feira (12) começaria a postar conteúdo de campanha para ser divulgado. A derrubada veio na véspera.
Durou poucas horas. No início da tarde deste domingo (11), o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, restabeleceu o Exército do Lula, com novas publicações e novos seguidores liberados. Para ele, a campanha de Flávio não apresentou provas suficientes, e eventuais posts irregulares não justificam calar o canal inteiro.
Em 2022, o próprio Kassio pensava o oposto do que decidiu neste domingo. Ao votar no Supremo contra a resolução que criou a suspensão de canais, chamou a medida de “verdadeira censura prévia de conteúdo”. Quatro anos depois, aplicou a medida que condenou.
Só depois que a derrubada virou comoção nas redes que a assessoria de Flávio divulgou um documento para se justificar. O argumento central é uma frase de Janones numa live, dizendo que a militância poderia “agir igual um robô” por quinze dias. A frase existe. Mas uma figura de linguagem não transforma 3,3 milhões de pessoas em robôs, e o documento não explica por que um canal que mal tinha começado precisava ser calado.
No dia 1º de outubro, Flávio abandonou o debate da Globo dizendo que não iria “compactuar com censura”. Dez dias depois, pediu e quase conseguiu calar um canal antes mesmo de ele começar a falar.
Na Paulista, Lula resumiu. “Eu acho um absurdo.” O corregedor pediu que o caso seja analisado em plenário em caráter urgente, preferencialmente em 24 horas.
O ex-candidato a deputado estadual Raffiê Dellon (PL) promoveu, ontem (10), uma carreata em apoio à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro, pelas principais ruas de Caruaru, no Agreste pernambucano. Nas eleições deste ano, ele recebeu 13.978 votos no município e não conseguiu se eleger, ficando como segundo suplente do partido. Dellon anunciou também a realização do “Bloquinho do 22”, previsto para o próximo sábado (17), no município.
Desde o primeiro turno, Dellon tem organizado ações de mobilização em apoio ao candidato, como panfletagens, adesivaços e buzinaços. Segundo os resultados oficiais da apuração, Flávio Bolsonaro obteve 40,23% dos votos válidos em Caruaru no primeiro turno, percentual superior ao registrado em Pernambuco (30,85%) e no Nordeste (30,85%). A partir disso, ele espera ampliar a votação no segundo turno.
O corregedor do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Ricardo Villas Boas Cueva, suspendeu a decisão do presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, que, mais cedo, determinou a derrubada do canal “Exército de Lula”, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). Na decisão, Cueva determina o retorno provisório do canal. Agora, palavra final caberá ao plenário da Corte.
“Nesse contexto, e considerando que a suspensão integral do canal foi determinada antes da conclusão das diligências destinadas à regularização da instrução probatória, entendo necessário restabelecer provisoriamente seu funcionamento, até que o Plenário desta Corte examine a controvérsia, sem prejuízo de reavaliação diante de elementos supervenientes que justifiquem providência mais restritiva”, argumentou o corregedor.
De acordo com o ministro do TSE, “a suspensão integral de um canal exige demonstração da extensão e da reiteração das condutas, de sua efetiva vinculação ao meio de comunicação atingido e, especialmente, da insuficiência de providências menos restritivas, dirigidas às publicações individualizadas”.
Derrubada de canal
Na manhã deste domingo, o ministro Nunes Marques determinou a suspensão do canal de WhatsApp “Exército do Lula”. A decisão atendeu a um pedido feito pelo candidato à Presidência senador Flávio Bolsonaro (PL) e valia até o fim do segundo turno das eleições presidenciais.
A decisão também determinava que o Facebook, empresa que gere o WhatsApp no Brasil, apresentasse um relatório com todas as mensagens publicadas no canal e a existência de outros canais criados ou administrados, desde 5 de outubro, pela conta de Janones.
O despacho assinado pelo presidente da Corte eleitoral ainda declarava a mobilização de Janones como “lícita” e considerava que a estrutura estivesse sendo usada para “fins ilícitos, entre os quais a difusão coordenada de fatos sabidamente inverídicos em desfavor de candidato”.
Neste domingo (11), organizações de estudantes, movimentos sociais, partidos políticos, torcidas de futebol e grupos culturais realizam um grande ato em apoio à eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A mobilização teve início às 14h, partindo do Parque 13 de Maio, bairro da Boa Vista, área central do Recife.
O ato conta com manifestações artísticas, panfletagem de materiais para os transeuntes do entorno e falas de lideranças políticas. Com a defesa da candidatura à eleição de Lula, o ato também levanta bandeiras em defesa da democracia, da educação pública e dos direitos sociais.
Entre os presentes estão a deputada estadual Rosa Amorim (PT), eleita para a Câmara dos Deputados, a vereadora do Recife Liana Cirne (PT), também eleita deputada federal, e Jones Manoel (PSOL), segundo candidato a deputado federal mais votado em Pernambuco. Participam ainda os deputados estaduais Dani Portela (PT) e João Paulo (PT), reeleitos para a Assembleia Legislativa de Pernambuco, e o ex-vereador de Olinda Vini Castello (PCdoB), eleito deputado estadual. O ato conta ainda com a presença do senador reeleito Humberto Costa (PT) e do ex-vereador do Recife Ivan Moraes (PSOL), que concorreu ao Governo de Pernambuco.
A manifestação é a culminância de uma semana de articulações e encontros realizados em todo o estado por partidos políticos e movimentos sociais. Nos últimos dias, foram realizados grandes encontros em universidades como a UFPE, UPE, UFRPE e Unicap, como forma de mobilização da juventude para os próximos passos da campanha.