











O ex-deputado federal e pastor evangélico Cabo Daciolo se filiou ao partido Mobiliza para lançar sua candidatura à Presidência. O anúncio foi feito por Daciolo em suas redes sociais nesta sexta-feira (3) ao lado do presidente nacional da sigla, Antônio Carlos Massarolo, e de outros correligionários.
Na postagem, na qual compartilhou uma imagem da sua ficha de filiação ao Mobiliza, o ex-deputado escreveu o lema “Cabo Daciolo 2026” e fez referência a um versículo bíblico que diz “quando os justos governam, o povo se alegra”. O anúncio acontece oito anos após Daciolo ser candidato à Presidência em 2018, durante o pleito que elegeu o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). As informações são do jornal O Globo.
Leia maisNa época, a popularidade entre os eleitores se deu pelo famoso jargão “Glória a Deus” do parlamentar, que defendia os preceitos cristãos durante a campanha e ia aos debates contra os adversários sempre com uma Bíblia Sagrada. Ao final do pleito, Daciolo obteve 1,26% dos votos válidos e ficou em sexto lugar na disputa, à frente de nomes como Henrique Meirelles (MDB), Marina Silva (Rede) e Álvaro Dias (Podemos).
Interessado em voltar a disputar o Planalto neste ano, ele enfrentará uma eleição em que os votos dos evangélicos serão disputados pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) e pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Vamos lutar pela soberania nacional. Chega do imperialismo norte-americano e chinês. Sou nacionalista, trabalhista e patriota”, disse ao Globo.
No anúncio, Daciolo também adiantou a escolha de Ricardo Rocha como o indicado para assumir a pasta dos Esportes em seu eventual governo. O ex-jogador foi o zagueiro da Seleção quando o Brasil conquistou o tetracampeonato da Copa do Mundo em 1994. Ele também atuou como zagueiro e capitão do Vasco entre 1994 e 1996.
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A temporada 2026 da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém chega ao seu encerramento amanhã (4), com a expectativa de receber cerca de 8 mil espectadores na última noite de apresentações. Ao longo da programação, o espetáculo já atraiu aproximadamente 40 mil pessoas até quarta-feira, segundo dados divulgados pela direção.
O público que percorreu as muralhas do maior teatro a céu aberto do mundo foi movido por diferentes motivações. Muitos vieram pela fé, em busca de vivenciar de forma intensa os últimos momentos da vida de Jesus Cristo. Outros, atraídos pela grandiosidade da encenação, pela qualidade artística e pela tradição cultural que o espetáculo representa.
Leia maisMais do que uma montagem teatral, a Paixão de Cristo de Nova Jerusalém reafirma, a cada ano, seu papel como um dos principais eventos culturais do país, projetando o nome de Pernambuco para além das fronteiras nacionais. A grandiosidade da produção e a repercussão do evento contribuem diretamente para fortalecer a imagem do estado no cenário turístico e cultural.
Além do impacto simbólico e cultural, o espetáculo também exerce forte influência na economia local e regional. Durante a temporada, há um aumento significativo na movimentação de hotéis, restaurantes, transporte e comércio, gerando emprego e renda e impulsionando o turismo no Agreste do Estado.
Neste ano, a edição prestou homenagem a Plínio Pacheco, idealizador do espetáculo e responsável por transformar Nova Jerusalém em um dos maiores símbolos do teatro brasileiro. A reverência ao seu legado reforça a importância histórica e cultural da Paixão de Cristo.
Os ingressos para a temporada 2026 podem ser adquiridos através do site oficial: www.novajerusalem.com.br em até 12 vezes no cartão ou nas bilheterias em até seis vezes.
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O Palácio do Planalto oficializou nesta sexta-feira (3) a exoneração dos ministros do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), Geraldo Alckmin (PSB), e da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffman (PT).
Ambos pretendem disputar cargos nas eleições de outubro deste ano. Alckmin, que segue como vice-presidente da República, deve tentar a reeleição ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Hoffman pretende disputar uma vaga no Senado Federal pelo Paraná. As informações são da CNN Brasil.
Leia maisNo total, 17 ministros foram exonerados nesta semana. Dessas pastas, 14 já estão sob novo comando. Ainda não há confirmação de quem vai assumir a chefia do MDIC, da Secretaria de Relações Institucionais e do Ministério do Empreendedorismo.
Márcio França (PSB), agora ex-ministro do Empreendedorismo, chegou a ser cotado para assumir o cargo de Alckmin no MDIC, mas foi exonerado para tentar uma vaga no Senado por São Paulo.
A CNN mostrou que França deve se reunir com Fernando Haddad (PT) na próxima semana para definir sua participação no palaque com o ex-ministro da Fazenda em São Paulo.
As movimentações na Esplanada foram anunciadas por Lula em reunião ministerial na última terça-feira (31). Um dos nomes, porém, desistiu de sair da pasta para se candidatar nas eleições: Wolney Queiroz, que seguirá no comando a Previdência Social. Por lei, os ministros são obrigados a deixar a função que exercem no governo seis meses antes do pleito. Neste ano, o prazo termina amanhã (4).
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Como este blog antecipou, o empresário Flávio Rocha, assinou ficha de filiação ao Novo para disputar o Senado Federal pelo Rio Grande do Norte.
Ex-deputado federal por dois mandatos no estado, o dono da Riachuelo já havia transferido, nesta semana, seu domicílio eleitoral de São Paulo para o Rio Grande do Norte.
Por UOL
A Justiça condenou o estado do Paraná a pagar indenização por danos morais ao jornalista e colunista do UOL Leonardo Sakamoto após ele ter se tornado, de forma ilegal, alvo da polícia. A decisão foi proferida na última terça-feira pela juíza Ana Lúcia Penhabel, do Juizado Especial da Fazenda Pública de Nova Esperança (PR), região de Maringá.
O governo do Paraná, ao qual a Polícia Civil está subordinada, terá que pagar R$ 10 mil a título de indenização. O Estado ainda pode recorrer da decisão.
Leia mais“A indevida vinculação da identificação do autor a mandado de prisão emitido contra terceira pessoa configura grave violação à sua dignidade, honra e liberdade”, afirma a sentença. “Especialmente diante da possibilidade concreta de privação indevida de sua liberdade.”
Sindicância conduzida pelo Poder Judiciário apontou que a polícia paranaense havia inserido o CPF de Sakamoto na ficha criminal de uma mulher de 27 anos. Quando ela foi condenada por assassinato, os dados foram distribuídos nacionalmente através do Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
A ação da polícia fez com que o jornalista passasse a ser procurado por homicídio em território nacional.
Com isso, foi parado duas vezes por policiais militares em São Paulo, no dia 7 de junho do ano passado, quando estava se deslocando de sua casa para o UOL. Isso ocorreu porque a placa do seu veículo, vinculada ao seu CPF, foi identificada pelas câmeras do sistema de segurança.
Na segunda abordagem, os agentes apontaram fuzis e armas, o que seria o protocolo para foragidos por homicídio. Nesses casos, policiais são orientados a tratar o suspeito como se fosse de alta periculosidade.
O então secretário da Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, telefonou para Sakamoto para verificar a situação. Dias depois, os dados do jornalista foram excluídos da base de procurados, mas foi recomendado a ele que evitasse se deslocar pela cidade por um tempo, uma vez que câmeras poderiam, novamente, transformá-lo em alvo.
A inserção ilegal dos dados do jornalista ocorreu em outubro de 2017 no Paraná. O Poder Judiciário do estado chegou a detectar a inclusão e a corrigiu. Mesmo assim, em despachos posteriores, o CPF de Sakamoto voltou a aparecer, sem explicação. Nenhum dos 11 dígitos do documento da mulher condenada coincide com os do jornalista.
O que diz a defesa de Sakamoto
“A decisão é importantíssima, porque ela não nega o problema e o trata como se fosse um episódio pontual. O primeiro passo para corrigir qualquer problema é reconhecê-lo, o que a decisão faz. A insegurança jornalística não será resolvida hoje ou amanhã, mas reconhecê-la é o primeiro passo para uma sociedade mais justa”, afirma Davi Tangerino, advogado de Sakamoto no caso. “Só depois que o Estado faz isso é que ele abre uma mesa para discussão e melhorias”, conclui.
Na época em que a troca de dados ocorreu, o jornalista fazia críticas públicas à condução da operação Lava Jato, sediada no Paraná. “A condenação é importante para que governos mostrem que, de fato, estão preocupados com a liberdade de imprensa. O caso mostra como é fácil colocar em risco a vida de um jornalista com apenas alguns dados e acesso ao sistema”, afirmou Sakamoto.
O UOL procurou o governo do Paraná para solicitar posicionamento, mas não obteve retorno. O espaço segue aberto.
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O administrador do Sol Nascente/Pôr do Sol, em Brasília, Cláudio Ferreira, que estava à frente da administração daquela cidade desde 2022, deixou o cargo oficialmente ontem (2).
A saída, alinhada com a governadora Celina Leão, marca o início de sua pré-campanha para deputado distrital pelo partido Democrata.
Por Estadão Conteúdo
O Congresso Nacional converteu em lei apenas 23% das medidas provisórias do terceiro governo Lula (PT). É a menor taxa registrada desde a Emenda Constitucional 32, de 2001, que proibiu a reedição de MPs e fixou prazo máximo de 120 dias para cada medida, encerrando a prática de manter normas provisórias em vigor indefinidamente por renovação automática.
Os dados são do levantamento do Ranking dos Políticos com base na plataforma oficial do Planalto e mostram que o principal instrumento legislativo do Executivo federal perdeu eficácia ao longo das últimas duas décadas, independentemente do partido no poder.
Leia maisDas 192 MPs editadas por Lula no terceiro mandato, 38 foram convertidas em lei. Outras 26 ainda estavam em tramitação no fechamento do levantamento. Das 166 com desfecho definido, 128 – ou 77% – não chegaram a se tornar lei. Na maior parte dos casos, o mecanismo foi a caducidade: o prazo máximo de 120 dias, composto por dois períodos consecutivos de 60 dias, se encerrou sem que o Congresso deliberasse sobre o texto.
Ao não pautar uma MP dentro do prazo, o Congresso a barra sem assumir o custo político de uma rejeição formal. O estudo descreve o fenômeno como “veto silencioso”, estratégia que se consolidou nos últimos anos e permite ao Legislativo exercer poder concreto sem confronto direto com o Executivo.
A série histórica levantada pelo Ranking dos Políticos começa no período pós-EC 32 do segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso, que abrange o último ano e meio de seu governo: 102 MPs editadas, 84 aprovadas, taxa de 82,3%. No primeiro mandato de Lula, de 2003 a 2006, o índice subiu para 90,4%, o mais alto do período analisado: das 240 MPs editadas, 217 foram aprovadas. A partir daí, a tendência geral é de queda.
No segundo mandato, a taxa recuou para 83,2%, com 149 aprovações em 179 MPs editadas. No primeiro governo de Dilma Rousseff, caiu para 74,4%, com 108 aprovações em 145 MPs. No segundo mandato dela, encerrado pelo impeachment, o índice foi de 78%, com 46 aprovações em 59 MPs editadas. Michel Temer registrou 75%, com 108 aprovações em 144 MPs e Jair Bolsonaro chegou a 68,3%, com 194 aprovações em 284 MPs editadas, o maior volume do período, parcialmente explicado pelo uso intensivo do instrumento durante a pandemia de Covid-19.
O contraste com o período anterior à reforma constitucional é ainda mais expressivo. No governo Fernando Collor, o Plano Collor foi implementado por meio de 17 medidas provisórias, incluindo o confisco da poupança. Todas foram aprovadas pelo Congresso sem alteração de nenhum dispositivo, retrato de uma época em que o Executivo legislava com quase nenhuma resistência parlamentar.
O levantamento aponta dois fatores estruturais para a reversão desse padrão. O primeiro é o fortalecimento orçamentário do Parlamento, em especial após a institucionalização das emendas parlamentares impositivas, que deram a deputados e senadores capacidade de entrega direta de políticas públicas em suas bases eleitorais, reduzindo a dependência da intermediação do governo federal.
O segundo é a polarização política iniciada nas eleições de 2014, que fragmentou coalizões tradicionais, culminou no impeachment de Dilma Rousseff e produziu um ambiente de desconfiança persistente entre os Poderes.
A isso se soma uma mudança de comportamento dos próprios presidentes. A partir do segundo mandato de Lula, os governos passaram a recorrer com mais frequência a outros instrumentos legislativos, como projetos de lei, propostas de emenda constitucional e projetos de lei complementar, enviados pelo próprio Executivo ou por líderes dos partidos da base. As MPs foram deixando de ser a principal via de produção legislativa do Executivo.
O processo se acentuou após 2022. A disputa polarizada entre Lula e Bolsonaro produziu um Congresso heterogêneo, com parcela da bancada estruturalmente inclinada à oposição ao Executivo eleito, não por estratégia conjuntural, mas por composição eleitoral.
O estudo conclui que o presidencialismo brasileiro preserva sua capacidade de ação, mas o centro decisório se deslocou. A medida provisória, instrumento que na origem simbolizava a força unilateral do Executivo, passou a medir a capacidade de cada governo de entrar em consenso com o Parlamento antes de agir.
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O deputado federal Fernando Monteiro (PSD) reforçou o ritmo de crescimento de Caruaru durante as agendas do Governo de Pernambuco realizadas na última quinta-feira (2). Ao lado da governadora Raquel Lyra (PSD) e do prefeito Rodrigo Pinheiro (PSD), o parlamentar participou de uma série de entregas.
Durante a passagem pela cidade, Fernando acompanhou a entrega da cozinha comunitária, o anúncio da licitação para a duplicação do trecho urbano da PE-95, a entrega do Complexo da Polícia Científica e da requalificação da emergência do Hospital Regional do Agreste. “Caruaru vive um momento de crescimento acelerado, fruto de uma gestão comprometida e de parcerias que dão resultado”, destacou.
Fernando Monteiro também tem ampliado sua força política no município, atuando em sintonia com a gestão municipal e fortalecendo alianças. “Nosso compromisso é com resultados. Já são cerca de R$ 200 milhões em investimentos, entre emendas e obras destravadas, que mostram que o trabalho conjunto está acelerando o desenvolvimento de Caruaru”, concluiu.
Em Caruaru, o parlamentar também destacou a chegada do deputado federal Túlio Gadêlha ao PSD. “Túlio chega para somar. É um jovem político comprometido em melhorar a vida das pessoas e que tem muito a contribuir com esse projeto coletivo”, afirmou. O ato aconteceu no Monte Bom Jesus, símbolo da Capital do Agreste.
Do UOL
Depois de perder a única governadora eleita no Nordeste em 2022 (Raquel Lyra, em Pernambuco, que foi para o PSD em março de 2025), o PSDB conseguiu filiações importantes e deve voltar a ser protagonista nas eleições em alguns estados.
Ao menos dois nomes recém-chegados ao tucanato são pré-candidatos aos governos de estado do Nordeste e despontam bem nas pesquisas: o ex-governador cearense Ciro Gomes, que deixou o PDT e se filiou em outubro de 2025; e o prefeito de Maceió João Henrique Caldas, o JHC, que trocou o PL pelo PSDB.
Leia maisA filiação de JHC é nova: em postagem na manhã de ontem (2), Aécio Neves, presidente Nacional do PSDB, comemorou a filiação do prefeito de Maceió e citou que se trata de “um movimento que reposiciona o cenário político no estado e fortalece o partido no Nordeste”. Junto a JHC, também se filiaram ao PSDB sua esposa (Marina Cândia) e a mãe dele, a senadora Eudócia Caldas.
Troca de lideranças
Curiosamente, os dois nomes entraram para presidir os partidos em seus estados, recebendo o bastão de lideranças históricas do PSDB, mas que estão fora de disputas eleitorais há alguns anos. São eles:
No Ceará, o ex-governador e ex-senador Tasso Jereissati, que deixou a política ao final de 2022 após concluir mandato no Senado;
Em Alagoas, o também ex-governador e ex-senador Teotonio Vilela Filho, que não se candidatou mais após deixar o governo do estado ao final de 2014.
Ambos foram determinantes para as filiações dos nome de peso, que articularam dar a liderança estadual do partido para Ciro e JHC.
Outros nomes
Com grandes nomes em suas fileiras, o PSDB também atraiu aliados para sua bancada.
Em Maceió, até esta quinta-feira, ao menos três vereadores de Maceió se filiaram e mais sete são esperados. Todos são base de apoio do prefeito.
No Ceará, além de prefeitos, um grupo de seis deputados estaduais deve assinar a ficha de filiação ao PSDB, vindos de União Brasil e PDT. O deputado federal Danilo Forte (CE) também anunciou que deixa o União para ir para o partido.
Além dos dois estados, o partido também conseguiu avançar no Maranhão, onde filiou o deputado federal e ex-ministro de Lula, Juscelino Filho.
“O ato de filiação, liderado pelo presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, também marcou a entrada de um grupo expressivo de prefeitos e lideranças municipais, ampliando a base política tucana e reforçando a presença do partido no interior maranhense”, disse comunicado na página do partido.
Renovação
Após a eleição de 2014, o partido foi encolhendo gradativamente e hoje não tem mais governadores no país e conta com apenas três senadores —um deles do Nordeste: Styvenson Valentim (RN).
Para a cientista política Luciana Santana, da Ufal (Universidade Federal de Alagoas), apesar de o PSDB ter perdido protagonismo, não deixou de ter uma “relevância simbólica para o país”. “Ele tem um legado importante”, diz.
“O Aécio conseguiu fazer uma aposta nos últimos dois anos de reorganizar o partido e ser uma alternativa diante da polarização. Ele quer mostrar que é uma direita diferenciada de Caiado, de Zema, de Ratinho, de Tarcisio”, explica.
“Isso, a meu ver, tem dado certo, tem conseguido agregar nomes de peso e está apostando alto nessa eleição para apresentar uma situação melhor que 2022. Mas vejo que o objetivo principal, mais que governos, é ampliar a bancada federal. É um movimento de reconstrução”, diz Luciana.
Ela explica que esse modelo de direita mais moderada encontra naturalmente mais facilidade de diálogo no Nordeste, já que a região é a menos bolsonarista do país. Isso explica como o partido conseguiu a adesão de nomes fortes em estados-chave.
“Você tem direita no Nordeste que dialoga bem com a esquerda, com lideranças como Teotonio e Tasso que faziam isso com o governo Lula. Eles sempre tiveram um discurso mais moderado, e isso é mais difícil de achar hoje em estados de outras regiões por causa das bases eleitorais, onde há uma cristalização de preferência: as pessoas tendem a não deixar ao bolsonarismo, aconteça o que for.”
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Mais uma artista de peso está confirmada no jantar de adesão em celebração aos 20 anos deste blog: Nena Queiroga, uma das vozes mais tradicionais da cultura popular pernambucana, deve se juntar à festa e puxar o frevo na edição deste ano.
Também estão confirmados os cantores Alcymar Monteiro, Maciel Melo, Petrúcio Amorim, Almir Rouche, Josildo Sá, André Rio e Fabiana Pimentinha. A lista tende a aumentar nos próximos dias, diante do interesse crescente de artistas e convidados em prestigiar o evento.
O jantar de adesão será para 300 convidados, no dia 18 de maio, a partir das 19 horas. Para participar, basta garantir o seu ingresso por apenas R$ 250,00 através do Pix: (87) 9.9957-9702 e enviar o comprovante para o mesmo número de telefone.
Por Thiago Prado
Do Jornal O Globo
Nas últimas semanas, qualquer entrevista que Romeu Zema (Novo) dá para a imprensa passa pelo momento em que o ex-governador de Minas Gerais precisa negar que vá desistir da candidatura a presidente. Embora o seu partido também já tenha publicado seguidas notas rejeitando a possibilidade, crescem as vozes na legenda que consideram melhor um alinhamento ao senador Flávio Bolsonaro (PL) já no primeiro turno — mesmo sem a tão especulada oferta de uma vaga de vice na chapa.
Em reuniões recentes a portas fechadas em São Paulo e Brasília, as lideranças do Novo da região Sul estão começando a deixar mais claro que acham melhor caminhar nacionalmente com o partido dirigido por Valdemar Costa Neto. Três delas já agem assim em nível regional: o ex-procurador da operação Lava-Jato Deltan Dallagnol, pré-candidato ao Senado na chapa do senador e ex-juiz Sergio Moro (PL) no Paraná; o deputado Marcel Van Hatten, pré-candidato ao Senado na chapa de Luciano Zucco (PL) no Rio Grande do Sul; e Adriano Silva, ex-prefeito de Joinville e pré-candidato a vice-governador de Jorginho Mello (PL), que busca a reeleição.
Leia maisPor trás da discussão conjuntural sobre o que fazer em 2026 há um debate mais profundo no Novo a respeito dos rumos do partido para o futuro depois de duas eleições presidenciais ruins — em 2018, João Amoêdo teve 2,50% dos votos e, quatro anos depois, Felipe d’Avilla recebeu 0,47%: afinal, a sigla quer ser uma linha auxiliar do bolsonarismo, como defendem Deltan, Van Hatten e Adriano Silva, ou uma alternativa na direita capaz de confrontar pontos frágeis da trajetória de Flávio e sua família?
É justamente esse ponto que anda incomodando o time de estrategistas de Zema nos últimos tempos. Eles querem liberação para atacar o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas não são autorizados. Depois de frequentar manifestações pela anistia de Bolsonaro e os condenados pelo 8 de Janeiro no ano passado, o ex-governador de Minas está vendo Renan Santos, pré-candidato a presidente pelo recém-criado Missão, vestir o figurino de candidato antissistema da eleição — papel que o Novo pretendia assumir com os ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao presidente Lula.
O Missão teve o registro homologado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em novembro após o Movimento Brasil Livre (MBL) atingir a quantidade mínima de assinaturas para a abertura de um partido no Brasil. Idealizado em 2014, o MBL cresceu na esteira da operação Lava-Jato e do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.
Em março, um evento em São Paulo mostrou como a legenda está presa a menos amarras que o Novo. No lançamento da candidatura do deputado federal Kim Kataguiri (Missão) ao Palácio Bandeirantes, Renan Santos fez o que Zema está proibido — chamou Flávio de “ladrão” e “representante da direita corrupta”. O método tem surtido efeito. Cortes de vídeos como esse têm viralizado nas redes e já há, inclusive, pesquisas de intenções de votos colocando o líder do MBL à frente de Zema na corrida presidencial.
A estagnação do ex-governador de Minas nas pesquisas, com potencial de ser agravada pelo anúncio da pré-candidatura de Ronaldo Caiado (PSD) a presidente, não mudou a opinião de Deltan. Para o ex-procurador da Lava-Jato, falar de rachadinha, do pouco explicado patrimônio milionário do senador e da ligação com milícias de ex-assessores é afastar em definitivo a possibilidade de Zema ser vice da chapa do PL, uma articulação que ele próprio vem buscando.
Desde 2018, quando começaram a vir à tona denúncias envolvendo Flávio, Deltan demonstra cálculo político para evitar confrontos com o senador. Trocas de mensagens entre os procuradores da Lava-Jato publicadas pelo site Intercept em 2019 revelaram que o agora candidato pelo Novo reconhecia que as movimentações financeiras de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio, detectadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) indicavam um esquema de rachadinha na época em que o filho de Bolsonaro era deputado estadual. “É óbvio o que aconteceu”, escreveu ao comentar uma reportagem do UOL sobre repasses que Queiroz fez para Michelle Bolsonaro. No entanto, as conversas da mesma época expõem um Deltan dizendo aos colegas que preferia evitar se posicionar publicamente sobre o tema.
Desde a filiação há três anos, o ex-procurador da Lava-Jato é voz relevante nas tomadas de decisões do partido. Seu prestígio interno aparece na prestação de contas do Novo. Entre 2023 e 2024, recebeu salário mensal de R$ 30,4 mil da legenda. No ano passado, uma empresa dele em sociedade com a mulher foi contratada pela sigla por R$ 340 mil. Pelo contrato, a Comply Aperfeiçoamento Profissional e Pessoal ofereceu cursos de formação de lideranças de direita.
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Por Johanns Eller
Do Blog da Malu Gaspar, do jornal O Globo
Diálogos entre o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e sua então noiva, Martha Graeff, obtidos pela Polícia Federal (PF) indicam que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes esteve com o banqueiro em datas próximas às viagens que o magistrado realizou em jatos executivos de Vorcaro e seu cunhado, Fabiano Zettel.
Os trajetos realizados por Moraes e sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, entre os meses de maio e outubro de 2025 foram revelados pela Folha de S. Paulo na última terça-feira (31). O escritório de Viviane fechou em 2024 um contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master.
Leia maisO levantamento da Folha levou em conta dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) da Aeronáutica, Moraes e Viviane constam no registro de passageiros de terminais executivos no Aeroporto de Brasília.
A reportagem cruzou as datas das viagens de Moraes com as mensagens em que o ministro do STF é citado por Vorcaro nos diálogos com Martha, que também foram enviados à CPI do INSS. Nas mais de 2,3 mil páginas de conversas entre o casal, há três convergências de datas nos meses de maio e agosto.
Em 21 de maio, véspera da viagem de Moraes de Brasília a São Paulo em um jato da Prime Aviation, empresa da qual Vorcaro foi sócio e que também é dona de sua mansão em Brasília, o CEO do Banco Master relata à noiva estar com o ministro e o senador Ciro Nogueira (PP-PI), a quem chamou de “grande amigo de vida” em uma das conversas com Martha, em casa. “Tô aqui em casa, amor. Ciro e Alexandre”, escreveu Vorcaro às 21h36m. Na manhã do dia seguinte, o banqueiro relata a Martha que os convidados “foram [embora] cedo” e que ele se deitou às 1h da manhã.
Naquela noite, em 22 de maio, Moraes aparece como passageiro em um hangar de aviação executiva no Aeroporto de Brasília às 19h. Segundo a Folha, 33 minutos depois, um avião da Prime Aviation decolou rumo ao Aeroporto de Catarina, voltado para jatos privados.
Quatro dias depois, em 26 de maio, Daniel Vorcaro volta a citar Moraes. Ele conta à noiva que terá um encontro com o ministro e resolveu organizar um jantar com ele, sua mulher — Viviane, advogada do Master — e outros dois convidados. “Hoje a noite eu teria encontro com Alexandre, então estou marcando jantar com as mulheres, [do] Fábio e [a] dele, ok?”, escreve o executivo.
Embora não especifique, Vorcaro se refere ao ex-ministro das Comunicações Fábio Faria, citado frequentemente nas conversas do CEO com a noiva, e sua mulher, Patrícia Abravanel.
Na sequência, Martha liga para Vorcaro e eles conversam por 51 segundos. Três dias depois, em 29 de maio, Moraes e Viviane voaram de Brasília ao Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, a bordo de um jato Embraer pertencente à Prime Aviation.
Em 8 de agosto, às 18h39m, Vorcaro escreve para Martha Graeff: “Tô com Alexandre e tenho reunião depois com Ciro [Nogueira]”. Moraes e Viviane tinham embarcado para São Paulo na véspera, às 19h. No mesmo horário, segundo o levantamento da Folha, o único voo para a capital paulista foi realizado pelo jato Falcon 2000 PS-FSW, que pertence a uma empresa controlada por Fabiano Zettel.
Cunhado de Vorcaro, Zettel é tratado pelos investigadores do caso Master como seu operador financeiro. Ele também é o controlador do fundo Arleen, que de acordo com o Estadão aportou R$ 35 milhões no resort Tayaya no período em que adquiriu uma fatia do empreendimento que pertencia à empresa Maridt, que tinha como sócio oculto outro ministro do Supremo, Dias Toffoli.
Daniel Vorcaro ainda era sócio da Prime You, dona da Prime Aviation, nas datas em que a coluna constatou a coincidência entre os diálogos e os voos de Moraes. A sociedade foi desfeita em setembro de 2025, dois meses antes da liquidação do Master. Também figurou no quadro societário da Prime Maurício Quadrado, ex-sócio de Vorcaro no Master. Segundo a companhia informou ao Valor Econômico, os dois venderam a parte deles para a própria empresa no início daquele mês.
Em nota divulgada pelo seu gabinete na última quarta-feira, após a publicação da matéria da Folha, Alexandre de Moraes alegou jamais ter viajado em aeronaves de Vorcaro e Zettel ou na companhia deles. “As ilações da fantasiosa matéria são absolutamente falsas. O ministro Alexandre de Moraes jamais viajou em nenhum avião de Daniel Vorcaro ou em sua companhia e de Fabiano Zettel, a quem nem conhece”, declarou o magistrado.
Já o escritório de Viviane disse contratar “diversos serviços de táxi aéreo”, entre os quais o da Prime Aviation, mas alegou que Vorcaro e Zettel jamais viajaram junto de integrantes da banca de advogados. “Além disso, todos os valores eram pagos compensando os honorários advocatícios nos termos contratuais”, destacou o Barci de Moraes.
O histórico de conversas entre Vorcaro e Martha que chegou ao Congresso termina em 13 de agosto de 2025. Até a primeira prisão do banqueiro, em 17 de novembro, não há registro de diálogos para a conferência de outras convergências de datas.
Mas a partir do levantamento da Folha de S. Paulo sabe-se que Moraes e Viviane teriam viajado em jatos de Vorcaro até 16 de outubro de 2025, um mês antes da Polícia Federal prender o banqueiro no Aeroporto Internacional de Guarulhos tentando embarcar em um jato rumo a Dubai com escala em Malta, o que foi encarado pelos investigadores como uma tentativa de fuga.
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