











O PSOL Pernambuco divulgou nota reagindo à decisão do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) que manteve o aumento das tarifas de ônibus no Recife e na Região Metropolitana, apesar de questionamentos sobre a legalidade do reajuste. Para o partido, a medida beneficia empresas de transporte e penaliza a população que depende do sistema diariamente.
A legenda afirmou que o reajuste foi aprovado sem debate público, transparência ou cumprimento das normas legais, após a convocação de uma única reunião do Conselho Superior de Transporte Metropolitano (CSTM), realizada de forma remota e sem a apresentação prévia da documentação técnica.
Diante das irregularidades apontadas, o ex-vereador do Recife e pré-candidato ao Governo de Pernambuco pelo PSOL, Ivan Moraes, acionou o Ministério Público de Pernambuco (MPPE). Segundo ele, a passagem foi aumentada “por um conselho que não passa por renovação democrática há quase uma década” e a decisão “esvazia completamente a participação popular mínima prevista nas normas que criaram o Grande Recife”.
Em nota, o PSOL também critica a precarização histórica do transporte público na Região Metropolitana e afirma que seguirá mobilizado contra novos reajustes, defendendo a implementação do passe livre como alternativa ao atual modelo de mobilidade urbana.
A chuva forte que atingiu a Grande São Paulo neste domingo (1º) deixou ruas alagadas e invadiu casas em várias cidades. Em Itapecerica da Serra, a Avenida nove de Julho, uma das principais do bairro Parque Paraíso, ficou completamente embaixo d’água.
Perto de lá, moradores da rua Estados Unidos também registraram alagamentos à tarde. Em uma das imagens, é possível ver a casa de uma moradora completamente tomada pela enchente. As informações são do portal g1.
Leia maisSegundo relatos, o problema é recorrente e acontece sempre que uma chuva cai no bairro. Foi a segunda enchente enfrentada na rua Estados Unidos nos últimos 17 dias, segundo a vizinhança.
O temporal também causou impacto na rodovia Régis Bittencourt, que ficou alagada no trecho entre os quilômetros 298 ao 286, no sentido São Paulo. O fluxo está sendo desviado pela faixa esquerda da pista sentido Curitiba. A concessionária Arteris diz que tem equipes atuando na limpeza da via para posterior liberação.
Córregos transbordam na capital
Na cidade de São Paulo, o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) alertou sobre a iminência de transbordamento do córrego ‘Morro do S’ na Avenida Carlos Caldeira Filho, esquina com a rua Joaquim Nunes Teixeira, no Campo Limpo, Zona Sul. O local é o mesmo onde um casal de idosos morreu há duas semanas, quando tiveram o carro arrastado pela enxurrada causada pelo transbordamento do mesmo córrego.
O CGE da prefeitura também emitiu alertas para transbordamento dos córregos Três Pontes, no Itaim Paulista, e do Córrego Mooca, na Vila Prudente — ambos na Zona Leste. Na mesma região, a rua Ataleia, na Penha, também ficou completamente alagada depois da pancada de chuva.
Vídeos gravados por moradores mostram lixo boiando na enchente, que impede a saída da população de casa. É o segundo alagamento intransitável registrado no local em apenas uma semana, apesar de obras de drenagem realizadas no ano passado.
Segundo a distribuidora Enel, a capital tinha cerca de 76 mil clientes sem energia elétrica às 18h16, incluindo imóveis residenciais e comerciais.
Estado de atenção
A chuva forte deixou todas as regiões de São Paulo em estado de atenção para alagamentos durante quase quatro horas na tarde deste domingo (1°), segundo o CGE. A situação mais grave foi nas zonas Norte e Leste, onde o aviso persistiu por uma hora a mais, até às 17h.
De acordo com o CGE, áreas de instabilidade formadas pelo ar quente e úmido estão provocando chuva com intensidade moderada a forte nesse momento também nos municípios de Cajamar, Santana de Parnaíba, Ibiúna, São Lourenço da Serra e Juquitiba, na Grande São Paulo.
“Essas áreas estão se deslocando rumo à Capital paulista. Há potencial para alagamentos e rajadas de vento que podem superar os 50 Km/h. O tempo fica instável durante toda a tarde”, afirmou o órgão.
A Defesa Civil também mandou alerta para os moradores do Centro e da Zona Sul de São Paulo alertando sobre a ocorrência de raios e granizo na tarde deste domingo (1°).
Leia menos
Do Correio do Povo
O ex-governador do Rio Grande do Sul e ex-senador Pedro Simon comemorou seu aniversário de 96 anos ontem (31), no Balneário Rainha do Mar, em Xangri-Lá, no Litoral Norte, reunindo familiares, correligionários do MDB e amigos. Em suas palavras, ele salientou ser preciso união da sociedade e elogiou a pré-campanha de Gabriel Souza ao governo do Estado nas eleições de 2026. “O período atual é de refazermos nossas raízes, reconstruir as balizas da nossa democracia. Estamos preparados, com firmeza, garra e vontade”, disse ele.
“Temos andado pelo Brasil, debatido com a sociedade e reconhecido que a hora é difícil e o momento é agora”. “O Rio Grande precisa dar as mãos, debater, discutir e encontrar uma plataforma de programa, de avanço, de alegria e entendimento”. Segundo ele, a proposta é reunir a sociedade “em torno do fogo”, como na tradição gaúcha, para analisar erros, desvios e traçar um caminho de paz e desenvolvimento, colocando o Estado acima de disputas pessoais.
“Nós acreditamos no Rio Grande e acreditamos no nosso partido”, disse ele. Ainda, criticou as fraudes que envolvem o Banco Master. “Fico nervoso até de falar. Parece que o que aconteceu, eles aprenderam a fazer no banco com mais capacidade e mais irresponsabilidade. Ninguém pode lavar as mãos sobre as coisas que estão acontecendo. É com todos nós. Não sei como eles têm coragem”.
Um mapeamento da Secretaria de Defesa Social (SDS) revela que 57% das mortes violentas intencionais em Pernambuco ocorreram em apenas 14 municípios. Os dados, referentes a 2025, reforçam a necessidade de intensificação das ações policiais nesses territórios, além da participação das prefeituras em iniciativas de prevenção cidadã.
Oficialmente, 3.132 mortes foram contabilizadas pela polícia no ano passado. A taxa foi de 32,76 vidas perdidas por 100 mil habitantes, a menor da série histórica iniciada em 2004. O Recife concentrou o maior número de assassinatos: 573. Os outros municípios, na sequência, foram Jaboatão dos Guararapes, Petrolina, Cabo de Santo Agostinho, Olinda, Paulista, Caruaru, Camaragibe, São Lourenço da Mata, Goiana, Vitória de Santo Antão, Ipojuca, Moreno e Igarassu. Juntos, os 14 representam só 8% do total de cidades pernambucanas. As informações são do Jornal do Commercio.
Leia maisAs estatísticas englobam os homicídios dolosos, latrocínios, feminicídios, lesão corporal seguida de morte e os óbitos decorrentes de ações policiais. Em 2025, o Estado teve redução de 9,5% nas mortes em comparação com o ano anterior, mas ainda longe da meta do Juntos pela Segurança.
Questionada sobre a concentração de mais da metade das mortes em apenas 14 cidades, a SDS afirmou, em nota, que “vem desenvolvendo um trabalho contínuo e estratégico nos municípios que apresentam os mais altos índices de violência, por meio da atuação integrada de suas operativas”.
A pasta estadual disse que, no comparativo entre 2025 e 2024, os dados demonstram resultados positivos em nove dos 14 municípios. “Recife, Jaboatão dos Guararapes, Olinda, Cabo de Santo Agostinho, Caruaru, Paulista, São Lourenço da Mata, Camaragibe e Igarassu apresentaram redução nos índices de violência, reflexo direto do planejamento operacional, do reforço do policiamento, das ações de inteligência e da integração entre as forças de segurança”, afirmou.
Em relação às outras cinco cidades, a SDS declarou que está fortalecendo as operações integradas e adotando estratégias específicas para o enfrentamento da criminalidade.
Redução de mortes longe da meta
A meta do programa Juntos pela Segurança é de reduzir em 30% as mortes violentas intencionais no final de 2026, comparando com o resultado acumulado em 2022 — ano anterior à gestão da governadora Raquel Lyra.
Pernambuco registrou 3.427 mortes violentas intencionais em 2022. Para que a meta seja cumprida, o Estado precisará encerrar 2026 com, no máximo, 2.399 pessoas assassinadas.
Na última terça-feira (27), o Estado não registrou mortes. Em um espaço de pouco mais de três meses, essa foi a segunda vez que o governo anunciou o “dia zero” de homicídios. Anteriormente, isso ocorreu em 15 de outubro de 2025.
Leia menos
Um incêndio atingiu um estabelecimento comercial na Avenida Abdo Cabus, no bairro de Candeias, em Jaboatão dos Guararapes, na tarde deste domingo (1º). As chamas se espalharam rapidamente e uma intensa fumaça preta tomou conta da área, chamando a atenção de moradores e comerciantes do bairro.
De acordo com informações iniciais, o fogo teve início em um mercadinho. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o início do incêndio e logo em seguida a fumaça densa se espalhando, enquanto algumas pessoas jogam água para conter as chamas. Em um dos registros é possível ver um homem pegando água de uma piscina da casa ao lado na tentativa de controlar o fogo. As informações são do Diário de Pernambuco.
O incêndio avançou com rapidez, exigindo a intervenção dos profissionais. Duas viaturas de combate a incêndio foram enviadas ao local e, até o momento, a ocorrência segue em andamento. Ainda não há informações oficiais sobre feridos nem sobre as causas do incêndio.
A área permanece movimentada, com moradores acompanhando o trabalho dos bombeiros. Uma equipe da Neoenergia também está no local.
Por Flávio Chaves*
Há cidades que apenas existem. E há Carpina, que respira, canta, dança e se multiplica em vozes quando janeiro se despede e fevereiro se prepara para florescer em cores. Lá, entre as calçadas de calor e as esquinas de saudade, vive um Carnaval que não se limita ao calendário: ele habita o espírito. E nesse transe de alegria ancestral, a Bazuca Cana Clube, fundada em 1966, se ergue como uma tempestade de riso e rebeldia, soprando sua música como vento que varre a mesmice.
No princípio, era apenas um pequeno anexo: um cômodo modesto, acanhado em tamanho, mas colossal em destino. Entre paredes simples e janelas que deixavam o sol escorrer em fiapos dourados, nascia um reduto que logo deixaria de ser apenas abrigo de estudos para tornar-se território de sonhos. Birau, ao herdar aquele espaço deixado pelo irmão Edinaldo, plantou ali as sementes da transgressão criativa. Cercado por seus companheiros, jovens feitos de carne e sonho, alma e tambor, fez da pequena casa o epicentro de uma revolução bem-humorada, onde cada gole de cachaça era também um brinde à liberdade.
Leia maisA Bazuca nasceu sob a égide de um princípio inegociável: a contestação a tudo e a todos, com especial destemor diante do status quo. Era mais que um grito: era gargalhada contra o autoritarismo, deboche diante da caretice e resistência embebida em poesia. Cada um de seus fundadores carregava não apenas um nome, mas uma centelha dessa chama inaugural.
Destacaram-se, ao lado do incansável Birau, Quincas Lapa, dono de uma voz que ecoava como manifesto; Edson Chagas, coração cantante das serenatas apaixonadas; os irmãos Chico Merondia, Neném e Joca, arquitetos da harmonia nas cordas dos violões; Jóia da Celpe, que fazia o cavaquinho conversar com a madrugada; Gilvan Nery, Mauro Luiz Barros, Hildebrando Marques (o lendário Panduca, mestre da sanfona), Lapenda, Quito, Fred Saldanha, Gil Guedes Jairo Cordeiro e Fernando Monteiro, homens que não apenas fundaram um bloco, mas acenderam uma chama que viraria tocha nos carnavais futuros.
Ali, as tardes se alongavam em serenatas, as madrugadas amanheciam em rimas, e o verbo era sempre conjugado no tom da ousadia. Inspirados por figuras míticas da música popular, Noel, Cartola, Pixinguinha, Nelson Gonçalves, Chico, entre outros, os bazuqueiros criaram um altar profano onde se cultuava o que havia de mais sagrado: a irreverência.
Cada sexta-feira da semana pré-carnavalesca era um comício da alegria. Os bazuqueiros, depois de sacramentarem o espírito com goles generosos de cana, saíam pelas ruas da cidade como se fossem cometas de carne e osso, brilhando em cada esquina, desafiando os muros invisíveis da ordem. Sobre bancos de feira, palanques improvisados, proferiam discursos incendiários, enquanto a sanfona, os violões e o cavaquinho costuravam os sentimentos em canções que vibravam como estandartes sonoros.
A autoridade tentou silenciar a festa, a polícia se posicionou, a Igreja bradou. Mas a Bazuca não se deteve. Passou, com seus refrões desafiadores, como um cortejo de luz atravessando as sombras do conservadorismo. Era mais que carnaval. Era liberdade encarnada em marcha.
Na sede, onde os homens se reuniam para discutir o mundo entre uma dose e uma metáfora, falava-se de tudo: política, filosofia, amores, pecados, e até da vida alheia com a delicadeza de quem esculpe uma estátua com palavras. Ali se forjavam ideias como quem compõe um samba: com cadência, ironia e paixão.
E neste Carnaval de 2026, o tempo faz uma reverência em tom maior a três nomes que são colunas memoráveis da história da festa. Gil Guedes, liderança que defendeu com garra o Clube Lenhadores, tratando-o como templo sagrado da cultura; Haroldo Salgado, guardião da história e da institucionalidade carnavalesca, era presença firme nos dias de glória e nos momentos de luta. E Pitaco, folião de raiz, dono de uma borracharia que era mais um ponto de encontro da alegria. Pitaco, que cantava loas à burra que comia milho e, aperreada, comia arroz, como quem transforma até a dureza da vida em rima popular. Um trovador das ruas, um símbolo da espontaneidade que a festa de Momo celebra.
Com o passar dos anos, a Bazuca se expandiu como o próprio Carnaval de Carpina: agregando trios elétricos, bandas, orquestras, agremiações irmãs de outras cidades. Cada nova geração que vestia a camisa da Bazuca recebia, junto ao copo cheio da cerimônia de batismo, a responsabilidade de carregar o estandarte invisível da ousadia.
E se hoje ela segue desfilando, não é por nostalgia, é por pertinência. Porque ainda há muros a serem pulados, ordens a serem subvertidas e canções a serem cantadas como atos de resistência e ternura.
Porque, no fim, ser Bazuqueiro é isso: olhar o mundo com olhos de folia e dizer, entre um gole e um refrão, que a liberdade também sabe frevar e sonhar.
*Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras
Leia menos
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou na última quarta-feira (28) uma resolução que estabelece regras restritas para o cultivo da cannabis medicinal no Brasil por pessoas jurídicas, como empresas, universidades e associações de pacientes. A decisão não autoriza o plantio pela população em geral nem trata do uso recreativo da planta, limitando a permissão exclusivamente a fins medicinais e farmacológicos.
Até então, o cultivo da cannabis era proibido no país, apesar de a legislação permitir a manipulação, o registro e a comercialização de produtos derivados da planta. Na prática, isso obrigava empresas a importar a matéria-prima ou extratos, o que encarecia a produção e restringia o avanço da pesquisa científica. A mudança atende a uma determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que, em novembro de 2024, ordenou que a Anvisa regulamentasse o cultivo para uso medicinal. As informações são do portal g1.
Leia maisSegundo especialistas, a nova regra abre caminho para o fortalecimento da pesquisa e do mercado nacional. “Na prática, a pesquisa ganha um caminho regulatório mais claro para se utilizar matéria-prima nacional, com autorização e fiscalização sanitária, o que tende a reduzir incertezas, acelerar projetos e facilitar a padronização de insumos para estudos no país”, afirma Renato Anghinah, professor titular de Neurologia da Faculdade de Medicina ABC e professor livre docente da Faculdade de Medicina da USP.
A Anvisa aprovou quatro resoluções sobre o tema. A principal autoriza a produção e a comercialização de produtos à base de cannabis, desde que o cultivo seja restrito a plantas com teor de THC de até 0,3% e que os insumos estejam previamente regulados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária. Também foram definidas regras específicas para centros e projetos de pesquisa, com exigências rigorosas de segurança, além da criação de um instrumento regulatório próprio para a produção associativa voltada exclusivamente a associados de entidades autorizadas.
Outra mudança relevante é a inclusão da cannabis em uma lista oficial de substâncias sob controle especial no Brasil. Atualmente, cerca de 40 produtos à base de cannabis estão disponíveis no mercado nacional, mas nenhum é classificado como medicamento, já que não passaram por estudos clínicos completos de eficácia. A expectativa é que, com o cultivo regulamentado, seja possível avançar no desenvolvimento de medicamentos propriamente ditos.
Para o advogado Henderson Furst, especialista em bioética, a nova regulamentação ajuda a corrigir um impasse jurídico. “Ao autorizar a manipulação, o registro e a comercialização, mas não permitir que o insumo seja produzido no país, cria-se um impasse jurídico. As empresas ficam obrigadas a importar, e isso é um problema porque o mercado interno é um patrimônio relevante do país. A forma de regulamentação acabava privilegiando o mercado internacional”, afirma.
Já o professor Dartiu Xavier da Silveira, da Unifesp, avalia que a mudança pode reduzir custos e evitar a busca pelo mercado ilegal: “Os derivados de maconha vendidos em farmácia têm preços extorsivos, de R$ 3 mil a R$ 5 mil por mês. E com a mudança isso deve baratear muito”.
Leia menos
Com a abertura do ano legislativo nesta segunda-feira (2), o Senado retomará os trabalhos com 45 pedidos de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), apresentados na Casa.
O número deve aumentar nos próximos dias, após a apresentação de um novo pedido articulado pela oposição na Câmara dos Deputados. As solicitações aguardam análise desde 2021, ano em que as representações mais antigas foram apresentadas. As informações são da CNN Brasil.
Leia maisO último pedido recebido pelo Senado, de iniciativa popular, foi apresentado durante o recesso parlamentar, em 20 de janeiro. Dos pedidos apresentados, o levantamento da CNN considerou quatro que também miram outros ministros além de Moraes.
Outras 14 representações contra Moraes já foram indeferidas pelo Senado, incluindo um pedido apresentado pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL) em agosto de 2021.
Recordista dos pedidos no Senado, Moraes tem sido alvo preferencial de integrantes da oposição por conta de sua atuação como relator do inquérito sobre a trama golpista em que Bolsonaro foi condenado.
A iniciativa mais recente, que ainda será apresentada, é articulada pela oposição desde dezembro. Para ser oficialmente protocolado, não é necessário um número mínimo de assinaturas, mas os parlamentares miram reunir um apoio “recorde” ao pedido.
No pedido, a oposição questiona a atuação de Moraes e possíveis relações com o Banco Master. O ministro admitiu ter conversado com Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, mas negou ter tratado sobre assuntos relacionados ao banco.
Na comparação com outros ministros, Moraes lidera com folga o ranking de mais pedidos de afastamento. Em segundo lugar, está o ministro Luís Roberto Barroso com 20 pedidos. Em terceiro, o ministro Gilmar Mendes, decano da Corte, com 13 representações.
Os números incluem as solicitações que miram ministros individualmente e as apresentadas contra mais de um integrante da Corte no mesmo pedido.
Impeachment de ministros
Cabe ao Senado Federal processar e julgar ministros do STF por eventuais crimes de responsabilidade. O pedido de impeachment pode ser apresentado por qualquer cidadão, seja parlamentar ou não.
Para um pedido avançar, cabe ao presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), dar encaminhamento à denúncia. O rito, no entanto, pode passar por mudanças. Senadores miram se debruçar neste ano sobre o projeto que atualiza a Lei do Impeachment.
A proposta chegou a ser pautada na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) após a decisão do ministro Gilmar Mendes, que restringiu a apresentação dos pedidos contra ministros. Os congressistas, no entanto, acordaram ser necessário aprofundar o debate a partir deste ano.
No início de dezembro, uma decisão de Gilmar Mendes suspendeu a possibilidade de qualquer pessoa apresentar pedidos de afastamento dos integrantes da Corte.
Ele determinou, de forma liminar, que cabia apenas à PGR (Procuradoria-Geral da República) a competência de apresentar pedidos do tipo. A decisão teve repercussão negativa entre parlamentares e tensionou as relações do Congresso com o STF.
Em 10 de dezembro, após o Senado pedir a suspensão da liminar, Gilmar Mendes recuou e retomou a possibilidade de qualquer cidadão poder solicitar o impeachment de ministros do STF.
Gilmar Mendes manteve, no entanto, mudança que aumentou para dois terços (54 votos) o número mínimo necessário para a aprovação do impeachment. Também manteve trecho que impede que o mérito de decisões judiciais seja utilizado como motivo para abertura de um processo de afastamento.
Leia menos
Do jornal O Globo
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aposta na tentativa de replicar o “manual Bolsonaro” na corrida pelo Palácio do Planalto, mas esbarra em obstáculos como o alcance mais limitado nas redes sociais na comparação com o pai, um controle maior pela Justiça Eleitoral do conteúdo que circula nas plataformas e a rejeição acentuada. O parlamentar tem reciclado promessas feitas pelo ex-presidente, que não foram cumpridas.
A estratégia leva em consideração pilares da campanha vitoriosa de Jair Bolsonaro em 2018, quando rompeu padrões no marketing político, e parte do que ocorreu na tentativa fracassada de reeleição quatro anos depois. Compõem a lista a comunicação direta pelas redes sociais, estímulo a doações pulverizadas, mobilização de rua e uso de símbolos voltados ao eleitorado conservador e religioso.
Leia maisA diferença, segundo aliados, está na tentativa de profissionalizar o plano e corrigir erros identificados nos últimos ciclos eleitorais, como falhas de coordenação, falta de foco no Nordeste e lacunas no discurso econômico.
Em 2018, com pouco tempo na televisão, Bolsonaro concentrou a campanha nas redes sociais, especialmente no WhatsApp. O ambiente de baixa regulação das plataformas digitais e a rejeição à política tradicional funcionaram como catalisadores.
Já em 2022, no exercício do cargo, o bolsonarismo adaptou a estratégia: parte da mobilização migrou para o Telegram, as transmissões ao vivo se tornaram rotina e os atos de rua, especialmente as motociatas, ganharam força.
É esse repertório que Flávio tenta reencenar. Ele intensificou as lives no YouTube, inspiradas no formato adotado pelo pai durante o mandato, como instrumento para falar diretamente com apoiadores. Nos bastidores, a tática é tratada como uma atualização do “manual Bolsonaro”.
“Quando voltar de viagem, vou sentar com Rogério Marinho (senador e coordenador da pré-campanha) para bolar as estratégias daqui para frente. Nosso primeiro evento deve ser em São Paulo”, disse Flávio ao Globo.
No giro pelo exterior, Flávio passou por Israel, onde foi batizado no rio Jordão. A viagem incluiu participação na Conferência Internacional de Combate ao Antissemitismo, com presença do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Aliados descrevem a iniciativa como tentativa de reforçar a identidade religiosa do pré-candidato, dialogar com o eleitorado evangélico e sinalizar alinhamento com uma agenda internacional da direita.

Nova tentativa
Flávio tem resgatado promessas feitas por Bolsonaro em 2018, mas que ele não entregou durante seu governo. Entre elas, a transferência da embaixada brasileira de Israel de Tel Aviv para Jerusalém, possibilidade que gerou reações diplomáticas; a redução da maioridade penal; e a ampliação do “excludente de ilicitude”.
Apesar do esforço para imprimir ritmo e ampliar a agenda, aliados reconhecem entraves relevantes — um deles é a estrutura digital. Enquanto Bolsonaro mantém cerca de 27 milhões de seguidores no Instagram, Flávio tem pouco mais de 8 milhões, e Lula, 14,4 milhões. A avaliação interna é que a força orgânica do bolsonarismo, sozinha, não sustenta uma campanha nacional competitiva.
Além disso, a Justiça Eleitoral apertou as regras já na última campanha presidencial, com a retirada de uma série de conteúdos do ar, e agora debate as normas para 2026, incluindo diretrizes para o uso de inteligência artificial.
Flávio também enfrenta dificuldades para montar palanques estaduais robustos e busca um marqueteiro capaz de reduzir sua rejeição. Pesquisa Genial/Quaest deste mês indicou que o índice dos que dizem não votar nele de jeito nenhum caiu de 60% para 55%, mas segue acima do registrado pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, visto por setores da direita como alternativa mais competitiva.
“Nós vamos potencializar os acertos, que foram muitos, e tentar não repetir os erros, por menores que tenham sido. A eleição de 2022 foi decidida por menos de dois pontos percentuais. Temos um laboratório recente”, afirmou Marinho.
Leia menos
Por Fabio Clemente*
Amigo Magno,
O meu conterrâneo Reginaldo Remígio foi um grande cineasta neste relato da saga do sertanejo, indo e voltando ao torrão natal nos anos 50 e 60. Meus tios também fizeram esses caminhos pelo Brasil, à cata de emprego e de dias melhores para a família, que só acompanhava o marido quando ele estivesse já empregado.
O dinheiro e o roteiro da viagem eram enviados por Carta-Correio para que a família seguisse para as terras do Sul — sempre ficava uma criança com a avó, que cuidava e criava. Da Bahia em diante, tudo se chamava Sul do país.
Leia maisLembro, quando criança, papai falava que seus irmãos (meus tios) estavam na construção da barragem de Três Marias ou de Brasília. Era tão longe, que eu imaginava que era fora do Brasil.
Nossas memórias de infância sertaneja dariam para escrever o “mini-Sertão Veredas”. Estou muito feliz e comovido com sua escrita e de Remígio. Obrigado por participar.
Deus nos abençoe por termos sempre água doce para beber, tomar banho e poder ajudar nossos irmãos do sertão de Pernambuco. Amém.
*Empresário
Leia menos
Não só a alegria esteve presente na prévia do bloco Pacu do Bico Doce, no Engenho do Meio, Zona Oeste do Recife, ontem (31). Imagens de vídeo mostram uma briga generalizada durante o evento. Durante a confusão, um cadeirante chegou a ser derrubado no chão. Uma pessoa foi presa.
Também é possível ver policiais militares correndo atrás dos brigões. Em nota, a Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) classificou o confronto como “tentativas isoladas de envolvimento em brigas por parte de alguns participantes”. “Situações que foram prontamente controladas pela atuação do policiamento no local.”
“Durante uma dessas intervenções, um indivíduo envolvido em desordem foi detido e conduzido à Delegacia de Polícia para a adoção das medidas cabíveis.”, conclui a nota. As informações são do Diário de Pernambuco.
O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) vive um momento de transição institucional com o encerramento do mandato do Excelentíssimo Desembargador Ricardo Paes Barreto na Presidência da Corte. Reconhecido por magistrados, operadores do Direito e pela sociedade civil, o presidente deixa um legado considerado um dos mais relevantes da história recente do Judiciário pernambucano.
Para o advogado Cleonildo Painha, a gestão de Ricardo Paes Barreto foi marcada por um compromisso concreto com a aproximação da Justiça às classes sociais, fortalecendo a cidadania e promovendo avanços estruturais no Estado. “Foi um presidente que não apenas conduziu o Tribunal, mas aproximou o Judiciário do povo, com ações práticas e humanas”, destacou.
Leia maisTrajetória institucional
A presidência de Ricardo Paes Barreto também se tornou singular por um feito raro na história política e jurídica do Estado: foi o único desembargador que, na condição de Presidente do TJPE, chegou a assumir interinamente o Governo de Pernambuco e também a Prefeitura do Recife, demonstrando confiança institucional e capacidade de liderança pública.
Outro aspecto emblemático de sua biografia é a tradição familiar na magistratura: filho de desembargador, também alcançou, com mérito próprio, o mais alto posto do Judiciário estadual.
Entre os maiores marcos sociais da gestão está a atuação decisiva na regularização fundiária, considerada uma das mais amplas do Estado.
Ricardo Paes Barreto foi reconhecido como o presidente que mais implantou e entregou títulos imobiliários, tanto urbanos quanto rurais, em Pernambuco, garantindo segurança jurídica, dignidade e cidadania a milhares de famílias.
“Regularizar a terra é regularizar a vida. É transformar posse em direito. É justiça concreta”, reforçou o advogado Cleonildo Painha.
Outro destaque da presidência foi a criação, de maneira pioneira, do primeiro Juizado Especial da Causa Animal do Brasil, iniciativa inédita que colocou Pernambuco como referência nacional em proteção animal e civilização jurídica.
A gestão também foi marcada pelo fortalecimento das Casas de Justiça e Cidadania, expansão dos Juizados Especiais e compromisso com pautas fundamentais como: direitos das mulheres, igualdade racial, justiça acessível e humanizada, inclusão social e reconhecimento e votos para o futuro.
“Desejo ao Desembargador Ricardo Paes Barreto pleno sucesso em sua nova jornada. Pernambuco agradece e a história registra seu legado.”, agradeceu o advogado Cleonildo Painha, que também desejou êxito ao novo presidente que assume o Tribunal de Justiça de Pernambuco.
Leia menos