











Coluna do Paulo Capelli – Metrópoles
Ministros do STF relutam em conceder prisão domiciliar a Bolsonaro por temer que o ex-presidente volte a violar a tornozeleira eletrônica.
Sob reserva, magistrados relataram à coluna que tudo estava encaminhado para Bolsonaro seguir o mesmo caminho do também ex-presidente Fernando Collor, que, condenado pela Suprema Corte a regime fechado, obteve o benefício de poder ficar preso em casa devido a problemas de saúde.
Leia mais“Bolsonaro estava em prisão domiciliar quando violou a tornozeleira eletrônica. O que garante que não tentará novamente? Collor nunca violou a tornozeleira”, disse à coluna um integrante da Corte.
Já advogados de Bolsonaro sustentam que o ex-presidente apresentava quadro de desorientação mental quando usou uma solda para tentar romper a tornozeleira, pois havia misturado os medicamentos pregabalina e sertralina.
A bula desses medicamentos aponta que, em casos incomuns, a pessoa medicada pode sofrer alucinações.
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado após a eleição do presidente Lula. Fernando Collor foi condenado a 8 anos e 10 meses de prisão por corrupção.
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O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) afirmou nesta terça-feira que a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Banco Master entraria na fila das CPIs da Câmara, que tem ao menos 15 requerimentos.
Motta disse também que não vê nem participa, de uma movimentação parlamentar para não prorrogar a CPMI do INSS como moeda de troca para não haver a instalação de uma CPI que investigue o banco de Daniel Vorcaro, liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025.
— Essas CPIs são tratadas na ordem cronológica. No ano passado, tivemos aí algo em torno de 15, 16 CPIs protocoladas, acabamos não instalando nenhuma e agora vamos fazer o debate sobre essas CPIs. A Câmara tem que obedecer essa ordem cronológica, tem que obedecer regimentalmente o funcionamento de cinco CPIs ao mesmo tempo, se for decisão da Presidência. Está lá e nós vamos, no momento certo, estar tratando dessa pauta — disse Motta a jornalistas. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisO presidente da Câmara confirmou que vai priorizar o consenso na definição da pauta dos trabalhos legislativos, consequentemente evitando temas controversos.
— Temos, com o colégio de líderes, priorizado nesse início a instalação das comissões permanentes para que a Casa possa ter a sua normalidade. Isso demonstra maturidade política, compromisso com a pauta em um ano eleitoral, que é um ano teoricamente curto, por causa das atividades que ficam interrompidas diante do processo eleitoral no segundo semestre e nós queremos nesse primeiro semestre produzir positivamente com pautas que são importantes para o país. (…) E sabemos que, para se eleger os presidentes dessas comissões (permanentes), não podemos ter a ordem do dia posta, essas eleições ficam impossibilitadas de acontecer. Então estamos fazendo uma pauta teoricamente de consenso — disse Motta.
Nesta terça, a Câmara deverá apreciar o reajuste salarial dos servidores da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, entre outros projetos.
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A prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado, encaminhou à Câmara de Vereadores, nesta terça-feira (3), o Projeto de Lei nº 004/2026, que institui o Programa de Apoio à Convivência com a Seca no Campo. A proposta autoriza a concessão de auxílio financeiro emergencial a agricultores familiares durante períodos de estiagem oficialmente reconhecidos no município e foi entregue pessoalmente pela gestora na abertura dos trabalhos legislativos.
Segundo a prefeita, o objetivo do programa é oferecer suporte imediato às famílias que dependem da agricultura familiar. “Esse projeto nasce da necessidade de amparar quem vive da agricultura familiar e sofre diretamente com os efeitos da estiagem. Nosso compromisso é garantir condições mínimas para a permanência dessas famílias no campo”, afirmou Márcia Conrado.
De acordo com o texto do projeto, o auxílio mensal será de R$ 126, destinado à aquisição de milho para alimentação animal, podendo atender até 300 famílias por mês, dentro de um limite financeiro global de R$ 100 mil. O procurador-geral do município, Cecílio Tiburtino, destacou que a proposta foi elaborada com base em critérios legais e fiscais. “O projeto estabelece regras claras de elegibilidade, controle e execução, respeitando a legislação vigente e a responsabilidade fiscal”, explicou. O projeto segue agora para análise e votação no Legislativo municipal.
O ministro da Educação, Camilo Santana, defendeu em entrevista ao Bastidores CNN a necessidade de o Partido dos Trabalhadores (PT) ampliar alianças com partidos de centro para garantir apoio à reeleição de Lula. Segundo ele, esta estratégia é fundamental para fortalecer a base de sustentação do governo no Congresso Nacional.
“Sem dúvida, a prioridade do nosso partido é a reeleição de Lula. E para isso é preciso ampliar cada vez mais os apoios nos Estados, ampliar as alianças”, afirmou Santana, que disse defender esta posição não apenas internamente, mas também publicamente.
O ministro destacou que, embora o PT priorize manter o governo em estados onde já administra, é necessário ceder em determinadas disputas estaduais para garantir o apoio à candidatura presidencial. As informações são da CNN.
Leia maisFoco no Legislativo
Santana também apontou que a segunda maior prioridade do PT nas eleições é fortalecer sua presença no Congresso Nacional, com atenção especial ao Senado, onde serão renovados dois terços das cadeiras. Ele citou o exemplo do Ceará, onde o partido enfrenta pressão de aliados que já apoiam candidatos do PT para presidente e governador, e agora reivindicam espaço na chapa para o Senado.
“Nossos aliados colocam sempre para nós: ‘Nós já vamos votar no candidato a presidente do PT, nós já vamos votar no candidato a governador do PT, nós queremos ter espaço na chapa de senadores da República'”, relatou o ministro, destacando que essa discussão está em andamento com os partidos aliados.
Para Santana, é fundamental eleger senadores que, mesmo não sendo do PT, possam dar sustentação ao governo em um eventual quarto mandato de Lula.
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A CPI do Crime Organizado cancelou a sessão de hoje, depois da ausência dos governadores do Rio, Cláudio Castro (PL), e do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB). Os dois seriam ouvidos como convidados, e o comparecimento não é obrigatório. As informações são do portal Estadão.
O presidente da CPI, senador Fabiano Contarato (PT-ES), decidiu que pautará a convocação do governador do DF. Ibaneis tinha dito que enviaria o secretário executivo de Segurança Pública do Distrito Federal, Sandro Avelar. No fim, compareceu ao colegiado o número 2 da pasta, Alexandre Patury.
Leia maisA convocação torna obrigatória a presença de um depoente à CPI, sob pena de crime de responsabilidade, passível de abertura de pedido de impeachment. “Diante disso, indico o Secretário de Estado de Segurança Pública do Distrito Federal, Sandro Avelar, para representar este Ente Federativo e prestar as informações relativas ao modelo de segurança pública e às ações de enfrentamento ao crime organizado no Distrito Federal”, disse Ibaneis, em ofício enviado à CPI.
Castro, por sua vez, alegou “compromisso internacional de agenda oficial” para justificar a ausência. Citado no escândalo do Banco Master, Ibaneis tem optado por discrição na agenda dos últimos dias. Ele, por exemplo, não compareceu à abertura do ano do Judiciário no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira, 2. Mas ele negou que a ausência tenha ocorrido por haver algum constrangimento para ir à Corte neste momento.
Em depoimento à Polícia Federal, o banqueiro Daniel Vorcaro disse que conversou “algumas vezes” com o governador do Distrito Federal sobre a venda do Master ao Banco Regional de Brasília (BRB), e citou também que o governador já esteve pessoalmente em sua casa. Ibaneis foi o primeiro político citado por Vorcaro nas investigações que tramitam no STF. O governador nega que tenha conversado sobre o BRB-Master com o banqueiro.
No Congresso, ele ainda é pressionado pela possibilidade de abertura de uma CPI para apurar o escândalo do Master. Nesta segunda-feira, o deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) deu o pontapé inicial e protocolou o primeiro requerimento para investigação do esquema na Câmara.
Rollemberg já foi governador do Distrito Federal e é adversário de Ibaneis. O PSB deverá indicar Ricardo Cappelli como candidato à disputa pelo Palácio do Buriti neste ano.
Esse requerimento centra em apurar os R$ 12,2 bilhões pagos pelo BRB ao Master entre janeiro a junho de 2025, sendo R$ 6,7 bilhões pelas carteiras falsas e mais R$ 5,5 bilhões de prêmio. O pedido tem 201 assinaturas – eram necessários, no mínimo, 171 apoios.
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Em tempos em que boas notícias parecem raras, atitudes como as do empresário Antonio Souza, um dos patrocinadores do podcast ‘Direto de Brasília’, reacendem a esperança e mostram que ainda existem pessoas que fazem a diferença de verdade.
Reconhecido por todos como um grande ser humano, Antonio sempre esteve ao lado de quem mais precisa, ajudando de forma simples, sincera e sem esperar nada em troca. Sua trajetória é marcada por gestos de solidariedade, empatia e respeito ao próximo.
Leia maisUm dos exemplos mais recentes desta dedicação foi a ajuda prestada à Dona Maria, uma idosa de 107 anos, que recebeu apoio, cuidado e atenção em um momento de grande necessidade. A ação de Antonio não foi apenas um ato de ajuda, mas um gesto de amor e dignidade com alguém que carrega mais de um século de história.
A postura de Antonio inspira a comunidade e mostra que ser “gigante” não é sobre tamanho ou status, mas sobre coração, caráter e atitudes. Histórias como essa merecem ser contadas, compartilhadas e aplaudidas. Porque exemplos assim constroem um mundo melhor, um gesto de cada vez.
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A prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado (PT), comandou, ontem, a cerimônia de abertura do ano letivo de 2026 no município. O encontro reuniu professores, gestores escolares e profissionais do magistério, além do secretário de Educação, Edmar Júnior, e da secretária executiva da pasta, Luana Fernandes.
Durante o evento, Márcia Conrado destacou os investimentos realizados pela gestão na área educacional e os avanços alcançados nos últimos anos. “Pela primeira vez na história de Serra Talhada, estamos garantindo a entrega de kits escolares para os nossos alunos, investindo em estrutura, planejamento e valorização de quem faz a educação acontecer. Esses esforços já refletem em resultados positivos no IDEPE e no IDEB, mostrando que estamos no caminho certo para oferecer uma educação cada vez mais forte e transformadora”, afirmou a prefeita.
O momento também reforçou os avanços educacionais conquistados pelo município nos últimos anos. Serra Talhada tem apresentado crescimento em indicadores oficiais, a exemplo do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que em 2024 alcançou a nota 6,3, superando as médias estadual (6,2) e nacional (6,0). O município também se destacou no Índice de Desenvolvimento da Educação de Pernambuco (Idepe), obtendo posição de destaque na categoria “Desempenho Escolar” do 5º ano do Ensino Fundamental entre os municípios de médio porte do Estado.
Está marcada para amanhã, a partir das 19h, a missa de sétimo dia em memória do ex-prefeito de Petrolina Diniz de Sá Cavalcanti. A celebração será realizada na Catedral do Sagrado Coração de Jesus, no município sertanejo. Seu Diniz, como era conhecido, faleceu no último dia 29, aos 99 anos. Ele teve sua trajetória marcada pela vida pública e pela atuação política na cidade. Familiares convidam os amigos, autoridades e a população em geral para participarem da celebração e unirem-se em orações em sua homenagem.
A Prefeitura do Recife prorrogou as inscrições para o programa que disponibilizará uma frota sustentável de 800 veículos elétricos a entregadores e condutores de aplicativo. Agora, os profissionais interessados têm até o dia 28 de fevereiro para realizar o cadastro por meio do aplicativo ou site Conecta Recife: https://conecta.recife.pe.gov.br/. A ação, que conta com um investimento de R$ 10 milhões via convênio com o Ministério da Justiça, disponibilizará 500 bicicletas e 300 motos elétricas.
O objetivo é a inclusão produtiva e a redução dos custos operacionais para quem atua nas ruas. “Estamos estendendo o prazo para garantir que nenhum trabalhador que se enquadre nos critérios fique de fora desta oportunidade de transformar sua ferramenta de trabalho e aumentar sua renda”, destaca o secretário de Transformação Digital, Ciência e Tecnologia do Recife (SECTI), Rafael Cunha.
Leia maisO programa foca em profissionais cadastrados no CadÚnico, com prioridade para mulheres, pessoas negras e pessoas com deficiência. Um dos grandes diferenciais da iniciativa é o caráter de emancipação financeira: após um ciclo de utilização monitorada pela Prefeitura, os veículos passarão a ser patrimônio definitivo dos trabalhadores selecionados, eliminando gastos com aluguel de frotas ou combustíveis fósseis.
“A prorrogação das inscrições reforça o compromisso da nossa gestão em não deixar ninguém para trás na transformação digital do Recife. O acesso a esses veículos elétricos, aliado à nossa infraestrutura de conectividade, é o que chamamos de inovação com propósito: usamos a tecnologia para reduzir o custo operacional do trabalhador de aplicativo e garantir que o lucro da jornada fique, de fato, no bolso de quem está nas ruas”, declarou o presidente da Empresa Municipal de Informática (Emprel), Vitor Pavesi.
A estratégia, organizada pela SECTI e a Emprel, aprofunda a política pública já iniciada com o CNH Social Recife. O diagnóstico da gestão revelou que muitos cidadãos já atuam na informalidade utilizando bicicletas convencionais por falta de recursos para adquirir veículos motorizados. Por isso, a nova fase contempla também quem ainda não possui habilitação, focando na transição para a tecnologia elétrica para aumentar a produtividade e reduzir o esforço físico do entregador.
CONDIÇÕES PARA PARTICIPAR – Para participar, o trabalhador deve ser morador do Recife e estar com os dados atualizados no CadÚnico. É importante que os interessados façam o anexo de todos os documentos que estejam em seu nome. A utilização de comprovantes em nome de terceiros pode invalidar a inscrição.
Além disso, os selecionados assumem o compromisso de concluir um curso de direção defensiva e participar de monitoramentos periódicos a cada dois meses, garantindo a segurança viária e a preservação do equipamento.
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O pedido de impeachment do prefeito do Recife, João Campos (PSB), foi negado pela grande maioria dos vereadores, hoje. O placar foi de 25 a 9 e 1 abstenção (Flávia de Nadegi/PV) como já era previsto. Valeu a estratégia da bancada governista de preencher a maior parte das galerias da Câmara com apoiadores do socialista. Do lado de fora da Casa de José Mariano também havia muitas pessoas, mas só foi permitida a entrada até o limite das cadeiras. As informações são do blog do Dantas Barreto.
Autor do pedido de impeachment, Eduardo Moura (Novo) apresentou seus argumentos de que João Campos cometeu crime de responsabilidade e de improbidade, ao nomear um procurador na cota de pessoa com deficiência. Ele apresentou o relatório com 480 páginas para que fosse aberto o processo de investigação. O vereador interrompeu o discurso algumas vezes devido aos protestos e vaias das galerias. Moura se licenciou no momento da votação e foi substituído pelo primeiro suplente do Novo, George Bastos.
Leia maisJá o líder do Governo, Samuel Salazar (MDB), defendeu o prefeito, afirmado que o prefeito tinha base legal na sua decisão. E que o pedido de impeachment “é completamente vazio”. O vereador chegou a cogitar que o juiz Rildo Vieira da Silva, que assumiu a Vara Regional dos Crimes Contra a Administração Pública, Ordem Tributária, Lavagem de Dinheiro e de Delitos de Organizações Criminosas da Capital do TJPE, poderia de invalidado as denúncias contra a Prefeitura do Recife, “talvez por arapongagem”.
Salazar ainda mostrou um áudio no qual os apoiadores de João Campos são chamados de “mundiça” pelo suplente George Bastos. O substituto de Eduardo Moura manteve o que disse, ao microfone, dizendo que é “mundiça a claque” que estava nas galerias no horário de trabalho.
A denúncia contra João Campos foi devido à nomeação do advogado Lucas Vieira Silva como procurador da Prefeitura do Recife na vaga de pessoa com deficiência. Ele havia se inscrito no concurso realizado em 2022, porém não como PCD. Em 2025, Lucas apresentou diagnóstico de portador de transtorno do espectro autista e passou a ser o primeiro colocado na cota de PCD.
Campos acatou parecer do procurador-geral do município, Pedro Pontes, já que também tinha parecer favorável do Tribunal Regional do Trabalho. No entanto, Marko Venicio dos Santos Batista, que tinha sido aprovado em primeiro lugar, recorreu à Justiça.
O caso ganhou evidência quando foi revelado que Lucas Vieira é filho procuradora de contas do Ministério Público de Contas (MPC) Maria Nilda Silva, que é responsável por fiscalizar atos administrativos e gastos públicos do Recife.
O pai é o juiz Rildo Vieira da Silva, que assumiu a Vara Regional dos Crimes Contra a Administração Pública, Ordem Tributária, Lavagem de Dinheiro e de Delitos de Organizações Criminosas da Capital do TJPE. Foi ele que arquivou denúncias envolvendo a Prefeitura do Recife, pouco tempo depois de estar no cargo.
O fato gerou repercussão e João Campos anulou a nomeação de Lucas e nomeou Mike. Apesar dessa decisão, a oposição acusou o prefeito do Recife de cometer crime administrativo. Tanto o prefeito quanto seus aliados consideraram o pedido de impeachment como pirotecnia e discurso eleitoreiro da oposição.
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As galerias da Câmara do Recife já estão massivamente ocupadas por apoiadores do prefeito do Recife, João Campos (PSB). As filas vinham se formando por volta das 7h30. Como os eleitores do prefeito estavam em maioria, apenas dois ou três gatos pingados contrários ao gestor estão no local. Muita gente dos dois lados também está na porta do plenário.
Entre as palavras de “carinho” direcionadas aos parlamentares: “chupetinha”, contra Thiago Medina (PL), “Judas” e “traidor” para Agora é Ruben (PSB) e Alcides Teixeira Neto (Avante). Também apelidaram Eduardo Moura (Novo) como “tarja preta” e “Gardenal”. As informações e imagem são do Blog Cenário.
Os manifestantes também gritam o nome de João Campos, com palavras de ordem de “o melhor prefeito do Brasil” e “futuro governador”. Eles também usam cartazes e faixas favoráveis ao prefeito e contrários à governadora Raquel Lyra (PSD).
Do G1/PE
A Câmara Municipal do Recife vota, hoje, a admissibilidade de um pedido de impeachment do prefeito João Campos (PSB), na primeira sessão ordinária do ano. Antes disso, grupos a favor e contrários à gestão fizeram protestos em frente à Casa de José Mariano, sede do Poder Legislativo municipal, no Centro da cidade.
O pedido para a abertura do impeachment foi protocolado em dezembro de 2025, após a modificação do resultado de um concurso público para procurador municipal. Conforme a Procuradoria da casa, o requerimento será lido pelo presidente da Câmara, vereador Romerinho Jatobá (PSB), e os vereadores deverão decidir se darão início ao processo.
Leia maisGritando palavras de ordem, os grupos se aglomeraram na fila para entrada nas galerias do Plenário da Câmara. Havia manifestantes a favor do pedido de impeachment, com a presença de vereadores de oposição, e outros que demonstravam apoio ao governo de João Campos.
A sessão em que o pedido será apreciado é a primeira do ano. A Câmara Municipal abriu os trabalhos legislativos na segunda-feira (2). Tradicionalmente, o prefeito participa da sessão solene, mas João Campos não compareceu à cerimônia porque cumpria agenda em Brasília.
A votação do pedido de impeachment, conforme parecer da Procuradoria da Câmara, deve ser nominal, e para que ele seja admitido é necessário haver votos favoráveis da maioria simples dos vereadores. O Legislativo municipal tem 37 parlamentares.
Se o pedido for admitido, deve ser criada uma comissão de vereadores, que deverão ser sorteados, para proceder o pedido. Se não houver votos o suficiente, o pedido será arquivado.
Pedido de impeachment
O pedido de impeachment foi justificado pela mudança do resultado de um concurso público para procurador do município. Na seleção, o advogado Marko Venício dos Santos Batista havia sido o único aprovado nas vagas para pessoas com deficiência (PCD).
Ele deixou de ser nomeado em detrimento de Lucas Vieira Silva, filho de uma procuradora do Ministério Público de Contas (MPCO) e do juiz Rildo Vieira da Silva, do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE).
Lucas Vieira Silva havia feito a seleção sem optar pelas vagas afirmativas, mas pediu reinscrição no concurso após receber, dois anos depois da inscrição, diagnóstico de autismo. Três procuradoras concursadas opinaram pelo indeferimento do pedido. Mesmo assim, o requerimento foi acolhido pelo procurador-geral do município, Pedro Pontes, que ocupa o cargo por nomeação do prefeito.
Após a repercussão do caso, que foi alvo de críticas da sociedade e de entidades como a Associação Nacional das Procuradoras e dos Procuradores Municipais (ANPM) e a Associação dos Procuradores do Município do Recife (APMR), João Campos voltou atrás e nomeou o candidato inicialmente aprovado no certame. Posteriormente, o político tornou-se alvo de processo de impeachment.
No pedido de impeachment, o vereador Eduardo Moura (Novo) afirma que, ao alterar o resultado do concurso, o prefeito João Campos cometeu crime de responsabilidade e atos de improbidade administrativa. Se o pedido for aceito, as irregularidades serão investigadas no âmbito legislativo, e, nesse ínterim, o gestor deve ser afastado de suas funções.
Além disso, o pedido de impeachment cita o fato de que o pai do candidato beneficiado pela mudança, juiz Rildo Vieira da Silva, atuava na 1ª Vara Cível de Carpina e foi promovido em outubro de 2025 para atuar na Vara Regional de Crimes Contra a Administração Pública, Ordem Tributária, Lavagem de Dinheiro e de Delitos de Organizações Criminosas da Capital.
Após a promoção, conforme o pedido de impeachment, ele foi responsável por arquivar um processo referente à Operação Barriga de Aluguel, que investigava uma quadrilha suspeita de desviar recursos públicos que deveriam ser empregados em recuperação e manutenção predial. Os contratos somam mais de R$ 100 milhões.
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