











Por João Alberto
João Campos ou Victor Marques, quem for o prefeito no próximo ano, deve ter um cuidado especial para evitar a clara decadência do Baile Municipal. Conheço bem a festa, pois estive em todas desde que comecei minha carreira. Na primeira etapa, eram eventos alinhados, na sede do Clube Português, em traje a rigor e reunindo, nos camarotes, muitas e muitas figuras de destaque, incluindo convidados famosos do Rio e de São Paulo e desfilantes de fantasias consagrados.
Era organizado por uma comissão presidida pela primeira-dama do Recife, com pessoas envolvidas no baile. Participei de várias delas, presididas por Magdalena Arraes, Jane Magalhães, Silvia Cavalcanti e Geralda Farias (no tempo de Jarbas Vasconcelos). O Municipal tinha apenas duas orquestras que se revezavam e conseguiam manter o clima no intervalo em que eram substituídas. Não precisava de shows. O concurso de fantasias, com nomes famosos e colunáveis na comissão julgadora, sempre atraía muito interesse.
Leia maisPERDA DO BRILHO
Quando foi para o Classic Hall, aos poucos a festa foi perdendo o glamour. Nos dois primeiros anos, ainda teve figuras alinhadas; depois, virou uma festa comum, quando os foliões vão com roupas comuns, muitos de bermuda. Quando foi prefeito, João Paulo criou um Municipal, dividindo o palco com dezenas de artistas. Um mesmíssimo esquema, que continua sendo usado e que não pode dar certo.
Vinte anos depois, faz tempo que a festa não tem uma novidade, um problema que alertei várias vezes nesta coluna. Antes, a festa ainda conseguia reunir pessoas de destaque nos camarotes e tinha sempre a presença do governador do Estado, mesmo nos casos em que era adversário político do prefeito. Sempre havia o camarote do prefeito e o camarote do governador, e isso gerava muita mídia. Estive em Municipais com Miguel Arraes, Joaquim Francisco, Roberto Magalhães, Jarbas Vasconcelos, Marco Maciel, Carlos Wilson Campos, Paulo Câmara. E com Eduardo Campos que em dois anos me convidou para ir na sua comitiva, que se reunia antes do baile no Campo das Princesas.
EVENTO POLÍTICO
A festa deixou de ser um baile para se tornar praticamente um evento político. Todas as matérias publicaram apenas fotos desses políticos, todos alinhados com o governo municipal. Como nosso Estado está totalmente dividido, quem é da oposição não foi. Antes havia um congraçamento entre todos. Sábado, muitos camarotes estavam vazios. As empresas e pessoas compram, não vão e não distribuem os ingressos.
O resultado foi a imagem ruim de vários deles vazios. Diferentemente de anos anteriores, não foi possível encontrar nomes colunáveis ou empresários de destaque. Apesar de lotar por causa dos ingressos baratos, o público era muitas vezes menor que nos anos anteriores. O desfile das fantasias, num concurso que a Prefeitura promove, deu pena. Criações bonitas, mostradas com o Classic Hall vazio. Interesse zero.
ATRAÇÕES
O palco, dividido por muitos artistas, segue um esquema que raramente deu certo, com direito a alguns nomes totalmente desconhecidos. A festa teve a participação de três orquestras. Na substituição dos seus equipamentos, em alguns casos, houve até 40 minutos de intervalo, quebrando muito o clima de animação. Claro que muitos nomes pernambucanos deram brilho às apresentações, mas, convenhamos, Carlinhos Brown está longe de ser um grande nome e não seria capaz de levar um grande público sozinho. Está muito atrás de atrações baianas como Ivete Sangalo, Cláudia Leitte, Daniela Mercury, Bell Marques, Banda Eva e Léo Santana. E dos muitos nomes que vieram para o Réveillon do Polo Pina. Com absoluta certeza, Alceu Valença teria conseguido maior sucesso, com o detalhe de ser pernambucano.
MINHA TORCIDA
Levanto o problema com a autoridade de alguém que sempre divulgou e prestigiou o Baile Municipal. E que estive em praticamente todos. Sempre vou torcer pelo sucesso do Municipal e confesso que a atual decadência me deixa muito triste.
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O presidente Lula (PT), que já havia confirmado sua participação no Galo da Madrugada, no Recife, no próximo sábado, pode antecipar para amanhã sua chegada a Pernambuco. A informação é do Blog do Elielson, com base em fontes do Palácio do Planalto, mas a mudança ainda não foi confirmada oficialmente.
A visita será ao Complexo Portuário de Suape, onde o presidente participa, às 16h, da inauguração da expansão de uma fábrica de medicamentos.
Por Andreza Matais – Metrópoles
O governo de Pernambuco ainda não encaminhou qualquer documento à equipe de auditores do Ministério da Saúde responsável por analisar as contas do Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Garanhuns.
A unidade privada tem entre os sócios o marido da vice-governadora Priscila Krause (PSD). A auditoria apura se o hospital foi favorecido com repasses de recursos públicos e eventuais vantagens contratuais. O governo não entregou documentos que justifiquem o aumento dos repasses, aditivos em contratos e exclusividade na oferta de modalidades, como nefrologia.
Leia maisO governo de Pernambuco pediu adiamento do prazo e, por isso, teve 20 dias para se explicar, mas até agora não apresentou nenhum documento. O último prazo venceu na quarta-feira (4/2).
Governadora reclamou de auditoria para Lula
Na última terça-feira, a governadora desembarcou em Brasília para se queixar diretamente ao presidente Lula da auditoria, que considerou uma tentativa de desgastar sua gestão. A denúncia que motivou a investigação foi apresentada por um aliado do prefeito João Campos (PSB), principal adversário de Raquel na disputa pelo governo do Estado.
Desde então, a investigação é acompanhada diretamente pelo gabinete do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
As suspeitas
De 2023 a 2025, o governo de Pernambuco teria repassado R$ 100 milhões ao hospital. Do valor, R$ 37 milhões foram enviados quando a vice-governadora substituía Raquel Lyra. A denúncia aponta 25 repasses nessas ocasiões.
O governo de Pernambuco nega a informação. “É mentirosa a afirmação de que a Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro tenha recebido R$ 100 milhões entre os anos de 2023 e 2025. Nesse período, foram repassados aproximadamente R$ 67 milhões à instituição pelos serviços prestados”, afirmou à coluna.
“Nos períodos em que a vice-governadora Priscila Krause esteve como governadora em exercício, o valor transferido totalizou R$ 2.444.419,91. Também é mentirosa a afirmação de que os repasses teriam sido de R$ 37 milhões”, complementou.
O governo estadual confirma que não entregou os documentos solicitados pela auditoria e afirma que está dentro do prazo.
“Por fim, a Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) informa que formalizou o pedido de prorrogação do prazo para envio das informações solicitadas pela auditoria do Ministério da Saúde, por meio do Ofício nº 47/2026/GAB/SES-PE, considerando o volume de documentos requerido. Em reunião realizada no dia 03 de fevereiro, na sede da Secretaria, com a equipe de auditoria, ficou repactuado que a nova data para encaminhamento da documentação será a sexta-feira (20/02)”, complementa.
A coluna fez três perguntas ao Ministério da Saúde:
– O governo de Pernambuco pediu prorrogação do primeiro prazo estabelecido para a auditoria no Hospital Casa de Saúde e Maternidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Garanhuns. Quando o prazo venceu?
– O governo de Pernambuco forneceu os documentos solicitados pela auditoria? Em caso afirmativo, ofereceu a totalidade ou parcialmente?
– O ministro Alexandre Padilha está acompanhando o passo a passo da auditoria pessoalmente?
O ministério não respondeu a nenhum dos questionamentos. Enviou uma nota com o seguinte comentário:
“A auditoria em curso responde a uma denúncia externa. O DenaSUS realizou visita técnica às unidades de saúde na semana passada e seguirá os trâmites regulares. O órgão é responsável por auditorias independentes e técnicas das ações públicas de saúde e da aplicação dos recursos federais no âmbito do SUS. Em média, são feitas cerca de 400 auditorias por ano.”
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A senadora Tereza Cristina (PP-MS) afirmou, ontem, que ainda “é cedo” para discutir uma possível candidatura como vice-presidente da República em 2026 na chapa com o também senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). As infomações são do portal G1.
“Eu acho muito cedo para essa conversa. O vice é a última coisa. Ninguém se candidata a vice, o candidato é presidente da República. Isso é uma conjuntura que os partidos que se coligarem vão sentar e colocar nomes e aí nós vamos decidir. Acho que é muito cedo para essa conversa, fico lisonjeada e honrada com essa lembrança, mas eu acho que esse assunto ainda está muito cedo. Vamos conversar isso para frente”, afirmou.
Leia maisA declaração foi dada após reunião com o vice-presidente Geraldo Alckmin, em ambos trataram de temas ligados ao acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia e seus impactos para os produtores brasileiros. Durante coletiva de imprensa, a senadora foi questionada sobre uma entrevista concedida pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto, à GloboNews.
Na entrevista, Valdemar elogiou Tereza Cristina, dizendo que ela “é o máximo” e que teria perfil até para disputar a Presidência da República. Ele também afirmou que, em 2022, gostaria que ela tivesse sido candidata a vice na chapa de reeleição do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Diante da pergunta se estaria disposta a ser vice em uma eventual candidatura do senador Flávio Bolsonaro, caso ele dispute o Palácio do Planalto, Tereza Cristina evitou antecipar qualquer cenário.
A senadora reforçou que, neste momento, não há discussão concreta sobre composição de chapa para as próximas eleições presidenciais. Tereza Cristina foi ministra da Agricultura e Pecuária no mandato de Jair Bolsonaro, de 2019 a 2022.
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Jornal do Commercio
A educação tem a capacidade de ampliar horizontes e permitir que as pessoas sonhem e se realizem em profissões que antes pareciam distantes. Paulo Henrique Barreto de Jesus, hoje com 26 anos, estudou do infantil ao 9º ano no Centro de Educação Básica Auxiliadora Paes Mendonça (CEBAPM), uma das grandes ações sociais da Fundação Pedro Paes Mendonça. Nesta semana, foi aprovado para sua segunda residência médica, agora em Oncologia, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Atualmente, cerca de 90 pessoas já iniciaram formação superior na Serra.
Além de Paulo Henrique, um primo e uma irmã também são estudantes universitários de Medicina. Desde criança, ele decidiu que queria ser médico. Definindo-se como determinado, foi aprovado, há dois anos, em seis programas de residência: Universidade Federal de São Paulo (onde se formou), Unicamp, Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, IAMSPE (Hospital do Servidor), Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais e SUS-SP.
Leia maisPara a segunda residência, em Oncologia, foram três aprovações: Hospital Sírio-Libanês (onde irá cursar), USP e A.C. Camargo Cancer Center. Durante a entrevista, Paulo seguia para o Sírio-Libanês para efetivar a matrícula na formação, que terá início em março.
Em sua família, ele é o primeiro de sua geração a cursar Medicina. Filho de uma enfermeira e de um motorista de caminhão, considera a família seu grande suporte ao longo da jornada. “Quando decidi ir para São Paulo fazer residência, minha mãe, claro, ficou preocupada. Eu saía de uma cidade de 20 mil habitantes para a maior metrópole da América Latina, com 11 milhões de pessoas, o que gerava receio. Mas, ao me ver aprovado em seis seleções, ela trocou o medo pelo impulso à minha carreira”, celebra.
Em São Paulo, onde tudo é grandioso e o polo médico é referência nacional, com oportunidades muito maiores, Paulo afirma querer aproveitar ao máximo o aprendizado e prefere não prever em qual cidade irá se estabelecer como médico. “Estou aberto às muitas possibilidades: aqui, em Nova Iorque ou em qualquer lugar do mundo”.
CEBAPM
Inaugurada em 2006, o Centro de Educação Auxiliadora Paes Mendonça abre anualmente 300 vagas para crianças e jovens cursarem do ensino fundamental ao 9º ano. É considerado o centro do povoado para debater com alunos e familiares questões da atualidade, lançar um olhar para a comunidade, com a valorização e o entendimento necessários, além de exercitarem a cidadania. Desde sua abertura, foram realizadas quase cinco mil matrículas.
Aprovações marcam novo capítulo para jovens no povoado
Outros três jovens da Serra do Machado, povoado de cerca de dois mil moradores, conquistaram vagas em universidades este ano e iniciam agora suas trajetórias no ensino superior. Murilo Passos Melo, 20 anos, aprovado em Medicina, e Laiza Souza Santos, 19 anos, aprovada em 1º lugar no curso de Enfermagem da Estácio, cursaram o Ensino Fundamental no CEBAPM. Já Luís Fernando Santos Meneses foi bolsista do curso de Redação da Fundação e agora irá cursar Engenharia de Computação pela Universidade Federal de Sergipe (UFS).
Para Murilo, o sonho de ser médico nasceu ainda na infância, motivado pelo desejo de cuidar de pessoas, e se fortaleceu com esforço, persistência e apoio educacional contínuo. Hoje, ele projeta atuar na saúde pública e contribuir com a comunidade onde cresceu. “Nunca deixem ninguém dizer que o sonho de vocês é grande demais. Com apoio, esforço e persistência, é possível chegar aonde sempre sonhamos, sem esquecer de onde viemos”, afirmou o jovem, que pretende trabalhar especialmente em benefício da comunidade da Serra.
Laiza é do povoado de Serrinha, vizinho à Serra, e conquistou o 1º lugar no curso de Enfermagem da Estácio, também como bolsista do ProUni. Apaixonada pela área da saúde, enfrentou um percurso marcado por desafios emocionais e incertezas, mas encontrou na educação o suporte necessário para seguir em frente. Aluna da Fundação desde a Educação Infantil até o 9º ano no CEBAPM, participou também dos cursos preparatórios de Redação e do curso completo para o Enem, iniciativas que considera decisivas para sua aprovação. Agora, sonha em concluir a graduação, retribuir o apoio da família e cuidar de pessoas por meio da profissão escolhida.
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O presidente estadual do PL, Anderson Ferreira, estará em Petrolina, no próximo dia 20, às 18h, na Câmara de Vereadores, para anunciar a filiação e a pré-candidatura do jornalista Carlos Britto a uma vaga na Câmara Federal. Para Anderson, a chegada de Britto representa um novo ciclo para o partido no interior. “Estamos consolidando o crescimento do PL no Sertão. Esse novo quadro terá papel fundamental na expansão da legenda em toda a região, com carta branca para construir alianças e fortalecer uma chapa competitiva e estruturada. É um nome que chega para mudar a história do PL no Sertão”, declarou.
O presidente do PL ainda afirmou que será inédita a dobradinha para representar o Sertão no Congresso e na Assembleia Legislativa. “Nós acreditamos nas pré-candidaturas de Carlos Britto para deputado federal compondo com Lara Cavalcanti para deputada estadual. O sertão terá voz ativa no debate e uma atuação que fará o nosso partido crescer ainda mais nessa região”, destacou Anderson.
Uma das principais marcas do terceiro Governo Lula (PT), o Programa Pé-de-Meia entrou na mira do Tribunal de Contas da União (TCU). O ministro Augusto Nardes revelou, em entrevista ao podcast ‘Direto de Brasília’, que encontrou irregularidades na iniciativa, muito similares às de outro processo famoso do qual foi relator: as pedaladas fiscais, que culminaram no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). “Foi pego dinheiro público e colocado em um fundo privado”, denuncia Nardes. Indagado se as consequências seriam as mesmas, ele disparou: “Vai depender das respostas do Governo”.
Ministro, as contas do governo Lula foram aprovadas com ressalvas pelo TCU. Já faz algum tempo que o governo tem tido dificuldades em ajustar as contas segundo as determinações legais. Quais são as razões para, mesmo com tantas ressalvas, terminar sempre aprovando?
Leia maisBoa pergunta. Tem várias ressalvas, algumas graves. Esse ano eu devo abordar um tema que vai ser bem contundente. Depende do relator, que é o ministro Benjamim Zymler, mas eu posso fazer um voto em separado. Vou abordar temas que certamente todos os brasileiros se interessam, como as questões da previdência, da segurança e da infraestrutura. Essa semana inclusive abrirei auditoria para ver a questão dos Correios, após todas as denúncias de que está havendo prejuízo. E tem outro processo comigo, que ainda vou abordar, que é referente ao Programa Pé-de-Meia.
Há suspeite de irregularidades na transferência de recursos do Pé-de-Meia?
É a forma como foi feita. O TCU já descobriu que tem pessoas que estão recebendo e que não estão nas escolas. Mas ainda vou avaliar isso, porque o processo não está finalizado, então não quero avançar muito sobre o que vou fazer.
Seria um programa eleitoreiro?
São quatro milhões de estudantes, recursos consideráveis. O que posso falar é do que já aconteceu, do que já julguei. Foi pego dinheiro público e colocado em um fundo privado. Aí que está a primeira ilegalidade. Então vou avaliar isso, se levo para as contas ou não. De toda forma, é uma ilegalidade, e de certa forma é o mesmo que aconteceu com a ex-presidente Dilma, de pegar dinheiro de fundos sem autorização do Congresso Nacional. Se vamos aprofundar isso, vai depender das respostas do governo. Dei prazo para o governo responder essa questão. Ainda não julguei a parte final desse processo, mas é um tema que importa e que poderá ter uma repercussão maior nas contas da República. Vai depender do relator.
Esse julgamento andará mesmo em ano eleitoral?
Depende do interesse da nação, dos ministros envolvidos. É um tema bastante complexo, mas é importante, eu diria palpitante. Agora, uma coisa que pouca gente sabe é que em 135 anos da República, a primeira vez que houve uma conta reprovada foi a partir do meu relatório. O ex-presidente Getúlio Vargas até teve a reprovação no TCU, mas ele conseguiu ganhar no Congresso. No caso em que fui relator, a Dilma pegou dinheiro dos fundos sem autorização do Congresso, o que é crime de responsabilidade. Ela não teve apoio do Congresso e perdeu o mandato por causa disso. Repito, foi só uma em 135 anos, e eu tive essa coragem. Não porque eu quisesse prejudicar a Dilma, mas porque tenho que cuidar da transparência.
Esse ano completam dez anos do impeachment. Tudo já foi falado sobre aquele processo?
Em um processo de impeachment, você tem que ter uma acusação muito séria, que é levada para a Câmara dos Deputados e depois para o Senado Federal. Ela (Dilma) tinha que fazer um número de 168 votos favoráveis para evitar na Câmara, e de forma muito minoritária fez apenas 142 votos. Com isso, o processo continuou. Eu fiz um parecer, mas alertei a Dilma três anos antes, desde 2012, quando o ex-ministro José Jorge relatou as contas dela. Ele descobriu a primeira informação de que estava sendo feita uma contabilidade criativa nas contas. Quando eu fui relatar as contas, aquela maquiagem já estava maior, e em 2014, quando ela disputou a reeleição, aumentou muito o dinheiro para o Bolsa Família. Pegava-se dinheiro dos fundos de pensões, que quebraram, o dos Correios, da Petrobras e vários outros fundos. Por consequência de usar o dinheiro para pagar o Bolsa Família, que aumentou no Nordeste, e no segundo turno isso foi muito importante. Daí que começaram a surgir as chamadas pedaladas fiscais. Porque ela pegava o dinheiro dos fundos, depois ia repor, mas com a arrecadação do ano seguinte.
Foi correto então o impeachment?
Eu diria que ela cometeu crime de responsabilidade. Porque ela não podia fazer isso sem autorização do Congresso Nacional, que se precisa para fazer qualquer mudança no orçamento. Não vou dizer que ela tenha desviado. Agora, foi um processo também político. Aí foi o problema. Ela brigou ainda com o presidente da Câmara dos Deputados da época (Eduardo Cunha). Aí eu fiz o relatório, que foi aprovado por unanimidade pelos ministros do TCU, inclusive aqueles mais vinculados à esquerda, depois a Câmara aceitou e o Senado aceitou. Então, ela usou o dinheiro de forma ilegal. Eu não vou dizer que ela tenha botado esse dinheiro no bolso, que não botou. Mas ajudou a ela a ganhar a eleição, porque pegou o dinheiro de fundos que quebraram e usou no Bolsa Família.
Ministro, falando sobre o episódio do Banco Master. Houve uma polêmica quanto à atuação do TCU. Qual sua avaliação desse caso?
Vou direto ao ponto. Quem cabe fiscalizar o Banco Master é o Banco Central. Mas cabe ao Banco Central ser fiscalizado pelo TCU. Então o limite é de que se o Banco Central cometeu algum equívoco, o TCU pode penalizá-lo. O tribunal agora teve uma postura de avaliar bem a situação para depois tomar uma decisão. No caso do Banco Master, tem interessados muito fortes, envolve inclusive dois ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), então é uma situação muito delicada, tem que ir com cuidado.
Mas e quanto à liquidação do Master?
Cabe o Banco Central fazer a liquidação. Ele tem autonomia para isso. Agora, cabe ao tribunal fiscalizar os atos da toda a administração do Banco Central. Não cabe ao tribunal fazer a liquidação.
Esse assunto pode inclusive virar uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) no Congresso Nacional…
É um tema que o país tem que entender compreender o que está acontecendo, porque envolve bilhões de reais, que saem do bolso desses que pagam impostos. É um tema muito complexo, que vai dar muito pano para manga, e também muito difícil pra nação, porque perde a credibilidade.
O que mudou no TCU desde que o senhor deixou a presidência?
O tribunal avançou muito, nós temos uma liderança em nível mundial. Sem falsa modéstia, contribuí para isso, presidi todos os tribunais da América Latina e do Caribe. E daí comecei a trabalhar para o Brasil presidir o sistema mundial do controle, que são 195 países, onde passamos a auditar as Nações Unidas. Começamos um trabalho em que não havia indicadores, não tinha estratégia. O que falta ao país é estratégia. O Brasil não tem projeto de estado, de nação, o governo faz só projetos eleitoreiros, sobre como fazer para ganhar eleição. Independente se vai quebrar ou não o país.
E quais seriam os focos do tribunal para o futuro?
O tribunal tem que ser mais moderno, mais preventivo, mais orientativo do que somente punitivo. E aí nós passamos a orientar mais, fazer as chamadas auditorias operacionais. Fizemos essa mudança do tribunal, de procurar fazer mais prevenção que somente a punição. Porque você pune, a pessoa responde, paga multa ou perde o direito político por oito anos. A última lista que entregamos para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi 8.500 nomes de pessoas que perderam os direitos políticos. Então, é muita gente sendo condenada. Por que não fazer a prevenção e orientar? Por isso que disseminei e criei uma cultura de governança no Brasil.
O que o senhor apontaria como o maior risco ao país?
Nós temos 58 milhões de brasileiros que pagam a Previdência e 34 milhões que recebem. Então dá praticamente 1,7 que está pagando para um receber. Nós chegamos a ter 14 pagando para um receber. O nosso período de ouro de ter bastante gente contribuindo para pagar a Previdência está passando, praticamente já estamos na mudança e com o envelhecimento muito grande da população. E hoje temos 23 milhões de famílias com o Bolsa Família. Se multiplicar por quatro pessoas por família, dá praticamente 60 milhões de pessoas que estão recebendo o benefício, que é pago pelo cidadão que está empregado.
E o que vai acontecer com isso?
O país não vai conseguir pagar a Previdência futuramente. O maior gargalho é a Previdência, porque nós temos 60 milhões praticamente que recebem. E somando os auxílios, dá 94 milhões recebendo, de uma população de 212 milhões. Então praticamente a metade do Brasil está recebendo um tipo de auxílio, e quem banca isso são os 30% que pagam impostos. Com isso estamos dando o peixe, e não ensinando a pescar.
Há rumores de que o senhor estaria avaliando antecipar sua aposentadoria para voltar à Câmara dos Deputados. Procede essa informação?
Não está definido isso, mas a minha tendência é ficar no TCU. Eu fui chamado, tenho ainda um ano e nove meses (até completar 75 anos). Enquanto deputado, eu consegui fazer a Lei do Simples, com o apoio dos parlamentares, que me deu inclusive a eleição para ministro do TCU. Tenho vários projetos em que trabalhei. Mas eu só voltaria para a política se a gente tiver autonomia, porque acho que o próprio Senado e a Câmara perderam. Então está difícil a gente pensar em voltar para o Congresso, porque um ministro (do STF) sozinho pode eliminar tudo que se votou lá. Então tem que ter capacidade de articulação para ser deputado ou senador. Eu teria uma tendência maior para o Senado, mas minha tendência hoje é não concorrer e terminar meu mandato como ministro.
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Dois dias após a Associação dos Docentes da Universidade Federal de Pernambuco protocolar uma Notícia de Fato contra o pastor Silas Malafaia, o Ministério Público estadual convocou a Diretoria do sindicato para uma reunião na 22ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania da Capital. O encontro, que aconteceu na terça-feira (10), reuniu também o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação de Pernambuco (Sintepe) e reafirmou a luta das entidades representativas em prol dos profissionais que fazem o ensino público no país.
Durante o festival gospel The Send 2026, no último dia 31 de janeiro, que bateu recorde de participação, o líder religioso da Assembleia de Deus Vitória em Cristo acusou professores de manipularem estudantes para ditar o que os conservadores apontam como “agenda woke”, termo desvirtuado pela direita para conferir um caráter pejorativo à linha progressista. O evento de grande porte aconteceu na Arena de Pernambuco, na Região Metropolitana do Recife, e, simultaneamente, em Belém, Belo Horizonte, Curitiba e Goiana. A estimativa é de que tenha reunido cerca de 300 mil pessoas presencialmente e mais de dois milhões virtualmente. Um alcance de impacto imensurável, considerando o alto poder de propagação de conteúdo das redes sociais.
Leia maisNa ocasião, Malafaia declarou que o lugar adequando para se educar os jovens era no The Send e continuou: “Existe hoje uma coisa que é séria, é o chamado controle do pensamento pelo marxismo cultural. Se você pensar diferente, você é banido. Se você for contra ‘ideologia de gênero’, se você for contra o aborto, se você for contra práticas homossexuais, se você for contra essa cultura, você é ridicularizado, debochado. Vocês têm que estar preparados para esse enfrentamento”.
Nas palavras do promotor de Justiça Salomão Abdo Aziz Ismail Filho, a denúncia apresentada pela Adufepe e pelo Sintepe foi considerada “relevante”, e serão analisadas “todas as variantes que envolvem o tema”. A Adufepe aguarda, ainda, o posicionamento do Ministério Público Federal.
A provocação aos órgãos pede análise de conduta e adoção de medidas para tutela de direitos coletivos, pontuando inclusive o dano moral coletivo. “O que nós vimos vai além do aceitável. Ele atacou os professores naquilo que temos de mais nobre, que é a competência e ética profissional”, disse o presidente do sindicato, Ricardo Oliveira. “Falas dessa natureza não podem sair sem uma responsabilização.”
Presidenta do Sintepe, Ivete Caetano destacou como esse tipo de campanha prejudica o trabalho em sala de aula. “Somos uma categoria fundamental para a formação da cidadania, para a formação integral de jovens e crianças. Ele coloca medo na sociedade e isso nos coloca numa situação de grande instabilidade.”
As declarações perniciosas de Silas Malafaia, lamentavelmente, não são fato isolado. Na última semana, o ex-jogador de futebol, palestrante motivacional e ex-vereador Túlio Maravilha escancarou a visão preconceituosa da direita em relação às universidades públicas.
Ao informar que havia passado em duas das principais instituições públicas do país, a filha do ídolo do Botafogo, Tulianne, disse que seus pais preferiram que ela se matriculasse em uma faculdade particular. Em vídeo, a mãe da jovem afirmou que a escolha foi para “manter os nossos valores familiares” e acrescentou que a instituição privada se alinha mais “aos nossos pensamentos e aos nossos princípios”.
Como projeto político orquestrado para alienação, o descrédito social na universidade pública é, costumeiramente, endossado e reverberado por líderes religiosos – ainda que não exerçam cargos políticos. André Valadão, líder da Igreja Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte, já publicou vídeos de pregação dizendo que o ambiente universitário poderia mandar filhos de fiéis “para o inferno”. Chegou até mesmo a perguntar se eles gostariam de ver suas filhas se tornarem “vagabundas” por estarem em universidades públicas.
Chancelando tal pensamento, no Governo Bolsonaro tivemos cinco ministros da Educação envoltos numa sequência de escândalos. Corrupção, cortes de recursos, orçamento secreto, guerra ideológica, evasão escolar, queda no número de matrículas, prisão de ex-ministro e mais afrontas.
Alegar que universidades são laboratórios de drogas e ambientes de balbúrdia é cortina de fumaça para deslegitimar as instituições responsáveis pela produção do conhecimento científico no país. É posicionamento de quem não deseja transformação social. De quem não deseja acesso e oportunidade para todos. Lorota para inibir a consciência crítica e o desenvolvimento equânime da nação. Este ano, voltaremos às urnas. Defender a universidade e a educação pública é dever de todos.
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Trovões, relâmpagos, ventania e muita chuva são registrados na manhã de hoje, em diferentes cidades da Região Metropolitana do Recife. As precipitações devem prosseguir ao longo de todo o dia, é o que prevê o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que emitiu um alerta laranja de chuvas intensas para parte de Pernambuco.
Segundo o comunicado, devem ser afetados municípios da Região Metropolitana do Recife, Zona da Mata, Agreste e Sertão do estado. Há previsão de chuvas entre 30 e 60 milímetros (mm) por hora, ou de até 100 mm por dia, e ventos intensos de até 100 quilômetros por hora. As informações são do portal FolhaPE.
Leia maisO alerta do Inmet é válido para seguintes cidades de Pernambuco:
A previsão de chuva também foi alertada pela Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), que emitiu um comunicado de precipitações moderadas a pontualmente fortes para esta quinta-feira (12).
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O gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli divulgou, hoje, uma nota pública em que esclarece sua participação societária na empresa Maridt e nega ter qualquer relação pessoal ou financeira com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, alvo de investigações da Polícia Federal.
O ministro, que é relator da investigação sobre o Master no STF, admitiu que integra o quadro societário da Maridt, mas que a administração da empresa é feita por parentes. A nota afirma ainda que essa condição é permitida pela Lei Orgânica da Magistratura (Loman), que veda apenas que magistrados exerçam atos de gestão. As informações são do portal G1.
Leia maisDe acordo com o texto, a Maridt é uma empresa familiar organizada como sociedade anônima de capital fechado, registrada na Junta Comercial e com declarações regularmente apresentadas à Receita Federal. Segundo o gabinete, todas as declarações da empresa e de seus acionistas “sempre foram devidamente aprovadas”.
Relação com resort
A nota informa que a Maridt integrou o grupo Tayayá Ribeirão Claro, responsável pelo resort Tayayá, no Paraná, até 21 de fevereiro de 2025, quando foi concluída sua saída por meio de duas operações sucessivas:
Ainda segundo o gabinete, todas as operações foram declaradas à Receita Federal e ocorreram “dentro de valor de mercado”. O gabinete afirma que a ação relativa à tentativa de compra do Banco Master pelo BRB foi distribuída ao ministro em 28 de novembro de 2025, “quando há muito a Maridt não fazia mais parte do grupo Tayaya Ribeirão Claro”.
O ministro também nega conhecer o gestor do Fundo Arleen e rejeita qualquer relação pessoal com Daniel Vorcaro ou com o cunhado dele, Fabiano Zettel. Segundo o comunicado, Toffoli “jamais recebeu qualquer valor” de ambos.
Relatório da PF
A nota de Toffoli vem um dia depois de o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, entregar ao ministro Edson Fachin, presidente do STF, relatório sobre dados do celular de Daniel Vorcaro.
O celular – apreendido na Operação Compliance Zero, da PF, que investiga fraudes financeiras no Banco Master, liquidado pelo Banco Central em novembro – continha menções ao ministro Dias Toffoli.
Após a divulgação das informações, o gabinete de Toffoli emitiu uma primeira nota de esclarecimento. Na ocasião, chamou de “ilações” as menções ao nome dele e afirmou que não há motivo para ser alegada suspeição do ministro no caso Master. Nesse caso, Toffoli deveria deixar a relatoria do caso.
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FolhaPE
A quinta-feira será de chuva em quase todo o estado de Pernambuco. A previsão é da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), que emitiu um alerta amarelo. Há indicação de precipitações ao longo do dia para a Região Metropolitana do Recife e Zonas da Mata Norte e Sul.
Segundo o comunicado, divulgado nesta manhã, o posicionamento de um Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (Vcan), em associação a confluência dos ventos em baixos níveis, favorecem a ocorrência de pancadas de chuva.
Leia maisAinda de acordo com o aviso, as chuvas esperadas devem apresentar intensidade moderada e pontualmente forte nas regiões citadas. “A população deve seguir as orientações da Defesa Civil”, destacou a Apac.
Em consulta às 7h50, o quadro de monitoramento das chuvas em tempo real aponta que, nas últimas 24 horas, a cidade que mais choveu foi Goiana, na Mata Norte, com 80,2 milímetros. Na sequência estão Condado, com 51,4 mm, Ilha de Itamaracá, com 41,89, e Itapissuma, com 41,8. O Recife registrou acumulado de 29,08 mm nas últimas 24 horas.
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O Sindmetro-PE realizou, ontem, a Assembleia Geral Extraordinária da categoria, no auditório do sindicato. Na ocasião, os metroviários e metroviárias debateram e aprovaram a pauta de reivindicações da Campanha Salarial 2026/2027 e definiram, por ampla maioria, a manutenção do funcionamento do Metrô do Recife no próximo sábado, 14 de fevereiro, dia do desfile do Galo da Madrugada.
A decisão se dá após uma leitura do planejamento operacional encaminhado pela CBTU, onde ficou definido que a direção sindical acompanhará a implementação deste e solicitará a criação de um grupo especial de enfrentamento a possíveis ocorrências durante o dia do desfile do Galo, com a participação do Sindicato.
Leia maisA assembleia também escolheu os representantes da base (Operação, Manutenção e Administração) que irão acompanhar as rodadas de negociação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026/2027, fortalecendo a participação direta da categoria em todo o processo de diálogo com a empresa.
Durante a reunião, foi aprovada a taxa de 1,5% (dividida em 3 parcelas de 0,5%) de contribuição para a campanha salarial, além da concessão de plenos poderes ao sindicato para negociar e assinar o Acordo Coletivo de Trabalho, instaurar dissídio coletivo perante a CBTU e decretar greve, caso seja necessário.
Todas as propostas apresentadas pelo Sindmetro-PE foram aprovadas por ampla maioria, demonstrando unidade e disposição de luta por parte da categoria.
Para o presidente do Sindmetro-PE, Luiz Soares, o resultado da assembleia reafirma a força coletiva dos metroviários. “A categoria mostrou maturidade e compromisso ao participar ativamente das decisões. A aprovação da pauta e dos encaminhamentos nos dá respaldo e legitimidade para negociar com firmeza. Vamos defender cada ponto com responsabilidade, mas também com a determinação necessária para garantir avanços reais para os trabalhadores e trabalhadoras do metrô”, destacou.
Com as deliberações aprovadas, o sindicato dará os devidos encaminhamentos às pautas e seguirá informando a categoria sobre cada etapa do processo de negociação, por meio das redes sociais, das ações nas bases, por telefone e presencialmente na sede da entidade.
O Sindmetro-PE reforça que a união e a mobilização serão fundamentais para que o Governo Federal atenda às reivindicações apresentadas. Paralelamente à campanha salarial, o sindicato mantém firme a luta contra a privatização, por entender que o metrô é um patrimônio do povo e deve permanecer público, com os investimentos e melhorias necessárias, além da defesa da tarifa zero para a população.
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