











Se o leitor não conseguiu acompanhar o tributo ao compositor e cantor João Silva, o matuto de Arcoverde, maior parceiro de Luiz Gonzaga, no quadro “Sextou”, do programa Frente a Frente, ancorado por este blogueiro e exibido pela Rede Nordeste de Rádio, não se preocupe. Clique aqui e confira. Está incrível!
O vice-governador do Rio Grande do Norte, Walter Alves (MDB), decidiu que vai renunciar ao cargo e, portanto, não vai assumir o Governo do Estado em abril, após a renúncia da governadora Fátima Bezerra (PT). Com isso, o estado deverá ter uma eleição indireta na Assembleia Legislativa para escolha de um governador e um vice para encerrarem o mandato até 5 de janeiro de 2027.
A decisão de Walter foi comunicada na última quarta-feira (7) ao presidente nacional do MDB, Baleia Rossi. O vice-governador disse que vai renunciar porque pretende disputar um mandato de deputado estadual nas próximas eleições. Pela lei, um político não pode ser governador e concorrer a um cargo legislativo ao mesmo tempo.
Leia maisDurante a conversa, Baleia Rossi comunicou a Walter a extensão de seu mandato como presidente do MDB no Rio Grande do Norte. Agora, ele ficará no cargo até pelo menos 15 de março de 2027.
Procurado, o vice-governador declarou que anunciará sua decisão na próxima semana.
No último dia 19 de dezembro, Walter já havia admitido publicamente que poderia renunciar à Vice-Governadoria.
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O presidente do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), Ricardo Paes Barreto, concedeu ao tenor Igor Alves o Diploma Desembargador Waldemir de Oliveira Lins, honraria instituída pelo Ato TJPE nº 91/2025, publicado no Diário de Justiça Eletrônico em fevereiro de 2025. A comenda é destinada a pessoas físicas ou jurídicas que tenham se distinguido por relevantes serviços prestados à sociedade pernambucana e, em especial, ao Judiciário estadual.

A concessão da homenagem considera a importância do reconhecimento público a pessoas, empresas e instituições que atuam de forma convergente com as missões institucionais da Presidência do TJPE. O ato foi publicado oficialmente e assinado pelo presidente da Corte, conforme estabelece a normativa que regulamenta a concessão da honraria.
Por Larissa Rodrigues – Repórter do blog
A Procuradoria-Geral da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) enviou nota de repúdio contra as afirmações da deputada Débora Almeida (PSDB), que encaminhou ofício para todos os deputados e superintendências da Casa questionando o trabalho do órgão (veja aqui). O texto é assinado por todos os procuradores da Alepe. São nove profissionais no total, contando com o procurador-geral, Hélio Lúcio Dantas.
Este blog apurou que o clima tenso entre Débora Almeida e a Procuradoria da Alepe existe há mais de um ano e vem ganhando força porque a deputada não concorda com as constantes consultas do presidente da Casa, deputado Álvaro Porto (PSDB), ao órgão, porque, na opinião dela, é uma forma de Porto “se eximir do ônus de decisões, justificando com os pareceres”.
Leia maisOs procuradores, no entanto, argumentam que essa é a função do presidente: buscar orientação legal por meio de consultas técnicas, e que a Procuradoria tem justamente o dever de atender. Em entrevista a este blog, Hélio Lúcio Dantas avaliou que as solicitações de Débora Almeida têm “tom intimidatório” contra a equipe de procuradores da Assembleia, algo que lamentou e disse nunca ter visto em mais de duas décadas de atuação na Alepe.
Confira a íntegra da nota da Procuradoria-Geral da Alepe:
“NOTA – ESCLARECIMENTO E REPÚDIO INSTITUCIONAL (PROCURADORIA DA ALEPE)
A Procuradoria da Assembleia Legislativa de Pernambuco vem a público prestar esclarecimento firme e inequívoco diante de acusações e insinuações que vêm sendo repercutidas em meios de comunicação, inclusive a imputação — grave e inaceitável — de que este órgão técnico seria instrumentalizado para produzir pareceres ‘sob encomenda’.
1. Autonomia e independência técnica
A Procuradoria da ALEPE é órgão técnico-jurídico permanente, composto por procuradores efetivos, aprovados em concurso público, com trajetória consolidada na defesa institucional do Parlamento e no assessoramento técnico-jurídico. Atua com autonomia funcional e independência, não estando adstrita ao entendimento de qualquer autoridade ou parlamentar.
2. Parecer jurídico não é “censura”: é cautela institucional e dever de ofício
Encaminhar proposições para análise da Procuradoria — especialmente quando apresentam peculiaridades relevantes e exigem exame prévio para definição de rito e segurança jurídica — constitui procedimento regular e necessário. No caso, foram emitidos e encaminhados à Presidência, em 09/01/2026, os Pareceres nº 14 e nº 15/2026, com encaminhamentos acolhidos no âmbito administrativo, evidenciando atuação técnica objetiva e documentada.
3. Repúdio a ataques e tentativas de constrangimento institucional
A Procuradoria repudia ataques que buscam deslegitimar sua credibilidade e, por consequência, enfraquecer a própria Assembleia. Há registros de reiteração de consultas dirigidas à Procuradoria e à Consultoria Geral com indisfarçável propósito de constranger ou intimidar a sua atuação técnica, inclusive por meio de demandas de caráter manifestamente constrangedor.
4. Uso de expedientes para “desacreditar” a Procuradoria e tensionar o ambiente institucional
Também causa perplexidade a adoção de providências formais com o objetivo de desacreditar publicamente a atuação da Procuradoria, como o envio de ofício circular a parlamentares e setores internos, em contexto de exposição indevida e potencial indução de juízo equivocado sobre a prestação do serviço jurídico.
5. O alvo real dos ataques é o Poder Legislativo
É preciso afirmar com clareza: atacar a Procuradoria é atacar o Poder Legislativo. Trata-se de conduta incompatível com a institucionalidade mínima exigida no ambiente parlamentar, pois busca intimidar órgãos técnicos que existem para assegurar qualidade normativa, regularidade do processo legislativo e proteção do interesse público. A Procuradoria e a Consultoria Geral construíram credibilidade “que extrapola os muros” da Casa, precisamente por seu apuro técnico e compromisso com a defesa intransigente da ALEPE.
6. Compromisso com a ALEPE e com a legalidade
A Procuradoria permanecerá exercendo suas atribuições com independência, rigor técnico e responsabilidade institucional, mantendo-se à disposição da Mesa Diretora, dos parlamentares e dos órgãos administrativos — sem ceder a pressões, constrangimentos ou tentativas de intimidação.
Procuradoria da Assembleia Legislativa de Pernambuco – ALEPE
Cláudia Lins de Albuquerque Mendes
Douglas Stravos Diniz Moreno
Edvaldo José Cordeiro dos Santos
Graziela Bacchi Hora
Hélio Lúcio Dantas da Silva
Juliana Salazar Pereira
Juliene Viana Martins Santos
Paulo Roberto Fernandes Pinto Júnior
Silvio Pessoa de Carvalho Júnior
Por Larissa Rodrigues – Repórter do blog
A deputada estadual Débora Almeida (PSDB) encaminhou um ofício circular internamente na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) a todos os gabinetes e superintendências da Casa no qual faz questionamentos sobre o ritmo da Procuradoria da Alepe quanto aos pedidos enviados pelo seu gabinete. O documento, de número 18/2026, foi criado no último dia 5, às 8h13 (veja anexo).

No texto, a deputada, uma das mais fiéis à governadora Raquel Lyra (PSD), relata que seu gabinete protocolou diversas solicitações de pareceres consultivos-opinativos à Procuradoria, mas não obteve resposta em tempo hábil e, segundo ela, “compatível com o bom exercício da atividade parlamentar”. Ela exemplifica com ofícios de 2024 e de 2025 que nunca teriam sido respondidos. O mais antigo é de 2024 e estaria sem resposta há 611 dias.
Leia maisEssa atitude de Débora Almeida surge em meio à tensão na Assembleia provocada desde que a governadora convocou o período extraordinário e encaminhou quatro projetos para serem votados, sendo que dois deles foram enviados primeiro à Procuradoria, enquanto os outros dois estão nas comissões, por decisão do presidente da Casa, deputado Álvaro Porto (PSDB).
No ofício, a parlamentar indaga: “só este gabinete encontra dificuldades em obter resposta de solicitações de pareceres consultivos-opinativos por parte da Procuradoria-Geral da Alepe ou trata-se de um problema generalizado?”
Em conversa com este blog, a deputada explicou que o presidente Álvaro Porto tem baseado suas decisões em pareceres da Procuradoria, portanto, ela gostaria de ter acesso aos documentos, porque são públicos. Débora não escondeu o incômodo com Porto e com a Procuradoria da Casa, expondo o clima interno tensionado entre as bancadas de governo e oposição e que se estendeu para além do Plenário.
“Parecer é público”
“A partir do momento em que a Procuradoria emite um parecer, ele é público. Eu solicito para poder fazer o contraditório. Mas não respondem, não sei se é porque têm muito trabalho. Acho que os pareceres são dados para embasar o entendimento dele (de Álvaro) sobre as questões. Ele se exime do ônus e justifica as decisões com pareceres da Procuradoria”, argumentou.
“Censura prévia”
Para Débora, a decisão de Porto de enviar dois projetos para análise da Procuradoria antes das comissões parlamentares é uma espécie de “censura prévia”. “A governadora mandou quatro projetos e somente dois foram para as comissões. Os outros dois estão na Procuradoria. Vai ter censura prévia? Só publicam o que é conveniente? Não existe parecer com poder de lei. A Procuradoria não pode usurpar o trabalho dos deputados. Com certeza, os deputados não estão felizes com a falta de soberania do Plenário”, disparou.
O outro lado
O procurador-geral da Alepe, Hélio Lúcio Dantas, negou que as solicitações do gabinete da deputada Débora Almeida não tenham sido atendidas. Em conversa com este blog, defendeu o trabalho do órgão ressaltando que a Procuradoria é um setor técnico e consultivo e que não faz distinção entre bancadas na Casa.
Hélio Lúcio mencionou que algumas demandas enviadas pela parlamentar por vezes pareceram ter “tom intimidatório” contra a equipe de procuradores da Assembleia, algo que lamentou e disse nunca ter visto em mais de duas décadas de atuação na Alepe. O procurador ainda defendeu a análise das duas matérias do governo enviadas à Procuradoria, porque explicou que a Presidência necessita de orientação legal quanto à tramitação, já que um dos projetos tem decisão judicial (da LOA) e o outro tem prazo vencido (do TJPE).
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O Sextou de hoje faz um tributo ao compositor e cantor João Silva, o matuto de Arcoverde, maior parceiro de Luiz Gonzaga, mas não tão celebrado como Zé Dantas, Humberto Teixeira, Onildo Almeida e Zé Marcolino.
Autor de grandes sucessos, como “Danado de bom”, que deu a Gonzagão seu primeiro disco de ouro, e “Pagode Russo”, esta gravada até por Ney Matogrosso, João Silva foi retratado em livro biográfico de José Marques e ganhou um filme em estilo documentário. No tributo, quem fala da sua trajetória e sucessos é a filha primogênita Lúcia Silva, residente no Rio de Janeiro.
O Sextou vai ao ar das 18h às 19h, pela Rede Nordeste de Rádio, formada por 48 emissoras em Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Bahia, tendo como cabeça de rede a Rádio Folha 96,7 FM, no Recife. Se você deseja ouvir pela internet, clique no link do Frente a Frente em destaque no alto do blog ou baixe o aplicativo da Rede Nordeste de Rádio na play store.
A Prefeitura de Surubim divulgou a programação cultural da 100ª edição da Tradicional Festa de São Sebastião, co-padroeiro do município, que será realizada de 11 a 20 de janeiro. As atividades ocorrem em dois polos — Palco da Igreja e Palco da Usina — e incluem apresentações religiosas, culturais e musicais, com participação de artistas locais e nacionais.
A programação começa no domingo (11), no Palco da Igreja, com o Projeto Agreste em Dois Tons, seguido por Banda São José na segunda (12). Na terça-feira (13), o espaço recebe a Companhia de Dança Surubinense, o Balé Sonho de Criança e o Grupo de Dança Pararelo. Na quarta (14), se apresentam a Orquestra Filarmônica de Surubim e Valda Sedícias; na quinta (15), o cirandeiro Anderson Miguel; e na sexta (16), o DJ Roony Moura. No sábado (17), ocorre a tradicional Arrematação, e no domingo (18) a programação é voltada ao público infantil, com o Palhaço Xililique.
A etapa final acontece no Palco da Usina, com shows a partir das 20h da segunda-feira (19), reunindo Léo Santana, Nadson O Ferinha e Magníficos; no mesmo dia, o Palco da Igreja terá seresta com Sandro Rogério. O encerramento será na terça-feira (20), às 20h, com apresentação da banda católica Colo de Deus. “Serão dias de oração, celebrações, encontros e muita devoção, fortalecendo a identidade e a religiosidade do povo de Surubim”, afirmou o prefeito Cleber Chaparral.
Um homem foi detido após tentar roubar o relógio do empresário e ex-vereador do Recife Homero Lacerda em um restaurante localizado no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul da capital. A ocorrência foi registrada no Spettus Boa Viagem, onde o suspeito foi contido por seguranças que acompanhavam Lacerda e impedido de deixar o local.
Dois ocupantes de uma ambulância ficaram feridos durante colisão com um boi na madrugada desta sexta-feira (9), na BR-232, no município de Sertânia, no Sertão de Pernambuco.
Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), a colisão aconteceu por volta das 2h50 no km 299. Conforme a corporação, uma equipe foi enviada para atender a ocorrência e constataram que o condutor e a passageira sofreram ferimentos leves.
Leia maisAmbas as vítimas foram encaminhadas para o Hospital de Arcoverde, por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).
De acordo com a PRF, o acidente pode ter sido provocado pela baixa luminosidade no trecho da rodovia. Com o impacto a ambulância de São José do Belmonte ficou completamente destruída e o animal veio a óbito.
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Por Roberto Freire*
A América do Sul precisa se unir. Não como retórica diplomática, mas como estratégia concreta de sobrevivência política, econômica e geopolítica diante do avanço de doutrinas imperialistas e da reorganização do poder global. O mundo volta a operar pela lógica das áreas de influência e da imposição de interesses.
Essa lógica tem uma referência histórica conhecida no continente. A Doutrina Monroe, formulada no século dezenove, estabeleceu a ideia de tutela hemisférica sobre a América Latina, sob o argumento de proteção externa. O que se observa hoje é a atualização desse princípio, com novas linguagens, novos instrumentos e a mesma concepção de fundo. Sempre que interesses estratégicos das grandes potências são contrariados, a soberania dos países do Sul passa a ser relativizada.
Leia maisNenhuma nação sul americana, isoladamente, terá força suficiente para enfrentar os desafios da defesa continental, da soberania e da inserção competitiva na economia global. A construção de uma Comunidade Sul Americana é hoje uma necessidade objetiva, baseada em cooperação, diálogo e integração progressiva, respeitando diferenças nacionais, mas afirmando interesses comuns.
Nesse processo, Brasil, Argentina, Colômbia e Chile, as quatro maiores economias da região, devem assumir papel de liderança política nesse esforço, com responsabilidade histórica na condução desse movimento. Mais do que coordenadores, esses países precisam atuar como líderes, capazes de induzir consensos e sustentar um projeto regional consistente. A superação de divergências ideológicas entre governos não é concessão política, é imperativo estratégico. A relação entre essas lideranças regionais deve ser entendida como eixo estruturante da integração sul americana, não como refém de disputas circunstanciais.
O mundo atravessa uma transição profunda, marcada pela integração entre o físico e o digital. A chamada era figital, conceito formulado pelo cientista da computação Silvio Meira, redefine produção, comércio, inovação e competitividade. Sem escala regional, a América do Sul tende a permanecer como exportadora de matérias primas, distante dos centros de decisão e de valor.
Diante dessa realidade, o início do processo de integração por uma zona de livre comércio sul americana é uma escolha realista e responsável. Trata se do mínimo denominador comum possível em uma região marcada por economias desiguais, modelos de desenvolvimento distintos e instabilidade política recorrente. Uma zona de livre comércio reduz resistências, permite adesões graduais e não exige, de imediato, grandes cessões de soberania.
É fundamental, porém, que esse passo inicial não seja confundido com ponto de chegada. A zona de livre comércio deve ser o começo de um processo mais amplo, capaz de evoluir para formas mais profundas de integração econômica e política ao longo do tempo.
Nesse contexto, o fortalecimento do Mercosul e a conclusão do acordo entre o bloco e a União Europeia são movimentos estratégicos. Eles ampliam mercados, atraem investimentos, fortalecem cadeias produtivas e ajudam a posicionar melhor a região na economia global. Para isso, as lideranças regionais precisam atuar de forma convergente, com maturidade política e visão de longo prazo.
A união da América do Sul não é abstração nem nostalgia integracionista. Ela precisa estar ancorada, de forma inequívoca, na cláusula democrática como fundamento da Comunidade Sul Americana. Não há integração possível convivendo com regimes autoritários. O caso da Venezuela é um alerta claro de que ditadura e projeto de integração regional são incompatíveis. A democracia não é um detalhe institucional, é condição essencial para a confiança, a cooperação e a legitimidade desse projeto comum.
O Cidadania defende uma integração baseada na democracia, no respeito à soberania e na cooperação prática entre os países da região. Sem união, a América do Sul seguirá vulnerável. Com união, pode afirmar sua voz e seu futuro.
*Presidente Nacional do Cidadania
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Por Thiago Prado – O GLOBO
O senador Flávio Bolsonaro (PL) passou o fim do ano visitando figurões do mercado financeiro, entre eles André Esteves, dono do BTG Pactual. Nos encontros, se comprometeu a anunciar até abril um nome do quilate do ex-ministro da Economia Paulo Guedes para ser o seu “Posto Ipiranga” — expressão eternizada por seu pai, Jair Bolsonaro, na campanha presidencial de 2018, quando designou o aliado para responder tudo por ele na área econômica inspirado em um comercial de TV da rede de postos de gasolina.
Os gestos têm uma razão objetiva: a Faria Lima se mostrou órfã da candidatura ao Planalto do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e é preciso seduzi-la para que não caia no colo de concorrentes. Em dezembro, vale lembrar, a bolsa de valores caiu e o dólar disparou após o anúncio do filho do ex-presidente.
Leia maisPor ora, as duas grandes estrelas econômicas da Era Bolsonaro não demonstram interesse em voltar para o jogo. Flávio procurou Paulo Guedes em dezembro, mas o ex-ministro reafirmou o desejo de seguir longe da vida pública. Embora já tenha negado publicamente, o ex-presidente do Banco Central (BC) Roberto Campos Neto estava muito mais entusiasmado para virar um homem forte de um futuro governo Tarcísio do que de uma administração de continuidade do clã Bolsonaro.
Há dois nomes na manga de Flávio, de impacto muito menor que Guedes e Campos Neto: Gustavo Montezano, ex-presidente do BNDES, com passagens pelo Opportunity e o próprio BTG Pactual de Esteves; e o economista Adolfo Sachsida, ex-secretário de Política Econômica de Guedes e ex-ministro de Minas e Energia de Bolsonaro.
Em seu perfil no X, Sachsida vem ganhando relevância diante de milhares de seguidores ao atacar frequentemente o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. No último dia 2, a defesa de Bolsonaro solicitou que o ex-secretário de Guedes passe a integrar a defesa do ex-presidente. Se autorizado pelo próprio Moraes, Sachsida poderá visitar Bolsonaro na Polícia Federal como outros advogados.
Nas conversas com o mercado desde dezembro e em entrevistas para a imprensa e podcasts de direita, Flávio tem feito o clássico discurso liberal de ano de campanha: genérico na maioria das vezes e específico quando convém. O senador vem defendendo a privatização dos Correios, estatal hoje no vermelho com bilhões de reais de prejuízo e que o seu pai tentou (sem sucesso) vender para a iniciativa privada. Quando fala da Petrobras, as metas são menos claras. Em entrevista para o influenciador Paulo Figueiredo esta semana, em que sinalizou a possibilidade do irmão Eduardo ser ministro das Relações Exteriores, Flávio explicou o que pensa sobre a estatal:
— Tem a parte de extração, tem a parte de pesquisa, tem a parte de distribuição, tem a parte de refino. Então ela é um grande conglomerado de empresas que a gente tem que ver o que funciona e tem que continuar, e o que não funciona e pode ser privatizado.
Assim como o pai em 2018, Flávio tem falado em enxugamento de gastos, mas sem se comprometer com dois temas impopulares sempre citados como cruciais pela turma do mercado financeiro para um ajuste fiscal robusto: a desvinculação dos benefícios da Previdência com o salário mínimo e o fim dos pisos constitucionais de repasses de recursos para as áreas da saúde e educação.
O senador está em modo campanha desde o fim de 2025. Em novembro, tentando fugir da pecha de “candidato das elites”, votou favorável à proposta de Lula de ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês. No mês seguinte, no Programa do Ratinho, no SBT, sugeriu que os beneficiários do Bolsa Família continuem a receber o auxílio por dois anos após conseguirem um emprego, além de um adicional de R$ 200 para estimular a inserção no mercado.
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A paciente Evellyn Karolayne Martins Torres está internada na oncologia pediátrica do IMIP e necessita de doação de sangue. As doações podem ser realizadas em seu nome no Hemope Arcoverde, localizado na Avenida Joaquim Nabuco, no Centro de Arcoverde, ou no Hemope Recife, situado na Rua Joaquim Nabuco, no bairro das Graças, no Recife. Segundo a mobilização divulgada pela família, doações de todos os tipos sanguíneos são aceitas.
