











Em razão das minhas férias, o Direto de Brasília, meu podcast em parceria com a Folha de Pernambuco, desta terça será uma reprise. Escolhi voltar a exibir a entrevista com o ministro da Defesa José Múcio Monteiro, uma das que mais repercutiram desde a criação do programa.
Na conversa, José Múcio tratou de temas centrais do debate nacional, como o chamado PL da Anistia — hoje PL da Dosimetria —, defendeu a necessidade de diálogo com o Supremo Tribunal Federal e analisou o momento político do país.
A entrevista vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, incluindo também cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem o programa a Gazeta News, do Grupo Collor, em Alagoas, a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras, na Paraíba, e a Mais-TV, do mesmo grupo, sob o comando do jornalista Heron Cid. Ainda a Rede ANC, do Ceará, formada por mais de 50 emissoras naquele Estado, além da LW TV, de Arcoverde.
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A Prefeitura do Recife realiza, nesta quarta-feira (28), a primeira edição de 2026 do projeto Arena GO Recife, integrando a programação da Feira de Empregabilidade do Grau Técnico e Profissionalizante, na Avenida Conde da Boa Vista, nº 1234, no Centro da cidade. A iniciativa é coordenada pelas secretarias de Transformação Digital, Ciência e Tecnologia e de Trabalho e Qualificação Profissional e reúne serviços públicos, orientação profissional e ações voltadas à inovação e à qualificação para o mercado de trabalho.
Das 9h às 13h, o Arena GO Recife oferecerá atendimentos da Agência de Emprego do Recife, cadastro na plataforma GO Recife, serviços da Sala do Empreendedor e orientações para vagas de emprego, estágio e aprendizagem, com apoio de instituições parceiras como CIEE, IEL, ABRE, Rede Cidadã e Instituto da Oportunidade Social (IOS). À tarde, das 15h às 16h, está prevista a palestra “Marketing do Futuro Recife”, com foco em tendências, inovação e transformação digital. “A Arena GO é um espaço onde tecnologia, conhecimento e políticas públicas se encontram para gerar oportunidades reais”, afirmou o secretário de Transformação Digital, Ciência e Tecnologia do Recife, Rafael Cunha. Já a secretária de Trabalho e Qualificação Profissional, Isabella de Roldão, destacou que “é uma oportunidade de criar conexões e abrir novos caminhos para quem busca ampliar seus horizontes em 2026”.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta terça-feira, 27, que terá um “papo de amigo” com Jair Bolsonaro daqui a dois dias, em visita marcada em sua cela na chamada “Papudinha”, em Brasília, e que recusaria um convite para concorrer a presidente, mesmo diante de um apelo do padrinho político.
— Isso não vai acontecer, mas eu diria não. É muito tranquilo isso para mim — declarou o político em entrevista à rádio Jovem Pan de Sorocaba, no interior de São Paulo. Ele foi à cidade para um encontro na fábrica da Toyota.
— Na última visita que eu fiz ao Bolsonaro, quando ele ainda estava em prisão domiciliar, antes do regime fechado, ele me disse: ‘E aí, Tarcísio, eleição presidencial, qual é a sua posição?’. Eu disse: ‘A minha posição é ficar em São Paulo’. Eu fui muito contundente, muito claro com ele em relação a isso, porque também eu precisava manter uma linha de coerência — relatou o governador. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisTarcísio alegou ainda que não teve uma discussão acalorada com Flávio Bolsonaro (PL), senador pelo Rio de Janeiro escolhido pelo pai para representá-lo nas urnas contra o presidente Lula (PT), frustrando parte do empresariado e líderes do Centrão. Demonstrou incômodo nesse ponto, atribuindo as informações a mentiras que circulam nos bastidores.
— Não estou frustrado, não. Nem vou falar isso na quinta-feira para o Bolsonaro, até porque isso não existe — afirmou ele, em outro trecho da entrevista. — Eu sempre disse que o meu projeto para São Paulo é de longo prazo. Alguns que passaram e pensaram logo na candidatura presidencial deixaram cicatrizes, feridas abertas. Não quero decepcionar ninguém.
Tarcísio falou também sobre os motivos que levaram Bolsonaro a optar pelo filho no pleito:
— Uma pessoa da família traz para ele uma confiança, e eu vou estar com ele nessa caminhada. Na visita que eu vou fazer, o meu papo vai ser um papo de amigo. Vou falar de amenidades, perguntar se ele está precisando de alguma coisa, falar da solidariedade e do carinho que eu tenho por ele e do que a gente está fazendo aqui fora para tentar ajudá-lo. Sem entrar muito nessa questão. Não costumo falar de eleição, de política com ele. Procuro sempre mostrar que estou do seu lado.
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A deputada federal Heloísa Helena (Rede Sustentabilidade) utilizou suas redes sociais para anunciar que segue em andamento a coleta de assinaturas necessárias para a instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) destinada a investigar o Banco Master no Congresso Nacional.
A parlamentar destacou ainda que aposentados e pensionistas estão entre os principais interessados no esclarecimento do caso. “Seguimos na dura batalha de coletar assinaturas de Deputados Federais para a CPMI do Banco Master. Que o povo assista ao vivo o que fizeram com dinheiro público”, escreveu a deputada. Confira:
Por Raphael Guerra – JC
Um dia após a repercussão da denúncia de suposta espionagem de um secretário da Prefeitura do Recife, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) enviou ofício à Secretaria de Defesa Social (SDS) solicitando informações sobre a apuração do caso.
O MPPE informou, em nota oficial, que tomou conhecimento das notícias veiculadas pelos meios de comunicação e, por isso, decidiu formalizar o pedido. O texto não informou qual Promotoria analisará as informações, nem possíveis medidas que possam vir a ser tomadas, a partir do que for constatado.
Leia maisReportagem do programa Domingo Espetacular, da TV Record, no último domingo (25), denunciou que policiais da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil (Dintel) teriam usado métodos de espionagem para apurar uma denúncia anônima contra Gustavo Queiroz Monteiro, secretário de Articulação Política e Social da Prefeitura do Recife, – incluindo uso de um rastreador de veículo.
Em coletiva de imprensa, na segunda-feira, o secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, negou a acusação de perseguição política e disse que a investigação preliminar apurou a denúncia de que um veículo locado pela gestão municipal estaria sendo usado para supostos pagamentos de propina. Segundo Carvalho, o monitoramento ocorreu entre agosto e outubro de 2025. Sem provas, o caso foi arquivado.
POLICIAL SUSPEITO DE VAZAMENTO DE DADOS
Por outro lado, o secretário estadual afirmou que um inquérito foi instaurado para apurar o vazamento de informações sigilosas da polícia, incluindo reprodução de conversas de um grupo de WhatsApp criado especificamente para a apuração da denúncia anônima.
Um comissário da Polícia Civil afastado da Dintel, e que fazia parte do grupo, é suspeito. Isso porque ele também foi flagrado em “reunião clandestina” com o ex-presidente da Câmara de Ipojuca, Flávio Henrique do Rêgo Souza, conhecido como Flávio do Cartório (PSD), suspeito de desvios milionários de emendas parlamentares.
“Houve violação do sigilo profissional. Muito provavelmente pelo policial que foi afastado em novembro e que estava passando informações para uma organização criminosa. Essa é uma hipótese que estamos apurando”, afirmou Carvalho, na coletiva.
O policial atualmente está respondendo à Diretoria de Recursos Humanos da Polícia Civil. Ele já era investigado pelo MPPE e pela Corregedoria da SDS.
JOÃO CAMPOS PROMETEU ACIONAR JUSTIÇA
Em vídeo publicado nas redes sociais, na noite da segunda-feira, o prefeito do Recife, João Campos (PSB), afirmou que houve “uso político da Polícia Civil de Pernambuco” e que irá buscar as instâncias jurídicas para denunciar o suposto esquema de perseguição. “Isso não vai passar impune.”
“Perseguição sem ordem judicial, sem inquérito, sem B.O., sem nenhuma formalidade. Rastreador sendo colocado em carro oficial da prefeitura sem ordem judicial. Isso é criminoso”, argumentou o prefeito.
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Por Edgar Lisboa – Repórter Brasil
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, confirmou, em entrevista ao jornalismo da Novabrasil, que já comunicou à cúpula do União Brasil sua decisão de deixar a legenda para viabilizar uma candidatura própria à Presidência da República nas eleições de outubro. O movimento, segundo ele, é irreversível caso o partido não assegure apoio claro ao seu projeto.
Caiado afirmou que o presidente nacional da sigla, Antônio Rueda, e o secretário-geral ACM Neto já foram oficialmente informados. “É algo a ser resolvido nos próximos dias”, disse o governador, sinalizando que a definição está em estágio avançado.
Leia maisNegociações em curso e silêncio estratégico
Sem revelar nomes, Caiado confirmou que já negocia filiação com outros partidos e que o entendimento é avançar rapidamente para a campanha presidencial. O silêncio sobre as siglas não é casual: o governador busca manter margem de manobra enquanto o cenário da direita segue fragmentado e instável.
“Eu entendo a dificuldade do partido… só que, nessa situação, eu já estou buscando também uma alternativa para ter outro partido para me candidatar”, afirmou, deixando claro que não aceitará ficar fora da disputa por imposição interna.
União Brasil entre Bolsonaro e Caiado
Nos bastidores, o pano de fundo da crise é o possível alinhamento do União Brasil à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL). No início do mês, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro declarou publicamente que Antônio Rueda seria entusiasta de seu nome para a sucessão presidencial.
Para Caiado, essa inclinação inviabiliza sua permanência na legenda. A leitura é pragmática: não há espaço para dois projetos presidenciais concorrentes dentro do mesmo partido e o governador não pretende abrir mão do seu.
Estratégia da direita: pulverizar para sobreviver
Ao contrário do discurso predominante em setores do campo conservador, Caiado defende a pulverização de candidaturas de direita no primeiro turno. Na avaliação do governador, a ideia de um único nome favorece diretamente o presidente Lula (PT).
“Só um candidato da direita é o que Lula quer”, afirmou. Segundo ele, enfrentar “toda a máquina de um governo” com um único postulante tornaria o caminho até 4 de outubro praticamente inviável. Para Caiado, múltiplas candidaturas ampliam o debate, testam lideranças e evitam a concentração prematura de forças.
Bolsonaro pesa, mas não transfere tudo
Caiado também relativizou o poder de transferência de votos do ex-presidente Jair Bolsonaro. Reconheceu o prestígio político do líder conservador, mas fez uma distinção clara entre candidatura própria e indicação.
“Ninguém nega o prestígio dele, mas são duas coisas distintas: uma coisa é ele candidato e outra é um indicado dele candidato”, afirmou. Segundo Caiado, nenhum líder político consegue transferir integralmente sua base eleitoral, um recado direto ao entorno bolsonarista.
Ainda assim, o governador fez questão de sinalizar unidade no segundo turno, prometendo apoio a Flávio Bolsonaro caso o senador chegue à fase final da disputa.
Um movimento calculado, não um rompante
A decisão de Caiado não é um gesto impulsivo, mas um movimento calculado de sobrevivência política em um campo conservador cada vez mais fragmentado. Ao se antecipar e romper com o União Brasil, o governador tenta evitar o isolamento e manter protagonismo num tabuleiro em que o bolsonarismo busca hegemonia.
Mais do que uma disputa partidária, o episódio revela o dilema da direita brasileira: entre a fidelidade a um líder carismático e a construção de alternativas eleitorais capazes de enfrentar Lula com mais de um caminho possível. Caiado aposta que, neste jogo, diversidade no primeiro turno pode ser força e não fraqueza.
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Por Rinaldo Remígio Mendes*
Vivemos tempos em que a informação corre mais ligeira do que o vento que sopra nas margens do Velho Chico. E, como acontece com tudo que chega rápido demais, muitas vezes chega também sem clareza, sem contexto, sem verdade inteira.
Foi assim que, nos últimos meses, um tema passou a rondar as conversas dos empresários, das feiras, dos escritórios e das mesas de café: a Reforma Tributária.
Recentemente, estive em Olinda, caminhando por aquelas ladeiras cheias de história, quando recebi uma ligação de um amigo comerciante, homem trabalhador, desses que sustentam o Brasil com o suor diário. Ele me perguntou, com voz apertada:
Leia mais— “E agora, Remígio… para onde vamos? Tanta conversa, tanta notícia desencontrada… essa reforma vai acabar com a gente?”
Parei por um instante. Respirei fundo. E respondi com a serenidade de quem já viu muita coisa mudar, mas também já viu muita coisa permanecer.
A verdade é que a Reforma Tributária vem para reorganizar o sistema de impostos sobre o consumo, substituindo tributos antigos como ICMS, ISS, PIS e Cofins por dois novos pilares: o IBS e a CBS.
Parece complicado quando se fala assim, com siglas e termos técnicos. Mas, no fundo, a intenção é simples: reduzir a bagunça e trazer mais uniformidade ao país inteiro.
E o que mais tranquiliza, especialmente os pequenos empresários, é saber que:
o Simples Nacional não vai acabar.
Ele permanece garantido como regime favorecido para quem empreende com coragem, começando pequeno e enfrentando desafios diários.
O que muda, neste início, é quase nada. A transição será lenta, gradual, feita por etapas até 2033. Nada de susto imediato. Nada de terremoto fiscal de um dia para o outro.
Haverá novidades, sim. Uma delas é a possibilidade futura de o Simples permitir créditos tributários em algumas operações, o que pode beneficiar quem vende para empresas maiores. Mas tudo será opcional e cuidadosamente avaliado.
Por isso, meu conselho como contador, professor e consultor empresarial há mais de 36 anos é direto:
não se deixe levar pelo pânico.
Reforma tributária não é um bicho de sete cabeças. É um processo. E processos se atravessam com informação segura, organização e acompanhamento profissional.
O Brasil muda, os sistemas mudam, as leis mudam… mas uma coisa permanece:
quem trabalha com seriedade, planejamento e orientação correta sempre encontra o caminho.
Ao final da conversa, meu amigo respirou aliviado. E eu também. Porque entendi mais uma vez que, além de números e impostos, nossa missão é oferecer confiança em tempos de incerteza.
A reforma está chegando, sim. Mas chega devagar.
E nós, juntos, saberemos conduzir.
*Professor universitário aposentado, administrador, contador e mestre em economia
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O prazo para aposentados e pensionistas contestarem descontos indevidos em seus benefícios foi prorrogado até o dia 20 de março pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A decisão visa garantir o amplo direito dos beneficiários que, desde a última segunda-feira (19), enfrentam instabilidades no Meu INSS.
O INSS vem mantendo contato diário com a Dataprev, empresa responsável pela tecnologia da informação da Previdência Social. A Dataprev comunicou ao Instituto que fará uma manutenção que deixará os sistemas indisponíveis entre os dias 27 de janeiro e 1º de fevereiro.
“É uma grande oportunidade para quem ainda não consultou se teve algum desconto não autorizado em seu benefício do INSS. Falta muito pouco para que 100% das pessoas tenham seu dinheiro de volta. O governo tem esse dinheiro em mãos e quer devolver, e isso é um feito inédito”, destacou o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz.
Leia mais“Estava previsto para a gente terminar em 14 de fevereiro. Seria o último dia para que os nossos aposentados e pensionistas pudessem requerer. Tendo em vista que tivemos problemas de sistema na semana passada e teremos uma paralisação dos sistemas da Dataprev, para não prejudicar ninguém vamos prorrogar esse prazo até 20 de março”, explicou o presidente do INSS, Gilberto Waller.
CONTESTAÇÃO – Com a prorrogação do prazo, os segurados terão mais tempo para identificar e contestar as cobranças irregulares. A contestação é o primeiro passo para que o beneficiário possa, posteriormente, aderir ao acordo de ressarcimento. Ela pode ser feita pelo aplicativo Meu INSS, Central 135 ou nas agências dos Correios.
PODEM ADERIR AO ACORDO OS BENEFICIÁRIOS QUE:
COMO FAZER
NO APLICATIVO MEU INSS:
Não caia em golpes! Toda a comunicação é feita pelos canais oficiais:
Morreu nesta terça-feira (27), aos 86 anos, o sanfoneiro Agostinho Inácio Gomes, conhecido como Agostinho do Acordeon, pai do cantor, compositor e também sanfoneiro Josildo Sá. Pernambucano, Agostinho construiu uma trajetória ligada ao forró e à cultura popular nordestina. Referência musical, teve influência direta na formação artística do filho.
O velório ocorre nesta terça-feira (27), das 12h às 18h, no Cemitério Santo Amaro, no Recife. Em seguida, o corpo será levado para o município de Floresta, onde haverá novo velório na quarta-feira (28), das 8h às 16h, no Cemitério São Miguel. O sepultamento será realizado no mesmo local.
A existência de um contrato com o Banco Master é apontado, por integrantes do governo, como um dos motivos que apressou o pedido de demissão de Ricardo Lewandowski do Ministério da Justiça. Ele deixou a pasta no último dia 10 de janeiro.
A CNN Brasil apurou que o escritório em que Lewandowski atuava seguiu os trabalhos sob comando de sua mulher e filho, Yara e Enrique, respectivamente, e manteve a relação contratual com o Master após a posse do ex-ministro no Ministério da Justiça.
Integrante do STF (Supremo Tribunal Federal) por 17 anos, Lewandowski deixou o cargo na corte em abril de 2023, um mês antes de completar 75 anos, idade limite para atuar na Corte. As informações são da CNN.
Leia maisPor meio de nota, o ex-ministro confirmou a prestação de serviço ao Master, mas não detalhou o período do contrato e apenas afirmou que, após assumir o ministério em janeiro de 2024, “retirou-se do escritório de advocacia e suspendeu seu registro na OAB (Ordem dos Advogados do Brasil)”.
Já era sabida no Palácio do Planalto a disposição do então ministro de deixar o governo. Rusgas com o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e dificuldades para viabilizar no Congresso a aprovação da PEC da Segurança incomodavam Lewandowski.
No entanto, causou estranheza o fato de o ex-membro do Supremo ter decidido pedir demissão logo no começo do ano de maneira repentina. Agora, o contrato da família com o Master é visto no Planalto como motivo que antecipou o movimento de saída de Lewandowski.
A leitura é que, caso ele ainda estivesse no governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) poderia se ver obrigado a demiti-lo para evitar maiores desgastes ao Executivo na crise do Master.
Em nota enviada à CNN Brasil, a assessoria de Lewandowski afirmou que a decisão de deixar o Ministério da Justiça se deu “por motivos pessoais e pela convicção do então ministro de seguir outros projetos acadêmicos e profissionais”.
“Vale ressaltar que, ao ser convidado pelo presidente Lula para assumir ministério, em janeiro de 2024, Lewandowski retirou-se imediatamente de seu escritório de advocacia e suspendeu o seu registro na OAB, deixando de atuar em qualquer caso ou contrato de consultoria jurídica. Essa medida foi tomada de forma clara e inequívoca para impedir qualquer conflito de interesse ou sobreposição de atividades profissionais privadas com o exercício de função pública”, afirmou.
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Uma das empresas do empresário Antônio de Souza, a Videomedi, lançou uma campanha nacional voltada à ampliação do acesso a serviços de saúde, com sorteio de R$ 10 mil em consultas, exames e medicamentos dentro da rede de parceiros da plataforma.
De acordo com a divulgação, para participar é necessário baixar o aplicativo e realizar o cadastro, passando automaticamente a concorrer ao prêmio. Confira:
O avanço da inteligência artificial e a mudança de postura política das big techs tornarão a desinformação nas eleições de 2026 um problema ainda mais difícil de ser monitorado e combatido do que nos pleitos anteriores. A constatação é de organizações integrantes do Programa Permanente de Enfrentamento à Desinformação, criado em 2021 pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Plataformas de redes sociais encerraram programas que garantiam mais transparência sobre a circulação de conteúdo, mudaram suas políticas —em alinhamento a ideais defendidos pelo governo de Donald Trump— e têm se mobilizado para barrar regulações que estabeleçam obrigações, alertam especialistas.
Essas alterações, dizem os parceiros do TSE, terão impacto direto no monitoramento de desinformação nas redes. Procurado, o TSE não se manifestou. As informações são da Folha de S. Paulo.
Leia maisAs empresas Meta, Google e X (ex-Twitter) foram procuradas, mas não se manifestaram.
Em janeiro de 2025, o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, publicou um video em que afirmou que se aproximaria do governo dos Estados Unidos para resistir às tentativas de regulação das redes e ao que chamou de censura. Disse ainda que haveria “tribunais secretos” em “países da América Latina” que estariam ordenando que “empresas removam conteúdos de forma silenciosa”.
Nas eleições de 2024, quando a Justiça Eleitoral obrigou as redes a manter um repositório de anúncios políticos que mostrasse, por exemplo, valores investidos e quantidade de pessoas atingidas, o Google e o X proibiriam o impulsionamento de conteúdo político argumentando que não conseguiriam cumprir a norma. A Folha revelou, entretanto, que o Google descumpriu sua própria decisão e manteve a veiculação dos conteúdos sem a transparência ordenada.
Para a pesquisadora Débora Salles, coordenadora geral de pesquisa no Netlab, o Laboratório de Estudos de Internet e Redes Sociais da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), o encerramento das ferramentas de transparência das redes dificulta o monitoramento.
Uma das ferramentas retiradas pela Meta em 2024 é o CrowdTangle, que permitia a análise dos conteúdos compartilhados na rede. Foi substituído pela Meta Content Library, alternativa “bem pior” por dificultar o acesso a pesquisadores independentes e jornalistas e restringir a extração e exportação de dados, de acordo com a pesquisadora.
O X também encerrou o acesso gratuito à sua API, ferramenta que permite a terceiros se conectar à plataforma e era muito usada em estudos sobre desinformação. O usuário pode pagar de acordo com os dados que acessar, mas, de acordo com o X, o custo mensal estimado é de US$ 215, ou seja, mais de R$ 1.100.
“É cada vez mais difícil conseguir coletar dados sobre publicações e comentários das plataformas, ainda que sejam públicos”, afirma Heloisa Massaro, diretora do InternetLab.
Luis Fakhouri, co-fundador da Palver, acrescenta que, se a diretriz da empresa “não está alinhada com algum tipo de enfrentamento à desinformação, fica muito difícil criar mecanismos externos”.
“A gente está muito desarmado”, conclui o professor Marco Ruediger, diretor da Escola de Comunicação, Mídia e Informação da FGV (Fundação Getúlio Vargas). Ele defende que a “mudança de política das plataformas” tornará o combate à desinformação na eleição de 2026 muito mais difícil do que em outros anos.
Os especialistas também destacam a ascensão da inteligência artificial como um desafio adicional para as eleições de 2026. Massaro aponta que não há transparência sobre que critérios são utilizados por modelos generativos, como o ChatGPT, para citar candidatos quando questionados por eleitores.
Já Salles acrescenta que a produção de mídias com aparência profissional, feita a baixo custo por ferramentas de IA, pode permitir que novos atores atuem para “influenciar o debate” com conteúdo falso.
O TSE determina que toda postagem feita com IA seja identificada, mas a coordenadora do NetLab destaca que há pouca fiscalização sobre o tema.
Marco civil possibilita responsabilização
Apesar de a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) em julgamento do artigo 19 do Marco Civil da Internet ter ampliado a possibilidade de responsabilização das redes, o Supremo estabeleceu uma ressalva ao tratamento de conteúdos eleitorais, que são regidos pela Justiça Eleitoral.
Ainda assim, Massaro ressalva que o Marco Civil pode impactar as eleições em casos de “discussões que não são explicitamente eleitorais e que não vão entrar necessariamente no escopo da Justiça Eleitoral, mas que podem influenciar o ecossistema de debate público”.
Já Ruediger destaca que a dificuldade de responsabilização segue, pois em um cenário de falta de transparência há dificuldade de “caracterizar claramente que alguma coisa está acontecendo com a aquiescência ou omissão [das redes]”.
Os representantes das organizações consultadas pela Folha ainda não sabem se serão convidados a atuar nas eleições neste ano. Até o momento, com exceção da Palver, que envia relatórios semanais ao TSE sobre questionamentos ao sistema eleitoral, as outras entidades disseram não estar em contato com o tribunal.
Durante a eleição, o TSE será presidido pelo ministro Kássio Nunes Marques, que foi indicado por Jair Bolsonaro ao Supremo em 2020. Ele será responsável por definir os focos da Justiça durante o pleito.
No dia 19 de janeiro, o tribunal publicou a primeira versão das resoluções que orientarão as eleições. A minuta atual de publicidade eleitoral define que “deepfakes” e conteúdo “fabricado ou manipulado” para disseminar mentiras são proibidos. As resoluções ainda estão em processo de elaboração e serão depois votadas pelos ministros.
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