











O prefeito João Campos (PSB), e a deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) anunciaram, neste sábado, que estão noivos. O casal compartilhou a novidade em postagem nas redes sociais, com uma foto em que sorriem e exibem as alianças nos dedos anelares.
“Sim, com todo o meu coração! Que Deus abençoe a família que hoje começamos a construir. Te amo demais da conta e pra sempre!”, escreveram os políticos na publicação.
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A parlamentar de 32 anos e o chefe do Executivo recifense, também de 32, estão juntos desde 2019. Durante a campanha dela à prefeitura de São Paulo, no ano passado, Tabata compartilhou com o eleitorado vídeos sobre a relação e deu detalhes sobre como tudo começou. As informações são do jornal O Globo.
Segundo a deputada, ela e João Campos não se apaixonaram “de cara” e se aproximaram enquanto trabalhavam para defender políticas educacionais pelo país. O vínculo se reforçou a partir de 2019, quando foi criada a comissão externa de fiscalização do Ministério da Educação.
Tabata disse que o filho e bisneto dos ex-governadores de Pernambuco Eduardo Campos e Miguel Arraes se declarou “do nada”, num gesto “completamente inesperado”. O prefeito disse, à época, que Tabata o beijou e só então ele se declarou.
Num segundo vídeo, Tabata disse que ela e Campos são diferentes em vários aspectos, mas se unem num mesmo propósito. “As sementinhas que a gente plantou nesse começo de primeiro mandato repercutem até hoje”, declarou ela, na ocasião.
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O cantor e compositor pernambucano Geraldo Maia se apresenta hoje, às 20h, no Poço das Artes, no Poço da Panela, no Recife. No show, ele interpreta repertório dedicado a alguns dos chamados “malditos” da música brasileira, acompanhado pelo violonista Daniel Bruno. São eles: Jards Macalé, Jorge Mautner, Walter Franco, Tom Zé, Sérgio Sampaio, Luiz Melodia e do pernambucano Erickson Luna.
Nascido no Recife e formado em Ciências Sociais pela UFPE, Geraldo Maia tem mais de 40 anos de carreira. Finalista do The Voice Brasil em 2021, ele lançou seu primeiro álbum, “Verd’Agua”, em 1999 e soma 11 discos na trajetória. O trabalho mais recente é “Avia”, de 2015.
Os ingressos custam R$ 40 (sala) e R$ 30 (jardim). As reservas podem ser feitas pelo WhatsApp: (81) 99817-1464.
O ministro Alexandre de Moraes determinou que a defesa do general da reserva Augusto Heleno apresente, em cinco dias, toda a documentação médica que comprove sofrer, desde 2018, quadro de demência mista, Alzheimer e vascular. A decisão foi tomada na ação de execução penal, aberta após o trânsito em julgado da condenação do ex-chefe do GSI, que começou a cumprir pena de 21 anos em regime fechado, na última terça-feira.
A defesa havia pedido prisão domiciliar humanitária, sob argumento de que Heleno, hoje com 78 anos, apresenta deterioração cognitiva progressiva, limitações físicas e necessidade de supervisão contínua. Segundo os advogados, laudos recentes apontariam risco de agravamento irreversível caso ele permaneça encarcerado. A Procuradoria-Geral da República se manifestou favoravelmente ao pedido. As informações são do jornal O Globo.
Leia maisMoraes, porém, assinalou que não há nos autos qualquer documento que comprove sintomas entre 2018 e 2023, período em que Heleno exerceu o cargo de ministro do Gabinete de Segurança Institucional, posto que inclui o comando da Abin. Todos os exames anexados pela defesa foram produzidos apenas em 2024.
“Não foi juntado aos autos nenhum documento, exame, relatório, notícia ou comprovação da presença dos sintomas contemporâneos aos anos de 2018, 2019, 2020, 2021, 2022 e 2023, período, inclusive, em que o réu exerceu o cargo de Ministro de Estado do Gabinete de Segurança Institucional (…), uma vez que todos os exames que acompanham o laudo médico foram realizados em 2024″ , diz o ministro.
Moraes também destacou que o ex-ministro foi interrogado em juízo em junho de 2025, respondeu às perguntas da própria defesa e exerceu parcialmente o direito ao silêncio, sem que naquele momento tenha sido levantado qualquer problema cognitivo.
O despacho determina que os advogados apresentem:
Além disso, Moraes ordenou que a defesa esclareça se, enquanto ministro do GSI entre 2019 e 2022, Heleno comunicou seu suposto diagnóstico aos serviços médicos da Presidência, do Ministério ou de qualquer órgão oficial.
Com a exigência de complementação do histórico clínico, o STF só irá analisar o pedido de prisão domiciliar humanitária após a chegada dos documentos.
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Do g1
O ex-presidente Jair Bolsonaro e o “núcleo crucial” da trama golpista podem usar a literatura para reduzir as penas que começaram a cumprir na última terça-feira (25).
Para isso, no entanto, será preciso que Bolsonaro e os outros membros núcleo crucial peçam o aval do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, relator do inquérito em que foram condenados.
Leia maisEm setembro, por exemplo, o ministro aprovou a remição de 113 dias de pena por meio da leitura, estudo e trabalho para o ex-deputado Daniel Silveira, preso em regime semiaberto na Cadeia Agrícola de Magé, no Rio de Janeiro.
Entre as obras permitidas para remição da pena estão:
A lista oficial de livros
Para que a leitura seja usada no abatimento parcial da pena, é preciso que a obra conste em uma lista homologada pela Justiça. O documento é elaborado pela Secretaria de Educação do DF.
Segundo o governo, são proibidos livros que promovam qualquer tipo de violência ou discriminação.
Além dos exemplos citados acima, a lista inclui uma série de obras literárias que tratam de temas como ditadura e democracia, racismo, preconceito e questões de gênero, além de distopias que retratam estados totalitários.
Veja alguns títulos abaixo:
As obras literárias são selecionadas por professores de Língua Portuguesa da Secretaria de Educação do DF que atuam, exclusivamente, na política de remição de pena pela leitura.
Para a política distrital, somente os livros que estão na lista oficial diminuem a pena.
É possível, no entanto, que Bolsonaro e os outros réus presos no DF se juntem a clubes do livro dentro das unidades prisionais. Se autorizados pela Justiça, esses projetos podem sugerir novas obras com o potencial de reduzir os dias de pena.
Como funciona a remição da pena por meio da leitura?
A participação dos custodiados é de forma voluntária mediante inscrição. Cada participante recebe um livro na cela com um manual sobre a dinâmica da remição da pena.
O cantor André Marreta, referência no pagodão baiano e dono de uma trajetória marcada por grandes hits e apresentações eletrizantes, será uma das atrações principais da Festa da Banana, que acontece amanhã (30) em São Vicente Férrer.
Marreta construiu carreira no ritmo com músicas que ganharam repercussão no Nordeste e presença marcada em eventos da região. Ele também acaba de lançar um novo audiovisual, gravado em Paulo Afonso (BA), que reúne parte do repertório que o destacou no pagodão.
A participação na Festa da Banana integra a programação do evento, que é gratuito e começa às 13h.
O deputado estadual Waldemar Borges (MDB) divulgou, na manhã deste sábado (29), um vídeo nas redes sociais em que explica ter apresentado um pedido de informações à governadora Raquel Lyra (PSD) sobre a movimentação financeira do Investe Escola. O parlamentar acionou o governo após ler uma coluna da repórter do blog, Larissa Rodrigues, que revelou a transferência dos recursos do programa para o Banco de Brasília (BRB).
Criado na gestão da Frente Popular, o Investe Escola destina verbas para pequenos reparos e manutenções nas unidades da rede estadual. Pelo próprio regulamento, os valores ficavam depositados no Banco do Brasil, o que, segundo Borges, garantia segurança e agilidade na execução das despesas cotidianas das escolas.
No vídeo, o deputado relata que o atual governo teria retirado cerca de R$ 200 milhões do Banco do Brasil e transferido para o BRB. Ele critica a mudança e questiona o motivo da operação. “Quero saber qual é a vantagem de tirar o dinheiro de um banco público sólido e colocar em um banco que há muito tempo vem metido em confusão”, afirmou, citando também o envolvimento do BRB em investigações que atingem o Banco Master.
Borges disse ainda querer esclarecimentos sobre uma possível transação direta entre o governo de Pernambuco e o Banco Master — cujo dono, Daniel Vorcaro, chegou a ser preso, mas foi liberado ontem à noite e agora usa tornozeleira eletrônica. “Assim que tiver essas informações, eu venho aqui para socializar com todos os pernambucanos”, declarou.
O município de Angelim, no Agreste de Pernambuco, anunciou uma novidade na merenda da rede municipal de ensino: a inclusão da castanha de caju e da farinha de castanha na alimentação dos estudantes. O anúncio foi feito pelo prefeito Caíque (PSB) em um vídeo gravado na escola do povoado Quatro Bocas e divulgado nas redes sociais ontem.
De acordo com o gestor, a iniciativa tem dois objetivos principais: fortalecer a nutrição das crianças e incentivar a economia local. A compra dos produtos será feita diretamente de pequenos agricultores do município, ampliando as possibilidades de renda para famílias rurais.
A castanha de caju, tradicional na culinária nordestina, é reconhecida por seu alto valor nutricional. O fruto do cajueiro é fonte de antioxidantes e gorduras consideradas benéficas para a saúde cardiovascular. Além disso, o alimento fornece minerais essenciais como magnésio, ferro e zinco — nutrientes que contribuem para o bom funcionamento do organismo.
Da CNN Brasil
O TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região) decidiu, hoje (28), derrubar a prisão do executivo Daniel Vorcaro, dono do banco Master. A desembargadora Solange Salgado determinou que ele seja colocado em liberdade com uso de tornozeleira eletrônica.
Além da tornozeleira, Vorcaro deve se apresentar à justiça periodicamente, não pode ter contato com os demais investigados, não poderá sair do município onde mora e não terá o passaporte de volta, e está suspenso de exercer atividades de natureza financeira.
Leia maisA desembargadora também estendeu a decisão aos demais presos na Operação Compliance Zero: Augusto Ferreira Lima, ex-CEO e sócio; Luiz Antônio Bull, diretor de Riscos, Compliance, RH, Operações e Tecnologia; Alberto Felix de Oliveira Neto, superintendente executivo de Tesouraria; e Ângelo Antônio Ribeiro da Silva, sócio.
O banqueiro foi preso pela Polícia Federal no último dia 17, por volta das 22h no Aeroporto de Internacional de Guarulhos, quando viajaria para Dubai para fechar negócios. Vorcaro foi encaminhado para uma sela na superintendência da PF.
Na última segunda-feira (24), o banqueiro foi transferido para um presídio em Guarulhos.
A Operação Compliance Zero foi deflagrada no dia seguinte à prisão, com foco no combate a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras que integram o Sistema Financeiro Nacional. São investigados os crimes de gestão fraudulenta, gestão temerária, organização criminosa, entre outros.
A PF cumpriu cinco mandados de prisão preventiva, dois mandados de prisão temporária e 25 mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares diversas da prisão, nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia e no Distrito Federal. A CNN Brasil apurou que a Polícia Federal monitorou Vorcaro e antecipou a prisão para evitar uma fuga.
Segundo a decisão a desembargadora argumenta que, após analisar “fatos novos” e a documentação apresentada pela defesa de Vorcaro nos pedidos de reconsideração, “verifico que não mais subsistem os requisitos para a manutenção da medida cautelar pessoal extrema, sendo atualmente cabível a substituição da prisão preventiva por medidas cautelares diversas”.
No entanto, Salgado aponta que é “inegável a gravidade dos fatos e o vultoso montante financeiro envolvido” e, por isso, é necessária a aplicação de medidas cautelares “robustas” para evitar que haja conduta reiterada, garantir a ordem econômica e a persecução penal além de afastar o risco de fuga.
Na última terça-feira (25), a defesa do executivo apresentou novas provas à justiça, dizendo que o BC (Banco Central) sabia da venda da instituição para o Grupo Fictor e que viajaria a Dubai para formalizar o acordo.
Segundo os argumentos dos advogados, o banqueiro comunicou ao BC no dia 17 de novembro sobre a viagem em uma reunião virtual com diretores e servidores do BC. A videoconferência ocorreu das 13h30 às 14h10 e foi registrado na agenda oficial do diretor da autarquia.
Poucas horas depois, Vorcaro foi preso no aeroporto de Guarulhos (SP). Apesar da liberação imediata, a desembargadora ressalta que, caso Vorcaro ou os demais investigados descumpram qualquer umas das condições, terão o benefício revogado imediatamente.
Na decisão, Salgado ainda argumenta que, apesar dos elementos que justifiquem que as prisões, os “delitos” não envolvem violência ou grave ameaça à pessoa, e disse que “não há demonstração de periculosidade acentuada ou de risco atual à ordem pública que, de forma excepcional, justifique a manutenção da medida extrema da prisão preventiva”.
“Ressalte-se que, embora se tenha apontado risco à aplicação da lei penal, o mesmo pode atualmente ser mitigado com a adoção de medidas cautelares diversas da prisão, tais como a retenção de passaporte e a monitoração eletrônica, suficientes para conter o periculum libertatis e atender aos fins cautelares, em consonância com o caráter subsidiário e excepcional da segregação antecipada”, escreveu a desembargadora.
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Por Marcelo Tognozzi
Colunista do Poder360
A casa da rua Honório 279, no Jardim do Meyer, era simples. Ficava numa zona residencial típica do subúrbio carioca dos anos 1930. Um lugar pacato. A vizinhança estranhou quando a polícia chegou por volta das 5h30. Deram buscas em várias casas até encontrarem o capitão Luís Carlos Prestes e sua mulher, Olga.
Foi uma prisão espetacular comandada pelo investigador Galvão, homem de confiança do chefe de polícia do Distrito Federal, capitão Felinto Muller. Era quinta-feira, 5 de março de 1936.
Leia maisQuase 4 meses antes, em 27 de novembro de 1935, Prestes e seus companheiros do Partido Comunista lideraram um levante. A revolta começou em Natal (RN), depois explodiu no Recife (PE) e, por fim, chegou ao Rio, no 3º Regimento de Infantaria, na Praia Vermelha.
Em pleno governo Vargas, aquela ousadia iria custar muito caro. A tentativa de um golpe de Estado, com um motim no Exército, foi reprimida com violência. Há 90 anos, o Brasil era um país polarizado, com comunistas brigando com fascistas e um ditador distribuindo bordoadas em quem ousasse desafiá-lo.
A história é contada pelos vencedores. Na maioria das vezes. Prestes foi pintado pelos jornais como uma espécie de demônio vermelho, cujos companheiros revolucionários mataram à traição soldados do 3º Regimento enquanto dormiam. Esta era a narrativa.
O Brasil de 1935 vivera sucessivos banhos de sangue, a começar pela chacina da praia de Copacabana quando em 1922 tenentes tomaram o Forte do Posto 6, saíram armados e a maioria morreu fuzilada pelas tropas do presidente Afonso Pena. Prestes escapou do confronto porque estava com tifo.
Nem deu tempo de as feridas cicatrizarem. Em 1923, os gaúchos fizeram uma guerra civil, que começou em janeiro e terminou em dezembro. Em 1924, uma nova revolta explodiu em São Paulo, comandada pelo general Isidoro Dias Lopes e o major Miguel Costa. O presidente Arthur Bernardes mandou bombardear São Paulo, deixando parte da cidade arrasada.
Miguel Costa fugiu com seus companheiros e se uniu a Prestes, que estava no Paraná, formando a coluna Prestes-Miguel Costa com 1.500 homens, que percorreu 25.000 km pelo interior do país durante 2 anos e 5 meses. No fim da linha, depois de mais da metade dos homens morrerem de tiro, diarreia e cansaço, Prestes se refugiou na Bolívia e Costa, na Argentina.
O Brasil polarizado seguia de pé. Desta vez, eram gaúchos contra paulistas na Revolução de 1930. Getúlio liderou o golpe de Estado que apeou Washington Luiz do poder, inaugurando um novo governo. Como os outros golpes, sempre havia armas, militares, tropas e autoridades presas. Foi assim em novembro de 1889, quando Teodoro da Fonseca derrubou o Império, e assim seria até 31 de março de 1964, quando os militares marcharam pela Rio-Juiz de Fora e depuseram Jango.
O cenário foi o mesmo quando, 2 anos depois de Getúlio tomar o poder, São Paulo foi à luta, mobilizou seu próprio Exército e um novo banho de sangue varreu o Brasil. Era a Revolução Constitucionalista de 1932.
Passados 90 anos da revolta ou intentona comunista, o Brasil continua dividido pela mesma polarização. O espírito de confronto segue igual e o que mudou foram as tecnologias. No início do século passado, os jornais, o rádio e o telégrafo eram os principais meios de comunicação. Hoje, passados 100 anos, as redes sociais e a internet fazem o serviço e são ao mesmo tempo o campo de batalha dos opostos.
Aquele ano de 1935 terminou com um capitão fugindo para escapar da polícia comandada por outro capitão. Prestes usava toda sua astúcia para driblar Felinto Muller. Nenhum deles era santo. Prestes era um dos comandantes comunistas e tinha conseguido apoio da então União Soviética para o levante, vendendo o Brasil como um país caindo de maduro para a revolução proletária. Não deu certo. Prestes perdeu a guerra e a liberdade.
A consequência mais nefasta da intentona comunista foi a criação do Tribunal de Segurança Nacional pelo governo Vargas em setembro de 1936. Milhares de brasileiros foram julgados por esta Corte, uma verdadeira excrescência jurídica, onde as regras mais básicas dos direitos humanos eram solenemente ignoradas.
Depois dos comunistas de 1935, vieram os integralistas de 1938, que cercaram o Palácio Guanabara e tentaram matar Getúlio. Todos foram parar naquele Tribunal nefasto.
O doutor Sobral Pinto, advogado de Prestes e Herry Berger, diante da situação precária dos réus, pediu a aplicação da Lei de Proteção aos Animais a fim de garantir a eles um tratamento decente.
Prestes ficou preso numa solitária. Foram 9 anos de cadeia. Um carcereiro apiedou-se e começou a passar recortes de jornais escondidos na comida. Ele lia e engolia os recortes com medo do risco de uma revista acabar com as notícias e o carcereiro.
Saiu da cadeia em 1945. Parecia um cadáver. Foi candidato ao Senado e ganhou. Os comunistas ainda elegeram uma pequena bancada com 14 deputados, entre eles Jorge Amado, Gregório Bezerra e Carlos Marighella. Menos de 2 anos depois da vitória nas urnas, o Partido Comunista teve seu registro cassado. Era a eterna polarização seguindo seu curso.
A casa da rua Honório 279 não existe mais. Ali, que já foi Meyer e Cachambi, hoje é Todos os Santos. A casa foi demolida e outra erguida no seu lugar ganhou o número 281. O passado daquele subúrbio tranquilo, com cadeiras na calçada como na letra de Vinícius de Moraes, hoje está polarizado entre a milícia e os narcos.
Como o capitão do passado, Bolsonaro, o capitão do presente, foi preso e condenado, acusado de tramar um golpe de Estado. O governo do presente se identifica com o capitão do passado, enquanto o capitão do presente é a cara do governo do passado. Dois opostos, vítimas das trapaças do tempo.
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Raquel precisa cuidar do clima interno das suas Secretarias
Por Larissa Rodrigues – repórter do Blog
Em um momento no qual a governadora Raquel Lyra (PSD) precisa melhorar a imagem de sua gestão, porque visa à reeleição, em 2026, mas vem pontuando baixo nas pesquisas de intenção de voto, surgem mais denúncias de práticas pouco motivadoras, para dizer o mínimo, entre membros de sua equipe. Os fatos ocorrem no dia a dia da máquina, algo que não ajuda Raquel internamente e nem aos olhos da sociedade.
Nos últimos dias, este Blog foi procurado por funcionários da Secretaria Executiva de Transformação Digital, uma das subpastas da Secretaria de Administração do Estado (SAD). Essa secretaria-executiva foi criada em 2023 “para alinhar e impulsionar o Governo Digital em Pernambuco”, segundo o site da SAD.
Leia maisHá cerca de dois meses e meio, houve mudanças no comando da subpasta. Foi quando teria começado o calvário dos funcionários. Segundo os relatos enviados ao blog, instalou-se um “clima de ansiedade e mal-estar” na Secretaria.
A nova gestão, informaram os trabalhadores, estaria se utilizando de comportamentos abusivos e de uma espécie de “terrorismo psicológico” para pressionar a equipe. Uma das práticas mais absurdas relatadas é a filmagem via celular e sem autorização das telas de computador dos funcionários, uma espécie de checagem indevida se as pessoas estão produzindo ou não.
De acordo com os trabalhadores, passou a ser frequente na Secretaria ouvir da gestão atual frases como “adoro demitir” e piadas de mau gosto. Os funcionários, inclusive, ficaram sem entender o motivo de terem escutado da liderança direta, em uma conversa, a seguinte afirmação “já trabalhei em zoológico”. “Não sabemos até hoje se fomos comparados a animais ou se realmente há esse histórico”, comentou uma das fontes.
Administrar um Estado do tamanho de Pernambuco e ter o controle absoluto de tudo o que acontece internamente nas secretarias é tarefa difícil, uma missão quase humanamente impossível, diante da quantidade de servidores. Não se pode afirmar que a governadora Raquel Lyra tem conhecimento de como 100% do seu time é tratado nos ambientes das secretarias.
Por essa razão, sempre que chegam denúncias a este Blog, como as expostas nesta coluna, a reportagem faz questão de apurar com todo o cuidado e publicar para que o Poder Executivo tome conhecimento. A gestão de Raquel não costuma responder nossas demandas, mas o espaço está aberto caso decida se pronunciar a respeito do tema.
Por falar no Governo Raquel – Nos bastidores da oposição à governadora Raquel Lyra, a avaliação é de que nada mudou depois que ela anunciou que assumiria a segurança pública em Pernambuco. Há quem lembre que a violência continua avançando no Estado. Ontem (28), enquanto ela apresentava com espetáculo midiático a Operação Papai Noel, em Petrolina, no Sertão, programas de rádio informavam a ocorrência de mais 13 homicídios ocorridos na última quinta-feira (27). Assassinatos que se somam aos mais 9.500 registrados em dois anos e dez meses de gestão.

Na propaganda – Também não faltam avaliações entre oposicionistas de que o helicóptero comprado pelo Estado e anunciado, no último dia 17, como aeronave auxiliar do Grupo Tático Aéreo (GTA/PE) tem sido muito mais utilizado para transportar a governadora e servido de objeto da publicidade oficial do que empregado em missões de segurança pública.
Lei Orgânica da Polícia Civil 1 – Os deputados federais Eduardo da Fonte e Lula da Fonte, ambos do PP, pediram à governadora Raquel Lyra, na última quarta-feira (26), o envio urgente à Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) do Projeto de Lei que institui a Lei Orgânica da Polícia Civil do Estado. Em Brasília, os parlamentares receberam membros da diretoria da Associação dos Delegados de Polícia de Pernambuco (Adeppe) para discutir o tema e reforçar a necessidade de modernização da carreira.
Lei Orgânica da Polícia Civil 2 – Durante o encontro, os policiais apresentaram suas demandas e destacaram a importância de Pernambuco regulamentar a Lei Orgânica, já prevista pela Lei Federal nº 14.735/2023, que estabeleceu o marco nacional das Polícias Civis. “A categoria construiu uma proposta sólida e amplamente debatida. Agora é fundamental que o Governo encaminhe o texto à Alepe”, afirmou Eduardo da Fonte. O pedido foi formalizado por meio de ofício enviado à governadora.

Escala 6×1 – A redução da jornada de trabalho será debatida com a classe trabalhadora no Recife, na próxima segunda-feira (1º). O deputado federal Pedro Campos (PSB) vai promover na cidade, em conjunto com a Subcomissão Especial da Escala de Trabalho 6×1 da Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados, uma edição dos seminários regionais para discutir o modelo de jornada adotado em diversos setores produtivos. O encontro será no Auditório José de Anchieta, na Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), no G1 do Bloco G, e reunirá trabalhadores, empregadores, representantes do poder público, pesquisadores e especialistas.
CURTAS
LULA EM PE – O presidente Lula (PT) estará em Pernambuco, na próxima terça-feira (2), e cumpre agendas em Ipojuca (Grande Recife) e Cupira (Agreste). Às 11h, Lula participa da Cerimônia alusiva à ampliação da capacidade operacional da Refinaria Abreu e Lima, em Suape, em Ipojuca. Às 16h, segue para a entrega da Barragem Panelas II e anúncio da retomada das obras da Barragem de Igarapeba, em Cupira.
OS LEÕES DO NORTE – O chefe está todo orgulhoso porque uma criança de 10 anos também está degustando as páginas de sua obra ‘Os Leões do Norte’, que resgata a trajetória de 22 ex-governadores pernambucanos e destaca a força política do Estado ao longo das décadas. É o filho do deputado estadual Romero Sales Filho (UB).
NOVAS GERAÇÕES IMPACTADAS – “Fico muito feliz em ver que meu filho, de apenas 10 anos, já está lendo e descobrindo a história do nosso povo através das suas páginas. Isso mostra a força do seu trabalho e o impacto que ele gera nas novas gerações. Obrigado pela dedicação, pelo compromisso com a memória política e pela generosidade de entregar ao nosso povo uma obra tão necessária”, afirmou Romero Sales Filho.
Perguntar não ofende: Denúncias de práticas de trabalho abusivas nas secretarias de Raquel geram que tipo de impacto na sociedade?
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O ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF), hoje, os chamados embargos infringentes – tipo de recurso para reverter a pena no julgamento do golpe de Estado. Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão pela Primeira Turma do STF, em julgamento em setembro. Nos embargos, ele pede absolvição.
Na terça-feira (25), o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, determinou o fim da ação penal – ou seja, considerou que não cabiam mais recursos e que a pena de prisão já deveria ser executada, não só para Bolsonaro, como também para outros seis réus condenados. O ex-presidente está preso na carceragem da Polícia Federal, em Brasília.
Leia maisEntendimento do STF é de que só teria direito aos embargos infringentes o réu que obtivesse dois votos pela absolvição na Primeira Turma. Bolsonaro teve só um. Portanto, Moraes deverá nem aceitar os embargos. Além da absolvição, a defesa pede que o caso seja levado para o plenário do STF, onde votam 11 ministros. Na Turma, votaram 5 ministros.
Regra interna do STF desde dezembro de 2023 diz que julgamentos criminais ocorrem nas turmas. “Assim, diante da manifesta contrariedade com o direito e com as provas dos autos, a injusta condenação imposta a Jair Messias Bolsonaro, já reconhecida pelo eminente ministro Luiz Fux, deve ser submetida ao crivo do Plenário do Supremo Tribunal Federal para que, ao final, seja reconhecida e declarada a sua inocência”, afirmou a defesa no embargo enviado à Corte.
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O prefeito de São José do Egito, Fredson Brito, esclareceu os motivos que levaram o município a aparecer entre os últimos colocados no IGM-PREV 2024, índice divulgado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE) que avalia a qualidade da gestão dos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS). Os dados são referentes ao exercício de 2024, período ainda sob responsabilidade da gestão de Evandro Valadares.
Segundo o relatório, São José do Egito recebeu a pior nota possível, E, em quatro dos cinco eixos avaliados, e D no quinto. O prefeito Fredson afirmou que o resultado reflete um cenário crítico acumulado ao longo dos últimos anos. “Herdamos um rombo superior a 6 milhões de reais deixado pela gestão anterior. Foram anos repassando apenas 14% de contribuição patronal, referente as secretarias”, afirmou.
Leia maisPara evitar que o sistema entrasse de imediato em colapso, a atual gestão elevou a contribuição patronal para 28%. “A nossa gestão passou a repassar o dobro para melhorar o saldo do FUMPRESJE que paga aposentados e pensionistas. Além disso, o TCE apontou ausência de política de investimentos e baixa rentabilidade dos recursos, fatores que contribuíram para a piora do RPPS”, declarou o prefeito.
Fredson alertou que, sem intervenções urgentes, o pagamento de aposentados e pensionistas pode ficar comprometido. “A verdade é uma só: se não fizermos a Reforma da Previdência Municipal, o sistema vai quebrar. Estamos tomando medidas duras, mas indispensáveis para garantir os direitos dos servidores”, disse.
As ações da Prefeitura incluem a elaboração da reforma previdenciária, reorganização de parcelamentos antigos e reestruturação da gestão previdenciária. “Não vou permitir que quem dedicou sua vida ao município fique desamparado. Vamos recuperar o RPPS com seriedade e transparência”, concluiu.
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