











O Aterro Sanitário de Ipojuca foi apontado pelo Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) como o melhor aterro sanitário municipal do estado e o quarto melhor entre unidades públicas e privadas avaliadas. O resultado faz parte de levantamento realizado pelo órgão sobre a gestão de resíduos sólidos em Pernambuco.
De acordo com os dados, o aterro recebeu, em média, cerca de 9 mil toneladas mensais de resíduos ao longo do último ano, incluindo materiais domiciliares, volumosos e resíduos de podas. Em 2025, o volume total recolhido chegou a aproximadamente 101 mil toneladas.
A avaliação considera critérios como controle ambiental, segurança sanitária e eficiência operacional. O desempenho do equipamento reflete ações voltadas à gestão e destinação adequada de resíduos sólidos no município.
O Ministério Público Eleitoral defendeu a manutenção da cassação do prefeito e da vice-prefeita eleitos de Cabrobó nas eleições de 2024, em parecer encaminhado ao Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE). A manifestação foi apresentada nos Recursos Eleitorais nº 0600398-38.2024.6.17.0077 e nº 0600397-53.2024.6.17.0077, que contestam decisão da 77ª Zona Eleitoral que reconheceu abuso de poder econômico e captação ilícita de sufrágio, determinando a perda dos diplomas, aplicação de multa e inelegibilidade por oito anos.
No parecer nº 8.462/2026-PRE/PE, a Procuradoria Regional Eleitoral opinou pelo não provimento dos recursos, sustentando que o conjunto probatório é suficiente para manter a condenação em primeira instância. Segundo o órgão, há elementos como depoimentos, dados extraídos de celulares, análises financeiras e apreensão de vales de combustível que indicam a prática de irregularidades durante a campanha eleitoral.
Com a juntada do parecer, os processos estão prontos para inclusão em pauta no Pleno do TRE-PE, que deverá analisar as preliminares e o mérito das defesas. Caso a Corte mantenha a cassação, Cabrobó poderá ter eleições suplementares para os cargos de prefeito e vice-prefeito, conforme prevê a legislação eleitoral para vacância após o pleito.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) defendeu nesta quarta-feira que, caso ganhe a Presidência da República em 2026, cumpriria apenas um mandato. A sinalização foi feita durante coletiva após reunião com a bancada do PL.
O movimento ocorre como parte da estratégia para ampliar o diálogo com legendas de centro e direita e reduzir resistências à sua eventual candidatura. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisApós o encontro, Flávio afirmou ter apresentado uma proposta de emenda à Constituição que prevê o fim da reeleição para cargos do Executivo. O texto ainda está em fase de coleta de assinaturas para que possa ser protocolado formalmente no Senado.
— Vim pedir ajuda para todo mundo levar as nossas bandeiras. Apresentei uma PEC para confirmar aquilo que eu já tinha dito: o presidente da República só deve ser presidente por um mandato — declarou.
Pela proposta apresentada por Flávio, o presidente da República passaria a ficar inelegível para o mesmo cargo no mandato subsequente, restabelecendo o modelo anterior à emenda constitucional de 1997, que instituiu a reeleição no país. Na justificativa, o senador argumenta que o atual sistema cria um “estado permanente de eleição”, incentivando governantes a subordinarem decisões administrativas à lógica eleitoral e enfraquecendo o princípio da alternância de poder.
A defesa do mandato único passou a ser usada por aliados como argumento político nas conversas iniciais com outras siglas, num momento em que o PL busca ampliar alianças além do núcleo bolsonarista mais fiel.
O presidente do partido, Valdemar Costa Neto, indicou que Flávio iniciará agora uma rodada mais ampla de negociações partidárias. Segundo ele, o senador já manteve conversas com PP e União Brasil, mas ainda precisa avançar sobre outras legendas.
— Ele vai ter que conversar com todos. Já falou com PP e União, mas precisamos trazer mais gente, gente de centro para a direita — afirmou Valdemar, citando ainda a necessidade de diálogo com Republicanos.
A declaração ocorreu após uma sequência de reuniões internas do partido, incluindo um encontro reservado com lideranças do PL em Santa Catarina para definir o cenário eleitoral no estado em 2026.
Participaram da reunião o governador Jorginho Mello (PL), a deputada federal Carol De Toni (PL-SC), o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) e o próprio Valdemar. Ao final do encontro, o grupo anunciou a definição das duas pré-candidaturas bolsonaristas ao Senado no estado: Carol De Toni e Carlos Bolsonaro.
— Com várias lideranças, incluindo a Michelle, tomamos a decisão em Santa Catarina. Carol De Toni e Carlos Bolsonaro serão candidatos ao Senado — afirmou Flávio.
A definição encerra semanas de tensão interna no PL catarinense. Inicialmente, o grupo político de Jorginho defendia a manutenção da candidatura à reeleição do senador Esperidião Amin (PP), dentro do acordo local com a federação União Brasil-PP, que condicionava apoio ao governo estadual à preservação da vaga.
O cenário mudou após pressão direta do núcleo bolsonarista e da própria Carol De Toni, que chegou a ameaçar deixar o partido diante da indefinição sobre sua candidatura. A deputada buscava uma manifestação direta do ex-presidente Jair Bolsonaro sobre a disputa.
Segundo aliados, Bolsonaro confirmou, ainda preso na Papuda, que De Toni era sua candidata ao Senado em Santa Catarina, decisão que consolidou a mudança de rumo do PL no estado e abriu espaço para a inclusão de Carlos Bolsonaro na chapa.
O governador Jorginho Mello afirmou que a composição está definida e que o próximo passo será ampliar alianças.
— A chapa está montada. Agora vamos fazer composição com outros partidos — disse.
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A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (25), o acordo de livre comércio firmado entre o Mercosul e a União Europeia. Com a aprovação na Câmara, o texto segue para o Senado Federal.
Nessa terça-feira (24), o acordo foi aprovado pela representação brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul). Após essa etapa, o acordo, então, passou a tramitar na forma de um projeto de decreto legislativo. As informações são da CNN.
Leia maisNo plenário da Câmara, o texto contou com a relatoria de Marcos Pereira (Republicanos-SP). Em seu parecer, o deputado celebrou a assinatura do acordo após mais de 25 anos de negociações entre os dois blocos.
“A assinatura deste acordo mostra a solidez de nossa economia e o avanço de nossa força produtiva. Trata-se de continuar e aprofundar uma política de Estado que procura posicionar nosso país no centro dinâmico das grandes transformações econômicas mundiais, com sólida integração às cadeias globais de valor”, afirma o relatório.
Em seu parecer, o relator reconhece que é possível que haja divergências comerciais e diferentes posições quanto ao cumprimento do acordo, mas que isso deve ser resolvido “pelo caminho do diálogo qualificado, com a boa vontade e o espírito de cooperação que se estende aos amigos e parceiros”.
“Se necessário, acionaremos o mecanismo de reequilíbrio de concessões, previsto no Acordo, para proteger nossos setores exportadores caso medidas internas da União Europeia comprometam nosso uso de vantagens legitimamente negociadas”, destaca.
O relator, entretanto, demonstrou preocupação com salvaguardas especiais para produtos agropecuários e agroindustriais. Assim, fez um apelo pela edição de norma específica para que a agropecuária brasileira tenha a necessária segurança nas atividades de exportação.
Durante a sessão do plenário nesta quarta-feira (25), o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), relatou que, em reunião com o vice-presidente Geraldo Alckmin, o governo indicou que deve editar decretos com salvaguardas ainda durante a tramitação da proposta.
Longa negociação
O acordo foi celebrado em Assunção, Paraguai, no início deste ano, após mais de 25 anos de negociações entre os dois blocos. O acordo precisa ser aprovado por maioria simples no Parlamento Europeu e ratificado pelos parlamentos nacionais de cada país do Mercosul.
Caso o Congresso brasileiro aprove o tratado no primeiro semestre, o Brasil não precisará aguardar a ratificação dos demais parlamentos do Mercosul, como Argentina e Paraguai, para que o acordo comece a produzir efeitos.
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O prefeito de Brejo da Madre de Deus, Roberto Asfora, assinou, na manhã desta quarta-feira (25), o contrato do Programa Minha Casa Minha Vida – Rural, em cerimônia realizada na Escola Geralda Catanha, no distrito de São Domingos. A iniciativa, do Governo Federal, prevê a construção de 26 unidades habitacionais no município, destinadas a moradores do Sítio Bandeira, com início das obras previsto para abril.
O programa oferece subsídios para construção ou reforma de moradias voltadas a agricultores familiares, trabalhadores rurais, quilombolas e indígenas com renda bruta anual de até R$ 120 mil. A proposta é ampliar o acesso à moradia no campo, com prioridade para comunidades tradicionais e famílias chefiadas por mulheres.
Os deputados Miguel Coelho (UB) e Fernando Filho (UB) se manifestaram nesta quarta-feira (25) contra uma operação que investiga as emendas parlamentares destinadas durante o mandato de Fernando Bezerra Coelho (MDB) e Fernando Filho.
Na nota, os parlamentares destacaram o viés político da operação, afirmando que nunca deixaram de prestar informações aos órgãos de controle. Ainda segundo a nota, O STF já apurou alguns dos fatos e por meio da decisão do ministro Flávio Dino arquivou o processo. Na decisão do ministro consta que a Procuradoria Geral da República (PGR) manifestou-se contra a atitude da polícia federal. As informações são do Blog da Folha.
Leia maisEles também reafirmaram que as contas de Petrolina estão reguladas e aprovadas.
Confira abaixo a nota completa:
Na manhã desta quarta-feira (25) o Estado de Pernambuco foi surpreendido com uma operação cujo alvo principal é o crescimento da cidade de Petrolina.
A petição do STF para tudo o que vimos hoje, apresenta como motivação emendas parlamentares destinadas durante o mandato de Fernando Bezerra Coelho e Fernando Filho, para a nossa terra, emendas estas que transformaram o município, que foi o que mais cresceu no Nordeste na última década, com a melhor qualidade de vida, indicadores educacionais e desenvolvimento humano. Com a convicção que nossa força política é fundamental neste processo, reafirmamos que iremos continuar lutando para que mais recursos cheguem à cidade. Petrolina não vai parar de crescer e nem voltar ao passado.
Por meio da decisão do Ministro Flávio Dino, constatou-se que alguns fatos já foram objeto de apuração pelo STF com o consequente arquivamento (INQ 4513). Segundo consta na decisão do Ministro, a PGR manifestou-se contra as medidas postuladas pela polícia federal.
Impossível não destacar o viés político desse tipo de operação, uma vez que jamais deixamos de prestar quaisquer informações aos órgãos de controle, sejam estaduais ou federais. As contas de Petrolina, aliás, estão devidamente regulares e aprovadas.
Seguimos com tranquilidade e confiantes na Justiça brasileira.
Nossa luta política não será abalada por perseguições de onde quer que elas venham.
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O deputado estadual Coronel Alberto Feitosa participa, nesta quarta-feira (25), de reunião do Partido Liberal (PL), realizada na sede da legenda, em Brasília, para alinhamento das estratégias políticas para as eleições deste ano em todo o país. O encontro foi convocado pelo presidente nacional do partido, Waldemar da Costa Neto, e reúne parlamentares de diferentes estados, com a presença do senador Flávio Bolsonaro e do vereador Carlos Bolsonaro. Feitosa está na capital federal desde ontem, quando participou de evento em que foi homenageado pelo Movimento Advogados de Direita Brasil.
A gestão da governadora Raquel Lyra (PSD) mantém vínculo com uma das empreiteiras envolvidas em contratos que entraram na mira da Operação Vassalos, deflagrada nesta quarta-feira (25) pela Polícia Federal (PF). A Construtora Bahiana de Saneamento Ltda. (CBS) receberá R$ 33,5 milhões da Secretaria de Educação de Pernambuco para construir seis creches do programa Juntos pela Educação. A ordem do serviço foi emitida dois dias antes de a ofensiva policial vir à tona.
A operação apura suspeitas de fraudes e desvios de emendas parlamentares envolvendo agentes públicos e empresas supostamente favorecidas pelo esquema, entre elas, a CBS. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em Pernambuco, na Bahia, em São Paulo, em Goiás e no Distrito Federal. O ex-senador Fernando Bezerra Coelho, o deputado federal Fernando Filho (União Brasil) e o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (União Brasil), são alvos das investigações.
Em 2025, a CBS já havia sido citada pela PF por aparecer entre as mais bem pagas em uma lista de empreiteiras contratadas com recursos do orçamento secreto na Bahia. Os recursos eram destinados a órgãos como o Departamento Nacional de Obras contra as Secas (DNOCS) e a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).
Em Pernambuco, a contratação recente da CBS foi voltada à elaboração de projetos e posterior construção de creches do Lote 6 do Bloco 4 do programa Juntos pela Educação. O vínculo de 16 meses foi formalizado em 13 de fevereiro deste ano, e a ordem de serviço, assinada na última segunda-feira (23). A construtora ficará responsável pela implantação de uma creche estadual no Recife, outra em Jaboatão dos Guararapes, duas em São Lourenço da Mata e mais duas em Abreu e Lima.
Anotações atribuídas ao senador Flávio Bolsonaro (PL) e reveladas nesta quarta (25) pela Folha de S. Paulo indicam que a governadora Raquel Lyra (PSD) será o nome apoiado pelo bolsonarismo na corrida deste ano ao Palácio do Campo das Princesas. Nos escritos, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), escolhido para a disputa contra o presidente Lula (PT) em outubro, fez um panorama das lideranças que devem fornecer palanque para ele nos estados, elencando a governadora de Pernambuco.
Nas anotações, Flávio também deu a entender que haveria apoio de Raquel a Mendonça Filho para que o deputado federal troque o União Brasil pelo PL e concorra ao Senado em sua chapa, oficializando a adesão do bolsonarismo ao palanque da governadora. Já a segunda vaga seria do ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil), filho do ex-líder do Governo Bolsonaro no Senado, Fernando Bezerra Coelho. Hoje, ambos foram alvo de uma operação da Polícia Federal por suspeitas de envolvimento em desvio de emendas parlamentares, juntamente com o deputado federal Fernando Filho (União Brasil).
Flávio também teria escrito que “só Gilson não gosta” desse arranjo para o Senado. A referência foi ao ex-ministro Gilson Machado, que passou meses cotado como nome do PL para a Casa Alta, mas se desentendeu dentro do partido e migrou recentemente para o Podemos. Ele deve concorrer ao cargo de deputado federal. Ainda segundo o jornal, o presidente estadual do PL, Anderson Ferreira, que emergiu como nome natural do partido para o Senado após a saída de Gilson, com quem disputava a indicação, aparece riscado nas anotações de Flávio. No lugar dele, foi escrito o nome de Mendonça Filho.
A empresa Liga Engenharia Ltda., apontada como pertencente a familiares do deputado federal Fernando Coelho Filho (União-PE) e de seu pai, o ex-senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), teria movimentado milhões de reais entre setembro de 2018 e dezembro de 2019.
De acordo com informações contidas na decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, que autorizou o cumprimento de mandados contra os investigados na manhã desta quarta-feira (25/2), a empresa realizou, no período, 250 saques em espécie, que somaram R$ 3,7 milhões. As informações são do Metrópoles.
Leia maisDesde 2017, a empresa, que tem Fabrício Pontes Ribeiro Lima como sócio, acumulou mais de R$ 100 milhões em contratos de pavimentação em Petrolina, valor considerado incomum pelos investigadores.
A Polícia Federal destacou, em relatório, que a empresa não possuía histórico de atuação no município antes da gestão de Miguel Coelho, ex-prefeito da cidade, filho do ex-senador e irmão do deputado, que também foi alvo, nesta quarta-feira (25), da Operação Vassalos.
Além disso, segundo a investigação, a Liga não prestou serviços a outros municípios de Pernambuco.
Entenda
Conforme a apuração, verbas oriundas de emendas parlamentares e de Termos de Execução Descentralizada (TEDs) eram direcionadas tanto para a Prefeitura de Petrolina quanto para a 3ª Superintendência Regional da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), órgão responsável por firmar convênios e viabilizar a execução das obras.
A suspeita é de que esse fluxo de recursos fosse utilizado para garantir que a Liga Engenharia vencesse licitações previamente ajustadas.
As investigações também identificaram vínculos familiares entre sócios da empresa e pessoas próximas aos Coelho. Segundo a PF, um dos sócios da Liga é irmão da esposa de um primo de Miguel Coelho e de Fernando Coelho Filho.
Parte do dinheiro, ainda de acordo com a polícia, retornaria aos envolvidos na forma de propina e aquisição de bens ocultados em nome de terceiros.
Irregularidades
Auditorias do Tribunal de Contas da União (TCU) e da Controladoria-Geral da União (CGU) apontaram irregularidades graves em licitações vencidas pela Liga Engenharia.
Em um dos pregões, 18 empresas foram desclassificadas por motivos considerados banais, enquanto a Liga, que apresentou proposta mais cara, acabou vencedora.
O TCU classificou a conduta como “formalismo exacerbado” e destacou que a condução do certame feriu os princípios da economicidade e da busca da proposta mais vantajosa.
Uso de empresas para ocultar patrimônio
A PF também apura o uso de empresas e estruturas societárias para ocultar patrimônio, inclusive por meio da utilização de Sociedades em Conta de Participação (SCPs), modalidade que permite a existência de sócios ocultos.
Outro ponto sob investigação envolve o Posto Petrolina Ltda., que já pertenceu à esposa de Miguel Coelho e atualmente está em nome do sogro.
O estabelecimento recebeu repasses milionários da Liga Engenharia. Dados bancários indicam que, quando os pagamentos da prefeitura à empresa aumentaram, os repasses da Liga ao posto também cresceram de forma significativa. Para a PF, há indícios de lavagem de dinheiro.
A operação
Na ação desta quarta-feira (25), policiais cumpriram 42 mandados de busca e apreensão em Pernambuco, Bahia, São Paulo, Goiás e no Distrito Federal.
A Operação Vassalos apura crimes como peculato, corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e frustração do caráter competitivo de licitações. O material apreendido será analisado e poderá subsidiar novas fases da investigação.
O escritório do advogado André Callegari, que representa Fernando Bezerra Coelho e Fernando Filho, afirmou, em nota, que não teve acesso à decisão do ministro Flávio Dino. “Os mandados vieram desacompanhados dos motivos que ensejaram as medidas cautelares. A defesa já solicitou acesso aos autos, para que, assim, possa se manifestar no processo.”
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A CPI do Crime Organizado aprovou nesta quarta-feira (25) um requerimento de quebra de sigilo da Maridt Participações, empresa da qual o ministro Dias Toffoli é sócio e que recebeu pagamentos de fundo ligado ao Banco Master pela venda do resort Tayayá, no Paraná.
O requerimento, de autoria do senador Alessandro Vieira, (MDB-SE), requer ao Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) “que se proceda à transferência dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático da empresa Maridt Participações S.A”, além do envio do RIF (Relatório de Inteligência Financeira) da companhia à comissão. As informações são da Folha de S. Paulo.
Leia maisA quebra de sigilo abarca o período de janeiro de 2022 a 8 de fevereiro de 2026.
O senador afirma à coluna que “é um passo histórico para o fim da impunidade no Brasil. Essas relações de alta cúpula do judiciário com figuras envolvidas em crime nunca foi investigada. Não estamos fazendo condenação prévia, mas sim querendo esclarecer os fatos. Numa República de verdade, todos podem ser investigados, ninguém está acima da lei”.
Os sigilos do Master também foram quebrados.
A CPI aprovou ainda a convocação de José Carlos Dias Toffoli, que é padre, e do engenheiro José Eugênio Dias Toffoli, irmãos do magistrado que são sócios da Maridt.
Decidiu ainda convidar os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes para explicarem as relações de ambos com o Banco Master. Os senadores aprovaram ainda convite para que Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes, explique seu trabalho com o Master.
O escritório em que ela é sócia advoga para a instituição e firmou com ela um contrato de R$ 129 milhões.
Estão convocados ainda pra depor integrantes do governo de Jair Bolsonaro, como o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto, o ex-ministro da Economia Paulo Guedes, e o ex-ministro da Cidadania João Roma. Da era Lula estão convidados o atual presidente do BC, Gabriel Galípolo, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o ex-ministro do Planejamento e da Fazenda de Lula e Dilma, Guido Mantega, que trabalhou para o Master.
Toffoli deixou a relatoria do processo contra o banco há duas semanas depois de intensa pressão. A PF (Polícia Federal) entregou ao presidente do STF, Edson Fachin, um relatório com o registro de conversas do ex-banqueiro Daniel Vorcaro que mostravam o envolvimento dele com o negócio do hotel.
No requerimento aprovado pela CPI, Alessandro Vieira requer a transferência de sigilo “bancário, de todas as contas de depósitos, contas de poupança, contas de investimento e outros bens, direitos e valores mantidos em instituições financeiras” pela Maridt.
Pede ainda a quebra do sigilo fiscal por meio de um dossiê integrado pelo “extrato da declaração de imposto de renda de pessoa física ou pessoa jurídica; cadastro de pessoa física; cadastro de pessoa jurídica; ação fiscal (informações sobre todos os processos instaurados contra a pessoa investigada)”, alem de diversas outras certidões.
Vieira quer que sejam fornecidas “todas as contas de depósitos, contas de poupança, contas de investimento e outros bens, direitos e valores mantidos em instituições financeiras, além de dossiê fiscal da Maridt com informações como imposto de renda (informações sobre todos os processos, rendimentos recebidos de pessoas físicas e jurídicas)”.
Também será pedido o registro e a duração das ligações telefônicas originadas e recebidas pela sociedade.
Na justificativa do pedido, Vieira afirma que a medida é de “extrema urgência e necessidade para o deslinde das investigações desta Comissão Parlamentar de Inquérito, que busca desmantelar a complexa rede de influência e lavagem de capitais que orbita em torno do Banco Master e de suas conexões com agentes públicos de cúpula”.
Diz que, “no centro dessa teia, surge a empresa Maridt Participações S.A., cujo quadro societário é composto pelos irmãos do ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli: José Carlos Dias Toffoli, conhecido como “Padre Carlão”, e o engenheiro José Eugênio Dias Toffoli”.
“A análise minuciosa das atividades dessa empresa revela uma anomalia econômica e social inequívoca, sugerindo que a pessoa jurídica não passa de uma estrutura de fachada para ocultar o real beneficiário de vultosas transações financeiras”, segue o senador.
Toffoli sempre sustentou que o negócio foi legítimo e inclusive lucrativo para os compradores. Disse também que não tinha conhecimento do fato de que o fundo que adquiriu o resort pertencia, na verdade, a pessoas ligadas a Vorcaro.
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino negou o pedido da Polícia Federal (PF) para afastar o deputado federal Fernando Filho (União Brasil-PE), um dos alvos de operação deflagrada pela corporação nesta quarta-feira (25/2).
O magistrado também negou o impedimento de participar de processos licitatórios, a interceptação telefônica e a quebra do sigilo bancário impostos ao parlamentar. As informações são do Metrópoles.
Leia maisOperação Vassalos
A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (25/2), a Operação Vassalos para investigar um esquema de desvio de recursos públicos ligado a emendas parlamentares e a fraudes em processos licitatórios.
Entre os alvos, estão o deputado federal Fernando Coelho Filho (União-PE), assim como o seu pai, o ex-senador Fernando Bezerra (MDB-PE), e o seu irmão, o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho. O atual prefeito de Petrolina, Simão Amorim Durando Filho, também está entre os alvos.
A ação apura crimes como frustração do caráter competitivo de licitação, fraude em contratos administrativos, peculato, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
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