Seis dos meus oito irmãos participaram da minha festa em comemoração aos 18 anos do blog, dando assim um toque mais emocionante ao evento.








Seis dos meus oito irmãos participaram da minha festa em comemoração aos 18 anos do blog, dando assim um toque mais emocionante ao evento.








Por Zé Américo Silva*
A Justiça brasileira atravessa um dos momentos mais delicados de sua história republicana. Independentemente dos ataques ideológicos que o Supremo Tribunal Federal vem sofrendo, é impossível ignorar que a crise atual não é apenas externa – ela nasce, sobretudo, de dentro das próprias instituições.
O problema não se restringe ao STF. O Superior Tribunal de Justiça e tribunais estaduais espalhados pelo país acumulam episódios que escancaram distorções graves: salários exorbitantes, penduricalhos travestidos de “benefícios”, verbas indenizatórias sem respaldo constitucional e arranjos administrativos que operam fora da legalidade.
Leia maisEnquanto o cidadão comum luta para sobreviver, parte da magistratura vive sob um regime de exceção financeira. Auxílios de toda natureza, pagamentos retroativos milionários e interpretações elásticas da lei criaram uma casta blindada, distante da realidade social e do princípio da moralidade pública.
Paralelamente, multiplicam-se casos envolvendo juízes acusados de crimes graves – estelionato, violência doméstica, agressões, feminicídio, quebra de decoro e condutas incompatíveis com a função. Episódios que, em qualquer outro poder, resultariam em afastamentos imediatos, muitas vezes seguem sem resposta institucional proporcional.
Nos tribunais superiores, a situação ganha contornos ainda mais sensíveis. No STJ, há décadas circulam denúncias sobre favorecimento de escritórios de advocacia ligados a familiares de ministros. Trata-se de um fato conhecido nos bastidores jurídicos, ainda que raramente enfrentado com transparência.
No Supremo Tribunal Federal, esses conflitos tornaram-se mais visíveis nas últimas duas décadas. O caso mais emblemático dos tempos recentes envolve o ministro Dias Toffoli. Reportagens amplamente divulgadas levantaram questionamentos sobre negócios de familiares situados na fronteira da legalidade, especialmente no setor de jogos e apostas — um mercado bilionário diretamente impactado por decisões judiciais e políticas públicas.
Somam-se a isso situações envolvendo familiares de ministros – inclusive de Alexandre de Moraes – atuando juridicamente em causas relacionadas a clientes com interesses diretos junto às Cortes Superiores. Mesmo quando não há ilegalidade comprovada, o conflito ético é evidente.
Justiça não se sustenta apenas na legalidade formal. Ela exige aparência de imparcialidade, distância de interesses privados e compromisso público inequívoco. Quando ministros, seus parentes ou escritórios associados orbitam negócios que dependem do próprio Judiciário, a confiança da sociedade entra em colapso.
Chegamos a um ponto em que não é mais possível tapar o sol com a peneira. A crise do Judiciário brasileiro não é fruto de narrativas extremistas nem de disputas ideológicas. Ela decorre da ausência de autocrítica, da resistência a controles externos e da normalização de privilégios incompatíveis com a República.
Sem uma profunda revisão ética, administrativa e institucional, a toga continuará perdendo seu valor simbólico. E uma Justiça desacreditada é o maior risco que uma democracia pode correr.
*Jornalista e consultor de marketing político
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O sextou das férias, nas cidades históricas de Minas, começou com o maravilhoso passeio no trem Maria Fumaça, entre as cidades de Tiradentes e São João del-Rei. Dura apenas 40 minutos. Curti com minha Nayla e o meu grupo – o casal Cid e Kelly e a engenheira Tayse Lira.
É uma viagem nostálgica, de apenas 12 km, com vistas lindíssimas da serra de São José. Um charme histórico, incluindo a visita ao Museu Ferroviário em São João del-Rei, um dos mais importantes do Brasil. Uma atração extra é a manobra manual da locomotiva na rotunda em São João del-Rei.
O trem turístico, inaugurado por Dom Pedro II em 28 de agosto de 1881, é o mais antigo em operação no Brasil. Proporciona uma verdadeira viagem pela história e cultura ferroviária de Minas Gerais.
Um panorama sobre o setor de ar condicionado, refrigeração, ventilação e aquecimento poderá ser observado e debatido de perto no próximo dia 29 de janeiro, por conta da 7ª edição anual do evento intitulado ‘ABRAVA de Portas Abertas’. Trata-se de um encontro que vem sendo realizado há anos pela Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (ABRAVA) e que reúne tanto representantes do setor, como da imprensa.
Desta vez, alguns dos destaques serão, além do crescimento da compra de aparelhos de ar condicionado em 2025, também debates sobre impactos das mudanças climáticas neste segmento da economia as novas regras referentes à reforma tributária e expectativas de mercado para 2026.
Leia maisAssim como formas de atuação, a partir desse ano, para cumprimento dos compromissos assumidos pela entidade às regras estabelecidas pela Conferência da ONU sobre Qualidade do Ar Interno e Mudanças Climáticas na COP 30 – que exigirão uma atuação voltada para equipamentos mais tecnológicos, sustentáveis e com menos gasto de energia. Será discutida, ainda, a agenda de eventos e outros temas previstos ao longo deste ano para conscientização da sociedade.
Conforme informações dos coordenadores, o ‘ABRAVA de Portas Abertas’ consiste em um encontro voltado para a apresentação dos principais temas estratégicos do setor AVACR – que corresponde às empresas de Aquecimento, Ventilação, Ar Condicionado e Refrigeração.
Essa sigla define toda a cadeia produtiva, industrial, comercial e de serviços que atua na climatização de ambientes, conforto térmico e conservação de produtos através de controle de temperatura.
O evento também tem como objetivo central fortalecer conexões, apresentar as iniciativas da ABRAVA, perspectivas e oportunidades do setor AVACR para o ano.
Consolidou-se como essencial para empresas e profissionais que atuam direta e indiretamente no setor. Uma vez que se propõem não apenas a atualização de conhecimento, mas também ao fortalecimento das redes de relacionamento e o alinhamento das ações estratégicas para o futuro deste segmento. Além de deixar em evidência a posição institucional da ABRAVA e os diversos benefícios para as empresas associadas.
“O encontro será uma oportunidade para aprofundar o relacionamento entre as empresas, canais de comunicação e entidades com a ABRAVA, esclarecer dúvidas, acessar informações qualificadas e identificar pautas relevantes e seus principais players”, informou o presidente da ABRAVA, Leonardo Cozac.
O debate acontecerá de forma híbrida, presencialmente e online, na sede da ABRAVA em São Paulo, na avenida Rio Branco – bairro de Campos Elíseos, e também na página da associação no YouTube, no período entre 8h30 e 11h30.
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O município de Petrolândia conquistou reconhecimento nacional ao alcançar a Medalha de Ouro na 2ª edição do Selo Nacional Compromisso com a Alfabetização. O resultado foi divulgado na última quarta-feira (21), pelo Ministério da Educação (MEC), por meio do Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec). A premiação reforça o desempenho do município nas políticas públicas voltadas à alfabetização na idade certa.
O prefeito Fabiano Marques (Republicanos) destacou que a conquista representa um esforço coletivo e reflete o comprometimento de toda a rede municipal de ensino. Segundo ele, o resultado é fruto de planejamento, investimentos e valorização dos profissionais da educação.
“Em 2024 fomos prata e agora avançamos para o ouro, mostrando que estamos no caminho certo e que o trabalho sério dá resultado. Só tenho a agradecer a toda a nossa equipe da Educação, a verdadeira responsável por essa conquista. A nossa articuladora municipal, Erika da Silva Oliveira, à equipe da Secretaria Municipal de Educação, e a cada professor, gestor, coordenador, servidor, estudante e família que acreditam na educação como instrumento de transformação”, afirmou o prefeito.
Após receber o aval e o apoio do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos), o ex-prefeito de Terezinha Matheus Martins anunciou que aceitou o convite do prefeito de Saloá e presidente da Codeam, Rivaldo Júnior, para assumir a Secretaria Executiva do Consórcio de Desenvolvimento do Agreste Meridional (Codeam), considerada a principal nomeação da entidade. “Vamos fortalecer o municipalismo, pois município forte é sinônimo de população segura e fortalecida”, destacou no ato da nomeação.
Revista Veja
Há exatos dez anos, o país atravessava uma imensa turbulência. A Lava-Jato avançava sobre a classe política, e o Congresso, acuado pelas investigações, dava os primeiros passos em direção à cassação do mandato da presidente Dilma Rousseff, afastada em maio de 2016. O vice-presidente Michel Temer assumiu o governo sob a pressão de uma profunda crise política e econômica.
Foi bem-sucedido ao conseguir aprovar reformas estruturais importantes, mas sua passagem pelo Palácio do Planalto acabou ofuscada pela impopularidade derivada das revelações de corrupção que atingiram o MDB, o seu partido, alguns de seus ministros e aliados. Temer garante que as feridas desse período estão totalmente cicatrizadas, incluindo a maior delas: sua prisão – ou “sequestro”, como ele a define.
Leia maisSuperar o passado, segundo ele, é a única receita para o Brasil sair do atoleiro político em que se encontra hoje. Nesta entrevista, o ex-presidente afirma que não houve tentativa de golpe de Estado, defende a redução das penas para os envolvidos no 8 de Janeiro e diz que as eleições de outubro podem pôr um ponto-final na polarização do país.
Ha muita diferença entre os conflitos políticos de hoje e os enfrentados há uma década?
Houve nesse espaço de tempo muita polarização, que chamo de radicalização. Muitas vezes não há discussão de ideias. Ha discussões de natureza pessoal e muita coisa ligada ao passado. Vejo as pessoas olhando pelo retrovisor. Gosto de repetir: ou superamos o passado ou não teremos futuro. E importante que as autoridades públicas trabalharem com essa concepção. No meu tempo havia oposição, mas não havia essa radicalização de posições.
E qual é a alternativa para cessar essas hostilidades?
Temos as eleições deste ano porque é um momento em que os candidatos podem lançar projetos para o país. Se isso acontecesse, ao invés da disputa Lula e Bolsonaro, teríamos uma disputa de projetos para chegar ao poder. Essa pregação parece de certa ingenuidade, eu sei, mas não é. O ideal seria o centro e a centro-direita terem um programa para o país para se opor a outro programa e daí nos melhoramos as relações político-eleitorais-administrativas no país. Já fui procurado pelos govenadores que pretendem disputar a Presidência e dei a eles essa sugestão. Qualquer um deles que vier a ser candidato representa muito adequadamente o meu pensamento. O eleitorado está cansado dessa disputa de nome contra nome.
O seu partido, o MDB, terá candidato próprio à Presidência ou vai se aliar a outra candidatura?
O MDB é uma federação. Uma coisa é o MDB no Nordeste, outra coisa é o MDB do Sul, Sudeste, Centro-Oeste. É preciso saber coordenar essas várias correntes. O ideal dos ideais é que o MDB lançasse um programa para o país. O ideal seria ter uma candidatura representativa desse projeto. Mas acho complicado, porque toda vez que você quer apresentar um candidato se depara com essas dificuldades federativas. Por isso, o MDB acaba entrando nessa coisa do chamado centro, centro-direita, para que cheguem todos unidos, se não no primeiro turno, pelo menos no segundo.
A candidatura do senador Flávio Bolsonaro pode unir essa centro-direita?
Se o senador Flávio Bolsonaro for candidato e chegar ao segundo turno, acho que a opção do chamado centro, da centro-direita e, claro, da direita radical será ele.
O que achou do fato de Flávio Bolsonaro ter insinuado em uma rede social que, se o senhor estivesse no lugar de Jair Bolsonaro, Alexandre de Moraes decidiria de forma diferente sobre a prisão do pai dele?
Primeiro, se fosse eu do outro lado, não haveria tratamento diferente. Tenho a impressão que o ex-presidente vai acabar indo para a prisão domiciliar. Acho isso útil como um gesto de pacificação para o país. Ninguém vai dizer que a prisão domiciliar é uma maravilha. Ficar trancado em casa é prisão do mesmo jeito.
Além de Bolsonaro e Fernando Collor, que estão presos, o presidente Lula já foi preso e o senhor também. O que há de errado?
Primeiro, um esclarecimento: fui sequestrado. Fiquei quatro dias na Polícia Federal, fruto de um sequestro de um juiz lá do Rio de Janeiro que foi expulso da magistratura. Prisão e sequestro são coisas distintas. Respondendo à pergunta, nosso sistema jurídico é perfeito. A Constituição traz critérios extremamente democráticos, participativos, que têm sido utilizados nas várias decisões judiciais. É claro que, vez ou outra, você pode contestar o mérito de certas decisões, mesmo decisões do Supremo Tribunal Federal, mas não pode contestar a competência que a Constituição deu ao Judiciário para essas decisões.
A oposição anuncia que buscará eleger o maior número de senadores para cassar ministros do STF. Não é algo que vai na contramão da necessidade de pacificação que o senhor defende?
Não acho uma boa pregação, porque ela remete à ideia de que você está pensando apenas no passado. Toda vez que há, de um lado, ultrapassagem de alguns limites, o retruque também ultrapassa os limites. Palavras de harmonia são fundamentais. Dizer que nós vamos eleger senadores para cassar ministros do Supremo não colabora para superar o passado e garantir o futuro. Isso cria instabilidade no país.
A anistia defendida pelos bolsonaristas ajudaria ou dificultaria a proposta de pacificação?
Esse tema já saiu da pauta e não se pode cogitar retomá-lo. O Congresso encontrou um meio-termo, que é a nova dosimetria. Cogitar anistia agora é incentivar essa divisão, mas apoiar a dosimetria é caminhar para a pacificação.
Como um constitucionalista como o senhor avalia as críticas que têm como alvo o ministro Alexandre de Moraes?
Conheci o ministro muito antes de ser ministro de Justiça do meu governo. Não conheço os autos que embasaram suas decisões, mas, num dado momento, comentou-se que havia um certo excesso na dosagem das penas. O que o Congresso fez legitimamente? “Vamos redosar essas penalidades.” O mecanismo democrático, portanto, está funcionando. Dei palpites sobre a questão da dosimetria. Se tivesse havido um bom diálogo entre Executivo, Legislativo e Judiciário, essa questão teria sido resolvida. Não vejo com bons olhos o veto do presidente Lula ao projeto. Mas ainda há tempo para um pacto republicano entre os Poderes.
O senhor não usa a palavra golpe quando se refere aos episódios que redundaram no 8 de Janeiro e na condenação dos envolvidos. Por quê?
Houve uma agressão enorme aos Poderes. Vou dizer uma obviedade: um golpe só existe como mecanismo de força. Mecanismo de força nos sistemas golpistas só se dá com a presença das Forças Armadas. Aqui, não houve a presença da instituição. Pode ter havido um ou outro membro das Forças Armadas que tenha imaginado ou pensado nisso. Houve uma agressão muito forte aos Poderes – não aos prédios, apenas. A intenção era desmoralizar os órgãos do Poder. Por isso, merecia punição – punição que foi dada.
Ainda incomoda ser chamado de golpista, particularmente pelo presidente Lula?
Conheço bem o presidente Lula. Sempre me dei muito bem com ele e ele comigo. Mas ele faz isso para agradar a uma ala do PT. Não deveria fazê-lo. Muita gente diz que, como fizemos grandes reformas, como recuperamos as estatais, como reduzimos juros, como recuperamos o PIB, como reduzimos inflação – se foi golpe, foi golpe de sorte. Não me incomodo minimamente mais com isso. Compreendo essas coisas e, com toda a franqueza, fico acima dessas palavras inteiramente inadequadas.
O senhor foi contratado no ano passado para fazer uma mediação entre o Banco Master e o Banco de Brasília, o BRB – operação, sabe-se hoje, cercada de ilegalidades. Qual sua avaliação sobre o caso?
Fui procurado para fazer essa mediação, mas vi que era um pouco difícil. Aliás, quando fui contratado, não tinha sequer sido decretada a liquidação pelo Banco Central. Fiquei surpreso. No entanto, é apressado dizer, desde já, sem uma decisão final do Judiciário, qual é a culpa e qual é o tamanho do delito.
Como político o senhor defenderia a criação de uma CPI para investigar o caso Master?
O primeiro resultado das CPIs é a divulgação um pouco escandalosa dos fatos. Quando você conclui uma CPI, tem que mandar o relatório final para o Ministério Público dizer se tem alguma questão penal ou cível a ser apurada. É simplesmente uma pré-elaboração de um eventual processo penal ou civil. Não tenho objeção às CPIs, porque essa também é uma tarefa do Poder Legislativo que a Constituição já lhe entregou. Mas não sei se ela é necessária nesse caso.
Como avalia este terceiro mandato do presidente Lula?
Ele já esteve numa posição eleitoralmente mais delicada depois do tarifaço, mas recuperou a popularidade. Não posso negar que ele é um líder, tem prestígio, mas lhe falta um pouco de capacidade de diálogo. Eu fiz uma reforma do sistema trabalhista no país. Nós levamos quatro meses para mandar o projeto para o Congresso. Pegue agora o exemplo recente do IOF. Como não houve diálogo, a Câmara apresentou um decreto legislativo, suspendendo a eficácia do decreto governamental. Foi para o Supremo, que manteve uma parte desse decreto legislativo e eliminou uma outra parte. Ou seja, gerou-se um conflito entre os Poderes, fruto da ausência do diálogo.
Recentemente a revista The Economist publicou um texto dizendo que o presidente Lula não deveria concorrer em 2026, entre outras coisas, por causa da idade avançada. O eleitor deve levar essa preocupação em conta?
Não posso concordar. Essa não é uma razão impeditiva da candidatura. Nos dias atuais, aumentou muito a faixa etária, a longevidade dos indivíduos. Eu, por exemplo, tenho 85 anos. A não ser que se revele que o presidente tem deficiências cognitivas, deficiências de saúde, aí sim. O simples fator etário não pode impedir uma candidatura.
Dez anos depois de sua posse como presidente da República, o senhor se arrepende de algo ou faria algo diferente?
Não me arrependo nem minimamente. Ao contrário. Assumi em um momento conturbado e tive de enfrentar uma oposição rigorosa, feroz, mas legítima. Sabia que deveria ser ousado. E ser ousado significava produzir reformas para o país. Fui um presidente muito impopular, mas hoje sou um ex-presidente popularíssimo. As pessoas reconhecem o que fizemos. Fiz o que deveria fazer e saí com certa dignidade.
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O Sextou de hoje, programa que ancoro as sextas-feiras, no lugar do Frente a Frente, faz um tributo a um dos maiores compositores do Brasil: o poeta Accioly Neto. Ele é autor de inúmeras canções de sucesso, como “Espumas ao Vento”, que ganhou fama interpretada por Raimundo Fagner, “Quando bate o coração” e “Me diz, amor”. A convidada é Tereza Accioly, viúva do cantor e compositor.
O programa vai ao ar das 18h às 19h, pela Rede Nordeste de Rádio, formada por 48 emissoras em Pernambuco, Paraíba, Alagoas e Bahia, tendo como cabeça de rede a Rádio Folha 96,7 FM, no Recife. Se você deseja ouvir pela internet, clique no link do Frente a Frente em destaque no alto do blog ou baixe o aplicativo da Rede Nordeste de Rádio na play store.
Blog da Folha
Falta uma semana para o primeiro mutirão de coleta biométrica do ano. Nos dias 29, 30 e 31 de janeiro, os pontos de atendimento do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) em todo estado estarão funcionando em horário ampliado para receber as eleitoras e eleitores que precisam cadastrar a sua digital, tirar o primeiro título, entre outros serviços. A biometria vai agilizar o processo de identificação dos eleitores no dia 4 de outubro, data do primeiro turno das Eleições Gerais 2026.
Durante o mutirão, o funcionamento das unidades de atendimento do TRE-PE será das 8h às 16h, inclusive no sábado. Para participar, será necessário fazer o agendamento prévio. Antes de agendar, o Tribunal recomenda que o eleitor verifique se já possui biometria coletada, acessando aqui. Dúvidas podem ser esclarecidas por meio da atendente virtual Júlia ou pelo Disque Eleitor: (81) 3194-9400.
Leia maisPostos de Atendimento
Em cidades com níveis baixos de biometria, o TRE Pernambuco abriu postos de atendimento descentralizados, reforçando sua rede de cartórios eleitorais e centrais de atendimento ao eleitor. A medida tem como objetivo facilitar o acesso aos serviços, especialmente em municípios do interior, onde a sede de um cartório eleitoral atende mais de uma localidade.
No caso do Recife e Olinda, além das centrais de atendimento, há a possibilidade de agendamento nos Expressos Cidadão nos shoppings Riomar e Patteo, respectivamente. Já no caso de Jaboatão dos Guararapes, além da central de atendimento e do Shopping Guararapes, seis outros postos de atendimento estão disponíveis.
Serviços
Durante o mutirão, os servidores do TRE-PE estão a postos para além da biometria, fazer o alistamento eleitoral, ou seja, o primeiro título, realizar correções de cadastro (alterações de nomes ou outros dados), alterar o domicílio e resolver pendências, como a suspensão do título. Também será possível emitir certidões e solicitar transferências.
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O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (PT-RJ), e o deputado Rogério Correia (PT-MG) protocolaram um pedido de providências à Polícia Rodoviária Federal (PRF) para interromper a caminhada organizada pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), que segue de Paracatu (MG) até Brasília (DF), onde planeja chegar domingo (25/1). Os deputados pedem a adoção de medidas para conter o que classificam como “risco concreto à segurança viária”.
No documento, eles afirmam que a manifestação é feita em uma rodovia federal de tráfego intenso, em grande parte de pista simples, com uso do acostamento e invasão da pista de rolamento por manifestantes. As informações são do portal Metrópoles.
Leia maisOs parlamentares também mencionam o uso de aeronaves para acompanhar o ato, inclusive com pousos nas margens da estrada, o que, segundo eles, aumenta o risco de acidentes. Para os deputados, a situação configura uma conduta “grave, inaceitável e irresponsável”.
Na segunda-feira (19/1), o congressista mineiro iniciou a chamada “caminhada pela liberdade”. Até agora, 22 parlamentares de direita se uniram a Nikolas. Segundo os deputados petistas, o ato foi feito sem comunicação prévia às autoridades e expõe participantes e motoristas a riscos à vida e à integridade física.
“Eles podem se manifestar onde quiserem, mas não podem colocar em risco a vida das pessoas. Façam essa mobilização onde quiserem, mas não desse jeito, sem autorização e colocando vidas em perigo”, disse Lindbergh.
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O agravamento da crise de imagem do Supremo Tribunal Federal (STF) levou o presidente do tribunal, Edson Fachin, a sair em defenda da instituição e do ministro Dias Toffoli, afirmando que o Supremo não se curvará a ameaças e que Toffoli está no seu papel “regular” de supervisão judicial. As informações são do blog do Valdo Cruz.
Isso não significa, porém, que Edson Fachin esteja tranquilo com tudo o que está acontecendo no tribunal que comanda. Pelo contrário, está preocupado. Foi por isso que divulgou a nota defendendo a instituição, mas ele não desistiu, por exemplo, de aprovar um código de conduta dos ministros da Corte. Fachin disse a interlocutores que está buscando apoio à sua proposta na base do convencimento pelo diálogo.
Leia maisO lema de Fachin é que democracia toma tempo, mas vale a pena, e que está fazendo diálogos abertos com todos, sem exceção. A decisão final, que não tem pressa para ser tomada, mas também não pode demorar demais por causa do agravamento da crise, será do colegiado do STF, que terá de definir o procedimento e o conteúdo no tempo apropriado.
Fachin já teria o apoio de pelo menos quatro ministros. A avaliação dentro do Supremo é que um código de conduta pode ajudar a debelar a crise de imagem, mas apenas ele não será suficiente a depender do rumo das investigações sobre as fraudes bancárias que teriam sido cometidas pelo banco Master.
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O que começou como mais um vídeo em rede social acabou se transformando em um episódio grave que está repercutindo em Pombos e em outras cidades de Pernambuco. O vereador Beto da Ambulância publicou um vídeo em tom agressivo no qual ataca uma cidadã chamada Geraldina e também destrata uma deputada federal, numa sequência de falas que ultrapassa qualquer limite aceitável na vida pública.
No vídeo, o parlamentar passa a ofender Geraldina com palavras como “catraia”, “bandida” e “vagabunda”, em um discurso marcado por humilhação e intimidação. Não se trata de crítica política nem de debate de ideias. Trata-se de agressão verbal e de um caso evidente de violência política de gênero, já que o ataque parte de um agente público contra uma mulher, usando xingamentos e tentativa de desmoralização pública.
Leia maisO mais grave é que não se trata de um cidadão comum em um momento de descontrole, mas de um vereador no exercício do mandato, alguém que jurou respeitar a Constituição, zelar pelo decoro e representar a população. No mesmo vídeo, ao também destratar uma deputada federal, o parlamentar deixa claro que o ataque não é isolado, mas dirigido a qualquer mulher que ouse contrariá-lo.
Esse tipo de conduta pode, em tese, se enquadrar em crimes contra a honra, como injúria e difamação, além de levantar questionamentos sobre abuso de autoridade e quebra de decoro parlamentar. Mandato não é licença para agredir, e imunidade não é salvo-conduto para ofender ou humilhar.
O episódio coloca a Câmara de Vereadores de Pombos e os órgãos de controle diante de uma responsabilidade inevitável: apurar os fatos e avaliar se esse comportamento é compatível com o exercício de um mandato parlamentar. Quando um representante do povo usa a tribuna digital para atacar e humilhar mulheres, não é apenas uma pessoa que ele atinge. É a própria democracia e o respeito às instituições.
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De olho no eleitorado do Nordeste – região em que aparece com índices de intenção de voto entre 12% e 18% nas pesquisas mais recentes –, Flávio Bolsonaro (PL) ganhou nesta semana o apoio do senador Rogério Marinho (PL-RN).
Ex-ministro de Jair Bolsonaro e líder da oposição no Senado, Marinho havia manifestado a intenção de disputar o governo do Rio Grande do Norte pelo PL, mas aceitou mudar de rota para ajudar a articular a candidatura presidencial de Flávio, seu colega no Congresso.
Leia maisMarinho era a aposta do PL para a disputa no estado, atualmente governado pelo PT, e disse na quarta-feira (21) que vai integrar a pré-campanha de Flávio a pedido de seu pai, que está preso em Brasília e escolheu o filho como candidato presidencial.
“Há alguns dias eu tenho dormido mal, tenho me sentido diferente, pela mudança de rumos que a vida me leva a tomar, mas eu não posso negar um pedido do presidente Bolsonaro. Não posso”, discursou Rogério Marinho, após anunciar a decisão.
O senador é quadro relevante no bolsonarismo e na oposição ao governo Lula. Eleito senador em 2022, concorreu à presidência da Casa no ano seguinte, quando perdeu para Rodrigo Pacheco (PSD), por 49 votos a 32. Ao desistir de concorrer no RN, Marinho declarou apoio à pré-candidatura de Álvaro Dias (Republicanos), ex-prefeito de Natal.
Ele foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, a visitar Bolsonaro na Papudinha no próximo dia 4 de fevereiro.
Flávio Bolsonaro agradeceu publicamente o apoio. Em vídeo divulgado nas redes sociais, classificou Marinho como “um dos principais, mais preparados e mais competentes” quadros da política brasileira.
“Eu sei que vocês estão aí com o coração um pouco apertado pela decisão que ele tomou, mas tenho a consciência e a certeza de que ele está fazendo a escolha pelo Brasil”, disse Flávio. “Vamos fazer um trabalho fenomenal por todo o país, e o Rio Grande do Norte será ainda mais contemplado com o Rogério Marinho integrando esse grande time que eu pretendo montar”, afirmou.
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