Até lá, sigo nos preparatórios, aquecendo as turbinas, como fiz, há pouco, em Brasília. Confira!
Até lá, sigo nos preparatórios, aquecendo as turbinas, como fiz, há pouco, em Brasília. Confira!
Os portos brasileiros tiveram papel central no desempenho histórico da balança comercial do país em 2025, ao garantir o escoamento de produtos e commodities que levaram o Brasil a registrar, pelo terceiro ano consecutivo, um superávit expressivo no comércio exterior. Responsáveis por mais de 95% das trocas comerciais com o mundo, os terminais portuários foram decisivos para sustentar o crescimento das exportações e importações, mesmo em um cenário internacional marcado por tensões e barreiras comerciais.
A corrente de comércio brasileira — soma de exportações e importações — alcançou US$ 629 bilhões em 2025. O resultado gerou um superávit de US$ 68,2 bilhões, o terceiro maior desde o início da série histórica, em 1989, ao lado dos recordes obtidos em 2023 e 2024.
Leia maisMesmo diante do tarifaço imposto pelo governo norte-americano a parte dos produtos brasileiros, o país registrou números inéditos tanto nas vendas externas quanto nas compras do exterior. As exportações totalizaram US$ 348,676 bilhões, crescimento de 3,5% em relação a 2024. Já as importações somaram US$ 280,4 bilhões, alta de 6,7% na comparação anual, superando em quase US$ 8 bilhões o recorde anterior, registrado em 2022. Os dados foram apresentados pelo Mdic na última terça-feira.
Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o desempenho confirma a transformação da infraestrutura logística em um diferencial competitivo do país.
“Os números mostram que o Brasil vive um novo momento de maturidade logística. Não é coincidência que os três maiores superávits da nossa história tenham ocorrido nos últimos três anos. Isso prova que a infraestrutura portuária se tornou uma alavanca de competitividade. Estamos dando as condições necessárias tanto para escoar nossa produção ao mercado internacional quanto para receber os insumos e mercadorias que abastecem a indústria e o consumo interno”, afirmou Costa Filho, ao Brasil 247.
Na mesma linha, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, destacou a capacidade do Brasil de ampliar mercados mesmo em um ambiente internacional adverso.
“Em meio às dificuldades geopolíticas, conseguimos conquistar novos mercados e ampliar os que já tínhamos”, disse.
Segundo ele, “o resultado reflete também o conjunto de programas e ações do governo do presidente Lula para aumentar a produtividade e a competitividade de nossas empresas no exterior, sobretudo com a Nova Indústria Brasil (NIB) e com o Plano Brasil Soberano”.
O avanço da balança comercial foi acompanhado por um crescimento consistente da atividade portuária em volume físico. De acordo com o balanço do MPor, o setor deve encerrar 2025 com uma movimentação total de 1,34 bilhão de toneladas de cargas, o que representa aumento de 3,25% em relação ao ano anterior. Entre 2023 e 2025, o acréscimo acumulado de 150 milhões de toneladas supera, sozinho, todo o volume movimentado pelo Porto de Santos em 2025.
Esse ganho de capacidade foi essencial para atender à maior demanda por commodities no fim do ano. Dados do Mdic mostram que, em dezembro, produtos como petróleo, com alta de 74%, soja, com crescimento de 73,9%, e carne bovina, com avanço de 70,5%, lideraram a expansão das exportações. Na prática, isso se traduziu em novos recordes nos principais terminais do país.
O Porto de Santos, em São Paulo, maior complexo portuário brasileiro, registrou crescimento de 29% na movimentação entre os portos públicos no período de janeiro a outubro, alcançando 119,4 milhões de toneladas. O Porto de Paranaguá, no Paraná, estratégico para o agronegócio, avançou 13,5% e somou 55,2 milhões de toneladas. Já no Arco Norte, o Porto do Itaqui, no Maranhão, reforçou sua vocação para o escoamento de grãos e minérios, com alta de 7,6% e movimentação de 31,4 milhões de toneladas.
Entre os marcos desse ciclo de expansão da infraestrutura portuária estão o leilão do Túnel Santos-Guarujá, considerado o maior investimento do Novo PAC, com aporte de R$ 6,8 bilhões, e a primeira concessão do canal de acesso de Paranaguá. A iniciativa permitirá a atracação de navios de maior porte, ampliando a eficiência logística e a competitividade do comércio exterior brasileiro.
Leia menos
O ex-prefeito de Olinda, Professor Lupércio (PSD), e o secretário de Meio Ambiente de Pernambuco, Daniel Coelho (PSD), anunciaram, nesta quarta-feira (7), que atuarão em conjunto na próxima disputa eleitoral, com Lupércio como pré-candidato à Assembleia Legislativa de Pernambuco e Daniel Coelho à Câmara dos Deputados. A articulação conta com o apoio da prefeita de Olinda, Mirella Almeida (PSD). A aliança reúne dois nomes com histórico político no município, onde Lupércio exerceu dois mandatos consecutivos como prefeito entre 2017 e 2024, e Daniel Coelho obteve votação expressiva em disputas proporcionais.
Durante o encontro, Lupércio afirmou que a parceria tem como objetivo ampliar a atuação política no estado. “Quero trabalhar ainda mais por Pernambuco. Agradeço o apoio de Daniel Coelho, que enviou importantes emendas parlamentares para Olinda enquanto fui prefeito”, declarou. Daniel Coelho também comentou a formação da dobradinha. “Muito feliz com o apoio de Lupércio. Estamos todos juntos ao lado da governadora Raquel Lyra, mudando Pernambuco”, disse. A prefeita Mirella Almeida destacou que ambos têm ações realizadas no município. “São pessoas com serviços prestados em Olinda, tanto na gestão municipal quanto por meio de emendas parlamentares”, afirmou.
Nenhum presidente da Câmara dos Deputados participou, até hoje, dos atos oficiais em lembrança dos ataques golpistas de 8 de Janeiro de 2023. Neste ano, o cenário se repete. Além disso, a presidência do Senado também optou por não estar presente.
As ausências coincidem com a expectativa de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetar o projeto, aprovado pelo Congresso, que anistia participantes das tentativas golpistas do 8 de Janeiro (veja mais abaixo).
O atual presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), não vai comparecer à cerimônia em defesa da democracia, marcada para esta quinta-feira (8), no Palácio do Planalto. As informações são do g1.
Leia maisO antecessor de Motta no cargo, Arthur Lira (PP-AL), também não participou dos atos em 2024 nem em 2025.
Neste ano, diferentemente do Supremo Tribunal Federal e do Palácio do Planalto, o Legislativo não programou nenhuma cerimônia própria para marcar a data.
Congresso ausente desde 2024
O primeiro ato em defesa da democracia ocorreu em 2024 e foi sediado no Congresso Nacional, no Salão Negro. À época, Arthur Lira era aguardado, mas alegou problemas de saúde com um familiar e não compareceu.
Na ocasião, o então presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), foi o único chefe de uma das Casas do Legislativo presente no evento.
Em 2025, a cerimônia foi realizada no Palácio do Planalto. Lira voltou a faltar, e Pacheco também não compareceu. O Senado foi representado pelo então vice-presidente Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB).
Ausência de Motta e Alcolumbre em 2026
Neste ano, além de Hugo Motta, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), também não participará do ato.
Para parlamentares governistas, a ausência da cúpula do Congresso reforça a avaliação de que os ataques de 8 de janeiro não resultaram na consolidação de uma frente política ampla contra a tentativa de golpe.
“Não existe um movimento político consistente contra a tentativa de golpe. Estou há dois anos como líder e, nesse período, sempre houve tentativa de aliviar o que aconteceu”, afirmou o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (PT-RJ).
Segundo ele, a postura dos presidentes das Casas reflete uma estratégia de equilíbrio político com parlamentares bolsonaristas. “Hugo e Alcolumbre querem se reeleger e jogam dos dois lados. A política não conseguiu criar um movimento amplo de rechaço à tentativa de golpe”, disse.
Motta e Alcolumbre foram eleitos para os comandos da Câmara e do Senado com apoio de partidos e parlamentares alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Debate sobre veto não explica ausência, dizem governistas
Aliados do governo também rejeitam a avaliação de que a ausência dos presidentes do Congresso esteja relacionada à expectativa de veto presidencial ao projeto que reduz penas de condenados pelos atos golpistas.
Segundo parlamentares, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não faria o veto durante a cerimônia, caso Motta e Alcolumbre confirmassem presença.
“Vetará, provavelmente, mas fazer isso nessa solenidade é desnecessário. Fica parecendo disputa com o Congresso”, afirmou o líder do PDT, Mário Heringer (PDT-MG).
Lindbergh reforçou o argumento: “Se eles fossem, o veto ocorreria no dia seguinte, não na cerimônia. A decisão de não ir foi deles”.
Congresso foi o primeiro alvo dos ataques
O Congresso Nacional foi o primeiro prédio a ser atacado em 8 de janeiro de 2023. Só na Câmara dos Deputados, mais de 400 computadores foram destruídos, além de televisores, telefones, móveis e obras de arte.
Levantamento da Polícia Federal e de pesquisadores do Universidade Federal de Minas Gerais identificou 186 peças de arte danificadas nos ataques, parte delas localizadas na Câmara e no Senado.
Somados os danos ao Congresso, ao STF e ao Palácio do Planalto, o valor das obras afetadas chega a R$ 20 milhões, e o prejuízo material estimado é de R$ 12 milhões.
Leia menos
Após o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), deixar o hospital onde estava para realização de exames médicos, Brasil Caiado — responsável pela saúde do ex-mandatário — apontou em conversa com jornalistas a suspeita de uma possível reação a combinação de remédios.
“Há uma suspeita inicial que nós já havíamos imaginado que possa ser a interação de medicamentos. O presidente faz uso de vários medicamentos para tratamento das crises de soluços e nós estamos diante de um problema agora com o presidente que é: se esses quadros forem recorrentes e colocam o presidente numa zona de maior risco, pelos medicamentos e… segundo ponto: nós temos que suspender os medicamentos e colocar o presidente num degradante de soluço? Ou mantenho a medicação eu aumento o risco que eu ainda não sei se é, nós vamos avaliar, mas são hipóteses”, afirmou Caiado. As informações são da CNN.
Leia mais“Na madrugada de ontem o presidente apresentou uma queda, ele começou a caminhar pelo quarto e caiu. Inicialmente pensamos que era uma queda da cama. Ele levantou, tentou caminhar e caiu. A escrivaninha fica do lado esquerdo da cama e a contusão foi do lado direito”, completou ao explicar de onde surgiu a ideia.
Leia menos
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passou nesta quarta-feira (7) por exames na cabeça após ter sofrido uma queda na sala onde cumpre pena, na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
Bolsonaro passou mal novamente na madrugada de terça-feira (6). A informação foi compartilhada via redes sociais pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e confirmada pelo médico do político e pela Polícia Federal. As informações são do g1.
Leia maisEle chegou nesta manhã ao hospital particular DF Star para ser submetido aos seguintes exames:
Todos os procedimentos são feitos para avaliar a área do crânio, contudo cada um tem uma especificidade.
Os exames foram solicitados pela defesa do ex-presidente e autorizados nesta quarta pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
Leia menos
O Superintendente do Patrimônio da União (SPU) em Pernambuco, Ednaldo Moura, viveu a experiência aterrorizante que a cada tem sido mais comum em nosso estado. Ao chegar à casa de um amigo, no bairro do Timbi, em Camaragibe, ele foi abordado por dois homens que lhe apontavam uma arma e anunciaram um assalto.
“A gente toma conhecimento do crescimento assustador dos números da violência em Pernambuco, mas nem sempre está consciente de que, a qualquer momento, você vai fazer parte destas estatísticas”, observou Ednaldo.
“Foi um choque e não tive como não pensar que estava com a vida em risco. Procurei manter a calma e demonstrar com clareza não tinha nenhuma intenção de reagir”, afirmou o gestor, acrescentando que entregou a chave do carro, o celular e tratou sair da frente dos bandidos.
Leia maisEdnaldo Moura é servidor público de carreira, ocupa um cargo no governo federal, a administração do patrimônio da União no estado, e exerce militância política em Camaragibe.
Ele lembra os momentos assustadores que vivenciou: “Quando, de repente, há uma arma apontada e você percebe que aquele assaltante não tem nada a perder, só mantem a calma se tiver fé e lembrar da sua responsabilidade com sua família”.
“Ninguém merece passar por uma coisa dessas”, disse Ednaldo.
De acordo com as informações, o crime aconteceu por volta das 22h30, na Rua Teodoro Borges, conhecida como Rua da Escola Francisco de Paula. A vítima foi abordada por homens armados logo após desembarcar do veículo. Relatos apontam que a ação foi muito rápida.
Os criminosos levaram o automóvel e todos os pertences pessoais que estavam com o superintendente. O veículo roubado é uma Toyota SW4 SRX, de cor branca, com placa QYB 0H29, pertencente a Ednaldo Moura. Após o roubo, os assaltantes fugiram do local.
As autoridades orientam que qualquer informação que ajude na localização do veículo ou na identificação dos suspeitos seja comunicada imediatamente pelos canais oficiais de denúncia.
Depois do incidente, Ednaldo Moura seguiu, acompanhado de amigos, para a Delegacia de Camaragibe, onde registrou boletim de ocorrência sobre o roubo. As investigações ficarão a cargo da Polícia Civil.
BLOG DO ALBERES XAVIER
O imbróglio entre a governadora Raquel Lyra, do PSD, com integrantes da bancada de oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) segue longe de um final feliz. Raquel tem ao seu lado deputados da base governista, que têm defendido suas ideias e os projetos que são de interesse do Palácio do Campo das Princesas.
Nesta terça-feira (6), o deputado estadual Coronel Alberto Feitosa, do PL, rebateu o governista Antonio Moraes, do PP, que afirmou ontem (5), no programa ‘Cidade em Foco’, da Rede Pernambuco de Rádios e ao Blog do Alberes Xavier, que a postura da oposição poderia acarretar em sérios prejuízos para o povo pernambucano. “Trata-se de uma briga insana, que poderá acarretar em prejuízos para a população de Pernambuco”, disse o pepista.
Leia maisFeitosa não aliviou ao contrapor o governista. “É preciso ter honestidade intelectual e responsabilidade para falar aos seus eleitores e a todos os pernambucanos. O que a governadora fez foi uma verdadeira lambança. Ela quis mudar partes do texto da LOA e isso é totalmente inconstitucional, qualquer aluno do curso de Direito sabe disso e ela como procuradora concursada do estado também deveria saber disso”, falou ele.
Para finalizar Feitosa disse que o projeto da LOA foi votado e aprovado por unanimidade, tanto na Comissão de Finanças e Orçamento, quanto no plenário da Alepe e o deputado Antônio Moraes votou pela aprovação da mesma em duas oportunidades.
Leia menos
Por Muciolo Ferreira*
Hoje amanheci bem nostálgico e saudoso dos bons carnavais do Rio de Janeiro. Especialmente dos bons compositores dos sambas-enredos das décadas de 70 e 80. Poetas que andam até hoje misturados com o povo, espalhando e dividindo arte, muitos deles sem nunca terem concluído o Ensino Fundamental.
Então, na minha mente surgiu a imagem antológica do alegre compositor Domenil Santos, um dos maiores de todos os tempos da gloriosa Escola de Samba Mocidade Independente de Padre Miguel. Domenil Santos foi tricampeão, conquistando o direito de levar suas notáveis composições à passarela carioca nos carnavais de 1978, 1980 e 2001.
Leia maisDe todos os sambas, os versos que mais me encantam são os do enredo de 1980, cujo tema foi Tropicália Maravilha. Nesse ano, havia uma responsabilidade imensa na Ala dos Compositores para a agremiação fazer bonito e conquistar o bicampeonato. A verde-e-branco de Castor de Andrade tinha vencido pela primeira vez na história o Carnaval do Grupo Especial em 1979, com o enredo O Descobrimento do Brasil. Não conseguiu. Perdeu para a Beija-Flor.
Mas os versos de Domenil Santos estão até hoje imortalizados, sobretudo neste refrão: ‘…O cravo brigou com a Rosa por causa da Margarida gostosa…’.
Dedico esse comentário aos amigos pernambucanos Ricardo Guerra e Magno Martins. Ricardo por ser o maior torcedor da Mocidade Independente da Vila Vintém que mora fora do Rio de Janeiro. Também por ter uma amada Rosa na sua vida, imortalizada nos versos do sambista. E ao Magno também pelo mesmo motivo: nunca esquecerá da sua eterna e amada Margarida.
Só não sei se o jornalista tem a Estrela de Padre Miguel como sua escola preferida. A única certeza que tenho é a paixão avassaladora e inexplicável deles — e a minha — pela Estrela Solitária de General Severiano, nosso glorioso Botafogo.
*Jornalista
Leia menos
O deputado federal Felipe Carreras anunciou, nesta quarta-feira (7), a destinação de recursos para o município de Jupi com o objetivo de suprir a retirada de um caminhão do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA) que estava à disposição da cidade. A medida foi adotada após decisão do Governo do Estado de recolher o equipamento, utilizado em serviços que atendiam principalmente a zona rural do município.
Em nota, Carreras afirmou que a retirada do caminhão não pode resultar em prejuízo à população local. “Não vou assistir de braços cruzados à retirada de um equipamento que atendia diretamente a população. Meu papel como deputado é garantir que os municípios tenham condições de cuidar do seu povo”, declarou. Segundo o parlamentar, os recursos viabilizarão a continuidade dos serviços afetados pela ausência do veículo.
Antes da definição da solução, Carreras informou que dialogou com a prefeita de Jupi, Rivanda Freire, para avaliar os impactos da medida. A gestora reiterou críticas à retirada do equipamento e afirmou que “sempre trabalhou com diálogo visando o bem da população”, defendendo que a decisão do Estado compromete o atendimento ao município.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse nesta quarta-feira (7) que o plano americano para a Venezuela é composto de três fases — sendo a última delas a transição de poder das mãos do chavismo.
Segundo Rubio, os EUA planejam a estabilização do país, seguida da recuperação econômica e, então, uma transição de poder.
Desde a captura de Nicolás Maduro pelos EUA, no sábado (3), o poder tem sido exercido por sua vice, Delcy Rodríguez, um dos principais nomes do chavismo. As informações são do g1.
Leia maisRubio não falou em realização de eleições, nem em detalhes sobre como Washington pretende executar o plano. Na terça (6), Rodríguez afirmou que não havia “agente externo” governando a Venezuela.
“O primeiro passo é a estabilização do país. Não queremos que ele desemboque em caos”, disse o secretário de Trump.
Pouco depois das declarações do secretário, no entanto, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que pensar em um calendário eleitoral para a Venezuela ainda é “muito prematuro” ao ser questionada sobre o assunto por jornalistas em sua coletiva de imprensa.
Segundo Rubio, parte da estabilização inclui uma “quarentena” da Venezuela no mercado internacional, e a apreensão de petroleiros faz parte desse plano.
“Eles têm óleo que está preso na Venezuela. Eles não podem movê-lo por causa da nossa quarentena e porque está sancionado. Nós vamos tomar entre 30 e 50 milhões de barras de óleo. Nós vamos vendê-lo no mercado, nas taxas de mercado, não nas descontos que a Venezuela estava recebendo”, disse Rubio.
“Esse dinheiro será, então, tratado de uma forma que nós vamos controlar como é distribuído, de uma forma que beneficie as pessoas venezuelas, não a corrupção, não o regime”.
“O segundo passo será um passo que chamamos de recuperação, e é garantir que os americanos, o leste e outras empresas tenham acesso ao mercado venezuelano de uma forma justa.”
“Também, ao mesmo tempo, começar a criar o processo de reconciliação nacional, dentro da Venezuela, para que as forças da oposição sejam anistizadas e liberadas de prisões ou trazidas para o país e comecem a reconstruir a sociedade civil. E, então, a terceira fase, é claro, será a de transição”, disse o secretário de Estado.
Rubio disse que não revelaria detalhes do plano sensíveis ou que ainda estão sendo discutidos. Ele não mencionou a possibilidade de uma nova operação americana em território venezuelano ou a nomeação de um interventor.
Petroleiros abordados
Os Estados Unidos anunciaram nesta quarta a apreensão do petroleiro Marinera (antigo Bella 1), ligado à Venezuela e que navega sob bandeira russa, e do Sophia, que também opera com o petróleo de Caracas.
A apreensão do petroleiro tem o potencial de escalar as tensões entre Washington e Moscou.
O governo da Rússia repudiou a apreensão do petroleiro e afirmou que a ação dos EUA violou o direito marítimo e que “não havia jurisdição para o uso da força”. A Casa Branca afirmou anteriormente que a apreensão respeitaria o direito internacional por acusar o navio de navegar sob bandeira falsa.
Venezuela pós-Maduro
Após a captura de Nicolás Maduro por forças militares dos EUA, numa operação em Caracas, a Presidência tem sido exercida por sua vice, Delcy Rodríguez.
Rodríguez era a vice-presidente de Maduro e a primeira na linha de sucessão. A Suprema Corte, controlada pelos chavistas, ordenou que ela assumisse o cargo por 90 dias — prazo este que poderá ser estendido.
Rodríguez, uma advogada trabalhista de 56 anos conhecida por suas fortes ligações com o setor privado e sua devoção ao chavismo, tomou posse perante seu irmão Jorge, presidente da Assembleia Nacional.
O pai de ambos foi um líder revolucionário torturado e morto pelo governo venezuelano nos anos 1970, na época apoiado pelos EUA.
Leia menos
Por Betânia Santana – Blog da Folha
O prefeito do Recife, João Campos (PSB), considerou oportunismo eleitoral o pedido de impeachment feito pela oposição na Câmara de Vereadores do Recife. A iniciativa ocorreu depois da polêmica envolvendo dois candidatos ao cargo de procurador do município. O primeiro havia declarado ser deficiente físico. O segundo, que ficou em 63º lugar, apresentou atestado em 2025, dois anos depois de o certame ser homologado.
“Não dá para ver isso sendo tratado com oportunismo eleitoral. Chega ano de eleição, nossos nomes aparecem de forma importante nas pesquisas e algumas pessoas acham que vale o jogo do vale-tudo. Não é assim. Então, vou tratar tudo com seriedade, com respeito e fazendo as coisas como devem ser feitas”, argumentou o prefeito logo depois de inaugurar o segundo parque alagável da cidade, no Barro, bairro da Zona Oeste do Recife.
Leia maisJoão Campos lembrou ter um irmão com síndrome de Down e garantiu tratar o assunto com responsabilidade. “Vocês sabem que a causa de pessoa com deficiência é uma causa de vida que eu tenho. Tenho um irmão com síndrome de Down, que amo muito, e sei bem como é importante a gente ter o cuidado relativo a isso”, explanou.
Responsabilidade
O pedido de impeachment foi feito pelo vereador Eduardo Moura (Novo), e o prefeito, que tem maioria na Casa de José Mariano, disse acreditar que os parlamentares serão responsáveis na hora de avaliar a proposta.
“Eu tenho absoluta confiança na Câmara de Vereadores que não vai se deixar levar por nenhuma irresponsabilidade eleitoral”, cravou
Leia menos
O presidente estadual do Cidadania em Pernambuco, Cláudio Carraly, divulgou uma nota pública em que critica declarações do ex-deputado Roberto Freire, feitas em entrevista ao meu podcast em parceria com a Folha de Pernambuco, o Direto de Brasília. No texto, Carraly afirma que as posições defendidas por Freire não correspondem às deliberações mais recentes dos congressos nacional e estadual do partido e reforça que o Cidadania PE mantém alinhamento com o campo democrático e progressista.
Confira a nota na íntegra:
Leia maisComo presidente estadual do Cidadania em Pernambuco, eleito democraticamente no XXI Congresso do partido, venho a público manifestar minha profunda discordância com as declarações do ex-deputado Roberto Freire, em entrevista ao podcast ‘Direto de Brasília’ e publicadas na Folha de Pernambuco.
É fundamental esclarecer um ponto que vem sendo deliberadamente esquecido no debate público: Roberto Freire não representa a vontade majoritária do Cidadania no Brasil. A direção nacional legítima do partido, eleita democraticamente em seu último congresso nacional, passou pelo abandono da presidência por parte do então presidente, cabendo ao então vice-presidente, Comte Bittencourt, assumir a presidência e tornar-se a partir daí o presidente nacional do Cidadania.
As posições defendidas por Freire são totalmente minoritárias no partido, para não dizer irrelevantes. Ele se mantém no cargo apenas por uma decisão interlocutória da justiça, sendo, na prática, presidente de si mesmo e de pouquíssimas pessoas que o cercam. Essa situação momentânea não pode ser confundida com legitimidade política ou representatividade da vontade partidária.
O XXI Congresso do Cidadania em Pernambuco foi categórico ao definir nossos rumos políticos: compromisso com o campo democrático e progressista, defesa intransigente das conquistas sociais e consolidação da aliança histórica com as forças de esquerda em nosso estado. Essa não foi uma decisão de cúpula, mas expressão legítima da vontade da base partidária pernambucana.
As declarações que equiparam lulistas e bolsonaristas como supostos adversários da democracia representam uma falsificação grosseira dos fatos históricos recentes. Não foram eleitores de Lula que invadiram o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal em 8 de janeiro de 2023. Não foram governos do PT que tramaram golpes militares ou perseguiram instituições democráticas. Foi justamente a vitória do presidente Lula em 2022, com apoio de amplo espectro de forças políticas, que salvou a democracia brasileira de um projeto autoritário declarado.
Criar uma equivalência moral entre quem defende direitos sociais e quem promoveu ataques sistemáticos às instituições é mais do que um erro de análise: é uma distorção perigosa que serve apenas para legitimar o discurso desgastado da salvação pela ‘terceira via’, que verdadeiramente nunca teve sustentação real na sociedade brasileira.
Causa perplexidade que alguém que se declara de esquerda defenda simultaneamente a candidatura presidencial de Eduardo Leite, figura pública que se autodeclara de direita, e a manutenção de uma federação com o PSDB, partido que tem responsabilidade histórica direta na erosão democrática brasileira.
É preciso memória histórica: foi o PSDB liderado por Aécio Neves que, inconformado com a derrota de 2014, inaugurou no Brasil a estratégia de questionar as urnas eletrônicas e deslegitimar resultados eleitorais. Mesmo após a auditoria do TSE ter confirmado a lisura do processo eleitoral, insistiram em lançar suspeitas infundadas sobre a vitória legítima, criando um ambiente de desconfiança que envenenou o debate democrático brasileiro. Ali nasceu o ovo da serpente que abriu as portas para o bolsonarismo e seus ataques sistemáticos às instituições. Apresentar esse campo político como alternativa democrática é ignorar deliberadamente os estragos profundos que causou ao país.
Em Pernambuco, reconstruímos o Cidadania comprometido com: a defesa intransigente da democracia e das instituições republicanas; o campo progressista e popular, nosso espaço político histórico; a aliança programática com partidos de esquerda e centro-esquerda, que compartilham nossa visão de transformação social; e uma eventual federação que fortaleça nosso campo político, não que nos aproxime dos responsáveis, seja por ação ou omissão, pela tentativa golpista.
Roberto Freire afirmou que ‘respeitará a decisão do congresso partidário’. Pois bem: tanto o XX Congresso Nacional quanto o XXI Congresso de Pernambuco já decidiram. A maioria esmagadora do Diretório Nacional elegeu Comte Bittencourt presidente, e nossa militância estadual, de forma soberana e democrática, traçou rumos claros que não passam pela defesa de candidaturas de direita ou por alianças com os arquitetos da desestabilização democrática. Exigimos que essas decisões sejam respeitadas e que uma minoria ínfima, apoiada apenas em liminares judiciais, não imponha caminhos que contradizem a vontade expressa da base partidária nacional e pernambucana.
É com pesar que vejo uma liderança que teve, décadas atrás, vínculos com ideários transformadores dar uma volta de cento e oitenta graus e se reposicionar hoje no campo da direita brasileira, ou servindo diretamente aos seus interesses. Não se trata de ataque pessoal, mas de constatação política sobre escolhas que afastam o Cidadania de sua razão de existir e de nossa tradição progressista.
Como presidente estadual eleito democraticamente, reafirmo: o Cidadania de Pernambuco tem lado, tem projeto e está com o conjunto da sociedade. Seguiremos firmes na defesa da democracia, em aliança com as forças progressistas, respeitando e fazendo valer a decisão amplamente majoritária do partido em âmbito nacional e estadual. Nosso compromisso é com o campo histórico que nos constituiu: o campo da esquerda democrática, dos direitos sociais e da transformação que coloca os interesses coletivos acima de qualquer projeto de poder pessoal.
Saudações socialistas e radicalmente democráticas!
Cláudio Carraly
Presidente Estadual do Cidadania/PE
