A direção estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) em Pernambuco se reúne neste sábado (28), para definir os rumos da legenda nas eleições de outubro no estado. O ato de anúncio, nomeado “PT do lado do povo de Pernambuco”, será às 11h, no Teatro Beberibe, Centro de Convenções. Em debate, está principalmente a posição do partido em relação ao projeto político do prefeito do Recife, João Campos (PSB).
A orientação da direção nacional do PT é que a sigla apóie a reeleição de João Campos, reproduzindo em Pernambuco a aliança nacional entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). No cenário local, essa estratégia é vista por setores do partido como mais um movimento de subordinação ao PSB, em linha com uma tendência que, segundo essas correntes, se aprofundou nas últimas eleições e transformou o PT em um “puxadinho” do PSB no estado. As informações são do Blog do Nill Júnior.
Leia maisA avaliação predominante é de que a maioria da direção estadual deve seguir a orientação nacional e se alinhar ao projeto de João Campos, ainda que com um percentual de insatisfeitos, outros constrangidos com o movimento e um grupo não totalmente convicto da decisão.
Da bancada estadual do PT, é esperada a presença da deputada Dani Portela, recém-filiada ao partido e considerada mais próxima politicamente do prefeito do Recife.
Já os deputados Doriel Barros, João Paulo Lima e Silva e Rosa Amorim podem não participar do encontro. Eles são apontados como afinados com o palanque oposto, vinculado à governadora Raquel Lyra (PSD), o que evidencia a divisão interna em torno da estratégia eleitoral.
Na reunião on-line realizada ontem (27) com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, dirigentes pernambucanos ouviram que o PT “tem sua tática no estado, mas o presidente Lula é livre para buscar apoios”. A fala foi interpretada como um recado de que, mesmo havendo uma estratégia estadual definida, o presidente poderá dialogar com outros palanques, sem afastar completamente a hipótese de mais de uma frente de apoio no estado.
Fatores a favor de João Campos
Entre os elementos que pesam a favor do prefeito do Recife na correlação de forças interna estão o fato de assumir publicamente o voto em Lula; sua atuação, como uma das principais lideranças nacionais do PSB, na articulação de alianças em 17 estados; a leitura, compartilhada por parte expressiva da direção do PT, de que divisões internas tendem a prejudicar a reeleição de Lula.
Nesse raciocínio, uma eventual derrota do presidente é vista por esses grupos como um retrocesso político, argumento utilizado para defender a manutenção e o fortalecimento da aliança com o PSB também em Pernambuco. A reunião deste sábado, porém, deve evidenciar o conflito entre a lógica de “frente ampla” nacional em torno de Lula e as disputas locais por protagonismo e identidade partidária no estado.
Leia menos
Os superpoderes conferidos à Secretaria estadual da Casa Civil do Rio na segunda-feira (23), último ato do ex-governador Cláudio Castro antes de renunciar, permitiram que o grupo ligado a ele continuasse fazendo uso político da máquina para influenciar na sucessão da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e na disputa para o mandato-tampão no Palácio Guanabara. Anteontem à noite (26), a Justiça suspendeu o decreto de Castro, ao alegar que a medida dava à pasta competências exclusivas do governador, como um amplo controle de nomeações e exonerações no Executivo.
De segunda-feira até ontem, no entanto, já tinham sido publicadas em Diário Oficial 125 exonerações assinadas pelo secretário Marco Simões, muitas delas em órgãos como a Secretaria de Educação e o Detran-RJ, que concentravam indicações do deputado cassado Rodrigo Bacellar (União), que voltou a ser preso ontem. Nomeado na segunda-feira, Simões substituiu Nicola Miccione, homem de confiança de Castro. As informações são do jornal O Globo.
Leia maisFontes do governo confirmam que os superpoderes à Casa Civil tinham o objetivo de permitir uma espécie de troca no loteamento dos órgãos do estado, sem que necessariamente passasse pelo governador em exercício, Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça. Seguiu em curso uma limpa dos cargos atribuídos a Bacellar. E, no dia seguinte à eleição relâmpago que por algumas horas levou o deputado Douglas Ruas (PL) à presidência da Alerj, parlamentares, especialmente da esquerda, relataram também uma onda de exonerações e movimentações administrativas interpretadas como represália aos que não votaram a favor do candidato do governo.

Enquanto isso, as vagas abertas estariam sendo distribuídas à base governista e ao sabor das negociações para angariar votos para Ruas. Levantamento feito pelo O Globo com base nos atos do secretário da Casa Civil nos diários oficiais desta semana mostra que, do total de exonerações, a mais afetada foi a Secretaria de Energia e Economia do Mar, com 26, uma a mais apenas que as 25 da Educação, onde Bacellar tinha influência, inclusive com a indicação da ex-secretária Roberta Barreto. Houve alterações ainda em outros redutos do ex-deputado, como a Secretaria de Governo (5), o Detran (4) e o Detro (1).
Prefeitos na mira
O deputado Vitor Júnior (PDT), autor de um dos pedidos judiciais que resultaram na suspensão da votação de quinta-feira (25) na Alerj, afirmou que os cargos nas secretarias, autarquias e fundações viraram moeda de troca. A pressão, segundo ele, chegou também aos prefeitos, para que garantissem que seus aliados na Casa votassem em Ruas. Nas retaliações contra os que não cederam, diz ele, além de mudanças no Executivo, indicados de seu partido foram exonerados na própria Alerj.
“Há uma corrida para assumir o controle da máquina do estado. A presidência da Alerj coloca o deputado na linha sucessória do governo, o que amplia esse poder. O que estamos vendo é o uso dessa estrutura para pressionar deputados e prefeitos”, disse Vitor Júnior.
Em nota, o governo do Estado do Rio negou que qualquer exoneração tenha sido motivada por eventual vinculação de servidores a indicações do deputado Vitor Junior ou por qualquer tipo de retaliação de natureza política. Na mesma nota, a Secretaria da Casa Civil afirmou que todos os atos de nomeação e exoneração “seguem um fluxo administrativo rigoroso e padronizado” e de acordo com as necessidades da gestão.
Pelo decreto da semana passada, o titular da Casa Civil só não podia nomear secretários e presidentes de fundações e autarquias. Para todos os demais cargos, no entanto, ele tinha o poder da caneta. Ele também poderia fazer a gestão orçamentária e financeira do estado, como transferência de crédito entre órgãos. A medida, no entanto, foi suspensa pela Justiça na noite de quinta-feira, em decisão assinada pela desembargadora Cristina Tereza Gaulia, do Tribunal de Justiça do Rio.
Ela destacou que a condução da política orçamentária, por exemplo, é parte do “núcleo essencial” das atribuições do governador e não pode ser delegada de forma genérica por meio de ato infralegal. Em um dos trechos da liminar, a magistrada mencionou o momento de instabilidade institucional vivido pelo Rio. “Tal cenário de transição recomenda especial prudência na apreciação de atos normativos que interfiram diretamente na gestão orçamentária, a fim de evitar prejuízos à coletividade”, afirmou a magistrada na decisão.
Fontes apontam, porém, que nos últimos dias deputados que se comprometeram a votar a favor de Ruas já receberam cargos em ao menos dois órgãos: no Detran-RJ e na Secretaria de Educação. Parlamentares dizem ainda que, no mesmo dia da convocação da eleição, deputados foram reunidos em um almoço no restaurante Assador Rios, no Flamengo, onde teriam ouvido que perderiam espaços no governo caso não apoiassem Ruas.
Caciques afirmaram ainda que os parlamentares que não declararam apoio a Douglas Ruas foram comunicados de corte de asfaltamento feito pela Secretaria de Cidades, onde o pré-candidato era o titular até semana passada. Membros do governo não confirmam a pressão, mas dizem ser “natural” que caso se confirme a ascensão de Ruas ao governo, deputados que não o apoiaram percam espaço político, como indicações em secretarias e obras.
Defesa de voto secreto
Diante das denúncias, o PDT junto a outros partidos da esquerda articulam novas medidas judiciais. A intenção é aprofundar as investigações sobre o suposto uso da máquina pública e pedir que a próxima eleição para a presidência da Alerj ocorra com voto secreto, como forma de evitar retaliações.
Em paralelo, a Alerj iniciou um processo de desmonte da estrutura ligada a Bacellar ao exonerar, de uma só vez, dezenas de assessores comissionados que atuavam em seu gabinete. A medida foi formalizada ontem no Diário Oficial.
Além disso, foram exonerados 34 assessores de Bacellar, atingindo toda a engrenagem do gabinete — da chefia às funções administrativas e parlamentares. A decisão foi assinada pelo presidente em exercício, Guilherme Delaroli (PL), em cumprimento à determinação da presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, que ordenou a execução imediata da perda de mandato.
Um deles foi Márcio Bruno Carvalho de Oliveira, homem de confiança de Bacellar na Casa, que havia sido exonerado em dezembro, no mesmo dia em que a Polícia Federal deflagrou a primeira fase da Operação Unha e Carne, em que prendeu o parlamentar. À época, Márcio Bruno ocupava uma função estratégica no gabinete do então presidente e foi desligado horas após a ação policial. Ele também chegou a ser alvo de mandado de busca e apreensão. Posteriormente, Márcio Bruno foi reconduzido a pedido do próprio Bacellar, assumindo novamente posição de confiança.
Leia menos
Por Aldo Paes Barreto*
Tantos e tantos anos depois, lembro em detalhes dos acontecimentos no Recife, que culminaram com o golpe militar de 1964. Como está acontecendo atualmente, a cidade estava dividida. Naqueles últimos dias de março, os primeiros movimentos do golpe militar pareciam mais uma das tantas escaramuças que o recifense assistira nos últimos anos. Parte da sociedade civil queria a intervenção militar para combater o comunismo e a corrupção. A outra pedia o fim do capitalismo. Também como hoje, poucos sabiam, mas os interesses econômicos e políticos estavam longe daqui. Era a Guerra Fria.
Estudante vestibulando, fiquei zanzando pelo centro da cidade naquele resto de manhã do 1º de abril. O cursinho suspendera as aulas e poucos ônibus circulavam. Na confluência das avenidas Dantas Barreto e Guararapes, um grupo de jovens prosseguia na manifestação que tivera início da Escola de Engenharia, na Rua do Hospício, contra o golpe militar. As informações, desencontradas, diziam que o governador Miguel Arraes estava preso e era para o Palácio, já cercado pelo Exército, que os manifestantes se dirigiam.
Leia maisFoi então que uma patrulha do Exército, comandada pelo major Hugo Coelho — soube-se depois —, procurou barrar a passeata. Os estudantes recuaram, apanharam algumas bandas de cocos e arremessaram contra os soldados. A violenta resposta veio com a ordem do major: “Fogo!” Ele mesmo mirou dois manifestantes pelas costas e atirou com arma curta atingindo mortalmente os dois.
Jonas Albuquerque, estudante secundarista e Ivan Rocha, vestibulando de Engenharia, que até poucos dias servia ao Exército, haviam sido mortalmente feridos pelos disparos. Pelas costas, pude verificar horas depois, diante dos corpos dos dois no necrotério do antigo Pronto Socorro, na Rua Fernandes Vieira.
Após os tiros, os manifestantes debandaram e eu quase arrastado por um amigo, Edmundo Lins da Cunha, fui para casa. Na Encruzilhada, bairro onde morava, a notícia das mortes já chegara, somando-se a outra tragédia: um acidente automobilístico dias antes, no Sábado de Aleluia, provocara a morte do estudante de Medicina, Cândido da Fonte, e ferira Paulo Jácome, colegas da Faculdade do meu irmão.
À noite, junto com amigos e colegas do sobrevivente Paulo Jácome, fomos visitá-lo no antigo Pronto Socorro, na Avenida Fernandes Vieira. E no térreo, na “pedra” do necrotério do antigo hospital vigiados por soldados do Exército, jaziam os corpos de Jonas e Ivan. Jonas recebera um tiro que lhe arrancara o maxilar, evidenciando que ele corria e procurava olhar para trás quando levou o balaço. Ivan recebeu um disparo que lhe varara o peito e explodiu o tórax. Ambos pelas costas.
Os militares já eram donos do poder e prometiam o fim do Comunismo, a prosperidade do Brasil e bem-estar de todos os brasileiros. Era o dia 1° de abril. Dia da Mentira.
*Jornalista
Leia menos
Por Marcelo Tognozzi
Colunista do Poder360
Barcelona amanheceu com o céu nublado na última quinta-feira (26), um frio de pouco menos de 10 ºC. Dia cinzento, nem parecia ter a primavera dado o ar da graça há menos de uma semana. Virou dia teimoso de inverno, a data que Noélia Castillo escolhera para ser a última e mais importante da sua vida. Às 18h, em plena hora do Angelus, tinha encontro marcado com a morte.
Demorou 601 dias até que aquela moça de 25 anos, cara e jeito de menina, olhos grandes e tristes, pudesse partir em paz. Na realidade, esperou quase toda a vida por aquele momento. Na Catalunha efervescente de política e independência, Noélia cresceu nas mãos da Generalitat, como é chamado o governo local. Nasceu em 14 de novembro de 2000. Ano de tragédias para os catalães: em junho, inundações, e, em 30 de dezembro, pelo menos sete esquiadores morreram nos Pirineus durante uma tempestade fortíssima com ventos que mais pareciam furacões.
Leia maisA família de Noélia era o retrato daqueles tempos. Gerônimo e Yolanda, entregues a uma vida desregrada, perderam a filha para o Estado. Abandonada ainda criança, passou parte da infância e da adolescência vivendo em abrigos. Não tinha pertencimento, não era dona de si mesma. Virou propriedade da Generalitat, instituição difusa, sem rosto, nem sentimento, nem alma. Foi vivendo como dava. O abandono, quando é de propósito vira um aleijão na alma, uma cicatriz que não fecha, vida que não desabrocha.
Ela viveu no inferno. Aquele inferno imposto por um Estado incapaz de cuidar dos seus cidadãos com um mínimo de dignidade e respeito. Noélia foi violada pela primeira vez quando acabara de entrar na adolescência. Tornou-se vítima de abusadores, homens de todas as idades, muitas vezes dentro do abrigo onde deveria estar segura, mas os olhos do governo não são olhos de enxergar, são olhos de vigiar e punir. O poder público não ama, administra. Não pede, impõe.
Viveu não o que sonhou, mas o permitido. Os pobres, os abandonados, são iguais seja no Brasil, na Catalunha ou em Paris. Vigiados, mas nunca vistos pelos olhos dos governos. E, sem ser vista ou percebida, Noélia se entregou ao único prazer acessível, aquele proporcionado pelas drogas. Não interessa de onde vem, nem quando, desde que esteja à mão, assim como seu corpo, seu sexo, sua alma de menina moça que jamais conheceu amor, respeito, gentileza.
Quando tinha 21 anos, já fora dos abrigos, existia; não vivia. Foi então que num outubro, fim de outono, quase inverno, ela tinha cheirado umas carreiras, aquela cocaína vendida nos narcopisos do centro de Barcelona. Noélia caiu numa armadilha. Acabou vítima de estupro coletivo praticado pelos chamados Menas, acrônimo para definir outros desvalidos os “menores estrangeiros não acompanhados”. Adolescentes fugidos da miséria dos seus países, africanos, muçulmanos, gente marcada pela rudeza, em busca de algo que aqueles que ficaram nunca terão. Os meninos fizeram o diabo com Noélia. Tiraram dela a raspinha de dignidade guardada lá no fundo.
Ela travou. Olhou para sua vida, seu passado e entendeu que jamais teria futuro. Decidiu acabar de uma vez por todas com aquilo. E pulou da janela do 5º andar. A desgraça, quando é muita, vira fartura. Noélia voou para os braços da morte, mas a morte não quis saber de Noélia. Acabou na calçada, toda machucada, frente a frente com o velho ditado espanhol: hierba mala nunca muere.
Seu corpo desfalecido de quase menina aterrissou no cimento, a espinha partida. Agora era oficialmente paraplégica. Já tentara se matar outras vezes. Vinha ensaiando desde muito pequena, quando começara a se ferir e conviver com aquela excitação de ver o sangue brotar e escorrer, a vida esvaindo a conta-gotas, nunca de uma vez.
Depois da passagem nos abrigos, das violações e das drogas, conheceu o cotidiano de uma cadeira de rodas, a sonda conduzindo urina, intestino incontrolável, higiene precária e dependente, dores lancinantes transformando em epopeia qualquer cotidiana atividade humana. Os médicos deram o veredito: será cada vez pior.
Ela mergulhou na depressão. Só havia uma coisa a fazer: pedir para que o mesmo Estado, seu proprietário e vigia, a matasse em nome da lei. E assim, Noélia Castillo foi à Justiça reivindicar seu direito à eutanásia determinado na legislação da Espanha. O que deveria servir para velhos e entrevados passou a ser remédio para uma jovem de 25 anos. Foi uma luta grande. Durou 601 dias. Seu pai fez de tudo para impedir, como se quisesse compensar o incompensável. “Não entendo por que me quer viva se nunca me quis”, declarou numa entrevista.
Noélia venceu nos tribunais. Reconheceram seu direito de ser morta pelo Estado, convencidos de que de nada valeria viva. Depois de toda uma existência na subcidadania, nada melhor do que uma morte limpa, rápida e eficaz. Da noite para o dia, ficou famosa, deu entrevistas e apareceu na televisão e nas redes sociais. Pessoas se reuniam para rezar por ela, inconformados com sua escolha.
Incrível como há gente incapaz de enxergar o que estava por trás da escolha de Noélia. Nada mais, nada menos que um Estado incompetente para cuidar dos seus cidadãos, falido moral, ética e espiritualmente. Incapaz de dar vida, acabou oferecendo a morte como única alternativa.
Na quinta-feira, foi levada para o hospital Saint Camil, onde recebeu as infusões que a libertaram do inferno. Um dia antes, se preparou com todo esmero, porque desejava morrer bonita, maquiada, penteada e livre. Às 18h daquela quinta-feira fria e nublada, finalmente Noélia encontrou a amiga morte do jeito que sonhou viver.
Leia menosPoliciais militares do 4º BPM prenderam na manhã de ontem (27), em Caruaru, o cantor alagoano Sandro Becker. Emanuel do Vale Trindade, de 71 anos, veio a Caruaru receber uma premiação em um hotel da cidade, quando acabou sendo interceptado pelos policiais. O artista deve mais de R$ 200 mil em pensão alimentícia.
Sandro Becker é cantor e compositor de forró, conhecido por canções irreverentes como “Julieta” e “A Velha Debaixo da Cama”. Com mais de 45 anos de carreira e milhões de discos vendidos, destacou-se pelo estilo bem-humorado e de duplo sentido. As informações são da Rádio Liberdade de Caruaru.
Está inaugurada, após quase três anos de obras, a Ponte Júlia Santiago. O equipamento, que recebeu investimentos de R$ 114 milhões nas obras, liga as avenidas Recife, no bairro de Areias, e Mascarenhas de Moraes, na Imbiribeira, nas Zonas Oeste e Sul, respectivamente. A cerimônia de abertura ocorreu ontem (27).
Para além da construção, segundo a prefeitura do Recife, o equipamento reduz em até 40% o tempo de deslocamento entre os bairros acima citados. É a maior obra do tipo construída no Recife dos últimos 40 anos. As informações são da Folha de Pernambuco.
Leia maisO equipamento novo tem 335 metros de extensão e quatro faixas de rolamento para dois sentidos, além de ciclofaixa bidirecional. Essa intervenção integra um dos principais eixos de mobilidade da cidade, com ajustes viários no entorno, como o alargamento das avenidas Tapajós e Engenheiro Alves de Souza.
As avenidas foram ampliadas para duas faixas de cada sentido, em trechos de 908 metros e 1.060 metros, implantação de ciclofaixa bidirecional, requalificação urbana, calçadas requalificadas com piso em concreto intertravado e 13 novos abrigos de ônibus. Também foram plantadas 350 árvores.
Momentos antes da inauguração oficial, por volta das 12h, a movimentação de pedestres já era grande na ponte, que oferece vista para o Rio Tejipió. Numa temperatura de 34 ºC, ao som da Orquestra de Frevo Clave, o prefeito João Campos (PSB) chegou andando pela ponte rumo a um palanque pontado perto do novo equipamento.
“É uma ponte sonhada na cidade há mais de 50 anos. Antes, era possível cruzar o Rio Tejipió em três pontos: na BR-101, Ponte Motocolombó e na Avenida Recife. Agora nós fazemos um novo cruzamento que conecta Areias à Imbiribeira, fazendo com que uma grande região da cidade passe a se comunicar. E essas duas grandes avenidas [Recife e Mascarenhas de Morais] são muito importantes. Nos anos 1980 já tinha uma planta para construir essa ponte. Conseguimos pegar com um morador que era da equipe da prefeitura e guardou essa planta. Depois de quase 50 anos tiramos do papel”, relembrou o prefeito.
Outro projeto mencionado por João Campos foi a ponte Cordeiro-Casa Forte, da qual ele assinou a ordem de serviço no último dia 12 de março. Ela vai reduzir em até 57% as distâncias entre bairros, reduzindo em até 63% do tempo de deslocamento. O investimento nela é de R$ 236,4 milhões e o equipamento fica pronto em 38 meses.
“Ela também está em obras e é um projeto que a gente também tirou do papel, bem como a Ponte Monteiro-Iputinga, que era um sonho muito antigo que a gente já inaugurou. Nos próximos dias, vamos entregar o Hospital da Criança, Ladeira da Cohab, Parque do Aeroclube, unidades de saúde, gramadão, etc. A gente tem mais coisa para entregar do que tempo na agenda. O mais importante é botar para funcionar. É o que todo mundo espera da gente”, complementou.

Quem foi Júlia Santiago?
A nova ponte presta homenagem a Júlia Santiago, primeira mulher eleita vereadora do Recife, em 1947, referência na luta pelos direitos dos trabalhadores e símbolo de resistência e coragem durante a Ditadura Militar.
Natural de São Lourenço da Mata, destacou-se no movimento trabalhista, atuando na fundação do Sindicato da Fiação e Tecelagem de Pernambuco e na luta pelos direitos dos trabalhadores.
Leia menos
PT de Pernambuco oficializa hoje aliança com João Campos
Por Larissa Rodrigues – Repórter do blog
O PT de Pernambuco reúne a direção estadual hoje (28), em evento no Centro de Convenções, em Olinda, e, sem muitas novidades, deve oficializar a aliança com o PSB em torno da candidatura do prefeito do Recife, João Campos (PSB), ao Governo do Estado. O apoio a João é orientação da Executiva Nacional, porque faz parte da estratégia das duas legendas para as eleições de outubro.
O PSB tem ajudado o PT a montar palanques para o presidente Lula (PT), que buscará o quarto mandato, e os dois partidos trabalham juntos em 17 estados da federação. Mesmo diante das divergências em Pernambuco, com alguns membros ligados à governadora Raquel Lyra (PSD), pré-candidata à reeleição, a campanha do prefeito João Campos ao Palácio do Campo das Princesas com a ajuda do PT não será prejudicada.
Leia maisNa última semana, o senador Humberto Costa (PT) e João Campos também já sinalizaram que a parceria seguirá em clima mais ameno, embora Costa não tenha participado do anúncio oficial da pré-candidatura de Campos, episódio que deverá ser superado a partir de hoje. O senador afirmou, na noite em que recebeu o Título de Cidadão Recifense, que a tendência é marchar com a candidatura de João. O prefeito, por sua vez, enalteceu a história de Humberto na política.
Existe a expectativa, inclusive, da participação de João Campos no final dos eventos de hoje do PT. Após a aprovação das decisões partidárias da sigla, o prefeito estaria presente em um ato político de encerramento da agenda, em sinal de agradecimento pelo apoio. Essa ida de João, no entanto, não foi confirmada pela assessoria.
A aliança será selada de vez com a vinda do presidente Lula ao Estado, na próxima semana, para participar de lançamentos ao lado de João Campos, que tem até o próximo sábado (4 de abril) para se desincompatibilizar da prefeitura visando concorrer ao Poder Executivo estadual, mas deseja renunciar ao mandato até o dia 2, na quinta-feira.
O formato das agendas e o dia exato da chegada de Lula ainda estão sendo definidos, mas informações de bastidores dão conta de que há duas inaugurações a serem realizadas com a presença de Lula. Uma delas é a creche Arthur Lula da Silva, no bairro do Pina, que foi batizada com este nome em homenagem ao neto do presidente que faleceu em março de 2019, aos 7 anos. A outra entrega é a do Hospital da Criança do Recife, no Bairro de Areias.
Boas novas para a indústria – O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), anunciou, nas redes sociais, ontem (27), a liberação de R$ 25 bilhões em medidas de apoio à indústria brasileira. Segundo ele, o presidente Lula (PT) autorizou R$ 15 bilhões para empresas exportadoras impactadas pelo cenário internacional e mais R$ 10 bilhões em linhas de crédito do BNDES voltadas ao financiamento de iniciativas inovadoras, incluindo indústria 4.0 e descarbonização.

Licença-paternidade – A Câmara dos Deputados aprovou, na última quarta-feira (25), o Projeto de Lei Complementar nº 77/2026, que estabelece exceções pontuais às regras fiscais vigentes, permitindo a viabilização da ampliação da licença-paternidade já aprovada pelo Congresso Nacional. O deputado federal Pedro Campos (PSB) foi relator da matéria e apresentou parecer que contribuiu para destravar um impasse que vinha impedindo a implementação efetiva desse direito.
Ajuste técnico – Segundo Pedro Campos, trata-se de uma medida de ajuste técnico que garante segurança jurídica e previsibilidade orçamentária. “Essa aprovação foi fundamental para viabilizar a sanção da ampliação da licença-paternidade, removendo entraves fiscais que impediam sua implementação, mesmo com previsão orçamentária ou fonte de custeio. O projeto assegura que essa política pública possa sair do papel com responsabilidade fiscal”, afirmou o deputado.
Bolsonaro em casa – Após o retorno do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao Condomínio Solar de Brasília II, no Jardim Botânico (DF), a direção do residencial emitiu um comunicado aos moradores, ontem (27). O aviso reitera determinações do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a prisão domiciliar de Bolsonaro e afirma que “consequências serão imediatas” se houver descumprimento. Entre as medidas estão a proibição de visitas e de aglomerações na porta do condomínio em um raio de 1 quilômetro. As informações são do portal Metrópoles.

Direto de Brasília – Pré-candidato a governador da Bahia pelo Novo, o ex-deputado federal José Carlos Aleluia é o convidado do podcast Direto de Brasília, comandado pelo titular deste blog em parceria com a Folha de Pernambuco, da próxima terça-feira (31). Na pauta, as eleições, os desdobramentos dos escândalos envolvendo o banco Master e o INSS, o suposto envolvimento do PT baiano com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, e a possível candidatura ao Planalto do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, do Novo.
CURTAS
Corrida à Câmara – A Federação União Progressista (UP) oficializou a pré-candidatura do ex-prefeito de Goiana, Eduardo Honório, a deputado federal. O anúncio ocorreu, ontem (27), na sede da federação, no Recife, com a presença do presidente da UP em Pernambuco, deputado Eduardo da Fonte, e do vice-presidente do PP, deputado Lula da Fonte.
Gente nova no Podemos – O deputado estadual Fabrizio Ferraz, que busca a reeleição, teve sua ficha de filiação abonada pelo presidente do Podemos, Marcelo Gouveia, ontem (27). O ato aconteceu no Mar Hotel, em Boa Viagem, e contou com a presença de diversos nomes da política pernambucana, muitos também filiados ao partido.
Combate ao racismo religioso – “O racismo religioso impõe uma série de barreiras para que as pessoas de terreiro acessem direitos básicos. Muitas sequer sabem o que é necessário para a legalização de suas casas, e esse é um dos pontos que o nosso grupo de trabalho tem se proposto a reparar”, afirmou a deputada estadual Dani Portela (PT), após realizar, na Alepe, oficina sobre legalização de terreiros, em parceria com a Universidade Federal de Pernambuco.
Perguntar não ofende: Semana que vem, o presidente Lula vai ter agenda com Raquel Lyra também em Pernambuco?
Leia menos
Por Ryann Albuquerque – JC
Após semanas de divergências internas, o Partido dos Trabalhadores em Pernambuco vai decidir neste sábado (28) se irá integrar a chapa do prefeito do Recife, João Campos (PSB), com a indicação do senador Humberto Costa para a disputa à reeleição. A deliberação será tomada em reunião do diretório estadual, às 9h, e anunciada às 11h, no Teatro Beberibe, no Centro de Convenções.
A tendência é de aprovação da aliança, embora pontos como a orientação de votos, o engajamento da militância e o formato do palanque ainda não estejam totalmente definidos e devam ser tratados ao longo da pré-campanha. O movimento ocorre em um cenário de forte disputa com a governadora Raquel Lyra (PSD), que também articula alianças e tenta atrair lideranças envolvidas nas negociações para o Senado.
Leia maisEm entrevista ao programa Passando a Limpo, da Rádio Jornal, nesta sexta-feira (27), o deputado federal Carlos Veras afirmou que há uma sinalização predominante dentro do partido.
“Há um sentimento majoritário de caminhar pela aprovação do apoio à candidatura de João Campos, com o Humberto Costa estar nessa chapa”, disse.
Apoio deve ser confirmado, mas decisões serão “caso a caso”
Segundo Veras, a reunião deste sábado marca a definição da “tática eleitoral” do partido, respeitando o processo interno de debates.
“Amanhã nós teremos a reunião do diretório estadual […] para deliberar a nossa proposta eleitoral. O PT tem as suas instâncias, tem o seu tempo”, afirmou.
Apesar da tendência de apoio, o dirigente deixou claro que outros pontos da estratégia eleitoral – como orientação de votos e atuação em palanques – ainda não serão definidos integralmente agora.
“Não entra de maneira alguma nesse momento nessa discussão […] nós vamos discutir caso a caso”, disse, ao descartar uma diretriz nacional sobre liberação de campanhas locais.
Ele reforçou que o partido seguirá avançando gradualmente na construção da estratégia. “Um passo de cada vez”, resumiu.
Veras também destacou que duas prioridades unificam o partido: a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a manutenção do mandato do senador Humberto Costa.
Senado é foco central e ainda concentra indefinições
A disputa pelas duas vagas ao Senado em Pernambuco segue como um dos principais pontos de tensão no cenário político.
Humberto Costa deve ocupar uma das vagas na chapa de João Campos, enquanto a segunda posição foi alvo de intensas articulações recentes, envolvendo nomes como Marília Arraes (PDT) e Silvio Costa Filho (Republicanos).
Em paralelo, essas mesmas lideranças também foram alvo de movimentações do grupo de Raquel Lyra, que buscou atrair apoios para fortalecer sua própria composição majoritária e isolar adversários.
Nesse contexto, João Campos chegou a redesenhar sua chapa em mais de um momento, em uma tentativa de equilibrar forças entre esquerda e centro sem abrir espaço para perdas no campo governista. A composição atualmente em construção inclui os nomes de Humberto Costa e Marília Arraes para o Senado, além da indicação de Carlos Costa (Republicanos) para a vice-governadoria.
O anúncio antecipado desse arranjo, antes de uma deliberação formal do PT, gerou desconforto interno na sigla, em um cenário já marcado por divergências sobre alianças.
Na entrevista, Veras também reforçou que o PT manterá controle sobre decisões estratégicas relacionadas à candidatura ao Senado, incluindo a definição dos suplentes.
“Nós do PT é quem vamos decidir quem será o primeiro e o segundo suplente do senador Humberto Costa […] essa é uma decisão do PT”, afirmou.
Segundo ele, a escolha poderá envolver nomes do partido, da federação ou até de fora, desde que alinhados ao objetivo central da reeleição.
Militância deve entrar gradualmente na campanha
Mesmo com a tendência de apoio ao PSB, a entrada efetiva da militância petista na campanha deve ocorrer de forma progressiva, acompanhando o calendário eleitoral.
“A militância vai entrando no processo de forma muito aguerrida […] para garantir a eleição do presidente Lula e do senador Humberto Costa”, disse.
A avaliação interna é que, apesar das divergências registradas ao longo das negociações, o partido deve unificar o discurso após a decisão deste sábado e seguir priorizando sua estratégia nacional, em alinhamento com o PSB, aliado histórico no plano federal.
Com a definição, o PT tende a reduzir um dos principais pontos de incerteza da política pernambucana e avançar na consolidação das alianças para a disputa de 2026, ainda marcada por rearranjos e negociações entre os principais grupos políticos do estado.
Leia menos
O presidente Donald Trump voltou a ameaçar Cuba e afirmou que o país latino-americano será o próximo alvo dos Estados Unidos. A declaração do líder norte-americano ocorreu nesta sexta-feira (27/3), durante evento em Miami.
“Eu construí este grande Exército”, declarou Trump ao exaltar as operações militares dos EUA contra a Venezuela e Irã. “Eu disse: ‘Vocês nunca precisaram usá-lo’. Mas às vezes é preciso usá-lo. E Cuba é a próxima [vítima], aliás, mas finjam que eu não disse isso, por favor”. As informações são do Metrópoles.
Leia maisEsta não é a primeira vez, nas última semanas, que o presidente dos EUA ameaça Cuba. Em declarações semelhantes, Trump já afirmou que terá a “grande honra” de tomar o controle da ilha, o que pode ocorrer após o fim da guerra com o Irã, destacou.
A pressão dos EUA contra o país caribenho — alvo de um embargo econômico norte-americano desde a década de 1960 — aumentou no início deste ano, após a queda de Nicolás Maduro, e da mudança política na Venezuela.
Depois da captura do ex-presidente venezuelano, o novo governo do país, liderado por Delcy Rodríguez, se aproximou dos interesses dos EUA. Com isso, o envio de petróleo da Venezuela para Cuba foi interrompido, e provocou um colapso no país já afetado por sanções econômicas.
As ações visam pressionar o governo cubano, liderado por Miguel Díaz-Canel, a negociar com Washington. Os termos de um possível acordo ainda são incertos. Autoridades norte-americanas, contudo, sinalizam que o pacto envolveria uma mudança de regime em Cuba.
A tese foi reforçada pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, nesta sexta-feira. Durante reunião do G7, o chanceler norte-americano disse que o governo em Cuba “precisa mudar”.
“A economia de Cuba precisa mudar, e essa mudança só acontecerá se o sistema de governo mudar”, disse Rubio, que é filho de imigrantes cubanos e duro crítico da atual administração do país. “É simples assim”.
Leia menos
A Câmara dos Deputados aprovou, na quarta-feira (25), o Projeto de Lei Complementar nº 77/2026, que estabelece exceções às regras fiscais para viabilizar a ampliação da licença-paternidade já aprovada pelo Congresso Nacional. O deputado federal Pedro Campos foi relator da matéria e apresentou parecer que permitiu superar entraves que dificultavam a implementação do benefício.
O texto cria condições jurídicas para que a medida possa ser sancionada sem vetos, ao afastar, de forma específica e temporária, restrições da legislação fiscal. Segundo Pedro Campos, a proposta garante segurança para a execução da política pública. “Essa aprovação foi fundamental para viabilizar a sanção da ampliação da licença-paternidade, removendo entraves fiscais que impediam sua implementação”, afirmou.
A proposta autoriza a implementação de iniciativas relacionadas à licença-paternidade e ao salário-paternidade, desde que haja previsão de fonte de custeio. O projeto segue agora para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A votação do relatório da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS deve ocorrer madrugada adentro. Por volta das 19h30 desta sexta-feira (27), o relator, deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), terminou a leitura de seu texto final após cerca de oito horas. O documento possui quase 4.000 páginas.
A leitura do relatório começou por volta das 9h44 desta sexta-feira, conduzindo a última sessão da CPMI. Na quinta-feira (26), o STF (Supremo Tribunal Federal) determinou a queda da liminar concedida pelo ministro André Mendonça, portanto, rejeitando a possibilidade de prorrogação da CPMI. As informações são da CNN.
Leia mais“Minha vontade é de que a gente termine de hoje para amanhã, na madrugada se for necessário, a votação do relatório e entreguemos uma solução e o fim da CPMI para todo o país”, afirmou o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG).
Estão escritos 32 parlamentares para falar no período de discussão do relatório final, com ao menos dez minutos de tempo de fala para cada.
Relatório alternativo
Outro fator que deve atrasar a votação do relatório final da CPMI do INSS é o relatório alternativo proposto pela ala governista no colegiado.
Com tamanho semelhante ao de Gaspar, o documento suprime pontos originalmente levantados, como o indiciamento de Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, e adiciona novos acusados, como o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A expectativa dos parlamentares governistas é derrubar o texto proposto pelo relator.
Em uma manobra regimental, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) exonerou o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), para que pudesse retornar ao Senado e votar contra o relatório da oposição.
A suplente, senadora Margareth Buzetti (PP-MT), afirmou que a jogada foi uma “estratégia de um governo que tem medo”.
Leia menos
Com a candidatura ao Senado encaminhada no estado de São Paulo, a ministra do Planejamento, Simone Tebet, filiou-se nesta sexta-feira, 27, ao PSB, partido do vice-presidente Geraldo Alckmin. Ela será uma das opções apresentadas pelo grupo político liderado pelo presidente Lula (PT) e que tenta reduzir a influência do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o principal adversário do petista, no maior colégio eleitoral do país.
O evento de filiação teve a presença de Alckmin e outras lideranças do partido, como o ministro do Empreendedorismo, Márcio França; o deputado estadual e presidente regional do partido, Caio França; e a deputada federal Tabata Amaral, que ficou em terceiro lugar na disputa pela prefeitura de São Paulo, em 2024, entre outros. A cerimônia ocorreu em um espaço nobre da Assembleia Legislativa do Estado (Alesp). As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisO evento ressaltou a participação de Tebet na campanha de Lula como um gesto pela democracia. Destacou ainda o papel de seu ministério nas políticas públicas, inclusive a alocação de recursos federais que abastecem obras no estado, e a pauta da maior participação de mulheres na política.
— Vamos ter, este ano, uma escolha entre quem respeita o povo e quer democracia e quem gosta de ditadura, que é mandar no povo — declarou Alckmin.
Tebet disse que aceitou concorrer a presidente, quatro anos atrás, mesmo sabendo que perderia, mas queria ser uma voz ativa contra Jair Bolsonaro, que classificou como o presidente “mais insensível e desumano” da história do país.
— A nossa grande missão é resgatar a esperança do povo brasileiro e dizer que hoje nós temos um governo que faz todo o esforço para realizar sonhos — disse Tebet.
A ministra ingressa no partido em meio a uma articulação ampla de Lula, que tenta consolidar votos no eleitorado de centro e direita não bolsonarista. Tebet mudou de domicílio eleitoral, do Mato Grosso do Sul para São Paulo, e deixou o MDB, seu primeiro e único partido, do qual era militante há quase três décadas, para viabilizar a candidatura. Em outubro, além de tentar garantir uma das duas vagas ao Senado destinadas ao estado, terá como missão diminuir a rejeição do ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), e fazer oposição a Tarcísio e Flávio. Haddad, cumprindo agendas no Uruguai, não compareceu ao ato.
Tebet chegou a ser considerada, inclusive, como alternativa ao governo do estado. Nos bastidores, entusiastas da candidatura mencionam que ela pode fazer um enfrentamento diferente a Tarcísio, questionando dados sobre feminicídio, por exemplo, e a política de segurança pública como um todo, cujo discurso “linha dura” também ecoa no filho de Bolsonaro. Historicamente, o bolsonarismo enfrenta maiores dificuldades entre as mulheres do que com os homens.
A pesquisa Datafolha mais recente, realizada entre os dias 3 e 5 de março, consolidou Haddad como candidato ao governo (ele apresentou os melhores números contra Tarcísio no primeiro turno, ainda que o adversário seja favorito) e Tebet no Senado. Em uma testagem ampla, com 11 candidatos para apenas duas vagas, a ministra obteve 25% das intenções de voto, atrás apenas de Alckmin, com 31%, que não pretende ir às urnas senão como vice de Lula mais uma vez. Representantes do bolsonarismo não pontuaram além de 13%, com margem de erro de dois pontos percentuais.
O próprio Lula confirmou que Tebet será candidata em São Paulo com o apoio do PT durante o anúncio da pré-candidatura de Haddad, em São Bernardo do Campo, no dia 19. A segunda vaga na corrida ao Senado pode ser ocupada pelo agora colega de partido Márcio França ou pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede). O presidente também pressiona Alckmin a avaliar essa alternativa, mas líderes do PSB rejeitam a ideia.
Trajetória política
Simone Tebet construiu a carreira política no Mato Grosso do Sul, onde foi vice-governadora, senadora da República e deputada estadual, além de prefeita da sua cidade natal, Três Lagoas, que fica na divisa com a região de Araçatuba, em São Paulo. Ela integrava as fileiras do MDB desde 1997. Nesse meio tempo, adotou posições contrárias ao PT, como ao votar pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016, e defender a aprovação de reformas e outras pautas econômicas liberais.
A ministra, contudo, se aproximou da esquerda durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ela foi uma das senadoras titulares da CPI da Covid, que investigou desmandos da gestão pública na pandemia. A atuação a credenciou para concorrer ao Executivo na eleição passada, enfrentando, ao mesmo tempo, Lula e Bolsonaro. Tebet terminou em terceiro lugar, com 4,2% dos votos válidos, superando Ciro Gomes, ex-governador do Ceará, pelo PDT. No segundo turno, apoiou o petista e participou ativamente da campanha vitoriosa nas urnas.
A então candidata a presidente teve desempenho acima da média em São Paulo, com 6,3% dos votos válidos no primeiro turno, o equivalente a 1,6 milhão de eleitores. Destes, 558 mil foram na capital paulista, onde seu desempenho chegou a 8,1%. A coligação petista, contudo, não elege senadores no estado desde 2010, com Marta Suplicy. Em 2018, apostou em França, do PSB, mas o ex-governador paulista acabou derrotado pelo astronauta Marcos Pontes (PL), ex-ministro da Ciência e Tecnologia durante o governo de Jair Bolsonaro.
Ela tende a desviar de temas espinhosos para a militância do PT, como o próprio histórico de centro-direita, e investir em pautas caras para os estrategistas da campanha de Lula, como indicadores positivos da economia, entre eles a queda na taxa de desemprego, e propostas aprovadas pelo Executivo federal em articulação com o Congresso, como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês. Nas últimas semanas, a ministra tem reforçado as trincheiras em defesa do projeto que acaba com a escala 6×1, jornada de trabalho de seis dias para um de descanso.
Leia menos
O Shopping RioMar, no Pina, Zona Sul do Recife, foi condenado após seguranças impedirem a entrada de dois adolescentes no estabelecimento em dezembro de 2023. O centro de compras e a empresa Segurpro Vigilância Patrimonial deverão indenizar os jovens, que são irmãos, em R$ 10 mil cada por danos morais. Cabe recurso.
Os irmãos tinham 17 e 13 anos. Um deles gravou o momento em que eram barrados e o vídeo repercutiu nas redes sociais à época. As informações são do Diario de Pernambuco.
Leia mais
O vídeo mostra os seguranças do shopping impedindo a entrada dos irmãos enquanto outras pessoas subiam as escadas sem serem abordadas.
“Por que eu não posso subir?”, questiona o autor do vídeo. “Porque não pode”, responde um dos seguranças.
No processo, os irmãos, representados pela mãe, contam que foram retirar uma mercadoria e realizar a troca de vestimentas na manhã de 22 de dezembro de 2023. Eles afirmam terem sido vítimas de constrangimento com motivações de racismo estrutural.
Segundo os irmãos no processo, a abordagem foi desprovida de justificativa, “sendo posteriormente fundamentada em suposta ‘baderna’ no local” e na aplicação da Lei Miguel, que proíbe o uso de elevadores ou livre circulação em centros comerciais por crianças de até 12 anos desacompanhadas de pessoa maior de 18 anos.
Nos autos, o Shopping RioMar declara que não houve excesso por parte dos seguranças e cita o aumento de casos de tráfico humano e desaparecimento de crianças em locais públicos, o que implicaria em mais rigor da equipe de segurança.
Já a Segurpro declara em sua defesa que os autores da ação tentam induzir a Justiça a erro, “criando um cenário fantasioso”.
A empresa reforça que os seguranças agiram por força da Lei Miguel “visto que não há diferenças notáveis entre uma criança de 12 e uma criança de 13 anos”.
Em parecer, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) destacou que a utilização da Lei Miguel foi indevida e que a nota oficial do shopping da época, ao admitir “atuação inadequada”, comprovaria o nexo causal e o dano.
Em nota, o shopping informa que não foi notificado e não comenta decisão judicial. A defesa da Segurpro foi procurada, mas não respondeu até a publicação.
Leia menos
A Justiça do Distrito Federal impediu o governo Ibaneis Rocha (MDB) de usar um imóvel estimado em R$ 2,3 bilhões no plano de capitalização do Banco de Brasília (BRB) desenhado para cobrir o rombo do Banco Master.
O imóvel embargado é a “Gleba A”, uma área de 716 hectares de propriedade Terracap (Companhia Imobiliária de Brasília). É uma área situada em região de proteção ambiental em um território conhecido como Serrinha do Paranoá. O governo do DF informou que recorreu da decisão. As informações são do Estadão.
Leia maisO governo apresentou nove imóveis para serem vendidos, transferidos ao BRB, estruturados em um fundo imobiliário ou oferecidos como garantia em um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões para socorrer o BRB. Na lista, a Gleba A é o terreno mais caro, estimado em R$ 2,3 bilhões — ainda não há, no entanto, um laudo atualizado.
A decisão foi dada pelo juiz Carlos Frederido Maroja de Medeiros com base em um ação apresentada pela senadora Leila Barros (PDT-DF), pelo presidente do Partido Verde e ex-secretário de Meio Ambiente do Distrito Federal, Eduardo Brandão, pelo deputado federal Reginaldo Veras (PV-DF) e pela dirigente nacional do PV, Rayssa Tomaz.
Na semana passada, outra decisão judicial chegou a barrar o uso de todos os imóveis no aporte, mas foi revertida após recurso do governo. O BRB cancelou uma assembleia de acionistas que discutiria o plano de capitalização. O banco tem até o dia 31 de março para apresentar o balanço de 2025 e propor uma solução para cobrir os prejuízos deixados pelo Master. Como o Estadão mostrou, a instituição quer adiar o prazo.
Juiz impõe multa de R$ 500 milhões caso governo do DF descumpra decisão
O magistrado impôs uma multa de R$ 500 milhões caso o governo viole a determinação. Além disso, alertou para a possibilidade de responsabilização pessoal por “improbidade administrativa e crime de desobediência à autoridade recalcitrante”, que pode atingir diretamente o governador Ibaneis Rocha e outras autoridades do DF.
“A região da Serrinha está sendo anunciada à venda para salvar o BRB de uma iminente falência, provocada por desastrosas negociatas com um banco que há muito despontava como algo no mínimo suspeito em meio ao sistema financeiro”, diz o magistrado na decisão.
“Para salvar o banco oficial do debacle provocado pela mais pura má gestão, torra-se às pressas o patrimônio imobiliário do povo, com pouca ou nenhuma atenção para aspectos que não representem dinheiro no mínimo tempo possível”, afirma o juiz.
O juiz destacou os aspectos ambientais do terreno para impedir seu uso no projeto do BRB. “Um uso compatível com a sensibilidade ambiental de uma área que é no mínimo próxima a nascentes e comporta um dos cada vez mais raros espaços remanescentes de Cerrado em Brasília certamente – ou idealmente – não deveria ser o de simplesmente entrega-la à especulação imobiliária. Parques, por exemplo, também são equipamentos urbanos de elevada importância, e seria algo bem mais coerente com a vocação do local.”
Conforme o Estadão mostrou, Ibaneis ignorou dois pareceres jurídicos da Procuradoria Geral do Distrito Federal ao propor o uso de imóveis na capitalização do BRB. Uma resolução de 2023 da Terracap, proprietária do terreno, proíbe expressamente a concessão de empréstimos e garantias de qualquer espécie a acionistas, controladores e administradores. O Distrito Federal é dono de 51% da Terracap e a União é dona de 49%.
Além disso, a lei que criou a Terracap (de 1972) não permite o uso de imóveis do patrimônio imobiliário para objetivos que não sejam a atividade fim da empresa, ou seja, a regularização fundiária e o desenvolvimento da capital.
Terreno virou alvo de ‘disputa de pareceres’
A “Gleba A” virou alvo de uma “disputa de pareceres” após a inclusão do imóvel para salvar o BRB. A Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal (OAB-DF) indicou em estudo a existência de áreas de preservação permanente (APP) e nascentes no imóvel. O órgão afirmou que o uso exige licenças ambientais e urbanísticas, com manutenção de no mínimo 50% da área total como como permeável e verde.
Um parecer técnico elaborado pelo governo do Distrito Federal contestou as conclusões, afirmando que não existe uma indicação geográfica do que seria a “Serrinha do Paranoá” e que não existem ocupações nem áreas de preservação permanente no imóvel inserido no projeto. A conclusão também contradiz as análises da consultoria da Câmara Legislativa do DF, que apontaram interesse ambiental na área.
Leia menos
O senador Flávio Bolsonaro (RJ), pré-candidato do PL à Presidência, vai reforçar suas redes sociais com um nome conhecido do bolsonarismo.
Responsável pelas redes sociais de Jair Bolsonaro (PL) em 2018, Marcos Carvalho deve fechar contrato para atuar na pré-campanha e depois seguir ao lado do filho do ex-presidente. As informações são da CNN.
Leia maisA informação foi revelada pelo Globo e confirmada pela CNN com fontes da pré-campanha.
Carvalho é publicitário e dono da agência AM4, que em 2018 prestou serviço para a campanha de Bolsonaro pelo então PSL.
Flávio Bolsonaro ainda procura um marqueteiro para a campanha. O favorito era Paulo Vasconcellos, mas o publicitário mineiro deve fazer a campanha de Ronaldo Caiado.
Leia menos
O prefeito do Recife, João Campos (PSB), ressaltou, no início da tarde desta sexta-feira (27), durante a entrega da Ponte Júlia Santiago, que liga os bairros da Imbiribeira e de Areias, a necessidade de construir pontes na política.
Também pregou respeito a adversários políticos. “Mais bonito do que fazer uma ponte de pé de cal é construir a ponte da vida. É construir a ponte com respeito às pessoas”, disse. As informações são do Blog da Folha.
Leia maisO prefeito afirmou que a política que ele faz é a que “agrega, junta e mobiliza as pessoas. Consegue ouvir quem pensa diferente, respeita quem é adversário, tem compromisso com quem precisa e com quem espera e sonha com a política que funciona e entrega”.
Campos, que deve deixar o cargo no dia 2 de abril, já anunciou publicamente a pré-candidatura ao governo do estado. Ele deverá enfrentar a governadora Raquel Lyra (PSD), que disputa a reeleição.
Lula
O chefe do Executivo municipal não confirmou a vinda do presidente Lula (PT) ao estado para participar da inauguração do Hospital da Criança, no próximo dia 2 de abril.
De acordo com João Campos, houve um conflito de horários na agenda do presidente, devido à previsão de, no mesmo dia, vários ministros deixarem o governo para disputarem as eleições deste ano.
“Ele (Lula) está com uma agenda muito intensa, porque vai ter a desincompatibilização dos ministros. Então, a princípio, vai ser no mesmo dia da inauguração do hospital. Tem um choque de agenda que a gente está vendo se consegue superar”, explicou.
Campos, no entanto, garantiu que o ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), estará presente.
Devido ao prazo de desincompatibilização, João Campos também deve deixar a prefeitura no dia 2 abril para disputar o governo estadual nas eleições deste ano.
Leia menos