FMO janeiro 2020

29/07


2020

Hospitais de campanha do Recife devolvem R$ 3 milhões

O secretário de Saúde do Recife, Jailson Correia, informou ao TCE a devolução de R$ 3,4 milhões de reais aos cofres públicos municipais, recebidos e não sem comprovação de gastos pelas organizações sociais que administram os três hospitais de campanha do Recife.

A devolução do dinheiro teve que ser feita após uma fiscalização dos auditores do TCE. Os hospitais onde foram detectadas as irregularidades foram os hospitais provisórios da Aurora, Coelhos e Imbiribeira.

A Secretaria de Saúde do Recife, alvo de cinco operações da Polícia Federal, escolheu três entidades privadas, sem licitação, para gerir os hospitais. Uma delas foi o IMIP, com antigas ligações com as gestões do PSB.

O hospital de campanha da Aurora teve que devolver R$ 871.353,07. O dos Coelhos R$ 1.828.904,26. O da Imbiribeira R$ 756.087,24.

Ontem, a gestão municipal teve um revés, o TRF5, por unanimidade, disse que a Polícia Federal e o Ministério Público Federal podem continuar investigando as dispensas emergenciais da Prefeitura.


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Prefeitura de Jaboatão

29/07


2020

Bate papo analisa troco que partidos dão em Bolsonaro

No “Bate Papo da Manhã”, programa que apresento todos os dias, às 11h, no meu canal do YouTube, o assunto hoje foi sobre o troco que o MDB e o DEM deram no presidente Jair Bolsonaro.

Para assistir ao programa diariamente, basta se inscrever no meu canal, o https://www.youtube.com/user/blogdomagno e ativar as notificações clicando no sininho.

A propósito, minha gente, preciso que meu canal no YouTube cresça e apareça! Vamos ampliar essa corrente. Quem me segue aqui ou é amigo entre os cinco mil amigos e os 17 mil seguidores e ainda não se inscreveu no canal do meu blog vai lá, dá uma forcinha. Imprensa livre e independente se faz com a ajuda e a colaboração de quem gosta e se sente representado pelo nosso trabalho. Se inscreva no link acima e indique para mais alguém.


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Cabo de Santo Agostinho

29/07


2020

Gonzaga declara apoio a Odacy em Petrolina

Com todas as letras e sem arrodeio o deputado federal Gonzaga Patriota declarou o seu apoio, em Petrolina, ao ex-prefeito Odacy Amorim. O anúncio foi feito ontem. Durante entrevista, o parlamentar falou sobre a surpresa ao receber a notícia da nomeação de Lucas Ramos à Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação. De acordo com o parlamentar, se soubesse disso com antecedência, teria mobilizado suas bases para disputar à Prefeitura de Petrolina, como já o fez três vezes.

“Seria a minha chance, esse é o meu sonho”, afirmou Patriota, relembrando ter desistido do pleito para apoiar Lucas Ramos, que desde 2016, tenta viabilizar sua candidatura a prefeito de Petrolina. Para Gonzaga Patriota, a decisão unilateral do deputado estadual licenciado não se justificaria numa falta de apoio do governador, Paulo Câmara. “O governador me visitou em Brasília quando estive doente, veio a minha casa e sempre falou que apoiaria o que nós decidíssemos em Petrolina”, revelou. Agora, Câmara terá que administrar essa discordância presente no diretório local.

Questionado se a candidatura da deputada federal Marília Arraes (PT), no Recife, não atrapalharia a aliança do PSB ao PT, em Petrolina, Gonzaga Patriota revelou não acreditar que a postulação petista na capital vai se concretizar.

“Vejo na imprensa informações do apoio do diretório nacional do PT, a brava e digna colega Marília Arraes, mas, como o diretório estadual apoia a candidatura de João Campos, no Recife, esse apoio deve permanecer. Eu nunca vi uma decisão da nacional se sobrepor as deliberações no estado. O natural é que haja apoio às decisões locais”, opinou Gonzaga.


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Prefeitura de Serra Talhada

29/07


2020

Túlio Gadêlha oficializa pré-candidatura à PCR

Folha de Pernambuco

O presidente do PDT do Recife e deputado federal Túlio Gadêlha oficializou a sua pré-candidatura à Prefeitura do Recife nas eleições deste ano. O anúncio foi feito em coletiva de imprensa, na manhã de hoje, na Galeria Garrido.

"Consideramos hoje a chapa do PDT a mais completa no que diz respeito a características e perfil de cada um aqui", afirmou Túlio na ocasião. Ele disse também que a gestão atual tenta ganhar por W.O. – "afastando pessoas (pré-candidatos) com legitimidade".

Durante o anúncio, o pré-candidato fez questão de ressaltar os quadros da chapa proporcional pedetista – os postulantes defendiam internamente e fizeram pressão pelo projeto de Túlio no Recife. "Nós não temos somente uma chapa completa, mas um secretariado quase todo formado", afirmou.

 


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29/07


2020

O fator político Wellington Maciel

Edilson Xavier*

Fruto da indefinição e também do comprovado despreparo político da prefeita de Arcoverde, Madalena Britto (PSB), quanto à escolha de seu candidato a prefeito, isso tudo resultou no nome do empresário bem-sucedido, Wellington Maciel, um desconhecido no meio político.

Relutante, de início, quanto à escolha de seu nome para ser candidato, ausentou-se por meses do país, demonstrando à exaustão, não possuir apetite para a disputa eleitoral, e seu ingresso na vida política, em face de suas inúmeras empresas, e por ser um estranho no ninho. De volta à Arcoverde, tornou-se um candidato improvisado, e logo na primeira declaração à imprensa, disse claramente que “me arrumaram essa bronca”, o que constitui claramente uma declaração de quem não é do ramo da política, não obstante tenha o apoio do grupo governista.

Cabe agora ao governo municipal torná-lo um candidato viável, não obstante tenha que representar a gestora municipal que não vem gozando de prestigio popular, e terá imenso trabalho em defender a administração da prefeita Madalena, cujo prestigio com o Governo do Estado é expressivo e sequer conseguiu transformá-lo em obras expressivas, o que resultou em gestão tímida, sem ter o que mostrar em oito anos de governo.

Após a eleição do empresário Antônio Franclin para prefeito, em 1964, nenhum outro comerciante lançou-se à eleição municipal e Wellington Maciel entra na seara política, após muito relutar, e cuja dificuldade é evidente tendo em vista os fatos acima mencionados. Vamos ver quem será seu companheiro de chapa para ver o rosto eleitoral de sua campanha.

Irá enfrentar o ex-prefeito Zeca Cavalcanti, ávido para voltar à prefeitura, a médica, e vereadora mais votada, o delegado Israel Rubis e o candidato do PT, Verones Carvalho, todos eles, com exceção de Zeca, ainda sem a chapa formada. Como visto, será um grande desafio para Wellington, o que difere totalmente da luta empresarial em seus múltiplos negócios.

De qualquer forma, Wellington Maciel representa um fato novo na política de Arcoverde em ano eleitoral, mas terá que mostrar serviço para se transformar em um bom candidato das forças governistas em fase de grande desgaste.              

*Advogado e ex-presidente da Câmara Municipal e da OAB de Arcoverde


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Abreu e Lima - Prefeitura - Abreunozap

29/07


2020

A cadernetinha do amor

O amor existe em várias formas, mas o do cuidar parece ser a mais sublime manifestação da humanidade. Eu cuido bem dos meus filhos, porque testemunho ter sido bem cuidado por meus pais. Amor de família é a coisa mais inexplicável do mundo. Nem um pai consegue dizer para um filho o quanto o ama, nem o filho sabe dizer ao pai.

Simplesmente isso é revelado em atos, gestos, atitudes. Nunca vi pais tão devotados aos filhos quanto os meus. Minha irmã Fatinha, ligadona nessa questão familiar, a ponto de despertar a curiosidade de pesquisar o tronco Martins e Fonseca, o primeiro de mamãe e o segundo de papai, em Portugal, me enviou ontem uma pérola que ilustra esse texto: as anotações das preocupações de papai no controle das vacinas e até na lista dos padrinhos de batismo dos filhos.

De próprio punho, ele escrevia numa cadernetinha daquelas usadas no penduro da bodega. Naquela época dos anos 50 e 60, a maior diversão num Sertão sem opções de matar o ócio era namorar, procriar. Gastão e Margarida mantiveram a tradição sertaneja e botaram nove filhos no mundo.

Papai controlava pela ordem numérica, até para contar a filharada na hora das refeições rente à mesa, um mesão, diga-se de passagem. Eu era o número 6. Depois de mim, só Augusto, Gastão Filho e a caçula Denise. Vi o 6 na caderneta marcado na identificação dos meus padrinhos - Salustiano Seixas e dona Maria Anita, a dona Nita. Eles são pais de um amigo já completamente convertido à cultura carioca, José Dark. Como todo sertanejo expulso pelas intempéries da seca, Dark escolheu o Rio de Janeiro para se fazer gente na vida. E de lá nunca mais arredou o pé.

O apadrinhamento é coisa antiga, do século II. O sentido original do apadrinhamento é um serviço a ser realizado por um indivíduo que tenha uma dívida a quitar com o pai ou a mãe de uma determinada criança, sendo o apadrinhamento de uma ou mais crianças do casal, um tipo de tributo voluntário concedido à família do casal durante toda a vida. No Brasil, a apadrinhamento civil é uma relação jurídica em que um indivíduo se compromete a cuidar de uma criança e sustentá-la sem adotá-la. Existem também os padrinhos de investidura, que têm como obrigação auxiliar seus afilhados a caminharem corretamente nas funções que exercem, seja ela qual for.

Para nós, sertanejos, sofridos cedo no caminhar da vida, o apadrinhamento sempre foi uma espécie de seguro familiar. Como a morte severina, muito presente numa região que no passado se via a olho nu pelo facão das atrocidades de Lampião ou pelas enfermidades decorrentes da escassez da água, perder a vida de repente era quase um fadário. Por isso, a escolha de padrinhos requeria critérios.

Tenho impressão que quando um pai escolhia os padrinhos dos filhos, com o gesto dizia o que não tinha coragem de dizer com palavras: estou te entregando meu filho aos teus cuidados, porque se eu morrer antes tu cuidas dele como segundo pai.

Na Europa do feudalismo, o apadrinhamento era uma forma em que o servo ou o vassalo encontrava para quitar uma dívida com o suserano perante a Igreja, sendo este tributo a criação, os cuidados e a atenção a um dos filhos do casal a ser servido durante toda a vida. Eu convivi muito pouco com meus padrinhos. Na verdade, tenho uma vaga lembrança de padrinho Salu e madrinha Nita.

Mas acho que deles recebi amor como se fosse um filho, um querido afilhado. Quero que sua família saiba que sinto um orgulho imenso em ser afilhado deles. Afilhado é um filho que não se pôde ter, um amor que o coração não hesita em sentir. Queria poder dizer a eles hoje que quando sorriam, o mundo inteiro se iluminava sobre minha vida.

Podemos aprender muito com livros e teorias, mas o aprendizado maior da vida vem de lições. Essa cadernetinha de papai com sua linda caligrafia rasgou meu coração de emoção. Como ele cuidou bem dos filhos!

A vida me ensinou a ser aquilo que ele foi e é.

Ele me ensinou a pensar duas vezes antes de agir nos momentos ruins e a aproveitar duas vezes mais os bons. Me ensinou a ser forte. Me ensinou que coração ferido não é motivo para desistir.

Com ele, aprendi que tudo depende da vontade, que o melhor é sermos nós mesmos e que o segredo da vida é viver.


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Comentários

Alexandre

Agora em 2020 excelente oportunidade para testar a popularidade de Bolsonaro, nas capitais nordestinas. Acompanhar os resultados para prefeitos e vereadores alinhados com o Presidente Bolsonaro.


Banco de Alimentos

29/07


2020

Polícia Civil cumpre mandados de prisão no Cabo

A Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) desencadeou, na manhã de hoje, uma operação para desarticular uma organização criminosa envolvida com os crimes de peculato, falsidade documental e frustração de direito trabalhista. Ao todo, três mandados de prisão preventiva estão sendo cumpridos no município do Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife. De acordo com a PCPE, os alvos são funcionários públicos.

A Operação Rateio II é a 33ª Operação de Repressão Qualificada do ano e está vinculada à Diretoria Integrada Especializada (Diresp), sob o comando da delegada Isabela Porpino, adjunta da 1ª Delegacia de Combate à Corrupção - 1ª Decor), do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Draco).

As investigações iniciaram em junho de 2019. Na execução, estão sendo empregados 20 policiais civis. As investigações foram assessoradas pela Diretoria de Inteligência da Polícia Civil de Pernambuco (Dintel).


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O Jornal do Poder

29/07


2020

Tadeu acusa Mendonça de não querer debate sério

O deputado federal Tadeu Alencar (PSB), acusou, ontem, o ex-ministro Mendonça Filho de não querer um debate sério sobre os episódios envolvendo o Ministério Público, a Polícia Federal e a Secretaria de Saúde da Prefeitura do Recife.

"Se Mendonça Filho quisesse fazer um debate sério sobre as investigações em curso, seria incontornável ele comentar a decisão da Justiça Federal, que entendeu não ter o Ministério Público Federal e, em consequência, a Polícia Federal, legitimidade para propor ação civil pública que trate da aquisição de respiradores, com recursos do tesouro municipal. E por que não o faz? Porque o debate é político. E se é político parece óbvio que Mendonça não vai escolher os assuntos que deseja ver pautados, nem as pessoas a participar desse debate", reagiu

Tadeu, que também é procurador de justiça, pontuou que investigação boa é aquela que se conduz sem influências externas - de quem quer que seja - e protegida dos debates políticos que não têm, muitas vezes, compromisso com a verdade. E acrescentou: "também boa investigação é aquela que se conclui com rapidez, apontando os responsáveis, quando os há. Isto acontece ao seu final, não antes, e deve ser objeto de tratativa pelas autoridades competentes, nas quais confiamos que saberão cumprir a sua relevante missão".

Para o deputado do PSB, Mendonça Filho tá invertendo a ordem das coisas ao afirmar que foi atacado. "Atacado por quem, em que? O que nós cobramos a ele foi sua omissão aos desmandos do governo Bolsonaro, que são muitos e escandalizam a consciência democrática, republicana e cidadã do País? Tudo tem um preço".

Ao se referir ao desafio que o ex-ministro fez ao prefeito para uma coletiva à Imprensa sobre a questão das investigações, Tadeu Alencar rebateu: "para falar de desafio creio ser a disputa do Recife ocasião de ouro para se fazer um debate amplo, sobre os compromissos com a população, os cuidados com a cidade e seu povo e sobre a gestão dos negócios públicos. Geraldo Julio não é candidato, desta vez. Mas nós teremos candidato e ele estará apto a debater qualquer tema. A propósito, o povo do Recife não só não é bobo, como é irredento. Esperamos que Mendonça Filho nos dê essa oportunidade dele ser candidato".


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Potencial Pesquisa & Informação

29/07


2020

A ética do general Bandeira

Por Hugo Studart

A moral do Morais engrandece a ética do general Bandeira, Max Weber, que nos legou os conceitos de Ética por Convicção e Ética por Conveniência. A primeira é aquela de Voltaire, que defende o direito à Liberdade de Expressão, ainda que discordemos da ideias expostas. A outra é a ética do general Antonio Bandeira, o cabra linha dura que comandou com mão de ferro a repressão aos "subversivos" e "terroristas" que se opunham à "gloriosa Revolução de 64" e, no ápice do regime autocrático, a partir de 1973, foi nomeado diretor geral da Polícia Federal. Dentre suas funções relevantes, comandava o Departamento de Censura Federal, de onde combatia as fake news dos opositores com censura prévia e, vez por outra, até com detenções. 

Bandeira era um dos protagonistas maiores de um outrora de maniqueísmo armado, o qual Hobsbawn chamou de Era dos Extremos. Alexandre de Morais é o general Antonio Bandeira do agora. Contudo, tal qual previa Marx, sua história se repete como farsa. 

Trata-se de uma figura menor, que vem sacando de argumentos weberianos da ética por conveniência (aqui grafado com minúscula) para reprimir com censura prévia um punhados de ativistas de miolos moles. De argumento, tão somente, que suas opiniões políticas seriam calúnias, fake news, e que supostas injúrias às Suas Supremas Sapiências atentariam contra a Segurança Nacional.

O general Bandeira combatia homens como Luiz Carlos Prestes e seus disciplinados e preparados seguidores; ou mulheres de grande coragem como Dinalva Conceição Teixeira, a mitológica Dina – ambos personagens respeitados sobretudo pelos próprios militares. Bandeira tinha uma causa. Contra eles usava a Lei de Segurança Nacional.

Alexandre de Morais esmera-se em exercitar sua imensa covardia contra "influencers" de palavras-de-ordem como Alan dos Santos, ou prender ativistas do quilate de Sara Winter, que até recentemente pertencia a uma facção feminista de ultra esquerda que pregava o aborto invadindo peladonas templos católicos e usando, como arma mortal, o dedo médio para atiçar a própria perereca. Tal qual uma biruta que vai conforme o vento, o dedo de miss Winter agora são fogos de artifício lançados contra o telhado de vidro do Supremo, ato terrorista que, na brilhante cabeça de Morais, merece prisão por atentar contra a mesma Lei de Segurança Nacional do general Bandeira. 

Morais ascendeu ao Supremo depois de prender, silenciar e fazer desaparecer um elemento meliante que invadiu o computador de Marcela Temer e a chantageava com supostas fotos íntimas. Usou da mesma ética por conveniência do delegado Sérgio Fleury. Agora esmera-se em prender e silenciar pensadores da estirpe de miss Winter, cujo dedo médio decerto lhe provoca arrepios.

Diante da moral de Morais, o general Antônio Bandeira era um repressor e censor refinado, um Chevalier – e aqui invoco o testemunho de suas muitas "hospedes" na prisão da PE em Brasília. Uma delas, que enfrentou o dissabor de entrar em trabalho de parto na cadeia, Bandeira levou para o Hospital das Forças Armadas, o mesmo que atende o presidente da República, entregou-a aos cuidados e proteção de sua esposa Léa. Ainda teve a grandeza ética (por convicção) de comprar com o próprio soldo o enxoval do bebê e, ato contínuo, chamou os avós a Brasília para lhes entregar a filha "subversiva" e a criança. 

É certo que a força maior da Ética por Convicção, aquela de Voltaire que defende a Liberdade de Expressão como fundamento pétreo e inegociável da Democracia, terminará  por lançar figuras morais menores no esgoto da História. 

O que mais surpreende neste momento, contudo, é assistir atônito parte dos amigos com viés de esquerda, defender a ética por conveniência e a moral miúda do Morais. Só porque não gostam do Bolsonaro, estão a engrandecer as convicções do general Antonio Bandeira.


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28/07


2020

Coluna da quarta-feira

Mudança no teto de gastos

A disputa por mudanças no teto de gastos se transformou numa verdadeira guerra dentro do Governo. Tentativas de flexibilizar a regra que amarra o crescimento das despesas à variação da inflação têm partido de integrantes do próprio Executivo e servido para encorajar parlamentares e entidades na defesa por mais gastos. Lideranças do Congresso já se articulam para buscar uma alternativa para elevar investimentos em infraestrutura neste e nos próximos anos. Em outra frente, uma coalizão de 230 organizações da sociedade civil se movimenta para derrubar o teto como resposta à pandemia da covid-19.

A investida mais recente para burlar o teto teve o apoio da própria equipe econômica. Com aval do Ministério da Economia, o Governo tentou emplacar no Congresso, sem sucesso, um drible na regra fiscal ao propor que parte dos recursos do Fundeb, o fundo para educação básica (que é livre do alcance do teto), fosse redirecionado para o Renda Brasil – novo programa social que o presidente Jair Bolsonaro pretende lançar em agosto em substituição ao Bolsa Família.

Até então, a equipe econômica mostrava coesão em defesa do que é chamado de teto “puro”, a permanência da regra sem alterações como âncora da política econômica para o crescimento e manutenção dos juros baixos pelo Banco Central por um período mais prolongado. O movimento foi observado com atenção pelo mercado financeiro, que vê crescer o risco de mudança de rumos na política fiscal. Depois da proposta do Fundeb, uma nova tentativa de drible partiu da Junta de Execução Orçamentária (JEO), colegiado responsável por decisões orçamentárias e composto pelos ministros da Casa Civil, Walter Braga Netto, e da Economia, Paulo Guedes.

A JEO aprovou proposta para que a Casa Civil formulasse uma consulta ao Tribunal de Contas da União (TCU) para deixar de fora do teto R$ 35 bilhões em investimentos em infraestrutura, sob o argumento de que a medida ajudaria a impulsionar o crescimento no pós-Covid. A manobra não enfrentou oposição aberta da área econômica. Arquitetada pelo ministro do Desenvolvimento Social, Rogério Marinho, a consulta acabou sendo engavetada diante da repercussão negativa.

Mas Marinho não desistiu de seu plano de investimentos e tem buscado convencer o mercado financeiro de que a medida é positiva para a economia. O assunto também tem sido discutido por lideranças que compõem a base aliada do governo Bolsonaro, que defendem viabilizar um “investimento público mais expressivo” para permitir, ao menos, a conclusão de obras em andamento.

Créditos – Segundo o blog apurou, a ideia é aproveitar todos os saldos dos créditos extraordinários (livres do teto) abertos para os gastos da pandemia e direcioná-los para ações ou obras programadas para os próximos dois ou três anos. Os recursos extraordinários precisariam ser empenhados (o empenho é a primeira fase do gasto, quando há o compromisso com a despesa) até 31 de dezembro, e os desembolsos efetivos se dariam posteriormente. O Governo já abriu até agora R$ 509,6 bilhões em créditos extraordinários para bancar despesas relacionadas à pandemia. Desses, R$ 284,7 bilhões foram efetivamente pagos. Segundo essa liderança, se 10% a 20% dos recursos da pandemia não forem gastos, “certamente” o Congresso vai propor a utilização desses recursos em investimento público para combater os efeitos sociais e econômicos da crise provocada pelo novo coronavírus.

Sucessão na Câmara – O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), vai criar, nos próximos dias, um grupo de trabalho para propor mudanças na forma de financiamento, compras e fiscalização do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo a deputada Margarete Coelho (PP-PI), escalada para comandar o colegiado, o acesso universal e gratuito, pilar do modelo do qual dependem 150 milhões de brasileiros, não deve ser afetado. Maia tem dado prioridade à agenda social, o que o fortalece perante sua base de apoio na Câmara no momento em que tenta influenciar na escolha do seu sucessor ao comando da Casa. A eleição será em fevereiro, mas as negociações políticas já começaram, e o presidente Jair Bolsonaro entrou em campo para emplacar um nome do seu grupo e escantear Maia.

Reeleição – Não é a primeira vez que Rodrigo Maia tenta pautar discussões em áreas sociais. Em 2019 o presidente da Câmara escalou um grupo liderado pela deputada Tabata Amaral (PDT-SP) para apresentar uma série de propostas de combate à pobreza, educação, trabalho, geração de renda e saneamento básico. Entre as medidas, está a reformulação do Bolsa Família. Criado no governo petista, o programa deve ser rebatizado por Bolsonaro de “Renda Brasil”. Toda essa movimentação do presidente da Câmara se dá pela tentativa de encontrar uma brecha constitucional que permita sua reeleição. Se não der, seu candidato do peito é o paraibano Aguinaldo Ribeiro (PP).

Defesa da Cloroquina – Na sua estreia na CNN Brasil, segunda-feira passada, no programa 'Liberdade de Opinião', o jornalista Alexandre Garcia, como esperado, saiu em defesa do presidente Jair Bolsonaro, que fez uso da hidroxicloroquina durante o seu tratamento de Covid-19, mesmo contra todas as recomendações médicas e da própria Organização Mundial de Saúde. Ele disse que Bolsonaro é a "comprovação científica" que o remédio funciona contra o novo coronavírus. "Em todo noticiário que eu ouvi, o meu colega repórter dizia assim: 'Mostrou a caixa de hidroxicloroquina que não tem comprovação científica'. E o cara está na frente do presidente, que é a comprovação científica de que o uso da hidroxicloroquina dá certo. Eu não entendo, o sujeito parece que vai pra Lua, vai pra Marte, pra usar aquele chavão, aquele carimbo, aquele rótulo que estão mandando", afirmou.

CURTAS

SÓ CORREIOS – Na live do blog, segunda-feira passada, o ex-deputado Pedro Corrêa disse que Lula recebeu, só da Odebrecht, R$ 100 milhões e declarou no seu Imposto de Renda mais R$ 12 milhões. Considerou o ex-presidente um dos homens mais ricos deste País. Quanto a Bolsonaro, afirmou que, durante o tempo em que ele esteve filiado ao PP, partido presidido em nível nacional por Corrêa, o então deputado hoje presidente da República nunca aceitou receber ajuda financeira. “O que me ele brigava de fato era por cota de correios, para enviar correspondências para seus eleitores”, contou. Quanto às denúncias de que Bolsonaro também empregou milicianos em seu gabinete, revezando com um dos filhos, afirmou não ter conhecimento.

DEPENDE DE CÉLIA – Em Arcoverde, a Câmara de Vereadores deixou a prefeita Madalena Brito (PSB) em maus lençóis. Aprovou a criação de uma CPI – Comissão Parlamentar de Inquérito – destinada a apurar desvios em um programa social da sua gestão mediante a ação de laranjas. Se andará, não se sabe. Dependerá do poder de fogo e independência da presidente da Casa, Célia Galindo (PSB). O que se diz por lá é que a denúncia é antiga, mas não foi investigada pelo Ministério Público. Se for valente como se apresenta, Célia pode salvar a sua reeleição autorizando a instalação da CPI.

Perguntar não ofende: A CPI de Arcoverde pode acabar pedido de abertura do processo de impeachment da prefeita Madalena Brito?


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Comentários

Fernandes

Não esqueçamos que, Bolsonaro quando deputado federal votou contra a Transposição do Rio São Francisco ...

Fernandes

Senhor...Na sua infinita misericórdia NOS LIVRE DO BOLSONARO e toda a CORJA DE BANDIDOS E RETARDADOS que o segue! É URGENTE AMÉM !

marcos

Enquanto alguns pedem ao senhor para se livrarem de Bolsonaro eu peço que o senhor dê vida longa ao Lula para que ele veja o Triunfo dos conservadores no Brasil.

marcos

Não esqueçamos que Jair Bolsonaro o Presidente Mito levou água para o Sertão Nordestino.

Fernandes

Não esqueçamos que, Bolsonaro quando deputado federal votou contra a Transposição do Rio São Francisco ...