As obras do novo Hospital Municipal de Lajedo avançam e começam a transformar em realidade um dos principais investimentos na estrutura de saúde do município. Ontem, o deputado federal Felipe Carreras esteve no terreno onde o hospital está sendo construído, ao lado do prefeito Erivaldo Chagas, da secretária municipal de Saúde, Manuella Chagas, e do vereador Diogo Quintino para acompanhar o andamento dos trabalhos.
A construção teve início após a assinatura da ordem de serviço, realizada no último dia 7 de setembro. Pouco mais de duas semanas depois, os serviços já estão em ritmo acelerado no terreno que receberá a nova unidade.
O hospital é considerado estratégico para o fortalecimento da rede municipal de saúde e de toda a região. A nova estrutura permitirá ampliar a capacidade de atendimento à população, oferecer melhores condições para pacientes e profissionais e dar ao município uma estrutura hospitalar mais adequada às suas demandas.
Felipe Carreras acompanha o projeto desde as articulações para viabilizar a unidade e tem atuado em Brasília na busca pelos recursos necessários para a execução da obra.
“É uma alegria voltar aqui e encontrar a obra acontecendo, as máquinas trabalhando e o hospital começando a ganhar forma. A gente sabe o quanto essa estrutura é importante para Lajedo e para o futuro da saúde do município. Abraçamos esse projeto e vamos continuar trabalhando em Brasília, junto com o prefeito Erivaldo, para buscar os recursos e garantir que essa obra avance”, afirmou Felipe Carreras.
Para a gestão municipal, a construção do novo hospital representa um passo importante na ampliação da assistência à saúde em Lajedo.
A vinda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Pernambuco hoje, para reforçar publicamente seu apoio a João Campos, pode representar um novo momento na disputa pelo Governo do Estado. Na reta final da eleição, a presença do petista ao lado do candidato do PSB tende a ampliar a visibilidade da campanha e a colocar no centro do debate a associação política entre o presidente e João.
O movimento ocorre em um cenário de aproximação nas pesquisas. No Datafolha divulgado ontem, Raquel aparece com 48% e João Campos com 44% no primeiro turno, uma diferença de quatro pontos dentro da margem de erro de três pontos.
No levantamento anterior do instituto, realizado no início de setembro, a vantagem era de cinco pontos: 47% a 42%.
A pesquisa Quaest, divulgada na quarta, no dia anterior, também registrou avanço de João, de 37% para 39%, enquanto Raquel oscilou de 43% para 41%. Entre as mulheres, a mudança foi mais acentuada: João passou de 39% para 43%, enquanto Raquel caiu de 38% para 34%.
O levantamento foi realizado durante o período de repercussão da declaração da governadora sobre laqueadura sem o conhecimento da paciente. O próprio instituto ressalvou que os números não permitem concluir que a mudança tenha sido causada exclusivamente pelo episódio.
É nesse ambiente de disputa mais apertada que uma participação de Lula pode ganhar peso. O presidente já declarou apoio a João, mas uma presença física em Pernambuco teria outro alcance político e midiático, especialmente por reforçar uma mensagem que a campanha do candidato vem explorando: a possibilidade de uma convergência entre o governo federal e um eventual governo estadual do PSB.
A CNN já havia relatado que uma agenda de Lula em Pernambuco era considerada estratégica pela campanha de João na reta final.
O episódio da laqueadura acrescentou uma variável nova à campanha, sobretudo no eleitorado feminino.
A repercussão da fala levou Raquel a pedir desculpas e passou a ser explorada politicamente por seus adversários. Ao mesmo tempo, o Datafolha mostra que a governadora preserva um patamar elevado de apoio e que a disputa continua aberta, o que recomenda cautela ao interpretar qualquer oscilação como uma tendência definitiva.
Assim, a chegada de Lula pode funcionar como mais um elemento de uma disputa que vem se tornando progressivamente mais acirrada. Para João, a combinação entre a redução da diferença nas pesquisas, a repercussão do episódio envolvendo a governadora e a possibilidade de uma demonstração pública de força política ao lado do presidente cria um novo capítulo para a reta final.
O impacto efetivo dessa movimentação, porém, dependerá de como os eleitores incorporarão esses acontecimentos até a votação.
SENADO INALTERADO – Faltando dez dias para as eleições, a corrida para o Senado em Pernambuco segue sem alterações. Tanto a Quaest, na quarta, quanto o Datafolha de ontem revelam que Marília Arraes (PDT) e Humberto Costa (PT) se mantêm firmes na liderança desde o primeiro levantamento ainda na fase pré-eleitoral. Ambos têm uma forte identificação com o presidente Lula, que participa de uma grande caminhada hoje no Recife Antigo. E a presença do petista fortalece ainda mais a campanha deles para a chamada Casa Alta.
Federal acionada pelo PSB – Em representação encaminhada à Polícia Federal, a Frente Popular pede ampla investigação de mensagens enviadas de forma padronizada e robotizada pelo aplicativo WhatsApp com acusações, ataques à honra e notícias inverídicas sobre a relação entre João Campos (PSB) e o presidente Lula (PT). Pede para rastrear a origem das mensagens, quantificar os destinatários atingidos e identificar eventuais financiadores, produtores ou operadores da estrutura. A coligação de João solicitou também a preservação de provas digitais junto aos provedores para viabilizar as responsabilizações dos envolvidos nas esferas cível, eleitoral e criminal.
Declaração criminosa – Em sabatina, ontem, na Rádio Maranata, João Campos citou a Bíblia ao questionar a postura de Raquel num vídeo sugerindo laqueadura sem a paciente saber. João classificou a declaração como “criminosa” e contrária aos princípios cristãos. “Isso afronta o direito do cidadão, a liberdade da mulher e vai contra o que a gente aprende do ponto de vista cristão”, disse, citando o livro de Gênesis. “Faço uma política larga, como aprendi com meu pai. Na vida, como a própria Bíblia diz, na Palavra de Deus, a gente tem que honrar pai e mãe. Eu aprendi a ser gente com meu pai e com minha mãe. E aprendi a fazer política com meu pai. Meu pai era um cara largo, era um cara que não fazia conta pequena, não fazia atos pequenos de perseguição, de ódio, nada disso. Ele gostava de reunir as pessoas”, acrescentou.
Empate também na corrida presidencial – A nova rodada da Pesquisa Datafolha divulgada ontem mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 40% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) alcança 36% na disputa do primeiro turno. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos para mais ou para menos. Na pesquisa anterior, do dia 17 de setembro, Lula tinha 39% e Flávio, 36%. Augusto Cury (Avante) aparece com 5%, Ronaldo Caiado (PSD), 4%, Renan Santos (Missão), 3%. Romeu Zema (Novo) e Samara Martins (UP) têm 1% cada. Os demais candidatos não pontuaram. Brancos, nulos e os que afirmaram que não vão votar em nenhum dos candidatos somam 5% e 2% ainda estão indecisos.
O trapalhão Túlio – O candidato ao Senado Túlio Gadêlha (Rede) é, verdadeiramente, um papangu. Confirmou que estará ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no ato político de hoje, no Recife. Em um vídeo postado em sua rede social, o parlamentar também reforçou o apoio à governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD). “Túlio estará ao lado do time LuQuel, grupo formado por eleitores e apoiadores da governadora Raquel Lyra que também defendem a reeleição do presidente Lula. Ele acompanhará o percurso da caminhada, reforçando a articulação política em torno da parceria entre Lula e Raquel”, diz a mensagem dele. Está disposto a ser vaiado em todo o percurso da caminhada.
CURTAS
PORTA 1 – Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) veem a operação realizada contra o desembargador Newton Ramos, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), como uma “porta de entrada” para a coleta de informações sobre Kassio Nunes Marques. Alvo de uma ação de busca em seu gabinete por ordem do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Ramos é identificado no celular de Daniel Vorcaro como integrante da “Turma KN”, em referência a Nunes Marques.
PORTA 2 – No início da semana, integrantes do Supremo já aguardavam que alguma medida fosse tomada em relação ao desembargador para aprofundar os fatos citados nas mensagens do celular de Vorcaro. Além do procedimento de busca determinado pelo corregedor nacional do CNJ, Benedito Gonçalves, revelado pela colunista Malu Gaspar, os magistrados acreditam que outro processo de investigação pode ser aberto pelo corregedor-geral da Justiça Federal, ministro Mauro Campbell, que tem competência sobre toda a Justiça Federal.
“AMIGOS” – O então chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, e Walfrido Warde, advogado de Daniel Vorcaro, trataram da situação do Banco Master em um grupo de WhatsApp chamado “Amigos”. Em conversas analisadas pela Polícia Federal, Warde pediu a Marcola que avisasse Lula de que o Banco Central estava supostamente “embarreirando” as negociações para a venda do Master ao BRB, banco público de Brasília. “Avisarei aqui. Dou notícias”, respondeu o então chefe de gabinete de Lula.
Perguntar não ofende: O Big Data de hoje já traz o impacto do escândalo da laqueadura?
A Prefeitura do Recife organizou um esquema especial de trânsito para evento de campanha do presidente Lula (PT) que será realizado na manhã desta sexta-feira (25), no Bairro do Recife, área central da cidade. A concentração está marcada para as 8h, nas proximidades da Ponte 12 de Setembro, antiga Ponte Giratória, no Cais de Santa Rita.
A caminhada do petista e seus aliados terá início às 10h e seguirá em direção ao Marco Zero. O esquema de trânsito começou a ser montado nesta quinta-feira (24) e tem previsão de encerramento às 12h, após a dispersão do público. As informações são do Blog da Folha.
A Ponte do Limoeiro ficará aberta para a circulação de veículos, que poderão percorrer o Cais do Apolo e sair do Bairro do Recife pela Ponte Buarque de Macedo. Os motoristas que atravessarem a Ponte Princesa Isabel em direção à Praça da República deverão dobrar à direita e seguir pela Rua do Sol.
Já a Ponte 12 de Setembro, antiga Ponte Giratória, ficará interditada durante o evento. Toda a extensão da Avenida Alfredo Lisboa também estará bloqueada para a circulação de veículos.
Haverá bloqueios temporários nas vias de acesso à Ponte Giratória a partir da chegada dos trios elétricos que serão utilizados na mobilização. Os equipamentos têm previsão de chegada durante a madrugada desta sexta-feira (25).
Quem segue pela Ponte Antônio de Góes, no sentido Centro, pelo Cais José Estelita, deverá realizar o retorno na alça localizada na altura do Forte das Cinco Pontas, acessando a Avenida Sul Governador Cid Sampaio, a Praça Frei Caneca e a Rua Imperial, de onde poderá seguir para a Avenida Dantas Barreto e a Avenida Nossa Senhora do Carmo.
De acordo com a demanda de público, o Cais José Estelita poderá ser interditado para garantir a segurança dos participantes. Nesse caso, os condutores deverão utilizar o Viaduto Capitão Temudo e acessar a alça à direita, seguindo pela Avenida Sul Governador Cid Sampaio, com acesso posteriormente à Avenida Dantas Barreto e à Avenida Nossa Senhora do Carmo. A Ponte Maurício de Nassau também poderá ser interditada, caso a quantidade de pessoas no evento exija novos bloqueios para preservar a segurança viária.
A orientação é que os condutores evitem circular pelo Bairro do Recife durante o evento, principalmente nas proximidades da Ponte Giratória, e priorizem rotas alternativas para reduzir os impactos na circulação da região.
O ex-presidente José Sarney, de 96 anos, chegou a São Paulo na tarde desta quinta-feira (24) para fazer um check-up após receber o diagnóstico de pneumonia.
Sarney viajou do Maranhão para a capital paulista e, por orientação médica, foi encaminhado diretamente ao Hospital Sírio-Libanês para passar por uma bateria de exames. As informações são do g1.
Um boletim médico do Sírio-Libanês das 22h30 informou que o ex-presidente será submetido a “avaliação clínica e continuidade do tratamento de um quadro de pneumonia bacteriana, inicialmente acompanhado em São Luís, no Maranhão”.
Segundo o boletim, o quadro clínico do paciente é estável.
Internação por pneumonia
Sarney estava internado desde domingo (13), após apresentar um quadro de infecção respiratória. Ele foi diagnosticado com pneumonia e permaneceu em tratamento na unidade hospitalar.
No primeiro boletim divulgado após a internação, a equipe médica informou que o ex-presidente estava em condição clínica estável, com a pressão arterial sob controle, respirava em ar ambiente e recebia tratamento com antimicrobianos venosos.
Na segunda-feira (14), o hospital informou que Sarney apresentava evolução clínica favorável, mas ainda não havia previsão de alta. Já na terça-feira (15), uma nova atualização apontou que o quadro permanecia estável e que a alta poderia ocorrer nos próximos dias.
Nas redes sociais, durante a internação, Sarney informou que realizava exames e tratamento para a pneumonia e agradeceu as manifestações de apoio recebidas.
“Meu estado de saúde é estável e sigo sob acompanhamento médico. Agradeço, com carinho, todas as mensagens, orações e manifestações de amizade que tenho recebido”, escreveu.
A pesquisa divulgada hoje pelo Instituto Datafolha, em que pese a reconhecida credibilidade do instituto, apresenta alguns números que chamam a atenção dos profissionais que acompanham pesquisas eleitorais.
No cenário estimulado para o Governo de Pernambuco, os percentuais divulgados somam 101%, ainda que isso possa ser explicado pelo arredondamento dos números. Mais do que isso, chama atenção o índice de apenas 2% de indecisos.
O dado contrasta de maneira significativa com a própria pesquisa espontânea do Datafolha, na qual 16% dos entrevistados ainda não sabem em quem votar.
Não se trata de questionar os dados apresentados pelo instituto ou sua credibilidade. É uma constatação técnica sobre números que, pela sua dimensão e pela diferença em relação ao cenário espontâneo, naturalmente despertam a atenção de quem acompanha pesquisas eleitorais em Pernambuco.
O Datafolha ouviu 1.204 eleitores entre os dias 22 e 24 de setembro, com margem de erro de três pontos percentuais e registro PE-08125/2026.
Os dois nomes dominantes na corrida pelo Planalto deste ano, Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT), continuam dividindo o eleitorado brasileiro quando o assunto é a ojeriza política que provocam. Declaram não votar de forma alguma no presidente 45%, ante 45% que dizem o mesmo do senador fluminense.
O padrão foi aferido pelo Datafolha ao longo de toda a disputa, e reafirmado na mais recente pesquisa do instituto, realizada com 2.002 eleitores de terça-feira (22) a esta quinta (24). A margem de erro é de dois pontos para mais ou menos. As informações são da Folha de S. Paulo.
Há uma semana, os rivais também estavam empatados em rejeição, cada um marcando 47%. Há duas, o placar era uma igualdade em 46%.
O dado desenha a polarização que tomou conta do cenário político brasileiro a partir da eleição e do governo do pai de Flávio, o hoje condenado por tentativa de golpe de Estado Jair Bolsonaro. As paixões de lado a lado, que de resto têm raiz no “nós contra eles” que dominou as eleições desde 1994, foram exacerbadas.
Isso torna ainda mais valiosos quaisquer votos que possam ser captados em quadrantes dos rivais na rabeira da corrida, entre indecisos e eleitores pendulares em suas opiniões.
Em termos de rejeição, entre os principais candidatos longe da liderança Renan Santos (Missão) marca 15%, Romeu Zema (Novo), 14%, Ronaldo Caiado (PSD), com 13%. Rui Costa Pimenta (PCO) e Samara (UP) vêm abaixo, com 9%. Augusto Cury (Avante) e Edmilson Costa (PCB) têm 8%.
A atual pesquisa captou na íntegra o efeito da principal bondade eleitoral do governo no período, o reajuste de 15% para quem recebe o Bolsa Família —ainda que o dinheiro só irá se materializar em outubro.
Também foi aferido o arrefecimento parcial da crise no Supremo/Master, que vinha fustigando mais o petismo apesar das relações diretas entre Flávio e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, a quem pediu dinheiro e chamava de “meu irmão”.
A revelação nesta quinta do voo do senador em jatinho do ex-dono do banco chegou quando os pesquisadores já concluíam seu trabalho.
Já o discurso de Lula na ONU, criticando interferência estrangeira no pleito, foi no primeiro dia da pesquisa, assim como a iniciativa de 15 países de classificar o PCC e o Comando Vermelho de terroristas, a contragosto do governo.
A Folha e a TV Globo encomendaram o levantamento, que está registrado na Justiça Eleitoral com o código BR-00304/2026.
O senador Humberto Costa (PT) foi homenageado durante a 6ª Jornada Metropolitana do Samu Recife, realizada no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda, em comemoração aos 25 anos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) Metropolitano. O reconhecimento destacou a participação do parlamentar na implantação do serviço no Recife, em 2001, quando era secretário municipal de Saúde, e na expansão do modelo para todo o país, a partir de 2003, durante sua gestão à frente do Ministério da Saúde. “Quando fui convidado pelo presidente Lula para ser ministro da Saúde, sugeri que levássemos o Samu para todo o país”, lembrou Humberto.
O evento reuniu médicos, enfermeiros, condutores, gestores e representantes de instituições parceiras. Ao comentar a homenagem, Humberto destacou a experiência de implantação do atendimento de urgência na capital pernambucana. “Implementamos o serviço na cidade e discutimos uma política pública de urgência e emergência no Recife. Desde o primeiro momento, teve muita aceitação da população”, afirmou. Segundo os dados apresentados na programação, o Samu atende atualmente cerca de 190 milhões de brasileiros em mais de 4,1 mil municípios.
A governadora Raquel Lyra (PSD) começou a usar o peso da máquina pública para punir ex-apoiadores que migraram para a base de apoio de João Campos (PSB), seu principal oponente na corrida ao Governo de Pernambuco. Nesta quinta-feira (24), ela exonerou Adilma Lacerda (PP), ex-vereadora e candidata a prefeita de Ipojuca apoiada por ela em 2024. A demissão ocorreu no dia seguinte à adesão de Adilma ao palanque adversário, movimento que rachou o bloco governista no município.
A exoneração, que não foi registrada como tendo ocorrido a pedido, também chamou atenção por ser retroativa a 1º de setembro. Significa que Adilma deve ficar sem o salário deste mês, mesmo tendo trabalhado ao longo de 23 dias. A liderança tinha um cargo de assessora especial de articulação e acompanhamento na Secretaria da Casa Civil, por indicação da ex-prefeita Célia Sales (PP) e do deputado Romero Sales Filho (PSD), líderes do grupo que governava Ipojuca até 2024.
O candidato ao Senado Túlio Gadêlha (Rede) confirmou que estará ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no ato político marcado para esta sexta-feira (25), no Recife. Em um vídeo postado em sua rede social, o parlamentar também reforçou o apoio à governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD).
Túlio estará ao lado do time LuQuel, grupo formado por eleitores e apoiadores da governadora Raquel Lyra que também defendem a reeleição do presidente Lula. Ele acompanhará o percurso da caminhada, reforçando a articulação política em torno da parceria entre Lula e Raquel.
“Eu estarei ao lado dele, onde sempre estive, inclusive nos momentos mais difíceis. Não sou de ocasião, nem preciso de coligação partidária para declarar o meu apoio ao presidente Lula”, afirmou.
Na fala, Túlio convocou apoiadores para participarem da mobilização e pediu que usem vermelho durante o ato. “É hora de fazer o L, vestir a camisa vermelha, dar essa força ao nosso presidente”, declarou.
O candidato também defendeu a união entre os grupos políticos ligados a Lula e Raquel em Pernambuco. “Por isso, caminho firme com Lula e com Raquel pelo bem de Pernambuco, pela nossa democracia. É hora de unir forças e não dividir”, afirmou.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (24) que “não cabe representação de miliciano” no Palácio do Planalto.
“Eu queria dizer primeiro dizer pra vocês que da mesma forma que o Brasil não cabe no quintal de ninguém, no Palácio do Planalto não cabe a representação de miliciano lá dentro. É importante ter claro o que está em jogo no dia 4 de outubro”, afirmou o petista. As informações são do g1.
Lula deu a declaração durante ato de campanha em São Gonçalo (RJ), acompanhado do candidato ao governo do estado Eduardo Paes (PSD).
Ele iniciou o discurso repetindo a fala sobre soberania que integrou seu discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), em Nova York, na terça-feira (22).
Na ocasão, o presidente afirmou que o Brasil “não cabe no quintal de ninguém”, em uma referência a investidas do governo dos Estados Unidos, chefiado por Donald Trump, com sanções econômicas e a inclusão de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas internacionais.
Na última terça-feira (22), reportagem revelou que senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, destinou uma emenda parlamentar de quase R$ 200 mil para um projeto esportivo a pedido de Robson Calixto, conhecido como Peixe, miliciano condenado por envolvimento na morte da vereadora Marielle Franco.
A emenda foi negociada em 2023 entre Peixe e Maria de Fátima Bezerra Castro, secretária parlamentar no gabinete de Flávio no Senado. Marielle e seu motorista Anderson Gomes foram mortos em 2018.
A Polícia Federal tem indícios de que o dinheiro da emenda foi desviado. As conversas sobre a emenda foram noticiadas primeiramente pelo jornal “O Estado de S. Paulo” e pela revista “Piauí”. Em maio, o jornal “O Globo” já havia revelado a existência da investigação.
A PF encontrou mensagens de WhatsApp trocadas entre Peixe e Maria de Fátima no celular do miliciano, apreendido quando ele passou a ser investigado pela morte de Marielle, em 2024. O g1 obteve os prints das conversas (veja aqui). Flávio Bolsonaro afirmou, por meio de sua assessoria, que “a emenda foi destinada dentro da legislação vigente”.
Peixe foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em fevereiro deste ano, a 9 anos de prisão e à perda do cargo de policial militar reformado.
Ele foi acusado de ser o elo entre os executores do assassinato e os mandantes, os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão — ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Rio e ex-deputado federal, respectivamente.
Eleição para o Congresso Sem citar nomes em seu discurso, o petista fez críticas à direita, e pediu que apoiadores votem, além dele, em candidatos da base aliada para cargos no Congresso.
“A gente não pode permitir que a direita faça maioria no Senado. Senão eles vão transformar esse país em um inferno. É importante vocês saberem disso”, afirmou.
Ele pediu, então, que o voto seja direcionado para pessoas que irão permitir que ele governe um quarto mandato.
“Essa gente de dia beija a bandeira do Brasil, e de noite a bandeira americana. Quer entregar nossas riquezas, queriam privatizar praias para resort de luxo. O que está em jogo é a democracia ou a barbárie”.
Crítica a bets O presidente Lula também voltou a criticar as apostas esportivas e afirmou que pretende “acabar” com o atual modelo das bets.
Lula relacionou as plataformas de apostas ao endividamento de brasileiros e disse que o governo pretende tomar medidas para restringir o setor.
“Se preparem que eu vou acabar com bets. Não é possível a sociedade endividada por causa de bet, as pessoas jogarem escondido”, declarou Lula durante uma caminhada na cidade. Na ocasião, o presidente lembrou da carta que recebeu dos clubes de futebol com críticas à possibilidade de novas restrições ao setor.
Segundo Lula, os times argumentam que mudanças nas regras ou o fim das apostas poderiam afetar as receitas dos clubes, que hoje mantêm contratos de patrocínio com empresas do segmento.
“Os times de futebol escreveram uma carta, assinada pelo Flamengo, pelo Corinthians. ‘Ah, se acabar com as bets, vai acabar com futebol’. Então, deixa eu falar para vocês uma coisa: o Flamengo foi campeão do mundo em 81, não tinha bet. O Corinthians foi campeão, não tinha bet.” afirmou o presidente. Lula também criticou a dependência financeira dos clubes em relação às empresas de apostas e afirmou que o custo do futebol não pode ser transferido aos torcedores.
“O que eu acho estranho é os times de futebol não compreenderem o papel do torcedor. Quem vai ao Maracanã ver o jogo? São as pessoas da periferia. Quem compra camisa do Flamengo para a mulher e para o filho? É o trabalhador assalariado. E, ainda, o time quer jogar nas costas do torcedor o pagamento do salário do jogador? Apostando em jogo? Para pagar 3 milhões para um jogador? Enquanto o povo ganha R$ 2,5 mil, R$ 3 mil, R$ 4 mil? É justo isso?” completou.
Reunião no Alvorada Na quarta-feira (23), em Brasília, Lula passou parte da manhã reunido com ministros para discutir medidas que podem ser adotadas pelo governo em relação às bets. Entre as possibilidades avaliadas estão novas restrições às apostas on-line e mudanças nas regras do setor.
Já na noite de quarta-feira (23), no Rio de Janeiro, durante um encontro com artistas, Lula voltou a prometer “acabar com as bets” e afirmou que os clubes de futebol terão de buscar outras formas de financiamento.
Na semana passada, alguns dos principais clubes de futebol do país divulgaram uma carta em defesa do mercado regulado de apostas no Brasil. O documento foi uma reação à possibilidade de o governo federal editar uma medida provisória para proibir jogos de cassino on-line.
A equipe de segurança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realizou, por volta das 12h desta quinta-feira (24), a vistoria técnica no trajeto do ato político agendado para a manhã de sexta-feira (25), no Centro do Recife. Paralelamente, a equipe de produção da campanha iniciou a montagem da estrutura e do trio elétrico no Marco Zero, ponto final da mobilização batizada de “Brasil Pronto pra Mais”.
A inspeção do trajeto serviu para alinhar os protocolos de segurança e a logística do evento com os órgãos de apoio locais. A concentração dos militantes e simpatizantes está marcada para às 8h de sexta-feira, nas imediações da Ponte 12 de Setembro (antiga Ponte Giratória) e do Cais de Santa Rita. A caminhada tem início previsto para às 10h, seguindo pelas vias do Bairro do Recife até a dispersão na praça do Marco Zero.
Durante a mobilização, Lula estará acompanhado pelo candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) e pelos candidatos ao Senado Marília Arraes (PDT) e Humberto Costa (PT), além da senadora Teresa Leitão (PT) e de postulantes às vagas proporcionais da Frente Popular.
A caminhada consolida-se como o principal compromisso de rua do presidente em solo pernambucano a nove dias do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro. A passagem pela capital encerra uma maratona de agendas políticas na Região Nordeste, sucedendo atividades de campanha cumpridas no Rio de Janeiro e em Alagoas.
Atendimentos serão realizados nos dias 26 e 27 de setembro em Agências da Previdência Social da região; agendamento deve ser feito pelo Meu INSS ou pela Central 135
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e o Ministério da Previdência Social (MPS) disponibilizaram 11.979 vagas de atendimento no Nordeste neste fim de semana, 26 e 27 de setembro, em Agências da Previdência Social (APS) distribuídas pela região. Do total, 9.654 vagas são destinadas à perícia médica e 2.325 à avaliação social, etapas necessárias à análise e concessão de benefícios que exigem esses procedimentos.
Para ser atendido, o cidadão precisa realizar o agendamento pelo site ou aplicativo Meu INSS ou pela Central Telefônica 135.
Para a realização de perícias médicas, são 9.654 vagas distribuídas em oito estados do Nordeste.
Na Bahia, são 2.137 vagas: APS Salvador – Brotas (638), APS Feira de Santana (293), APS Vitória da Conquista (275), APS Barreiras (140), APS Paulo Afonso (136), APS Irecê (210), APS Ribeira do Pombal (220) e APS Guanambi (225).
No Ceará, são 2.177 vagas: APS Fortaleza – Sul (200), APS Brejo Santo (200), APS Maracanaú (400), APS Sobral (432) e APS Fortaleza – Centro-Oeste (945).
Em Sergipe, estão disponíveis 1.538 vagas: APS Aracaju – Ivo do Prado (338) e APS Aracaju – Siqueira Campos (1.200).
Em Pernambuco, são 1.128 vagas: APS Caruaru (600), APS Recife – Encruzilhada (48), APS Serra Talhada (80), APS Águas Belas (60), APS Arcoverde (100) e APS Palmares (240).
No Maranhão, são 922 vagas: APS Bacabal (150), APS São Luís – Bom Menino (280), APS São José de Ribamar (240) e APS Pinheiro (252).
Na Paraíba, são 745 vagas: APS Sousa (25), APS Campina Grande – Tiradentes (360) e APS Campina Grande – Catolé (360).
Em Alagoas, estão disponíveis 705 vagas: APS Delmiro Gouveia (280) e APS Penedo (425).
No Piauí, são 302 vagas, todas na APS Picos.
Avaliação social
Para avaliação social, a oferta é de 2.325 vagas em oito estados da região.
O Ceará concentra 824 vagas: APS Crateús (100), APS Fortaleza – Centro-Oeste (216), APS Fortaleza – Parquelândia (252), APS Fortaleza – Sul (216) e APS Ubajara (40).
No Rio Grande do Norte, são 480 vagas: APS Mossoró (200), APS Natal – Centro (125), APS Natal – Nazaré (105) e APS Parnamirim (50).
Em Alagoas, são 380 vagas: APS Arapiraca (280), APS Maceió – Poço (60) e APS Maceió – Tabuleiro do Martins (40).
Na Bahia, estão disponíveis 200 vagas: APS Barreiras (60), APS Feira de Santana (80) e APS Itabuna (60).
Em Pernambuco, são 171 vagas: APS Recife – Corredor do Bispo (126) e APS Recife – Pina (45).
No Maranhão, são 110 vagas: APS Santa Rita (14), APS São Luís – Cohab (48), APS São Luís – Deodoro (28) e APS São Luís – Nazaré (20).
Na Paraíba, são 100 vagas, todas na APS João Pessoa – Tambauzinho.
No Piauí, são 60 vagas, na APS Teresina – Aeroporto.
Como agendar
O agendamento deve ser feito pelos canais oficiais do INSS. Pelo Meu INSS, disponível em site e aplicativo, o cidadão pode consultar os serviços e verificar as opções disponíveis. O atendimento também pode ser solicitado pela Central Telefônica 135.
O senador independente Bernie Sanders e 30 deputados democratas cobraram do governo Donald Trump explicações sobre ações dos Estados Unidos em relação ao Brasil que, segundo os congressistas, levantam preocupações sobre uma possível interferência na eleição presidencial brasileira de outubro.
Os temas apresentados ao Departamento de Estado vêm sendo discutidos há meses por organizações da sociedade civil brasileira em diálogo com instituições e interlocutores nos Estados Unidos e é um resultado de uma articulação que recebeu o apoio do CEPR (sigla em inglês para Centro de Pesquisa de Política Econômica) e Washington Brazil Office.
O documento foi uma iniciativa da deputada Delia Ramirez e tem como signatários Pramila Jayapal e Chuy Garcia. No documento enviado ao secretário de Estado, Marco Rubio, os parlamentares afirmam estar preocupados com o que descrevem como uma atuação coordenada da administração Trump para pressionar autoridades brasileiras e influenciar o ambiente político do país às vésperas da votação. As informações são da Folha de S. Paulo.
“As ações mais recentes da administração apontam para uma aparente tentativa de interferir e potencialmente minar as eleições gerais do Brasil em outubro”, diz um trecho da carta, que foi obtida com exclusividade pela Folha.
Revelado pela Folha, um relatório reservado da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) sobre “ameaças ao processo eleitoral de 2026” elevou a possibilidade de influência e interferência externa dos EUA nas eleições brasileiras a um “nível de criticidade”. Nesta quarta, a campanha do Lula acionou o STF (Supremo Tribunal Federal) e TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por possível interferência dos EUA nas eleições.
Entre os signatários estão integrantes de comissões importantes da Câmara. Por exemplo, Jayapal e Jonathan Jackson fazem parte da Comissão de Relações Exteriores, enquanto Greg Casar e Maxwell Frost integram a Comissão de Supervisão, responsável por fiscalizar a atuação do Executivo.
Caso os democratas conquistem a maioria da Câmara, nas eleições legislativas em novembro, integrantes dessas comissões poderiam ampliar a fiscalização da política do governo Trump para o Brasil por meio de audiências e investigações. Uma nova maioria também passaria a controlar as comissões da Casa e poderia buscar impor condições ao uso de recursos destinados a programas de política externa por meio do processo orçamentário.
Jayapal, em entrevista à Folha em agosto, já tinha declarado enxergar uma tentativa de Trump interferir na eleição do Brasil e avisado que democratas agiriam. Também integra a lista de signatários a democrata Alexandria Ocasio-Cortez, conhecida como AOC. Considerada ícone democrata dos EUA e um dos nomes cotados para concorrer à presidência em 2028, AOC esteve com Lula em uma viagem ao Brasil, em 2023.
Sanders, que também assina a carta, visitou o petista nesta semana às margens da Assembleia Geral da ONU. No encontro, Sanders perguntou sobre a possibilidade real de interferência nas eleições no Brasil. Segundo auxiliares, Lula teria dito que o governo está vigilante, mas que não acredita que haverá interferência.
O documento pede que o governo americano se comprometa explicitamente a respeitar o processo eleitoral brasileiro e a reconhecer o resultado certificado das urnas, independentemente de qual candidato seja escolhido pelos eleitores.
Os congressistas citam uma série de episódios ocorridos desde o início do segundo mandato de Trump e afirmam que as ações mais recentes apontam para uma “aparente tentativa de interferir” na eleição brasileira. Entre os casos mencionados estão sanções contra autoridades brasileiras, medidas comerciais adotadas pelos Estados Unidos e a relação do governo Trump com aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A carta destaca ainda o encontro entre Trump e o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, realizado na Casa Branca. O documento afirma que Flávio pediu durante a reunião que os Estados Unidos classificassem o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas estrangeiras. Dois dias depois, o Departamento de Estado anunciou a inclusão das duas facções na lista americana.
Os parlamentares dizem que a sequência dos acontecimentos reforçou preocupações no Brasil sobre as possíveis consequências da designação. A carta afirma que autoridades brasileiras temem que a classificação possa ser usada como fundamento para medidas extraterritoriais, como sanções ou outras punições financeiras, e menciona ainda receios relacionados ao uso da força pelos Estados Unidos na região.
O grupo também questiona uma tentativa de visita ao Brasil de integrantes do Departamento de Estado que, segundo reportagens citadas no documento, planejavam levantar dúvidas sobre a segurança do sistema eleitoral brasileiro. A delegação acabou impedida de entrar no país, e posteriormente o governo Trump revogou o visto da embaixadora brasileira em Washington. Os congressistas descrevem a medida como uma escalada incomum na relação entre os dois países.
Em nota divulgada em agosto, após a decisão de revogar o visto da embaixadora brasileira Maria Luiza Viotti, o Departamento de Estado afirmou que respeitaria a escolha feita pelo povo brasileiro por meio de eleições “livres e justas”. “Nós respeitamos e mantivemos relações com governos dos dois lados do espectro político brasileiro e tivemos relações muito bem-sucedidas com eles”, disse a pasta na ocasião.
Após o discurso do presidente Lula e Trump na Assembleia Geral da ONU, a Folha entrevistou uma porta-voz do Departamento de Estado, Amanda Roberson, que comentou sobre o receio da interferência americana nas eleições brasileiras. “Sabemos que o Brasil é um país independente e democrático. Quem vai ser o próximo presidente do Brasil é decisão dos brasileiros e vamos estar sempre trabalhando com o Brasil, independente de quem seja o próximo presidente. Queremos ver eleições livres e justas no Brasil, mas, no final, é decisão do povo brasileiro”, disse ela.
Além da questão eleitoral, a carta cobra explicações sobre a política de sanções adotada contra o Brasil. Os parlamentares pedem ao Departamento de Estado detalhes sobre os critérios usados para sancionar o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), sob a Lei Global Magnitsky, e sobre a metodologia utilizada pelo governo americano para analisar pedidos de sanções apresentados por estrangeiros.
Também querem saber quais foram os fundamentos para a designação de PCC e CV como organizações terroristas e qual foi a justificativa para a revogação do visto da representante diplomática brasileira nos Estados Unidos.
Na avaliação dos signatários, a atual postura de Washington contrasta com a adotada pelos Estados Unidos durante a eleição brasileira de 2022, quando o governo americano reconheceu rapidamente a vitória de Lula.
A carta também menciona o apoio americano às instituições brasileiras após os ataques de 8 de janeiro de 2023. Agora, porém, afirmam que Washington vive uma “realidade fundamentalmente diferente” e acusam o governo Trump de agir como um “agente de interferência e desestabilização”, por meio de pressão diplomática, econômica e política sobre o Brasil.
A carta diz ainda que o caso brasileiro faria parte de um “padrão mais amplo e profundamente preocupante de interferência” em processos eleitorais na América Latina, com risco de “erodir progressivamente a confiança” nas instituições democráticas da região. Os parlamentares deram ao Departamento de Estado prazo até 1º de outubro para responder às sete perguntas.
A menos de duas semanas da eleição, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) mantém a liderança na disputa pelo Governo de Minas Gerais com 40% das intenções de voto no primeiro turno, de acordo com nova pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (24).
Na sequência, aparecem os ex-prefeitos de Belo Horizonte Patrus Ananias (PT), com 15%, e Alexandre Kalil (PDT), com 9%.
O atual governador, Mateus Simões (PSD) e o empresário Flávio Roscoe (PL), ex-presidente da Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais) têm 5% cada um. As informações são da Folha de S. Paulo.
O ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte Gabriel Azevedo (MDB) marca 3%, e Túlio Lopes (PCB), 2%.
Ben Mendes (Missão), Rafael Duda (PSTU), Henrique Áreas (PCO) e Indira Xavier (UP) registram 1% cada um. Votos em branco e nulos somam 9%, e os indecisos são 10%.
A pesquisa ouviu 1.204 eleitores de Minas Gerais de terça (22) a quinta por meio de entrevistas face a face em pontos de fluxo populacional. A margem de erro máxima é de três pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%.
O levantamento foi encomendado por Folha e Globo e está registrado no sistema do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o código MG-07400/2026.
Em simulação de segundo turno, Cleitinho venceria qualquer um dos dois candidatos. O senador marcaria 60%, ante 23% de Patrus em eventual embate com o petista. Já contra Kalil, registraria 57% a 26%.
O senador registra intenção de voto mais alta entre eleitores do interior mineiro (44%) que entre os da região metropolitana (29%). Para ambos os segmentos, a margem de erro é de 4 pontos percentuais.
Já na análise por alinhamento político, Cleitinho lidera entre os bolsonaristas (59%, ante 9% de Flávio Roscoe) e entre os não alinhados (39%, contra 9% de Kalil). Entre os petistas, Patrus tem 32% (com Cleitinho a 24%). No caso do recorte por posicionamento, a margem é de 5 pontos para bolsonaristas, de 6 para não alinhados e de 4 para petistas.
Cleitinho também lidera na pesquisa espontânea, quando o nome do candidato não é apresentado previamente ao entrevistado. Por essa métrica, o senador marca 26%. Patrus tem 8%, Kalil, 3%, e Simões, 2%.
O ex-governador Romeu Zema (Novo), candidato à Presidência, aparece com 1%, assim como Flávio Roscoe. Eleitores que dizem votar no PT ou no candidato do PT somam 1%.
Outras respostas representam 7%; brancos e nulos, 6%. Indecisos são 46%.
Rejeição
O Datafolha também questionou os eleitores sobre os candidatos nos quais não votariam de jeito nenhum no primeiro turno. Nesse quesito, Patrus e Kalil aparecem com 32% e 24%, respectivamente.
Flávio Roscoe é rejeitado por 16%, enquanto Simões marca 15%, e Cleitinho, 14%.
Rejeitam Rafael Duda e Henrique Áreas 13%. Ben Mendes e Indira Xavier têm 12% cada um. Outros 11% não votariam em Gabriel, mesmo percentual dos que não apertariam o número de Túlio Lopes.
Votariam em qualquer um ou não rejeitam nenhum 4%, ao passo que 3% dizem rejeitar todos e não votar em ninguém. Não sabem 16%.
Avaliação de governo
O governo Simões é avaliado como regular por 43%, enquanto 20% consideram a gestão do atual governador boa ou ótima. Outros 16% a classificam como ruim ou péssima. Não sabem 21%.
No que tange à aprovação de governo, 41% dos eleitores afirmam aprovar o trabalho de Simões como governador, ao passo que 33% dizem desaprová-lo. Outros 26% não sabem.
Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (24) mostra Lula (PT) com 47% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro (PL) com 45% em um eventual segundo turno da eleição presidencial, mantendo o empate técnico registrado na semana passada.
Na pesquisa anterior, Lula tinha 46% e Flávio Bolsonaro, 44%. O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo. As informações são do g1.
O Datafolha também apresentou cenários de disputas de 2º turno entre Lula e Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (NOVO), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante).
Entre eleitores não alinhados nem ao petismo nem ao bolsonarismo, 39% votariam em Flávio Bolsonaro, e 34%, em Lula;
Na parcela que escolhe Cury no 1º turno, 35% migrariam para Flávio no 2º turno, e 33% optariam por Lula, com 30% indo para o voto em branco ou nulo;
Entre eleitores de Caiado, 50% escolheriam o candidato do PL, e 33% votariam no atual presidente;
No eleitorado de Renan Santos, 54% preferem Flávio no 2º turno, 14% optariam por Lula, e 33% votariam em branco ou nulo nessa disputa;
As margens de erro para esse eleitorado são mais altas (10, 11 e 13 pontos, respectivamente) devido ao universo menor de respondentes.
Veja, abaixo, os números das simulações de 2º turno:
Lula x Flávio Bolsonaro
Lula (PT): 47% (eram 46%)
Flávio Bolsonaro (PL): 45% (eram 44%)
Em branco/nulo/nenhum: 7% (eram 8%)
Indecisos: 1% (era 1%)
Lula x Ronaldo Caiado
Lula (PT): 46% (eram 46%)
Ronaldo Caiado (PSD): 44% (eram 42%)
Em branco/nulo/nenhum: 9% (eram 10%)
Indecisos: 1% (eram 2%)
Lula x Romeu Zema
Lula (PT): 48% (eram 49%)
Romeu Zema (Novo): 39% (eram 39%)
Em branco/nulo/nenhum: 11% (eram 11%)
Indecisos: 1% (eram 2%)
Lula x Renan Santos
Lula (PT): 48% (eram 47%)
Renan Santos (Missão): 39% (eram 38%)
Em branco/nulo/nenhum: 12% (eram 13%)
Indecisos: 2% (eram 2%)
Lula x Augusto Cury
Lula (PT): 46% (eram 44%)
Augusto Cury (Avante): 43% (eram 43%)
Em branco/nulo/nenhum: 9% (eram 10%)
Indecisos: 1% (era 1%)
O Datafolha ouviu 2.002 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 22 e 23 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é BR-00304/2026.
Definição do voto
O Datafolha mostra também que 80% dos eleitores estão totalmente decididos sobre a escolha do candidato a presidente, e que 20% ainda podem mudar o voto.
Entre os eleitores de Lula, 87% estão totalmente decididos. Esse índice é de 85% entre os eleitores de Flávio.
Índice de rejeição dos candidatos
O Datafolha perguntou aos eleitores em quem eles não votariam de jeito nenhum no 1º turno. Os números:
Lula (PT): 45% (eram 47%)
Flávio Bolsonaro (PL): 45% (eram 47%)
Renan Santos (Missão): 15% (eram 15%)
Romeu Zema (Novo): 14% (eram 14%)
Ronaldo Caiado (PSD): 13% (eram 13%)
Rui Costa Pimenta (PCO): 9% (eram 11%)
Samara Martins (UP): 9% (eram 10%)
Escritor Augusto Cury (Avante): 8% (eram 9%)
Edmilson Costa (PCB): 8% (eram 10%)
Hertz Dias (PSTU): 7% (eram 7%)
Leonardo Avalanche (PRTB): 7% (não estava na pesquisa anterior)
Clariana Barão (DC): 7% (eram 7%)
Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 5% (eram 6%)
Votaria em qualquer um/não rejeita nenhum: 2% (era 2%)
Rejeita todos/não votaria em nenhum: 1% (era 2%)
Não sabe: 3% (eram 2%)
Disputa de 1º turno
Veja abaixo os números da pesquisa estimulada, em que o Datafolha mostra aos eleitores os nomes dos candidatos. Entre parênteses, o resultado da pesquisa anterior.
Lula (PT): 40% (eram 39%)
Flávio Bolsonaro (PL): 36% (eram 36%)
Escritor Augusto Cury (Avante): 5% (eram 6%)
Ronaldo Caiado (PSD): 4% (eram 4%)
Renan Santos (Missão): 3% (eram 3%)
Romeu Zema (Novo): 1% (eram 2%)
Samara Martins (UP): 1% (era 1%)
Edmilson Costa (PCB): 0 (era zero)
Rui Costa Pimenta (PCO): 0 (era 1%)
Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 0 (era zero)
Leonardo Avalanche (PRTB): 0 (não estava na pesquisa anterior)
Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (24) mostra que Celina Leão (PP) lidera disputa ao governo do Distrito Federal, no cenário sem a presença de José Roberto Arruda (PSD).
A atual governadora tem 42% das intenções de voto. Em seguida, Leandro Grass (PT) apresenta 23% das menções.
Arruda teve o registro de candidatura rejeitado nesta quinta pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) devido a condenações por improbidade no caso da operação Caixa de Pandora. As informações são da Folha de S. Paulo.
Na pesquisa anterior ao governo do DF, divulgada em 11 de setembro, Celina tinha 45% das intenções contra 19% de Grass, ainda no cenário sem Arruda.
O levantamento atual também mostra Paula Belmonte (PSDB) com 7% das intenções. Na sequência, Cappelli (PSB) tem 5% e Professora Samara Mineiro (UP) apresenta 2%. Já Professor Robson Raymundo (PSTU) e Kiko Caputo (Novo) têm 1% cada. Os demais candidatos não pontuaram.
Ainda há 11% dos eleitores que pretendem votar em branco ou nulo, enquanto 6% estão indecisos.
A pesquisa também avaliou o cenário com o agora impedido Arruda, que teve 18% das intenções. Celina (37%) ainda lidera quando o oponente do PSD é apresentado ao eleitor, enquanto Grass tem 21%.
A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O instituto ouviu 910 eleitores de todas as regiões do Distrito Federal de terça-feira (22) a esta quinta-feira (24). O levantamento está registrado com os códigos DF-01888/2026 e BR-06769/2026 no TSE e foi encomendado pela Folha e TV Globo.
A pesquisa também mostra Michelle Bolsonaro (PL) e Leila do Vôlei (19%) à frente na disputa pelas duas vagas ao Senado pelo DF. Na sequência, Bia Kicis (PL) e Erika Kokay (PT) têm 15% cada.
2º turno
O Datafolha simulou três cenários de segundo turno na disputa pelo governo do Distrito Federal. Dois deles contam com o agora impedido José Roberto Arruda.
Celina apresenta 53% das intenções no embate contra Grass (34%). Na pesquisa anterior, a governadora apresentava 56%, enquanto o Grass teve 30% das menções.
Celina ainda foi de 51% para 48% das intenções na disputa contra Arruda, enquanto o ex-governador variou de 34% para 35%.
Arruda apresenta 43% das menções contra Grass (36%). O candidato do PSD teve 46% e o petista marcou 34% na pesquisa anterior.
Candidato à reeleição, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), tem 50% das intenções de votos totais e lidera a disputa contra Fernando Haddad (PT), com 30%, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (24).
O resultado da pesquisa indica que Tarcísio pode ser reeleito no primeiro turno, já que tem mais de metade dos votos válidos (56%), que excluem brancos e nulos, contra 34% de Haddad. As informações são da Folha de S. Paulo.
Em caso de segundo turno entre o governador e o petista, o levantamento mostra que Tarcísio também sairia vitorioso, por 55% a 36%.
O levantamento mostra que os candidatos Carlos Machado (PCB), Policial Edjane (Agir), Vera Lúcia (PSTU) e Vivian Mendes (UP) apresentam 2% de intenção de votos cada, enquanto Izadora Dias (PCO) tem 1%. A candidata do Agir ainda consta na pesquisa porque o seu nome foi incluído no formulário antes que o TSE indeferisse a sua candidatura, na semana passada.
Brancos, nulos e entrevistad os que disseram que não votarão em ninguém somaram 8%, e 3% dos eleitores se declararam indecisos.
O Datafolha ouviu 1.610 eleitores em 65 cidades paulistas de 22 a 24 de setembro. A margem de erro geral é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o índice de confiança, de 95%. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob os números SP-03730/2026 e BR-09355/2026 e foi contratada pela Folha e pela TV Globo.
A última pesquisa do instituto, divulgada em 11 de setembro, mostrava Tarcísio na liderança com 49% das intenções de voto no primeiro turno, diante de 29% de Haddad.
Na pesquisa espontânea, quando o instituto não apresenta os nomes dos candidatos aos entrevistados, 33% declararam voto em Tarcísio, diante de 19% que disseram votar em Haddad. Os indecisos representam 35%, enquanto 7% dizem que votarão em branco, nulo ou em nenhum. As respostas “o atual governador” e “vota no PT/candidato do PT” receberam 1% cada, e 3% mencionaram outras respostas.
Haddad é o candidato mais rejeitado, com 45% dos eleitores afirmando que não votariam de jeito nenhum nele, seguido por Tarcísio (29%). Entre os eleitores, 3% disseram que não rejeitam ninguém, mesmo percentual de quem disse que não votaria em nenhum dos nomes, e 6% não souberam responder.
A pouco mais de uma semana da votação, 71% dos eleitores paulistas se disseram decididos sobre seus votos. Outros 29% afirmaram que ainda podem mudar de opinião.
O governo Tarcísio é aprovado por 64% dos eleitores e rejeitado por 31% — 6% não souberam responder se aprovam ou desaprovam o trabalho do governador.
A avaliação de 46% dos entrevistados é a de que Tarcísio faz um trabalho ótimo ou bom, enquanto 30% o classificam como regular, 21% disseram achar ruim ou péssimo e 3% não souberam responder.
O governador, apesar do apoio a Flávio Bolsonaro (PL), tem cumprido poucas agendas públicas com o presidenciável desde o início da campanha. Um de seus maiores cabos eleitorais tem sido o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), que busca ampliar a votação de Tarcísio na capital — em 2022, Haddad recebeu a maioria dos votos na cidade no segundo turno.
Embora derrotado por Tarcísio há quatro anos, Haddad candidatou-se novamente nesta eleição a pedido do presidente Lula (PT), que precisava de um palanque forte no estado, onde se concentra o maior eleitorado do país.