“A ex-deputada e pré-candidata ao Senado Marília Arraes (PDT) afirmou que as divergências do passado com seus atuais colegas de chapa foram superadas. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, ela relembrou atritos com o ex-prefeito João Campos (PSB), adversário no pleito do Recife em 2020, e com o senador Humberto Costa, com quem travou disputas internas no período em que esteve filiada ao PT. Marília também citou a conversa que teve recentemente com a governadora Raquel Lyra (PSD), da qual surgiram especulações de que ela poderia ir para o palanque do governo, antes de fechar com o primo João Campos.”
“Em relação a esse encontro com a governadora Raquel Lyra, conversas fazem parte do diálogo político. Não considero que eu tenha nenhum inimigo na política, de maneira alguma. Mas funciona assim: qualquer conversa que é feita comigo deixa bem claro de que lado estou, o que defendo e o que pretendo fazer”, resumiu, sobre o encontro com a governadora, da qual foi adversária no pleito de 22.
Leia mais“Essa aliança sempre foi construída ao lado de João Campos, porque ele ideologicamente está do mesmo lado que eu. Diferente da governadora Raquel Lyra, que prefere focar em assuntos que não são prioridade para a democracia, para o Brasil, de ter uma aliança com pessoas que defendem impeachment de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), que defenderam a tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023. Com esse tipo de gente eu não posso me misturar. Mas não significa que a gente não trave um diálogo por Pernambuco, que a gente não possa tentar construir o melhor para o Brasil. Se ela quiser declarar apoio ao presidente Lula (PT), acho importantíssimo. No momento de disputa que a gente está vivendo no país, de polarização, quanto mais apoio para o presidente Lula, melhor”, reforçou Marília.
Sobre a aliança com o primo, ela enfatizou que “não significa que há 100% de convergências”, mas que ambos têm “a maturidade de passar por cima de eventuais divergências e priorizar as convergências”. “Houve alguns desentendimentos de natureza política, não diretamente com o ex-prefeito, mas com o conjunto de que ele fazia parte na época, em relação a posicionamentos políticos e ideológicos. Foi sempre essa a nossa questão e discussão. Hoje o PSB e João Campos são uma base importantíssima de apoio ao presidente Lula e à democracia. E o nosso diálogo começou num momento extremamente crítico da política nacional, que foi em 2022, quando a gente estava vivendo o embate de Lula e Bolsonaro. A gente precisou se unir para garantir que um governo popular e que defendesse a democracia fosse eleito no Brasil. A gente teve embates políticos, o que é natural, e houve uma convergência”, relatou Marília.
Por fim, a pré-candidata esclareceu que as diferenças com Humberto Costa foram “internas e obviamente superadas”. “É essencial que Humberto esteja no Senado. Ninguém tem dúvida da firmeza de seus posicionamentos, assim como o Brasil não tem dúvida de que lado me posiciono, de que lado eu estou. Então não tem por que nós não estarmos juntos nisso. O projeto é muito maior, vai muito além de divergências pontuais ou do passado. A gente tem que olhar para o futuro do país, para a democracia, para o Brasil que a gente quer entregar para os nossos filhos”, finalizou.
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