Traições enfraquecem a Frente Popular e fortalecem Raquel
A aproximação de prefeitos eleitos pela Frente Popular com a base da governadora Raquel Lyra (PSD) tem provocado rupturas políticas e alimentado o discurso de traição entre antigos aliados. Os casos mais recentes são os de Diego Cabral, de Camaragibe, e Dió Filho, de Riacho das Almas, ambos acusados pelo ex-ministro e presidente estadual do Republicanos, Silvio Costa Filho, de abandonar o grupo que os elegeu em troca do alinhamento com o Palácio do Campo das Princesas.
Em Camaragibe, a ruptura foi pública. Diego Cabral, eleito com o apoio decisivo do Republicanos e do PSB, deixou o partido de Silvio Costa Filho, filiou-se ao PSD e passou a apoiar o projeto de reeleição de Raquel Lyra. Nos bastidores, o rompimento ocorreu após o prefeito descumprir o compromisso de apoiar a reeleição de Silvio para a Câmara. Como já publicado por este Blog, por pressão da governadora, o gestor irá apoiar a candidatura de Daniel Coelho (PSD).
Nos bastidores, a palavra de Diego Cabral passou a ser tratada como “dinheiro falso”: circula bastante, mas não tem valor real na hora de pagar a dívida. Já no caso de Dió Filho, Silvio afirmou que a governadora “tem mágoa dele”. “Ela não conseguiu me comprar com orçamento e cargos. Então, foi atrás daqueles que eram meus aliados”, declarou o ministro em entrevista recente. Como deputado, inicialmente, e depois ministro, Silvio alavancou recursos federais para as duas gestões. Mas foi pago com traição.
Leia maisOs dois casos se somam aos de Miruca, em Água Preta; Zé Martins, em João Alfredo; e Carol Jordão, em Ribeirão. Eleitos pelo PSB e beneficiados pela força eleitoral da Frente Popular, todos hoje integram a base política de Raquel Lyra. As mudanças são consideradas baixas para o projeto político de João Campos (PSB). Para adversários da governadora, o movimento não ocorre por acaso: a adesão de prefeitos seria estimulada pela estrutura do Governo do Estado, com a perspectiva de liberação de investimentos, convênios, cargos e outras vantagens políticas em troca do apoio ao projeto de reeleição de Raquel.
Empresa de Raquel na mira Ministério da Justiça – A Secretaria Nacional do Consumidor, vinculada ao Ministério da Justiça, investiga a Logo Caruaruense, empresa da família da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), após denúncia sobre ausência de vistorias técnicas exigidas e sucateamento dos ônibus. O caso foi revelado pelo portal Metrópoles. Após as reportagens, a Logo Caruaruense anunciou o encerramento das atividades. A Senacon instaurou averiguação preliminar para apurar o caso. Na notificação à empresa, a Senacon apontou que “há relatos consistentes de irregularidades na execução do serviço, as quais podem caracterizar infração às disposições do Código de Defesa do Consumidor, especialmente aos arts. 6º, 20 e 22 da Lei nº 8.078/1990”. A Senacon também solicitou dados sobre as vistorias técnicas, fiscalizações ou inspeções realizadas na frota nos últimos anos em operação, com apresentação de relatórios, laudos e registros.
Maratona de convenções começa na segunda – Os partidos iniciam, na próxima segunda-feira (20), a maratona de convenções para oficializar as candidaturas que disputarão as eleições de outubro em Pernambuco. A federação composta por PT, PV e PCdoB abre o calendário, às 14h, no Hotel Jangadeiro, no Recife, quando deverá homologar a candidatura do senador Humberto Costa à reeleição. Na terça-feira (21), o Novo lança Carlos Sant’Anna ao Senado e o Republicanos formaliza Carlos Costa como vice na chapa de João Campos (PSB). O MDB marcou sua convenção para o dia 25, enquanto PSB, PSD, PL, União Progressista e a federação PSOL/Rede preparam os encontros para o início de agosto.
Bispo nega crítica a João e elogia gestão do Recife – O arcebispo emérito de Maceió, Dom Antônio Muniz Fernandes, afirmou que foram desvirtuadas as declarações dirigidas a João Campos (PSB) durante a celebração de Nossa Senhora do Carmo. Segundo o religioso, as palavras foram pronunciadas “em tom de bom humor e fraternidade” e não representaram crítica à Prefeitura do Recife. Dom Antônio elogiou a postura “respeitosa e colaborativa” da gestão municipal na requalificação da Basílica do Carmo e ressaltou a relação de diálogo entre a Prefeitura, a Arquidiocese e a Ordem Carmelita.
Miguel acompanha Raquel em congresso da Assembleia de Deus – Em meio às articulações para a formação da chapa governista, o presidente estadual do União Brasil e pré-candidato ao Senado, Miguel Coelho, participou, ao lado da governadora Raquel Lyra (PSD), do 22º Congresso de Mulheres da Assembleia de Deus em Pernambuco, realizado no Templo Central da denominação, em Abreu e Lima. Também estiveram presentes a vice-governadora Priscila Krause (PSD) e o presidente estadual do Podemos, Marcelo Gouveia.

João apresenta propostas à CDL – Em encontro com dirigentes da CDL Recife, o pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), afirmou que, se eleito, fará do Estado um agente da reabilitação do Centro da capital. Ao defender investimentos estaduais em moradia e recuperação urbana, criticou a gestão da governadora Raquel Lyra (PSD): “A Prefeitura fez a parte dela. O Estado pode ser um construtor disso”, afirmou. João também defendeu maior integração entre os municípios da Região Metropolitana e disse que a participação do Governo pode acelerar as intervenções na área central do Recife.
CURTAS
Moraes endurece restrições a Bolsonaro – O ministro Alexandre de Moraes manteve a prisão domiciliar humanitária do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas ampliou as restrições após concluir que ele descumpriu medidas cautelares ao produzir uma carta de apoio à pré-candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Entre as novas determinações, estão a suspensão de visitas sociais por 30 dias e a proibição, até o fim das eleições de 2026, de manifestações e visitas com finalidade político-eleitoral.
Lula promete “guerra da verdade” contra Trump – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que responderá ao novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos com uma “guerra da narrativa” e da verdade. Segundo ele, o Brasil demonstrará ao mundo quem tem razão na disputa comercial e não aceitará “desaforo” do governo de Donald Trump.
R$ 95 mi com segurança de presidenciáveis – A Polícia Federal estima gastar cerca de R$ 95 milhões na segurança dos candidatos à Presidência da República durante as eleições de 2026. O esquema começa após a homologação das candidaturas e poderá mobilizar até 458 servidores. A equipe de Flávio Bolsonaro informou que o senador manterá a segurança da Polícia do Senado e dispensará o serviço da PF.
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