A oposição ao governo no Congresso Nacional tem feito nos últimos dias uma ofensiva que mira o desfile da Acadêmicos de Niterói em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), realizado no último domingo (15).
Integrantes do grupo anunciaram iniciativas na PGR (Procuradoria-Geral da República) por intolerância religiosa e questionamento no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por propaganda eleitoral antecipada.
A Corte Eleitoral já tem processo aberto que apura a configuração de propaganda eleitoral antecipada na apresentação. Na semana passada, o TSE rejeitou um pedido de liminar que tentava barrar o desfile. As informações são da CNN.
Passada a homenagem, os partidos que moveram a ação podem pedir à relatora da ação no TSE, ministra Estela Aranha, a inclusão de novas provas no processo. Como a CNN mostrou, o PL articula pedir a abertura das contas da escola de samba.
Vice-líder do PL e da oposição, o deputado Zé Trovão (SC) encaminhou requerimento à Justiça Eleitoral pedindo informações sobre a “possível configuração de propaganda eleitoral antecipada e eventual abuso de poder político e econômico” no desfile.
Intitulado “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, o desfile da Acadêmicos de Niterói contou a história do presidente Lula desde a saída de Garanhuns, no agreste de Pernambuco, sua ida para São Paulo com a família, os tempos de líder sindical e sua chegada ao Palácio do Planalto.
O desfile ressaltou “marcas” eleitorais das gestões petistas e deu ênfase às bandeiras escolhidas pelo governo na campanha pela reeleição. O desfile, que contou com críticas aos opositores do petista, teve uma ala chamada “neoconservadores em conserva”.
Uma das alas da escola retratou “neoconservadores em conserva”, mostrando “um grupo que atua fortemente em oposição a Lula, votando contra a maioria das pautas defendidas por ele”, conforme a justificativa oficial da escola.
Em meio às críticas à escolha do tema da ala, a oposição aderiu a uma nova “trend” nas redes sociais. Deputados e senadores passaram a publicar imagens da própria família estampada em latas de alimentos em conserva.
Na quarta-feira (18), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) disse que deve entrar com uma representação no MPRJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) contra Wallace Palhares, presidente da escola de samba Acadêmicos de Niterói, por intolerância religiosa.
Como mostrou a CNN, a oposição apostou em diferentes frentes em uma ofensiva jurídica ao desfile. As iniciativas citam possíveis casos de propaganda antecipada, abuso de poder político e econômico, uso indevido de recursos públicos e até alegações de preconceito religioso contra evangélicos retratados no enredo.
O PL (Partido Liberal), por exemplo, anunciou que deve protocolar uma ação de investigação judicial eleitoral para apurar eventual propaganda antecipada, abuso de meios de comunicação e uso indevido de recursos públicos.
O desfile ainda rendeu a reação das frentes parlamentares Católica e Evangélica no Congresso Nacional. Essa última anunciou que deve acionar a PGR (Procuradoria-Geral da República) e o Judiciário para a “responsabilização cível e criminal dos envolvidos”.
O PT, Lula e aliados caíram de pau na oposição quando tomaram conhecimento dos recursos para cancelar o desfile da Acadêmicos de Niterói em homenagem ao presidente e também a tentativa de deixar o petista inelegível. Lá atrás, entretanto, quando perseguia o PSDB na mesma condição de oposição, o PT já agiu do mesmo jeito. Haja cinismo ou cara de pau!
Se não, vejamos: há 20 anos, em fevereiro de 2006, o então líder da bancada dos vereadores do PT em São Paulo, Arselino Tatto, apresentou ao TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) uma ação popular com um pedido de liminar. O objetivo era impedir que a escola de samba Leandro de Itaquera, da zona leste da cidade, desfilasse com um carro que homenagearia o atual vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), que à época era governador de São Paulo pelo PSDB, e o tucano José Serra, que era o prefeito da capital.
Ambos eram possíveis candidatos do PSDB à presidência na eleição de 2006. Bonecos gigantes dos dois políticos iriam compor um dos carros alegóricos da agremiação cujo presidente, Leandro Alves Martins, já havia sido candidato derrotado do PSDB a vereador em 2004.
O enredo abordaria uma das principais vitrines eleitorais de Alckmin — as obras de rebaixamento da calha do Tietê. O rio já havia sido tema da Leandro nos anos 1990, mas a escola resolveu fazer uma repetição com “roupagem” diferenciada.
Em sua ação judicial, Tatto alegou que a homenagem configuraria “promoção pessoal de políticos e autoridades”. O pedido de liminar foi negado pela juíza Márcia Cardoso, da 11ª Vara da Fazenda Pública. A magistrada argumentou que a alegação estava amparada em presunções e não poderia “se sobrepor ao princípio de liberdade de expressão artística”.
No dia do desfile, os bonecos gigantes de Alckmin e Serra vieram logo atrás de um carro que representava a parada do orgulho gay. A Leandro de Itaquera foi rebaixada naquele ano.
O desfile voltou a ser alvo do PT meses depois após a Folha de São Paulo revelar que o banco estadual Nossa Caixa havia pago R$ 1,5 milhão à Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo, a título de patrocínio. Esse gasto havia superado o investimento de R$ 1,2 milhão com a campanha publicitária para divulgar os resultados do banco em 2005.
Cem funcionários da Nossa Caixa teriam desfilado no Carnaval com fantasias doadas pela Leandro de Itaquera. Na passarela, eles ajudaram a engrossar o coro do samba-enredo sobre as obras do rio Tietê realizadas por Alckmin.
A VERSÃO DO PT – Procurado ontem para tratar do assunto, o ex-vereador Arselino Tatto afirmou que as situações de 2006 e deste ano são diferentes. Segundo ele, no caso da Leandro de Itaquera ocorreu o envolvimento direto de tucanos nas escolhas da escola de samba, enquanto no caso da Acadêmicos de Niterói não houve qualquer interferência do governo federal ou de Lula nas decisões da agremiação. “O Lula procurou a CGU [Controladoria-Geral da União], foi perguntar, se informou direitinho. O partido estava discutindo os prós e contras, e a partir do momento em que tivemos uma garantia jurídica de que estava tudo bem, ok, e foi bonito”, disse Tatto.
Preconceito religioso – A Secção do Rio de Janeiro da Ordem dos Advogados do Brasil afirmou em nota, ontem, que o desfile da Acadêmicos de Niterói em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “configurou prática de preconceito religioso dirigido aos cristãos”. “A liberdade religiosa, consagrada como direito fundamental, constitui pilar essencial do Estado Democrático de Direito. Qualquer conduta que implique intolerância ou discriminação religiosa representa afronta direta à ordem constitucional e aos compromissos internacionais assumidos pelo país”, afirma a nota.
Quase 4 milhões de foliões – Cerca de 3,7 milhões de foliões marcaram presença no Carnaval do Recife este ano. Este foi um dos números apresentados pela Prefeitura no balanço geral da folia, ontem, no Paço do Frevo. Conforme os dados apresentados, R$ 2,8 bilhões foram injetados na economia local, gerando 60 mil empregos temporários. Durante a apresentação, a Prefeitura da Cidade do Recife destacou que houve uma ocupação da rede hoteleira de 97%, com 502.205 passageiros utilizando o Aeroporto dos Guararapes.
Festa agradou em cheio – Sobre a estrutura da festa, mais de três mil atrações se apresentaram nos 50 polos de folia. Conforme a PCR, 98% dos artistas são pernambucanos. O balanço apresentado trouxe a informação que mais de 250 agremiações desfilaram pelas ruas e avenidas da cidade. O levantamento aponta que 99% dos foliões avaliaram a folia do Recife como altamente satisfatório, enquanto 95% afirmaram que a festa superou as expectativas. Segundo os dados, 98,4% dos entrevistados disseram que pretendem retornar no próximo ano e recomendariam o evento a amigos e familiares.
Sonolento e abatido – O vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) publicou, ontem, um post no Instagram no qual detalha o estado de saúde e a rotina de visitas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão no Complexo Penitenciário da Papuda. Após a visita, o parlamentar descreveu o pai como “sonolento e abatido”. Durante a visita, o vereador relatou ter organizado itens pessoais permitidos na cela, como livros e utensílios de plástico, além das marmitas enviadas pela ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro. Segundo Carlos, as refeições são acompanhadas por mensagens de incentivo, que classificou como “pequenos gestos que mantém a dignidade em meio ao absurdo”.
CURTAS
MULHER – Segundo o prefeito João Campos, durante os dias de folia, a Central da Mulher registrou mais de 8 mil visitas. A campanha educativa distribuiu 183.300 leques informativos e 26 mil manuais “Como não ser um Babaca no Carnaval”, reforçando o combate ao assédio. O Centro Marta Almeida foi ativado como polo de acolhimento, orientação e prevenção, fortalecendo a rede de proteção. Além disso, 19.034 crianças receberam pulseiras de identificação para evitar desaparecimentos.
CONTA DE R$ 5 BI – Augusto Lima passou o mês de fevereiro tentando desesperadamente se livrar da liquidação do seu banco Pleno (ex-Voiter), decretada hoje pelo BC. Tentou vender ativos. Não foi suficiente. Foi ao FGC, mas nada conseguiu ali. O ex-sócio principal de Daniel Vorcaro no Master, que ganhou estatura no mundo financeiro a partir de boas relações com o governo da Bahia, nos tempos de Rui Costa, vai deixar uma conta de cerca de R$ 5 bilhões para o FGC honrar, de acordo com quem acompanha de perto seus negócios.
PEDIDO – O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, solicitou à Polícia Federal (PF) que seja ouvido novamente no âmbito das investigações relacionadas ao caso Master. Segundo a defesa, o pedido foi feito ainda em 30 de dezembro de 2025, após audiência realizada no Supremo Tribunal Federal. Em nota, o advogado Cleber Lopes afirmou que a iniciativa não tem relação com eventual acordo de colaboração premiada.
Perguntar não ofende: Lula viajou e deixou o pepino do desfile nas mãos de Alckmin?
A candidatura do ex-vereador Ivan Moraes será defendida pelo Psol nas conversas com a Rede Sustentabilidade, que lançou Alfredo Gomes na disputa pelo Governo de Pernambuco, nesta quarta-feira (18). No entanto, o próprio Ivan se diz disposto a dialogar para tentar um consenso pela boa relação com o reitor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). A Rede também apresentou o ex-deputado Paulo Rubem Santiago como postulante ao Senado, enquanto o Psol já tem a vereadora Jô Cavalcanti na disputa. As informações são do Blog Dantas Barreto.
“A gente espera que haja um consenso, uma composição, mas que a Rede e o deputado Túlio Gadêlha me apoiem para governador. Agora, eles têm o direito de lançar um pré-candidato. O reitor Alfredo tem feito um belo trabalho na UFPE e Paulo Rubem é uma referência histórica para todo mundo que caminha no campo progressista. Tenho certeza que, em muito breve, chegaremos a um acordo programático, a partir do que já se vem construindo. Gosto do diálogo e conto muito com o apoio de todos eles, além do deputado Túlio Gadêlha, à nossa candidatura”, disse Ivan Moraes ao Blog Dantas Barreto.
O presidente da Federação Rede-Psol em Pernambuco, Jerônimo Galvão, observou que os partidos têm autonomia para apresentar pré-candidaturas e que esse assunto será tratado através do Consenso Progressivo, que é o instrumento interno dos dois partidos. “Enquanto Psol, vamos defender o nome de Ivan Moraes. Caso não haja consenso, a decisão será no voto e o Psol tem a maioria”, antecipou o dirigente. “Nosso trabalho é para que todos permaneçam juntos, mas vai depender do processo de negociação”, acrescentou Galvão.
Apesar de Alfredo Gomes ter dito que haverá nova rodada de conversa entre os pré-candidatos e dirigentes da Rede e do Psol, na próxima segunda-feira, Jerônimo Galvão contou que ainda não houve contato nesse sentido.
Políticos bolsonaristas e da direita comemoraram a queda da Acadêmicos de Niterói, que homenageou Lula na Sapucaí. A escola volta para o grupo de acesso.
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) citou fantasia de “família em conserva”. O pré-candidato à Presidência disse que “quem ataca a família, não merece aplauso”. A crítica é uma referência a uma das alas formada por integrantes vestidos de lata. O rótulo exibia a imagem de um casal hétero com duas crianças, que seriam os filhos, e a frase “família em conserva”.
Segundo o filho de Jair Bolsonaro, “o próximo rebaixamento vai ser do Lula”. O atual presidente deve tentar à reeleição este ano e deve ser o principal adversário do senador na corrida eleitoral.
DOS PROJETOS DE DEUS NÃO SE ZOMBA!
Lula é sempre uma ideia ruim, seja para governar o País, seja para um samba enredo. Nunca nos esqueçamos: família é algo sagrado. Depois dessa escola, o próximo rebaixamento vai ser do Lula e do PT. pic.twitter.com/inLJFP6Pnw
Rebaixamento da escola demonstra como Lula está “afundando o Brasil”, disse Nikolas Ferreira (PL-MG). A homenagem, para o deputado federal, foi “muito bem adequada”.
A escola foi rebaixada demonstrando como o Lula está afundando o Brasil. Isto sim foi uma homenagem muito bem adequada. pic.twitter.com/CgiiLt8dKU
Romeu Zema (Novo) ironizou e disse ter ficado “muito triste com uma notícia dessas”. O governador de Minas Gerais afirmou ainda que a queda da escola é a “primeira derrota do PT em 2026”. “Deixe sua risada”, escreveu o deputado estadual Gil Diniz (PL-SP).
Deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) ironizou a escola, dizendo que o samba-enredo escolhido era “porco”. Para ele, a “lei de causa e efeito não falha”, já que foi feita campanha antecipada a favor de Lula e contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Líder do PL na Câmara dos Deputados, o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) chamou a Acadêmicos de Niterói de “escola de samba de Lula”.
A primeira derrota do PT em 2026 já veio, e a gente fica muito triste com uma notícia dessas… 😂🥳🥳 pic.twitter.com/aTKXd0WzDm
Escola homenageou Lula e fez críticas ao ex-presidente. Na comissão de frente, um ator fantasiado de palhaço Bozo fez gestos de “arminha” e flexões de braço. A agremiação virou alvo de ações na Justiça antes mesmo do desfile — o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) liberou o desfile, mas afirmou que a decisão não se tratava de um “salvo-conduto”.
Se Raquel Lyra (PSD) apostava no Carnaval para reverter a baixa popularidade no Recife, esses dias de folia não trouxeram boas notícias para sua pré-campanha à reeleição. As iniciativas de seu governo foram tão pífias na capital pernambucana que, em vários momentos, nem a governadora pareceu botar muita fé naquilo que suas equipes prepararam para os foliões.
Por várias noites, o palco do Festival Pernambuco Meu País, montado no Recife Antigo por iniciativa do Governo de Pernambuco, foi flagrado com baixa adesão do público, enquanto, a poucos metros dali, o Marco Zero fervilhava. O polo municipal teve recorde de público, sacramentando o sucesso de mais uma condução da festa pela Prefeitura do Recife, comandada por João Campos (PSB), líder nas pesquisas e potencial adversário de Raquel nas eleições deste ano.
O Carnaval promovido pela gestão do prefeito do Recife deu tão certo que até Raquel fez questão de postar uma foto na abertura da festa na noite da quinta-feira (12), junto com a multidão presente no Marco Zero. As redes sociais dela e do governo também exaltaram a montagem da escultura gigante do Galo sobre a Ponte Duarte Coelho, outra ação da Prefeitura.
Na despedida, não foi diferente. Em vez de prestigiar o Festival Pernambuco Meu País, Raquel preferiu terminar o Carnaval em um camarote privado em Olinda, junto a aliados como o ministro André de Paula (PSD) e os deputados Mendonça Filho (União Brasil) e Joãozinho Tenório (PRD). Em paralelo, João Campos valorizou os polos municipais. Esteve várias vezes no Marco Zero ao longo do reinado de Momo e, na terça (17), passou por polos em Jardim São Paulo, Ibura e Casa Amarela.
Se nem a governadora se animou com a estrutura que preparou, não tinha por que o público reagir diferente. O fracasso do Pernambuco Meu País no Recife Antigo foi uma demonstração disso, além de um flagrante gasto de recursos públicos de forma mal dimensionada, a poucos metros de um polo já consolidado. E mesmo em cidades sem tradição de Carnaval e administradas por aliados de Raquel, os relatos foram parecidos. Em Jaboatão Centro, o festival do governo só reuniu gente no dia em que a governadora esteve presente. Já na praia de Candeias, foram sucessivas noites de público minguado.
Dizem que o ano só começa após o Carnaval, inclusive para os políticos, que passam a falar de maneira mais explícita sobre articulações e pré-candidaturas. Para Raquel, pelo visto, é hora de repensar estratégias no Recife e na Região Metropolitana, já que o termômetro da folia não trouxe resultados animadores para tudo o que ela já tentou nos últimos quatro anos.
A título de comparação, para quem adora (ou detesta) Janja, passo informação do ChatGPT sobre a mulher de Flávio Bolsonaro.
Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro é dentista de formação. Atua na área de saúde, com especialização em ortodontia e ortopedia facial — incluindo atendimento tanto para adultos quanto para crianças.
Ela e Flávio Bolsonaro estão juntos desde 2010 e têm duas filhas. O casal celebra datas importantes nas redes sociais, mostrando momentos da família e declarações de afeto, como quando completaram 10 anos de casamento.
Fernanda aparece eventualmente nas redes sociais compartilhando registros pessoais, incluindo eventos da família e viagens. Em janeiro de 2026, por exemplo, ela e o marido publicaram registros de uma viagem com batismo simbólico no Rio Jordão (Israel).
A Acadêmicos de Niterói, que homenageou a trajetória do presidente Lula em desfile na Sapucaí, ficou em último lugar na apuração do carnaval do RJ e foi rebaixada do Grupo Especial. A escola retorna, assim, para a Série Ouro.
No enredo deste ano, a agremiação levou para a Avenida o enredo “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”. Na apuração desta quarta-feira (18), a escola perdeu pontos em praticamente todos os quesitos. Apenas na categoria samba-enredo ganhou nota 10. Com informações do jornal O Globo e do blog Dantas Barreto.
O desfile da Acadêmicos de Niterói foi repleto de polêmicas, pois utilizou na letra o jingle de campanha de Lula, o 13 do PT e temas que são mote de discursos do presidente. Além disso, fez encenações sobre o golpe que a ex-presidente Dilma Rousseff sofreu com participação do seu então vice Michel Temer.
Durante a apresentação, o ex-presidente Jair Bolsonaro foi interpretado por palhaços em carros alegóricos. Outra crítica que a Acadêmicos recebeu foi em relação à ala onde imagens de famílias conservadoras apareciam em latas de conserva.
A oposição repudiou a atitude da escola de samba e denunciou campanha eleitoral antecipada com uso de recursos da Embratur. Cada escola de samba do Rio de Janeiro recebeu R$ 1 milhão neste ano.
O presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, disse que o partido entrará com uma ação para cassar o registro da candidatura do presidente Lula por abuso de poder político e econômico em razão da homenagem na Sapucaí. Já o pré-candidato à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), também anunciou que tomará medidas judiciais.
Segundo o Partido dos Trabalhadores a homenagem foi uma manifestação artística autônoma da escola de samba, sem participação, financiamento ou coordenação do partido ou do próprio presidente. A legenda sustenta que a apresentação está protegida pela liberdade de expressão artística garantida pela Constituição, respaldada pela jurisprudência do STF e do TSE, que reconhece manifestações culturais espontâneas como legítimas, inclusive em contextos políticos.
Enredo da Viradouro, mestre Ciça ficou emocionado ao comemorar a vitória da escola de Niterói. “Esse é o carnaval do sambista. Ganhou o samba, ganhou o sambista”, disse o homenageado em vida.
Aos prantos, ele completou: “Fizemos um samba fantástico e só tenho a agradecer, porque conseguimos emocionar a todos com essa homenagem. Estou feliz e vamos festejar na quadra até amanhã de manhã”.
A Vermelha e Branca de Niterói chegou ao seu 4º título com o enredo “Pra cima, Ciça!”, em que exaltou, em vida, Moacyr da Silva Pinto, o Mestre Ciça, de 69 anos, comandante da bateria. As informações são do portal g1.
O desfile, o 3º de segunda-feira (16), foi cheio de surpresas, emocionando o público e sobretudo os componentes — muitos ritmistas cruzaram a Avenida às lágrimas.
O Barreto voltou ao lugar mais alto do pódio apenas dois anos depois do último triunfo, em 2024, em que falou sobre uma serpente mística.
O Carnaval do Recife de 2026 bateu recorde de público e reuniu mais de 3,7 milhões de pessoas nos seis dias de festas. O evento também alcançou um número expressivo na economia, com movimentação de R$ 2,8 bilhões, incluindo a geração de 60 mil empregos temporários.
Os números foram revelados em coletiva de imprensa no Museu do Paço do Fervo, no Bairro do Recife, na manhã desta quarta-feira (18). “O Carnaval deste ano superou a nossa expectativa. A gente bateu recorde de público — 3,7 milhões de pessoas passaram pelos mais de 50 polos em todos os dias de festa. A gente também conseguiu aumentar o número de turistas. Tivemos 16% a mais de voos e 49% a mais de turistas internacionais”, comentou o prefeito do Recife, João Campos (PSB). As informações são da Folha de Pernambuco.
Outro destaque do balanço do Carnaval do Recife foi referente ao turismo. Durante a festividade, a rede hoteleira registrou ocupação de 97%, atingindo a expectativa projetada pelo secretário de Turismo e Lazer do Recife, Thiago Angelus, em janeiro, antes do começo da festa.
Durante o período carnavalesco, aliás, a capital pernambucana também contou com 150 voos extras. Segundo a Aena, empresa que administra o Aeroporto Internacional do Recife, 502.205 passageiros passaram pelo lugar, representando um aumento de quase 8% em relação ao ano passado.
Segundo o balanço divulgado, os turistas de São Paulo foram os que mais visitaram o Carnaval do Recife. A capital pernambucana também registrou um grande número de visitantes da Paraíba, Ceará, Rio Grande do Norte e Minas Gerais.
Já Internacionalmente, o balanço apontou os franceses como os turistas que mais visitaram o Carnaval da capital. Visitantes da Alemanha, Portugal, Espanha e Suiça também estiveram presentes em bom número na Festa do Momo recifense.
De acordo com a prefeitura, a estadia média dos visitantes no Recife foi de 5,15 dias, e mais de 70% dos foliões permaneceram mais de cinco dias. Além disso, 51% dos turistas estavam visitando o Carnaval do Recife pela primeira vez.
“Tivemos crescimento na movimentação de passageiros, movimentamos R$ 2,8 bilhões e tivemos a ocupação hoteleira de 97%. Isso para a cidade como um todo, para as pessoas que trabalham, para o setor de eventos, para a hotelaria, para todas essas atividades que fazem o Carnaval, foi bastante positivo”, analisou Angelus.
Aprovação do folião
Em pesquisa de satisfação sobre o Carnaval do Recife, 98,6% dos foliões entrevistados avaliaram a festividade como altamente satisfatória, enquanto 95% afirmaram que a festa superou as expectativas.
O levantamento também apontou que 98,4% dos entrevistados afirmaram que pretendem voltar ao Carnaval da cidade do próximo ano.
Para João Campos, esses indicadores representam o sentimento que ele viu ao percorrer a cidade durante o Carnaval. “É muito bom a gente poder ver os números confirmando esse sentimento. Eu andei a cidade toda. O sentimento é muito positivo em todo canto, todo mundo está feliz, animado. E quando a gente vê as pesquisas e os indicadores trazendo a representação desse sentimento, isso é muito bom”, declarou.
O ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), deixou a relatoria do caso envolvendo o Banco Master, mas poderá voltar a analisar o processo caso o julgamento seja remetido para a Segunda Turma da Corte, da qual é membro. A apuração é do analista de Política da CNN Matheus Teixeira.
Toffoli deixou a relatoria do caso após uma reunião a portas fechadas com os demais ministros. A decisão ocorreu em meio a uma série de suspeitas levantadas contra o ministro, que culminaram em um relatório de mais de 200 páginas elaborado pela PF (Polícia Federal) e entregue ao presidente do Supremo, Edson Fachin.
Após a saída de Toffoli da relatoria, houve um sorteio e o ministro André Mendonça tornou-se o novo relator do caso Master. Contudo, caso hajam recursos de decisões tomadas por Mendonça, estes podem ser remetidos à Segunda Turma do STF, colegiado do qual tanto ele quanto Toffoli fazem parte.
Sem declaração de suspeição
Um ponto importante destacado na análise é que Toffoli não se declarou suspeito para julgar o caso, apenas entregou a relatoria para, segundo o analista, “amenizar as críticas”. Logo após a reunião, os ministros do STF emitiram uma nota em apoio a Toffoli, mencionando que ele havia proposto deixar a relatoria para “acalmar os ânimos”.
Como não houve declaração formal de suspeição ou impedimento, juridicamente Toffoli segue apto a participar de julgamentos relacionados ao caso Master. Vale lembrar que, atualmente, a competência para julgar casos criminais no STF é das turmas, e não do plenário completo.
O caso do Banco Master, de propriedade de Daniel Vorcaro, tem gerado polêmica em Brasília nas últimas semanas. Apesar de Toffoli não ser mais o relator principal, sua possível participação em futuros julgamentos mantém sua conexão com o processo que trouxe seu nome para o centro de uma controvérsia judicial.
O reitor da Universidade Federal de Pernambuco, Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Alfredo Gomes, filiado à Rede Sustentabilidade, oficializa nesta quarta-feira (18) sua pré-candidatura ao Governo de Pernambuco. Ele deve ser o nome do campo político liderado pelo deputado federal Túlio Gadêlha, grupo que também projeta o ex-deputado Paulo Rubem Santiago como pré-candidato ao Senado. A entrada de Alfredo Gomes na disputa é apresentada como uma alternativa ao cenário de polarização entre a governadora Raquel Lyra (PSD) e o prefeito do Recife João Campos (PSB).
Apesar do lançamento, o nome do reitor ainda não foi testado nos levantamentos eleitorais. Além disso, o projeto político precisará dialogar com o PSOL, que integra a mesma federação e já colocou o ex-vereador Ivan Moraes como pré-candidato ao Palácio do Campo das Princesas. A tendência é que o plano de governo de Alfredo Gomes seja estruturado a partir da educação como eixo central do desenvolvimento, com propostas voltadas à interiorização de oportunidades, à inclusão social, à justiça social e ao enfrentamento das desigualdades regionais e econômicas do estado. As informações são do Leia Já.
Entre estandartes coloridos e fantasias irreverentes, um bloco de rua no Carnaval pernambucano de 2026 decidiu trocar o frevo pelo debate público. Um desfile apresentou alegorias críticas à governadora Raquel Lyra (PSD) e trouxe como tema central a crise envolvendo a empresa de ônibus intermunicipais Logo Caruaruense, pertencente ao ex-governador João Lyra Neto, pai da gestora. Além disso, o aumento da tarifa de ônibus para R$ 4,50, aprovado com o aval do Governo de Pernambuco, também foi alvo de cobranças por parte das pessoas.
Os brincantes carregavam placas em formato de ônibus, com destaque para a tarifa R$ 4,50, enquanto estandartes faziam trocadilhos com mobilidade, fiscalização e transparência. Em tom de sátira, a cobrança mesclou estética carnavalesca com protesto político, prática tradicional do carnaval de rua pernambucano, historicamente marcado por crítica social.
O escândalo da Logo Caruaruense foi revelado em janeiro deste ano após o portal Metrópoles informar que a empresa do pai da governadora estava operando sem Certificado de Registro Cadastral (CRC) válido desde janeiro de 2023, sem vistorias obrigatórias e sem pagar as taxas estaduais no mesmo período. Além disso, a frota possuía ônibus com idade acima do limite legal e com inspeções vencidas. O episódio gerou repercussão política, incluindo pedido de impeachment protocolado na Assembleia Legislativa.
Após a divulgação das denúncias, a empresa comunicou a devolução das linhas e encerrou definitivamente as atividades em janeiro de 2026, com promessa de pagamento dos direitos trabalhistas aos funcionários. Contudo, até o momento não há informações se os débitos foram quitados.
O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ), anunciou nesta quarta-feira (18) que encaminhou uma representação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o ex-ministro do Turismo Gilson Machado, que publicou um vídeo na noite de domingo entregando adesivos com a mensagem: “O Nordeste está com Flávio Bolsonaro 2026”. O material também tinha uma imagem do candidato à Presidência pelo PL beijando o pai, Jair.
Em resposta, a ação protocolada por Lindbergh acusa o ex-ministro da prática de propaganda eleitoral antecipada e pede a concessão de liminar para retirada imediata de conteúdo divulgado nas redes sociais. Além disso, o documento solicita o estabelecimento de uma multa para caso de descumprimento e exige o envio do caso ao Ministério Público Eleitoral para apuração de eventual abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação. As informações são do jornal O Globo.
“A mensagem veiculada não deixa margem para dúvida quanto ao seu objetivo: promover, perante o eleitorado, a futura candidatura do segundo representado à Presidência da República, associando seu nome, imagem e identidade política ao pleito eleitoral vindouro”, diz o pedido protocolado. No documento, o parlamentar também argumenta que “o ato praticado transcende esfera a abstrata do debate político e materializa verdadeira ação de campanha eleitoral, mediante utilização de meio físico de propaganda por intermédio de adesivo ou decalque”.
A publicação foi feita em meio a uma série de questionamentos que a oposição tem feito ao desfile da Acadêmicos de Niterói em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no último domingo. Eles alegam que o petista teria cometido campanha antecipada.
Na terça-feira, Gilson fez uma live com o ex-ministro Marcelo Queiroga e também acusou o PT de campanha eleitoral antecipada por conta do desfile na Sapucaí.
Durante a transmissão, o ex-ministro do Turismo se defendeu por estar entregando os adesivos. Ele chegou a mostrar a mesa com vários exemplares do material e prometeu “adesivaços” no Nordeste.
“Esse é um movimento espontâneo. Isso não é ilegal. Não está falando em campanha, em número, nada. Ele não é feito com dinheiro público como as escolas de samba receberam”, afirmou Gilson, que justificou o encontro com o colega paraibano como parte de “articulações por Flávio no Nordeste”. “Brevemente teremos vários ‘adesivaços’ não só em Pernambuco, mas em todo o Nordeste.”
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o reajuste para servidores do Congresso Nacional e do Tribunal de Contas da União (TCU), mas vetou trechos da medida que estabelecem benefícios adicionais, os chamados “penduricalhos”. A medida foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira (18).
Segundo o Palácio do Planalto, Lula vetou os dispositivos que previam reajustes escalonados até 2029 porque a fixação de aumentos para períodos posteriores ao término do atual mandato contraria a Lei de Responsabilidade Fiscal, que veda a criação de despesa obrigatória nos últimos dois quadrimestres do mandato que não possa ser cumprida integralmente dentro dele. Portanto, a decisão do presidente prevê o aumento para 2026, mas veta aumentos para os exercícios de 2027, 2028 e 2029. As informações são do Correio Braziliense.
Segundo o despacho publicado no DOU, Lula decidiu vetar parcialmente, por inconstitucionalidade e por contrariedade ao interesse público, o Projeto de Lei nº 179, de 2026, que “dispõe sobre a modernização da Carreira Legislativa da Câmara dos Deputados e sobre a reestruturação da remuneração com base em critérios de desempenho, competências, metas, resultados, qualificação, crescimento profissional e dedicação contínua e dá outras providências.”
“A proposição legislativa cria metodologia própria de proventos para vantagem variável e viola o disposto no art. 4º, § 8º, inciso II, da Emenda Constitucional nº 103, de 12 de novembro de 2019, que institui regime constitucional uniforme de previdência dos servidores federais”, diz o documento.
Também foram vetados trechos que autorizavam pagamentos retroativos de despesas continuadas, por afronta ao art. 169, § 1º, inciso II, da Constituição Federal; dispositivos que instituíam licença compensatória para funções comissionadas e de assessoramento, com possibilidade de conversão em indenização; e regras que previam forma de cálculo semestral para aposentadorias e pensões, por incompatibilidade com a Emenda Constitucional nº 103/2019.
Reajuste mantido para 2026
Foram mantidos os dispositivos que estabelecem a recomposição remuneratória para 2026 nas carreiras e sancionadas medidas como a substituição das atuais gratificações de desempenho pela Gratificação de Desempenho e Alinhamento Estratégico (GDAE), de natureza remuneratória e sujeita ao teto constitucional; o reconhecimento das três carreiras como típicas de Estado, garantindo aos seus servidores maior segurança jurídica, previsibilidade e proteção como detentores de funções essenciais aos Poderes da República; e, no caso do Tribunal de Contas da União (TCU), a ampliação do número de cargos, a elevação dos níveis de funções de confiança e a exigência de nível superior para todos os cargos.
No último dia oficial da folia no Recife, o prefeito João Campos (PSB) antecipou um balanço do Carnaval na cidade. Afirmou, na noite de ontem (17), ter sido ainda mais especial porque a festa contou com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo o prefeito, o presidente Lula telefonou no dia seguinte para dizer que ficou encantado com o Galo da Madrugada e gostado muito da festa do maior bloco do mundo, de acordo com o Guiness Book. “Tão importante quanto ele ter vindo é a gente ver o carinho com que o povo trata ele. É impressionante”, declarou, reforçando ter ficado ao lado dele o tempo todo. Um camarote especial foi montado ao lado do espaço oficial do Galo. O acesso foi restrito a algumas autoridades.
João relatou que, depois de o presidente ter ido embora as pessoas continuavam perguntando se ele ainda estava na Praça Sérgio Loreto, no Centro do Recife. “Muita gente chegou só para tentar vê-lo, mas ele já tinha saído”, pontuou. Lula deixou o Recife no início da tarde do sábado para participar do Carnaval de Salvador (BA).
João Campos agradeceu ao presidente Lula e destacou a simplicidade do chefe do Executivo nacional. “Alguém que tem uma posição do tamanho da dele e a simplicidade de estar num bloco de Carnaval mostra o respeito à cultura, o respeito à fé, às diferenças e crenças. A gente tem um sincretismo no Carnaval”, observou.
Na conversa com o presidente — acrescenta João Campos — eles ainda falaram sobre a homenagem do Galo ao arcebispo emérito de Olinda e Recife Dom Hélder Câmara. O coração da alegoria gigante, idealizada pelo multiartista Leopoldo Nóbrega, homenageia o religioso.
“Isso traz um significado especial, porque não cabe a intolerância. E Dom Helder era um líder religioso que falava bem do Carnaval, que reconhecia a importância da alegria das pessoas, da brincadeira com responsabilidade, com respeito. Que a gente faça mais esse espírito carnavalesco, de respeito, de confraternização, ser algo presente em outros dias do ano”, defendeu o prefeito.
Para não dizer que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não tem, como dizia Chico Buarque, assessores de VDM na sua equipe, ele foi aconselhado lá atrás a declinar quando a Acadêmicos de Niterói resolveu que seu enredo de 2026 iria homenageá-lo e contar a sua história. Lula respondeu que homenagem não se recusa. Sugeriu-se a transferência do enredo para 2027, ano não eleitoral. Assim não aconteceu. Mas a verdade é que nos dias que antecederam ao domingo (15), a ficha do risco começou a cair pesada no Palácio do Planalto. E feita, então, toda uma megaoperação de contenção de danos. Nenhum ministro desfilou. Nenhum petista com mandato saiu na escola.
Lula cumprimentou todas as escolas
A primeira-dama Janja da Silva declinou de sair no alto de um carro alegórico. Escoltado pelo prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), Lula desceu à avenida e cumprimentou o casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira da Acadêmicos de Niterói. Mas depois fez o mesmo com os representantes de todas as outras escolas que desfilaram no domingo de Carnaval. Não poderia vir a ser acusado de ter privilegiado só a escola que lhe homenageou.
Ao final, o ex-juiz eleitoral e criador da Lei da Ficha Limpa, Márlon Reis, concluiu não ter havido “qualquer descumprimento da legislação eleitoral” no desfile da Acadêmicos de Niterói. Márlon explica que, a partir de 2015, o “legislador optou por praticamente liberar o discurso político” no ano eleitoral antes do início do período propriamente dito de propaganda. “Antes disso, a legislação era muito fechada, proibindo todo tipo de manifestação mais expressa de pré-candidatos”, o ex-juiz explica. As últimas regras eleitorais mudaram isso.
Não pode haver pedido de votos
A mudança ocorrida em 2015 também limitou em somente 45 dias o período de campanha, o que levava ao risco de grande desconhecimento do eleitor sobre os candidatos. Em troca da redução do tempo de campanha, explica Márlon, “houve uma ampliação muito considerável do discurso político”. Assim, “não havendo o pedido de votos, a lei autoriza a exaltação”.
Bolsonaro
Da forma como aconteceu, considera Márlon Reis, o desfile não guardaria semelhanças ao que aconteceu no Bicentenário da Independência, em 2022, quando o ex-presidente Jair Bolsonaro teria, aos olhos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), feito um comício em favor da sua reeleição.
Uso da máquina
“Naquele caso, a Justiça Eleitoral reconheceu abuso de poder político e econômico em razão do uso deliberado da máquina pública, de recursos estatais e da estrutura oficial de um evento cívico para fins eleitorais, inclusive com conclamação expressa de votos e ataques à Justiça Eleitoral”.
Agente público
“Tratou-se, portanto, de ato praticado por agente público no exercício do cargo, com desvio de finalidade e emprego de verbas públicas para promoção pessoal e deslegitimação institucional”, entende o ex-juiz eleitoral Márlon Reis. Não foi isso, avalia, o que aconteceu na Marquês de Sapucaí no domingo.
Entidade privada
“No desfile carnavalesco, por sua vez, está-se diante de manifestação cultural promovida por entidade privada”, diz Márlon. Houve repasse de verba pública? Houve, da Empresa Brasileira de Turismo (Embratur), que patrocina o carnaval. Mas esse repasse foi feito para todas as escolas, “de forma parametrizada e isonômica, com o mesmo valor a todas”.
Figuras públicas
“Nesse contexto, a eventual abordagem de figuras públicas insere-se no âmbito da liberdade de expressão artística e no debate democrático, afastando qualquer hipótese de abuso de poder ou conduta vedada e tornando inaplicável o precedente mencionado” da condenação de Bolsonaro pelo TSE.
Desgaste
De qualquer modo, o episódio deverá produzir desgastes. Outros integrantes da oposição, inclusive o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que disputará com Lula as eleições em outubro, falam que acionarão o TSE. O que ficará será o saldo entre a homenagem e o risco. Risco que poderia ter sido maior.
Morreu ontem (17), aos 92 anos, em Recife, o engenheiro Mário Antonino. Em Afogados da Ingazeira e no Pajeú, era muito lembrado por ser o engenheiro responsável pela construção da Barragem de Brotas. A causa da morte não foi informada. Também não há informações sobre velório e sepultamento.
A Barragem de Brotas teve início em 1974 e o seu término ocorreu no ano de 1976. O gestor do município era Silvério Queiroz e o governador, Eraldo Gueiros Leite, com participação de nomes como o então Secretário Francisco Perazzo. As informações são do Blog do Nill Júnior.
Em 2018, Mário visitou novamente a barragem. Sobre rumores de possíveis vazamentos, destacou: “É uma barragem seguríssima, com quase dezessete metros de largura. Aparecer um fissuramento não é novidade. A barragem é dividida em juntas, após trechos de concreto, feita em material especializado. Agora, tem que ter manutenção. Fosse numa barragem de terra, poderia alarmar, mas numa de alvenaria não sinto a mesma preocupação”, disse.
Nascido em Serra Branca, Paraíba, em 30 de junho de 1933, era Engenheiro Civil pela Escola de Engenharia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em 1958; Bacharel em Matemática pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), em 1957; Cursado em Mecânica dos Solos e Fundações, pelo Instituto Tecnológico de Pernambuco, em Concreto Protendido, pelo Instituto de Pesquisas Rodoviárias, em 1970 e em Psicologia Aplicada ao Trabalho, pela Escola de Engenharia da UFPE; Bolsista do Instituto de Matemática da UFPE, onde aprofundou seus estudos entre 1957 e 1961
Mário de Oliveira Antonino, 86 anos, foi profissional, empresário e professor reconhecido pela larga experiência, energia e dedicação.
Apaixonado pela profissão e pela família — casado com Celma Costa Dantas Antonino, pai de cinco filhos e avô de 10 netos —, Mário se definia como “um executor de obras”.
Construtor de mais de uma centena de obras (igrejas, hospitais, prédios residenciais, comerciais e universitários, hotéis), Mário costumava se dizer “um homem de fé” e chegou a ser diretor internacional do Rotary Clube, outra paixão.