O Palácio do Planalto quer reforçar o papel de Geraldo Alckmin (PSB) como vice-presidente, segundo ministros ouvidos pela reportagem. A ideia é que ele divida com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a tarefa de viajar pelo País para divulgar as ações do governo. A orientação faz parte da estratégia para tentar melhorar a popularidade de Lula e pavimentar o caminho para buscar a reeleição em 2026.
A “missão” vem a calhar em um momento em que Lula avalia tirar Alckmin do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) para acomodar o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Procurado, o vice-presidente não comentou.
A expectativa é que Lula feche nas próximas semanas o “xadrez” da reforma ministerial. O PSB chegou a ocupar três ministérios no começo do governo. Além de Alckmin no MDIC, a sigla tinha a Justiça, com o agora ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, e Portos Aeroportos, com Márcio França, que acabou deslocado para o Empreendedorismo.
Ao ser questionado sobre eventual perda de espaço do PSB na Esplanada, o líder da legenda na Câmara, Pedro Campos (PE), ressaltou que o partido está com o governo desde o início. “Eu não enxergo um cenário de reforma ministerial onde o PSB diminui sua participação no governo”, declarou.
Concluída a eleição das presidências da Câmara e do Senado no último sábado, 1º, aumentou a pressão de partidos por mais espaço na reforma ministerial. Lula estabeleceu o apoio em 2026 como critério para afagar as legendas, mas, os próprios governistas estão céticos em relação à régua escolhida. Com dois anos de antecedência e a popularidade em baixa, cobrar fidelidade é pedir para ser traído, admitem petistas com amplo trânsito no Palácio do Planalto.
Dobradinha João e Victor projeta Recife como a melhor gestão do Nordeste
A cidade do Recife, administrada inicialmente por João Campos (PSB) e agora Victor Marques (PCdoB), conquistou a primeira colocação entre as nove capitais do Nordeste avaliadas pelo Índice de Governança Municipal do Conselho Federal de Administração (IGM-CFA) no ano de 2026.
Com uma nota geral de 6,90, a capital pernambucana apresentou o melhor desempenho do ranking regional, superando cidades como Fortaleza, Aracaju e Salvador.
A pontuação final é calculada a partir da média de três dimensões estruturais analisadas pelo indicador: Finanças, Gestão e Desempenho. O grande diferencial do município ocorreu na dimensão de Gestão, área em que a cidade obteve a nota 8,58, registrando uma das pontuações mais altas do seu grupo.
Nos demais critérios, Recife marcou 6,55 em Finanças e 5,56 em Desempenho. Para o diretor da Câmara de Gestão Pública do CFA, Emerson Arantes, o destaque municipal reflete a adoção de boas práticas de governança, indicando que os recursos públicos estão sendo geridos com planejamento e responsabilidade.
O diretor também ressaltou que a profissionalização administrativa é essencial para ampliar a transparência e a eficiência dos serviços prestados à população. Criado há uma década, o IGM-CFA tem como propósito mensurar e acompanhar a qualidade da gestão pública nas cidades do Brasil, avaliando indicadores ligados à gestão fiscal, capacidade administrativa e entrega de resultados reais.
TRANSPARÊNCIA – Para garantir rigor técnico, transparência e confiabilidade, o índice compila e analisa dados provenientes de fontes oficiais e públicas importantes, como IBGE, Secretaria do Tesouro Nacional (STN), DATASUS e Atricon. Além de monitorar as gestões, o indicador busca fornecer informações estratégicas para estimular o aprimoramento contínuo das políticas públicas em todo o País.
Coesão continua – Novo prefeito do Recife, Victor Marques (PCdoB) assumiu em 6 de abril com a renúncia de João Campos para concorrer ao Governo do Estado. Ele vem mantendo todos os projetos em andamento, o ritmo de entregas e investimentos estruturais. “João tem uma das principais virtudes que enxergo em pessoas públicas: a capacidade de tomar decisões ouvindo o seu time e dando autonomia para os seus gestores. O máximo que poderia ser feito dentro de uma gestão foi feito, porque existia uma coesão muito grande que está tendo continuidade”, disse ao blog.
Bem longe de Pernambuco – A Justiça de Pernambuco decidiu que o detento Evanilson José da Silva, conhecido como “Bambam” e líder do “Comando Litoral Sul”, continuará detido no Penitenciária Federal de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. O desembargador Marcos Antônio Matos De Carvalho, da 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Pernambuco, autorizou em caráter excepcional a renovação da permanência de Evanilson José, que está desde 2022 no sistema penitenciário federal, “pela necessidade de resguardar a ordem pública”.
As razões da justiça – A partir de um relatório policial, revelado pelo Diário de Pernambuco, o magistrado entendeu que Ivanilson mantém relevância sobre integrantes da organização criminosa Comando Litoral Sul/Comando Litoral Norte (CLS/CLN), antigamente conhecida como Trem Bala. “A facção permanece em plena atividade territorial e o retorno do custodiado ao sistema estadual potencializaria a reorganização operacional do grupo. Os fundamentos que motivaram a transferência originária em maio de 2022 não apenas persistem, como se revelam agravados pelo recrudescimento das disputas territoriais identificadas em abril de 2026”, escreveu o desembargador na decisão, à qual o jornal pernambucano teve acesso.
O dedo de Sidônio – A operação da Polícia Federal que teve como alvo o senador Jaques Wagner (PT-BA) expôs fissuras no círculo mais próximo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O grupo apelidado de “República da Bahia” saiu chamuscado após a investigações do caso do Banco Master chegar ao líder do governo do Senado e empurrar o PT e o Palácio do Planalto para dentro do escândalo envolvendo as fraudes de Daniel Vorcaro. O ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira, é apontado por quatro governistas como um dos que levou diretamente ao presidente a necessidade de Wagner deixar a liderança, o que Sidônio nega. Outros auxiliares de Lula no Palácio do Planalto reforçam o coro, alegando ser importante diferenciar um problema pessoal do parlamentar do governo como um todo, sobretudo às vésperas da eleição.
CURTAS
OS DOIS LADOS – De um lado, Sidônio trabalha para tirar do colo de Lula o desgaste do envolvimento de Wagner na investigação do Master, uma das linhas principais de estratégia do PT para desgastar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na corrida presidencial. De outro, Wagner resiste a deixar o posto e se fia na amizade de mais de 40 anos com Lula.
ACORDÃO – Principal rival do PT na Bahia, o grupo político de ACM Neto (União Brasil) optou por não explorar publicamente o escândalo envolvendo Jacques Wagner. O PT baiano e o grupo do ex-prefeito de Salvador, que também teve a campanha impactada após a revelação de pagamentos do Master, selaram um acordo nos bastidores para deixar o caso Daniel Vorcaro fora da disputa eleitoral estadual deste ano.
NO NORDESTE – Convidada do podcast Direto de Brasília de amanhã, a ex-ministra do Planejamento, Simone Tebet, agora no PSB, disputou a Presidência da República em 2022 pelo MDB como opção de terceira via e obteve perto de 5 milhões de votos, exatos 4.915.423, totalizando 4,16% dos votos válidos. No Nordeste, seu melhor desempenho foi em Alagoas, obtendo 3,91% dos votos, e Sergipe, com 3,24%. Agora, será candidata a senadora por São Paulo, Estado que teve 1.625.596 votos como candidata à Presidência, 6,34% dos votos válidos.
Perguntar não ofende: Quem será o novo líder do Governo no Senado?
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, compartilhou nesta terça-feira (23), em seu perfil na rede social Truth Social, um artigo de opinião que analisa a influência do norte-americano em eleições na América Latina e cita o pleito brasileiro de outubro como o seu “próximo grande teste” político na região. A postagem ocorre em um contexto de desgaste na relação de Trump com o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O artigo intitulado “Trump conquista oito vitórias em sete anos na América Latina” foi publicado pela plataforma de notícias “Newsmax”. O texto repercute a vitória de Abelardo de la Espriella na eleição presidencial colombiana, ocorrida no domingo passado.
Ao citar o cenário brasileiro, o artigo sustenta que a próxima eleição presidencial poderá se tornar “a disputa mais consequente do hemisfério” sob a influência política de Trump. A matéria menciona a disputa política entre a família Bolsonaro e o presidente Lula.
Segundo o artigo, as eleições no Brasil estariam provocando um “intenso debate sobre a integridade do sistema eleitoral brasileiro e sobre se a disputa será conduzida de uma forma considerada livre e justa por todos os lados”.
“Caso o Brasil venha a se juntar à crescente lista de países que se movem para a direita, o mapa político da América Latina será drasticamente diferente do que era há apenas uma década”, escreveu o colunista John Gizzi no artigo compartilhado por Trump.
O texto apresenta a eleição do conservador na Colômbia como “mais do que uma reviravolta política em uma das nações mais problemáticas da América Latina”. O artigo aponta que o país tornou-se o oitavo da América Latina, no período de sete anos, a substituir uma liderança de esquerda por um governo de direita alinhado a Trump.
Segundo o artigo, alguns apoiadores passaram a enxergar Trump “como uma força política comparável a Simón Bolívar — líder latino-americano cujas ideias remodelaram a direção política de diversas nações das Américas”.
O texto é encerrado com uma adaptação do slogan utilizado pelo republicano: “Trump is truly making the Americas great again” (“Trump está realmente tornando as Américas grandes novamente”).
Acabou a química
A publicação ocorre em meio a declarações de Trump com críticas a Lula, que contrariam a “química excelente” vista pelo norte-americano em setembro do ano passado.
Na quarta-feira passada, durante o G7, Trump disse que o Brasil é um “país politicamente difícil”. Dois dias depois, afirmou que o petista é uma pessoa “muito volátil” e que “não poderia se importar menos” com ele.
Em entrevista ao site norte-americano Axios, Trump foi questionado sobre o que definiria um “grande líder” e respondeu: “Eu observei o Brasil, o líder de lá, que conheço um pouco. Tivemos alguns contatos. Ele é uma pessoa muito volátil”.
Trump disse, em seguida, que “não pensa” em Lula: “Para ser sincero, não penso nele. Realmente não penso nele. Não poderia me importar menos. Mas agora ele é um tipo diferente de pessoa. Muito volátil. Eu o vi fazendo um discurso. Foi um discurso muito volátil, e tudo bem.”
No fim da declaração, Trump pondera e defende que todos os líderes mundiais são “inteligentes”: “Você não chega a esse nível sem ser inteligente. Sabe quem é muito inteligente? O presidente Xi (Xi Jinping), da China. Ele é um homem muito inteligente. Você não alcança esses níveis, governando um país, mesmo que seja um país pequeno, sem ter algo especial. Em alguns casos, as coisas não dão certo, mas é preciso ter algo especial. Não é uma tarefa fácil”, disse.
Já Lula reagiu à fala do presidente no G7 afirmando esperar que o norte-americano “não se meta nas eleições” do Brasil.
“Ele (Trump) tem direito de ter as preferências eleitorais dele. Eu só espero que ele não fira o código de ética entre as nações que querem ser respeitadas na sua soberania, só espero isso. Para mim ele pode continuar gostando do Bolsonaro, do pai, do filho, do neto, não tem nenhum problema. Agora, não se meta nas eleições do Brasil porque as eleições do Brasil são um problema do Brasil. A única coisa que quero é o respeito pelo Brasil.”
Lula ainda fez uma defesa da urna eletrônica e disse que em seu próximo encontro com Trump levará uma urna.
Fernando Haddad (PT), ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, saiu em defesa do senador Jaques Wagner (PT) – investigado pela Operação Compliance Zero, que apura a fraude financeira envolvendo o Banco Master.
Em declarações à Folha de S.Paulo, Haddad afirmou que pode atestar pessoalmente a atuação de Wagner no Senado para travar os interesses da instituição financeira fraudulenta. A Polícia Federal (PF) apura se o senador usou sua atuação parlamentar para favorecer o Master.
O ex-ministro disse ter pedido a Wagner que orientasse a bancada a votar contra a chamada “Emenda Master”, proposta pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI) para ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Haddad disse ainda estar à disposição para depor sobre o episódio caso seja necessário.
O discurso de Haddad repete o da defesa de Jaques Wagner. Ontem (22) o senador apresentou recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF) para anular a operação de busca e apreensão em suas moradias. O argumento é que houve “erros graves” na ação. Em nota, o gabinete do senador também afirmou que Jaques Wagner se posicionou contra a “Emenda Master”.
A fala marca uma mudança de tom em relação à postura de Haddad logo após a operação. Na ocasião ele disse esperar que a Justiça fosse feita, além de lamentar caso “uma pessoa próxima” tivesse cometido algum erro.
A Compliance Zero apura fraudes envolvendo o Banco Master e o PT da Bahia, os vínculos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e a suposta participação de Wagner no esquema. A PF suspeita que o senador recebeu um imóvel de R$ 2,5 milhões em Salvador e pagamentos de propina que somam R$ 3,5 milhões.
Com medo de perder o emprego depois de ser flagrado forjando um clima de hostilidade contra o pré-candidato a governador João Campos (PSB), hoje, em Gravatá, o assessor Zé Ronaldo Moura, da equipe da vice-governadora Priscila Krause (PSD), bloqueou o acesso ao seu perfil no Instagram. No início da tarde, antes de o caso vir à tona, ele ostentava na página, que tinha livre acesso ao público, diversas fotos com Priscila, com a governadora Raquel Lyra (PSD) e com o prefeito de Paulista, Ramos (PSD), de quem foi secretário de Turismo até março deste ano.
Informações de bastidores, porém, dão conta de que o flagrante do envolvimento dele no caso em Gravatá caiu como uma bomba no Palácio do Campo das Princesas. Raquel e Priscila acabaram tendo os nomes envolvidos nas vaias fabricadas contra João Campos, quando o propósito pensado nos porões do governo era fazer com que manifestações contra o pré-candidato do PSB parecessem autênticas. Além disso, o episódio deu força à tese de que existe um gabinete do ódio financiado com recursos estaduais para atacar adversários políticos da governadora e da vice.
Zé Ronaldo Moura recebe mais de R$ 10 mil como gerente geral de Articulação da Vice-governadoria, cargo para o qual foi nomeado em 3 de março deste ano. A leitura do episódio é que as vaias puxadas por ele não foram espontâneas, mas pagas com recursos públicos, o que pode entrar na mira de investigações tóxicas para Raquel e Priscila em pleno período eleitoral. Não está descartada a possibilidade de o assessor ser exonerado na próxima edição do Diário Oficial do Estado como forma de tentar descolar o episódio do Palácio.
Em entrevista, há pouco, ao blog, em Caruaru, o prefeito Rodrigo Pinheiro (PSD) disse que reconhece ações inovadoras que o pré-candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado, empreendeu quando governou Goiás, mas não pode decidir seu apoio de forma isolada, ressaltando que irá aguardar o caminho que a governadora adotar na disputa presidencial.
Sobre a ausência de Raquel na recepção amanhã a Caiado, que virá a Caruaru na companhia do presidente do PSD, Gilberto Kasssb, para conhecer o “maior São João do mundo”, Pinheiro disse que não recebeu nenhum comunicado da governadora.
“Eu só soube a vinda de Caiado no meio da tarde de hoje. Ainda estou organizando o roteiro do que mostraremos a ele”, disse. Confira!
O presidente Luiz Inácio Lula assinou, nesta terça (23), um decreto que transformou o Projeto “Celular Seguro” em política pública permanente. A legislação criou o Banco Nacional de Celulares com Restrição (BNCR), uma plataforma para reunir informações de aparelhos roubados, furtados ou extraviados em todo o País.
“A partir desse decreto, muita coisa vai mudar na atuação do governo federal, dos governos estaduais e também muita coisa vai mudar nas pessoas que ousarem roubar um celular daqui para frente”, disse o presidente no anúncio em São Paulo.
O presidente defendeu a medida para reduzir a violência no País. “A gente quer punir quem rouba, a gente quer punir quem vende, a gente quer punir o crime organizado. Mas é importante que você tenha mais cuidado ao utilizar o celular porque é um patrimônio seu”.
Contra a cadeia criminosa
O secretário nacional de Segurança Pública, Francisco Lucas Veloso, explicou que a iniciativa representa uma mudança na estratégia de combate aos crimes patrimoniais relacionados a dispositivos móveis. “Essa é uma nova etapa de um programa que vai combater efetivamente o roubo, furto e toda a cadeia criminosa que envolve os celulares”, disse.
A plataforma deve reunir dados do Programa Celular Seguro, boletins de ocorrência registrados pelas Polícias Civis, operadoras de telefonia, sistemas nacionais de segurança pública, Cadastro de Estações Móveis Impedidas (CEMI) da Anatel e ABR Telecom. Inicialmente já há informações com mais de 3,3 milhões de aparelhos aptos à recuperação.
“A plataforma é um cadastro negativo, é o Serasa dos celulares roubados”, disse o secretário. Uma das inovações do programa é o chamado “Modo Recuperação”. A ideia é que o IMEI (número de registro do aparelho) permaneça ativo e passe a ser monitorado nacionalmente. O governo explica que, quando uma nova linha telefônica for habilitada no dispositivo, o sistema identificará a utilização do aparelho e iniciará o fluxo de recuperação.
O governo poderá identificar aparelhos com registro de roubo ou furto em utilização e encaminhar notificações aos usuários para devolução voluntária e regularização da situação junto às autoridades policiais.
Ferramenta de consulta
Uma novidade é a criação de uma ferramenta pública de consulta. Isso porque, antes de adquirir um celular de terceiros, qualquer pessoa vai poder verificar, no aplicativo ou portal do Celular Seguro, se o aparelho possui algum registro de restrição.
A consulta será feita a partir do número IMEI e retornará apenas duas possibilidades: “Sem Restrição” ou “Com Restrição”. A ideia é que a recuperação dos aparelhos seja realizada pelas Polícias Civis dos estados. A tecnologia que inspira a nova fase já foi adotada no Piauí, Amazonas, Bahia e Ceará.
Ele explicou que o trabalho é fazer a integração nacional das informações. O secretário acrescentou que há, em média, 1 milhão de celulares roubados por ano no Brasil registrados via boletim de ocorrência. Inclusive, o próprio governo considera que pode haver subnotificação.
“O celular hoje traz identidade e aplicativos bancários, por exemplo. Ninguém vive mais sem celular (…) A gente percebeu que existe um mercado que muita gente lucra milhões com o comércio ilegal de celular roubado, com a fraude digital e com outros crimes”, afirmou.
Consciência
A aposta do governo também é recuperar telefones roubados com o consumidor final. Com um banco de informações, as pessoas que compram celulares, de forma informal, poderão verificar se trata de um aparelho que não foi roubado ou perdido. O Banco Nacional de celulares com restrição terão informações de todas as unidades da federação.
“Quando uma pessoa devolver um celular com restrição, estará desestimulando o crime e salvando a vida de alguém que não vai ser mais assassinado num assalto, que não vai ter mais um bem subtraído”, disse o secretário nacional de segurança pública.
A investigação da Polícia Federal sobre o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), identificou uma ligação de WhatsApp do chefe de gabinete do senador para o telefone do banqueiro Daniel Vorcaro.
O telefonema ocorreu no dia 7 de agosto de 2024, mesmo dia em que Vorcaro havia marcado um encontro com Jaques Wagner em seu gabinete. Segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, o encontro do senador com o dono do Master foi marcado pelo publicitário Guilherme Sodré, apontado pela PF como “intermediário historicamente vinculado” a Jaques Wagner.
A PF identificou que o chefe de gabinete, citado pelo nome de Lucas, fez um telefonema a Vorcaro no dia do encontro. A ligação não foi atendida pelo banqueiro. No dia seguinte, Vorcaro enviou mensagem dizendo que estaria à disposição para conversar. Vorcaro também recebeu de Guilherme Sodré o número direto de Jaques Wagner.
Procurada, a assessoria de imprensa do senador disse que “Lucas Reis, chefe de gabinete do senador Jaques Wagner e responsável pela agenda do mandato, confirma que recebeu, no dia 7 de agosto de 2024, um pedido de agenda com Daniel Vorcaro”. A assessoria afirma que Reis consultou Jaques Wagner e que ele não o autorizou marcar. “À noite, (Lucas Reis) tentou contato com Vorcaro para informar que o encontro não iria acontecer. Não foi atendido”, diz a nota.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) prestou depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal e afirmou que pediu ajuda ao militar que posteriormente teve a arma apreendida em uma blitz ao perceber que a pistola não funcionava e necessitava de conserto, informou a defesa de Bolsonaro. O advogado de Bolsonaro, Paulo Cunha Bueno, publicou as informações em uma rede social.
O depoimento durou cinco minutos, de acordo com os advogados, e Bolsonaro prestou as informações que já haviam sido apresentadas pela defesa na peça entregue ao Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com Cunha Bueno, Bolsonaro “esclareceu todas as questões à guisa da resposta apresentada por escrito ao Ministro Alexandre de Moraes, dias atrás”. As informações são do jornal O Globo.
Ainda segundo Cunha Bueno, sobre a arma, ao manusear, Bolsonaro “constatou a existência de defeito, razão porque solicitou a um dos seus seguranças, sargento do exército com expertise de manutenção daquele modelo, que verificasse qual problema”.
“Em momento algum houve intuito de descumprir qualquer determinação legal, sendo certo que se trata de episódio criminalmente acromático”, argumentou o advogado. “A arma era de sua propriedade, estava devidamente registrada e, tendo em vista que não houve determinação de cancelamento de seu registro e entrega da arma, a mesma deveria, de fato, estar em seu endereço residencial, onde hodiernamente se encontra custodiado”, disse o advogado.
A oitiva ocorreu na residência de Bolsonaro, onde ele cumpre prisão domiciliar, após autorização concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A Polícia Civil havia solicitado que o depoimento fosse realizado por videoconferência, mas o ministro determinou que os investigadores se deslocassem até o endereço do ex-presidente.
O depoimento faz parte do inquérito aberto pela Polícia Civil após a apreensão de uma pistola Glock calibre 9 milímetros registrada em nome de Bolsonaro. A arma estava em um veículo conduzido pelo militar Estácio Leite da Silva Filho, integrante da equipe de segurança do ex-presidente.
Segundo a investigação, o armamento foi recolhido durante uma abordagem da Polícia Militar do Distrito Federal porque não estava acompanhada do Certificado de Registro de Arma de Fogo (CRAF), documento exigido para o transporte da arma. Em depoimento prestado à polícia, o militar afirmou que a pistola estava sendo levada para manutenção e que seria posteriormente devolvida a Bolsonaro.
Ao autorizar a oitiva, Moraes também registrou que uma tentativa anterior de intimar pessoalmente o ex-presidente não foi concluída. Segundo ofício encaminhado ao STF, a equipe policial não conseguiu efetivar a intimação porque integrantes da escolta responsável pela segurança de Bolsonaro impediram o cumprimento do ato.
As informações produzidas no inquérito serão compartilhadas com o gabinete de Moraes, responsável pela execução penal do ex-presidente. Na quinta-feira, termina o prazo inicial de 90 dias da prisão domiciliar humanitária concedida pelo ministro do STF em março para que o ex-presidente se recuperasse de um quadro de broncopneumonia.
Na peça apresentada ao STF, a defesa de Bolsonaro afirmou que a equipe de segurança do ex-presidente retirou um item da arma de fogo que ele tinha em casa com o objetivo de torná-la inoperante. Os advogados afirmam que a medida foi adotada porque os medicamentos psiquiátricos que Bolsonaro toma afetam sua “cognição”.
“Embora possuísse regularmente o armamento, as medicações psiquiátricas que vinham sendo ministradas ao Peticionário (Bolsonaro), capazes de afetar sua cognição — e que, inclusive, foram determinantes no episódio do rompimento da tornozeleira eletrônica —, levaram sua equipe de segurança, sem seu conhecimento prévio, a retirar o percussor da arma, tornando-a inoperante”, diz a peça apresentada ao ministro Alexandre de Moraes, relator da trama golpista no STF.
Percussor é um componente que atua no disparo da arma de fogo. A defesa também negou haver irregularidades na posse, pelo ex-chefe do Executivo
Os advogados de Bolsonaro sustentam que, recentemente, o ex-presidente percebeu, pelo “simples acionamento do ferrolho e sem qualquer necessidade de disparo”, que o mecanismo da pistola não estava funcionando regularmente. O ex-chefe do Executivo não conseguiu identificar a causa do problema e então entregou o armamento para um segundo-sargento do Exército, para que ele verificasse o ocorrido, sustentou a defesa.
A região Nordeste — principalmente o estado de Pernambuco — está fervendo nesses dias por causa das festas juninas. Quem morre de saudades da região é minha amiga, a competente jornalista Hylda Cavalcanti. Ela nasceu na capital pernambucana mas logo após seguiu para a cidade de Vertentes onde nasceram e se casaram os seus pais. Hylda nasceu em Recife porque, na época, não havia hospital de qualidade no interior.
Vertentes fica distante cerca de 150 km da capital e 50 km de Caruaru. Quase todos os amigos de Hylda nasceram em Recife por causa da qualidade dos hospitais no interior. Hylda, apesar de ter morado no Agreste pernambucano, onde vivem os forrozeiros totais, é roqueira. “Adoro forró, a música, mas sou dura para dançar. Sou mais roqueira mas sempre gostei das festas juninas”. “Capelinha de melão, é de São Joao, é de cravo, é de rosa, é de manjericão. Salve, salve o querido São João”.
Festas juninas, festas dos santos populares ou celebração do meio do verão são uma celebração da estação do verão do hemisfério Norte, geralmente realizada em uma data próxima ao solstício de verão. Tem raízes pagãs pré-cristãs na Europa. O cristianismo designou 24 de junho como o dia da festa do nascimento de João Batista e a observância do Dia de São João começa na noite anterior, conhecida como Véspera de São João. Estes são comemorados por muitas denominações cristãs, como a Igreja Católica Romana, as Igrejas Luteranas e a Comunhão Anglicana, bem como pela Maçonaria.
Na Suécia, o solstício de verão é uma festividade tão importante que houve propostas para tornar a véspera do solstício de verão o dia nacional da Suécia, em vez de 6 de junho. Na Finlândia, Estônia, Letônia e Lituânia, o festival de verão é feriado. Na Dinamarca e na Noruega, também pode ser chamado de Dia de São Hans. Em Braga, Portugal, o Dia de São João é comemorado com o desfile da Dança dos Pastores. Os Suecos comemorando o solstício de verão, ilha Möja no arquipélago de Estocolmo.
O Dia de São João, dia da festa de São João Batista, foi instituído pela Igreja Cristã indivisa no século IV d.C., em homenagem ao nascimento de São João Batista, que o Evangelho de Lucas registra como sendo seis meses antes de Jesus. Como as Igrejas Cristãs Ocidentais marcam o nascimento de Jesus em 25 de dezembro, Natal, a Festa de São João (Dia de São João) foi instituída no meio do verão, exatamente seis meses antes da festa anterior.
O pré-candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) cumpriu agenda em Caruaru, reduto eleitoral da governadora Raquel Lyra (PSD), nesta terça-feira (23). O pessebista percorreu o Alto do Moura acompanhado de aliados políticos e apoiadores. A visita integra uma série de agendas em polos juninos do estado, incluindo Araripina, Serra Talhada e Arcoverde.
A Casa-Museu Mestre Vitalino esteve no roteiro do pré-candidato. Durante a visita, João Campos destacou a importância do artesão para a cultura pernambucana. “Estou aqui no Alto do Moura vendo essa maravilha da cultura pernambucana e nordestina. Viva o Mestre Vitalino, o verdadeiro rei do barro, que através de sua arte deu significado à luta do povo do Nordeste brasileiro. Mestre Vitalino é um patrimônio da cultura pernambucana e nordestina”, declarou João.
O pré-candidato esteve acompanhado de nomes da política de Caruaru, como os ex-prefeitos José Queiroz e Tony Gel, a ex-deputada Laura Gomes e os pré-candidatos a deputados Delegado Lessa (Republicanos), Dilson Oliveira (PSB) e Vitinho Maia (PSB). Também participaram da agenda o pré-candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos), a pré-candidata ao Senado Marília Arraes (PDT), os prefeitos Ruben Lima (Panelas), Josué Mendes (Agrestina) e Josafá Almeida (São Caetano), as deputadas federais Tabata Amaral (PSB) e Maria Arraes (PSB), o deputado federal Pedro Campos (PSB) e outras lideranças políticas.
Mais cedo, João Campos também esteve em Gravatá, no Agreste. Acompanhado de apoiadores, ele circulou por ruas do centro da cidade e pelo mercado público, onde conversou com moradores e visitantes durante os festejos juninos.