O salário dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) é o 2º mais desigual em relação à renda média per capita dentre os países da América do Sul. Os magistrados recebem salário bruto mensal de R$ 44.000, ou 2.281% a mais que a média da população brasileira (R$ 1.848). Em 2025, a remuneração subirá para R$ 46.300.
Para o levantamento, o Poder360 analisou 10 dos 12 países da América do Sul. Foram desconsiderados a Venezuela (pois os dados não são informados pelo governo) e o Equador (as informações não foram encontradas).
O Peru tem a maior distância salarial entre os magistrados e a média da população. Lá, os ministros recebem 43.220 sóis peruanos (R$ 64.837), enquanto a média da população ganha 1.496 sóis (R$ 2.245). A diferença é de 2.788%.
Em valores absolutos, os ministros brasileiros também ganham mais do que os magistrados que ocupam a mesma função em 6 países vizinhos. O salário mensal só é menor do que no Uruguai, (481.182 pesos uruguaios, ou R$ 65.838), no Peru (43.117 sóis, ou R$ 64.837) e no Chile (13,5 milhões de pesos chilenos, ou R$ 81.630).
Gasto Mundial
Além dos altos salários destinados a cada 1 dos 11 ministros do STF, o Judiciário brasileiro se destaca por ser mais caro em comparação com outros 53 países.
Em levantamento do Tesouro Nacional divulgado em janeiro, foi revelado que o Poder Judiciário gasta 1,6% do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil. A média internacional é de 0,37%.
Entre as despesas do Judiciário brasileiro estão aquelas relacionadas às remunerações dos funcionários públicos, como auxílio-creche, auxílio-moradia e os salários.
Apesar das cifras robustas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse em fevereiro que os salários são “baixos” para a “qualidade da função”. Os integrantes da Corte recebem mais que a média do 1% mais rico do Brasil (R$ 17.447).
Preços dos carros usados acumulam alta de 80,5% desde a pandemia
Quem acompanhou o mercado de veículos nos últimos anos percebeu que os carros usados tiveram uma valorização expressiva, sobretudo a partir da pandemia de Covid-19. A leitura do IBV Auto, índice que acompanha os preços dos veículos leves usados no país, em comparação com os valores dos carros 0km medidos no IPC-Fipe, mostra que a alta dos usados foi a mais intensa desde 2020.
Desde janeiro daquele ano, os preços dos usados passaram a subir em ritmo mais acelerado do que os dos carros novos. Nesse período, que compreende até novembro de 2025, os 0km acumularam alta de 51,9%, enquanto os usados avançaram 80,5%. Na comparação entre os índices padronizados, é visível que desde o início do movimento de alta o usado encareceu mais do que o novo. “Essa diferença tão expressiva entre a alta dos usados e dos carros novos reflete uma mudança clara no comportamento do consumidor ao longo dos últimos anos”, afirma Roberto Padovani, economista-chefe do banco BV.
“Com fortes reajustes dos 0km, especialmente durante a pandemia, o mercado de usados passou a concentrar uma demanda maior do que o habitual, o que ajuda a explicar por que os preços avançaram de forma tão acelerada”, ressalta ele. Esse movimento está diretamente ligado ao avanço dos preços dos carros novos, que se intensificou durante a pandemia e reduziu o acesso de parte dos consumidores aos 0k. Diante desse cenário, muitos optaram pelo mercado de usados como alternativa, aquecendo ainda mais o segmento de seminovos.
Variações – Mesmo caminhando juntos ao longo do tempo, os dois mercados não reagiram da mesma forma. A cada novo ciclo de reajustes nos preços dos carros novos, o mercado de usados respondeu com variações mais fortes, reflexo da alta sensibilidade do consumidor brasileiro ao preço do 0km. Hoje, mesmo com sinais mais recentes de acomodação, os valores seguem em patamares historicamente elevados, especialmente entre os usados, que ainda sentem os efeitos do forte movimento de alta observado nos últimos anos.
“Mesmo com um cenário mais estável recentemente, o consumidor ainda encontra preços elevados na hora de comprar um usado. Por isso, o papel do crédito, do planejamento financeiro e da escolha consciente do veículo se torna cada vez mais relevante para viabilizar a troca de carro sem comprometer o orçamento”, diz Jamil Ganan, diretor executivo de Varejo do banco BV
Metodologia – O IBV Auto (Índice BV Auto) é um indicador desenvolvido para medir, com precisão e base metodológica robusta, a variação de preços de automóveis leves usados no Brasil. Construído a partir da base de dados do banco BV, líder em financiamento de veículos no país, o índice reflete as tendências de valor de mercado a partir de um volume expressivo de transações reais. Sua metodologia incorpora critérios rigorosos de amostragem, ajustes por depreciação e agrupamento técnico de modelos, permitindo acompanhar mensalmente a dinâmica dos preços por região e tipo de propulsão — combustão, híbrido ou elétrico
Inflação dos usados em dezembro – Já no fim do ano, o índice que mede a variação de preços de automóveis leves usados no país registrou crescimento de 0,46%, contra 0,39% em novembro. No acumulado de 12 meses, o indicador aponta alta de 5,31%, sinalizando que o mercado de usados permanece aquecido mesmo diante da desaceleração gradual da economia e do recuo de preços dos veículos novos. Para o economista, os dados reforçam que o mercado de veículos usados segue resiliente, sustentado pelo desempenho do emprego mesmo em um cenário de juros elevados. A expectativa é que ao longo de 2026 os preços de usados sigam crescendo, mas em ritmo mais brando, fechando o ano com um avanço menor frente ao observado em 2025.
Descontos no 0km – Trocar de carro sempre volta ao radar do consumidor, principalmente no começo do ano. Com descontos mais agressivos nos modelos de entrada, o carro 0km reaparece como opção, mas os seminovos completos seguem competitivos em preço, tecnologia e conforto, reacendendo a dúvida sobre qual alternativa oferece melhor custo-benefício hoje.
Segundo o Estudo de Preços de Veículos 0km (PVZ), desenvolvido pela MegaDealer em parceria com a Auto Avaliar, o desconto médio no valor dos carros novos chegou a 7,3% entre janeiro e agosto e recuou para 7,1% em novembro. Ainda de acordo com o estudo, o preço médio dos veículos novos vendidos em novembro foi de R$ R$ 172.785. “Uma vez que poucas montadoras aumentaram seus preços em novembro, podemos dizer que as mudanças importantes no cenário se dirigiram mais fortemente aos veículos de maior valor. Paralelamente, houve um pequeno aumento no desconto médio, de 7% para 7,1% entre outubro e novembro”, explica Fábio Braga, Country Manager da Megadealer.
Os menores descontos praticados permanecem nos segmentos sedã médio (Corolla, Civic, Sentra etc.) SUVs e modelos hatchs pequenos (Mobi, Kwid, entre outros). Por outro lado, os descontos em pickups são os mais generosos. O movimento que está acelerando o giro de estoque e ampliando o acesso ao primeiro carro zero. Com o preço dos 0 km atrativo, muitos consumidores estão em dúvida entre um carro novo, porém sem opcionais, ou um seminovo completo, com conforto e tecnologia.
Novo Tera: 50 mil unidades emplacadas – O mais novo produto da Volkswagen no Brasil, o SUV Tera, fechou 2025 em grande estilo. Com apenas sete meses de mercado, o modelo terminou dezembro com 10.449 unidades emplacadas, sendo o segundo SUV mais vendido e o segundo carro de passeio com mais unidades emplacadas no último mês de 2025, atrás apenas do T‑Cross, que foi o líder nos dois quesitos, com 10.721 unidades. Em suma: o modelo fechou 2025 com 48.143 emplacamentos. Na comparação com os dois principais concorrentes, o Tera teve 8,4% a mais de vendas que o segundo colocado, e 148,8% a mais que o terceiro modelo mais vendido de sua categoria.
Ranger comemora 30 anos no Brasil – A Ford Ranger completou 30 anos no mercado brasileiro em 2025 com vários motivos para comemorar. A começar pelo recorde histórico de vendas: as mais de 30.000 unidades emplacadas até novembro representam um crescimento de 9% no ano, comparado aos 3,8% do segmento de picapes médias. O crescimento na demanda da Ranger no Brasil e outros mercados da América do Sul levou a Ford a investir US$ 40 milhões este ano no aumento da produção da fábrica de Pacheco, na Argentina, que abastece a região. A capacidade da planta foi ampliada para o recorde histórico de 80.000 unidades anuais, 30% maior que em 2024.
Esses números são exemplos do sucesso da picape que se tornou um dos produtos mais importantes da história da Ford no país e segue em constante evolução ao longo de cinco gerações. A primeira Ranger foi lançada nos EUA em 1982, como opção menor e mais econômica que a grande F-150. Inicialmente ela era equipada somente com cabine simples e motores a gasolina.
No Brasil, a Ranger foi apresentada oficialmente no Salão do Automóvel de São Paulo em 1994, já na segunda geração. E chegou ao mercado no ano seguinte, nas versões XL com cabine simples e STX com cabine estendida, importada dos EUA. Em 1996, ela começou a ser produzida na fábrica de Pacheco. A terceira geração estreou em 1998 com a opção de cabine dupla e, em 2012, a quarta geração chegou ao país com novo visual e mais tecnologia, agora como um produto global, estabelecendo novos padrões no segmento. A Ranger atual é a de quinta geração, lançada em 2023 no Brasil como modelo 2024. A próxima novidade da Ranger já foi anunciada: a híbrida plug-in, primeira versão eletrificada da picape.
O sucesso da Série F nos EUA – A linha de picapes norte-americana completou o 49º ano consecutivo como picape mais vendida na América do Norte – e 44 anos como veículo líder geral do mercado –, com mais de 800.000 unidades registradas no continente em 2025. Em todo o mundo, a Ford já vendeu mais de 41 milhões de unidades da Série F desde o lançamento em 1948. Se fossem enfileiradas para-choque a pára-choque, elas somariam mais de 241 mil km, o suficiente para dar mais de seis voltas ao redor da Terra.
BYD anuncia quarto modelo na Bahia – A fábrica da chinesa BYD em Camaçari, na Bahia, já produziu 18 mil veículos dos modelos Dolphin Mini, King e Song Pro em pouco mais de 2 meses. Agora, a marca anunciou que o SUV híbrido plug-in Song Plus será produzido no complexo baiano ainda em 2026. E vai manter, inicialmente, as mesmas configurações do modelo vendido hoje no mercado – que é importado da China.
Novo Mercedes-Benz Axor – O Mercedes-Benz Axor retornou ao mercado brasileiro, renovado, no meio do ano passado. E já superou as expectativas, com a meta inicial de 1.000 unidades para 2025. No geral, em duas décadas, foram mais de 100 mil vendidas no Brasil. O novo Axor, disponível nas versões 2038 4×2 e 2545 6×2, traz soluções para a realidade do transporte brasileiro. Entre os destaques estão as cabines leito de teto baixo ou alto, suspensão metálica de série e quinta-roda reforçada para aplicações que exigem até 68 toneladas de CMT, oferecendo assim mais disponibilidade e rentabilidade para operações com semirreboques de quatro eixos, por exemplo. No trem de força, o motor OM 460 BlueTec 6 de 13 litros, com potências de 380 e 450 cv, aliado à transmissão automatizada PowerShift de 12 velocidades. Recursos como freio motor Top Brake, controle de estabilidade e opção de Retarder reforçam a segurança, enquanto o volante multifuncional, partida por botão e banco pneumático com 11 ajustes elevam o padrão de conforto.
Fazer FZ25 2026 custa R$ 25 mil – A motocicleta Yamaha Fazer FZ25 Connected chegou à linha 2026 com poucas mudanças – como cores e grafismos. Mas manteve a faixa de preço na faixa dos R$ 25 mil. A moto tem painel 100% digital, com fundo escuro que melhora a visualização das informações e mostra também as rotações do motor de maneira mais envolvente e esportiva. A Fazer FZ25 conectividade Bluetooth da motocicleta com o smartphone por meio do aplicativo Yamaha Motorcycle Connect (Y-Connect).
Pelo app, o piloto acompanha o consumo de combustível médio, o histórico de viagens (com possibilidade de compartilhamento em redes sociais) e o cronograma de manutenção. O aplicativo também mostra a última localização de pareamento da motocicleta e um ranking ECO, que indica quão econômica e eficiente está a pilotagem comparada a de outros pilotos. O motor 250cc, atrelado ao câmbio de cinco marchas, tem 21,3cv e 2,1kgf de torque.
Honda Motos cresce 14% – A marca japonesa Honda Motos registrou em 2025 um crescimento de 14% nos emplacamentos, com mais de 1,4 milhão de motocicletas entre janeiro e dezembro. O volume supera o total de 2012, quando 1,3 milhão de unidades foram emplacadas. Este é o quarto ano consecutivo em que a Honda ultrapassa a marca de 1 milhão de motocicletas emplacadas. Não à toa, ela anunciou em outubro de 2025 um investimento de R$ 1,6 bilhão até 2029. O aporte permitirá ampliar a capacidade produtiva da fábrica de Manaus (AM) para 1,6 milhão de unidades por ano. O plano inclui ainda o lançamento de novos produtos, tanto modelos inéditos quanto atualizações de motocicletas consagradas, e melhorias nos processos industriais, aumentando a eficiência e a flexibilidade operacional.
Verão na estrada: por que os pneus merecem atenção – O início do ano marca um dos períodos de maior movimento nas rodovias brasileiras. Com as férias escolares, muitas famílias aproveitam janeiro para viajar, enfrentar trajetos mais longos e diferentes condições de estrada. Nesse cenário, itens como óleo, freios e documentação costumam entrar na lista de revisão dos motoristas, mas os pneus, único ponto de contato do veículo com o solo, muitas vezes acabam sendo deixados em segundo plano.
Para a Bridgestone, garantir que os pneus estejam em boas condições é um dos fatores essenciais para uma viagem mais segura durante o verão. O calor intenso e o aumento do uso do veículo em trajetos prolongados exigem atenção redobrada com esse componente. “Os pneus têm papel fundamental na segurança do veículo. São eles que garantem aderência, estabilidade e eficiência na frenagem. Antes de viajar, a checagem dos pneus deve ser prioridade”, afirma Roberto Ayala, gerente de Engenharia de Vendas da Bridgestone.
Antes de sair de casa – Um dos cuidados mais importantes antes de pegar a estrada é a pressão correta dos pneus, que deve ser feita sempre com os pneus frios, de preferência antes do início da viagem. Rodar com pressão inadequada pode causar desgaste irregular, reduzir a estabilidade do veículo e aumentar o consumo de combustível. “Quando o pneu está com pressão incorreta, ele tende a aquecer mais durante o uso. Isso acelera o desgaste e pode comprometer o desempenho do veículo em situações de frenagem ou curvas”, explica Ayala.
Sulcos abaixo do limite legal – A profundidade dos sulcos da banda de rodagem é um fator essencial para o desempenho e a segurança do pneu. Quando o desgaste atinge níveis avançados, a capacidade do pneu de manter contato eficiente com o solo é reduzida, impactando diretamente a estabilidade do veículo. “O limite legal de desgaste dos pneus é de 1,6 mm, mas quando os sulcos chegam próximos de 3 mm, o desempenho do pneu já começa a ser comprometido. Por isso, a substituição deve ser avaliada antes de atingir o limite legal”, alerta o especialista da Bridgestone. Esse desgaste pode ser identificado pelas marcações conhecidas como TWI (Tread Wear Indicator), ressaltos localizados nos sulcos que indicam o momento correto para a substituição do pneu.
Calor do asfalto acelera o desgaste – As altas temperaturas típicas do verão influenciam diretamente o comportamento dos pneus. O asfalto quente aumenta o atrito, eleva a temperatura interna do pneu e pode acelerar o desgaste da borracha, especialmente em viagens longas.
“O calor excessivo, aliado à pressão inadequada e ao veículo carregado, cria um cenário de maior exigência para o pneu. Por isso, manter a manutenção em dia é fundamental para evitar surpresas desagradáveis durante a viagem”, reforça Ayala.
Atenção aos sinais visuais – Além da calibragem e da verificação dos sulcos, uma inspeção visual simples pode ajudar a identificar problemas antes de sair de casa. Bolhas, cortes, rachaduras, rasgos ou desgaste irregular são sinais claros de que o pneu pode não estar apto para enfrentar longos trajetos.
“O desgaste irregular pode indicar problemas de alinhamento, balanceamento ou suspensão. Nesses casos, não basta apenas trocar o pneu; é importante investigar a causa para garantir segurança e evitar novos desgastes prematuros”, orienta o gerente da Bridgestone.
Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.
Um dos maiores autores da teledramaturgia brasileira, Manoel Carlos morreu neste sábado (10), aos 92 anos, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada por familiares. O autor tratava a Doença de Parkinson, que ao longo do último ano provocou agravamento de seu quadro motor e cognitivo. A causa da morte não foi informada. As informações são do portal Metrópoles.
Ele estava internado no Hospital Copa Star, em Copacabana, onde realizava tratamento da doença, diagnosticada em 2019. A morte do autor foi confirmada por meio da produtora de sua filha, a atriz Júlia Almeida, que divulgou uma nota lamentando a perda. “A família agradece as manifestações de carinho e solicita respeito e privacidade neste momento delicado”, diz o comunicado.
Além de Júlia, ele também era pai da roteirista de novelas Maria Carolina. O velório será fechado e restrito à família e amigos próximos.
Manoel Carlos é autor de alguns dos maiores sucessos da televisão brasileira. Conhecido como Maneco, ele marcou a teledramaturgia nacional ao criar uma galeria de protagonistas chamadas Helena, personagens que se tornaram sua assinatura e estiveram à frente de novelas desde “Baila Comigo” (1981) até “Em Família” (2014).
De passagem pelo município de Goiana, neste sábado (10), onde foi recepcionado pelo presidente da Câmara de Vereadores, Eduardo Batista, e por diversas lideranças políticas e amigos, o presidente estadual do Avante, Sebastião Oliveira, cravou que o partido sairá fortalecido das eleições de outubro, tanto em Pernambuco quanto no cenário nacional.
De acordo com Sebastião, que estava ao do lado deputado federal Waldemar Oliveira e do vereador do Recife, Alcides Teixeira Neto, a legenda mantém uma trajetória de crescimento, citando as eleições de 2022, quando esteve entre os 13 partidos que alcançaram a cláusula de barreira e consolidou sua relevância no Congresso Nacional.
Sebastião Oliveira destacou que, neste momento, a prioridade do Avante Pernambuco é a consolidação de chapas competitivas, para ampliar a representação do partido na Câmara dos Deputados e ocupar espaço na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Ele citou Eduardo Batista como uma peça importante do Avante, que poderá ter seu nome lançado para disputar vaga numa da Casas. Durante o encontro, ainda foram debatidas pautas ligadas ao desenvolvimento de Goiana.
“O trabalho desenvolvido ao longo de 2025 foi extremamente positivo, com o cumprimento de todo o planejamento estratégico. Agora, entramos em uma fase de colher frutos de um projeto construído com responsabilidade. Estamos montando um time qualificado, priorizando competência e compromisso com Pernambuco”, afirmou.
Uma série de protestos tem sido registrados em diversos pontos do Irã e resistindo à forte opressão do governo ao longo das últimas duas semanas. Desencadeadas por conta da crise financeira que o país enfrenta, as manifestações resultaram até mesmo no bloqueio da rede de internet no país, o que não impediu que uma série de registros feitos por manifestantes fossem divulgados e circulassem nas redes sociais.
Segundo a ONG Human Rights Activist, ao menos 65 pessoas foram mortas e mais de 2.300 presas ao longo destas duas semanas de protestos, organizados em ao menos cem cidades de todas as 31 províncias do Irã. As informações são do jornal O Globo.
“Se o ímpeto desses protestos de rua em massa for mantido, a repressão se tornará muito mais difícil, senão insuficiente”, afirmou Ali Fathollah-Nejad, diretor do Centro para o Oriente Médio e a Ordem Global (CMEG) em Berlim.
🚨 🇮🇷 MASHHAD RISES: PROTESTS FLOOD THE STREETS OF IRAN DESPITE REGIME CRACKDOWN
New videos from Vakil Abad, Mashhad, in Eastern Iran show the massive protests that erupted earlier today despite the nationwide internet blackout and live-fire crackdowns.
Esses novos protestos, que chegaram ao 14º dia consecutivo neste sábado, foram desencadeados, principalmente, pelo agravamento da crise econômica e alimentados pela raiva popular contra o regime iraniano.
Na quinta-feira, o país mergulhou num apagão de internet — ordenado pelo governo como forma de repressão —, à medida que as manifestações se espalhavam pela maioria das cidades do país, incluindo a capital, Teerã.
🇮🇷 PROTESTERS BURN MOSQUE IN TEHRAN AS TENSIONS EXPLODE
Setting a mosque on fire in Iran is a massive deal and a straight-up challenge to the regime’s religious power.
Historicamente, as autoridades iranianas recorrem à violência para reprimir levantes. Em 2022, após a morte sob custódia de Mahsa Amini, detida por uso considerado inadequado do hijab, mais de 550 pessoas teriam sido mortas por forças de segurança, segundo organizações de direitos humanos. Desta vez, a resposta inicial pareceu mais contida, mas vídeos verificados mostram intensificação do uso da força desde o último sábado.
Os protestos eclodiram em 28 de dezembro, quando comerciantes de Teerã organizaram uma manifestação contra o aumento dos preços no país e o colapso do rial, o que desencadeou uma onda de ações semelhantes em outras cidades. Desde então, os atos deixaram dezenas de mortos, incluindo membros das forças de segurança.
A economia iraniana vem, de fato, sofrendo pressão constante há anos, em grande parte como resultado das sanções americanas e europeias relacionadas às suas ambições nucleares. Essa situação foi agravada pelas tensões regionais, incluindo uma guerra de 12 dias com Israel em junho do ano passado, que drenou ainda mais os recursos financeiros do Irã.
A forte desvalorização da moeda iraniana afetou duramente os negócios dependentes de importações, irritando os lojistas e pressionando os orçamentos familiares. A moeda perdeu aproximadamente metade do seu valor em relação ao dólar em 2025. Comerciantes e estudantes universitários realizaram dias de protestos, fechando os principais mercados e promovendo manifestações nos campus universitários. Em resposta, as autoridades praticamente paralisaram grande parte do país.
Os protestos têm se concentrado cada vez mais no próprio governo e no regime autoritário dos clérigos islâmicos do país. Nas redes sociais e em emissoras de televisão, manifestantes têm sido vistos entoando slogans como “Morte ao ditador”, em referência ao líder supremo do país, Ali Khamenei, e “Iranianos, levantem suas vozes, reivindiquem seus direitos”.
Os Estados Unidos e forças aliadas lançaram uma série de ataques “em larga escala” contra o grupo jihadista Estado Islâmico em todo o território da Síria neste sábado (10). Os ataques são uma nova represália após a ofensiva em dezembro que matou três americanos no país, segundo informações da agência de notícias France Press.
“Os ataques tiveram como alvo o Estado Islâmico em toda a Síria” e foi parte da operação Hawkeye, lançada em “resposta direta ao ataque mortal do Estado Islâmico contra forças dos Estados Unidos e da Síria em Palmira”, em 13 de dezembro, indicou o controle militar americano na rede social X. As informações são do portal g1.
O comunicado do controle militar americano não informa se os ataques deixaram mortos no território sírio. Segundo informações da agência de notícias Reuters, o Pentágono não comentou os ataques. Já o Departamento de Estado não respondeu ao ser questionado sobre a ofensiva.
Em 13 de dezembro, dois soldados do Exército dos EUA e um intérprete civil morreram na cidade de Palmira, no centro do país. O ataque foi feito contra um comboio de forças americanas e sírias. Três outros militares americanos ficaram feridos. De acordo com o Exército dos EUA, o agressor foi morto no local.
O Ministério do Interior da Síria afirmou que o autor do ataque era integrante das forças de segurança sírias e era suspeito de simpatizar com o Estado Islâmico.
Nos últimos meses, uma coalizão liderada pelos Estados Unidos tem realizado ataques aéreos e operações terrestres na Síria contra suspeitos de integrar o grupo extremista, muitas vezes com apoio das forças de segurança sírias. Cerca de 1.000 militares americanos permanecem no país.
O atual governo sírio é liderado por ex-rebeldes que derrubaram Bashar al-Assad no ano passado, após 13 anos de guerra civil. A coalizão no poder inclui ex-integrantes do braço sírio da Al Qaeda, que romperam com o grupo e entraram em confronto com o Estado Islâmico.
A Síria tem cooperado com a coalizão liderada pelos EUA no combate ao ISIS. No mês passado, os dois lados firmaram um acordo após a visita do presidente sírio, Ahmed al-Sharaa, à Casa Branca.
Os amantes da astronomia têm um motivo a mais para observar o céu na noite deste sábado (10): a possibilidade de ver Júpiter a olho nu. Segundo a Nasa, o maior planeta do sistema solar atingirá o seu ponto máximo de brilho durante todo o ano de 2026.
A boa visibilidade acontece porque o gigante gasoso estará em oposição, fenômeno astronômico que acontece quando a Terra fica diretamente alinhada entre Júpiter e o Sol. Esse alinhamento faz com que o gigante gasoso fique maior e mais brilhante no céu.
“Nesse alinhamento, Júpiter parecerá maior e mais brilhante no céu noturno do que em qualquer outro momento do ano”, disse a agência especial. Para observar Júpiter, a Nasa recomenda olhar em direção ao leste e buscar a constelação de Gêmeos. O planeta será um dos objetos mais brilhantes do céu.
Outros fenômenos em janeiro
A oposição de Júpiter não será o único evento astronômico de janeiro. Ainda de acordo com a Nasa, no próximo dia 23, Saturno e Lua também chamarão atenção ao estarem próximos um do outro no céu, fenômeno definido como conjunção. “Uma conjunção ocorre quando objetos no céu parecem próximos uns dos outros, embora na realidade estejam distantes”, diz Nasa. Para avistá-los, basta olhar para o oeste e verá Saturno logo abaixo da Lua.
Faleceu, ontem, a pintora colombiana Beatriz González, uma das artistas mais influentes da arte contemporânea na América Latina e uma das fundadoras do Museu de Arte Moderna de Medellín (MAMM). A causa da morte não foi revelada.
Usando o contexto histórico e social de seu país como inspiração, González tornou-se uma das figuras mais importantes da arte na Colômbia. Seu trabalho mesclou arte, poesia e crítica social, questionando a cultura popular e de massa. De cortinas a cômodas e mesas de centro, suas obras são marcadas por cores vibrantes e distintas, com traços característicos.
“Lamentamos profundamente o falecimento da mestra Beatriz González (1932-2026), uma das fundadoras do MAMM e figura central na construção da modernidade crítica na América Latina”, comunicou o Museu de Arte Moderna de Medellín, em publicação no X (antigo Twitter).
Segundo o MAMM, González fez parte do grupo de intelectuais, artistas e empresários que, na década de 70, impulsionou a criação do museu, sob o argumento de que a cidade colombiana precisava de um espaço com pensamento disruptivo. “Sua trajetória tem sido uma bússola para a nossa instituição. Sua abordagem, definida por ela mesma como um ‘Pop de província’ desafiou as hierarquias da arte acadêmica ao integrar a estética popular”, ressaltou a instituição.
A Pinacoteca de São Paulo também lamentou o falecimento. Em uma publicação no Instagram, o museu relembrou a primeira exibição do trabalho de González no Brasil durante a sua participação na 11ª Bienal de São Paulo, em 1971.
Ela ficou quatro décadas sem retornar ao país até a abertura da exposição “Beatriz González: a imagem em trânsito”, atualmente em cartaz na Pinacoteca de São Paulo com mais de 100 trabalhos produzidos desde a década de 1960. As obras estão expostas em sete salas do edifício Pina Luz. “Nos solidarizamos com familiares, amigos e admiradores da artista, certa de que sua obra deixa um legado fundamental para a História da Arte”, destacou o museu.
Após o pedido de exoneração do ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, o Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública (Consesp) divulgou uma nota institucional neste sábado (10) defendendo a criação de um ministério exclusivo para a área de segurança.
O grupo agradeceu o esforço do ex-ministro “na busca de soluções para uma das mais relevantes preocupações da sociedade brasileira” e afirmou que o momento é “oportuno e estratégico” para desmembrar a pasta da Justiça. Segundo o texto, a medida representaria “uma entrega estruturante e de elevado significado institucional para o Brasil”. As informações são do portal g1.
“A segurança pública deve ser tratada como elemento estabilizador, tendo como fundamentos o diálogo e a capacidade de articulação permanente entre União, Estados, Distrito Federal e Municípios”, diz a nota.
O Consesp também defendeu que a nova pasta seja conduzida por gestores com experiência na área, citando nomes como o secretário de Segurança do Piauí, Chico Lucas, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos. A entidade se colocou à disposição do governo para colaborar tecnicamente com o processo.
A saída de Lewandowski reacendeu o debate sobre a divisão do ministério. Ele pediu demissão alegando “razões pessoais e familiares” e deixa a pasta sem ver aprovadas propostas como a PEC da Segurança Pública e o projeto de lei antifacção, que tramitam no Congresso. O secretário-executivo, Manoel Almeida, assume interinamente.
A exoneração foi formalizada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (9).
O presidente Lula (PT) sancionou, em ato publicado no Diário Oficial ontem, uma lei que instituiu o dia 17 de outubro como a data nacional de luto e de memória às mulheres vítimas de feminicídio.
A escolha do dia faz referência ao momento em que Eloá Cristina Pimentel foi atingida por uma bala na cabeça e outra na virilha por seu ex-namorado Lindemberg Fernandes Alves, em 2008. As informações são da Folha de S.Paulo.
Ela tinha 15 anos e foi mantida refém por mais de 100 horas por Lindemberg, que à época tinha 22 anos, em um apartamento em Santo André (SP).
O rapaz estava inconformado com o fim da relação de três anos com a Eloá e invadiu o apartamento onde a ex-namorada estudava. Os disparos foram feitos quando a polícia entrou no apartamento.
A sanção da lei por Lula também foi assinada por ministras do governo federal: Margareth Menezes (Cultura), Macaé Evaristo (Direitos Humanos) e Márcia Lopes (Mulheres).
A autoria do projeto sobre o tema foi da senadora Leila Barros (PDT-DF), que foi aprovado no Senado em 2024 e na Câmara dos Deputados em novembro de 2025.
Em um passo histórico que reforça a defesa do multilateralismo, a União Europeia e o Mercosul formalizam, no próximo dia 17, o maior acordo comercial entre blocos do mundo. Mesmo com a assinatura, ainda há um longo processo para que o pacto entre plenamente em vigor, o que pode levar anos. Isso ocorre porque, após ser assinado pelos dois blocos, tem de ser aprovado pelas casas legislativas de cada país-membro, embora não seja necessário que todos aprovem para que comece a valer nas nações que já aceitaram os termos.
Apesar da possibilidade de demora para a concretização, o governo federal espera que isso seja definido ainda este ano, de preferência no primeiro semestre, para que entre em vigor sem a necessidade de os outros três países do Mercosul — Argentina, Uruguai e Paraguai — também aprovarem internamente. O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, reforçou que espera uma votação pelo Congresso Nacional ainda neste primeiro semestre. As informações são do Correio Braziliense.
“O acordo deve ser assinado nos próximos dias, e a nossa expectativa é de que a vigência ocorra este ano”, destacou o ministro. “Se o Congresso brasileiro votar no primeiro semestre, nós não dependemos da Argentina, do Uruguai e do Paraguai. Já entra em vigência.”
Alckmin destacou, durante entrevista coletiva na sede da pasta, que a União Europeia é o segundo maior parceiro comercial do Brasil — atrás somente da China — e que em 2025 movimentou US$ 100 bilhões na corrente de comércio — soma das exportações e importações.
Além disso, acrescentou que o acordo é um movimento que reforça o multilateralismo no mundo, após um ano marcado por guerra comercial liderada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e com participação de outros países, como a China, que voltou a elevar as tarifas sobre a carne bovina importada.
“Num momento geopolítico difícil, de instabilidade, de conflitos, é fundamental para o mundo. Mostra que é possível construir um comércio com regras, de abertura comercial, não do isolacionismo, mas do multilateralismo”, acrescentou o vice-presidente.
Apesar do otimismo com a aprovação ainda este ano, o gerente de Comércio Internacional da BMJ Consultores Associados, Josemar Franco, explicou que o histórico não é favorável no Congresso quando se trata de acordos internacionais no Congresso Nacional. “É um processo que pode levar de dois a três anos, em um cenário otimista”, avaliou. Além disso, mesmo que seja aprovado ainda em 2026, os efeitos sobre a balança comercial brasileira devem ser sentidos apenas daqui a quatro anos.
Por outro lado, o que pode jogar a favor do acordo é a força do setor produtivo dentro do Congresso, sobretudo do agronegócio, que pode se empenhar para acelerar as tratativas. “Então, nós não conseguimos observar uma força política significativa que seria contrário ao acordo. O agronegócio tem uma vontade muito grande de exportar mais para a Europa, assim como a indústria”, ressaltou Franco. Ele destacou que, mesmo com os efeitos sendo observados somente a longo prazo, a assinatura, por si só, já representa um passo histórico em um acordo que levou mais de duas décadas para se concretizar.
“E um acordo como esse consegue reajustar e readequar cadeias de valor. Ou seja, uma empresa pode começar a fazer um planejamento de que faz mais sentido produzir aqui e exportar para a Europa, ou vice-versa. Você tem reflexões muito abrangentes. Então, é um momento histórico que nós estamos vivendo e, do meu ponto de vista, positivo para ambos os lados”, concluiu.
Maior receita
O acordo pode gerar um ganho significativo para as exportações de produtos fabricados no Brasil. De acordo com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), a parceria deve gerar um aumento de receita da ordem de US$ 7 bilhões para as empresas nacionais.
A Apex destacou que o acordo prevê uma redução imediata de tarifas para itens estratégicos da pauta exportadora brasileira, como máquinas e equipamentos de transporte, casos de motores e geradores para energia elétrica, motores de pistão (autopeças) e aviões. Também pode haver ganhos com a venda de couro e peles, pedras de cantaria, facas e lâminas e produtos químicos.
Os termos também preveem uma redução gradativa das tarifas sobre diversas commodities, como carne de aves, carne bovina e etanol, que devem ser zeradas em um prazo de até 10 anos. Ainda assim, o acordo possui uma cláusula de salvaguarda que reforça o monitoramento das importações procedentes do Mercosul, com o objetivo de proteger principalmente os produtores rurais na Europa.
Para o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, o pacto também representa uma conquista do multilateralismo. “Esse acordo segue no sentido contrário ao que o mundo está andando. A própria Organização Mundial do Comércio (OMC) perdeu importância, e nós estamos falando aqui do maior acordo econômico do mundo”, frisou. Ele ressaltou as oportunidades com o negócio. “Estamos falando de uma população de mais de 700 milhões de habitantes e de um PIB de perto de US$ 22 trilhões. Só perde para o dos Estados Unidos, em torno de US$ 29 trilhões, e supera o da China, que gira em torno de US$ 19 trilhões”, argumentou Viana.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou ontem que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tem sentido tontura e perdido o equilíbrio ao se levantar. A declaração foi postada nas redes sociais três dias após o ex-mandatário ter caído da cama na sala onde cumpre pena, na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. O impacto da queda resultou em traumatismo craniano leve, sem qualquer comprometimento intracraniano, segundo o médico Brasil Ramos Caiado.
Michelle atribuiu a falta de equilíbrio do marido aos efeitos colaterais dos medicamentos que seu marido precisa tomar. “Hoje soube, por meio do advogado, que Jair está com perda de equilíbrio ao se levantar, em decorrência dos medicamentos. Mesmo assim, segue trancado”, escreveu Michelle. As informações são do jornal O Globo.
A ex-primeira-dama também manifestou temor de que Bolsonaro tenha nova queda e ninguém perceba o acidente. “Quando a segurança era feita apenas pela Polícia Federal, a porta permanecia aberta. Agora, com a Polícia Penal Federal, isso não é mais possível. O medo é real: ele pode cair novamente e ninguém ouvir”, afirmou.
Michelle acrescentou que “as autoridades estão cientes dos riscos reais de morte” que Bolsonaro corre “ao permanecer 24 horas trancado em um quarto”. “A integridade física dele é de responsabilidade do estado”, finalizou.
Quando caiu, na terça-feira, o ex-presidente não acionou o protocolo de urgência para estas situações e não avisou ninguém do acidente, segundo apurou O Globo. Durante a manhã, ele teria dito a policiais penais, que notaram o machucado, que não se tratava de nada. Ele relatou ter caído da cama, mas informou estar bem.
O veto integral do presidente Lula, na quinta-feira, ao projeto de lei que reduzia as penas aplicadas aos condenados pelos atos golpistas do 8 de Janeiro se junta a outros 69, sejam totais ou parciais, que aguardam análise do Congresso. Entre eles, estão os posicionamentos contrários do petista ao trecho da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que aumentaria o fundo partidário, ao crescimento do número de deputados federais e à unificação, em âmbito nacional, do limite de idade para ingresso nas carreiras de policial e bombeiro militares. Lideranças do Congresso se articulam para derrubar o veto ao PL da Dosimetria na volta do recesso, em fevereiro.
Até o fim do ano passado, quase metade (51) dos 106 vetos de Lula desde o início deste terceiro mandato foram derrubados parcialmente ou rejeitados pelo plenário do Congresso. As informações são do jornal O Globo.
Na semana passada, Lula sancionou a LDO com veto ao trecho que criava um mecanismo permanente de atualização do fundo partidário. A medida substituiria a negociação anual por um meio automático que poderia elevar o valor do fundo em 2026 na comparação com o patamar atual, dependendo das projeções de inflação e do espaço fiscal disponível.
A pressão do Legislativo sobre a execução orçamentária é especialmente sensível em 2026, por ser ano eleitoral. O petista, ao justificar o veto, afirmou que a proposta legislativa “contraria o interesse público” visto que “o aumento do valor do Fundo Partidário reduz o montante destinado ao pagamento das demais despesas da Justiça Eleitoral”.
Já o veto ao aumento das vagas da Câmara de 513 para 531 ocorreu em julho do ano passado sob argumento de que a proposta contraria o interesse público e seria inconstitucional por violar dispositivos da Constituição Federal, da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e da LDO de 2025.
O Palácio do Planalto defendeu que, ao prever o aumento do número de deputados federais, o projeto implicaria crescimento de despesas obrigatórias sem a devida estimativa de impacto financeiro, nem definição de fontes de compensação.
O veto de Lula ao projeto sobre policiais e bombeiros militares, por sua vez, apresentado pelo deputado bolsonarista Guilherme Derrite (PL-SP), ocorreu na quarta-feira. A iniciativa fixava em 35 anos a idade máxima para ingresso de oficiais e praças, e em 40 anos para oficiais médicos, de saúde ou com outras especializações. O critério etário atualmente em vigor varia de acordo com a legislação de cada estado, geralmente dentro da faixa entre 25 e 35 anos.
O Executivo afirma que a decisão pelo veto foi tomada após manifestações do Ministério da Justiça e da Advocacia-Geral da União (AGU), que defenderam a inconstitucionalidade do texto.
Porte de arma
O Congresso também precisa analisar ainda vetos de Lula como o ocorrido ao projeto que autoriza o porte de arma para policiais legislativos em assembleias estaduais e na Câmara Legislativa do Distrito Federal. O petista sancionou o texto em dezembro, mas vetou o trecho que dispensava os agentes de comprovar idoneidade, capacidade técnica e aptidão psicológica para o manuseio do armamento.
Outro caso que aguarda análise é o veto de Lula em outubro ao trecho de um projeto de lei que estabelecia como diretriz para o uso, a conservação, a proteção e a recuperação da vegetação nativa do bioma Pantanal a incorporação de áreas desmatadas ilegalmente ao processo produtivo.