Por Alcymar Monteiro Júnior*
Caro Magno,
Fui surpreendido com uma representação perante a Comissão Eleitoral Nacional da OAB, enviada pelo Colega Advogado Dr. Almir Reis, que me acusa de ter espalhado fake news e ter feito propaganda antecipada para as vindouras eleições da OAB/PE. O mais espantoso é que essa acusação se baseia em conversas particulares, realizadas em um grupo fechado de WhatsApp formado por colegas Advogados e ex-alunos da professora Schamkypou Bezerra, onde debatíamos de forma descontraída o cenário jurídico pernambucano entre o que achávamos ser, até então, amigos. No entanto, descobrimos que nem todos eram o que pareciam ser, e um “colega” resolveu trair essa confiança ao expor conversas privadas.
Ao que parece, discutir fatos amplamente conhecidos, como os apoios financeiros recebidos em campanhas passadas, agora é visto como um ataque. Uma das alegações é que eu teria propagado ‘notícias falsas’ sobre tais apoios à campanha de Dr. Almir, sendo que esse tema já foi amplamente discutido no meio jurídico e até noticiado por veículos de imprensa na época.
Leia maisEsse movimento é, no mínimo, curioso. Em vez de apresentar propostas ou uma plataforma sólida para se comunicar com a advocacia pernambucana, Dr. Almir escolheu judicializar conversas triviais. O objetivo parece claro: silenciar aqueles que discordam e intimidar quem ousa levantar questões incômodas. Fica evidente a intenção de censurar, como um ensaio do que virá, caso ele alcance uma posição de mando na OAB/PE, oxalá nunca ocorra.
O mais intrigante é o pedido liminar que ele fez, tentando forçar a exclusão de minhas mensagens e uma retratação pública por comentários que, em momento algum, ofenderam sua honra ou imputaram condutas ilícitas a ele, ou a qualquer outra pessoa. O que fiz foi expressar minhas opiniões sobre fatos notórios, e agora sou tratado como alguém que precisa se desculpar por simplesmente pensar e falar.
Dr. Almir quer censurar não só a mim, mas qualquer advogado que se atreva a questionar ou expor verdades desconfortáveis. Em minha defesa, deixo claro que não aceitarei nenhuma tentativa de calar minha voz. Sempre defendi e defenderei a liberdade de expressão e pensamento, princípios essenciais à Advocacia.
Por fim, reafirmo: esse episódio só permite demonstrar a fragilidade das ideias de quem, em vez de discutir, prefere judicializar debates para suprimir a divergência.
*Advogado
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