O doutor em Economia pelo Instituto de Economia (IE) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Rogério Sobreira, foi nomeado o novo economista-chefe do Banco do Nordeste (BNB). Sobreira será responsável por oferecer assessoria ao presidente e à Alta Administração do Banco nas decisões com impactos econômicos e sociais, além de avaliar o cenário macroeconômico nacional e mundial e seus reflexos sobre a área de atuação do Banco.
Rogério Sobreira possui graduação em Ciências Econômicas pela Universidade Federal de Pernambuco (1986) e mestrado em Economia pela Universidade Federal Fluminense (1995). Sua atuação profissional acumula experiência acadêmica – foi professor associado de economia e finanças na EBAPE/FGV – e executiva, tendo sido Diretor Financeiro do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) no período de 2015 a 2019. Rogério Sobreira atua principalmente nas áreas de financiamento do investimento, firma bancária e bancos de desenvolvimento.
Uma mesma apuração, envolvendo os mesmos personagens e investigadores. Mas, na hora da entrevista coletiva de imprensa, não deu para a equipe do governo federal e a equipe de São Paulo se apresentarem juntas. Por quê? Porque entrou um elemento político bombástico na história.
A Polícia Federal decidiu expor que os criminosos, ligados ao Primeiro Comando da Capital, o PCC, se beneficiaram de uma articulação da oposição bolsonarista para desacreditar o Pix no início do ano.
A Secretaria de Segurança de São Paulo não aceitou que se fizesse essa correlação e o impasse levou a serem promovidas entrevistas coletivas separadas – da equipe federal, em Brasília, e da equipe estadual, em São Paulo.
A diferença entre as duas apresentações é que a equipe federal sublinhou que uma fake news sobre a suposta intenção do Ministério da Fazenda de taxar o Pix atrapalhou a fiscalização sobre as fintechs utilizadas no esquema de fraudes operado PCC no setor de combustíveis. Uma das fake news, em janeiro, citava a norma da Receita Federal que tinha como objetivo combater fraudes e ocultação de dinheiro ilícito.
A Receita estava tentando obrigar as fintechs a informar transações de pessoas físicas acima de R$ 5 mil. Só ampliava um serviço de monitoramento que já existia para cartões de crédito e depósitos bancários.
“As fake news foram tão fortes que nós não conseguimos seguir [a origem inicial dessas] mentiras, por conta da força de quem as impulsionava. E as operações de agora revelam quem, de fato, se beneficiou”, afirmou o secretário da Receita Federal, Robson Barreirinhas.
Um vídeo do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) acusou o governo de tratar o pequeno comerciante como grande sonegador. Foi compartilhado por políticos bolsonaristas, inclusive o clã Bolsonaro, e obteve centenas de milhões de visualizações.
Diante da repercussão das fake news, a popularidade do governo despencou e o novo ministro da Comunicação, Sidônio Palmeira, convenceu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a mandar revogar o ato normativo do monitoramento. “A Receita Federal recebeu o maior ataque da história dela”, lamentou Barreirinha.
O esquema do PCC, que inclui lavagem de dinheiro no setor de combustíveis, só foi desmantelado na manhã desta quinta-feira (28), quando foram deflagradas três operações simultâneas – Quasar, Tank e Carbono Oculto. Foram cumpridos mais de 400 mandados judiciais, incluindo 14 de prisão, e centenas de buscas e apreensões em pelo menos oito estados do País.
As investigações apontaram que, com o uso de cerca de 1,6 mil postos de combustíveis, a facção criminosa movimentou aproximadamente R$ 140 bilhões entre 2020 e 2024. As medidas judiciais levaram ao bloqueio e sequestro de mais de R$ 3,2 bilhões em bens e valores.
A Receita informou que o PCC se utilizou de fintechs e de dezenas de fundos de investimentos. Ao todo, 42 alvos estão localizados em cinco endereços na Avenida Faria Lima, em São Paulo, maior centro financeiro do país. Mais de R$ 1 bilhão em bens foram bloqueados.
Resultado: este será mais um capítulo bombástico da novela da disputa eleitoral que o país viverá até outubro do ano que vem.
A disputa das últimas eleições presidenciais não acabou com o fechamento das urnas em outubro de 2022. Varou o ano seguinte, com quebra-quebra na Praça dos Três Poderes e tentativa de golpe de Estado cujo julgamento só deve terminar neste ano.
“Brasil oferece aos Estados Unidos lição de maturidade democrática”, diz The Economist
Por Larissa Rodrigues – Repórter do blog
Em meio ao desgaste na relação entre Brasil e Estados Unidos (EUA), com a guerra tarifária imposta pelo presidente norte-americano Donald Trump, e faltando quatro dias para começar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe de Estado, uma das mais conceituadas revistas britânicas, a The Economist, afirmou que o Brasil “oferece aos Estados Unidos uma lição de maturidade democrática”.
Na reportagem, publicada ontem (28), a revista compara o julgamento de Bolsonaro ao contexto político dos EUA sob a liderança de Donald Trump. O texto diz que, enquanto os norte-americanos se tornam “mais corruptos, protecionistas e autoritários”, “o Brasil está determinado a salvaguardar e fortalecer sua democracia”.
A capa da The Economist apresenta uma imagem de Bolsonaro com um chapéu igual ao que usava o “Viking do Capitólio”, um dos apoiadores de Donald Trump durante a invasão do Congresso norte-americano, em 6 de janeiro de 2021. O “Viking do Capitólio”, como passou a ser chamado o ativista de extrema-direita Jake Chansley, tornou-se um dos símbolos do ataque à sede do Poder Legislativo dos EUA.
A The Economist destaca que Bolsonaro e seus aliados provavelmente serão considerados culpados. “Isso faz do Brasil um exemplo de como os países se recuperam de uma febre populista”, considera o texto. A publicação ainda enfatiza que a maioria dos brasileiros vê com clareza o que Bolsonaro fez. “A maioria acredita que ele tenha tentado dar um golpe para permanecer no poder.”
O texto aponta que governadores conservadores que disputarão com o presidente Lula (PT) na eleição do próximo ano precisam dos votos dos apoiadores de Bolsonaro para vencer, mas diz que até eles criticam o estilo político do ex-presidente do PL.
“A maioria dos políticos brasileiros, tanto à esquerda quanto à direita, deseja deixar para trás a loucura bolsonarista e sua radical polarização. Dos magnatas empresariais de São Paulo aos caciques políticos de Brasília, há um surpreendente consenso em torno de uma agenda difícil, mas urgente, de mudanças institucionais”, avalia a The Economist.
A publicação da revista The Economist é um exemplo de que o mundo está de olho no Brasil e no que Bolsonaro tentou fazer para se manter no poder. Além disso, mostra que, muito provavelmente, só uma parte dos Estados Unidos, aquela ligada a Trump, caiu na narrativa de perseguição que Bolsonaro tentou emplacar quando começaram a chegar as consequências de seus próprios atos.
Brasil soberano – Durante ato de nomeação de autoridades aprovadas pelo Senado para autarquias e agências reguladoras, ontem, o presidente Lula (PT) disse que o Brasil está se “insurgindo” contra os Estados Unidos por não aceitar as justificativas do país para o tarifaço de 50% sobre parte dos produtos brasileiros. “Então é o seguinte: nós estamos nos insurgindo contra eles. Hoje eu disse para a imprensa mineira o seguinte: a hora que eles quiserem negociar, o Lulinha Paz e Amor está de volta”, declarou.
Falta de seriedade com o Brasil – O presidente Donald Trump citou, em sua carta antes do tarifaço, uma perseguição a Jair Bolsonaro (PL), medidas brasileiras contra big techs e déficit comercial. Ontem, Lula repetiu que irá regular as empresas de tecnologia e que qualquer instituição privada que quiser funcionar no Brasil precisa respeitar a legislação local. No caso de Bolsonaro, o petista disse que o julgamento é feito por outro Poder e que ele foi acusado por ex-colegas e não por opositores. “Nem o Mauro Vieira conseguiu falar (com os EUA), nem o Alckmin conseguiu falar, e o Haddad estava com uma reunião com o secretário do Tesouro, suspendeu a reunião com o Haddad e foi se reunir com o deputado Eduardo Bolsonaro. Uma demonstração da falta de seriedade nessa relação com o Brasil”, disse Lula.
Desembarque mais próximo – O União Brasil pode se antecipar ao PP e deixar o governo antes mesmo de seu parceiro de federação partidária. A decisão deve ser tomada em reunião marcada para a próxima terça-feira (2), quando a bancada do partido discutirá o tema. Embora os dois partidos tenham oficializado uma federação na semana passada (compromisso que os obriga a atuarem juntos nas eleições de 2026 e 2028, além de manterem alinhamento no Congresso), cada legenda poderá adotar estratégias próprias em relação à ocupação de espaços políticos no governo. As informações são da CNN Brasil.
Diogo líder do PSDB – A desembargadora Valéria Bezerra Pereira Wanderley, do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), acolheu os argumentos apresentados pelo PSDB em agravo de instrumento e manteve o deputado Diogo Moraes como líder da bancada na Alepe. A decisão, ontem, reverteu decisão judicial anterior que anulava a indicação do parlamentar para a função. Com isso, Moraes segue como integrante e presidente da CPI do Bilhão, instalada para investigar supostas irregularidades em contratos de publicidade na gestão da governadora Raquel Lyra (PSD).
Mirella em Brasília – A prefeita de Olinda, Mirella Almeida (PSD), está em Brasília esta semana, cumprindo uma agenda estratégica, com reuniões com os ministros Jader Filho, das Cidades, e André de Paula, da Pesca. Durante os encontros, foram apresentados projetos essenciais para o desenvolvimento de Olinda, com foco em áreas prioritárias como habitação, infraestrutura e urbanização. As conversas abriram portas para novas parcerias e investimentos em obras estruturantes, com potencial de transformar a cidade.
CURTAS
Silvinho e Raquel – O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos), e a governadora Raquel Lyra (PSD) participam, hoje (29), de cerimônia para anunciar obras no Complexo Portuário e Industrial de Suape. Será assinada a ordem de serviço para o início das obras de dragagem do canal interno do terminal marítimo, no município de Ipojuca. Serão investidos cerca de R$ 204 milhões, sendo R$ 100 milhões do Governo Federal e R$ 104 milhões do Estado.
Auxílio-alimentação suspenso – A Vara da Fazenda Pública da Comarca de Garanhuns, no Agreste, suspendeu, em caráter liminar, o pagamento do auxílio-alimentação do prefeito Sivaldo Albino (PSB), do vice-prefeito, de secretários municipais e de presidentes de autarquias. O benefício havia sido aprovado pela Câmara de Vereadores em 13 de agosto e instituído pela Lei Municipal nº 5.371/2025, sancionada no dia seguinte. A decisão cabe recurso.
IML de Garanhuns – O deputado estadual Izaías Régis (PSDB) comemorou, ontem, a homologação da licitação para construção do Instituto de Medicina Legal (IML) de Garanhuns, que fará parte do novo Complexo da Polícia Científica. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado e representa um avanço histórico para Garanhuns e os 21 municípios do Agreste Meridional.
Perguntar não ofende: Quem vai deixar primeiro o Governo Lula, União Brasil ou PP?
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) autorizou o Itamaraty a acionar a Camex (Câmara de Comércio Exterior) para iniciar consultas para a aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica contra os Estados Unidos.
A medida acontece em resposta ao tarifaço de 50% aos produtos brasileiros colocado em prática no ínicio deste mês após determinação do presidente norte-americano, Donald Trump.
Abertura do processo: A Camex acusará o recebimento do pedido do Itamaraty, que, por sua vez, vai comunicará a iniciativa ao governo do presidente Donald Trump.
Base legal: A Lei da Reciprocidade foi aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente Lula em julho.
Coordenação interministerial: O Itamaraty, sob orientação da Presidência e em conjunto com outros ministérios, notificou a Camex para produzir, em até 30 dias, um relatório técnico analisando se as medidas americanas se enquadram na lei.
Grupo de trabalho: Caso a Camex conclua que há enquadramento, será instalado um grupo específico para sugerir contramedidas econômicas, que podem incluir retaliações no comércio de bens, serviços e propriedade intelectual.
Notificação aos EUA: O Itamaraty já iniciou uma análise preliminar e comunicará oficialmente os Estados Unidos nesta sexta-feira. O aviso abre espaço para que Washington se manifeste, permitindo diálogo e negociação diplomática.
Paralelo internacional: A iniciativa brasileira foi comparada à Seção 301 dos EUA, instrumento legal usado por Washington para investigar práticas comerciais consideradas injustas e autorizar retaliações.
Presidente da Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara, o deputado Reimont (PT-RJ) protocolou nesta quinta-feira (28/8) um ofício ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, pedindo a abertura de investigação contra o deputado federal Nikolas Ferreira (PL). No documento, Reimont também solicita que seja avaliada a possibilidade de prisão preventiva, caso as apurações indiquem risco à ordem pública.
A solicitação cita a prisão em flagrante de Glaycon Raniere de Oliveira Fernandes, primo de Nikolas, detido em Uberlândia (MG) com 30,2 kg de maconha. No texto, Reimont afirma que o episódio levanta a necessidade de apurar eventuais vínculos familiares, políticos e financeiros entre o parlamentar e a estrutura criminosa investigada. As informações são do Metrópoles.
O pedido também cita a atuação de Nikolas em janeiro deste ano, quando o deputado fez campanha contra a iniciativa da Receita Federal de mapear quem fizesse transações via Pix acima de R$ 5 mil. Segundo o ofício, a divulgação contribuiu para a pressão pela revogação de uma norma da Receita Federal voltada a ampliar a fiscalização de fintechs, mecanismo apontado por autoridades como utilizado em esquemas de lavagem de dinheiro.
“O grande crime organizado mantém relações espúrias com uma parcela corrupta de agentes do Estado, praticando violações sistemáticas de direitos humanos. Como presidente da Comissão, é meu dever zelar pela integridade democrática e pela proteção dos direitos humanos”, afirmou Reimont.
Ainda segundo o parlamentar petista, “o país precisa de respostas rápidas e firmes para proteger a sociedade e fortalecer as instituições democráticas”.
A CPI do INSS realizou a sua primeira oitiva nesta quinta-feira. O depoimento da defensora pública Patrícia Bettin Chaves, coordenadora do setor previdenciário da Defensoria Pública da União (DPU), foi marcado por controvérsias em relação ao período em que as fraudes tiveram início e embates até mesmo com parlamentares. Patrícia fez alertas sobre descontos em aposentadorias antes do início das investigações da PF. Ao colegiado, ela disse ter identificado irregularidades sobre descontos de aposentados e pensionistas do INSS ainda em 2019 e trocou farpas com o senador Marcos Rogério, em um momento acalorado da sessão.
Apesar de ter identificado desvios ainda em 2019, período do governo de Jair Bolsonaro (PL), Patrícia disse ter se debruçado ao tema em 2023, já durante a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva, quando assumiu a Câmara de Coordenação e Revisão Previdenciária da Defensoria Pública da União. A defensora afirmou que havia uma espécie de padrão nos descontos. As informações são do jornal O Globo.
— Os valores iam de R$ 30 a R$ 90. Identificamos que os descontos ocorreram em aposentados e pensionistas, na sua grande maioria, pessoas idosas, mais vulneráveis, de baixa renda, com benefício mínimo. Muitos descontos associativos em comunidades mais remotas, indígenas, quilombolas, comunidades ribeirinhas. Então, era um padrão, na verdade. Tanto o padrão em relação a valores, quanto na forma de descontos. Geralmente estava atrelado a um crédito consignado — detalhou a defensora.
Em mais de uma ocasião, quando questionada pelos parlamentares de oposição sobre uma possível prevaricação sobre o caso, pelo fato de não ter se aprofundado nas investigações, reafirmou que “a função da Defensoria Pública da União não é investigar”.
Em mais de um momento, ela travou embates com senadores bolsonaristas.
Questionada pelo senador Marcos Rogério (PL-TO) sobre possíveis negligências em relação a órgãos que, apesar de investigados, não foram alvos das medidas anunciadas pelo governo federal, ela se recusou a responder.
.— A senhora identificou descontos indevidos, falhas no mecanismo de controle do INSS e recomendou proteção. A pergunta: na sua visão foi negligência administrativa, cegueira deliberada ou favorecimento ao criminoso de fazer os descontos? — questionou o senador.
— Essa pergunta eu respondi que preferia não responder. Você está perguntando a minha visão — rebateu a defensora pública.
Em outro momento em que perguntaram sobre a sua opinião pessoal, Patrícia respondeu ao senador Rogério Marinho (PL-RN) e recebeu aplausos dos governistas.
— Se a pergunta é ‘na sua opinião’, é na sua visão como profissional. Se a senhora está com dificuldade de entender a pergunta, eu vou fazer de novo — afirmou.
— Não, eu não estou com dificuldade. Talvez você esteja com dificuldade de fazer a pergunta — devolveu,
Nesta quinta, a CPI também aprovou um requerimento para levantar as movimentações de entrada e saída de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como o “careca do INSS”, no ministério da Previdência entre os anos de 2019 e 2025. Ele é apontado como operador central, responsável por intermediar as relações entre associações fraudulentas e servidores públicos. Um outro requerimento, que visava quebrar o sigilo em relação às idas dele ao Senado, entretanto, não foi votado pelos parlamentares. Além deste, 37 requerimentos para acesso a documentos, informações do INSS e outros órgãos também foram aprovados na sessão.
Sessenta e três pessoas, sendo 28 adultos e 35 adolescentes, foram conduzidas para delegacias na noite de quarta-feira (28), durante a realização do show da cantora Priscila Senna, no marco Zero, área central do Recife. O balanço foi divulgado pela Secretaria de Defesa Social (SDS), que colocou em operação 711 profissionais da segurança.
Os dados da SDS levam em conta as ocorrências registradas até às 8h desta quinta-feira (28). Duas pessoas foram autuadas por porte de arma branca. O show teve início às 18h55 e término às 23h e barreiras foram feitas desde às 14h nas pontes de acesso ao Recife Antigo para revista do público e substituição de garrafas, além de 16 barreiras próximas ao epicentro do evento, destinadas ao controle da entrada de ambulantes.
A pasta destacou que não houve ocorrências “graves”, mas que a Polícia Militar identificou grupos conhecidos como “galeras” vindos de diversos pontos da cidade, muitos deles com transmissões ao vivo em redes sociais, demonstrando intenção de promover confrontos. As informações são do Diario de Pernambuco.
Vídeos de arrastões e brigas tomaram conta das redes sociais nesta quinta-feira, mas a SDS afirmou que os cenários foram contidos e dispersados.
Os agentes das forças de segurança também realizaram abordagens em diversos pontos estratégicos, como Ponte Preta (Olinda), Pátio de Santa Cruz (Boa Vista), Av. Conde da Boa Vista, Av. Guararapes (Santo Antônio), Av. Cruz Cabugá (Santo Amaro), Cais de Santa Rita, Praça do Derby e Cabanga.
As ações foram coordenadas a partir do Centro Integrado de Comando e Controle (CICCE), contando com o emprego de guarnições do Batalhão de Radiopatrulha, GATI, BOPE, BPTran, RPMon, CIPMoto BPTur, 16º BPM, sobrevoo de aeronaves do GTA, equipes de drones, inteligência e patrulhas a pé.
A Polícia Civil de Pernambuco também esteve presente, com a Delegacia do Rio Branco ativada das 16h à meia-noite, no horário anterior e posterior à gravação do DVD, com 11 policiais civis, inclusive com o Comando de Operações de Recursos Especiais (CORE).
“Tivemos o registro de boletins de ocorrências por furto, os quais serão instaurados inquéritos policiais, e dois boletins por porte ilegal de arma branca, sendo uma faca e uma soqueira, onde foram lavrados Termos Circunstanciados de Ocorrência” detalhou o delegado Paulo Gondim, gestor da Diretoria Integrada Metropolitana.
Já o diretor geral de Operações do Corpo de Bombeiros, coronel Robson Roberto, afirmou que a força operacional da Operativa da SDS contou com 40 militares e 10 viaturas, das quais duas lançadas no próprio terreno, sendo uma de combate a incêndio e uma de atendimento pré-hospitalar, além de 8 viaturas para pronto emprego nas demais áreas da Região Metropolitana.
A secretária de Obras e Serviços Públicos de Gravatá, Viviane Facundes, que é esposa do prefeito Padre Joselito (Avante), teve o afastamento do cargo determinado pela Justiça em decisão proferida nesta quinta-feira (28). A gestora foi condenada no processo por improbidade administrativa , após o Tribunal de Contas do Estado identificar irregularidades no contrato de limpeza urbana da cidade.
A sentença expedida pelo juiz Luís Vital do Carmo Filho, da 1ª Vara Cível da Comarca de Gravatá, condena o prefeito Padre Joselito por nepotismo e estabelece o pagamento de multa referente a 12 vezes o salário que a secretária Viviane Facundes recebeu enquanto estava no cargo. O valor equivale a mais de R$ 2 milhões.
Na decisão, o magistrado afirmou que a secretária não possui qualificações técnicas que justifiquem a sua nomeação para o cargo. O documento diz também que o prefeito tentou dar uma aparência de legalidade ao ato. O juiz considerou que a nomeação foi um ato de favoritismo familiar.
“ A nomeação de um parente para um cargo político só se sustenta se for razoável, o que demanda, como requisito mínimo, a qualificação técnica para a função. Sem ela, a nomeação deixa de ser um ato discricionário legítimo e passa a ser mero arbítrio e favoritismo, configurando o nepotismo em sua forma mais explícita”, diz um trecho da sentença.
Procurada, a Prefeitura de Gravatá não se pronunciou sobre o assunto.
A organização criminosa infiltrada no setor de combustíveis movimentou, pelo menos, R$ 52 bilhões desde 2020. O grupo, alvo de outra investigação naquele ano, não só se reestruturou como cresceu nesse período, apontam as investigações.
A Operação Carbono Oculto, deflagrada na manhã desta quinta-feira (28), revelou que o grupo criminoso é ligado a integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). O esquema abrangia toda a cadeia produtiva e de comercialização de combustíveis, desde usinas sucroalcooleiras até postos de gasolina, utilizando uma rede sofisticada de empresas e mecanismos de ocultação financeira. As informações são do jornal O Globo.
O grupo importava metanol, um material altamente inflamável e tóxico, e direcionava o produto a postos e distribuidoras para adulterar combustíveis, gerando lucros bilionários à organização criminosa.
Segundo a Receita, o esquema de lavagem de dinheiro incluía desde empresas formuladoras de combustíveis até os postos, tanto na venda de álcool, gasolina e diesel quanto nas lojas de conveniência e padarias que ficam nesses locais. Para dificultar o sistema antilavagem de capitais, os valores eram inseridos no sistema financeiro por meio de fintechs e instituições de pagamento, em vez de bancos convencionais. O dinheiro de origem ilícita então era reinvestido em negócios e propriedades por meio de fundos de investimentos.
Em coletiva de imprensa, a superintendente da Receita Federal em São Paulo, Marcia Cecília Meng, afirmou que a operação de hoje expõe não apenas a infiltração do crime organizado na economia formal, mas também sua “bancarização”.
— Nós conseguimos perceber que as fintechs envolvidas nessa operação bancarizaram o dinheiro do crime organizado. Uma vez dentro do sistema financeiro, dificilmente algum de nós vai questionar se o dinherio veio de forma regular ou irregular. Essa é uma brecha regulatória muito sensível — pontuou Marcia.
Segundo o Ministério Público de São Paulo, a organização criminosa usou as empresas Copape e Aster, formuladora e distribuidora de combustíveis, para cometer as fraudes. As companhias já haviam sido investigadas anteriormente e chegaram a ter a licença cassada pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
O promotor João Paulo Gabriel, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo, confirmou o envolvimento direto de fundos e agentes do centro financeiro de São Paulo, a Faria Lima, no esquema de lavagem do PCC. Mas disse que o nível de participação está sendo aprofundado pelas investigações.
— Esse é um ponto importante. Ainda não podemos afirmar que eles atuam de forma cooperada, que é um único grupo. Mas também não dá para descartar. Em alguns fundos específicos, identificamos sobreposições. Ou seja, atuação conjunta. Não dá para falar que é um ecossistema compartilhado. Qual o nível dessa sobreposição? É o que a gente quer saber — disse.
A Promotoria não detalhou nomes de postos de combustíveis envolvidos no esquema, apenas afirmou que são de diversos tipos, com e sem bandeira, de rede ou autônomo. No âmbito dessa operação, nenhum posto foi fechado. A medida imediata para limitar a atuação do grupo é a fiscalização, por parte da Receita Federal, da importação irregular do metanol e a posterior adulteração do combustível.
A Operação Carbono Oculto cumpriu 248 mandados de busca e apreensão e nenhum de prisão em oito estados. Ao todo, 766 policiais participaram das buscas. De forma concomitante, a Polícia Federal também deflagrou duas operações em São Paulo e no Paraná para coibir a atuação do crime organizado na cadeia produtiva de combustíveis.
A prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado, e o marido, pré-candidato a Estadual, Breno Araújo, deixaram de lado o recente afastamento político e compareceram ao Ouvir Para Mudar, do governo Raquel Lyra, ao lado da governadora. As informações são do Blog do Nill Júnior.
Na posição oposta, o Deputado Estadual Luciano Duque e Sebastião Oliveira, presidente estadual do AVANTE e pré-candidato a Estadual.
O clima tendo como pano de fundo a falta de apoio para a festa de Setembro, com a questão tomando a imprensa, gerou duvidas sobre a presença de Márcia.
A gestora, entretanto, pesou o caráter institucional e apareceu para acompanhar a agenda.
Ausente nas últimas agendas do governo Lula em Pernambuco, a governadora Raquel Lyra (PSD) tem se reaproximado do PL de Anderson Ferreira. Junto ao deputado federal Eduardo da Fonte (PP), eles jantaram na casa do secretário estadual da Casa Civil, Túlio Vilaça, em Gravatá, no último sábado (23). Ambos Ferreira e da Fonte são pré-candidatos ao Senado Federal em 2026.
Da Fonte seria o responsável por incitar a aproximação. Aliados desde 2022, o PL rompeu com o Palácio depois que eles perderam o comando do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) para o próprio ‘Dudu’, como é conhecido o deputado federal.
Apesar do racha, Ferreira já havia declarado interesse em reatar com Raquel. Ele participou dos eventos partidários do PSD e até filiou quadros do PL na sigla, como a primeira-dama de Jaboatão dos Guararapes, Andrea Medeiros, que também é sua cunhada. O único impeditivo para uma aliança seria Raquel dividir o palanque com Lula em 2026. As informações são do Diario de Pernambuco.
Na Assembleia Legislativa (Alepe), as relações da base com o PL também se estreitaram. O palácio recebeu quatro dos cinco deputados estaduais do partido para negociar a indicação de um parlamentar simpatizante de Raquel para tentar garantir a maioria governista na CPI da Publicidade.
Esse diálogo de Raquel com a centro-direita se alinha com o projeto nacional do PSD. O presidente do partido, Gilberto Kassab, quer o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) como candidato à presidência em 2026, o que pode ser um caminho para a pernambucana conseguir o voto conservador e afastar associações ao bolsonarismo.
O grupo político de Anderson Ferreira também disputa o controle da legenda com a corrente mais ligada a Bolsonaro no Estado. No início de agosto, o diretório do PL no Recife fez uma mudança brusca na liderança ao tirar a presidência de Gilson Machado e dar para o vereador Paulo Muniz.
Da Fonte mais próximo Raquel “chegou junto” da bancada do PP após João Campos começar a se aproximar de Eduardo da Fonte, seu principal aliado político e presidente estadual da federação União Progressista (UB/PP).
Hoje, Dudu controla uma fatia importante do orçamento do Estado, mas estaria insatisfeito com a falta de reciprocidade da governadora e por não participar de decisões importantes. No entanto, ambos se reuniram recentemente para aparar arestas.
‘Dois palanques’ de Lula esfriando Raquel alegou conflitos de agenda nos dois últimos compromissos do governo Lula no Estado. Na passagem do petista por Goiana, na Mata Norte, e pelo Recife no último dia 14, ela estava nos municípios de Petrolina e Ouricuri, no Sertão, inaugurando escutas populares do Ouvir Para Mudar. A gestão estadual foi representada na agenda presencial pela vice-governadora Priscila Krause (PSD).
Já na agenda do ministro da Educação, Camilo Santana, na capital pernambucana na última quarta-feira (27), a governadora viajou por várias cidades do interior para vistoriar estradas, inaugurar uma cozinha comunitária e iniciar novas etapas do programa de escutas. Desta vez, o primeiro escalão de Raquel não esteve representado ao lado do ministério.
Tanto a governadora quanto o governo Lula desconversaram a ideia de que a ausência dela nos eventos seria um sinal de distanciamento. “Não pode pernambucano querer desmanchar em Brasília o que fazemos aqui. Temos parceria com o Governo Lula, com a Presidência da República e com todos os ministros”, discursou Raquel, em Ouricuri.
Uma resposta similar foi dada por Camilo Santana na quarta, questionado se a governadora estaria se distanciando de Lula. “Ao contrário. A governadora é uma parceira importante, esteve recentemente na solenidade do prêmio nacional do MEC. Sei o que é a agenda de governador, às vezes acontecem contratempos, mas vamos remarcar. Já fiz várias agendas com Raquel e voltarei outras vezes aqui para construirmos agendas conjuntas”, afirmou.
Apesar de manter uma boa relação, as ausências indicam que dividir palanques com Lula deixou de ser uma prioridade para Raquel diante da aliança praticamente garantida entre o presidente e o prefeito do Recife, João Campos (PSB), candidato natural para o governo de Pernambuco em 2026.
Alguns petistas ainda não descartam a possibilidade de dois palanques, mas o cenário não agrada João. Presidente nacional do PSB, o recifense articula apoio exclusivo do petista em Pernambuco e a permanência de Geraldo Alckmin (PSB) na vice-presidência em troca de fortalecer as chapas do PT em outros estados.
O secretário-executivo de Comunicação e Imprensa de Vitória de Santo Antão, Daniel Cruz, que faz parte da gestão do prefeito Paulo Roberto, teve um projeto selecionado pela Fundação Escola Nacional de Administração Pública (Enap), uma das mais renomadas instituições do país e vinculada ao Governo Federal.
Daniel vai representar Pernambuco no II Encontro de Pesquisa da Pós-Graduação Stricto Sensu da Enap, que acontecerá em Brasília, entre os dias 16 e 18 de setembro. O trabalho, desenvolvido em parceria com Glaucielia Sarmento, servidora do Governo do Distrito Federal, obteve nota máxima (10) na disciplina de Economia, Desenvolvimento e Instituições, do Doutorado em Administração Pública do IDP, instituição fundado pelo Ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes.
ntitulado “Uma Avaliação da Lei nº 14.814/2024 à Luz da Legística” (An Assessment of Law no. 14,814/2024 in light of Legistics), o trabalho analisa a lei que estabelece a prorrogação da obrigatoriedade de exibição comercial de obras cinematográficas brasileiras em salas de cinema, como parte da Política Nacional do Cinema.
Com a aprovação, Daniel se junta a estudantes e pesquisadores de todo o Brasil que apresentarão trabalhos de relevância acadêmica e prática para a gestão pública.
Universidade Harvard
O estudo também será avaliado pela Harvard Kennedy School, escola de governo da Universidade Harvard, uma das mais prestigiadas instituições do mundo.
“Recebo com muita alegria e humildade a oportunidade de participar deste evento tão importante na Enap. Agradeço ao IDP, aos colegas e professores que me acompanharam nesta jornada. Precisamos reforçar o conhecimento em políticas públicas de qualidade para transformar a vida das pessoas”, afirmou Daniel.
Na manhã desta quinta-feira (28), a Assembleia Legislativa de Pernambuco debateu, em plenário, a suspensão do serviço na Linha Sul do Metrô do Recife. O deputado Coronel Alberto Feitosa levou o tema à tribuna após o fechamento de 10 estações desde a manhã de ontem por problemas na rede elétrica, o que, segundo ele, afetou cerca de 60 mil usuários, gerando filas nos terminais de ônibus e atrasos para trabalhadores e estudantes da região do Aeroporto e do Shopping Recife.
As estações fechadas foram: Cajueiro Seco, Prazeres, Monte Guararapes, Porta Larga, Aeroporto, Tancredo Neves, Shopping, Antônio Falcão, Imbiribeira e Largo da Paz. Em sua fala, Feitosa citou declarações do assessor de comunicação da CBTU sobre sucateamento do sistema e planilhas apresentadas ao ministro da Casa Civil, Rui Costa, que apontariam incompatibilidade entre custos e repasses federais, além de carências em manutenção, troca de equipamentos e contratação de pessoal. O parlamentar também questionou a proposta de transferência do metrô ao governo estadual e a eventual privatização, alegando falta de atratividade diante do quadro atual.
No contexto do histórico de interrupções, o deputado lembrou que, desde agosto de 2024, o metrô não opera aos domingos por obras de manutenção nas Linhas Centro e Sul, e listou ocorrências recentes: incêndio em trem na Estação Cavaleiro (10/06/2025); interdição do VLT entre Marcos Freire e Curado devido às chuvas (16/05/2025); queda de energia com explosão de transformador que paralisou ramais da Linha Centro por 24 horas (20/06/2024); além de paradas integrais ou parciais por falhas elétricas na Linha Sul e na Linha Centro em 18/06, 10/06, 14/04 e 11/03 de 2024.