A proposta do deputado federal e ex-ministro da Educação, Mendonça Filho, que estabelece reajuste anual, com base no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), dos valores das bolsas de estudo e pesquisa ofertadas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) foi aprovado nesta terça-feira (13), pela Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação (CCTI) da Câmara dos Deputados. “É fundamental garantir a tranquilidade do pesquisador e do bolsista da Capes, valorizando a formação e a pesquisa”, afirmou Mendonça, comemorando a aprovação da CCTI.
O PL de Mendonça foi relatado na CCTI pela deputada Jandira Feghali e, agora, segue para as comissões de Educação, Finanças e Tributação e, por último, Constituição e Justiça. “Com certeza o projeto será aprovado nas demais comissões e no plenário. “O compromisso com a educação passa por garantir o orçamento das bolsas de estudo e pesquisa no sistema, sem cortes no quantitativo, e reajuste anual dos valores. Com isso, evitamos que estudantes desistam de seus projetos de pesquisas”, defendeu Mendonça.
O texto original do PL, de autoria de Mendonça, previa reajuste anual das bolsas da Capes, que já chegaram a ficar cerca de 10 anos sem reajuste. Quando assumiu o Ministério da Educação em 2016, Mendonça afirma que encontrou um corte significativo de R$ 6,4 bilhões no orçamento da pasta e a CAPES sem recursos suficientes para manter o programa de bolsas de pesquisa. Durante sua gestão, apesar das dificuldades orçamentárias, Mendonça não apenas preservou o programa, mas também ampliou o número de concessões em 4,8%.
No texto substitutivo, a relatora Jandira Feghali destacou o mérito da proposta de Mendonça considerando que a manutenção e o incremento das bolsas da Capes são fundamentais para o desenvolvimento econômico e social do Brasil. No entanto, a relatora excluiu do texto a proposta de reajuste de 40%, sob a justificativa de que o Governo Federal concedeu, em 2023, reajuste médio de 40% nas bolsas de estudo e pesquisa da Capes.
O deputado federal e pré-candidato ao Senado, Eduardo da Fonte (PP/UP), participou, na manhã deste domingo (7), da 29ª Cavalgada de Macaparana, na Zona da Mata Norte de Pernambuco. Tradicional no calendário cultural da região, o evento reuniu uma multidão e atraiu público de diversas cidades do estado. Eduardo da Fonte esteve acompanhado do deputado federal Lula da Fonte (PP/UP), do prefeito de Macaparana, Paulo Roberto Paquinha (PP/UP), e do deputado estadual Antônio Moraes.
Durante a cavalgada, Eduardo destacou a importância cultural e econômica do evento. “A 29ª Cavalgada de Macaparana reafirma seu papel como um dos principais eventos do calendário cultural da Mata Norte pernambucana. É uma tradição que valoriza nossas raízes, movimenta a economia local e promove a integração entre os municípios. Fico muito feliz em participar de um momento tão importante para a região”, afirmou.
O STF (Supremo Tribunal Federal) deve retomar nesta semana a discussão sobre a responsabilização das plataformas digitais por conteúdos publicados por usuários. O plenário da Corte pautou para quarta-feira (10) a análise dos recursos apresentados por empresas como Google e Meta contra a decisão que alterou a interpretação do Marco Civil da Internet e ampliou as hipóteses de responsabilização das redes.
Os recursos serão analisados em um momento de disputa sobre a regulação das plataformas digitais no país. No final de maio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) editou decretos que ampliam a fiscalização sobre as chamadas big techs e fortalecem o papel da ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados), medida que desagradou a oposição no Congresso. As informações são da CNN Brasil.
Em junho de 2025, o STF considerou parcialmente inconstitucional o artigo 19 do Marco Civil da Internet, dispositivo que condicionava a responsabilização das plataformas ao descumprimento de uma ordem judicial de remoção de conteúdo.
Pela tese aprovada, as empresas podem ser responsabilizadas em diversas situações após receberem notificações extrajudiciais sobre conteúdos considerados ilícitos.
A decisão também criou um “dever de cuidado” para plataformas em casos envolvendo conteúdos relacionados a terrorismo, atos antidemocráticos, crimes contra crianças e adolescentes, violência contra mulheres, discriminação e outros ilícitos graves.
Agora, Google e Meta pedem esclarecimentos sobre diversos pontos da decisão. Entre os principais questionamentos estão a definição do marco temporal para aplicação da nova tese, os critérios mínimos para notificações extrajudiciais, o alcance da responsabilização das plataformas e os parâmetros para caracterização de conteúdos ilícitos.
A Meta também defende que a Corte esclareça que a remoção sem ordem judicial deve ocorrer apenas em casos de ilegalidade manifesta, argumentando que a redação atual pode estimular a remoção excessiva de conteúdos por receio de sanções.
As empresas ainda pedem que o STF estabeleça um período de adaptação para implementação das novas obrigações impostas às plataformas e esclareça o alcance de conceitos como “falha sistêmica”, “dever de cuidado” e “presunção de responsabilidade”.
Debate além do Judiciário
Para Bianca Mollicone, advogada especializada em regulação de plataformas digitais, o julgamento dos embargos ganhou uma relevância maior após a edição dos decretos do governo Lula.
“O decreto editado pelo governo incorpora diversos elementos da tese fixada pelo STF, inclusive em temas que ainda são objeto de pedidos de esclarecimento perante a própria Corte”, afirmou em entrevista à CNN Brasil.
Segundo a especialista, o julgamento ganhou relevância além do campo jurídico e passou a afetar o debate sobre quem deve estabelecer as regras para o funcionamento das plataformas digitais no Brasil.
“O timing é institucionalmente relevante porque os embargos serão julgados justamente quando o debate sobre a regulação das plataformas digitais deixou de ser apenas judicial e passou a envolver diretamente, além do Legislativo, também o Poder Executivo”, disse.
Na avaliação da advogada, pontos que ainda aguardam definição pelo STF, como os conceitos de “falha sistêmica”, “dúvida razoável”, responsabilidade por notificações e alcance do dever de cuidado, podem impactar o próprio fundamento regulatório dos decretos editados pelo governo.
Reação do Congresso
Os decretos assinados por Lula provocaram forte reação de congressistas da oposição. Na Câmara dos Deputados, parlamentares da oposição protocolaram PDLs (Projetos de Decreto Legislativo) para derrubar os decretos editados pelo governo. No Senado, congressistas também apresentaram iniciativas com o mesmo objetivo.
Os críticos argumentam que o governo estaria ampliando competências da ANPD e criando mecanismos de regulação das plataformas sem autorização legislativa.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), determinou que a consultoria jurídica da Casa avalie se os decretos extrapolaram as competências constitucionais do Poder Executivo.
Para Bianca Mollicone, uma das principais controvérsias pode estar justamente na escolha da ANPD como órgão responsável pela fiscalização das plataformas. “O ponto mais controverso do decreto talvez não seja a moderação de conteúdo em si, mas a escolha institucional feita pelo Executivo”, afirmou.
Segundo ela, a discussão que tende a surgir é se a ampliação das atribuições da autoridade poderia ser realizada por decreto ou se dependeria de autorização legislativa específica do Congresso Nacional.
“O decreto atribui à ANPD funções regulatórias, fiscalizatórias e sancionatórias sobre deveres das plataformas que não estavam originalmente previstos na legislação que criou a agência. […] Apesar da ANPD ser hoje uma agência reguladora, isso não significa ter competência universal sobre qualquer matéria digital. No Brasil, competência regulatória continua sendo matéria de lei”, diz.
A proposta do fim da escala 6×1 – de seis dias de trabalho e um de descanso – deve começar a ser debatida pelos senadores nesta semana. A expectativa é que o tema seja discutido entre líderes partidários e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), em reunião prevista para terça-feira (9).
O texto aprovado na Câmara dos Deputados chegou ao Senado há mais de dez dias, mas ainda não teve um despacho de Alcolumbre. Segundo ele, a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) não irá direto ao plenário e deve passar pela análise em comissão. A intenção é alinhar o trâmite da matéria no encontro com os chefes de bancada nesta semana. As informações são da CNN Brasil.
Considerada um ativo eleitoral, a PEC foi aprovada na Câmara na última semana de maio. O governo considera a pauta prioritária e defende uma aprovação rápida. Alcolumbre, no entanto, já sinalizou que o Senado não atuará apenas como uma Casa “carimbadora” e deve sugerir ajustes no texto. Ele afirmou que o texto será analisado “sem pressa”.
O presidente do Senado vive momento de relação tensionada com o Planalto, desgastada desde a rejeição do nome de Jorge Messias para uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal).
Em paralelo, um texto alternativo, que determina a remuneração por hora trabalhada, já recebeu despacho de Alcolumbre e foi enviado à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). A matéria foi articulada pela oposição e apresentada no Senado para contrapor o fim da escala 6×1.
Como a CNN mostrou, no entanto, a proposta da redução na jornada de trabalho aprovada na Câmara deve ter prioridade na análise na CCJ. Uma vez enviada para a comissão, caberá ao presidente do colegiado, senador Otto Alencar (PSD-BA), indicar o relator.
A PEC que recebeu o aval dos deputados define uma transição de 14 meses para a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais em duas etapas com diminuição de duas horas cada, sem redução de salários.
A primeira será feita 60 dias depois da promulgação do texto. A segunda será feita 12 meses depois, totalizando 14 meses após a promulgação da nova emenda. Na prática, a proposta mira garantir o fim da escala 6×1 com a determinação de dois dias de descanso, que também passará a valer 60 dias depois da promulgação do texto. Conforme a matéria, o dia de repouso deve ser “preferencialmente aos domingos”.
O texto teve o apoio do governo e foi articulado pelo presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB). Setores produtivos, no entanto, criticam a proposta e avaliam haver risco de impactos econômicos com o aumento de custos de produção e serviços.
O Peru realiza o segundo turno da eleição presidencial neste domingo (7), colocando frente a frente a conservadora Keiko Fujimori e Roberto Sánchez, da esquerda. No primeiro turno, em 12 de abril, Fujimori liderou a votação com 17,2%, cinco pontos percentuais à frente de Sánchez. Os resultados só foram confirmados após mais de um mês de apuração.
Agora, os dois candidatos estão empatados tecnicamente nas intenções de voto, segundo pesquisa Ipsos feita no final de maio: 38% dos que participaram do levantamento dizem que vão votar na conservadora, enquanto 35% pontuaram que escolherão o representante da esquerda.
Keiko Fujimori tem 50 anos. Essa é a quarta vez que disputa a Presidência, sendo que em todas essas eleições passou para o segundo turno. Ela nasceu em Lima, em 25 de maio de 1975, e é a mais velha dos quatro filhos de Alberto Fujimori, que faleceu em 2024, e Susana Higuchi, que faleceu em 2021.
Em um vídeo publicado em seu canal no YouTube, ela conta que, quando jovem, não pensava em entrar para a política, mas sim em ser empresária. Por isso, estudou Administração de Empresas e, posteriormente, fez mestrado nos Estados Unidos.
Em 2007, quando ela era parlamentar, o pai dela foi extraditado do Chile para o Peru, onde, em 2009, foi condenado a 25 anos de prisão por homicídio qualificado e lesões graves nos casos Barrios Altos e La Cantuta.
Desde então, tanto o ex-presidente como a sua família rejeitaram as acusações e lutaram pela sua liberdade, que obtiveram em dezembro de 2023, depois de o Tribunal Constitucional do Peru ter validado o perdão humanitário que o então presidente Pedro Pablo Kuczynski lhe tinha concedido em 2017.
Quem é Roberto Sánchez?
Roberto Sánchez, de 57 anos, estudou Psicologia Social na Universidade Nacional de San Marcos, em Lima, e trabalhou como psicoterapeuta individual e em grupo na década de 1990. Possui experiência em administração pública no Ministério da Saúde e em outras áreas do governo peruano, além de consultoria privada, segundo seu perfil profissional.
Ele atuou como Ministro do Comércio Exterior e Turismo durante o governo Castillo, de quem conta com apoio explícito, e foi eleito para o Congresso nas eleições de 2021 para um mandato até 2026. Candidato do Juntos por el Perú, ele buscou conquistar o voto rural, segmento fundamental para superar a desvantagem inicial na contagem de votos.
Sánchez se define como o “candidato presidencial castilista”. Ele busca reabilitar e soltar o ex-presidente Pedro Castillo, que governou o país entre 2021 e 2022 e atualmente cumpre pena de prisão por conspiração para cometer rebelião, acusações que ele nega.
O pré-candidato a governador João Campos (PSB) conquistou, neste fim de semana, o apoio do vice-prefeito de Orocó, Hugo de Galego de Abílio. A chegada do gestor ao palanque de João gera uma dissidência na base da governadora Raquel Lyra (PSD) no Sertão do São Francisco. Também acompanharam o movimento os vereadores Ricardo Amando (MDB), Lucas Leal (PT), Ighor de Tatá (MDB) e Dr. Sandro Santos (PT).
O grupo está unido em torno da eleição de João Campos como governador, de Eliane Soares (PSB) como deputada federal e de Bruno Marques (PSB) como deputado estadual. A aliança foi firmada durante passagem do pessebista pela cidade de Petrolândia, no Sertão de Itaparica.
“Uma alegria contar com esse apoio do vice-prefeito Hugo, dos vereadores Ricardo, Lucas, Ighor, Dr. Sandro e ver nosso time crescer e se fortalecer em todo o Sertão, junto com Eliane Soares e Bruno Marques, que são nossos pré-candidatos aqui nessa região. Vamos seguir desse jeito, juntando gente comprometida com o povo”, declarou João.
O neodireitista Túlio Gadelha, que disputa uma vaga no Senado na chapa governista de Raquel Lyra, que tem o apoio do bolsonarismo no Estado, publicou um vídeo em suas redes sociais no qual, apesar das críticas a João Campos (PSB) e da choradeira em torno do apoio de Lula ao prefeito, deixa claro que seu papel na chapa oficial é promover uma aproximação entre o universo lulista e o campo da direita, especialmente as forças conservadoras.
Essa posição tem sido mal interpretada nos últimos dias, período em que Túlio vem sendo acusado de incoerência e oportunismo. O que parece não compreender é que essas mesmas forças conservadoras foram responsáveis por perseguir o presidente Lula, combater a esquerda e contribuir para um ambiente de radicalização que criou um clima de instabilidade na democracia brasileira.
Afinal, a pergunta que vale um milhão: qual projeto Túlio Gadelha representa?
Às vésperas do período eleitoral, aliados da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), intensificam o chamado “BolsoLyra”. É o caso do pré-candidato Nena Cabral, com base eleitoral na cidade do Paulista, que traz a governadora vestindo a camisa da seleção brasileira ao lado de Flávio Bolsonaro e Gilson Machado.
A estratégia de campanha casada parece ganhar fôlego em todo estado, impulsionada por peças de comunicação que unem a governadora ao pré-candidato do PL, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. A ideia seria manter a estratégia de 2022, quando a governadora optou por não declarar apoio ao presidente Lula, mantendo a força dos votos ligadas à direita em Pernambuco.
Outros aliados da governadora, ligados ao Partido Liberal (PL), pretendem apostar na casadinha, aproveitando o fato de a governadora ter em seu currículo a atuação como delegada de polícia. Além de Gilson Machado, nomes como Anderson Ferreira, Mendonça Filho e Clarissa Tércio circundam na base de apoio de Raquel Lyra, cujo partido tem como candidato à Presidência Ronaldo Caiado, ex-governador de Goiás.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin, decidiu criar um grupo de trabalho para revisar todos os penduricalhos pagos aos magistrados do país.
Penduricalho é o nome pelo qual ficou conhecido o pagamento de variados tipos de verbas indenizatórias, criadas pelos tribunais sob diferentes justificativas, mas sem previsão expressa em lei.
De acordo com o plano de trabalho assinado por Fachin na noite da última sexta-feira (5), o grupo vai “realizar estudos sobre propostas legislativas acerca da remuneração da magistratura e seus reflexos no aperfeiçoamento do sistema remuneratório do serviço público nacional”.
O grupo terá 180 dias para apresentar um relatório completo sobre a situação atual dos penduricalhos e apresentar uma minuta de projeto de lei para regulamentar o pagamento das verbas indenizatórias a juízas e juízes.
A iniciativa de Fachin ocorre depois de o CNJ ter aprovado, no fim de maio, a criação de um contracheque único para os magistrados. Isso significa que os tribunais ficam proibidos de abrir folhas de pagamentos extras para os pagamentos de verbas, além das folhas regulares por meio das quais são pagos os vencimentos normais.
A nova norma também obriga os tribunais a unificaram a nomenclatura das verbas indenizatórias legais que são pagas aos magistrados. A medida foi tomada após o CNJ tentar e não conseguir descobrir quantos nomes diferentes eram utilizados por todo o país, tamanha a diversidade da natureza dos pagamentos.
A discussão sobre os penduricalhos dos magistrados, que acarretam pagamentos muito acima do teto do funcionalismo público, tomou impulso em março, quando o Supremo referendou uma liminar do ministro Flávio Dino e suspendeu de imediato o pagamento de diversas verbas não previstas em lei.
A Festa de Santo Antônio, realizada no povoado de Ipojuca, na zona rural de Arcoverde, teve continuidade na noite de ontem (6) com apresentações musicais e anúncios de obras para a comunidade. O evento contou com a presença do prefeito Zeca Cavalcanti, da secretária de Turismo e primeira-dama, Nerianny Cavalcanti, do vice-prefeito Siqueirinha, além de vereadores e secretários municipais. A programação da noite incluiu apresentações da Filarmônica Joaquim Belarmino Duarte, do cantor Robson Torres, de Maciel Kuré e do cantor Assisão.
Durante a noite, o prefeito anunciou intervenções nas áreas de infraestrutura, saneamento e assistência social para a localidade. “Estamos realizando uma das melhores festas de Santo Antônio e aproveitamos para anunciar a esse povo querido que vamos licitar obras de calçamento da rua por trás do clube, que vai até Ipojuca de baixo, a implantação de um Centro de Convivência e o saneamento por trás de várias ruas por trás do Geraldão”, afirmou.
A Festa de Santo Antônio segue nos próximos dias com shows de Kaio Limah e Allex Pernambuco, em 11 de junho; Maizinho Vaqueiro, Valdinho Paes e Jorge do Sinal, em 12 de junho; e Ju Cavalcanti, Labaredas e Ciro Santos, em 13 de junho. O encerramento está previsto para 14 de junho, com missa, procissão e a tradicional transmissão da bandeira.
Durante muitos anos, a saúde mental foi compreendida principalmente a partir de fatores psicológicos, genéticos e ambientais. Entretanto, pesquisas mais recentes têm demonstrado que a alimentação também exerce um papel importante no funcionamento do cérebro e no bem-estar emocional. Embora nenhum alimento seja capaz de curar sozinho um transtorno psiquiátrico, a qualidade da dieta pode influenciar significativamente o humor, a capacidade de concentração, o nível de energia e até mesmo a resposta aos tratamentos.
O cérebro é um órgão que necessita de um fornecimento constante de nutrientes para funcionar adequadamente. Vitaminas, minerais, proteínas, gorduras saudáveis e carboidratos de boa qualidade participam da produção de neurotransmissores, substâncias responsáveis pela comunicação entre os neurônios. A serotonina, frequentemente associada à sensação de bem-estar, a dopamina, relacionada à motivação e ao prazer, e a noradrenalina, importante para a atenção e disposição, dependem de nutrientes obtidos por meio da alimentação para serem produzidas em quantidades adequadas.
Outro aspecto que tem despertado grande interesse científico é a relação entre o intestino e o cérebro. O trato gastrointestinal possui milhões de neurônios e abriga trilhões de microrganismos que formam a chamada microbiota intestinal. Estudos sugerem que existe uma comunicação constante entre o intestino e o sistema nervoso central, conhecida como eixo intestino-cérebro. Alterações nessa microbiota podem estar associadas a sintomas de ansiedade, depressão e alterações cognitivas. Por esse motivo, uma alimentação rica em frutas, verduras, legumes, fibras e alimentos minimamente processados pode contribuir para a manutenção de um ambiente intestinal mais saudável.
Por outro lado, dietas ricas em alimentos ultraprocessados, excesso de açúcar, gorduras de baixa qualidade e bebidas açucaradas têm sido associadas a um maior risco de sintomas depressivos e ansiosos. Esses alimentos podem favorecer processos inflamatórios no organismo e aumentar o estresse oxidativo, mecanismos que também vêm sendo estudados em diversos transtornos psiquiátricos.
A chamada psiquiatria nutricional é uma área em crescimento que busca compreender como hábitos alimentares podem auxiliar na promoção da saúde mental e complementar os tratamentos convencionais. Isso não significa substituir medicamentos, psicoterapia ou acompanhamento médico, mas reconhecer que uma alimentação equilibrada pode funcionar como uma importante ferramenta de apoio ao tratamento.
Além dos benefícios biológicos, a alimentação saudável também está relacionada a hábitos de vida mais organizados, melhor qualidade do sono e prática regular de atividade física, fatores que contribuem para o equilíbrio emocional. Pequenas mudanças no dia a dia, como aumentar o consumo de alimentos naturais, reduzir ultraprocessados e manter horários regulares para as refeições, podem trazer benefícios não apenas para a saúde física, mas também para a saúde mental.
Dessa forma, a alimentação deve ser vista como parte integrante dos cuidados em psiquiatria. Cuidar do que se come não substitui o tratamento especializado quando necessário, mas representa uma estratégia acessível e importante para promover o funcionamento saudável do cérebro, melhorar a qualidade de vida e favorecer o equilíbrio emocional.
*Médico pós-graduado em Psiquiatria e Neurologia Clínica | Instagram: @drsilvinoteles
Acabei de ler “O Velho Graça”, de Dênis de Moraes, a melhor, mais completa e atualizada biografia de Graciliano Ramos, uma lenda da literatura brasileira. Fiquei chocado com muitos detalhes reveladores da vida dele. Teve um pai estúpido, violento, que vivia do comércio em Palmeira dos Índios. Na infância em Quebranculo e Viçosa, foi surrado pelo pai, que batia nele com muita frequência.
Graciliano não teve vida fácil. Embora escritor consagrado até no exterior, passou perrengues financeiros em todos os momentos da sua carreira. Sem bens, viveu em casas alugadas, trocando de endereços no Rio o tempo todo. Dado a paixões, viu o suicídio de um filho que o acusava de não amá-lo. Solidário aos desfavorecidos do Nordeste, era tido como pouco afável no trato pessoal.
Um ser humano complexo na relação pessoal, com a família, amigos e até no cárcere. Espírito libertário, defendeu um estado totalitário que vigiasse a qualidade do trabalho de jovens escritores. Apoiado pelo governador de Alagoas e impulsionado por ser um nome de fora da política, foi eleito prefeito de Palmeira dos Índios em um pleito de uma candidatura única, consensual.
Ficou dois anos no cargo e depois renunciou. Quando prefeito, soltava os presos para construírem estradas. Foi preso em 1935 em Maceió, após a intentona comunista. Levado para o Rio de Janeiro, ficou detido por onze meses, sendo liberado sem ter sido acusado de nada ou julgado. A dolorosa experiência está relatada no livro Memórias do Cárcere.
“Se todos os sujeitos perseguidos fizessem como eu, não teria havido uma só revolução no mundo. Revolucionário chinfrim. As minhas armas, fracas e de papel, só podiam ser manejadas no isolamento”, escreveu sobre a prisão.
Com argúcia de historiador e sensibilidade literária, Dênis de Moraes traça a interligação entre as várias personas de Graciliano Ramos, que cresceu traumatizado pelas surras na infância, mas que jovem virou autodidata. Lia Balzac, Zola e Marx em francês. Foi um revolucionário prefeito de Palmeira dos Índios, também zeloso diretor da Imprensa Oficial e da Instrução Pública de Alagoas. Foi escritor sufocado por apuros financeiros, um estilista da palavra na redação do Correio da Manhã.
Também foi militante comunista aos esbarrões com a burocracia partidária. Sem cair na armadilha do biografismo, Moraes recompõe a emergência dessa complexa figura, reconstituindo no percurso dialético de seus diversos momentos alguns dilemas fundamentais de nossa formação histórica. Resultado: nos oferece um Graciliano sem retoques. Duro, mas apaixonado; frio e áspero na superfície da fala e do gesto, mas ardente e sempre humano na fonte da vida pessoal.
A paixão pela palavra nele precedeu e acompanhou a opção política que, por sua vez, transcendeu (mas jamais renegou) a adesão partidária. O autor remonta o quebra-cabeça de Graciliano, fragmentos do passado que precisavam ser pacientemente reunidos e dispostos com a máxima coerência possível, a despeito da pluralidade de suas significações.
A necessidade de correlacionar peripécias, valores e sentimentos foi inspirada em uma passagem do Prólogo de “Memórias do cárcere”. O escritor consciente, assinala Graciliano, não deve esquivar-se dos zigue-zagues e tumultos próprios de uma existência.
“Esforcei-me para mirar o objeto sem perder de vista suas interfaces, tratando de averiguar convicções, dúvidas, anseios, vicissitudes e triunfos a fim de estabelecer conexões com a esfera ficcional engendrada por ele. Nas tensões entre o homem, a atmosfera social e a criação literária, recolhi pistas que me levassem às motivações familiares, afetivas, estéticas, ideológicas e políticas presentes em sua intervenção na realidade concreta”, diz o autor.
O livro é uma história de projeções e influências, de paradoxos e contrastes, mas, sobretudo, de coerência na busca incessante do que é essencial à vida. Do início ao fim, a vida de Graciliano Ramos é contada com muita emoção, um texto que prende e encanta.
Graciliano não cuidava da saúde. Fumava feito uma caipora, o que lhe custou a vida, pois acabou vitimado por um câncer nos pulmões. Seu grande amigo foi o escritor José Lins do Rego, que o ajudou a publicar “Angústia”, em 1936.
Outra grande amiga foi Rachel de Queiroz, que admirava sua inteligência extrema, fidelidade e humor ferino/mau humor constante. Ela o via como um “irmão” de convivência diária e um escritor de rigor absoluto com a língua, citando que ele “sabia mais português do que Aurélio”.
A principal obra de Graciliano Ramos é o romance “Vidas Secas” (1938). O clássico retrata a trajetória de uma família de retirantes sertanejos forçada a fugir da seca e da miséria no Nordeste. A obra é considerada uma das maiores expressões da literatura brasileira de denúncia social e regionalismo.
Inflação do carro acumula alta de 6,94% em 12 meses
No mês de maio, o IBV Auto, índice do banco BV que mede a variação de preços de automóveis leves usados em todo o país, avançou 0,43%, registrando uma aceleração em relação ao observado no mês passado (+0,27%). Porém, ainda abaixo da média do trimestre, quando a variação foi de 0,72% No acumulado em 12 meses, a alta é de 6,94%.
O resultado de maio indica, na visão do economista-chefe do banco BV, Roberto Padovani, uma oscilação dentro do esperado. “O número mostra que o mercado não perdeu o ritmo. Esse comportamento é compatível com um ambiente no qual o consumo segue resiliente, mas começa a responder de forma mais sensível às condições financeiras, alternando meses de maior e menor demanda”, explica. A variação nos preços foi influenciada pelo desempenho de modelos como o Renault Kwid (4,58%), Honda HR-V (1,85%) e Volkswagen Gol (1,60%), que contribuíram para a aceleração do índice em maio. Na outra ponta, GM Onix, que puxou a alta por três meses consecutivos, registrou queda de 0,36% em maio. Sua versão sedan, Onix Plus, teve a retração mais significativa do período, com queda de 1,39%, seguido por Fiat Mobi (-1,14%) e Fiat Uno (-1,12%).
No recorte por regiões, o Centro-Oeste se destaca por registrar a maior variação em maio, (+0,99%), com destaque para o Mato Grosso do Sul, que apresentou a maior taxa entre todos os Estados do país (+1,19%). O IBV Auto revela, ainda, que o tipo de propulsão influencia diretamente na manutenção de valor dos veículos, com um contraste nítido entre os modelos elétricos e a combustão.
Os elétricos lançados em 2023 acumulam desvalorização de 45,6% até maio de 2026, pressionados pela queda nos preços dos veículos novos e pelas estratégias agressivas das montadoras para acelerar a comercialização desses modelos. No mesmo ano, os híbridos perderam 25,2% e os modelos a combustão apenas 20%. Nos modelos de 2022, a desvalorização dos elétricos chega a 49,3%, enquanto os automóveis a combustão (modelos comparáveis) perderam 13,4%.
Fiat celebra 250 mil unidades do Pulse – O SUV compacto da marca italiana celebra dois marcos importantes em maio: o modelo acaba de atingir 250 mil unidades produzidas e, também, 200 mil unidades vendidas no Brasil. Desenvolvido no Polo Automotivo Stellantis de Betim (MG), o modelo foi o primeiro SUV da Fiat no mercado nacional e o primeiro B-SUV a oferecer o pacote Adas. Além disso, foi responsável por abrir caminho para a marca explorar novos segmentos, como o de veículos híbridos.
O Pulse chegou ao mercado em cinco versões, mas logo ampliou a gama com a chegada da Abarth, se tornando o primeiro SUV da marca do escorpião no mundo, oferecendo uma versão mais potente. Equipado com o motor T270, o modelo entrega 185 cv de potência e 27,5kgfm, fazendo de 0 a 100 km/h em apenas 7,6 segundos. Seguindo a tendência do mercado, o Pulse ganhou uma versão MHEV, democratizando o acesso à tecnologia híbrida leve no país. Equipado com o motor T200 e aliado ao câmbio CVT de sete velocidades, o modelo une performance e eficiência, reduzindo o consumo de combustível em até 10,7% tanto na gasolina quanto no etanol.
Venda de veículos leves surpreende – O mercado de veículos leves tem surpreendido a Anfavea e a Fenabrave neste início do ano. Foram, por exemplo, 263 mil emplacamentos em maio, crescimento de 11,2% sobre abril e de 22,7% em relação ao mesmo mês de 2025. Conforme dados da Consultoria K.Lume, a alta no acumulado do ano é de 17,8%, com quase 1,1 milhão de unidades licenciadas em cinco meses. As entidades do setor devem rever na virada do ano as projeções iniciais que indicavam evolução de apenas 3%. Os veículos de passeio lideram o crescimento no ano, com 21,4%. Em relação a maio de 2025, os automóveis tiveram um aumento de 27,9%. Segundo a consultoria, a segunda quinzena de maio apresentou desempenho surpreendente, concentrando 58,8% das vendas do mês. Com 20 dias úteis, a média diária foi de 13.157 unidades entre carros e comerciais leves, desempenho próximo ao de novembro de 2024, recorde nos últimos 5 anos.
BYD sobe para o 4º; GWM entra no Top 10 – Duas marcas chinesas estão entre as 10 mais emplacadas no mercado brasileiro, segundo o balanço das vendas de maio divulgado pela Bright Consulting. Fiat, Volkswagen e General Motors se mantiveram, pela ordem, nas três primeiras posições, mas coube a BYD a ascensão ao quarto lugar, com a Hyundai aparecendo na quinta colocação. Na sequência, Toyota, Renault, Jeep e Honda, com a também chinesa GWM ocupando a 10ª posição na seleta lista das marcas automotivas de veículos leves mais vendidos no Brasil. As chinesas já respondem por 18,1% do mercado de leves em maio, batendo novo recorde de participação.
Haval H9 passa o Toyota SW4 de novo – A disputa entre o Haval H9, da GWM, e o SW4, da Toyota, teve novo round. Desta vez, o japonês – que havia recuperado a liderança em abril – perdeu para o chinês em maio. O GWM Haval H9 emplacou 1.220 unidades em maio, contra 1.187 unidades do Toyota SW4. Com isso, o SUV chinês registrou crescimento de 32,49% na comparação com abril. Já o rival japonês avançou 8,79% no mesmo período. Apesar da vitória mensal do Haval H9, o Toyota SW4 continua à frente no acumulado do ano. Entre janeiro e maio de 2026, o SUV japonês registrou 5.656 unidades vendidas no Brasil. Enquanto isso, o GWM Haval H9 alcançou 4.866 unidades no mesmo período. Os dois modelos seguem com ampla vantagem sobre os concorrentes diretos no segmento de SUVs grandes.
Denza no top 5 do mercado premium – A Denza, marca premium de mobilidade eletrificada do Grupo BYD, registrou em maio seu melhor desempenho comercial desde a sua estreia no Brasil: foram 332 unidades vendidas do modelo B5, confirmando a rápida evolução da eletrificação automotiva no segmento de alto padrão no país. O resultado colocou a Denza na quinta posição do segmento premium nacional em maio, à frente de marcas europeias e americanas tradicionais que há décadas estão presentes no mercado brasileiro e que contam com diversos modelos em seu portfólio. A Denza foi lançada no país em dezembro de 2025. No acumulado do ano, já soma 786 unidades comercializadas.
“Se fizermos uma análise comparativa entre o mês de janeiro de 2026, nosso primeiro mês completo de vendas no Brasil, quando atingimos 130 veículos emplacados, com o resultado que conseguimos em maio, chegamos a um crescimento de incríveis 155%”, destaca Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD Brasil. Em Brasília, ela liderou o segmento premium em maio, com 63 unidades vendidas e 36,8% de market share. No Rio de Janeiro, a marca ficou em 2º lugar em vendas, com 44 unidades comercializadas e 17% de participação. Já em São Paulo, principal mercado premium do país, a marca teve grande volume e registrou 122 unidades vendidas no mês, acumulando 7,8% de share. Em Pernambuco, alcançou a 2ª posição em vendas, com 18 unidades comercializadas e 18,6% de share. No Ceará, apareceu em 3º lugar, com 14 unidades emplacadas e 15,6% de participação.
Ora 05 em pré-venda – A GWM abriu as reservas antecipadas do Ora 05, seu primeiro SUV 100% elétrico no Brasil. O modelo pode ser reservado no site da marca, no Mercado Livre ou nas concessionárias mediante depósito de R$ 9 mil. O preço oficial será revelado em 29 de junho. Esse é o segundo modelo Ora no país – o primeiro foi o hatch Ora 03. O SUV chega para ampliar a presença da fabricante chinesa em um segmento cada vez mais disputado e em expansão no Brasil, onde rivais como BYD, Geely, Leapmotor, GAC e outras também avançam. A aposta da marca está na conectividade: o aplicativo My GWM permite controlar à distância funções como climatização, travamento das portas, localização do veículo e monitoramento da bateria. No interior, o ORA 5 traz central multimídia de 14,6″ com o sistema Coffee OS3, painel digital de 10,25″, comando de voz com inteligência artificial e conexão à internet. Há ainda compatibilidade com Apple CarPlay e Android Auto e atualizações remotas via OTA, que dispensam idas à concessionária para renovar o software.
Tiggo 7 e 8 híbridos têm agora 1,2 mil km de autonomia – A Caoa Montadora teve um crescimento de 35% nos licenciamentos no primeiro quadrimestre. Mas não parou: ao contrário, renovou seus produtos – como o Tiggo 5X Hybrid, em fevereiro, e agora com os Tiggo 7 Pro PHEV e Tiggo 8 Pro PHEV. Os SUVs médio e grande começam a ser vendidos em versões únicas por, respectivamente, R$ 190 mil e R$ 230 mil, com mudanças estéticas e na lista de conteúdos de série. Os dois Tiggo plug-in ganharam novo motor 1.5 TGDI, a gasolina, de 135 cv de potência máxima, e dois outros elétricos. Esse trio entrega 279cv. A depender da condução e demanda, os SUVs atuam em modo integralmente elétrico, híbrido em série ou híbrido paralelo. A bateria é de 18,4 kWh nos dois produtos. Segundo a Caoa Chery, o Tiggo 7 Pro PHEV faz 38,6 km/l, enquanto o Tiggo 8 Pro PHEV chega a 36,1 km/l. A autonomia elétrica é de até 70 km. Os dois SUVs, em tese, podem superar os 1.200 km percorridos, distância que os coloca entre os líderes em autonomia combinada.
Veja imagem do novo Hyundai produzido no Brasil – A marca coreana Hyundai compartilhou nesta quinta-feira (4), em suas redes sociais, o primeiro teaser do seu novo modelo produzido no Brasil, que será lançado no mercado em breve. Na imagem, é possível ver alguns detalhes da dianteira do veículo, com destaque para o farol com a assinatura “H-Architecture”, exclusiva da marca para o conjunto óptico, e a tecnologia Seamless Lighting, que conecta os faróis através de uma faixa de luz contínua em LED por toda a dianteira do veículo.
A “H-Architecture” refere-se à linguagem de design futurista da Hyundai, na qual a letra “H” serve como uma referência da iluminação externa do veículo. Esta linha de criação foi concebida para atuar como uma assinatura visual instantaneamente reconhecível e uma reinterpretação moderna do clássico logotipo da Hyundai. O novo modelo será uma configuração inédita, produzida em Piracicaba (SP) e posicionada entre o HB20 e o CRETA, também fabricados no local.
Vendas da Ranger crescem – A picape da Ford registrou 3.530 unidades em maio, seu melhor mês de vendas desde dezembro de 2024. Isso significa um crescimento de 13,7% comparado a abril – mais que o dobro do segmento de picapes médias. Com isso, elevou sua participação para 25,5%, reduzindo a distância em relação à liderança ao menor nível desde o lançamento da nova geração (3,3 pontos porcentuais). As novas versões da Ranger com cabine simples e chassi-cabine tiveram os embarques iniciados no final de maio e ainda não aparecem nesse total. A Ranger liderou as vendas em mercados importantes do agronegócio brasileiro, como Goiás, São Paulo, Santa Catarina, Tocantins e Roraima, além de Sergipe e Rio de Janeiro.
Nova exigência da CNH entra em vigor segunda – A Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) confirmou a nova exigência que impacta diretamente quem busca a Carteira Nacional de Habilitação (CNH): a partir desta segunda-feira (8), quem for tirar a primeira habilitação nas categorias A (motos) e B (carros) precisará realizar o exame toxicológico antes de dar prosseguimento aos demais exames, como o psicotécnico. Esta medida, que antes era exclusiva para motoristas profissionais das categorias C, D e E, agora se estende a todos os novos condutores.
A decisão foi oficializada pela Lei 15.153/2025 e pela Resolução nº 1.020 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), visando aumentar a segurança nas estradas. O exame toxicológico, que tem validade de três meses, detecta o uso recorrente de diversas substâncias, incluindo cocaína, maconha, anfetaminas e opioides, com um histórico de até 180 dias. O teste, feito em cabelo ou pêlos do corpo, detecta uso de substâncias nos últimos 90 dias a 6 meses. Motoristas só obtêm a CNH com resultado negativo. Especialistas acreditam que a medida pode salvar vidas, como já aconteceu com motoristas reabilitados desde 2016.
600 mil motoristas no Move Brasil Táxi & App – Já chega a 600 mil o número de inscritos no Move Brasil – Taxi & App, programa que vai destinar R$ 30 bilhões para que motoristas de aplicativos e taxistas possam comprar um carro 0 km de até R$ 150 mil com taxa de juro reduzida e seis meses de carência para pagar. O presidente da Anfavea, Igor Calvet, lembra que os créditos aprovados serão liberados a partir do próximo dia 19.
“São inscrições que ainda terão de passar pelo crivo dos bancos para serem aprovadas ou não. Mas é um número significativo. Se um terço conseguir o crédito, serão comercializados 200 mil veículos novos no contexto do programa”, comentou Calvet. A Anfavea projetou no início do ano alta de 2,8% nas vendas de carros e comerciais leves, percentual próximo ao divulgado na mesma ocasião pela Fenabrave (mais 3%). No acumulado de janeiro a maio, contudo, o segmento já emplacou quase 1,1 milhão de unidades, expansão de 18,2% sobre o mesmo período de 2025.
Capital Moto Week 2026 – A estrada já está chamando! De 23 de julho a 1º de agosto, Brasília se transforma na capital da música e da liberdade sobre duas rodas. Com o lema “Velocidade e Movimento”, o CMW 2026 chega ainda mais intenso, imersivo e conectado ao lifestyle que move a Cidade da Moto. Confira algumas das atrações:
O Capital Moto Week é o maior festival de motos e rock da América Latina. Atrai 800 mil pessoas, 350 mil motos e mais de 1,8 mil motoclubes de todo o Brasil e do mundo, reunindo rock, adrenalina e cultura motociclista em um complexo de mais de 400 mil m².
Como a herança italiana uniu motociclistas no Brasil – Comunidade é aquilo que reúne valores e gostos para unir pessoas, compondo uma identidade. Por isso, o consumidor, na hora de comprar um produto, costuma levar em consideração o quanto aquela marca o representa e defende suas crenças. Torna-se este o X da equação que todas as empresas almejam, mas nem sempre conseguem: a paixão dos clientes. E foi movida por isso que a Moto Morini chegou ao Brasil no ano passado, querendo ser diferente e com o objetivo claro de fomentar a sua comunidade como ativo estratégico no país. O plano de longo prazo da empresa não mira volume; mira valor.
Por isso, a marca aposta na construção de uma comunidade engajada, fiel e satisfeita, que ama tudo que envolve a cultura italiana, desde gastronomia e confraternização até o design de suas motocicletas. “Nunca fomos uma marca movida a volume em 89 anos de história. O nosso negócio é para quem é apaixonado por moto italiana e pela história do motociclismo, aficionados que querem estar em contato com outros entendedores dentro de uma comunidade. Viemos para sermos diferentes e, até aqui, o saldo é mais do que positivo”, avalia Fabricio Morini, presidente da operação brasileira. Presente em 57 países e com montagem local em Manaus (AM), a Moto Morini possui oito concessionárias espalhadas pelo Brasil: Santo André (SP), Florianópolis (SC), Curitiba (PR), Salvador (BA), Vitória (ES), Brasília (DF), Goiânia (GO) e Belo Horizonte (MG).
Carros de aplicativo exigem cuidados especiais de manutenção – Os brasileiros, ainda bem, têm usado cada vez mais carros de aplicativo em vez de usar o próprio. Isso vale tanto para facilidade na mobilidade ou mesmo para evitar riscos de serem paradas em blitz, especialmente após consumirem bebida alcoólica. É uma decisão prudente, que garante a segurança de todos.
Com esse aumento grande na demanda por esse tipo de transporte, é importante os motoristas ficarem atentos para não serem pegos de surpresa por problemas que poderiam ser evitados e ficarem com o carro parado na oficina, o que significa perder dinheiro na manutenção e sem poder trabalhar. A manutenção preventiva é fundamental para assegurar a segurança, o desempenho e a durabilidade dos veículos, além de contribuir para uma experiência mais confortável e agradável para os passageiros. Por isso, a DPaschoal traz dicas importantes para manter o carro de aplicativo funcionando adequadamente em todos os momentos.
Pneus – Confira sempre a pressão, desgaste irregular e o estado geral de conservação deles. Pneus carecas ou com baixa pressão aumentam o risco de acidentes e reduzem a eficiência do combustível, fazendo o veículo consumir mais. Na hora de frear, pneus em bom estado garantem uma parada eficiente e segura. Se constatar algum problema, leve o carro a um centro automotivo de confiança e efetue a troca dos pneus.
Freios – Manter o sistema de freios em perfeitas condições é crucial para a segurança de motoristas e passageiros. Se notar que, ao acionar o freio, o pedal está menos eficiente, trepidando, baixando ao parar no semáforo ou chiados e barulhos, é sinal de que precisa de manutenção. Nesse caso, faça a revisão das peças e itens, como pastilhas e fluidos, efetuando a troca em caso de necessidade.
Óleo – Para o motor funcionar adequadamente, é necessário que os óleos lubrificantes estejam com boa qualidade e dentro do limite de quilometragem indicado pelo fabricante. Verifique sempre o nível do óleo e se ele está com boa aparência. A falta de manutenção pode ocasionar danos irreparáveis ao motor, aumentando muito o custo de manutenção. Portanto, verificar preventivamente é essencial para evitar gastos maiores e para não deixar o carro parado por mais tempo. Lembre-se sempre de seguir as recomendações do manual do veículo e, se necessário, trocar também o filtro do óleo.
Ar-condicionado – Os passageiros esperam entrar no carro de aplicativo e ter o ar-condicionado funcionando e a temperatura agradável para fazer a viagem com conforto. Por isso, faça a revisão de todo o sistema, realizando a sua higienização a cada 10 mil quilômetros ou se notar a perda de eficiência da refrigeração.
Suspensão – Os carros de aplicativo rodam durante todo o dia pelas cidades, muitas vezes por ruas esburacadas. Isso afeta diretamente o sistema de suspensão do veículo. Se o motorista notar instabilidade ao dirigir ou barulhos e ruídos vindos da suspensão, é hora de levar a um centro automotivo para verificação e manutenção. Com a suspensão funcionando adequadamente, os passageiros terão uma viagem mais confortável.
Sistema elétrico – Verifique periodicamente o sistema elétrico do veículo, incluindo a bateria, luzes e fiações. Se o veículo começar a apresentar dificuldade na partida ou não ligar, os faróis estiverem fracos ou sem ligar, o ar condicionado apresentar problemas ou os dispositivos elétricos apresentarem falhas, é sinal de que algum problema está acontecendo e as funcionalidades do carro podem ser prejudicadas e oferecer riscos inesperados ao motorista e aos passageiros.
Limpeza – Além dessas dicas, é importante que o motorista de aplicativo tome outros cuidados para oferecer a melhor experiência aos seus passageiros. Manter o carro sempre limpo e higienizado demonstra cuidado e preocupação com o passageiro. Mantenha as palhetas do limpador de para-brisas sempre em perfeito estado para não ser pego de surpresa em caso de chuva, o que impacta diretamente a segurança da condução.
“Todo motorista deve fazer a manutenção preventiva e corretiva do veículo. Os profissionais de aplicativo devem ter ainda mais cuidado, já que dependem do carro para trabalhar e transportam pessoas pela cidade”, diz Danilo Ribeiro, coordenador do CTTi – Centro de Tecnologia, Treinamento e Inovação da DPaschoal. São cuidados simples de serem feitos, mas que ao não serem realizados podem representar situações de perigo e risco, além de obrigar o motorista a ficar sem o carro (e sem trabalhar) por mais tempo que o necessário, acarretando em perda de dinheiro.
Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.