À propósito de uma nota em sua coluna, gostaria de pontuar, primeiramente, que não sou candidato a nenhum cargo nestas eleições de 2024. Outro fato importante a ser mencionado é que sou natural de Afogados da Ingazeira, onde resido e trabalho, diferentemente do que foi citado no seu blog.
Também foi mencionado que durante entrevista concedida ao jornalista Nill Júnior, na Rádio Pajeú, eu teria “xingado” o pré-candidato a prefeito Danilo Simões, o que não aconteceu.
Não faz parte da minha índole esse tipo de atitude. O que ocorreu foi a manifestação do meu posicionamento e do nosso grupo político em não apoiar a pré-candidatura dele, como também relatamos algumas atitudes realizadas pelo grupo de oposição que não foram oportunas ou legais.
Por último, gostaria de informar que sou Gerente de Articulação Regional da Casa Civil do Governo de Pernambuco, e estou no grupo político da governadora Raquel Lyra muito antes do primeiro turno das eleições de 2022.
Tenho muito orgulho das ações que estamos buscando e conseguindo para nossa querida região do Pajeú. Conhecendo o seu respeito pelo contraditório e pelos fatos, deixo aqui as minhas considerações.
Ainda na noite de quarta-feira (29) após a derrota, a equipe que trabalhou pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF) avaliava a sua atuação. Concluía que o resultado não tinha qualquer relação direta com o próprio Messias. Não era uma rejeição a ele. Era uma conjugação de fatores políticos que envolvem muito mais os cálculos eleitorais.
Principalmente, avaliavam, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), escolhera um lado. E esse lado não era mais o lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A partir dessa constatação, o que se amadureceu, na quinta (30), era que os próximos passos precisavam adicionar à relação “camadas de constrangimento”.
O termo “camadas de constrangimento” foi dito por uma fonte ao Correio Político. O que significa isso? Significa Lula manter suas prerrogativas de indicação de um nome para o Supremo devolvendo a Alcolumbre e ao Senado os eventuais desgastes, seja a partir de uma decisão de Alcolumbre de segurar a análise seja quanto a uma eventual decisão do Senado de impor ao governo novamente uma derrota.
Toda a trama que envolve a derrota de Messias está diretamente ligada à opção política da escolha. Por conta do Mensalão e da Lava Jato, Lula se ressente de ter escolhido no começo juristas mais técnicos para o Supremo. Entende que eles acabaram atuando contra ele. Passou a escolher nomes da sua estrita confiança. O ápice foi seu advogado pessoal, Cristiano Zanin. Por outro lado, o Senado forçou a indicação de um de seus pares, o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG). A avaliação passada a Lula agora é que ele faça uma escolha fora desse jogo político.
Uma mulher jurista negra. Pesquisa Datafolha de abril mediu a popularidade dos ministros do STF. E concluiu que a ministra mais popular é Cármen Lúcia, a única mulher, professora de Direito, com carreira de procuradora em Minas Gerais. O Senado reprovaria alguém com esse perfil que, além de reconhecida jurista e mulher, ainda fosse negra?
A avaliação feita a Lula é que, nesse caso, a interpretação da sociedade talvez não fosse que uma nova derrota viesse a ser dele, mas do Senado, ao impedir a escolha. Ou de Alcolumbre, por simplesmente não pautar a votação, impedindo a concretização de uma prerrogativa que é do presidente da República.
Rejeitava-se completamente uma ideia considerada estapafúrdia do advogado Marco Aurélio de Carvalho, do grupo Prerrogativas, de contestar a derrota de Messias no STF. A visão geral era de que aprovar ou não a indicação de Lula era da mesma forma uma prerrogativa constitucional do Senado.
Porém, caso Lula fizesse uma nova indicação e Alcolumbre, como chegou a ventilar, sentasse em cima, não marcasse a sabatina e deixasse a escolha para o próximo presidente, ele, então, estaria coibindo o avanço da prerrogativa do presidente da República. E isso, sim, poderia gerar uma contestação judicial.
Seria um caso semelhante ao que já foi julgado e decidido pelo STF, quando determinou que o presidente do Senado não teria o poder de simplesmente evitar a instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito se ela tiver o número mínimo de assinaturas e preencher os requisitos. Precisa instalar a CPMI numa sessão do Congresso.
Na avaliação que foi feita, concluiu-se que seria fácil o Senado rejeitar a indicação de um ministro do STF somente porque se trata de um amigo do peito do presidente, destinado a blindá-lo na Corte de eventuais problemas jurídicos. Esse tipo de caráter político das escolhas é fortemente rejeitado pela sociedade.
Mas a derrota de alguém que a sociedade visse como seu representante jogaria o desgaste para o Senado. Poderia reeditar um momento em que o governo viu sua popularidade subir quando levou às ruas a ideia de “Congresso inimigo do povo”. É, porém, um jogo arriscado se acirrar uma guerra entre poderes.
A promulgação do texto sobre a dosimetria não será feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que vai deixar para o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Partidos governistas vão recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF). Mas o Supremo não deve nem está em condições de rever a decisão do Congresso de derrubar o veto de Lula à Lei da Dosimetria.
Primeiro, porque cabe ao Congresso legislar e isso já foi dito exaustivamente pelos próprios ministros do tribunal durante o período de debate da proposta no Congresso, que reduziu a pena dos condenados na trama golpista. Ao STF cabe conferir a constitucionalidade da proposta. As informações são do blog do Valdo Cruz.
Além disso, ministros do tribunal deram aval ao texto quando ele foi votado pela Câmara e pelo Senado. Por fim, o STF enfrenta um momento de desgaste e sofreu também uma derrota na derrubada do veto. Dar o troco seria jogar lenha na fogueira do embate entre Legislativo e Judiciário.
A avaliação acima é partilhada por líderes partidários, que, mesmo assim, vão ingressar no STF para tentar barrar a decisão do Congresso de derrubar o veto do presidente Lula à Lei da Dosimetria. Faz parte da batalha política, ainda mais em ano eleitoral – quando o presidente concorre ao quarto mandato.
‘Traição de Alcolumbre’
Nesta linha, Lula não vai promulgar a Lei da Dosimetria, que havia sido vetada na integralidade pelo presidente. Vai deixar para que as digitais na promulgação sejam de Davi Alcolumbre, responsável pela derrota do governo tanto na rejeição do nome de Jorge Messias para o STF como na derrubada do veto presidencial.
Lula ainda não definiu como irá reagir à traição de Alcolumbre, mas não deve partir para o enfrentamento no curto prazo. Vai mandar um novo nome, mas ainda não decidiu quem será. Aliados defendem uma jurista negra, que dificilmente o Senado teria como rejeitar.
O mercado de trabalho brasileiro é dantesco. São 14 milhões de brasileiros trabalhando na escala 6×1. Segundo o DataSenado, 24% dos trabalhadores nas cidades grandes perdem ao menos 3 horas diárias nos deslocamentos. São onze horas por dia longe de casa e sem tempo para si. Desses, 1,4 milhão são trabalhadores domésticos, sujeitos a relações patriarcais. Dos trabalhadores CLT, 74% ainda cumprem jornada de 44 horas semanais.
As jornadas mais extensas estão concentradas entre trabalhadores de menor renda, menor escolaridade, negros e pardos. Por isso, o Datafolha apurou que 71% dos brasileiros aprovam o fim da jornada de 6×1. Sentem ser justo que as pessoas possam dispor de dois dias semanais consecutivos para os afazeres próprios. O que já é realidade para 50,3 milhões de trabalhadores em setores que não quebraram por isso.
A jornada semanal de 5×2 é sinônimo de melhor qualidade de vida e melhor disposição durante o trabalho. Com tempo para descanso e para desconectar do trabalho, as pessoas podem ser mais criativas e produtivas. Tendem a cometer menos erros e a adoecer menos. Isso reduz custos ocultos decorrentes do absenteísmo e da rotatividade. Um trabalhador mais motivado, com mais energia e engajamento, produz mais e melhor. As empresas, a seu turno, com jornadas menores dos seus empregados, tendem a se concentrar no melhor planejamento do trabalho, o que resulta em ganhos de produtividade. Eventuais aumentos das despesas com empregados poderiam ser absorvidos por ganhos de produtividade e avanços tecnológicos.
Propondo o fim da jornada de 6×1 tramitam no Congresso Nacional a PEC 221/2019, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), e a PEC 8/2025, da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que foram apensadas. Além dessas PECs, tramita o PL 1838/2026, encaminhado pelo presidente Lula propondo a redução da jornada de 44 para 40h semanais com dois dias consecutivos de descanso, sem redução salarial. Como o governo requereu a tramitação em regime de urgência constitucional, a partir do 45º dia a pauta da Câmara ficará trancada caso o plenário não vote o PL. Espera-se que uma dessas proposições seja votada até junho. Embora uma emenda constitucional seja mais idônea para estabilizar o tema, um projeto de lei exige quórum menor de aprovação, de 257 votos na Câmara e 42 votos no Senado.
Os que se opõem à redução da jornada argumentam que haverá aumento de custos e riscos sobretudo para as micro e pequenas empresas. Estudos citados por entidades como a Confederação Nacional do Comércio (CNC) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) sugerem que o custo da mão de obra poderia subir entre 12,7% e 17,57%. Já alguns estudos do Ministério do Trabalho apontam impacto de apenas 4,7% sobre a massa geral de rendimentos. O Ipea, por sua vez, estima aumento médio de custo de 7,84%, mas de menos de 1% para os maiores empregadores. A principal crítica econômica é que o aumento dos custos de pessoal das empresas seria inevitavelmente repassado ao consumidor final. E o aumento dos preços teria impacto nos níveis de emprego.
Os defensores da medida contestam esses argumentos citando estudos da FGV em empresas que, após reduzir a jornada, aumentaram a receita. No mundo, casos como o da Microsoft no Japão, com aumento de 40% na produtividade, são frequentemente citados. Alguns defendem uma transição gradual e negociada em setores específicos, como saúde e comércio, que funcionam 24 horas, através de acordos coletivos com os sindicatos. Parece razoável supor que os receios de efeitos adversos e as próprias visões apocalípticas estão superestimados.
Com planejamento adequado e ganhos de produtividade, a jornada 5×2 traria benefícios econômicos e sociais de longo prazo. Foi o que ocorreu em países como França, Alemanha, Reino Unido, Holanda, Chile e Equador, todos com jornadas semanais de 40 horas ou menos. Para os trabalhadores trata-se de resgatar o direito ao próprio tempo, à própria vida. Quando se argumenta que o assunto não deveria ser discutido em período eleitoral, o trabalhador simplesmente entende que estão querendo adiar o seu direito à vida própria até depois que o voto deixe de valer. E todos percebem que os admiradores de sociedades como as europeias são os mesmos que não admitem que as conquistas e instituições desses países tenham aplicação entre nós.
*Advogado formado pela FDR da UFPE, professor de Direito Constitucional da Unicap, PhD pela Universidade Oxford
Um protesto interdita, neste momento, a rodovia PE-507, na entrada do município de Serrita, no Sertão de Pernambuco. A manifestação ocorre no sentido Serrita/Salgueiro e reúne moradores da região que denunciam as condições precárias do trecho que liga a cidade ao local onde é realizada a tradicional Missa do Vaqueiro.
O ato tem como objetivo chamar a atenção da governadora Raquel Lyra (PSD) para a situação da via. Segundo os organizadores, o bloqueio é pacífico e a passagem está sendo liberada apenas para ambulâncias, viaturas policiais, veículos em casos de emergência de saúde e carros funerários. De acordo com os manifestantes, o problema da PE-507 é antigo e já motivou protestos em anos anteriores, como 2013, 2016 e 2018, sem que haja uma solução definitiva até o momento.
Eles relatam que intervenções pontuais, como operações tapa-buraco realizadas em períodos próximos à Missa do Vaqueiro, não resolvem a situação estrutural da estrada. Enquanto isso, motoristas que utilizam o trecho diariamente enfrentam riscos constantes, com registros frequentes de acidentes e prejuízos à população dos municípios de Serrita, Granito, Exu e Moreilândia, que dependem da rodovia para deslocamento.
O ex-ministro do Turismo e pré-candidato a deputado federal, Gilson Machado, potencializou a agenda de ida ao Festival Viva Garanhuns com uma visita e conversa com o empresário Michel Moreira Leite, da vinícola Vale das Colinas.
Pernambuco está indo além da fruticultura de exportação. Produz mais rápido, colhe o ano inteiro e está transformando o Sertão e o Agreste em destino turístico nacional. “O Rio Grande do Sul ainda é o maior produtor de vinhos, mas Pernambuco é o vice que inventou um jeito próprio de fazer vinho. Se continuar crescendo no Agreste, o estado pode sair da briga por volume e entrar na briga por diferenciação”, avalia Gilson Machado.
Gilson traz à tona o que tem sido o maior empecilho de crescimento desse marcado. “O Brasil encara o vinho como bebida alcoólica e não como alimento e isso encarece o preço final com os altos impostos cobrados que são transferidos ao consumidor final”, alerta Gilson Machado.
O meu podcast ‘Direto de Brasília’ de amanhã, em parceria com a Folha de Pernambuco, será com o novo ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, que sucedeu a Silvio Costa Filho. Franca confirmou que o governo federal estuda zerar impostos federais (PIS/Cofins) sobre o querosene de aviação (QAV) para conter o aumento no preço das passagens aéreas.
Ele anunciou também medidas em análise para auxiliar companhias aéreas, incluindo linhas de crédito com recursos do Tesouro, via Banco do Brasil, com limite de até R$ 400 milhões. Tomé assumiu a pasta no início de abril passado com o objetivo de consolidar o Brasil como um hub logístico na América Latina. Antes de ser ministro, ele foi secretário-executivo, nacional de aviação civil e chefe de gabinete de Sílvio Filho, que deixou a pasta para disputar a reeleição de deputado federal pelo Republicanos.
Tomé acumula passagens por secretarias estaduais e municipais, além de ter atuado no Legislativo e no Judiciário. É formado em Direito e mestre em Gestão Pública pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), além de cursar MBA em Concessões e Parcerias Público-Privadas pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP).
Ao longo da carreira, ocupou cargos como secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação de Pernambuco, secretário de Saneamento do Recife e secretário-executivo de Turismo do Estado. No Congresso, atuou como assessor parlamentar no Senado e na Câmara dos Deputados. No Judiciário, chefiou a assessoria de desembargador federal no Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região (TRT6). Também lecionou disciplinas como Direito Constitucional, Direito Ambiental e Processo Legislativo.
O Direto de Brasília vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, e também em cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem o programa pela Gazeta News (Grupo Collor) em Alagoas; pela Rede Mais Rádios, com 25 emissoras na Paraíba; pela Mais-TV, sob o comando do jornalista Heron Cid; ainda pela Rede ANC, no Ceará, com mais de 50 emissoras; e pela LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são: Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, Autoviação Progresso, Grupo Antonio Ferreira Souza, Água Santa Joana, Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lança, hoje, o Desenrola 2.0, novo programa de renegociação de dívidas que visa tirar os brasileiros do sufoco. A equipe econômica vai apresentar os detalhes do projeto em uma coletiva de imprensa, no Palácio do Planalto. As informações são do portal Metrópoles.
Na quinta-feira (30/4), o presidente Lula deu alguns detalhes do programa em pronunciamento na TV, em alusão ao Dia do Trabalho. Segundo o petista, será possível negociar dívidas de cartão de crédito, cheque especial, crédito rotativo, crédito pessoal e até do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
Os juros do programa de renegociação serão de até 1,99% ao mês, e os descontos poderão variar de 30% a 90% do valor devido. “Assim, você vai ter uma parcela bem menor e mais tempo para pagar sua dívida”, pontuou Lula. O uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar dívidas também foi confirmado. De acordo com o presidente, cada pessoa poderá sacar até 20% do saldo do fundo.
Dedico este artigo ao meu colega o lindo cosmonauta Carl Sagan, que descreveu nosso planeta Terra como “um pálido ponto azul” na imensidão do universo
MONTANHAS DA JAQUEIRA – Ressoa a sentença bíblica sob testemunho do evangelista Mateus: “Eu não vim trazer a paz, vim trazer a espada”. Nos tempos heroicos a espada flamejava nas patas dos cavalos, em nome dos impérios, das religiões, de Deus e do diabo, Vade retro!
Caim matou Abel com um tiro no coração e nunca mais houve paz na face da terra.
Santo Tomás de Aquino criou o conceito de guerra justa com base em três condições da Suma Teológica: autoridade legítima, causa justa e busca da paz e do bem comum. Um santo homem, Tomás de Aquino não imaginava a maldade no coração das criaturas. Nenhuma guerra no mundo atual seria considerada justa. No caso da Venezuela não houve guerra, houve uma invasão para capturar o gangster Nicolas Maduro.
O guru da seita vermelha contou que todas as noites vai dormir tristonho quando lembra as cenas de Maduro sendo preso e levado para uma prisão em New York, onde será julgado como parceiro do cartel de Los Soles. O Foro de São Paulo está se desmilinguindo na América Latina. Há prenúncios de fim da dinastia da seita vermelha nesta Terra de Santa Cruz, a terra da verdadeira Cruz. O velhinho cansou a beleza.
O aiatolá do Senado, Davi Alcolumbre, impôs derrota ao guru da seita vermelha na indicação de Jorge Messias para o STF.
Os trogloditas das cavernas descobriram o fogo. O mundo moderno descobriu a pólvora, a dinamite, as armas de fogo. A ciência descobriu a bomba atômica, penetrou no âmago do átomo, no coração do átomo. O cogumelo atômico é capaz de editar o Apocalipse e exterminar a humanidade Adâmica por artes da besta fera de sete cabeças.
Existe um conceito de que a estupidez humana é mais infinita de que as fronteiras do universo. A invenção do homem-bomba comprova esta assertiva. Eis o paroxismo da condição humana, a negação de cinco mil anos de civilização. O grupo terrorista Hezbollah anunciou solenemente a criação de pelotões de homens-bombas na guerra contra os inimigos de Israel.
As esquerdas ortodoxas simpatizam com os terroristas do Hamas e do Hezbollah. Simpatia é quase amor. Diante do homens-bombas, os trogloditas das cavernas e os bárbaros medievais hoje seriam pacifistas, exemplares da fina flor da civilidade. Saudades das cavernas!
Ao navegar no espaço sideral a milhões de léguas de distância, os astronautas da Artemis nem lembram que neste “pálido ponto azul” hominídeos que desfrutam da dádiva divina de respirar oxigênio promovem guerras, matam e morrem em busca do poder e de riquezas.
O Criador concedeu oxigênio de graça para todos os habitantes do planeta Terra, uma raridade no sistema solar, e os Sapiens nem agradecem por essa dádiva. Obrigado, bom Deus, por me conceder a graça de respirar oxigênio todo dia desde que nasci. Agradeço publicamente ao meu anjo da guarda por sua bendita proteção. Amém!
Federação Progressista, o impasse na chapa de Raquel
Maio chegou, daqui a pouco os festejos juninos batem à porta sem a governadora Raquel Lyra (PSD) bater o martelo em relação a montagem da sua chapa. Enquanto João Campos (PSB), com quem polariza a disputa, já percorre o Estado com o vice e seus dois candidatos ao Senado, nem o vice Raquel escolheu.
A única sinalização que deu seria a presença do deputado Túlio Gadelha, que fez a travessia da Rede para o PSD, na disputa por uma das vagas ao Senado. Mesmo assim, nada de oficial. Nem mesmo a vice-governadora Priscila Krause tem certeza da sua candidatura à reeleição.
A governadora atrasou o anúncio da chapa porque não consegue desatar um nó: a escolha do candidato a senador pela Federação Progressista entre Miguel Coelho, ex-prefeito de Petrolina, e Eduardo da Fonte, presidente estadual da federação. Nem Dudu, como é mais conhecido o deputado Eduardo da Fonte, apoia Miguel, nem este fecha com a indicação do concorrente.
Uma briga de foice, como se diz na gíria política. O engraçado disso tudo é que Dudu manda na federação, detentora de um latifúndio de fundo eleitoral, maior tempo de TV e a maior bancada na Alepe. Mas para a governadora isso parece não ser um critério que a convença a colocar um ponto final nas desavenças dentro da federação.
Muitas vezes os políticos falam por gestos. No congresso estadual da Amupe, que reuniu mais de 120 prefeitos, Raquel apareceu com Túlio e o senador Fernando Dueire, fez fotos e passou a impressão que já há havia decidido em apostar para o Senado na dobradinha Túlio-Dueire.
Se assim fosse, só restaria a poderosa federação Progressista a vaga de vice. E quem dançaria também seria Priscila, porque o nome mais especulado para vice é o do deputado estadual Antônio Coelho, irmão de Miguel.
MAIS UMA SUPLÊNCIA? – O que corre também nos bastidores é que a governadora gostaria de ter o senador Fernando Dueire como candidato à reeleição. Sem condições, entretanto, de realizar seu propósito por causa do espaço natural da Federação Progressista, só restaria a Dueire a vaga de primeiro-suplente do candidato Túlio Gadelha. Isso seria uma sina triste para Dueire, que chegou ao Senado como suplente de Jarbas Vasconcelos depois deste renunciar ao mandato em setembro de 2023.
O calendário político – Como as convenções partidárias estão marcadas bem mais na frente, de 20 de julho a 5 de agosto, a governadora terá ainda bastante tempo para costurar a sua chapa. Marco Maciel dizia que quem tem tempo, não tem pressa. Mas Raquel tem que correr para definir a chapa antes do fechamento deste calendário eleitoral por um motivo muito simples: existe o calendário dos arranjos políticos, nomes cogitados para a chapa majoritária vão exigir clareza para que possam escolher alternativas, como é o caso de Priscila, que tende a ser candidata a deputada federal, se sobrar na chapa, obviamente.
Ajuda federal – A propósito do dilúvio que caiu no Estado, o presidente Lula (PT) disse que conversou por telefone com o ex-prefeito de Recife, João Campos, e com o senador pernambucano Humberto Costa (PT). “Determinei imediatamente o pronto apoio federal às autoridades locais. O ministro da Integração Regional, Waldez Góes, acionou a Defesa Civil Nacional para prestar todo suporte às cidades atingidas, Inclusive com o reconhecimento da situação de emergência e o deslocamento de técnicos para a área”, disse o petista em uma rede social.
Nova estratégia de Lula – A sete meses do fim do seu terceiro mandato e pressionado pelas pesquisas que mostram um cenário incerto para a reeleição, o presidente Lula (PT) ensaia o tom que adotará daqui para a frente a fim de superar o que tem sido considerado por interlocutores como o pior momento de sua relação com o Congresso. A avaliação no governo é que o rompimento com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), pode comprometer o avanço de pautas consideradas estratégicas para o Palácio do Planalto em ano eleitoral, como o fim da escala 6×1 e a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. Além disso, temem que uma guerra aberta possa resultar em retaliações, como a aprovação de pautas-bomba no segundo semestre.
De olho no algoz – Alcolumbre foi apontado por interlocutores de Lula como algoz nos episódios da rejeição histórica da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) e na derrubada do veto presidencial ao projeto que trata da dosimetria de penas e que poderá beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O senador nega ter atuado para derrotar o governo. As duas votações ampliaram a pressão sobre o Planalto, abrindo oportunidade para que a oposição explore a imagem de um Executivo enfraquecido.
CURTAS
CONSCIÊNCIA – O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (AP), afirmou em entrevista ao O Globo, que o presidente Lula tinha consciência do risco de derrota na indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas decidiu manter o nome até o fim. O parlamentar disse ter alertado o próprio presidente, o indicado e a coordenação política mais de uma vez de que o governo não tinha votos assegurados.
DELAÇÃO 1 – A proposta de delação premiada de Paulo Henrique Costa começa a ganhar forma. O ex-presidente do BRB elencou inicialmente 20 situações de negócios heterodoxos e esquemas de fraudes de que participou ou de que tem conhecimento em transações com o Banco Master — e naturalmente as pessoas que estariam envolvidas nelas.
DELAÇÃO 2 – Alguns nomes do cardápio não surpreendem. Ibaneis Rocha é um exemplo. Já a atual governadora Celina Leão deve aparecer como uma das novidades da lista. A relação inclui ainda um ministro do TCU, um dirigente partidário do Centrão, funcionários de carreira do BC e deputados distritais de Brasília. Parlamentares federais, como deputados e senadores, ficarão de fora.
Perguntar não ofende: Qual será o destino do senador Fernando Dueire na chapa de Raquel?
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu uma frente delicada ao admitir, por meio do ministro da Fazenda, Dario Durigan, o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar dívidas. A proposta ainda não foi fechada, mas já serve de senha para os oligarcas do sistema financeiro rondarem mais uma vez o dinheiro do trabalhador sob a fantasia de “solução de crédito”.
Trata-se de um verdadeiro pacote de bondades para beneficiar oligarcas do sistema financeiro, barões da velha mídia corporativa e ricaços da Faria Lima. Evidentemente, contra os interesses dos trabalhadores e da sociedade brasileira.
O governo diz que o pacote mira famílias endividadas, trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEIs) e pequenas empresas. Também fala em garantia da União para renegociação, migração para linhas mais baratas e descontos de até 80% em certas dívidas. No papel, parece socorro. Na política real, o risco é outro: usar uma poupança trabalhista para desengasgar o circuito privado da inadimplência sem mexer no coração do problema.
Esse coração tem nome e sobrenome. Chama-se juro alto. Em 18 de março, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Selic para 14,75% ao ano. Continua sendo um patamar sufocante para a economia popular, para o consumo e para a renegociação honesta da vida de quem caiu no rotativo, no cheque especial ou no crédito pessoal.
A fotografia social ajuda a desmontar a conversa “doce” dos oligarcas do sistema financeiro e da velha mídia, que têm interesses e propriedades cruzadas entre si.
A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) informou no dia 7 de abril que 80,4% das famílias brasileiras estavam endividadas em março, recorde da série, e que 29,6% tinham contas em atraso. A própria CNC vinculou esse aperto ao efeito dos juros altos e ao peso dos combustíveis sobre o orçamento.
É nesse ponto que o debate deixa de ser técnico e vira luta de classe em linguagem financeira. Os oligarcas do sistema financeiro nada dizem sobre a redução estrutural do custo do dinheiro. Não fazem campanha diária por crédito barato, nem por reforma do spread, nem por regulação pesada sobre abusos bancários. Quando o povo se endivida, a saída apresentada é sempre a mesma: abrir mais um compartimento da renda popular para salvar a engrenagem do andar de cima.
O FGTS não é caixa de conveniência da Faria Lima. Em 2026, o fundo sustenta R$ 160,5 bilhões em habitação, saneamento básico e infraestrutura urbana, dos quais R$ 144,5 bilhões vão para habitação. Não se trata de dinheiro ocioso largado numa gaveta. Trata-se de uma reserva do trabalho com função social definida e impacto direto sobre moradia popular e investimento urbano.
A contradição dentro do próprio governo salta aos olhos. Dario Durigan confirmou que o uso do FGTS está em discussão, mas o Ministério do Trabalho e Emprego, comandado por Luiz Marinho, demonstra preocupação com os impactos sobre o fundo. A hesitação existe porque o problema é real: mexer no FGTS para aliviar a inadimplência pode produzir ganho imediato para bancos e financeiras e custo difuso para a política social do fundo.
A velha mídia entra em cena como sempre entra, patrulhando o Estado quando a intervenção ameaça beneficiar a maioria e silenciando quando a mesma máquina pública pode ser capturada pelos privilegiados. Em editorial publicado no dia 8 de abril, a Folha enquadrou as medidas de Lula contra a alta dos combustíveis como “tentação intervencionista”. A mensagem é cristalina: quando o governo tenta amortecer diesel, gás e inflação no bolso do consumidor, vira heresia. Quando a engenharia oficial pode ajudar a reorganizar o crédito e blindar o sistema financeiro, a retórica do mercado muda de tom.
Esse é o ponto político central. O papel do governo não é administrar o Estado para a comodidade dos ricaços, dos especuladores e dos barões da velha mídia. O papel do governo é intervir, regular e proteger a sociedade quando o mercado empurra a conta da crise para quem vive de salário, frete, boleto, aluguel e prestação. Isso vale para o diesel, para o gás, para o crédito e para a comida.
Por isso, usar o dinheiro do trabalhador para azeitar o sistema financeiro não parece boa ideia. O país precisa reduzir o endividamento, sim. Mas com juros menores, crédito menos predatório, regulação mais dura e renda circulando na base. Se a saída for tungar o FGTS para entregar alívio ao mercado, os oligarcas ganham duas vezes: preservam seus privilégios e ainda vendem a operação como política social.
No fundo, o conflito é simples. Quando a velha mídia fala em “intervencionismo”, ela não está defendendo neutralidade econômica. Está defendendo quem pode intervir, para quem e com qual dinheiro. E, dessa vez, o alvo voltou a ser o bolso do trabalhador.
O sucessor de Silvio Costa Filho (Republicanos) no Ministério dos Portos e Aeroportos, Tomé Franca, confirmou há pouco participação no meu podcast em parceria com a Folha de Pernambuco, o Direto de Brasília, da próxima terça-feira (5). Na pauta, os desafios de dar continuidade à gestão do antecessor.
Franca está à frente da pasta desde abril. Antes, foi nomeado secretário-executivo do ministério, em agosto do ano passado. Iniciou a trajetória pública ao lado de Silvio Costa Filho, como chefe de gabinete quando ele foi eleito vereador, em 2004, após atuação conjunta no movimento estudantil.
Também já comandou a Secretaria Nacional de Aviação Civil e acumula passagens por secretarias estaduais e municipais, além de ter atuado no Legislativo e no Judiciário. É formado em Direito e mestre em Gestão Pública pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), além de cursar MBA em Concessões e Parcerias Público-Privadas pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP).
Ao longo da carreira, ocupou cargos como secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação de Pernambuco, secretário de Saneamento do Recife e secretário-executivo de Turismo do Estado. No Congresso, atuou como assessor parlamentar no Senado e na Câmara dos Deputados. No Judiciário, chefiou a assessoria de desembargador federal no Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região (TRT6). Também lecionou disciplinas como Direito Constitucional, Direito Ambiental e Processo Legislativo.
O Direto de Brasília vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, e também em cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem o programa pela Gazeta News (Grupo Collor) em Alagoas; pela Rede Mais Rádios, com 25 emissoras na Paraíba; pela Mais-TV, sob o comando do jornalista Heron Cid; ainda pela Rede ANC, no Ceará, com mais de 50 emissoras; e pela LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são: Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, Autoviação Progresso, Grupo Antonio Ferreira Souza, Água Santa Joana, Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
O ex-ministro Fernando Haddad, pré-candidato ao governo de São Paulo pelo PT, atribuiu o empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas pesquisas de intenção de voto à Presidência da República a uma “lavagem cerebral coletiva”.
Segundo ele, há um “contraste grande” entre ambos, o que torna o atual cenário “inadmissível”. As declarações foram concedidas nesta sexta-feira em discurso na sede da Força Sindical, em São Paulo, em evento comemorativo ao Dia do Trabalhador. As informações são do jornal O Globo.
“Nós estamos num ano que é inadmissível o que está se vendo nas pesquisas eleitorais. Inadmissível. O contraste é tão grande, tão grande, que só uma lavagem cerebral coletiva explica uma comparação impossível entre dois personagens (Lula e Flávio) da história do Brasil”, discursou o ex-ministro.
“Nós temos um desafio cívico para cumprir, que é na defesa das prerrogativas dos trabalhadores, da democracia conquistada pelos trabalhadores. Essa agenda de democracia é nossa”, continuou.
Conforme a última pesquisa Genial/Quaest, divulgada em abril, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro possui 42% das intenções de voto em um eventual segundo turno ao Palácio do Planalto, enquanto Lula marca 40%. Foi a primeira vez que Flávio apareceu numericamente à frente do principal adversário. Devido à margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, no entanto, o cenário configura empate técnico.
‘Derrota no combate à corrupção’
Ainda na sexta-feira, no mesmo evento, Haddad também afirmou a jornalistas que as duas recentes derrotas da gestão Lula no Congresso foram “derrotas no combate à corrupção”. O ex-ministro se referiu à rejeição da indicação de Jorge Messias, Advogado-Geral da União, ao Supremo Tribunal Federal (STF), além da derrubada do veto presidencial ao PL da Dosimetria por parte do Congresso.
“Eu sou da opinião que essa derrota, essa dita derrota no Congresso, foi uma derrota do combate à corrupção. Hoje eu mesmo estava vendo analistas políticos dizendo que, por trás dessa derrota, tinha uma pretensão de um grande acordo em torno da impunidade daqueles responsáveis por alguns escândalos recentes no Brasil”, disse Haddad, em alusão às articulações em torno do escândalo do Banco Master na votação.
Haddad também afirmou “lamentar” as recentes decisões do Congresso devido à “desfaçatez dos criminosos envolvidos”: “Tudo o que as pessoas desse país desejam, os cidadãos comuns, é que as responsabilidades sejam todas elas apuradas até o fim. Então eu penso que essa suposta derrota da indicação do presidente para o Supremo, na verdade, é uma derrota de todos nós”, completou.
Também participaram as ex-ministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), pré-candidatas ao Senado. A segunda já tem a vaga assegurada para a campanha. Ao contrário de outros anos, as centrais sindicais não fizeram grandes atos em conjunto, mas eventos menores em suas sedes.
Haddad foi questionado pelo jornal O Globo sobre a montagem da chapa em São Paulo, objeto de disputa interna entre Marina Silva e Márcio França, ambos postulantes à vaga que resta para concorrer ao Senado.
“Nós estamos com um bom problema, porque são quatro ex-ministros do presidente Lula aqui representados em São Paulo, cada um com uma visão de mundo convergente, mas com as suas especificidades que têm que ser consideradas pelo eleitor. Nós temos pessoas aqui, todo mundo aqui é ficha limpa, serviços prestados ao país, compromisso com ética na política, pessoas que têm anos e anos de vivência política”, avaliou.