O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), marcou para 14 de abril o interrogatório do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-RJ) no processo em que ele é investigado. Ele será ouvido por videoconferência.
Eduardo é alvo de uma ação penal no Supremo acusado de tentar interferir e influenciar, fora do país, no julgamento do processo da trama golpista que condenou o pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro. As informações são do portal G1.
Leia maisEle é acusado de coação no curso do processo: crime que ocorre quando alguém emprega violência ou grave ameaça para favorecer interesse próprio ou de terceiros, direcionada contra autoridade, parte ou qualquer pessoa envolvida em processo judicial. A pena é de um a quatro anos de prisão.
Eduardo mora nos Estados Unidos desde fevereiro do ano passado, e não retornou ao Brasil desde então. Como está fora do país, ele teve o mandato na Câmara dos Deputados cassado por faltas, e responde a processo administrativo na Polícia Federal (PF).
A data foi definida após o parlamentar ser formalmente citado via Diário Oficial da União (DOU), já que o endereço dele nos Estados Unidos é desconhecido, e não apresentar defesa dentro do prazo estabelecido.
De acordo com o rito legal, a citação dá início à contagem do prazo para manifestação da defesa, mas não houve resposta por parte do deputado. Com o fim do período, Moraes marcou a data do interrogatório. Nessa etapa, o investigado pode apresentar sua versão dos fatos e responder aos questionamentos no âmbito do processo.
Leia menos
Por Diana Câmara
Se a filiação partidária marca o início formal do projeto eleitoral, a desincompatibilização representa, na prática, o momento em que a pré-candidatura deixa de ser uma intenção e passa a exigir escolhas concretas. Algumas vezes irreversíveis.
No calendário das eleições de 2026, o prazo de desincompatibilização, em regra, também se estabelece a seis meses do pleito. Trata-se de exigência legal imposta a determinadas categorias de agentes públicos e profissionais que, caso permaneçam em seus cargos, funções ou atividades, poderiam comprometer a igualdade de oportunidades entre os candidatos.
Leia maisA lógica é clara: evitar que o exercício de determinadas posições institucionais gere vantagem indevida na disputa eleitoral.
A desincompatibilização, portanto, não é uma penalidade, mas uma garantia do próprio processo democrático.
Sob o ponto de vista jurídico, o instituto encontra fundamento, sobretudo, na Lei Complementar nº 64/1990, que estabelece as hipóteses de inelegibilidade e fixa os prazos de afastamento conforme a natureza do cargo ocupado e o cargo pretendido. E aqui reside um dos principais pontos de atenção: não há uma regra única aplicável a todos os casos.
Os prazos variam. Em muitos casos, exige-se o afastamento definitivo; em outros, apenas o licenciamento temporário já é suficiente. Há situações em que o prazo é de seis meses, ou seja, próximo dia 4 de abril, mas também existem hipóteses de quatro, três ou até um mês antes do pleito. A análise, portanto, deve ser sempre individualizada.
É justamente nessa diversidade de cenários que surgem os maiores riscos. Um erro comum é tratar a desincompatibilização como um ato meramente formal, a ser resolvido próximo ao prazo final. Na prática, trata-se de uma decisão que exige planejamento jurídico prévio. Isso porque o afastamento pode implicar perda de remuneração, alteração de vínculo profissional e, em alguns casos, até mesmo renúncia definitiva a cargos ou funções.
Além disso, a forma como se dá a desincompatibilização também importa. O afastamento precisa ser efetivo, comprovável e realizado dentro dos parâmetros legais. Permanecer, ainda que de forma indireta, no exercício das funções pode gerar questionamentos futuros e comprometer o registro da candidatura.
Outro aspecto relevante é que a desincompatibilização não se limita aos agentes públicos em sentido estrito. Como, por exemplo, dirigentes de entidades, ocupantes de cargos em empresas que mantêm relação com o poder público, profissionais que exercem funções com potencial de influência institucional. Por isso, todos devem avaliar, com cautela, a necessidade de afastamento.
Para advogados e assessores, este é um momento essencial de atuação estratégica. É preciso mapear a situação funcional do pré-candidato, identificar o prazo correto aplicável e orientar sobre a forma adequada de afastamento, produzindo desde logo a documentação necessária para eventual comprovação perante a Justiça Eleitoral.
No Direito Eleitoral, a segurança jurídica da candidatura começa muito antes do pedido de registro.
Para o pré-candidato, a desincompatibilização é, muitas vezes, a primeira decisão que exige renúncia pessoal em nome de um projeto político. E, exatamente por isso, deve ser tomada com consciência, planejamento e respaldo jurídico adequado.
E para o eleitor, ainda que esse movimento não seja visível, ele é essencial para garantir que a disputa se dê em condições equilibradas, preservando a legitimidade e a lisura do processo eleitoral.
Se a filiação partidária define quem pode entrar no jogo, é a desincompatibilização que assegura que todos disputem em igualdade de condições.
Leia menos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realiza, hoje, a primeira reunião ministerial de 2026, em um clima de despedida de ministros que devem deixar os cargos por conta das eleições e de boas-vindas aos novos integrantes do governo.
O encontro ocorre em meio à reorganização da equipe, com impacto na articulação política e na definição de substitutos para pastas estratégicas. A reunião, no Palácio do Planalto, reúne tanto os atuais ministros quanto os que devem assumir os cargos com a saída dos que vão concorrer ou ajudar em campanhas.
Leia maisA expectativa para a reunião é de agradecimentos aos ministros que deixam os cargos, apresentação de balanços das ações nas pastas e definição de metas, além de boas-vindas aos novos integrantes do governo.
Pela legislação eleitoral, ocupantes de cargos no Executivo precisam se desincompatibilizar até 4 de abril para disputar o pleito. Ou seja, precisam ser exonerados e sair do governo.
Lula já afirmou que pretende minimizar ao máximo os impactos das trocas na Esplanada. Por isso, em muitos ministérios, a tendência é que os secretários-executivos assumam os cargos, com a missão de garantir a continuidade das políticas e ações já em andamento em cada área.
Um exemplo é o Ministério da Fazenda, com a saída de Fernando Haddad, que deve disputar o governo de São Paulo. Já foi anunciado Dario Durigan como novo ministro da pasta. Ele ocupava o cargo de secretário-executivo desde o início do governo.
Durigan, inclusive, já participou de evento público ao lado do presidente, que o apresentou oficialmente como novo titular da Fazenda. Mas essa não é a regra. Alguns ministérios podem ser chefiados por outros nomes que já são ligados ao governo, mas não são secretários. O nome de Olavo Noleto, chefe do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o chamado, Conselhão, vem sendo citado por interlocutores de Lula. Veja quem deve sair do governo Lula:
Fernando Haddad (PT), da Fazenda: deve disputar o governo de São Paulo;
Renan Filho (MDB), dos Transportes: deve disputar o governo de Alagoas;
Rui Costa (PT), da Casa Civil: deve disputar o Senado pela Bahia;
Gleisi Hoffmann (PT), da Secretaria de Relações Institucionais: deve disputar o Senado pelo Paraná;
Simone Tebet (PSB), do Planejamento: deve disputar o Senado por São Paulo;
Marina Silva (Rede), do Meio Ambiente: deve disputar o Senado por São Paulo;
André Fufuca (PP), do Esporte: deve disputar o Senado pelo Maranhão;
Carlos Fávaro (PSD), da Agricultura: deve disputar o Senado por Mato Grosso;
Waldez Góes (PDT), da Integração Nacional: deve disputar o Senado por Amapá;
Sílvio Costa Filho (Republicanos), de Portos e Aeroportos: deve disputar a Câmara por Pernambuco;
Paulo Teixeira (PT), do Desenvolvimento Agrário: deve disputar a Câmara por São Paulo;
Anielle Franco (PT), da Igualdade Racial: deve disputar a Câmara pelo Rio de Janeiro;
Sônia Guajajara (PSol), dos Povos Indígenas: deve disputar a Câmara por São Paulo;
Macaé Evaristo (PT), dos Direitos Humanos: deve disputar a Câmara legislativa de Minas Gerais
Geraldo Alckmin (PSB), da Indústria e Comércio Exterior e vice-presidente: deve ser vice de Lula em um possível Lula 4 e por isso deve ajudar na campanha;
Camilo Santana (PT), da Educação: deve ajudar na campanha de 2026;
Márcio França (PSB), do Empreendedorismo: deve sair do governo, mas ainda está indefinido se ajudará na Campanha eleitoral ou se disputa o Senado por São Paulo;
Wolney Queiroz (PDT), da Previdência: deve sair do governo, mas ainda está indefinido se ajudará na Campanha eleitoral ou concorre a câmara federal por Pernambuco;
Alexandre Silveira (PSD), de Minas e Energia: ainda está indefinido se concorre ao Senado por Minas Gerais ou continua no governo para contornar a crise dos combustíveis
Luciana Santos (PCdoB), da Ciência e Tecnologia: ainda indefinido se deve sair do governo ou concorrer a algum cargo em Pernambuco;
Sidônio Palmeira, da Comunicação Social: deve ser exonerado não agora, mas no meio do ano para ser o marqueteiro de Lula na Campanha.
Leia menos
A segunda fase do Parque da Tamarineira, concluída e entregue na última semana, pelo prefeito da cidade do Recife, João Campos (PSB), está excelente para prática de esportes. O serviço, que deu continuidade nas obras de execução e complementação da infraestrutura urbanística e paisagística do parque, teve um prazo de cinco meses e investimento de R$ 16,4 milhões.
A segunda fase do equipamento possui uma área de 40,1 mil m², quase o dobro do espaço que já vem sendo usado pelos moradores da cidade. A área conhecida como Matinha tem a maior concentração de usos e atividades do Parque, como o acesso ao playground, pista de cooper naturalizada, paisagismo e passeios.
Um dos grandes elementos estruturadores da segunda etapa foi um passeio para pedestres e ciclistas, grande eixo que conecta as avenidas Rosa e Silva e Norte, permitindo a travessia por dentro do equipamento. Desde a inauguração da primeira etapa, no segundo semestre de 2024, o Parque da Tamarineira se tornou um dos principais equipamentos públicos da cidade, oferecendo à população espaços para crianças e adultos, como playgrounds, quadra poliesportiva, redário, pista de cooper, fonte interativa e extensas áreas verdes.
João Paulo quer ser o prefeito de Raquel
Uma credenciada fonte me revelou, ontem, um bastidor que, por si só, desvenda toda a movimentação do deputado petista João Paulo para abrir o palanque dois de Lula em Pernambuco à governadora Raquel Lyra (PSD), candidata à reeleição: haveria um acordo prévio para, no caso de a gestora ganhar a eleição, ele virar o candidato à Prefeitura do Recife nas eleições municipais de 2028, com o apoio de Raquel.
Tudo tem a ver e explico: desde que Raquel foi eleita, em 2022, João Paulo, eleito deputado estadual pelo PT, virou um interlocutor privilegiado da governadora, defensor de todos os seus projetos na Alepe, amortecendo setores do PT e da esquerda antes refratários a uma simples aproximação ao governo estadual.
Nos últimos três anos, principalmente em 2024, o pior momento da gestão Raquel, João Paulo passou a ter um papel mais preponderante: trouxe para a base do Governo, pelo menos informalmente, a totalidade da bancada do PT, ou seja, o deputado Doriel Barros, ex-presidente do partido, e Rosa Amorim, esta filha do líder do MST, Jaime Amorim, de uma ação radical no campo, responsável pela eleição da filha.
Leia maisAtuaram de forma alinhada e afinada, não só votando com o Governo, mas elogiando Raquel. O próprio João Paulo chegou a dizer que João Campos poderia ter o aval do PT, mas perderia a eleição. Observe as falas dos três e suas movimentações para criar um ambiente favorável a Raquel, sob a falsa e ilusória tese de que Lula também estaria em Pernambuco no palanque da governadora.
No congresso estadual do PT, sábado passado, João Paulo, Doriel e Rosa se ausentaram do evento, estratégia montada por João Paulo como tarefeiro da governadora. Sem um nome natural para a Prefeitura do Recife em 2028, Raquel cantou a pedra e João Paulo caiu no encanto da serpente para voltar a governar a capital, desta feita com o apoio da governadora e o rolo compressor da máquina estadual.
Esse acordo prévio entre Raquel e João Paulo já chegou ao conhecimento da cúpula nacional do PT e do próprio presidente Lula, que não morre de amores por João Paulo desde que este deu uma declaração infeliz sobre o futuro político dele quando esteve preso na Polícia Federal em Curitiba.
E AGORA, RAQUEL? – Ontem, o PSD, partido de Raquel Lyra, definiu o seu candidato à Presidência da República: o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, de extrema direita. Isso, dois dias após a Frente Popular se reunificar em Pernambuco no apoio à reeleição do presidente Lula e ao projeto de João Campos de disputar o Governo do Estado. Diante desse fato novo, a governadora vai assumir o palanque de Caiado em Pernambuco? E o que teriam a dizer agora os deputados João Paulo, Doriel Barros e Rosa Amorim, do PT, que querem Raquel reeleita?

Alguém pode explicar? – A política brasileira virou território da incoerência. No dia seguinte ao anúncio de Ronaldo Caiado candidato do PSD ao Planalto, o atual ministro da Pesca, André de Paula, filiado ao PSD e apadrinhado de Gilberto Kassab, presidente nacional da legenda, se transfere para um ministério mais robusto, o da Agricultura. Como um partido com um nome próprio para concorrer ao posto de Lula continua a participar do Governo? Das duas, uma: ou Lula quer preservar os votos do PSD no Congresso ou se trata de acordo já para o apoio ao petista num eventual segundo turno.
PSD baiano com Lula – O PSD entra com um cenário adverso na disputa presidencial. Ainda não há perspectiva de aliança com nenhum partido, além de Lula e Flávio terem cenários mais consolidados de palanques nos maiores colégios eleitorais, como Rio, São Paulo, Minas e Bahia. No Nordeste, de maioria lulista, Caiado tem um aceno de aliança na Bahia. O PSD baiano vai apoiar Lula, mas o governador de Goiás deve usar sua proximidade com o pré-candidato do União Brasil a governador, ACM Neto, para tentar ter um palanque no estado.
Candidato do agronegócio – Com Caiado candidato ao Planalto, o cenário traçado pelo partido é que ele une o PSD do Centro-Oeste, já que, além de governar Goiás, tem uma forte presença e liderança sobre o setor do agronegócio. Essa influência sobre os ruralistas também ajuda Caiado no Rio Grande do Sul, mesmo que o governador Eduardo Leite, que perdeu a disputa interna para o goiano, não se engaje fortemente na campanha, já que o estado tem forte presença do agro. Em um cenário considerado ideal pelo partido, líderes do PSD dizem que Caiado pode também atrair o eleitorado de Minas Gerais caso consiga ter o ex-governador Romeu Zema (Novo) como vice.

Euforia em Arcoverde – Arcoverde, a 250 km do Recife, recebeu com euforia a notícia de que o padre Airton Freire foi absolvido do processo de tentativa de estupro, de autoria da personal Silvia Tavares de Souza. Segundo a defesa do padre, a decisão foi proferida pelo juiz Felipe Marinho dos Santos, da Vara Única de Buíque, que considerou que as provas periciais reunidas durante a investigação contradizem a versão apresentada pela denunciante, inviabilizando a comprovação do crime. Além do religioso, foi absolvido o motorista Jailson Leonardo da Silva, que havia sido apontado como participante do suposto ato de violência sexual. Ambos estavam presos desde 2023, quando o caso se tornou público. Com a sentença, a prisão preventiva do padre foi revogada. O processo tramita sob segredo de Justiça.
CURTAS
DOMICILIAR – O padre Airton Freire estava em prisão domiciliar desde julho de 2023. A defesa destacou que a sentença reconheceu a ausência de provas que sustentassem a acusação, embora detalhes da decisão não tenham sido divulgados por conta do sigilo judicial. A denúncia foi feita em agosto de 2022. Segundo o relato, o crime teria sido cometido pelo motorista a mando do sacerdote. O padre negou as acusações.
INCONSISTÊNCIA – De acordo com a defesa, a decisão judicial se baseou em elementos técnicos produzidos pela Polícia Civil e pelo Ministério Público ao longo da instrução processual. Em nota, a advogada Mariana Carvalho afirmou que os dados periciais demonstraram inconsistências entre os relatos da acusadora nos autos e declarações públicas.
MARCA SOCIAL – O padre Airton Freire continua sendo reverenciado em Arcoverde por ter um trabalho de alta relevância social. Ele fundou a Fundação Terra para transformar a “Rua do Lixo”, local de extrema miséria em Arcoverde, focando em ações de educação, saúde e serviço social. O trabalho une espiritualidade a ações sociais, resgatando famílias e oferecendo dignidade por meio da educação e assistência a crianças e moradores carentes.
Perguntar não ofende: O PT vai abrir processo para expulsar os rebeldes João Paulo, Doriel Barros e Rosa Amorim?
Leia menos
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode pedir aos países árabes que paguem o custo da guerra com o Irã, disse a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, nesta segunda-feira (30), acrescentando que as negociações com Teerã para encerrar o conflito estão progredindo bem.
Leavitt, questionada em uma coletiva de imprensa se os países árabes iriam ajudar a pagar a guerra, disse que não iria se adiantar ao presidente, mas que essa era uma ideia que Trump teve. As informações são da CNN.
“Acho que é algo que o presidente estaria bastante interessado em convocá-los a fazer”, disse Leavitt. “É uma ideia que sei que ele tem e algo que acho que você ouvirá mais dele”, acrescentou.
Leia maisA secretária de imprensa afirmou ainda que as declarações públicas do Irã diferem do que o país diz às autoridades americanas em conversas privadas. Ela também ressaltou que, em particular, o Irã concordou com alguns dos pontos de Washington.
“Apesar de toda a postura pública que se ouve do regime e de reportagens falsas, as conversas continuam e vão bem. O que é dito publicamente é, claro, muito diferente do que nos é comunicado em particular”, disse Leavitt.
Trump alertou nesta segunda-feira (30) que as usinas de energia e os poços de petróleo do Irã seriam destruídos se o país não abrisse o Estreito de Ormuz, depois que Teerã descreveu as propostas de paz dos EUA como “irrealistas” e disparou ondas de mísseis contra Israel.
Trump disse que as negociações com Teerã estão indo bem e sugeriu que a “mudança de regime” no Irã estava completa.
“Já tivemos uma mudança de regime, se vocês olharem, porque o único regime foi dizimado, destruído, todos estão mortos. O próximo regime está quase morto. E o terceiro regime, estamos lidando com pessoas diferentes das que qualquer um já lidou antes. É um grupo totalmente diferente de pessoas”, disse Trump a repórteres no domingo (29).
“Portanto, eu consideraria essa mudança de regime e, francamente, eles foram muito razoáveis”, acrescentou o presidente.
Mas o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse em um programa de televisão nesta segunda-feira que, embora fosse uma boa notícia se o Irã tivesse uma nova liderança no comando “que tenha uma visão mais razoável do futuro”, os EUA também tinham de “estar preparados para a possibilidade, talvez até a probabilidade, de que esse não seja o caso”.
A porta-voz da Casa Branca, questionada sobre como os EUA garantirão que estão fazendo um acordo com pessoas que podem implementá-lo, alertou que tudo o que o Irã disser a Washington em particular será testado e que os EUA garantirão que Teerã seja responsabilizado.
“Se não forem, o presidente expôs as consequências militares que o regime iraniano verá se não se mantiverem fiéis às palavras que ouvimos em conversas privadas nos bastidores”, disse ela.
Leia menos
O prefeito do Recife e pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), publicou um vídeo nas redes sociais em que reforça a decisão de deixar o cargo para disputar as eleições estaduais e afirma que poderá “servir mais ao Recife” como governador. A declaração ocorre na semana em que o gestor antecipa a desincompatibilização da Prefeitura.
Na gravação, João Campos relembra a eleição e a reeleição no comando do Executivo municipal. “Eleito aos 26 anos e depois reeleito com quase 80% dos votos. Cinco anos e três meses de muita dedicação, trabalho, momentos de alegria, momentos de desafio”, afirmou.
Ao tratar do próximo passo político, o prefeito explicitou a intenção de disputar o governo estadual. “Eu tenho muita confiança de dar um passo a mais, porque eu sei que eu posso, inclusive, servir muito mais ao Recife sendo governador do que sendo prefeito hoje”, disse. “Então, obrigado Recife. Tamo junto, Pernambuco. Vamos andar junto de ponta a ponta”, completou.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), marcou para 14 de abril, às 14h, o interrogatório do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL), réu por coação no curso do processo.
A audiência, mesmo que Eduardo não participe, será realizada por videoconferência. Moraes também determinou a intimação da PGR (Procuradoria-Geral da República) e da DPU (Defensoria Pública da União) para acompanhamento da oitiva. As informações são da CNN.
A decisão de dar andamento à instrução da ação penal foi tomada após o ministro afastar a possibilidade de absolvição sumária.
Leia maisSegundo o despacho, apesar de Eduardo ter sido citado por edital, não houve apresentação de defesa prévia. Diante disso, a DPU foi acionada para garantir a assistência jurídica.
A Primeira Turma do STF aceitou em novembro do ano passado denúncia apresentada pela PGR. Votaram para receber a acusação os ministros Alexandre de Moraes, relator do caso, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, sustenta na denúncia que Eduardo e o jornalista Paulo Figueiredo articularam sucessivas ações voltadas a intervir nos processos judiciais para beneficiar Bolsonaro.
Eduardo na CPAC
Também foi anexado aos autos um vídeo da CPAC (Conservative Political Action Conference), conferência de política conservadora realizada nos Estados Unidos. No evento, o ex-deputado afirma que gravava o conteúdo para mostrar ao pai.
“Vocês sabem por que eu estou fazendo esse vídeo? Porque eu estou mostrando para o meu pai e vou provar para todo mundo no Brasil que não se pode calar um movimento de forma injusta, retirando o seu líder, Jair Messias Bolsonaro. Muito obrigado”, disse Eduardo.
Caso Bolsonaro tenha tido acesso ao vídeo, o episódio pode configurar descumprimento de medida cautelar, fazendo com que ele volte a cumprir pena no Comlexo da Papuda.
A defesa de Bolsonaro, porém, afirmou ao STF que não há “qualquer dado objetivo” que comprove comunicação entre o ex-presidente e o filho.
Após ao menos quatro pedidos negados, Bolsonaro foi transferido para prisão domiciliar temporária na última sexta-feira (27) por questões de saúde.
Leia menos
Depois do rompimento entre o presidente da Câmara de Arcoverde, Luciano Pacheco, e o prefeito Zeca Cavalcanti, a consequência veio rápido: a sessão ordinária desta segunda-feira (30) foi esvaziada. Apenas Pacheco compareceu ao plenário, impedindo a abertura dos trabalhos por falta de quórum, já que o Regimento exige a presença mínima de seis vereadores.
A ausência em bloco da base governista travou a pauta da Casa, que previa votação de projetos como a denominação de uma via no bairro São Cristóvão, a criação do “Dia da Astronomia” e a concessão de título de cidadão arcoverdense. Sem a presença dos parlamentares alinhados ao Executivo, nenhuma matéria foi apreciada.
O pastor Silas Malafaia disse orar para que Deus “abra porta e toque pessoas” após citar que o avião da Associação Vitória em Cristo está “defasado”. O líder religioso alegou que precisa trocar de aeronave e defendeu que ela representa uma “ferramenta de trabalho”. A declaração está presente em um vídeo publicado por Malafaia nas redes sociais na quarta-feira, que ganhou repercussão no início desta semana.
— O avião que eu comprei hoje está bem velho. Ele é um avião 1985, está bem conservado, e eu estou precisando trocar. Estou orando a Deus para me abrir portas, para tocar em pessoas, porque eu preciso de um avião mais novo. E não é meu, é uma ferramenta de trabalho. Se você não precisa, é uma questão sua. Não julgue os outros por você — afirmou Malafaia. As informações são do jornal O GLOBO.
Na publicação, o pastor responde acusações sobre o uso de recursos da igreja. Ele afirma ter sido atacado por um “pastor esquerdopata”.
Leia maisReaproximação política
Como mostrou o GLOBO, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Malafaia almoçaram juntos, em São Paulo, antes do ato bolsonarista realizado no início do mês na Avenida Paulista. O encontro marcou uma reaproximação após semanas de ruídos provocados pela preferência pública do líder evangélico por outros nomes da direita na disputa presidencial de 2026.
A avaliação interna no PL era de que o distanciamento público com Malafaia poderia consolidar a leitura de que parte relevante do eleitorado evangélico não embarcaria com o senador. Na sigla, a reaproximação é vista como parte de uma ofensiva mais ampla de Flávio junto à cúpula do segmento.
Ao GLOBO, Malafaia confirmou o encontro e disse que a conversa foi informal. Segundo ele, não houve negociação explícita de apoio eleitoral.
— Ali foi um momento informal. Conversamos na hora do almoço, com outras pessoas na mesa. Não teve conversa sobre apoio. Ele que, lá em cima do trio, me chamou e pediu apoio — afirmou.
O pastor tem declarado publicamente que vê outros nomes da direita com maior competitividade para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2026, entre eles o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Ainda assim, deixou aberta a porta para apoiar quem se consolidar no campo conservador.
Leia menos
A promessa de anistia feita pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), no discurso de lançamento de sua candidatura ao Planalto, incomodou a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que passou a ver no movimento um potencial impacto sobre sua base eleitoral.
A avaliação de aliados é que, ao incorporar uma pauta central do bolsonarismo logo na largada, Caiado sinaliza que pretende dialogar diretamente com o eleitor do ex-presidente Jair Bolsonaro, mesmo buscando se apresentar como alternativa mais ampla dentro da direita. As informações são do jornal O GLOBO.
Interlocutores do PL afirmam que a defesa da anistia foi um gesto calculado para falar com esse segmento, em um momento em que Flávio tenta calibrar sua pré-campanha para além do núcleo ideológico. A leitura é que o movimento “puxa o debate” para um terreno com maior potencial de mobilização.
Leia maisO diagnóstico dentro do partido é que o impacto inicial da entrada de Caiado tende a se concentrar menos sobre o eleitor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e mais dentro do próprio campo conservador. Dirigentes avaliam que, ao combinar discurso de enfrentamento ao governo com acenos a pautas caras a esse eleitorado, o governador passa a mirar a pré-candidatura de Flávio.
Ao mesmo tempo, interlocutores avaliam que o movimento não altera de forma estrutural o cenário da disputa, mas pode produzir algum efeito no primeiro turno. A leitura predominante é que Caiado não deve desorganizar o campo, mas pode retirar alguns pontos de Flávio ao atrair uma parcela desse eleitorado.
Apesar do incômodo, aliados defendem que a estratégia do senador deve ser mantida, evitando entrar em uma disputa direta de narrativa neste momento e priorizando a construção de uma agenda econômica e de alianças.
Apesar dos acenos ao eleitorado mais alinhado ao bolsonarismo, uma ala da campanha avalia que Ronaldo Caiado deve assumir o confronto mais direto com o governo ao longo da pré-campanha, com um discurso mais agressivo e centrado em críticas Lula. Nesse desenho, o governador tende a ocupar a linha de ataque dentro do campo da direita.
A partir dessa leitura, interlocutores afirmam que Caiado pode acabar atuando como uma espécie de linha acessória na disputa. Ao concentrar o embate mais ideológico, abriria espaço para que o senador Flávio Bolsonaro mantenha uma estratégia mais calibrada, sem antecipar confrontos mais duros.
— Eu preferia que ele estivesse com o Flávio, mas o Caiado é de direita, sabe se posicionar. Vai doer no Lula — afirmou a deputada Bia Kicis (PL-DF).
O líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), defende convergência antecipada:
— Ninguém precisa bater em Lula. Lula é um produto vencido. Caiado deveria apoiar Flávio no primeiro turno.
Leia menos
Por Betânia Santana – Blog da Folha
Catorze dias depois de a governadora Raquel Lyra (PSD) retirar da gestão três nomes indicados pelo Partido Progressistas (PP), o deputado federal Lula da Fonte PP), filho do também deputado federal Eduardo da Fonte, que preside a legenda no estado, garantiu apoio à reeleição da chefe do Executivo estadual.
Durante evento no início da noite desta segunda-feira (30), no município de Moreno, Região Metropolitana do Recife, Lula da Fonte alegou que as notícias recentes publicadas sobre a sigla são falsas e consequência das atitudes da oposição que, segundo ele, está desesperada com as eleições de outubro. A oposição tem como pré-candidato ao governo o prefeito do Recife, João Campos (PSB)
Leia mais“É impossível a gente não falar das notícias que vincularam nos últimos dias a respeito do nosso Partido Progressistas, e falar de forma muito categórica, olhando no olho da senhora. Falar o que eu sempre disse ao longo desses três anos e quatro meses do seu governo, de que o Partido Progressistas estará caminhando ao lado da governadora”, cravou durante a inauguração do Centro de Referência da Mulher em Moreno, um investimento do governo do estado.
O deputado não poupou elogios à administração Raquel Lyra e, ao lado do prefeito Edmilson Cupertino (PP), que é do mesmo partido do parlamentar, assegurou buscar votos por todos os lugares do estado e propagar as ações desenvolvidas pela governadora.
“Todas as notícias falsas que vincularam nos últimos dias é porque na verdade o outro lado está desesperado da lapada que eles vão levar da senhora em outubro. De forma muito séria, olhando no olho da senhora, a gente vai percorrer o estado de Pernambuco nos quatro cantos: aqui na Região Metropolitana, na Zona da Mata Sul, na Zona da Mata Norte, no Agreste, no Sertão, mostrando porque o trabalho que a senhora vem fazer tem que continuar em prol do nosso estado”, sustentou.
A declaração do deputado chega depois de a Federação União Progressista – uma junção do Progressistas e do União Brasil – ter sido homologado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no dia 26. O União Brasil, presidido em Pernambuco pelo ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho, também garantiu apoio à reeleição da gestora, antes mesmo de a federação ser oficializada. Nas articulações, o União Brasil acabou ficando com cargos antes ocupados por indicação do PP: as presidências do Lafepe e do Porto do Recife. Ganhou também o comando da Secretaria de Desenvolvimento Econômico.
Leia menos