A seleção interna para gestores e adjuntos de escolas da rede estadual de ensino, cujo edital foi aberto em outubro passado, tem gerado muitas críticas dos profissionais de educação que se inscreveram para participar do processo seletivo.
Em mais uma tentativa atrapalhada de imprimir sua marca às seleções conduzidas por sua gestão, o processo, além de divergir de edições anteriores, quando a eleição era feita de forma direta, tem sido marcado por uma série de erros que terminaram por prejudicar os candidatos.
Para se ter ideia, do dia em que o processo seletivo foi aberto, até a divulgação do resultado, foram dez erratas publicadas. Porém, mesmo diante do número de erratas, nada adiantou, já que o resultado não mudou, o que deixou muitos gestores que antes da seleção ocupavam o cargo eliminados da seleção.
O motivo para o indeferimento, porém, nada teve a ver com a capacidade técnica do gestor, mas por um problema presente no próprio sistema de inscrição, que impossibilitou que documentos como carteira de identidade, por exemplo, fossem devidamente enviados pelo sistema.
Outra coisa que chama atenção no processo seletivo é o número de vagas aquém do que a rede estadual de ensino precisa de gestor e de adjunto. Afinal, a rede conta com 1.058 escolas, portanto, ao invés de 897, número disponível no edital, seria necessária a abertura de vagas na mesma proporção de escolas.
Ontem, o assunto chegou ao plenário da Assembleia Legislativa, mais precisamente ao deputado Waldemar Borges, membro da Comissão de Educação da Casa, que revelou estar recebendo inúmeras críticas sobre a seleção. “As pessoas têm se queixado dos atropelos que essa seleção tem provocado. Muita gente sendo desclassificada sem razão, erros no sistema, enfim, há um caos instalado nessa seleção que a gente precisa se debruçar sobre ele”, afirmou o deputado.
O parlamentar afirmou, ainda, que pretende fazer indicação no sentido de o Governo do Estado constituir uma comissão, com representantes da Alepe e do Ministério Público, para que cada caso seja estudado minuciosamente. “Essas desclassificações podem ser mais um fruto desse bate cabeça gerencial que a gente tem visto se disseminar no estado de Pernambuco e que está presente também nesse certame”, declarou.
Traições enfraquecem a Frente Popular e fortalecem Raquel
A aproximação de prefeitos eleitos pela Frente Popular com a base da governadora Raquel Lyra (PSD) tem provocado rupturas políticas e alimentado o discurso de traição entre antigos aliados. Os casos mais recentes são os de Diego Cabral, de Camaragibe, e Dió Filho, de Riacho das Almas, ambos acusados pelo ex-ministro e presidente estadual do Republicanos, Silvio Costa Filho, de abandonar o grupo que os elegeu em troca do alinhamento com o Palácio do Campo das Princesas.
Em Camaragibe, a ruptura foi pública. Diego Cabral, eleito com o apoio decisivo do Republicanos e do PSB, deixou o partido de Silvio Costa Filho, filiou-se ao PSD e passou a apoiar o projeto de reeleição de Raquel Lyra. Nos bastidores, o rompimento ocorreu após o prefeito descumprir o compromisso de apoiar a reeleição de Silvio para a Câmara. Como já publicado por este Blog, por pressão da governadora, o gestor irá apoiar a candidatura de Daniel Coelho (PSD).
Nos bastidores, a palavra de Diego Cabral passou a ser tratada como “dinheiro falso”: circula bastante, mas não tem valor real na hora de pagar a dívida. Já no caso de Dió Filho, Silvio afirmou que a governadora “tem mágoa dele”. “Ela não conseguiu me comprar com orçamento e cargos. Então, foi atrás daqueles que eram meus aliados”, declarou o ministro em entrevista recente. Como deputado, inicialmente, e depois ministro, Silvio alavancou recursos federais para as duas gestões. Mas foi pago com traição.
Os dois casos se somam aos de Miruca, em Água Preta; Zé Martins, em João Alfredo; e Carol Jordão, em Ribeirão. Eleitos pelo PSB e beneficiados pela força eleitoral da Frente Popular, todos hoje integram a base política de Raquel Lyra. As mudanças são consideradas baixas para o projeto político de João Campos (PSB). Para adversários da governadora, o movimento não ocorre por acaso: a adesão de prefeitos seria estimulada pela estrutura do Governo do Estado, com a perspectiva de liberação de investimentos, convênios, cargos e outras vantagens políticas em troca do apoio ao projeto de reeleição de Raquel.
Empresa de Raquel na mira Ministério da Justiça – A Secretaria Nacional do Consumidor, vinculada ao Ministério da Justiça, investiga a Logo Caruaruense, empresa da família da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), após denúncia sobre ausência de vistorias técnicas exigidas e sucateamento dos ônibus. O caso foi revelado pelo portal Metrópoles. Após as reportagens, a Logo Caruaruense anunciou o encerramento das atividades. A Senacon instaurou averiguação preliminar para apurar o caso. Na notificação à empresa, a Senacon apontou que “há relatos consistentes de irregularidades na execução do serviço, as quais podem caracterizar infração às disposições do Código de Defesa do Consumidor, especialmente aos arts. 6º, 20 e 22 da Lei nº 8.078/1990”. A Senacon também solicitou dados sobre as vistorias técnicas, fiscalizações ou inspeções realizadas na frota nos últimos anos em operação, com apresentação de relatórios, laudos e registros.
Maratona de convenções começa na segunda – Os partidos iniciam, na próxima segunda-feira (20), a maratona de convenções para oficializar as candidaturas que disputarão as eleições de outubro em Pernambuco. A federação composta por PT, PV e PCdoB abre o calendário, às 14h, no Hotel Jangadeiro, no Recife, quando deverá homologar a candidatura do senador Humberto Costa à reeleição. Na terça-feira (21), o Novo lança Carlos Sant’Anna ao Senado e o Republicanos formaliza Carlos Costa como vice na chapa de João Campos (PSB). O MDB marcou sua convenção para o dia 25, enquanto PSB, PSD, PL, União Progressista e a federação PSOL/Rede preparam os encontros para o início de agosto.
Bispo nega crítica a João e elogia gestão do Recife – O arcebispo emérito de Maceió, Dom Antônio Muniz Fernandes, afirmou que foram desvirtuadas as declarações dirigidas a João Campos (PSB) durante a celebração de Nossa Senhora do Carmo. Segundo o religioso, as palavras foram pronunciadas “em tom de bom humor e fraternidade” e não representaram crítica à Prefeitura do Recife. Dom Antônio elogiou a postura “respeitosa e colaborativa” da gestão municipal na requalificação da Basílica do Carmo e ressaltou a relação de diálogo entre a Prefeitura, a Arquidiocese e a Ordem Carmelita.
Miguel acompanha Raquel em congresso da Assembleia de Deus – Em meio às articulações para a formação da chapa governista, o presidente estadual do União Brasil e pré-candidato ao Senado, Miguel Coelho, participou, ao lado da governadora Raquel Lyra (PSD), do 22º Congresso de Mulheres da Assembleia de Deus em Pernambuco, realizado no Templo Central da denominação, em Abreu e Lima. Também estiveram presentes a vice-governadora Priscila Krause (PSD) e o presidente estadual do Podemos, Marcelo Gouveia.
João apresenta propostas à CDL – Em encontro com dirigentes da CDL Recife, o pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), afirmou que, se eleito, fará do Estado um agente da reabilitação do Centro da capital. Ao defender investimentos estaduais em moradia e recuperação urbana, criticou a gestão da governadora Raquel Lyra (PSD): “A Prefeitura fez a parte dela. O Estado pode ser um construtor disso”, afirmou. João também defendeu maior integração entre os municípios da Região Metropolitana e disse que a participação do Governo pode acelerar as intervenções na área central do Recife.
CURTAS
Moraes endurece restrições a Bolsonaro – O ministro Alexandre de Moraes manteve a prisão domiciliar humanitária do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas ampliou as restrições após concluir que ele descumpriu medidas cautelares ao produzir uma carta de apoio à pré-candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Entre as novas determinações, estão a suspensão de visitas sociais por 30 dias e a proibição, até o fim das eleições de 2026, de manifestações e visitas com finalidade político-eleitoral.
Lula promete “guerra da verdade” contra Trump – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que responderá ao novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos com uma “guerra da narrativa” e da verdade. Segundo ele, o Brasil demonstrará ao mundo quem tem razão na disputa comercial e não aceitará “desaforo” do governo de Donald Trump.
R$ 95 mi com segurança de presidenciáveis – A Polícia Federal estima gastar cerca de R$ 95 milhões na segurança dos candidatos à Presidência da República durante as eleições de 2026. O esquema começa após a homologação das candidaturas e poderá mobilizar até 458 servidores. A equipe de Flávio Bolsonaro informou que o senador manterá a segurança da Polícia do Senado e dispensará o serviço da PF.
Perguntar não ofende: Por que a Logo Caruaruense encerrou as atividades justamente quando passou a ser investigada?
Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foram às redes sociais nesta sexta-feira (17) criticar a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que suspendeu todas as visitas do ex-mandatário por 30 dias.
O presidente interino da Suprema Corte divulgou no início da noite sua decisão sobre a denúncia de que Bolsonaro teria feito propaganda eleitoral antecipado e violado as restrições de sua prisão domiciliar quando divulgou, por meio do seu filho, senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), uma “Carta aos Brasileiros”. As informações são da CNN.
Na decisão, Moraes mantém a prisão domicilair de Bolsonaro, mas suspende por 30 dias o direito do ex-presidente de receber qualquer tipo de visita, inclusive de familiares. As únicas exceções permitidas são médicos, fisioterapeutas e advogados.
Segundo o ministro, o direcionamento da carta, assinada de punho pelo ex-presidente, demonstrou finalidade político-eleitoral.
“O texto da ‘Carta aos brasileiros’, portanto, claramente comprova que Jair Messias Bolsnaro pretendia comunicar-se com seus apoiadores políticos por intermédio das redes sociais de seu filho”, escreveu o ministro.
Com a decisão, alguns nomes da direita publicaram seu repúdio à determinação do juiz. Carlos Bolsonaro (PL), segundo filho do ex-presidente e pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, escreveu sobre a decisão de proibir “visitas de TODOS os FILHOS ao PAI.”
Pelo que tive ciência, alexandre proibiu, em questão de segundos após a PGR, visitas de TODOS os FILHOS ao PAI.
O pré-candidato a deputado federal e quarto filho do ex-presidente, Jair Renan Bolsonaro (PL-SC), também criticou a medida de Moraes, alegando que as decisões contra o pai têm outra “régua”.
“Meu pai está preso injustamente e agora proibiram até que os próprios filhos o visitem. Trinta dias sem poder ver o meu pai, meu irmão Flávio, noventa. Lula, quando esteve preso, recebia político, artista, sindicalista, e ainda foi lançado candidato a presidente de dentro da cadeia. Meu pai não pode receber um abraço de um filho dentro da própria casa. É a mesma Justiça, mas a régua muda conforme o sobrenome. Pai, estarei sempre com o senhor”, escreveu.
Meu pai está preso injustamente e agora proibiram até que os próprios filhos o visitem. Trinta dias sem poder ver o meu pai, meu irmão Flávio, noventa.
Lula, quando esteve preso, recebia político, artista, sindicalista, e ainda foi lançado candidato a presidente de dentro da…
— Jair Renan Bolsonaro (@bolsonaro__jr) July 18, 2026
O líder do PL no Senado Federal Rogério Marinho também foi às redes rechaçar a decisão. Segundo ele, a deteminação é “extravagante, inusitada e sem precedentes na história recente do país”. Assim como Jair Renan, Marinho também comparou o tratamento dispensado a Bolsonaro com o de Lula (PT), que ficou preso por 580 dias entre 2018 e 2019.
“O contraste é evidente. Lula, durante o período em que esteve preso, recebeu inúmeras visitas e divulgou manifestações de conteúdo político. Hoje, Jair Bolsonaro, maior liderança popular da direita brasileira, é submetido a restrições muito mais severas. Tenta-se calar quem representa milhões de brasileiros e impedir que exerça sua liderança, dialogando e orientando o povo sobre os desafios do país.”
NOTA
A escalada de restrições às liberdades fundamentais é incompatível com os princípios do Estado Democrático de Direito. A decisão que impõe o isolamento de Jair Bolsonaro é extravagante, inusitada e sem precedentes na história recente do país. Ao impedir até mesmo visitas de…
— Rogério Marinho🇧🇷 (@rogeriosmarinho) July 18, 2026
O líder do PL na Câmara dos Deputados Sóstenes Cavalcante também se fez presente nas redes sociais a fim de criticar a medida.
“Suspender as visitas até o final da eleição, mostra o quanto a esquerda/Alexandre querem violar todos os direitos humanos ao maior presidente que a República Federativa do Brasil já teve! Podem prender, censurar, ninguém consegue deter um SENTIMENTO!”, escreveu.
Quanto medo o sistema tem do eterno presidente @jairbolsonaro
Suspender as visitas até o final da eleição, mostra o quanto a esquerda/Alexandre querem violar todos os direitos humanos ao maior presidente que a República Federativa do Brasil já teve!
Na decisão em que manteve Jair Bolsonaro em prisão domiciliar, mas suspendeu por 30 dias o seu direito de receber visitas, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes apontou que o ex-presidente da República já recebeu pessoas em 185 ocasiões, incluindo advogados, médicos, fisioterapeuta e um cabeleireiro.
A restrição não se aplica à sua mulher, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, e nem à filha do casal, Laura, e à enteada do ex-presidente, Letícia, uma vez que as três vivem na mesma casa. O ministro ainda frisou que Bolsonaro tem a presença diária em sua residência de uma cozinheira e de agentes de segurança responsáveis pela sua proteção pessoal. As informações são do jornal O GLOBO.
De acordo com levantamento feito pelo ministro, Bolsonaro já recebeu 70 visitas de médicos particulares, 64 visitas de advogados, 17 do fisioterapeuta Kleber Freitas, 19 visitas do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ), 11 de Carlos Bolsonaro (PL), que disputa uma vaga no Senado Federal nestas eleições por Santa Catarina, e duas do vereador de Balneário Camboriú (SC) Jair Renan Bolsonaro (PL), além do cabeleireiro e da funcionária de um cartório.
Moraes também elenca seis visitas pontuais de prestadores de serviços para a residência de Bolsonaro, localizada no bairro do Jardim Botânico.
“Ressalte-se, por fim, ser patética a alegação de que restrições temporárias de visitas por descumprimento de medidas cautelares acarretariam a incomunicabilidade do custodiado Jair Messias Bolsonaro”, escreveu Moraes em sua decisão.
O magistrado também comparou as condições do regime domiciliar do ex-presidente com a dos demais detentos brasileiros, o que já havia feito quando transferiu Bolsonaro da Superintendência da Polícia Federal em Brasília para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, a chamada Papudinha, em janeiro passado diante da pressão de bolsonaristas.
“Não há dúvidas, portanto, que a situação do sentenciado, em que pese a gravidade de seus crimes praticados contra o Estado Democrático de Direito, é incomparavelmente mais benéfica que as situações das 705.872 (setecentas e cinco mil, oitocentas e setenta e duas) pessoas recolhidas em unidades prisionais físicas, ou seja, privadas de liberdade em estabelecimento carcerários, sendo 384.586 (trezentas e oitenta e quatro mil, quinhentas e oitenta e seis) cumprindo pena em regime fechado e as demais em prisão provisória”, acrescentou.
‘Carta aos brasileiros’
Na decisão desta sexta-feira, Moraes também proíbe visitas com “finalidade político-eleitoral” até o término das eleições gerais de 2026 e a divulgação de manifestos políticos-eleitorais, inclusive por intermédio de terceiros, como foi o caso da carta lida por Flávio no sábado passado.
Moraes suspendeu as visitas de Flávio após o pré-candidato do PL ir às redes sociais no último sábado (11) para divulgar uma carta à mão escrita por Jair Bolsonaro. No documento, o ex-presidente elege o filho como “porta-voz” e conclama a militância a se unir em torno da candidatura do senador, definida pelo pai como “a melhor opção para livrarmos o Brasil da corrupção, da violência, e do empobrecimento”.
Para Moraes, houve um desvio de finalidade da visita: Flávio teria deliberadamente aproveitado o encontro para obter a carta com a “exclusiva finalidade” de divulgá-la nas redes sociais, burlando, assim, a restrição imposta pelo ministro.
Na avaliação da Procuradoria-Geral da República (PGR), a “carta aos brasileiros” lida pelo filho 01 de Bolsonaro “teve o inequívoco intuito de alcançar e influenciar o público com interesse no processo eleitoral deste ano”.
O presidente estadual do União Brasil e pré-candidato ao Senado, Miguel Coelho, participou neste fim de semana do 22º Congresso de Mulheres da IEADALPE (Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Pernambuco), realizado no Templo Central da denominação, em Abreu e Lima. Também estiveram presentes a governadora Raquel Lyra (PSD), a vice-governadora Priscila Krause (PSD) e o presidente estadual do Podemos, Marcelo Gouveia.
Reconhecido como um dos maiores encontros femininos evangélicos de Pernambuco, o congresso reúne milhares de fiéis de diversas regiões do estado. Nesta edição, o evento tem como tema “Refrigera a minha alma”, inspirado no Salmo 23:3, e conta com uma programação marcada por ministrações, louvores, pregações, momentos de oração e comunhão. As informações são do Blog da Folha.
Durante a participação no congresso, Miguel Coelho ressaltou a relevância do evento para o fortalecimento da fé e dos valores cristãos.
“É emocionante ver milhares de mulheres reunidas em um momento de adoração e comunhão com Deus. A fé transforma vidas, fortalece as famílias e renova a esperança do nosso povo. Parabenizo a IEADALPE pela organização de um congresso tão grandioso e inspirador”, afirmou.
A presença das principais lideranças políticas do estado reforçou a importância do congresso, que há mais de duas décadas integra o calendário religioso de Pernambuco e mobiliza caravanas de diferentes municípios em uma celebração de fé e espiritualidade.
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu nesta sexta-feira (17) ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorização para que o presidente da Argentina, Javier Milei, visite Bolsonaro no local onde ele cumpre prisão domiciliar humanitária.
O encontro está previsto para 25 de julho, um sábado, a partir das 16h. Na mesma data, o PL realizará a convenção partidária em que pretende oficializar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. As informações são da CNN.
Na semana passada, Milei afirmou que viajaria ao Brasil para apoiar a candidatura de Flávio e que aproveitaria a passagem pelo país para ir a Brasília visitar o ex-presidente.
No pedido encaminhado nesta sexta-feira (17), os advogados afirmam que a vinda do presidente argentino foi previamente comunicada pelas autoridades do país à Embaixada do Brasil em Buenos Aires.
A delegação prevista para acompanhar Milei será formada pelo ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno; pela secretária-geral da Presidência e irmã do presidente argentino, Karina Milei; e pelo intérprete Enrique Luis de Boero Baby.
A defesa sustenta que se trata de uma visita oficial, de curta duração, feita por um chefe de Estado estrangeiro e com todos os participantes previamente identificados.
“Diante do exposto, requer seja autorizada a visita do Excelentíssimo Senhor Presidente da República Argentina, Dr. Javier Milei, acompanhado dos integrantes da delegação acima identificados”, afirma a defesa.
O ex-presidente cumpre prisão domiciliar humanitária devido ao seu estado de saúde. Desde novembro de 2025, ele cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão pela tentativa de golpe de Estado para permanecer no poder após a derrota nas eleições de 2022.
A funcionária pública Mery Moura denunciou, nas redes sociais, que sua mãe, de 77 anos, teve atendimento negado no Hospital da Mulher do Agreste, em Caruaru, na última segunda-feira (13). De acordo com o relato, a idosa aguardava há mais de um ano por uma consulta e, ao chegar à unidade, o médico Frederico Fernando Laurindo de Araújo teria se recusado a atendê-la, sem apresentar uma justificativa. Mery afirmou que o episódio provocou “tristeza, revolta e um sentimento de desamparo” e pediu a apuração do caso pelos órgãos competentes.
Nesta sexta-feira (17), Mery voltou ao hospital acompanhada de uma advogada para entregar uma nota de repúdio e pedir esclarecimentos à direção da unidade. Segundo ela, o documento não foi recebido e a direção também se recusou a atendê-las. “A Direção do hospital recusou-se a receber o documento, impedindo o protocolo oficial da Nota de Repúdio e deixando de acolher formalmente a manifestação da família sobre o ocorrido”, escreveu. Em vídeo, ela afirmou que aguardou cerca de três horas por atendimento.
Após deixar o hospital, Mery e a advogada registraram um Boletim de Ocorrência na Delegacia de Polícia. Segundo a funcionária pública, a medida foi adotada depois da tentativa frustrada de resolver o caso administrativamente. Na publicação, ela também marcou a governadora Raquel Lyra (PSD) e o prefeito de Caruaru, Rodrigo Pinheiro (PSDB), cobrando providências sobre o caso.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), manteve, nesta sexta-feira (17) a proibição de visitas do senador Flávio Bolsonaro ao pai, Jair Bolsonaro, por 90 dias. Na mesma decisão, vetou contatos políticos até as eleições de outubro e a divulgação de novos manifestos.
A prisão domiciliar do ex-presidente está mantida.
Na decisão, Moraes suspendeu o direito de visita de familiares por 30 dias. Segundo o ministro, apenas advogados, médicos e fisioterapeutas podem ir à casa do ex-presidente. Anteriormente, ele tinha autorização para receber outros filhos além de Flávio, como Carlos e Jair Renan. As informaç~eos são da Folha de S. Paulo.
Na casa onde está em Brasília, ele mora com a mulher, Michelle, uma filha e uma enteada, que não estão sujeitas a essas restrições.
A medida de Moraes foi tomada pouco depois da manifestação da PGR (Procuradoria-Geral da República) de que a leitura da carta do ex-presidente pelo filho e pré-candidato à Presidência violou regras da domiciliar.
“Os benefícios de sua prisão domiciliar humanitária não podem acarretar odiosos privilégios contrários à legislação e autorizar flagrante desobediência às decisões judiciais, inclusive por seus advogados”, disse Moraes.
Flávio Bolsonaro está inscrito no processo como advogado do pai e, portanto, tinha acesso livre a ele.
Ao relator, a defesa afirma que o ex-presidente não buscou terceiros para contornar as restrições e permanece fiel às cautelares desde o início do regime domiciliar.
“A circunstância de a carta ter sido posteriormente divulgada em redes sociais decorreu de decisão adotada sem que houvesse prévia ciência do peticionário”, afirmaram.
O texto do ex-presidente tem como título “Carta aos brasileiros” e começa com “saudoso do contato com o povo ao qual devo lealdade. Escrevo num momento de decisão para todos nós”.
Flávio, antes de ler a carta do pai, afirmou que se tratava de um “recado muito importante que ele quer dar a toda a nação”.
Na segunda-feira (13), Moraes proibiu Flávio de visitar o pai por 90 dias após entender que o senador descumpriu a medida cautelar que veta o ex-presidente de usar redes sociais, diretamente ou por terceiros, ao divulgar uma carta de Bolsonaro no fim de semana.
A expressão “a corrupção mata o amanhã” não é apenas um dito de cunho moral; ela traduz um mecanismo econômico, social e político que destrói as bases de desenvolvimento de uma nação.
Eu concordo plenamente com os laureados do Prêmio Nobel de Economia de 2025 — Joel Mokyr, Philippe Aghion e Peter Howitt quando atestam que a corrupção não é apenas uma infração ética ou administrativa. Ela se constitui como mecanismo de bloqueio institucional, que desativa os motores do crescimento econômico. Quando ela se enraíza, a exemplo do que vemos sistematizado em nosso país, ela deixa de ser apenas o desvio de um recurso público e passa a comprometer a viabilidade do porvir.
O custo advindo da corrupção tem total correlação com o chamado “Custo Brasil”. Investidores internacionais e fundos de capital de risco fogem de mercados onde as regras mudam conforme o suborno pago, ou onde o sistema regulatório é parcial. Sem previsibilidade, o capital vai para outro lugar, e o dinheiro que deveria financiar a infraestrutura do país se vê consumido pelo superfaturamento.
A erosão ocasionada por um sistema corrompido abre espaço para o ceticismo frente às instituições democráticas, gerando ciclos de instabilidade e ceifando qualquer planejamento de longo prazo. Nesse cenário, setores estratégicos como a transição energética, a exploração de recursos minerais (como as terras raras) ou a regulação da infraestrutura de portos, aeroportos e da economia digital passam a atender a interesses escusos, em vez de metas de soberania e sustentabilidade nacional.
Na minha avaliação, uma sociedade só prospera se tiver instituições que protejam a inovação e impeçam que os vencedores de ontem usem a corrupção ou a regulação do Estado para impedir o florescimento dos vencedores de amanhã.
O comitê do Nobel destacou que o trabalho dos laureados em 2025 se faz essencial para entender os desafios atuais da IA, que se configura como força de criação de riqueza e prosperidade para alguns países… exatamente aqueles que se mostrem efetivos na proteção da inovação, diante da sanha da cleptocracia.
A IA tem potencial para atuar como antídoto contra a corrupção e a burocracia, na medida em que apoia a transformação de cadeias produtivas inteiras, maximiza, cruza massivamente dados para detectar anomalias e substitui a “subjetividade humana” por rastreabilidade digital.
Neste diapasão, eu vejo com bons olhos o PL 704/2026. Trata-se de uma proposta legislativa recente, que foca em direcionar parte dos esforços em desenvolvimento tecnológico para o combate à corrupção.
Diferente de projetos que buscam apenas mitigar danos ou estabelecer barreiras de segurança (como o PL 2.338/2023), o PL 704/2026 propõe uma postura ativa: o Estado deve priorizar e incentivar o desenvolvimento de IAs (em especial regulatórias), que atuem diretamente na integridade pública.
A prosperidade não é um estado natural, mas uma conquista moral. Ela depende da preservação de um ambiente onde as regras sejam claras e o sucesso seja determinado pela superioridade da inovação. Usar a IA como instrumento de combate à corrupção pode ser o último baluarte, antecessor da barbárie e da completa degradação social. Vamos em frente, pois temos um compromisso para com as gerações futuras.
*Engenheiro elétrico com pós-graduação em robótica e mestrado em telecomunicações.
O deputado federal e pré-candidato ao Senado Eduardo da Fonte (PP) realizou, nesta sexta-feira (17), mais uma edição do evento Papo Que Transforma, em Moreno, na Região Metropolitana do Recife. O encontro reuniu o deputado federal Lula da Fonte, o prefeito de Moreno, Edmilson Cupertino, o pré-candidato a deputado estadual Thierry Copertino, além de prefeitos, vereadores e lideranças políticas de diferentes municípios pernambucanos. Durante o evento, foram discutidas propostas para Pernambuco e temas relacionados ao desenvolvimento da Região Metropolitana.
Segundo a assessoria do parlamentar, o mandato de Eduardo da Fonte já destinou mais de R$ 174,5 milhões para municípios da Região Metropolitana do Recife, incluindo investimentos em saúde, infraestrutura, mobilidade urbana e desenvolvimento regional. Apenas para Moreno, foram destinados mais de R$ 44,3 milhões. “O Papo Que Transforma nasceu para ouvir as pessoas, construir soluções e transformar diálogo em investimentos. Moreno mostra como essa parceria gera resultados”, afirmou o deputado.
A pré-candidata ao Senado Marília Arraes (PDT) recebeu, nesta sexta-feira (17), o título de cidadã de Itaquitinga, na Zona da Mata Norte de Pernambuco. A homenagem foi concedida pela Câmara Municipal por iniciativa dos vereadores Aderito Guarda e André da Kombi. Na mesma solenidade, o pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), também recebeu a honraria. O evento contou ainda com a presença do pré-candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos) e da senadora Teresa Leitão (PT).
Ao agradecer a homenagem, Marília destacou investimentos do governo federal na Mata Norte, como a Hemobrás e o polo automotivo da Stellantis, em Goiana, e defendeu a continuidade de obras previstas no Novo PAC, a exemplo do Arco Metropolitano. “Recebo esse título com muita gratidão e, acima de tudo, com um sentimento ainda maior de responsabilidade. Quero estar no Senado para defender Pernambuco, a Mata Norte, e fortalecer os investimentos federais e trabalhar por mais desenvolvimento, geração de oportunidades e qualidade de vida para toda a região e para o nosso estado como um todo”, afirmou.
O cantor Juarez foi confirmado como uma das atrações do Palco Cultural da 26ª ExpoSerra e fará apresentação no dia 15 de agosto. A feira será realizada entre os dias 13 e 15 de agosto, no Armazém Social do Sesc, em Serra Talhada, reunindo atividades voltadas a negócios, inovação, empreendedorismo, cultura e entretenimento.
O show de Juarez integra a programação cultural do evento, que será realizada paralelamente às atividades empresariais. Segundo a organização, a programação completa da 26ª ExpoSerra será divulgada nos canais oficiais da feira.
A ex-prefeita de Casinhas e pré-candidata a deputada federal Juliana de Chaparral (União Brasil) visitou, na última quarta-feira (15), a 26ª edição da Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenearte), realizada no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda. Acompanhada do prefeito de Surubim, Cleber Chaparral (União Brasil), ela percorreu estandes de diversos municípios pernambucanos, incluindo Casinhas, Surubim, Orobó, Passira, Machados, Lagoa do Carro, Tracunhaém e Bezerros. Durante a visita, Juliana passou pelo estande de Casinhas, onde acompanhou a exposição do queijo de manteiga produzido no município, além de conhecer trabalhos de artesãos, como os da surubinense Cristiana Souto Maior, selecionada para expor no Espaço Economia Criativa do Sebrae.
Juliana também visitou espaços dedicados ao frivolité de Orobó, à renda renascença de Poção, aos bordados de Passira, às peças produzidas com palha de banana em Machados e a estandes de produtos da gastronomia pernambucana. “Na Fenearte tem arte, cultura, tradição e sabores que representam o melhor de Pernambuco e, entre tantas riquezas, tem um destaque que enche Casinhas de orgulho: o nosso queijo de manteiga”, afirmou. Cleber Chaparral destacou a participação dos artesãos na feira. “Passamos por diversos estandes, com destaque para Surubim, Orobó, representando o nosso frivolité, Passira e tantas outras cidades que mantêm viva a riqueza do artesanato pernambucano”, disse.