Por Rinaldo Remigio*
Há cidades que avançam apesar das dificuldades. Outras avançam porque aprenderam a planejar, executar e cobrar resultados. Petrolina se enquadra, com mérito, neste segundo grupo. Ao longo das últimas décadas, a cidade construiu um caminho próprio de desenvolvimento, consolidando-se como polo regional no Sertão pernambucano, referência em serviços, produção e organização administrativa.
Muito desse avanço recente passa pela condução firme e pragmática da gestão municipal liderada por Miguel Coelho. Como gestor público, Miguel demonstrou capacidade de liderança, visão estratégica e musculatura político-administrativa construída na prática cotidiana do governo. Não se trata de discurso fácil ou promessa vazia, mas de decisões tomadas, obras realizadas e políticas públicas executadas com foco em resultados concretos.
Leia mais
Cheguei a Petrolina há 47 anos. Aqui construí minha vida, minha família e minha história. Ao longo desse período, acompanhei de perto o desenvolvimento da cidade e vi diversos prefeitos passarem pela administração municipal, cada um deixando seus legados — todos relevantes, todos dignos de reconhecimento, legados que jamais serão apagados. Contudo, é preciso afirmar, com serenidade e honestidade intelectual, que Miguel Coelho fez diferença. Sua gestão imprimiu um novo ritmo, elevou o patamar político-administrativo da cidade e consolidou uma força política que existe de fato e de direito.
Defendo o nome de Miguel Coelho por uma razão simples: acompanhei os resultados. Falo como munícipe atento, como cidadão que observa, compara e reconhece quem efetivamente trabalha. A força política construída por Petrolina não pode ser ofuscada. Pelo contrário, deve ser preservada, fortalecida e colocada a serviço de todo o estado de Pernambuco.
Petrolina avançou em infraestrutura, mobilidade urbana, ordenamento da cidade, atração de investimentos e fortalecimento de sua principal vocação econômica, o agronegócio irrigado. Tornou-se cidade-polo, responsável por atender não apenas sua população, mas milhares de pessoas de toda a microrregião e até de estados vizinhos. Esse protagonismo não surgiu por acaso; foi fruto de planejamento, articulação política e coragem administrativa.
Lendo a matéria publicada nesta manhã neste Blog, deparei-me com um depoimento que, sinceramente, nos animou. Animou-nos porque conhecemos Miguel Coelho como gestor: pragmático, determinado, capaz de liderar equipes e dialogar institucionalmente. Animou-nos, sobretudo, porque revela uma compreensão clara da realidade pernambucana e das desigualdades regionais que ainda persistem.
A crítica à inexistência de um hospital regional em Petrolina é emblemática. Trata-se de uma cidade que atende uma vasta população do Sertão e de estados vizinhos, mas que ainda carece de uma estrutura hospitalar regional compatível com sua importância. Defender essa pauta não é interesse localista; é justiça regional, é racionalidade administrativa e compromisso com a vida das pessoas.
Da mesma forma, as propostas apresentadas – a segunda ponte entre Petrolina e Juazeiro, a expansão da irrigação no Sertão Central, a conclusão do Canal do Sertão e do Canal de Negreiros – não são promessas vazias. São projetos estruturantes, com impacto direto no desenvolvimento econômico, na segurança hídrica e na integração produtiva do interior, beneficiando Pernambuco como um todo.
Falo como cidadão e como profissional que acompanha, há décadas, a evolução da cidade. O nosso escritório de contabilidade acompanhou, à época, o alargamento da Ponte Presidente Dutra, resultado da visão e da capacidade de articulação do saudoso José Coelho, em sua rápida, porém marcante, passagem pelo Senado Federal. É preciso fazer esse reconhecimento pela visão de futuro e pela vontade de fazer. Exemplos assim nos animam, pois demonstram que a representação política pode, sim, gerar resultados concretos e duradouros para Petrolina e para Pernambuco.
É fundamental afirmar: Pernambuco não se resume à Região Metropolitana do Recife. O Agreste, o Sertão e a Zona da Mata formam um estado diverso, plural e rico em potencialidades. O que se espera é uma representação política que conheça esse território, que compreenda suas dores e saiba transformar demandas históricas em políticas públicas efetivas.
Algumas reações contrárias parecem nascer mais de ciúmes políticos do que de uma análise objetiva da realidade. Contudo, os fatos falam por si. Petrolina está à frente porque planejou, trabalhou e ousou liderar. Quando uma cidade puxa o estado para cima, o caminho correto não é frear esse movimento, mas reconhecê-lo e ampliá-lo.
Unir Pernambuco em torno de uma causa justa é reconhecer que desenvolvimento verdadeiro só acontece quando todas as regiões são vistas, ouvidas e respeitadas. Petrolina deu exemplos. Agora, é hora de transformar essa experiência em projeto estadual, fortalecendo a voz do interior e construindo um Pernambuco mais equilibrado, justo e desenvolvido.
*Professor universitário aposentado, administrador, contador, mestre em economia e memorialista!
Leia menos