Passados 10 anos de vigência da Lei 12.815/2013, conhecida como a ‘nova Lei dos Portos’, representantes do Estado e do Setor Portuário reconhecem as conquistas, mas consideram necessário adotar novas ações políticas para o desenvolvimento portuário. O tema foi discutido entre Governo Federal e lideranças do setor privado, em evento organizado pela Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP), em Brasília.
Presente ao debate, o secretário Nacional de Portos e Transportes Aquaviários, do Ministério de Portos e Aeroportos, Fabrizio Pierdomenico, anunciou a elaboração de uma portaria para criação de grupo de trabalho voltado a promover o aperfeiçoamento da gestão portuária, a partir das demandas apresentadas pela ABTP.
“A associação nos apresentou o que seria a evolução da lei 12.815, a terceira geração de regulação portuária, e que proporcionaria, de novo, um grande salto. Estou convicto de que é necessário, mais do que celebrar, permitir que a gente consiga tornar o marco regulatório uma peça dinâmica, que cresça com o setor portuário. A pedido da ABTP, estamos fazendo uma portaria; vamos nos debruçar sobre a proposta que veio da iniciativa privada”, detalhou para uma plateia de aproximadamente 300 pessoas, entre empresários, autoridades e especialistas na área portuária. Maior entidade empresarial do setor portuário, a ABTP atua há 34 anos. Representa 79 empresas associadas, responsáveis pela gestão de 234 terminais portuários, sendo 131 arrendados, 86 TUPs (terminais de uso privado) e 17 estações de transbordo. Juntas, essas empresas são responsáveis por 76% da movimentação portuária nacional e 19% do PIB Brasileiro.
Depois de um dia em que teria chegado a desistir da candidatura ao Senado, o deputado federal Túlio Gadêlha (PSD) foi demovido da ideia pela governadora Raquel Lyra, que vinha administrando insatisfações.
“Sou candidato ao Senado por Pernambuco… Fui escolhido pela governadora Raquel e conto nesse projeto com mais de 100 prefeitos e prefeitas, que conhecem o meu trabalho e meus valores. O Senado nos espera!”, disse nas redes sociais, ontem à noite, sem anunciar os suplentes.
Túlio Gadêlha reclamava de a candidatura não estar sendo impulsionada. A governadora mobilizou líderes políticos para apoiar o único viés lulista na chapa. Ainda chateado, na terça-feira avisou que seriam seus suplentes a ex-deputada Dulci Amorim e o vice-presidente do PSD no estado, André Teixeira Filho, homem da confiança da governadora.
Marcou uma coletiva de imprensa e desmarcou em seguida. Raquel Lyra não gostou. Queria fazer de forma coletiva, mostrando união e sintonia da equipe. Ao saber do nome de André Teixeira na suplência de Túlio Gadêlha, Eduardo da Fonte também não teria gostado. Nova crise se instalou. Diante de tantos contratempos a quatro dias do início da campanha, a governadora buscou alternativas.
Para amortizar os transtornos, contou com o apoio do grupo Coelho, que indicou o ex-secretário Carlos Andrade Lima para a primeira suplência de Da Fonte. Após tantos transtornos, o dia da governadora parece ter sido rearrumado. O deputado Túlio Gadêlha já pode assinar a ata da convenção, ocorrida no dia 2, para que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) homologue a chapa. Ele ainda não havia feito isso.
O ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) ultrapassou a governadora Raquel Lyra (PSD) na disputa pelo Governo de Pernambuco. Pesquisa do Instituto Revista Total Brasil, divulgada na madrugada de hoje, aponta o socialista com 48% das intenções de voto, contra 45% da governadora, no cenário estimulado.
Ivan Moraes (PSOL) aparece com 0,33% e Camila Falcão (UP), com 0,25%. Brancos e nulos somam 4,58%. Outros 0,75% disseram não saber em quem votar ou estão indecisos, enquanto 0,08% não responderam.
Na pesquisa anterior do instituto, divulgada em 28 de junho, a governadora estava 9 pontos percentuais à frente, com 51,17%, contra 41,75 de João Campos. Agora, João lidera por 2,25 pontos.
De junho para agosto, o prefeito do Recife ganhou 6,38 pontos percentuais, passando de 41% para 48%. Raquel caiu 5,29 pontos, de 51% para 45%.
A pesquisa também mediu a rejeição dos candidatos. Nesse levantamento, Raquel aparece com o maior percentual. Quando perguntando em quem “não votaria de jeito nenhum”, 47,54% dos entrevistados apontaram Raquel Lyra. João Campos foi citado por 40,13%. Ivan Moraes aparece com 2,50% e Camila Falcão, com 1,75%. Branco ou nulo soma 5,16%. Outros 1,92% não souberam responder ou estão indecisos e 1% não respondeu.
A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número PE-05026/2026. Foram ouvidos 1.200 eleitores, entre os dias 7 e 9 de agosto, em entrevistas presenciais. O levantamento ouviu eleitores em municípios das cinco mesorregiões de Pernambuco e considerou, na ponderação da amostra, sexo, faixa etária, escolaridade e nível econômico. O nível de confiança é de 95% e a margem de erro é 2,31 pontos percentuais para mais ou para menos.
A Polícia Federal deflagrou, hoje, em parceria com o Ministério Público Federal, com a Receita Federal do Brasil e com a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, a Operação Arena, para investigar grupo empresarial suspeito de utilizar estrutura societária e financeira no exterior para ocultar a origem e a destinação de recursos provenientes da exploração de jogos de azar e de apostas esportivas. O principal alvo é a empresa paraibana PixBet.
São cumpridos 17 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 4ª Vara Federal da Paraíba, além de medidas de quebra de sigilo telemático e bancário e sequestro de até R$ 1,1 bilhão, nos estados da Paraíba, de São Paulo, de Sergipe, do Rio de Janeiro e do Paraná. As informações são do blog do Wallison Bezerra.
Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de evasão de dívidas, lavagem de dinheiro, além de outros crimes contra o sistema financeiro nacional.
Enquanto a Band promoveu debates em 13 estados e no Distrito Federal no último domingo, Pernambuco ficou de fora. Essa ausência levanta uma questão política e jornalística relevante. Até o momento, não houve uma explicação pública amplamente divulgada que justifique por que Pernambuco ainda não entrou no circuito dos debates televisivos, diferentemente da maior parte do País.
A impressão que fica é que o tema simplesmente desapareceu da pauta. Em um Estado que costuma ter disputas intensas e grande interesse político, é curioso que nem as emissoras nem as campanhas estejam pressionando para definir datas e regras dos debates.
O que está ocorrendo em Pernambuco? As eleições no Estado parecem seguir um ritmo completamente diferente do restante do território nacional. Em São Paulo, já houve debate. Na Paraíba, Estado vizinho, já ocorreram dois. Em diversos estados, enfim, os candidatos já começaram o confronto de ideias diante dos eleitores.
Em Pernambuco, porém, o silêncio chama a atenção. Não há datas consolidadas, não há discussão pública sobre os debates e ninguém parece cobrar explicações. É como se o assunto simplesmente não existisse.
Afinal, por que Pernambuco está fora desse calendário? Quem ganha com essa ausência? E, principalmente, quando o eleitor pernambucano terá a oportunidade de ver seus candidatos frente a frente? Hoje, a sensação é a de que, sobre esse tema, vale o velho ditado: ninguém sabe, ninguém viu.
PEGOU FOGO – Em São Paulo, maior colégio eleitoral do País, o confronto na Band entre o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o candidato do PT, Fernando Haddad, abrangeu os mais variados temas: Cracolândia, segurança pública e o combate ao crime organizado, além do Primeiro Comando da Capital (PCC). Os concorrentes também travaram discussões sobre Jair Bolsonaro e a gestão do presidente Lula (PT), e Tarcísio chegou a dizer que Haddad estava “muito focado em Bolsonaro” e que “isso foi em 2018, já passou”.
Comigo não, reage Ciro – Um ato falho do governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), durante o primeiro debate entre os candidatos ao governo do Ceará chamou a atenção nas redes sociais. Ao citar seus aliados políticos durante uma discussão sobre educação, o candidato afirmou que “anda com Ciro Gomes”, adversário na disputa, com o qual trocou farpas. A declaração provocou reação imediata de Ciro (PSDB) que, mesmo sem estar com a palavra, respondeu: — Comigo, não. Além de Ciro, Elmano citou Luizianne Lins, deputada federal, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Quanto ao deslize, queria se referir a Cid, irmão de Ciro, mas trocou as bolas.
Cemitério como ponto de drogas – O Cemitério de Serra Talhada estava sendo utilizado como ponto de ocultação de drogas, balanças de precisão e outros materiais relacionados ao comércio de entorpecentes. A utilização do cemitério teria como objetivo dificultar a localização dos materiais pelas forças de segurança e preservar os pontos utilizados pelo grupo para a prática criminosa, segundo constatou a Polícia Civil durante a operação Necrópole.
Estado democrático – As entidades que representam veículos de comunicação manifestaram preocupação com a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou uma operação de busca e apreensão contra o ex-secretário de Assuntos Legislativos do Maranhão, Raimundo Cutrim. Ele é apontado pela Polícia Federal como fonte de informações utilizadas pelo jornalista Luís Pablo em reportagens sobre o uso de veículos oficiais por familiares do ministro Flávio Dino.
Sigilo da fonte – Em nota, a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), a Associação Nacional de Jornais (ANJ) e a Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER) classificaram o episódio como motivo de “profunda preocupação” e questionaram os efeitos da medida sobre o sigilo da fonte jornalística. As entidades afirmaram que decisões judiciais que resultem na quebra do sigilo de fontes “não têm amparo constitucional” e podem criar precedentes capazes de ameaçar a liberdade de imprensa.
CURTAS
POSITIVO – O saldo da reunião, ontem, no Palácio da Alvorada, entre Lula e Davi Alcolumbre, foi “bastante positivo”, de acordo com um parlamentar a par dos detalhes do encontro, do qual participaram também o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a líder do governo no Senado, Teresa Leitão.
DESTRAVAR – Lula pediu a Alcolumbre para destravar no Senado as duas pautas mais importantes para o governo neste segundo semestre: a PEC que prevê o fim da escala 6×1 e a PEC da Segurança Pública, já aprovada pela Câmara e que busca integrar as polícias brasileiras para combater o crime organizado. Alcolumbre deu sinais de que a PEC da Segurança Pública pode ser votada em plenário antes das eleições.
DIFICULDADES – Quanto à PEC que vai acabar com a escala 6×1, o provável, de acordo com o falado na reunião, é que sua tramitação seja destravada, mas sem indicação de que poderia ser votada neste ano. Entre os temas de interesse do governo que enfrentam dificuldades de avanço no Senado estão a proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1 e a PEC da Segurança Pública.
Perguntar não ofende: Qual emissora de TV vai provocar o primeiro debate entre Raquel e João?
A primeira mulher eleita deputada federal pelo Pará, Lúcia Daltro Viveiros, morreu na terça-feira (11), em Belém, aos 91 anos. A morte foi confirmada pela família e o sepultamento ocorreu nesta quarta-feira (12).
Segundo a biografia da Câmara dos Deputados, Lúcia Viveiros foi a primeira mulher na história do Parlamento brasileiro a presidir sessões da Casa. As informações são do g1.
Eleita deputada federal em duas ocasiões, Lúcia Viveiros teve uma trajetória marcada pela atuação política e pela defesa dos direitos das mulheres.
Ela foi eleita deputada federal pelo Pará pelo MDB, em 1979, e pelo PDS, em 1983. Também exerceu dois mandatos na Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa), entre 1979 e 1987.
Na década de 1970, Lúcia Viveiros concentrou esforços na luta pela defesa dos direitos das mulheres.
Em 1975, fundou e presidiu a Legião da Mulher Paraense (Lempa), entidade que promovia assistência jurídica e social.
Gesto ousado
Lúcia Viveiros também protagonizou um gesto considerado ousado para a Belém da década de 1970: foi a primeira mulher a entrar no plenário da Câmara dos Deputados usando calças compridas.
Além da carreira política, Lúcia Viveiros era engenheira, professora universitária e atuou como comunicadora no rádio e na televisão.
Em nota, a Alepa manifestou pesar pela morte e afirmou que Lúcia Viveiros deixa um legado histórico como a primeira deputada federal eleita pelo Pará.
O deputado federal Túlio Gadelha confirmou, na noite desta quarta-feira (12), que permanece candidato ao Senado por Pernambuco. Em publicação na rede social X, antigo Twitter, o parlamentar reagiu aos rumores surgidos nesta noite sobre uma possível desistência da disputa. “Sou candidato ao Senado por Pernambuco. Me orgulho em dizer que dobrei minha votação na última eleição, tive a confiança de 134.391 pernambucanos”, escreveu.
Sou candidato ao Senado por Pernambuco. Me orgulho em dizer que dobrei minha votação na última eleição, tive a confiança 134.391 pernambucanos. Fui escolhido pela governadora Raquel e conto nesse projeto com mais de 100 prefeitos e prefeitas, que conhecem o meu trabalho e meus… pic.twitter.com/pSpIgFS1mW
Mais cedo, o blog informou que a governadora Raquel Lyra estava reunida com Túlio para tentar convencê-lo a permanecer na disputa. Ao se manifestar, o deputado citou o apoio da governadora e de prefeitos à sua candidatura. “Fui escolhido pela governadora Raquel e conto nesse projeto com mais de 100 prefeitos e prefeitas, que conhecem o meu trabalho e meus valores. O Senado nos espera!”, afirmou.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta quarta-feira (12) decreto que regulamenta a abertura de mercado livre de energia elétrica para consumidores de baixa tensão (inferior a 2,3 kV) a partir de novembro de 2027.
O decreto estabelece as regras para que consumidores como pequenos estabelecimentos comerciais, propriedades rurais, indústrias de menor porte, hospitais e escolas possam escolher livremente o fornecedor de energia elétrica. As informações são do g1.
Para os demais consumidores, incluindo os residenciais, essa possibilidade estará disponível a partir de novembro de 2028.
O presidente assinou a medida durante cerimônia no Palácio do Planalto. Segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, pequenos estabelecimentos poderão ter redução de até 20% na conta de luz com a medida.
No evento, o vice-presidente Geraldo Alckmin também reforçou que mudança deve baratear o valor da energia.
“Hoje os grandes consumidores conseguem ter acesso ao mercado livre e conseguem energia 23% mais barata, mas consumidor de menor tensão não consegue. Esse decreto assinado permite que no ano que vem o comércio e a pequena indústria entrem no mercado livre e em seguida o consumidor residencial, então vai baixar o preço da energia para todo mundo, nada que a competição, de se abrir mercado para todo mundo.”
O decreto também estabelece as regras para a migração ao Ambiente de Contratação Livre (ACL) e prevê ainda o Supridor de Última Instância (SUI), responsável por garantir o fornecimento de energia caso o fornecedor escolhido pelo consumidor deixe de prestar o serviço.
Até 31 de dezembro de 2030, a função de Supridor de Última Instância será exercida pelas distribuidoras de energia elétrica. Depois desse período, outros agentes poderão desempenhar a atividade, conforme regulamentação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
A agência também terá que definir como será feita a transição entre os ambientes regulado e livre, com regras sobre informação e proteção ao consumidor, comparação de ofertas e migração entre os modelos de contratação.
Lula também assinou outros três decretos nos setores de energia e transição energética que regulamentam políticas voltadas ao combustível sustentável de aviação, ao hidrogênio de baixa emissão de carbono e da captura e armazenamento de carbono.
O Brasil voltou a pedir à Justiça dos Estados Unidos o arquivamento definitivo da ação movida pelas empresas Rumble e Trump Media contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).
O governo brasileiro protocolou, na terça-feira (11), uma réplica em apoio ao pedido para encerrar o processo, que tramita na Justiça Federal do Distrito Central da Flórida. A informação foi divulgada pela AGU (Advocacia-Geral da União) nesta quarta-feira (12). As informações são da CNN.
Na manifestação, o Brasil sustenta que a ação deve ser arquivada definitivamente, o chamado “dismissal with prejudice”, com base no FSIA (Foreign Sovereign Immunities Act), legislação norte-americana que estabelece regras sobre a imunidade de Estados estrangeiros perante tribunais dos EUA.
Segundo a AGU, embora Rumble e Trump Media, empresa do presidente dos EUA, Donald Trump, afirmem ter processado Moraes em caráter pessoal, o processo seria, na prática, dirigido contra o próprio Estado brasileiro.
O argumento é que os atos questionados pelas empresas, como decisões judiciais e a forma de sua notificação, têm natureza soberana e só poderiam ser praticados por uma autoridade pública no exercício de suas funções.
A manifestação também rebate a alegação das empresas de que Moraes teria extrapolado suas atribuições institucionais. Segundo o Brasil, a autoridade exercida pelo ministro foi validamente delegada pela Presidência do STF e decisões contestadas no processo chegaram a ser referendadas pelo colegiado da Corte.
Entenda Em maio, Moraes foi notificado judicialmente, por e-mail, para responder ao processo movido pela rede social Rumble e pela Trump Media & Technology Group, nos Estados Unidos.
O processo foi aberto em fevereiro no Tribunal Federal da Flórida sob a acusação de que o magistrado brasileiro teria promovido censura ilegal contra discursos políticos de usuários alinhados à direita brasileira, como o influenciador Allan dos Santos.
Segundo as empresas, decisões do ministro obrigando a Rumble a remover contas de figuras brasileiras violariam a Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que protege a liberdade de expressão.
Os autores da ação também afirmam que Moraes determinou que a plataforma mantivesse representação legal no Brasil para o cumprimento de ordens judiciais.
Embora a Trump Media não tenha sido alvo direto das decisões do STF, a empresa argumenta que depende da infraestrutura tecnológica da Rumble para o funcionamento da Truth Social.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu a manutenção das restrições impostas pelo ministro Alexandre de Moraes ao ex-presidente Jair Bolsonaro durante o cumprimento de sua prisão domiciliar. Em manifestação enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu que a Primeira Turma rejeite os recursos apresentados pela defesa contra a suspensão das visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e contra a proibição de encontros e manifestações de caráter político-eleitoral.
Segundo Gonet, as medidas adotadas por Moraes são compatíveis com o regime de execução da pena e decorreram do descumprimento das condições impostas para a prisão domiciliar. A PGR sustenta que Flávio Bolsonaro utilizou uma visita autorizada para receber do pai uma carta posteriormente divulgada nas redes sociais, o que contrariou a vedação de utilização indireta de meios de comunicação pelo ex-presidente. As informações são do jornal O GLOBO.
A manifestação também rebate o argumento da defesa de que a suspensão das visitas prejudicaria a atuação profissional de Flávio como advogado do pai. Para a PGR, o direito de visita não possui caráter absoluto e pode sofrer restrições quando há violação das condições impostas pela Justiça. Gonet afirma ainda que Bolsonaro permanece representado pelos demais advogados constituídos no processo, não havendo cerceamento de defesa.
No parecer, a Procuradoria argumenta que a prisão domiciliar concedida a Bolsonaro não alterou o regime de cumprimento da pena, que permanece sendo o fechado. O benefício, afirma Gonet, foi concedido exclusivamente em razão do estado de saúde do ex-presidente e não afasta as limitações inerentes à execução penal. Por esse motivo, considera legítima tanto a restrição das visitas quanto a proibição de encontros com finalidade político-eleitoral e da divulgação de manifestações dessa natureza.
O deputado federal e candidato ao Senado Eduardo da Fonte (PP/UP) anunciou Jane Santos como segunda suplente de sua chapa. Ligada ao segmento cristão, Jane participou, no mês passado, da entrega da Carta de Compromisso com os Cristãos de Pernambuco ao presidente da Assembleia de Deus no Estado, pastor Ailton José Alves, ao lado de Eduardo e do deputado estadual Adalto Santos. “É uma honra assumir essa responsabilidade ao lado de Eduardo da Fonte. Levo para a vida pública os valores cristãos que defendo”, afirmou.
Ao anunciar a composição, Eduardo da Fonte destacou o diálogo mantido com lideranças e comunidades cristãs ao longo de sua atuação política. “Minha caminhada sempre foi marcada pelo diálogo com os cristãos e pela defesa de valores que considero fundamentais para a nossa sociedade. Tenho fé em Deus e acredito que, com união, responsabilidade e trabalho, podemos fazer ainda mais por Pernambuco”, declarou.
O candidato a deputado federal Miguel Coelho indicou, nesta quarta-feira (12), o advogado e secretário-geral do União Brasil em Pernambuco, Carlos Andrade Lima, para a primeira suplência do candidato ao Senado Eduardo da Fonte (PP/UP). Com a indicação, a chapa fica composta também por Jane Santos, anunciada como segunda suplente. Segundo as informações divulgadas, a formação conta com o apoio da governadora Raquel Lyra.
Miguel Coelho e o deputado federal Fernando Filho também declararam apoio à candidatura de Eduardo da Fonte ao Senado. “É uma alegria indicar Carlos Andrade Lima para a primeira suplência e declarar nosso apoio à candidatura de Eduardo da Fonte para o Senado. Estamos unidos e empenhados nesse projeto, somando forças para eleger Eduardo e trabalhar por um Pernambuco com mais representatividade no Senado”, afirmou Miguel.
O ex-presidente Jair Bolsonaro intercedeu para que Michelle Bolsonaro participasse das gravações com Flávio Bolsonaro (PL) nesta terça-feira, segundo aliados do pré-candidato e da ex-primeira-dama, no primeiro encontro presencial entre os dois desde a crise que marcou a montagem da campanha.
Segundo os relatos, Bolsonaro pediu que Michelle fizesse o gesto de apoio ao filho e atuou para diminuir as arestas de uma relação que, apesar da reconciliação pública pelas redes sociais, ainda passava por ajustes nos bastidores. As informações são do jornal O GLOBO.
A participação de Michelle, portanto, não partiu apenas de uma iniciativa da campanha para incorporá-la à propaganda de Flávio. Bolsonaro entrou na articulação para que a ex-primeira-dama comparecesse à sede jurídica da candidatura, em Brasília, e produzisse ao lado do filho a primeira imagem dos dois juntos desde o desentendimento.
A mediação ocorre num momento em que Bolsonaro, em prisão domiciliar, está impedido de participar diretamente da campanha, mas continua sendo acionado nas negociações e decisões envolvendo seu núcleo político e familiar.
A crise começou durante as negociações para a montagem dos palanques estaduais de Flávio. Michelle se insurgiu contra o apoio do PL a Ciro Gomes (PSDB) no Ceará e defendeu que o partido lançasse dois candidatos ao Senado no estado, sem compor com o postulante ao governo.
O episódio provocou uma reação pública de Flávio e expôs divergências dentro da família. Depois, o presidenciável publicou um vídeo pedindo desculpas à madrasta, que respondeu que o perdoava. Os dois, no entanto, não haviam voltado a se encontrar.
Na terça-feira, Michelle chegou à sede da campanha por volta das 14h e permaneceu pouco mais de uma hora. Antes das gravações, ela e Flávio ficaram alguns minutos sozinhos em uma sala e oraram juntos. Pessoas que acompanharam a movimentação descreveram o clima como amistoso e “leve”.
Os dois produziram conteúdos que serão usados nas redes sociais e na propaganda eleitoral. Michelle, porém, dedicou apenas parte do período ao enteado. Aproveitou a concentração de candidatos para gravar também com outros nomes, entre eles a deputada Rosana Valle (PL-SP) e o ex-ministro Marcelo Queiroga (PL-PB).
Gesto não encurta distância
Apesar da iniciativa de Bolsonaro e da imagem de unidade produzida pelas gravações, aliados de Michelle não enxergam no encontro uma mudança significativa na relação com Flávio ou no grau de envolvimento dela na campanha presidencial. A avaliação é que a ex-primeira-dama fez o gesto político esperado depois da crise, mas continuará calibrando suas aparições ao lado do enteado.
A própria passagem pela sede do partido reforçou essa leitura. Michelle reafirmou que preferia uma mulher na vice de Flávio, embora tenha manifestado apoio a Alfredo Gaspar (PL-AL), e voltou a classificar como “visceral” sua oposição à aliança do PL com Ciro Gomes no Ceará. Também tornou pública sua insatisfação com a autonomia que teve para trabalhar candidaturas femininas à frente do PL Mulher.
Ao tratar da relação com Flávio, afirmou que não guarda mágoas, mas reconheceu que a recomposição ainda é gradual: disse que “as coisas vão se ajustando aos poucos”.
A campanha gostaria de aproveitar o reencontro para ampliar as aparições dos dois. Flávio estará novamente em Brasília no próximo dia 19, e integrantes de seu entorno chegaram a avaliar a possibilidade de promover um compromisso conjunto. A presença de Michelle, porém, não está prevista até o momento.
A expectativa entre aliados da ex-primeira-dama é que ela continue participando principalmente por meio de vídeos e das redes sociais, com aparições presenciais pontuais. Michelle concentra seus esforços na própria candidatura ao Senado pelo Distrito Federal e na rotina de cuidados com Bolsonaro.
Ela mesma afirmou nesta terça que ainda não sabe se conseguirá viajar pelo país para ajudar o enteado e relatou que até a ida às gravações exigiu uma reorganização em casa: deixou a rotina de Bolsonaro preparada e pediu que uma funcionária permanecesse por mais tempo na residência.