Está marcada para amanhã (27) a posse da nova diretoria da Federação Nacional dos Institutos dos Advogados (FENIA) para o período de 2026–2028. A instituição passará a ser presidida por Flávio Buonaduce Borges, que também comanda o Instituto dos Advogados de Goiás (IAGO). A solenidade ocorrerá às 18h, na sede da Ordem, em Goiânia (GO). Buonaduce terá ao seu lado, como vice-presidente, Eduardo Lycurgo Leite; a presidente do Instituto dos Advogados de Pernambuco (IAP), Érika Ferraz, como secretária-geral; e Diogo Melo, como diretor financeiro. A eleição para a escolha da nova diretoria ocorreu em novembro passado.
A trajetória da pernambucana Érika Ferraz é marcada por pioneirismos notáveis: foi a primeira advogada a ocupar o cargo de desembargadora titular no Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco e a primeira mulher a exercer a função de ouvidora da mesma instituição. Tem ganhado representatividade por atuar como presidente do Instituto dos Advogados de Pernambuco, sendo também a primeira mulher a dirigir o tradicional IAP, um dos mais antigos institutos do segmento no Brasil, fundado em 1851.
Leia maisA FENIA foi criada em 2021 e reúne Institutos estaduais de todo o país, com o objetivo de promover o estudo e a pesquisa jurídica, defender os direitos humanos e os interesses dos advogados, fortalecendo a Justiça. Atualmente, a Federação congrega Institutos dos estados da Bahia, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Espírito Santo, Paraíba e Acre.
“Juntos, esses Institutos somam mais de mil anos de história, dedicados ao estudo do Direito, ao aperfeiçoamento profissional e à defesa do Estado Democrático de Direito, dos advogados e da advocacia no Brasil”, afirma Ferraz, que diz sentir-se honrada em integrar a diretoria e assumir o novo desafio.
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O advogado-geral da União, Jorge Messias, determinou, em 2023, que advogados públicos que atuavam em processos sobre descontos associativos em aposentadorias e pensões do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) passassem a trabalhar para suspender essas ações judiciais. As informações são do portal Poder360.
Outra estratégia adotada na gestão Messias foi tentar blindar o INSS com orientações para que a atuação da defesa buscasse afastar a responsabilidade direta da autarquia pelos prejuízos causados aos beneficiários. Nos casos em que o instituto figurasse no polo passivo das ações, a diretriz era atuar para que eventual condenação recaísse, no máximo, de forma subsidiária.
Leia maisMessias foi escolhido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para ocupar a vaga que surgiu no STF em outubro de 2025, com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso. Para assumir o cargo de ministro do Supremo, Messias precisa ser sabatinado e aprovado pelos senadores. Ainda não há data marcada para a realização da sabatina.
À época, já havia indícios de um esquema sistêmico de fraudes nos descontos associativos de aposentados e pensionistas. As vítimas dos descontos fraudulentos não são mencionadas nas diretrizes da AGU.
As determinações constam em 2 documentos enviados aos advogados públicos:
Os documentos estabelecem que, diante das ações sobre saques associativos indevidos, os procuradores federais deveriam buscar afastar a responsabilidade do INSS e pedir a suspensão do processo. O argumento é que não havia uma decisão da TNU (Turma Nacional de Uniformização) –instância responsável por dar a última interpretação nos casos julgados pelos juizados especiais federais.
Na prática, não há prazo para que essas uniformizações sejam concluídas, o que poderia manter os processos suspensos por anos. A AGU defendeu que, enquanto a TNU não definisse o tipo de responsabilização do INSS e dos aposentados e pensionistas nas fraudes, deveria prevalecer entendimento análogo ao fixado no Tema 183, segundo o qual a responsabilidade do INSS em casos de empréstimos consignados fraudulentos não é automática, dependendo da comprovação de falha na prestação do serviço.
“Conforme a situação processual exija: i) pedido principal para afastar a responsabilidade do INSS nos casos de descontos associativos fraudulentos em benefício previdenciário; ii) pedido sucessivo para que, em caso de condenação, esta seja no máximo subsidiária, por aplicação analógica do tema 183 da TNU”, orientou a AGU sob Messias. As duas orientações citam teses que deveriam ser seguidas pelos advogados e oferecem modelos de respostas a serem usados por eles.
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Portal MaisPB
O deputado federal Cabo Gilberto (PL-PB) disse, ontem, em entrevista ao Programa Hora H, da Rede Mais e Rádio POP FM, ser “apaixonado por tiro”. Autor de emendas federal que somam R$ 1,9 milhão enviadas à Federação Paraibana de Tiro Prático, o parlamentar justificou que os recursos destinados são para “fomentar” a modalidade esportiva e cumprir “uma promessa de campanha”.
O assunto veio à tona depois após o Blog Wallison Bezerra, do Portal MaisPB, revelar, em primeira mão, que o desembargador Joás de Brito, do Tribunal de Justiça da Paraíba, negou uma liminar da entidade pedindo a liberação dos recursos.
Leia mais“Vamos enviar muito mais. Eu prometi para os amantes do tiro. Destinamos ano passado, destinamos esse ano, vamos destinar o próximo ano. Foi o compromisso de campanha que eu tive. E nós iremos cumprir à risca todos os nossos compromissos, que entendo sim ser importante porque sou apaixonado pelo tiro esportivo e prático, e vamos continuar destinando os recursos”, garantiu o parlamentar.
Antecipando a intenção da Federação de recorrer da decisão do Tribunal de Justiça, Gilberto alegou ter “certeza absoluta” de que a destinação de sua emenda será concretizada.
“Mais uma vez prova a perseguição política do governador, não só a mim, mas ao esporte da Paraíba. É o nosso público que a gente prometeu defender, setor de armamento, a segurança pública e o setor produtivo. (…) Eu tenho certeza absoluta que a destinação será concretizada para fomentar o esporte não só na Paraíba, mas também no Brasil”, complementou o deputado.
Entenda o caso
O desembargador Joás de Brito Pereira, do Tribunal de Justiça da Paraíba, negou, nesta quarta-feira (25), o mandado de segurança impetrado pela Federação Paraibana de Tiro Prático contra o governador João Azevêdo (PSB) que pedia a liberação de duas emendas parlamentares destinadas pelo deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL) no valor de R$ 1,9 milhão à entidade, sendo R$ 990 mil cada.
A Federação acusava Azevêdo de travar a destinação dos recursos “por motivações de ordem política e ideológica”, já que João e o Cabo militam em lados opostos da política.
“O parlamentar federal autor da emenda impositiva é antagônico político do Chefe do Executivo Estadual e este último, por mero capricho, buscando prejudicar politicamente seu adversário, afastando-se do interesse público de fomento do desporto (art. 217 da CF/88), deu ordem a todos os órgãos envolvidos na execução das emendas para que fossem totalmente obstaculizadas”, disse a Federação, em petição que o Blog Wallison Bezerra teve acesso, ao defender que os recursos fossem destravados. A associação chegou a afirmar que só tem menos de R$ 1 mil nas contas e “que não tem meios materiais para fazer frente a tamanho encargo econômico”.
Verba foi destinada para “fomento à prática esportiva”
Em ofício encaminhado a Azevêdo no ano passado, o deputado Cabo Gilberto havia informado que as emendas deveriam ser destinadas para o custeio de ações voltadas ao fomento e à promoção da modalidade esportiva de tiro prático, que seriam executadas em parceria com a Federação Paraibana de Tiros.
Na ação, a parte autora pedia, em caráter de liminar, o bloqueio dos valores nas contas estaduais e a determinação para que o governo edite um decreto de reprogramação orçamentária, ou seja, para que houvesse o depósito da verba.
Argumentos não foram acatados por Joás de Brito Pereira
Para o desembargador, a tese de perseguição política não condiz deve ser levada em conta.
“A alegação de perseguição política ou desvio de finalidade, sustentada pela impetrante como causa de pedir, carece, neste momento processual, de prova pré-constituída robusta. A mera demora na tramitação, por si só, não comprova a intenção dolosa de prejudicar a entidade ou o parlamentar autor da emenda, mormente quando o Estado demonstra a necessidade de adequação aos novos parâmetros de controle e transparência fixados recentemente pelo STF”, entendeu.
No decorrer do processo, em resposta, através da Procuradoria-Geral do Estado, o governador sustentou que a impositividade das emendas não afasta o dever do Poder Executivo de realizar a análise técnica, fiscal e de conformidade, citando precedentes vinculantes do Supremo Tribunal Federal.
A manifestação da PGE foi seguida pelo magistrado na decisão de hoje. Ao rejeitar o pedido, Joás de Brito citou que o Poder Executivo Estadual tem a prerrogativa de “analisar a regularidade técnica, a viabilidade jurídica e a adequação da despesa às normas de finanças públicas”.
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O médico pernambucano João Bosco Oliveira Filho, CEO da NeoGenomica Análises Genômicas, participa, hoje, em São Paulo, de um dos principais fóruns nacionais voltados às doenças raras.
Especialista em genética e medicina de precisão, João Bosco integra painel sobre avanços em pesquisas e terapias, levando ao debate a experiência da NeoGenomica, laboratório sediado no Recife que se tornou referência nacional em análises genéticas avançadas.
Fundada em 2024, a NeoGenomica utiliza tecnologia de sequenciamento genético de nova geração (NGS), considerada uma das ferramentas mais modernas do mundo para investigação genética. Entre os exames realizados está o sequenciamento do genoma completo, capaz de identificar predisposições a doenças e orientar terapias personalizadas.
A participação do médico reforça o protagonismo do Recife no cenário nacional da inovação em saúde e da medicina personalizada.
O prefeito de Toritama, Sérgio Colin, esteve em Brasília cumprindo agenda estratégica em busca de novos investimentos para o município. Durante audiência com o ministro dos Transportes, Renan Filho, e com o senador Fernando Dueire, o gestor confirmou um importante avanço para a infraestrutura da cidade, que também beneficiará todo o Polo de Confecções.
De acordo com Sérgio Colin, o projeto da Travessia Urbana de Toritama já está pronto e devidamente aprovado. A expectativa é de que, dentro de poucos dias, seja publicado o edital para a execução das obras, que devem receber um investimento de quase 35 milhões de reais.
A intervenção é considerada fundamental para melhorar a mobilidade, garantir mais segurança viária e impulsionar o desenvolvimento econômico do município, especialmente no escoamento da produção local. “Seguimos trabalhando com planejamento e articulação para tirar grandes projetos do papel. A Travessia Urbana é uma conquista importante para Toritama e, muito em breve, daremos mais esse passo”, destacou o prefeito.
Em nota, os irmãos Fernando Bezerra Filho e Miguel Coelho, filhos do ex-senador Fernando Bezerra Coelho, todos objetos de uma operação de busca e apreensão pela Polícia Federal envolvendo desvios de emendas federais, afirmaram ser vítimas de uma ação com viés político.
Em Brasília, no entanto, o que tem vazado para a mídia tem origem lá atrás, quando o jornal O Globo trouxe em primeira mão que a Federal estava investigando denúncias graves de uso indevido de recursos repassados a Prefeitura de Petrolina por meio de emendas parlamentares.
Leia maisIsso se deu entre agosto e setembro do ano passado. Nunca mais o Globo tratou do assunto, que sumiu do noticiário. Ontem, entretanto, o que o jornal carioca havia antecipado voltou como um míssil, com um poder devastador imprevisível. As consequências da operação da PF, presente em todos os meios de comunicação do País, são devastadoras para todos do clã Coelho, liderado pelo ex-senador Fernando Bezerra Coelho.
Como este já pendurou as chuteiras, os estilhaços ferem fortemente Fernando Filho (UB), deputado federal e candidato à reeleição, e Miguel Coelho (UB), ex-prefeito de Petrolina, pré-candidato a senador. Aliás, há dez dias, este blog apurou que a governadora Raquel Lyra (PSD) convidou formalmente Miguel para sair candidato ao Senado na chapa dela. A notícia chegou ao conhecimento de João Campos, adversário de Raquel nas eleições que se aproximam.
Quando Lula esteve no Galo da Madrugada, no sábado de carnaval, tomou conhecimento do convite. Miguel Coelho foi visto no camarote oficial do Galo cumprimentando o chefe da Nação. Quem viu a cena, espalhou que Miguel falou para Lula que, candidato ao Senado, iria trabalhar pela reeleição dele.
Miguel quer uma vaga na chapa de João, mas Raquel esteve com ele e jogou pesado: ao convidá-lo para sair candidato na sua chapa, argumentou que a federação União Progressista, a junção poderosa do PP, de Eduardo da Fonte, com o União Brasil, de Miguel, estaria com a reeleição dela. Isso teria sido objeto de um entendimento nacional, em Brasília, com os caciques da federação União Progressista.
No plano nacional, isso ainda não está definido, mas Raquel argumentou também para Miguel que não haveria espaço na chapa de João para ele disputar o Senado, porque as duas vagas seriam de Humberto Costa (PT) e Sílvio Costa Filho (Republicanos), o que está ainda apenas na seara da especulação. Soube que Eduardo da Fonte, consultado, não aceitou as ponderações de Raquel.
Também não se curvou às pressões dela para anunciar a chapa com os candidatos ao Senado de uma mesma federação, no caso ele, que resiste em sair pela coligação da governadora, e Miguel. Nos últimos dias, Raquel pressionou o presidente do PP, Eduardo da Fonte, a aceitar convite dela para também disputar o Senado, uma vez que estão em disputa duas vagas para a Casa Alta nas eleições deste ano.
Dudu da Fonte resiste, primeiro porque é muito cedo ainda, e segundo porque não vê sentido na formação de uma chapa com dois candidatos ao Senado integrantes de uma mesma federação. A chamada União Progressista PP-União Brasil é uma federação cobiçada pelos dois lados, por Raquel e por João, porque tem seus tentáculos: o maior fundo eleitoral, o maior tempo de TV e as maiores bancadas na Câmara e no Senado.
Por isso, Raquel, em baixa nas pesquisas para emplacar a reeleição, queria criar um fato novo. Atraindo a federação, partiria forte para viabilizar seu segundo mandato. Em política, porém, as coisas mudam como a velocidade das nuvens, como dizia o pragmático Magalhães Pinto, ex-governador mineiro.
A pergunta de um milhão de dólares: depois da operação Vassalos, a governadora vai insistir nas tratativas para ter Miguel candidato ao Senado em sua chapa?
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Operação Vassalos cai como bomba no cenário político de Pernambuco
Por Larissa Rodrigues – Repórter do blog
A Operação Vassalos, da Polícia Federal (PF), que foi autorizada ontem (25) pelo Supremo Tribunal Federal (STF), caiu como uma bomba no cenário político de Pernambuco. Em meio às intensas negociações para a montagem das chapas que disputarão as eleições deste ano – e com mais nomes viáveis para concorrer ao Senado do que vagas disponíveis nos principais grupos – o pré-candidato Miguel Coelho (União Brasil-PE), que foi prefeito de Petrolina (Sertão) e sonha com a Casa Alta, foi tragado para o centro das investigações, o que pode produzir um efeito devastador para seu projeto.A Polícia Federal visa a desmontar um esquema que teria desviado mais de R$ 100 milhões em recursos públicos por meio de emendas parlamentares, convênios federais e licitações direcionadas, de acordo com reportagem do portal Metrópoles. Foram cumpridos 42 mandados de busca e apreensão em Pernambuco, na Bahia, em São Paulo, Goiás e no Distrito Federal.
Leia maisO inquérito aponta para o envolvimento de integrantes da família Coelho, entre eles o ex-senador Fernando Bezerra Coelho, o deputado federal Fernando Coelho Filho (União-PE) e Miguel Coelho, sendo os dois últimos filhos de Fernando Bezerra Coelho. Segundo as apurações, a empresa Liga Engenharia LTDA, que seria de parentes dos Coelho, acumulou de forma atípica mais de R$ 100 milhões em contratos de pavimentação em Petrolina desde 2017.
O efeito imediato é o fato de o nome de Miguel Coelho aparecer no noticiário político de forma negativa, por meio de uma investigação sobre corrupção. Sem entrar no mérito de culpa ou inocência, a imagem do ex-prefeito de Petrolina sofreu um abalo a partir do momento em que a investigação foi autorizada e ganhou as páginas de política.
Outro efeito é que a Operação Vassalos acabou facilitando a vida de quem está escolhendo candidatos para compor suas chapas e tem mais nomes do que vagas para o Senado. Fica difícil para qualquer pessoa que almeja sentar na cadeira de governador de Pernambuco a partir de 2027 carregar ao lado, durante a campanha, alguém que precisa se explicar muito. Esse pode ser um argumento tanto para a governadora Raquel Lyra (PSD) quanto para o prefeito João Campos (PSB) nas negociações.
E os dois grupos, como terceiro efeito da bomba, estão dando graças a Deus por essa operação ter sido exposta neste momento, porque Miguel ainda não foi anunciado como candidato ao Senado em nenhum lado, embora esteja conversando com ambos. Se fosse daqui a dois meses, o prejuízo seria incalculável, afirmaram fontes ligadas a este blog. Como quarto efeito, um resultado óbvio: a Operação Vassalos fortaleceu as chances de outras figuras que desejam um espaço nas chapas para tentar uma cadeira no Senado.
Viés político – Os deputados Miguel Coelho e Fernando Filho se manifestaram ontem (25) contra a Operação Vassalos. Por meio de nota, os parlamentares destacaram o viés político da operação, afirmando que nunca deixaram de prestar informações aos órgãos de controle. Ainda segundo a nota, o STF já apurou alguns dos fatos e, por meio da decisão do ministro Flávio Dino, arquivou o processo. “Impossível não destacar o viés político desse tipo de operação, uma vez que jamais deixamos de prestar quaisquer informações aos órgãos de controle, sejam estaduais ou federais. As contas de Petrolina, aliás, estão devidamente regulares e aprovadas. Seguimos com tranquilidade e confiantes na Justiça brasileira. Nossa luta política não será abalada por perseguições de onde quer que elas venham”, afirmaram.

Creches – A gestão da governadora Raquel Lyra (PSD) mantém vínculo com uma das empreiteiras envolvidas em contratos que entraram na mira da Operação Vassalos, deflagrada ontem (25) pela Polícia Federal (PF). A Construtora Bahiana de Saneamento Ltda. (CBS) receberá R$ 33,5 milhões da Secretaria de Educação de Pernambuco para construir seis creches do programa Juntos pela Educação. A ordem de serviço foi emitida dois dias antes de a ofensiva policial vir à tona. O vínculo de 16 meses foi formalizado em 13 de fevereiro deste ano, e a ordem de serviço foi assinada na última segunda-feira (23). A construtora ficará responsável pela implantação de uma creche estadual no Recife, outra em Jaboatão dos Guararapes, duas em São Lourenço da Mata e mais duas em Abreu e Lima.
Bolsonarismo e Raquel 1 – Anotações atribuídas ao senador Flávio Bolsonaro (PL) e reveladas ontem (25) pela Folha de São Paulo indicam que a governadora Raquel Lyra (PSD) será o nome apoiado pelo bolsonarismo na corrida deste ano ao Palácio do Campo das Princesas. Nos escritos, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), escolhido para a disputa contra o presidente Lula (PT) em outubro, fez um panorama das lideranças que devem fornecer palanque para ele nos estados, elencando a governadora de Pernambuco.
Bolsonarismo e Raquel 2 – Nas anotações, Flávio também deu a entender que haveria apoio de Raquel a Mendonça Filho para que o deputado federal troque o União Brasil pelo PL e concorra ao Senado em sua chapa, oficializando a adesão do bolsonarismo ao palanque da governadora. Já a segunda vaga seria de Miguel Coelho. Flávio também teria escrito que “só Gilson não gosta” desse arranjo para o Senado, em referência ao ex-ministro do Turismo Gilson Machado, que migrou para o Podemos.

Condenados – Por unanimidade, a Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) condenou, ontem (25), os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão pela morte da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e do motorista Anderson Gomes, em 2018. As penas foram de 76 anos e 3 meses. Ex-conselheiro do TCE-RJ (Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro), Domingos Brazão foi um dos mandantes da morte da vereadora. Segundo a PGR (Procuradoria-Geral da República), ele teria ordenado o assassinato de Marielle por interesses econômicos ligados à regularização fundiária em áreas do Rio dominadas por milícias. As informações são da CNN.
CURTAS
Foco – Ao ampliar sua agenda política na capital federal, Edilson Tavares tem defendido que o Polo das Confecções precisa de uma voz mais presente no Congresso Nacional para impulsionar o setor, que é um dos principais geradores de emprego e renda em Pernambuco. Sua pré-candidatura é vista como prioritária para a cúpula do Progressistas.
Sem convite – Há uma chiadeira nos bastidores da política de Pernambuco sobre a falta de convites para o casamento do prefeito João Campos e da deputada federal Tábata Amaral, no último sábado (21). Ficaram de fora nomes graúdos, que não gostaram da exclusão e nem uma satisfação receberam. Há deputados federais líderes de partidos, deputados estaduais e boa parte da bancada de vereadores que apoia João na Câmara do Recife.
Reforço na lei – O deputado federal Eduardo da Fonte (UP/PE) apresentou o Projeto de Lei 645/2026, que busca reforçar que o crime de estupro de vulnerável se configura em qualquer ato sexual com menor de 14 anos, independentemente de consentimento, experiência prévia, diferença de idade ou existência de relação afetiva. A proposta altera o artigo 217-A do Código Penal e estabelece que a vulnerabilidade da vítima deve ser considerada absoluta.
Perguntar não ofende – Como fica a disputa pelo Senado em Pernambuco após a Operação Vassalos?
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Os investimentos feitos na Refinaria Abreu e Lima (Rnest), no município de Ipojuca, em Pernambuco, turbinaram a economia local durante o período de construção. Quanto à herança de longo prazo, houve ganho duradouro no Produto Interno Bruto (PIB) per capita e na arrecadação de Imposto Sobre Serviços (ISS), que mudaram de patamar, mas o impulso no mercado de trabalho local foi pontual e transitório. A conclusão é de um estudo de pesquisadores do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), antecipado com exclusividade para o Estadão/Broadcast.
Refinaria que foi pivô da Operação Lava Jato, a Rnest está sendo recuperada pelo governo Lula 3 em seu plano para fazer a Petrobras voltar a crescer. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisMotivados pelo anúncio de uma nova rodada de investimentos bilionários na Rnest, os pesquisadores optaram por avaliar os Impactos Econômicos Locais da Refinaria Abreu e Lima a partir de dados referente ao período entre 2005 e 2020, como forma de evitar ruídos provocados por eventos excepcionais mais recentes, como a pandemia de covid-19.
“Para o município que recebeu a refinaria, você tem um impacto permanente de longo prazo no PIB per capita”, apontou Rafael Barros Barbosa, pesquisador do Centro de Estudos em Infraestrutura e do Centro de Estudos para Desenvolvimento do Nordeste do Ibre/FGV. “Esses investimentos tendem a aumentar muito a dinâmica da economia, mas não só aumentar durante o período da construção, da realização da obra de infraestrutura, mas de maneira permanente. A gente estimou um aumento de 3% permanente no PIB per capita após a finalização da construção. Essa palavra permanente é importante, porque o PIB per capita sobe para um outro patamar.”
Segundo o pesquisador, o investimento proporciona uma mudança setorial forte na economia da região: a indústria cresce bastante no período de obra, via construção, e depois “permanece como como um grande indutor do desenvolvimento especialmente do PIB para aquela localidade”, mas desta vez via refino. Desta forma, o investimento se traduz em impacto mais duradouro também na arrecadação de impostos.
O estudo mostra que a arrecadação de ISS aumentou aproximadamente 0,5 ponto porcentual durante o período de obra, uma elevação de aproximadamente R$ 783 milhões anuais a mais em arrecadação em relação ao período anterior à construção.
A partir de 2014, ano em que a refinaria entrou em operação, o montante arrecadado se reduziu em aproximadamente R$ 289 milhões. Após a consolidação da operação, cresceu 0,45 ponto porcentual em relação à arrecadação anterior à obra, “estabilizando em R$ 635 milhões anuais a mais”.
“Esse é um ponto muito central, porque, quando você tem um impacto permanente na arrecadação de ISS, você abre possibilidades para essa obra de infraestrutura se transformar em políticas públicas”, acrescentou Barbosa, que assinou o estudo ao lado dos também pesquisadores do Ibre/FGV Túlio Bastos Barbosa e Flávio Ataliba Barreto. “Não era muito claro se isso acontecia, se havia esse impacto permanente na receita fiscal do município. O que a gente observou no caso da refinaria de Abreu e Lima é que sim, aparentemente há um impacto permanente que pode ser transformado em políticas públicas. Se vai efetivamente ser transformado, aí é um outro cenário.”
Por meio de métodos de análise causal, o artigo avaliou os reflexos da obra também sobre a variável emprego, além de PIB per capita e arrecadação de ISS.
“No mercado de trabalho, a gente observou que existe um pico muito forte de crescimento do número de empregos, mas somente e especificamente no período das obras. Após o período das obras, esse mercado de trabalho esfria muito”, afirmou Barbosa. “Tem também uma mudança na composição dos trabalhadores. Durante o período da construção, que é onde tem o grande pico de mão de obra, são trabalhadores muito mais associados à construção civil. Depois, quando a refinaria está funcionando, aí passa a ter trabalhadores com mais habilidades, que têm um salário maior, mas é um contingente menor em termos de quantitativo de trabalhadores.”
Em dezembro de 2025, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao lado da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, participou de uma cerimônia marcando nova rodada de investimentos para dobrar a capacidade operacional da Refinaria Abreu e Lima.
Na ocasião,a Petrobras anunciou que investiria cerca de R$ 12 bilhões para concluir o trem 2 e demais atividades de manutenção do trem 1 da refinaria, adicionando assim 130 mil barris por dia à capacidade de processamento da Rnest. O objetivo é que a refinaria alcance uma produção de 260 mil barris diários ao fim do projeto, em 2029, comunicou a petroleira.
“A construção do trem 2 deve gerar cerca de 15 mil postos de trabalho diretos e indiretos ao longo do empreendimento, sendo que cerca de 5,7 mil trabalhadores já estão em atividade na obra”, informou a Petrobras, na ocasião.
Com base no estudo, Barbosa alerta que essa geração de vagas será apenas temporária, os empregos não devem perdurar após o fim da construção.
“Pelo que a gente tá observando aqui, isso é temporário. Isso não vai permanecer. O que permanece é o aumento do ISS, o que permanece é o aumento do PIB, mas postos de trabalho eles não permanecem ali, somente durante o período de construção da obra”, previu o pesquisador do Ibre/FGV.
Barbosa confirma que a elevação do PIB per capita nem sempre significa uma melhora na percepção de bem-estar da população, especialmente em locais de elevada desigualdade de renda.
Nesse caso, os investimentos em grandes obras de infraestrutura teriam potencial maior de proporcionar uma sensação de melhora na qualidade de vida dos habitantes via arrecadação de ISS, com destinação adequada de recursos para políticas públicas eficientes.
“Você pode ter um PIB per capita muito elevado, mas também uma desigualdade muito grande. Pessoas ganhando muito pouco, e outros ganhando em patamar muito elevado. Olhando para a forma como uma obra dessa magnitude pode chegar à população, o caminho principal que a gente identificou é via aumento da arrecadação municipal. É por meio desse aumento de ISS, que é um dos tributos que compõem a arrecadação municipal, que essa obra pode beneficiar a população. É claro, para isso acontecer, é preciso que haja uma implementação não de qualquer política pública, mas sim uma política pública bem eficiente, para que o uso do dinheiro seja bastante adequado”, defendeu. “O ISS é o único caminho pelo qual esse recurso pode voltar para a população. E ele volta para a população via políticas públicas.”
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O deputado federal Eduardo da Fonte (UP/PE) apresentou o Projeto de Lei 645/2026, que busca reforçar que o crime de estupro de vulnerável se configura em qualquer ato sexual com menor de 14 anos, independentemente de consentimento, experiência prévia, diferença de idade ou existência de relação afetiva. A proposta altera o artigo 217-A do Código Penal e estabelece que a vulnerabilidade da vítima deve ser considerada absoluta.
O texto também explicita que fatores como vínculo afetivo, união estável ou formação de núcleo familiar não afastam a caracterização do crime. A iniciativa foi apresentada após decisões judiciais que consideraram a existência de relacionamento entre as partes para afastar a tipificação penal, incluindo um caso julgado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais.
Segundo o parlamentar, o objetivo é evitar interpretações que flexibilizem a proteção legal de crianças e adolescentes. “Nenhuma criança pode ser tratada como esposa ou companheira para justificar abuso. A lei precisa ser clara e impedir qualquer brecha que relativize a vulnerabilidade de menores de 14 anos”, afirmou.
Presidente da Câmara, o deputado federal Hugo Motta (Republicanos-PB) afirmou nesta quarta-feira, 25, que o Plenário da Casa deve votar a PEC da Segurança na próxima quarta, 4. A votação deve ocorrer após uma sessão em comissão especial, marcada para terça-feira, 3.
Motta disse que a proposta é uma das prioridades da agenda legislativa deste ano, apesar de ter sido adiada em 2025. Nesta quarta, o deputado voltou a defender a importância da PEC para o enfrentamento ao crime organizado. As informações são do Estadão.
Leia mais“Na semana que vem, estaremos votando a PEC da Segurança. O relator e o presidente da comissão especial deverão chamar sessão na próxima terça-feira e, na quarta, estaremos pautando no Plenário a votação da PEC, que será também uma medida estruturante para que o nosso país possa enfrentar o crime organizado”, afirmou.
A proposta trata sobre as competências da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios relativas à segurança pública. Assim como ocorreu com o PL Antifacção, aprovado pela Câmara nesta quarta, pontos do texto provocaram divergências entre governistas e oposição.
Para integrantes do governo, o relatório apresentado por Mendonça Filho (União-PE) esvazia o papel da União no combate ao crime organizado. O relator rebateu as críticas e afirmou que o parecer busca ampliar a integração e a cooperação entre os entes federativos, mas com maior protagonismo dos Estados.
O texto também abre a possibilidade de redução da maioridade penal por meio de referendo popular previsto para 2028 e prevê o endurecimento de regras para integrantes de facções, dificultando a progressão de regime e a celebração de acordos de não persecução penal.
As alterações vão na contramão do que havia sido proposto pelo então ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, que deixou o cargo em meio à tramitação da PEC.
PL Antifacção foi aprovado
A Câmara aprovou nesta terça-feira o PL Antifacção. Embora o governo federal seja o autor da proposta original, a redação final aprovada é de autoria do deputado Guilherme Derrite (PP-SP), ex-secretário de Segurança Pública do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.
Motta elogiou o projeto e disse que era a medida mais dura de enfrentamento ao crime organizado da história do Brasil.
O governo sofreu derrotas durante a tramitação. A proposta de taxação das apostas esportivas (bets) para financiar ações na área de segurança pública ficou fora do texto final.
Mesmo com críticas à versão aprovada, o PT declarou “apoio crítico” e votou majoritariamente a favor da proposta. Como mostrou o Estadão, o Ministério da Justiça atuou para convencer parlamentares de que seria melhor aprovar o texto como estava do que permitir a votação de uma versão ainda mais rígida apresentada por Derrite.
O projeto tem como objetivo a asfixia financeira do crime organizado e endurece as penas para crimes praticados por integrantes de organização criminosa, grupos paramilitares ou milícias privadas.
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O Aterro Sanitário de Ipojuca foi apontado pelo Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) como o melhor aterro sanitário municipal do estado e o quarto melhor entre unidades públicas e privadas avaliadas. O resultado faz parte de levantamento realizado pelo órgão sobre a gestão de resíduos sólidos em Pernambuco.
De acordo com os dados, o aterro recebeu, em média, cerca de 9 mil toneladas mensais de resíduos ao longo do último ano, incluindo materiais domiciliares, volumosos e resíduos de podas. Em 2025, o volume total recolhido chegou a aproximadamente 101 mil toneladas.
A avaliação considera critérios como controle ambiental, segurança sanitária e eficiência operacional. O desempenho do equipamento reflete ações voltadas à gestão e destinação adequada de resíduos sólidos no município.
O Ministério Público Eleitoral defendeu a manutenção da cassação do prefeito e da vice-prefeita eleitos de Cabrobó nas eleições de 2024, em parecer encaminhado ao Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE). A manifestação foi apresentada nos Recursos Eleitorais nº 0600398-38.2024.6.17.0077 e nº 0600397-53.2024.6.17.0077, que contestam decisão da 77ª Zona Eleitoral que reconheceu abuso de poder econômico e captação ilícita de sufrágio, determinando a perda dos diplomas, aplicação de multa e inelegibilidade por oito anos.
No parecer nº 8.462/2026-PRE/PE, a Procuradoria Regional Eleitoral opinou pelo não provimento dos recursos, sustentando que o conjunto probatório é suficiente para manter a condenação em primeira instância. Segundo o órgão, há elementos como depoimentos, dados extraídos de celulares, análises financeiras e apreensão de vales de combustível que indicam a prática de irregularidades durante a campanha eleitoral.
Com a juntada do parecer, os processos estão prontos para inclusão em pauta no Pleno do TRE-PE, que deverá analisar as preliminares e o mérito das defesas. Caso a Corte mantenha a cassação, Cabrobó poderá ter eleições suplementares para os cargos de prefeito e vice-prefeito, conforme prevê a legislação eleitoral para vacância após o pleito.
