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O ex-governador de Goiás e pré-candidato ao Planalto, Ronaldo Caiado (PSD), afirmou, hoje, que o Brasil passa por “um processo que se aproxima de uma ‘mexicanização’ da política brasileira” ao falar sobre segurança pública. Em declaração ao programa Jornal em Foco, no canal do YouTube da revista Veja, Caiado disse que “o narcotráfico invade a economia formal do Brasil”.
O termo equipara o Brasil ao México, país em que cartéis de tráfico de drogas se infiltram, de forma sistêmica, no governo para proteger as rotas de tráfico e seus interesses. Os grupos utilizam a corrupção, o financiamento a candidatos apoiadores e atentados contra opositores como ferramentas para dominar a política local.
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), classificou, no fim de maio, o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) como Organizações Terroristas Estrangeiras, a pedido do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Durante o 2º mandato de Trump, 6 países da América Latina receberam o título: México, Venezuela, Haiti, Equador, El Salvador e Brasil. O México lidera o ranking regional com 6 registros; destes, 5 são cartéis de narcotráfico: Cartel de Sinaloa, Cartel de Jalisco Nueva Generación, Cartel del Noreste, Cartel del Golfo e Carteles Unidos.
A classificação causou descontentamento entre governistas e apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que avaliam que a denominação pode facilitar intervenções unilaterais norte-americanas no país, principalmente em instituições financeiras. Por outro lado, aliados de Flávio Bolsonaro comemoraram a medida.
Na sua entrevista, Caiado afirmou que, “amanhã, toda economia formal e os poderes constituídos serão dominados por facções criminosas” e disse que, se eleito, tomará providências: “No dia 5 de janeiro, ao tomar posse, um dos projetos que encaminharei ao Congresso Nacional é classificar o PCC e o CV como terroristas”. Segundo o pré-candidato, a medida irá “resgatar o Brasil e devolvê-lo ao povo de bem”.
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