Clique no link disponível e ouça o Frente a Frente de hoje. Programa ancorado por este blogueiro e transmitido pela Rede Nordeste de Rádio. Ao clicar no link, o leitor deve selecionar a opção “ouvir pelo navegador”.
Clique no link disponível e ouça o Frente a Frente de hoje. Programa ancorado por este blogueiro e transmitido pela Rede Nordeste de Rádio. Ao clicar no link, o leitor deve selecionar a opção “ouvir pelo navegador”.
O deputado estadual Izaías Régis participou, nesta terça-feira (26), de solenidade realizada no Palácio do Campo das Princesas, no Recife, onde a governadora Raquel Lyra anunciou um pacote de investimentos e autorizações de obras que somam R$ 195,3 milhões em Pernambuco. As ações contemplam áreas como cultura, saúde, educação, segurança pública e infraestrutura urbana, incluindo obras de requalificação de equipamentos públicos e construção de novas creches.
Durante o evento, Izaías Régis afirmou que os investimentos do Governo do Estado em Garanhuns já ultrapassam R$ 500 milhões. “Em Garanhuns, os investimentos já ultrapassam R$ 500 milhões, com obras estruturadoras e históricas, como a construção da Maternidade, do Hospital Mestre Dominguinhos e do IML”, declarou o parlamentar. A solenidade contou ainda com a presença da vice-governadora Priscila Krause, secretários estaduais, deputados e prefeitos.
Os 40 anos da Faculdade de Afogados da Ingazeira, atual Faculdade do Sertão do Pajeú (FASP), serão celebrados nesta terça-feira, no Cine Teatro São José, em Afogados da Ingazeira, com uma mesa-redonda que vai revisitar a mobilização popular realizada na década de 1980 em defesa da implantação de uma instituição de ensino superior no município. O encontro contará com a participação do secretário de Cultura de Afogados da Ingazeira, Augusto Martins, que relembrou, em vídeo divulgado nas redes sociais, o movimento iniciado por estudantes da cidade a partir de um abaixo-assinado.
Segundo Augusto Martins, a mobilização reuniu moradores, entidades e lideranças locais em um ato público realizado em frente à Catedral de Afogados da Ingazeira. “Saímos com o abaixo-assinado no comércio de Afogados, nas ruas, nas entidades, mobilizamos toda a população e realizamos um ato público em frente à Catedral”, afirmou. De acordo com o secretário, o movimento ganhou apoio de lideranças políticas e professores até a autorização do funcionamento da autarquia, no fim do governo Sarney.
Por Marlos Porto*
Vi hoje reportagem na TV Gazeta de Alagoas mostrando as movimentações dos pré-candidatos ao governo alagoano, João Henrique Caldas, ex-prefeito de Maceió, e o ex-ministro Renan Filho. Fiquei impressionado com a quantidade de gente nos eventos e também com diversas pessoas com bonés azuis com o nome do candidato Renan Filho. E o apresentador, de forma descontraída, falando sobre sorteios de geladeira e fogão em eventos dessa natureza, como se fosse algo típico e normal.
Pesquisando na Internet, vi no Portal G1 que, no dia 10 de maio, o governador de Alagoas, Paulo Dantas, teria feito o sorteio de 50 transferências via PIX no valor de duzentos reais, durante uma festa de Dia das Mães em Rio Largo, em evento que contou com a presença do senador Renan Calheiros.
Leia maisNa reportagem, fica explícita a “lógica” adotada: “Em nota enviada ao g1, a Secretaria de Estado da Comunicação informou que a iniciativa teve ‘caráter estritamente pessoal e privado’, sem relação com a agenda oficial do Governo de Alagoas. Ainda segundo o governo estadual, não houve uso de recursos públicos, servidores ou estruturas vinculadas ao Estado. A nota também afirmou que a ação não teve vínculo com pedido de votos, atividade eleitoral ou utilização da máquina pública”.
É difícil definir o que está acontecendo no nosso país. Existe um período próprio para campanha eleitoral. Antes desse período, não se permite campanha política. A lógica é a da igualdade de condições para a disputa. Fazendo uma analogia esportiva, permitir campanha antecipada é como deixar um corredor “queimar” a largada, dando passadas antes dos demais, que podem fazer a diferença na hora da chegada.
Contudo, é comum, antes mesmo das campanhas políticas iniciarem, muitas pessoas já buscarem obter apoios. Anunciam que são pré-candidatos e vão fazendo não só contatos e visitas, mas também promessas e acordos. Tanto é assim que, quando a campanha começa “pra valer”, a gente vai falar com um cidadão e ele, meio ressentido, vai logo dizendo: “por que você não me procurou antes?”. Ora, por esse simples exemplo se tem a clareza da farsa que é a lógica da igualdade da disputa política no Brasil.
Anos atrás, parecia haver um rigor maior para coibir a propaganda eleitoral antecipada. Inclusive a chamada “promoção pessoal” era vista como uma forma de se antecipar a propaganda eleitoral e era proibida. Depois, passou a ser aceita, desde que não houvesse o “pedido explícito de voto”. Mas aí é que “a emenda ficou pior que o soneto” e a ficção adotada ficou ainda mais ridícula: desde quando é preciso haver “pedido explícito de voto” no mundo real para que haja a pactuação entre eleitor e o futuro candidato com vistas a que este receba daquele o tão desejado voto? Fazendo outra analogia, no mundo das relações líquidas e promíscuas, infelizmente tão em voga, para combinar relações sexuais com alguém seria absolutamente indispensável o tal “pedido explícito” nesse sentido ou bastaria muitas vezes apenas o desejo mútuo e o acordo de vontades, muitas vezes expresso por meio da troca de olhares, sorrisos e carícias? Pois bem. Na seara eleitoral, contudo, o equivalente a tudo isso parece, na prática, estar permitido, desde que não haja o fatídico pedido: “vote em mim!” ou “o(a) senhor(a) poderia votar em mim, por obséquio?”.
Esse “vale-tudo” eleitoral é uma aberração. Afinal, entender a tal “promoção pessoal” com esse sentido amplo que vem sendo adotado, durante o período pré-eleitoral, é abrir a porteira para que os rebanhos eleitorais sejam comprados de formas as mais diversas, como se nada de mais estivesse acontecendo. Afinal, aquele simples cidadão (que por acaso é um governante, um parlamentar ou um ex-prefeito ou ex-governador), tratado como uma verdadeira celebridade, apenas “apareceu” durante um evento no qual uma geladeira era sorteada, talvez por uma feliz coincidência, quiçá de passagem, mas é óbvio que ele não está comprando voto (pois nem estamos em campanha, não é mesmo?), ele só está promovendo inocentemente a sua imagem, a sua marca pessoal, sem vinculação nenhuma entre si e a vantagem que, na prática, foi destinada aos participantes de um evento coletivo (ainda que apropriada individualmente por um felizardo).
Democracia de verdade se faz com o respeito absoluto à liberdade de consciência do eleitor, que não pode ser conspurcada por qualquer tipo de vantagem. Foi com base nessa justificativa que até mesmo um simples “santinho” com calendário no verso foi banido das campanhas: afinal, o calendário não deixava de ser um tipo de vantagem, assim como as canetinhas, os bonés, as camisas, os ímas de geladeira com telefones úteis, etc.
Hoje, temos campanhas formalmente mais curtas, submetidas a um rigoroso controle da propaganda, das receitas e das despesas, porém um período pré-eleitoral longo e permissivo, no qual os principais acordos são feitos antes das convenções (que se tornaram mera encenação do que seria um processo decisório real) e em que grande parte dos futuros postulantes aproveita a vagueza do status de “pré-candidato” para, de forma direta ou indireta, terem sua imagem impregnada em toda sorte de eventos, nos quais a única postura que parece proibida é o escrúpulo rigoroso no tocante à livre consciência do eleitor, que termina sendo mercadejada como se fosse banana na feira, tudo sob o lastro de mera “promoção pessoal”.
*Bacharel em Direito
Leia menos
A Prefeitura de Goiana vai conceder um auxílio emergencial de R$ 2.500 para famílias afetadas pelas enchentes provocadas pelas fortes chuvas que atingiram o município neste ano. O anúncio foi feito nesta terça-feira (26) pelo prefeito Marcílio Régio, durante reunião com o secretariado municipal realizada na Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos, pasta comandada pela primeira-dama Ana Silveira. O valor definido representa o maior auxílio já pago pelo município em situações semelhantes e reforça o compromisso da gestão com as famílias afetadas pela maior enchente da história de Goiana.
A Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos já realizou o cadastramento e o acompanhamento das famílias atingidas, garantindo que o benefício seja destinado a quem realmente necessita do apoio emergencial. “Enfrentamos a maior enchente da história de Goiana e nosso povo precisa de uma resposta rápida. Estamos finalizando o projeto de lei do auxílio emergencial de R$ 2.500 como um gesto concreto de solidariedade às famílias que mais sofreram com essa tragédia”, afirmou o prefeito Marcílio Régio.
Segundo o procurador-geral do município, Rodrigo Dias, o projeto de lei deverá ser enviado à Câmara Municipal até a próxima quinta-feira, em regime de urgência, para agilizar a análise, a aprovação e permitir que o pagamento seja realizado o mais rápido possível às famílias cadastradas. Durante a reunião, o prefeito também anunciou a liberação da subvenção destinada às quadrilhas juninas do município, garantindo apoio aos grupos culturais que se preparam ao longo do ano para se apresentar neste período. O projeto autorizando a liberação dos recursos já foi encaminhado à Câmara de Vereadores.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender, hoje, o fim da escala de trabalho 6×1, ideia encampada pelo governo que está em análise no Congresso Nacional. Durante discurso em Manaus (AM) – onde entregou 576 moradias do programa Minha Casa, Minha Vida – o petista, ao falar sobre a 6×1, disse que a vida da mulher é “mais grave” porque, além do emprego, tem dupla jornada com os afazeres de casa.
“Nós vamos acabar com a escala 6×1 e vamos botar a escala 5×2, o povo vai trabalhar cinco dias e vai poder descansar dois porque a vida da mulher é mais grave ainda, a mulher trabalha e, quando chega em casa, ela tem que lavar a louça, tem que lavar o banheiro, tem que lavar roupa, tem que cuidar das coisas, a mulher tem dupla jornada”, afirmou o petista.
Leia maisDe acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2022, as mulheres dedicaram 9,6 horas por semana a mais do que os homens aos afazeres domésticos ou ao cuidado de pessoas. Essa desigualdade na divisão de tarefas domésticas é alvo de críticas, sobretudo, de mulheres e de movimentos feministas.
Ainda sobre a redução de jornada, Lula disse que o governo fez um acordo com o Congresso para o avanço da proposta que acaba com a escala 6×1. Ontem, o deputado Léo Prates (Republicanos-BA) apresentou relatório na comissão especial que analisa as propostas de redução da jornada de trabalho.
O relatório de Prates prevê a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas, sem redução salarial, em um prazo de até 14 meses após a promulgação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC). O texto ainda será votado pela comissão especial, onde deve ser aprovado, e a expectativa é de que a análise da PEC no plenário principal da Câmara ocorra na quinta-feira (28).
Leia menos
Em meio a uma intensa agenda de compromissos políticos por Pernambuco, a pré-candidata ao Senado, Marília Arraes (PDT), subiu o tom nas redes sociais e em seus discursos para defender os programas de transferência de renda e alertar a população sobre os riscos de perda de direitos fundamentais devido à burocracia e à desinformação. O posicionamento da liderança surge como uma resposta direta a polêmicas recentes e fake news propagadas na internet que tentam criminalizar ou desestimular o Bolsa Família sob o falso argumento de que o benefício desincentiva o mercado de trabalho.
Em vídeo publicado nas redes sociais e com dados nacionais e locais em mãos, Marília desmistificou uma série de falsas informações sobre o tema e reafirmou seu compromisso com as políticas do presidente Lula de combate às desigualdades. “Ninguém escolhe viver na pobreza por um valor médio de R$ 678. Dizer que o Bolsa Família desestimula o emprego é preconceito de classe e desconhecimento da realidade. Esse programa é o chão que garante a dignidade e a sobrevivência de mais de 1,41 milhão de famílias pernambucanas, colocando comida na mesa e fazendo a economia de todos os nossos 185 municípios girar”, destacou a pré-candidata.
Leia maisA defesa de Marília apoia-se no impacto macroeconômico do programa federal: cada R$ 1,00 investido no Bolsa Família retorna cerca de R$ 1,78 para o PIB do país. No cenário local, o investimento do Governo Federal injeta mais de R$ 1 bilhão mensalmente no comércio e no setor de serviços de Pernambuco. O programa foi também o principal motor para a segunda saída histórica do Brasil do Mapa da Fome, confirmada recentemente por relatórios da FAO, retirando 26,5 milhões de pessoas da insegurança alimentar grave no biênio recente.
O alerta da tarifa social e o resgate do legado de Arraes – Além de combater as narrativas falsas sobre a transferência de renda, as intervenções de Marília trouxeram um alerta de utilidade pública urgente sobre a Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE). Diante das novas regras federais de cruzamento rígido de dados, cerca de 755 mil famílias no estado (quase 20% do público elegível) correm o risco de perder ou ter o desconto na conta de luz bloqueado por falta de atualização cadastral ou por divergências na titularidade da fatura. O cancelamento do benefício pode gerar um custo adicional imediato de R$ 73 a R$ 91 mensais no orçamento dessas pessoas.
A pauta conecta-se profundamente com a trajetória política de Marília. O direito à energia barata e acessível foi uma das grandes marcas de seu avô, o ex-governador Miguel Arraes, pioneiro na eletrificação rural nas décadas de 1960 e 1990 — um modelo que, posteriormente, serviu de inspiração direta para o programa nacional Luz para Todos no primeiro governo Lula.
“Meu avô Miguel Arraes revolucionou o interior ao levar os postes e os fios para tirar o povo do candeeiro, porque sabia que a energia era o motor da dignidade e da produção. Hoje, no século XXI, a universalização física foi feita, mas o desafio passou a ser a exclusão econômica. De nada adianta o fio passar na porta se a conta de luz compete com o dinheiro do arroz e do feijão. Continuar o legado de Arraes hoje significa assegurar que a energia seja financeiramente acessível”, defendeu Marília.
Para sanar o gargalo que ameaça as famílias de baixa renda, Marília Arraes defende que o poder público municipal e a distribuidora Neoenergia Pernambuco promovam mutirões de busca ativa intersetoriais, desburocratizem o atendimento nos CRAS e realizem campanhas descentralizadas de comunicação.
Enquanto avança em suas agendas e dialoga com as bases, a pré-candidata reforçou que sua caminhada ao Senado será pautada pela vigilância constante contra as mentiras digitais que afetam os mais vulneráveis e pelo fortalecimento das políticas públicas construídas em parceria com o Governo Federal. “A justiça social se faz com verdade, informação e garantia de direitos. O Bolsa Família e a Tarifa Social andam juntos e são patrimônios do povo que nós vamos continuar defendendo em cada canto de Pernambuco”, concluiu.
Leia menos
A redução de leitos hospitalares e a retirada de aproximadamente R$ 1,5 bilhão dos aportes destinados à saúde pública estadual são apontadas por deputados estaduais como as principais causas do agravamento da crise enfrentada pelos hospitais de Pernambuco. O tema ganhou força após uma série de blitze realizadas por parlamentares em algumas das maiores emergências da rede estadual, onde foram constatados cenários de superlotação, precarização estrutural e sobrecarga extrema nos atendimentos.
As fiscalizações ocorreram no Hospital da Restauração, Hospital Otávio de Freitas, Hospital Getúlio Vargas e Hospital Agamenon Magalhães, no Recife, após denúncias recorrentes feitas por pacientes, acompanhantes, profissionais de saúde e entidades sindicais. Durante as visitas, os deputados encontraram corredores lotados, pacientes acomodados em macas improvisadas, demora no atendimento, estruturas deterioradas, infiltrações, problemas de manutenção e equipes trabalhando sob forte pressão.
Leia maisDe forma proporcional ao orçamento do estado, os investimentos em saúde são os menores dos últimos seis anos. Os aportes desabaram de 18,8% da receita corrente líquida do estado, em 2022, para 15,7% e 15,8%, nos anos seguintes, o que representa R$ 1,5 bilhão a menos para essa área. Outro ponto crítico é a redução do número de leitos. No Governo Eduardo Campos, 879 foram adicionados à rede, e no Governo Paulo Câmara, outros 594. Já o saldo dos três primeiros anos do Governo Raquel Lyra é de 440 leitos a menos.
“A crise atual não pode ser tratada como consequência apenas do aumento da demanda hospitalar. Esse colapso é resultado direto da redução da capacidade de atendimento da rede pública estadual, provocada pelo fechamento de leitos e pela diminuição dos investimentos na saúde ao longo dos últimos anos”, avalia o líder da oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), deputado Sileno Guedes (PSB).
Os deputados também criticam a redução de 17% nos investimentos destinados às principais unidades hospitalares da rede estadual, apontando que o corte agravou ainda mais um sistema já pressionado pela falta de estrutura e pela alta demanda reprimida. Entre 2023 e maio de 2026, por exemplo, R$ 913,9 milhões foram gastos pelo governo com ações como construção, ampliação, reforma e equipagem de unidades. Em paralelo, R$ 1,067 bilhão foram aportados em comunicação e marketing e na realização de festividades.
“Essa combinação entre menos recursos e menor capacidade hospitalar vem produzindo um ambiente de colapso progressivo nas maiores emergências públicas do estado. O Governo Raquel Lyra tem demonstrado quais são suas prioridades, e elas não são, definitivamente, a saúde”, declara o vice-presidente da Alepe, deputado Rodrigo Farias (PSB).
Um dos episódios mais emblemáticos desse cenário ocorreu no Hospital da Restauração. Pouco tempo depois de o Governo do Estado divulgar ações de revitalização da fachada da unidade como peça de comunicação institucional, parte do teto do hospital desabou, expondo a fragilidade estrutural da maior emergência pública do Norte e Nordeste. Para os parlamentares, o episódio simboliza a distância entre a propaganda oficial e a realidade enfrentada diariamente por pacientes e profissionais dentro das unidades.
A mesma crítica foi direcionada ao Hospital Agamenon Magalhães. O governo lançou uma licitação de R$ 15 milhões voltada à recuperação da fachada da unidade em meio ao aumento das denúncias sobre dificuldades operacionais, pressão assistencial e superlotação. “Estivemos nesses hospitais e encontramos problemas que vêm sendo maquiados pelo atual governo. A propaganda diz que está tudo bem, mas, por dentro, os problemas estruturais seguem sem uma solução efetiva”, diz o deputado Diogo Moraes (PSB).
Os parlamentares também dispõem de documentos técnicos produzidos pelo próprio Governo de Pernambuco para reforçar as críticas. Relatórios estaduais reconhecem que hospitais regionais operam com limitações de alta complexidade, ampliando a transferência de pacientes para Recife e Caruaru e aumentando a sobrecarga sobre os grandes hospitais estaduais. A situação se agrava porque, desde 2023, dois hospitais já foram fechados pelo Governo Raquel Lyra – o de Retaguarda em Neurologia, no Recife, e o Jesus Nazareno, em Caruaru – e três UTIs pediátricas foram desativadas – a do Barão de Lucena e a do Correia Picanço, no Recife, e a do Hospital José Fernandes Salsa, em Limoeiro.
“Essas fiscalizações vão continuar nas próximas semanas e novos relatórios serão encaminhados aos órgãos de controle e fiscalização. O que temos de concreto, e o povo pernambucano precisa saber, é que houve redução de investimentos, de leitos e de espaços de atendimento. Vamos cobrar medidas emergenciais para a reestruturação da rede estadual de saúde”, avisa o deputado Eriberto Filho (PSB).
Leia menos
Blog da Folha
O pré-candidato ao Governo de Pernambuco pelos PSB, João Campos, esteve, hoje, nas dependências da Folha de Pernambuco para uma visita institucional. Na ocasião, ele comentou sobre vários assuntos e criticou o Governo do Estado no âmbito da segurança pública. Ele afirmou que, caso eleito, não tomará qualquer decisão na área da segurança pública com viés ideológico.
Segundo o socialista, as convicções políticas não podem estar acima das capacidades técnicas. “Não usarei a cartilha ideológica para a segurança e nem para questões técnicas de qualquer natureza. Você pode ter as suas crenças, mas tem que ser técnico e precisa ter a noção de que vai desagradar diferentes aspectos políticos, desde que faça o que tende a ser o certo”, disse.
Leia maisRelação com Flávio Bolsonaro, caso ele seja eleito à Presidência
Questionado sobre como seria sua relação, caso eleito, com o pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL), João Campos lembrou que seu mandato enquanto prefeito do Recife aconteceu durante o mandato do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e que não influenciou o seu trabalho à frente da capital pernambucana.
“Teria uma relação institucional com Flávio. Eu fui prefeito quando Bolsonaro foi presidente e, mesmo sem nunca ter sido recebido por ele, soube fazer o dever de casa. Independentemente de quem está governando o País, devemos tratar as pessoas com respeito. Acredito que o pior é quando não temos uma posição e as pessoas valorizam isso”, afirmou.
Comparação com o governo Raquel Lyra
Em seguida, o pré-candidato falou ainda que se considera preparado para discutir sobre qualquer tipo de comparação entre o seu governo à frente da Prefeitura do Recife com o de Raquel Lyra. “Estamos prontos para comparar o que foi realizado enquanto prefeito do Recife e o que ela fez como governadora ou até mesmo como prefeita, se for o caso”, frisou. Ele destacou ainda que não quer falar só sobre o legado dos mandatos.
“Estou principalmente pronto para falar sobre o futuro. Não falarei apenas daquilo que foi feito, embora a comparação seja muito ruim para o atual governo”, destacou.
Leia menos
Uma investigação da Polícia Federal (PF) aponta que o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) mantinha um “vínculo pessoal estreito” e um “alinhamento político” com o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.
Segundo o relatório da PF, essa proximidade foi fundamental para viabilizar aportes bilionários do RioPrevidência, o fundo de previdência dos servidores estaduais, no Master. As informações são do blog da Camila Bomfim.
Leia maisOs detalhes constam de uma representação policial enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF). Com base nesta investigação, o ministro André Mendonça autorizou nesta terça-feira (26) a 8ª fase da Operação Compliance Zero.
Cláudio Castro foi alvo de um mandado de busca e apreensão. Até o momento, a defesa de Castro não se manifestou sobre a operação, afirmando apenas que Castro acompanhou as ações dos policiais com “serenidade”.
A equipe da PF ficou cerca de 3 horas na residência do ex-governador e deixou o edifício, na Barra da Tijuca, com 2 celulares apreendidos. A investigação cita conversas encontradas no celular de Vorcaro que indicam que a liberação de determinados investimentos do fundo previdenciário dependia diretamente desse alinhamento com Castro.
A Polícia Federal identificou um “sincronismo” entre os encontros mantidos entre Cláudio Castro e Daniel Vorcaro e os repasses financeiros que aconteciam logo em seguida.
De acordo com a PF, a relação ia além dos contatos institucionais:
Para os investigadores, o conjunto de provas afasta a hipótese de mera coincidência e reforça a “plausibilidade concreta de interferência política indevida”.
“A relação de Daniel Vorcaro e Cláudio Castro trazida aos autos ultrapassou o mero contato institucional, alcançando indícios concretos da ocorrência de tratativas ilícitas que viabilizaram a captação de um total de R$ 3.691.000.000,00 em investimentos no Banco Master, somando-se os montantes aplicados em fundos e Letras Financeiras”, destaca Mendonça na decisão.
Leia menos
Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã
Ao anunciar rompimento com a governadora Celina Leão (PP), o ex-governador Ibaneis Rocha (MDB), a quem ela sucedeu, na verdade, ao final, lhe fez um favor. Tanto que, logo depois, Ibaneis se deu conta do erro e acabou tentando voltar atrás. Profundamente chamuscado pelo caso Master/BRB, hoje é mais Ibaneis quem depende de Celina.
E Celina, por outro lado, quanto mais distância conseguir ter de Ibaneis, dentro do discurso de que nada tinha a ver com a crise, melhor para ela. Assim, ao romper com Celina, Ibaneis lhe fez um favor. A poupou de ter que fazer mais adiante esse movimento de rompimento. O problema de Celina, porém, é que a essa altura ela já não consegue medir o quanto a crise a afeta também.
Leia maisNa quarta-feira (20), Ibaneis Rocha gravou um vídeo, ao lado de lideranças do MDB, anunciando que rompia com Celina Leão. Dizia-se insatisfeito com os rumos de seu governo. “Nós apostamos na governadora Celina como um governo de continuidade daquilo que nós plantamos”, disse Ibaneis. “Infelizmente, ao longo dos últimos dias, temos tido muitas decepções”, completou. Na ocasião, lançou a hipótese de o MDB ter um candidato próprio.
Na ocasião, lançou a hipótese de o MDB ter um candidato próprio, um nome que vem sendo ventilado há algum tempo, o deputado federal Rafael Prudente. No domingo (24), porém, Ibaneis recuou. Ao participar de celebrações da Festa do Divino, em Planaltina, ele mencionou Celina, e disse que ela será “nossa candidata, reeleita”. O problema de Ibaneis é que, em princípio, ele não tem espaço na chapa de Celina. A não ser que, ao final, o PL não siga com ela. Caso siga, as candidatas ao Senado serão Michelle Bolsonaro e a deputada federal Bia Kicis.
Pesquisas internas encomendadas por Celina apontam, porém, que ela também sente os efeitos da crise Master/BRB. Sua liderança já não seria tão confortável. O alento agora é que, segundo apurou o Correio Político, sua queda não estaria necessariamente se revertendo para outros nomes. O número de eleitores indecisos aumentou nesse levantamento interno.
Uma situação que faz o PL manter um plano B: o senador Izalci Lucas (PL). Foi o PL quem encomendou a última pesquisa feita pelo Instituto Veritá. Ela mostrou uma situação embolada entre Celina, o ex-governador do DF José Roberto Arruda, o candidato do PT, Leandro Grass, e Izalci Lucas.
Houve quem estranhasse a presença de Izalci Lucas entre os candidatos na lista estimulada, uma vez que, em princípio, o PL apoia a reeleição de Celina Leão. Para muitos, ficou claro que o PL quis testar as chances de Izalci para ter uma alternativa eleitoral caso Celina desabe a partir da crise BRB/Master.
A chance de uma recomposição que garantisse a Ibaneis a vaga na chapa de Celina como candidato a senador, viria dessa possibilidade de o PL acabar partindo para esse plano B. Aí, ele conseguiria retomar o seu plano original, que era eleger Celina como sua sucessora e obter uma vaga no Senado.
Na sexta-feira (22), porém, Celina deu mais um passo na direção contrária à aproximação ao exonerar a secretária de Desenvolvimento Social, Jackeline Couto Canhedo. Jackeline tinha sido indicada por Ibaneis. Mais do que isso, a secretaria era um terreno da esposa do ex-governador, Mayara Noronha Rocha, que chegou a exercer a secretaria.
O anúncio inicial de rompimento feito por Ibaneis ajudou Celina a pavimentar o caminho do afastamento. Permitiu a ela argumentar que a iniciativa foi dele. E que ela, por seu lado, teria sido sempre legal a ele. Ou seja, ele é que sinalizou o afastamento. Que vai exatamente na direção que ela deseja.
Nesse sentido, no entanto, Celina considera que tem um trunfo. Quando Ibaneis foi afastado do governo do DF por 90 dias após os episódios do 8 de janeiro de 2023, Celina poderia ter aproveitado a situação e agido para que ele não mais voltasse. Ela comportou-se na ocasião como mera interina.
Leia menos
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) suspendeu pesquisa do Instituto Veritá, divulgada na semana passada, que apontava uma suposta liderança da governadora Raquel Lyra (PSD) em intenções de votos nas eleições deste ano. A Justiça entendeu que uma série de irregularidades comprometeram a credibilidade do levantamento da empresa, que já havia sido punida com outra suspensão, em abril, por conta de falhas metodológicas que poderiam interferir nas impressões do eleitorado pernambucano sobre a corrida ao Governo do Estado.
O pedido de suspensão partiu do MDB, partido que faz parte do arco de alianças da Frente Popular de Pernambuco. A legenda apontou a existência de vícios metodológicos estruturais e cumulativos, como a impossibilidade material de execução do método de Probabilidade Proporcional ao Tamanho (PPT) declarado, já que nenhuma das 26 questões da pesquisa do Veritá coletou informações sobre bairros. Apesar disso, o relatório da sondagem garantiu ter ouvido eleitores em todos os bairros das cidades pesquisadas. O TRE entendeu que a falta de registro do número de eleitores sondados em cada setor censitário compromete o próprio registro da pesquisa.
“Os itens acima identificados, considerados isoladamente ou em seu conjunto, evidenciam, em juízo preliminar e não exauriente, o descumprimento dos requisitos formais e materiais do art. 2º da Resolução TSE nº 23.600/2019, c/c o art. 33 da Lei nº 9.504/1997”, decidiu o desembargador Marcelo Labanca Corrêa de Araújo, determinando a suspensão da divulgação da pesquisa eleitoral em até 24 horas, sob pena de multa diária de R$ 5 mil, e a retirada de postagens sobre os números de redes sociais ligadas à Meta.
Por Tales Faria – Correio da Manhã
Dois casos que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende resolver nesta semana:
Do primeiro caso depende a montagem do palanque mineiro para a reeleição de Lula.
Leia maisDo segundo caso depende o envio novamente ao Senado da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). E depende também a estratégia em relação ao Senado até o final do ano.
Os casos estão entrelaçados porque Alcolumbre e Pacheco formam uma forte aliança no Senado. Após presidir a Casa entre 2019 e 2021, Davi Alcolumbre fez campanha e elegeu Pacheco seu sucessor. Este, por sua vez, ao deixar o posto em 2025, trabalhou para ser substituído por Alcolumbre, que voltou a presidir o Senado.
Nesse período de franca parceria e trocas de posições com Pacheco, Davi Alcolumbre se tornou o mais poderoso parlamentar do país.
Além de dividir com Hugo Motta (Republicanos-PB) e o antecessor deste, Arthur Liara (PP-AL), o controle das emendas parlamentares – especialmente aquelas que substituíram as emendas secretas, agora chamadas de emendas de comissão –, ele supera os presidentes da Câmara em termos de controle sobre sua Casa.
Alcolumbre deu recentemente uma tremenda demonstração de poder ao derrotar com ampla maioria a indicação do governo para Jorge Messias assumir no STF.
O presidente do Senado tem enviado sinais confusos de que estaria disposto a continuar esticando a corda contra o governo. Por exemplo, quando ameaça também melar a montagem da chapa, com Pacheco na cabeça, que Lula vinha arquitetando para apoiá-lo em Minas Gerais.
Alcolumbre resolveu fazer campanha para Pacheco ser eleito pelos senadores como ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). A vaga pertence ao Senado e a vitória seria líquida e certa. Por causa desse lançamento, o senador deu um passo atrás na candidatura a governador de Minas.
O presidente da República gostaria de indicar novamente Messias para o Supremo, apesar da derrota anterior. Quer fazer isso como demonstração de poder e de que não abre mão de suas prerrogativas como presidente da República. Mas, na verdade, não está seguro quanto a Alcolumbre. Não sabe exatamente como ele se comportará.
Daí porque Lula pretende se reunir nesta semana com Pacheco: para tomar pé da situação. Se tiver sinais positivos, pode até encontrar-se com Alcolumbre, caso sinta com Pacheco que há espaço para isso. Se der certo, ele mata dois coelhos com uma cajadada só.
Mas é um movimento de alto risco. Lula sabe disso e está preparado para uma situação de hostilidade. Nesta hipótese, vai ter que decidir se repete ou não a indicação de Messias e aposta nas eleições de outubro, caso vença. Aí sim, partirá para a guerra contra Alcolumbre.
Leia menos
