Um protesto realizado por grupos que cobram moradia popular fecha a Avenida Agamenon Magalhães, hoje, na entrada da rua Odorico Mendes, em Campo Grande, na Zona Norte do Recife. Os manifestantes querem um encontro com representantes da Companhia Pernambucana de habitação e Obras (Cehab).
Segundo Jorge carvalho, um dos organizadores do protesto, o ato reúne 16 grupos que cobram moradias no estado e integram a União por Moradias em Pernambuco (UMP). As informações são do portal G1/PE.
Os manifestantes reivindicam aumento do auxílio-moradia de R$ 200 para R$ 400, a retomada do programa federal Minha casa Minha Vida e documentos de posse de áreas para os moradores.
“Também queremos que o governo de Raquel Lyra desista de fazer um cadastramento das pessoas que aguardam moradias populares e a garantia do pagamento do13º do Bolsa-Família”, afirmou.
De acordo com a Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU), dois desvios foram criados para que o trânsito fluísse. São eles:
Para quem está na Agamenon Magalhães e deseja ir no sentido Olinda, o desvio é pela Avenida Doutor Jayme da Fonte.
Para os motoristas que querem ir no sentido Boa Viagem, na Zona Sul da cidade, o desvio é feito pela Avenida Cruz Cabugá.
Meu amigo Roberto Murilo, talentoso jornalista, conterrâneo das barrancas do Pajeú, passou uma longa temporada em São Paulo. Foi assessor do cantor Moacyr Franco e trabalhou na produção de programas e telejornais do SBT.
Fez amizades com muita gente famosa, como o próprio Moacyr Franco, que ontem não deixou o aniversário de Murilo passar em branco. Da capital paulista, mandou uma mensagem bem-humorada e divertida para o amigo, que está de volta ao Pajeú, agora como âncora da rádio Cultura, em São José do Egito.
Marcelo Camargo, filho da saudosa Hebe Camargo, a rainha da TV brasileira, também mandou um carinhoso vídeo para Roberto Murilo, além de outros jornalistas e artistas do SBT em Sampa. Confira!
Confesso que me preocupa ver, mais uma vez, Pernambuco tendo que provar o óbvio. A decisão do Tribunal de Contas da União de manter o veto ao início das obras físicas da Transnordestina, mesmo liberando licitações e contratos, parte de uma premissa que merece ser questionada: será que o problema é realmente a viabilidade da ferrovia ou a incapacidade de enxergar seu papel estratégico para o desenvolvimento do Estado?
Faço essa pergunta porque os próprios estudos apresentados pela Sudene desmontam a tese da inviabilidade. O levantamento aponta Valor Social Presente Líquido positivo de R$ 4,76 bilhões e Taxa de Retorno Econômico de 15,53%. Além disso, estima movimentação entre 18 e 24 milhões de toneladas de cargas por ano, geração de milhares de empregos e impactos positivos para mais de 400 municípios nordestinos. Se esses números não demonstram viabilidade, o que mais será necessário?
A impressão que fica é que Pernambuco está sendo submetido a um rigor que não se vê em outras grandes obras de infraestrutura. Nenhuma ferrovia estruturante nasce com toda a demanda consolidada. Ela existe justamente para criar desenvolvimento, atrair empresas, reduzir custos logísticos e gerar novos fluxos econômicos. É assim no mundo inteiro.
A pergunta que faço é simples: se aplicássemos esse mesmo critério a Suape, ele teria sido construído? E a Transamazônica? E tantas rodovias federais que abriram novas fronteiras econômicas? Obras estruturadoras não podem ser avaliadas apenas pela fotografia do presente. Elas precisam ser julgadas pelo futuro que ajudam a construir.
Outro aspecto me chama atenção. Enquanto Pernambuco ainda discute estudos, o Ceará avança rapidamente com seu trecho da Transnordestina. O Porto do Pecém ganha investimentos, amplia sua competitividade e atrai novos negócios. Já Suape, um dos maiores ativos econômicos de Pernambuco, continua esperando que Brasília decida se merece ou não estar conectado à principal ferrovia do Nordeste.
Não consigo aceitar a ideia de que a ferrovia seria limitada ao transporte de gesso ou grãos. O novo estudo demonstra exatamente o contrário. Combustíveis, fertilizantes, cimento, contêineres, cargas industriais e mercadorias destinadas ao mercado consumidor nordestino passam a integrar a matriz logística do projeto. Isso fortalece Suape, reduz custos para empresas e amplia a competitividade da economia pernambucana.
Também me pergunto onde está a mobilização política de Pernambuco. Onde estão as vozes unidas da bancada federal, do setor produtivo, das universidades e da sociedade civil? Um projeto dessa dimensão não pode depender apenas de pareceres técnicos. Precisa de liderança política, de articulação institucional e de defesa firme dos interesses do Estado.
Não podemos aceitar que Pernambuco continue perdendo protagonismo para outros estados por falta de capacidade de defender seus projetos estratégicos. A Transnordestina não é apenas uma ferrovia. Ela representa integração regional, geração de empregos, desenvolvimento do Semiárido, fortalecimento de Suape e redução das desigualdades.
Insistir em tratar essa obra apenas como uma equação financeira é um erro histórico. O verdadeiro risco não é construir a Transnordestina. O verdadeiro risco é Pernambuco continuar esperando enquanto os trilhos do desenvolvimento seguem, mais uma vez, em direção a outros estados.
Levantamento PoderData/Aya, divulgado hoje, mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 40% das intenções de voto contra 34% do senador Flávio Bolsonaro (PL) no cenário de 1º turno para a eleição presidencial de outubro. O resultado amplia a vantagem do petista sobre o adversário e os afasta de um empate técnico pela margem de erro de 2 pontos do levantamento.
Na sequência, aparecem os pré-candidatos Renan Santos (Missão), com 6%, seguido por Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), com 4% cada um. Augusto Cury (Avante) tem 3%. Todos estão tecnicamente empatados dentro da margem de erro.
Os dados foram coletados de 12 a 15 de julho de 2026, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.400 entrevistas em 685 municípios das 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. O intervalo de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o nº BR-00059/2026.
Os recados de Teresa Leitão para a governadora Raquel Lyra
Na entrevista que deu ao podcast Direto de Brasília, ontem, a líder do governo no Senado Federal, Teresa Leitão (PT), alfinetou a governadora Raquel Lyra (PSD) por sua relação com o bolsonarismo. Ao comentar o vídeo gravado pelo presidente Lula (PT) em defesa do ex-prefeito João Campos (PSB), Teresa ressaltou que se trata de um “resgate histórico” da identidade e reforçou que será preciso tomar posição desta vez, diferente de 2022, quando Raquel se elegeu sem escolher palanque presidencial.
“No palanque de Lula e no palanque de João Campos não tem bolsonarista. Em outros palanques de Pernambuco, tem. Com vez e voz. Estão no de Raquel, porque o PL e o Novo defendem Bolsonaro. Tudo isso é condição dela de escolher seus aliados. Não sou eu que vou dizer que ela está certa ou errada, mas é também um dado de realidade”, alfinetou Teresa. “Aquele segundo turno de 2022 para mim foi muito vital para a gente avaliar a posição política de uma gestora em um momento de grande polarização. Já pensou se Bolsonaro tivesse ganhado aquela eleição? Político tem que ter lado”, disparou.
Para a senadora, a manifestação de Lula em favor de João Campos ultrapassa o apoio eleitoral e reafirma uma aliança política construída ao longo de décadas entre PT e PSB. “Lula fez no vídeo um resgate histórico dessa identidade, citando Arraes e Eduardo Campos, uma afirmação da aliança nacional. Hoje o PSB é o partido que tem mais presença, é o principal partido dessa aliança, mas tem também uma identidade política de projeto”, observou.
Ao ampliar a análise para a sucessão presidencial, Teresa ironizou o desempenho do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas pesquisas e avaliou que a pré-candidatura do adversário resiste mais do que deveria diante das recentes polêmicas. “Era para estar menos do que isso. Qual é a plataforma de Flávio Bolsonaro para governar o Brasil? Submissão a Donald Trump. E o brasileiro não está gostando disso”, afirmou. Para ela, o desgaste do senador tende a aumentar com o avanço das investigações envolvendo o Banco Master. “A população está cansando de ter um candidato que não tem o que mostrar, nem diz o que vai fazer para o Brasil melhorar”, acrescentou.
Já na condição de líder do Governo no Senado, Teresa definiu como prioridades para este semestre a PEC da jornada 6×1, a PEC da Segurança Pública e o projeto dos minerais críticos e estratégicos. Segundo a parlamentar, a proposta que reduz a jornada de trabalho é a mais avançada politicamente, enquanto o texto sobre os minerais precisa assegurar que a exploração dessas riquezas preserve a soberania nacional e fortaleça a capacidade tecnológica do país.
Teresa minimiza derrota do governo – A líder do Governo no Senado, Teresa Leitão (PT), afirmou que não considera uma derrota do Palácio do Planalto a aprovação da PEC que cria aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e de combate às endemias. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília de ontem, a senadora lembrou que a proposta já havia sido aprovada por unanimidade na Câmara e na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, tornando difícil reverter sua tramitação. Segundo ela, o governo tentou negociar mudanças no texto, mas não houve acordo. Teresa reconheceu o impacto fiscal estimado em R$ 27 bilhões nos próximos dez anos e disse que a principal preocupação agora é a repercussão da medida sobre os municípios, responsáveis pelo pagamento dos benefícios. “Não considero propriamente uma derrota”, resumiu.
Municípios querem recorrer direto ao STF – A Confederação Nacional dos Municípios enviou um ofício ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), solicitando urgência na aprovação de uma PEC que permite a entidades de representação de municípios recorrerem ao Supremo Tribunal Federal (STF). A intenção da CNM com a proposta é ter permissão para apresentar, junto ao Supremo, uma proposta de ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade). Atualmente, a Constituição permite apenas que estados e União recorram à Corte. Segundo informações do portal CNN, a PEC aguarda aprovação do plenário da Câmara.
Defesa diz que Bolsonaro não sabia da carta – A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou, ao Supremo Tribunal Federal (STF), ontem, que ele “jamais soube” que Flávio divulgaria a carta de apoio à sua pré-candidatura à Presidência da República. O documento foi direcionado ao ministro Alexandre de Moraes, relator do processo que levou Jair Bolsonaro à prisão por tentativa de golpe. No texto, os advogados afirmam que Bolsonaro “jamais soube” que o documento, intitulado “Carta aos Brasileiros”, seria publicizado, “tampouco houve qualquer orientação, ajuste ou combinação prévia acerca da utilização de redes sociais para esse fim”.
Desenrola e escala 6×1 ajudam Lula – Os programas do governo Lula (PT) voltados à economia popular estão ajudando a impulsionar a aprovação da gestão petista às vésperas da campanha pela reeleição. A constatação é da pesquisa Genial/Quaest de ontem, que apontou que a aprovação do governo atingiu 48%, o melhor resultado para Lula desde o fim de 2024. “O que explica isso é que o governo está conseguindo entregar resultados para um eleitorado muito específico”, diz Felipe Nunes, diretor da Quaest e professor da FGV (Fundação Getulio Vargas), em entrevista à Folha de S.Paulo.
PT investe no “TariFlávio” – O PT definiu a estratégia de comunicação para reagir à decisão do governo Donald Trump (Partido Republicano) sobre a tarifa de 25% contra produtos brasileiros. Com a confirmação da sobretaxa, a campanha do presidente Lula (PT) vai investir ainda mais no “TariFlávio”, associando o episódio ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O material foi preparado antecipadamente porque o partido e o Planalto consideravam praticamente certa a manutenção da tarifa. Com a sobretaxa, a estratégia é sustentar que a investigação, que acarretou nas tarifas, foi impulsionada pela articulação da família Bolsonaro com aliados de Trump nos Estados Unidos. As informações são do portal Poder360.
CURTAS
TRANSNORDESTINA – O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu, por unanimidade, acolher parcialmente os embargos de declaração apresentados pela Advocacia-Geral da União (AGU) e pela Infra S.A. para o trecho Salgueiro–Suape da Ferrovia Transnordestina. No entanto, segundo matéria da Folha de Pernambuco, o início das obras físicas na ferrovia pernambucana continua travado pelo tribunal.
PADROEIRA – Devido ao feriado municipal de Nossa Senhora do Carmo, padroeira do Recife, hoje, alguns serviços terão o horário de funcionamento alterado. O comércio de rua no Centro e nos bairros interrompe as suas atividades, enquanto os shoppings centers adotam horários especiais. O poder público também reorganiza a sua estrutura: serviços burocráticos e administrativos estão suspensos no feriado e no ponto facultativo, na sexta-feira. Os serviços indispensáveis seguem funcionando.
APAC – A Agência Pernambucana de Águas e Clima (APAC) emitiu alerta que indica a possibilidade de chuva moderada na Região Metropolitana do Recife. A previsão é válida até as 17h de hoje. A Defesa Civil do Recife mantém um plantão permanente, podendo ser acionada pelos telefones 0800.0813400 e 3036-4873. A orientação é que, em caso de necessidade, moradores de locais de risco procurem abrigos seguros e acionem o órgão.
Perguntar não ofende: Se, como disse Teresa, “político tem que ter lado”, até quando Raquel sustentará o discurso da neutralidade?
O Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP), no Recife, está entre os dez melhores hospitais do Brasil eleitos pela revista norte-americana Newsweek em um ranking com 41 unidades hospitalares do país. De acordo com a pesquisa, o IMIP ocupa a nona posição nacional e a primeira do Nordeste. As informações são do Blog do Erbi Andrade.
O IMIP é uma entidade filantrópica voltada para o atendimento da população pernambucana e nordestina. Com 1.057 leitos, é reconhecido como uma das estruturas hospitalares mais importantes do país, sendo centro de referência assistencial em diversas especialidades médicas.
Tereza Campos é natural de São José do Egito, filha dos saudosos José Campos e Dona Nevinha Campos. Ela é irmã de Evaldo Campos, diretor-presidente do Sicoob, do agropecuarista Edvaldo Campos, de Elinete, Eliete, Sebastião e de José Eustáquio (in memoriam).
A Prefeitura da Vitória de Santo Antão iniciou, nesta quarta-feira (15), o agendamento das inscrições para 400 unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida, que estão sendo construídas no Residencial do Cedro. O procedimento segue até 14 de agosto e é destinado a famílias com renda mensal de até R$ 3.200. O agendamento deve ser feito pelo portal da prefeitura, e a inscrição presencial será realizada na data e no horário escolhidos pelo interessado.
Após a entrega da documentação, a Caixa Econômica Federal ficará responsável pela análise das informações e pela seleção dos beneficiários, que serão convocados posteriormente para a assinatura dos contratos. Entre os documentos exigidos estão documento oficial com foto, CPF, NIS, certidão correspondente ao estado civil e comprovante de residência, além de outros documentos que variam conforme a composição familiar.
Segundo a prefeitura, o Cadastro Único deve estar atualizado e, nos casos de transferência para o município, serão consideradas apenas as realizadas até 31 de dezembro de 2025. A administração municipal ressalta que o agendamento e a entrega da documentação representam apenas a primeira etapa do processo e não garantem, automaticamente, a concessão da unidade habitacional, que dependerá da análise e dos critérios do programa.
A deputada federal Maria Arraes anunciou, há pouco, que não disputará a reeleição para a Câmara dos Deputados nas eleições de 2026. Em vídeo publicado nas redes sociais, a parlamentar informou que será candidata a deputada estadual por Pernambuco. “Eu não vou mais ser deputada federal. Foram três anos e meio de muito trabalho, e o sentimento é de dever cumprido, mas eu não aguento mais assistir, de Brasília, Pernambuco ser destruído”, afirmou.
Na publicação, Maria Arraes fez um balanço de sua atuação no Congresso Nacional e justificou a decisão de disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). “A minha luta, a minha força e a minha garra são as mesmas, mas a nossa missão agora é outra: reconstruir o nosso estado”, declarou ao oficializar sua pré-candidatura.
O presidente do União Brasil em Pernambuco e ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (UB), lançou o mote da pré-campanha para o Senado federal após a governadora Raquel Lyra (PSD) definir que ele e o deputado federal Túlio Gadêlha (PSD) farão parte da sua chapa como candidatos ao Senado.
A informação sobre a decisão da gestora foi divulgada em primeira mão nesta quarta-feira (15), na coluna Folha Política, assinada pela jornalista Betânia Santana, da Folha de Pernambuco. No Instagram, Coelho divulgou a própria foto com a imagem do Recife ao fundo e a frase “Miguel Coelho, a força do trabalho”.
Na legenda, o pré-candidato escreveu “Começou”, indicando que iniciou a corrida por uma das vagas de Pernambuco na Casa Alta.
Coelho foi escolhido após disputar a indicação da Federção União Progressista (UP) com o deputado federal Eduardo da Fonte, presidente estadual do Partido Progressistas. O parlamentar chegou a ser indicado pelo grupo político, mas a governadora manifestou, em reunião com os líderes nacionais da federação, preferência por Miguel Coelho.
Ao justificar a rejeição ao nome de Eduardo da Fonte, Raquel Lyra alegou que ofereceu a vaga de candidato ao Senado e recebeu negativas dele por duas vezes. A relação entre os dois chegou a ser rompida após o líder progressista abrir canal de negociação com o opositor, o pré-candidato ao governo estadual, João Campos (PSB).
O senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou em entrevista ao Flow Podcast não ter mais nenhuma relação com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Ao ser questionado sobre o vídeo em que a esposa de Jair Bolsonaro direciona críticas a ele, o parlamentar disse não ter assistido o material para “não se contaminar”.
— É uma questão de bom senso e de fidelidade à escolha do nosso líder, que é o presidente Jair Bolsonaro. Eu nunca pressionei pra entrar pra campanha ou pra não entrar, vem a hora que quer, vem se quiser também, porque assim, eu tô dando o meu melhor, eu sei qual caminho que eu tenho que seguir. As informações são do jornal O GLOBO.
O parlamentar alegou não compreender as motivações de Michelle para os ataques direcionados a sua campanha e negou que houvesse qualquer tipo de estratégia combinada por trás do atrito. Flávio afirmou ainda que a situação só não teria sido contornada de forma mais dura em respeito ao ex-presidente.
— Ainda mais ela sendo a esposa do meu pai, que eu sempre respeitei, que se não fosse, certamente, eu acho que não teria chegado nesse ponto, a gente teria estancado antes (…) Obviamente que vai estar sempre as portas abertas para todo mundo, não apenas ela, todo mundo que queira se engajar na campanha de corpo e alma, porque é contra o inimigo do Brasil, que é o atual governo — disse o senador.
Durante a entrevista, o senador também abordou a produção do filme “Dark Horse” e sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Segundo Flávio, a opção por realizar o longa-metragem nos Estados Unidos, com atores internacionais ocorreu pelo suposto receio de retaliações jurídicas no Brasil.
— Sabe por que não foi feito aqui? Porque senão alguém do Supremo Tribunal Federal ia dar uma canetada, ia inviabilizar o filme. Ia perseguir os atores, ia perseguir a produtora — justificou, acrescentando que Caviezel teria quase desistido do papel por temer a situação política brasileira e o fato de Eduardo Bolsonaro estar “exilado” nos EUA.
Flávio confirmou ter atuado na captação de recursos para a obra e disse que sua aproximação com Vorcaro se deu antes do banqueiro se tornar alvo do escândalo bilionário de fraudes financeiras. O pré-candidato voltou a defender que, à época das tratativas, segundo ele iniciadas em dezembro de 2024, o investidor não possuía irregularidades conhecidas e transitava livremente entre autoridades e veículos de imprensa.
— Foi um contrato privado, para um filme privado. Sem nenhuma contrapartida pública — argumentou o senador. Questionado sobre a sua reação ao ver o escândalo financeiro estourar, Flávio argumentou que o empresário tentava vender o banco e negociar com o Banco Central de forma supostamente legal, e que apenas com o avanço do caso teria ficado claro que houve erros na origem das operações.
Críticas a Dino e Moraes
O senador e pré-candidato também acusou na entrevista os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino de utilizarem a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) para esvaziar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e interferir no processo político.
Segundo o parlamentar, a Corte tem relativizado a imunidade parlamentar para impor constrangimentos à direita, citando como precedente a condenação de seu irmão, Eduardo Bolsonaro, por falas na tribuna. — Eles estão fazendo uma articulação para que essa primeira turma seja uma espécie de bypass do TSE durante as eleições — afirmou Flávio, alegando que a tática visa beneficiar o PT.
A Prefeitura de Goiana inaugurou, nesta quarta-feira (15), a Escola Municipal Professora Belisana Pinto de Abreu de Araújo, no distrito-sede. Construída com recursos próprios, a unidade substitui uma escola que funcionava em imóvel alugado e passa a atender estudantes da Educação Infantil e dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. O espaço conta com 12 salas de aula climatizadas, biblioteca, laboratórios de Ciências e Informática, auditório, quadra poliesportiva coberta, refeitório, cozinha, sala de recursos e ambientes acessíveis. Neste primeiro momento, a escola atenderá 175 alunos, com previsão de abertura de novas turmas de creche no segundo semestre.
A escola homenageia a professora Belisana Pinto de Abreu de Araújo, que atuou nas redes municipal e estadual de ensino. Durante a inauguração, o prefeito Marcílio Régio afirmou que a entrega amplia a infraestrutura educacional do município. “Estamos entregando um equipamento público pensado para oferecer mais oportunidades às nossas crianças e melhores condições de trabalho para os profissionais da educação. É mais um passo para elevar o ensino em Goiana”, disse. Segundo a prefeitura, a unidade iniciará as atividades em regime regular e está prevista para funcionar em tempo integral a partir de 2027.
A pesquisa Quest, divulgada nesta quarta-feira (15), com o senador Flávio Bolsonaro (PL) caindo para 28% das intenções de voto, ante 40% do presidente Lula (PT), surpreendeu alguns observadores da cena política nacional. No entanto, para a líder do governo no Senado, a pernambucana Teresa Leitão (PT), o quadro ainda não reflete a real queda do pré-candidato adversário.
“Acho que a pré-candidatura do senador Flávio tem mostrado uma certa resiliência, porque era para estar menos do que isso. Significa que a extrema direita existe no Brasil, mas também tem fracassado muito na plataforma político-eleitoral. Qual é a plataforma de Flávio Bolsonaro para governar o Brasil? Submissão a Donald Trump. E o brasileiro não está gostando disso”, disparou Teresa, em entrevista ao podcast Direto de Brasília.
“Ao lado disso, tem toda essa questão que a cada dia vai ficando mais agravada, que são as relações íntimas com o Banco Master. Toda a crise, toda a configuração do banco nasceram no governo de Jair Bolsonaro (PL), com Daniel Vorcaro, que frequenta a casa de Flávio, é amigo do peito, amigo-irmão. A população está cansando de ter um candidato que não tem o que mostrar, nem diz o que vai fazer para o Brasil melhorar. E nós estamos mostrando como ampliar os índices de empregabilidade, como combater a inflação, como enfrentar os problemas da desigualdade social, o feminicídio. As coisas que são caras para a população nós precisamos tratar, e a gente está tratando. Um quarto governo tem que ser melhor do que o terceiro”, completou Teresa.
“Flávio Bolsonaro não está mostrando isso. A única coisa que ele tem pautado é amor eterno a Trump, o Brasil ficar submisso e a dancinha nos palanques. Um país como o nosso, fruto de tantas revoluções que ocorreram ao longo da sua história, não concorda com isso”, concluiu a senadora, que prometeu “fazer um esforço grande” para a reeleição do presidente.
Recém-nomeada como líder do governo no Senado, a pernambucana Teresa Leitão (PT) elencou três pautas tidas como essenciais para sua nova função neste semestre. Além de colaborar para o distensionamento da relação entre o presidente Lula (PT) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), a parlamentar se debruçará sobre matérias que tramitam na Casa Alta e espera vê-las aprovadas até o final do ano. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, Teresa elencou as Propostas de Emenda à Constituição (PECs) da Escala 6×1 e da Segurança Pública, além do Projeto de Lei dos Minerais Críticos e Estratégicos, como missões a cumprir.
“São as três prioridades legislativas do presidente Lula. Elas estão em níveis diferentes, não de importância, mas de tramitação. Cada uma tem a sua importância para aquilo a que se destinam. A PEC 6×1 é a que tem maior apoio popular. Apesar de toda a campanha empresarial contrária, ela se mantém firme e forte com 70% de aprovação. E também se relaciona com a posição mais efetiva do presidente do Senado. É sobre ela, inclusive, que estou dedicando as minhas forças, principalmente nesse momento final de semestre legislativo. Se a gente destravar, ela vai para a Comissão de Constituição e Justiça e caminhará rapidamente. Temos dois dias”, apontou Teresa Leitão.
“A PEC da Segurança Pública exige um estudo grande, mas é também muito importante. Houve sobre o nosso governo uma cobrança de criação de um novo ministério. O presidente não quer simplesmente criar o Ministério da Segurança Pública, mas incluí-lo em uma proposta de reorganização da segurança pública nacional, que é uma questão gravíssima e importantíssima. O que está nessa PEC da Segurança é um novo papel de relacionamento federativo entre a União, os estados e os municípios, tem muita coisa importante. Eu diria que está mais atrasada do que a PEC da Escala 6×1. Embora estejam no mesmo estágio legislativo, ela está mais atrasada no debate”, complementou a senadora.
Sobre o PL dos Minerais, também chamado de Terras Raras, Teresa revelou ter conversado com o senador Renan Calheiros (MDB-AL) para adiar a votação para o final do semestre. “Ele está na pauta da Comissão de Integração, mas tem pontos que dizem respeito à concepção, em que a gente lida com a oposição, que é a concepção de soberania. Eles não querem ter um conselho que vá mediar possíveis conflitos de exploração dessas terras onde tem gente morando. Então tudo isso, na nossa visão, precisa ser considerado, sobretudo a soberania. Essas terras e esses minerais críticos são cobiçados. E o Brasil vai exportar, sim, mas também a gente quer criar a nossa própria inteligência tecnológica para que eles fiquem conosco. É uma pauta importante para as relações internacionais e para a balança comercial, evidentemente. Muita coisa da alta tecnologia depende desses minerais críticos, mas a gente quer ser dono do que é nosso. Essa proposta tem que contemplar isto”, concluiu Teresa.