* Por Bruno Trigueiro
Lula pode se fazer de doido. Sempre foi assim. É uma excelente alegoria. Se carimbarem ele desse jeito, pode exercer o mandato com mais amenidades. E pode ir ligeiro ao pódio do vitimismo.
Este é o perfil de Lula: criou crises políticas, institucionais e econômicas nos mercados internos com discursos focais.
Leia maisSó que, veja só, a esfera do poder, de vez em quando, dá uma ‘bugada’ na cabeça dos políticos.
Quase sem exceção. Vi muitos agentes públicos serem aplaudidos fazendo bizarrices e achando tudo muito bacana. Alguns ficam superdeslumbrados. Outros com sintomas meio lombrados e aloprados.
O poder traz uma espécie de “normalização” da doidice. Então, está tudo bem.
Quando se trata de força pública decisória, quase tudo é intencional, pensado, e até orquestrado.
O exercício do poder cria fortemente uma áura de ilusão (erro de percepção) sobre os comandos sociais.
Noutros casos surge até uma neura. Quase uma esquizofrenia leve.
O que existe em Lula, na verdade, é um sentimento de revanchismo sobre tudo que ele passou e enfrentou.
E não foi pouca coisa: condenação ‘sumária’ sem arcabouço jurídico consistente; superesposição extremamente negativa na imprensa.
E todos viram degringolar, em meses, toda a máquina de poder partidário dele concebida durante anos.
Também não foi pra menos. A corrupção endógena institucionalizada foi cruelmente alinhavada pela Lava-Jato.
Que ninguém subestime a saúde mental de Lula. Ele é normal.
Já vi doido que se faz de doido pra suplantar os mais desapercebidos.
E Lula vai até o fim na sanha de retaliar os adversários. Acredite.
Lula é o tipo do homem que funciona muito bem e melhor quando subestimam ele.
Liga-se um motorzinho chamado Janja, uma espécie de turbo diesel 4X4. É adrenalina na veia.
Eu diria que ele aparenta ter cara de besta. Mas nunca foi doido.
* Jornalista e Cientista Político
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