O WhatsApp está liberado nas eleições de 2026?

Por Diana Câmara

A cada eleição, uma pergunta volta a circular entre candidatos, assessores e eleitores: afinal, o WhatsApp está liberado para uso nas campanhas eleitorais?

A resposta é sim. Mas com importantes limites.

O WhatsApp consolidou-se como uma das principais ferramentas de comunicação política do país. Atualmente, é difícil imaginar uma campanha eleitoral sem grupos, compartilhamento de vídeos, imagens, mensagens e interação direta entre candidatos, apoiadores e eleitores. O problema é que muitos ainda confundem o uso legítimo da ferramenta com práticas que podem gerar multas, ações judiciais e até a cassação de registros ou mandatos, a depender da gravidade da conduta e das provas produzidas no caso concreto.

O primeiro ponto que precisa ficar claro é que o WhatsApp não é proibido pela legislação eleitoral. Candidatos, partidos políticos, federações, coligações e eleitores podem utilizar a plataforma para divulgar ideias, propostas, posicionamentos políticos e conteúdos de interesse eleitoral.

Entretanto, o fato de a ferramenta ser permitida não significa que tudo seja autorizado.

Uma das maiores preocupações da Justiça Eleitoral continua sendo a utilização abusiva das ferramentas digitais para influenciar o eleitorado de forma irregular. Nesse contexto, o envio automatizado de mensagens em larga escala, especialmente mediante utilização de bases de dados obtidas sem consentimento dos destinatários, tem sido objeto de investigações e de rigorosa análise pela Justiça Eleitoral, sobretudo quando associado a abuso de poder econômico, uso indevido dos meios de comunicação ou disseminação de desinformação.

Outro cuidado importante envolve a utilização de dados pessoais. Em tempos de vigência da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), campanhas eleitorais devem adotar cautela no tratamento das informações dos eleitores. O uso indevido de contatos telefônicos ou de bancos de dados obtidos sem autorização pode gerar repercussões não apenas eleitorais, mas também civis e administrativas.

Recentemente, ganhou destaque na imprensa a aprovação, pela Câmara dos Deputados, de um projeto que altera regras relacionadas ao envio de mensagens por aplicativos de comunicação.

A repercussão levou muitas pessoas a acreditar que o disparo em massa de mensagens estaria automaticamente liberado para as eleições de 2026. Essa conclusão, porém, é precipitada.

Primeiro, porque a proposta ainda não se transformou em lei. O texto precisa ser apreciado pelo Senado Federal e, se aprovado, dependerá de sanção presidencial. Além disso, eventuais alterações deverão conviver com as normas eleitorais e com a regulamentação expedida pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Segundo, porque as eleições não são disciplinadas apenas pelas leis aprovadas pelo Congresso Nacional. A Justiça Eleitoral possui competência para regulamentar diversos aspectos da propaganda eleitoral e do uso das plataformas digitais, sempre com o objetivo de preservar a legitimidade do processo eleitoral e a igualdade de oportunidades entre os candidatos.

Portanto, é incorreto afirmar, neste momento, que o disparo em massa de mensagens esteja liberado para as eleições de 2026. Candidatos e equipes de campanha devem acompanhar a evolução legislativa do tema e agir com cautela, evitando estratégias baseadas em interpretações apressadas ou em informações divulgadas sem o devido rigor jurídico.

As eleições de 2026 serão as primeiras eleições gerais realizadas sob um conjunto mais robusto de regras voltadas especificamente ao uso da inteligência artificial.

Áudios, vídeos e imagens produzidos ou manipulados artificialmente possuem enorme potencial de influenciar a opinião pública. Por essa razão, a Justiça Eleitoral passou a exigir maior transparência na utilização dessas ferramentas e adotou medidas mais rigorosas para combater conteúdos enganosos e fraudes digitais.

Especial atenção deve ser dada aos chamados “deepfakes”, que consistem na criação ou manipulação de imagens, vídeos ou áudios capazes de simular a fala ou a aparência de pessoas reais. A utilização desse tipo de recurso para enganar eleitores representa grave ameaça à integridade do processo democrático e poderá ensejar severas consequências jurídicas.

Da mesma forma, a divulgação de conteúdos fraudulentos, sabidamente inverídicos ou produzidos em desacordo com as regras de transparência relativas à inteligência artificial poderá gerar responsabilização eleitoral.

A tecnologia transformou a forma como candidatos e eleitores se comunicam. O WhatsApp faz parte dessa realidade e continuará sendo uma importante ferramenta de participação política e de divulgação de ideias durante as eleições de 2026.

O desafio não está em impedir o uso da tecnologia, mas em garantir que ela seja utilizada com responsabilidade, transparência e respeito às regras democráticas.

Por isso, diante da pergunta que dá título a este artigo, a resposta é simples: sim, o WhatsApp está liberado nas eleições de 2026.

O que permanece vedado é o uso da ferramenta para práticas abusivas, para a disseminação de desinformação, para a utilização indevida de dados pessoais ou para condutas capazes de comprometer a legitimidade e a igualdade de oportunidades na disputa eleitoral e o disparo em massa.

Mais do que nunca, o sucesso de uma campanha dependerá não apenas da capacidade de comunicar, mas também da responsabilidade com que essa comunicação será realizada.

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Se não é nazifascismo, o que é então?

Numa simples consulta aos manuais históricos das eleições mais agressivas da humanidade, as campanhas com métodos nazistas e fascistas foram centradas no uso da violência para destruir opositores. Também recorreram a táticas específicas para manipular as massas, conquistar ou se manter no poder absoluto a qualquer custo. No capítulo da desumanização das campanhas fascistas, o adversário não é visto apenas como alguém que pensa diferente, mas como um “câncer” ou “traidor” que precisa ser eliminado.

Qualquer semelhança com os métodos usados pela governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), na sua campanha de reeleição para se manter no poder não é mera coincidência. Para destruir João Campos (PSB), seu rival na guerra eleitoral, a governadora parece não ter limites. Primeiro, uma reportagem em rede nacional de TV Record mostrou um grande esquema de monitoramento ilegal e espionagem envolvendo a Polícia Civil da gestão de Raquel contra aliados do então prefeito do Recife.

Sebrae - Fazer dar certo

Por Alexandre Cunha – Diario de Pernambuco

Alianças, rompimentos, passagens por governos e posições sobre episódios da história recente do país atravessaram a sabatina com os candidatos ao Senado por Pernambuco, nesta quinta-feira (10). Eduardo da Fonte (PP), Humberto Costa (PT), Marília Arraes (PDT), Mendonça Filho (PL), Paulo Rubem Santiago (Rede) e Túlio Gadêlha (PSD) revisitaram trajetórias políticas e expuseram diferenças sobre educação, saúde, democracia e a relação entre os Poderes. O encontro foi promovido pela Rádio Cultura do Nordeste, em parceria com o Diario de Pernambuco e a TV Nova Nordeste.

Em diferentes momentos, as divergências deram lugar a confrontos diretos. Humberto e Mendonça trocaram acusações sobre seus históricos políticos; Marília e Túlio protagonizaram uma discussão que terminou com uma acusação de machismo; e Marília também confrontou Mendonça sobre a ditadura militar e os atos de 8 de Janeiro. Mendonça e Eduardo, por sua vez, entraram em choque quando o candidato do PL pressionou o adversário a revelar seu voto para presidente. Os governos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Raquel Lyra (PSD) também permearam boa parte das discussões.

Jaboatão dos Guararapes - Saúde nas escolas 2026

Por Anthony Santana – Blog da Folha

A governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), afirmou que os embates entre a gestão estadual e a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) foram motivados por interesses dos opositores para não permitir que o “governo acontecesse”.

A declaração da governadora foi feita durante a sabatina da Associação Comercial e Empresarial de Caruaru (Acic) em parceria com o Grupo Asa Branca, realizada na tarde desta quinta (10).

Caruaru - Minha rua nova

O ministro Edson Fachin, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), solicitou nesta quinta-feira (10) que André Mendonça retire o sigilo das investigações sobre o caso Master no tribunal.

Fachin sustenta em seu despacho que o processo que diz respeito às mensagens trocadas entre Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro tem relação direta com o caso Master e será julgado na próxima terça-feira (15).

O presidente do STF menciona em sua decisão a necessidade de ser tornada pública a investigação que levou à prisão de Vorcaro em março deste ano e de todos os procedimentos nela contidos ou a ela relacionados. As informações são da CNN.

Ipojuca - Na palma da sua mão

Professores adjuntos da Universidade de Pernambuco (UPE) divulgaram uma carta aberta dirigida aos candidatos ao Governo do Estado, à sociedade pernambucana e à comunidade acadêmica para cobrar mudanças nas regras de progressão da carreira docente.

No documento, os professores afirmam que quase 60% do quadro docente está concentrado na classe de adjunto e que mais de 800 doutores estariam impedidos de progredir para professor associado. Entre as reivindicações estão a conclusão da tramitação da Minuta/2025, a retirada de entraves legais e a garantia de um fluxo previsível de progressão na carreira.

Confira o comunicado na íntegra:

Olinda - Trabalhando para superar desafios

O espetáculo “UPA QUE PARIU” será apresentado no dia 27 de setembro, às 19h30, no Teatro Barreto Júnior, no Recife. A montagem transforma situações vivenciadas em unidades de pronto atendimento em cenas de comédia, com improviso, música, paródias, dança e personagens, abordando temas como superlotação, classificação de risco, falta de medicamentos e atendimentos inusitados.

A apresentação é conduzida pelo humorista e enfermeiro Diego Besou, que tem 15 anos de experiência na área da saúde e ganhou projeção nas redes sociais com vídeos sobre a rotina dos profissionais do setor. O espetáculo tem 90 minutos de duração, classificação indicativa de 12 anos e ingressos disponíveis pelo site www.diegobesou.com.br.

Palmares - Forró Mares 2026

A Polícia Civil de Pernambuco indiciou o empresário Gabriel Oliveira, proprietário da Editora Cristã Eccoprime e diretor do Colégio Eccoprime, em Aldeia, em uma investigação envolvendo uma adolescente de 13 anos. Em reportagem anterior, o blog informou que a Polícia Civil não indiciou o empresário por crime sexual, mas, em tese, por constrangimento de adolescente e violência psicológica. O investigado negou as acusações e afirmou que suas atitudes faziam parte do dever de educar.

O processo tramita sob segredo de Justiça. Segundo informações divulgadas sobre o caso, foram determinadas medidas protetivas que impedem Gabriel Oliveira e a mãe da adolescente, Andressa Oliveira, de se aproximarem da menor a menos de 300 metros. A adolescente está atualmente sob a guarda do pai, o empresário Laércio Guerra, e o caso segue sob análise da Justiça.

Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta quinta-feira as decisões tomadas pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, na véspera, mas afirmou esperar que ele faça mais coisas para debelar a crise que atinge a Corte.

— Eu acho que o Fachin agiu corretamente ontem. Ele vai ter que pegar esse processo e trazer para ele, colocar ordem na casa e fazer com que a Suprema Corte faça um processo de apuração. As informações são do jornal O GLOBO.

Camaragibe - IPTU Verde 2026

O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) mostrou, no guia eleitoral, a casa onde Dona Lindu, mãe do presidente Lula (PT), viveu com a família em Caetés, no Agreste. No programa, o socialista relembrou a trajetória da pernambucana e apresentou propostas voltadas às mulheres, entre elas ações nas áreas de segurança, geração de renda e acolhimento.

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) recomendou à Prefeitura de Caruaru e à Autarquia de Mobilidade de Caruaru (AMC) a adoção de uma série de medidas relacionadas ao lote L01 do transporte público municipal, entre elas a realização de uma nova licitação em até 180 dias. A recomendação foi expedida no âmbito do Inquérito Civil nº 01871.000.043/2025, instaurado após representação apresentada pela advogada Alice Gabino (Rede), candidata a vice-governadora na chapa de Ivan Moraes (PSOL).

Na representação, Alice apontou possíveis irregularidades na transferência da concessão para a empresa Bandeira Mobilidade e Serviços, questionando a capacidade técnica e financeira da operadora, o emplacamento da frota fora de Caruaru, a cobrança de multas contratuais e a situação ambiental da garagem utilizada pela empresa. Na recomendação, o MPPE apontou vícios de legalidade na transferência da concessão e orientou a declaração de nulidade dos termos aditivos e do termo de transferência, mantendo a operação apenas de forma precária e transitória por até 180 dias para evitar a interrupção do serviço.

O órgão também recomendou que as providências para uma nova concorrência pública sejam iniciadas em até 30 dias e concluídas dentro do prazo máximo de 180 dias. Entre as demais medidas estão a regularização do registro e licenciamento da frota em Caruaru, a retenção de 5% da receita tarifária bruta diária para resguardar débito de ISS e a adequação ambiental da garagem da concessionária, com interrupção de lançamentos de efluentes sem tratamento no Rio Ipojuca.

Por Yuri Costa – Blog da Folha

O candidato ao governo de Pernambuco pela Frente Popular, João Campos (PSB), afirmou, na manhã desta quinta-feira (10), em sabatina no Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol), que a governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD) não dialogou com a entidade e que não construiu novas delegacias em quase quatro anos de gestão.

Raquel Lyra, que também havia sido convidada para o debate, não compareceu ao encontro, que terminou virando uma sabatina. Na agenda do dia da governadora, divulgada na quarta (14), a gestora tinha uma gravação do guia eleitoral uma hora depois do evento do Sinpol.

À tarde, a chefe do Executivo estadual participa de uma sabatina promovida pela Acic e pelo Grupo Asa Branca, em Caruaru.

O incidente registrado, nesta quinta-feira (10), no Hospital da Restauração (HR), no Recife, ocorreu durante uma obra e não envolveu a queda de um teto, conforme o blog havia informado inicialmente. Segundo uma fonte ouvida pelo blog, um trecho de alvenaria caiu enquanto uma parede era quebrada, e um tijolo atingiu o pé do próprio trabalhador que executava o serviço. Ainda de acordo com o relato, não houve comprometimento de laje nem problema estrutural.

A informação inicial sobre a queda de um teto teria surgido em meio ao pânico provocado pelo acidente, quando pessoas que estavam no corredor, sem saber exatamente o que havia ocorrido, gritaram que o teto havia caído. O trabalhador atingido foi levado para atendimento, como mostra o vídeo publicado anteriormente pelo blog. Ainda segundo a fonte, a obra segue normalmente.