Por José Adalbertovsky Ribeiro*
Dedico este lindo artigo meu colega o filósofo Friedrich Nietzsche, um cara humano, demasiadamente humano. Ao ver um cavalo ser espancado por um cocheiro, Nietzsche abraçou-se ao animal e chorou copiosamente. Desde então enlouqueceu.
MONTANHAS DA JAQUEIRA – Nos tempos primevos as guerras eram decididas nas patas dos cavalos. Helena, uma mulher fêmea do sexo feminino, criatura formosa e fogosa, fazia o rei espartano Menelau gemer sem sentir dor. O príncipe Páris, do reino de Tróia, estava plugado nela. Naquela noite Helena foi curtir o som do choca-choca de Shakira numa boate frequentada por gregos e troianos.
Lá estava o Príncipe Páris. Na saída, a bordo do seu carrão elétrico BYD – Build Your Dreams – construa seu sonho – o Príncipe convidou Helena para dar um rolê no Reino de Tróia. O sonho dele era gemer nos braços de Helena. Rolou uma química. A popozuda foi raptada e ficou prisioneira nas muralhas de Tróia. Naquela noite o Rei Menelau gemeu de insônia e dormiu na base do Lexotan de 220 volts, aliás, de 6 mg.
O que fazer para se vingar da desfeita do Príncipe e resgatar a amada? O rei decretou guerra ao Reino de Tróia. Mobilizou as cavalarias e os cavaleiros. Mas, os inimigos resistiam, assim feito os aiatolás resistem aos bombardeios de Tramp. A guerra recrudesceu. Impasse no Estreito de Ormuz: como derrotar os troianos? Vejamos depois das bolinhas.
Menelau teve uma ideia genial. Mandou confeccionar um mega cavalo, assim feito o avião Force One de Donald Tramp, para abrigar pelotões de soldados e penetrar nas muralhas de Tróia, oferecido como se fosse um presente. Vem daí a expressão “presente de grego”. Quando o Cavalo de Tróia transpôs as fronteiras do inimigo, os gregos derrotaram os troianos e resgataram Helena. Feliz da vida, Menelau comentou: “Lavou, tá novo”, e continuou a gemer sem sentir dor. Assim foi vencida a guerra dos gregos e troianos.
CENTAURO — O Centauro é um ser mitológico metade homem e metade cavalo. É dotado de força cavalar e da inteligência dos Sapiens, e também transporta as misérias da condição humana. Os cavalos são seres quase humanos. Os humanos são seres quase cavalares.
São Jorge, o santo guerreiro, venceu o dragão da maldade impulsionado pela bravura do seu cavalo. As batalhas napoleônicas do século XIX na Europa foram vencidas nas patas do cavalo branco Vizir do Imperador. Com seu manto dourado, o cavalo Incitatus desfilava garboso no Senado Romano, nomeado pelo Imperador Calígula. Alexandre, o grande, conquistador de impérios, foi movido pelas patas do cavalo Bucéfalo. Adorava Bucéfalo.
Fiel escudeiro do cavaleiro andante Dom Quixote, Rocinante lutava contra moinhos de ventos em prol da justiça e da liberdade.
Lembremos a Lady Godiva, a aristocrata anglo-saxônica do século XI que desfilava nua numa cidade britânica no dorso do seu cavalo azul da cor do céu de oxigênio.
RONDÓ DOS CAVALINHOS – Manuel Bandeira
Os cavalinhos correndo,
E nós, cavalões, comendo…
Tua beleza, Esmeralda,
Acabou me enlouquecendo.
O sol tão claro lá fora
E em minh’alma — anoitecendo!
Os cavalinhos correndo,
O Brasil politicando.
*Periodista, escritor e quase poeta


















