O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, sinalizou que será o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quem vai decidir se reforçará a presença no Nordeste durante a campanha eleitoral ou se vai traçar ações para deixar os ministros mais próximos da região que ajudou a elegê-lo em 2022.
Waldez Góes não admitiu ser preocupante as últimas pesquisas sobre a disputa pela Presidência da República. Levantamento do Instituto Datafolha, divulgado no último sábado (11), aponta empate técnico entre o presidente Lula e o pré-candidato e senador, Flávio Bolsonaro (PL-RJ). No 1º turno, Lula aparece com 39% das intenções de votos, enquanto Flávio Bolsonaro surge com 34%. As informações são do Blog da Folha.
Leia mais“Pesquisa é momento. Eu mesmo, que já disputei dez ou nove eleições, dentre elas cinco de governadores e de prefeito, sei como é isso dentro do processo eleitoral. Nós estamos em pleno processo pré-eleitoral, ainda tem muito trabalho pela frente”, argumentou, em entrevista no Palácio do Campo das Princesas, logo depois de, ao lado da governadora Raquel Lyra (PSD), autorizar obras em novos trechos da Adutora do Agreste.
O ministro, que governou o estado Amapá por quatro vezes, considera o presidente Lula a pessoa mais experiente do Brasil, quando o assunto é política. E preferiu não adiantar possíveis estratégias para vencer o bolsonarismo. Em 2022, contra o pai do senador, o ex-presidente Jair Bolsonaro, Lula venceu no segundo turno com uma diferença de pouco mais de dois milhões de votos. Foram 60.345.999 (50,90%) contra 58.206.354 (49,10%).
“Não há quem tenha mais experiência no Brasil, no processo político, que o próprio presidente Lula. Eu acho que qualquer coisa que eu fale aqui – ou qualquer pessoa que fale sobre isso – a gente vai estar apenas fazendo ilações, porque ele é quem conhece. Ele é o grande professor de todos nós, de quem gosta dele e de quem não gosta aprende com ele”.
Desistência
O ministro, que pensou em disputar uma vaga ao Senado e desistiu depois de aparecer em quarto lugar nas pesquisas, afirmou não ter apego a disputas, lembrou ter ficado quatro anos sem mandato e voltado ao jogo em seguida, quando foi eleito para mais uma vez governar o Amapá.
“Aprendi a fazer política, a boa política, estando no cargo ou fora do cargo. Não é problema para mim”, argumenta, acrescentando ter havido um apelo do presidente Lula para que ele permanecesse à frente do ministério.
“Eu cuido de todas as obras de infraestrutura hídrica no Nordeste brasileiro, cuido de microcrédito, cuido de defesa civil nacional, cuido de desenvolvimento regional. Não estou apegado necessariamente a ter que ser governador de novo ou senador da República para continuar servindo o meu Amapá e o Brasil”, relatou.
O ministro assegurou ficar na pasta de Integração e Desenvolvimento Regional até o último dia do terceiro governo Lula. “Quero poder contribuir o máximo até dia 31 de dezembro (deste ano), com esse projeto nacional liderado pelo maior presidente da história do Brasil, Luiz Inácio”, projetou.
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