O pré-candidato ao governo de Pernambuco, João Campos (PSB), esteve em Carpina, na Mata Norte, neste sábado (16), onde cumpriu agenda na cidade e conversou com moradores e comerciantes no centro e na feira livre. Durante a visita, ele ouviu demandas da população e apontou como principais pautas a melhoria do abastecimento de água e a duplicação da PE-90.
“Quando penso na Mata Norte, penso em um povo muito generoso, acolhedor, trabalhador, que sabe do que quer e que precisa de muitas oportunidades. Temos muitas potencialidades e desafios e nós precisamos resolver esses desafios”, declarou, ao comentar a situação do abastecimento de água na região e a implantação de uma adutora para levar água da barragem de Lagoa do Carro a outros municípios. “Desde 2022, foi dado início ao projeto para realização dessa adutora. Desde 2024, há recursos disponíveis para isso, mas a obra não começou, porque esperaram vender a Compesa para começar. O governo que aí está não tem compromisso com a velocidade e a entrega das coisas”, avaliou.
João Campos também mencionou a duplicação do trecho Recife-Carpina da BR-408, realizada durante a gestão de seu pai, o ex-governador Eduardo Campos, como referência para obras de infraestrutura na região. Ele afirmou que pretende discutir a viabilidade da duplicação da PE-90 nos primeiros meses de um eventual governo, com definição de modelo até o sexto mês e início de execução ainda no primeiro ano.
“Tem uma história do antes e depois da duplicação da BR-408 aqui para Carpina. E eu queria firmar um compromisso com vocês, com todo o povo da Mata Norte e do Agreste Setentrional, que, com as bênçãos de Deus e a vontade do povo, eu sendo governador, vamos duplicar a PE-90, indo até Surubim e depois até Toritama, para a gente garantir a ligação da Mata Norte com o Agreste Setentrional e o Polo de Confecções. Para essa região, a duplicação da PE-90 é tão importante quanto a da BR-232 foi lá atrás”, declarou.
João Campos ainda deu entrevista a uma rádio local e esteve na fábrica da Mauricéa em Nazaré da Mata, empreendimento que se instalou na região em 1997, durante a gestão do então governador Miguel Arraes.
As agendas foram acompanhadas pelo pré-candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos), pela pré-candidata a senadora Marília Arraes (PDT), pelos deputados Pedro Campos (PSB), Lucas Ramos (PSB) e Sileno Guedes (PSB), pelos ex-prefeitos Manuel Botafogo (Carpina), Joaquim Lapa (Carpina), Carlinhos do Moinho (Lagoa de Itaenga e Carpina), Graça do Moinho (Lagoa de Itaenga)e Nino (Nazaré da Mata) e outras lideranças locais.
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Por Flávio Chaves*
Chega uma hora da madrugada em que a cidade abandona a pose. As calçadas molhadas refletem os postes como se a rua tivesse aprendido, de repente, a guardar memórias. É exatamente nessa hora, nessa brecha entre o último ônibus e o primeiro pássaro, que o whisky cumpre sua função mais honesta: não a de embriagar, mas a de revelar.
Quem bebe com pressa não entende. O whisky não é bebida de sede. É bebida de pergunta.
Sentado num banco de couro já gasto pelo peso de tantas histórias que nunca foram publicadas, o homem de terno frouxo segura o copo com uma familiaridade que só se aprende com o tempo, essa disciplina severa que ensina a gente a reconhecer o que perdeu apenas quando já não há mais como recuperar.
Leia maisO gelo derrete devagar, quase com educação, como se soubesse que está dissolvendo alguma coisa mais do que o álcool. O barman de cabelos brancos limpa o balcão com o pano de sempre, o gesto de sempre, e esse ritual repetido tem qualquer coisa de sagrado que nenhuma missa soube explicar melhor.
O bar antigo cheira a madeira úmida e a décadas. Cheira ao charuto que alguém fumou aqui em 1987 e nunca voltou. Cheira ao perfume de uma mulher que passou às onze da noite sem olhar para ninguém e que todos os homens presentes olharam sem que nenhum deles admitisse depois. São esses cheiros que o whisky respeita. Ele não compete com eles. Ele os convoca.
Existem acordos que se fecham assim, entre uma dose e outra, sem que nada seja assinado e sem que ninguém precise lembrar os termos, porque os termos estão todos na língua e na pausa que vem depois, quando o silêncio entre dois homens adultos carrega mais peso do que qualquer discurso.
A política séria, aquela que nunca aparece nos jornais, acontece em lugares como esse. Não nos palanques iluminados nem nas transmissões ao vivo. Acontece quando dois ou três homens com muito poder e muito cansaço se olham sobre um dedo de Scotch e admitem, sem precisar falar, que erraram. Que temem. Que não sabem mais muito bem para onde estão indo.
O whisky testemunhou impérios pequenos sendo desmontados com uma frase. Conheceu a lealdade e a traição com a mesma intimidade com que conhece a palma da mão de quem o segura. Ele sabe que os homens que parecem mais fortes são geralmente os que bebem mais devagar, porque sabem que o fundo do copo é uma fronteira, e que do outro lado dela moram as coisas que gastaram a vida inteira tentando não pensar.
Tem uma amizade que só existe de madrugada. Não é falsa por isso. É só que ela precisa da escuridão para se mostrar inteira, como certas flores que só abrem à noite e que por isso a maioria das pessoas nunca viu. Dois amigos de quarenta anos sentados num bar de bairro, com a conta dividida e o silêncio compartilhado, falam mais sobre a vida do que qualquer psicólogo com consultório caro e luz natural. Não precisam dizer que estão com medo de morrer. O gelo no fundo do copo já disse por eles.
Há perdas que não cabem em obituário. A mulher que foi embora numa tarde de terça-feira, com a mala pequena, sem gritar, e essa ausência de escândalo foi a coisa mais devastadora porque não havia nem onde colocar a raiva. O emprego que acabou com uma reunião de quinze minutos depois de vinte anos de lealdade silenciosa. O pai que foi embora sem que houvesse tempo de dizer aquela coisa, a única coisa que importava, e que agora mora em algum lugar entre o esterno e a garganta sem nunca encontrar saída.
O whisky não resolve nenhuma dessas perdas. Mas as acompanha com uma dignidade que a maioria das pessoas não consegue oferecer, porque a maioria das pessoas, diante da dor do outro, quer consolar depressa para não ter que continuar olhando. O whisky olha. Ele tem paciência de pedra e de rio ao mesmo tempo.
Flannery O’Connor disse que a graça chega quando menos se espera. Mas ela nunca esteve num bar às duas da manhã, porque se estivesse teria acrescentado que às vezes a graça tem cor de âmbar e cheira a turfa e a tempo. A cor do whisky é a cor do outono em países que têm outono de verdade, aquele outono com folhas no chão e ar que aperta o peito de saudade de alguma coisa que a gente nem sabe ao certo o que é. No Brasil, inventamos o outono dentro dos bares. É onde ele vive, entre novembro e fevereiro, fingindo que a cidade lá fora não está a quarenta graus.
O amor interrompido é a especialidade da casa. Não o amor que terminou mal, com discussão e pranto, que desses o tempo se encarrega com certa eficiência. O amor interrompido é o que ficou no meio, o que não chegou a ser o que podia ter sido, o que existiu numa forma que ninguém sabe nomear porque não existe palavra para aquilo que aconteceu entre dois seres humanos numa viagem de trem, numa festa de fim de ano, numa tarde de domingo que não voltou. Esse amor mora no fundo do copo com uma teimosa elegância. E toda vez que se serve outra dose, ele sobe um pouco, como bolha de ar em água parada.
O barman sabe. O barman sempre sabe. Ele desenvolveu ao longo dos anos uma capacidade rara de estar presente sem existir, de escutar sem ouvir, de ver sem olhar. É uma forma de delicadeza que a civilização produziu por acidente, e que se perderia sem esses bares escuros onde a honestidade ainda tem um preço razoável.
Certa vez, um senhor de setenta e poucos anos ficou duas horas sozinho num canto, com um único Islay na frente, que não terminou, apenas girou no copo como se fosse um astro menor em órbita particular. Quando foi embora deixou uma gorjeta grande e nenhuma explicação. O barman entendeu, porque barman entende. Era o aniversário de alguém que não estava mais aqui. E o copo quase cheio era a forma que o velho encontrou de manter aquela pessoa um pouco mais na mesa, um pouco mais no tempo, um pouco mais perto do lugar dos vivos onde ela fazia tanta falta.
É isso que o whisky sabe e que o açúcar não aprende: que certas coisas ficam melhores com o tempo não porque o tempo as melhora, mas porque o tempo nos torna mais honestos sobre o que elas foram. A dor de dez anos atrás não diminuiu. Ela apenas envelheceu, ganhou complexidade, perdeu a urgência e ficou mais densa, mais quieta, mais parecida com sabedoria do que com ferida. Exatamente como uma boa dose de Single Malt que ficou na barrica mais tempo do que o previsto e saiu de lá carregando o cheiro da madeira, do mar distante, do inverno escocês, de todos os anos em que ninguém abriu aquela barrica e ela ficou maturando no escuro, em silêncio, sem reclamar.
Lá fora a chuva recomeçou. O som da cidade molhada é um som de resignação gentil, como se a noite concordasse com alguma coisa que a gente ainda não entendeu direito. Dentro do bar, os últimos dois ou três homens acordados nessa parte do mundo seguram seus copos com aquela familiaridade que é a forma mais séria de carinho que os homens brasileiros aprenderam a demonstrar em público.
Ninguém vai resolver nada hoje. Ninguém vai chegar a nenhuma conclusão importante. Amanhã as mesmas perguntas vão estar de pé, com a mesma paciência implacável com que as perguntas verdadeiras sempre esperam. Mas por enquanto o gelo derrete, a chuva cai, o bar existe, e isso, por enquanto, é suficiente.
*Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras
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Do Blog da Folha
O deputado federal Carlos Veras (PT) pediu que o debate sobre a Transnordestina considere os impactos econômicos que uma eventual paralisação das obras possa vir a ocasionar. O parlamentar comentou a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU), que travou novos gastos relacionados à obra, e ressaltou que a Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) já apresentou estudos que comprovam a viabilidade da estrutura.
A determinação do tribunal deve atingir a retomada das obras no trecho entre o Porto de Suape e Salgueiro. Segundo a instituição, os estudos técnicos fornecidos pelo governo federal não comprovam a viabilidade econômica da obra.
Leia maisO deputado também reforçou que a decisão de retomar as obras do trecho pernambucano da Transnordestina foi uma decisão política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e enfatiza o compromisso do chefe do Executivo com o desenvolvimento regional.
Confira a nota do deputado Carlos Veras na íntegra:
“A conclusão da Ferrovia Transnordestina, com o trecho entre Salgueiro e Suape, é fundamental e estratégica para o desenvolvimento do Nordeste. A obra tem potencial para gerar emprego e renda, fortalecer cadeias produtivas e ampliar a integração logística da região.
A decisão do TCU sobre a suspensão de repasses exige atenção, mas o debate precisa considerar os impactos econômicos e sociais de um projeto estruturante como esse. A retomada desse trecho, previsto no projeto original, está alinhada ao compromisso do governo do presidente Lula com o desenvolvimento regional.
A Sudene já anunciou a apresentação de estudos técnicos atualizados que comprovam a viabilidade da obra.”
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Em etapa final de construção, o Hospital de Amor, em Garanhuns, deve ampliar a oferta para o tratamento do câncer da população do Agreste e, portanto, será fundamental. A avaliação é do deputado e ex-ministro de Lula, Silvio Costa Filho, que visitou as obras da unidade de saúde.
Durante a visita, o deputado destacou a importância do equipamento para fortalecer a saúde pública em Pernambuco e ampliar o acesso da população ao tratamento oncológico de qualidade. O hospital está em fase final de construção e a previsão é de que seja inaugurado no primeiro quadrimestre deste ano.
Com investimento superior a R$ 100 milhões, a unidade terá mais de 25 mil metros quadrados de área construída e deverá atender pacientes de todo o Agreste. A expectativa é de que sejam realizados mais de 20 mil atendimentos por mês, todos pelo SUS.
Segundo Silvio, a obra representa um compromisso do presidente Lula com a saúde dos pernambucanos, garantindo mais dignidade e acesso ao tratamento contra o câncer para milhares de famílias. “O Hospital de Amor feito pelo governo do presidente Lula será um divisor de águas para a saúde do Agreste e de Pernambuco. Quero agradecer ao presidente Lula pelo compromisso com o povo pernambucano e por apoiar uma obra tão importante para salvar vidas”, afirmou.
O parlamentar também mencionou a parceria da Prefeitura de Garanhuns, que doou o terreno onde a unidade está sendo construída. Quando entrar em funcionamento, o hospital deve reduzir a necessidade de deslocamento de pacientes para outras cidades e ampliar a capacidade de atendimento oncológico no interior do estado.
Trabalhadores do audiovisual que participaram da produção do filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, do PL, afirmaram ter sofrido episódios de assédio moral, agressões físicas e condições precárias no set durante as filmagens no ano passado.
As queixas fazem parte de um dossiê do Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões no Estado do São Paulo, o Sated-SP. A entidade diz que os funcionários decidiram não entrar na Justiça por medo de sofrer represálias ou prejuízos profissionais. As informações são da Folha de S.Paulo.
Leia maisProcurada por telefone na manhã de ontem (15), a produtora brasileira Go Up Entertainment, com sede no estado americano da Califórnia, disse, por meio de sua assessoria de imprensa, que não poderia responder de imediato por estar sobrecarregada com outras demandas.
De acordo com relatório do Sated-SP, os problemas começavam assim que os figurantes entravam no set. Nesse momento, dizem eles, seguranças faziam revistas íntimas, truculentas e humilhantes. Segundo o documento, um dos profissionais teria aberto um boletim de ocorrência após ter sofrido uma agressão física.
Eles afirmam ainda que havia uma espécie de segregação durante as filmagens. Os profissionais norte-americanos tinham acesso a refeições variadas, com self-service, incluindo café da manhã, almoço e lanche da tarde.
Já a figuração brasileira teria à disposição apenas um kit de lanche por dia, embora as gravações se estendessem por mais de oito horas. Alguns dos profissionais relatam que teriam recebido até comidas estragadas no final de outubro.
O cachê oferecido pela produção também foi alvo de queixas. Segundo os profissionais, os figurantes brasileiros recebiam R$ 100 para participar do filme, com desconto de R$ 10 pelo uso de vans da produção. Já o elenco de apoio recebia R$ 170. Os valores estão abaixo do mercado, segundo as definições do Sated-SP, que convenciona R$ 227,14 para figurantes e R$ 500 para o elenco de apoio.
Com estreia prevista para 11 de setembro, a produção está no centro, agora, de um escândalo envolvendo Daniel Vorcaro e o pré-candidato nestas eleições presidenciais Flávio Bolsonaro.
Na última quarta-feira, o site The Intercept Brasil divulgou uma gravação em que o último pede ao dono do Banco Master dinheiro para finalizar o filme. Vorcaro teria pago R$ 61 milhões, de um total de R$ 134 milhões acordados, à produção, por meio do filho do ex-presidente.
Em nota, Flávio Bolsonaro confirmou ter pedido dinheiro a Vorcaro para o filme, mas negou ter recebido ou oferecido vantagens. A produtora, por seu lado, negou que o filme sobre Bolsonaro tenha recebido dinheiro de pessoas ou empresas brasileiras, seja verba pública ou privada, e também nega que Daniel Vorcaro tenha repassado qualquer valor à produção do longa-metragem.
O filme traz Jim Caviezel no papel de Bolsonaro. O ator é conhecido por ter interpretado Jesus no longa “A Paixão de Cristo” e por ser apoiador de Donald Trump e suas pautas conservadoras. Ele assume o papel sob a direção de Cyrus Nowrasteh, que tem entre seus trabalhos diversos títulos de teor religioso e político, como “O Jovem Messias”.
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Por Paulo Magnus*
Há quase quatro décadas, a história da saúde digital brasileira vem sendo escrita com o DNA da MV. Enquanto muitos enxergavam apenas software, nós enxergávamos hospitais mais eficientes, médicos mais preparados, pacientes mais seguros e uma saúde verdadeiramente conectada. A cada nova década, ajudamos a transformar o impossível em realidade. Foi assim quando participamos dos maiores marcos da saúde digital no Brasil:
1992: 1° sistema de gestão hospitalar integrado
2002: 1º prontuário eletrônico hospitalar do Brasil
2010: 1ª unidade de saúde sem papel da América Latina
2016: 1º Hospital Digital da América Latina
2018: 1ª aliança de serviços de saúde do Brasil (Healthcare Alliance), criando o primeiro ecossistema de saúde
2019: Primeiro PACs e central de laudo certificado pelo SBIS
2020: 1º Command Center de saúde
2024: Primeira IA com LLM própria registrada na Anvisa para uso clínico
2025: Primeira transcrição clínica por IA
2026: Uma nova era: dos sistemas para a era da inteligência em ação.
E agora, na Hospitalar 2026, damos mais um passo. Porque o futuro da saúde deixou de ser promessa e para nós, o futuro é agora. Vamos mostrar como a inteligência artificial, interoperabilidade, automação e integração estão redefinindo a experiência de pacientes, médicos, hospitais, operadoras e gestores públicos.
Tenho orgulho de liderar uma empresa 100% brasileira que escolheu construir o futuro da saúde aqui no país, acreditando no talento da nossa gente, na força da inovação nacional e na capacidade de transformar realidades.
Convido todos vocês para visitarem o estande MV (E-100) na Feira Hospitalar 2026 e conhecerem de perto as soluções e inovações que estão moldando a próxima geração da saúde digital no Brasil e na América Latina. Seguimos firmes e construindo o futuro que já virou presente.
*CEO do grupo MV
O hacker Victor Lima Sedlmaier, apontado pela Polícia Federal como integrante do núcleo responsável por ataques cibernéticos e monitoramento ilegal no esquema ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro, foi preso neste sábado (16) em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
Ele estava foragido desde quinta-feira, quando teve a prisão preventiva decretada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Victor foi preso no Aeroporto de Dubai e deve desembarcar no Brasil ainda neste sábado, no Aeroporto de Guarulhos. A detenção ocorreu em cooperação intenacional entre a polícia de Dubai e a Interpol. As informações são do jornal O Globo.
Leia maisDe acordo com a PF, Victor fazia parte do grupo apelidado de “Os Meninos”, descrito pelos investigadores como especializado em ataques cibernéticos, invasões telemáticas, derrubada de perfis e monitoramento digital ilegal.
O núcleo teria atuado para atender interesses da estrutura ligada a Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, alvo da investigação sobre supostas fraudes bilionárias no mercado financeiro.
As investigações apontam que Victor atuava ao lado de David Henrique Alves e Rodrigo Pimenta Franco Avelar Campos no braço tecnológico do esquema. O grupo estaria subordinado a Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, preso em fase anterior da operação e morto enquanto estava detido.
Na decisão que autorizou as novas prisões, Mendonça afirmou haver indícios de destruição de provas, ameaça a testemunhas e risco concreto de fuga dos investigados. O ministro também citou a existência de uma “organização criminosa sofisticada”, com núcleos financeiro, policial-informacional e tecnológico.
Além de Victor, também tiveram a prisão decretada Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, além de policiais e ex-policiais suspeitos de atuar na obtenção e repasse de informações sigilosas relacionadas às investigações.
Duas pessoas ainda estão foragidas: o policial aposentado Sebastião Monteiro Junior e o David Henrique Alves, que seria o chefe do grupo de hackers, que teria promovido ataques virtuais a inimigos de Vorcaro.
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O prefeito Sérgio Colin (PP) inaugurou neste sábado (16) a Feira de Gado Luiz Bertulino da Silva, em Toritama, no Agreste de Pernambuco. O espaço foi criado para o comércio agropecuário e tem como objetivo movimentar a economia local. O evento contou, ainda, com apresentações culturais.
A estrutura foi instalada no terreno do antigo matadouro, às margens da rodovia PE-90. Segundo a gestão municipal, o investimento é de cerca de R$ 1 milhão. O equipamento deve atender criadores de animais e proprietários de frigoríficos do município, ampliando as possibilidades de comercialização no setor.
Durante a inauguração, o prefeito afirmou que o espaço acrescenta mais um dia de comércio à cidade e explicou a escolha da data de funcionamento. “A cidade passa a ter mais um dia de comércio. Escolhemos a quarta-feira de forma estratégica para ser uma opção viável para comerciantes, criadores e compradores de toda a região”, afirmou.
Colin também anunciou que, nos primeiros seis meses de funcionamento, não haverá cobrança de taxas para quem comercializar no local. A administração da feira ficará sob responsabilidade de José de Arimateia. A solenidade contou com a presença do vice-prefeito Gil Custódio, secretários municipais, vereadores, criadores, feirantes e moradores.
A explicação da PF (Polícia Federal) para a troca do delegado à frente das investigações da fraude do INSS — em que Fábio Luís Lula da Silva (filho do presidente Lula) é citado — foi considerada insuficiente pelo ministro André Mendonça, responsável pela relatoria do caso no STF (Supremo Tribunal Federal). As informações são da CNN Brasil.
O relator, segundo apurou a CNN, ainda analisa tomar uma medida após a mudança, feita há duas semanas sem que ele tenha sido comunicado previamente. Mendonça, conforme relatos à CNN, só soube da substituição da coordenação do inquérito por meio do advogado de um dos investigados durante uma audiência.
Leia maisIncomodado, o ministro se reuniu com integrantes da investigação ontem (15) em busca de informações e para conhecer a nova equipe. Apesar das explicações, Mendonça não viu razão para a mudança.
A PF decidiu tirar o caso da Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários e passá-lo para a Coordenação de Inquéritos em Tribunais Superiores (Cinq). A mudança resultou na saída do delegado Guilherme Figueiredo Silva da coordenação do caso.
Por meio de nota, a PF afirmou que a mudança “foi concebida para assegurar maior eficiência e continuidade às investigações, uma vez que a Cinq possui estrutura permanente voltada justamente à condução de operações sensíveis e complexas com tramitação perante o STF”.
Foi esta divisão interna a responsável por pedir a quebra de sigilos do filho mais velho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. A coordenação também conduziu a negociação da delação premiada do empresário Mauricio Camisotti. A proposta foi enviada ao STF, mas teve que retornar para ser refeita do zero, com a participação da PGR (Procuradoria-Geral da República).
A troca da coordenação do inquérito ocorreu também em meio a reclamações da defesa de Lulinha sobre o vazamento de dados da investigação.
A oposição ao governo Lula no Congresso criticou a substituição do delegado e quer a convocação do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.
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Na noite de ontem (15), a Federação PSOL-Rede em Pernambuco realizou uma reunião de alinhamento político e reafirmou o nome de Ivan Moraes (PSOL) como pré-candidato ao Governo de Pernambuco, além de definir Paulo Rubem (Rede) como pré-candidato ao Senado Federal.
A decisão é parte da construção de um projeto político à esquerda no estado. Ainda não foi definido o nome que deve compor a vaga de vice na chapa ao governo.
O processo de definição das candidaturas segue em andamento e novas discussões devem ocorrer nas próximas etapas de organização interna.
Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (16) pelo jornal “Folha de S.Paulo” mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro tecnicamente empatados no primeiro turno da eleição presidencial de 2026. Lula aparece com 38% das intenções de voto, enquanto o senador tem 35%.
A maior parte das entrevistas foi realizada antes da revelação das conversas entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. A pesquisa é a primeira divulgada após o site “Intercept Brasil” tornar público que o senador do PL pediu dinheiro ao empresário para bancar filme sobre Jair Bolsonaro (PL), “Dark Horse”. As informações são do portal g1.
Leia maisA reportagem foi publicada na quarta-feira (13). Vorcaro pagou R$ 61 milhões. O parlamentar do PL nega irregularidades. Na pesquisa anterior, de abril, Lula tinha 39%, e Flávio, 35%. Os candidatos também aparecem empatados na pesquisa do segundo turno, ambos com 45% das intenções de votos.
O Datafolha entrevistou 2.004 pessoas entre terça (12) e quarta (13). A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%. O registro no TSE é BR-00290/2026.
O Datafolha mostra ainda que Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 3% das intenções de voto. Romeu Zema (Novo) também tem 3%, e Renan Santos (Missão), 2%.

Em um segundo cenário, que inclui Ciro Gomes (MDB), o atual presidente e o senador também aparecem empatados tecnicamente. Os percentuais são: Lula, 37%; Flávio Bolsonaro, 34%; Ciro Gomes 5%; Zema, 4%; Caiado, 2%; Ciro,2%; e Renan Santos, 2%.
Nas menções espontâneas para o primeiro turno, quando o entrevistado não tem acesso à lista de pré-candidatos, Lula tem 27% das intenções de voto. Já o senador Flávio Bolsonaro 18%, seguido pelo inelegível Jair Bolsonaro, com 3%, e Caiado, com 1%. Nesse cenário, 39% afirmam que não sabem em quem pretendem votar.
No índice de rejeição medido pelo Datafolha, o presidente aparece à frente, com 47% dos entrevistados afirmando que não votariam nele de jeito nenhum. Flávio Bolsonaro registra 43%. Na sequência, aparecem Ciro Gomes (MDB), com 20%; Romeu Zema (Novo), com 15%; Cabo Daciolo, com 14%; Ronaldo Caiado (PSD), com 13%; e Rui Costa Pimenta (PCO), com 12%.
Veja os números do primeiro cenário:
Enquanto cidades do Sertão do São Francisco seguem sem energia desde a última quinta-feira (15), a governadora Raquel Lyra cumpre agenda oficial em Fernando de Noronha neste sábado (16). Em meio ao apagão, um agricultor divulgou vídeo contestando uma suposta justificativa da Neoenergia Pernambuco para a demora no restabelecimento do serviço. “A Neoenergia parece que lançou uma nota aí dizendo que não estabeleceu ainda o retorno da energia, por conta que os agricultores estavam impedindo esse acesso à subestação e eu vim aqui, na estação, não tem um agricultor aqui”, disse.
O apagão afeta cidades como Santa Maria da Boa Vista e Orocó desde a manhã da última quinta-feira (14), após o desligamento da Subestação Brígida. O problema também atingiu o distrito de Caraíbas e áreas ligadas ao Projeto Brígida, no Sistema Itaparica.
Mais cedo, o prefeito de Santa Maria da Boa Vista, George Duarte (PP), afirmou que a cidade estava “à luz de vela” e relatou preocupação com o funcionamento do hospital municipal. “O nosso hospital [está] operando com gerador, a gente com medo de perder medicamentos, vacinas e com pessoas que dependem de aparelhos elétricos para a saúde”, disse em vídeo publicado nas redes sociais.
Ontem (15), agricultores do Projeto Brígida chegaram a bloquear a BR-428, em Orocó, em protesto contra a interrupção no fornecimento de energia, que compromete o funcionamento das bombas de água e a produção agrícola da região.
Entre os compromissos divulgados pelo Governo do Estado neste sábado (16), em Fernando de Noronha, estão visitas ao novo ambulatório do Hospital São Lucas e ao terminal de passageiros do aeroporto da ilha.
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