A deputada estadual Gleide Ângelo oficializou, nesta quinta-feira (12), sua filiação à Federação União Progressista. A ficha foi assinada pelo presidente da federação em Pernambuco, deputado federal Eduardo da Fonte (PP), e pelo deputado federal Lula da Fonte (PP), segundo secretário da Câmara dos Deputados.
Segundo a direção da federação, um dos desafios colocados à parlamentar é a elaboração de um plano de governo voltado ao enfrentamento da violência contra as mulheres em Pernambuco, a partir do Conselho em Defesa das Mulheres. De acordo com Eduardo da Fonte, Gleide terá autonomia para definir prioridades de atuação e posicionamentos políticos. Delegada da Polícia Civil, a deputada foi eleita em 2018 com a maior votação já registrada para o cargo no estado e mantém atuação ligada à segurança pública e à proteção das mulheres.
A ideia de uma “realidade paralela” ajuda a explicar o tom adotado pela governadora Raquel Lyra (PSD), que teve o atrevimento de postar em suas redes que o Palácio das Princesas, sede do Governo do Estado, estava sendo aberto, finalmente, ao povo pernambucano pela primeira vez, somente com a sua chegada ao poder.
Isso em parte dá o tom de sua comunicação política. Ao sugerir, ainda que indiretamente, que Pernambuco começa a existir a partir de sua gestão, constrói-se uma narrativa que ignora deliberadamente a trajetória histórica do Estado, como se antes não houvesse avanços em infraestrutura, saúde, educação ou segurança pública.
Esse tipo de abordagem não apenas simplifica a realidade, como também desconsidera o acúmulo institucional construído ao longo de décadas por diferentes governos. Essa tentativa de reescrever o ponto de partida também aparece quando a governadora se apresenta como a primeira a “abrir as portas” do Palácio do Campo das Princesas à população.
A história, no entanto, não corrobora essa afirmação. Lideranças como Miguel Arraes fizeram da proximidade com o povo uma marca de gestão, mantendo diálogo direto e simbólico com a população pernambucana. Mais do que um debate sobre estilo, o que está em jogo é a construção de uma narrativa política que, ao exagerar rupturas e minimizar continuidades, pode soar desconectada da percepção coletiva.
Esse tipo de discurso, comum em certos setores mais radicalizados do debate público, aposta na ideia de que é possível redefinir a realidade pela repetição — mesmo quando ela entra em choque com fatos amplamente conhecidos.
Mega escândalo – Um interessado nos grandes casos de fraudes financeiras do planeta pesquisou se Daniel Vorcaro tinha tamanho para se ombrear com os maiores escândalos do século. E o sempre superlativo ex-dono do Master chegou lá. Está no top 5 dos cérebros de megafalcatruas, segundo Lauro Jardim, de O Globo. O rombo estimado de US$ 10 bilhões produzidos pelo Master, segundo o colunista, só fica atrás dos US$ 64,8 bilhões da fraude orquestrada por Bernie Madoff em 2008, nos EUA; do caso Enron, de 2001, que resultou em US$ 63,4 bilhões em fraudes contábeis e corrupção corporativa; e do escândalo da WorldCom, em 2002, em que o CEO Bernie Ebbers inflou os lucros da empresa em US$ 11 bilhões.
Uma primeira-dama invejável e adorada – Petrolândia, no Sertão de Itaparica, a 410 km do Recife, se despede hoje, extremamente comovida, da primeira-dama Aninha, que perdeu a batalha contra o câncer na madrugada de ontem. Esposa do prefeito Fabiano Marques (Republicanos) e mãe do jovem político Bruno Marques, candidato a deputado estadual, Aninha fez história no município na área social, tinha luz própria, vocacionada para servir sem servir-se de cargos. A cidade está muito triste. Ela ficou quatro anos longe do povo, enfrentando a enfermidade que tirou a sua vida precocemente.
Raquel abre congresso da Amupe – Considerado o maior encontro municipalista de Pernambuco, com programação focada em tecnologia e melhoria dos serviços públicos, o congresso estadual da Amupe será aberto hoje no Recife Expo Center pela governadora Raquel Lyra (PSD). A temática será “Inovação a Serviço da População”, com destaque para soluções práticas e gestão pública. Reúne gestores, técnicos e especialistas de todo o Estado. Jaboatão dos Guararapes terá estande com projetos inovadores, e o Recife destaca o “Conecta Recife” e “Embarque Digital”. Entre os painéis, “Discussão sobre comunicação na era das redes sociais e transformação digital nas prefeituras”.
Painéis, prêmios e palestras – Sob a liderança do presidente da Amupe e prefeito de Aliança, Pedro Freitas, o congresso deve reunir 60 palestrantes, distribuídos em 12 espaços simultâneos, e quatro painéis com debates sobre temas como transformação digital, captação de recursos, previdência municipal, segurança pública, educação, saúde, sustentabilidade e desenvolvimento econômico. O 9º Congresso Pernambucano de Municípios conta com a presença do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, na palestra sobre “Transparência nas Emendas Parlamentares e Autonomia Municipal”; e do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Antonio Anastasia, no painel “Controle Externo e a Boa Gestão Municipal”. A programação do evento terá ainda a entrega do “Prêmio Prefeitura Empreendedora”, promovido pelo Sebrae, e a apresentação de projetos de sucesso, o “10 Boas Práticas Municipais”, conduzida pela própria Amupe.
Flávio Dino fala a prefeitos – Uma das presenças mais aguardadas é a do ministro Flávio Dino, do STF. Ele faz palestra hoje à tarde, das 17h às 18h, no auditório principal, com o painel “Transparência nas Emendas Parlamentares e Autonomia Municipal”. O ministro é um dos principais protagonistas do debate nacional sobre o tema, liderando um movimento pela transparência, definição critérios de aplicação e rastreabilidade dos recursos. A discussão gira em torno do equilíbrio entre o poder de alocação de recursos pelo Congresso Nacional e os princípios constitucionais de transparência, impessoalidade e planejamento orçamentário. Decisões recentes do STF, sob relatoria de Flávio Dino, têm buscado restringir práticas conhecidas como “orçamento secreto” e ampliar o controle sobre as chamadas “emendas PIX”, transferências especiais que chegam diretamente aos municípios.
CURTAS
MERCADO 1 – O Ministério Público Federal (MPF) abriu investigação para apurar as condições estruturais do Mercado da Ribeira, um dos marcos históricos do Sítio Histórico de Olinda. O procedimento foi instaurado após a identificação de risco de desabamento na cobertura do imóvel, cuja estrutura de madeira apresenta sinais avançados de deterioração provocada por cupins.
MERCADO 2 – Além do comprometimento das vigas, há preocupação com a presença de uma caixa d’água feita de amianto instalada sobre o telhado. O material, proibido no Brasil devido aos riscos à saúde, pode agravar a situação em caso de colapso da estrutura. Relatórios técnicos elaborados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e pela Defesa Civil de Olinda indicam problemas estruturais no mercado há pelo menos dois anos.
PODCAST – A ministra das Mulheres, Márcia Lopes (PT), é a convidada do meu podcast de amanhã em parceria com a Folha de Pernambuco, o Direto de Brasília. No programa, ela deve comentar as ações recentes da pasta, com foco no enfrentamento à violência de gênero, especialmente no combate ao feminicídio, além de iniciativas voltadas à proteção e garantia de direitos das mulheres.
Perguntar não ofende: Como prega Raquel, nem Arraes abriu o Palácio para o povo?
Vi, há pouco, o filme sobre Michael Jackson. Muitos não gostaram porque não aprofunda a vida complexa e polêmica do artista, um dos maiores astros mundiais da música. Mas eu gostei. Encarei mais como um musical e fiz uma viagem no tempo.
Michael foi um estrondoso astro, Rei do Pop. As cenas são emocionantes e bem construídas. O sobrinho de Michael Jackson é amplamente elogiado por encarnar os trejeitos, voz e dança do tio com singularidade. Entendi que o filme atua como um tributo eficaz para os fãs, focando na magia artística.
Entre os principais defeitos apontados, o roteiro que evita temas espinhosos, foca intensamente nas performances musicais e no talento artístico de Jackson para garantir o apelo emocional e comercial.
Michael é muito mais um musical do que uma cinebiografia. E funciona muito bem como homenagem a uma parte da carreira de um dos artistas musicais mais geniais de todos os tempos. É entretenimento da melhor qualidade. As pessoas saem felizes da sala e com um gosto de “quero mais”.
Por isso, a obra conta com aprovação impressionante de 97% do público no site Rotten Tomatoes. Sob a direção de Antoine Fuqua, a trama percorre a trajetória de Michael Jackson desde os seus primeiros passos como integrante do Jackson 5 até o auge de sua carreira como o maior artista do planeta.
O elenco traz Jaafar Jackson, sobrinho do cantor na vida real, fazendo sua estreia no cinema em um papel desafiador onde ele encarna os trejeitos e a voz do tio de forma singular. Os pais do astro, Joe e Katherine Jackson, são interpretados por Colman Domingo e Nia Long, respectivamente.
O filme também conta com Miles Teller no papel de John Branca. Com cerca de duas horas de duração, o filme encerra sua narrativa durante a turnê Bad, em 1988, deixando o terreno preparado para possíveis sequências que explorem fases posteriores — e mais polêmicas — da vida do ídolo. Com filas nos cinemas e o público entoando clássicos nas poltronas, Michael prova que o legado do Rei do Pop continua mais vivo do que nunca na cultura popular.
Em vídeo publicado nas redes sociais neste domingo (26), o pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) afirmou que tem um plano: privatizar completamente empresas de economia mista sob controle do governo, como a Petrobras e o Banco do Brasil. Adiante, Zema ataca o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao afirmar que o presidente gasta mais do que arrecada. “Eu vou privatizar a Petrobras, eu vou privatizar o Banco do Brasil e vou passar a faca nos supersalários, mordomias e esquemas que sustentam os intocáveis de Brasília”, disse.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino voltou a defender neste domingo (26) um endurecimento das regras para punir corrupção no sistema de Justiça, com aumento de penas, afastamento imediato de investigados e perda automática de cargos após condenação definitiva.
As propostas foram apresentadas no artigo “Como punir a corrupção na Justiça?”, publicado hoje no Correio Braziliense. No texto, Dino afirma que os mecanismos atuais de controle e punição “seguem sendo importantes”, mas têm se mostrado insuficientes diante do aumento e da gravidade dos casos. As informações são do jornal da Globo.
Entre os pontos destacados está a criação de punições mais severas para crimes como corrupção, peculato, prevaricação e tráfico de influência quando praticados por juízes, promotores, advogados e servidores. Para o ministro, essas condutas exigem tratamento mais rigoroso por atingirem diretamente a credibilidade do sistema responsável por aplicar a lei.
Dino também propõe mudanças nas regras de responsabilização funcional. Pela sugestão, o recebimento de denúncia já levaria ao afastamento imediato do cargo, enquanto a condenação definitiva implicaria perda automática da função, independentemente da pena aplicada.
Outro eixo da proposta é a ampliação da responsabilização por obstrução à Justiça. A ideia é tipificar de forma mais abrangente condutas que impeçam, atrasem ou interfiram no andamento de investigações e processos.
O ministro argumenta que, quando decisões judiciais passam a ter “valor econômico”, a corrupção deixa de atingir interesses individuais e passa a comprometer o interesse público.
“Quando o exercício da jurisdição, um parecer ou um indiciamento, por exemplo, passam a ter valor econômico e é possível utilizar o capital para obter posicionamento num sentido ou em outro, a corrupção elimina o interesse público. É nessa conjuntura que se mostra necessário e urgente se perguntar ‘Como punir a corrupção na Justiça?’. Contudo, mais que se perguntar, é igualmente necessário e urgente buscar saídas que carreguem soluções eficazes”, diz trecho do artigo.
A pressão por mudanças no Judiciário aumentou nos últimos meses, depois de casos que levantaram dúvidas sobre a capacidade do sistema de punir irregularidades com rapidez e clareza. O principal exemplo recente é o caso Master, que começou como um problema no sistema financeiro, mas acabou envolvendo decisões judiciais e ampliando o debate sobre o funcionamento da Justiça.
As investigações sobre suspeitas de fraudes bilionárias trouxeram desgaste para o sistema e reforçaram a percepção, em Brasília, de que processos demorados e decisões divergentes podem gerar insegurança — não só no Judiciário, mas também na economia, ao afetar bancos e a confiança de investidores.
Diante desse cenário, a discussão sobre uma reforma do Judiciário ganhou força. Dino já havia defendido uma reforma estrutural do sistema, incluindo o fim da aposentadoria compulsória como punição e o combate a benefícios considerados excessivos.
Além disso, o próprio Supremo Tribunal Federal (STF) discute a criação de um Código de Conduta para os ministros, proposta defendida pelo presidente da Corte, Edson Fachin. A ideia é estabelecer regras mais claras de atuação e reforçar a confiança nas decisões do tribunal.
Ela chegou no apartamento às nove e quinze, tirou os sapatos de salto como quem tira uma máscara, e ficou ali, descalça sobre o piso frio da cozinha, olhando para a chaleira. Não tinha lágrimas, não tinha sorriso. Tinha apenas um cansaço que não morava nos músculos, morava num lugar mais antigo, mais fundo, naquela região imprecisa onde a gente guarda o que não consegue nomear.
O dia fora normal. Reuniões, prazos, um colega que desabou na mesa ao lado, dizendo que não aguentava mais, e ela, prontamente, ofereceu o ombro e as palavras certas. “Vai passar”, disse. “Você é mais forte do que imagina.” E acreditou no que dizia, como sempre acreditava. O problema não é a mentira, o problema é quando a mentira vira hábito, e o hábito vira armadura, e a armadura vira pele.
Aliás, quem inventou que ser forte é virtude sem custo? A força que se vê, essa que estufa o peito e sustenta os outros, quase sempre vem acompanhada de uma fatura silenciosa que ninguém pergunta se podemos pagar. Pagamos. Parcelamos em noites mal dormidas, em gargantas que aprendem a engolir o choro antes que ele desça, em ombros que se curvam sozinhos quando ninguém está olhando. Ser forte é ofício de anônimos.
Ela pensou na vizinha do terceiro andar, viúva há dois anos, que todas as manhãs desce com o lixo e um sorriso impecável. Pensou no amigo que riu na festa enquanto o casamento se desfazia em silêncio dentro do bolso do paletó. Pensou no pai, que nunca disse “estou cansado” num país onde homens da idade dele não podem dizer isso sem que algo neles se quebre de vez. Pensou em si mesma.
A chaleira apitou. O gesto de fazer chá é quase uma prece leiga, água, folhas, espera. Ela preparou a caneca, sentou-se à mesa da cozinha, e deixou que o silêncio ocupasse o lugar das palavras que costumava fabricar para os outros. Foi então que aconteceu: um soluço. Não veio dos olhos, veio do peito, como se dentro dela houvesse uma corda há muito esticada que enfim se partia. E ela não fez nada para impedir. Pela primeira vez em semanas, não se chamou de fraca. Apenas deixou.
Porque há um cansaço que não se resolve com café, com frases de autoajuda ou com uma semana de praia. Há um cansaço que é existencial, que nasce da contradição entre o que sentimos e o que mostramos, entre o que precisamos e o que oferecemos, entre a fragilidade que somos e a força que o mundo nos cobra como se fosse calçamento. Estamos exaustos de sustentar o inexaurível.
Ela terminou o chá, lavou a caneca, foi para o banho. A água quente demorou a descer pelas costas, precisou ensinar os músculos a desarmarem. Depois, já na cama, pegou o telefone e escreveu para a amiga distante: “Estou cansada. Não de fazer coisas. Cansada de ter que parecer inteira quando por dentro sou só retalho.” Enviou antes que a coragem fosse embora. A resposta chegou três minutos depois: “Eu também. Sempre achei que era só comigo.”
Ali repousa o paradoxo mais humano: sofremos a solidão da força escondida, quando a verdade é que quase ninguém está inteiro — quase todo mundo só aprendeu a disfarçar melhor. O grande medo não é o desabamento; é descobrir que desabar, às vezes, é o movimento mais honesto do corpo.
Ela dormiu sem travesseiro, de lado, como quem se permite, enfim, o peso que sempre carregou. E no escuro do quarto, antes que o sono chegasse, pensou que talvez a coragem não esteja em nunca cair, mas em deixar que o chão nos receba quando cairmos. Pensou que ser forte, às vezes, é justamente parar de tentar ser forte. Pensou que o descanso não é para os fracos: o descanso é para os que já correram demais.
Lá fora, a noite seguia indiferente. Dentro dela, algo pequeno e novo começava, não a força antiga, mas uma trégua. Uma permissão. Um lembrete de que a alma também tem fadiga, e que a fadiga, quando bem ouvida, vira sabedoria. Ela sorriu no escuro. Não era um sorriso de vencedora. Era melhor: era um sorriso de quem, finalmente, baixou a guarda e descobriu que ainda assim, miraculosa e absurdamente, continuava em pé.
Há uma beleza no cansaço que ninguém avisa. A beleza de parar de representar. A beleza de, por um instante, ser apenas água que não precisa correr para lugar nenhum.
*Jornalista, poeta, escritor e membro da Academia Pernambucana de Letras
Morreu ontem (25), aos 102 anos, o ex-deputado federal pelo Rio de Janeiro José Frejat, pai do cantor Roberto Frejat. A informação foi confirmada pela equipe do líder da banda Barão Vermelho, mas a causa da morte não foi divulgada. José Frejat estava hospitalizado. Nem o nome do hospital onde o político estava internado nem a cidade onde se localiza foram informados. As informações são do UOL.
Filiado ao PDT na época, José Frejat foi deputado federal pelo Rio de Janeiro entre 1979 e 1987. Ele também foi vereador no Rio entre 1977 e 1979. Em 2018, tentou disputar a eleição para deputado estadual pela Rede Sustentabilidade, mas teve a candidatura indeferida pela Justiça Eleitoral.
O político nasceu em março de 1924 em Cururupu, no interior do Maranhão. Ele se formou em direito na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e foi presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes) em 1950. Também foi fundador e secretário-geral do MNB (Movimento Nacionalista Brasileiro).
José Frejat fez oposição ao regime militar. Durante o processo de redemocratização, na Câmara dos Deputados, votou a favor da Emenda Dante de Oliveira, que defendia eleições diretas para presidente da República.
Minha amiga Branca Góes, cerimonialista top e parceira deste blog desde a sua fundação, não poderia estar de fora das comemorações dos 20 anos, emprestando seu talento, experiência e competência.
Ao lado da minha Nayla, Branca dá o tom e o ritmo do primeiro evento em comemoração às duas décadas de fundação do blog: o jantar de adesão, marcado para o próximo dia 18, a partir das 19 horas, no restaurante Sal e Brasa Jardins, na Rui Barbosa. O segundo será em Arcoverde e o terceiro em Brasília.
O jantar de adesão, start das comemorações, será uma noite inesquecível! Já estão confirmados os cantores Alcymar Monteiro, Maciel Melo, Petrúcio Amorim, Almir Rouche, Josildo Sá, André Rio, Fabiana Pimentinha, Cristina Amaral, Irah Caldeira e Walquiria Mendes.
Branca também está coordenando a entrega das 300 pulseiras de acesso ao evento. Para receber sua pulseira comprada antecipadamente, favor deixar mensagem no telefone 81 99973 6095.
O presidente do PT, Edinho Silva, afirmou que o partido precisa ter humildade para se aproximar da juventude evangélica e dos motoristas de aplicativo para entender porque esses segmentos da sociedade têm resistência à legenda. No discurso de encerramento do 8º Congresso Nacional do PT, o dirigente afirmou que integrantes da sigla não podem ficar “irritados” quando perderem votos na periferia, mas precisam entender onde estão errando.
O mea-culpa foi feito em meio a aprovação do manifesto do partido que faz acenos ao centro e cita a necessidade de uma “concertação social” para reeleger o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As informações são do jornal O Globo.
“Não podemos ser reativos quando juventude evangélica diz que não quer conversar conosco, temos que ter humildade e perguntar por que a juventude evangélica não quer conversar conosco. O PT não pode ficar irritado com as periferias quando perdemos votos. Quando a nova classe trabalhadora, os motoristas de aplicativo, se revoltam conosco, evidente que gera indignação, mas temos que ter humildade e perguntar onde estamos errando, se queremos representá-los”, disse Edinho.
Edinho Silva citou a necessidade de o partido ouvir a sociedade, especialmente com aqueles que “não conversam” com o PT. O presidente da legenda afirmou ser preciso a legenda voltar a ter presença de base e organização popular:
“É inegável que a conjuntura está difícil. Mas como a conjuntura está difícil se temos governo mais exitoso da história, com maior volume de obras? Como que esse governo tão exitoso não é reconhecido pelo povo brasileiro? Talvez as respostas sejam diversas, mas a ação é uma só e é conversarmos com o povo brasileiro, não há outra saída.”
Diante do escândalo do banco Master, que tem alimentado sentimento antissistema no país devido as denúncias de corrupção, e respingado negativamente na popularidade do presidente Lula, Edinho fez uma crítica à postura “recuada” do PT e afirmou que a resposta rejeição ao establishment está na esquerda:
“Como pode a gente estar vivendo ambiente de antissistema e o PT ficar recuado politicamente? O PT ficar acuado e não ir para a sociedade dizer que se tem antissistema a resposta do antissistema está na esquerda, não está na direita e não está no fascismo. A resposta ao antissistema está conosco e o manifesto diz isso”, disse o dirigente.
Edinho citou ainda que a o PT precisa influenciar a sociedade a votar em um projeto, não em um indivíduo e criticou o modelo político de emendas parlamentares impositivas, que reduz a autonomia do orçamento do governo federal:
“Queremos que a sociedade vote em projeto, não em indivíduo e não em influencer, que vive de lacração e que se você for debater não tem proposta para educação e para saúde”, afirmou. “Não queremos esse modelo político que está aí, não podemos ser a favor da emendas impositivas que usurpam o direito do presidencialismo”, concluiu.
O PT aprovou hoje (26) um manifesto que propõe reformas política, eleitoral e no Judiciário. Deixou de fora sugestões de mudanças no sistema financeiro, após o escândalo do banco Master.
Versão aprovada do documento retirou proposta de “reforma do sistema financeiro”. O texto que vinha sendo discutido nos últimos dias defendia a ideia, em meio ao escândalo do extinto Banco Master. O manifesto “Construindo o Futuro” foi aprovado no encerramento do 8º Congresso do PT, que discute neste fim de semana, em Brasília, estratégias para as eleições deste ano. As informações são do UOL.
No documento original, o PT defendia seis reformas, incluindo a do sistema financeiro. Na versão final ficaram sete, mas sem a do sistema financeiro: 1) reforma política e eleitoral; 2) reforma tributária; 3) reforma tecnológica; 4) reforma do Poder Judiciário, 5) reforma administrativa, 6) reforma agrária e 7) reforma da comunicação — as duas últimas foram incluídas de última hora.
O texto é aceno ao campo político do centro para eleição, disse o ministro das Relações Institucionais. “O manifesto, na minha opinião, a centralidade dele é falar para o país e chamar o centro para compor com o Lula”, afirmou José Guimarães (PT) a jornalistas.
A reforma do Judiciário visa “mecanismos de autocorreção”. Segundo o texto, a medida é necessária também para “democratização” e “fortalecimento do Estado democrático de Direito”. A proposta vem em meio à crise de imagem que atinge o STF (Supremo Tribunal Federal), detonada pela proximidade de ministros como Dias Toffoli e Alexandre de Moraes com Daniel Vorcaro, dono do Master.
O partido propõe mudanças no modelo de distribuição de emendas parlamentares. A medida integra a proposta de reforma política e eleitoral da sigla para “democratizar o poder e restituir a soberania popular”. A sigla não detalha, no entanto, como seriam estas reformas.
Manifesto reforça prioridade da pauta do fim da escala 6×1, que está em tramitação na Câmara dos Deputados, como um dos elementos do “núcleo” de um projeto de país soberano, defendido pelo partido. A aprovação do fim da atual jornada de trabalho está entre as prioridades de Lula para a eleição deste ano.
Manifesto também traz proposta de renovação no partido. O texto defende limite no número de mandatos (no máximo dois no mesmo cargo e três no total de participação na mesma instância) e estabelece “no mínimo 50% de mulheres nos espaços de deliberação”, para garantir “permanente transição geracional”.
Ainda, texto fala em necessidade de construção de um “bloco democrático popular”. Objetivo seria reunir trabalhadores, movimentos sociais e empresariado para dar continuidade às propostas reformas e políticas iniciadas na gestão Lula, como a reforma tributária. Documento também defende a reforma administrativa e uma “reforma tecnológica”.
Sem a presença de Lula, evento de hoje reproduziu fala dele da semana passada. Durante o evento, foi exibido em telão o discurso do presidente em encontro de lideranças progressistas, em Barcelona.
Presidente não participou por motivos de saúde. Ele realizou um procedimento cirúrgico recente na cabeça para retirar uma lesão provocada por câncer de pele e, apesar de estar bem, ainda não havia voltado para Brasília por recomendações médicas.
Táticas do PT serão encaminhadas para campanha de Lula. Expectativa é de que presidente analise o material em conjunto com outros partidos com os quais deve compor chapa para a eleição deste ano para elaboração do plano de campanha.
Terras raras e reeleição de Lula
Documento trata reeleição de Lula como “decisiva para o futuro do Brasil” e da democracia no mundo. “Seu papel [do Brasil] é decisivo no desenvolvimento global, o que exige a reafirmação da soberania e da democracia”, diz trecho do manifesto.
Nesse contexto, PT defende que minerais raros sejam explorados dentro do Brasil. “É imperativo que o Brasil assuma o protagonismo sobre suas reservas de terras raras. O Brasil detém uma das maiores reservas do planeta e não pode aceitar o papel de mero exportador de minério bruto”, destaca o texto. Além disso, o manifesto propõe regulamentação das redes sociais.
Texto exalta números da gestão Lula. O documento menciona dados como a saída do Brasil do Mapa da Fome, a valorização do salário mínimo, investimentos em programas como o Minha Casa, Minha Vida e o Bolsa Família, além do crescimento do PIB (Produto Interno Bruto).
Pré-candidato ao governo de São Paulo, o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad citou neste domingo (26) três ex-colegas de Esplanada como possíveis vices em sua chapa: Marina Silva (Rede), Simone Tebet (PSB) e Márcio França (PSB). Haddad disse que tem conversado com os três e que não há “problema de calendário” para a escolha.
“Temos quatro ex-ministros do presidente Lula disponíveis para compor a chapa majoritária e isso não é um problema. Estamos com bons nomes, mas vou fazer isso (escolher o vice) depois de conversar com todos eles”, afirmou o petista. “Acabei de conversar com a Marina e combinei de me encontrar com ela essa semana. As coisas vão caminhar naturalmente e não temos nenhum problema de calendário, temos tempo e vamos usar o tempo da melhor maneira possível”, disse Haddad no final do 8º Congresso Nacional do PT em Brasília. As informações são do jornal O Globo.
O quebra-cabeça de São Paulo também envolve a composição para as chapas ao Senado, onde PT espera eleger pelo menos um nome. Além dos ex-ministros, seguem no páreo o ex-prefeito de Araraquara Marcelo Barbieri (PDT) e a ex-presidente da Sociedade Rural Brasileira Teresa Vendramini.
Haddad esteve em Brasília para participar no último dia do encontro nacional do PT e discursou a pedido de Lula, que não foi ao evento. O ex-ministro disse a militância que é preciso “trabalhar dia e noite, de segunda a segunda, até outubro, pela reeleição do presidente” e criticou Flavio Bolsonaro (PL), principal adversário de Lula:
“Não temos direito de descansar até vemos essa realidade confirmada nas urnas”, afirmou. “Não podemos de maneira nenhuma considerar a hipótese de um retrocesso em outubro, a reeleição de Lula é um imperativo do nosso futuro. Lula vai concorrer com o Bolsonarinho, com filho do Jair Bolsonaro, família que só entregou caos para esse país. Eles se vendem como antissistema e há 30 anos fazem a pior política desse país, das rachadinhas ao genocídio da pandemia, estão sempre do lado da destruição. E nós somos antídoto a isso, somos a resposta a isso”, afirmou.
Fundador e ex-presidente da Associação Comercial e Industrial de Toritama (ACIT), Edilson Tavares recebeu homenagem da entidade ontem (25), no encerramento do Festival do Jeans de Toritama. Ex-prefeito por dois mandatos e pré-candidato a deputado federal, ele foi reconhecido pela atuação no comércio local e no Polo de Confecções.
Segundo a entidade, a homenagem destaca o papel de Edilson na organização do setor empresarial no município, que se consolidou como um dos principais polos de produção de jeans do país. Ao entregar a homenagem, o presidente da ACIT, Luan Leitão, afirmou que Edilson foi o primeiro dirigente da entidade e participou da criação do festival. “Edilson é uma inspiração para todos nós”, disse.
Edilson agradeceu o reconhecimento e afirmou que a trajetória foi construída ao longo do tempo. “Dar o primeiro passo é essencial, mas não basta. É preciso ter coragem para continuar e compromisso para construir algo que permaneça”, disse. Ele acrescentou que a homenagem tem significado especial por acontecer no Festival de Jeans. “É a certeza de que nossa história, construída com trabalho e dedicação, continua inspirando o desenvolvimento da nossa terra e do Polo das Confecções”, afirmou.
O empresário do cantor Anderson Neiff, Thiago Gravações, informou nas redes sociais que a cirurgia do artista foi bem-sucedida. O artista passou por uma procedimento cirúrgico após ser baleado na madrugada deste domingo (26). “A cirurgia foi um sucesso, graças a Deus. Sucesso total, ocorreu tudo certinho”, disse em vídeo publicado nos stories do Instagram.
O artista pernambucano voltava de um show e já estava próximo ao hotel onde estava hospedado quando criminosos em motos atiraram contra o veículo, em São Paulo. O cantor foi atingido no ombro e socorrido para o Hospital Sírio-Libanês. As informações são da Folha de Pernambuco.
Um vídeo que circula nas redes sociais e foi compartilhado com a reportagem mostra o estado da van do cantor pernambucano Anderson Neiff. Nas imagens, é possível ver dois buracos deixados no vidro traseiro do veículo após os tiros. Veja abaixo:
Em nota à Folha de Pernambuco, a Polícia Civil de São Paulo informou que já investiga a tentativa de homicídio contra o cantor. De acordo com a corporação, o crime aconteceu na Av. Nove de Julho, zona oeste da capital.
“No local, os PMs apuraram que a vítima estava em uma van com demais integrantes de um grupo musical, quando suspeitos em motos se aproximaram e atiraram. Eles fugiram na sequência”, afirmou a polícia. A corporação confirmou ainda que Neiff foi atingido no ombro e socorrido para o Hospital Sírio Libanês. “A perícia foi acionada e o caso foi registrado no 14° DP (Pinheiros)”, completou.