Se o leitor não conseguiu assistir a exibição ao vivo do podcast ‘Direto de Brasília’ com o deputado federal Luiz Carlos Hauly (Podemos-PR), idealizador da Reforma Tributária, clique no link abaixo e confira. Está imperdível!
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O deputado federal Pedro Campos (PSB) criticou, neste domingo (24), a compra de trens usados para o Metrô do Recife e classificou os equipamentos como “sucata”. Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar afirmou que os veículos foram fabricados em 1982, não possuem ar-condicionado e estavam fora de operação em Belo Horizonte antes de serem negociados para Pernambuco. Pedro também citou denúncias feitas pelo sindicato dos metroviários sobre o processo de compra e cobrou apuração.
Segundo o deputado, os trens chegaram a ser negociados inicialmente como sucata por R$ 4 milhões antes de terem o valor elevado durante o processo de venda. Ele também defendeu investimentos em novos trens, sinalização, trilhos e fornecimento de energia para o sistema metroviário. “A gente vai apoiar a denúncia sim. Principalmente porque foi feita pelos próprios trabalhadores do metrô”, afirmou.
Leia maisNesta segunda-feira (25), após vídeo-resposta publicado pelo deputado estadual Túlio Gadelha (PSD), Pedro Campos voltou a utilizar as redes para abordar o tema e afirmou que o debate deveria estar centrado na qualidade do serviço oferecido à população.
O parlamentar também mencionou investimentos realizados durante o governo Eduardo Campos na integração do metrô com outros modais e rebateu tentativas de transferir a responsabilidade do problema apenas para o Governo Federal. “O nosso objetivo não tem que ser estar protegendo alguém, e sim resolvendo o problema do povo que anda de metrô”, declarou.
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O Grupo Dislub Equador realizou o Dia D, um evento marco que celebrou o avanço das obras do Terminal de Combustíveis no Complexo Industrial e Portuário do Pecém. A data sinaliza a contagem regressiva para a conclusão de um dos maiores investimentos em infraestrutura logística de energia já realizados no Nordeste, com previsão de conclusão quatro meses antes do prazo estipulado.
Com investimento total de R$ 610 milhões, viabilizado com recursos próprios e financiamento do Banco do Nordeste, o empreendimento está em construção desde fevereiro de 2025 e tem previsão de entrar em operação no início de 2027. Quando concluído, o terminal terá capacidade para armazenar 220 mil m³ de produtos, incluindo derivados de petróleo, biocombustíveis e químicos. “A qualidade da mão de obra, dos prestadores de serviço e das autoridades cearenses permitiu a antecipação da obra em 4 meses”, comemorou Marcelo Carrilho, engenheiro responsável pela obra do terminal.
Leia maisO projeto ganhou escala ampliada após a assinatura, em agosto de 2024, de um contrato com a PetroRecôncavo para escoar pelo porto do Pecém o petróleo extraído no Rio Grande do Norte. O acordo prevê a instalação de 40 mil m³ adicionais de capacidade de tancagem dedicada, aproximadamente 250 mil barris de petróleo. Geração de empregos. Durante a fase de construção, o empreendimento deve gerar cerca de 600 empregos diretos e indiretos.
Após a inauguração, o terminal manterá aproximadamente 100 postos de trabalho permanentes nas áreas de operação, logística, manutenção, segurança e administração, além de movimentar indiretamente setores como transporte, fornecimento de insumos e serviços locais. “Quando iniciamos as obras, tínhamos a clareza de que estávamos diante de algo que vai muito além do nosso negócio. Cada emprego gerado, cada litro de combustível que vai escoar por esse terminal representa um compromisso real com o desenvolvimento do Ceará e do Nordeste”, disse Leonardo Cerquinho, Diretor de Desenvolvimento de Negócios do Grupo Dislub Equador.
Para o Grupo Dislub Equador, o terminal representa o passo mais ousado de uma visão de longo prazo: transformar o Ceará em um hub logístico de combustíveis capaz de atender tanto o mercado regional quanto às operações interestaduais. A nova estrutura ampliará as alternativas de suprimento da região, reduzirá riscos de desabastecimento e favorecerá maior competitividade no mercado nordestino no médio e longo prazo. Embora o terminal não influencie diretamente a formação de preços dos combustíveis, a nova infraestrutura representa um avanço estrutural relevante para a segurança energética do Nordeste.
Sobre o Grupo Dislub Equador – é uma das principais empresas de abastecimento e logística de energia do Brasil, com atuação estratégica nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Com um ecossistema de marcas que inclui Dislub Energia, Equador Energia e DuraMais+, o grupo atende frotas, indústrias, agronegócios e grandes operações, oferecendo soluções completas que vão da distribuição de combustíveis à inteligência operacional.
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Chegou ao fim, no último sábado (23), a edição 2026 do São João na Roça, em Caruaru, consolidando mais uma vez o sucesso do circuito junino realizado na zona rural do município. Promovida pela Prefeitura de Caruaru, a programação percorreu 13 comunidades desde o mês de abril, levando forró, tradição cultural e movimentação econômica para diversas localidades do campo.
O prefeito de Rodrigo Pinheiro celebrou o balanço positivo do evento e destacou a participação popular durante toda a programação. “Encerramos o São João na Roça 2026 com o coração cheio de gratidão. Meu agradecimento a todos os moradores que nos receberam com tanto carinho e à população que participou das noites de muito forró e tradição, contribuindo para a movimentação da economia e fortalecimento da nossa cultura. Agora, vamos dar início à etapa do São João na cidade”, afirmou.
Leia maisDurante o circuito, o São João na Roça reuniu 68 atrações, entre cantores, bandas, trios pé de serra, bandas de pífanos, quadrilhas juninas e batalhões de bacamarteiros. Um dos destaques dessa edição foi a valorização dos artistas locais: cerca de 75% das atrações regionais contratadas são caruaruenses, fortalecendo a cadeia cultural e criativa do município.
Com o encerramento da etapa na zona rural, Caruaru volta agora as atenções para a programação urbana do Maior e Melhor São João do Mundo. A festa na cidade terá início no próximo dia 28, no Polo Azulão, e no dia 30, no Pátio de Eventos, dando continuidade ao calendário junino que movimenta o turismo, a economia e a cultura da Capital do Forró.
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O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, confirmou que o pré-candidato do PL à Presidência da República continua sendo o senador Flávio Bolsonaro (PL), mesmo após o áudio expondo a conversa dele com o banqueiro dono do Master, Daniel Vorcaro.
“Ele [Flávio Bolsonaro] é o candidato do [Jair] Bolsonaro e nós vamos até o fim nessa história porque ele vai ganhar as eleições. A Michele está fora de questão. Ela não é candidata à presidência.”, disse em entrevista à GloboNews, hoje.
Leia maisO presidente do partido também afirmou que ficou sabendo da relação e da conversa entre Flávio e Vorcaro pela primeira vez pela imprensa. “Pela imprensa. Nunca soube; ele nunca falou sobre isso. No dia em que estourou, nós fizemos uma reunião para ver como é que ele ia responder, e aí ele [Flávio Bolsonaro] disse que teve [a reunião] porque tinha necessidade de arrecadar dinheiro para o filme do pai”, afirmou.
Questionado sobre a motivação do empréstimo para o filme Dark Horse e se não enxerga nenhum problema no dinheiro de Vorcaro ser usado para a cinebiografia de Jair Bolsonaro, Valdemar pontua que haveria um problema se o senador e pré-candidato tivesse pedido o dinheiro para bancos públicos como a Caixa e o Banco do Brasil.
“Eu fiquei surpreso. Mas acontece que ele estava, ele [Flávio Bolsonaro] queria resolver o caso do banco [Master], ele [Daniel Vorcaro] estava devendo e ele [ Flávio] foi falar, não achou problema nenhum em falar com o Vorcaro mesmo nessa situação. Eu acho que se o Flávio tivesse pedido o dinheiro para o Banco do Brasil, para a Caixa Econômica Federal, teria problema, porque seriam órgãos públicos”.
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Poder360
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou, hoje, que a transição da redução da jornada de trabalho levará 1 ano depois da promulgação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) – que ainda precisa ser analisada por deputados e senadores. “Atende ao apelo da classe trabalhadora e também escuta o setor produtivo, com isso vamos garantir essa transição”, afirmou.
Motta disse que a redução se dará da seguinte forma:
Motta se reuniu com o presidente Lula (PT) hoje. Depois, falou a jornalistas no Salão Verde da Câmara dos Deputados. Estava acompanhado dos ministros José Guimarães (Relações Institucionais) e Luiz Marinho (Trabalho), e do deputado federal Alencar Santana (PT-SP).
Citou 3 pontos “inegociáveis” e convergentes entre governo e Congresso:
O relatório do deputado Leo Prates (Republicanos-BA) está previsto para ser apresentado nesta 2ª feira (25.mai). Pela manhã, Prates e Motta se reuniram com Lula para discutir as regras de transição da proposta. O governo é favorável ao fim imediato da escala 6×1, mas se mostrou aberto a negociações. A votação em plenário deve ser realizada em 27 de maio.
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O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), defendeu o enquadramento das facções criminosas que atuam Amazônia como terroristas. A medida, segundo ele, permitiria maior cooperação internacional e atuação mais ampla das Forças Armadas para combater o avanço do crime organizado na região.
“A Amazônia brasileira é 100% comandada pelo Comando Vermelho e o PCC. Mais de 250 municípios hoje são 100% comandados pelo Comando Vermelho e pelo PCC. Muita gente diz ‘Caiado, você vai implantar a tese do terrorismo?’ Imediatamente”, disse Caiado em debate promovido pela Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham) em São Paulo.
Leia maisCaiado afirmou que, se eleito, vai enviar ao Congresso Nacional uma proposta enquadrando essas organizações como terroristas em seu primeiro dia como presidente, se vencer a eleição. Para ele, essa “é a única maneira” de recuperar o controle do território, onde, segundo ele, não há efetivo de policiais militares para combater facções brasileiras e estrangeiras.
“Ali você não consegue ocupar território se não tiver toda a presença da Aeronáutica e buscar também a Marinha e Exército Brasileiro. Farei parcerias com todos os países, vou buscar parceria com americanos de satélites e imagens, vou buscar o máximo que tem de tecnologia em combate ao crime organizado”, disse ele.
Para justificar a medida, Caiado afirmou que avanço dessas facções pode impactar as exportações brasileiras. “Nós hoje somos criticados duramente pelos americanos e pelos europeus, que colocam em risco e já estão ameaçando utilizar como trava na importação de produtos brasileiros o avanço do CV e do PCC, que passaram a ser as maiores multinacionais do crime com o repasse de cocaína e de drogas a território tanto americano quanto europeu”, disse o pré-candidato.
Ele também defendeu parcerias com países limítrofes da América do Sul e destacou que o Brasil tem cerca de 17 mil quilômetros de fronteiras terrestres, além de extensa costa marítima. “Precisamos evoluir para aquilo que a Europa deu conta de construir, de uma polícia que tem livre trânsito entre os países que compõem esse eixo nosso”, afirmou.
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A União dos Vereadores de Pernambuco (UVP) realizará, durante esta semana, o Congresso Estadual da UVP, na cidade de Triunfo, no Sertão do Pajeú. O encontro reunirá vereadores(as), prefeitos(as), servidores públicos, representantes de instituições e lideranças políticas de diversas regiões de Pernambuco.
Entre as autoridades confirmadas está a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), que apresentará o programa “Caminhos de Pernambuco”, destacando ações, investimentos e perspectivas para o desenvolvimento dos municípios pernambucanos. O evento também contará com a participação do ex-prefeito do Recife e pré-candidato ao governo do Estado, João Campos (PSB), além de representantes do Ministério Público de Pernambuco, da Defensoria Pública de Pernambuco e da AMUPE.
Leia maisReconhecido como um dos principais eventos do calendário municipalista do estado, o Congresso terá uma programação voltada ao fortalecimento do Poder Legislativo Municipal, à qualificação da gestão pública e à troca de experiências entre os participantes.
Ao longo dos quatro dias, serão promovidos painéis, palestras e debates abordando temas relevantes para a administração pública e para o fortalecimento das Câmaras Municipais. A programação inclui discussões sobre fiscalização, controle interno, comunicação institucional, participação feminina na política, saúde emocional e os desafios contemporâneos enfrentados pelos municípios.
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Pré-candidato do PSD à Presidência da República, o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, volta ao meu podcast ‘Direto de Brasília’, em parceria com a Folha de Pernambuco, com transmissão para 165 emissoras do Nordeste, amanhã. Na pauta, a crise instalada na direita, especialmente no PL e no núcleo bolsonarista, com o envolvimento do senador Flávio Bolsonaro no escândalo do Banco Master.
Recentemente, Caiado afirmou que o Brasil vive uma “desordem institucional” e disse que o atual modelo político não pode mais ser chamado de presidencialismo. Ele criticou o peso das negociações envolvendo emendas parlamentares e votações no Congresso.
Leia maisSegundo Caiado, o centro de poder foi deslocado do Palácio do Planalto, gerando uma “deformidade” no sistema político. O pré-candidato também defendeu uma reforma política e afirmou que o STF deveria responder a questionamentos envolvendo ministros da Corte. Caiado disse ainda que a pauta do impeachment de ministros deve ganhar força nas eleições de 2026 para o Senado.
Médico ortopedista formado pela Escola de Medicina e Cirurgia/RJ, Caiado é natural de Anápolis (GO) e vem de uma família tradicional de produtores rurais. Foi deputado federal por vários mandatos, senador da República e ex-governador de Goiás – eleito em 2018 e reeleito em 2022.
O podcast Direto de Brasília vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, incluindo também cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem o programa a Gazeta News, do Grupo Collor, em Alagoas; a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras na Paraíba; a Mais-TV, do mesmo grupo, sob o comando do jornalista Heron Cid; a Rede ANC, do Ceará, formada por mais de 50 emissoras naquele Estado; além da LW TV, de Arcoverde.
Os parceiros neste projeto são o Grupo Ferreira de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
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Por Rudolfo Lago – Correio da Manhã
Não será surpresa se a polêmica envolvendo a Ferrogrão – a estrada de ferro projetada para ligar a cidade de Sinop, no Mato Grosso do Sul, ao porto de Mirituba, no Pará – acabar parando em alguma Corte internacional. Na quinta-feira (21), o Supremo Tribunal Federal (STF), por 9 votos a 1, considerou constitucional a lei que altera a área do Parque Nacional do Jamanxim, tirando dele 862 hectares para que passe a estrada de ferro.
O que pode levar a um julgamento internacional é o fato de a decisão poder contrariar uma convenção da Organização Internacional do Trabalho (OIT), da qual o Brasil é signatário. Trata-se da Convenção 169, e por conta dela que as comunidades indígenas conseguiram seguram a ferrovia.
Leia maisA Convenção 169 determina que os povos que habitam uma região que vier a ser afetada por uma obra precisam ser ouvidos nas fases de concepção e licenciamento. Está aí um primeiro ponto de discussão. Pode ter sido ultrapassado o ponto de concepção, mas ainda não o de licenciamento. Os povos indígenas, especialmente caiapós, que habitam a região até foram ouvidos, mas não aceitam a ferrovia.
Quem os defende afirma que a obra não pode contrariar a decisão dos povos que ali habitam. E uma insistência nesse sentido fere a convenção da OIT. Assim, a possibilidade algum recurso fora do país não é algo a ser descartado. Mas há também outros caminhos internos que os advogados dos povos indígenas irão tomar. O advogado do Instituto Kabu, que representa os caiapós, Melillo Dinis, disse ao Correio Político que há mais de 20 outras ações correndo na Justiça Federal. Mas há também outro caminho junto ao Tribunal de Contas da União (TCU).
A Ferrogrão ainda está travada no TCU por uma decisão que havia sido tomada pelo ministro Aroldo Cedraz, que se aposentou. Agora, os casos que envolvem a ferrovia ficarão para quem o substitui, Odair Cunha, que até a terça-feira da semana passada era deputado federal pelo PT de Minas Gerais. As próximas decisões a respeito da ferrovia e sua construção serão dele.
A última decisão do TCU determina a suspensão do processo de concessão para a obra até que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e o Ministério dos Transportes resolvam questões ainda pendentes sobre participação social, licenciamento ambiental e previsão de aportes públicos.
A Ferrogrão é uma das obras previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), o programa ações prioritárias de investimentos do governo federal. A área de transportes é totalmente a favor dela. A de meio ambiente, não. Tratam-se de 993 km que vão ampliar a capacidade transporte de grãos.
Quem defende a ferrovia afirma que seu impacto ambiental é menor. Afinal, hoje esse transporte, pela mesma região, acontece pela BR-163, diversos caminhões. O trem por ali passaria gerando menos poluição e sem paradas e contatos que afetem os povos originários. O problema são os riscos indiretos.
Uma muito maior capacidade de transportes poderá estimular a ida de mais fazendeiros para a região, aumentando o impacto sobre a região. O risco, então, não é somente para os povos que ali vivem. Seria mesmo ambiental, porque na região do Jamanxim estão as bacias hidrográficas dos riox Xingu e Tapajós, de grande importância.
Outro argumento diz respeito à repercussão para além da Ferrogrão. Nenhuma decisão judicial fica restrita ao caso específico. “O STF considerou que é legítimo o Congresso alterar por lei a extensão de uma área destinada a preservação ambiental”, observa Melillo Dinis. Não será impossível outras situações.
Finalmente, Melillo teme pelo aumento grande da tensão na região do Jamanxim. “Acho importante não se desconsiderar a força do povo indígena que vive nessa região”, alerta ele. A atração de mais pessoas, ao longo da ferrovia, poderá aumentar, prevê o advogado, a possibilidade de conflitos.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou, hoje, por um procedimento de radioterapia superficial no couro cabeludo. A informação foi divulgada pelo Hospital Sírio Libanês que classificou a intervenção como preventiva e um tratamento complementar da retirada de um câncer de pele.
Segundo o hospital, o presidente seguirá suas atividades diárias sem restrições, mantendo acompanhamento médico. Lula realizou a radioterapia na unidade de Brasília. A retirada do câncer de pele ocorreu em 24 de abril, em São Paulo. As informações são do portal G1.
Leia maisSegundo interlocutores do presidente, serão, ao todo, 15 sessões de dois minutos e vão ocorrer ao longo de três semanas.
Retirada do câncer
Na época da retirada do câncer de pele, a dermatologista Cristina Abdala, responsável pelo procedimento, explicou que se tratava de um carcinoma basocelular, que é o tipo mais comum causada pela exposição crônica ao Sol.
“É uma lesão localizada, não espalha para nenhum lugar. O máximo que pode acontecer é ficarem aparecendo pequenas feridas. Ele já estava acompanhando há algum tempo. Resolveu tirar. Isso não implica mau prognóstico. É acompanhamento”, disse na ocasião.
O médico Roberto Kalil Filho acrescentou, naquele momento, que a indicação era pela retirada. “Quando cresce, a gente precisa retirar, porque senão continua crescendo, não cicatriza, sangra. É uma lesão localizada e a conduta é a remoção”, afirmou.
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Por Rinaldo Remígio*
Há algo de muito grave acontecendo silenciosamente no Brasil – e talvez estejamos normalizando o absurdo. Crescem, diariamente, os relatos de agressões verbais e até físicas contra médicos, enfermeiros, técnicos e demais profissionais da saúde que atuam em UBSs, hospitais públicos, clínicas particulares, UPAs e diversas unidades de atendimento espalhadas pelo país.
O cenário é preocupante. Profissionais que estudaram anos, que enfrentam plantões exaustivos, estruturas precárias, falta de medicamentos, superlotação e pressão emocional constante, agora também precisam trabalhar sob ameaça.
Leia maisMuitos dos conflitos surgem quando determinados pacientes não têm seus pleitos atendidos, especialmente em situações envolvendo pedidos de atestados médicos ou licenças sem a devida necessidade clínica. Há casos em que o profissional, agindo dentro da ética e da responsabilidade técnica, concede apenas o chamado “atestado de comparecimento” — documento perfeitamente legal e adequado quando não existe incapacidade laborativa. Mesmo assim, surgem revoltas, ofensas e, lamentavelmente, agressões.
E o problema não se limita apenas às UBSs. Em hospitais públicos e privados, clínicas médicas, consultórios e até unidades especializadas, profissionais da saúde vêm sendo constrangidos, ameaçados e desrespeitados simplesmente por exercerem sua função técnica com responsabilidade.
Até quando isso será tratado como algo normal?
O médico não pode ser transformado em inimigo por cumprir sua obrigação profissional. O enfermeiro não pode ser responsabilizado pela deficiência estrutural do sistema. O servidor da recepção não pode ser alvo da revolta social acumulada de anos de abandono da saúde pública.
É preciso compreender que saúde pública e privada se fazem com responsabilidade, critérios técnicos e respeito mútuo. Atestado médico não é favor, tampouco moeda de conveniência. Trata-se de um ato profissional sério, respaldado pela ética e pela legislação.
Enquanto isso, muitos profissionais seguem trabalhando com medo. Alguns já evitam contrariar pacientes receosos de represálias. Outros adoecem emocionalmente diante do ambiente hostil que se instala em determinadas unidades de saúde.
Com a palavra, as autoridades gestoras e os órgãos de segurança pública.
É urgente discutir mecanismos de proteção aos profissionais da saúde, ampliar campanhas educativas sobre direitos e deveres dos pacientes e garantir ambientes minimamente seguros para quem dedica a vida ao cuidado humano.
Porque, no dia em que faltar respeito aos que cuidam da sociedade, faltará também humanidade dentro dos hospitais, clínicas e unidades de saúde deste país.
*Professor universitário aposentado!
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Senador e presidenciável, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) desembarca nos Estados Unidos, na manhã de hoje, com a expectativa de um encontro com o presidente Donald Trump. As informações são do portal Metrópoles.
A reunião está prevista para acontecer amanhã. Segundo aliados de Flávio, o convite partiu da Casa Branca. Ainda não há, contudo, confirmação oficial da agenda.
No fim de semana, um fato deixou assessores do senador brasileiro com pé atrás. Trump cancelou a ida ao casamento do próprio filho, na Flórida, para ficar em Washington DC focado no acordo com o Irã. O americano está focado nas negociações para um acordo de paz com os iranianos. No sábado (23/5), ele disse que o acerto já foi em grande parte negociado e que os detalhes devem ser anunciados em breve.
O temor dos aliados de Flávio é de que essa questão do Irã acabe dominando a agenda de Trump nesta semana e leve o atual chefe da Casa Branca a desmarcar ou a adiar o encontro com o senador brasileiro.
Caso isso aconteça, a avaliação na campanha do Flávio é de que a narrativa ficará ruim para o político brasileiro, que planejava usar o encontro com Trump para tentar superar a crise de imagem recente.
A intenção de Flávio é usar a reunião para ofuscar as revelações dos contatos do senador com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e para tentar demonstrar prestígio no cenário internacional.

