O Congresso que o Brasil precisa

Por Maurícios Rands*

De acordo com pesquisa Gallup, 80% dos americanos desaprovam o trabalho dos congressistas dos EUA, segundo a The Economist de 21.2.2026. Há 25 anos essa taxa era de 50%. Uma tendência geral no Ocidente. Cada vez mais o cidadão ordinário se distancia das instituições. Cresce a percepção de que os legisladores, mesmo eleitos, só cuidam dos próprios interesses. No Brasil, já virou bordão o discurso de que o atual é o “pior Congresso da nossa história”. A pesquisa Datafolha de dezembro de 2025 indica uma aprovação de apenas 21% sobre o trabalho dos parlamentares, com 31% de ruim ou péssimo. Para reverter esses números são necessárias mudanças profundas na qualidade dos parlamentares.

Precisamos de um Congresso que aprove propostas para combater as causas do atraso do desenvolvimento brasileiro. Que melhore o funcionamento das nossas instituições, tornando o estado mais eficiente e capaz de estimular o aumento da produtividade e do poder relativo das classes populares. Na direção proposta por Alexandre Rands em seu último livro (“O Grande Fracasso”, 2026). Para que esse empoderamento do povo resulte na ampliação do acesso à educação de qualidade e melhore o nosso capital humano. Um Congresso que promova uma revolução educacionista para colocar ricos e pobres nas mesmas escolas. Na linha de propostas como as de Cristovam Buarque, capazes de reduzir a desigualdade e a exclusão que hoje freiam nosso desenvolvimento

Que legisle para atender reivindicações do povo como o fim da jornada de trabalho de 6×1 que hoje é apoiada por 73% dos brasileiros, a proteção do trabalho por aplicativos, o acesso à moradia digna e a serviços de saúde e transportes decentes.

Que promova, de verdade, uma cruzada contra a corrupção, inclusive a própria. Que combata a captura do estado pelo crime organizado. Mas também pelos grupos econômicos com amplo acesso às altas autoridades dos três poderes. Como ficou escancarado com o caso Master em que Daniel Vorcaro conquistou “amigos” colocando ministros do STF em suas folhas de pagamentos, financiando campanhas de políticos corruptos, mas também organizando festinhas como as de Trancoso. Similares às de Epstein nos EUA.

Que deixe de legislar em causa própria e exerça a autocontenção que deputados e senadores exigem do STF. Um bom exemplo seria reduzir a captura do orçamento da União através das emendas que já chegaram a R$ 52 bilhões anuais com R$ 50 milhões para indicações individuais de cada parlamentar.

Que se comprometa a não votar projetos como a PEC da blindagem de parlamentares e presidentes de partidos, que chegou a ser aprovada na Câmara e, diante da pressão de manifestações de rua, foi rejeitada no Senado.

Que não derrube os vetos que o presidente impôs à Lei Geral do Licenciamento Ambiental, a Lei 14.954/2025. E que, assim, não legalize a licença por autodeclaração, com a emissão automática de licenças para empreendimentos de médio impacto apenas com a declaração do empreendedor e flexibilizando a consulta aos povos originários.

Que promova mudanças culturais que superem a atual cultura de preconceitos contra os ‘desempoderados’ historicamente. Para que novos padrões culturais combatam os preconceitos contra pobres, pretos, mulheres, gays, pessoas com deficiência, idosos e moradores das periferias.

Que aprove a PEC da Segurança Pública e o PL Antifacção para que haja mais integração entre a União, os estados e os municípios no combate à criminalidade, seja a violência nas ruas, seja a do crime organizado, sejam os feminicídios.

Que modifique o atual sistema partidário e eleitoral em que as cúpulas partidárias distribuem ao seu bel-prazer os bilhões dos fundos partidário e eleitoral, favorecendo apaniguados e familiares na organização das listas de candidatos.

Essas e muitas outras propostas de reformas parecem utópicas. Mas qualquer mudança começa por um diagnóstico sobre o que precisa ser feito. Mesmo essas propostas não sendo unânimes. Por isso, a democracia exige a construção de consensos parciais sobre alguns temas que podem produzir resultados a partir de coalizões pontuais. Uma revolução na educação, o combate à corrupção e à violência são campos em que poderia haver alguma construção de consensos pontuais. Mas isso começa pela qualidade dos representantes que o Brasil vai eleger em outubro. Logo, depende do crescimento da consciência cidadã do nosso povo.

*Advogado formado pela FDR da UFPE, professor de Direito Constitucional da Unicap, PhD pela Universidade Oxford

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O senador Flávio Bolsonaro (PL) registrou presença no Senado Federal, na noite desta quarta-feira (14/10), em sessão que discute a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1 — modalidade de seis dias trabalhados para um de descanso.

Candidato do PL à Presidência, Flávio cumpriu agenda na noite desta quarta-feira em Porto Alegre. A confirmação de presença ocorre de maneira virtual, e o senador pode votar a PEC pelos canais digitais do Senado. As informações são do Metrópoles.

A primeira pesquisa Quaest do segundo turno, divulgada nesta quarta-feira (14), mostra que 48% dos eleitores desaprovam o governo Lula, candidato à reeleição pelo PT, enquanto 45% aprovam.

Em relação à pesquisa anterior, divulgada na véspera do primeiro turno, a desaprovação oscilou um ponto para baixo, de 49% para 48%, e a aprovação variou um ponto para cima, de 44% para 45%. As informações são do g1.

A diferença entre desaprovação e aprovação era de cinco pontos e agora é de três.

\Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (14) mostra que 43% dos brasileiros têm medo da volta da família Bolsonaro com a possível vitória de Flávio Bolsonaro (PL), ao mesmo tempo em que outros 43% têm medo da reeleição de Lula (PT). O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal O Globo.

Em relação à última edição da pesquisa, de 3 de outubro, às vésperas do primeiro turno, houve um aumento de 3% nas respostas que citam o medo do retorno da família Bolsonaro. No levantamento anterior, o percentual foi de 40%, menor patamar desde 5 de agosto. Já os participantes que disseram ter mais medo da reeleição de Lula se mantiveram estáveis (43%) desde 21 de setembro. As informações são do g1.

Caruaru - Minha rua nova

Com a experiência de quem presidiu o PT por cinco anos no auge da crise do mensalão, o ex-ministro e ex-deputado federal Ricardo Berzoini ganhou destaque nacional ao criticar a estratégia adotada pelo partido no primeiro turno. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, ele afirmou que, para a segunda etapa da disputa, o presidente Lula (PT) manteve a equipe e incorporou ao comando nomes que saíram fortalecidos das urnas.

“O que motivou a minha conversa com alguns jornalistas antes do primeiro turno foi justamente perceber que, embora houvesse pessoas com qualidade, havia uma campanha pouco dinâmica e pouco capaz de fazer movimentos eleitorais que produzissem respostas da população. Creio que Lula percebeu isso nessa virada do primeiro para o segundo turno. Ele não tirou ninguém, mas ele agregou Camilo Santana, Rui Costa, Rafael Fonteles e Elmano de Freitas, pessoas que foram vitoriosas no primeiro turno e que podem aportar uma contribuição tanto de articulação política, que é fundamental, como do ponto de vista da dinâmica de campanha”, observou Berzoini.

O ex-dirigente também minimizou as críticas ao núcleo da campanha de Lula, especialmente ao presidente do PT, Edinho Silva, e à primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja. “A Janja não prejudica em nada. Não gostar dela é um direito das pessoas, claro. Mas se a vitória tivesse vindo no primeiro turno, ninguém iria falar disso. Como houve agora o segundo turno, tem muita gente falando”, colocou.

“Houve problemas, claro. Uma das parcelas fundamentais da campanha é a visibilidade, e faltou material de campanha do Lula. Creio que agora tem muito mais. E tivemos algo que nem foi comandado pelo partido ou pela coordenação de campanha, que foi a reação de parcela da juventude, dos movimentos sociais, o que mostra que tinha gente achando que ia ser fácil. A disputa é dura, a extrema direita está articulada com a Casa Branca. Há claramente um movimento das big techs, em que os algoritmos não estão distribuindo as postagens de maneira equânime. Há um questionamento do PT ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre isso. Não é possível que elas se prestem a esse tipo de interferência. Já tinha ocorrido no Brexit, na eleição da Itália e em outras eleições na Europa. A regulamentação da atividade política nas redes precisa ser feita de maneira a propiciar a democracia. Não censurar nada, mas assegurar que haja neutralidade”, concluiu o petista.

Ipojuca - Na palma da sua mão

Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (14) mostra que 43% dos eleitores que votaram em branco, anularam o voto ou não compareceram às urnas no primeiro turno declaram intenção de voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno. Outros 38% afirmam que pretendem votar em Flávio Bolsonaro (PL).

O grupo dos eleitores que se abstiveram representa 22% dos entrevistados na pesquisa. Além do percentual de transferência de votos para Lula ou Bolsonaro, outros 17% dizem que votarão em branco, anularão o voto ou não irão votar no segundo turno. Outros 2% estão indecisos. As informações são da CNN.

Olinda - Trabalhando para superar desafios

Faltando dez dias para as eleições, o ex-presidente nacional do PT e ex-ministro Ricardo Berzoini afirma que, independentemente do resultado das urnas, o partido “não pode deixar de planejar o futuro”. Em entrevista ao podcast Direto de Brasília, ele também defendeu que um eventual novo governo Lula (PT) reveja a relação com o sistema financeiro nacional.

“O PT não pode deixar de planejar o futuro. Tem que fazer um movimento de planejamento extremamente atencioso para tratar da questão digital, tem que pensar um modelo que não seja da superficialidade, e que seja capaz de atingir muita gente. E o governo deve pensar em uma nova forma de lidar com a questão do sistema financeiro”, afirmou Berzoini.

“O Brasil precisa ter taxas de juros amigáveis para nossa economia, para o consumidor e para quem quer produzir. Para isso, é preciso pensar esse modelo de metas de inflação, que cumpriu um papel na transição do começo para a segunda fase do Plano Real. Nesse momento, esse modelo tem uma meta de inflação irreal. Não adianta, você tem que colocar metas ambiciosas, porém realizáveis. Isso está fazendo com que o Banco Central pratique taxas de juros básicas de mais de 13%. O que, no balcão do banco, significa 25%, 30%, 50% ou até 100%. Precisamos repensar isso, inclusive do ponto de vista de finanças públicas. Porque se fala muito de resultado primário, mas o que é fundamental para a solvência do país é o resultado nominal, incluindo o custo da taxa de juros. É preciso ter a coragem de discutir. Podemos ter uma visão um pouco mais inteligente sobre metas de inflação”, completou o ex-presidente do PT.

Palmares - Creche Quilombo II

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (14) projeto de lei que amplia o limite de faturamento para enquadramento de Microempreendedor Individual (MEI) e também perdoa dívidas de inadimplentes da categoria. O placar foi de 461 deputados favoráveis e quatro contra.

Ambas as mudanças foram enviadas pelo governo Lula, com o perdão das dívidas do MEI sendo a última medida anunciada pela campanha de Lula nesta semana como tentativa de reaproximação com o grupo a poucos dias do 2º turno. Agora, o texto segue para análise do Senado Federal. As informações são do g1.

O projeto amplia o enquadramento no MEI para os empreendedores com faturamento anual de R$ 110 mil em 2027 e de R$ 140 mil a partir de 2028, ante os R$ 80 mil atuais.

Cabo de Santo Agostinho - Hospital das praias

Apesar de quase todos os partidos de oposição terem declarado apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno presidencial, a disputa deve seguir acirrada. É o que prevê o ex-presidente nacional do PT e ex-ministro Ricardo Berzoini. Com a experiência de quatro mandatos como deputado federal e quatro ministérios em gestões petistas, ele avalia que o vencedor do pleito, seja Flávio ou o presidente Lula (PT), ganhará por uma diferença de “um ponto percentual, no máximo dois”.

“Pelo rumo das pesquisas e pelo que estou observando no cenário em cada região, a diferença no máximo será de dois pontos percentuais. Quem errar menos leva”, observa Berzoini, em entrevista ao podcast Direto de Brasília.

O ex-parlamentar acredita que, embora Flávio tenha aberto o segundo turno com uma margem maior de intenções de voto, a distância já encurtou, mesmo com os apoios recebidos pelo candidato liberal. “Isso é normal quando se tem segundo turno. Aconteceu com Dilma Rousseff (PT) contra Aécio Neves, em 2014. Quem chega na frente abre um pouco, e agora a diferença voltou a apertar”, completou.

Mesmo diante de um cenário difícil, Berzoini acredita na vitória de Lula. “Temos uma história recente de dois turnos, desde a redemocratização. É verdade que nunca houve uma virada em eleições presidenciais. Mas o que temos hoje é diferente, a capacidade de mobilização do presidente Lula é muito grande. Podemos conseguir de fato uma vitória. Temos visto mobilizações da sociedade, sem os partidos, o que é muito melhor. Você está tendo uma efervescência de pessoas que estavam confiantes de que Lula ganharia no primeiro turno e estão vendo que a disputa é mais apertada. Creio que há muitos motivos para as pessoas ficarem preocupadas, porque o adversário já demonstrou como senador e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro que não tem compromisso com o país nem com as boas políticas públicas”, concluiu Berzoini.

Camaragibe - IPTU Verde 2026

Se o leitor não conseguiu assistir à exibição ao vivo do podcast Direto de Brasília com Ricardo Berzoini, ex-ministro da Previdência, do Trabalho, das Comunicações e da Secretaria-Geral de Governo, além de ex-presidente do PT e ex-deputado federal, clique no link abaixo e confira. Está imperdível!


A primeira pesquisa Quaest do segundo turno, divulgada nesta quarta-feira (14), mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 46% das intenções de voto, contra 44% de Lula. Os dois estão em empate técnico dentro da margem de erro, que é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. As informaçoes são do g1.

O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal O Globo. Veja os números:

  • Flávio Bolsonaro (PL): 46%
  • Lula (PT): 44%
  • Indecisos: 1%
  • Branco/nulo/não vai votar: 9%

O ex-ministro da Previdência, do Trabalho, das Comunicações e da Secretaria-Geral de Governo, além de ex-presidente do PT e ex-deputado federal, Ricardo Berzoini, é o convidado do meu podcast em parceria com a Folha de Pernambuco, o ‘Direto de Brasília’, de hoje. O programa irá ao ar excepcionalmente nesta quarta-feira, por motivo de conflito na agenda do entrevistado.

O Hospital Municipal de Timbaúba realizou, no último sábado (10), um mutirão com 21 procedimentos cirúrgicos de baixa e média complexidade. Segundo a Prefeitura, foram atendidos moradores do município e também pacientes de cidades vizinhas da Mata Norte.

Entre os procedimentos realizados estão cirurgias de hérnia, vasectomia e retirada de cistos. “Os timbaubenses, cidadãos da Mata Norte e até de localidades distantes não precisam se deslocar para grandes centros. São cirurgias de hérnia, vasectomia, retirada de cisto, entre outras”, afirmou o prefeito Marinaldo Rosendo.

De acordo com a gestão municipal, o Hospital Municipal de Timbaúba já contabiliza mais de 700 procedimentos de baixa e média complexidade. “Contamos com uma estrutura completa para beneficiar, caso necessite de cirurgias, com objetivo de atender o maior número de pessoas”, disse Marinaldo.