Este blog recebeu denúncias, hoje, de que funcionários do Hospital da Restauração (HR) estão acumulando mais de um cargo de chefia na área da saúde, o que não é permitido, e não estariam prestando a assistência que deveriam aos pacientes da unidade.
De acordo com as fontes, que falaram sob reserva por medo de retaliações, uma enfermeira tem dois vínculos, um no HR como “supervisora de andar” (cargo que não existe oficialmente no organograma) e diretora do Hospital da Mirueira, em Paulista, no Grande Recife.
Leia maisEm outro caso, uma enfermeira tem vínculo efetivo com a Secretaria de Saúde e acumula um contrato por tempo determinado no Hospital da Restauração. Essa profissional teria tido os pontos abonados pela coordenação de emergência da unidade em ocasiões nas quais não trabalhou.
Os favorecimentos ocorrem há cerca de dez meses e o critério é ter bom relacionamento com pessoas da alta cúpula da Secretaria de Saúde do Estado. Há outros casos de profissionais que atuam na rede privada e também no HR, mas, por meio de amizade interna, acabam sendo remanejados para funções administrativas e “fogem” do atendimento direto aos pacientes.
O resultado é o aumento dos plantões extraordinários pagos pelo orçamento estadual, já que aqueles contratados para a assistência aos enfermos estariam sendo deslocados, obrigando a rede a contratar os plantonistas de forma extra para cobrirem os espaços descobertos nas escalas. As fontes informaram que preparam denúncias sobre os favorecimentos para enviarem ao Ministério Público de Pernambuco.
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