Por Milton Coelho
Na noite do dia 8 de agosto de 1974, o presidente reeleito dos EUA, Richard Nixon, do Partido Republicano, invadiu milhões de lares por meio de uma rede de TV e Rádio para comunicar às famílias americanas a sua renúncia ao cargo de presidente dos Estados Unidos da América.
Dois anos antes, Richard Nixon mandou espionar ilegalmente os seus adversários. E, para isso, foi criado um grupo de 5 homens contratados pelo comitê de reeleição de Nixon e auxiliados por agentes da CIA e do FBI para o cumprimento da missão: instalar um sistema de rastreamento e captação de som na sede do partido adversário, o Democrata, que funcionava no complexo Watergate, um conjunto de 6 edifícios, localizado em Washington. A arapongagem foi descoberta e a polícia prendeu em flagrante todos os envolvidos na operação de instalação da escuta clandestina.
Leia maisO caso ficou conhecido como “Escândalo Watergate”. O Congresso americano abriu um processo de impeachment contra o presidente. A renúncia foi a única alternativa que restou ao presidente Nixon, que nunca mais pôde disputar nenhum cargo público.
Guardadas as devidas proporções geográficas e políticas, o que a Polícia Civil de Pernambuco fez, ao colocar um rastreador no carro de um secretário do prefeito João Campos e montar um grupo de 3 delegados e 7 agentes policiais para espioná-lo de forma ilegal e clandestina, foi também claramente um crime contra a garantia constitucional do cidadão brasileiro! Essa situação assumiu ares de um escândalo tão dimensionado que o ministro Gilmar Mendes, do STF, decidiu afastar o Ministério Público de Pernambuco das investigações sobre as atitudes ilegais da Polícia Civil e ordenou que essa apuração ficasse a cargo da Polícia Federal.
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