Por José Nivaldo Junior – Jornal O Poder
A expressão “pato manco” (lame duck) na política americana refere-se a um(a) governante ou político(a) que continua no cargo após perder a reeleição, anunciar aposentadoria ou estar em seu último mandato permitido. Ele(a) detém o poder formal, mas perdeu influência, autoridade e capacidade de implementar novas medidas, tornando-se um “morto-vivo” (ou “morta-viva”, no caso em pauta) político, com foco restrito no final de seu mandato. Ladeira abaixo, tropeçando ao descer as escadas.
Pernambuco assiste, como o restante do país, estarrecido, à incrível capacidade da desastrada, incompetente e arbitrária governadora Raquel Teixeira Lyra de conduzir com equilíbrio e prudência os mais comezinhos assuntos do Estado. Duas trapalhadas reveladas recentemente, mas que vêm de longe, provocaram escândalos nacionais e perplexidade internacional. Nunca, jamais em tempo algum, sob as regras de um regime democrático, um Executivo de qualquer nível usou a estrutura governamental para, no completo desrespeito às leis, determinar medidas ilegais, imorais e sujeitas ao defenestramento do cargo e à condenação da História.
Leia maisO que fez de tão ruim essa simpática mulher? Para ficar apenas nesses dois casos: primeiro, nomeou um primo afim para a presidência da entidade que também controla o transporte rodoviário. A empresa Caruaruense, fundada por seu avô e nos extertores dirigida por seu pai, agonizava. Raquel Teixeira Lyra determinou, por meio do preposto, que nenhuma fiscalização fosse feita, nenhuma taxa fosse cobrada, e a empresa circulou ainda por três anos sem as mínimas condições operacionais. Com riscos reais à integridade e até à vida de milhões de passageiros. A governadora foi forçada, ela em pessoa, a anunciar a falência da empresa, cuja operação já foi assumida por outra concessionária no último fim de semana. Um jogo marcado e previsto. Como, aliás, O Poder anunciou com exclusividade — tanto a data da substituição como a empresa sucessora.
Incrível, mas o pior ainda vem.Explodiu no Domingo Espetacular, da Rede Record. Uma coisa que nós aqui, de O Poder, vínhamos denunciando há meses. O uso direcionado da Polícia Civil para fins políticos. Com o objetivo de perseguir adversários. Alertamos. Ninguém quis ouvir. Tentaram desmoralizar as denúncias, coisa que ninguém nesse governo e nos seus arredores áulicos tem condições morais de fazer. Temos história e conceito. Raquel Teixeira Lyra tem histórico familiar, conceito indefinido e lealdade duvidosa à trajetória dos seus familiares, predecessores na política.
Virou um “pato manco”. Está no cargo, mas já não governa; dá ordens, mas já não manda; mantém a pose, mas já não é respeitada. Melhor seria abreviar a sangria, a estas alturas inevitável. Porém isso, só ela pode decidir.
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