O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) só terá um mês para analisar sugestões da sociedade e de plataformas digitais antes de definir as novas regras das eleições de 2026. A mudança mais aguardada está relacionada ao uso da inteligência artificial (IA) nas campanhas.
Enquanto as normas não saem, proliferam nas redes sociais conteúdos adulterados, relacionados principalmente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputará o quarto mandato, e ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato ao Palácio do Planalto. As informações são do portal Estadão.
Leia maisAs audiências públicas para receber sugestões da sociedade civil foram marcadas para os dias 3, 4 e 5 de fevereiro. O TSE divulgará nesta segunda-feira, 19, as resoluções para consulta do público. As normas que vão orientar a atuação da Justiça Eleitoral neste ano precisam ser aprovadas até 5 de março.
Com a aproximação das eleições de outubro, imagens de pré-candidatos editadas ou geradas por IA já se tornaram recorrentes nas redes sociais. Na semana passada, uma foto manipulada do presidente Lula “musculoso” foi compartilhada por petistas na internet.
“O homem tá forte e o projeto é longo. Vem tetra!”, escreveu o deputado Lindbergh Farias (RJ), líder do PT na Câmara, em post no X, ao divulgar a foto editada. O presidente, que tem 80 anos, vem reiterando em declarações públicas que disputará as eleições se estiver com “100% de saúde”.
Em dezembro, também circulou no TikTok um vídeo que simulava uma reportagem de telejornal e atribuía a Flávio Bolsonaro a liderança na corrida presidencial, informação que contraria os dados das pesquisas eleitorais. Um mês antes, em novembro, outro vídeo falso mostrava o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, dizendo que pediu a prisão de Flávio.
O marco da IA foi aprovado no Senado e atualmente é debatido na Câmara, em uma Comissão Especial. Havia a expectativa de que a proposta, sob relatoria do deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), fosse votada no final de 2025, o que não ocorreu. Assim, o tema entrou em 2026 como uma das pendências do Congresso, mas enfrenta resistências por parte das plataformas, que questionam especialmente o trecho do texto sobre direitos autorais.
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