Mudei a rota e fui, hoje, por mera curiosidade, correr meus 8 km diários no Recife Antigo. E encontrei um cenário deslumbrante, com ruas repletas de ciclistas, corredores e caminhantes. Me deparei até com pagodeiros, num barzinho, que pareciam ter varado a madrugada.
Passei sobre a Ponte Giratória, recentemente restaurada. Ficou sensacional! Depois, fui ao Marco Zero e encontrei muita gente. Parecia dia de festa. O Recife Antigo voltou a ser abraçado pelos recifenses e turistas pela manhã para prática de esportes.

Falta agora renascer para a noite, para a boemia. Revigorado dentro de um projeto na gestão do então prefeito Jarbas Vasconcelos, o Recife Antigo morreu para noitadas, com exceção do Marco Zero, local de grandes eventos.
Uma pena! É um bairro histórico, zona portuária de Recife, berço da cidade, conhecido por sua rica arquitetura colonial, ruas de paralelepípedos, e vibrante vida cultural, com atrações como o Marco Zero, Paço do Frevo, Cais do Sertão, Rua do Bom Jesus (com a Sinagoga Kahal Zur Israel) e o Parque das Esculturas de Brennand.
Caminhar ou correr, como faço, pelo Recife Antigo é como abrir um livro de história, onde cada rua e cada esquina contam um capítulo diferente da alma pernambucana. Entre casarões coloridos, calçadas de pedra e até o trilho de quando ainda havia bondinho circulando por ali, tudo remete a um passado cheio de saudosismo.

E pra embelezar ainda mais esse lugar, que é o coração da cidade, há o Rio Capibaribe, que corta vários bairros. Mas nem só de passado vive o Recife Antigo, ele conta com o Porto Digital, intervenções que inspiram música, cultura e tecnologia. Inclusive, ganhou recentemente a opção de você circular pelas ruas de carrinho elétrico, que são gratuitos e estão disponíveis de quinta a sábado.
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