BLOG DA ANA FLOR – G1
Um grupo de mulheres conservadoras que atuam na política avaliam entrar com uma ação nos Estados Unidos contra indivíduos que elas afirmam fazerem parte de um “gabinete do ódio” que vem disseminando ataques nas redes sociais. Elas alegam que os autores são brasileiros ligados ao bolsonarismo.
Um nome citado por elas é do influencer Allan dos Santos, seguidor de Olavo de Carvalho e foragido da justiça brasileira.
Os ataques engrossaram os motivos para Michelle Bolsonaro gravar o vídeo divulgado na semana passada em que também critica o enteado, senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Leia maisNo vídeo, Michelle chega a citar ataques que recebeu nas redes de pessoas que estão no exterior. A ex-primeira-dama cita um “grupo de maledicência coordenada a partir de quem está no exterior continua agindo e me atacando todos os dias. Alguns deles até continuam aparecendo em fotos com o Flávio”.
O blog ouviu duas integrantes de partidos de direita que confirmam que um advogado nos EUA já foi contactado. Elas reuniram diversos posts em redes sociais diferentes, com ataques a mulheres que atuam na política ou se posicionam publicamente sobre temas sociais.
Elas alegam que os autores são brasileiros ligados ao bolsonarismo. Um nome citado por elas é do influencer Allan dos Santos, seguidor de Olavo de Carvalho e foragido da justiça brasileira.
Os conteúdos caracterizariam calúnia, difamação e injúria, segundo elas, que podem ser considerados crimes também nos Estados Unidos.
Além de Michelle, os alvos mais frequentes são a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e a governadora do Distrito Federal, Celina Leão. Mas não apenas.
O grupo avalia incluir ataques a mulheres de esquerda também, vindas dos mesmos perfis fora do Brasil.
A reclamação já chegou ao presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, e ao pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro.
As cobranças já ultrapassaram o universo feminino. Nesta quarta-feira (1º), o deputado Marcos Feliciano fez uma postagem na rede social ‘X’ pedindo que Flávio Bolsonaro “coloque os galos de rinha dentro da caixa”, ou perderia apoio dos evangélicos também.
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O Partido Liberal deve manter e utilizar os materiais de propaganda gravados por Michelle Bolsonaro, mesmo após a ex-primeira-dama deixar o comando do PL Mulher.
Ela deixou a presidência da ala feminina da sigla, nesta semana, após atritos com o senador e pré-candidato à Presidência pelo partido, Flávio Bolsonaro (RJ). As informações são da CNN.
Leia maisMichelle, no entanto, já havia gravado vídeos em apoio a pré-candidatos da legenda no Distrito Federal, Rondônia e Acre. A CNN Brasil apurou que a intenção é seguir gravando novos materiais, mas com a saída do cargo a estrutura para isso ainda é avaliada.
No geral, Michelle apadrinha pré-candidatas mulheres, mas também escolheu alguns pré-candidatos homens para apoiar.
O prazo para a veiculação da propaganda partidária acabou na última terça-feira (30). Conforme a legislação eleitoral, a propaganda partidária só pode ser transmitida ao longo do primeiro semestre.
Já a propaganda eleitoral, voltada a divulgar candidatos e suas propostas, passa a ser exibida na TV e no rádio a partir do dia 28 de agosto e se estende até o dia 1º de outubro.
Cotada para uma vaga ao Senado, Michelle tem agora candidatura incerta, após o desgaste envolvendo o desentendimento público com Flávio.
Em conversa com o presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, segundo relatos à CNN Brasil, ela teria indicado que não tem vontade de entrar na disputa eleitoral. O chefe da sigla, porém, mantém a expectativa de contar com a ex-primeira-dama em busca de uma vaga ao Senado.
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O ex-ministro José Jorge, do Tribunal de Contas da União, promoveu, ontem, mais um excelente forró em Brasília, repetindo o estrondoso sucesso dos anos anteriores. Tudo começou quando Jorge era senador e fazia o forrobodó em seu apartamento, na 309 Sul.
Mas o evento cresceu demais, a partir do segundo ano, levando o anfitrião a transferir para um clube e mais recentemente no salão da Igrejinha, da 109 Sul, que lotou ontem.
Leia maisMinistros, senadores, deputados e velhos amigos de José Jorge, como o presidente nacional do PSB, Gilberto Kassab, o ministro Gilmar Mendes, do STF, e o empresário Paulo Otávio, além do ex-senador Heráclito Fortes, do Piauí, foram bater ponto no forró de José Jorge.
Os convidados ficam encantados com a organização do evento. Os quitutes em geral, como pamonha, canjica, pé de moleque e bolo de Souza Leão, são importados diretamente do Recife.








O Complexo de Suape fomalizou, nesta quinta-feira (2), um convênio de R$ 46,1 milhões, integralmente financiado pela estatal portuária, destinado à execução de obras de saneamento básico em comunidades do entorno.
O investimento beneficiará cerca de 14,8 mil moradores de quatro localidades do Cabo de Santo Agostinho. Com vigência de 24 meses, o convênio firmado com a Compesa e a BRK Ambiental estabelece as responsabilidades de cada instituição na execução das intervenções e reforça a estratégia do Governo de Pernambuco de aliar o crescimento econômico à ampliação da infraestrutura e à melhoria da qualidade de vida da população. As informações são do Blog da Folha.
Leia maisAs obras contemplarão os loteamentos Vila Claudete, Nova Vila Claudete, Nova Tatuoca e Vila Cepovo, no município do Cabo de Santo Agostinho, beneficiando diretamente 3.705 famílias. O projeto prevê a implantação e recuperação de estações de tratamento de esgoto, estações elevatórias, redes coletoras, ramais condominiais, interligações à rede pública, além da construção de passeios e da instalação de caixas de gordura. Ao final da execução, as comunidades passarão a contar com infraestrutura sanitária mais moderna e eficiente, refletindo na saúde pública, na preservação ambiental e na qualidade de vida.
“Esta iniciativa representa uma reparação histórica e o reconhecimento de uma dívida social com essas famílias, que deveria ter sido enfrentada há muitos anos. O desenvolvimento de Suape precisa estar diretamente associado à melhoria da qualidade de vida das comunidades do entorno. Este investimento reafirma nosso compromisso com a saúde pública, a preservação ambiental e a dignidade da população. Ao mesmo tempo em que ampliamos a infraestrutura do complexo, fortalecemos nossa atuação social, promovendo cidadania, inclusão e desenvolvimento sustentável. Essa é uma das diretrizes da governadora Raquel Lyra, que temos o compromisso de colocar em prática com responsabilidade e excelência”, destacou o diretor-presidente de Suape, Armando Monteiro Bisneto.
“A ampliação do saneamento básico no entorno de Suape reforça uma diretriz do Governo de Pernambuco, sob a liderança da governadora Raquel Lyra, de promover o desenvolvimento econômico aliado à melhoria da qualidade de vida da população. Essa parceria entre Suape, Compesa e BRK Ambiental demonstra a importância da atuação integrada do Estado para ampliar o acesso a um serviço essencial. A Compesa dará todo o suporte técnico necessário à execução das obras, que vão promover mais saúde, preservação ambiental e desenvolvimento para essas comunidades”, destacou o presidente da Compesa, Douglas Nóbrega.
Além dos titulares do Complexo de Suape e da Compesa, participaram da agenda o diretor-presidente da BRK Ambiental, Ricardo Cerqueira; diretores e colaboradores da estatal portuária; os deputados estaduais Jeferson Timóteo e Romero Sales Filho, além de assessores do Governo de Pernambuco e representante comunitário.
Compromisso Social
As intervenções representam um avanço histórico para as comunidades beneficiadas. Além de ampliar o acesso à coleta e ao tratamento de esgoto, contribuirão para reduzir doenças de veiculação hídrica, preservar canais e corpos d’água, proteger os lençóis freáticos e melhorar as condições urbanas da região. Mais do que ampliar a infraestrutura de saneamento, a iniciativa representa um investimento em saúde pública, preservação ambiental e qualidade de vida para milhares de famílias que vivem no entorno do complexo industrial portuário.
Por Bela Megale – O GLOBO
Os funcionários que trabalhavam na estrutura do PL Mulher nacional com Michelle Bolsonaro estão se desligando da sigla. O presidente do partido, Valdemar Costa Neto, disse que todos estão de aviso prévio.
— Eles estão de aviso prévio para organizarem a vida antes de sair — disse Valdemar à coluna.
A decisão de extinguir o PL Mulher foi do próprio presidente do PL após o acerto de que Michelle deixaria o comando da instituição. Valdemar disse à ex-primeira-dama que não tinha ninguém à altura dela para ocupar o cargo. O martelo foi batido na reunião que tiveram na terça-feira (30).
Leia maisO encontro foi tenso. No início, Michelle disse que deixaria o partido e não concorreria mais ao Senado. Na hora de colocar no papel esse comunicado, recuou. Os apelos da governadora do Distrito Federal Celina Leão e da senadora Damares Alves fizeram a ex-primeira-dama rever sua posição.
Nesta quinta-feira (2), os assessores de Michelle no PL Mulher foram à sede do partido assinar a demissão. A sigla não vai absorver a estrutura montada pela ex-primeira-dama.
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O senador Humberto Costa (PT) participou, nesta quinta-feira (2), de duas agendas na Região Metropolitana do Recife voltadas à saúde e à segurança hídrica. Pela manhã, esteve em Abreu e Lima na inauguração da Unidade de Saúde da Família (USF) Vereador Elizeu Lopes, ao lado do prefeito Flávio Gadêlha. Em seguida, participou, na sede da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), no Recife, da assinatura das ordens de serviço para a instalação de 4.611 cisternas em 57 municípios do semiárido pernambucano, iniciativa que integra um programa federal com investimento superior a R$ 250 milhões.
Durante os compromissos, Humberto destacou a importância do Sistema Único de Saúde (SUS) e das ações voltadas ao abastecimento de água. “O SUS é a maior conquista social do povo brasileiro, e defender ele é defender o direito de cada família ter atendimento digno. É por isso que uma cisterna de água ou uma USF como essa não são apenas obras, elas significam saúde chegando na vida de quem mais precisa”, afirmou. Nesta sexta-feira (3), o senador segue para Garanhuns, no Agreste Meridional, onde participará da inauguração do Hospital de Amor.
A viagem que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fará na próxima semana aos Estados Unidos marcará a sexta ida do senador ao país apenas neste ano e reforçará uma das principais apostas de sua pré-campanha: a aproximação com o governo Donald Trump e com o movimento conservador internacional. Nos bastidores, porém, cresce entre aliados a avaliação de que a campanha precisa agora voltar parte de seus esforços para dentro do Brasil, acelerando a montagem dos palanques estaduais e ampliando a presença justamente nas regiões onde o bolsonarismo historicamente enfrenta maiores dificuldades eleitorais.
Desde que lançou sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto, Flávio já percorreu 17 unidades da Federação. No mesmo período, fez cinco viagens aos Estados Unidos: a primeira, em janeiro, quando tentou uma agenda com o secretário de Estado Marco Rubio; a segunda, em fevereiro, quando passou o carnaval no país; a terceira, em março, para participar da Conservative Political Action Conference (CPAC), no Texas; e outras duas em maio, primeiro para encontros com empresários e, dias depois, para uma reunião com o presidente Donald Trump na Casa Branca. Agora, embarca novamente para Washington, onde participará, no próximo dia 6, de uma audiência pública promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) sobre a proposta de sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisNo Brasil, o senador cumpriu agendas em Rondônia, Pará, Maranhão, Bahia, Paraíba, Rio Grande do Norte, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Ou seja, Flávio ainda não passou por dez estados: Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Ceará, Pernambuco, Piauí, Roraima, Sergipe e Tocantins. Todos estão localizados nas regiões Norte e Nordeste.
Na volta da próxima viagem aos Estados Unidos estão previstas idas a Pernambuco e ao Ceará, o que reduziria o número de estados por onde ele ainda não passou. Nesta sexta-feira, ele estará no Rio pela manhã e na Paraíba à noite.
Os cenários, porém, variam de estado para estado. Em Pernambuco, por exemplo, o PL ainda não definiu se lançará candidatura própria ao Senado, discussão considerada estratégica por dirigentes locais para fortalecer o palanque presidencial. No Ceará, a visita ocorrerá em meio aos desdobramentos da crise entre Flávio e Michelle Bolsonaro. Já no Amazonas, no Piauí e em Sergipe, o partido já definiu candidatos próprios aos governos estaduais, mas o presidenciável ainda não esteve ao lado desses aliados. Nos demais estados — Acre, Alagoas, Amapá, Roraima e Tocantins — interlocutores da campanha afirmam que as articulações para consolidação dos palanques ainda seguem em andamento.
Parte desse vazio começará a ser reduzido em breve. Logo depois de retornar de Washington, o senador tem agendas previstas em Pernambuco e no Ceará. A passagem pelo estado cearense, porém, carrega um peso político adicional. Foi ali que surgiu a crise entre Flávio e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, após o impasse em torno da candidatura da vereadora Priscila Costa ao Senado. Michelle defendia a indicação da aliada, enquanto o senador conduziu as negociações que abriram espaço para uma composição com o grupo do deputado André Fernandes (PL-CE), episódio que foi o estopim do rompimento entre madrasta e enteado.
Na avaliação de aliados, a passagem pelo Ceará também será um teste da capacidade da campanha de reconstruir pontes com lideranças locais depois da crise. Nesta semana, Priscila participou da reunião organizada por Flávio para apresentar o programa Brasil por Elas, elogiou publicamente o presidenciável e fez um gesto interpretado pelo entorno do senador como um sinal de distensão, embora continue sendo uma das principais aliadas de Michelle.
Interlocutores da campanha afirmam que a estratégia de internacionalização cumpriu um papel importante ao aproximar Flávio de Trump, de integrantes do Partido Republicano e de empresários americanos. Agora, porém, defendem que a prioridade passe a ser outra: ampliar a presença em estados onde a candidatura ainda depende da consolidação de alianças políticas e da montagem de palanques competitivos.
Essa necessidade se tornou ainda mais evidente porque as lacunas da agenda estão concentradas justamente no Norte e no Nordeste, regiões em que Lula mantém vantagem histórica e onde o bolsonarismo enfrenta maior resistência. Enquanto Flávio já percorreu todos os estados do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste, além de parte do Norte e do Nordeste, os compromissos pendentes permanecem integralmente nessas duas regiões.
Além da audiência sobre as tarifas, a viagem a Washington terá outro objetivo político. Flávio deve aproveitar a passagem pelos Estados Unidos para se reunir com o irmão Eduardo Bolsonaro, que permanece no país. Aliados defendem que o encontro sirva para alinhar a comunicação da pré-campanha após os desgastes provocados pela crise com Michelle Bolsonaro. Na avaliação desse grupo, declarações de influenciadores ligados ao deputado, como Paulo Figueiredo, e publicações feitas por pessoas de seu entorno ampliaram o desgaste da crise justamente no momento em que a campanha tenta reconstruir sua relação com o eleitorado feminino.
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou a família Bolsonaro nesta quinta-feira (2) após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pedir que os Estados Unidos suspenda as taxações anunciadas contra o Brasil. Segundo o pré-candidato à Presidência, a imposição das tarifas representaria uma “vitória política” para o governo de Lula.
Nas redes sociais, Lula afirmou que o Brasil “não está à venda” e que defender o adiamento das tarifas para depois das eleição é uma traição à pátria. As informações são da CNN.
Leia mais“Pedir que o tarifaço contra o nosso país seja adiado para depois das eleições é mais uma atitude de traidores da Pátria. Nunca houve e não há qualquer justificativa para tarifaço agora ou depois”, publicou Lula no X (antigo Twitter). “Nossa Pátria não está à venda. Nossa soberania é inegociável. O Brasil é dos brasileiros.”
Na publicação, o presidente disse ser “inaceitável” que queiram “submeter o Brasil aos interesses dos Estados Unidos”.
“É inaceitável que a família Bolsonaro, com o seu entreguismo, queira submeter o Brasil aos interesses dos Estados Unidos, como fica claro no documento enviado hoje por um de seus integrantes ao governo norte-americano”.
A carta encaminhada por Flávio Bolsonaro ao USTR (Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos) na última quarta-feira (1°), pede a suspensão da proposta de taxação e também a abertura imediata de negociações bilaterais nas áreas influenciadas pela imposição das taxas.
“As tarifas propostas proporcionariam ao atual governo brasileiro exatamente a vitória política que ele vem arquitetando, ao mesmo tempo em que puniriam a economia americana e os próprios brasileiros que buscam uma relação mutuamente benéfica com os Estados Unidos”, conclui o pedido de Flávio.
No entender do senador, as “tarifas propostas recompensariam justamente os infratores que deveriam punir”.
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Motoristas e engenheiros terceirizados que prestam serviços à Secretaria de Educação de Pernambuco denunciaram ao blog atrasos no pagamento de retroativos salariais e diárias. Segundo os relatos, os profissionais vinculados à empresa GT Serviços aguardam há cerca de um ano o pagamento de valores retroativos, enquanto engenheiros estariam há mais de três meses sem receber diárias referentes às viagens realizadas a serviço do Estado. Os denunciantes pediram para não serem identificados por receio de retaliações.
De acordo com os trabalhadores, a empresa teria informado inicialmente que os pagamentos não foram realizados porque os recursos ainda não haviam sido repassados pela Secretaria de Educação. Posteriormente, porém, os profissionais afirmam ter recebido a informação de que o Estado já teria efetuado o repasse à prestadora de serviços, sem que os valores fossem creditados aos funcionários. Eles também alegam que continuam sendo enviados para viagens mesmo com as diárias em atraso.
Ainda segundo os denunciantes, os motoristas terceirizados da Secretaria de Educação são divididos entre duas empresas contratadas. Conforme os relatos encaminhados ao blog, os trabalhadores vinculados à RM teriam recebido os retroativos, reajustes salariais e diárias regularmente, enquanto os empregados da GT Serviços afirmam que os pagamentos permanecem pendentes. O blog deixa o espaço aberto para manifestações da Secretaria de Educação de Pernambuco e da GT Serviços sobre as denúncias.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) enviou um documento ao USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos) no qual afirma que a confirmação do tarifaço de 25% proposto pelo órgão daria ao governo Lula (PT) uma “vitória política”.
“As tarifas propostas dariam ao atual governo brasileiro exatamente a vitória política que ele vem buscando, ao mesmo tempo em que puniriam a economia americana e os próprios brasileiros que defendem uma relação mutuamente benéfica com os Estados Unidos”, disse Flávio, pré-candidato do PL à Presidência. As informações são da Folha de S. Paulo.
Com base nesse argumento, o senador pediu ao USTR que suspenda a aplicação de sobretaxas ao país, ao menos até a realização das eleições presidenciais no Brasil.
Leia mais“Os Estados Unidos têm um interesse consolidado em não tomar medidas econômicas de grande porte contra uma democracia estrangeira nas semanas anteriores a uma eleição nacional disputada, onde a ação corre o risco de ser retratada […] como uma tentativa de influenciar o resultado”, escreveu o senador. “Adiar a implementação até depois das eleições elimina essa caracterização.”
O texto de Flávio também cita a classificação do Banco Master como “maior fraude financeira” da história, mas omite seus elos com Daniel Vorcaro, ex-dono da instituição financeira.
O anúncio das novas tarifas já foi explorado contra Flávio pelo presidente Lula (PT), que tem adotado o mote da soberania nacional. O petista também tem se colocado como defensor do Pix, um dos alvos da investigação dos EUA.
O senador submeteu comentários escritos no âmbito da investigação comercial iniciada pelo USTR com base na Seção 301. Ele também se inscreveu para falar na audiência pública desse processo que deve ocorrer no dia 7 de julho, em Washington.
O relatório enviado por Flávio tem 19 páginas de argumentação, além de diversos anexos. Logo no início, ele diz que Lula se fortalece eleitoralmente quando Trump ameaça tarifar o Brasil.
“Pesquisas de opinião no Brasil mostram que a posição eleitoral do atual governo se fortaleceu justamente nos períodos em que a pressão exercida pelas tarifas americanas foi mais intensa. A pesquisa nacional mais recente coloca o atual governo com 39% das intenções de voto contra 29% do autor [do documento, Flávio] em um cenário de primeiro turno, além de indicar que a aprovação do governo subiu desde abril de 2026 e que sua vantagem em um eventual segundo turno aumentou”, diz o senador, no documento.
O parlamentar incluiu no relatório um gráfico de pesquisa de opinião para mostrar que as sobretaxas ajudam Lula eleitoralmente. Além de um “ativo político”, Flávio afirma que Lula adota uma postura de confrontação com os EUA por “inclinação ideológica”.
Flávio faz referência ainda ao primeiro tarifaço imposto por Trump contra o Brasil, de 50%, adotado em meio a atuação de seu irmão, o então deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), para que os EUA pressionassem os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) no processo judicial contra Jair Bolsonaro.
À época, tanto Eduardo como Flávio condicionaram o fim do tarifaço à anistia a seu pai.
Agora, o pré-candidato à Presidência do PL diz que essa medida de pressão foi ineficaz e que não alterou decisões do tribunal contra Bolsonaro e na ação do Marco Civil da Internet.
Ele lembra ainda que o primeiro tarifaço e a abertura da investigação comercial foram justificadas por Donald Trump como resposta a uma “caça às bruxas” contra Jair Bolsonaro. Para Flávio, as medidas adequadas que o governo Trump deveria adotar são a suspensão de vistos de autoridades brasileiras e sanções com base na Lei Magnitsky, como as aplicadas ao ministro do STF Alexandre de Moraes no ano passado.
O governo Trump anunciou no início do mês a conclusão da investigação da seção 301 contra o Brasil e propôs novo tarifaço de 25% sobre bens importados do país. A decisão final sobre aplicação ou não cabe a Trump, após a consulta ao setor privado.
Esta investigação foi instaurada em julho de 2025. O governo americano incluiu no processo a análise de práticas em diferentes frentes: comércio digital e serviços de pagamento eletrônico; tarifas consideradas “injustas ou preferenciais”; leis anticorrupção; proteção da propriedade intelectual; acesso ao mercado de etanol; e desmatamento ilegal.
Os alvos vão desde queixas antigas de Washington, como as tarifas brasileiras sobre a importação de etanol, até o Pix. Nesse capítulo, o governo Trump acusou o Banco Central de favorecer o Pix de forma injusta e discriminatória em relação a outros meios de pagamento, numa referência a empresas de cartão americanas.
O governo Lula fez da defesa do Pix uma das principais bandeiras para desgastar Flávio. Ao tratar do tema no documento submetido ao USTR, o senador defende o sistema de pagamentos e diz que ele “é uma das realizações mais emblemáticas do governo Jair Bolsonaro”.
Para atender Washington, o senador defende a aprovação de uma lei que proíba a interconexão do Pix com “arranjos não ocidentais de liquidação transfronteiriça”, numa referência à China.
Políticos do centrão e mesmo aliados de Flávio avaliam que a tarifa é um revés para a campanha presidencial do senador, que se tornou alvo do governo Lula desde o anúncio da medida, ocorrido pouco após visita do parlamentar à Casa Branca.
O senador, por sua vez, tem dito que pediu a Trump para abandonar novas tarifas. Ele tentou ainda resgatar a pauta das facções criminosas, que lhe foi benéfica politicamente.
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O cantor André Love lançou a música “Flores, Meu País”, dedicada ao município de Flores, no Sertão do Pajeú, e ao ex-prefeito Marconi Santana, pré-candidato a deputado estadual. Em publicação nas redes sociais, o artista afirmou que a canção é “um registro da história, da força do nosso povo e da grandeza de uma cidade que aprendeu a vencer desafios sem jamais perder sua essência”.
Na postagem, André Love também destacou a homenagem a Santana, que geriu o município por quatro mandatos. “Esta música também presta uma homenagem a um dos seus filhos ilustres, Marconi Santana, que dedicou parte da sua vida à luta pelo desenvolvimento de Flores”, escreveu. A canção está disponível no Spotify: https://open.spotify.com/track/5vzG1zWDat1NDOF0crGDmu?si=CrdkAvN9QB2R2zyPwlKoYA.
Por Felipe Fernandes – g1
O cantor Gusttavo Lima cancelou, por duas vezes, o show que faria em Surubim, no Agreste de Pernambuco, durante a programação de São João. A primeira apresentação, marcada para 18 de junho, foi cancelada sob a alegação de descumprimento do contrato pelos contratantes. A segunda, no último sábado (27), foi cancelada sob a alegação de intoxicação alimentar.
Publicamente, a história foi contada assim: o artista disse que estava com uma “diarreia absurda”, pediu perdão ao público e informou que iria devolver o cachê da apresentação. “Galera de Surubim, mil desculpas por não comparecer ao show de hoje. Intoxicação alimentar. Traduzindo, caganeira mesmo”, publicou nas redes sociais.
Do outro lado, o prefeito Cleber Chaparral (União Brasil) subiu ao palco da festa e chamou o cantor de “ladrão” após ser informado da segunda desistência. No dia seguinte, contestou a afirmação de que o cachê havia sido devolvido integralmente.
Leia maisNos bastidores, entretanto, produtores envolvidos na contratação afirmam que os problemas começaram bem antes da doença alegada pelo artista. Procurado pelo g1, Gusttavo Lima não respondeu até a última atualização desta reportagem.
Segundo o produtor Bruno Rego, sócio da BG Promoções, o impasse começou por causa do patrocínio da festa. A empresa contratou o cantor para o São João de Petrolina e, em Surubim, atuou como intermediária entre a prefeitura e a equipe do artista. De acordo com Rego, Gusttavo Lima teria se recusado a subir ao palco na primeira data do show ao identificar a marca VaideBet entre os patrocinadores do evento.
O cantor já teve vínculo com a casa de apostas, mas atualmente é patrocinado pela Aposta Ganha, concorrente da empresa. Na ocasião, a equipe do artista anunciou o cancelamento e divulgou uma nota sobre o caso.
“Ao chegar ao local do evento, nossa equipe constatou o descumprimento de itens previstos em contrato (…), entre eles a veiculação da imagem do artista junto à marca da empresa VaideBet, associação que, por princípio, o artista não autoriza em nenhuma circunstância”. Apesar da divergência, Gusttavo Lima e os contratantes voltaram a negociar e chegaram a um acordo para remarcar a apresentação para 27 de junho.
‘DOBRADINHA’ EM CARUARU
Na nova data, Gusttavo Lima manteve uma agenda apertada. Às 22h, apresentou-se no Pátio do Forró, em Caruaru. Depois seguiria para Surubim, distante cerca de 80 quilômetros, conforme combinado. A apresentação, como se sabe, não ocorreu. O cantor deixou Caruaru em direção ao Aeroporto do Recife e, de lá, seguiu para Goiânia (GO).
Rego afirma que, após os desentendimentos envolvendo as casas de apostas, surgiram novas divergências durante a preparação do segundo show. Segundo ele, a equipe do cantor solicitou, entre outras mudanças, a retirada de bandeirolas que exibiam a marca da VaideBet espalhadas pelo evento. Também demonstrou insatisfação com a ordem das atrações da festa.
Após o adiamento, Gusttavo Lima acabou sendo “encaixado” para se apresentar após Luan Santana, por volta da 0h, já na madrugada de domingo. “O primeiro cancelamento foi por causa de bet. O segundo, por birra”, diz o produtor, em entrevista ao g1.
MAL-ESTAR ENTRE PRODUTORES
A BG Promoções é responsável por grandes eventos no Nordeste, como a ExpoCrato, no Cariri (CE), e o Carnaval Boa Viagem, camarote privado na Zona Sul do Recife (PE), onde Gusttavo Lima já se apresentou algumas vezes.
Diante da sequência de acontecimentos, Rego afirma que não pretende mais contratar o cantor enquanto não houver uma retratação pública. “Ele é um artista gigantesco e muito respeitado no mercado. Mas hoje eu não contrato mais. Quem garante que ele não vai cancelar de última hora de novo?”
A empresária Manoela Furtado Rego, sócia da BG, também criticou a postura do cantor. “Foi uma situação de ego, vaidade e irresponsabilidade. É muito fácil para quem tem o poder do microfone contar apenas a versão que lhe convém”, afirmou em suas redes sociais.
CACHÊS MILIONÁRIOS
Durante o São João, Gusttavo Lima foi um dos artistas mais bem pagos do circuito nordestino. Em Petrolina, recebeu R$ 1,5 milhão pela apresentação realizada no dia 20 de junho (o maior cachê entre os mais de 100 artistas que se apresentaram na cidade durante o período). Em Surubim, seu contrato previa pagamento de R$ 1,3 milhão.
Após o vaivém de versões sobre o caso, a prefeitura da cidade informou que o episódio ainda não está encerrado e que adotará as medidas administrativas e jurídicas cabíveis.
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