Presidente municipal do PSD em Trindade, no Sertão do Araripe, Zé Capacete se reuniu no Recife com o prefeito e presidente nacional do PSB, João Campos, para reafirmar o seu apoio à construção de uma aliança em prol de um estado mais justo e desenvolvido. Na ocasião, também estiveram presentes Romerinho Jatobá e Samuel Salazar, vereadores recifenses.
Em pauta, houve espaço para falar sobre projetos e ações da capital pernambucana que podem servir como referência para o povo de Trindade e de todo o Sertão, considerando o papel de articulação que Zé Capacete cumpre na região.
A relação entre João Campos e Zé Capacete vem se consolidando, o que inclui gestos de ambos os lados. Nas eleições de 2024, João anunciou o seu apoio à candidatura a prefeito de Zé Capacete e os dois voltaram a se encontrar recentemente na Missa do Vaqueiro, em Serrita.
Aos poucos, o ex-ministro da Casa Civil de Luiz Inácio Lula da Silva em seu primeiro governo, José Dirceu (PT-SP), vai construindo um retorno à ribalta política. Na formulação do que imagina para um possível quarto mandato, Lula quer trazer de volta antigos colaboradores que ficaram escanteados neste terceiro governo, por fatores que vamos detalhar mais abaixo na coluna.
Especialmente, Lula pensa nesses veteranos na trincheira do Congresso, para enfrentar uma oposição que ensaia vir mais hostil. Recentemente, Lula conversou nesse sentido com o ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha (PT-SP). E com José Dirceu. Nesse sentido, ambos poderão disputar cadeiras de deputado federal.
O Mensalão desgastou João Paulo Cunha, mas especialmente Dirceu. Tudo começou quando o então presidente dos Correios, Maurício Marinho, indicado pelo então presidente do PTB, Roberto Jefferson, foi pego recebendo propina. Jefferson achou que tinha o dedo de Dirceu na denúncia contra Marinho, e reagiu atacando Dirceu. Em entrevista à Folha de S. Paulo, Jefferson denunciou a existência do Mensalão.
O esquema pelo qual o governo de Lula compraria apoio político acabou julgado pelo Supremo Tribunal Federal. A Câmara acabou cassando Roberto Jefferson e José Dirceu. Todo-poderoso no início do governo, Dirceu deixou a Casa Civil. Condenado, acabou sendo preso. Jefferson também foi condenado e preso. Curioso é que mais tarde reapareceria como um dos mais fiéis aliados de Jair Bolsonaro. Às vésperas das eleições de 2022, recebeu agentes da Polícia Federal com tiros e granadas. Aos 91 anos, com Alzheimer, cumpre prisão domiciliar.
Preso depois que a Lava Jato substituiu o escândalo do Mensalão, Lula afastou-se no terceiro governo de antigos aliados e aproximou-se do que foi apelidada de “Turma de Curitiba”, aqueles que mais foram solidários a ele enquanto ele esteve preso na sede da Polícia Federal na capital do Paraná. Agora, alguns do grupo original reaproximam-se.
Entre eles, José Dirceu. Que volta a ser importante formulador de estratégias para o PT e para o governo. É nesse sentido que chama a atenção artigo que ele escreveu para o site Congresso em Foco procurando desmontar diversos indicadores do governo de São Paulo de Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Os dados reunidos por Dirceu até poderiam valer como plataforma para rebater Tarcísio numa eventual corrida presidencial. Mas parecem já levar em conta que ele acabe optando pela reeleição em São Paulo, pois não pretende disputar a Presidência tendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como candidato.
E, aí, pode crescer a ideia desejada pelo PT de lançamento de um nome forte para tentar disputar com Tarcísio. Duas hipóteses são consideradas, embora nenhum dos dois nomes pareça morrer de amores pela ideia: o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) ou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT).
No artigo, José Dirceu lista o que chamou de “sete pragas” do governo de Tarcísio de Freitas. Mas, especialmente, o ex-ministro da Casa Civil centra suas críticas no fracasso das políticas de privatização dos serviços de energia e abastecimento de água. Na energia, São Paulo viveu o segundo ano seguido de apagões no período de chuvas.
Na segunda-feira (12), o governo Lula determinou a apuração das responsabilidades pelas falhas no fornecimento de energia, não só da italiana Enel, depois que tanto Tarcísio de Freitas quando o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), anunciaram em dezembro que o contrato de concessão seria rompido.
No artigo, José Dirceu fala, então, dos problemas no abastecimento de água e na responsabilidade da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Menciona o risco de crise hídrica. O ex-ministro da Casa Civil aponta outros números. E esboça por onde deve ser a guerra em São Paulo.
A Secretaria de Saúde do Brejo da Madre de Deus divulgou o balanço dos atendimentos realizados pela Carreta da Mulher Pernambucana, que esteve no município entre os dias 15 e 20 de dezembro de 2025, por meio de uma parceria entre a Prefeitura e o Governo do Estado.
De forma itinerante, a carreta ofertou exames e consultas essenciais para a saúde da mulher, incluindo mamografia, atendimento com mastologista, colposcopia, biópsia, consultas ginecológicas, além de exames da mama e do colo do útero. Durante o período de funcionamento, foram realizados 672 procedimentos, sendo 521 atendimentos em Brejo sede e 151 no distrito São Domingos.
A ação reforça o compromisso da gestão municipal em ampliar o acesso aos serviços de saúde, garantindo prevenção, diagnóstico precoce e cuidado integral com a saúde da mulher em todo o município.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a corrida pela reeleição no pleito marcado para outubro deste ano, segundo pesquisa elaborada pela plataforma de jornalismo Meio e o Instituto Ideia, divulgada hoje. Ele aparece à frente de todos os adversários tanto no primeiro, quanto no segundo turno. A exceção é o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que empata com Lula no segundo turno se considerada a margem de erro.
O petista leva vantagem sobre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e outros governadores de direita como Ratinho Júnior (PSD), Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (União Brasil) e Eduardo Leite (PSD).
A pesquisa ouviu 2.000 pessoas por meio de entrevistas por telefone entre os dias 8 e 12 de janeiro. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-06731/2026.
Em um dos cenários de primeiro turno testados, Lula registra 40,2% das intenções de voto contra 32,7% de Tarcísio. Na terceira colocação, aparecem Zema e Caiado com 5,5%, cada. Não souberam responder 11,8% e brancos e nulos somam 3,6%. Quando o governador é substituído por Flávio Bolsonaro, o petista registra 39,7% contra 26,5% do filho do ex-presidente. Ratinho Júnior tem 7%.
No dia 25 de dezembro, o senador Flávio Bolsonaro leu um carta, assinada por seu pai, onde o ex-presidente confirma que o filho será seu pré-candidato para a disputa pelo Palácio do Planalto em outubro. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirma que disputará a reeleição em São Paulo.
No cenário em que o governador paranaense é substituído por Eduardo Leite, Lula fica com 39,6% e Flávio oscila para 27,6%. O governador gaúcho registra 2,8%, atrás de Caiado (5,5%) e Zema (5,4%).
A Meio/Ideia também testou dois cenários com Michelle. No primeiro, com Ratinho, ela registra 29% contra 40% de Lula. No segundo, com Leite, o resultado é similar: 40,1% das intenções de voto para o petista contra 29,7% para a ex-primeira-dama.
Segundo turno
No segundo turno, Lula tem 44,4% contra 42,1% de Tarcísio. Devido à margem de erro, eles estão tecnicamente empatados. Brancos e nulos somam 7,2% e não souberam 6,4%.
O atual presidente leva vantagem contra todos os demais adversários. Ele supera Michelle (46% a 39%), Ratinho Júnior (46% a 37%), Caiado (46,3% a 36,5%), Zema (46,3% a 36,1%), Flávio (46,2% a 36%), Renan Santos (46,5 a 23,5%), Eduardo Leite (45% a 23%) e Aldo Rebelo (45,2% a 19%).
Lula e Flávio são os mais rejeitados
A pesquisa também questionou os entrevistados em quem eles não votariam de jeito nenhum se a eleição fosse hoje. O mais citado foi Lula (40,8%), seguido de Flávio Bolsonaro (30%), Michelle (26,1%) e Tarcísio (16,2%). Os demais nomes ficam abaixo de 12,8%, percentual obtido por Zema. Não souberam 12,2% e 3,1% disseram que não rejeitam ninguém.
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), é o entrevistado de hoje do meu podcast ‘Direto de Brasília’, em parceira com a Folha de Pernambuco. Em entrevista ao programa da última semana, o presidente do Cidadania, Roberto Freire, lançou Leite como candidato à Presidência da República, alternativa ao fim da polarização entre Lula e a direita bolsonarista.
Na pauta, as eleições presidenciais, os escândalos do INSS e Banco Master, a prisão de Bolsonaro e o anúncio da candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Ainda a gestão de Leite no Rio do Sul, sua saída do PSDB e a sucessão gaúcha num cenário no qual ele venha a disputar o Senado e não o Palácio do Planalto.
Eduardo Leite iniciou sua carreira política no movimento estudantil, como presidente do Grêmio Estudantil de sua escola. Graduado pela Faculdade de Direito da UFPel, filiou-se ao PSDB e concorreu a vereador do município de Pelotas, em 2004, obtendo a primeira suplência e assumindo a vaga após a cassação de um parlamentar.
Em seguida, integrou a administração municipal, primeiro como assessor e secretário interino e depois como chefe de gabinete nos governos de Bernardo de Souza e Fetter Júnior. Em 2008, foi eleito vereador e presidiu a Câmara Municipal de 2011 a 2013.
Após alcançar a suplência para a Assembleia Legislativa na eleição de 2010, Leite foi eleito prefeito de Pelotas em 2012, permanecendo no cargo durante quatro anos e sendo sucedido por Paula Mascarenhas, sua vice-prefeita.
Na eleição de 2018, foi eleito governador do Rio Grande do Sul no segundo turno, com 53% dos votos válidos, derrotando o governador José Ivo Sartori (MDB). Tornou-se assim um dos governantes mais jovens da história do estado e o primeiro governador brasileiro abertamente homossexual. Foi reeleito em 2022 e, após a vitória, foi escolhido presidente nacional do PSDB, sucedendo a Bruno Araújo.
O ‘Direto de Brasília’ vai ao ar das 18h às 19h, com transmissão pelo YouTube da Folha de Pernambuco e do meu blog, e também em cerca de 165 emissoras de rádio no Nordeste. Retransmitem ainda o programa a Gazeta News (Grupo Collor) em Alagoas; a Rede Mais Rádios, com 25 emissoras na Paraíba; a Mais-TV, sob o comando do jornalista Heron Cid; e ainda a Rede ANC, no Ceará, com mais de 50 emissoras, além TV LW, de Arcoverde.
Entram como parceiros na mídia institucional o Grupo Ferreira, de Santa Cruz do Capibaribe, a Autoviação Progresso, o Grupo Antonio Ferreira Souza, a Água Santa Joana, a Faculdade Vale do Pajeú e o grupo Grau Técnico.
Para o ex-prefeito do Recife e deputado estadual João Paulo (PT), as divergências políticas existentes, hoje, em Pernambuco, refletem, em primeiro lugar, a preocupação em colocar como prioridade a reeleição de Lula. “Também precisamos manter uma política que tem apresentado resultados no Estado, após anos de muitas dificuldades, inclusive pelo que foi provocado com a política do governo Bolsonaro”, disse o parlamentar.
Nesse contexto, o deputado fez uma consideração política que julga fundamental para o atual debate. Sem citar nomes, João Paulo disse que a possibilidade de um candidato petista ao Senado compor chapa com alguém que traiu Lula e Dilma e que esteve alinhado ao bolsonarismo é algo difícil de ser assimilado.
Segundo ele, o cenário ainda exige um debate mais profundo e um maior nível de consciência política. “Ressaltando que a esquerda não aceitará esse tipo de composição”, afirmou.
Favorito para comandar o Ministério da Justiça e Segurança Pública, o jurista Wellington César Lima e Silva deve aceitar o cargo de ministro mesmo que a pasta seja desmembrada.
O nome de Wellington vem sendo defendido por alguns dos principais conselheiros do presidente Lula, entre eles o chefe da Casa Civil, Rui Costa; o líder do governo, Jaques Wagner (PT-BA); e o ministro da AGU, Jorge Messias.
A avaliação de pessoas próximas ao jurista é de que, se ele for chamado pelo presidente Lula, deve aceitar assumir o cargo ainda que a pasta esteja dividida.
A Polícia Federal realiza, hoje, uma nova fase da Operação Overclean, que tem como objetivo desarticular uma organização criminosa suspeita de desvio de emendas parlamentares, além de corrupção e lavagem de dinheiro. O deputado Félix Mendonça Jr. (PDT-BA) é o principal alvo.
A operação teve o apoio da Controladoria Geral da União (CGU) e da Receita Federal nas investigações. Ao todo, estão sendo cumpridos nove mandados de busca e apreensão, expedidos pelo ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília (DF) e nas cidades de Salvador, Mata de São João e Vera Cruz, localizadas na Bahia.
Não é a primeira vez que o deputado é alvo da PF. Em junho do ano passado, na quarta fase da Overclean, policiais federais cumpriram mandados contra Félix Mendonça Jr, o assessor dele e prefeitos de municípios baianos. Dois prefeitos afastados dos cargos foram presos em flagrante durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão.
Mais dois empréstimos solicitados por Raquel podem enfrentar resistência na Comissão de Justiça da Alepe
Por Larissa Rodrigues – Repórter do blog
Um dos projetos enviados pelo Governo do Estado para a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) em caráter de urgência para ser analisado durante o período extraordinário em vigor pede autorização à Casa para que o Poder Executivo contrate mais dois empréstimos bilionários. A matéria é a de número 3693/2026 e pode sofrer resistência na Comissão de Constituição, Legislação e Justiça (CCLJ) da Alepe.
O colegiado tem reunião confirmada para amanhã (veja aqui), às 11h, com o propósito de distribuir as matérias para os relatores. Se cair na mão da oposição, o Governo do Estado não terá vida fácil para aprovar o texto.
Os deputados oposicionistas questionam há meses a necessidade de Pernambuco contratar mais empréstimos, porque alegam que a máquina pública sob gestão de Raquel Lyra (PSD) foi incapaz, até o momento, de captar todos os recursos de empréstimos anteriores já aprovados na Casa.
Pelo Regimento Interno da Assembleia, cabe ao presidente da CCLJ, deputado Alberto Feitosa (PL), que é da oposição, escolher os relatores dos projetos no colegiado. Mas os demais parlamentares podem solicitar que a distribuição seja por meio de sorteio eletrônico, como já realizado em outras ocasiões.
A Comissão de Justiça tem cinco deputados titulares da oposição, além do presidente. São eles: Sileno Guedes (PSB); Waldemar Borges (MDB); Diogo Moraes (PSDB); Edson Vieira (UB) e Mário Ricardo (RP). Os outros três são da base governista: Antônio Moraes (PP); João Paulo (PT) e Wanderson Florêncio (SD). Em tese, são cinco chances de parecer por rejeição contra apenas três para aprovação dos empréstimos.
Na justificativa do projeto, a governadora argumenta: “A proposição tem por finalidade viabilizar a reestruturação e a recomposição do principal das dívidas do Estado, medida essencial para o fortalecimento do equilíbrio fiscal, a melhoria do perfil da dívida pública e a ampliação da capacidade financeira do Estado para honrar seus compromissos, sem prejuízo da continuidade das políticas públicas prioritárias”.
Raquel também afirma que os novos empréstimos não implicam propriamente um novo endividamento, “mas sim a racionalização e adequado gerenciamento das obrigações financeiras estaduais”. Porém, o deputado Waldemar Borges, por exemplo, já foi às redes sociais criticar o pedido.
Em vídeo postado nos últimos dias no Instagram, Borges lembrou que desde o início da gestão de Raquel Lyra a Alepe já autorizou empréstimos que somados chegam ao valor de aproximadamente R$ 13 bilhões de reais. “Desses R$ 13 bilhões, o Governo do Estado não foi capaz de colocar efetivamente nos cofres nem R$ 4 bilhões”, apontou.
“Ruim de serviço” – Na opinião do deputado, que pode acabar sendo o relator dos novos empréstimos, ao não captar os recursos dos empréstimos aprovados pela Alepe o governo de Raquel se mostra “ruim de serviço”. “A sua gestão é amarrada, a sua incapacidade gerencial é absurda. Por isso, chega ao seu terceiro ano conseguindo apenas concluir algumas obras que vinham em andamento e entregar como algo novo uma creche, em três anos. E olhem vocês que a bandeira das creches foi a principal da campanha da atual governadora”, disparou Borges.
Banco do Brasil e Caixa Econômica – Caso sejam aprovados, os novos empréstimos de Pernambuco serão contraídos em bancos públicos, sendo um deles junto ao Banco do Brasil, no valor de R$ 2,5 bilhões, e o outro na Caixa Econômica Federal, de R$ 2,7 bilhões, ambos com garantia da União. “Diante da relevância da matéria para a sustentabilidade fiscal do Estado de Pernambuco e para a manutenção da capacidade de investimento público, solicito a observância do regime de urgência”, diz Raquel ao justificar os pedidos.
“Guarda-chuva de palanque” – O presidente estadual do PL em Pernambuco, Anderson Ferreira, afirmou que a sigla não aceitará ser feita de “guarda-chuva de palanque” nas eleições de 2026, porque o PL tem densidade suficiente para não aceitar ser coadjuvante e sim protagonista de qualquer projeto político. Em entrevista à Rádio Folha FM 96,7, ele disparou: “Andando pelo estado de Pernambuco todo, conversando com várias lideranças políticas, vejo esse jogo de montagem de palanques para ver o que é que a gente pode compor e ajudar. Mas eu quero até dar um recado que a direita em Pernambuco não vai ser usada, né? Quem pensa que vai usar a direita para poder servir de guarda-chuva, não vai”.
Efeito Porto de Galinhas – Para evitar casos como o de Porto de Galinhas, praia pernambucana na qual barraqueiros espancaram turistas, gerando repercussão negativa nacional, a Prefeitura do Recife, por meio do Procon, em parceria com a Secretaria Executiva de Controle Urbano, realiza, hoje, às 9h, no Compaz Leda Alves (Pina), uma palestra educativa voltada aos comerciantes da orla de Boa Viagem. A palestra será ministrada por Cristiane Moneta, secretária-executiva do consumidor do município. Ela abordará os direitos e deveres nas relações de consumo nas praias, além de orientações práticas sobre a legislação vigente e as responsabilidades dos comerciantes e permissionários que atuam em áreas públicas.
Sem definição de apoio – Numa demonstração de que as relações em Brasília não estão lá essas coisas neste início de ano, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (RP-PB), afirmou, ontem (12), que aguarda “gestos concretos” do presidente Lula (PT) antes de definir se apoiará a reeleição do petista. A declaração foi dada à imprensa durante evento em João Pessoa, na Paraíba. As informações são da CNN. “A política se constrói com reciprocidade. Nós temos que nessa construção política entender o que vamos ter de apoios e de gestos para decidir quem vamos apoiar. É isso que temos que construir de maneira muito tranquila e respeitosa para com a população do nosso Estado”, disse Motta, ao ser questionado sobre um possível apoio ao presidente.
CURTAS
Lula “sarado” – Uma foto do presidente Lula (PT) alterada por inteligência artificial para deixá-lo mais musculoso foi compartilhada por aliados nas redes sociais nos últimos dias e acabou virando meme na internet. Usuários da rede fizeram brincadeiras, ontem (12), com a foto editada do presidente, ironizando a tentativa da base lulista de rejuvenescer o chefe do Executivo.
Batalha pela anulação – A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) entrou com um novo recurso no Supremo Tribunal Federal (STF), ontem (12), voltando a pedir que o voto do ministro Luiz Fux, que absolveu o ex-presidente, prevaleça e a condenação dele seja anulada. No pedido, os advogados também tentam levar o caso para o plenário do STF.
Chefe de férias – De hoje (13) até o início de fevereiro, o chefe curtirá as merecidas férias e esta jornalista substituta ficará responsável pela coluna do Blog do Magno, um espaço prestigiado pela classe política e de repercussão nacional. Às fontes e a todo o público leitor, gratidão pela audiência e sugestões de nota e que tenhamos uma excelente experiência.
Perguntar não ofende: Raquel Lyra vai conseguir aprovar mais dois empréstimos na Alepe?
A Prefeitura do Recife, por meio do Procon Recife, em parceria com a Secretaria Executiva de Controle Urbano, promove nesta terça-feira (13), às 9h, uma palestra educativa voltada aos comerciantes e permissionários da orla de Boa Viagem. A atividade será realizada no Compaz Leda Alves.
A palestra será ministrada pela secretária executiva do consumidor do município, Cristiane Moneta, e vai tratar dos direitos e deveres nas relações de consumo nas praias, além de orientações práticas sobre a legislação vigente e as responsabilidades de comerciantes e permissionários que atuam em áreas públicas. A iniciativa busca orientar os participantes sobre procedimentos corretos e prevenir conflitos nas relações de consumo.
“Nosso objetivo é dialogar com os comerciantes, esclarecer o que pode e o que não pode ser cobrado e reforçar que cumprir o Código de Defesa do Consumidor protege o consumidor, o comerciante e a imagem da cidade”, afirmou Moneta.
Depois de ouvir ministros e aliados, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve nomear o atual advogado-geral da Petrobras, Wellington César Lima e Silva, para o Ministério da Justiça e da Segurança Pública ainda nesta semana. Com bom trânsito entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), ele assumirá a vaga de Ricardo Lewandowski, que pediu demissão e deixou o cargo na sexta-feira (9). Apesar da pressão de alas do PT, Lula não vai dividir o ministério. A eventual criação da pasta da Segurança Pública entrará como proposta da campanha à reeleição.
Uma das preocupações de Lula para escolher o novo titular do MJ era que o indicado tivesse bom relacionamento com ministros do STF, que era um dos atributos de Lewandowski, egresso da Corte. O Valor confirmou que Wellington tem bom trânsito com magistrados do STF. Um ministro do Supremo o definiu como “culto, cordato e conciliador”. As informações são do Valor Econômico.
Wellington aproximou-se do STF no exercício do cargo de subsecretário de Assuntos Jurídicos (SAJ) da Casa Civil, que exerceu de janeiro de 2023 a maio de 2024, quando deixou o posto para assumir o cargo na Petrobras. A função de SAJ é uma das mais prestigiadas, pela convivência próxima do presidente da República e interlocução com autoridades do meio jurídico, do Advogado-Geral da União até titulares do STF. No convívio frequente com Lula, ele também conquistou a confiança do mandatário.
Wellington já foi ministro da Justiça na gestão de Dilma Rousseff pelo curtíssimo período de 11 dias em 2016. Egresso do Ministério Público da Bahia, Wellington tem como padrinhos o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner. Quando Wagner era governador da Bahia, em 2010, nomeou Wellington para o cargo de procurador-geral da Justiça, onde o indicado permaneceu até 2014. Naqueles anos, conviveu com Rui Costa, que era secretário estadual da gestão de Wagner.
A se confirmar, a chegada de Wellington no primeiro escalão reforça o time de ministros baianos, que já contempla, além de Rui, Sidônio Palmeira (Secom) e Margareth Menezes (Cultura).
Outra qualidade de Wellington, lembrada por fontes do palácio, foi a demonstração de lealdade ao PT quando aceitou ser nomeado pela presidente Dilma Rousseff para a pasta em março de 2016, durante o processo de impeachment. Poucos aliados permaneceram do lado dela e com o PT naquele período.
Ele foi titular do MJ de 3 de março a 14 de março de 2016. Teve de pedir demissão, entretanto, depois que o STF decidiu que para continuar ministro, ele teria de renunciar à carreira do Ministério Público estadual, perdendo bônus e aposentadoria, porque ingressou na instituição em 1991 – após a Constituição Federal de 1988. Ele foi sucedido na pasta naquele ano pelo procurador Eugênio Aragão.
Com a saída de Lewandowski, outros nomes também passaram a ser cotados. Dentre eles, estava o do ministro da Educação, Camilo Santana. Ele foi defendido por uma ala importante do PT, especialmente pela experiência na área de segurança pública acumulada durante o período em que governou o Ceará, entre 2015 e 2022. Porém, na visão de interlocutores, Camilo está fazendo um bom trabalho à frente do MEC, e ao indicá-lo à Justiça, Lula teria que buscar um novo auxiliar para comandar a Educação.
Ainda, apareceu como cotado para chefiar o ministério o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Integrantes da gestão federal, no entanto, ponderam que a possível escolha de Andrei estaria atrelada a um desmembramento da pasta entre Justiça e Segurança Pública. Segundo aliados de Lula, a divisão do ministério não deve ser oficializada no curto prazo, mas pode virar um desenho para um possível novo mandato do chefe do Executivo, caso seja reeleito neste ano.
A defesa de Jair Bolsonaro (PL) entrou com um novo recurso no do STF (Supremo Tribunal Federal) nesta segunda-feira (12) voltando a pedir que o voto do ministro Luiz Fux que absolveu o ex-presidente prevaleça e a condenação dele seja anulada.
No pedido, os advogados também tentam levar o caso para o plenário completo da corte, com os 11 ministros —atualmente, o colegiado tem dez ministros, com a cadeira vaga de Luís Roberto Barroso.
Fux, único a votar pela absolvição de Bolsonaro na fase da análise do mérito da ação, deixou a Primeira Turma a seu pedido e não participa da análise dos recursos. As informações são da Folha de S. Paulo.
Num dos pontos levantados pela defesa em referência ao voto de Fux, os discursos de Bolsonaro contra outros Poderes não poderiam ser considerados criminosos.
“O voto proferido pelo eminente Ministro Luiz Fux também destacou o disposto no art. 359-T do Código Penal, que afasta qualquer tipicidade penal de discursos ou ‘bravatas’ proferidas contra os membros de outros poderes e reiterou o que a defesa apontou diversas vezes quanto ao veto ao art. 359-O, que buscava criminalizar ‘campanha ou iniciativa para disseminar fatos que sabe inverídicos, e que sejam capazes de comprometer a higidez do processo eleitoral'”, disseram os advogados.
A peça alega que as condutas imputadas, como críticas ao sistema eleitoral, configuram liberdade de expressão ou meros atos preparatórios impuníveis. Não seriam, assim, atos de execução de crimes contra o Estado Democrático de Direito.
No agravo, os advogados pedem a reconsideração de decisão anterior que negou o último pedido. A defesa apresentou os chamados embargos infringentes em 28 de novembro. O relator, Alexandre de Moraes, rejeitou o pedido em 19 de dezembro.
No documento de 73 páginas, eles afirmaram que o STF cometeu “erro judiciário” ao antecipar o trânsito em julgado enquanto ainda transcorria prazo para a oposição de embargos.
A defesa afirma ainda que o que ocorreu é uma “exceção inadmissível”. O recurso é assinado pelos advogados Celso Vilardi, Paulo da Cunha Bueno, Daniel Tesser, Renata Kalim, Domitila Kohler e Eduardo Ferreira da Silva.
O ministro Alexandre de Moraes declarou o trânsito em julgado da ação penal em 25 de novembro. Na mesma data, o magistrado oficializou a condenação definitiva do ex-presidente a 27 anos e 3 meses de prisão pela acusação de liderar uma trama golpista.
Agora, a defesa retoma argumentos anteriores, como os de que a minuta golpista eram “esboços rudimentares”, ou de que as ações de Bolsonaro não têm nexo causal com os ataques de 8 de janeiro de 2024 e que não é possível caracterizar participação em organização criminosa nos fatos julgados.
Antes disso, a Primeira Turma já havia rejeitado, no início de novembro, por unanimidade, o recurso do ex-presidente e dos demais réus do núcleo central da trama golpista contra a condenação imposta a eles pelo colegiado.
Ainda, dizem conhecer o precedente que Moraes usou pra negar o pedido anterior, mas que o caso merece evolução do entendimento.
Segundo os advogados, o regimento interno do Supremo permite embargos infringentes em caso de decisão não unânime, e o STF fixar um número mínimo de votos para aceitar esses recursos seria invadir competência legislativa do Congresso. Ainda, que todos têm o direito de recorrer de sentença.
O julgamento dos embargos de declaração marcaram o início de uma nova fase no processo, a partir de quando se começou a especular sobre o início do cumprimento de pena dos condenados.
Tiveram também seus pedidos rejeitados Walter Braga Netto (ex-ministro da Casa Civil), Almir Garnier Santos (ex-chefe da Marinha), Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa), Alexandre Ramagem (ex-diretor da Abin e deputado federal), Augusto Heleno (ex-ministro do GSI) e Anderson Torres (ex-ministro da Justiça).
O único que não recorreu foi o tenente-coronel Mauro Cid. Como benefício do acordo de colaboração premiada, o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro não ficará preso pela participação na trama golpista, pois foi condenado a apenas dois anos de reclusão em regime aberto.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta segunda-feira que vai aguardar “gestos concretos” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) antes de definir se apoiará o projeto de reeleição do petista no pleito deste ano.
A declaração foi dada à imprensa durante evento em João Pessoa em que o ministro do Turismo e aliado do deputado, Gustavo Feliciano, oficializou o apoio do governo federal ao pré-carnaval da capital paraibana. As informações são da CNN.
— A política se constrói com reciprocidade. Nós temos que nessa construção política entender o que vamos ter de apoios e de gestos para decidir quem vamos apoiar. É isso que temos que construir de maneira muito tranquila e respeitosa para com a população do nosso estado — disse Motta, ao ser questionado sobre um possível apoio ao presidente.
Em dezembro, durante café com jornalistas em Brasília, Motta adotou tom parecido ao afirmar que ainda é cedo para falar de endossos. Na ocasião, porém, garantiu que sua posição não será de neutralidade na disputa presidencial.
Apesar de evitar cravar apoio a Lula, Motta indicou que o Republicanos estará alinhado, no estado, ao projeto do grupo governista liderado pelo governador João Azevêdo (PSB). Segundo ele, a prioridade é consolidar um projeto que “represente aquilo que o estado precisa” e dê continuidade ao atual modelo administrativo, que avalia ter aprovação popular.
— Isso primeiro depende do presidente, depende do partido do presidente. O que nós temos procurado dialogar no âmbito do Republicanos e da aliança que nós temos com o governador João Azevêdo, com o vice-governador Lucas, é poder ter um projeto que verdadeiramente represente aquilo que o estado precisa — afirmou.
Motta citou como prioridades da aliança a pré-candidatura do vice-governador Lucas Ribeiro (PP), o apoio à continuidade do projeto de João Azevêdo e a tentativa de viabilizar o pai do deputado, o prefeito de Patos Nabor Wanderley (Republicanos), como candidato ao Senado. Como obstáculo, a chapa governista já tem em campo os nomes dos senadores Efraim Filho (União) e Veneziano Vital do Rego (MDB).
Veto à dosimetria Questionado sobre o veto do presidente Lula ao projeto que altera regras de dosimetria das penas para condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro, Motta disse que trata o tema “com tranquilidade” e afirmou que o Congresso analisará a decisão do Executivo.
— Olha, (vejo) com muita tranquilidade. Esse é um assunto que acabou dividindo o Brasil durante todo o ano de 2025. A proposta votada na Câmara dos Deputados foi uma proposta bastante dialogada. Ela teve quase 300 votos. Agora nós temos que, respeitando o direito e a prerrogativa do presidente de vetar as matérias que são aprovadas pelo Congresso, o Congresso irá também, na sua prerrogativa, analisar o veto do presidente — afirmou.
Na semana passada, líderes partidários da oposição e do Centrão avaliaram que o veto tende a ser derrubado, citando o placar folgado na votação da Câmara e a leitura de que o Planalto optou por transformar o gesto em marca política em ano eleitoral. A expectativa é de que a decisão seja pautada em sessão do Congresso, possivelmente em fevereiro, mas ainda sem prazo definido. Interlocutores do Parlamento afirmam que caberá ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), bater o martelo sobre a data.