O ex-governador Nilo Coelho (Arena), que comandou o Estado entre 1967 e 1971, deixou sua marca na história política e no desenvolvimento do Sertão pernambucano. Hoje, ele será o grande homenageado durante o lançamento do livro ‘Os Leões do Norte’ em sua terra natal, Petrolina.
Nomeado pelo presidente Castelo Branco em meio ao regime militar, Coelho se destacou por romper com a lógica de governar de costas para o interior. Sua gestão pavimentou novos rumos ao integrar Petrolina à capital Recife, com 700 km de estradas.
Leia maisMédico de formação e político de vocação, Nilo Coelho herdou do pai, o lendário coronel Clementino Coelho, conhecido como Quelê, a visão de prosperidade para o Sertão. Inspirado nessa trajetória, ele promoveu a diversificação da produção irrigada no Vale do São Francisco, ampliando culturas como algodão, alho, uva e frutas, além de implementar uma política ousada de eletrificação rural que levou energia a mais de 200 distritos.
Seu governo também criou instituições importantes, como o Lafepe, a Fiam, a Comissão Estadual de Controle e Poluição das Águas, o Instituto de Pesos e Medidas e o Departamento de Trânsito de Pernambuco (Detran).
Além das obras de infraestrutura, Nilo ficou conhecido pelo estilo próximo e popular. Visitava obras nos fins de semana, mantinha bom relacionamento com a imprensa e chegou a proteger adversários da repressão política, surpreendendo muitos ao intervir pessoalmente em casos de perseguição durante a ditadura. Entre seus legados culturais, apoiou a construção da Nova Jerusalém, em Brejo da Madre de Deus, hoje o maior teatro ao ar livre do mundo.
Após o governo estadual, Nilo seguiu carreira no Senado, onde ganhou notoriedade pela coragem e independência de seus discursos. Em 1983, já como presidente da Casa, cravou sua posição histórica ao declarar: “Não sou presidente do Congresso do PDS. Sou presidente do Congresso do Brasil”. Dias depois, faleceu vítima de um infarto fulminante, aos 66 anos.
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