O Pix é a maior conquista dos brasileiros
Se o Pix vier a sofrer qualquer interrupção, por ingerência indevida do Governo americano, alguém tem dúvida de que a conta vai cair no colo do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à Presidência da República? O filho de Bolsonaro já está pagando o preço. O presidente Lula (PT) o carimbou de “coveiro do Pix”.
O Pix virou a moeda brasileira, uma conquista do povo, aliás, da era Bolsonaro. Mas, depois que Flávio esteve com o presidente dos EUA, Donald Trump, o Pix passou a ser objeto de uma contestação, na enxurrada de uma nova taxação de produtos brasileiros consumidos pelos americanos. O governo Trump propôs tarifas de 25% sobre diversos produtos brasileiros, alegando práticas desleais de comércio, incluindo questões relacionadas ao Pix, desmatamento e propriedade intelectual.
Leia maisSabidamente e oportunamente, Lula se insurgiu contra a manobra e saiu em defesa da soberania nacional. Disse que as taxas são injustificadas e classificou como “política de vira-lata”. Setores como máquinas, têxteis e calçados são os que podem perder mais competitividade.
O governo brasileiro argumenta que a balança comercial de bens e serviços é favorável aos Estados Unidos, o que tornaria a taxação descabida. Lula tem defendido firmemente o Pix, chamando-o de “patrimônio brasileiro” e alegando que o sistema assusta os norte-americanos. O presidente afirmou que o Brasil buscará novos parceiros comerciais caso as tarifas sejam aplicadas, visando reduzir a dependência dos EUA.
Lula chamou os filhos de Bolsonaro de “vendilhões e traidores da pátria”.
“Esses filhos do Bolsonaro conseguem ser pior do que ele. E são, na verdade, vendilhões da pátria. Foram pedir para que um país estrangeiro se intrometesse nas decisões brasileiras. É isso que vocês têm que dizer alto e bom som: são traidores”, afirmou.
CELEBRAÇÃO – Lula comentou que teve uma reunião exitosa com o presidente Trump e que havia sido um sucesso, mas, de última hora, as negociações foram atrapalhadas. O presidente argumentou que mostrou a Trump que os EUA não têm déficit comercial com o Brasil e mencionou a celebração da família Bolsonaro no primeiro tarifaço contra o Brasil. Na época, Eduardo Bolsonaro agradeceu a Trump publicamente pela taxação. “Eles foram encontrar com o [secretário de Estado] Marco Rubio. E, quando é ontem, eu soube da notícia que o comércio americano resolveu taxar o Brasil em 25%. Quando nós estávamos em negociação. Quando eu tinha tido uma reunião com o presidente Trump”, disse Lula.

A defesa de Flávio – O Pix não está sofrendo ameaça de nada, segundo o senador Flávio Bolsonaro, que defendeu o meio de pagamento. Em entrevista ao jornal O Tempo e publicada em seu perfil nas redes sociais, o senador exaltou a criação da ferramenta durante a gestão do pai. Ao emendar críticas a Lula durante a sua fala, o pré-candidato do PL ao Palácio do Planalto afirmou não ver o meio de pagamento ameaçado após a citação pelos EUA. “O Pix não está sofrendo ameaça de nada, o Pix vai continuar sendo do Brasil, vai continuar sendo livre”, disse.
Vorcaro confirma pagamento a filho de Bolsonaro – Daniel Vorcaro, dono da massa falida do Banco Master, citou nominalmente o senador Flávio Bolsonaro na proposta de delação premiada entregue à PF e à Procuradoria-Geral da República. De acordo com fontes ligadas ao caso, o banqueiro descreveu os repasses feitos para a produção do filme Dark Horse. Além disso, Vorcaro confirmou os pedidos de Flávio Bolsonaro por dinheiro para supostamente bancar a produção que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ). As diligências apontam que o senador pediu R$ 124 milhões e que pelo menos R$ 60 milhões foram, de fato, enviados.
Postos cometem abusos – Cerca de 19 postos de combustíveis do Grande Recife e Agreste foram objeto de uma operação de fiscalização ontem. Foram identificadas irregularidades tributárias e o não cumprimento de normas de proteção ao consumidor. A ação partiu do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de Pernambuco, do Ministério Público de Pernambuco. Denominada “Ativos de Carbono Fase III”, a operação teve início a partir de uma investigação que cruzou vários dados fiscais e operacionais do ano de 2025 até o início de 2026, de um único contribuinte suspeito de praticar sonegação fiscal.

Bombardeado pelo gabinete do ódio – O pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), tem reforçado o discurso de que é alvo de uma “rede de ódio” operada por adversários políticos nas redes sociais. Uma das últimas declarações dadas acerca do assunto se deu em entrevista ao Congresso em Foco, durante o Fórum de Lisboa, na última terça-feira. Segundo o ex-prefeito, os ataques fazem parte de uma estratégia coordenada de desinformação para desgastar sua imagem política. “Tenho sido atacado de manhã, tarde e noite por uma verdadeira milícia digital”, declarou. Segundo ele, há uso de robôs e disseminação de informações falsas articuladas por adversários políticos.
CURTAS
REDUÇÃO – Ipojuca encerrou o mês de maio sem registrar homicídios, uma redução recorde de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI). O resultado foi comemorado pelo prefeito Carlos Santana. “Segurança pública se faz com policiamento, mas também com educação, inclusão social, oportunidades e presença do poder público”, afirmou.
ABANDONO – O deputado estadual Junior Matuto (Republicanos) bate duro contra a gestão do prefeito de Paulista, Severino Ramos. Segundo ele, o município está abandonado, sem recolhimento do lixo e ausência de planejamento. Disse que vai protocolar uma representação junto ao Ministério Público contra o prefeito, aliado da governadora.
CRESCIMENTO – O Estado fechou março com os melhores desempenhos do país no comércio varejista e na produção física industrial, segundo levantamento divulgado pela Agência Estadual de Planejamento e Pesquisas (Condepe/Fidem) com base em dados do IBGE. O varejo cresceu 17,3% em relação a março de 2025, maior alta entre as 27 unidades federativas. No acumulado do primeiro trimestre, o avanço foi de 10,8%, mantendo Pernambuco na liderança nacional.
Perguntar não ofende: Flávio Bolsonaro pode ser o coveiro do Pix?
Leia menos
Nos últimos meses, Simone Tebet deu um cavalo de pau em sua vida. Ela deixou o Ministério do Planejamento e Orçamento, que comandava desde o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mudou-se de Brasília para São Paulo e trocou o MDB, partido ao qual foi filiada por três décadas, pelo PSB.
Os movimentos foram todos “acertados” previamente, como ela afirma nesta entrevista à BBC News Brasil, para disputar uma vaga no Senado por São Paulo como representante da centro-esquerda –termo que ela evita, preferindo “frente ampla” ou “campo democrático”. As informações são da Folha de S. Paulo.
Leia maisÉ uma arena nova para Tebet, que deixou o direito e a academia para fazer carreira política no Mato Grosso do Sul, onde foi deputada estadual, prefeita, vice-governadora e senadora.
Mas também é a continuidade de outra guinada em sua trajetória a partir da eleição de 2022, quando ficou em terceiro lugar no primeiro turno com uma candidatura à direita de Lula, e o apoio que deu ao petista no segundo turno, considerado importante para a vitória bastante apertada contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Com discurso moderado, liberal e em defesa do agronegócio, Tebet vai compor agora a chapa pela reeleição de Lula à presidência e da candidatura de Fernando Haddad (PT) para o governo paulista.
Segundo levantamento da Quaest no fim de abril, Tebet liderava as intenções de voto para o Senado em todos os cenários testados. Talvez por isso, ela diz não estar tão preocupada com quem será o segundo candidato desta “frente ampla”: Márcio França (PSB), seu novo companheiro de sigla, ou Marina Silva (Rede), ambos também ex-ministros de Lula.
Também afirma que não a preocupa quem serão os adversários de Lula na disputa pela presidência. Para ela, a eleição será definida pela capacidade que o governo do qual ela fez parte terá de comunicar suas realizações. “A gente fez muito e comunicou mal”, disse.
Para ela, não fará diferença se Lula disputará um eventual segundo turno com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ou com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF), cujo nome chegou a ser ventilado após as revelações sobre a ligação de Flávio com o banqueiro Daniel Vorcaro, que está preso acusado de comandar uma fraude financeira bilionária.
“A família Bolsonaro é uma coisa só. Pensam igual e pensaram o país da mesma forma”, diz Tebet.
“O Deus deles, ‘Deus, pátria e família’, não é o mesmo Deus nosso. A pátria não é a pátria brasileira, é a pátria estrangeira”, afirma, evocando o lema de Jair Bolsonaro.
Dois dias após a entrevista, concedida em 26 de maio, o presidente americano Donald Trump anunciou a classificação do CV (Comando Vermelho) e do PCC (Primeiro Comando da Capital) como organizações terroristas.
O anúncio ocorreu após a visita à Casa Branca por Flávio Bolsonaro, que comemorou a decisão de Trump. O episódio levantou um debate sobre a intervenção americana na política brasileira.
Na mesma esteira, na terça-feira (2), o governo Trump ameaçou taxar, novamente, produtos brasileiros, desta vez em 25%, devido a práticas “não razoáveis” que “oneram ou restringem o comércio dos EUA”.
Depois disso, o presidente americano publicou duas fotos com Flávio no Salão Oval. Uma delas foi a mesma que Flávio havia publicado na semana passada após ida aos EUA. Na outra, também aparece seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
“Foi muito bom ter Flávio Bolsonaro no Salão Oval da Casa Branca – um jovem inteligente que ama muito o seu país, o Brasil!”, escreveu Trump na sua rede Truth Social.
Confira os principais trechos da entrevista:
Três nomes da centro-esquerda estão na disputa pela candidatura ao Senado em São Paulo: a senhora, Marina Silva e Márcio França. A senhora abriria mão de concorrer por algum dos dois?
Se isso fosse conversado lá atrás, sem dúvida nenhuma. Só que tem uma diferença entre a minha candidatura e as dos demais. Tive que fazer dois movimentos muito radicais: mudar o domicílio eleitoral e mudar de partido. Lembrando que sempre tive um único partido na minha vida, foram 30 anos de MDB. E fiz esse movimento claramente para fazer parte de uma frente ampla e por um pedido muito especial do presidente Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).
“Precisamos ganhar São Paulo. São Paulo é estratégico para a eleição de 2026”, me disseram eles, aliado ao fato de que precisamos mostrar que este é um governo de centro e um governo que tem não só o PT na sua base nos ministérios, mas tem MDB, PSB, PSD, entre outros partidos.
Então, vir para São Paulo foi uma decisão absolutamente acertada. “Você vem para ser pré-candidata ao Senado.” Não tem como eu fazer outro movimento. Não tenho como ir para um outro posto, a não ser o que foi determinado não só por mim, mas também porque entendo que o presidente Lula precisa dessa frente ampla. E, dentre os três, sou aquela pessoa que é vista ou como de centro ou de centro-direita.
Ter três pré-candidaturas não divide os votos da centro-esquerda?
Não há possibilidade de essa frente ampla ou desse campo democrático lançar mais do que dois candidatos ao Senado em São Paulo. E isso não é só voz corrente, é uma determinação dos partidos aliados de que a estratégia é lançar, na maioria dos Estados, no máximo, dois pré-candidatos. Em alguns Estados, isso não vai ser possível por uma questão de acomodação, mas onde pudermos, vamos lançar apenas dois.
Isso é uma estratégia político-eleitoral visando fazer maioria no Senado, porque, hoje, a situação é adversa. Talvez este seja, de todas as eleições pós-democracia, o momento em que a eleição para o Senado vai ser tão importante quanto para presidente da República. Porque ali é que está a mudança ou não da regra do jogo.
Ali é que temos condições, com 49 votos, de mudar a Constituição e mudar todo o sistema de independência e autonomia dos Poderes. Estou falando basicamente de uma mudança radical em relação ao Judiciário, em um desequilíbrio catastrófico para a democracia brasileira.
Mas confio muito no espírito público, tanto de Marina Silva quanto de Márcio, como no meu espírito público. Márcio é um homem muito experimentado, que tem uma raiz ideológica muito forte. Ele é fundador do PSB, foi governador de São Paulo, faz parte de um time e acompanhou Geraldo Alckmin a vida inteira. É absolutamente preparado, intelectualmente falando, com experiência e maturidade para saber que tem condições de jogar em qualquer posição.
Como companheiro que é, independentemente da posição em que joga, está conosco e com um futuro governo do presidente Lula, em qualquer ministério, em qualquer cargo, ainda que eleito se for candidato a algum outro cargo que não ao Senado.
O senador Sérgio Moro (União Brasil-PR) tentou fazer esse movimento de sair candidato ao Senado por São Paulo em 2022, mas não conseguiu, devido ao domicílio eleitoral dele, que sempre foi no Paraná. E ele foi bastante criticado na época. Por que com a senhora é diferente?
Não sei se é diferente. Quem vai saber é o eleitor. O que posso dizer é: a minha história com São Paulo não começou ontem. Diferente, inclusive, do próprio governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que do nada veio para São Paulo.
São Paulo foi construído pelos paulistas, pelos paulistanos aqui na capital, mas foi construído pelas mãos de muitos imigrantes que, como meus avós, chegaram do Líbano e optaram por São Paulo, inclusive antes de ir para Mato Grosso do Sul. Eu ainda tenho família no interior de São Paulo. Meu marido é de Birigui, minhas filhas estão há dez anos em São Paulo, eu fiz mestrado em São Paulo. Tenho residência há mais de dez anos em São Paulo, no Guarujá.
Tenho uma ligação com São Paulo que não é de agora. Isso me deu tranquilidade, me dá a legitimidade, para vir e dizer ao povo paulista: “Quero ser a sua representante, quero defender os interesses de São Paulo”.
A senhora mencionou sobre o Judiciário e a relação com o Senado. Há uma pressão muito grande do Senado sobre o Supremo Tribunal Federal. Qual é a sua posição sobre pedidos de impeachment contra ministros do Supremo?
Ninguém está acima da lei. Se a gente pode, pela própria Constituição – e já aconteceu mais de uma vez – impichar um presidente da República, nós podemos abrir um processo de impeachment contra um ministro do Supremo Tribunal Federal.
O que a Constituição não permite e não pode permitir, sob pena de não termos democracia, é um cidadão ou uma parte da população questionar uma decisão judicial que, inclusive, passou pelo plenário do Supremo, porque aquela decisão não vai ao encontro daquilo em que ele acredita ideologicamente, que é o que a gente tem visto ultimamente.
O que acontece com a extrema direita hoje é que ela acha que certas decisões não poderiam ter sido feitas e que, por isso, tem que tirar o ministro. E, aí, significa tirar a liberdade de o ministro decidir, transformando os ministros do Supremo em fantoches, inclusive da política do Congresso.
Mas, se você está diante de abuso de poder, de fatos gravíssimos, de denúncias graves de corrupção, de venda de sentença, de abuso de poder. Desde que haja o devido processo legal, ampla defesa, nada impede que isso [um impeachment] aconteça. Eu mesma vejo excessos dentro do Supremo Tribunal Federal provocados pela política.
Quais excessos?
Vou comentar em relação a todos do Poder Judiciário. Não quero só falar do Supremo Tribunal Federal. São gravíssimas as denúncias do que acontece nos Tribunais de Justiça dos Estados brasileiros de compra de sentenças, lobbies ilegítimos, advocacia ilegal.
Mas, no momento, existem diversos pedidos de impeachment contra ministros do Supremo no Senado. Existe algum embasamento jurídico para que seja aberto algum pedido?
Não sei. Já estou há quatro anos fora do Senado, então eu não saberia dizer. Não sei quantos pedidos há e nem qual é o teor, então, não posso falar no abstrato.
O que defendo é, se chegar a algum pedido de impeachment, se tiver embasamento claro, mensagem de WhatsApp, vídeo, comprovação e, portanto, mais do que indícios, mas denúncias sérias, não vejo problema em se abrir um processo. O que não pode é abrir a porta para que ninguém tenha segurança jurídica e qualquer juiz ou ministro do Supremo fique tolhido na sua liberdade de decidir com medo de ser impichado.
O que defendo é uma reforma política como um todo, que passa por uma reforma do Executivo, do Legislativo, Judiciário e, no caso do Judiciário em específico – até porque eu já votei nesse sentido -, defendo o fim da vitaliciedade para ministro do Supremo e mandato de 12 anos.
Não acho que, com 35 anos [de idade], alguém esteja preparado para estar dentro do Supremo Tribunal Federal. Entre outras coisas que defendo, são regras muito claras com o fim dos penduricalhos. Você quer aumentar o teto do salário? Aumenta o teto, mas ter tantos privilégios em cima do holerite, que todo mês um ministro ou juiz ou desembargador ganhe, em média, R$ 150 mil, R$ 180 mil, R$ 200 mil por mês. Isso é inconcebível. Isso é imoral. Isso é até antiético.
Quem o presidente Lula deveria indicar, depois que Jorge Messias foi rejeitado pelo Senado para a vaga no Supremo?
Essa é uma decisão política que ainda não está fechada. Claro que sustento de forma absoluta, com 100% de certeza e vontade, que seja escolhida uma mulher.
O nome da senhora chegou a ser ventilado. A senhora iria se o presidente chamasse?
Se eu fosse egoísta, pragmática e pensasse só no presente, aceitaria. Mas, hoje, digo claramente que não. Porque o que está em risco é muito maior, é o futuro do Brasil.
Por que eu aceitaria? Imagina, você não quer ter vitaliciedade? Não quer ter 15 anos de mandato? É muito difícil uma campanha eleitoral. Eu sou jurista, eu tenho toda uma formação, eu tenho mestrado. Não quero nem falar do meu currículo, porque não estou me apresentando para esse cargo.
Já estou dizendo claramente: o presidente não me indicaria por uma questão estratégica, porque ele precisa dessa cara da frente ampla em São Paulo para a eleição. E eu não aceitaria, porque a minha missão com o Brasil é reposicionar o papel do centro democrático no processo eleitoral de 2026 e 2030.
Mas a senhora já disse não ao presidente Lula?
Não. O presidente Lula nunca tratou desse assunto comigo.
Mas e sobre qualquer outro assunto?
Sim, sim. Quantas vezes na equipe econômica eu disse “presidente, não dá isso aqui”. O presidente tem uma característica, que poucas vezes vi num líder político. Eu, desde muito criança, acompanho a política e vejo grandes líderes. Não tive privilégio, por exemplo, de conviver com Tancredo Neves, mas tive o privilégio de conhecer Mário Covas, Ulysses Guimarães, de estar com Montoro, falando aqui por São Paulo, entre outros grandes líderes de todo o país.
Poucas vezes vi uma liderança desta envergadura do presidente Lula, com a capacidade tão grande de saber ouvir. Ele é um presidente que pode estar em uma reunião ministerial, em um evento com empresários, com a sociedade civil ou com uma mulher de periferia [não importa]. Ele não interrompe.
Se eu falar por dez minutos, ele vai me ouvir por dez minutos. Não é porque eu sou ministra dele. Estou falando de todas as pessoas que convivem [com ele]. E isso dá, a meu ver, ao presidente uma sabedoria ímpar. A chance de errar é bem menor.
A senhora acha que pode enfrentar resistência dos eleitores petistas, lembrando que a senhora votou a favor do impeachment de Dilma Rousseff (PT)?
Não. Ao contrário. Desde o movimento que tive que fazer em 2022, diante de uma eleição tão apertada, vejo um reconhecimento muito claro e muito forte da esquerda brasileira, por ter, apesar do meu posicionamento, colocado como prioridades absolutas a democracia, o desenvolvimento social e o desenvolvimento sustentável como prioridade.
Inclusive, isso é externado pela sociedade, e aqui estou falando de sindicatos, onde vou dar palestras e conversar, movimentos de luta pela moradia. Quando vão conversar comigo, a primeira coisa que eles dizem é “olha, eu passei a te admirar e te respeitar, embora pensemos muitas vezes diferente, pelo seu posicionamento. Você teve a coragem que gente de esquerda no segundo turno não teve, uma coragem de vir para um projeto maior de país”.
Como foi uma eleição muito apertada, esse reconhecimento está sendo externado agora em 2026. Estou sendo acolhida, e os números das pesquisas mostram que hoje aquele primeiro a dar o voto é o eleitor de esquerda.
A senhora, como senadora, defendeu também interesses do agronegócio. Se eleita, em qual bancada a senhora vai estar no ano que vem?
A bancada do setor produtivo do Brasil. Quero fazer questão, como pessoa de centro, como sempre fiz, de dizer que não há dicotomia. Não é binário, esse sistema é muito mais complexo do que isso.
Quero fazer questão de continuar levantando a minha voz para dizer o seguinte: o grande agronegócio não disputa com a agricultura familiar e muito menos o agronegócio do bem disputa com a pauta ambientalista. O agro não vive sem o meio ambiente.
É que o agro não é feito só do agro do bem, como a senhora diz.
Mas o agro do mal precisa ser combatido. Não pertenço a ele. A gente não pode confundir também, e muitas vezes a imprensa faz esse desserviço para o agronegócio brasileiro, de incluir os invasores de terra dos biomas, especialmente da Amazônia, do Cerrado e do Pantanal, com o agro. Essa turma não representa 3% a 5% do agronegócio brasileiro.
Eles não são o agro. Eles são grileiros e precisam ser reconhecidos como grileiros. É invasor de terra pública e precisa ser reconhecido como invasor de terra pública. Não é setor produtivo. O que ele quer ali é desmatar, colocar a boiada e mandar essa carne, muitas vezes sem o reconhecimento, para alguns poucos países que ainda aceitam a carne sem o selo da inspeção sanitária.
Como ministra do Planejamento e Orçamento, votava, no CMN (Conselho Monetário Nacional), por juros diferenciados, inclusive para quem produz e coloca comida na mesa. Quem coloca comida na mesa do brasileiro, 70% da produção que consumimos, vem da agricultura familiar. E a agricultura familiar não disputa terra com o agronegócio.
Defendo, mesmo sendo do agro, a reforma agrária feita sem violência, sem ocupação e invasão de terra, mas feita pelo Estado brasileiro. Temos terras devolutas, temos áreas públicas, temos setores do agronegócio, os fazendeiros, que querem vender sua propriedade, que não querem mais, porque seus filhos não querem mais trabalhar na zona rural e querem trabalhar nos grandes centros.
É necessário ter um recurso no orçamento brasileiro, maior até do que hoje tem – a gente sempre colocou, mas tem que ser maior – onde você possa incentivar ainda mais as áreas produtivas que possam alimentar o Brasil por meio da agricultura familiar.
Essa pergunta é interessante, porque é disso que o Brasil precisa: voltar ao centro. É o centro que consegue dialogar com a esquerda ou a direita e com as pautas da esquerda e da direita. Não dos extremos, porque eles não jogam dentro das regras.
Se a senhora for eleita, pretende tentar disputar novamente a presidência do Senado?
Hoje, não passa pela minha cabeça disputar qualquer coisa que não seja a eleição para o Senado em São Paulo. Talvez minha maior conquista na vida pública tenha sido poder ser candidata à presidência da República. Porque não foi a minha maior derrota, foi a única eleição que perdi e foi a vez em que eu mais ganhei, porque eu comecei a fazer política no momento em que as mulheres não tinham voz.
Quando muitas precursoras deram o direito a termos vozes, eu estava começando a engatinhar na política. De lá para cá, nesses 30 anos de vida pública, eu sempre tive voz, mas nunca era ouvida. E há uma grande diferença: as mulheres hoje têm voz.
Nós temos voz, mas poucas vezes somos ouvidas. Quando fui candidata à presidência, por ser uma das poucas mulheres e por ter tido um protagonismo nos debates, saí da eleição não derrotada, mas vitoriosa, porque passei a ter voz e passei a ser ouvida.
Sobre a redução da escala 6×1, empresários dizem que o projeto do governo é irresponsável, porque propõe que a mudança seja feita de maneira muito rápida. O que a senhora acha?
Ou não conhece o Brasil ou é tendencioso quem afirma que o Brasil vai quebrar, que os setores produtivos vão quebrar, porque nós vamos imediatamente reduzir em duas – duas! – horas o tempo de trabalho do brasileiro. Estão fazendo um discurso raso.
Fiz questão de, antes de falar com o presidente Lula sobre isso, ser a primeira ministra do governo a falar do fim da escala 6×1, no programa da GloboNews da Miriam Leitão, baseado inclusive em evidências. Ficava sob o meu ministério o Ipea [Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada], que tem esse papel de fazer análise dentro dos diagnósticos e números que o IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística] nos fornece. Eu pedi [estudos]. Por exemplo, no setor do agronegócio, o impacto é de apenas 1% do faturamento.
Mas no setor de serviços…
O impacto é no micro e pequeno empresário, prestador de serviços. Aí entra a mão do Estado. O Estado não vai largar a mão desse setor que gera emprego. Nesse caso específico, com a mudança da legislação, quem vai precisar? O empregador que tem 1, 2, 5, 10 ou 12 funcionários, seja no setor de serviços, seja no setor de comércio.
E o que o Estado vai fazer?
A lei complementar vai estabelecer de que forma vai haver a transição e quais são os instrumentos – e não são poucos que o Estado brasileiro tem – que serão colocados à disposição desse setor.
O Brasil não vai quebrar, os setores não vão quebrar. Eu mesma, que sou a favor do fim imediato da escala 6×1, seria a primeira a defender o setor de serviços, o setor de comércio. Estou falando aí do pequeno, do micro, para que ele possa continuar, inclusive gerando emprego e renda, que é o que nós queremos.
Há quem defenda que essa negociação deveria ser feita diretamente entre patrão e empregado. Se o funcionário quer trabalhar sete dias na semana, ele trabalha. A senhora acha que é um argumento que faz sentido nesse contexto?
No Brasil de hoje, não.
Por quê?
Porque não tem paridade de armas. Não tem um equilíbrio nessa relação. Quando você está no pleno emprego, como é agora, você até pode sentar na mesa de negociação quase de igual para igual. Mas o Brasil é movido, lamentavelmente, por crises econômicas. A cada três, quatro anos, tem uma crise. Quando você está num período de desemprego, há uma fragilidade daquele empregado que acaba aceitando qualquer condição, qualquer bico, qualquer informalidade, qualquer regra.
Não estou dizendo que não tem que deixar espaço para negociação. Acho importantes os acordos coletivos, mas muito bem dosados e como exceção, não como regra.
Virando essa página da escala 6×1, teremos, sob a ótica do empregador, um outro desafio que não é pequeno e que é antigo, que será voltar os olhos e políticas públicas, em parceria com a iniciativa privada, para a produtividade do trabalhador brasileiro, que é menor do que a produtividade do trabalhador americano e europeu.
Por culpa do trabalhador? Não. Por culpa do Estado, que não faz a parceria, não faz uma política pública estratégica com o setor produtivo para o país, para trazer esse produtor para o século 21. Isso passa por cursos profissionalizantes, por qualificação, por inserir esse trabalhador no mundo digital, da tecnologia, da inteligência artificial.
Críticos dizem que esse governo Lula não deixou marcas. Qual é a marca que a senhora deixa no ministério?
Não concordo com isso. A primeira grande marca: o presidente Lula recompôs e consolidou a democracia no Brasil, e o 8 de Janeiro foi um exemplo muito claro. Ali não foi só a depredação de um patrimônio público, porque eles poderiam ter invadido qualquer coisa. Eles invadiram a casa mais popular, mais democrática do Brasil, que é o Congresso Nacional, onde você tem todas as ideologias lá dentro, e aquele que é o guardião da Constituição, da democracia, que é o Supremo Tribunal Federal. Não foi pouca coisa que aconteceu.
A segunda grande marca foi ter tirado o Brasil do Mapa da Fome. Estamos falando de 20 milhões de brasileiros. É muito cômodo para mim, que tomo café da manhã, almoço e janto e nunca passei fome e sou considerada uma privilegiada por isso, dizer que isso não é uma marca, que isso é pouca coisa. Um país que alimenta o mundo não pode deixar uma única criança brasileira dormir com fome. Isso é preceito básico. Isso não tem a ver com ser de esquerda ou ser de direita, é um princípio básico de quem respeita a própria Constituição.
O fato de ter recomposto programas que foram extintos no passado, por si só, é uma grande marca da valorização do salário mínimo. Qual foi a última vez que o Brasil cresceu por quatro anos consecutivos acima de 2%? Eu não me lembro. Há 15 anos? [A última vez que o PIB do Brasil cresceu acima de 2% por quatro anos seguidos foi entre 2005 e 2008, com crescimentos anuais de 3,2%, 4%, 6,1% e 5,1%, após ter crescido 5,8% em 2004.]
Temos que evoluir para o século 21 e trazer uma gestão moderna em um possível Lula 4, focado numa educação mais ampla, com ciência, tecnologia e inovação, inteligência artificial na área econômica. Ter as terras raras sob nossas regras, em que tenha valor agregado no Brasil, sem nenhum preconceito da cor do dinheiro estrangeiro.
Não podemos ter preconceito com a cor desse dinheiro. Que venham dólares, que venham ienes, que venham a moeda indiana, chinesa, europeia. Temos os minerais críticos, as terras raras, mas não temos a tecnologia e nem temos dinheiro suficiente para, sozinhos, com o investidor privado nacional brasileiro, explorar essa atividade econômica.
A senhora disse certa vez que o Bolsa Família estimula a informalidade. O programa tem que ser redesenhado?
Não. Que estimula a informalidade? Em que momento eu disse isso? Não lembro [Em abril de 2025, quando ministra, Tebet disse ao programa “Bastidores CNN” que: “Em alguns momentos, a gente verifica que o Bolsa Família, no nível que está, ele, de uma certa forma, estimula a informalidade. Não é que ele seja o fator principal da informalidade, nós temos ‘N’ razões para a informalidade”].
A senhora acha que ele tem alguma questão que precisa ser redesenhada?
O que precisava ser redesenhado, nós fizemos, que era a porta de saída. Fizemos prazos, inclusive estabelecemos que, mesmo que o beneficiário encontre emprego, por 12 meses, ele está segurado. Vai diminuindo só o valor [do benefício], para poder ter a segurança de que ele pode ir para a formalidade.
O Bolsa Família é o segundo projeto mais social do governo do presidente Lula. Só não considero o primeiro, porque acho que não tem nada mais precioso para uma mulher, para uma família, do que ter a casa própria.
Para mim, o projeto social – e o que eu gostaria de ver são 5 milhões de casas sendo feitas, essa foi a meta do presidente Lula para os próximos anos – é o Minha Casa Minha Vida. Não tem nada mais social que isso, porque, não tendo que pagar o aluguel, você coloca esse dinheiro do salário na mesa, você come melhor, tem lazer.
O presidente Lula tem turbinado alguns programas sociais neste ano, que é um ano de eleição. Como a senhora, que sempre foi defensora das contas públicas, enxerga esses gastos?
O problema do Brasil não é gastar muito. O problema no Brasil é gastar mal e arrecadar mal.
O que significa arrecadar mal?
O problema não está nas políticas sociais, nas políticas públicas. O Brasil é rico o suficiente, arrecada o suficiente para comportar isso. O problema é quando você tem duplicidade de políticas públicas no município, no Estado e no governo federal. Tem vários ministérios ou várias secretarias estaduais ou municipais fazendo a mesma coisa, e o serviço não chega lá na ponta. É preciso fazer revisão de gastos, cortar erros, que foi o que nós fizemos, porque tinha muita coisa errada, inclusive no Bolsa Família.
Um segundo ponto é a revisão de gastos que precisamos fazer com mais força, para garantir a eficiência desse gasto público. Quando a gente tentou garantir isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e cobrar pelo menos 10% daqueles super-ricos que não pagavam nem 10%, o que foi uma verdadeira revolução, foi uma grita geral.
E, por exemplo, não atingia nem o agro, porque o agro já paga mais de 10% nos contratos, por exemplo, de arrendamento. São só os super-ricos – são poucas mil pessoas – [que pagarão o imposto] para beneficiar 20 milhões de pessoas. Hoje quem mais paga imposto no Brasil, direto ou indireto, é a população mais pobre e a classe média.
Então, é essa justiça tributária necessária que fizemos, aliada a uma revisão dos gastos tributários pelo lado da receita. Tinha muita renúncia fiscal que se justificava no passado, mas não se justifica mais, e outras que se justificavam no passado e que precisam permanecer. Por exemplo, 22% de tudo que a gente renuncia – e são quase R$ 600 bilhões ao ano – vem do Supersimples. Isso é estratégico e fundamental. É o que garante competitividade. Senão você quebra o micro e pequeno comerciante, prestador de serviços, empresário, e o grande empresário fica cada vez mais rico.
Mas também tem muitos gastos tributários que precisam ser revistos nesses R$ 600 bilhões. Se você fizer um corte de 10% por ano desses R$ 600 bilhões, já no ano de 2027 vai cortar R$ 60 bilhões. São R$ 60 bilhões a mais que vão entrar nos cofres públicos, diminuindo o impacto da dívida, que vai impactar no câmbio, porque vamos ter um país mais seguro, onde vai ter mais vinda de capital estrangeiro. Com isso, tem uma valorização da nossa moeda, e o dólar vai ficar mais barato. A gente compra muita coisa em dólar, então os produtos no Brasil vão ficar mais baratos, você tem menos inflação, que é o maior imposto para os mais pobres.
E aí, no segundo ano, cortar mais 10%, então entraremos em 2028 com um corte de gastos públicos de R$ 120 bilhões. No terceiro ano, R$ 180 bilhões. Se parar por aí, já teve quase que sanada a questão orçamentária pelo lado da receita, sem aumentar imposto nem dos ricos. Esse trabalho a gente precisa fazer no Congresso a partir de 2027, com muita responsabilidade.
Depois que as mensagens de Flávio Bolsonaro pedindo dinheiro para o banqueiro Daniel Vorcaro vieram à tona, ventilou-se a possibilidade de a candidatura dele ser substituída pela Michelle Bolsonaro. A senhora acha que o presidente Lula teria mais ou menos chance de ganhar se disputasse com ela?
Esse é um problema da extrema direita. Eles que se entendam com essa bola dividida, desse que é o maior escândalo do sistema financeiro e, portanto, de corrupção da história do Brasil, que é o Banco Master. As pesquisas mostraram que já teve uma primeira queda [das intenções de voto em Flávio Bolsonaro]. Acho que essa queda vai se acentuar, porque acredito que muita coisa ainda virá. Não sei sequer se o ex-presidente [Bolsonaro] lança uma mulher candidata a presidente da República, conhecendo o que ele pensa sobre isso.
Acho que a eleição do presidente Lula estará na nossa capacidade de nos comunicar com o eleitor e de mostrar o que foi o governo Bolsonaro e, portanto, o que seria um governo Flávio. Afinal, tal pai, tal filho. A fruta não cai longe do pé. E há o que é o governo do presidente Lula. A gente fez muito e se comunicou mal. A gente não teve a capacidade de mostrar o risco que corremos e os retrocessos que tivemos e tudo aquilo que tivemos que reconstruir nesses três anos e meio, que não foi pouca coisa e em muito pouco tempo. Então, é uma disputa nossa conosco mesmo.
Não faz diferença com quem será essa disputa?
Não. Faz diferença se fossem terceiros. Mas estamos falando dentro da sua pergunta da família Bolsonaro. A família Bolsonaro é uma coisa só. Pensam igual, pensaram igual o país e pensam o país da mesma forma.
O Deus deles, ‘Deus, pátria e família’, não é o mesmo Deus nosso. A pátria, não é a pátria brasileira, é a pátria estrangeira, a família, quem faz pela família brasileira, quem sempre fez pela família brasileira, é quem entrega casa popular, é quem garante a quem mais precisa o Bolsa Família, é quem coloca o pobre na universidade, é quem garante cultura, educação, investimento no futuro em ciência, tecnologia e inovação. Isso tudo quem fez foi o Lula 3, e quem destruiu e deixou de fazer foi o ex-presidente Bolsonaro.
Leia menos
O pré-candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) anunciou, nesta quarta-feira (3), a proposta de criar o Embarque Digital Pernambuco, com 10 mil vagas em cursos superiores de tecnologia para estudantes da rede pública ao longo de um mandato de quatro anos. O anúncio foi feito durante visita ao Porto Digital, no Recife, em reunião com o presidente da instituição, Pierre Lucena. Segundo João, os cursos seriam custeados integralmente pelo Governo do Estado. “Nós vamos lançar o Embarque Digital de Pernambuco. A gente vai formar dez mil alunos que foram estudantes de escolas públicas em cursos superiores de tecnologia bancados 100% pelo Governo do Estado”, afirmou.
De acordo com o pré-candidato, a proposta tem como base o programa desenvolvido pela Prefeitura do Recife. Dados apresentados pela gestão municipal e pelo Porto Digital indicam que 78,7% dos alunos atendidos possuem renda familiar de até três salários mínimos e que 69,8% dos concluintes ingressam no mercado de trabalho na área de tecnologia. João Campos também defendeu a ampliação da presença de empresas do setor no interior do Estado e a expansão das oportunidades de formação e emprego fora da Região Metropolitana.
Ao final da visita, João Campos se reuniu com estudantes participantes do programa e apresentou a proposta de expansão da iniciativa para todo o Estado. “Em quatro anos, vou levar Pernambuco ao primeiro lugar, garantindo a gratuidade do ensino e residência tecnológica junto com as empresas de tecnologia”, declarou.
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal vai analisar no dia 16 de junho a ação penal a que ex-deputado Eduardo Bolsonaro responde por coação no curso do processo. A data foi marcada após o relator, Alexandre de Moraes, liberar o caso para julgamento. Na ocasião, os ministros vão decidir se condenam ou não o filho 03 do ex-presidente Jair Bolsonaro.
No centro do julgamento estará a denúncia da Procuradoria-Geral da República que contesta a atuação do ex-parlamentar os Estados Unidos. Segundo o Ministério Público Federal, Eduardo Bolsonaro teria trabalhado para articular sanções contra autoridades brasileiras — incluindo tarifas de exportação, suspensão de vistos e até a aplicação da Lei Magnitsky — num esforço para pressionar e intimidar o STF às vésperas do julgamento que condenou Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado. As informações são do jornal O GLOBO.
Leia maisA última etapa antes do julgamento foi a de apresentação, pela PGR e pela defesa, dos argumentos finais sobre o caso. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, por exemplo, sustentou que Eduardo adotou uma estratégia de pressão internacional, com ameaças e articulações junto a autoridades estrangeiras, para tentar beneficiar seu pai e aliados investigados.
“O réu deixou claro que suas palavras carregavam o peso de uma execução iminente, visando desestabilizar o julgamento então em curso contra seu pai. O poder de influência ostentado e exercido por ele serviu como instrumento de pressão institucional, ultrapassando qualquer limite razoável de crítica política”, escreveu Gonet ao STF.
Em nome de Eduardo Bolsonaro, a Defensoria Pública da União contestou a acusação argumentando que o filho do ex-presidente está sendo processado por autoridade apontada como vítima direta de sua suposta conduta. “Ninguém pode ser juiz em causa própria”, sustentou o órgão.
A DPU também apontou nulidades no processo, questionando por exemplo o fato de Eduardo Bolsonaro ter sido citado da acusação por edital, vez que estava nos EUA. Além disso, a defensoria sustentou que as condutas imputadas ao ex-parlamentar não configuram o crime de coação no curso do processo, vez que Eduardo não teria “poder de decisão sobre atos soberanos de governo estrangeiro”.
Leia menos
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta quarta-feira (2) uma resolução que limita os poderes do presidente Donald Trump e busca encerrar a guerra contra o Irã.
O texto foi aprovado por 215 votos a 208. Quatro republicanos se juntaram aos democratas e votaram a favor da medida. A resolução ainda precisa ser aprovada pelo Senado e não depende de sanção de Trump. As informações são do g1.
Na prática, o Congresso quer impedir que Trump volte a atacar o Irã sem autorização dos parlamentares. O resultado da votação reflete a crescente preocupação no Capitólio e de republicanos com o conflito.
Leia maisNo mês passado, o Senado aprovou uma medida semelhante para obrigar Trump a encerrar operações militares no Oriente Médio. A votação também contou com o apoio de um pequeno grupo de republicanos. O texto, porém, não foi submetido a uma votação final e está parado no Congresso.
O novo esforço da Câmara segue um caminho diferente. Os democratas recorreram a uma manobra regimental que obriga a análise do texto em até duas semanas e meia.
Ainda assim, os republicanos têm maioria no Senado. Para que a medida seja aprovada, será necessário que parte da bancada do partido de Trump vote com os democratas, assim como foi em maio.
Mesmo que uma dessas medidas seja aprovada em definitivo pelo Congresso dos EUA, a expectativa é que Trump recorra à Justiça para tentar derrubá-la. A Casa Branca afirma que qualquer tentativa de limitar os poderes do presidente para conduzir ações militares é inconstitucional.
Por outro lado, parte do Partido Republicano também demonstra preocupação com o prolongamento da guerra. O conflito se mostrou impopular nos Estados Unidos e provocou alta nos preços dos combustíveis.
O temor entre os republicanos é que a rejeição à ofensiva tenha impacto nas eleições de novembro, quando serão renovadas quase todas as cadeiras da Câmara e parte das do Senado.
Leia menos
Em missão parlamentar nos Estados Unidos, o deputado federal Pedro Campos (PSB-PE) criticou a atuação dos deputados Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro no exterior e afirmou que a delegação brasileira está em Washington para defender os interesses do país, fortalecer a cooperação internacional e ampliar o combate ao crime organizado. Segundo o parlamentar, o grupo também atua em defesa do PIX e das relações institucionais entre Brasil e Estados Unidos. “A turma de Flávio Bolsonaro veio aos Estados Unidos na semana passada e saiu daqui com mais ataques ao Brasil, ao PIX e com um tarifaço que prejudica trabalhadores, empresários e a economia brasileira. Nós estamos aqui para fazer exatamente o contrário: defender o Brasil, defender nossa soberania e fortalecer a cooperação entre os dois países”, afirmou.
De acordo com Pedro Campos, um dos objetivos da missão é ampliar o diálogo com autoridades norte-americanas sobre o enfrentamento ao crime organizado transnacional e à lavagem de dinheiro. Nesse contexto, o deputado defendeu atenção a investigações envolvendo o empresário Ricardo Magro e a operações financeiras relacionadas ao Banco Master que estejam sob análise de órgãos de controle brasileiros e internacionais. “Quem ama o Brasil trabalha para fortalecer nossas instituições, proteger nossa economia e combater o crime organizado. O que não pode acontecer é transformar relações internacionais em instrumento de sabotagem aos interesses nacionais”, declarou.
A delegação é formada ainda pelos deputados Pedro Uczai (PT-SC), Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e André Janones (Rede-MG). A agenda, que segue até sexta-feira (5), inclui reuniões com integrantes do Congresso dos Estados Unidos, representantes da Organização dos Estados Americanos (OEA), da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), diplomatas e organizações da sociedade civil para discutir relações bilaterais, democracia, combate ao crime organizado e mecanismos de cooperação internacional.
O deputado federal Fernando Monteiro participou, nesta terça-feira (2), da 14ª edição do Fórum de Lisboa, em Portugal, onde representou o Congresso Nacional em um painel sobre resiliência climática. Durante o encontro, que reúne autoridades e especialistas de diversos países para discutir temas relacionados a direito, governança e políticas públicas, o parlamentar defendeu a adoção de medidas voltadas à proteção das cidades, ao fortalecimento da infraestrutura e à preparação das comunidades diante de eventos climáticos extremos. “A resiliência climática vai além da pauta ambiental. Ela envolve planejamento, segurança e compromisso com as futuras gerações”, afirmou.
Também em Lisboa, nesta quarta-feira (3), Fernando Monteiro participou do 1º Fórum Brasil-Portugal de Seguros, promovido pela Confederação Nacional das Seguradoras. No evento, o deputado debateu mecanismos de proteção frente aos riscos climáticos e apresentou propostas em tramitação no Congresso Nacional, entre elas o Projeto de Lei 4.279/2024, voltado à mitigação de riscos em obras financiadas por emendas parlamentares, além da proposta de criação do Seguro Social de Catástrofe.
O prefeito de Petrolina, Simão Durando, recebeu, na terça-feira (2), o ministro dos Transportes, George Santoro, para acompanhar o andamento das obras da Travessia Urbana do município, que contempla a duplicação da Avenida Honorato Viana e a ampliação da BR-407.
Além de acompanhar o andamento dos serviços, Simão aproveitou o encontro para pedir a construção de uma segunda ponte ligando Petrolina a Juazeiro. O gestor solicitou ao ministro apoio para a realização dos estudos de viabilidade e para a busca de recursos necessários à execução do projeto. As informações são do Blog da Folha.
Leia mais“Fiz essa solicitação em nome de Petrolina e de todo o Vale do São Francisco. Precisamos avançar nos estudos e buscar investimentos para uma obra fundamental para o futuro da nossa região”, disse.
O ministro George Santoro reafirmou o compromisso do governo federal com a conclusão da obra e anunciou a expectativa de entrega até setembro deste ano. “Assumimos o compromisso de concluir esse trecho até o final de setembro para fazermos uma entrega conjunta entre Petrolina e Juazeiro, integrando esse corredor de travessia urbana tão importante para a região”, declarou.
No caso da Travessia Urbana, Simão destacou a importância da obra para a mobilidade urbana da cidade e ressaltou que a intervenção está em fase final de execução. “Estamos muito felizes com essa obra, uma das maiores intervenções de mobilidade urbana que passa por Petrolina. Ela está entrando na reta final e ainda neste segundo semestre teremos a felicidade de devolver essa mobilidade para a população”, afirmou o prefeito.
Com mais de 11 quilômetros de duplicação, a obra beneficia diretamente diversos bairros e importantes corredores comerciais da cidade. A visita contou ainda com a presença do diretor-geral do DNIT, Fabrício Galvão, do líder do governo federal no Senado, Jaques Wagner, e do vice-prefeito, Ricardo Coelho.
Leia menos
O governo do Brasil divulgou nesta quarta-feira (3) uma nota em que afirma discordar de maneira “profunda” das conclusões do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sobre falhas na importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.
No comunicado, divulgado pelo Palácio do Planalto, o governo afirma que vai recorrer a instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade para reagir a “situações de injustiça” contra o Brasil. As informações são do g1.
O comunicado do Planalto é uma resposta à investigação do escritório norte-americano que concluiu, na terça-feira (2), que 59 países, entre eles o Brasil, e a União Europeia falharam em proibir e fiscalizar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.
Leia maisComo resposta, o governo americano propôs a aplicação de tarifas adicionais de 12,5% sobre todos os produtos desses países.
“É lamentável que tema tão relevante como o da proteção de condições dignas para milhões de trabalhadores e trabalhadoras seja desvirtuado para servir de justificativa a medidas protecionistas unilaterais”, afirma a nota do Palácio do Planalto.
“O Brasil se reserva o direito de recorrer aos instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional, para fazer face a situações de injustiça contra o Estado brasileiro, sem amparo nas regras do comércio internacional”, completa o comunicado.
A Lei de Reciprocidade é um mecanismo que permite a um país aplicar a outra nação as mesmas medidas, restrições ou tarifas que sofreu por parte dela. Na prática, se um governo estrangeiro impõe sanções ou barreiras unilaterais “injustas”, o Brasil usa a norma para reagir na mesma moeda, adotando restrições equivalentes para reequilibrar as relações e proteger a economia.
O governo também afirma, na nota, que adotará todas as medidas necessárias para reduzir eventuais danos que venham a ser causados à economia nacional, aos empregos e à renda dos brasileiros.
No documento, o governo do Brasil afirma ainda que a Organização Internacional do Trabalho (OIT) reconhece, há décadas, o Brasil como uma referência internacional no combate ao trabalho escravo e forçado, fruto de uma combinação de fiscalização rigorosa, responsabilização, cooperação entre instituições e compromisso político.
Brasil diz que detalhou normas contra trabalho forçado
Na nota, o governo afirmou que, durante o processo de investigação nos EUA, o Brasil enviou manifestações escritas e explicações detalhadas sobre as normas do país para coibir a entrada de bens produzidos por trabalho forçado.
De acordo com as autoridades brasileiras, a Receita Federal e os órgãos aduaneiros já possuem competência legal para negar a entrada e confiscar qualquer mercadoria estrangeira que atente contra a moral, os costumes, a saúde e a ordem pública.
“Qualquer bem produzido no todo ou em parte por trabalho forçado enquadra-se nessa definição”, diz a nota.
Além disso, o governo afirma que os acordos de livre comércio celebrados pelo Brasil e pelo Mercosul — incluindo os tratados com o Chile, a União Europeia e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) — já contêm compromissos rígidos de eliminação do trabalho forçado e compulsório.
Cooperação e busca por consenso
Apesar da contrariedade com as conclusões do USTR, o Ministério do Trabalho e Emprego do Brasil ressaltou que segue à disposição para continuar a sua histórica e ativa cooperação com o Departamento de Trabalho dos EUA.
Nesta terça, após recomendação do USTR sobre tarifa adicional em razão de práticas desleais em áreas como PIX, propriedade intelectual e etanol, a Secretaria de Comunicação Social também fez referência à Lei da Reciprocidade.
No entanto, no Ministério das Relações Exteriores, diplomatas dizem que a orientação do governo segue sendo a busca por um consenso entre os dois países, com a apresentação de argumentos que possam convencer os americanos de que é melhor chegar a um acordo e à não aplicação de tarifas.
Nesse contexto, o presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Nelsinho Trad (PSD-MS), disse que, embora a reciprocidade seja um instrumento “legítimo” do Estado, ele defende que o governo aja com “responsabilidade” para não aumentar a tensão entre os dois países.
Por Áureo Cisneiros*
Nos últimos anos, uma prática tem avançado silenciosamente em todas as esferas do poder no Brasil: a substituição gradual do servidor concursado por contratos temporários e empresas terceirizadas. O que deveria ser uma exceção, prevista para situações específicas e transitórias, transformou-se em regra em muitos órgãos públicos.
Em Pernambuco, esse fenômeno não é novo. Ao contrário, trata-se de uma prática antiga que vem sendo aprofundada ao longo dos anos. Enquanto milhares de brasileiros estudam e se preparam para concursos públicos, observa-se uma crescente dependência de terceirizações e contratações temporárias para ocupar funções que, em muitos casos, possuem caráter permanente.
Leia maisO concurso público foi consagrado pela Constituição Federal como instrumento de impessoalidade, igualdade de oportunidades e profissionalização do Estado. Quando essa lógica é substituída pela expansão contínua de vínculos precários, abre-se espaço para questionamentos legítimos sobre transparência, eficiência administrativa e respeito aos princípios constitucionais.
O problema se torna ainda mais grave quando surgem denúncias, investigações ou suspeitas envolvendo sobrepreços, irregularidades contratuais e desvios de recursos públicos. O Brasil acumula um histórico preocupante de escândalos relacionados a contratos terceirizados em diferentes níveis de governo, demonstrando que a fiscalização precisa ser cada vez mais rigorosa.
Há também uma preocupação crescente com a utilização da máquina pública para fins políticos. Em diversas regiões do país, críticos apontam que contratações temporárias e indicações para determinados postos acabam sendo utilizadas como instrumentos de influência política e fortalecimento de grupos eleitorais. Ainda que cada situação deva ser analisada com responsabilidade e base em provas, a simples percepção de que empregos públicos podem servir como moeda de troca já representa um grave desgaste para a confiança da população nas instituições.
Esse não é um problema restrito ao Poder Executivo. O crescimento de estruturas terceirizadas e de contratações sem concurso é tema de debate em diferentes esferas do poder público brasileiro. A sociedade tem o direito de exigir transparência total sobre quem é contratado, quanto custa cada contrato, quais serviços estão sendo prestados e quais resultados estão sendo entregues.
Outro fator que exige atenção é a sofisticação do crime organizado no Brasil. Organizações criminosas modernas movimentam bilhões de reais por ano e buscam constantemente novas formas de infiltração econômica e lavagem de dinheiro. Por isso, contratos públicos precisam estar submetidos aos mais elevados níveis de controle, auditoria e fiscalização.
Defender concursos públicos não é defender privilégios. É defender um modelo de Estado baseado no mérito, na estabilidade institucional, na independência técnica e na igualdade de acesso aos cargos públicos.
O Brasil precisa interromper o ciclo da precarização do serviço público e retomar o fortalecimento das carreiras de Estado. A administração pública não pode ser confundida com interesses eleitorais, conveniências políticas ou mecanismos de acomodação de aliados. O patrimônio público pertence à sociedade e deve ser administrado com absoluta transparência, responsabilidade e respeito à Constituição.
Quando a exceção vira regra, a impessoalidade enfraquece, a confiança da população diminui e a democracia perde força. O momento exige mais concursos, mais transparência, mais controle e menos dependência de estruturas que afastam o cidadão daquilo que deveria ser o verdadeiro objetivo do Estado: servir ao interesse público.
*Presidente do Sinpol-PE
O deputado federal Eduardo da Fonte apresentou o Projeto de Lei 4.951/2023, que estabelece a obrigatoriedade da instalação e manutenção de Salas Sensoriais em órgãos públicos de atendimento ao cidadão, concessionárias de serviços públicos e instituições financeiras.
A proposta garante espaços adequados para acolher pessoas neurodivergentes, como indivíduos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), TDAH, paralisia cerebral e outras condições que exigem suporte sensorial durante o atendimento de seus responsáveis.
As Salas Sensoriais deverão contar com profissionais especializados e ambientes preparados para estímulos visuais, táteis e auditivos, seguindo os padrões estabelecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
“Nosso objetivo é assegurar mais dignidade, inclusão e acolhimento às pessoas com deficiência e suas famílias. O atendimento prioritário é um direito, mas também é necessário garantir condições adequadas para quem enfrenta longos períodos de espera”, afirmou Eduardo da Fonte.
Usuários de casas lotéricas relataram ao blog problemas causados por uma instabilidade dos sistemas da Caixa Econômica Federal, responsável pelos serviços operados nas unidades. As queixas incluem lentidão, interrupções no atendimento e falta de previsão para o restabelecimento dos sistemas.
Em uma lotérica localizada no Empresarial ETC, no Recife, clientes e funcionários enfrentaram dificuldades durante o atendimento no sábado (30) e nesta terça-feira (3). Segundo relatos, a instabilidade provocou filas, atrasos nos serviços e transtornos para usuários e trabalhadores das unidades.

