FMO janeiro 2020

26/03


2020

Bolsonaro: "Vírus vai passar, desemprego pode demorar"

Por Reuters

O presidente Jair Bolsonaro disse, em transmissão nas redes sociais na noite de hoje que a onda do novo coronavírus chegou ao país e vai passar, mas resssalvou que não pode chegar aqui a onda do desemprego, que demora a passar.

"Nós precisamos de emprego no Brasil, manutenção (do emprego), estamos tomando várias medidas para que o emprego seja garantido", assegurou.

Em tom de alerta, o presidente disse que "sem grana" as pessoas podem morrer de fome, levar à depressão e ao suicídio, além de aumentar os índices de violência.

Bolsonaro repetiu que "erraram na dose" alguns poucos governadores e prefeitos que tomaram medidas mais drásticas de isolamento social no país. Citou que, para combater o vírus, "estão matando o paciente".

Segundo o presidente, esse vírus é igual a uma chuva, em que quando o tempo fecha as pessoas vão se molhar. Ele voltou a defender uma eventual adoção do chamado isolamento vertical, no qual apenas grupos de risco para a enfermidade são isolados. Essa medida, entretanto, não foi adotada oficialmente como protocolo de atuação no combate ao coronavírus pelo Ministério da Saúde.

"A primeira pessoa que tem que se preocupar com grupo de risco é você", disse, ao ressalvar que o governo não pode fazer tudo.

O presidente disse, novamente, que o brasileiro tem de ser estudado, numa consideração sobre uma suposta imunidade alta que teria naturalmente. Sem uma comprovação científica, ele citou que o brasileiro pula em esgoto e mesmo assim não pega doenças.

Bolsonaro afirmou que vai apresentar um projeto de lei, com regime de urgência, para garantir o pagamento da décima terceira parcela do programa Bolsa Família.

COMBUSTÍVEIS

Na transmissão, Bolsonaro exaltou o fato de que o preço dos combustíveis no país recuou cerca de 40% na refinaria. Disse que não vai interferir na política de preços da Petrobras, embora tenha dito que poderia fazer isso e que chegou a ligar para o presidente da estatal, Roberto Castello Branco.

Ele voltou a defender que esse percentual de queda chegue aos postos de abastecimento.


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Abreu e Lima

26/03


2020

Pernambuco tem 48 casos confirmados e seis curas

Por G1

Chegou a 48 o número de casos confirmados do novo coronavírus (Sars-Cov-2), em Pernambuco. Nesta quinta-feira (26), dia em que subiu para três a quantidade de mortos devido à Covid-19, no estado, houve um aumento de duas confirmações, em relação ao boletim divulgado na quarta (25). Também foi notificada mais uma cura clínica. Agora, são seis pacientes recuperados

"Desses dois casos, um está na UTI, tem 63 anos, e outro está em isolamento domiciliar. Ambos são moradores do Recife. Há dez pacientes internados. Do total de doentes em hospitais, sete estão em UTI. Temos seis pacientes recuperados, além dos três óbitos", declarou o secretário estadual de saúde, André Longo.

Também nesta quinta-feira, a prefeitura do Recife e o governo do estado lançaram a plataforma Atende em Casa, que tem orientações sobre a Covid-19 e avaliação de sintomas. Caso seja necessário, ela viabiliza videochamada com enfermeiros e médicos, que dão orientações para quem tiver suspeita de ter contraído o novo coronavírus.

Segundo o secretário de Saúde do Recife, Jaílson Correia, nas primeiras horas de funcionamento, houve mais de mil acessos à plataforma. "Nossos profissionais de saúde atenderam mais de 500 pessoas, conversando face a face as pessoas, entendendo, e definindo a conduta. São poucas horas de atuação e já temos o Atende em Casa como uma ação bastante exitosa", afirmou Jaílson.

O secretário André Longo disse que, na capital pernambucana, a plataforma começou a funcionar como um piloto, mas a previsão é expandir, nos próximos dias, para outras cidades do estado.

"Ele funciona permitindo uma avaliação de risco e uma videochamada com médicos e enfermeiros. É indicado para quem tiver sintomas gripais, que podem ser causados por coronavírus, ou não", disse.

Na quarta-feira (25), além do primeiro óbito por coronavírus confirmado no estado, Pernambuco tinha outras 14 mortes em investigação para a Covid-19. Todos os resultados saíram nesta quinta e foram negativos para o novo vírus.

Mortes por coronavírus

Subiu para três o número de pessoas mortas com Covid-19, doença transmitida pelo novo coronavírus, em Pernambuco, nesta quinta-feira (26), segundo a Secretaria Estadual de Saúde (veja vídeo abaixo). A morte de um homem de 85 anos, na quarta (25), foi considerada a primeira no estado de um paciente com a doença

As duas mortes mais recentes aconteceram na madrugada desta quinta (26). As vítimas são um morador do Recife, de 69 anos, e o canadense de 79 anos, que chegou a Pernambuco em 12 de março, no navio Silver Shadow. A embarcação partiu nesta quinta.

Segundo o infectologista do Hospital Universitário Oswaldo Cruz, referência para o tratamento de casos de Covid-19 e local onde morreu a primeira vítima da doença, todos os pacientes que morreram faziam parte do grupo de risco para agravamento do coronavírus.

"Essas duas pessoas, assim como o caso de ontem, preenchem o critério de gravidade que nós já falamos há um tempo. Não são todas as pessoas que vão evoluir pra uma situação dessa, mas é preciso tomar muito cuidado", declarou Demétrius Montenegro.


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26/03


2020

Primeiro caso suspeito de corona em Gravatá

Do Pernambuco Notícias

O prefeito de Gravatá, Joaquim Neto (PSDB) oficializou na noite desta quinta-feira (26) o primeiro caso suspeito do coronavírus em Gravatá, agreste pernambucano.

Um idoso de 64 anos, cuja identidade foi mantida em sigilo, deu entrada na emergência do Hospital Doutor Paulo da Veiga Pessoa (HDPVP) com sintomas do coronavírus. Segundo o prefeito, o paciente está entubado, com insuficiência respiratória, gripe e tem histórico de diabetes.

O paciente está isolado no hospital local e será transfiro para o Hospital Metre Vitalino, em Caruaru, onde será analisado por médico infectologista. O paciente não tem histórico de viagem ou contato com pessoas infectadas. O paciente é residente em Gravatá.


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Prefeitura de Serra Talhada

26/03


2020

EUA se tornam novo epicentro da pandemia no mundo

Por G1

Com mais de 82 mil casos, os Estados Unidos se tornaram nesta quinta-feira (26) o país com mais casos confirmados de Covid-19 no mundo, superando a Itália e a China, de acordo com um levantamento da universidade norte-americana Johns Hopkins.

Segundo a John Hopkins, os três países atingiram os seguintes números de casos nesta quinta:

. EUA - 82.404
. China - 81.782
. Itália - 80.589

O presidente Donald Trump disse que o aumento dos casos confirmados no país se deveu à aplicação de testes em massa para os pacientes norte-americanos. Em entrevista coletiva, o mandatário disse não ser possível saber o número real de casos da doença no mundo.

"Isso [o aumento] é por conta da nossa maneira de testar", disse Trump. "No fundo não sabemos quais são os números reais da doença, mas nós testamos um grande número de pessoas e a cada dia vemos que nosso sistema funciona."

Ainda mais casos
Trump disse que provavelmente há mais casos que os reportados até o momento. "Centenas de milhares", que segundo ele, são de pessoas que apresentam poucos ou nenhum sintoma.

“Muitas pessoas têm [a Covid-19]. Acabei de falar com duas pessoas que tiveram ”, disse Trump. "Elas nem foram para o médico."

O presidente dos EUA defendeu estes casos como exemplo para justificar o retorno às atividades econômicas, reduzir medidas de isolamento e reabrir o comércio.

Ele disse ainda que o percentual de mortes é "muito menor do que realmente pensava". Até agora, mais de 1 mil americanos morreram de Covid-19. Apenas nas últimas 24 horas foram 237 mortes, o maior número diário desde o início da epidemia nos EUA.


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26/03


2020

Quanto vale uma vida?

Por Mônica Moraes*

Sim, uma vida. Mas, não uma vida qualquer. A vida da pessoa que você mais ama. Quanto vale? Se todo dinheiro do mundo lhe fosse ofertado em troca da vida dessa pessoa, você aceitaria?

Pois é exatamente o que se propõe ao pedir que as pessoas votem às ruas em nome da economia. Cada pessoa morta pelo coronavírus tem alguém que a ama, como você a essa pessoa.

E você pode estar pensando: Ah, mas, sempre se morreu. Todo dia morre gente. Morre gente vítima de H1N1, tuberculose, AIDS, de qualquer outra doença... ou vítima da violência. E ninguém precisou ficar em casa por causa disso. Claro, porque no caso dessas doenças, ficar em casa, provavelmente, não as salvaria. Quanto à violência, ninguém nunca sabe como ou quando irá acontecer.

Agora é diferente. Sabemos como e quando tudo vai acontecer. Mais que isso, sabemos como evitar que muitas dessas mortes aconteçam.

É uma gripezinha – que se propaga vertiginosamente e que, em muitos, não provoca quase nada, mas que está levando a vida de milhares em todo mundo. Sabe por quê? Porque não podemos atender a todos os infectados com eficácia. Não conseguimos dar conta, nem com a velocidade, nem com a estrutura que precisamos para salvar as vidas dos que desenvolvem os sintomas mais graves – nem aqui, nem em lugar nenhum do mundo. E isso pode acontecer comigo, com você ou com aquela pessoa que você pensou.

Aquela... que você mais ama. Essa é a questão. Por isso, precisamos ficar em casa. Uma hora ou outra vamos ter contato com esse vírus. Mas, não dá para ser todo mundo ao mesmo tempo. Temos que tentar atender pouco a pouco os infectados e salvarmos as vidas preciosas das pessoas, que são as mais importantes do mundo para alguém, em algum lugar, ainda que nesse momento não seja para você.

Agora, você pode estar pensando: Ah, mas o país vai quebrar! As pessoas vão perder o emprego. A miséria e a violência vão aumentar.

Vamos fazer um exercício: Se o coronavírus não existisse e, por algum outro motivo, você perdesse tudo. Mas, tudo mesmo! Imagine que as contas estão chegando, as dívidas se acumulando e a fome está batendo à sua porta. Você, que sempre se virou. Trabalhou para pagar seus boletos com muito sacrifício, se vê agora sem nada. Quem você acha que deve ou pode te ajudar agora?

Um parente, um vizinho, o governo? Quem sabe pessoas mais ricas, talvez até seu chefe ou um grande empresário? Bom, muitas pessoas, tem mais do que precisam para viver. E, provavelmente, te ajudar não faria com que faltasse a elas o essencial. Algumas até nem sentiram falta do dinheiro gasto com você. Pois, é. Isso é possível. No mundo tal como nos apresentaram, não. Mas, de fato é possível, sim. Mas, provavelmente o seu chefe, muitos empresários e principalmente o governo, não querem gastar com você! Essa é a verdade! Porque você não é importante de fato para eles. Os lucros que você os faz ganhar é o que importa! Por isso, dê-se o valor, cuide-se, proteja-se, ame-se e não saia de casa!

Não sei se você acredita em Deus, eu acredito. Acho inclusive que de alguma forma a natureza está nos colocando frente à questão mais recorrente e séria ao longo da existência humana – O que é mais importante, o dinheiro ou a vida? Se você for às ruas em nome da economia estará respondendo que o dinheiro tem mais valor. E se você acredita em Deus, sabe que estará trocando o bem mais precioso que lhe foi dado por Ele, pelo que faz muitas vezes os homens se sentirem mais importantes que Deus aqui na terra.

 Veja o mundo com seus próprios olhos, os olhos do amor de Deus!

*Jornalista


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Comentários

Rafael C.Soares Quintas

Bela mensagem, parabéns!!!


O Jornal do Poder

26/03


2020

Prefeito do Recife vira chacota nacional na TV

A tentativa do prefeito do Recife, Geraldo Júlio (PSB), de tentar cobrar o IPTU de 2021 antecipado, virou pauta de chacota nacional na Rede TV. O apresentador Sikêra Júnior, do programa Alerta Nacional, feito nos estúdios da TV A Crítica, de Manaus, fez duras críticas à ideia com seu usual toque humorístico. O vídeo está viralizando nas redes sociais. Veja aqui um trecho.


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Banner de Arcoverde

26/03


2020

Santa Cruz do Capibaribe suspende São João

Utilizando suas redes sociais (Facebook e Instagram), o prefeito de Santa Cruz do Capibaribe, Edson Vieira (PSDB), comunicou à população, através de um vídeo postado no início da tarde de hoje, a suspensão do São João da Moda 2020. Edson Vieira foi enfático e descreveu a importância de paralisar o São João da Moda 2020.

“Depois que tive uma reunião com minha equipe na prefeitura, decidi suspender o São da Moda 2020 de Santa Cruz do Capibaribe. Uma decisão difícil de ser tomada, mas, acima de tudo, porque compreendemos a situação delicada de saúde pública que vive em nosso país, estado e cidade. Espero ter a sensibilidade e a compreensão de toda população para que juntos, possamos vencer essa batalha contra o novo coronavírus”, pontuou o prefeito.

Neste mesmo vídeo, Edson Vieira falou que devido à suspensão do São João deste ano, a administração municipal está direcionando todos os seus esforços para três importantes áreas de atuação na cidade, sendo elas: Saúde, Economia e Desenvolvimento Social.


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Prefeitura de Limoeiro

26/03


2020

Justiça manda Eduardo Cunha para prisão domiciliar

A juíza substituta da 13ª Vara da Justiça Federal de Curitiba, Gabriela Hardt, substituiu a prisão preventiva do ex-deputado federal Eduardo Cunha por prisão domiciliar devido à pandemia do coronavírus. Cunha tem 61 anos e se enquadra no grupo de riscos da doença, que causa mais mortes entre os idosos. O ex-presidente da Câmara está preso desde 2016.

“Considerando a excepcional situação de pandemia do vírus COVID- 19, por se tratar o requerente de pessoa mais vulnerável ao risco de contaminação, considerando sua idade e seu frágil estado de saúde, substituo, por ora, a prisão preventiva de Eduardo Consentino da Cunha por prisão domiciliar, sob monitoração eletrônica”, escreveu Gabriela.

A juíza destacou que a revogação da prisão preventiva “é absolutamente excepcional” e será mantida somente enquanto durar a pandemia ou se o estado de saúde de Cunha justificar essa necessidade.

Gabriela determinou que assim que Cunha estiver alta hospitalar, seja expedido o alvará. Cunha está internado em um hospital do Rio porque se submeteu a uma cirurgia.

É a primeira vez que Cunha recebe uma decisão que efetivamente vai tirá-lo da prisão. Semana passada, o desembargador do Tribunal Federal da 1a Região Ney Belo concedeu uma liminar que o colocou em regime domiciliar. No entanto, a prisão preventiva de Curitiba impedia o ex-deputado de ir para casa.

Procurados, os advogados do ex-deputado, Pedro Ivo e Ticiano Figueiredo, confirmaram a informação. Por meio de nota, os criminalistas afirmaram que “foi preciso uma pandemia e uma quase morte para se corrigir uma injustiça que perdurou anos. Eduardo Cunha já tem, há tempos, o devido prazo para progredir de regime, e há anos seu estado de saúde já vinha se deteriorando. Hoje, fez-se justiça”.


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Shopping Aragão

26/03


2020

Meu editorial no Frente a Frente – 26/03/2020

Se você perdeu o Frente a Frente de hoje, programa que ancoro pela Rede Nordeste de Rádio, tendo como cabeça de rede a Rádio Hits 103,1 FM, em Jaboatão dos Guararapes, escute agora o meu editorial.


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26/03


2020

Ação do Detran imuniza idosos em São Lourenço

Na manhã de hoje, 160 idosos moradores do município de São Lourenço da Mata, Região Metropolitana do Recife, foram vacinados contra gripe (Influenza/H1N1). A imunização é continuidade da operação Prevenção “Segundos que Salvam vidas” desenvolvida pela Diretoria de Fiscalização do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-PE) em parceria com a Prefeitura de São Lourenço da Mata/Secretaria de Saúde.

A atuação ocorreu em sistema de “drive thru”, sem que os idosos precisassem sair dos veículos, e também atendeu a deficientes físicos em circulação no local. A ação ocorreu na praça Senador Carlos Wilson. De acordo com a secretária adjunta de Saúde de São Lourenço, Algenira Angélica de Souza, o apoio do Detran, foi fundamental para efetivar a vacinação. “Com a presença dos agentes de trânsito, ficou mais fácil controlar o tráfego dos veículos e assim, agilizar a vacinação, garantindo mais comodidade aos idosos”, afirmou.

O Departamento de Trânsito disponibilizou o “Detran Itinerante”, que é um caminhão com gerador próprio, frigobar (para conservação das vacinas) e banheiro. Também contou com viaturas de apoio e um PK (carro com painel luminoso) avisando da vacinação. O gerente de Fiscalização do Detran-PE, Paulo Paz, reforça que a operação contribui na prevenção do coronavírus, uma vez que não permite aglomerações.

O Detran já realizou a ação no Recife, na Av. Norte, e em Camaragibe, no km 10,5 de Aldeia. Está prevista nova operação em Camaragibe para este sábado (28), no mesmo local onde ocorreu a anterior, e mais uma em São Lourenço da Mata, também no sábado (28), no mesmo local da realizada na manhã de hoje.


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26/03


2020

A Desordem Programada II

Por Cássio Rizzonuto

O maior problema brasileiro é a falta de credibilidade de seus homens públicos. O que dizem na parte da manhã pode ser dito de forma oposta no final do dia. Não há coerência. No Brasil, alcançar cargo eletivo é ser premiado com prêmio acumulado da melhor loteria. A questão é que a internet e redes sociais atrapalham muito essa gente.

A cada declaração contraditória, dá-se início à divulgação de enxurrada de falas passadas do envolvido, expondo-o em infindáveis máscaras. Cada qual mais solene e menos convincente. Como as que mostram o governador Doria (SP), jurando que jamais se uniria ao “extremista” Bolsonaro, alguns meses antes da eleição presidencial (2018).

Quando as eleições se aproximavam, trazendo possibilidade de vitória do “repudiado”, o alpinista eleitoreiro, que deixou a Prefeitura da Capital e se lançou ao governo, criou slogan (BolsoDoria), abraçou-o em praça pública e se tornou seu maior defensor. No momento ele o tem, mais uma vez, como “inimigo”.

João Agripino de Costa Doria Jr. é exemplo de camaleão bem-sucedido: apresentando-se como “fato novo” é filho de ex-deputado federal cassado (1964), foi secretário de Turismo (1982/84), do então prefeito de São Paulo, Mário Covas, e presidente da Embratur (1985/87), durante o corrupto governo José Sarney (1985/90).

Seu sonho é a Presidência da República, embora incapaz de apresentar trabalho de qualidade ou resultado positivo alcançado em qualquer dos cargos públicos anteriormente ocupados. É o típico “líder” nacional: vazio e presunçosamente inflado.

Políticos como tal trabalham para a derrocada de qualquer administração federal, pois sabem que o sucesso de um presidente irá causar enorme entrave às suas ambições de nível pessoal. Basta lembrar o mal que Rodrigo Maia e demais congressistas vêm fazendo às iniciativas do governo federal. A não ser que a administração seja corrupta.

O atual presidente e seus ministros têm enfrentado, além de boicote sistemático às suas ações, a chamada grande imprensa, ou “mídia extrema”. Os recursos financeiros que alimentavam esses impérios foram cortados. A Rede Globo e a Rede Bandeirante estão, agora, fazendo parceria com a China, pois não têm compromisso com o país.

O presidente dos EUA, Donald Trump, observou que se forem tomadas medidas objetivando o percentual de apenas 1,5% a ser possivelmente atingido pelo coronavírus, levar-se-á o caos para os 88,5% restantes. Foi isso que Bolsonaro quis dizer em seu pronunciamento (antes mesmo de Trump), e é isso o que já está acontecendo.

Os “representantes” políticos não viram ainda as multidões de desempregados, moradores de ruas, pedintes e mergulhados na economia informal que começaram a saquear mercadinhos, fazer arrastões e cobrar ação por parte das autoridades. O quadro que se desenha é aterrador e é preciso que alguém em sã consciência se posicione.

Nesta semana, o governador Ronaldo Caiado (GO), quase foi agredido ao chegar à sede do governo estadual. Desmontar a economia e matar o povo de fome não vai resolver o dilema: vai causar revolução. Ou se abre a tampa, ou a panela irá explodir.

O ex-presidente FHC cobrou liderança e “decoro”, do presidente Jair Bolsonaro, esquecido que, em seu governo, colocou o notório Renan Calheiros como ministro da Justiça. O melhor que esses “líderes” podem fazer é calar a boca e deixar de atrapalhar.

O clima político está em ebulição. É provável que falte pouco para estourar. Apesar de panelaços fajutos, exibidos pela Rede Globo, os revoltados já formaram opinião a respeito de quem a fatura deve ser cobrada. O coronavírus está expondo a face horrenda de mais de 500 anos de roubalheira, autoritarismo e políticas desastradas.


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Comentários

JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

Corretíssimo Rizzonuto. O vírus não irá desaparecer por encanto. A quarentena vai durar até a descoberta de uma vacina? Claro que não e esses governadores petralhas sabem disso. Quando forem obrigados a liberar o comércio e os serviços, o vírus continuará. Claro que esses políticos que querem desestabilizar o Bolsonaro sabem disso. Acontece que o tiro saiu pela culatra e eles estão num mato sem cachorro. A população não mais é tangida, como era antigamente, pela imprensa comprada e pelos políticos de esquerda que só fizeram roubar e afundar o País. O povo não é bobo e não vai querer o Lula ladrão de novo. Ou, os Dórias da vida que só se elegeu por causa do Bolsonaro e agora quis dá uma de estadista e quebrou a cara.

Alberto Costa Santos

Esse Cássio Rizzonuto não acrescenta nada ao blog. Um cara desse espalhando fake numa mídia conceituada, logo a levará ao descrédito. Cuidado Magno. Bozoloides são ignorantes não acrescentam nada, isso tudo que está acontecendo são fases.

Alberto Costa Santos

De aliado a opositor Bolsonaro, quem diria, já votou no “companheiro” Lula para presidente Durante a eleição de 2002, deputado Jair Bolsonaro fez elogios a Lula, sugeriu o nome de José Genoino para o Ministério da Defesa e deu nota 10 para um discurso do líder petista



26/03


2020

Plenário inicia votação de projetos sobre coronavírus

O Plenário da Câmara dos Deputados iniciou, há pouco, uma sessão de votação remota para analisar quatro projetos de lei sobre o combate ao coronavírus.

O primeiro projeto da pauta é o PL 702/20, do deputado Alexandre Padilha (PT-SP) e outros, que dispensa o trabalhador de comprovação de doença por sete dias em épocas de epidemia e lhe permite apresentar atestado emitido por meio eletrônico a partir do oitavo dia de afastamento.


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26/03


2020

Motorista de Bolsonaro está em estado grave na UTI

O motorista do presidente Jair Bolsonaro foi diagnosticado com coronavírus na última semana e, hoje, o quadro piorou. Ari Celso Rocha Lima de Barros estava em isolamento domiciliar e, ontem, foi internado no Hospital de Base.

Com a piora do seu quadro, Ari foi transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), referência para tratamento do vírus no Distrito Federal. A informação foi confirmada ao Jornal de Brasília.

Ari é capitão da Polícia Militar do Distrito Federal e, segundo portaria do GSI de fevereiro deste ano, atua no governo como assistente técnico militar. De acordo com a família, ele faz a segurança do presidente em eventos e algumas viagens, mas não estava na comitiva que foi para a Flórida, nos Estados Unidos, no início do mês. Vinte e três pessoas que estiveram com o presidente nesta viagem testaram positivo para novo coronavírus.


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26/03


2020

Hits 103,1 FM na campanha pela vida

Num instante em que as opiniões se dividem quanto ao isolamento vertical, preservando idosos e grupos de risco do contágio do coronavírus, em troca da retomada da economia, a emissora Hits 103,1 FM, no Grande Recife, faz uma campanha pela preservação da vida. A Hits, sob o comando de June Melo, é a cabeça da Rede Nordeste de Rádio, retransmissora do Frente a Frente, programa ancorado por este blogueiro, de segunda à sexta-feira, no horário das 18 às 19 horas. Aplausos à equipe de June!


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26/03


2020

Abaixo ao decreto do governador!

Por Marcelo Luz*

Estamos passando pela maior guerra biológica da história humana. A diferença é que este inimigo é invisível, mas já o conhecemos bem. Nossa economia está ameaçada, o sustento e a segurança das nossas famílias também, de forma muito mais danosa do que podemos imaginar.

Sem emprego, muitas pessoas passarão a furtar e roubar para sobreviver. E isso, infelizmente, já é possível constatar sem nenhum grande esforço. A ordem é preservar somente nossos idosos e doentes, e vamos à guerra! Somos um povo guerreiro! Já sobrevivemos a situações bem piores e delas tiramos muitas lições.

Não existe guerra sem baixas! Neste momento, somos todos soldados. Ser soldado, estar em uma guerra e não querer lutar é coisa de covarde. Eu não me incluo entre os covardes.

Vamos, portanto, voltar a trabalhar, brigar para derrubar este decreto do governador do Estado e voltar ao trabalho!

*Empresário


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Comentários

Fernandes

Governador está certíssimo, chora bozolóide, aceita que dói menos.

jevesson

Este governador Paulo Câmara e mais alguns outros do NORDESTE está levando o estado de Pernambuco para uma REVOLUÇÃO, e por culpa deles logo, logo vai começar a ter saques nos supermercados de Recife e Olinda, e vejam até o partido do PSOL que apoia Paulo Câmara, quer soltar os presidiários, ladroes, estripadores assassinos e etc.... pode? Povo Pernambucano abram os olhos pois depois será tarde demais.

jevesson

Este governador Paulo Câmara e mais alguns outros do NORDESTE esta levando o estado de Pernambuco para uma REVOLUÇÃO, povo Pernambucano abram os olhos poi depois sera tarde demais.

jevesson

Nossa economia está ameaçada pelo os governadores do NORDESTE que são do PT,PSOL,PCdB,PSB e etc....) , o sustento e a segurança das nossas famílias também, de forma muito mais danosa do que podemos imaginar. Sem emprego, muitas pessoas passarão a furtar e roubar para sobreviver e o partido PSOL quer soltar os presidiários o tal do Dep. federal FREIXO do RJ,. E isso, infelizmente, já é possível constatar sem nenhum grande esforço. A ordem é preservar somente nossos idosos e doentes, e vamos à guerra! Somos um povo guerreiro! Já sobrevivemos a situações bem piores e delas tiramos muitas lições. Não existe guerra sem baixas! Neste momento, somos todos soldados. Ser soldado, estar em uma guerra e não querer lutar é coisa de covarde. Eu não me incluo entre os covardes. Vamos, portanto, voltar a trabalhar, brigar para derrubar este decreto do governador do Estado e voltar ao trabalho! Empresário



26/03


2020

Livro de Bivar é destaque no The New York Times

Em meio a todo o caos causado pela quarentena devido a transmissão do novo coronavírus, uma boa notícia para literatura pernambucana. No último domingo, saiu no New York Times, no caderno Book Review (uma espécie de recomendação aos leitores), uma recomendação ao livro de Luciano Bivar, em inglês com o título "50 Ways of Loving – One is Killing”. A obra “50 formas de amar. Uma é matar” foi lançada no final de 2019 no Brasil e nos Estados Unidos e está disponível nos sites das principais livrarias do país.


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26/03


2020

A carta da renúncia

Por Maria Cristina Fernandes – Valor Econômico

A tese do afastamento do presidente viralizou nas instituições. O combate à pandemia já havia unido o país, do plenário virtual do Congresso Nacional ao toque de recolher das favelas. Com o pronunciamento em rede nacional, o presidente conseguiu convencer os recalcitrantes de que hoje é um empecilho para a batalha pela saúde da nação. Se contorná-lo já não basta, ainda não se sabe como será possível tirá-lo do caminho e, mais ainda, que rumo dar ao poder em tempos de pandemia. A seguir a cartilha do presidiário Eduardo Cunha, seu afastamento apenas se dará quando se encontrar esta solução. E esta não se resume a Hamilton Mourão.

Ao desafiar a unanimidade nacional, no uniforme de vítima de poderes que não lhe deixam agir para salvar a economia, Bolsonaro já sabia que não teria o endosso das Forças Armadas para uma aventura que extrapole a Constituição. Era o que precisaria fazer para flexibilizar as regras de confinamento adotadas nos Estados. Duas horas antes do pronunciamento presidencial, o Exército colocou em suas redes sociais o vídeo do comandante Edson Leal Pujol mostrando que a farda hoje está a serviço da mobilização nacional contra o coronavírus.

Saída a ser costurada passa pela anistia aos filhos

Pujol falou como comandante de uma corporação que tem a massa de seus recrutas originários das comunidades mais pobres do país, hoje o foco de disseminação mais preocupante para as autoridades sanitárias. Disse que agirá sob a coordenação do Ministério da Defesa. Em nenhum momento pronunciou o presidente. Moveu-se pela percepção de que uma tropa aquartelada hoje é mais segura que uma tropa solta. Na mão inversa do trem desgovernado do discurso presidencial daquela noite.

Quando já estava claro que descartara o papel de guarda pretoriana, Pujol reforçou a importância do combate ao coronavírus: “Talvez seja a missão mais importante de nossa geração”. Vinte e quatro horas depois, o vídeo ultrapassava 500 mil visualizações, mais do que o dobro do efetivo do Exército.

O distanciamento contaminou os ministros militares com assento no Palácio do Planalto. “Não quero ter minha digital nisso”, comentou um deles ao perceber o rumo provocativo que o pronunciamento da noite de quarta-feira teria. Deixou o Palácio antes da gravação, conduzida sob o comando dos filhos e da milícia digital do bolsonarismo.

A insistência do presidente na tese esticou a corda com os governadores e com o Congresso, que amanheceu na quarta-feira colocando pilha na saída do ministro Luiz Henrique Mandetta. A pressão atingiu o pico do dia com o rompimento do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), com o presidente. Aliado de primeira hora de Bolsonaro, presença mais frequente, entre seus pares, nas solenidades do Palácio do Planalto, Caiado foi um dos principais padrinhos de Mandetta, um deputado do Mato Grosso do Sul que não disputou em outubro de 2018 porque temia não se reeleger.

O ministro negaria a demissão numa entrevista em que citou Caiado, mas não Bolsonaro. O Congresso mantinha a aposta na saída de Mandetta como mais um tapume no isolamento do presidente quando João Doria, na reunião de governadores com o presidente, partiu para o confronto. O discurso de palanque do governador de São Paulo não é unanimidade entre os envolvidos em busca de uma solução de consenso, especialmente os da farda, mas sua ação deliberada para levar os governadores a recusar interlocução com o presidente, caiu como uma luva para a estratégia de levar Bolsonaro ao limite do isolamento.

Para viabilizar o enfrentamento dos governadores, o Congresso busca meios de manter o acesso dos Estados a recursos com os quais possam manter suas políticas de combate à doença, hoje confrontadas pelo Planalto. O pronunciamento acabou por frear a proposta de emenda constitucional com a qual se pretendia criar um orçamento paralelo para viabilizar as ações de Bolsonaro no combate à pandemia e calar a tecla com a qual o presidente se diz impedido de agir pelo Congresso. Cogitou-se até incluir nesta PEC instrumentos com os quais Bolsonaro poderia ter mais poderes sobre o confinamento e o confisco de insumos hospitalares, como meio de evitar o Estado de Sítio.

Ainda que Bolsonaro hoje não tenha nem 10% dos votos em plenário, um processo de impeachment ainda é de difícil de viabilidade. Motivos não faltariam. Os parlamentares dizem que Bolsonaro, assim como a ex-presidente Dilma Rousseff, já não governa. Se uma caiu sob alegação de que teria infringido a Lei de Responsabilidade Fiscal, o outro teria infrações em série contra uma “lei de responsabilidade social”. Permanece sem solução, porém, o déficit de legitimidade de um impeachment em plenário virtual.

Vem daí a solução que ganha corpo, até nos meios militares, de uma saída do presidente por renúncia. O problema é convencê-lo. A troco de que entregaria um mandato conquistado nas urnas? O bem mais valioso que o presidente tem hoje é a liberdade dos filhos. Esta é a moeda em jogo. Renúncia em troca de anistia à toda tabuada: 01, 02 e 03. Foi assim que Boris Yeltsin, na Rússia, foi convencido a sair, alegam os defensores da solução.

Não faltam pedras no caminho. A primeira é que não há anistia para uma condenação inexistente. A segunda é que ao fazê-lo, a legião de condenados da Lava-Jato entraria na fila da isonomia, sob a alcunha de um “Pacto de Moncloa” tupiniquim. A terceira é que o Judiciário, agastado com o bordão que viabilizou o impeachment de Dilma (“Com Supremo com tudo”), resistiria a embarcar. E finalmente, a quarta: Quem teria hoje autoridade para convencer o presidente? Cogita-se, à sua revelia, dos generais envolvidos na intervenção do Rio, PhDs em milícia.

A única razão para se continuar nesta pedreira é que, por ora, não há outra saída. Na hipótese de se viabilizar, o capitão pode estar a caminho de encerrar sua carreira política como começou. Condenado por ter atentado contra o decoro, a disciplina e a ética da carreira militar, Bolsonaro foi absolvido em segunda instância. Em “O cadete e o capitão” (Todavia, 2019), Luiz Maklouff, esboça a tese de que a absolvição foi a saída encontrada para o capitão deixar a corporação. Em seguida, o Bolsonaro disputaria seu primeiro mandato como vereador no Rio. Trinta e quatro anos depois, a borracha está de volta para esfumaçar o passado. Desta vez, com o intuito de tirá-lo da política.


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Comentários

Fernandes

Certíssimo, vamos tirar esse genocida da presidência.

JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

Maria Cristina Fernandes do Poder Econômico quer o afastamento do Presidente. Vai ficar querendo. Ela, como a petralhada que mamou na época da petralhada e agora não tem mais vai ficar só no desejo. Não quero que essa senhora perca o emprego mas, pelo visto e o Valor sem as vultuosas verbas de propaganda, vai vazar logo logo. Mente descaradamente e, para não se pega na mentira, vem com frases de alegam. Dá exemplo do Boris Yeltsin sem qualquer comprovação. Depois não sabe o motivo da imprensa está tão desmoralizada e desacreditada. O povo está querendo que o presidente do circo melhor, da Câmara, tenha coragem de dá andamento ao processo de impedimento para fecharmos aquela casa dos horrores.



26/03


2020

Entre vírus e vermes e outras vicissitudes

Por Murilo Neto*

A proposta do presidente da Câmara dos Deputados de reduzir os salários dos servidores públicos é inconstitucional, infeliz e desumana, mas também é, do ponto de vista econômico, absolutamente inoportuna e ineficaz.

O país entrará num período de forte recessão, como consequência da crise do coronavírus e da inoperância do governo. Para enfrentarmos a estagnação econômica é preciso, entre outras medidas, estimular o crédito e o consumo, para que a indústria volte a produzir, o comércio volte a vender e o setor de serviços retome o crescimento.

A classe média, aí incluído o servidor público, é um setor fundamental para, com sua capacidade de consumo, ajudar a movimentar a economia. Retirar poder de compra de uma parcela expressiva da população é o oposto do que a economia precisa. Ao contrário do proposto, a hora é de pensar como instituir um programa de renda mínima para a população e garantir o poder de compra e investimento das classes médias, do pequeno empresário, do microempreendedor, do profissional liberal, do servidor público. Isto é o que fará girar a roda da economia.

Os recursos para enfrentar a crise existem. A dívida pública interna do país está em torno de 6 trilhões e todo ano gastamos muitos bilhões de reais para o pagamento de juros e da amortização dessa dívida.

A gravidade da situação interna e mundial justificaria, inclusive, cogitar a moratória, mas talvez não seja necessário, bastando que o governo altere o perfil e o manejamento da dívida, alongando prazos, reduzindo as amortizações e renegociando juros.

Apenas as amortizações – que são os pagamentos do principal das dívidas, geralmente das mais antigas – giram em torno de 342 bilhões de reais, em números de 2018 (Fonte: SIAFI, citada por Maria Lucia Fattorelli, in “omonitormercantil.com.br”). O adiamento das amortizações, mesmo mantendo o pagamento atual dos juros, permitiria que o Estado recuperasse boa parte de sua capacidade de investimento a curto prazo.

Muitos sugerem também a utilização dos recursos das loterias federais, mais de 14 bilhões por ano, suspensão do Fundo Eleitoral, da ordem de 2 bilhões, da redução do Fundo Partidário, cerca de 1 bilhão, e da suspensão das verbas indenizatórias a que fazem jus os parlamentares, aproximadamente 900 milhões de reais. Seria uma pequena e bem-vinda ajuda.

As propostas de suspender contratos de trabalho e salários por 4 meses, como queria o governo, ou de reduzir vencimentos dos servidores públicos – que estão na linha de frente do combate ao coronavírus – revelam amadorismo na condução dos assuntos de Estado ou, o mais provável,  insensibilidade de quem não depende do seu próprio trabalho e do seu salário para viver.

*Advogado


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